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UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Cidade 2020 Cidade 2020 Cidade IBICOARA-BA 2024 GEISILANE GOUVEIA DOS SANTOS PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA: LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL IBICOARA-BA 2024 PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA; LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL Projeto de Ensino apresentado à Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito parcial à conclusão do Curso de Licenciatura Em Pedagogia. Docente supervisor: Prof. Fabiane Menezes. GEISILANE GOUVEIA DOS SANTOS SUMÁRIO INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3 1 TEMA ................................................................................................................... 4 2 JUSTIFICATIVA ................................................................................................... 6 3 PARTICIPANTES ................................................................................................. 8 4 OBJETIVOS ......................................................................................................... 9 5 PROBLEMATIZAÇÃO ........................................................................................ 10 6 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................. 11 7 METODOLOGIA ................................................................................................ 19 8 CRONOGRAMA ................................................................................................. 20 9 RECURSOS ....................................................................................................... 21 10 AVALIAÇÃO ....................................................................................................... 21 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 23 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 24 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492224 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492225 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492226 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492227 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492228 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492229 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492230 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492231 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492232 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492233 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492234 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492235 file:///C:/Users/USER/Downloads/1688499728411.docx%23_Toc46492236 INTRODUÇÃO Este projeto vem a ser inserido na Educação Infantil, ele aborda a importância dos jogos, dos brinquedos e das brincadeiras para o desenvolvimento da criança na Educação infantil. A escola deve oferecer a criança as condições necessárias para seu próprio desenvolvimento, ou seja, proporcionar ambientes adequados e profissionais capacitados para exercer também a função de ludicidade. O lúdico não pode ser considerado um elemento estranho no aprendizado da criança, ele deve ser apreciado como um elemento importante e presente contribuindo para seu melhor desenvolvimento. O jogo tem duas visões diferentes: primeiro, o jogo é visto como algo que é positivo e real, e na outra visão é visto como desnecessário e inútil. Após uma investigação teórica para compreender o conceito lúdico de jogos e brincadeiras, com o objetivo de promover um diagnóstico de como eles desempenham um papel na aprendizagem das crianças na educação infantil. O brincar não deve ser visto como simples entretenimento, mas para a língua materna no atual processo de ensino e aprendizagem, é de grande importância, pois é um recurso metodológico que irá auxiliar na compilação e decodificação de novos conhecimentos no futuro. Nessa perspectiva, o tema visa explorar a diversão na educação infantil e sua importância nos jogos e brincadeiras, que na prática são recursos que promovem o conhecimento de mundo, de sentido, de oralidade e de pensamento. Piaget (1971, p. 67) diz que "Quando brinca, a criança assimila o mundo à sua maneira, sem compromisso com a realidade, pois a sua interação com o objeto não depende da natureza do objeto, mas da função que a criança lhe atribui”. TEMA O que seria lúdico, uma palavra original do latim Ludus que significa brincar. Este brincar se relaciona com os jogos, brinquedos e divertimentos. É relativa também à conduta daquele que joga, que brinca e que se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem do indivíduo, seu saber, seu conhecimento e sua compreensão de mundo. Santos (2000) salienta que o lúdico significa “brincar” e neste ato apresentam- se as brincadeiras, os brinquedos e os jogos. É algo que faz parte da natureza humana, que não tem hora para acontecer ou hora para terminar, pode ocorrer em qualquer lugar, sendo um exercício profundo do prazer. O lúdico faz parte do exercício de se reconstruir. A criança brinca para descarregar sua energia, para se preparar para a vida, para dar expansão as suas tendências reprimidas, para afirmar-se, para realizar suas aspirações, para aprender a lidar com a realidade. (TELES 1997, p. 49) Entendemos que a criança, normalmente, corre, brinca, grita e ri, adentrando na sua ludicidade de forma natural. O que ocorre, porém, no interior das brincadeiras e jogos é mágico. São sentimentos que se constroem e se reconstroem a cada experiência da ludicidade. No Referencial Curricular Nacional (1998) afirma que a criança para crescer com prazer e alegria precisa brincar, precisa do jogo como forma de equilíbrio entre ela e o mundo. Diante disso, certificamos que a brincadeira é para a criança um exercício de preparação para a vida. A criança desenvolve seu conhecimento interagindo com o meio físico e social, satisfazendo suas próprias necessidades e confiando nas pessoas que as cercam. Porém é de fundamental importância que o educador saiba adequar as atividades lúdicas de acordo com as necessidades dos educandos, definindo os objetivos a qual pretende alcançar. De acordo com Vygotsky (1984), “é na interação com as atividades que envolvem simbologia e brinquedos que o educando aprende a agir em uma esfera cognitiva”. Na visão deste autor, a criança comporta-se de forma mais avançada em uma atividade lúdica do que nas atividades da vida real, tanto pela vivência de uma situação imaginária, quanto pela capacidade de subordinação às regras. Com relação a esta temática, o educador deve oferecer formas didáticas diferenciadas, como atividades lúdicas para que a criança se sinta provocada no desejo de pensar. A não correspondência da criança ao estimulo a uma disciplina, significa que ela pode não apresentar predisposição para gostar desta disciplina e por isso não apresentar interesse por ela. Então surge a necessidade de programar atividades lúdicas na escola. A criação de uma situação imaginária não é algo fortuito na vida da criança; pelo contrário, é a primeira manifestação da emancipação da criança em relação às restrições situacionais. O primeiro paradoxo contido no brinquedo é que a criança opera com um significado alienado numa situação real. O segundo é que, no brinquedo, a criança segueo caminho do menor esforço – ela faz o que mais gosta de fazer, porque o brinquedo está unido ao prazer – e ao mesmo tempo, aprende a seguir os caminhos mais difíceis, subordinando-se às regras e, por conseguinte renunciando ao que ela quer, uma vez que a sujeição a regras e a renúncia a ação impulsiva constitui o caminho para o prazer do brinquedo. (VYGOTSKY, 1998, p. 130) JUSTIFICATIVA Para a criança se faz necessária a existência de estímulos a serem oferecidos, para que ela possa desenvolver toda sua capacidade de criar e aprender de maneira ampla, por isso dá importância de o professor conhecer os objetivos dos jogos, domine suas técnicas, discuta sobre a forma crítica e das possibilidades de utilizá-los em suas aulas. Os jogos e as brincadeiras sugerem para o professor um espaço privilegiado de observação de seus alunos, para que despertem seus interesse e curiosidade e que se sintam estimulados e desafiados para sua aprendizagem. Discutir este tema abre a possibilidade da compreensão do que estes recursos podem propiciar quanto ao conhecimento dos alunos, pois sua utilização deve ser considerada como um instrumento integrado ao ensino-aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, que garante uma forma prazerosa de desenvolvimento pessoal, social, afetivo, físico e psicomotor da criança. O trabalho se justifica que os jogos e brincadeiras devem fazer parte do currículo escolar, um aliado importante nas práticas diárias ou ainda um elemento fundamental no processo de ensino/aprendizagem, através deles a criança aprende, sendo sujeito ativo e tem no brincar prazer em aprender. Todas as crianças aprendem o que vivenciam e as contribuições e influências para o processo de ensino- aprendizagem de crianças da Educação Infantil. Foi feito um estudo bibliográfico com o objetivo de obter informações sobre autores dos temas anteriormente analisados por meio de investigações teóricas, com o objetivo de melhor compreender o conceito de jogo de que jogos fazem parte da construção da existência. Para criar um futuro melhor, de acordo com o tema, o objetivo do professor pode fazer muita coisa, promover a diversão por meio de jogos e brincadeiras, e atua como intermédio para uma melhor formação e aprendizagem acadêmica e uma melhor experiência de carreira na área da educação infantil. Segundo Vygotsky (1998), “para entendermos o desenvolvimento da criança, é necessário levar em conta as suas necessidades e os estímulos pedagógicos que são eficazes para colocá-las em ação”. Diante de tal afirmação, entende-se que é necessário em sala de aula, antes da temática ser apresentada, propor primeiro uma atividade de estímulo para a criança, pois a mesma sente necessidade de gastar energias, de fazer movimentos como: pular, correr, cantar, etc. Isso contribui muito para o interesse do aluno nas atividades apresentadas posteriormente. O avanço da aprendizagem pela criança está ligado a uma mudança nas motivações e incentivos, por exemplo: aquilo que é de interesse para um bebê não o é para uma criança um pouco maior. A criança satisfaz certas necessidades no contato com o brinquedo, mas essas necessidades vão evoluindo no decorrer do desenvolvimento cognitivo. Assim, como as necessidades das crianças vão mudando, é fundamental conhecê-las para compreender a singularidade da brincadeira como uma forma de atividade. Vygotsky afirma que na brincadeira “a criança se comporta além Do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário; no brinquedo, é como se ela fosse maior do que ela é na realidade” (2007, p. 122). PARTICIPANTES O trabalho foi realizado com os alunos do Pré 1 A e B, sendo composto por 15 meninas e 10 meninos, totalizando 25 alunos cuja faixa etária é de 4 a 5 anos. Mudar a rotina, despertar o interesse e desenvolver o aluno é o objetivo das atividades lúdicas. Aprendizagem através de jogos como: quebra-cabeça, cantigas de roda, pega-pega, memória e outros, auxiliam na aprendizagem num processo divertido e de forma interessante quando utilizamos. A utilização de jogos tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem de aprender e da disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno envolvido. Utilizar jogos como meio educacional é um avanço para a educação, pois temos que tomar consciência da importância de trazer o jogo e as brincadeiras para dentro da escola e de usá-lo como instrumento de desenvolvimento e aprendizagem, servindo como uma ferramenta de auxílio no processo educacional, buscando facilitar o ensino aprendizagem contribuindo não só com alunos, professores, equipe pedagógica, mas com a comunidade em geral. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: No ato de brincar, os sinais, os gestos, os objetos e os espaços valem e significam outra coisa daquilo que aparentam ser. Ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos que lhes deram origem, sabendo que estão brincando. Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. (1998, p.27) OBJETIVOS Geral - Proporcionar as crianças oportunidades de ampliar seus conhecimentos através de atividades interativas e de vivências. Específicos- ➢ Ser ativo dentro de um ambiente seguro que encoraje e consolide o desenvolvimento de normas e de valores sociais. ➢ Praticar, escolher, preservar. Imitar, imaginar, dominar, adquirir competências e confiança e autonomia; ➢ Adquirir novos conhecimentos, habilidades pensamentos lógicos; ➢ Criar, observar, experimentar, movimentar-se, cooperar, sentir, pensar, memorizar e lembrar; ➢ Comunicar, questionar, interagir com os outros e ser parte de uma experiência social mais ampla em que a flexibilidade, a tolerância e autodisciplina são vitais; ➢ Conhecer e valorizar a si mesmo e as próprias forças, entender as limitações pessoais; ➢ Promover a socialização e o respeito mútuo entre as crianças. PROBLEMATIZAÇÃO A Educação Infantil é a fase inicial da vida escolar da criança, onde ela se desperta para um mundo de curiosidade e aprendizado, sendo o professor o responsável em organizar e incentivar a criança pela busca e interesse. A questão norteadora, qual a importância dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento da criança na Educação Infantil, a escolha do tema foi devido a ser um assunto, instigante e fundamental para o desenvolvimento da criança, sendo assim, cabe a educação propiciar uma relação de adaptação ao meio físico, de forma lúdica e prazerosa, possibilitando um equilíbrio, que será refletido em toda sua vida. Brincar é uma atividade universal e, através dela, a criança vai conhecer aprender e se constituir pertence a um grupo. Podemos dizer que a brincadeira e o jogo são meios para a construção da identidade cultural e aprendizagem da criança. O jogo desperta uma melhor comunicação, estimula novos pensamentos, corrige e explica os fatores sociais e culturais na sua formação e desenvolvimento social. Toda criança precisa entender novos conceitos para desenvolver sonhos e realizar novas fantasias, o que é possível com a ajuda de um bom plano do professor como facilitador desta ferramenta fundamental. Quando métodos positivos e significativos são aplicados aos objetivos da escola, os alunos transformarão o que aprenderam em realidade, o que pode ser incluído no plano educador. Por meio da brincadeira, o aluno vai despertar sua sede de conhecimento, para desenvolver sua personalidade, criar lógica e conceitos e torná-lo mais comunicativo, o que é essencial para seu desenvolvimento pessoal. Por meio de atividades lúdicas, as crianças vão escolher ideias sobre coisas com as quais estão familiarizadas, seja pormeio de jogos ou brincadeiras, onde formarão conceitos e relações lógicas com os objetos livres em suas mãos. REFERENCIAL TEÓRICO A atividade lúdica nem sempre foi valorizada ou vista como um instrumento que faz parte da aprendizagem e do desenvolvimento da criança, apenas com a ruptura do pensamento romântico que a valorização da brincadeira ganha espaço na educação das crianças. Através da brincadeira a criança tem a possibilidade de transformar o desconhecido em conhecido, tornando-se capaz de alterar o mundo em sua volta, as crianças são capazes de aprender brincando, porque nesses momentos as crianças levantam questões, discutem, inventam, criam e transformam, revelando-se, nesse brincar o, o teórico e o historiador que são características de todo ser humano (TEIXEIRA,2010) “Para a autora, o teórico se faz presente quando a criança coloca suas questões em relação à realidade compartilhada e tenta resolvê-la e conceituá-las; historiador, porque é um ser que participa e vive seu presente, podendo relacioná-lo ao passado e projetar o futuro”. (TEIXEIRA,2010, p. 34) Podemos dizer que, por meio do brincar, a criança contribui para formação da humanidade, possibilitando nos compreender certas características sociais e culturais de nossa história. Toda socialização pressupõe apropriação da cultura, de uma cultura compartilhada por toda sociedade ou parte dela. A impregnação cultural, ou seja, o mecanismo pelo qual a criança dispõe de elementos dessa cultura passa, entre outras coisas, pela confrontação com imagens com representações de formas diversas e variadas. Essas imagens traduzem a realidade que cerca ou propõem universos imaginários. Cada cultura dispõe de um “banco de imagens” consideradas como expressivas dentro de um espaço cultural. É com imagens que a criança poderá expressar, é com referência a elas que a criança poderá captar novas produções. (BROUGÈRE,2006, p.40, APUD, TEIXEIRA,2010, p. 34). Assim, acreditamos que, todo jogo ou brincadeira é como uma parte da cultura que está sendo manipulada pela criança, que aprende, então, sobre modo e costumes da vida cotidiana, transferir e transformar a realidade interna e externa da criança. O brincar é muito importante e necessário para a sociedade, pois está se tornando mais criativa, saudável e contribui para formação cognitiva, afetiva, psicológica e física do indivíduo. Vemos importância do brincar para a criança, pois na mesma, a imaginação criadora, surge em forma de jogo, instrumento de primeiro pensamento para enfrentar a realidade, que se transforma em jogo simbólico, ampliando a compreensão de mundo. É a representação na simbolização que possibilita a interiorização do mundo. A palavra jogo vem do latim, que segundo Freire (2002), Jocus que significa gracejo, zombaria, simular, brincar. Kishimoto (2007), afirma jogo significa ação de jogos, brincadeira na qual enfrentam regras para obter um vencedor, o qual recebe o apostado em dinheiro, jogos de louça, roupas, brinquedos, diversão para as pessoas, coisa usada para criança divertir-se. O ato de conceituar o jogo não pode ser visto como mera ação de nomear, não é um ato solitário, mas sim de um grupo social que o compreende, fala e pensa da mesma forma, aplicação de experiência ou de uma categoria fornecida pela sociedade, enfim, cada contexto social constrói uma imagem de vida, expressada por meio de uma linguagem. O jogo por mais que tenha um sistema de regra, apresenta para a criança uma atividade dinâmica no sentido de satisfazer uma necessidade e ela desenvolve sua capacidade de resolver vários problemas, sem tirar seu sentido lúdico, o que permitirá o surgimento de uma situação imaginária. É no jogo e pelo jogo que a criança torna capaz de atribuir significado diferente aos objetos, desenvolve capacidade de abstração e começa agir diferente do que vê, mudando sua percepção sobre o referido objeto. A utilização do termo jogo deve, pois, ser considerada como um fato social, pois tal designação remete a imagem do jogo encontrada no seio da sociedade em que ele é utilizado. O jogo é uma atividade que contribui para o desenvolvimento da criatividade tanto na criação como também na execução. Os jogos são importantes, pois envolvem regras como ocupação do espaço e a percepção do lugar. Kishimoto afirma que: Os jogos têm diversas origens e culturas que são transmitidas pelos diferentes jogos e forma de jogar. Estes têm função de construir e desenvolver uma convivência Entre as crianças estabelecendo regras, critérios e sentidos, possibilitando assim, um convívio mais social e democracia, porque enquanto manifestação espontânea da cultura popular, os jogos tradicionais têm a função de perpetuar a cultura infantil e desenvolver formas de convivência social. (Kishimoto 1993, p.15) Sabe-se que, quando a criança brinca, ela demonstra prazer em aprender. E por meio desta brincadeira tem a oportunidade de satisfazer seus desejos. Torna-se capaz de vencer seus medos, sente-se mais seguros em enfrentar os desafios com segurança e confiança. Uma brincadeira ou jogo no qual participe um grupo de pessoas sempre irá demandar permutas, partilhas, comparações e negociações onde serão envolvidos gestos, movimentos, canto, dança e o faz de conta. Diante da complexidade dos jogos, não se pode dizer de que temos brincadeiras e jogos sejam tão distintos, embora não possuam o mesmo significado. Sendo que, a brincadeira é um estágio primitivo caracterizado pela liberdade de regras estruturadas, basicamente surge e flui acerca da espontaneidade e para tal basta ter como subsídio uma bola, um espaço para correr ou um risco no chão. Na brincadeira a existência das regras não limita a ação lúdica, a criança pode modificá-la, ausentar-se quando desejar, incluir novos membros, adotar as próprias regras, por fim, existe maior liberdade de ação para as crianças. Segundo Zatz, Zatz e Halaban (2006), para criança, brincar é mais do que uma maneira divertida de passar o dia, é por meio da brincadeira que a criança aprende e desenvolve todo tipo de habilidades físicas, intelectuais e sociais. Cabe a nós, pais zelosos e educadores preocupados, criar um ambiente que favoreça e orienta a brincadeira e a escolha dos brinquedos, sem comprometer sua espontaneidade. Brincadeira é algo muito presente nas nossas vidas e é um período fundamental para acriança, no que diz respeito ao seu desenvolvimento e aprendizagem de forma significativa. Por meio das brincadeiras que a criança vai criar e recriar situações da realidade em que vive, assumindo papeis e internalizando regras de conduta sociais, pois assim, possibilita que a criança viva situações imaginaria e represente papeis e valores necessários à participação da vida social. Para Teixeira (2010), a participação do professor no jogo e na brincadeira dos alunos tem a finalidade de ajudá-los a perceber como podem participar da aprendizagem e da convivência em geral, sentando ao lado dos alunos, incentivando aqueles que não aprenderam ainda, como entrar em uma brincadeira, ou aqueles que apresentam dificuldades em um determinado jogo. O professor deve ajudar seus alunos a interagirem na atividade lúdica, incentivando a participação, fazendo perguntas para quem não sabe como fazê-lo ou é mais inibido. Sua participação é adequada à medida que sua presença for um aval para que todos participem com liberdade e espontaneidade. (TEIXEIRA,2010, p.72) É importante o desenvolvimento do professor com os alunos, a intenção intencional, observando as brincadeiras das crianças, e as mesmas tenha liberdade e espontaneidade, oferecer material adequado e um espaço estruturado que permite o enriquecimento das competências imaginativas e organizacionais da criança. É fundamental que o professor busqueampliar seus conhecimentos e que utilize com frequência, técnicas que envolvam jogos e brincadeiras, contribuindo para o desenvolvimento de seus alunos, e que tenha consciência que o jogo e a brincadeira não são apenas atividades recreativas, mas atividades importantes no processo de desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança, e necessário melhor qualificação destes profissionais. Acreditamos que o educador deve desenvolver a intervenção internacional, observando as brincadeiras das crianças, oferecerem para elas materiais adequados, também espaço estruturado para que elas possam brincar e enriquecimento das competências imaginativas, criativas e organizacionais infantis. Um dos pensadores que desenvolveu uma teoria sobre o tema Lúdico foi Lev S. Vygotsky, o qual buscou compreender a origem e o desenvolvimento dos processos psicológicos ao longo da história da espécie humana, levando sempre em conta a individualidade de cada sujeito, o qual está imerso no meio cultural que o define. Para ele, o homem constitui-se enquanto ser social e necessita do outro para desenvolver-se. Vygotsky, ao longo de sua obra, discute aspectos da infância, destacando-se suas contribuições acerca do papel que o brinquedo desempenha, fazendo referência a sua capacidade de estruturar o funcionamento psíquico da criança. De acordo com Vygotsky (1984), “é na interação com as atividades que envolvem simbologia e brinquedos que o educando aprende a agir em uma esfera cognitiva”. Na visão deste autor, a criança comporta-se de forma mais avançada em uma atividade lúdica do que nas atividades da vida real, tanto pela vivência de uma situação imaginária, quanto pela capacidade de subordinação às regras. Com relação a esta temática, o educador deve oferecer formas didáticas diferenciadas, como atividades lúdicas para que a criança se sinta provocada no desejo de pensar. A não correspondência da criança ao estimulo a uma disciplina, significa que ela pode não apresentar predisposição para gostar desta disciplina e por isso não apresentar interesse por ela. Então surge a necessidade de programar atividades lúdicas na escola. Vygotsky (1984) ressalta que “o brinquedo ajuda a desenvolver uma diferenciação entre a ação e o significado. A criança, com o seu evoluir, passa a estabelecer relação entre o seu brincar e a ideia que se tem dele”. Nesse momento, a criança deixa de ser dependente dos estímulos físicos, ou seja, do ambiente concreto que a rodeia. O brincar relaciona-se ainda com a aprendizagem. Portanto, constata- se que brincar é aprender, porque é na brincadeira que reside a base daquilo que, mais tarde, permitirá à criança aprendizagens mais consistentes. O lúdico torna-se, assim, uma ferramenta na educação infantil para o enfrentamento das dificuldades no processo ensino-aprendizagem. Segundo Vygotsky (1998), “para entendermos o desenvolvimento da criança, é necessário levar em conta as suas necessidades e os estímulos pedagógicos que são eficazes para colocá-las em ação”. Diante de tal afirmação, entende-se que é necessário em sala de aula, antes da temática ser apresentada, propor primeiro uma atividade de estímulo para a criança, pois a mesma sente necessidade de gastar energias, de fazer movimentos como: pular, correr, cantar, etc. Isso contribui muito para o interesse do aluno nas atividades apresentadas posteriormente. O avanço da aprendizagem pela criança está ligado a uma mudança nas motivações e incentivos, por exemplo: aquilo que é de interesse para um bebê não o é para uma criança um pouco maior. A criança satisfaz certas necessidades no contato com o brinquedo, mas essas necessidades vão evoluindo no decorrer do desenvolvimento cognitivo. Assim, como as necessidades das crianças vão mudando, é fundamental conhecê-las para compreender a singularidade da brincadeira como uma forma de atividade. A criação de uma situação imaginária não é algo fortuito na vida da criança; pelo contrário, é a primeira manifestação da emancipação da criança em relação às restrições situacionais. O primeiro paradoxo contido no brinquedo é que a criança opera com um significado alienado numa situação real. O segundo é que, no brinquedo, a criança segue o caminho do menor esforço – ela faz o que mais gosta de fazer, porque o brinquedo está unido ao prazer – e ao mesmo tempo, aprende a seguir os caminhos mais difíceis, subordinando-se às regras e, por conseguinte renunciando ao que ela quer, uma vez que a sujeição a regras e a renúncia a ação impulsiva constitui o caminho para o prazer do brinquedo. (VYGOTSKY, 1998, p. 130) Entendemos que isso significa que a criança, ao enxergar e tocar o brinquedo, cria imaginações sobre ele. Na brincadeira a criança preenche suas necessidades através daquilo que já conhece e a partir daí experimenta o desconhecido, ou seja, ela descobre imagens diferentes, de acordo com o avanço do conhecimento incutido na brincadeira. Dessa forma o professor oferece à criança a oportunidade do gosto pelo saber. A necessidade que a criança tem pelo brincar, se dá pelas observações do cotidiano, a qual está inserida. Por exemplo, quando a criança imita o mundo real através dos seus brinquedos, em uma brincadeira ela se coloca como o professor e seus brinquedos como os seus alunos. Além disso, o referido autor acrescenta que a brincadeira ajuda a criança a desenvolver habilidades, como falar e ler em uma língua estrangeira, pois ela começa assimilando através do mais fácil, por exemplo, na primeira atividade, quando assiste ao filme O menino urubu, a criança reconhece o urubu de forma simbólica, que é um elemento da realidade cultural da cidade de Belém. Na segunda atividade sobre o filme, a criança reage cognitivamente e positivamente às cenas relativas aos processos sociais que envolvem o menino urubu, tornando proativo na superação das dificuldades que lhe são impostas pela sociedade. Por conseguinte, o professor ensina o vocabulário dos símbolos na língua alemã, através de materiais pedagógicos, o que estimula a curiosidade da criança para aprender outros componentes do filme no novo idioma. Nesse aspecto, o professor deve considerar todo o conhecimento prévio da criança para que nela flua novos conceitos e ideias. Vygotsky conclui que “o brinquedo surge dessas necessidades não realizáveis de imediato” (1998), ou seja, aquilo que a criança ainda não sabe, mas ainda vai aprender em uma língua estrangeira, pois aprender uma língua estrangeira é adentrar em um mundo desconhecido. “Eles são construídos quando a criança começa a experimentar tendências não realizáveis: para resolver a tensão gerada pela não realização de seu desejo, a criança envolve-se em um mundo ilusório e imaginário onde seus anseios podem ser realizados no momento em que quiser. Esse mundo é o brincar.” (Idem, 1998) Por exemplo, no ensino das cores em alemão para uma criança, para romper o contraste entre o que se quer ensinar e como adentrar no mundo da criança, utiliza-se aspectos culturais da realidade delas, como objetos simbólicos indígenas, por exemplo: cuia, cocar, arco e flecha, farinha de tapioca, etc., fazendo uma inter-relação com as cores no idioma alemão. Em seguida, como processo de fixação são desenvolvidas atividades de colagem e pintura, quebrando a barreira do desconhecido. Então entra em cena a imaginação, a qual é um processo psicológico cognitivo na criança. Vygotsky (1998) ressalta que “a imaginação surge originalmente da ação”. Podemos entender que ao apresentar uma LE para a criança, através da aplicação do recurso pedagógico lúdico utiliza-se uma ação, provocando a assimilação e a aprendizagem da LE na criança. Para Vygotsky (1988), “o aprendizado e desenvolvimento estão inter- relacionados desde o primeiro dia de vida.” Assim, é fácil concluir que o aprendizado da criança começa muito antes da mesmafrequentar a escola. Todas as situações de aprendizado que são interpretadas pelas crianças na escola já têm uma história prévia, isto é, a criança já se deparou com algo relacionado do qual pode tirar experiências. A aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes, valores, etc. a partir de seu contato com a realidade, o meio ambiente, as outras pessoas. É um processo que se diferencia dos fatores inatos (a capacidade de digestão, por exemplo, que já nasce com o indivíduo) e dos processos de maturação do organismo, independentes da informação do ambiente (a maturação sexual, por exemplo). Em Vygotsky, justamente por sua ênfase nos processos sócio-históricos, a ideia de aprendizado inclui a interdependência dos indivíduos envolvidos no processo. [...] o conceito em Vygotsky tem um significado mais abrangente, sempre envolvendo interação social. (OLIVEIRA, 1995, p. 57). Diante da interpretação de Oliveira (1995), constata-se que ao ensinar uma LE, no caso o alemão, com o objetivo de adentrar no mundo da criança, com o propósito de desenvolver o ensino da língua, ao mesmo tempo insere-se os aspectos inerentes dessa língua, como comportamentos, valores, costumes, etc. Vygotsky afirma que o aprendizado é um aspecto necessário para o desenvolvimento das funções psicológicas, as quais são organizadas pela cultura e, assim, caracterizam- se como especificamente humanas. Há o percurso natural do desenvolvimento definido pela maturação humana, mas é o aprendizado junto ao contato do indivíduo com um ambiente cultural que possibilita a realização dos processos psicológicos internos. Ou seja, o desenvolvimento intelectual da criança está extremamente ligado à sua relação com o ambiente sociocultural. Na infância construímos os alicerces do nosso ser, de forma inconsciente, através do convívio e das experiências do dia-a-dia. O contato e a construção de relacionamentos com pessoas estrangeiras na infância eliminam o conceito de estrangeirismo de forma natural. A convivência multicultural na infância proporciona a construção de uma identidade própria, enriquecida por comportamentos, valores e habilidades diferentes, que eliminam fronteiras. (KANOMATA apud SCHÜTZ 2003, p. 01) Kanomata ressalta que quando dar-se a oportunidade à criança de ter contato com pessoas estrangeiras, quebra-se a barreira do estrangeirismo, por exemplo se a criança tiver contato com pessoas nativas, o desenvolvimento do aprendizado da língua se torna mais rápido e eficaz, pois ela aprende a língua alemã como segunda língua e as ocorrências das situações no seu dia-a-dia são propícias ao seu aprendizado. Como exemplo, pode-se citar o projeto Aprendendo alemão na Amazônia: interculturalidade e consciência ambiental, a cada período recebe a visita de um colaborador nativo da língua alemã e traz consigo vários métodos de ensino do alemão e aplica-se na sala de aula, contribuindo assim para uma troca de experiências, convívios e consequentemente, resulta na interação intercultural, transmitindo assim, valores como cidadania, respeito e etc. METODOLOGIA Durante o projeto as crianças tiveram a oportunidade de participar de diferentes situações de aprendizagens, num processo ativo de construção de significados, podendo expressar-se por meio do desenho livre, da fala, do movimento, da linguagem corporal, da gestual, do musical, do jogo e do próprio brincar, experimentando diversas vivencias e sensações e aos poucos irão apropriando-se da cultura, por meio de situações significativas, tais como: • Roda de conversa com os pais informando sobre o projeto a fim de que participem do trabalho junto com a criança; • Rodas de conversas diárias para incentivo à oralidade e socialização de informações. • Diálogo com as crianças descobrindo seus jogos e brincadeiras preferidas. • Construção de gráficos contendo as brincadeiras e jogos preferidos tanto para as crianças, quanto de seus pais. • Diálogo com os pais das crianças resgatando as brincadeiras que eles mais gostavam de brincar quando crianças. • Oficina de confecção de brinquedos com sucatas. • O registro das atividades será feito sob a forma de: desenhos, painéis, fotos, portfólio de atividades das crianças. CRONOGRAMA Cronograma de execução das atividades do Projeto de Ensino 2024 RECURSOS - Humanos: Professores, alunos e pais. - Materiais: CDs, DVD, com músicas infantis, livros de historinhas - micro system, computador, data show, balões, - pneus, baldes, limões, esponjas, garrafas PET, cadeirinhas, microfone, - Materiais didáticos diversos livros, apostilas, recursos visuais . - Tecnologias assistidas tablets, softwares adaptativos. AVALIAÇÃO O brincar é de suma importância no desenvolvimento infantil por este motivo é importante desenvolver um projeto focado em jogos e brincadeiras. Em todas as aulas as crianças devem ser convidadas a sentarem-se na roda de conversa, onde se discute sobre os mais variados assuntos (final de semana, meu brinquedo favorito, minha família, os combinados, a chamada entre outros); em sequência apresentar-se à proposta, falando sobre o projeto e atividade a ser trabalhada no dia vigente. Todos devem saber o tema do projeto e o que este significa, todos devem ter acesso aos diversos tipos de jogos e brincadeiras, tanto livres como de regras simples, promovendo assim o desenvolvimento individual de cada criança. É importante ressaltar que a avaliação mediadora consiste em uma via de mão dupla, uma vez que “[...] educadores e educandos são vistos como parceiros na elaboração e sistematização do conhecimento, não havendo espaços para rivalidades e arbítrios, mas para o respeito e empatia” (ASSIS, 2003, p. 158-159) CONSIDERAÇÕES FINAIS A relação do lúdico em sala de aula demonstrou que este elemento é fundamental no processo ensino-aprendizagem, para o desenvolvimento cognitivo de crianças porque é capaz de ajudar muito na aquisição da escrita e da oralidade, levando descontração e entretenimento à sala de aula, provocando o pensar aos sujeitos de aprendizagem. Mediante isso, acredito que o lúdico enquanto função educativa propicia a aprendizagem e a compreensão do mundo ao educando. Concluindo que o lúdico é uma excelente oportunidade de mediação entre o aprendizado e o saber. É necessário habilitar educadores para que este recurso pedagógico tão necessário à formação e aprendizagem do educando possa ser inserido nas escolas como aspecto indispensável no tríplice relacionamento educando-aprendizagem-educador. REFERÊNCIAS SANTOS, J. S. Questão social: particularidades no Brasil. São Paulo: Cortez, 2012. SANTOS, Santa Marli Pires. A ludicidade como ciência. Petrópolis: Vozes, 2001. PIAGET, J. A construção do real na criança. São Paulo: Editora Ática, 2003. PIAGET, J. A formação do símbolo na criança, imitação, jogo, sonho, imagem e representação de jogo. São Paulo: Zanhar, 1971. PIAGET, J. O nascimento da inteligência na criança. 4 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1987. ASSIS VIEIRA, Lúcia Maria de. A avaliação discente sob múltiplos olhares: algumas reflexões teóricas. Revista AVALIAÇÃO/Rede de Avaliação Institucional da Educação Superior – RAIES – v.8, n. 1 mar. 2003. Campinas/SP, p. 143-163.