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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER ESCOLA SUPERIOR POLITÉCNICA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM AGRONOMIA AGNALDO VIANA MILHOMEM 337193 Criação Consorciada Sustentável (CCS) em Agronomia GRAJAU/MA 10/2024 1 INTRODUÇÃO AS ODS’s (BRASIL,2015). Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável destaca-se o ODS 2, que visa acabar com a fome e incentivar a agricultura sustentável. Este objetivo é essencial para garantir a segurança alimentar e nutricional, além de melhorar as técnicas agrícolas, especialmente nas zonas mais frágeis. A prática da agricultura sustentável não só fortalece a produção de alimentos, mas também preserva o ecossistema e promove o uso consciente dos recursos naturais, como a água e a terra, essenciais para enfrentar os problemas mundiais relacionados à fome e à degradação ambiental. (BRASIL,2015). Por outro lado, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 visa garantir água potável e saneamento básico para todos. A disponibilidade de água potável e de saneamento básico é essencial para a saúde coletiva e o progresso humano. O objetivo é garantir que todos os indivíduos tenham acesso a fontes de água potável e a infraestruturas de saúde essenciais para prevenir doen ças e melhorar a sua qualidade de vida. A prática do consumo e da produção consciente. (BRASIL,2015). Os temas tratados no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 destacam a importância de práticas de uso sustentável de recursos, promovendo a eficiência na aquisição de produtos e a diminuição de desperdícios, reduzindo dessa forma os efeitos ambientais (BRASIL, 2015). O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 requer medidas urgentes para enfrentar as alterações climáticas globais, incentivando a diminuição das emissões de carbono e a criação de estratégias de adaptação às alterações climáticas. (BRASIL, 2015). Por outro lado, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15 visa salvaguardar e recuperar os ecossistemas terrestres. Incentivando a utilização sustentável das florestas, lutando contra a desertificação e impedindo a diminuição da biodiversidade. A incorporação desses objetivos reforça a proteção do meio ambiente e a capacidade de adaptação das sociedades às alterações climáticas, tornando-as essenciais para a harmonia ecológica e a sustentabilidade mundial (BRASIL, 2015). 2 PRÁTICAS DE CRIAÇÃO CONSORCIADA As técnicase intercultura envolvem o manejo simultâneo de diferentes culturas e/ou fusos na mesma área agrícola, de forma coordenada e organizada, com o objetivo de maximizar o uso dos recursos naturais e aumentar a produtividade de forma sustentável. Estas práticas têm sido amplamente analisadas na agronomia, com o objetivo de incentivar adiversificação agrícola, reduzir os riscos associados à monocultura e maximizar os benefícios económicos e ecológicos para os produtores rurais. Tais práticas, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2, 6, 12, 13 e 15, promovem um equilíbrio entre a produção de alimentos e a conservação ambiental. (FAO, 2016). No desenvolvimento Sustentável ao reunir culturas e animais que se complementam em termos de necessidades nutricionais e de uso da terra (BRASIL, 2015). Por exemplo, misturar leguminosas e gramíneas melhora a fixação de nitrogênio no solo, aumentando assim a fertilidade sem a necessidade de produtos químicos. Além disso, ao diversificar a produção, os produtores podem acessar diferentes fontes de renda e garantir a resistência de suas culturas a pragas, doenças ou mudanças climáticas, o que está perfeitamente alinhado com os princípios da agricultura sustentável (COSTA et al., 2016). 3 ANÁLISE DE IMPLEMENTAÇÃO A consorciação de milho com feijão é uma tradição entre os pequenos produtores devido à redução de riscos, melhor aproveitamento da superfície e melhores retornos econômicos. Ao cultivar milho para produzir espigas verdes, o agricultor agrega valor ao seu produto e recebe benefícios econômicos. A relação entre o milho e feijão é evidenciada pelas características que se complementam em termos de necessidades e benefícios mútuos. O feijão por ser uma leguminosa fixa nitrogênio no solo beneficiando o milho, o milho deixa uma grande quantidade de palha no solo, que pode ficar solo proteger o plantio de feijão, ao mesmo tempo, melhorando a gestão da matéria orgânica presente no solo. Essa ligação entre as duas práticas agrícolas aumenta a eficiência produtiva e reduz os custos com insumos importados (CONAB, 2020). 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS A atividade dos plantios consorciados promove a união de diferentes culturas em uma única área é essencial para a busca do desenvolvimento sustentável, e as práticas de plantio consorciado desempenham um papel crucial nesse processo. Elas contribuem diretamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU, que têm como meta abordar os principais desafios globais, como a fome, as mudanças climáticas e a preservação dos ecossistemas. Ao adotar essas práticas na agricultura, os produtores podem melhorar a eficiência no uso dos recursos naturais, atenuar os impactos ambientais e, ao mesmo tempo, aumentar a produção de alimentos de forma sustentável. REFERÊNCIAS COSTA, G. R.; SOUZA, M. M.; PEREIRA, A. L. Sistemas agroflorestais e sustentabilidade no Brasil: revisão de literatura. Revista Brasileira de Agroecologia, v. 11, n. 3, p. 1-10, 2016. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/305718947. Acesso em: 3 set. 2024. FAO. A agricultura sustentável e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Roma: FAO, 2016. Disponível em: http://www.fao.org/sustainable-development-goals/overview/en/. Acesso em: 8 set. 2024. BRASIL. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: 17 ODS para transformar nosso mundo. Brasília: ONU Brasil, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 5 set. 2024. CONAB. Panorama agrícola no Rio Grande do Sul: principais culturas e criações. Companhia Nacional de Abastecimento, 2020. Disponível em: https://www.conab.gov.br/panorama-rio-grande-do- sul. Acesso em: 14 set. 2024.