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Questões resolvidas

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Vestibulares
Brasil República
República Oligárquica
H1254 - (Uece)
O termo “coronelismo” designa o sistema polí�co que
predominou durante a República Velha e é caracterizado
pelo
a) voto de cabresto, pelo poder oligárquico e pela polí�ca
dos governadores. 
b) voto de cabresto, pela polí�ca centralista e pela
eleição indireta. 
c) voto secreto, pelo poder democrá�co e pela polí�ca
dos governadores. 
d) voto censitário, pela polí�ca unitarista e pelo poder
oligárquico. 
H0568 - (Famerp)
Observe a charge de Storni, publicada na
revista Careta em 19.02.1927.
Divulgada durante a Primeira República brasileira, a
charge faz referência a uma 
a) ação corrupta que permi�a o desvio de verbas
públicas. 
b) prá�ca polí�ca que facilitava a con�nuidade do
domínio oligárquico. 
c) proposição cons�tucional que determinava a
obrigatoriedade do voto. 
d) experiência polí�ca que favorecia a soberania do voto
popular. 
e) lei eleitoral que visava garan�r a fidelidade do
eleitor. 
H1256 - (Uece)
Em 11 de julho de 1917, na capa de uma segunda edição
do jornal paulistano “A Gazeta” estava a seguinte
manchete: “A agitação proletária expende-se por todas
as fábricas – a capital paulista ameaçada de uma greve
geral – Adhesões e mais adhesões – É gravíssima a
situação – reuniões, mee�ngs, conferências, desordens”.
Sobre esse evento, Edgard Leuenroth, Jornalista,
�pógrafo e par�cipante do movimento, relatou “[...] Não
cabe aqui a descrição de como se desenrolou aquele
comício, considerado como uma das maiores
manifestações que a História do proletariado brasileiro
registra. Basta dizer que a imensa mul�dão decidiu que o
movimento somente cessaria quando as suas
reivindicações, sinte�zadas no memorial do Comitê de
Defesa Proletária, fossem atendidas”.
A Grande Greve geral de Trabalhadores do Brasil de 1917,
que se iniciou em São Paulo e se intensificou após a
morte do jovem José Mar�nez, imigrante espanhol de 21
anos que trabalhava como sapateiro e foi assassinado
pela polícia paulistana, é caracterizada
1@professorferretto @prof_ferretto
a) por representar uma tenta�va, durante a primeira
Guerra Mundial, de estabelecer no Brasil um governo
socialista, mo�vado pela Revolução Bolchevique na
Rússia.
b) por resultar do desentendimento entre os setores do
anarcossindicalismo que predominava nas fábricas e o
governo de Campos Sales, ligado ao PCB.
c) pela forte influência da imigração europeia, que trouxe
para o Brasil, além de trabalhadores, a organização
sindical e o anarcossindicalismo.
d) como uma reação local e específica dos trabalhadores
paulistanos à truculência policial, não possuindo outro
caráter de natureza polí�ca ou econômica.
H1245 - (Unicamp)
Na Greve de 1917 em São Paulo, os conflitos
propagaram-se a par�r do Cotoni�cio* Crespi, com cerca
de 2 mil trabalhadores; em pouco tempo, congregaram
50 mil pessoas numa cidade de 400 mil habitantes. Entre
sociedades de classes, as quais eram comba�vas,
polí�cas e de iden�dade étnica, havia sido organizado em
março daquele ano, pouco antes da eclosão da greve, o
Comitê Popular de Agitação contra a exploração das
crianças. Por meio de enquetes, reuniões e palestras, o
Comitê procurava revelar as relações de trabalho a que
os menores estavam sujeitos: jornadas extenuantes e
graves acidentes. Nas no�cias de jornais, era comum
encontrar casos como o de José, de 12 anos, que teve o
braço esmagado por uma máquina amassadeira da
fábrica de biscoitos “A Fidelidade”, e Henrique Guido, de
8 anos, que teve os dedos decepados numa oficina da
Barra Funda.
(Adaptado de FRACCARO, Glaucia. Mulheres, sindicato e
organização polí�ca nas greves de 1917 em São Paulo.
Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 37, n. 76, p.
76-77, 2017.)
 
*Cotoni�cio: algodoaria.
 
Com base no excerto e em seus conhecimentos sobre a
história do trabalho no Brasil, é correto afirmar que 
a) as mobilizações da greve de 1917 �nham por obje�vo
implementar a Consolidação das Leis Trabalhistas
(CLT), base legal da igualdade salarial entre homens,
mulheres e crianças, reconhecida nos anos de 1990. 
b) em resposta à greve de 1917, o presidente Venceslau
Brás ins�tui, no ano seguinte, para a indústria
brasileira, a igualdade de salário entre homens e
mulheres e torna ilegal o trabalho infan�l no setor
têx�l de todo o país. 
c) a greve de 1917 foi impulsionada, entre outros fatores,
pelos baixos salários (não obstante o cenário de alta
inflação), multas contra os trabalhadores, acidentes,
jornadas extenuantes, e falta de regulamentação do
trabalho de menores. 
d) na época da greve de 1917, o trabalho das crianças
nas fábricas era considerado ilegal; o trabalho infan�l
foi regulamentado posteriormente por Getúlio Vargas
por meio das leis trabalhistas. 
H0563 - (U�f)
Sobre a Semana de Arte Moderna, ocorrida em São Paulo
em 1922, é CORRETO afirmar: 
a) Foi um movimento que cri�cava a influência
estrangeira na cultura brasileira, rejeitando o
“colonialismo mental”, defendendo a cultura
nacional. 
b) O movimento foi exclusividade dos poetas homens,
excluindo o talento das escritoras mulheres
consideradas muito radicais, uma vez que defendiam o
fim do conservadorismo. 
c) O movimento ocorreu por ocasião do centenário da
independência do Brasil, com o obje�vo de reforçar o
espírito conservador do país e valorizar a cultura
estrangeira moderna e suas inovações. 
d) O movimento a�ngiu todo o Brasil e todas as classes
sociais, se mostrando extremamente democrá�co,
rompendo com a desigualdade de classes. 
e) Foi um movimento conservador que redescobriu a
iden�dade brasileira como não miscigenada, de
tradição rural-agrária, recusando o desenvolvimento
cosmopolita. 
H1242 - (Fac. Albert Einstein)
Durante o governo Campos Salles (1898 - 1902) [...] foi
adotada a “polí�ca dos governadores”. Sob essa
orientação, os governos das províncias ganharam ampla
autonomia.
(Isabel Lustosa. A História do Brasil explicada aos meus
filhos, 2012.)
 
A polí�ca dos governadores implicou
2@professorferretto @prof_ferretto
a) a centralização administra�va e o reforço do poder
legisla�vo. 
b) o fortalecimento das oligarquias locais e o aumento do
poder dos coronéis. 
c) a consolidação da democracia nos estados e a
convocação de eleições diretas. 
d) a queda da monarquia e a implantação do modelo
republicano. 
e) o equilíbrio econômico entre as províncias e o
es�mulo à cafeicultura. 
H1252 - (Unesp)
Observe a charge de Belmonte, publicada na primeira
página da Folha da Noite, em 20 de fevereiro de 1922.
 
 
Ao representar a Semana de Arte Moderna, a charge
ironiza
a) o atraso da arte brasileira em relação ao que era
produzido no resto do Ocidente. 
b) a inexistência de preocupações, entre os ar�stas da
vanguarda, com a cultura popular. 
c) a irracionalidade que caracterizava a produção dos
par�cipantes da vanguarda. 
d) o descompasso entre as propostas renovadoras da
vanguarda e o gosto tradicional do público. 
e) a formação técnica limitada dos ar�stas, que não
conseguiam obter efeitos realistas. 
H1250 - (Fuvest)
Antônio Vicente Mendes Maciel, Conselheiro de alcunha,
(...) era cearense e nasceu (...) a 13 de março de 1830.
(...) Aprendeu a ler, escrever e contar. (...) Andou
estudando la�m, enxertando frases da língua de Horácio
nos seus longos "conselhos", geralmente baseados na
Bíblia sagrada, que conhecia razoavelmente. (...) Era
apenas um peregrino, acompanhado de numeroso
séquito; pequenos agricultores, negros 13 de Maio,
caboclos de aldeamentos, gente sem recursos, doentes.
(...)
Em 1893 (...) Antônio Vicente se estabeleceu em Canudos
(...). Reba�zou a localidade, dando-lhe o nome de Belo
Monte. Criou um clima de tranquilidade local.
Respeitavam-no. Seu monarquismo era utopia.
De vários pontos do sertão apareciam os conselheiristas
(...). Caminhavam para lá movidos pela fé. Queriam
morar ali, sem pensar em conquistar novas terras. Nem
restaurar a monarquia. Cá de fora, não entenderam
assim. Interesses polí�cos e patrimoniais deram novosrumos e des�no sangrento ao sertão do Conselheiro. (...)
José Calazans. “O Bom Jesus do sertão”. Caderno Mais,
Folha de S. Paulo. São Paulo, 21/09/1997.
 
O texto sugere que Antônio Conselheiro
a) representou a luta da Igreja Católica contra o regime
republicano recém-instaurado no Brasil. 
b) fez uso da sua educação formal para colocar em xeque
os dogmas do catolicismo no Brasil. 
c) defendeu a restauração da Monarquia por iden�ficar-
se com os interesses polí�cos e patrimoniais das elites
locais. 
d) atraiu pessoas pobres do sertão nordes�no com
mensagens de fé e de acolhimento na comunidade. 
e) liderou uma insurreição contra as estruturas sociais e
polí�cas implementadas pela República. 
H1240 - (Ufpr)
Considere a seguir o excerto do texto sobre o Movimento
Tenen�sta:
O Tenen�smo foi um catalisador do descontentamento
de importantes setores da sociedade
brasileira durante a década de 1920.
(FAGUNDES, Pedro Ernesto. Movimento tenen�sta: um
debate historiográfico. Revista Espaço Acadêmico, n. 108,
p. 133, maio 2020.)
 
Conforme os conhecimentos sobre o movimento
tenen�sta nos anos 1920 e 1930 no Brasil, três fatores de
descontentamento que suscitaram a reação do
tenen�smo na esfera pública são:
3@professorferretto @prof_ferretto
a) a dominação da polí�ca nacional por aristocracias
nobiliárquicas, o federalismo e as ações dos
cangaceiros. 
b) a dominação da polí�ca nacional por elites industriais,
o patrimonialismo e as milícias paramilitares. 
c) a dominação da polí�ca nacional por cúpulas militares,
o gerencialismo e as perseguições comunistas. 
d) a dominação da polí�ca nacional por oligarquias
rurais, o coronelismo e as fraudes eleitorais. 
e) a dominação da polí�ca nacional por autocracias
urbanas, o corpora�vismo e as revoltas trabalhistas. 
H1247 - (Esa)
No início da década de 1920, nasceu um movimento
polí�co-militar que expressou uma insa�sfação com o
regime polí�co da República Velha e almejava uma
moralização no país por meio do voto secreto e uma
maior centralização polí�ca com o obje�vo de eliminar o
excessivo poder das oligarquias e dos coronéis. Pode-se
afirmar que esse movimento foi o(a):
a) Revolta do Contestado 
b) Tenen�smo 
c) Revolta da Chibata 
d) Encilhamento 
e) Revolução Federalista 
H1243 - (Espcex)
O movimento tenen�sta, na década de 1920, engloba a
Revolta do Forte Copacabana (1922), as Revoltas de 1924
(SP e RS) e a Coluna Prestes (1924-1926). Nenhuma
dessas revoltas produziu efeitos imediatos na estrutura
polí�ca brasileira, mas man�veram acesa a chama da
revolta contra o poder e os privilégios das oligarquias.
Associado a outras questões econômicas e polí�cas nos
anos que se seguiram, esse movimento levou à
a) “República do Café com Leite”. 
b) Revolução Cons�tucionalista de 1937. 
c) Revolução de 1930 e fim da República Velha.
d) par�cipação do Brasil na II Guerra Mundial. 
e) queda de Getúlio Vargas. 
H1239 - (Uece)
Leia o excerto a seguir.
“Não podia se conformar com a ideia da morte do
presidente, o homem da moda, o ‘querido das moças’, o
grande amigo do Ceará, que tantos bene�cios fizera a
essa província, mandando construir açudes no sertão,
reconstruindo o passeio público, a�vando as obras do
porto, facilitando a emigração, prodigalizando esmolas, e,
finalmente, introduzindo em Fortaleza certos costumes
parisienses, como por exemplo, o sistema de passear a
cavalo a chouto, de aparar a cauda aos animais de sela.
Lembrava as qualidades do fidalgo paulista…”
CAMINHA, Adolfo. A Normalista. Rio de Janeiro: Editora
Três, 1973. p. 180- 181. (Texto adaptado ao Novo Acordo
Ortográfico)
 
O trecho em destaque, que trata da morte do presidente
da província do Ceará, Antônio Caio Prado, se refere ao
período da história correspondente
a) ao processo de remodelamento e disciplinarização dos
espaços urbanos a par�r do século XIX, tomando como
modelo as cidades europeias. 
b) às mudanças estruturais promovidas após a Revolução
de 1930 com a ins�tuição dos governos dos
interventores indicados por Vargas. 
c) às transformações promovidas pelo governo imperial
após a Proclamação da República e o estabelecimento
de um governo autônomo. 
d) ao início do período imperial, quando o governo
cearense passou da mão dos coronéis donos de terra
para os nobres. 
H1257 - (Upf)
A Revolta da Vacina, também conhecida como Quebra-
Lampiões, teve início no Rio de Janeiro, em novembro de
1904, em protesto à obrigatoriedade da vacinação contra
a varíola, decretada pela Lei 1.261.
 
Sobre esse evento histórico, assinale a alterna�va
incorreta:
4@professorferretto @prof_ferretto
a) A campanha de vacinação foi comandada pelo médico
sanitarista Oswaldo Cruz, que também era diretor
geral de Saúde Pública, o qual �nha problemas graves
a enfrentar: a febre amarela, a peste bubônica e a
varíola. 
b) Os chamados “mata-mosquitos” visitavam as casas em
várias regiões da cidade, muitas vezes acompanhados
por soldados da polícia. O combate aos ratos foi
associado à intensificação da limpeza pública. 
c) Os opositores à Lei 1.261 apelaram ao imaginário
popular apontando na vacina inúmeros perigos para a
saúde, como convulsões, diarreias, gangrenas, o�tes,
di�eria, sífilis, epilepsia, meningite e tuberculose. 
d) O atestado de vacina era exigido para tudo: matrícula
em escola, emprego, hospedagem em hotéis, viagem,
casamento, voto. 
e) A revolta levou o governo a decretar isolamento social
e lockdown, medidas que possibilitaram mudanças
polí�cas estruturais, tais como a ampliação dos
direitos polí�cos das camadas baixas e a adoção do
voto secreto. 
H1253 - (Ufms)
O final do século XIX e o início do século XX foram
marcados pela exploração de um importante produto
na�vo do Brasil: a borracha. Proveniente do extra�vismo
da seringueira e gerando como produto o látex, essa
a�vidade econômica transformou significa�vamente a
região Norte e permi�u um grande impulso no
desenvolvimento de cidades como Manaus e Belém.
Assinale a alterna�va que está corretamente associada
ao ciclo da borracha no Brasil no período proposto pelo
enunciado.
a) Criação de um pá�o industrial automobilís�co no
Brasil, visando à maximização da produção de látex
nacional. 
b) Expulsão de trabalhadores rurais do sertão e agreste
nordes�no, permi�ndo a ascensão de grupos locais
armados, como os cangaceiros. 
c) Negociação e aquisição do atual território do estado
do Acre junto à Bolívia, já que muitos trabalhadores
brasileiros viviam nessa região para explorar os
seringais na�vos. 
d) Defesa do ecossistema e da diversidade ecológica da
Amazônia, com o surgimento de órgãos na defesa da
floresta e o acirramento do conflito pela terra,
culminando com o assassinato do seringueiro Chico
Mendes. 
e) Ruptura com a polí�ca do café-com-leite, já que a elite
nor�sta reivindicava maior par�cipação na direção do
País, pois a exportação da borracha representava mais
da metade do volume do comércio internacional do
Brasil na época. 
H1244 - (Ufpr)
O ano de 1922 foi um marco na história do Brasil devido
ao surgimento de diferentes movimentos sociais,
polí�cos e culturais. Assinale a alterna�va que indica
corretamente dois desses movimentos surgidos na
década de 1920 no Brasil e seus respec�vos
desdobramentos em décadas posteriores.
a) O modernismo antropofágico, que inspirou o
Tropicalismo; e o verdeamarelismo, que originou o
Integralismo. 
b) O modernismo expressionista, que inspirou o
Surrealismo; e o realismo fantás�co, que originou o
Regionalismo. 
c) O modernismo futurista, que inspirou o
Neoconcre�smo; e o cubismo, que originou o
Psicodelismo. 
d) O modernismo simbolista, que inspirou o Go�cismo; e
o indigenismo, que originou o Primi�vismo. 
e) O modernismo dadaísta, que inspirou o
Abstracionismo; e o fauvismo, que originou o
Muralismo. 
H1255 - (Ufrgs)
Nas duas primeiras décadas do século XX, ocorreram
muitas greves de trabalhadores no Brasil.
Com relação à história do movimento operário brasileiro,
é correto afirmar que
5@professorferretto@prof_ferretto
a) foi relevante o papel de imigrantes europeus,
sobretudo italianos, que trouxeram ideais anarquistas
e socialistas para o país. 
b) foi organizado a par�r de sindicatos patronais, que
pressionavam o governo republicano por subsídios
para a indústria nacional. 
c) foi uma resposta à polí�ca do “café com leite”, que
privilegiava o setor agrícola, e ocasionou a
desindustrialização do país. 
d) foi um movimento predominantemente
an�abolicionista, que cri�cava o fim da escravidão e o
aumento da oferta de mão de obra livre. 
e) foi uma reação ao fim dos grandes la�fúndios
produtores de café, que empregavam o maior número
de trabalhadores naquele período. 
H0571 - (Espm)
Em junho de 1908 chegou ao Brasil, o na vio Kasato Maru,
trazendo o primeiro grupo oficial de imigrantes
japoneses. A viagem co meçou no porto de Kobe e
terminou, 52 dias depois, no porto de Santos. Vieram 165
famí lias (781 pessoas) iniciando um fluxo con� nuo de
imigração de japoneses para o Brasil.
(Jhony Arai e Cesar Hirasaki. Arigatô. A emocionante
história dos imigrantes japoneses no Brasil) 
 
Considerando o texto e a história dos pri meiros
imigrantes japoneses chegados em São Paulo, correto
afirmar que eles: 
a) foram trazidos para o trabalho nos serin gais, para a
extração da borracha; 
b) foram imigrantes que vinham por conta própria, pois
não havia nenhum acordo entre Brasil e Japão sobre
imigração; 
c) foram encaminhados para servirem de mão de obra
para a lavoura cafeeira; 
d) foram trazidos com a finalidade de desen volver as
lavouras de arroz e chá; 
e) foram trazidos com a finalidade de suprir de mão de
obra as fábricas nacionais que surgiam em meio a um
surto industrial. 
H1258 - (Famerp)
Dez anos! Caramba! O tempo metralha os dias como a
cinta de uma arma automá�ca! Vai para uma década que
se realizou em São Paulo, [naquele momento] o estado
líder da Federação, a Revolução intelectual do Brasil.
(Apud: Marcos Augusto Gonçalves. 1922: a semana que
não terminou, 2012.)
 
O excerto faz parte de um ar�go de Meno� del Picchia,
publicado na Folha da Manhã, em 1932, sobre a Semana
de Arte Moderna. Nele, del Picchia
a) associa o evento ao poder financeiro paulista e a um
projeto de ampla renovação esté�ca. 
b) atesta a falência do ideário esté�co do evento cultural,
que estava sendo arduamente cri�cado. 
c) enfa�za o caráter regionalista do evento, que provocou
desinteresse no resto do país pelas novas ideias. 
d) ressalta a relação direta entre o evento e a Revolução
cons�tucionalista paulista. 
e) destaca a fluidez da passagem do tempo, que
rapidamente tornou obsoleto o projeto polí�co do
evento. 
H0565 - (Fuvest)
Uma das folhas de ontem estampou (...) o programa da
recepção presidencial em que, diante do corpo
diplomá�co, da mais fina sociedade do Rio de Janeiro,
aqueles que deviam dar o exemplo das maneiras mais
dis�ntas, dos costumes mais reservados elevaram o
Corta-Jaca a altura de uma ins�tuição social. Mas o
Corta-Jaca de que ouvira falar há muito tempo que vem a
ser, senhor presidente? A mais baixa, a mais chula, a mais
grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do
batuque, do cateterê e do samba. Mas nas recepções
presidenciais o "Corta Jaca" é executado com todas as
honras da música de Wagner e não sequer que a
consciência deste país se revolte, que as nossas faces se
enrubesçam e que a mocidade se ria.
Discurso do senador Rui Barbosa, Diário do Congresso
Nacional, 8/11/1914, p. 2789.
 
A par�r do texto, iden�fique a alterna�va correta. 
a) a crí�ca permite compreender que, apesar da
mudança do regime polí�co, as elites republicanas
permaneceram adeptas da cultura cosmopolita e
europeia. 
b) o discurso elogia os esforços para compa�bilizar a
cultura republicana com as prá�cas e tradições dos
grupos populares. 
c) a eclosão da 1ª Guerra Mundial contribuiu para a
difusão de uma polí�ca cultural de caráter nacionalista
e excludente. 
d) o programa musical adotado na recepção revela
tendências modernistas ao conferir status de arte a
danças populares. 
e) a apresentação do maxixe Corta Jaca indicava uma
resposta para contornar a xenofobia e a eugenia
presente na cultura oficial. 
6@professorferretto @prof_ferretto
H0570 - (C�mg)
Os textos abaixo expressam posições rela�vas a projetos
de iden�dade e desenvolvimento para o Brasil durante a
Primeira República.
 
Texto I
Assim esgotando a terra, deixamos também de formar a
nação. Abandonando a terra, e não cuidando da nação,
abandonamos a Pátria, porque a Pátria é a terra, com
o habitat, mas principalmente, para o sen�mento e para
a razão, [é] a nação, isto é, a gente. Fora disto, a palavra
“Pátria” não exprime senão uma imagem supers�ciosa –
como as de qualquer culto fe�chista – ou uma falsidade
convencional.
TORRES, Alberto. O problema nacional brasileiro:
introdução a um programa de organização nacional
[1914]. S.P.: Ed. Nacional, 1933.
 
Texto II
Queremos luz, ar, ven�ladores, aeroplanos,
reivindicações obreiras, idealismos, motores, chaminés
de fábricas, sangue, velocidade, sonho na nossa Arte. E
que o rufo de um automóvel, nos trilhos de dois versos,
espante da poesia o úl�mo deus homérico, que ficou,
anacronicamente, a dormir e sonhar, na era
do jazzband e do cinema, com a frauta dos pastores da
Arcádia e os seios de Helena.
DEL PICCHIA, Meno�. Arte moderna (conferência
pronunciada na noite de 17 de fevereiro da Semana de
Arte Moderna) [1922]. In: PICCHIA, Meno�; SALGADO,
Plínio; RICARDO, Cassiano. O curupira e o carão. S.P.:
Hélios, 1927. 
 
Os textos I e II representam o debate entre 
a) protecionistas e liberais. 
b) nacionalistas e entreguistas. 
c) germanistas e americanistas. 
d) tradicionalistas e vanguardistas. 
H0566 - (Fgv)
Com a queda de 97% das áreas produtoras asiá�cas nas
mãos dos japoneses, os Estados Unidos, através de
acordos com o governo brasileiro, desencadearam uma
operação em larga escala na Amazônia: a Batalha da
Borracha.
(Márcio Souza. História da Amazônia: do período pré-
colombiano aos desafios do século XXI, 2019.)
 
A “Batalha da Borracha” contou com 
a) o controle do comércio exterior do produto pelas
empresas norte-americanas e a esta�zação dos
seringais às margens dos principais rios amazônicos. 
b) o planejamento do Estado e o deslocamento de mão
de obra de regiões do semiárido para a Amazônia. 
c) a rede de produção local de gêneros alimen�cios e a
existência de capitais previamente acumulados na
economia amazônica. 
d) a racionalização empresarial do cul�vo de espécies
na�vas da floresta e a dispersão das cidades no amplo
espaço amazônico. 
e) a extensão de leis trabalhistas aos seringueiros e a
concessão de terras amazônicas aos trabalhadores
imigrantes. 
H1246 - (Fcmscsp)
A criação da “polí�ca dos governadores” tem sido
atribuída a Campos Sales, de cujo entendimento com os
chefes dos estados mais numerosamente representados
no Congresso resultou na reforma do regimento da
Câmara na parte referente à verificação de poderes.
Construiu-se desse modo uma engenhosa máquina de
depuração ou degola dos candidatos oposicionistas. O
resultado não podia ser outro: com os diplomas de seus
afilhados reconhecidos pela graça da situação federal, os
governadores exigiam de seus deputados e senadores
estrita conformidade com os planos do Presidente da
República [...].
(Victor Nunes Leal. Coronelismo, enxada e voto, 1976.)
 
O excerto descreve um mecanismo polí�co �pico da
Primeira República brasileira que
a) obedecia explicitamente a alguns ar�gos da
Cons�tuição republicana. 
b) harmonizava o exercício do poder republicano em
esferas decisórias dis�ntas. 
c) cumpria de maneira rigorosa os resultados das
eleições republicanas. 
d) evitava o domínio do poder legisla�vo da República
pelas oligarquias estaduais. 
e) suspendia os direitos atribuídos aos estados pela
Cons�tuição da República. 
H1249 - (Puccamp)
A respeito do voto de cabresto e do voto censitário na
História do Brasil: 
7@professorferretto@prof_ferretto
a) Ambos coexis�ram durante a Primeira República, até a
Cons�tuição de 1934, que ins�tuiu o voto secreto e,
inclusive, o voto feminino. 
b) O voto de cabresto foi marcante na história eleitoral
da Primeira República, enquanto o voto censitário foi
oficialmente abolido pela Cons�tuição de 1891. 
c) Ambos es�veram intrinsecamente relacionados ao
coronelismo, e foram largamente pra�cados ao longo
do século XX, principalmente nos povoados rurais
subme�dos ao mandonismo local. 
d) O voto de cabresto foi pra�cado durante a República
da Espada, quando os eleitores eram obrigados a
expor seu voto e a se iden�ficar de forma escrita, em
subs�tuição ao voto censitário, eliminado na primeira
Cons�tuição da República. 
e) Ambos caíram em desuso durante o Estado Novo,
período em que houve eleições indiretas, via
parlamento, para todos os cargos públicos, conforme
determinava a Cons�tuição de 1937. 
H0564 - (Unesp)
A “polí�ca dos governadores” é considerada a úl�ma
etapa da montagem do sistema oligárquico ou
liberalismo oligárquico, que permi�u, de forma
duradoura, o controle do poder central pela oligarquia
cafeeira.
(Carlos Alberto Ungare� Dias. “Polí�ca dos
governadores”. h�ps://cpdoc.fgv.br.)
 
A afirmação do texto pode ser jus�ficada pelo fato de
que essa polí�ca
a) fortaleceu a polí�ca econômica de caráter liberal,
eliminando subsídios e favorecimentos do Estado aos
diversos setores da produção agrícola. 
b) implementou um sistema de compra, pelo Estado, do
conjunto da produção cafeeira, garan�ndo a
estabilidade do preço mundial do café. 
c) ampliou os mecanismos de representação polí�ca dos
estados no poder legisla�vo, consolidando a isonomia
entre os poderes. 
d) inaugurou um período de ampliação da influência dos
setores rurais na polí�ca nacional, neutralizando a
força polí�ca do poder central. 
e) assegurou o compromisso de isenção da intervenção
do Estado em assuntos locais, estabelecendo um
equilíbrio entre estes e o poder central. 
H1248 - (Fgv)
A produção industrial de têxteis brasileiros cresceu
sistema�camente do século XIX até 1923, e então
diminuiu durante o restante da década de 1920. A
produção diminuía na fase de expansão das exportações
e aumentava quando ocorriam choques adversos no
setor de exportação, sobretudo do café.
(Francisco Vidal Luna e Herbert S. Klein. História
econômica e social do Brasil: o Brasil desde a república,
2016. Adaptado.)
 
Esse descompasso no crescimento da produção nos dois
setores da economia brasileira devia-se à correlação
entre
a) o aumento dos lucros na grande empresa agrícola e a
aplicação de capitais líquidos industriais nas a�vidades
de maior rendimento monetário. 
b) a diminuição de rentabilidade na produção econômica
tradicional e a polí�ca governamental de proteção
industrial. 
c) os lucros empresariais elevados e o deslocamento da
mão de obra especializada para os setores econômicos
potencialmente mais dinâmicos. 
d) a perda do poder de compra dos la�fundiários
agrícolas e a expansão do mercado consumidor de
produtos nacionais de baixa qualidade. 
e) a entrada de divisas na economia do país e a
possibilidade de aquisição de mercadorias
estrangeiras. 
H1251 - (Upe)
Carroceiros, es�vadores, operários da estrada de ferro,
maquinistas, foguistas, empregados da companhia de
esgoto e até os jóqueis do hipódromo, trabalhadores de
várias categorias encamparam uma ampla onda de
greves no Recife entre 1890 e início de 1896.
Referência: SOUZA, Felipe Azevedo. As cigarreiras
revoltosas e o movimento operário: história da primeira
greve feminina do Recife e as representações das
mulheres operárias na imprensa. In:
h�ps://www.scielo.br/j/cpa/a/8B8YnNpCgGtC�bZLYNBbKd/?
lang=pt
 
São caracterís�cas comuns a todos os movimentos das
categorias citadas no texto, respec�vamente:
a) Melhores condições de trabalho e igualdade de
gênero. 
b) Modernização da produção e menor jornada de
trabalho. 
c) Aumento salarial e restrição do uso da mão de obra
feminina. 
d) Garan�a de licença maternidade e implementação do
fundo de garan�a. 
e) Ampliação do mercado de trabalho e par�cipação nos
lucros das fábricas. 
8@professorferretto @prof_ferretto
H1425 - (Fuvest)
Antônio Vicente Mendes Maciel, Conselheiro de
alcunha, (...) era cearense e nasceu (...) a 13 de março de
1830. (...) Aprendeu a ler, escrever e contar. (...) Andou
estudando la�m, enxertando frases da língua de Horácio
nos seus longos "conselhos", geralmente baseados na
Bíblia sagrada, que conhecia razoavelmente. (...) Era
apenas um peregrino, acompanhado de numeroso
séquito; pequenos agricultores, negros 13 de Maio,
caboclos de aldeamentos, gente sem recursos, doentes.
(...)
Em 1893 (...) Antônio Vicente se estabeleceu em
Canudos (...). Reba�zou a localidade, dando-lhe o nome
de Belo Monte. Criou um clima de tranquilidade local.
Respeitavam-no. Seu monarquismo era utopia.
De vários pontos do sertão apareciam os
conselheiristas (...). Caminhavam para lá movidos pela fé.
Queriam morar ali, sem pensar em conquistar novas
terras. Nem restaurar a monarquia. Cá de fora, não
entenderam assim. Interesses polí�cos e patrimoniais
deram novos rumos e des�no sangrento ao sertão do
Conselheiro. (...)
José Calazans. “O Bom Jesus do sertão”. Caderno
Mais, Folha de S. Paulo. São Paulo, 21/09/1997.
 
O texto sugere que Antonio Conselheiro
a) representou a luta da Igreja Católica contra o regime
republicano recém-instaurado no Brasil.
b) fez uso da sua educação formal para colocar em xeque
os dogmas do catolicismo no Brasil.
c) defendeu a restauração da Monarquia por iden�ficar-
se com os interesses polí�cos e patrimoniais das elites
locais.
d) atraiu pessoas pobres do sertão nordes�no com
mensagens de fé e de acolhimento na comunidade.
e) liderou uma insurreição contra as estruturas sociais e
polí�cas implementadas pela República.
H1431 - (Fuvest)
Mar�n Fierro acredita na importância da contribuição
intelectual da América, prévia tesourada a todo cordão
umbilical. Acentuar e generalizar para as demais
manifestações intelectuais o movimento de
independência iniciado, no idioma, por Ruben Darío, não
significa, entretanto, que haveremos de renunciar, nem
muito menos que finjamos desconhecer que todas as
manhãs nos servimos de um creme dental sueco, de
umas toalhas francesas e de um sabonete inglês.
Mar�n Fierro tem fé em nossa foné�ca, em nossa
visão, em nossas maneiras, em nosso ouvido, em nossa
capacidade diges�va e de assimilação.
“Manifesto Mar�n Fierro”, de Oliverio Girondo,
15/5/1924. In: Jorge Schwartz, Vanguardas la�no-
americanas: polêmicas, manifestos e textos crí�cos. São
Paulo: EDUSP; Iluminuras; FAPESP, 1995, p. 116.
 
A revista de vanguarda literária Mar�n Fierro foi fundada
em Buenos Aires, na Argen�na, em 1924. O “Manifesto”,
publicado no seu nº 4, apresentava sintonias com o
movimento modernista paulistano, ao
a) propor a ruptura com tradições esté�cas e valorizar a
autonomia cria�va loca, sem desprezar os
intercâmbios com a Europa.
b) defender a obediência aos modelos ar�s�cos da
França e da Inglaterra, reconhecendo sua contribuição
intelectual.
c) repudiar o movimento de independência iniciado, na
língua espanhola, pelo poeta nicaraguense Ruben
Darío.
d) buscar inspiração nos modos de expressão popular e
ar�s�ca originários da América e revolucionar os
hábitos de consumo.
e) condenar a inquietação intelectual e a experimentação
literária em favor da cultura de massas e do
conformismo.
H1433 - (Fuvest)
“A Exposição Internacional do Centenário de 1922 no
Rio de Janeiro cons�tuiu uma versão brasileira grandiosa,
embora anacrônica, das exposições do século XIX,
des�nadas a celebrar o ideal nacional. Para essa mostra o
México enviou uma importante delegação, com farto
material de exposição, tendo inclusive construído um
pavilhão especial para abrigar seus produtos. José
Vasconcelos (1881-1952), o filósofo e intelectual
mexicano de maior destaque (...), chefiou a delegação
mexicana. No final da exposição, oMéxico deixou no Rio
um Cuauhtémoc carioca olhando para a baía da
Guanabara, e Vasconcelos par�u levando uma bagagem
de mitos nacionais brasileiros (...)”.
TENORIO TRILLO, Mauricio. “Um Cuahtémoc Carioca:
comemorando o Centenário da independência do Brasil e
a raça cósmica”. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 7, n.
14, 1994.
 
No ano seguinte à celebração do centenário da
independência do México, o governo mexicano enviou ao
Brasil uma delegação para par�cipar dos festejos do
centenário da independência brasileira e escolheu, para
simbolizar seu país, a figura de Cuahtémoc, imperador
asteca que morreu na luta de resistência contra os
conquistadores espanhóis.
 
9@professorferretto @prof_ferretto
A par�r do excerto, é correto atestar a seguinte
semelhança entre os dois países:
a) A defesa da Revolução Mexicana e das ideias de
supremacia indígena.
b) A valorização de símbolos nacionais e do
conhecimento mútuo na América La�na.
c) O reconhecimento da superioridade do passado
mexicano associado aos astecas.
d) A dissolução das iden�dades nacionais em favor das
iden�dades con�nentais.
e) A rivalidade entre os países la�no-americanos na
forma de celebrar os Centenários.
H1436 - (Fuvest)
I.
“É indispensável romper com todas as diplomacias
nocivas, mandar pro diabo qualquer forma de hipocrisia,
suprimir as polí�cas literárias e conquistar uma profunda
sinceridade pra com os outros e pra consigo mesmo. A
convicção dessa urgência foi pra mim a melhor conquista
até hoje do movimento que chamam de ‘modernismo’.
Foi ela que nos permi�u a intuição de que carecemos,
sob pena de morte, de procurar uma arte de expressão
nacional”, algodão, e em seguida café, para o comércio
europeu.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. O lado oposto e outros
lados, 1926.
 
II.
“Trazendo de países distantes nossas formas de
convívio, nossas ins�tuições, nossas ideias, e �mbrando
em manter tudo isso em ambiente muitas vezes
desfavorável e hos�l, somos ainda hoje uns desterrados
em nossa terra”.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, 1936.
 
Os dois excertos do historiador e crí�co literário Sérgio
Buarque de Holanda salientam que a cultura brasileira
somente completará a sua formação quando
a) souber reproduzir fielmente os modelos externos.
b) importar uma esté�ca à altura da sua genialidade.
c) abolir a necessidade de figurar o caráter nacional.
d) deixar a posição de colônia e se tornar metrópole.
e) firmar, na arte e na vida social, a sua auten�cidade.
H1437 - (Fuvest)
“Migna terra tê parmeras 
Che ganta inzima o sabiá. 
As aves che stó aqui, 
Tambê tu�os sabi gorgeá. 
(...)
Os rio lá sô maise grandi 
Dus rio di tu�as naçó;
I os ma�o si perdi di vista,
Nu meio da imensidó.”
 
BANANÉRE, Juó. “Migna terra”. La Divina Increnca.
São Paulo: Irmãos Marrano Editora, 1924.
 
 
Assinale a alterna�va que melhor expressa as relações
entre o poema e a inserção social de imigrantes italianos
no Brasil.
a) O poema traça uma analogia entre a paisagem natural
da Itália e do Brasil, sob os olhos de um imigrante.
b) A referência à oralidade era um reconhecimento à
contribuição desta comunidade para a nova literatura
brasileira. 
c) O poema tema�za a revolta dos imigrantes
camponeses italianos ao chegarem nas fazendas de
café.
d) O caráter lírico presente no poema indica a
emo�vidade e o desejo de aceitação por parte dos
imigrantes.
e) A linguagem adotada no poema expressava uma
maneira caricata de representar o idioma daquela
comunidade.
H1471 - (Unesp)
O crescimento urbano, ao criar um mercado potencial
mais amplo, es�mulou igualmente o crescimento das
indústrias artesanais e de algumas fábricas que
empregavam uma força de trabalho concentrada [...].
Deixando de lado as caracterís�cas peculiares dessa
sociedade urbana em expansão, a razão para a crescente
debilidade de qualquer expressão polí�ca
especificamente urbana era a posição peculiar da cidade
no sistema econômico e fiscal, consolidado pelo con�nuo
progresso do setor com base na exportação de produtos
agrícolas e pecuários.
(Tulio Halperín Donghi. “A economia e a sociedade na
América espanhola do pós-independência”. In: Leslie
Bethell (org.). História da América La�na, v. 3, 2004.)
 
 
O excerto apresenta uma experiência histórica vivida por
alguns países hispano-americanos, e também pelo Brasil,
entre as úl�mas décadas do século XIX e as primeiras do
XX. Tal situação
10@professorferretto @prof_ferretto
a) gerou sucessivas crises econômico-financeiras na
região e acentuou o controle imperialista
estadunidense sobre o setor industrial e financeiro dos
países do con�nente.
b) resultou da ausência de burguesias nacionais capazes
de conduzir o processo de reorganização econômica e
de decolagem na direção de economias autônomas.
c) provocou um deslocamento do controle do poder
polí�co do campo para a cidade e o aumento da
influência polí�ca das classes médias e dos setores
populares.
d) derivou da combinação entre os processos de
modernização urbana e a inserção das economias
la�no-americanas na divisão internacional do
trabalho.
e) proporcionou um desenvolvimento acelerado do
segundo e do terceiro setores das economias
nacionais e uma maior integração comercial no
con�nente.
H1507 - (Unicamp)
Na Greve de 1917 em São Paulo, os conflitos
propagaram-se a par�r do Cotoni�cio* Crespi, com cerca
de 2 mil trabalhadores; em pouco tempo, congregaram
50 mil pessoas numa cidade de 400 mil habitantes. Entre
sociedades de classes, as quais eram comba�vas,
polí�cas e de iden�dade étnica, havia sido organizado em
março daquele ano, pouco antes da eclosão da greve, o
Comitê Popular de Agitação contra a exploração das
crianças. Por meio de enquetes, reuniões e palestras, o
Comitê procurava revelar as relações de trabalho a que
os menores estavam sujeitos: jornadas extenuantes e
graves acidentes. Nas no�cias de jornais, era comum
encontrar casos como o de José, de 12 anos, que teve o
braço esmagado por uma máquina amassa- deira da
fábrica de biscoitos “A Fidelidade”, e Henrique Guido, de
8 anos, que teve os dedos decepados numa oficina da
Barra Funda. 
(Adaptado de FRACCARO, Glaucia. Mulheres, sindicato e
organização polí�ca nas greves de 1917 em São Paulo.
Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 37, n. 76, p.
76-77, 2017.)
 
*Cotoni�cio: algodoaria.
 
Com base no excerto e em seus conhecimentos sobre a
história do trabalho no Brasil, é correto afirmar que
a) as mobilizações da greve de 1917 �nham por obje�vo
implementar a Consolidação das Leis Trabalhistas
(CLT), base legal da igualdade salarial entre homens,
mulheres e crianças, reconhecida nos anos de 1990. 
b) em resposta à greve de 1917, o presidente Venceslau
Brás ins�tui, no ano seguinte, para a indústria
brasileira, a igualdade de salário entre homens e
mulheres e torna ilegal o trabalho infan�l no setor
têx�l de todo o país. 
c) a greve de 1917 foi impulsionada, entre outros fatores,
pelos baixos salários (não obstante o cenário de alta
inflação), multas contra os trabalhadores, acidentes,
jornadas extenuantes, e falta de regulamentação do
trabalho de menores. 
d) na época da greve de 1917, o trabalho das crianças
nas fábricas era considerado ilegal; o trabalho infan�l
foi regulamentado posteriormente por Getúlio Vargas
por meio das leis trabalhistas.
H1521 - (Fuvest)
A charge sa�riza uma prá�ca eleitoral presente no Brasil
da chamada “Primeira República”. Tal prá�ca revelava a
11@professorferretto @prof_ferretto
a) ignorância, por parte dos eleitores, dos rumos
polí�cos do país, tornando esses eleitores adeptos de
ideologias polí�cas nazifascistas.
b) ausência de autonomia dos eleitores e sua fidelidade
forçada a alguns polí�cos, as quais limitavam o direito
de escolha e demonstravam a fragilidade das
ins�tuições republicanas.
c) restrição provocada pelo voto censitário, que limitava
o direito de par�cipação polí�ca àqueles que possuíam
um certo número de animais.
d) facilidade de acesso à informação e propaganda
polí�ca, permi�ndo, aos eleitores, a rápida
iden�ficação dos candidatosque defendiam a
soberania nacional frente às ameaças estrangeiras.
e) ampliação do direito de voto trazida pela República,
que passou a incluir os analfabetos e facilitou sua
manipulação por polí�cos inescrupulosos.
H1529 - (Fuvest)
Observe a tabela:
 
Os dados apresentados na tabela se explicam, dentre
outros fatores,
a) pela industrialização significa�va em estados do
Nordeste do Brasil, sobretudo aquela ligada a bens de
consumo.
b) pela forte demanda por força de trabalho criada pela
expansão cafeeira nos estados do Sudeste do Brasil.
c) pela democracia racial brasileira, a favorecer a
convivência pacífica entre culturas que, nos seus
con�nentes de origem, poderiam até mesmo ser
rivais.
d) pelos expurgos em massa promovidos em países que
viviam sob regimes fascistas, como Itália, Alemanha e
Japão.
e) pela supervalorização do trabalho assalariado nas
cidades, já que no campo prevalecia a mão de obra de
origem escrava, mais barata.
H1537 - (Fuvest)
Na Belle Époque brasileira, que difusamente coincidiu
com a transição para o regime republicano, surgiram
aquelas perguntas cruciais, envoltas no oxigênio mental
da época, muitas das quais, contudo, nos incomodam até
hoje: como construir uma nação se não �nhamos uma
população definida ou um �po definido? Frente àquele
amálgama de passado e futuro, alimentado e
realimentado pela República, quem era o brasileiro? (...)
Inúmeras tenta�vas de respostas a todas estas
questões mobilizaram os intelectuais brasileiros durante
várias décadas.
Elias Thomé Saliba. Raízes do riso. São Paulo: Companhia
das Letras, 2002.
 
Entre as tenta�vas de responder, durante a Belle Époque
brasileira, às dúvidas mencionadas no texto, é correto
incluir
a) as explicações posi�vistas e evolucionistas sobre o
impacto da mistura de raças na formação do caráter
nacional brasileiro.
b) os projetos de valorização dos vínculos entre o caráter
nacional brasileiro e os produtos da indústria cultural
norte americana.
c) o reconhecimento e a celebração da origem africana
da maioria dos brasileiros e a rejeição das tradições
europeias.
d) a percepção de que o país estava plenamente inserido
na modernidade e havia assumido a condição de
potência mundial.
e) o desejo de retornar ao período anterior à chegada
dos europeus e de recuperar padrões culturais e
co�dianos indígenas.
H1542 - (Fuvest)
12@professorferretto @prof_ferretto
Mas o pecado maior contra a Civilização e o
Progresso, contra o Bom Senso e o Bom Gosto e até os
Bons Costumes, que estaria sendo come�do pelo grupo
de regionalistas a quem se deve a ideia ou a organização
deste Congresso, estaria em procurar reanimar não só a
arte arcaica dos quitutes finos e caros em que se
esmeraram, nas velhas casas patriarcais, algumas
senhoras das mais ilustres famílias da região, e que está
sendo esquecida pelos doces dos confeiteiros franceses e
italianos, como a arte – popular como a do barro, a do
cesto, a da palha de Ouricuri, a de piaçava, a dos
cachimbos e dos santos de pau, a das esteiras, a dos ex-
votos, a das redes, a das rendas e bicos, a dos brinquedos
de meninos feitos de sabugo de milho, de canudo de
mamão, de lata de doce de goiaba, de quenga de coco,
de cabaça – que é, no Nordeste, o preparado do doce, do
bolo, do quitute de tabuleiro, feito por mãos negras e
pardas com uma perícia que iguala, e às vezes excede, a
das sinhás brancas.
Gilberto Freyre. Manifesto regionalista (7ª ed.).
Recife: FUNDAJ, Ed. Massangana, 1996.
 
De acordo com o texto de Gilberto Freyre, o Manifesto
regionalista, publicado em 1926,
a) opunha se ao cosmopoli�smo dos modernistas,
especialmente por refutar a alteração nos hábitos
alimentares nordes�nos.
b) traduzia um projeto polí�co centralizador e
an�democrá�co associado ao retorno de ins�tuições
monárquicas.
c) exaltava os valores u�litaristas do moderno
capitalismo industrial, pois reconhecia a importância
da tradição agrária brasileira.
d) preconizava a defesa do mandonismo polí�co e da
integração de brancos e negros sob a forma da
democracia racial.
e) promovia o desenvolvimento de uma cultura brasileira
autên�ca pelo retorno a seu passado e a suas
tradições e riquezas locais.
13@professorferretto @prof_ferretto