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Vestibulares Brasil República República Oligárquica H1254 - (Uece) O termo “coronelismo” designa o sistema polí�co que predominou durante a República Velha e é caracterizado pelo a) voto de cabresto, pelo poder oligárquico e pela polí�ca dos governadores. b) voto de cabresto, pela polí�ca centralista e pela eleição indireta. c) voto secreto, pelo poder democrá�co e pela polí�ca dos governadores. d) voto censitário, pela polí�ca unitarista e pelo poder oligárquico. H0568 - (Famerp) Observe a charge de Storni, publicada na revista Careta em 19.02.1927. Divulgada durante a Primeira República brasileira, a charge faz referência a uma a) ação corrupta que permi�a o desvio de verbas públicas. b) prá�ca polí�ca que facilitava a con�nuidade do domínio oligárquico. c) proposição cons�tucional que determinava a obrigatoriedade do voto. d) experiência polí�ca que favorecia a soberania do voto popular. e) lei eleitoral que visava garan�r a fidelidade do eleitor. H1256 - (Uece) Em 11 de julho de 1917, na capa de uma segunda edição do jornal paulistano “A Gazeta” estava a seguinte manchete: “A agitação proletária expende-se por todas as fábricas – a capital paulista ameaçada de uma greve geral – Adhesões e mais adhesões – É gravíssima a situação – reuniões, mee�ngs, conferências, desordens”. Sobre esse evento, Edgard Leuenroth, Jornalista, �pógrafo e par�cipante do movimento, relatou “[...] Não cabe aqui a descrição de como se desenrolou aquele comício, considerado como uma das maiores manifestações que a História do proletariado brasileiro registra. Basta dizer que a imensa mul�dão decidiu que o movimento somente cessaria quando as suas reivindicações, sinte�zadas no memorial do Comitê de Defesa Proletária, fossem atendidas”. A Grande Greve geral de Trabalhadores do Brasil de 1917, que se iniciou em São Paulo e se intensificou após a morte do jovem José Mar�nez, imigrante espanhol de 21 anos que trabalhava como sapateiro e foi assassinado pela polícia paulistana, é caracterizada 1@professorferretto @prof_ferretto a) por representar uma tenta�va, durante a primeira Guerra Mundial, de estabelecer no Brasil um governo socialista, mo�vado pela Revolução Bolchevique na Rússia. b) por resultar do desentendimento entre os setores do anarcossindicalismo que predominava nas fábricas e o governo de Campos Sales, ligado ao PCB. c) pela forte influência da imigração europeia, que trouxe para o Brasil, além de trabalhadores, a organização sindical e o anarcossindicalismo. d) como uma reação local e específica dos trabalhadores paulistanos à truculência policial, não possuindo outro caráter de natureza polí�ca ou econômica. H1245 - (Unicamp) Na Greve de 1917 em São Paulo, os conflitos propagaram-se a par�r do Cotoni�cio* Crespi, com cerca de 2 mil trabalhadores; em pouco tempo, congregaram 50 mil pessoas numa cidade de 400 mil habitantes. Entre sociedades de classes, as quais eram comba�vas, polí�cas e de iden�dade étnica, havia sido organizado em março daquele ano, pouco antes da eclosão da greve, o Comitê Popular de Agitação contra a exploração das crianças. Por meio de enquetes, reuniões e palestras, o Comitê procurava revelar as relações de trabalho a que os menores estavam sujeitos: jornadas extenuantes e graves acidentes. Nas no�cias de jornais, era comum encontrar casos como o de José, de 12 anos, que teve o braço esmagado por uma máquina amassadeira da fábrica de biscoitos “A Fidelidade”, e Henrique Guido, de 8 anos, que teve os dedos decepados numa oficina da Barra Funda. (Adaptado de FRACCARO, Glaucia. Mulheres, sindicato e organização polí�ca nas greves de 1917 em São Paulo. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 37, n. 76, p. 76-77, 2017.) *Cotoni�cio: algodoaria. Com base no excerto e em seus conhecimentos sobre a história do trabalho no Brasil, é correto afirmar que a) as mobilizações da greve de 1917 �nham por obje�vo implementar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), base legal da igualdade salarial entre homens, mulheres e crianças, reconhecida nos anos de 1990. b) em resposta à greve de 1917, o presidente Venceslau Brás ins�tui, no ano seguinte, para a indústria brasileira, a igualdade de salário entre homens e mulheres e torna ilegal o trabalho infan�l no setor têx�l de todo o país. c) a greve de 1917 foi impulsionada, entre outros fatores, pelos baixos salários (não obstante o cenário de alta inflação), multas contra os trabalhadores, acidentes, jornadas extenuantes, e falta de regulamentação do trabalho de menores. d) na época da greve de 1917, o trabalho das crianças nas fábricas era considerado ilegal; o trabalho infan�l foi regulamentado posteriormente por Getúlio Vargas por meio das leis trabalhistas. H0563 - (U�f) Sobre a Semana de Arte Moderna, ocorrida em São Paulo em 1922, é CORRETO afirmar: a) Foi um movimento que cri�cava a influência estrangeira na cultura brasileira, rejeitando o “colonialismo mental”, defendendo a cultura nacional. b) O movimento foi exclusividade dos poetas homens, excluindo o talento das escritoras mulheres consideradas muito radicais, uma vez que defendiam o fim do conservadorismo. c) O movimento ocorreu por ocasião do centenário da independência do Brasil, com o obje�vo de reforçar o espírito conservador do país e valorizar a cultura estrangeira moderna e suas inovações. d) O movimento a�ngiu todo o Brasil e todas as classes sociais, se mostrando extremamente democrá�co, rompendo com a desigualdade de classes. e) Foi um movimento conservador que redescobriu a iden�dade brasileira como não miscigenada, de tradição rural-agrária, recusando o desenvolvimento cosmopolita. H1242 - (Fac. Albert Einstein) Durante o governo Campos Salles (1898 - 1902) [...] foi adotada a “polí�ca dos governadores”. Sob essa orientação, os governos das províncias ganharam ampla autonomia. (Isabel Lustosa. A História do Brasil explicada aos meus filhos, 2012.) A polí�ca dos governadores implicou 2@professorferretto @prof_ferretto a) a centralização administra�va e o reforço do poder legisla�vo. b) o fortalecimento das oligarquias locais e o aumento do poder dos coronéis. c) a consolidação da democracia nos estados e a convocação de eleições diretas. d) a queda da monarquia e a implantação do modelo republicano. e) o equilíbrio econômico entre as províncias e o es�mulo à cafeicultura. H1252 - (Unesp) Observe a charge de Belmonte, publicada na primeira página da Folha da Noite, em 20 de fevereiro de 1922. Ao representar a Semana de Arte Moderna, a charge ironiza a) o atraso da arte brasileira em relação ao que era produzido no resto do Ocidente. b) a inexistência de preocupações, entre os ar�stas da vanguarda, com a cultura popular. c) a irracionalidade que caracterizava a produção dos par�cipantes da vanguarda. d) o descompasso entre as propostas renovadoras da vanguarda e o gosto tradicional do público. e) a formação técnica limitada dos ar�stas, que não conseguiam obter efeitos realistas. H1250 - (Fuvest) Antônio Vicente Mendes Maciel, Conselheiro de alcunha, (...) era cearense e nasceu (...) a 13 de março de 1830. (...) Aprendeu a ler, escrever e contar. (...) Andou estudando la�m, enxertando frases da língua de Horácio nos seus longos "conselhos", geralmente baseados na Bíblia sagrada, que conhecia razoavelmente. (...) Era apenas um peregrino, acompanhado de numeroso séquito; pequenos agricultores, negros 13 de Maio, caboclos de aldeamentos, gente sem recursos, doentes. (...) Em 1893 (...) Antônio Vicente se estabeleceu em Canudos (...). Reba�zou a localidade, dando-lhe o nome de Belo Monte. Criou um clima de tranquilidade local. Respeitavam-no. Seu monarquismo era utopia. De vários pontos do sertão apareciam os conselheiristas (...). Caminhavam para lá movidos pela fé. Queriam morar ali, sem pensar em conquistar novas terras. Nem restaurar a monarquia. Cá de fora, não entenderam assim. Interesses polí�cos e patrimoniais deram novosrumos e des�no sangrento ao sertão do Conselheiro. (...) José Calazans. “O Bom Jesus do sertão”. Caderno Mais, Folha de S. Paulo. São Paulo, 21/09/1997. O texto sugere que Antônio Conselheiro a) representou a luta da Igreja Católica contra o regime republicano recém-instaurado no Brasil. b) fez uso da sua educação formal para colocar em xeque os dogmas do catolicismo no Brasil. c) defendeu a restauração da Monarquia por iden�ficar- se com os interesses polí�cos e patrimoniais das elites locais. d) atraiu pessoas pobres do sertão nordes�no com mensagens de fé e de acolhimento na comunidade. e) liderou uma insurreição contra as estruturas sociais e polí�cas implementadas pela República. H1240 - (Ufpr) Considere a seguir o excerto do texto sobre o Movimento Tenen�sta: O Tenen�smo foi um catalisador do descontentamento de importantes setores da sociedade brasileira durante a década de 1920. (FAGUNDES, Pedro Ernesto. Movimento tenen�sta: um debate historiográfico. Revista Espaço Acadêmico, n. 108, p. 133, maio 2020.) Conforme os conhecimentos sobre o movimento tenen�sta nos anos 1920 e 1930 no Brasil, três fatores de descontentamento que suscitaram a reação do tenen�smo na esfera pública são: 3@professorferretto @prof_ferretto a) a dominação da polí�ca nacional por aristocracias nobiliárquicas, o federalismo e as ações dos cangaceiros. b) a dominação da polí�ca nacional por elites industriais, o patrimonialismo e as milícias paramilitares. c) a dominação da polí�ca nacional por cúpulas militares, o gerencialismo e as perseguições comunistas. d) a dominação da polí�ca nacional por oligarquias rurais, o coronelismo e as fraudes eleitorais. e) a dominação da polí�ca nacional por autocracias urbanas, o corpora�vismo e as revoltas trabalhistas. H1247 - (Esa) No início da década de 1920, nasceu um movimento polí�co-militar que expressou uma insa�sfação com o regime polí�co da República Velha e almejava uma moralização no país por meio do voto secreto e uma maior centralização polí�ca com o obje�vo de eliminar o excessivo poder das oligarquias e dos coronéis. Pode-se afirmar que esse movimento foi o(a): a) Revolta do Contestado b) Tenen�smo c) Revolta da Chibata d) Encilhamento e) Revolução Federalista H1243 - (Espcex) O movimento tenen�sta, na década de 1920, engloba a Revolta do Forte Copacabana (1922), as Revoltas de 1924 (SP e RS) e a Coluna Prestes (1924-1926). Nenhuma dessas revoltas produziu efeitos imediatos na estrutura polí�ca brasileira, mas man�veram acesa a chama da revolta contra o poder e os privilégios das oligarquias. Associado a outras questões econômicas e polí�cas nos anos que se seguiram, esse movimento levou à a) “República do Café com Leite”. b) Revolução Cons�tucionalista de 1937. c) Revolução de 1930 e fim da República Velha. d) par�cipação do Brasil na II Guerra Mundial. e) queda de Getúlio Vargas. H1239 - (Uece) Leia o excerto a seguir. “Não podia se conformar com a ideia da morte do presidente, o homem da moda, o ‘querido das moças’, o grande amigo do Ceará, que tantos bene�cios fizera a essa província, mandando construir açudes no sertão, reconstruindo o passeio público, a�vando as obras do porto, facilitando a emigração, prodigalizando esmolas, e, finalmente, introduzindo em Fortaleza certos costumes parisienses, como por exemplo, o sistema de passear a cavalo a chouto, de aparar a cauda aos animais de sela. Lembrava as qualidades do fidalgo paulista…” CAMINHA, Adolfo. A Normalista. Rio de Janeiro: Editora Três, 1973. p. 180- 181. (Texto adaptado ao Novo Acordo Ortográfico) O trecho em destaque, que trata da morte do presidente da província do Ceará, Antônio Caio Prado, se refere ao período da história correspondente a) ao processo de remodelamento e disciplinarização dos espaços urbanos a par�r do século XIX, tomando como modelo as cidades europeias. b) às mudanças estruturais promovidas após a Revolução de 1930 com a ins�tuição dos governos dos interventores indicados por Vargas. c) às transformações promovidas pelo governo imperial após a Proclamação da República e o estabelecimento de um governo autônomo. d) ao início do período imperial, quando o governo cearense passou da mão dos coronéis donos de terra para os nobres. H1257 - (Upf) A Revolta da Vacina, também conhecida como Quebra- Lampiões, teve início no Rio de Janeiro, em novembro de 1904, em protesto à obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, decretada pela Lei 1.261. Sobre esse evento histórico, assinale a alterna�va incorreta: 4@professorferretto @prof_ferretto a) A campanha de vacinação foi comandada pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, que também era diretor geral de Saúde Pública, o qual �nha problemas graves a enfrentar: a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. b) Os chamados “mata-mosquitos” visitavam as casas em várias regiões da cidade, muitas vezes acompanhados por soldados da polícia. O combate aos ratos foi associado à intensificação da limpeza pública. c) Os opositores à Lei 1.261 apelaram ao imaginário popular apontando na vacina inúmeros perigos para a saúde, como convulsões, diarreias, gangrenas, o�tes, di�eria, sífilis, epilepsia, meningite e tuberculose. d) O atestado de vacina era exigido para tudo: matrícula em escola, emprego, hospedagem em hotéis, viagem, casamento, voto. e) A revolta levou o governo a decretar isolamento social e lockdown, medidas que possibilitaram mudanças polí�cas estruturais, tais como a ampliação dos direitos polí�cos das camadas baixas e a adoção do voto secreto. H1253 - (Ufms) O final do século XIX e o início do século XX foram marcados pela exploração de um importante produto na�vo do Brasil: a borracha. Proveniente do extra�vismo da seringueira e gerando como produto o látex, essa a�vidade econômica transformou significa�vamente a região Norte e permi�u um grande impulso no desenvolvimento de cidades como Manaus e Belém. Assinale a alterna�va que está corretamente associada ao ciclo da borracha no Brasil no período proposto pelo enunciado. a) Criação de um pá�o industrial automobilís�co no Brasil, visando à maximização da produção de látex nacional. b) Expulsão de trabalhadores rurais do sertão e agreste nordes�no, permi�ndo a ascensão de grupos locais armados, como os cangaceiros. c) Negociação e aquisição do atual território do estado do Acre junto à Bolívia, já que muitos trabalhadores brasileiros viviam nessa região para explorar os seringais na�vos. d) Defesa do ecossistema e da diversidade ecológica da Amazônia, com o surgimento de órgãos na defesa da floresta e o acirramento do conflito pela terra, culminando com o assassinato do seringueiro Chico Mendes. e) Ruptura com a polí�ca do café-com-leite, já que a elite nor�sta reivindicava maior par�cipação na direção do País, pois a exportação da borracha representava mais da metade do volume do comércio internacional do Brasil na época. H1244 - (Ufpr) O ano de 1922 foi um marco na história do Brasil devido ao surgimento de diferentes movimentos sociais, polí�cos e culturais. Assinale a alterna�va que indica corretamente dois desses movimentos surgidos na década de 1920 no Brasil e seus respec�vos desdobramentos em décadas posteriores. a) O modernismo antropofágico, que inspirou o Tropicalismo; e o verdeamarelismo, que originou o Integralismo. b) O modernismo expressionista, que inspirou o Surrealismo; e o realismo fantás�co, que originou o Regionalismo. c) O modernismo futurista, que inspirou o Neoconcre�smo; e o cubismo, que originou o Psicodelismo. d) O modernismo simbolista, que inspirou o Go�cismo; e o indigenismo, que originou o Primi�vismo. e) O modernismo dadaísta, que inspirou o Abstracionismo; e o fauvismo, que originou o Muralismo. H1255 - (Ufrgs) Nas duas primeiras décadas do século XX, ocorreram muitas greves de trabalhadores no Brasil. Com relação à história do movimento operário brasileiro, é correto afirmar que 5@professorferretto@prof_ferretto a) foi relevante o papel de imigrantes europeus, sobretudo italianos, que trouxeram ideais anarquistas e socialistas para o país. b) foi organizado a par�r de sindicatos patronais, que pressionavam o governo republicano por subsídios para a indústria nacional. c) foi uma resposta à polí�ca do “café com leite”, que privilegiava o setor agrícola, e ocasionou a desindustrialização do país. d) foi um movimento predominantemente an�abolicionista, que cri�cava o fim da escravidão e o aumento da oferta de mão de obra livre. e) foi uma reação ao fim dos grandes la�fúndios produtores de café, que empregavam o maior número de trabalhadores naquele período. H0571 - (Espm) Em junho de 1908 chegou ao Brasil, o na vio Kasato Maru, trazendo o primeiro grupo oficial de imigrantes japoneses. A viagem co meçou no porto de Kobe e terminou, 52 dias depois, no porto de Santos. Vieram 165 famí lias (781 pessoas) iniciando um fluxo con� nuo de imigração de japoneses para o Brasil. (Jhony Arai e Cesar Hirasaki. Arigatô. A emocionante história dos imigrantes japoneses no Brasil) Considerando o texto e a história dos pri meiros imigrantes japoneses chegados em São Paulo, correto afirmar que eles: a) foram trazidos para o trabalho nos serin gais, para a extração da borracha; b) foram imigrantes que vinham por conta própria, pois não havia nenhum acordo entre Brasil e Japão sobre imigração; c) foram encaminhados para servirem de mão de obra para a lavoura cafeeira; d) foram trazidos com a finalidade de desen volver as lavouras de arroz e chá; e) foram trazidos com a finalidade de suprir de mão de obra as fábricas nacionais que surgiam em meio a um surto industrial. H1258 - (Famerp) Dez anos! Caramba! O tempo metralha os dias como a cinta de uma arma automá�ca! Vai para uma década que se realizou em São Paulo, [naquele momento] o estado líder da Federação, a Revolução intelectual do Brasil. (Apud: Marcos Augusto Gonçalves. 1922: a semana que não terminou, 2012.) O excerto faz parte de um ar�go de Meno� del Picchia, publicado na Folha da Manhã, em 1932, sobre a Semana de Arte Moderna. Nele, del Picchia a) associa o evento ao poder financeiro paulista e a um projeto de ampla renovação esté�ca. b) atesta a falência do ideário esté�co do evento cultural, que estava sendo arduamente cri�cado. c) enfa�za o caráter regionalista do evento, que provocou desinteresse no resto do país pelas novas ideias. d) ressalta a relação direta entre o evento e a Revolução cons�tucionalista paulista. e) destaca a fluidez da passagem do tempo, que rapidamente tornou obsoleto o projeto polí�co do evento. H0565 - (Fuvest) Uma das folhas de ontem estampou (...) o programa da recepção presidencial em que, diante do corpo diplomá�co, da mais fina sociedade do Rio de Janeiro, aqueles que deviam dar o exemplo das maneiras mais dis�ntas, dos costumes mais reservados elevaram o Corta-Jaca a altura de uma ins�tuição social. Mas o Corta-Jaca de que ouvira falar há muito tempo que vem a ser, senhor presidente? A mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do batuque, do cateterê e do samba. Mas nas recepções presidenciais o "Corta Jaca" é executado com todas as honras da música de Wagner e não sequer que a consciência deste país se revolte, que as nossas faces se enrubesçam e que a mocidade se ria. Discurso do senador Rui Barbosa, Diário do Congresso Nacional, 8/11/1914, p. 2789. A par�r do texto, iden�fique a alterna�va correta. a) a crí�ca permite compreender que, apesar da mudança do regime polí�co, as elites republicanas permaneceram adeptas da cultura cosmopolita e europeia. b) o discurso elogia os esforços para compa�bilizar a cultura republicana com as prá�cas e tradições dos grupos populares. c) a eclosão da 1ª Guerra Mundial contribuiu para a difusão de uma polí�ca cultural de caráter nacionalista e excludente. d) o programa musical adotado na recepção revela tendências modernistas ao conferir status de arte a danças populares. e) a apresentação do maxixe Corta Jaca indicava uma resposta para contornar a xenofobia e a eugenia presente na cultura oficial. 6@professorferretto @prof_ferretto H0570 - (C�mg) Os textos abaixo expressam posições rela�vas a projetos de iden�dade e desenvolvimento para o Brasil durante a Primeira República. Texto I Assim esgotando a terra, deixamos também de formar a nação. Abandonando a terra, e não cuidando da nação, abandonamos a Pátria, porque a Pátria é a terra, com o habitat, mas principalmente, para o sen�mento e para a razão, [é] a nação, isto é, a gente. Fora disto, a palavra “Pátria” não exprime senão uma imagem supers�ciosa – como as de qualquer culto fe�chista – ou uma falsidade convencional. TORRES, Alberto. O problema nacional brasileiro: introdução a um programa de organização nacional [1914]. S.P.: Ed. Nacional, 1933. Texto II Queremos luz, ar, ven�ladores, aeroplanos, reivindicações obreiras, idealismos, motores, chaminés de fábricas, sangue, velocidade, sonho na nossa Arte. E que o rufo de um automóvel, nos trilhos de dois versos, espante da poesia o úl�mo deus homérico, que ficou, anacronicamente, a dormir e sonhar, na era do jazzband e do cinema, com a frauta dos pastores da Arcádia e os seios de Helena. DEL PICCHIA, Meno�. Arte moderna (conferência pronunciada na noite de 17 de fevereiro da Semana de Arte Moderna) [1922]. In: PICCHIA, Meno�; SALGADO, Plínio; RICARDO, Cassiano. O curupira e o carão. S.P.: Hélios, 1927. Os textos I e II representam o debate entre a) protecionistas e liberais. b) nacionalistas e entreguistas. c) germanistas e americanistas. d) tradicionalistas e vanguardistas. H0566 - (Fgv) Com a queda de 97% das áreas produtoras asiá�cas nas mãos dos japoneses, os Estados Unidos, através de acordos com o governo brasileiro, desencadearam uma operação em larga escala na Amazônia: a Batalha da Borracha. (Márcio Souza. História da Amazônia: do período pré- colombiano aos desafios do século XXI, 2019.) A “Batalha da Borracha” contou com a) o controle do comércio exterior do produto pelas empresas norte-americanas e a esta�zação dos seringais às margens dos principais rios amazônicos. b) o planejamento do Estado e o deslocamento de mão de obra de regiões do semiárido para a Amazônia. c) a rede de produção local de gêneros alimen�cios e a existência de capitais previamente acumulados na economia amazônica. d) a racionalização empresarial do cul�vo de espécies na�vas da floresta e a dispersão das cidades no amplo espaço amazônico. e) a extensão de leis trabalhistas aos seringueiros e a concessão de terras amazônicas aos trabalhadores imigrantes. H1246 - (Fcmscsp) A criação da “polí�ca dos governadores” tem sido atribuída a Campos Sales, de cujo entendimento com os chefes dos estados mais numerosamente representados no Congresso resultou na reforma do regimento da Câmara na parte referente à verificação de poderes. Construiu-se desse modo uma engenhosa máquina de depuração ou degola dos candidatos oposicionistas. O resultado não podia ser outro: com os diplomas de seus afilhados reconhecidos pela graça da situação federal, os governadores exigiam de seus deputados e senadores estrita conformidade com os planos do Presidente da República [...]. (Victor Nunes Leal. Coronelismo, enxada e voto, 1976.) O excerto descreve um mecanismo polí�co �pico da Primeira República brasileira que a) obedecia explicitamente a alguns ar�gos da Cons�tuição republicana. b) harmonizava o exercício do poder republicano em esferas decisórias dis�ntas. c) cumpria de maneira rigorosa os resultados das eleições republicanas. d) evitava o domínio do poder legisla�vo da República pelas oligarquias estaduais. e) suspendia os direitos atribuídos aos estados pela Cons�tuição da República. H1249 - (Puccamp) A respeito do voto de cabresto e do voto censitário na História do Brasil: 7@professorferretto@prof_ferretto a) Ambos coexis�ram durante a Primeira República, até a Cons�tuição de 1934, que ins�tuiu o voto secreto e, inclusive, o voto feminino. b) O voto de cabresto foi marcante na história eleitoral da Primeira República, enquanto o voto censitário foi oficialmente abolido pela Cons�tuição de 1891. c) Ambos es�veram intrinsecamente relacionados ao coronelismo, e foram largamente pra�cados ao longo do século XX, principalmente nos povoados rurais subme�dos ao mandonismo local. d) O voto de cabresto foi pra�cado durante a República da Espada, quando os eleitores eram obrigados a expor seu voto e a se iden�ficar de forma escrita, em subs�tuição ao voto censitário, eliminado na primeira Cons�tuição da República. e) Ambos caíram em desuso durante o Estado Novo, período em que houve eleições indiretas, via parlamento, para todos os cargos públicos, conforme determinava a Cons�tuição de 1937. H0564 - (Unesp) A “polí�ca dos governadores” é considerada a úl�ma etapa da montagem do sistema oligárquico ou liberalismo oligárquico, que permi�u, de forma duradoura, o controle do poder central pela oligarquia cafeeira. (Carlos Alberto Ungare� Dias. “Polí�ca dos governadores”. h�ps://cpdoc.fgv.br.) A afirmação do texto pode ser jus�ficada pelo fato de que essa polí�ca a) fortaleceu a polí�ca econômica de caráter liberal, eliminando subsídios e favorecimentos do Estado aos diversos setores da produção agrícola. b) implementou um sistema de compra, pelo Estado, do conjunto da produção cafeeira, garan�ndo a estabilidade do preço mundial do café. c) ampliou os mecanismos de representação polí�ca dos estados no poder legisla�vo, consolidando a isonomia entre os poderes. d) inaugurou um período de ampliação da influência dos setores rurais na polí�ca nacional, neutralizando a força polí�ca do poder central. e) assegurou o compromisso de isenção da intervenção do Estado em assuntos locais, estabelecendo um equilíbrio entre estes e o poder central. H1248 - (Fgv) A produção industrial de têxteis brasileiros cresceu sistema�camente do século XIX até 1923, e então diminuiu durante o restante da década de 1920. A produção diminuía na fase de expansão das exportações e aumentava quando ocorriam choques adversos no setor de exportação, sobretudo do café. (Francisco Vidal Luna e Herbert S. Klein. História econômica e social do Brasil: o Brasil desde a república, 2016. Adaptado.) Esse descompasso no crescimento da produção nos dois setores da economia brasileira devia-se à correlação entre a) o aumento dos lucros na grande empresa agrícola e a aplicação de capitais líquidos industriais nas a�vidades de maior rendimento monetário. b) a diminuição de rentabilidade na produção econômica tradicional e a polí�ca governamental de proteção industrial. c) os lucros empresariais elevados e o deslocamento da mão de obra especializada para os setores econômicos potencialmente mais dinâmicos. d) a perda do poder de compra dos la�fundiários agrícolas e a expansão do mercado consumidor de produtos nacionais de baixa qualidade. e) a entrada de divisas na economia do país e a possibilidade de aquisição de mercadorias estrangeiras. H1251 - (Upe) Carroceiros, es�vadores, operários da estrada de ferro, maquinistas, foguistas, empregados da companhia de esgoto e até os jóqueis do hipódromo, trabalhadores de várias categorias encamparam uma ampla onda de greves no Recife entre 1890 e início de 1896. Referência: SOUZA, Felipe Azevedo. As cigarreiras revoltosas e o movimento operário: história da primeira greve feminina do Recife e as representações das mulheres operárias na imprensa. In: h�ps://www.scielo.br/j/cpa/a/8B8YnNpCgGtC�bZLYNBbKd/? lang=pt São caracterís�cas comuns a todos os movimentos das categorias citadas no texto, respec�vamente: a) Melhores condições de trabalho e igualdade de gênero. b) Modernização da produção e menor jornada de trabalho. c) Aumento salarial e restrição do uso da mão de obra feminina. d) Garan�a de licença maternidade e implementação do fundo de garan�a. e) Ampliação do mercado de trabalho e par�cipação nos lucros das fábricas. 8@professorferretto @prof_ferretto H1425 - (Fuvest) Antônio Vicente Mendes Maciel, Conselheiro de alcunha, (...) era cearense e nasceu (...) a 13 de março de 1830. (...) Aprendeu a ler, escrever e contar. (...) Andou estudando la�m, enxertando frases da língua de Horácio nos seus longos "conselhos", geralmente baseados na Bíblia sagrada, que conhecia razoavelmente. (...) Era apenas um peregrino, acompanhado de numeroso séquito; pequenos agricultores, negros 13 de Maio, caboclos de aldeamentos, gente sem recursos, doentes. (...) Em 1893 (...) Antônio Vicente se estabeleceu em Canudos (...). Reba�zou a localidade, dando-lhe o nome de Belo Monte. Criou um clima de tranquilidade local. Respeitavam-no. Seu monarquismo era utopia. De vários pontos do sertão apareciam os conselheiristas (...). Caminhavam para lá movidos pela fé. Queriam morar ali, sem pensar em conquistar novas terras. Nem restaurar a monarquia. Cá de fora, não entenderam assim. Interesses polí�cos e patrimoniais deram novos rumos e des�no sangrento ao sertão do Conselheiro. (...) José Calazans. “O Bom Jesus do sertão”. Caderno Mais, Folha de S. Paulo. São Paulo, 21/09/1997. O texto sugere que Antonio Conselheiro a) representou a luta da Igreja Católica contra o regime republicano recém-instaurado no Brasil. b) fez uso da sua educação formal para colocar em xeque os dogmas do catolicismo no Brasil. c) defendeu a restauração da Monarquia por iden�ficar- se com os interesses polí�cos e patrimoniais das elites locais. d) atraiu pessoas pobres do sertão nordes�no com mensagens de fé e de acolhimento na comunidade. e) liderou uma insurreição contra as estruturas sociais e polí�cas implementadas pela República. H1431 - (Fuvest) Mar�n Fierro acredita na importância da contribuição intelectual da América, prévia tesourada a todo cordão umbilical. Acentuar e generalizar para as demais manifestações intelectuais o movimento de independência iniciado, no idioma, por Ruben Darío, não significa, entretanto, que haveremos de renunciar, nem muito menos que finjamos desconhecer que todas as manhãs nos servimos de um creme dental sueco, de umas toalhas francesas e de um sabonete inglês. Mar�n Fierro tem fé em nossa foné�ca, em nossa visão, em nossas maneiras, em nosso ouvido, em nossa capacidade diges�va e de assimilação. “Manifesto Mar�n Fierro”, de Oliverio Girondo, 15/5/1924. In: Jorge Schwartz, Vanguardas la�no- americanas: polêmicas, manifestos e textos crí�cos. São Paulo: EDUSP; Iluminuras; FAPESP, 1995, p. 116. A revista de vanguarda literária Mar�n Fierro foi fundada em Buenos Aires, na Argen�na, em 1924. O “Manifesto”, publicado no seu nº 4, apresentava sintonias com o movimento modernista paulistano, ao a) propor a ruptura com tradições esté�cas e valorizar a autonomia cria�va loca, sem desprezar os intercâmbios com a Europa. b) defender a obediência aos modelos ar�s�cos da França e da Inglaterra, reconhecendo sua contribuição intelectual. c) repudiar o movimento de independência iniciado, na língua espanhola, pelo poeta nicaraguense Ruben Darío. d) buscar inspiração nos modos de expressão popular e ar�s�ca originários da América e revolucionar os hábitos de consumo. e) condenar a inquietação intelectual e a experimentação literária em favor da cultura de massas e do conformismo. H1433 - (Fuvest) “A Exposição Internacional do Centenário de 1922 no Rio de Janeiro cons�tuiu uma versão brasileira grandiosa, embora anacrônica, das exposições do século XIX, des�nadas a celebrar o ideal nacional. Para essa mostra o México enviou uma importante delegação, com farto material de exposição, tendo inclusive construído um pavilhão especial para abrigar seus produtos. José Vasconcelos (1881-1952), o filósofo e intelectual mexicano de maior destaque (...), chefiou a delegação mexicana. No final da exposição, oMéxico deixou no Rio um Cuauhtémoc carioca olhando para a baía da Guanabara, e Vasconcelos par�u levando uma bagagem de mitos nacionais brasileiros (...)”. TENORIO TRILLO, Mauricio. “Um Cuahtémoc Carioca: comemorando o Centenário da independência do Brasil e a raça cósmica”. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 7, n. 14, 1994. No ano seguinte à celebração do centenário da independência do México, o governo mexicano enviou ao Brasil uma delegação para par�cipar dos festejos do centenário da independência brasileira e escolheu, para simbolizar seu país, a figura de Cuahtémoc, imperador asteca que morreu na luta de resistência contra os conquistadores espanhóis. 9@professorferretto @prof_ferretto A par�r do excerto, é correto atestar a seguinte semelhança entre os dois países: a) A defesa da Revolução Mexicana e das ideias de supremacia indígena. b) A valorização de símbolos nacionais e do conhecimento mútuo na América La�na. c) O reconhecimento da superioridade do passado mexicano associado aos astecas. d) A dissolução das iden�dades nacionais em favor das iden�dades con�nentais. e) A rivalidade entre os países la�no-americanos na forma de celebrar os Centenários. H1436 - (Fuvest) I. “É indispensável romper com todas as diplomacias nocivas, mandar pro diabo qualquer forma de hipocrisia, suprimir as polí�cas literárias e conquistar uma profunda sinceridade pra com os outros e pra consigo mesmo. A convicção dessa urgência foi pra mim a melhor conquista até hoje do movimento que chamam de ‘modernismo’. Foi ela que nos permi�u a intuição de que carecemos, sob pena de morte, de procurar uma arte de expressão nacional”, algodão, e em seguida café, para o comércio europeu. HOLANDA, Sérgio Buarque de. O lado oposto e outros lados, 1926. II. “Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas ins�tuições, nossas ideias, e �mbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hos�l, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra”. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, 1936. Os dois excertos do historiador e crí�co literário Sérgio Buarque de Holanda salientam que a cultura brasileira somente completará a sua formação quando a) souber reproduzir fielmente os modelos externos. b) importar uma esté�ca à altura da sua genialidade. c) abolir a necessidade de figurar o caráter nacional. d) deixar a posição de colônia e se tornar metrópole. e) firmar, na arte e na vida social, a sua auten�cidade. H1437 - (Fuvest) “Migna terra tê parmeras Che ganta inzima o sabiá. As aves che stó aqui, Tambê tu�os sabi gorgeá. (...) Os rio lá sô maise grandi Dus rio di tu�as naçó; I os ma�o si perdi di vista, Nu meio da imensidó.” BANANÉRE, Juó. “Migna terra”. La Divina Increnca. São Paulo: Irmãos Marrano Editora, 1924. Assinale a alterna�va que melhor expressa as relações entre o poema e a inserção social de imigrantes italianos no Brasil. a) O poema traça uma analogia entre a paisagem natural da Itália e do Brasil, sob os olhos de um imigrante. b) A referência à oralidade era um reconhecimento à contribuição desta comunidade para a nova literatura brasileira. c) O poema tema�za a revolta dos imigrantes camponeses italianos ao chegarem nas fazendas de café. d) O caráter lírico presente no poema indica a emo�vidade e o desejo de aceitação por parte dos imigrantes. e) A linguagem adotada no poema expressava uma maneira caricata de representar o idioma daquela comunidade. H1471 - (Unesp) O crescimento urbano, ao criar um mercado potencial mais amplo, es�mulou igualmente o crescimento das indústrias artesanais e de algumas fábricas que empregavam uma força de trabalho concentrada [...]. Deixando de lado as caracterís�cas peculiares dessa sociedade urbana em expansão, a razão para a crescente debilidade de qualquer expressão polí�ca especificamente urbana era a posição peculiar da cidade no sistema econômico e fiscal, consolidado pelo con�nuo progresso do setor com base na exportação de produtos agrícolas e pecuários. (Tulio Halperín Donghi. “A economia e a sociedade na América espanhola do pós-independência”. In: Leslie Bethell (org.). História da América La�na, v. 3, 2004.) O excerto apresenta uma experiência histórica vivida por alguns países hispano-americanos, e também pelo Brasil, entre as úl�mas décadas do século XIX e as primeiras do XX. Tal situação 10@professorferretto @prof_ferretto a) gerou sucessivas crises econômico-financeiras na região e acentuou o controle imperialista estadunidense sobre o setor industrial e financeiro dos países do con�nente. b) resultou da ausência de burguesias nacionais capazes de conduzir o processo de reorganização econômica e de decolagem na direção de economias autônomas. c) provocou um deslocamento do controle do poder polí�co do campo para a cidade e o aumento da influência polí�ca das classes médias e dos setores populares. d) derivou da combinação entre os processos de modernização urbana e a inserção das economias la�no-americanas na divisão internacional do trabalho. e) proporcionou um desenvolvimento acelerado do segundo e do terceiro setores das economias nacionais e uma maior integração comercial no con�nente. H1507 - (Unicamp) Na Greve de 1917 em São Paulo, os conflitos propagaram-se a par�r do Cotoni�cio* Crespi, com cerca de 2 mil trabalhadores; em pouco tempo, congregaram 50 mil pessoas numa cidade de 400 mil habitantes. Entre sociedades de classes, as quais eram comba�vas, polí�cas e de iden�dade étnica, havia sido organizado em março daquele ano, pouco antes da eclosão da greve, o Comitê Popular de Agitação contra a exploração das crianças. Por meio de enquetes, reuniões e palestras, o Comitê procurava revelar as relações de trabalho a que os menores estavam sujeitos: jornadas extenuantes e graves acidentes. Nas no�cias de jornais, era comum encontrar casos como o de José, de 12 anos, que teve o braço esmagado por uma máquina amassa- deira da fábrica de biscoitos “A Fidelidade”, e Henrique Guido, de 8 anos, que teve os dedos decepados numa oficina da Barra Funda. (Adaptado de FRACCARO, Glaucia. Mulheres, sindicato e organização polí�ca nas greves de 1917 em São Paulo. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 37, n. 76, p. 76-77, 2017.) *Cotoni�cio: algodoaria. Com base no excerto e em seus conhecimentos sobre a história do trabalho no Brasil, é correto afirmar que a) as mobilizações da greve de 1917 �nham por obje�vo implementar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), base legal da igualdade salarial entre homens, mulheres e crianças, reconhecida nos anos de 1990. b) em resposta à greve de 1917, o presidente Venceslau Brás ins�tui, no ano seguinte, para a indústria brasileira, a igualdade de salário entre homens e mulheres e torna ilegal o trabalho infan�l no setor têx�l de todo o país. c) a greve de 1917 foi impulsionada, entre outros fatores, pelos baixos salários (não obstante o cenário de alta inflação), multas contra os trabalhadores, acidentes, jornadas extenuantes, e falta de regulamentação do trabalho de menores. d) na época da greve de 1917, o trabalho das crianças nas fábricas era considerado ilegal; o trabalho infan�l foi regulamentado posteriormente por Getúlio Vargas por meio das leis trabalhistas. H1521 - (Fuvest) A charge sa�riza uma prá�ca eleitoral presente no Brasil da chamada “Primeira República”. Tal prá�ca revelava a 11@professorferretto @prof_ferretto a) ignorância, por parte dos eleitores, dos rumos polí�cos do país, tornando esses eleitores adeptos de ideologias polí�cas nazifascistas. b) ausência de autonomia dos eleitores e sua fidelidade forçada a alguns polí�cos, as quais limitavam o direito de escolha e demonstravam a fragilidade das ins�tuições republicanas. c) restrição provocada pelo voto censitário, que limitava o direito de par�cipação polí�ca àqueles que possuíam um certo número de animais. d) facilidade de acesso à informação e propaganda polí�ca, permi�ndo, aos eleitores, a rápida iden�ficação dos candidatosque defendiam a soberania nacional frente às ameaças estrangeiras. e) ampliação do direito de voto trazida pela República, que passou a incluir os analfabetos e facilitou sua manipulação por polí�cos inescrupulosos. H1529 - (Fuvest) Observe a tabela: Os dados apresentados na tabela se explicam, dentre outros fatores, a) pela industrialização significa�va em estados do Nordeste do Brasil, sobretudo aquela ligada a bens de consumo. b) pela forte demanda por força de trabalho criada pela expansão cafeeira nos estados do Sudeste do Brasil. c) pela democracia racial brasileira, a favorecer a convivência pacífica entre culturas que, nos seus con�nentes de origem, poderiam até mesmo ser rivais. d) pelos expurgos em massa promovidos em países que viviam sob regimes fascistas, como Itália, Alemanha e Japão. e) pela supervalorização do trabalho assalariado nas cidades, já que no campo prevalecia a mão de obra de origem escrava, mais barata. H1537 - (Fuvest) Na Belle Époque brasileira, que difusamente coincidiu com a transição para o regime republicano, surgiram aquelas perguntas cruciais, envoltas no oxigênio mental da época, muitas das quais, contudo, nos incomodam até hoje: como construir uma nação se não �nhamos uma população definida ou um �po definido? Frente àquele amálgama de passado e futuro, alimentado e realimentado pela República, quem era o brasileiro? (...) Inúmeras tenta�vas de respostas a todas estas questões mobilizaram os intelectuais brasileiros durante várias décadas. Elias Thomé Saliba. Raízes do riso. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Entre as tenta�vas de responder, durante a Belle Époque brasileira, às dúvidas mencionadas no texto, é correto incluir a) as explicações posi�vistas e evolucionistas sobre o impacto da mistura de raças na formação do caráter nacional brasileiro. b) os projetos de valorização dos vínculos entre o caráter nacional brasileiro e os produtos da indústria cultural norte americana. c) o reconhecimento e a celebração da origem africana da maioria dos brasileiros e a rejeição das tradições europeias. d) a percepção de que o país estava plenamente inserido na modernidade e havia assumido a condição de potência mundial. e) o desejo de retornar ao período anterior à chegada dos europeus e de recuperar padrões culturais e co�dianos indígenas. H1542 - (Fuvest) 12@professorferretto @prof_ferretto Mas o pecado maior contra a Civilização e o Progresso, contra o Bom Senso e o Bom Gosto e até os Bons Costumes, que estaria sendo come�do pelo grupo de regionalistas a quem se deve a ideia ou a organização deste Congresso, estaria em procurar reanimar não só a arte arcaica dos quitutes finos e caros em que se esmeraram, nas velhas casas patriarcais, algumas senhoras das mais ilustres famílias da região, e que está sendo esquecida pelos doces dos confeiteiros franceses e italianos, como a arte – popular como a do barro, a do cesto, a da palha de Ouricuri, a de piaçava, a dos cachimbos e dos santos de pau, a das esteiras, a dos ex- votos, a das redes, a das rendas e bicos, a dos brinquedos de meninos feitos de sabugo de milho, de canudo de mamão, de lata de doce de goiaba, de quenga de coco, de cabaça – que é, no Nordeste, o preparado do doce, do bolo, do quitute de tabuleiro, feito por mãos negras e pardas com uma perícia que iguala, e às vezes excede, a das sinhás brancas. Gilberto Freyre. Manifesto regionalista (7ª ed.). Recife: FUNDAJ, Ed. Massangana, 1996. De acordo com o texto de Gilberto Freyre, o Manifesto regionalista, publicado em 1926, a) opunha se ao cosmopoli�smo dos modernistas, especialmente por refutar a alteração nos hábitos alimentares nordes�nos. b) traduzia um projeto polí�co centralizador e an�democrá�co associado ao retorno de ins�tuições monárquicas. c) exaltava os valores u�litaristas do moderno capitalismo industrial, pois reconhecia a importância da tradição agrária brasileira. d) preconizava a defesa do mandonismo polí�co e da integração de brancos e negros sob a forma da democracia racial. e) promovia o desenvolvimento de uma cultura brasileira autên�ca pelo retorno a seu passado e a suas tradições e riquezas locais. 13@professorferretto @prof_ferretto