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EXAMES BIOQUÍMICOS Os exames bioquímicos são realizados para dosagens de substâncias a fim de monitoramento metabólico, como hormônios, glicose, colesterol, entre outras. Tubo sem Anticoagulante (Tampa Amarela) Utilizado para dosagens de: ureia, creatinina, enzimas cardíacas (CK NAC, CKMB) enzimas hepáticas (TGO, TGP, GAMA-GT, FAL), glicose, sódio, potássio, amilase, bilirrubinas...Volume necessário: 3,5mL à 4,0mL NORMAL HEMÓLISE ICTÉRICO LIPÊMICO https://gramho.com/media/1968516450281140062 https://gramho.com/media/1968516450281140062 GLICOSE (GLICEMIA) Monitoramento de Diabetes mellitus (causada por uma deficiência relativa ou absoluta de insulina. • DM tipo 1 • DM tipo 2 • DM Gestacional CATEGORIA JEJUM 2H APÓS 75g de GLICOSE CASUAL Glicemia normal 126mg/dL > 200mg/dL > 200mg/dL (Com sintomas clássicos) DISLIPIDEMIAS São transtornos metabólicos dos lipídios que se expressam pela quantidade ou qualidade das lipoproteínas. DISLIPIDEMIAS ou HIPERLIPIDEMIAS ou HIPERLIPOPROTEINEMIA, referem-se ao aumento dos lipídios no sangue, principalmente colesterol e triglicérides. LIPÍDEOS VALORES (mg/dL) CATEGORIA Colesterol Total 240 Desejável Limítrofe Alto LDL-Colesterol 190 Ótimo Desejável Limítrofe Alto Muito Alto HDL-Colesterol > 60 500 Desejável Limítrofe Alto Muito Alto As anormalidades nos lipídios e lipoproteínas são extremamente comuns na população em geral. São consideradas fator de risco para doenças cardiovasculares, devido à influência do colesterol. A aterosclerose, ou doença aterosclerótica, é uma afecção de artérias de grande e médio calibre, caracterizada por lesões com aspecto de placas. Essas placas são conhecidas como ateromas. A doença cardiovascular aterosclerótica é responsável pela metade da morbidade e mortalidade em todo o mundo. FUNÇÃO RENAL PROVAS DE FUNÇÃO RENAL NO LABORATÓRIO • Uréia • Creatinina • Ácido Úrico • Sódio • Potássio • Urina I PROVAS DE FUNÇÃO RENAL • URÉIA função renal; conteúdo proteico da dieta; estado de hidratação do paciente; 90% excretados pelos rins. VR: 15 – 45 mg/dL • CREATININA A transformação de creatina em creatinina acontece no tecido muscular, no qual 1% - 2% da creatina livre se converte espontânea e irreversivelmente em creatinina todos os dias. A creatinina é filtrada livremente no glomérulo. VR: 0,50 – 1,20 mg/dL CLEARENCE DE CREATININA ÁCIDO ÚRICO O ácido úrico está entre as substâncias naturalmente produzidas pelo organismo. Ele surge como resultado da quebra das moléculas de purina – proteína contida em muitos alimentos – por ação de uma enzima chamada xantina oxidase. Depois de utilizadas, as purinas são degradadas e transformadas em ácido úrico. Parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado pelos rins. http://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/purina/ https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/xantina-oxidase/ • Sódio (Na) SÓDIO Natremia 135 – 150mmol/L Hipernatremia Hiponatremia NaCl • Perda de Na+; • Ganho ou retenção de Na+; • Perda de água; • Ganho ou retenção de água; Urina Suor Lágrimas L.E.C. HIPERNATREMIA • Depleção de água; • Ingestão de sal; • Confusão; • Coma; • Hipotensão; • Taquicardia Na • Síndroma de Cushing 150 – 160 mmol/L HIPONATREMIA • Retenção de água; • Perda de Na+; • Diminuição da força muscular; • Paralisia cardíaca e respiratória; Na • Insuficiência cardíaca congestiva (ICC), doença de Addison, síndromes nefróticas 110 – 135 mmol/L • Potássio (K) POTÁSSIO Potassemia 3,5 – 5,0mmol/L Hiperpotassemia Hipopotassemia Aliment os “Calemia” Potassio = Kalium Urina Fezes L.I.C. HIPERPOTASSEMIA • Diminuiçã o da excreção; • Sobrecarg a de K+ • Bradicardia; • Fraqueza; • Hipotensão; • Parada respiratória; K+ • Insuficiência renal aguda (IRA); diuréticos poupadores de potássio (espironolactona) Acima de 5,1 mmol/L HIPOPOTASSEMIA • Ingestão deficiente; • Perdas renais (diuréticos); • Perdas gastrintestinais (diarréia, vômitos) • Náuseas; • Fraqueza; • Parada respiratóri a. K+ • Síndrome de Cusching; diuréticos tiazídicos e da alça; Abaixo de 3,5 mmol/L CASO CLÍNICO Paciente CAS, masculino, relata dor de cabeça e dor em peito, faz hemodiálise há cerca de 8 meses. Relata HAS, nega DM e outras morbidades. Nega alergia medicamentosa. CASO CLÍNICO • Paciente HCC, 87 anos, trazida à unidade de SAMU com relato de rebaixamento do nível de consciência, teve AVC há cerca de 30 dias, ICC descompensada e HAS. Nega diabetes e outras morbidades. PA 10x7 e glicemia capilar 177mg/dL. Insuficiência Renal Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas, entre elas a de filtrar o sangue para eliminar substâncias nocivas ao organismo e a manutenção do equilíbrio de eletrólitos no corpo. Entre os exames que fazem o diagnóstico de insuficiência renal aguda estão: • Medições da produção de urina. • Exames de urina. • Exames de sangue. • Exames de imagem, como ultrassom e tomografia computadorizada. • Remoção de uma amostra de tecido de rim para o teste (biópsia). FUNÇÃO HEPÁTICA Aspartato aminotransferase (AST): • Conhecida como transaminase glutâmica oxaloacética (TGO); • Atividade elevada no fígado, miocárdio, músculo esquelético e eritrócitos; • 80% encontrada na mitocôndria do hepatócito; • Valor de referência: inferior a 40 U/L. Alanina aminotransferase (ALT): • Conhecida como transaminase glutâmica pirúvica (TGP); • Atividade elevada no fígado; • Encontrada no citosol do hepatócito; • Valor de referência: inferior a 40 U/L. • Relação TGO/TGP Além das características individuais, a relação entre o aumento das enzimas tem valor diagnóstico; • TGO/TGP 1 (CRÔNICA); • Hepatite alcoólica há maior lesão mitocondrial, observa-se elevação mais acentuada (o dobro ou mais) de AST do que de ALT, ambas geralmente abaixo de 300 U/L; • Elevações de ambas acima de 1.000 U/L são observadas em hepatites agudas virais ou por drogas. • Gama glutamil transaminase (GGT) : É um marcador muito sensível de doença hepática, pois está alterado em 90% dos portadores de doença hepatobiliar; elevações da GGT também podem estar associadas, sem nenhum significado patológico, ao uso de álcool e algumas medicações (indutores enzimáticos); Valor de referência: até 55 U/L • Fosfatase Alcalina (FALC) : O aumento da fosfatase alcalina hepática é mais evidente na obstrução biliar, aonde o acúmulo de sais biliares a solubilizam e a obstrução promove a sua regurgitação entre as células hepáticas até o sangue. Valor de referência: 30 – 100 U/L • Bilirrubinas: A dosagem das bilirrubinas é um exame que pode avaliar ao mesmo tempo lesão hepatocelular, fluxo biliar e função de síntese do fígado; • Aumento da B.D.: deficiência na eliminação da bilirrubina pela bile (obstrução do fluxo biliar); • Aumento da B.I.: degradação do heme ou deficiência da conjugação no fígado (Síndrome de Gilbert ou de Crigler Najjar); Valor de referência: B.T = 0,1 – 1,2 mg/dl • B.D. = até 0,4 mg/dl • B.I = até 0,8 mg/dl HEPATITES Doença caracterizada por uma inflamação no fígado. Pode apresentar diversas causas, como as infecções por vírus, uso abusivo de álcool e certos medicamentos, drogas, doenças hereditárias e autoimunes. Pode ser classificada entre aguda e crônica, sendo que essa última é representada por um processo inflamatório que dura mais de 6 meses. FUNÇÃO CARDÍACA • Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) Consiste em necrose irreversível do miocárdio, que resulta em geral de trombose numa lesão pré - existente da parede vascular ou rotura deuma placa aterosclerótica em uma artéria coronária importante. Segundo a O.M.S, a tríade clássica para a confirmação diagnóstica é formada por: • Dor no peito precordial. • Alterações eletrocardiográficas: em especial com elevações do segmento ST e onda Q. • Elevações das enzimas cardioespecíficas. Marcadores bioquímicos do I.A.M • CREATINOQUINASE E SUAS ISOFORMAS: CK-TOTAL: • indicador sensível de lesão muscular; • não é específica para o diagnóstico de lesão miocárdica; • Aumento sérico nas 3-6 primeiras horas; • Decréscimos após 3 dias. • Valor de referência: homens até 200U/L e mulheres até 150U/L. CK-MB: • O miocárdio contém expressivas quantidades de CK- MB (45%); • Padrão para o diagnóstico do IAM; • Aumento sérico nas 4-6 primeiras horas; • Decréscimos após 48-72 horas. As amostras de pacientes com suspeita clínica de IAM devem ser obtidas no intervalo de 10 a 20 horas do início dos sintomas agudos, preferencialmente após 10 horas e após 16 horas, com intervalo entre as amostras de 4 a 6 horas. CK Total nas duas amostras for menor que o valor superior do intervalo de referência, a exclusão do diagnóstico pode ser confirmado com 99% de probabilidade. A associação da CK total elevada, maior que o valor superior de referência, e CKMB maior que 6% da CK total até um valor de 20% pode confirmar um diagnóstico de IAM. ❖ MIOGLOBINA • Marcador precoce da lesão miocárdica; • Precede a liberação da CKMB: 2 – 5 horas; • Não é cardio específico; • Elevação ocorre 1 – 2 horas depois do início da isquemia; • Atinge o seu máximo 6 – 9 horas, normalizando entre 12 – 24h; • VR: Homens