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PROVA – EVERALDO Teoria da geração do Direito Os Direitos Fundamentais visam assegurar a todos uma existência digna, livre e igual, criando condições à plena realização das potencialidades do ser humano. Nas palavras do eminente jurista Alexandre de Moraes podem ser definidos como “ O conjunto institucionalizado de direitos e garantias do ser humano que tem por finalidade básica o respeito a sua dignidade, por meio de sua proteção contra o arbítrio do poder estatal e o estabelecimento de condições mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana”. [1] Por serem indispensáveis à existência das pessoas, possuem as seguintes características: 1. Inalienabilidade: são direitos intransferíveis e inegociáveis. 2.Imprescritibilidade: não deixam de ser exigíveis em razão do não uso. 3.Irrenunciabilidade: nenhum ser humano pode abrir mão da existência desses direitos. 4.Universalidade: devem ser respeitados e reconhecidos no mundo todo. 5.Limitabilidade: não são absolutos. Podem ser limitados sempre que houver uma hipótese de colisão de direitos fundamentais. É importante salientar que esses direitos são variáveis, modificando-se ao longo da história de acordo com as necessidades e interesses do homem. Essa transformação é explicada com base na teoria das gerações de direitos fundamentais, criada a partir do lema revolucionário francês (liberdade, igualdade, fraternidade) e que pode ser assim resumida: Direitos da primeira geração ou direitos de liberdade: Surgiram nos séculos XVII e XVIII e foram os primeiros reconhecidos pelos textos constitucionais. Compreendem direitos civis e políticos inerentes ao ser humano e oponíveis ao Estado, visto na época como grande opressor das liberdades individuais. Incluem-se nessa geração o direito à vida, segurança, justiça, propriedade privada, liberdade de pensamento, voto, expressão, crença, locomoção, entre outros. Direitos da segunda geração ou direitos de igualdade : Surgiram após a 2ª Guerra Mundial com o advento do Estado - Social. São os chamados direitos econômicos, sociais e culturais que devem ser prestados pelo Estado através de políticas de justiça distributiva. Abrangem o direito à saúde, trabalho, educação, lazer, repouso, habitação, saneamento, greve, livre associação sindical, etc. Direitos da terceira geração ou direitos de fraternidade /solidariedade: São considerados direitos coletivos por excelência pois estão voltados à humanidade como um todo. Nas palavras de Paulo Bonavides são “ ... direitos que não se destinam especificamente à proteção dos interesses de um indivíduo, de um grupo ou de um determinado Estado. Têm por primeiro destinatário o gênero humano mesmo, em um momento expressivo de sua afirmação como valor supremo em termos de existencialidade concreta”. [2] Incluem –se aqui o direito ao desenvolvimento, à paz , à comunicação, ao meio-ambiente, à conservação do patrimônio histórico e cultural da humanidade, entre outros. A partir dai novas gerações passaram a ser identificadas. Entre elas a mais aceita pela doutrina é a quarta geração de direitos criada pelo professor Paulo Bonavides, para quem pode ser traduzida como o resultado da globalização dos direitos fundamentais de forma a torná-los universais no campo institucional. Enquadram-se aqui o direito à informação, ao pluralismo e à democracia direta. Por fim, ainda que se fale em gerações, cabe deixar claro que não existe nenhuma hierarquia ou sucessão entre os direitos fundamentais, devendo ser tratados como valores interdependentes e indivisíveis. Além do mais, a evolução desses direitos não seguiu a ordem cronológica liberdade, igualdade, fraternidade em todos os lugares ou situações históricas, ou seja, nem sempre foram reconhecidos os direitos de primeira geração para somente depois serem reconhecidos os de segunda e terceira. Dessa forma, a doutrina mais moderna vem defendendo a ideia de acumulação de direitos, preferindo, assim, a utilização do termo dimensões de direitos fundamentais. Artigo 5º da Constituição Federal Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; (Vide Lei nº 13.105, de 2015) (Vigência) XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996) XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; XXII - é garantido o direito de propriedade; XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; XXVI - a pequena propriedade rural, assimdefinida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; XXX - é garantido o direito de herança; XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus"; XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;(Regulamento) (Vide Lei nº 12.527, de 2011) XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; (Regulamento) XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade; b) perda de bens; c) multa; d) prestação social alternativa; e) suspensão ou interdição de direitos; XLVII - não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação; LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; (Regulamento). LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem; LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei; LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimôniohistórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença; LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: (Vide Decreto nº 7.844, de 1989) a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito; LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania. (Regulamento) LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Atos aprovados na forma deste parágrafo) § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Hierarquia das Leis 1. CONSTITUIÇÃO 2. EMENDA A CONSTITUIÇÃO 3. LEI COMPLEMENTAR 4. LEI ORDINÁRIA ou CÓDIGO ou CONSOLIDAÇÃO 5. LEI DELEGADA 6. DECRETO LEGISLATIVO 7. RESOLUÇÃO 8. DECRETO 9. INSTRUÇÃO NORMATIVA 10. INSTRUÇÃO ADMINISTRATIVA 11. ATO NORMATIVO 12. ATO ADMINISTRATIVO 13. PORTARIA 14. AVISO Lei constitucional – Cláusulas pétreas (não podem ser modificadas) A emenda constitucional é uma modificação na Constituição que deve ser aprovada por 3/5 das duas casas do Congresso, em dois turnos. Não podem ser objeto de emenda constitucional (artigos 60º § 4º, I a IV) as chamadas "cláusulas pétreas", isto é, as que se referem à federação, ao voto direto, secreto, universal e periódico, à separação de poderes e aos direitos e garantias individuais. Tratado internacional sobre Direitos Humanos aprovado pelo órgão legislativo e executivo, em rito semelhante ao de emenda à constituição. Projeto de emenda constituição, pode mudar a CF. Precisa da maioria absoluta: 3/5 para ser aprovada. Lei complementar -A lei complementar à Constituição é por esta definida quanto às matérias. Requer maioria absoluta de votos nas duas casas do Congresso para aprovação. Idoso, código do consumidor, Instituto da Criança e Adolescente. Completar aquilo que a CF não conseguiu falar/ cobrir (para não ficar extensa). Regula o direito. Lei ordinária - A lei ordinária diz respeito à organização do poder judiciário e do ministério público, à nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais, planos plurianuais e orçamentos e a todo o direito material e processual, como os códigos civil, penal, tributário e respectivos processos. Tratado internacional aprovado pelo órgão legislativo e executivo Medida provisória - A medida provisória, editada pelo presidente da república, deve ser submetida ao Congresso; não pode ser aprovada por decurso de prazo nem produz efeitos em caso de rejeição. Casos de emergência. Uma lei demora muito tempo para ser aprovada. Desta forma, a MP foi criada para solucionar casos de emergência. Tem 90 dias para ser aprovada ou será revogada e precisa ser reeditada. Depois de aprovada pode se transformar em uma lei complementar ou federal. Lei delegada - A lei delegada é elaborada pelo presidente, a partir de delegação específica do Congresso, mas não pode legislar sobre atos de competência do Congresso, de cada casa, individualmente, sobre matéria de lei complementar nem sobre certas matérias de lei ordinária. Decreto legislativo - O decreto legislativo é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sem necessitar de sanção presidencial. A resolução legislativa também é privativa do Congresso ou de cada casa isoladamente, por exemplo, a suspensão de lei declarada inconstitucional Resolução - Ato legislativo de conteúdo concreto, de efeitos internos. É a forma que revestem determinadas deliberações da Assembleia da República. As Resoluções não estão, em princípio, sujeitas a promulgação e também não estão sujeitas a controlo preventivo da constitucionalidade, exceto as que aprovem acordos internacionais. Decreto - No sistema jurídico brasileiro, os decretos são atos administrativos da competência dos chefes dos poderes executivos (presidente, governadores e prefeitos). Um decreto é usualmente usado pelo chefe do poder executivo para fazer nomeações e regulamentações de leis (como para lhes dar cumprimento efetivo, por exemplo), entre outras coisas. Decreto Lei - Um decreto-lei é um decreto emanado pelo poder executivo e não pelo poder legislativo que tem força de lei. Os decretos-leis são normalmente uma ferramenta do chefe do poder executivo para dar imediata efetividade para um desejo político da administração. O abuso na promulgação de decretos-leis é normalmente um indicador de problemas no equilíbrio entre os poderes do Estado. No Brasil, os decretos-leis tiveram um grande número de publicações durante o Estado Novo e a Ditadura Militar, quando o poder executivo tinha um poder supremo sobre os demais poderes governamentais. Atualmente não é mais possível a produção de um decreto-lei. Portaria - Documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que contém instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral, normas de execução de serviço, nomeações, demissões, punições, ou qualquer outra determinação de sua competência · Depois das medidas provisórias, vem as leis federais, estaduais e municipais. Resumo – Resenha CONTEÚDO Capítulo 1 - Introdução O primeiro capítulo traz as diversas definições e concepções acerca do termo “Direitos Humanos”, sendo que, de maneira geral, a principal ideia é de que existam duas linhas antagônicas que fundamentam o referido termo: 1. Direitos Humanos como direitos naturais, inatos, inerentes à própria condição humana, e; 2. Direitos Humanos como direitos e garantias fundamentais tutelados pelo Estado. Desta forma, a primeira linha defende a existência dos Direitos Humanos como anterior à existência do Estado, ao passo que a segunda coexiste com o Governo. Ainda, são abordados os momentos em que, potencialmente, ocorreu o surgimento dos Direitos Humanos, tais quais a: · Gênese Bíblica; · Grécia Antiga; · Idade Média; · Idade Moderna, e; · Idade Contemporânea; Por fim, o primeiro capítulo aborda as gerações dos Direitos Humanos, composto por: · Primeira Geração, ou direitos de liberdade que o ser humano possui frente ao Estado, como por exemplo, a liberdade de ir e vir, de expressão, culto, religiosa, de crenças, entre outros. · Segunda Geração ou direitos sociais e coletivos/ de igualdade, como o direito à educação, saúde, transporte, cultura, segurança, previdência, etc, e por fim a · Terceira Geração ou direitos de fraternidade, como a paz, meio ambiente pela condição climática e ambiental. Capítulo 3 – Ações Constitucionais: Instrumentos de Proteção dos Direitos Humanos O terceiro capítulo aborda as ações constitucionais presentes na Constituição da República Federativa do Brasil, mecanismos importantes para a defesa dos Direitos Humanos: 1. Habeas Corpus: seu objetivo é impedir ou fazer cessar ato de violência ou coação à liberdade de locomoção do cidadão, sempre que se verificar ilegalidade ou abuso de poder; 2. Mandado de Segurança Individual ou Coletivo: seu propósito é assegurar e restituir o direito violado do cidadão,quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica; 3. Mandado de Injunção: concedido sempre que a falta de normal regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, soberania e cidadania. 4. Ação Popular: seu objetivo é de controlar atos ilegais e lesivos da Administração pública. 5. Habeas Data: o propósito deste instituto é possibilitar o acesso às informações relacionadas com sua pessoa e constantes de registros públicos ou particulares de alcance público. PRINCIPAIS IDEIAS De acordo com Everaldo (2014), os Direitos Humanos fazem parte da essência humana, pois são inerentes à condição do homem enquanto ser vivente em sociedade, ou seja, esses direitos existem e pertencem aos seres humanos simplesmente pelo fato de serem humanos. O referido direito teve expressiva evolução com a criação da Organização das Nações Unidas, instituída em 1948 e a efetiva consolidação dos Direitos Humanos ocorreu logo após a segunda guerra mundial, por meio da Declaração Universal dos Direitos do Homem, com o intuito de assegurar os direitos mínimos reconhecidos como inerentes à dignidade da pessoa humana. A fim de adquirir efetividade e/ou deixar de ser meras declarações, houve o surgimento de ações constitucionais para assegurar os Direitos Humanos, destinadas à proteção dos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal. Servem, portanto, como instrumentos à disposição das pessoas para reclamarem, em juízo, uma proteção aos seus direitos. RESENHA IZA Nos dois capítulos analisados que descrevem resumidamente sobre o conceito dos Direitos Humanos, seu surgimentos em suas diversas áreas, como: na Gênese Bíblica, na Grécia Antiga, na Idade Média, na Idade Moderna e na Idade contemporânea. Em seguida temos os Direitos Humanos e suas gerações e os instrumentos de proteção, sendo eles: Habeas Corpus, Habeas Data, Mandato de Segurança Individual e Coletivo, Mandato de Injunção e a Ação Popular. Baseando-se nos capítulos propostos podemos resumir que os Direitos humanos nada mais é que o homem sendo homem, reconhecido pela sua natureza e pela sua dignidade adquire direitos que a ele são inerentes, e que sendo assim a sociedade política tem o dever de consagrar e garantir, como diz a citação de João Baptista Herkenhoff, no livro em estudo. Autores como Fábio Konder Comparato, tem como princípio que o surgimento dos direitos humanos tenha sido fundado nos primeiros momentos da existência, logo quando Deus criou o homem e quando ele passou a ter consciência da sua existência, como diz a Bíblia. Já Norberto Bobbio, prefere a concepção cientifica, que diz que o verdadeiro estado do homem não é o civil, mas sim o natural, onde todos os homens são livres e iguais. Com o surgimento do homem e fazendo com que seus direitos naturais fossem inerentes, podemos concluir nesse primeiro momento que esse direito natural influenciou a criação dos demais tipos de direito. A Grécia antiga, para alguns autores foi palco de criação do nascimento dos direitos humanos, por meio do direito natural, quem acreditava nisso era Fábio Konder Comparato e Quilici Gonzales, que acreditava ainda que o nascimento dos direitos humanos havia ser encontrado nas tragédias gregas. A Idade Média, para Alexandre de Moraes, foi também um período muito rico para o nascimento dos direitos humanos, pela fato de que foi um período em que houve um predomínio da ética cristã onde substitui os valores do mundo romano e também foi na Idade Média que foi construída a principal classe social que iniciou-se a construção histórica dos direitos humanos. Já na Idade Moderna, Noberto Bobbio acreditava que os direitos humano apareceram na Idade Moderna, pelas lutas contra o Estado Absoluto e pelas guerras de religião, ele chega ainda a dar o nome dessa fase como ‘jusnaturalismo’, período esse que para Alexandre de Moraes, foi onde fundamentou os direitos humanos em uma certa ordem: superior, universal, imutável e inderrogável. Na Idade Contemporânea, apareceu a grande evolução para os direitos humanos, pois é nessa fase que aparecem as gerações ou dimensões dos direitos humanos, foram divididas em três gerações e indicadas pelas cores da bandeira da França, sequenciadas como: Azul, que seria a liberdade e o direito de liberdade política. Vermelho, que seria a igualdade e os direitos sociais. Branco, que seria a fraternidade e os direitos que deveriam ser reconhecidos por todas as nações. Conseguimos certo avanço nesse direito após a 2ª Guerra Mundial, quando foi criada e decretada a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Logo após, tivemos mais um grande marco, quando foi criada a ONU (Organização das Nações Unidas), essa que foi instituída em 10 de dezembro de 1948. Podemos concluir que sem a Declaração dos direitos a pessoa humana, não seria possível a consolidação dos direitos humanos e vale lembrar que esses direitos fazem parte do ser humano, pela fato de serem inerentes ao homem enquanto o mesmo se encontra vivo e inserido na sociedade. Depois desse período, entramos na divisão dos direitos humanos e suas gerações, que foram divididas em três gerações, sendo elas: A primeira geração foi dada pela luta pela liberdade, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, liberdade de culto, liberdade religiosa e de crenças, entre outros. A segunda geração foi marcada pela luta dos direitos a educação, a saúde, ao transporte, a previdência, a cultura, etc. A terceira e última geração registrou a luta pelos direitos a paz, ao meio ambiente e a fraternidade a todos. Nessa geração, podemos concluir que não é só de direitos individuais dos cidadãos, mais sim ao coletivo, pois buscavam a paz para todos. Após as gerações dos direitos, entramos nos instrumentos de proteção dos direitos humanos, onde contamos com remédios de proteção ao indivíduo, nomeados por: habeas corpus, habeas data, mandado de segurança individual e coletivo, mandado de injunção e ação popular. Começando pelo habeas corpus, que teve sua origem no Direito Romano e tem como principal objetivo proteger o direito de liberdade de locomoção de um indivíduo, que no caso se encontra ameaçado por ilegalidade ou abuso do poder. No Brasil, teve sua primeira aparição com D. João VI. Já o mandado de segurança individual e coletivo, apareceu no Brasil nas escrituras de Rui Barbosa e foi inserido e ampliado na Constituição Federal de 1988. O mandado de segurança coletivo cria formas de possibilidades para ações coletivas, pode-se afirmar que esse mandado é remédio de tutela e proteção dos direitos humanos. O mandado de injunção tem como função principal, pedir regulamentação de uma norma da Constituição quando os poderes a que se competiam não o fizeram, esse pedido é feito para garantir o direito de um indivíduo prejudicado pela omissão. A ação popular surgiu para dar ao cidadão um instrumento de controle sobre os atos ilegais e lesivos da administração pública. Também teve sua aparição no Direito Romano, e seus principais objetivos são: a moralidade administrativa, o meio ambiente e o patrimônio histórico e cultural. Surgido no Direito Constitucional Norte Americano e com objetivo principal dar o livre acesso a qualquer indivíduo sobre informações a ele próprio, sejam elas, registros, fichários ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público. Este nomeado como habeas data. No Brasil, surgiu já na Constituição Federal de 1988. Firmando o presente estudo sobre os dois capítulos do livro, podemos concluir que é de grande importância e valioso para nós, cidadãos viventes e incluas em uma sociedade, saber dos nossos direitos e dos remédios que podemos utilizar em certa ocasião e que fazem parte de nossos direitos por sermos seres humanos e ainda vivos e que a nós é inerentes, tendo em vista que é de grande praxe para nos sabermos de onde surgiram e seus objetivos concretos em um momento de precisão em nossas vidas. Está explícito de forma clara e de fácilentendimento todos os conceitos e suas raízes, como e quando podemos utiliza-los. Mas é complicado falar de direitos humanos, pois sabemos que é uma área abrangente e que necessita de uma certa atenção, pois muitas vezes temos certos direitos que são “esquecidos”. Precisamos sempre nos conscientizar sobre os nossos deveres também, para assim podermos cobrar nossos direitos e não os deixarem esquecidos ou que passem abatidos. AÇÕES QUE PROTEGEM A CF: Habeas Corpus: Pessoa detida ilegalmente. Tem direito à locomoção (ir e vir). Qualquer pessoa pode impetrar HC. 1. Preventivo: Quando a pessoa ainda não sofreu a violência. 2. Liberativo: Para a pessoa que sofreu a ameaça (já está preso) – ilegalmente Uma pessoa só perde a primariedade quando foi condenada em todas as instâncias. Mandado de segurança: Ação semelhante ao HC para proteger outros direitos, além da locomoção. Direito líquido (quanto à sua existência) a certo (quanto ao seu conteúdo). Todos os direitos do artigo 5º são líquidos e certos. Quando? O responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de PJ no exercício de atribuições do poder público. Exemplo: Preso transportando uma carga sem NF e caminhão é apreendido. Motorista HC, caminhão, mandado de segurança. HC – Concedido pelo Juiz Criminal/ Mandado: Juiz Civil Mandado pode ser pedido antes (pouco usual) ou depois da ilegalidade. Pode ser impetrado por partido político, organização sindical, entidade de classe e PF. Habeas Data: Tenhas a informação/ documento. Cópia do HC, mas para informação. Exemplo: Compra nas Casas Bahia e na abertura do crediário, o gerente nega a abertura por estar negativado no SPC/ Serasa. Cidadão vai ao SPC, eles negam a concessão da certidão de baixa do negativado. Ou pode cobrar para emiti-la. Nesta situação pode pedir o HD e ingressar com uma ação indenizatória. Ações afirmativas: Negros foram prejudicados pela escravidão. Como recuperar o mal causado. Bolsa família/ cota para negros. 1 – Defina “Direito”. Conjunto de regras obrigatórias que garantem a convivência social graças ao estabelecimento de limites à ação de cada um dos seus membros. 2 – Qual a etimologia da palavra Lei? Lei refere-se à ligação, laço, relação, o que se completa com o sentido nuclear “jus”, que invoca ideia de jungir, unir, ordenar, coordenar. 3 – Correlacione Direito como fato social e Direito como ciência. O Direito é um fato ou fenômeno social porque quando há relações intersubjetivas (relações que envolvem dois ou mais sujeitos), existe uma sociedade. Não é concebível admitir que exista sociedade sem um mínimo de ordem, de direção, de solidariedade e garantia jurídica. À medida que a conscientização da civilização evoluiu, no sentido de que as regras jurídicas adquirissem estrutura e valor próprios, a humanidade passou a considerar o Direito como algo merecedor de estudos autônomos. Podendo-se dizer que a conscientização do Direito é a semente da ciência do Direito. 4 – De uma forma objetiva, como se divide o Direito? Direito Privado (predomínio do interesse particular) e Direito Público (predomínio do interesse público). 5 – Caracterize a unidade e a multiplicidade do Direito. Como primeira finalidade, o direito procura oferecer uma visão unitária e panorâmica dos diversos campos em que se desdobra à conduta humana. A unidade do Direito pode ser caracterizada pela função deste ser um “manto protetor” de organização e de direção dos comportamentos sociais. Para que essa garantia seja possível é que existem as regras, as normas de direito como salvaguarda e amparo da convivência social. A multiplicidade do Direito fica evidenciada nas tantas espécies de normas e regras jurídicas quantos são os possíveis comportamentos de atitudes humanas. 6 – O Direito possui linguagem própria? Onde quer que exista uma ciência, existe uma linguagem correspondente. No Direito, algumas expressões correntes, de uso comum do povo, adquirem, no mundo jurídico, um sentido técnico especial, por exemplo: a palavra “competência” – adjetivo: competente, juridicamente é a “medida ou a extensão da jurisdição”. 7 – Qual a natureza da Introdução ao Estudo do Direito? A introdução ao Estudo do Direito é um sistema de conhecimentos, recebidos de múltiplas fontes de informação, destinado a oferecer os elementos essenciais ao estudo do Direito, em termos de linguagem e de método, com uma visão preliminar das partes que o compõem e de sua complementariedade, bem como de sua situação na história da cultura. 8 – Estabeleça a relação entre Sociedade e Direito. O ser humano é gregário por natureza, não só pelo instinto sociável, mas também por força da sua inteligência, que lhe demonstra que é melhor viver em sociedade para atingir seus objetivos. Com isso, é levado a formar grupos sociais, família, escola, etc. Como conseqüência, surgem relações de coordenação, subordinação, integração e delimitação, relações essas que não se dão sem o aparecimento de normas de organização de conduta social. SOCIEDADE → NORMAS → EQUILÍBRIO SOCIAL O Direito e a Sociedade são entidades congênitas (geradas ao mesmo tempo) e que se pressupõem. O Direito não tem existência em si próprio. O Direito existe na sociedade e sua causa material está nas relações de vida. O Direito não representa somente um instrumento de disciplinamento social. A sua missão não é apenas a de garantir a segurança do homem, mas também de promover o bem comum que implica justiça, segurança, bem estar e progresso. 9 – De que forma o Direito pretende obter o equilíbrio social? Mediante normas, impedindo a desordem e os delitos, procurando proteger a saúde e a moral pública, resguardando os direitos e a liberdade das pessoas. 10 – Faça um breve comentário sobre a conhecida imagem da justiça. A venda nos olhos caracteriza a imparcialidade (a justiça é cega). Numa das mãos a justiça sustenta a balança em que pesa o direito e na outra a espada de que serve para defender. A espada sem a balança é a força brutal, a balança sem a espada é a impotência do Direito. 11 – Diferencie mundo natural e mundo cultural. Mundo Natural é o mundo da natureza. É constituído pelos reinos animal, vegetal e mineral. O homem forma com os demais seres uma só unidade, no entanto, o fato do homem ser dotado de qualidades biopsíquicas o faz dominador da natureza. Já o Mundo Cultural caracteriza-se pelo fruto da inteligência e do trabalho do homem (produção de bens para suprir necessidades). 12 – Cite características que estabelecem o homem como animal gregário. - Dotado de sentimento e razão. - Precisa se relacionar. - Permuta experiências. - Produz bem para si e para outrem. - Está vinculado a dois mundos (natural e cultural). 13 – Caracterize Ordenamento Social. Em função do desenvolvimento cultural do homem, surgiram os primeiros problemas resultantes da divergência de interesses por um mesmo bem. Surge então, a necessidade de normas a serem obedecidas por todos, enquadrando o indivíduo no quadro social a que pertence. Quando a conduta coletiva segue uma mesma diretriz traçada, atinge-se um perfeito ordenamento social. Contudo, numa coletividade nem sempre isso acontece. Praticando o anti-social. O ordenamento social exerce através de normas um amplo e sistemático controle social. 14 – Estabeleça uma relação entre conduta e norma. Conduta e Norma realizam o “dever ser”. A norma estabelece a conduta. Podemos considerar como conduta o procedimento moral, que pode ser bom ou mau comportamento e norma como sendo regra, modelo, forma ou tudo que se estabelece em lei ou regulamento para servir de pauta ou padrão na maneira de agir. 15 – Quais as formas de controle de conduta? Diferencie-as. As Normas Técnicas e as Normas Éticas. As Normas Técnicas determinam o modo pelo qual tem de ser feita às coisas para atingir um resultado perfeito, visando à obtenção de melhores condições de segurança e de conforto. Estão vinculadas à engenharia, medicina, economia, educação, etc.e indicam como executar um objetivo pretendido. Estas normas são estabelecidas pela ABNT (associação brasileira de normas técnicas). As Normas Éticas são reguladoras do inter-relacionamento humano que estabelecem deveres, obrigações para garantirem direitos. São normas éticas as normas de religião, moral e direito. 16 – Dê um exemplo prático de normas técnicas e normas éticas. A utilização de explosivos, por exemplo, pode ser para eliminar obstáculos e propiciar a construção de estradas, mas, também podem ser utilizados para fins criminosos. Neste caso, as normas técnicas estabeleceram como lidar com os explosivos para obter o resultado desejável e as normas éticas indicarão quais os fins lícitos e justos que admitem a utilização dos explosivos, bem como indicarão quais os fins ilícitos e injustos que tornam punível a sua utilização. 17 – Correlacione Direito como Norma, Direito como Ciência e Direito como Ideal de Justiça. Direito como Norma é o conjunto de regras jurídicas (código civil, código penal, CLT, etc.). Entende-se como ciência o saber que se adquire através do conhecimento e Direito como Ciência como sendo a ciência jurídica estudando o conhecimento. Já o Direito como Ideal de Justiça é a teoria crítica dos conceitos de valores, sobretudo, morais e éticos. 18 – Caracterize Direito como Faculdade. É a capacidade de exigir o seu direito, podendo “abrir mão” dele (“facultas agendi” – direito subjetivo). A “norma agendi” (direito positivo) assegura a “facultas agendi” (direito subjetivo). 19 – Conceitue Direito Subjetivo e Direito Positivo. Entende-se por Direito Subjetivo o poder de ação assegurada legalmente para defesa e proteção de toda e qualquer espécie de bens materiais ou imateriais, do qual decorre a faculdade de exigir a prestação ou abstenção dos atos, ou o cumprimento da obrigação, a que outrem esteja sujeito. Direito Positivo é o conjunto de regras jurídicas que se impõe às pessoas sob a coação ou sanção da força pública em qualquer dos aspectos que se manifeste. 20 – Caracterize Direito como Fenômeno Social. Estudo objetivo das relações sociais (pessoas) em uma determinada sociedade. Ex.: o Direito Contemporâneo é totalmente diferente do Direito Imperial. 21 – Especifique a Teoria Tridimensional do Direito. - Aspecto Normativo – O Direito como ordenamento e sua respectiva ciência. - Aspecto Fático – O Direito como fato. - Aspecto Axiológico – O Direito como valor de justiça. O Direito se caracteriza por sua estrutura tridimensional na qual fatos e valores dialetizam, ou seja, obedecem a um processo dinâmico. NORMA ↔ VALOR ↔ FATO 22 – Faça um comentário sobre a existência, validade e eficácia da norma. - Existência: a lei passa a existir (“nasce”) com a sanção (“regra”). - Validade: indica relação de correspondência entre a constituição e os atos que encontram seu fundamento de validade na mesma. - Eficácia: a) jurídica – aptidão para incidir nos casos concretos, potencialmente, pode ser aplicada regularmente. b) social – indica se a norma é ou não efetivamente utilizada pela sociedade. 23 – Diferencie Direito Natural e Direito Positivo. Direito Natural é aquele que fixa regras de validade universal, não consubstanciadas em regras impostas ao indivíduo pelo Estado. Ele se impõe a todos os povos pela própria força dos princípios supremos dos quais resulta, constituído pela própria natureza e não pela criação dos homens. Ex.: direito de reproduzir, direito de viver. Direito Positivo é o conjunto de regras estabelecidas pelo poder político em vigor num determinado país e em uma determinada época. Objetivamente estabelecido é encontrado em leis, códigos, decretos, etc. É importante destacar que para alguns autores, a existência do Direito Natural é um complemento do Direito Positivo, ambos constituem uma só unidade para integração Direito vigente. 24 – Estabeleça um quadro comparativo entre as características do Direito Natural e do Direito Positivo. Direito Natural: - Inerente à natureza - Não escrito - Não formulado pelo Estado - Direito espontâneo - Atua além das normas jurídicas - Independe da vontade humana Direito Positivo: - Institucionalizado pelo Estado - Pode ser escrito ou não - Abrange, além do Direito vigente e legislado, o Direito histórico e costumeiro. - É ordem jurídica obrigatória em determinado tempo e espaço. 25 – Caracterize a teoria jus naturalista do Estoicismo. Teoria inerente à antiguidade caracterizada pela consideração do problema moral, constituindo a ataraxia (serenidade). Nela está inserida a divisão tricotômica do Direito: a) jus civile (direito civil) – Direito privativo dos Romanos; b) jus gentium (direito das gentes) – extensivo aos estrangeiros; c) jus naturale (direito natural) – princípios norteadores colocados acima do arbítrio do homem. 26 – Caracterize a teoria jus naturalista do Teolismo. Sob a influência da Igreja católica durante toda a Idade Média, prevaleceu a idéia de que os princípios componentes do Direito Natural decorreriam da inteligência e da vontade divina, ou seja, tais princípios eram atribuídos a Deus (lei eterna). 27 – Caracterize a teoria jusnaturalista do Racionalismo. De origem contemporânea, admite que o Direito Natural não decorra da vontade divina, mas sim da razão humana. Estabelece a relação Direito x Moral. Por Direito entende-se o conjunto de regras jurídicas que disciplinam as relações humanas na sociedade. Encara o comportamento humano sob o ponto de vista externo de o seu agir. Por Moral entende-se o conjunto de regras de condutas consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar. Visa o comportamento humano sob o ponto de vista interno de o seu atuar. image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png