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ELETROTERMOFOTERAPIA Prof. Dr. Carlos Eduardo Girasol carlos.girasol@professores.estacio.br • Independente se a informação chega ou não a consciência → INFORMAÇÃO SENSORIAL • Se a informação atingir a consciência → SENSAÇÃO • Quando reconhecemos essa sensação e compreendemos → PERCEPÇÃO Fisiologia da dor SENTIR DOR SABER ONDE DÓI Fisiologia da dor Tabela 6.1 Os sistemas sensoriais do homem e seus receptores Modalidade Sub-modalidade Estímulo específico Órgão receptor Tipo funcional Tipo morfológico Visão Todas Luz Olho Fotorreceptores Cones e bastonetes Audição Todas Vibrações mecânicas do ar Ouvido Mecanoceptores auditivos Células ciliadas da cóclea Somestesia Tato Estímulos mecânicos -- Mecanoceptores Neurônios ganglionares da raiz dorsal Sensibilidade Térmica Calor e frio -- Termoceptores Neurônios ganglionares da raiz dorsal Dor Estímulos mecânicos, térmicos e químicos intensos -- Nociceptores Neurônios ganglionares da raiz dorsal Propriocepção Movimentos e posição estática do corpo Fuso muscular, órgão tendinoso Mecanoceptores Neurônios ganglionares da raiz dorsal Olfato Todas Substâncias químicas Nariz Quimioceptores Neurônios da mucosa olfatória Paladar Todas Substâncias químicas Boca Quimioceptores Células das papilas gustativas Fisiologia da dor Fisiologia da dor Um estímulo que provoca uma lesão tecidual provocará uma sensação de dor; NOCICEPTORES; Assemelham-se com os termorreceptores (pouca ou nenhuma mielina); Respondem a deformações mecânicas intensas, extremos de temperatura, muitas substâncias químicas (ex.: excesso de bradicinina, histamina etc). Fisiologia da dor “Uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a, ou semelhante a, danos reais ou potenciais aos tecidos”. - A dor é sempre uma experiência pessoal que é influenciada em graus variados por fatores biológicos, psicológicos e sociais. - A dor e a nocicepção são fenômenos diferentes. A dor não pode ser inferida apenas da atividade dos neurônios sensoriais. - Por meio de suas experiências de vida, os indivíduos aprendem o conceito de dor. Fisiologia da dor “Uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a, ou semelhante a, danos reais ou potenciais aos tecidos”. - O relato de uma pessoa sobre uma experiência como dor deve ser respeitado. - Embora a dor geralmente tenha uma função adaptativa, ela pode ter efeitos adversos sobre a função e o bem-estar social e psicológico. - A descrição verbal é apenas um dos vários comportamentos para expressar a dor; a incapacidade de se comunicar não nega a possibilidade de um ser humano ou um animal não humano sentir dor. Fisiologia da dor Fisiologia da dor Fisiologia da dor - No corno posterior da medula → conexões sinápticas com interneurônios ou com neurônios de segunda ordem (células de transmissão ou células T) → cruzam a linha média da medula espinhal para transmitir informação nociceptiva para centros superiores → VIA ESPINOTALÂMICA CONTRALATERAL (neurônios de 2ª ordem). - Neurônios de 2º Ordem • Corpos celulares na zona marginal ou substância gelatinosa do corno posterior da medula e axônios ascendem ao núcleo ventrobasal do tálamo. • Também enviam informações para centros superiores (hipotálamo, lobo fropntal e sistema límbico do ´cerebro) através do trato espinorreticular multissimpático. • Estas áreas coordenam as respostas autonômicas, psicológicas e emocionais da dor. - No tálamo → neurônios de 3ª ordem conduzem informações da dor para córtex cerebral. Processo da Dor - Aspectos Centrais Processo da Dor - Aspectos Centrais Ativação das células SG INIBIRÁ a transmissão da dor para centros superiores. ENTÃO Alterar o equilíbrio entre excitação e inibição das células T é de suma importância para determinar se a dor será ou não transmitida ao cérebro. E Inibir através dos interneurônios inibitório SG pode-se reduzir ou abolir a transmissão da dor. Processo da Dor – Modulação da Dor Processo da Dor – Modulação da Dor 16 Teoria das Comportas (1965): O respaldo teórico que faltava TEORIA DAS COMPORTAS DE DOR (Melzack e Wall, 1965) Aferentes mecanossensitivos de diâmetro largo podem ser ativados por vários meios: • Estimulação mecânica simples sobre receptores da pele, músculos e articulações. • Artificialmente através por estimulação elétrica. • Qualquer técnica fisioterapêutica que ative esses aferentes INIBE A TRANSMISSÃO DA DOR NA MEDULA ESPINHAL através do fechamento da comporta (inibição das células T através das células SG). Processo da Dor INFLUÊNCIAS DESCENDENTES SOBRE CÉLULAS T - Vem da substância cinzenta periaquedural (SCPA, localizada no mesencéfalo) e núcleos da rafe (localizados no bulbo encefálico). - Efeitos excitatórios sobre interneurônios inibitórios da SG no corno posterior da medula. - Liberação de neurotransmissores monoaminérgicos como noradrenalina e 5-HT (5- hidroxitriptamina) estimuladas a partir da produção de opióides pelas áreas límbicas (hipotálamo, hipocampo e amígdala). - Opióides endógenos em três famílias: encefalinas, endorfinas e dinorfinas. Processo da Dor Processo da Dor Processo da Dor ELETROTERAPIA Qual parâmetro é mais confortável? Corrente quadrática bifásica simétrica Duração de pulso: 100 us Corrente quadrática bifásica simétrica Duração de pulso: 100 ms Parâmetros físicos Robertson, 2009 Parâmetros físicos - Duração do Pulso (ms ou μs) - Amplitude ou Intensidade (mA) - TON/TOFF - Frequência dos Pulsos (Hz, pps ou cps) - Forma do Pulso Parâmetros físicos DURAÇÃO OU LARGURA DO PULSO Determina o tempo que as cargas elétricas irão passar em um pulso ou ciclo; Definido em μs ou ms. AMPLITUDE/INTENSIDADE É o tamanho do estímulo aplicado; Tolerância do indivíduo e objetivos do tratamento. A intensidade está diretamente relacionada com a produção de força muscular, isto é, quanto mais a intensidade é aumentada, maior é o número de unidades motoras recrutadas. Parâmetros físicos DURAÇÃO OU LARGURA DO PULSO AMPLITUDE/INTENSIDADE Sbruzi e Plentz, 2015 Parâmetros físicos ON: tempo em que a contração vai ser mantida; OFF: ausência da passagem de estímulos, garante um período de recuperação para os nervos e músculos estimulados, diminuindo a fadiga. Ciclo de trabalho: proporção de tempo pelo qual a corrente flui durante os diferentes ciclos que constituem a sessão de tratamento. ON (ON + OFF) Modulação da rampa: constituída pelo tempo de subida, tempo de sustentação e tempo de descida. CICLO DE TRABALHO (ON/OFF) E MODULAÇÃO DA RAMPA * 100 Parâmetros físicos CICLO DE TRABALHO (ON/OFF) E MODULAÇÃO DA RAMPA Sbruzi e Plentz, 2015 Parâmetros físicos Número de pulsos ou ondas por segundo Hertz (Hz) FREQUÊNCIA A produção de força está diretamente relacionada à frequência de estímulo utilizada, isto é, quanto maior a frequência, maior a força gerada. Porém, frequências muito altas estão diretamente relacionadas a maior demanda metabólica e a maior fadiga muscular. Bickel et al., 2011 Sbruzzi et al., 2011 Parâmetros físicos FREQUÊNCIA Sbruzi e Plentz, 2015 Parâmetros físicos Tipo I: oxidativas e resistentes à fadiga, são inervadas por neurônios com axônios de pequeno diâmetro, constituindo pequenas unidades motoras (10Hz). Tipo II: mais fatigáveis, porém produzem maior nível de força, são inervadas por axônios com grande diâmetro e constituem unidades motoras rápidas (40Hz). Subtipos de fibras rápidas: IIa, IIb e IId/x. O recrutamento das unidades motoras durante a EENM é não seletivo, assim as unidades motoras são ativadas sem sequenciamento relacionado ao tipo de unidade motora. Fibras musculares Parâmetros físicos Frequências para analgesia Fibras A∂ ou C (dor) →e C = 50 Hz). Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Intensidade variada entre limiar sensitivo, motor e doloroso. Em geral: Alta frequência está ligada a limiar sensitivo. Baixa frequência está ligada a limiar motor. Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Mecanismos periféricos e centrais: Centrais: pontos na medula espinhal e tronco cerebral que utiliza receptores opioides, serotonérgicos e muscarínicos que são ativados pela TENS. Periféricos: no local da aplicação da TENS, os receptores opioides e noradrenérgicos α-2 são ativados. Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Parâmetros da TENS e Curso Temporal da Dor Orientação Clássica Dores Agudas - Alta Frequência e Baixa Intensidade; - TENS Convencional; - Comportas Medulares Ascendentes. Dores Crônicas - Baixa Frequência e Alta Intensidade; - Bursts e TENS-Acupuntura; - Liberação de Opióides Endógenos. Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Dores Agudas - Alta Frequência e Baixa Intensidade; - TENS Convencional; - Comportas Medulares Ascendentes. Dores Crônicas - Baixa Frequência e Alta Intensidade; - Bursts e TENS-Acupuntura; - Liberação de Opióides Endógenos. Parâmetros da TENS e Curso Temporal da Dor Orientação Clássica TRÊS PARÂMETROS BÁSICOS A TRABALHAR PARA ESCOLHA DO TIPO DE ANALGESIA: FREQUÊNCIA DURAÇÃO (TEMPO) DE PULSO INTENSIDADE DE CORRENTE Transcutaneous Electric Nerve Stimulation - Fibras de diâmetro largo (A Beta e A Alfa) baixo limiar de excitabilidade. - Fibras de diâmetro pequeno (A Gama e C) alto limiar de ativação. - Amplitude de corrente para excitar fibra nervosa ↓ com o ↑ frequência de pulso (INVERSAMENTE PROPORCIONAIS). - Durações de pulso =10-1000 μs ativam seletivamente fibras A Beta e A Alfa A Gama e C eferentes motores. PARA ATIVAR FIBRAS A Beta SEM ATIVAR FIBRAS A Gama e C : Correntes de baixa intensidade e alta frequência (10-250 p.p.s) com duração de pulso entre 10-1000 μs. Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Transcutaneous Electric Nerve Stimulation ELETROTERMOFOTERAPIA Prof. Dr. Carlos Eduardo Girasol carlos.girasol@professores.estacio.br Slide 1 Slide 2: Fisiologia da dor Slide 3: Fisiologia da dor Slide 4 Slide 5: Fisiologia da dor Slide 6: Fisiologia da dor Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22: Parâmetros físicos Slide 23: Parâmetros físicos Slide 24: Parâmetros físicos Slide 25: Parâmetros físicos Slide 26: Parâmetros físicos Slide 27: Parâmetros físicos Slide 28: Parâmetros físicos Slide 29: Parâmetros físicos Slide 30: Parâmetros físicos Slide 31: Parâmetros físicos Slide 32: Parâmetros físicos Slide 33: Parâmetros físicos Slide 34: Parâmetros físicos Slide 35: Parâmetros físicos Slide 36: Efeitos das Cargas Elétricas Slide 37: Ações Terapêuticas Slide 38: Parâmetros físicos Slide 39: Parâmetros físicos Slide 40: Ponto Motor Slide 41: Ponto Motor Slide 42: Eletrodos e Meios de Contato Slide 43: Eletrodos e Meios de Contato Slide 44: Eletrodos e Meios de Contato Slide 45: Parâmetros físicos Slide 46:Contraindicações Slide 47 Slide 48: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 49: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 50: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 51: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 52: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 53: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 54: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 55: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 56: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 57: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 58: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 59: Transcutaneous Electric Nerve Stimulation Slide 60