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<p>1</p><p>4 . . . . . . . . ORIENTAÇÕES</p><p>7 . . . . . . . . DIA 41: 24/10</p><p>8 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Modernismo</p><p>11 . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Geometria Plana</p><p>15 . . . . . . . . . HISTÓRIA: Era Vargas</p><p>18 . . . . . . . . DIA 42: 25/10</p><p>19 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Reações Orgânicas</p><p>22 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Globalização</p><p>24 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Botânica e Parasitoses</p><p>28 . . . . . . . . DIA 43: 26/10</p><p>29 . . . . . . . . . . FÍSICA: Óptica e Física Moderna</p><p>32 . . . . . . . . . . FILOSOFIA/SOCIOLOGIA: Cultura e Filosofia Alemã</p><p>35 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: Iluminismo e Revoluções Inglesa e Industrial</p><p>39 . . . . . . . . DIA 44: 27/10</p><p>40 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Vegetação</p><p>42 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Trigonometria e Progressões Aritmética e Geométrica</p><p>46 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Termoquímica</p><p>50 . . . . . . . . DIA 45: 28/10</p><p>51 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Ecologia</p><p>54 . . . . . . . . . . FÍSICA: Ondulatória</p><p>57 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Funções da Linguagem e Gêneros Textuais</p><p>61 . . . . . . . . DIA 46: 29/10</p><p>62 . . . . . . . . . . INGLÊS: Interpretação e Vocabulário</p><p>66 . . . . . . . . . . ESPANHOL: Interpretação e Vocabulário</p><p>69 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: Crise de 29, Nazifascismo e Segunda Guerra Mundial</p><p>72 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Probabilidade</p><p>76 . . . . . . . . DIA 47: 30/10</p><p>77 . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Geografia Urbana</p><p>79 . . . . . . . . . . QUÍMICA: Propriedades Coligativas e Gases</p><p>82 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Biotecnologia e Genética</p><p>2</p><p>85 . . . . . . . . DIA 48: 31/10</p><p>86 . . . . . . . . . . HISTÓRIA: República Liberal e Redemocratização</p><p>89 . . . . . . . . . . FÍSICA: Eletromagnetismo e Gravitação</p><p>92 . . . . . . . . . . FILOSOFIA/SOCIOLOGIA: Escolas de Frankfurt e Filosóficas do Século XX</p><p>96 . . . . . . . . DIA 49: 01/11</p><p>97 . . . . . . . . . . . QUÍMICA: Separação de Misturas</p><p>99 . . . . . . . . . . . GEOGRAFIA: Geografia Ambiental</p><p>102 . . . . . . . . . . MATEMÁTICA: Razão e Proporção</p><p>106 . . . . . . . DIA 50: 02/11</p><p>107 . . . . . . . . . . BIOLOGIA: Fisiologia Humana</p><p>110 . . . . . . . . . . FÍSICA: Termologia e Eletrodinâmica</p><p>113 . . . . . . . . . . PORTUGUÊS/LITERATURA: Figuras de Linguagem</p><p>3</p><p>Agora, com esse material pensado e produzido para otimizar os seus estudos e te guiar</p><p>até a aprovação, é hora de botar a mão na massa! Vou te falar alguns pontos</p><p>importantes para que você aproveite ao máximo o seu tempo de revisão com a apostila!</p><p>1) Cronometre o tempo em que você está fazendo as questões. Sugiro que você</p><p>faça dentro de uma hora e trinta minutos, pois atinge a média de tempo por</p><p>questão no ENEM, que gira em torno dos três minutos. Se nos primeiros dias você</p><p>for um pouco além, tudo bem! Mas é importante se adaptar e usar esse momento</p><p>para se preparar para a prova.</p><p>2) Não faça as questões em parcelas. Separe um tempo e se dedique, como se já</p><p>estivesse valendo lá, no dia 3 de novembro. Distancie-se de todas as distrações.</p><p>Dessa forma, você vai treinar tanto o foco e a tensão do vestibular que, quando</p><p>estiver valendo, o seu preparo mental e psicológico será outro!</p><p>3) Separe um tempo no seu dia para corrigir as questões da revisão. Tão</p><p>importante quanto fazê-las é entender o motivo dos seus erros. A correção ativa</p><p>facilita seu caminho para reter as informações. Então, fica a dica: pegue um</p><p>caderno e anote o que errou e porque errou. Caso você já tenha estudado a</p><p>matéria, tente refazer a questão depois de um tempo. Se, ainda assim, você não</p><p>conseguir resolver, volte na teoria para consultar o que faltou para o seu acerto!</p><p>Esse caminho é essencial para que você construa um conhecimento sólido para</p><p>aplicar na prova.</p><p>4) A revisão não acaba aqui! Os exercícios servem como um guia para que você</p><p>saiba no que ainda está pecando. Você pode (e deve!) revisar assuntos que já</p><p>estudou e ainda está errando nos simulados. O importante é que você reconheça</p><p>onde precisa melhorar e corra atrás disso pra ter o melhor resultado possível!</p><p>5) Se você ainda não estudou o assunto, não pare! O cronograma está feito para ser</p><p>um facilitador no seu caminho. Caso você ainda vá estudar um assunto que está</p><p>prestes a ser revisado, se adapte: troque os dias e faça questões de outro</p><p>assunto da mesma matéria! Outra opção é tentar fazer as questões mesmo não</p><p>tendo estudado a matéria. Nós tendemos a achar que não sabemos nada, mas</p><p>fazendo exercícios percebemos que temos conhecimento. E, como disse antes, os</p><p>erros que você cometer na resolução dos exercícios vão te mostrar</p><p>exatamente onde focar! O essencial é não parar. Perder um dia pode te</p><p>4</p><p>desmotivar e atrapalhar o seu ritmo. Crie um compromisso com sua aprovação!</p><p>Não deu um dia? Adicione uma matéria a mais nos próximos dias! Não pare!</p><p>6) Não se frustre por não conseguir ter um bom resultado em um assunto</p><p>específico. Errou muito? A hora é agora! É muito melhor você descobrir suas</p><p>deficiências agora do que chegar no ENEM e errar matérias que você acreditava</p><p>dominar. Use os erros como gás e orientação para fixar melhor a matéria e</p><p>evoluir.</p><p>7) Se force a resolver as questões utilizando os conceitos da matéria que será</p><p>revisada no dia! Algumas questões você inevitavelmente vai conseguir resolver de</p><p>diferentes formas e utilizando diferentes mecanismos, mas é interessante que</p><p>você faça esse exercício. Isso vai te treinar e te capacitar a conseguir resolver</p><p>questões de diferentes maneiras e, se alguma falhar na hora da prova, você tem</p><p>outra para recorrer!</p><p>8) Não deixe de fazer as questões que não são do ENEM! Eu selecionei o máximo</p><p>de questões do ENEM em todas as matérias, mas alguns conteúdos não têm um</p><p>acervo tão grande. Por isso, para você não deixar de revisar, peguei questões de</p><p>outros vestibulares. Elas são igualmente importantes!</p><p>9) Faça TODAS as questões e só depois veja as respostas e seus erros/acertos. O</p><p>momento da revisão é crucial para você perceber onde e por quê está errando</p><p>algo. Vendo as respostas antes de fazer todas as questões você vai pegar sacadas</p><p>que talvez não teria sozinho e isso vai gerar uma ilusão de domínio da matéria.</p><p>Por isso, só veja as respostas depois! A hora de errar é agora!</p><p>Algumas recomendações extras:</p><p>- Recomendo que você utilize o sábado para revisar três matérias que você</p><p>errou nos seus simulados. Dê prioridade para matérias que caem muito e que</p><p>você erra bastante. O nosso objetivo é treinar, avaliar e estudar para reduzir ao</p><p>máximo as suas lacunas. Jamais faça um simulado e deixe ele pra lá. Estudar</p><p>seus erros é a parte mais importante de fazer um simulado!</p><p>5</p><p>- Teremos uma comunidade no WhatsApp destinada exclusivamente para a</p><p>discussão de questões do material. Fiz esse ambiente para estimular o</p><p>crescimento teórico e prático em conjunto. A comunidade é um lugar para você</p><p>interagir e crescer junto aos seus colegas. Porém, quaisquer assuntos além de</p><p>revisão e das questões do material serão advertidos.</p><p>- Seguindo esse planejamento de revisão, você vai chegar no ENEM tendo</p><p>revisado 1500 questões! Tem noção da grandiosidade disso? Compreendeu a</p><p>importância de revisar diariamente? Aos poucos você consegue revisar um</p><p>volume ENORME de conteúdos e conciliar a revisão com os conteúdos novos!</p><p>Não deixe deme mandar um feedback nas redes sociais (@isabellyblard)! É muito</p><p>importante para que possamos tornar esse material melhor do que ele já é! Estou aqui</p><p>do outro lado torcendo MUITO para que você alcance seu sonho. Tenho certeza que</p><p>esse material te ajudará imensamente! Conte comigo!</p><p>6</p><p>7</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Modernismo</p><p>1) (ENEM PPL 2021)</p><p>Descobrimento</p><p>Abancado à escrivaninha em São Paulo</p><p>Na minha casa da rua Lopes Chaves</p><p>De supetão senti um friúme por dentro.</p><p>Fiquei trêmulo, muito comovido</p><p>Com o livro palerma olhando pra mim.</p><p>Não vê que me lembrei lá no norte, meu Deus!</p><p>[Muito longe de mim,</p><p>Na escuridão ativa da noite que caiu,</p><p>Um homem pálido, magro de cabelo escorrendo</p><p>[nos olhos,</p><p>Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,</p><p>Faz pouco se deitou, está dormindo.</p><p>Esse homem é brasileiro que nem eu...</p><p>ANDRADE, M. Poesias completas.</p><p>poderia</p><p>enxergar relativamente bem debaixo d’água.</p><p>Estudos mostraram que as pupilas de olhos de</p><p>indivíduos moken sofrem redução significativa</p><p>debaixo d’água, o que faz com que os raios</p><p>luminosos incidam quase paralelamente ao eixo</p><p>óptico da pupila.</p><p>GISLÉN, A. et al. Visual Training Improves Underwater Vision in Children.</p><p>Vision Research, n. 46, 2006 (adaptado).</p><p>A acuidade visual associada à redução das</p><p>pupilas é fisicamente explicada pela diminuição</p><p>a) da intensidade luminosa incidente na</p><p>retina.</p><p>b) da difração dos feixes luminosos que</p><p>atravessam a pupila.</p><p>c) da intensidade dos feixes luminosos em</p><p>uma direção por polarização.</p><p>d) do desvio dos feixes luminosos refratados</p><p>no interior do olho.</p><p>e) das reflexões dos feixes luminosos no</p><p>interior do olho.</p><p>31</p><p>10) (ENEM 2009) Considere um equipamento</p><p>capaz de emitir radiação eletromagnética com</p><p>comprimento de onda bem menor que a da</p><p>radiação ultravioleta. Suponha que a radiação</p><p>emitida por esse equipamento foi apontada para</p><p>um tipo específico de filme fotográfico e entre o</p><p>equipamento e o filme foi posicionado o pescoço</p><p>de um indivíduo. Quanto mais exposto à</p><p>radiação, mais escuro se torna o filme após a</p><p>revelação. Após acionar o equipamento e revelar</p><p>o filme, evidenciou-se a imagem mostrada na</p><p>figura abaixo.</p><p>Dentre os fenômenos decorrentes da interação</p><p>entre a radiação e os átomos do indivíduo que</p><p>permitem a obtenção desta imagem inclui-se a</p><p>a) absorção da radiação eletromagnética e</p><p>a consequente ionização dos átomos de</p><p>cálcio, que se transformam em átomos de</p><p>fósforo.</p><p>b) maior absorção da radiação</p><p>eletromagnética pelos átomos de cálcio</p><p>que por outros tipos de átomos.</p><p>c) maior absorção da radiação</p><p>eletromagnética pelos átomos de</p><p>carbono que por átomos de cálcio.</p><p>d) maior refração ao atravessar os átomos</p><p>de carbono que os átomos de cálcio.</p><p>e) maior ionização de moléculas de água</p><p>que de átomos de carbono.</p><p>FILOSOFIA/SOCIOLOGIA:</p><p>Cultura e Filosofia Alemã</p><p>1) (ENEM 2022) O povo Kambeba é o povo das</p><p>águas. Os mais velhos costumam contar que o</p><p>povo nasceu de uma gota-d’água que caiu do</p><p>céu em uma grande chuva. Nessa gota estavam</p><p>duas gotículas: o homem e a mulher. “Por essa</p><p>narrativa e cosmologia indígena de que nós</p><p>somos o povo das águas é que o rio nos tem</p><p>fundamental importância”, diz Márcia Wayna</p><p>Kambeba, mestre em Geografia e escritora.</p><p>Todos os dias, ela ia com o pai observar o rio. Ia</p><p>em silêncio e, antes que tomasse para si a</p><p>palavra, era interrompida. “Ouça o rio”, o pai</p><p>dizia. Depois de cerca de duas horas a ouvir as</p><p>águas do Solimões, ela mergulhava. “Confie no</p><p>rio e aprenda com ele”. “Fui entender mais tarde,</p><p>com meus estudos e vivências, que meu pai</p><p>estava me apresentando à sabedoria milenar do</p><p>rio”.</p><p>Rios amazônicos influenciam o agro e em reservatórios do Sudeste.</p><p>Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 14 out. 2021.</p><p>Pelo descrito no texto, o povo Kambeba tem o rio</p><p>como um(a)</p><p>a) objeto tombado e museográfico.</p><p>b) herança religiosa e sacralizada.</p><p>c) cenário bucólico e paisagístico.</p><p>d) riqueza individual e efêmera.</p><p>e) patrimônio cultural e afetivo.</p><p>2) (ENEM 2016) Vi os homens sumirem-se numa</p><p>grande tristeza. Os melhores cansaram-se das</p><p>suas obras. Proclamou-se uma doutrina e com</p><p>ela circulou uma crença: Tudo é oco, tudo é igual,</p><p>tudo passou! O nosso trabalho foi inútil; o nosso</p><p>vinho tornou-se veneno; o mau olhado</p><p>amareleceu-nos os campos e os corações.</p><p>Secamos de todo, e se caísse fogo em cima de</p><p>nós, as nossas cinzas voariam em pó. Sim;</p><p>cansamos o próprio fogo. Todas as fontes</p><p>secaram para nós, e o mar retirou-se. Todos os</p><p>solos se querem abrir, mas os abismos não nos</p><p>querem tragar!</p><p>NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra, Rio de Janeiro: Ediouro, 1977</p><p>O texto exprime uma construção alegórica, que</p><p>traduz um entendimento da doutrina niilista, uma</p><p>vez que</p><p>a) reforça a liberdade do cidadão.</p><p>b) desvela os valores do cotidiano.</p><p>c) exorta as relações de produção.</p><p>d) destaca a decadência da cultura.</p><p>e) amplifica o sentimento de ansiedade.</p><p>32</p><p>3) (ENEM PPL 2020) A África possui os próprios</p><p>estilos de reggae e centenas de bandas. Clubes</p><p>de reggae são encontrados na Europa, na</p><p>Austrália e nos Estados Unidos. Todos, de Erick</p><p>Clapton a Caetano Veloso, já realizaram suas</p><p>incursões ao reggae. A fonte desse som é a</p><p>Jamaica, a terceira maior ilha do Caribe.</p><p>No fim dos anos 1960, o reggae também</p><p>começava a conquistar certo espaço em várias</p><p>regiões do Brasil e logo o som caiu nas graças</p><p>dos maranhenses. Na cidade de São Luís, o</p><p>grande investimento midiático, o crescente</p><p>mercado de discos e o desenvolvimento do</p><p>circuito das radiolas fizeram o movimento reggae</p><p>alcançar a solidez em meados da década de</p><p>1980.</p><p>FARIAS, J.; PINTO, T. Da Jamaica ao Brasil: por uma história social do</p><p>reggae. Disponível em: www.eumed.net. Acesso em: 18 nov. 2011</p><p>(adaptado).</p><p>Considerada por alguns “capital brasileira do</p><p>reggae”, a cidade de São Luís também é</p><p>reconhecida pelos festejos juninos que incluem</p><p>Bumba meu boi, Tambor de crioula, Cacuriá e as</p><p>tradicionais quadrilhas.</p><p>O conjunto dessas características demonstra a</p><p>a) apropriação de gêneros e estilos</p><p>estrangeiros na criação da música</p><p>tradicional maranhense.</p><p>b) inexpressividade das manifestações</p><p>nordestinas em relação às novas</p><p>referências estéticas.</p><p>c) coexistência de referenciais culturais</p><p>díspares na construção da musicalidade</p><p>brasileira.</p><p>d) diluição de modelos estéticos</p><p>internacionais na criação de novos</p><p>referenciais musicais.</p><p>e) sobreposição de ideias musicais</p><p>caribenhas na música autenticamente</p><p>nacional.</p><p>4) (ENEM PPL 2019) Eis o ensinamento de minha</p><p>doutrina: “Viva de forma a ter de desejar reviver</p><p>— é o dever —, pois, em todo caso, você reviverá!</p><p>Aquele que ama antes de tudo se submeter,</p><p>obedecer e seguir, que obedeça! Mas que saiba</p><p>para o que dirige sua preferência, e não recue</p><p>diante de nenhum meio! É a eternidade que está</p><p>em jogo!”.</p><p>NIETZSCHE apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os novos</p><p>tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).</p><p>O trecho contém uma formulação da doutrina</p><p>nietzscheana do eterno retorno, que apresenta</p><p>critérios radicais de avaliação da</p><p>a) qualidade de nossa existência pessoal e</p><p>coletiva.</p><p>b) conveniência do cuidado da saúde física</p><p>e espiritual.</p><p>c) legitimidade da doutrina pagã da</p><p>transmigração da alma.</p><p>d) veracidade do postulado cosmológico da</p><p>perenidade do mundo.</p><p>e) validade de padrões habituais de ação</p><p>humana ao longo da história.</p><p>5) (ENEM 2019) Esporte e cultura: análise</p><p>acerca da esportivização de práticas corporais</p><p>nos jogos indígenas</p><p>Nos Jogos dos Povos Indígenas, observa-se que</p><p>as práticas corporais realizadas envolvem</p><p>elementos tradicionais (como as pinturas e</p><p>adornos corporais) e modernos (como a</p><p>regulamentação, a fiscalização e a</p><p>padronização). O arco e flecha e a lança, por</p><p>exemplo, são instrumentos tradicionalmente</p><p>utilizados para a caça e a defesa da comunidade</p><p>na aldeia. Na ocasião do evento, esses artefatos</p><p>foram produzidos pela própria etnia, porém sua</p><p>estruturação como “modalidade esportiva”</p><p>promoveu uma semelhança entre as técnicas</p><p>apresentadas, com o sentido único da</p><p>competição.</p><p>ALMEIDA, A. J. M.; SUASSUNA, D. M. F. A. Pensar a prática, n. 1, jan.-abr.</p><p>2010 (adaptado).</p><p>A relação entre os elementos tradicionais e</p><p>modernos nos Jogos dos Povos Indígenas</p><p>desencadeou a</p><p>a) padronização de pinturas e adornos</p><p>corporais.</p><p>b) sobreposição de elementos tradicionais</p><p>sobre os modernos.</p><p>c) individuação das técnicas apresentadas</p><p>em diferentes modalidades.</p><p>d) legitimação das práticas corporais</p><p>indígenas como modalidade esportiva.</p><p>e) preservação dos significados próprios</p><p>das práticas corporais em cada cultura.</p><p>33</p><p>6) (ENEM 2022) Hoje sou um ser inanimado, mas</p><p>já tive vida pulsante em seivas vegetais, fui um</p><p>ser vivo; é bem verdade que do reino vegetal,</p><p>mas isso não me tirou a percepção de vida vivida</p><p>como tamborete. Guardo apreço pelos meus</p><p>criadores, as mãos que me fizeram, me</p><p>venderam, e pelas mulheres que me usaram para</p><p>suas vendas e de tantas outras maneiras. Essas</p><p>pessoas, sim, tiveram suas subjetividades,</p><p>singularidades e pluralidades,</p><p>que estão</p><p>incorporadas a mim. É preciso considerar que a</p><p>nossa história, de móveis de museus, está para</p><p>além da mera vinculação aos estilos e à</p><p>patrimonialização que recebemos como bem</p><p>material vinculado ao patrimônio imaterial. A</p><p>nossa história está ligada aos dons individuais</p><p>das pessoas e suas práticas sociais. Alguns</p><p>indivíduos consagravam-se por terem</p><p>determinados requisitos, tais como o</p><p>conhecimento de modelos clássicos ou destreza</p><p>nos desenhos.</p><p>FREITAS, J. M.; OLIVEIRA, L. R. Memórias de um tamborete de baiana:</p><p>as muitas vozes em um objeto de museu. Revista Brasileira de Pesquisa</p><p>(Auto)Biográfca, n. 14, maio-ago. 2020 (adaptado).</p><p>Ao descrever-se como patrimônio museológico, o</p><p>objeto abordado no texto associa a sua história</p><p>às</p><p>a) habilidades artísticas e culturais dos</p><p>sujeitos.</p><p>b) vocações religiosas e pedagógicas dos</p><p>mestres.</p><p>c) naturezas antropológica e etnográfica</p><p>dos expositores.</p><p>d) preservações arquitetônica e visual dos</p><p>conservatórios.</p><p>e) competências econômica e financeira dos</p><p>comerciantes.</p><p>7) (ENEM PPL 2016) Nossas vidas são</p><p>dominadas não só pelas inutilidades de nossos</p><p>contemporâneos, como também pelas de</p><p>homens que já morreram há várias gerações.</p><p>Além disso, cada inutilidade ganha credibilidade</p><p>e reverência com cada década passada desde</p><p>sua promulgação. Isso significa que cada</p><p>situação social em que nos encontramos não só é</p><p>definida por nossos contemporâneos, como</p><p>ainda predefinida por nossos predecessores. Esse</p><p>fato é expresso no aforismo segundo o qual os</p><p>mortos são mais poderosos que os vivos.</p><p>BERGER, P. Perspectivas sociológicas: uma visão humanística. Petrópolis:</p><p>Vozes, 1986 (adaptado).</p><p>Segundo a perspectiva apresentada no texto, os</p><p>indivíduos de diferentes gerações convivem,</p><p>numa mesma sociedade, com tradições que</p><p>a) permanecem como determinações da</p><p>organização social.</p><p>b) promovem o esquecimento dos costumes.</p><p>c) configuram a superação de valores.</p><p>d) sobrevivem como heranças sociais.</p><p>e) atuam como aptidões instintivas.</p><p>8) (ENEM 2021) Minha fórmula para o que há de</p><p>grande no indivíduo é amor fati: nada desejar</p><p>além daquilo que é, nem diante de si, nem atrás</p><p>de si, nem nos séculos dos séculos. Não se</p><p>contentar em suportar o inelutável, e ainda</p><p>menos dissimulá-lo, mas amá-lo.</p><p>NIETZSCHE apud FERRY | Aprender a viver filosofia para os novos</p><p>tempos Rio de Janeiro Objetiva, 2010 (adaptado)</p><p>Essa fórmula indicada por Nietzsche consiste em</p><p>uma crítica à tradição cristã que</p><p>a) combate as práticas sociais de cunho</p><p>afetivo.</p><p>b) impede o avanço científico no contexto</p><p>moderno.</p><p>c) associa os cultos pagãos à sacralização</p><p>da natureza.</p><p>d) condena os modelos filosóficos da</p><p>Antiguidade Clássica.</p><p>e) consagra a realização humana ao campo</p><p>transcendental.</p><p>9) (ENEM PPL 2010) Não é raro ouvirmos falar</p><p>que o Brasil é o país das danças ou um país</p><p>dançante. Essa nossa "fama" é bem pertinente,</p><p>se levarmos em consideração a diversidade de</p><p>manifestações rítmicas e expressivas existentes</p><p>de Norte a Sul. Sem contar a imensa repercussão</p><p>de nível internacional de algumas delas.</p><p>Danças trazidas pelos africanos escravizados,</p><p>danças relativas aos mais diversos rituais,</p><p>danças trazidas pelos imigrantes etc. Algumas</p><p>preservam suas características e pouco se</p><p>transformaram com o passar do tempo, como o</p><p>forró, o maxixe, o xote, o frevo. Outras foram</p><p>criadas e são recriadas a cada instante: inúmeras</p><p>influências são incorporadas, e as danças</p><p>transformam–se, multiplicam-se. Nos centros</p><p>urbanos, existem danças como o funk, o hip hop,</p><p>as danças de rua e de salão.</p><p>34</p><p>É preciso deixar claro que não há jeito certo ou</p><p>errado de dançar. Todos podem dançar,</p><p>independentemente de biótipo, etnia ou</p><p>habilidade, respeitando–se as diferenciações de</p><p>ritmos e estilos individuais.</p><p>GASPARI, T. C. Dança e educação física na escola: implicações para a</p><p>prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008</p><p>(adaptado)</p><p>Com base no texto, verifica-se que a dança,</p><p>presente em todas as épocas, espaços</p><p>geográficos e culturais, é uma</p><p>a) prática corporal que conserva inalteradas</p><p>suas formas, independentemente das</p><p>influências culturais da sociedade.</p><p>b) forma de expressão corporal baseada em</p><p>gestos padronizados e realizada por</p><p>quem tem habilidade para dançar.</p><p>c) manifestação rítmica e expressiva</p><p>voltada para as apresentações artísticas,</p><p>sem que haja preocupação com a</p><p>linguagem corporal.</p><p>d) prática que traduz os costumes de</p><p>determinado povo ou região e está</p><p>restrita a este.</p><p>e) representação das manifestações,</p><p>expressões, comunicações e</p><p>características culturais de um povo.</p><p>10) (ENEM PPL 2018) Jamais deixou de haver</p><p>sangue, martírio e sacrifício, quando o homem</p><p>sentiu a necessidade de criar em si uma</p><p>memória; os mais horrendos sacrifícios e</p><p>penhores, as mais repugnantes mutilações (as</p><p>castrações, por exemplo), os mais cruéis rituais,</p><p>tudo isto tem origem naquele instinto que divisou</p><p>na dor o mais poderoso auxiliar da memória.</p><p>NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Cia. das Letras, 1999.</p><p>O fragmento evoca uma reflexão sobre a</p><p>condição humana e a elaboração de um</p><p>mecanismo distintivo entre homens e animais,</p><p>marcado pelo(a)</p><p>a) racionalidade científica.</p><p>b) determinismo biológico.</p><p>c) degradação da natureza.</p><p>d) domínio da contingência.</p><p>e) consciência da existência.</p><p>HISTÓRIA: Iluminismo e</p><p>Revoluções Inglesa e</p><p>Industrial</p><p>1) (ENEM 2012)</p><p>Disponível em: http://primeira-serie.blogspot.com.br. Acesso em: 07 dez.</p><p>2011 (adaptado).</p><p>Na imagem do início do século XX, identifica-se</p><p>um modelo produtivo cuja forma de organização</p><p>fabril baseava-se na</p><p>a) autonomia do produtor direto.</p><p>b) adoção da divisão sexual do trabalho.</p><p>c) exploração do trabalho repetitivo.</p><p>d) utilização de empregados qualificados.</p><p>e) incentivo à criatividade dos funcionários.</p><p>2) (ENEM 2010) A evolução do processo de</p><p>transformação de matérias-primas e produtos</p><p>acabados ocorreu em três estágios: artesanato,</p><p>manufatura e maquinofatura.</p><p>Um desses estágios foi o artesanato, em que se</p><p>a) trabalhava conforme o ritmo das</p><p>máquinas e de maneira padronizada.</p><p>b) trabalhava geralmente sem o uso de</p><p>máquinas e de modo diferente do modelo</p><p>de produção em série.</p><p>c) empregavam fontes de energia</p><p>abundantes para o funcionamento das</p><p>máquinas.</p><p>d) realizava parte da produção por cada</p><p>operário, com uso de máquinas e</p><p>trabalho assalariado.</p><p>e) faziam interferência do processo</p><p>produtivo por técnicos e gerentes com</p><p>vistas a determinar o ritmo de produção.</p><p>35</p><p>3) (ENEM PPL 2012)</p><p>Cenas do filme Tempos Modernos (Modern Times), EUA, 1936, Direção:</p><p>Charles Chaplin, Produção: Continental.</p><p>A figura representada por Charles Chaplin critica</p><p>o modelo de produção do início do século XX, nos</p><p>Estados Unidos da América, que se espalhou por</p><p>diversos países e setores da economia e teve</p><p>como resultado</p><p>a) a subordinação do trabalhador à</p><p>máquina, levando o homem a desenvolver</p><p>um trabalho repetitivo.</p><p>b) a ampliação da capacidade criativa e da</p><p>polivalência funcional para cada homem</p><p>em seu posto de trabalho.</p><p>c) a organização do trabalho que</p><p>possibilitou ao trabalhador o controle</p><p>sobre a mecanização do processo de</p><p>produção.</p><p>d) o rápido declínio do absenteísmo, o</p><p>grande aumento da produção conjugado</p><p>com a diminuição das áreas de estoque.</p><p>e) as novas técnicas de produção que</p><p>provocaram ganhos de produtividade,</p><p>repassados aos trabalhadores como</p><p>forma de eliminar as greves.</p><p>4) (ENEM 2019) Dificilmente passa-se uma noite</p><p>sem que algum sitiante tenha seu celeiro ou sua</p><p>pilha de cereais destruídos pelo fogo. Vários</p><p>trabalhadores não diretamente envolvidos nos</p><p>ataques pareciam apoiá-los, como se vê neste</p><p>depoimento ao The Times: “deixa queimar, pena</p><p>que não foi a casa”, “podemos nos aquecer</p><p>agora”; “nós só queríamos algumas batatas; há</p><p>um fogo ótimo para cozinhá-las”.</p><p>HOBSBAWM, E.; RUDÉ, G. Capitão Swing. Rio de Janeiro: Francisco</p><p>Alves, 1982 (adaptado).</p><p>A revolta descrita no texto, ocorrida na</p><p>Inglaterra no século XIX, foi uma reação ao</p><p>seguinte processo socioespacial:</p><p>a) Restrição da propriedade privada.</p><p>b) Expropriação das terras comunais.</p><p>c) Imposição da estatização fundiária.</p><p>d) Redução</p><p>da produção monocultora.</p><p>e) Proibição das atividades artesanais.</p><p>5) (ENEM PPL 2016) A Segunda Revolução</p><p>Industrial, no final do século XIX e início do</p><p>século XX, nos EUA, período em que a</p><p>eletricidade passou gradativamente a fazer</p><p>parte do cotidiano das cidades e a alimentar os</p><p>motores das fábricas, caracterizou-se pela</p><p>administração científica do trabalho e pela</p><p>produção em série.</p><p>MERLO, A. R. C.; LAPIS, N. L. A saúde e os processos de trabalho no</p><p>capitalismo: reflexões na interface da psicodinâmica do trabalho e da</p><p>sociologia do trabalho. Psicologia e Sociedade, n. 1, abr. 2007.</p><p>De acordo com o texto, na primeira metade do</p><p>século XX, o capitalismo produziu um novo</p><p>espaço geoeconômico e uma revolução que está</p><p>relacionada com a</p><p>a) proliferação de pequenas e médias</p><p>empresas, que se equiparam com as</p><p>novas tecnologias e aumentaram a</p><p>produção, com aporte do grande capital.</p><p>b) técnica de produção fordista, que</p><p>instituiu a divisão e a hierarquização do</p><p>trabalho, em que cada trabalhador</p><p>realizava apenas uma etapa do processo</p><p>produtivo.</p><p>c) passagem do sistema de produção</p><p>artesanal para o sistema de produção</p><p>fabril, concentrando-se, principalmente,</p><p>na produção têxtil destinada ao mercado</p><p>interno.</p><p>d) independência política das nações</p><p>colonizadas, que permitiu igualdade nas</p><p>relações econômicas entre os países</p><p>produtores de matérias-primas e os</p><p>países industrializados.</p><p>e) constituição de uma classe de</p><p>assalariados, que possuíam como fonte</p><p>de subsistência a venda de sua força de</p><p>trabalho e que lutavam pela melhoria das</p><p>condições de trabalho nas fábricas.</p><p>36</p><p>6) (UPF) “A revolução francesa consigna-se</p><p>desta maneira um lugar excepcional da história</p><p>do mundo contemporâneo. Revolução burguesa</p><p>clássica, ela constitui, para a abolição do regime</p><p>senhorial e da feudalidade, o ponto de partida</p><p>da sociedade capitalista e da democracia liberal</p><p>na história da França”.</p><p>SOBOUL, Albert. A revolução francesa. São Paulo: DIFEL, 1985, p. 122.</p><p>A grande Revolução Francesa, como outras</p><p>revoluções burguesas do século XVIII, refletiu as</p><p>ideias dos filósofos iluministas. Dentre as</p><p>características a seguir relacionadas, assinale a</p><p>alternativa que apresenta a base do Iluminismo.</p><p>a) A defesa da doutrina de que a soberania</p><p>do Estado absolutista garantiria os</p><p>direitos individuais e eliminaria os</p><p>resquícios feudais ainda existentes.</p><p>b) A proposição da criação de monopólios</p><p>estatais e a manutenção da balança de</p><p>comércio favorável, para assegurar o</p><p>direito de propriedade.</p><p>c) A crítica ao mercantilismo, à limitação ao</p><p>direito à propriedade privada, ao</p><p>absolutismo e à desigualdade de direitos</p><p>e deveres entre os indivíduos.</p><p>d) A crença na prática do entesouramento</p><p>como meio adequado para eliminar as</p><p>desigualdades sociais e garantir as</p><p>liberdades individuais.</p><p>e) A defesa da igualdade de direitos e</p><p>liberdades individuais, proporcionada</p><p>pela influência da Igreja Católica sobre a</p><p>sociedade, por intermédio da educação.</p><p>7) (ENEM 2013) Na produção social que os</p><p>homens realizam, eles entram em determinadas</p><p>relações indispensáveis e independentes de sua</p><p>vontade; tais relações de produção</p><p>correspondem a um estágio definido de</p><p>desenvolvimento das suas forças materiais de</p><p>produção. A totalidade dessas relações constitui</p><p>a estrutura econômica da sociedade —</p><p>fundamento real, sobre o qual se erguem as</p><p>superestruturas política e jurídica, e ao qual</p><p>correspondem determinadas formas de</p><p>consciência social. MARX, K. Prefácio à Crítica da</p><p>economia política. In:</p><p>MARX, K.; ENGELS, F. Textos 3. São Paulo: Edições Sociais, 1977</p><p>(adaptado).</p><p>Para o autor, a relação entre economia e política</p><p>estabelecida no sistema capitalista faz com que</p><p>a) o proletariado seja contemplado pelo</p><p>processo de mais-valia.</p><p>b) o trabalho se constitua como o</p><p>fundamento real da produção material.</p><p>c) a consolidação das forças produtivas seja</p><p>compatível com o progresso humano.</p><p>d) a autonomia da sociedade civil seja</p><p>proporcional ao desenvolvimento</p><p>econômico.</p><p>e) a burguesia revolucione o processo social</p><p>de formação da consciência de classe.</p><p>8) (UNESP 2022) Entrar numa fábrica pela</p><p>primeira vez podia ser uma experiência</p><p>aterrorizante: o ruído e o movimento do</p><p>maquinário; o ar sufocante, cheio de pó de</p><p>algodão, muitas vezes, mantido opressivamente</p><p>quente para reduzir a quebra; o fedor penetrante</p><p>de óleo de baleia e de gordura animal usados</p><p>para lubrificar as máquinas (antes da</p><p>disponibilidade de produtos petrolíferos) e do</p><p>suor de centenas de trabalhadores; os</p><p>semblantes pálidos e os corpos doentios dos</p><p>operários; o comportamento feroz dos</p><p>supervisores, alguns dos quais carregavam cintos</p><p>ou chicotes para impor disciplina. Nas salas de</p><p>tecelagem, o barulho ensurdecedor de dezenas</p><p>de teares, cada um com uma lançadeira</p><p>recebendo pancadas de martelo umas sessenta</p><p>vezes por minuto, impossibilitava que os</p><p>trabalhadores se ouvissem.</p><p>(Joshua B. Freeman. Mastodontes: a história da fábrica e a construção</p><p>do mundo moderno, 2019.)</p><p>O trabalho nas primeiras fábricas inglesas é</p><p>caracterizado no excerto</p><p>a) pela insalubridade e opressão no</p><p>ambiente de trabalho.</p><p>b) pela apropriação do tempo e do</p><p>excedente do trabalho pelo capitalista.</p><p>c) pelo aumento da produtividade e da</p><p>otimização do ritmo de trabalho.</p><p>d) pelo desenvolvimento da tecnologia e da</p><p>divisão de tarefas.</p><p>e) pelo aproveitamento de energia de</p><p>origem mineral.</p><p>37</p><p>9) (FUVEST 2020) A entrega pacífica do</p><p>governo a um adversário pressupunha um</p><p>elevado nível de automoderação. O mesmo</p><p>determinou a boa vontade de um governo em</p><p>não usar os seus grandes recursos do poder na</p><p>humilhação ou destruição de predecessores</p><p>hostis ou opositores (…). As técnicas militares</p><p>deram lugar às técnicas verbais do debate feitas</p><p>de retórica e de persuasão, a maior parte das</p><p>quais exigia mais contenção geral, identificando,</p><p>de modo nítido, esta mudança com um avanço</p><p>da civilização.</p><p>Norbert Elias, A busca da excitação. Lisboa: Difel, 1992.</p><p>O processo histórico britânico ofereceu, entre os</p><p>séculos XVII e XIX, modelos institucionais e</p><p>práticas políticas importantes. A respeito deles, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) os debates acalorados no Parlamento,</p><p>que desencadearam uma série de lutas</p><p>sociais no século XVIII, foram apenas</p><p>superados no início do século XIX com a</p><p>instauração do Regime Parlamentar.</p><p>b) após o turbulento século XVII, marcado</p><p>por sucessivas lutas sociais e golpes de</p><p>Estado, a pacificação entre as classes</p><p>dominantes ocorreu com o fortalecimento</p><p>do Regime Parlamentar ao longo do</p><p>século XVIII.</p><p>c) a instauração da República de Cromwell e</p><p>do parlamentarismo, em meados do</p><p>século XVIII, foi responsável pelo fim das</p><p>turbulências políticas características do</p><p>absolutismo monárquico.</p><p>d) o avanço da civilização mencionado no</p><p>texto ocorreu com o estabelecimento do</p><p>princípio da tolerância religiosa entre</p><p>anglicanos, calvinistas e católicos pelo</p><p>Parlamento no final do século XVIII.</p><p>e) o estabelecimento do parlamento</p><p>bicameral, com representação para os</p><p>nobres e para a burguesia enriquecida, e</p><p>do direito de voto universal, ambos no</p><p>século XVIII, foram responsáveis pela</p><p>contenção das lutas sociais na</p><p>Grã‐Bretanha.</p><p>10) (UNESP) Encontrar uma forma de</p><p>associação que defenda e proteja a pessoa e os</p><p>bens de cada associado com toda a força</p><p>comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos,</p><p>só obedece contudo a si mesmo, permanecendo</p><p>assim tão livre quanto antes. Esse, o problema</p><p>fundamental cuja solução o contrato social</p><p>oferece.</p><p>[...]</p><p>Cada um de nós põe em comum sua pessoa e</p><p>todo o seu poder sob a direção suprema da</p><p>vontade geral, e recebemos, enquanto corpo,</p><p>cada membro como parte indivisível do todo.</p><p>(Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1983.)</p><p>O texto apresenta características</p><p>a) Iluministas e defende a liberdade e a</p><p>igualdade social plenas entre todos os</p><p>membros de uma sociedade.</p><p>b) Socialistas e propõe a prevalência dos</p><p>interesses coletivos sobre os interesses</p><p>individuais.</p><p>c) Iluministas e defende a liberdade</p><p>individual e a necessidade de uma</p><p>convenção entre os membros de uma</p><p>sociedade.</p><p>d) Socialistas e propõe a criação de</p><p>mecanismos de união e defesa</p><p>de todos</p><p>os trabalhadores.</p><p>e) Iluministas e defende o estabelecimento</p><p>de um poder rigidamente concentrado</p><p>nas mãos do Estado.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>38</p><p>39</p><p>GEOGRAFIA: Vegetação</p><p>1) (ENEM PPL 2021) A Floresta Amazônica é uma</p><p>“bomba” que suga água do ar vindo do oceano</p><p>Atlântico e do solo, e a faz circular pela América</p><p>do Sul, causando, em regiões distantes, as</p><p>chuvas pelas quais os paulistas desejavam em</p><p>2014.</p><p>GUIMARÃES, M. Dança da chuva: a escassez de água que alarma o país</p><p>tem relação íntima com as florestas. Pesquisa Fapesp, n. 226, dez. 2014</p><p>(adaptado).</p><p>O desmatamento compromete essa função da</p><p>floresta, pois sem árvores</p><p>a) diminui o total de água armazenada nos</p><p>caules.</p><p>b) diminui o volume de solos ocupados por</p><p>raiz.</p><p>c) diminui a superfície total de transpiração.</p><p>d) aumenta a evaporação de rios e lagos.</p><p>e) aumenta o assoreamento dos rios.</p><p>2) (ENEM 2019)</p><p>Regiões áridas e semiáridas do mundo</p><p>SALGADO-LABOURIAL, M. L. História ecológica da Terra.</p><p>São Paulo: Edgard Blucher, 1994 (adaptado).</p><p>No Hemisfério Sul, a sequência latitudinal dos</p><p>desertos representada na imagem sofre uma</p><p>interrupção no Brasil devido à seguinte razão:</p><p>a) Existência de superfícies de intensa</p><p>refletividade.</p><p>b) Preponderância de altas pressões</p><p>atmosféricas.</p><p>c) Influência de umidade das áreas</p><p>florestais.</p><p>d) Predomínio de correntes marinhas frias.</p><p>e) Ausência de massas de ar continentais.</p><p>3) (ENEM PPL 2020) Em Goiás e Mato Grosso, as</p><p>modificações dependeram fundamentalmente de</p><p>novos manejos aplicados às terras. Acima de</p><p>tudo, porém, o desenvolvimento regional</p><p>deveu-se a uma articulada transformação dos</p><p>meios urbanos e rurais, a serviço da produção</p><p>tanto de alimentos básicos, como o arroz, por</p><p>exemplo, quanto de grãos para consumo interno</p><p>e exportação, como a soja.</p><p>AB’SABER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades</p><p>paisagísticas. São Paulo: Ateliê, 2003.</p><p>A realidade descrita no texto se estabelece sobre</p><p>qual domínio morfoclimático?</p><p>a) Pradaria.</p><p>b) Cerrado.</p><p>c) Caatinga.</p><p>d) Araucária.</p><p>e) Atlântico.</p><p>4) (ENEM 2015)</p><p>FONTES, M. P. F. Intemperismo de rochas e minerais. In: KER, J. C. et al.</p><p>(Org,). Pedologia: fundamentos. Viçosa (MG): SBCS, 2012 (adaptado).</p><p>40</p><p>De acordo com as figuras, a intensidade de</p><p>intemperismo de grau muito fraco é</p><p>característica de qual tipo climático?</p><p>a) Tropical.</p><p>b) Litorâneo.</p><p>c) Equatorial.</p><p>d) Semiárido.</p><p>e) Subtropical.</p><p>5) (ENEM PPL 2011) As modificações naturais e</p><p>artificiais na cobertura vegetal das bacias</p><p>hidrográficas influenciam o seu comportamento</p><p>hidrológico. A alteração da superfície da bacia</p><p>tem impactos significativos sobre o escoamento.</p><p>Esse impacto normalmente é caracterizado</p><p>quanto ao efeito que provoca no comportamento</p><p>das enchentes, nas vazões mínimas e na vazão</p><p>média.</p><p>TUCCI, C.E.M.; CLARKE, R.T. Impacto das mudanças da cobertura</p><p>vegetal no escoamento: erosão. Revista Brasileira de Recursos Hídricos.</p><p>V. 2, n°. 1 jan./jun. 1997 (fragmento).</p><p>Ao analisar três rios com coberturas vegetais</p><p>distintas ― agrícola, floresta regenerada e</p><p>floresta natural ― de uma mesma bacia</p><p>hidrográfica, após uma mesma precipitação,</p><p>conclui-se que a vegetação é fundamental no</p><p>comportamento da vazão dos rios, uma vez que</p><p>a</p><p>a) cobertura mais densa no ambiente</p><p>agrícola proporciona o menor pico de</p><p>vazão.</p><p>b) cobertura mais espaçada na floresta</p><p>natural ocasiona o maior pico de vazão.</p><p>c) floresta regenerada, por possuir mais</p><p>densidade de biomassa, possui o menor</p><p>pico de vazão.</p><p>d) vegetação agrícola proporciona o mais</p><p>demorado e o segundo maior pico de</p><p>vazão.</p><p>e) vegetação de floresta natural possui o</p><p>menor pico de vazão.</p><p>6) (ENEM PPL 2017) Asa branca</p><p>Quando olhei a terra ardendo</p><p>Qual fogueira de São João</p><p>Eu perguntei a Deus do céu, ai</p><p>Por que tamanha judiação</p><p>Que braseiro, que fornalha</p><p>Nem um pé de plantação</p><p>Por falta d'água perdi meu gado</p><p>Morreu de sede meu alazão</p><p>Até mesmo a asa branca</p><p>Bateu asas do sertão</p><p>Então eu disse adeus Rosinha</p><p>Guarda contigo meu coração</p><p>[...]</p><p>GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Disponível em: www.luizluagonzaga.mus.br.</p><p>Acesso em: 29 set. 2011 (fragmento).</p><p>O bioma brasileiro retratado na canção é</p><p>caracterizado principalmente por</p><p>a) índices pluviométricos baixos.</p><p>b) alta taxa de evapotranspiração</p><p>c) temperatura de clima temperado.</p><p>d) vegetação predominante epífita.</p><p>e) migração das aves no período</p><p>reprodutivo.</p><p>7) (ENEM 2011) A Floresta Amazônica, com toda</p><p>a sua imensidão, não vai estar aí para sempre.</p><p>Foi preciso alcançar toda essa taxa de</p><p>desmatamento de quase 20 mil quilômetros</p><p>quadrados ao ano, na última década do século</p><p>XX, para que uma pequena parcela de brasileiros</p><p>se desse conta de que o maior patrimônio</p><p>natural do país está sendo torrado.</p><p>AB’SABER, A. Amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, 1996.</p><p>Um</p><p>Um processo econômico que tem contribuído na</p><p>atualidade para acelerar o problema ambiental</p><p>descrito é:</p><p>a) Expansão do Projeto Grande Carajás, com</p><p>incentivos à chegada de novas empresas</p><p>mineradoras.</p><p>b) Difusão do cultivo da soja com a</p><p>implantação de monoculturas</p><p>mecanizadas.</p><p>c) Construção da rodovia Transamazônica,</p><p>com o objetivo de interligar a região</p><p>Norte ao restante do país.</p><p>d) Criação de áreas extrativistas do látex</p><p>das seringueiras para os chamados povos</p><p>da floresta.</p><p>e) Ampliação do polo industrial da Zona</p><p>Franca de Manaus, visando atrair</p><p>empresas nacionais e estrangeiras.</p><p>41</p><p>8) (ENEM 2011)</p><p>Disponível em: http://www.ra-bugio.org.br. Acesso em: 28 jul. 2010.</p><p>A imagem retrata a araucária, árvore que faz</p><p>parte de um importante bioma brasileiro que, no</p><p>entanto, já foi bastante degradado pela</p><p>ocupação humana. Uma das formas de</p><p>intervenção humana relacionada à degradação</p><p>desse bioma foi</p><p>a) o avanço do extrativismo de minerais</p><p>metálicos voltados para a exportação na</p><p>região Sudeste.</p><p>b) a contínua ocupação agrícola intensiva</p><p>de grãos na região Centro-Oeste do</p><p>Brasil.</p><p>c) o processo de desmatamento motivado</p><p>pela expansão da atividade canavieira no</p><p>Nordeste brasileiro.</p><p>d) o avanço da indústria de papel e celulose</p><p>a partir da exploração da madeira,</p><p>extraída principalmente no Sul do Brasil.</p><p>e) o adensamento do processo de</p><p>favelização sobre áreas da Serra do Mar</p><p>na região Sudeste.</p><p>9) (ENEM 2017) Ao destruir uma paisagem de</p><p>árvores de troncos retorcidos, folhas e arbustos</p><p>ásperos sobre os solos ácidos, não raro</p><p>laterizados ou tomados pelas formas bizarras</p><p>dos cupinzeiros, essa modernização lineariza e</p><p>aparentemente não permite que se questione a</p><p>pretensão modernista de que a forma deve</p><p>seguir a função.</p><p>HAESBAERT, R. "Gaúchos" e baianos no "novo" Nordeste: entre a</p><p>globalização econômica e a reinvenção das identidades territoriais.</p><p>ln:CASTRO, 1. E.; GOMES, P. C. C.; CORRÊA, R. L. (Org.).Brasil: questões</p><p>atuais da reorganização do território. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,</p><p>2008</p><p>O processo descrito ocorre em uma área</p><p>biogeográfica com predomínio de vegetação</p><p>a) tropófila e clima tropical.</p><p>b) xerófila e clima semiárido.</p><p>c) hidrófila e clima equatorial.</p><p>d) aciculifoliada e clima subtropical.</p><p>e) semidecídua e clima tropical úmido.</p><p>10) (ENEM PPL 2009) A caatinga está em risco:</p><p>estudo revela que 59% da vegetação natural</p><p>desse bioma já sofreram algum tipo de</p><p>modificação por atividades humanas. Um</p><p>problema que esse bioma enfrenta é o fenômeno</p><p>da desertificação. Segundo cientistas, à medida</p><p>que a agricultura avança na região, esse</p><p>fenômeno ganha maiores proporções. Para os</p><p>cientistas, essa constatação evidencia a grande</p><p>necessidade de medidas urgentes para a</p><p>preservação da caatinga, que hoje só tem 1% de</p><p>sua área incluída em unidades de conservação.</p><p>Ferraz, M. Caatinga, muito prazer. Ciência Hoje, Rio de Janeiro; v. 42, n,</p><p>251, p. 46–47. 2008 (adaptado).</p><p>A caatinga pode ser considerada um ambiente</p><p>frágil onde a desertificação</p><p>a) decorre da presença de solos ricos em</p><p>nutrientes, porém rasos.</p><p>b) deve-se à presença de um lençol freático</p><p>extenso, porém raso.</p><p>c) deverá regredir nos próximos anos,</p><p>devido ao regime de chuvas da região.</p><p>d) é um problema de pouca importância,</p><p>pois atinge poucas regiões do bioma.</p><p>e) pode ser evitada mantendo-se</p><p>a</p><p>vegetação nativa, que impede a</p><p>ocorrência desse fenômeno.</p><p>MATEMÁTICA: Trigonometria e</p><p>Progressões Aritmética e</p><p>Geométrica</p><p>1) (ENEM 2020) No Brasil, o tempo necessário</p><p>para um estudante realizar sua formação até a</p><p>diplomação em um curso superior, considerando</p><p>os 9 anos de ensino fundamental, os 3 anos do</p><p>ensino médio e os 4 anos de graduação (tempo</p><p>médio), é de 16 anos. No entanto, a realidade dos</p><p>brasileiros mostra que o tempo médio de estudo</p><p>de pessoas acima de 14 anos é ainda muito</p><p>pequeno, conforme apresentado na tabela.</p><p>Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 19 dez. 2012 (adaptado).</p><p>Considere que o incremento no tempo de estudo,</p><p>a cada período, para essas pessoas, se mantenha</p><p>constante até o ano 2050, e que se pretenda</p><p>chegar ao patamar de 70% do tempo necessário</p><p>à obtenção do curso superior dado</p><p>anteriormente.</p><p>42</p><p>O ano em que o tempo médio de estudo de</p><p>pessoas acima de 14 anos atingirá o percentual</p><p>pretendido será</p><p>a) 2018.</p><p>b) 2023.</p><p>c) 2031.</p><p>d) 2035.</p><p>e) 2043.</p><p>2) (ENEM 2015) Segundo o Instituto Brasileiro de</p><p>Geografia e Estatística (IBGE), produtos sazonais</p><p>são aqueles que apresentam ciclos bem definidos</p><p>de produção, consumo e preço. Resumidamente,</p><p>existem épocas do ano em que a sua</p><p>disponibilidade nos mercados varejistas ora é</p><p>escassa, com preços elevados, ora é abundante,</p><p>com preços mais baixos, o que ocorre no mês de</p><p>produção máxima da safra.</p><p>A partir de uma série histórica, observou-se que</p><p>o preço P, em reais, do quilograma de um certo</p><p>produto sazonal pode ser descrito pela função</p><p>onde x representa o mês do ano, sendo x=1</p><p>associado ao mês de janeiro, x=2 ao mês de</p><p>fevereiro, e assim sucessivamente, até x=12</p><p>associado ao mês de dezembro.</p><p>Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 2 ago. 2012 (adaptado).</p><p>Na safra, o mês de produção máxima desse</p><p>produto é</p><p>a) janeiro.</p><p>b) abril.</p><p>c) junho.</p><p>d) julho.</p><p>e) outubro.</p><p>3) (ENEM DIGITAL 2020) O isopor é um material</p><p>composto por um polímero chamado poliestireno.</p><p>Todos os produtos de isopor são 100% recicláveis,</p><p>assim como os plásticos em sua totalidade. O</p><p>gráfico mostra a quantidade de isopor, em</p><p>tonelada, que foi reciclada no Brasil nos anos de</p><p>2007, 2008 e 2009. Considere que o aumento da</p><p>quantidade de isopor reciclado ocorrida de 2008</p><p>para 2009 repita-se ano a ano de 2009 até 2013</p><p>e, a partir daí, a quantidade total reciclada</p><p>anualmente permaneça inalterada por um</p><p>período de 10 anos.</p><p>Disponível em: www.plastivida.org.br. Acesso em: 31 jul. 2012 (adaptado).</p><p>Qual é a quantidade prevista para reciclagem de</p><p>isopor, em tonelada, para o ano de 2020?</p><p>a) 21 840</p><p>b) 21 600</p><p>c) 13 440</p><p>d) 13 200</p><p>e) 9 800</p><p>4) (ENEM LIBRAS 2017) A figura ilustra uma</p><p>sequência de formas geométricas formadas por</p><p>palitos, segundo uma certa regra.</p><p>Continuando a sequência, segundo essa mesma</p><p>regra, quantos palitos serão necessários para</p><p>construir o décimo termo da sequência?</p><p>a) 30</p><p>b) 39</p><p>c) 40</p><p>d) 43</p><p>e) 57</p><p>5) (ENEM 2018) Em 2014 foi inaugurada a maior</p><p>roda-gigante do mundo, a High Roller, situada</p><p>em Las Vegas. A figura representa um esboço</p><p>dessa roda-gigante, no qual o ponto A</p><p>representa uma de suas cadeiras:</p><p>Disponível em: http://en.wikipedia.org. Acesso em: 22 abr. 2014</p><p>(adaptado).</p><p>43</p><p>A partir da posição indicada, em que o segmento</p><p>OA se encontra paralelo ao plano do solo,</p><p>rotaciona-se a High Roller no sentido</p><p>anti-horário, em torno do ponto O. Sejam t o</p><p>ângulo determinado pelo segmento OA em</p><p>relação à sua posição inicial, e f a função que</p><p>descreve a altura do ponto A, em relação ao solo,</p><p>em função de t.</p><p>Após duas voltas completas, f tem o seguinte</p><p>gráfico:</p><p>A expressão da função altura é dada por</p><p>a) 𝑓(𝑡) = 80𝑠𝑒𝑛(𝑡) + 88</p><p>b) 𝑓(𝑡) = 80𝑐𝑜𝑠(𝑡) + 88</p><p>c) 𝑓(𝑡) = 88𝑐𝑜𝑠(𝑡) + 168</p><p>d) 𝑓(𝑡) = 168𝑠𝑒𝑛(𝑡) + 88𝑐𝑜𝑠(𝑡)</p><p>e) 𝑓(𝑡) = 88𝑠𝑒𝑛(𝑡) + 168𝑐𝑜𝑠(𝑡)</p><p>6) (ENEM PPL 2019) Os movimentos</p><p>ondulatórios (periódicos) são representados por</p><p>equações do tipo que± 𝐴𝑠𝑒𝑛(𝑤𝑡 + θ)</p><p>apresentam parâmetros com significados físicos</p><p>importantes, tais como a frequência 𝑤 = 2π</p><p>𝑇</p><p>em que é o período; A é a amplitude ou𝑇</p><p>deslocamento máximo; θ é o ângulo de fase</p><p>que mede o deslocamento no eixo0 ≤ θ 0</p><p>deslocamento máximo e é a frequência, que seω</p><p>relaciona com o</p><p>período pela fórmula𝑇</p><p>.ω = 2π</p><p>𝑇</p><p>Considere a ausência de quaisquer forças</p><p>dissipativas.</p><p>45</p><p>A expressão algébrica que representa as</p><p>posições da massa m, ao longo do tempo, no𝑃(𝑡)</p><p>gráfico, é</p><p>a) − 3𝑐𝑜𝑠(2𝑡)</p><p>b) − 3𝑠𝑒𝑛(2𝑡)</p><p>c) 3𝑐𝑜𝑠(2𝑡)</p><p>d) − 6𝑐𝑜𝑠(2𝑡)</p><p>e) 6𝑠𝑒𝑛(2𝑡)</p><p>QUÍMICA: Termoquímica</p><p>1) (ENEM PPL 2014) A escolha de uma</p><p>determinada substância para ser utilizada como</p><p>combustível passa pela análise da poluição que</p><p>ela causa ao ambiente e pela quantidade de</p><p>energia liberada em sua combustão completa. O</p><p>quadro apresenta a entalpia de combustão de</p><p>algumas substâncias. As massas molares dos</p><p>elementos H, C e O são, respectivamente, iguais</p><p>a 1 g/mol, 12 g/mol e 16 g/mol.</p><p>Levando-se em conta somente o aspecto</p><p>energético, a substância mais eficiente para a</p><p>obtenção de energia, na combustão de 1 kg de</p><p>combustível, é o</p><p>a) Etano.</p><p>b) Etanol.</p><p>c) Metanol.</p><p>d) Acetileno.</p><p>e) Hidrogênio.</p><p>2) (ENEM 2020) Para garantir que produtos</p><p>eletrônicos estejam armazenados de forma</p><p>adequada antes da venda, algumas empresas</p><p>utilizam cartões indicadores de umidade nas</p><p>embalagens desses produtos. Alguns desses</p><p>cartões contêm um sal de cobalto que muda de</p><p>cor em presença de água, de acordo com a</p><p>equação química:</p><p>Como você procederia para reutilizar, num curto</p><p>intervalo de tempo, um cartão que já estivesse</p><p>com a coloração rosa?</p><p>a) Resfriaria no congelador.</p><p>b) Borrifaria com spray de água.</p><p>c) Envolveria com papel alumínio.</p><p>d) Aqueceria com secador de cabelos.</p><p>e) Embrulharia em guardanapo de papel.</p><p>3) (ENEM 2018) Por meio de reações químicas</p><p>que envolvem carboidratos, lipídeos e proteínas,</p><p>nossas células obtêm energia e produzem gás</p><p>carbônico e água. A oxidação da glicose no</p><p>organismo humano libera energia, conforme</p><p>ilustra a equação química, sendo que</p><p>aproximadamente 40% dela é disponibilizada</p><p>para atividade muscular.</p><p>C6H12O6(s)+6O2(g)→6CO2(g)+6H2O(l)</p><p>∆cH=-2800 kJ</p><p>Considere as massas molares (em g mol-1): H=1;</p><p>C=12; O=16.</p><p>LIMA, L. M.; FRAGA. C. A. M.; BARREIRO, E. J. Química na saúde. São</p><p>Paulo: Sociedade Brasileira de Química, 2010 (adaptado).</p><p>Na oxidação de 1,0 grama de glicose, a energia</p><p>obtida para atividade muscular, em quilojoule, é</p><p>mais próxima de</p><p>a) 6,2.</p><p>b) 15,6.</p><p>c) 70,0.</p><p>d) 622,2.</p><p>e) 1 120,0.</p><p>4) (ENEM 2015) O aproveitamento de resíduos</p><p>florestais vem se tornando cada dia mais</p><p>atrativo, pois eles são uma fonte renovável de</p><p>energia. A figura representa a queima de um</p><p>bio-óleo extraído do resíduo de madeira, sendo</p><p>ΔH1 a variação de entalpia devido à queima de</p><p>1g desse bio-óleo, resultando em gás carbônico e</p><p>água líquida, e ΔH2, a variação de entalpia</p><p>envolvida na conversão de 1g de água no estado</p><p>gasoso para o estado líquido.</p><p>46</p><p>A variação de entalpia, em kJ, para a queima de</p><p>5g desse bio-óleo resultando em CO2 (gasoso) e</p><p>H2O(gasoso) é:</p><p>a) -106</p><p>b) -94</p><p>c) -82</p><p>d) -21,2</p><p>e) -16,4</p><p>5) (ENEM 2016) O aquecimento de um material</p><p>por irradiação com micro-ondas ocorre por</p><p>causa da interação da onda eletromagnética</p><p>com o dipolo elétrico da molécula. Um</p><p>importante atributo do aquecimento por</p><p>micro-ondas é a absorção direta da energia pelo</p><p>material a ser aquecido. Assim, esse</p><p>aquecimento é seletivo e dependerá,</p><p>principalmente, da constante dielétrica e da</p><p>frequência de relaxação do material. O gráfico</p><p>mostra a taxa de aquecimento de cinco solventes</p><p>sob irradiação de micro-ondas.</p><p>O gráfico mostra a taxa de aquecimento de cinco</p><p>solventes sob irradiação de micro-ondas.</p><p>BARBOZA, A. C. R. N. et al. Aquecimento em forno de micro-ondas.</p><p>Desenvolvimento de alguns conceitos fundamentais. Química Nova, n. 6,</p><p>2001 (adaptado).</p><p>No gráfico, qual solvente apresenta taxa média</p><p>de aquecimento mais próxima de zero, no</p><p>intervalo de 0s a 40s?</p><p>a) HO2</p><p>b) CH3OH</p><p>c) CH3CH2OH</p><p>d) CH3CH2CH2OH</p><p>e) CH3CH2CH2CH2CH2CH3</p><p>6) (ENEM PPL 2016) Para comparar a eficiência</p><p>de diferentes combustíveis, costuma-se</p><p>determinar a quantidade de calor liberada na</p><p>combustão por mal ou grama de combustível. O</p><p>quadro mostra o valor de energia liberada na</p><p>combustão completa de alguns combustíveis.</p><p>As massas molares dos elementos H, C e O são</p><p>iguais a 1 g/mol, 12 g/mol e 16 g/mol,</p><p>respectivamente.</p><p>ATKIN, P. Princípios de química. Porto Alegre: Bookman, 2007</p><p>(adaptado).</p><p>Qual combustível apresenta maior liberação de</p><p>energia por grama?</p><p>a) Hidrogênio.</p><p>b) Etanol.</p><p>c) Metano.</p><p>d) Metanol.</p><p>e) Octano.</p><p>7) (ENEM 2010) O abastecimento de nossas</p><p>necessidades energéticas futuras dependerá</p><p>certamente do desenvolvimento de tecnologias</p><p>para aproveitar a energia solar com maior</p><p>eficiência. A energia solar é a maior fonte de</p><p>energia mundial. Num dia ensolarado, por</p><p>exemplo, aproximadamente 1 kJ de energia solar</p><p>atinge cada metro quadrado de superfície</p><p>terrestre por segundo. No entanto, o</p><p>aproveitamento dessa energia é difícil porque ela</p><p>é diluída (distribuída por uma área muito</p><p>extensa) e oscila com o horário e as condições</p><p>climáticas. O uso efetivo da energia solar</p><p>depende de formas de estocar a energia</p><p>coletada para o uso posterior.</p><p>BROWN, T. Química e Ciência Central. São Paulo: Pearson Prentice Hall,</p><p>2005.</p><p>47</p><p>Atualmente, uma das formas de se utilizar a</p><p>energia solar tem sido armazená-la pro meio de</p><p>processos químicos endotérmicos que mais tarde</p><p>podem ser revertidos para liberar calor.</p><p>Considerando a reação: CH4(g) + H2O + calor</p><p>CO(g) + 3 H2(g) e analisando-a como potencial</p><p>mecanismo para o aproveitamento posterior da</p><p>energia solar, conclui-se que se trata de uma</p><p>estratégia</p><p>a) insatisfatória, pois a reação apresentada</p><p>não permite que a energia presente no</p><p>meio externo seja absorvida pelo sistema</p><p>para ser utilizada posteriormente.</p><p>b) insatisfatória, uma vez que há formação</p><p>de gases poluentes e com potencial poder</p><p>explosivo, tornando-a uma reação</p><p>perigosa e de difícil controle.</p><p>c) insatisfatória, uma vez que a formação</p><p>do gás CO que não possui conteúdo</p><p>energético passível de ser aproveitado</p><p>posteriormente e é considerado um gás</p><p>poluente.</p><p>d) satisfatória, uma vez que a reação direta</p><p>ocorre com absorção de calor e promove</p><p>a formação das substâncias combustíveis</p><p>que poderão ser utilizadas</p><p>posteriormente para a obtenção de</p><p>energia e realização de trabalho útil.</p><p>e) satisfatória, uma vez que a reação direta</p><p>ocorre com liberação de calor havendo</p><p>ainda a formação das substâncias</p><p>combustíveis que poderão ser utilizadas</p><p>posteriormente para a obtenção de</p><p>energia a realização de trabalho útil.</p><p>8) (ENEM 2011) Um dos problemas dos</p><p>combustíveis que contêm carbono é que sua</p><p>queima produz dióxido de carbono. Portanto,</p><p>uma característica importante, ao se escolher um</p><p>combustível, é analisar seu calor de combustão</p><p>(Hcº) definido como a energia liberada na</p><p>queima completa de um mol de combustível no</p><p>estado padrão. O quadro seguinte relaciona</p><p>algumas substâncias que contêm carbono e seu</p><p>Hcº.</p><p>ATKINS, P. Princípios de Química. Bookman, 2007 (adaptado).</p><p>Neste contexto, qual dos combustíveis, quando</p><p>queimado completamente, libera mais dióxido de</p><p>carbono no ambiente pela mesma quantidade de</p><p>energia produzida?</p><p>a) Benzeno.</p><p>b) Metano.</p><p>c) Glicose.</p><p>d) Octano.</p><p>e) Etanol.</p><p>9) (ENEM 2010) No que tange à tecnologia de</p><p>combustíveis alternativos, muitos especialistas</p><p>em energia acreditam que os alcoóis vão crescer</p><p>em importância em um futuro próximo.</p><p>Realmente, alcoóis como metanol e etanol têm</p><p>encontrado alguns nichos para uso doméstico</p><p>como combustíveis há muitas décadas e,</p><p>recentemente, vêm obtendo uma aceitação cada</p><p>vez maior como aditivos, ou mesmo como</p><p>substitutos para gasolina em veículos. Algumas</p><p>das propriedades físicas desses combustíveis são</p><p>mostradas no quadro seguinte.</p><p>.BAIRD, C. Química Ambiental. São Paulo: Artmed, 1995 (adaptado).</p><p>Dados: Massas molares em g/mol: H = 1,0; C =</p><p>12,0; O = 16,0.</p><p>Considere que, em pequenos volumes, o custo de</p><p>produção de ambos os alcoóis seja o mesmo.</p><p>Dessa forma, do ponto de vista econômico, é</p><p>mais vantajoso utilizar</p><p>a) metanol, pois sua combustão completa</p><p>fornece, aproximadamente, 22,7 kJ de</p><p>energia por litro de combustível</p><p>queimado.</p><p>b) etanol, pois sua combustão completa</p><p>fornece, aproximadamente, 29,7 kJ de</p><p>energia por litro</p><p>de combustível</p><p>queimado.</p><p>c) metanol, pois sua combustão completa</p><p>fornece, aproximadamente, 17,9 MJ de</p><p>energia por litro de combustível</p><p>queimado.</p><p>d) etanol, pois sua combustão completa</p><p>fornece, aproximadamente, 23,5 MJ de</p><p>energia por litro de combustível</p><p>queimado.</p><p>e) etanol, pois sua combustão completa</p><p>fornece, aproximadamente, 33,7 MJ de</p><p>energia por litro de combustível</p><p>queimado.</p><p>48</p><p>10) (ENEM PPL 2009) A eficiência de um coletor</p><p>solar depende de uma série de variáveis. Na</p><p>tabela abaixo, são mostradas diferenças na</p><p>radiação solar incidente em diferentes capitais</p><p>brasileiras localizadas em ordem crescente da</p><p>latitude.</p><p>Energia útil avaliada como média anual para um</p><p>sistema de aquecimento de água via energia</p><p>solar. (Coletores solares inclinados de um ângulo</p><p>igual à latitude, acrescentados mais 10º)</p><p>*Energia útil média: índice de aproveitamento da</p><p>energia solar incidente.</p><p>Observação: o sistema de aquecimento conta</p><p>com uma área de 4 m2 de coletores solares.</p><p>LA ROVERE, E., et al. Economia e tecnologia da energia. Rio de Janeiro,</p><p>Editora Marco Zero/ Finep. p. 331. 1985 (adaptado).</p><p>Considerando os dados mostrados na tabela, na</p><p>transformação da energia luminosa, observa-se</p><p>que</p><p>a) a radiação solar média coletada</p><p>independe do tamanho da superfície de</p><p>captação do coletor solar.</p><p>b) a energia útil média, um índice a ser</p><p>considerado na comparação com outras</p><p>opções energéticas, decresce com o</p><p>aumento da latitude.</p><p>c) a diferença de radiação solar incidente</p><p>nas capitais listadas, apesar de ser maior</p><p>que 20%, deixa de ser determinante em</p><p>algumas situações.</p><p>d) as temperaturas alcançadas independem</p><p>da temperatura inicial da água no</p><p>processo de aquecimento da água por</p><p>meio de coletores solares.</p><p>e) Curitiba, entre as capitais citadas, é</p><p>inadequada para a utilização de energia</p><p>solar porque é a capital onde ocorrem as</p><p>maiores perdas de energia térmica para o</p><p>ambiente.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>49</p><p>50</p><p>BIOLOGIA: Ecologia</p><p>1) (ENEM PPL 2022) No ciclo biogeoquímico do</p><p>nitrogênio participam vários organismos vivos.</p><p>Um dos efeitos desse ciclo é aumentar a</p><p>disponibilidade dos compostos nitrogenados no</p><p>solo.</p><p>As minhocas participam desse ciclo quando</p><p>a) oxidam o nitrito a nitrato.</p><p>b) reduzem o nitrito a amônia.</p><p>c) oxidam a amônia liberada da matéria</p><p>orgânica.</p><p>d) transformam a matéria orgânica,</p><p>liberando amônia.</p><p>e) fixam o nitrogênio molecular presente no</p><p>ar atmosférico.</p><p>2) (ENEM PPL 2020) Os impactos ambientais das</p><p>usinas hidrelétricas são motivo de polêmica nas</p><p>discussões sobre desenvolvimento sustentável.</p><p>Embora usualmente relacionadas ao conceito de</p><p>“energia limpa” ou associadas à ideia de</p><p>“sustentabilidade”, essas usinas podem causar</p><p>vários problemas ambientais. Destaca-se a</p><p>proliferação de determinadas espécies aquáticas</p><p>em relação a outras, ocasionando a perda de</p><p>diversidade das comunidades de peixes</p><p>(ictiofauna) do local.</p><p>Disponível em: http://ciencia.hsw.com.br. Acesso em: 25 mar. 2013</p><p>(adaptado).</p><p>Em um primeiro momento, as mudanças na</p><p>composição dessas comunidades devem-se</p><p>a) às alterações nos hábitats causadas pela</p><p>construção das barragens.</p><p>b) à poluição das águas por substâncias</p><p>liberadas no funcionamento da usina.</p><p>c) ao aumento da concentração de CO2 na</p><p>água produzido pelo represamento do rio.</p><p>d) às emissões de gases de efeito estufa</p><p>pela decomposição da matéria orgânica</p><p>submersa.</p><p>e) aos impactos nas margens da barragem</p><p>em função da pressão exercida pela água</p><p>represada.</p><p>3) (ENEM PPL 2017) Dados compilados por</p><p>Jeremy Jackson, do Instituto Scripps de</p><p>Oceanografia (EUA), mostram que o declínio de</p><p>90% dos indivíduos de 11 espécies de tubarões do</p><p>Atlântico Norte, causado pelo excesso de pesca,</p><p>fez com que a população de uma arraia,</p><p>normalmente devorada por eles, explodisse para</p><p>40 milhões de indivíduos. Doce vingança: essa</p><p>horda de arraias é capaz de devorar 840 mil</p><p>toneladas de moluscos por ano, o que</p><p>provavelmente explica o colapso da antes</p><p>lucrativa pesca de mariscos na Baía de</p><p>Chesapeake (EUA).</p><p>LOPES, R. J. Nós, o asteroide. Revista Unesp Ciência, abr. 2010.</p><p>Disponível em: https://issuu.com. Acesso em: 9 maio 2017 (adaptado).</p><p>Qual das figuras representa a variação do</p><p>tamanho populacional de tubarões, arraias e</p><p>moluscos no Atlântico Norte, a partir do</p><p>momento em que a pesca de tubarões foi</p><p>iniciada (tempo zero)?</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>51</p><p>4) (ENEM PPL 2021) Uma das principais vítimas</p><p>do acelerado processo de deterioração causado</p><p>pela poluição e pela pesca predatória nos</p><p>oceanos são os recifes, que estão encontrando</p><p>nas modernas impressoras 3D um poderoso</p><p>aliado para sua recuperação. Cópias quase</p><p>perfeitas de recifes produzidas em laboratório</p><p>estão sendo colocadas no fundo dos mares para</p><p>recompor o que foi destruído. As primeiras</p><p>unidades estão submersas há quase um ano e já</p><p>foram povoadas por peixes, algas e milhares de</p><p>outras espécies marinhas que dependem dos</p><p>recifes para se alimentar e procriar.</p><p>NUNES, A. C. Natureza recriada em impressora 3D. Disponível em:</p><p>www.istoe.com.br. Acesso em: 25 jun. 2015 (adaptado).</p><p>Essa nova técnica para a proliferação das algas</p><p>é ecologicamente importante porque esses</p><p>organismos</p><p>a) são autótrofos, atuando como base da</p><p>cadeia alimentar marinha.</p><p>b) atuam como consumidores, possibilitando</p><p>a continuidade alimentar no hábitat.</p><p>c) apresentam diferentes pigmentos,</p><p>promovendo diversidade de cores nos</p><p>recifes artificiais.</p><p>d) produzem substâncias gelatinosas,</p><p>mantendo a integridade dos ninhos</p><p>existentes nos recifes.</p><p>e) são decompositores de parte dos recifes</p><p>artificiais, formando cavidades que</p><p>servirão de ninhos para animais.</p><p>5) (ENEM 2016) Um pesquisador investigou o</p><p>papel da predação por peixes na densidade e</p><p>tamanho das presas, como possível controle de</p><p>populações de espécies exóticas em costões</p><p>rochosos. No experimento colocou uma tela</p><p>sobre uma área da comunidade, impedindo o</p><p>acesso dos peixes ao alimento, e comparou o</p><p>resultado com uma área adjacente na qual os</p><p>peixes tinham acesso livre. O quadro apresenta</p><p>os resultados encontrados após 15 dias de</p><p>experimento.</p><p>O pesquisador concluiu corretamente que os</p><p>peixes controlam a densidade dos(as)</p><p>a) algas, estimulando seu crescimento.</p><p>b) cracas, predando especialmente animais</p><p>pequenos.</p><p>c) mexilhões, predando especialmente</p><p>animais pequenos.</p><p>d) quatro espécies testadas, predando</p><p>indivíduos pequenos</p><p>e) ascídias, apesar de não representarem os</p><p>menores organismos.</p><p>6) (ENEM 2015) O nitrogênio é essencial para a</p><p>vida e o maior reservatório global desse</p><p>elemento, na forma de N2, é a atmosfera. Os</p><p>principais responsáveis por sua incorporação na</p><p>matéria orgânica são microrganismos fixadores</p><p>de N2, que ocorrem de forma livre ou simbiontes</p><p>com plantas.</p><p>ADUAN, R. E. et al. Os grandes ciclos biogeoquímicos do planeta.</p><p>Planaltina: Embrapa, 2004 (adaptado).</p><p>Animais garantem suas necessidades</p><p>metabólicas desse elemento pela</p><p>a) absorção do gás nitrogênio pela</p><p>respiração.</p><p>b) ingestão de moléculas de carboidratos</p><p>vegetais.</p><p>c) incorporação de nitritos dissolvidos na</p><p>água consumida.</p><p>d) transferência da matéria orgânica pelas</p><p>cadeias tróficas.</p><p>e) protocooperação com microrganismos</p><p>fixadores de nitrogênio.</p><p>7) (ENEM 2008) Um grupo de ecólogos esperava</p><p>encontrar aumento de tamanho das acácias,</p><p>árvores preferidas de grandes mamíferos</p><p>herbívoros africanos, como girafas e elefantes, já</p><p>que a área estudada era cercada para evitar a</p><p>entrada desses herbívoros. Para espanto dos</p><p>cientistas, as acácias pareciam menos viçosas, o</p><p>que os levou a compará-las com outras de duas</p><p>áreas de savana: uma área na qual os herbívoros</p><p>circulam livremente e fazem podas regulares nas</p><p>acácias, e outra de onde eles foram retirados há</p><p>15 anos. O esquema a seguir mostra os</p><p>resultados observados nessas duas áreas.</p><p>52</p><p>Internet: (com adaptações).</p><p>De acordo com as informações acima,</p><p>a) a presença de populações de grandes</p><p>mamíferos herbívoros provoca o declínio</p><p>das acácias.</p><p>b) os hábitos de alimentação constituem um</p><p>padrão de comportamento que os</p><p>herbívoros aprendem pelo uso, mas que</p><p>esquecem pelo desuso.</p><p>c) as</p><p>formigas da espécie 1 e as acácias</p><p>mantêm uma relação benéfica para</p><p>ambas.</p><p>d) os besouros e as formigas da espécie 2</p><p>contribuem para a sobrevivência das</p><p>acácias.</p><p>e) a relação entre os animais herbívoros, as</p><p>formigas e as acácias é a mesma que</p><p>ocorre entre qualquer predador e sua</p><p>presa.</p><p>8) (ENEM PPL 2016) Suponha que um pesticida</p><p>lipossolúvel que se acumula no organismo após</p><p>ser ingerido tenha sido utilizado durante anos na</p><p>região do Pantanal, ambiente que tem uma de</p><p>suas cadeias alimentares representadas no</p><p>esquema:</p><p>PLÂNCTON → PULGA-D’ÁGUA → LAMBARI →</p><p>PIRANHA → TUIUIÚ</p><p>Um pesquisador avaliou a concentração do</p><p>pesticida nos tecidos de lambaris da região e</p><p>obteve um resultado de 6,1 partes por milhão</p><p>(ppm).</p><p>Qual será o resultado compatível com a</p><p>concentração do pesticida (em ppm) nos tecidos</p><p>dos outros componentes da cadeia alimentar?</p><p>a)</p><p>PLÂNCTON PULGA-D’ÁGUA PIRANHA TUIUIÚ</p><p>15,1 10,3 4,3 1,2</p><p>b)</p><p>PLÂNCTON PULGA-D’ÁGUA PIRANHA TUIUIÚ</p><p>6,1 6,1 6,1 6,1</p><p>c)</p><p>PLÂNCTON PULGA-D’ÁGUA PIRANHA TUIUIÚ</p><p>2,1 4,3 10,4 14,3</p><p>d)</p><p>PLÂNCTON PULGA-D’ÁGUA PIRANHA TUIUIÚ</p><p>2,1 3,9 4,1 2,3</p><p>e)</p><p>PLÂNCTON PULGA-D’ÁGUA PIRANHA TUIUIÚ</p><p>8,8 5,8 5,3 9,6</p><p>9) (ENEM PPL 2021) Segundo a propaganda de</p><p>uma rede de hotéis, "milhões de toneladas de</p><p>detergentes são lançados na natureza para a</p><p>lavagem de toalhas utilizadas uma única vez".</p><p>Num projeto para reduzir os impactos ambientais</p><p>da lavagem de toalhas, além de incentivar a sua</p><p>reutilização, a rede implementou melhorias no</p><p>processo de lavagem e substituição dos</p><p>surfactantes sintéticos por biossurfactantes.</p><p>A vantagem do uso de biossurfactantes na rede</p><p>de hotéis seria</p><p>a) aumentar a maciez e durabilidade das</p><p>toalhas.</p><p>b) diminuir o consumo de água utilizada na</p><p>lavagem.</p><p>c) economizar com a compra de produtos de</p><p>limpeza.</p><p>d) incrementar a desinfecção no processo de</p><p>lavagem.</p><p>e) reduzir a contaminação ambiental por</p><p>resíduos de limpeza.</p><p>10) (ENEM PPL 2020) Gralha-do-cerrado</p><p>(Cyanocorax cristatellus) é uma espécie de ave</p><p>que tem um característico topete frontal</p><p>alongado, plumagem azul-escura, parte posterior</p><p>do pescoço e garganta pretos, barriga e ponta</p><p>da cauda brancas. Alcança até 35 centímetros de</p><p>comprimento. A espécie é onívora e sua ampla</p><p>dieta inclui frutos, insetos, sementes, pequenos</p><p>répteis e ovos de outras espécies de aves.</p><p>SICK, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997</p><p>(adaptado).</p><p>53</p><p>Além das características morfológicas do animal,</p><p>a descrição da gralha-do-cerrado diz respeito a</p><p>seu</p><p>a) hábitat.</p><p>b) ecótopo.</p><p>c) nível trófico.</p><p>d) nicho ecológico.</p><p>e) ecossistema.</p><p>FÍSICA: Ondulatória</p><p>1) (ENEM 2022) O sinal sonoro oriundo da queda</p><p>de um grande bloco de gelo de uma geleira é</p><p>detectado por dois dispositivos situados em um</p><p>barco, sendo que o detector A está imerso em</p><p>água e o B, na proa da embarcação. Sabe-se que</p><p>a velocidade do som na água é de 1 540 m/s e no</p><p>ar é de 340 m/s .</p><p>Os gráficos indicam, em tempo real, o sinal</p><p>sonoro detectado pelos dois dispositivos, os</p><p>quais foram ligados simultaneamente em um</p><p>instante anterior à queda do bloco de gelo. Ao</p><p>comparar pontos correspondentes desse sinal em</p><p>cada dispositivo, é possível obter informações</p><p>sobre a onda sonora.</p><p>A distância L, em metro, entre o barco e a geleira</p><p>é mais próxima de</p><p>a) intensidade sonora do som de cada</p><p>instrumento musical.</p><p>b) potência sonora do som emitido pelos</p><p>diferentes instrumentos musicais.</p><p>c) diferente velocidade de propagação do</p><p>som emitido por cada instrumento</p><p>musical.</p><p>d) timbre do som, que faz com que os</p><p>formatos das ondas de cada instrumento</p><p>sejam diferentes.</p><p>e) altura do som, que possui diferentes</p><p>frequências para diferentes instrumentos</p><p>musicais.</p><p>2) (ENEM PPL 2013) Em um violão afinado,</p><p>quando se toca a corda Lá com seu comprimento</p><p>efetivo (harmônico fundamental), o som</p><p>produzido tem frequência de 440 Hz.</p><p>Se a mesma corda do violão é comprimida na</p><p>metade do seu comprimento, a frequência do</p><p>novo harmônico</p><p>a) se reduz à metade, porque o</p><p>comprimento de onda dobrou.</p><p>b) dobra, porque o comprimento de onda foi</p><p>reduzido à metade.</p><p>c) quadruplica, porque o comprimento de</p><p>onda foi reduzido à metade.</p><p>d) quadruplica, porque o comprimento de</p><p>onda foi reduzido à quarta parte.</p><p>e) não se modifica, porque é uma</p><p>característica independente do</p><p>comprimento da corda que vibra.</p><p>3) (ENEM 2014) Quando adolescente, as nossas</p><p>tardes, após as aulas, consistiam em tomar às</p><p>mãos o violão e o dicionário de acordes de Almi</p><p>Cherdiak e dasfiar nosso amigo Hamilton a</p><p>descobrir, apenas ouvindo o acorde, quais notas</p><p>eram escolhidas. Sempre perdíamos a aposta, ele</p><p>possui o ouvido absoluto.</p><p>O ouvido absoluto é uma característica</p><p>perceptual de poucos indivíduos capazes de</p><p>identificar notas isoladas sem outras referências,</p><p>isto é, sem precisar relacioná-las com outras</p><p>notas de uma melodia.</p><p>LENT, R. O cérebro do meu professor de acordeão. Disponível em:</p><p>http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 15 ago. 2012 (adaptado).</p><p>No contexto apresentado, a propriedade física</p><p>das ondas que permite essa distinção entre as</p><p>notas é a</p><p>a) frequência.</p><p>b) intensidade.</p><p>c) forma de onda.</p><p>d) amplitude de onda.</p><p>e) velocidade de propagação.</p><p>54</p><p>4) (ENEM 2020) Os fones de ouvido tradicionais</p><p>transmitem a música diretamente para os nossos</p><p>ouvidos. Já os modelos dotados de tecnologia</p><p>redutora de ruído — Cancelamento de Ruído (CR)</p><p>— além de transmitirem música, também</p><p>reduzem todo ruído inconsistente à nossa volta,</p><p>como o barulho de turbinas de avião e</p><p>aspiradores de pó. Os fones de ouvido CR não</p><p>reduzem realmente barulhos irregulares como</p><p>discursos e choros de bebês. Mesmo assim, a</p><p>supressão do ronco das turbinas do avião</p><p>contribui para reduzir a “fadiga de ruído”, um</p><p>cansaço persistente provocado pela exposição a</p><p>um barulho alto por horas a fio. Esses aparelhos</p><p>também permitem que nós ouçamos músicas ou</p><p>assistamos a vídeos no trem ou no avião a um</p><p>volume muito menor (e mais seguro).</p><p>Disponível em: http://tecnologia.uol.com.br, Acesso em: 21 abr, 2015</p><p>(adaptado).</p><p>A tecnologia redutora de ruído CR utilizada na</p><p>produção de fones de ouvido baseia-se em qual</p><p>fenômeno ondulatório?</p><p>a) Absorção.</p><p>b) Interferência.</p><p>c) Polarização.</p><p>d) Reflexão.</p><p>e) Difração.</p><p>5) (ENEM PPL 2018) O princípio básico de</p><p>produção de imagens em equipamentos de</p><p>ultrassonografia é a produção de ecos. O</p><p>princípio pulso-eco refere-se à emissão de um</p><p>pulso curto de ultrassom que atravessa os</p><p>tecidos do corpo.</p><p>No processo de interação entre o som e órgãos</p><p>ou tecidos, uma das grandezas relevantes é a</p><p>impedância acústica, relacionada à resistência</p><p>do meio à passagem do som, definida pelo</p><p>produto da densidade (p) do material pela</p><p>velocidade (v) do som nesse meio. Quanto maior</p><p>a diferença de impedância acústica entre duas</p><p>estruturas, maior será a intensidade de reflexão</p><p>do pulso e mais facilmente será possível</p><p>diferenciá-las. A tabela mostra os diferentes</p><p>valores de densidade e velocidade para alguns</p><p>órgãos ou tecidos.</p><p>CAVALCANTE, M. A.; PEÇANHA, R.; LEITE, V. F. Princípios básicos de</p><p>imagens ultrassônicas e a determinação da velocidade do som no ar</p><p>através do eco. Física na Escola, n. 1, 2012 (adaptado).</p><p>Em uma imagem de ultrassom, as estruturas</p><p>mais facilmente diferenciáveis são</p><p>a) osso e gordura.</p><p>b) cérebro e osso.</p><p>c) gordura e cérebro.</p><p>d) músculo e cérebro.</p><p>e) gordura e músculo.</p><p>6) (ENEM PPL 2012) Os fornos domésticos de</p><p>micro-ondas trabalham com uma frequência de</p><p>ondas eletromagnéticas que atuam fazendo</p><p>rotacionar as moléculas de água, gordura e</p><p>açúcar e, consequentemente, fazendo com que o</p><p>alimentos sejam aquecidos. Os telefones sem fio</p><p>também usam ondas eletromagnéticas na</p><p>transmissão do sinal. As especificações técnicas</p><p>desses aparelhos são informadas nos quadros 1 e</p><p>2, retirados de seus manuais.</p><p>O motivo de a radiação do telefone não aquecer</p><p>como a do micro-ondas é que</p><p>a) o ambiente no qual o telefone funciona é</p><p>aberto.</p><p>b) a frequência de alimentação é 60 Hz para</p><p>os dois aparelhos.</p><p>c) a potência do telefone sem fio é menor</p><p>que a do forno.</p><p>d) o interior do forno reflete as micro-ondas</p><p>e as concentra.</p><p>e) a modulação das ondas no forno</p><p>é maior</p><p>do que no telefone.</p><p>7) (ENEM 2014) Ao sintonizarmos uma estação</p><p>de rádio ou um canal de TV em um aparelho,</p><p>estamos alterando algumas características</p><p>elétricas de seu circuito receptor. Das inúmeras</p><p>ondas eletromagnéticas que chegam</p><p>simultaneamente ao receptor, somente aquelas</p><p>que oscilam com determinada frequência</p><p>resultarão em máxima absorção de energia.</p><p>55</p><p>O fenômeno descrito é a</p><p>a) difração.</p><p>b) refração.</p><p>c) polarização.</p><p>d) interferência.</p><p>e) ressonância.</p><p>8) (ENEM PPL 2014) O sonar é um equipamento</p><p>eletrônico que permite a localização de objetos e</p><p>a medida de distâncias no fundo do mar, pela</p><p>emissão de sinais sônicos e ultrassônicos e a</p><p>recepção dos respectivos ecos. O fenômeno do</p><p>eco corresponde à reflexão de uma onda sonora</p><p>por um objeto, a qual volta ao receptor pouco</p><p>tempo depois de o som ser emitido. No caso do</p><p>ser humano, o ouvido é capaz de distinguir sons</p><p>separados por, no mínimo, 0,1 segundo</p><p>Considerando uma condição em que a</p><p>velocidade do som no ar é 340 m/s, qual é a</p><p>distância mínima a que uma pessoa deve estar</p><p>de um anteparo refletor para que se possa</p><p>distinguir o eco do som emitido?</p><p>a) 17 m</p><p>b) 34 m</p><p>c) 68 m</p><p>d) 1 700 m</p><p>e) 3 400 m</p><p>9) (ENEM 2015) Certos tipos de superfícies na</p><p>natureza podem refletir luz de forma a gerar um</p><p>efeito de arco-íris. Essa característica é</p><p>conhecida como iridescência e ocorre por causa</p><p>do fenômeno da interferência de película fina. A</p><p>figura ilustra o esquema de uma fina camada</p><p>iridescente de óleo sobre uma poça d’água. Parte</p><p>do feixe de luz branca incidente (1) reflete na</p><p>interface ar/óleo e sofre inversão de fase (2) , o</p><p>que equivale a uma mudança de meio</p><p>comprimento de onda. A parte refratada do feixe</p><p>(3) incide na interface óleo/água e sofre reflexão</p><p>sem inversão de fase (4). O observador indicado</p><p>enxergará aquela região do filme com coloração</p><p>equivalente à do comprimento de onda que sofre</p><p>interferência completamente construtiva entre os</p><p>raios (2) e (5) , mas essa condição só é possível</p><p>para uma espessura mínima da película.</p><p>Considere que o caminho percorrido em (3) e (4)</p><p>corresponde ao dobro da espessura E da película</p><p>de óleo.</p><p>Disponível em: http://2011.igem.org. Acesso em: 18 nov. 2014 (adaptado).</p><p>Expressa em termos do comprimento de onda (λ),</p><p>a espessura mínima é igual a</p><p>a)</p><p>λ</p><p>4</p><p>b)</p><p>λ</p><p>2</p><p>c)</p><p>3λ</p><p>4</p><p>d) λ</p><p>e) 2λ</p><p>10) (ENEM 2015) A radiação ultravioleta (UV) é</p><p>dividida, de acordo com três faixas de</p><p>frequência, em UV-A, UV-B e UV-C, conforme a</p><p>figura.</p><p>Para selecionar um filtro solar que apresente</p><p>absorção máxima na faixa UV-B, uma pessoa</p><p>analisou os espectros de absorção da radiação</p><p>UV de cinco filtros solares:</p><p>Considere: velocidade da luz = 3,0×108 m/s e 1 nm</p><p>= 1,0×10-9 m.</p><p>O filtro solar que a pessoa deve selecionar é o</p><p>a) V.</p><p>b) IV.</p><p>c) III.</p><p>d) II.</p><p>e) I.</p><p>56</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Funções da Linguagem e</p><p>Gêneros Textuais</p><p>1) (ENEM 2022)</p><p>Assentamento</p><p>Assentamento</p><p>Zanza daqui</p><p>Zanza pra acolá</p><p>Fim de feira, periferia afora</p><p>A cidade não mora mais em mim</p><p>Francisco, Serafim</p><p>Vamos embora</p><p>Ver o capim</p><p>Ver o baobá</p><p>Vamos ver a campina quando flora</p><p>A piracema, rios contravim</p><p>Binho, Bel, Bia, Quim</p><p>Vamos embora</p><p>Quando eu morrer</p><p>Cansado de guerra</p><p>Morro de bem</p><p>Com a minha terra:</p><p>Cana, caqui</p><p>Inhame, abóbora</p><p>Onde só vento se semeava outrora</p><p>Amplidão, nação, sertão sem fim</p><p>Ó Manuel, Miguilim</p><p>Vamos embora</p><p>BUARQUE, C. As cidades. Rio de Janeiro: RCA, 1998 (fragmento).</p><p>Nesse texto, predomina a função poética da</p><p>linguagem. Entretanto, a função emotiva pode</p><p>ser identificada no verso:</p><p>a) “Zanza pra acolá”.</p><p>b) “Fim de feira, periferia afora”.</p><p>c) “A cidade não mora mais em mim”.</p><p>d) "Onde só vento se semeava outrora”.</p><p>e) “Ó Manuel, Miguilim”.</p><p>2) (ENEM 2022) Ela era linda. Gostava de dançar,</p><p>fazia teatro em São Paulo e sonhava ser atriz em</p><p>Hollywood. Tinha 13 anos quando ganhou uma</p><p>câmera de vídeo – e uma irmã. As duas se</p><p>tornaram suas companheiras de</p><p>experimentações. Adolescente, Elena vivia a criar</p><p>filminhos e se empenhava em dirigir a pequena</p><p>Petra nas cenas que inventava. Era exigente com</p><p>a irmã. E acreditava no potencial da menina para</p><p>satisfazer seus arroubos de diretora precoce. Por</p><p>cinco anos, integrou algumas das melhores</p><p>companhias paulistanas de teatro e participou</p><p>de preleções para filmes e trabalhos na TV.</p><p>Nunca foi chamada. No início de 1990, Elena</p><p>tinha 20 anos quando se mudou para Nova York</p><p>para cursar artes cênicas e batalhar uma chance</p><p>no mercado americano. Deslocada, ansiosa,</p><p>frustrada após alguns testes de elenco</p><p>malsucedidos, decepcionada com a ausência de</p><p>reconheci mento e vitimada por uma depressão</p><p>que se agravava com a falta de perspectivas,</p><p>Elena pôs fim à vida no segundo semestre. Petra</p><p>tinha 7 anos. Vinte anos depois, é ela, a irmã</p><p>caçula, que volta a Nova York para percorrer os</p><p>últimos passos da irmã, vasculhar seus arquivos</p><p>e transformar suas memórias em imagem e</p><p>poesia.</p><p>Elena é um filme sobre a irmã que parte e sobre</p><p>a irmã que fica. É um filme sobre a busca, a</p><p>perda, a saudade, mas também sobre o</p><p>encontro, o legado, a memória. Um filme sobre a</p><p>Elena de Petra e sobre a Petra de Elena, sobre o</p><p>que ficou de uma na outra e, essencialmente, um</p><p>filme sobre a delicadeza.</p><p>VANUCHI, C. Época, 19 out. 2012 (adaptado)</p><p>O texto é exemplar de um gênero discursivo que</p><p>cumpre a função social de</p><p>a) narrar, por meio de imagem e poesia,</p><p>cenas da vida das irmãs Petra e Elena.</p><p>b) descrever, por meio das memórias de</p><p>Petra, a separação de duas irmãs.</p><p>c) sintetizar, por meio das principais cenas</p><p>do filme, a história de Elena.</p><p>d) lançar, por meio da história de vida do</p><p>autor, um filme autobiográfico.</p><p>e) avaliar, por meio de análise crítica, o</p><p>filme em referência.</p><p>3) (ENEM PPL 2021) Anatomia</p><p>Qual a matéria do poema?</p><p>A fúria do tempo com suas unhas e algemas?</p><p>Qual a semente do poema?</p><p>A fornalha da alma com os seus divinos dilemas?</p><p>Qual a paisagem do poema?</p><p>A selva da língua com suas feras e fonemas?</p><p>Qual o destino do poema?</p><p>O poço da página com suas pedras e gemas?</p><p>57</p><p>Qual o sentido do poema?</p><p>O sol da semântica com suas sombras pequenas?</p><p>Qual a pátria do poema?</p><p>O caos da vida e a vida apenas?</p><p>CAETANO, A. Disponível em: www.antoniomiranda.com.br. Acesso em: 27</p><p>set. 2013 (fragmento).</p><p>Além da função poética, predomina no poema a</p><p>função metalinguística, evidenciada</p><p>a) pelo uso de repetidas perguntas retóricas.</p><p>b) pelas dúvidas que inquietam o eu lírico.</p><p>c) pelos usos que se fazem das figuras de</p><p>linguagem.</p><p>d) pelo fato de o poema falar de si mesmo</p><p>como linguagem.</p><p>e) pela prevalência do sentido poético como</p><p>inquietação existencial.</p><p>4) (ENEM PPL 2022)</p><p>O lobo que não é mau</p><p>A primeira coisa a saber é que o guará não é, na</p><p>verdade, um lobo. Embora seja o maior canídeo</p><p>silvestre da América do Sul, sua espécie</p><p>(Chrysocyon brachyurus) é de difícil classificação.</p><p>Alguns cientistas dizem que é parente das</p><p>raposas, outros, que é parente do</p><p>cachorro-vinagresul-americano. Mas, de lobo</p><p>mesmo, ele não tem nada. Além disso, é um</p><p>animal onívoro. Porém, em algumas regiões, a</p><p>sua dieta chega a quase 70% de frutas,</p><p>especialmente da lobeira, uma árvore típica das</p><p>savanas brasileiras, que contribui para a saúde</p><p>do animal, prevenindo um tipo de verminose que</p><p>ataca os rins do guará.</p><p>O lobo-guará não é um animal perigoso ao</p><p>homem. Não existe nenhum registro, em toda a</p><p>história, de um guará que tenha atacado uma</p><p>pessoa, mas, ainda assim, são vistos como</p><p>“maléficos”. Por quê? Porque, em ambientes</p><p>degradados, o lobo, para sobreviver, acaba</p><p>atacando galinheiros ou comendo aves que são</p><p>criadas soltas. Com a desculpa de “proteger sua</p><p>criação”, pessoas com baixo nível de consciência</p><p>ecológica acabam matando os animais.</p><p>Se não bastassem a matança e a destruição de</p><p>ambientes naturais, o lobo-guará ainda</p><p>apresenta grande índice de morte por</p><p>atropelamento em estradas.</p><p>O fato é que o lobo-guará precisa de nós mais do</p><p>que nunca na história.</p><p>FERRAREZI JR., C. Revista QShow, n. 20, nov. 2015 (adaptado).</p><p>Esse texto de divulgação científica utiliza como</p><p>principal estratégia argumentativa a</p><p>a) sedução, mostrando o lado delicado e</p><p>afetuoso do animal por meio da negação</p><p>de</p><p>seu nome popular.</p><p>b) comoção, relatando a perseguição que o</p><p>animal sofre constantemente pelos</p><p>fazendeiros com baixo grau de instrução.</p><p>c) intertextualidade, buscando contraponto</p><p>numa famosa história infantil,</p><p>confrontada com dados concretos e fatos</p><p>históricos.</p><p>d) chantagem, modificando a verdadeira</p><p>índole do lobo-guará para proteger as</p><p>criações de animais domésticos em áreas</p><p>degradadas.</p><p>e) intimidação, explorando os efeitos de</p><p>sentido desencadeados pelo uso de</p><p>palavras como “matança”, “perigoso”,</p><p>“degradados” e “atacando”.</p><p>5) (ENEM PPL 2022)</p><p>Trechos do discurso de Ulysses Guimarães na</p><p>promulgação da Constituição em 1988</p><p>Senhoras e senhores constituintes.</p><p>Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as</p><p>reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A</p><p>Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São</p><p>palavras constantes do discurso de posse como</p><p>presidente da Assembleia Nacional Constituinte.</p><p>Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à</p><p>Constituição, a Nação mudou. A Constituição</p><p>mudou na sua elaboração, mudou na definição</p><p>dos Poderes. Mudou restaurando a federação,</p><p>mudou quando quer mudar o homem cidadão. E</p><p>é só cidadão quem ganha justo e suficiente</p><p>salário, lê e escreve, mora, tem hospital e</p><p>remédio, lazer quando descansa.</p><p>A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o</p><p>fizemos com amor, aplicação e sem medo.</p><p>A Constituição certamente não é perfeita. Ela</p><p>própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto</p><p>a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir,</p><p>jamais. Afrontá-la, nunca.</p><p>Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios,</p><p>promulgamos o Estatuto do Homem, da</p><p>Liberdade e da Democracia, bradamos por</p><p>imposição de sua honra.</p><p>58</p><p>Nós, os legisladores, ampliamos os nossos</p><p>deveres. Teremos de honrá-los. A Nação repudia</p><p>a preguiça, a negligência e a inépcia.</p><p>O povo é o superlegislador habilitado a rejeitar</p><p>pelo referendo os projetos aprovados pelo</p><p>Parlamento.</p><p>Não é a Constituição perfeita, mas será útil,</p><p>pioneira, desbravadora.</p><p>Termino com as palavras com que comecei esta</p><p>fala.</p><p>A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A</p><p>Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a</p><p>voz, a letra, a vontade política da sociedade</p><p>rumo à mudança.</p><p>Que a promulgação seja o nosso grito.</p><p>Mudar para vencer. Muda, Brasil!</p><p>Disponível em: www.senadofederal.br. Acesso em: 30 out. 2021.</p><p>O discurso de Ulysses Guimarães apresenta</p><p>características de duas funções da linguagem:</p><p>ora revela a subjetividade de quem vive um</p><p>momento histórico, ora busca informar a</p><p>população sobre a Carta Magna. Essas duas</p><p>funções manifestam-se, respectivamente, nos</p><p>trechos:</p><p>a) “São palavras constantes do discurso de</p><p>posse como presidente da Assembleia</p><p>Nacional Constituinte.” e “A Constituição</p><p>pretende ser a voz, a letra, a vontade</p><p>política da sociedade rumo à mudança”.</p><p>b) “Nós o fizemos com amor, aplicação e</p><p>sem medo.” e “A Constituição mudou na</p><p>sua elaboração, mudou na definição dos</p><p>Poderes”.</p><p>c) “Quando, após tantos anos de lutas e</p><p>sacrifícios, promulgamos o Estatuto do</p><p>Homem, da Liberdade e da Democracia,</p><p>bradamos por imposição de sua honra.” e</p><p>“Nós, os legisladores, ampliamos os</p><p>nossos deveres. Teremos de honrá-los”.</p><p>d) “O povo é o superlegislador habilitado a</p><p>rejeitar pelo referendo os projetos</p><p>aprovados pelo Parlamento.” e “Termino</p><p>com as palavras com que comecei esta</p><p>fala”.</p><p>e) “Não é a Constituição perfeita, mas será</p><p>útil, pioneira, desbravadora.” e “Que a</p><p>promulgação seja o nosso grito”.</p><p>6) (ENEM PPL 2010)</p><p>Expressões Idiomáticas</p><p>Expressões idiomáticas ou idiomatismo são</p><p>expressões que se caracterizam por não</p><p>identificar seu significado através de suas</p><p>palavras individuais ou no sentido literal. Não é</p><p>possível traduzi–las em outra língua e se</p><p>originam de gírias e culturas de cada região. Nas</p><p>diversas regiões do país, há várias expressões</p><p>idiomáticas que integram os chamados dialetos.</p><p>Disponível em: www.brasilescola.com. Acesso em: 24 abr. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>O texto esclarece o leitor sobre as expressões</p><p>idiomáticas, utilizando-se de um recurso</p><p>metalinguístico que se caracteriza por</p><p>a) influenciar o leitor sobre atitudes a serem</p><p>tomadas em relação ao preconceito</p><p>contra os falantes que utilizam</p><p>expressões idiomáticas.</p><p>b) externar atitudes preconceituosas em</p><p>relação às classes menos favorecidas que</p><p>utilizam expressões idiomáticas.</p><p>c) divulgar as várias expressões idiomáticas</p><p>existentes e controlar a atenção do</p><p>interlocutor, ativando o canal de</p><p>comunicação entre ambos.</p><p>d) definir o que são expressões idiomáticas</p><p>e como elas fazem parte do cotidiano do</p><p>falante pertencente a grupos regionais</p><p>diferentes.</p><p>e) preocupar-se em elaborar esteticamente</p><p>os sentidos das expressões idiomáticas</p><p>existentes em regiões distintas.</p><p>7) (ENEM 2010) A biosfera, que reúne todos os</p><p>ambientes onde se desenvolvem os seres vivos,</p><p>se divide em unidades menores chamadas</p><p>ecossistemas, que podem ser uma tem múltiplos</p><p>mecanismos que regulam o número de</p><p>organismos dentro dele, controlando sua</p><p>reprodução, crescimento e migrações.</p><p>DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.</p><p>Predomina no texto a função da linguagem</p><p>a) emotiva, porque o autor expressa seu</p><p>sentimento em relação à ecologia.</p><p>b) fática, porque o texto testa o</p><p>funcionamento do canal de comunicação.</p><p>c) poética, porque o texto chama a atenção</p><p>para os recursos de linguagem.</p><p>d) conativa, porque o texto procura orientar</p><p>comportamentos do leitor.</p><p>e) referencial, porque o texto trata de</p><p>noções e informações conceituais.</p><p>59</p><p>8) (ENEM 2014)</p><p>O exercício da crônica</p><p>Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa</p><p>fiada, como faz um cronista; não a prosa de um</p><p>ficcionista na qual este é levado meio a tapas</p><p>pelas personagens e situações que, azar dele,</p><p>criou porque quis. Com um prosador do</p><p>cotidiano, a coisa fia mais fina. Senta-se ele</p><p>diante de sua máquina, olha através da janela e</p><p>busca fundo em sua imaginação um fato</p><p>qualquer, de preferência colhido no noticiário</p><p>matutino, ou da véspera, em que, com as suas</p><p>artimanhas peculiares, possa injetar um sangue</p><p>novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de</p><p>olhar em torno e esperar que, através de um</p><p>processo associativo, surja-lhe de repente a</p><p>crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida</p><p>emocionalmente despertados pela concentração.</p><p>Ou então, em última instância, recorrer ao</p><p>assunto da falta de assunto, já bastante gasto,</p><p>mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o</p><p>inesperado.</p><p>MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo:</p><p>Cia. das Letras, 1991.</p><p>Predomina nesse texto a função da linguagem</p><p>que se constitui</p><p>a) nas diferenças entre o cronista e o</p><p>ficcionista.</p><p>b) nos elementos que servem de inspiração</p><p>ao cronista.</p><p>c) nos assuntos que podem ser tratados em</p><p>uma crônica.</p><p>d) no papel da vida do cronista no processo</p><p>de escrita da crônica.</p><p>e) nas dificuldades de se escrever uma</p><p>crônica por meio de uma crônica.</p><p>9) (ENEM 2012)</p><p>Desabafo</p><p>Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma</p><p>cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não</p><p>dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica</p><p>manhã de segunda-feira. A começar pela luz</p><p>acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis</p><p>recados para serem respondidos na secretária</p><p>eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar</p><p>que venceram ontem. Estou nervoso. Estou</p><p>zangado.</p><p>CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento).</p><p>Nos textos em geral, é comum a manifestação</p><p>simultânea de várias funções da linguagem, com</p><p>o predomínio, entretanto, de uma sobre as</p><p>outras. No fragmento da crônica Desabafo, a</p><p>função da linguagem predominante é a emotiva</p><p>ou expressiva, pois</p><p>a) o discurso do enunciador tem como foco</p><p>o próprio código.</p><p>b) a atitude do enunciador se sobrepõe</p><p>àquilo que está sendo dito.</p><p>c) o interlocutor é o foco do enunciador na</p><p>construção da mensagem.</p><p>d) o referente é o elemento que se sobressai</p><p>em detrimento dos demais.</p><p>e) o enunciador tem como objetivo principal</p><p>a manutenção da comunicação.</p><p>10) (ENEM 2013)</p><p>XAVIER, C. Disponível em: www.releituras.com. Acesso em: 24 abr. 2010.</p><p>Os objetivos que motivam os seres humanos a</p><p>estabelecer comunicação determinam, em uma</p><p>situação de interlocução, o predomínio</p><p>Belo Horizonte: Villa Rica, 1993.</p><p>O poema modernista de Mário de Andrade</p><p>revisita o tema do nacionalismo de forma irônica</p><p>ao</p><p>a) referendar estereótipos étnicos e sociais</p><p>ligados ao brasileiro nortista.</p><p>b) idealizar a vida bucólica do norte do país</p><p>como alternativa de brasilidade.</p><p>c) problematizar a relação entre distância</p><p>geográfica e construção da</p><p>nacionalidade.</p><p>d) questionar a participação da cultura</p><p>autóctone na formação da identidade</p><p>nacional.</p><p>e) propalar uma inquietação desfavorável</p><p>quanto à aceitação das diferenças</p><p>socioculturais.</p><p>2) (ENEM PPL 2016)</p><p>Poema tirado de uma notícia de jornal</p><p>João Gostoso era carregador de feira livre e</p><p>morava no morro da Babilônia num barracão</p><p>sem número.</p><p>Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro</p><p>Bebeu</p><p>Cantou</p><p>Dançou</p><p>Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e</p><p>morreu afogado.</p><p>BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro:</p><p>José Olympio, 1980.</p><p>No poema de Manuel Bandeira, há uma</p><p>ressignificação de elementos da função</p><p>referencial da linguagem pela</p><p>a) atribuição de título ao texto com base em</p><p>uma notícia veiculada em jornal.</p><p>b) utilização de frases curtas, características</p><p>de textos do gênero jornalístico.</p><p>c) indicação de nomes de lugares como</p><p>garantia da veracidade da cena narrada.</p><p>d) enumeração de ações, com foco nos</p><p>eventos acontecidos à personagem do</p><p>texto.</p><p>e) apresentação de elementos próprios da</p><p>notícia, tais como quem, onde, quando e</p><p>o quê.</p><p>3) (ENEM PPL 2014)</p><p>Cena</p><p>O canivete voou</p><p>E o negro comprado na cadeia</p><p>Estatelou de costas</p><p>E bateu coa cabeça na pedra</p><p>ANDRADE, O. Pau-brasil. São Paulo: Globo, 2001.</p><p>O Modernismo representou uma ruptura com os</p><p>padrões formais e temáticos até então vigentes</p><p>na literatura brasileira. Seguindo esses aspectos,</p><p>o que caracteriza o poema Cena como</p><p>modernista é o(a)</p><p>a) construção linguística por meio de</p><p>neologismo.</p><p>b) estabelecimento de um campo semântico</p><p>inusitado.</p><p>c) configuração de um sentimentalismo</p><p>conciso e irônico.</p><p>d) subversão de lugares-comuns</p><p>tradicionais.</p><p>e) uso da técnica de montagem de imagens</p><p>justapostas.</p><p>4) (ENEM PPL 2013) O rio que fazia uma volta</p><p>atrás de nossa casa era a imagem</p><p>de um vidro mole que fazia uma volta atrás de</p><p>casa.</p><p>Passou um homem depois e disse: Essa volta que</p><p>o rio faz</p><p>por trás de sua casa se chama enseada.</p><p>Não era mais a imagem de uma cobra de vidro</p><p>que fazia</p><p>uma volta atrás da casa.</p><p>Era uma enseada.</p><p>Acho que o nome empobreceu a imagem.</p><p>BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 2001</p><p>8</p><p>Manoel de Barros desenvolve uma poética</p><p>singular, marcada por “narrativas alegóricas”,</p><p>que transparecem nas imagens construídas ao</p><p>longo do texto. No poema, essa característica</p><p>aparece representada pelo uso do recurso de</p><p>a) resgate de uma imagem da infância, com</p><p>a cobra de vidro.</p><p>b) apropriação do universo poético pelo</p><p>olhar objetivo.</p><p>c) transfiguração do rio em um vidro mole e</p><p>cobra de vidro.</p><p>d) rejeição da imagem de vidro e de cobra</p><p>no imaginário poético.</p><p>e) recorte de elementos como a casa e o rio</p><p>no subconsciente.</p><p>5) (ENEM 2017)</p><p>Declaração de amor</p><p>Esta é uma confissão de amor: amo a língua</p><p>portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. [...] A</p><p>língua portuguesa é um verdadeiro desafio para</p><p>quem escreve. Sobretudo para quem escreve</p><p>tirando das coisas e das pessoas a primeira capa</p><p>de superficialismo.</p><p>Às vezes ela reage diante de um pensamento</p><p>mais complicado. Às vezes se assusta com o</p><p>imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la</p><p>- como gostava de estar montada num cavalo e</p><p>guiá-lo pelas rédeas, às vezes a galope. Eu queria</p><p>que a língua portuguesa chegasse ao máximo</p><p>em minhas mãos. E este desejo todos os que</p><p>escrevem têm. Um Camões e outros iguais não</p><p>bastaram para nos dar para sempre uma</p><p>herança de língua já feita. Todos nós que</p><p>escrevemos estamos fazendo do túmulo do</p><p>pensamento alguma coisa que lhe dê vida.</p><p>Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei</p><p>do encantamento de lidar com uma língua que</p><p>não foi aprofundada. O que recebi de herança</p><p>não me chega.</p><p>Se eu fosse muda e também não pudesse</p><p>escrever, e me perguntassem a que língua eu</p><p>queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e</p><p>belo. Mas, como não nasci muda e pude escrever,</p><p>tornou-se absolutamente claro para mim que eu</p><p>queria mesmo era escrever em português. Eu até</p><p>queria não ter aprendido outras línguas: só para</p><p>que a minha abordagem do português fosse</p><p>virgem e límpida.</p><p>LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999</p><p>(adaptado).</p><p>O trecho em que Clarice Lispector declara seu</p><p>amor pela língua portuguesa, acentuando seu</p><p>caráter patrimonial e sua capacidade de</p><p>renovação, é:</p><p>a) “A língua portuguesa é um verdadeiro</p><p>desafio para quem escreve.”</p><p>b) “Um Camões e outros iguais não</p><p>bastaram para nos dar para sempre uma</p><p>herança de língua já feita.”</p><p>c) “Todos nós que escrevemos estamos</p><p>fazendo do túmulo do pensamento</p><p>alguma coisa que lhe dê Vida.”</p><p>d) “Mas não falei do encantamento de lidar</p><p>com uma língua que não foi</p><p>aprofundada.”</p><p>e) “Eu até queria não ter aprendido outras</p><p>línguas: só para que a minha abordagem</p><p>do português fosse Virgem e límpida.”</p><p>6) (ENEM PPL 2016)</p><p>Anoitecer</p><p>A Dolores</p><p>É a hora em que o sino toca,</p><p>mas aqui não há sinos;</p><p>há somente buzinas, sirenes roucas, apitos</p><p>aflitos, pungentes, trágicos,</p><p>uivando escuro segredo;</p><p>desta hora tenho medo.</p><p>[...]</p><p>É a hora do descanso,</p><p>mas o descanso vem tarde,</p><p>o corpo não pede sono,</p><p>depois de tanto rodar;</p><p>pede paz — morte — mergulho</p><p>no poço mais ermo e quedo;</p><p>desta hora tenho medo.</p><p>Hora de delicadeza,</p><p>agasalho, sombra, silêncio.</p><p>Haverá disso no mundo?</p><p>É antes a hora dos corvos,</p><p>bicando em mim, meu passado,</p><p>meu futuro, meu degredo;</p><p>desta hora, sim, tenho medo.</p><p>ANDRADE, C. D. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 2005</p><p>(fragmento).</p><p>Com base no contexto da Segunda Guerra</p><p>Mundial, o livro A rosa do povo revela</p><p>desdobramentos da visão poética. No fragmento,</p><p>a expressividade lírica demonstra um(a)</p><p>9</p><p>a) defesa da esperança como forma de</p><p>superação das atrocidades da guerra.</p><p>b) desejo de resistência às formas de</p><p>opressão e medo produzidas pela guerra.</p><p>c) olhar pessimista das instituições humanas</p><p>e sociais submetidas ao conflito armado.</p><p>d) exortação à solidariedade para a</p><p>reconstrução dos espaços urbanos</p><p>bombardeados.</p><p>e) espírito de contestação capaz de</p><p>subverter a condição de vítima dos povos</p><p>afetados.</p><p>7) (ENEM PPL 2017)</p><p>Sou um homem comum</p><p>brasileiro, maior, casado, reservista,</p><p>e não vejo na vida, amigo</p><p>nenhum sentido, senão</p><p>lutarmos juntos por um mundo melhor.</p><p>Poeta fui de rápido destino</p><p>Mas a poesia é rara e não comove</p><p>nem move o pau de arara.</p><p>Quero, por isso, falar com você</p><p>de homem para homem,</p><p>apoiar-me em você</p><p>oferecer-lhe meu braço</p><p>que o tempo é pouco</p><p>e o latifúndio está aí matando</p><p>[...]</p><p>Homem comum, igual</p><p>a você,</p><p>[...]</p><p>Mas somos muitos milhões de homens</p><p>comuns</p><p>e podemos formar uma muralha</p><p>com nossos corpos de sonhos e margaridas.</p><p>FERREIRA GULLAR. Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro: José Olympio,</p><p>2013 (fragmento).</p><p>No poema, ocorre uma aproximação entre a</p><p>realidade social e o fazer poético, frequente no</p><p>Modernismo. Nessa aproximação, o eu lírico</p><p>atribui à poesia um caráter de</p><p>a) agregação construtiva e poder de</p><p>intervenção na ordem instituída.</p><p>b) força emotiva e capacidade de</p><p>preservação da memória social.</p><p>c) denúncia retórica e habilidade para</p><p>sedimentar sonhos e utopias.</p><p>d) ampliação do universo cultural e</p><p>intervenção nos valores humanos.</p><p>e) identificação com o discurso masculino e</p><p>questionamento dos temas líricos.</p><p>8) (ENEM 2006) No poema Procura da poesia,</p><p>Carlos Drummond de Andrade expressa a</p><p>concepção estética de se fazer com palavras o</p><p>que o escultor Michelângelo fazia com mármore.</p><p>O fragmento abaixo exemplifica essa afirmação.</p><p>(...)</p><p>Penetra surdamente no reino das palavras. Lá</p><p>estão os poemas que esperam ser escritos.</p><p>(...)</p><p>Chega mais perto e contempla as palavras.</p><p>Cada uma</p><p>tem mil faces secretas sob a face neutra</p><p>e te pergunta, sem interesse pela resposta,</p><p>pobre ou terrível, que lhe deres:</p><p>trouxeste a chave?</p><p>Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record,</p><p>de uma</p><p>ou de outra função de linguagem. Nesse texto,</p><p>predomina a função que se caracteriza por</p><p>a) tentar persuadir o leitor acerca da</p><p>necessidade de se tomarem certas</p><p>medidas para a elaboração de um livro.</p><p>b) enfatizar a percepção subjetiva do autor,</p><p>que projeta para sua obra seus sonhos e</p><p>histórias.</p><p>c) apontar para o estabelecimento de</p><p>interlocução de modo superficial e</p><p>automático, entre o leitor e o livro.</p><p>d) fazer um exercício de reflexão a respeito</p><p>dos princípios que estruturam a forma e o</p><p>conteúdo de um livro.</p><p>e) retratar as etapas do processo de</p><p>produção de um livro, as quais</p><p>antecedem o contato entre leitor e obra.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>60</p><p>61</p><p>INGLÊS: Interpretação e</p><p>Vocabulário</p><p>1) (ENEM 2022) As my o�cial bio reads, I was</p><p>made in Cuba, assembled in Spain, and imported</p><p>to the United States — meaning my mother,</p><p>seven months pregnant, and the rest of my family</p><p>arrived as exiles from Cuba to Madrid, where I</p><p>was born. Less than two months later, we</p><p>emigrated once more and settled in New York</p><p>City, then eventually in Miami, where I was raised</p><p>and educated. Although technically we lived in</p><p>the United States, the Cuban community was</p><p>culturally insular in Miami during the 1970s,</p><p>bonded together by the trauma of exile. What’s</p><p>more, it seemed that practically everyone was</p><p>Cuban: my teachers, my classmates, the</p><p>mechanic, the bus driver. I didn’t grow up feeling</p><p>di�erent or treated as a minority. The few kids</p><p>who got picked on in my grade school were the</p><p>ones with freckles and funny last names like</p><p>Dawson and O’Neil.</p><p>BLANCO, R. Disponível em: http://edition.cnn.com. Acesso em: 9 dez.</p><p>2017 (adaptado)</p><p>Ao relatar suas vivências, o autor destaca o(a)</p><p>a) qualidade da educação formal em Miami.</p><p>b) prestígio da cultura cubana nos Estados</p><p>Unidos.</p><p>c) oportunidade de qualificação profissional</p><p>em Miami.</p><p>d) cenário da integração de cubanos nos</p><p>Estados Unidos.</p><p>e) fortalecimento do elo familiar em</p><p>comunidades estadunidenses.</p><p>2) (ENEM 2013)</p><p>Do one thing for diversity and inclusion</p><p>The United Nations Alliance of Civilizations</p><p>(UNAOC) is launching a campaign aimed at</p><p>engaging people around the world to Do One</p><p>Thing to support Cultural Diversity and Inclusion.</p><p>Every one of us can do ONE thing for diversity</p><p>and inclusion; even one very little thing can</p><p>become a global action if we all take part in it.</p><p>Simple things YOU can do to celebrate the</p><p>World Day for Cultural Diversity for Dialogue</p><p>and Development on May 21.</p><p>1. Visit an art exhibit or a museum</p><p>dedicated to other cultures.</p><p>2. Read about the great thinkers of other</p><p>cultures.</p><p>3. Visit a place of worship di�erent than</p><p>yours and participate in the celebration.</p><p>4. Spread your own culture around the world</p><p>and learn about other cultures.</p><p>5. Explore music of a di�erent culture. There</p><p>are thousands of things that you can do,</p><p>are you taking part in it?</p><p>UNITED NATIONS ALLIANCE OF CIVILIZATIONS. Disponível em:</p><p>www.unaoc.org. Acesso em: 16 fev. 2013 (adaptado).</p><p>Internautas costumam manifestar suas opiniões</p><p>sobre artigos on-line por meio da postagem de</p><p>comentários. O comentário que exemplifica o</p><p>engajamento proposto na quarta dica da</p><p>campanha apresentada no texto é:</p><p>a) “Lá na minha escola, aprendi a jogar</p><p>capoeira para uma apresentação no Dia</p><p>da Consciência Negra.”</p><p>b) “Outro dia assisti na TV uma reportagem</p><p>sobre respeito à diversidade. Gente de</p><p>todos os tipos, várias tribos. Curti</p><p>bastante.”</p><p>c) “Eu me inscrevi no Programa Jovens</p><p>Embaixadores para mostrar o que tem de</p><p>bom em meu país e conhecer outras</p><p>formas de ser.”</p><p>d) “Curto muito bater papo na internet.</p><p>Meus amigos estrangeiros me ajudam a</p><p>aperfeiçoar minha proficiência em língua</p><p>estrangeira.”</p><p>e) “Pesquisei em sites de culinária e preparei</p><p>uma festa árabe para uns amigos da</p><p>escola. Eles adoraram, principalmente, os</p><p>doces!”</p><p>3) (ENEM PPL 2022)</p><p>Letter to the Editor</p><p>Michael Gerson’s Oct. 19 Tuesday Opinion column,</p><p>“The state laboratory of idiocracy strikes again”</p><p>did not highlight the disservice done to the Black</p><p>community or any other minority group a�ected</p><p>by White history. I wonder about how this will</p><p>manipulate the perceptions of minorities in the</p><p>eyes of students. The misguided stereotypes and</p><p>assumptions perpetuated by these curriculum</p><p>restrictions will likely prevent Black Americans</p><p>from expressing themselves safely.</p><p>62</p><p>It’s plausible to assume that continued</p><p>miseducation over generations could create a</p><p>sense of false comfort for Black Americans.</p><p>Without proper access to history, minorities</p><p>might begin to forget the oppression they have</p><p>faced and the injustices they are currently</p><p>dealing with. Lacking this vital historical</p><p>education only serves to continue the</p><p>longstanding issue of misinformation in modern</p><p>generations.</p><p>The problems are only the start of the issues that</p><p>could begin to plague the American education</p><p>system.</p><p>Riley Kilcarr, Springfeld.</p><p>Disponível em: www.washingtonpost.com. Acesso em: 29 out. 2021.</p><p>O autor dessa carta se reporta ao editor de um</p><p>jornal para</p><p>a) criticar uma matéria.</p><p>b) manipular estudantes.</p><p>c) atacar uma comunidade.</p><p>d) revelar uma premonição.</p><p>e) propagar desinformação.</p><p>4) (ENEM PPL 2010)</p><p>Disponível em: http://www.weblogcartoons.com. Acesso em: 13 jul. 2010.</p><p>Os aparelhos eletrônicos contam com um número</p><p>cada vez maior de recursos. O autor do desenho</p><p>detalha os diferentes acessórios e características</p><p>de um celular e, a julgar pela maneira como os</p><p>descreve, ele</p><p>a) prefere os aparelhos celulares com flip,</p><p>mecanismo que se dobra, estando as</p><p>teclas protegidas contra eventuais danos.</p><p>b) apresenta uma opinião sarcástica com</p><p>relação aos aparelhos celulares repletos</p><p>de recursos adicionais.</p><p>c) escolhe seus aparelhos celulares</p><p>conforme o tamanho das teclas,</p><p>facilitando o manuseio.</p><p>d) acredita que o uso de aparelhos</p><p>telefônicos portáteis seja essencial para</p><p>que a comunicação se dê a qualquer</p><p>instante.</p><p>e) julga essencial a presença de editores de</p><p>textos nos celulares, pois ele pode</p><p>concluir seus trabalhos pendentes fora do</p><p>escritório.</p><p>5) (ENEM PPL 2010)</p><p>Hip hop music</p><p>Hip hop music is a musical genre which</p><p>developed as part of hip hop culture, and is</p><p>defined by key stylistic elements such as rapping,</p><p>DJing, sampling (or synthesis), scratching and</p><p>beatboxing. Hip hop began in the South Bronx of</p><p>New York City in the 1970s. The term rap is often</p><p>used synonymously with hip hop, but hip hop</p><p>denotes the practices of an entire subculture.</p><p>Disponível em: http://en.wikipedia.org. Acesso em: 8 jul. 2010.</p><p>Brazilian hip hop is one of the world's major hip</p><p>hop scenes, with active rap, break dance, and</p><p>grafitti scenes, especially in São Paulo, where</p><p>groups tend to have a more internacional style,</p><p>influenced by old school hip hop and gangsta rap.</p><p>Brazilian rap has served as a reflection of</p><p>political, social, and racial issues plaguing the</p><p>disenfranchised youth in the suburbs of São</p><p>Paulo and Rio. The lyrical content, band names,</p><p>and song names used by Brazilian hip hop artists</p><p>often connote the socio–political issues</p><p>surrounding their communities.</p><p>Disponível em: http://en.wikipedia.org. Acesso em: 8 jul. 2010</p><p>(fragmento).</p><p>Sendo a música uma das formas de</p><p>manifestação cultural de um país, o rap</p><p>brasileiro, a partir das informações do texto, tem</p><p>sido caracterizado</p><p>63</p><p>a) pela influência internacional nos nomes</p><p>de bandas e de músicas.</p><p>b) como um instrumento de reflexão crítica</p><p>do jovem da periferia.</p><p>c) pela irreverência dos cantores, adeptos e</p><p>suas vestimentas.</p><p>d) como um gênero musical de menor</p><p>prestígio na sociedade.</p><p>e) pela criatividade dos primeiros adeptos</p><p>do gênero hip hop.</p><p>6) (ENEM PPL 2021)</p><p>Tendo em vista a abrangência do inglês no</p><p>contexto global, a falha na comunicação</p><p>evidenciada nesse diálogo é gerada pelo fato de</p><p>que os interlocutores</p><p>a) usam variedades distintas da língua</p><p>inglesa.</p><p>b) cometem erros no emprego da língua</p><p>inglesa.</p><p>c) têm dificuldade para aprender a língua</p><p>inglesa.</p><p>d) adotam estruturas inadequadas da língua</p><p>inglesa.</p><p>e) resistem a mudanças sofridas pela língua</p><p>inglesa.</p><p>7) (ENEM 2020) Finally, Aisha finished with her</p><p>customer</p><p>and asked what colour Ifemelu wanted</p><p>for her hair attachments.</p><p>“Colour four.”</p><p>“Not good colour,” Aisha said promptly.</p><p>“That’s what I use.”</p><p>“It look dirty. You don’t want colour one?”</p><p>“Colour one is too black, it looks fake,” Ifemelu</p><p>said, loosening her headwrap. “Sometimes I use</p><p>colour two, but colour four is closest to my</p><p>natural colour.”</p><p>[...]</p><p>She touched Ifemelu’s hair. “Why you don’t have</p><p>relaxer?”</p><p>“I like my hair the way God made it.”</p><p>“But how you comb it? Hard to comb,” Aisha said.</p><p>Ifemelu had brought her own comb. She gently</p><p>combed her hair, dense, soft and tightly coiled,</p><p>until it framed her head like a halo. “It’s not hard</p><p>to comb if you moisturize it properly,” she said,</p><p>slipping into the coaxing tone of the proselytizer</p><p>that she used whenever she was trying to</p><p>convince other black women about the merits of</p><p>wearing their hair natural. Aisha snorted; she</p><p>clearly could not understand why anybody would</p><p>choose to su�er through combing natural hair,</p><p>instead of simply relaxing it. She sectioned out</p><p>Ifemelu’s hair, plucked a little attachment from</p><p>the pile on the table and began deftly to twist.</p><p>ADICHIE. C. Americanah. A novel. New York: Anchor Books, 2013.</p><p>A passagem do romance da escritora nigeriana</p><p>traz um diálogo entre duas mulheres negras: a</p><p>cabeleireira, Aisha, e a cliente, Ifemelu. O</p><p>posicionamento da cliente é sustentado por</p><p>argumentos que</p><p>a) reforçam um padrão de beleza.</p><p>b) retratam um conflito de gerações.</p><p>c) revelam uma atitude de resistência.</p><p>d) demonstram uma postura de</p><p>imaturidade.</p><p>e) evidenciam uma mudança de</p><p>comportamento.</p><p>8) (ENEM PPL 2022)</p><p>Disponível em: www.gooddeedsthrift.com. Acesso em: 25 out. 2021</p><p>(adaptado).</p><p>64</p><p>Esse infográfico, composto de textos verbais e</p><p>não verbais, tem por finalidade</p><p>a) demonstrar como a indústria da moda</p><p>agrava a poluição.</p><p>b) abordar o crescimento da produção de</p><p>roupas nas últimas décadas.</p><p>c) expor como a indústria da moda depende</p><p>da indústria petrolífera.</p><p>d) apresentar o efeito do aumento da</p><p>poluição na confecção de roupas.</p><p>e) evidenciar o investimento da indústria da</p><p>moda em novos mercados.</p><p>9) (ENEM PPL 2019) April 22, 2012</p><p>The Power of Pictures</p><p>by Vickie An</p><p>In February, the group took a photography field</p><p>trip to Haiti’s La Visite national park. A student</p><p>holds up a lizard as her classmates snap away.</p><p>It’s said that a picture is worth a thousand words.</p><p>Conservation photographer Robin Moore believes</p><p>this. He especially believes that the stories</p><p>photographs can tell about the environment can</p><p>inspire people to care for the earth. “It doesn’t</p><p>matter what language you speak or what culture</p><p>you come from, because a photo can speak to</p><p>everyone,” Moore says.</p><p>That’s the idea behind Frame of Mind. Moore</p><p>cofounded the organization last year with</p><p>environmental educator Deanna Del Vecchio and</p><p>fellow nature photographer Neil Ever Osborne.</p><p>The group is on a mission to help young people</p><p>around the world connect with nature through</p><p>photography workshops.</p><p>In August 2011, Frame of Mind hosted its very</p><p>first workshop with 20 youth journalists in</p><p>Jacmel, Haiti. The workshop was held in</p><p>partnership with Conservation International and</p><p>Panos Caribbean. Each student was given a</p><p>digital camera to use for the week and was</p><p>taught how to use it. During the session, the kids</p><p>learned about the local environment and how it</p><p>relates to their lives.</p><p>AN, V. Disponível em: www.timeforkids.com. Acesso em: 1 maio 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Reconhecendo o potencial da fotografia como</p><p>uma linguagem universal, a organização</p><p>mencionada intenciona levar</p><p>a) as gerações mais jovens a reconhecerem</p><p>diferentes línguas e culturas.</p><p>b) os jovens a compreenderem melhor a</p><p>relação entre o meio ambiente e suas</p><p>vidas.</p><p>c) os estudantes haitianos a conhecerem</p><p>seus parques nacionais.</p><p>d) os jornalistas locais a buscarem parcerias</p><p>com organizações não governamentais.</p><p>e) os alunos de jornalismo do Haiti a usarem</p><p>câmeras digitais em pesquisas.</p><p>10) (ENEM 2018)</p><p>TEXTO I</p><p>A Free World-class Education for Anyone</p><p>Anywhere</p><p>The Khan Academy is an organization on a</p><p>mission. We're a not-for-profit with the goal of</p><p>changing education for the better by providing a</p><p>free world-class education to anyone anywhere.</p><p>All of the site's resources are available to anyone.</p><p>The Khan Academy's materials and resources are</p><p>available to you completely free of charge.</p><p>Disponível em: www.khanacademy.org. Acesso em: 24 fev. 2012</p><p>(adaptado)</p><p>TEXTO II</p><p>I didn't have a problem with Khan Academy site</p><p>until very recently. For me, the problem is the way</p><p>Khan Academy is being promoted. The way the</p><p>media sees it as “revolutionizing education”. The</p><p>way people with power and money view</p><p>education as simply “sit-and-get”. If your</p><p>philosophy of education is “sit-and-get”, i.e.,</p><p>teaching is telling and learning is listening, then</p><p>Khan Academy is way more e�cient than</p><p>classroom lecturing. Khan Academy does it</p><p>better. But TRUE progressive educators, TRUE</p><p>education visionaries and revolutionaries don’t</p><p>want to do these things better. We want to DO</p><p>BETTER THINGS.</p><p>Disponível em: http://fnoschese.wordpress.com. Acesso em: 2 mar. 2012.</p><p>Como o impacto das tecnologias e a ampliação</p><p>das redes sociais, consumidores encontram na</p><p>internet possibilidades de opinar sobre serviços</p><p>oferecidos.</p><p>Nesse sentido, o segundo texto, que é um</p><p>comentário sobre o site divulgado no primeiro,</p><p>apresenta a intenção do autor de</p><p>65</p><p>a) elogiar o trabalho proposto para a</p><p>educação nessa era tecnológica.</p><p>b) reforçar como a mídia pode contribuir</p><p>para revolucionar a educação.</p><p>c) chamar a atenção das pessoas influentes</p><p>para o significado da educação.</p><p>d) destacar que o site tem melhores</p><p>resultados do que a educação tradicional.</p><p>e) criticar a concepção de educação em que</p><p>se baseia a organização.</p><p>ESPANHOL: Interpretação e</p><p>Vocabulário</p><p>1) (ENEM 2022)</p><p>Los niños de nuestro olvido</p><p>Escribo sobre un destino</p><p>que apenas puedo tocar</p><p>en tanto un niño se inventa</p><p>con pegamento un hogar</p><p>Mientras busco las palabras</p><p>para hacer esta canción</p><p>un niño esquiva las balas</p><p>que buscan su corazón</p><p>Acurrucado en mi calle</p><p>duerme un niño y la piedad</p><p>arma lejos un pesebre</p><p>y juega a la navidad</p><p>Arma lejos un pesebre</p><p>y juega a la navidad</p><p>y juega a la navidad</p><p>y juega, y juega, y juega…</p><p>La niñez de nuestro olvido</p><p>pide limosna en un bar</p><p>y lava tu parabrisas</p><p>por un peso, por un pan</p><p>Si las fores del futuro</p><p>crecen con tanto dolor</p><p>seguramente mañana</p><p>será un mañana sin sol</p><p>SOSA, M. In: Corazón libre. Argentina: E.D.G.E., 2004 (fragmento).</p><p>No texto, a expressão “un mañana sin sol ” é</p><p>usada para concluir uma crítica ao(à)</p><p>a) descaso diante da problemática de</p><p>crianças em situação de rua.</p><p>b) violência característica do cotidiano das</p><p>grandes metrópoles.</p><p>c) estímulo à mendicância nos centros</p><p>urbanos.</p><p>d) tendência de informalização do trabalho.</p><p>e) falta de serviços de saúde adequados.</p><p>2) (ENEM 2021)</p><p>ERLICH. Disponível em: https://mansunides.org. Acesso em: 5 dez. 2018.</p><p>A charge evoca uma situação de assombro</p><p>frente a uma realidade que assola as sociedades</p><p>contemporâneas.</p><p>Seu efeito humorístico reside na crítica diante</p><p>do(a)</p><p>a) constatação do ser humano como o</p><p>responsável pela condição caótica do</p><p>mundo.</p><p>b) apelo à religiosidade diante das</p><p>dificuldades enfrentadas pela</p><p>humanidade.</p><p>c) indignação dos trabalhadores em face</p><p>das injustiças sociais.</p><p>d) veiculação de informações trágicas pelos</p><p>telejornais.</p><p>e) manipulação das notícias difundidas</p><p>pelas mídias.</p><p>66</p><p>3) (ENEM PPL 2020)</p><p>Disponível em: www.uoc.edu.ar. Acesso em: 4 dez. 2017.</p><p>Considerando os elementos verbais e não verbais</p><p>expressos no cartaz, o objetivo do anúncio é</p><p>a) promover o encontro literário entre</p><p>pessoas com deficiência visual.</p><p>b) divulgar o empréstimo de livros para</p><p>alunos com dificuldades de</p><p>acessibilidade.</p><p>c) reivindicar a digitalização do acervo das</p><p>bibliotecas públicas para leitores cegos.</p><p>d) oferecer a oportunidade de apoio a um</p><p>projeto para leitores com necessidades</p><p>especiais.</p><p>e) estimular a arrecadação de livros</p><p>apropriados para os estudantes com</p><p>dificuldade de leitura.</p><p>4) (ENEM PPL 2022) Diego Rosales</p><p>viste y habla</p><p>como gaucho. Para poder sobrevivir, dice, sus</p><p>antepasados resignaron la cultura mapuche.</p><p>Hubo entonces mestizaje y se acriollaron. “Con la</p><p>ayuda de la Confederación Mapuche de Neuquén</p><p>retomamos la cultura y la lengua mapuche.</p><p>Tomamos cursos para recuperar una identidad</p><p>que habíamos perdido. También, para pelear por</p><p>nuestros derechos ante los órganos públicos”, se</p><p>sincera Rosales. A su lado, Inocencia, de 80 años,</p><p>que conserva la lengua de su etnia, cuenta que</p><p>cuando era joven todo era campo fértil. Vendían</p><p>cuero, lana, pieles de zorro y nutrias que</p><p>transportaban en burros, y subsistían con las</p><p>cosechas de quinta y la venta de animales. “He</p><p>visto mi vida arrinconarse; el campo se va</p><p>terminando y los animales no tienen qué comer.</p><p>La vida debería ser más pareja”, dice. Inocencia</p><p>reclama personería jurídica para pedir tierras.</p><p>Ella aspira a una fracción de 1 600 hectáreas; su</p><p>nieto Rosales quiere un predio similar cerca del</p><p>río. Adquirir personería les permitiría iniciar juicio</p><p>contra los privados titulares de las tierras que</p><p>ellos ocupan desde hace décadas a través del</p><p>pastoreo. La provincia no se las da, dicen, porque</p><p>los dueños especulan con las reservas de gas de</p><p>estas tierras y con el monopolio del agua.</p><p>Disponível em: www.lanacion.com.ar. Acesso em: 8 dez. 2017 (adaptado).</p><p>Segundo o texto, a reivindicação de membros do</p><p>povo mapuche na Argentina tem o propósito de</p><p>a) retomar a posse da terra.</p><p>b) cuidar da fauna autóctone.</p><p>c) empoderar as novas gerações.</p><p>d) vetar a exploração de gás no território.</p><p>e) ensinar a língua indígena aos gaúchos.</p><p>5) (ENEM 2018)</p><p>¿Que es la X Solidaria?</p><p>La X Solidaria es una equis que ayuda a las</p><p>personas más vulnerables. Podrás marcarla</p><p>cuando hagas la declaración de la renta. Es la</p><p>casilla que se denomina “Fines Sociales”.</p><p>Nosotros preferimos llamarla X Solidaria:</p><p>● porque al marcarla haces que se destine</p><p>un 0,7% de tus impuestos a programas</p><p>sociales que realizan las ONG.</p><p>● porque se benefician los colectivos más</p><p>desfavorecidos, sin ningún coste</p><p>económico para ti.</p><p>● porque NO marcarla es tomar una actitud</p><p>pasiva, y dejar que sea el Estado quien</p><p>decida el destino de esa parte de tus</p><p>impuestos.</p><p>● porque marcándola te conviertes en</p><p>contribuyente activo solidario.</p><p>Disponível em: http://xsolidaria.org. Acesso em: 20 fev. 2012 (adaptado).</p><p>As ações solidárias contribuem para o</p><p>enfrentamento de problemas sociais. No texto, a</p><p>ação solidária ocorre quando o contribuinte</p><p>a) delega ao governo o destino de seus</p><p>impostos.</p><p>b) escolhe projetos que terão isenção de</p><p>impostos.</p><p>c) destina parte de seus impostos para</p><p>custeio de programas sociais.</p><p>d) determina a criação de impostos para</p><p>implantação de projetos sociais.</p><p>e) seleciona vários programas para</p><p>beneficiar cidadãos vulneráveis</p><p>socialmente.</p><p>67</p><p>6) (ENEM 2022)</p><p>Disponível em: www.inali.gob.mx. Acesso em: 2 dez. 2018.</p><p>Esse cartaz tem a função social de</p><p>a) difundir a arte iconográfica indígena</p><p>mexicana.</p><p>b) resgatar a literatura popular produzida</p><p>em língua zapoteca.</p><p>c) questionar o conhecimento do povo</p><p>mexicano sobre as línguas ameríndias.</p><p>d) destacar o papel dos órgãos</p><p>governamentais na conservação das</p><p>línguas no México.</p><p>e) defender a preservação das línguas</p><p>originárias garantindo a diversidade</p><p>linguística mexicana.</p><p>7) (ENEM 2018) El día en que lo iban a matar.</p><p>Santiago Nasar se levantó a las 5:30 de la</p><p>mañana para esperar el buque en que llegaba el</p><p>obispo. Había soñado que atravesaba un bosque</p><p>de higuerones donde caía una llovizna tierna, y</p><p>por un instante fue feliz en el sueño, pero al</p><p>despertar se sintió por completo salpicado de</p><p>cagada de pájaros. “Siempre soñaba con</p><p>árboles", me dijo Plácida Linero, su madre,</p><p>evocando 27 años después los pormenores de</p><p>aquel lunes ingrato. “La semana anterior había</p><p>soñado que iba solo en un avión de papel de</p><p>estaño que volaba sin tropezar por entre los</p><p>almendros". me dijo. Tenía una reputación muy</p><p>bien ganada de intérprete certera de los sueños</p><p>ajenos, siempre que se los contaran en ayunas,</p><p>pero no había advertido ningún augurio aciago</p><p>en esos dos sueños de su hijo, ni en los otros</p><p>sueños con árboles que él le había contado en las</p><p>mañanas que precedieron a su muerte.</p><p>MÁRQUEZ, G. G. Crónica de una muerte anunciada. Disponível em:</p><p>http://biblio3.url.edu.gt. Acesso em. 2 jan. 2015.</p><p>Na introdução do romance, o narrador resgata</p><p>lembranças de Plácida Linero relacionadas a seu</p><p>filho Santiago Nasar.</p><p>Nessa introdução, o uso da expressão augurio</p><p>aciago remete ao(à)</p><p>a) relação mística que se estabelece entre</p><p>Plácida e seu filho Santiago.</p><p>b) destino trágico de Santiago, que Plácida</p><p>foi incapaz de prever nos sonhos.</p><p>c) descompasso entre a felicidade de</p><p>Santiago nos sonhos e seu azar na</p><p>realidade.</p><p>d) crença de Plácida na importância da</p><p>interpretação dos sonhos para mudar o</p><p>futuro.</p><p>e) presença recorrente de elementos</p><p>sombrios que se revelam nos sonhos de</p><p>Santiago.</p><p>8) (ENEM PPL 2018) Con una chacra de</p><p>Portezuelo como escenario, algunos dirigentes</p><p>frentistas se reunieron para evaluar el estado de</p><p>la coalición de gobierno y discutir estrategias</p><p>para las elecciones del año próximo. Ministros de</p><p>Estado, legisladores y sindicalistas departieron</p><p>allí sobre alineamientos electorales dentro del</p><p>Frente Amplio. Los acompañó en la ocasión el</p><p>rector de la Universidad de la República, Rodrigo</p><p>Arocena, un funcionario que por su investidura</p><p>debería mostrar menos la hilacha y cuidarse de</p><p>aparecer vinculado a confabulaciones y</p><p>maniobras de política partidaria.</p><p>Disponível em: http://historico.elpais.com.uy. Acesso em: 20 nov. 2013.</p><p>No texto do jornal uruguaio, o autor utiliza a</p><p>expressão idiomática mostrar menos la hilacha</p><p>para sugerir que o reitor da universidade deve</p><p>a) ser menos ingênuo.</p><p>b) evitar se perder em ilações.</p><p>c) agir de modo menos prepotente.</p><p>d) ter mais zelo com os arranjos políticos.</p><p>e) privar-se de expor suas tendências</p><p>ideológicas.</p><p>68</p><p>9) (ENEM PPL 2018)</p><p>Incivismo</p><p>Pasear por el centro de Barcelona (España) de</p><p>noche implica, a ciencia cierta, tropezarse con,</p><p>por ejemplo, jóvenes bebiendo en portales y</p><p>plazas, con alguno de ellos aliviando la vejiga en</p><p>las esquinas... La orden para la policía local ha</p><p>sido la de multiplicar la ofensiva contra la falta</p><p>de civismo, combatiéndose también, por lo tanto,</p><p>las molestias callejeras que perturban el sueño. Y,</p><p>aunque no hay milagros, las cifras ya constatan</p><p>el esfuerzo de este año por poner un freno. Con</p><p>respecto a las molestias (ruidos, peleas, música a</p><p>altas horas en la vía pública), las multas se han</p><p>multiplicado por cuatro. Las multas por consumir</p><p>alcohol en la calle superan ya las 5 000 este</p><p>verano.</p><p>CASTÁN, P. Disponível em: www.elperiodico.com. Acesso em: 25 ago. 2011</p><p>(adaptado).</p><p>Para combater a falta de civismo, a polícia da</p><p>cidade de Barcelona tem</p><p>a) aumentado a aplicação de multas.</p><p>b) encarcerado os jovens baderneiros.</p><p>c) isolado o centro da cidade.</p><p>d) controlado a distribuição de álcool.</p><p>e) proibido a música em alto volume.</p><p>10) (ENEM LIBRAS 2017) Cuenta la historia que</p><p>cuando Cristóbal Colón llegó a América estaba</p><p>bastante confundido, no sólo pensaba que había</p><p>llegado a la India, sino que cuando empezó a</p><p>probar nuevos alimentos los bautizó como bien</p><p>pudo. Tal fue el caso del chile al que este</p><p>intrépido explorador llamó pimienta porque sus</p><p>frutos picaban. La difusión de esta especia en</p><p>Europa se dio rápidamente; a España llegó en</p><p>1493 gracias a que Colón la llevó en uno de sus</p><p>viajes. Más tarde, a mediados del siglo XVI, el</p><p>chile hizo su aparición en Italia, Alemania e</p><p>Inglaterra. De inmediato, comenzó a ser parte de</p><p>la gastronomía mediterránea donde lo utilizaban</p><p>para condimentar y dar color a diversos platos.</p><p>DUQUE, J. M. Chile: Ají – Pimiento – Morrón. Bogotá: Norma, 2007</p><p>Quando Cristóvão Colombo chegou à América,</p><p>deparou-se com o chile.</p><p>A partir da leitura do texto, depreende-se que o</p><p>chile é um(a)</p><p>a) fruta tropical americana.</p><p>b) especiaria comestível picante.</p><p>c) erva originária do mediterrâneo.</p><p>d) condimento apimentado espanhol.</p><p>e) ingrediente gastronômico indiano.</p><p>HISTÓRIA: Crise de 29,</p><p>Nazifascismo</p><p>e Segunda</p><p>Guerra Mundial</p><p>1) (ENEM 2017) O New Deal visa restabelecer o</p><p>equilíbrio entre o custo de produção e o preço,</p><p>entre a cidade e o campo, entre os preços</p><p>agrícolas e os preços industriais, reativar o</p><p>mercado interno - o único que é importante -,</p><p>pelo controle de preços e da produção, pela</p><p>revalorização dos salários e do poder aquisitivo</p><p>das massas, isto é, dos lavradores e operários, e</p><p>pela regulamentação das condições de emprego.</p><p>CROUZET, M. Os Estados perante a crise. ln: História geral das</p><p>civilizações. São Paulo: Difel, 1977 (adaptado).</p><p>Tendo como referência os condicionantes</p><p>históricos do entreguerras, as medidas</p><p>governamentais descritas objetivavam</p><p>a) flexibilizar as regras do mercado</p><p>financeiro.</p><p>b) fortalecer o sistema de tributação</p><p>regressiva.</p><p>c) introduzir os dispositivos de contenção</p><p>creditícia.</p><p>d) racionalizar os custos da automação</p><p>industrial mediante negociação sindical.</p><p>e) recompor os mecanismos de acumulação</p><p>econômica por meio da intervenção</p><p>estatal.</p><p>2) (ENEM 2012)</p><p>Foto de Jovens em protesto contra a Guerra do Vietnã. Disponível em:</p><p>http://goldenyears66to69.blogspot.com. Acesso em: 10 out. 2011.</p><p>Texto do Cartaz: “Amor e não guerra”</p><p>69</p><p>Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra,</p><p>movimentos como o Maio de 1968 ou a</p><p>campanha contra a Guerra do Vietnã</p><p>culminaram no estabelecimento de diferentes</p><p>formas de participação política. Seus slogans,</p><p>tais como “Quando penso em revolução quero</p><p>fazer amor”, se tornaram símbolos da agitação</p><p>cultural nos anos 1960, cuja inovação</p><p>relacionava-se</p><p>a) à contestação da crise econômica</p><p>europeia, que fora provocada pela</p><p>manutenção das guerras coloniais.</p><p>b) à organização partidária da juventude</p><p>comunista, visando o estabelecimento da</p><p>ditadura do proletariado.</p><p>c) à unificação das noções de libertação</p><p>social e libertação individual, fornecendo</p><p>um significado político ao uso do corpo.</p><p>d) à defesa do amor cristão e monogâmico,</p><p>com fins à reprodução, que era tomado</p><p>como solução para os conflitos sociais.</p><p>e) ao reconhecimento da cultura das</p><p>gerações passadas, que conviveram com</p><p>a emergência do rock e outras mudanças</p><p>nos costumes.</p><p>3) (ENEM 2019) A Declaração Universal dos</p><p>Direitos Humanos, adotada e proclamada pela</p><p>Assembleia Geral da ONU na Resolução 217-A, de</p><p>10 de dezembro de 1948, foi um acontecimento</p><p>histórico de grande relevância. Ao afirmar, pela</p><p>primeira vez em escala planetária, o papel dos</p><p>direitos humanos na convivência coletiva, pode</p><p>ser considerada um evento inaugural de uma</p><p>nova concepção de vida internacional.</p><p>LAFER, C. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). In:</p><p>MAGNOLI, D. (Org.) História da paz. São Paulo: Contexto, 2008.</p><p>A declaração citada no texto introduziu uma</p><p>nova concepção nas relações internacionais ao</p><p>possibilitar a</p><p>a) superação da soberania estatal.</p><p>b) defesa dos grupos vulneráveis.</p><p>c) redução da truculência belicista.</p><p>d) impunidade dos atos criminosos.</p><p>e) inibição dos choques civilizacionais.</p><p>4) (ENEM 2017) Após a Declaração Universal dos</p><p>Direitos Humanos pela ONU, em 1948, a Unesco</p><p>publicou estudos de cientistas de todo o mundo</p><p>que desqualificaram as doutrinas racistas e</p><p>demonstraram a unidade do gênero humano.</p><p>Desde então, a maioria dos próprios cientistas</p><p>europeus passou a reconhecer o caráter</p><p>discriminatório da pretensa superioridade racial</p><p>do homem branco e a condenar as aberrações</p><p>cometidas em seu nome.</p><p>SILVEIRA, R. Os selvagens e a massa: papel do racismo científico na</p><p>montagem da hegemonia ocidental. Afro-Ásia, n. 23, 1999 (adaptado).</p><p>A posição assumida pela Unesco, a partir de</p><p>1948, foi motivada por acontecimentos então</p><p>recentes, dentre os quais se destacava o(a)</p><p>a) ataque feito pelos japoneses à base</p><p>militar americana de Pearl Harbor.</p><p>b) desencadeamento da Guerra Fria e de</p><p>novas rivalidades entre nações.</p><p>c) morte de milhões de soldados nos</p><p>combates da Segunda Guerra Mundial.</p><p>d) execução de judeus e eslavos presos em</p><p>guetos e campos de concentração</p><p>nazistas.</p><p>e) lançamento de bombas atômicas em</p><p>Hiroshima e Nagasaki pelas forças</p><p>norte-americanas.</p><p>5) (ENEM PPL 2012) Em 1937, Guernica, na</p><p>Espanha, foi bombardeada sob o comando da</p><p>força aérea da Alemanha nazista, que apoiou os</p><p>franquistas durante a Guerra Civil Espanhola</p><p>(1936-1939).</p><p>PICASSO, P. Guernica. Pintura-mural. Disponível em:</p><p>www.museoreinasofia.es.</p><p>Disponível em: http://mrzine.monthlyreview.org.</p><p>70</p><p>A pintura-mural de Picasso e a fotografia</p><p>retratam os efeitos do bombardeio, ressaltando,</p><p>respectivamente:</p><p>a) Crítica social – conformismo político.</p><p>b) Percepção individual – registro histórico.</p><p>c) Realismo acrítico – idealização romântica.</p><p>d) Sofrimento humano – destruição material.</p><p>e) Objetividade artística – subjetividade</p><p>jornalística.</p><p>6) (ENEM 2012)</p><p>TEXTO I</p><p>A Europa entrou em estado de exceção,</p><p>personificado por obscuras forças econômicas</p><p>sem rosto ou localização física conhecida que</p><p>não prestam contas a ninguém e se espalham</p><p>pelo globo por meio de milhões de transações</p><p>diárias no ciberespaço.</p><p>ROSSI, C. Nem fim do mundo nem mundo novo. Folha de São Paulo, 11</p><p>dez. 2011 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Estamos imersos numa crise financeira como</p><p>nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão</p><p>iniciada em 1929 nos Estados Unidos.</p><p>Entrevista de George Soros. Disponível em: www.nybooks.com. Acesso</p><p>em: 17 ago. 2011 (adaptado).</p><p>A comparação entre os significados da atual</p><p>crise econômica e do crash de 1929 oculta a</p><p>principal diferença entre essas duas crises, pois:</p><p>a) o crash da Bolsa em 1929 adveio do</p><p>envolvimento dos EUA na I Guerra</p><p>Mundial e a atual crise é o resultado dos</p><p>gastos militares desse país nas guerras do</p><p>Afeganistão e Iraque.</p><p>b) a crise de 1929 ocorreu devido a um</p><p>quadro de superprodução industrial nos</p><p>EUA e a atual crise resultou da</p><p>especulação financeira e da expansão</p><p>desmedida do crédito bancário.</p><p>c) a crise de 1929 foi o resultado da</p><p>concorrência dos países europeus</p><p>reconstruídos após a I Guerra e a atual</p><p>crise se associa à emergência dos BRICS</p><p>como novos concorrentes econômicos.</p><p>d) o crash da Bolsa em 1929 resultou do</p><p>excesso de proteções ao setor produtivo</p><p>estadunidense e a atual crise tem origem</p><p>na internacionalização das empresas e no</p><p>avanço da política de livre mercado.</p><p>e) a crise de 1929 decorreu da política</p><p>intervencionista norte-americana sobre o</p><p>sistema de comércio mundial e a atual</p><p>crise resultou do excesso de regulação do</p><p>governo desse país sobre o sistema</p><p>monetário.</p><p>7) (ENEM PPL 2018) Quanto aos campos de</p><p>batalha, os nomes de ilhas melanésias e</p><p>assentamentos nos desertos norte-africanos, na</p><p>Birmânia e nas Filipinas tornaram-se tão</p><p>conhecidos dos leitores de jornais e radiouvintes</p><p>quanto os nomes de batalhas no Ártico e no</p><p>Cáucaso, na Normandia, em Stalingrado e em</p><p>Kursk. A Segunda Guerra Mundial foi uma aula</p><p>de geografia.</p><p>HOBSBAWM, E. Era dos extremos – o breve século XX: 1914-1991. São</p><p>Paulo: Cia. das Letras, 1997 (adaptado).</p><p>Um dos principais acontecimentos do século XX,</p><p>a Segunda Grande Guerra (1939-1945) foi</p><p>interpretada no texto como uma aula de</p><p>geografia porque</p><p>a) teve-se ciência de lugares outrora</p><p>ignorados.</p><p>b) foram modificadas fronteiras e relações</p><p>interestatais.</p><p>c) utilizaram mapas estratégicos dos</p><p>exércitos nela envolvidos.</p><p>d) tratou-se de um acontecimento que</p><p>afetou a economia global.</p><p>e) tornou o continente europeu o centro das</p><p>relações internacionais.</p><p>8) (ENEM 2019) Essa atmosfera de loucura e</p><p>irrealidade, criada pela aparente ausência de</p><p>propósitos, é a verdadeira cortina de ferro que</p><p>esconde dos olhos do mundo todas as formas de</p><p>campos de concentração. Vistos de fora, os</p><p>campos e o que neles acontece só podem ser</p><p>descritos com imagens extraterrenas, como se a</p><p>vida fosse neles separada das finalidades deste</p><p>mundo. Mais que o arame farpado, é a</p><p>irrealidade dos detentos que ele confina que</p><p>provoca uma crueldade tão incrível que termina</p><p>levando à aceitação do extermínio como solução</p><p>perfeitamente normal.</p><p>ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 1989</p><p>(adaptado).</p><p>A partir da análise da autora, no encontro das</p><p>temporalidades históricas, evidencia-se uma</p><p>crítica</p><p>à naturalização do(a)</p><p>a) ideário nacional, que legitima as</p><p>desigualdades sociais.</p><p>b) alienação ideológica, que justifica as</p><p>ações individuais.</p><p>c) cosmologia religiosa, que sustenta as</p><p>tradições hierárquicas.</p><p>d) segregação humana, que fundamenta os</p><p>projetos biopolíticos.</p><p>e) enquadramento cultural, que favorece os</p><p>comportamentos punitivos.</p><p>71</p><p>9) (ENEM LIBRAS 2017)</p><p>Tradução: “Este é o inimigo”.</p><p>Cartaz da Segunda Guerra Mundial. Autoria anônima.</p><p>Disponível em: https://artifactsjournal.missouri.edu. Acesso em: 17 jun.</p><p>2015</p><p>Produzido e divulgado nos Estados Unidos</p><p>durante a Segunda Guerra Mundial, o cartaz</p><p>tinha o objetivo político de</p><p>a) promover o término do conflito.</p><p>b) justificar o extermínio de judeus.</p><p>c) difundir o sentimento xenofóbico.</p><p>d) reforçar o revanchismo dos derrotados.</p><p>e) enfraquecer o nacionalismo exacerbado.</p><p>10) (ENEM 2015) A participação da África na</p><p>Segunda Guerra Mundial deve ser apreciada sob</p><p>a ótica da escolha entre vários demônios. O seu</p><p>engajamento não foi um processo de</p><p>colaboração com o imperialismo, mas uma luta</p><p>contra uma forma de hegemonia ainda mais</p><p>perigosa.</p><p>(Org.). História geral da África: África desde 1925. Brasília: Unesco, 2010.</p><p>Para o autor, a “forma de hegemonia” e uma de</p><p>suas características que explicam o engajamento</p><p>dos africanos no processo analisado foram:</p><p>a) Comunismo / rejeição da democracia</p><p>liberal.</p><p>b) Capitalismo / devastação do ambiente</p><p>natural.</p><p>c) Fascismo / adoção do determinismo</p><p>biológico.</p><p>d) Socialismo / planificação da economia</p><p>nacional.</p><p>e) Colonialismo / imposição da missão</p><p>civilizatória.</p><p>MATEMÁTICA: Probabilidade</p><p>1) (ENEM 2020) O Estatuto do Idoso, no Brasil,</p><p>prevê certos direitos às pessoas com idade</p><p>avançada, concedendo a estas, entre outros</p><p>benefícios, a restituição de imposto de renda</p><p>antes dos demais contribuintes. A tabela informa</p><p>os nomes e as idades de 12 idosos que aguardam</p><p>suas restituições de imposto de renda. Considere</p><p>que, entre os idosos, a restituição seja concedida</p><p>em ordem decrescente de idade e que, em</p><p>subgrupos de pessoas com a mesma idade, a</p><p>ordem seja decidida por sorteio.</p><p>Nessas condições, a probabilidade de João ser a</p><p>sétima pessoa do grupo a receber sua restituição</p><p>é igual a</p><p>a)</p><p>1</p><p>12</p><p>b)</p><p>7</p><p>12</p><p>c)</p><p>1</p><p>8</p><p>d)</p><p>5</p><p>6</p><p>e)</p><p>1</p><p>4</p><p>2) (ENEM 2018) O salto ornamental é um esporte</p><p>em que cada competidor realiza seis saltos. A</p><p>nota em cada salto é calculada pela soma das</p><p>notas dos juízes, multiplicada pela nota de</p><p>partida (o grau de dificuldade de cada salto).</p><p>Fica em primeiro lugar o atleta que obtiver a</p><p>maior soma das seis notas recebidas.</p><p>72</p><p>O atleta 10 irá realizar o último salto da final. Ele</p><p>observa no Quadro 1, antes de executar o salto, o</p><p>recorte do quadro parcial de notas com a sua</p><p>classificação e a dos três primeiros lugares até</p><p>aquele momento.</p><p>Ele precisa decidir com seu treinador qual salto</p><p>deverá realizar. Os dados dos possíveis tipos de</p><p>salto estão no Quadro 2.</p><p>O atleta optará pelo salto com a maior</p><p>probabilidade de obter a nota estimada, de</p><p>maneira que lhe permita alcançar o primeiro</p><p>lugar.</p><p>a) T1</p><p>b) T2</p><p>c) T3</p><p>d) T4</p><p>e) T5</p><p>3) (ENEM 2019) Em um determinado ano, os</p><p>computadores da receita federal de um país</p><p>identificaram como inconsistentes 20% das</p><p>declarações de imposto de renda que lhe foram</p><p>encaminhadas. Uma declaração é classificada</p><p>como inconsistente quando apresenta algum tipo</p><p>de erro ou conflito nas informações prestadas.</p><p>Essas declarações consideradas inconsistentes</p><p>foram analisadas pelos auditores, que</p><p>constataram que 25% delas eram fraudulentas.</p><p>Constatou-se ainda que, dentre as declarações</p><p>que não apresentaram inconsistências, 6,25%</p><p>eram fraudulentas.</p><p>Qual é a probabilidade de, nesse ano, a</p><p>declaração de um contribuinte ser considerada</p><p>inconsistente, dado que ela era fraudulenta?</p><p>a) 0,0500</p><p>b) 0,1000</p><p>c) 0,1125</p><p>d) 0,3125</p><p>e) 0,5000</p><p>4) (ENEM 2022 PPL) Sete países americanos,</p><p>Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Estados Unidos,</p><p>Paraguai e Uruguai; e sete países europeus,</p><p>Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália,</p><p>Alemanha e Suíça, decidem criar uma comissão</p><p>com representantes de oito desses países,</p><p>objetivando criar políticas de incentivo e</p><p>regulação do turismo entre eles. Na hipótese de</p><p>criação da comissão, serão escolhidos</p><p>aleatoriamente quatro representantes de países</p><p>das Américas e quatro representantes de países</p><p>europeus, não podendo estar na comissão dois</p><p>representantes de um mesmo país.</p><p>Qual é a probabilidade de o Brasil e a França</p><p>pertencerem a essa comissão?</p><p>a)</p><p>1</p><p>182</p><p>b)</p><p>1</p><p>49</p><p>c)</p><p>1</p><p>4</p><p>d)</p><p>1</p><p>13</p><p>e)</p><p>16</p><p>49</p><p>5) (ENEM 2021) O organizador de uma</p><p>competição de lançamento de dardos pretende</p><p>tornar o campeonato mais competitivo. Pelas</p><p>regras atuais da competição, numa rodada, o</p><p>jogador lança 3 dardos e pontua caso acerte pelo</p><p>menos um deles no alvo. O organizador considera</p><p>que, em média, os jogadores têm, em cada</p><p>lançamento, de probabilidade de acertar um</p><p>1</p><p>2</p><p>dardo no alvo.</p><p>A fim de tornar o jogo mais atrativo, planeja</p><p>modificar as regras de modo que a probabilidade</p><p>de um jogador pontuar em uma rodada seja</p><p>igual ou superior a Para isso, decide</p><p>9</p><p>10</p><p>aumentar a quantidade de dardos a serem</p><p>lançados em cada rodada.</p><p>73</p><p>Com base nos valores considerados pelo</p><p>organizador da competição, a quantidade</p><p>mínima de dardos que devem ser</p><p>disponibilizados em uma rodada para tornar o</p><p>jogo mais atrativo é</p><p>a) 2</p><p>b) 4</p><p>c) 6</p><p>d) 9</p><p>e) 10</p><p>6) (ENEM 2017) Numa avenida existem 10</p><p>semáforos. Por causa de uma pane no sistema,</p><p>os semáforos ficaram sem controle durante uma</p><p>hora, e fixaram suas luzes unicamente em verde</p><p>ou vermelho. Os semáforos funcionam de forma</p><p>independente; a probabilidade de acusar a cor</p><p>verde é de e a de acusar a cor vermelha é de .</p><p>Uma pessoa percorreu a pé toda essa avenida</p><p>durante o período</p><p>da pane, observando a cor da luz de cada um</p><p>desses semáforos.</p><p>Qual a probabilidade de que esta pessoa tenha</p><p>observado exatamente um sinal na cor verde?</p><p>a)</p><p>10×2</p><p>310</p><p>b)</p><p>10×29</p><p>310</p><p>c)</p><p>210</p><p>3100</p><p>d)</p><p>290</p><p>3100</p><p>e)</p><p>2</p><p>310</p><p>7) (ENEM 2022) Em um jogo de bingo, as cartelas</p><p>contêm 16 quadrículas dispostas em linhas e</p><p>colunas. Cada quadrícula tem impresso um</p><p>número, dentre os inteiros de 1 a 50, sem</p><p>repetição de número. Na primeira rodada, um</p><p>número é sorteado, aleatoriamente, dentre os 50</p><p>possíveis. Em todas as rodadas, o número</p><p>sorteado é descartado e não participa dos</p><p>sorteios das rodadas seguintes. Caso o jogador</p><p>tenha em sua cartela o número sorteado, ele o</p><p>assinala na cartela. Ganha o jogador que</p><p>primeiro conseguir preencher quatro quadrículas</p><p>que formam uma linha, uma coluna ou uma</p><p>diagonal, conforme os tipos de situações</p><p>ilustradas na Figura 1.</p><p>O jogo inicia e, nas quatro primeiras rodadas,</p><p>foram sorteados os seguintes números: 03, 27, 07</p><p>e 48. Ao final da quarta rodada, somente Pedro</p><p>possuía uma cartela que continha esses quatro</p><p>números sorteados, sendo que todos os demais</p><p>jogadores conseguiram assinalar, no máximo, um</p><p>desses números em suas cartelas. Observe na</p><p>Figura 2 o cartão de Pedro após as quatro</p><p>primeiras rodadas.</p><p>A probabilidade de Pedro ganhar o jogo em uma</p><p>das duas próximas rodadas é</p><p>a)</p><p>1</p><p>46 + 1</p><p>45</p><p>b)</p><p>1</p><p>46 + 2</p><p>46×45</p><p>c)</p><p>1</p><p>46 + 8</p><p>46×45</p><p>d)</p><p>1</p><p>46 + 43</p><p>46×45</p><p>e)</p><p>1</p><p>46 + 49</p><p>46×45</p><p>8) (ENEM PPL 2016) Em um campeonato de</p><p>futebol, a vitória vale 3 pontos, o empate 1 ponto</p><p>e a derrota zero ponto. Ganha o campeonato o</p><p>time que tiver maior número de pontos. Em caso</p><p>de empate no total de pontos, os times são</p><p>declarados vencedores.</p><p>Os times R e S são os únicos com chance de</p><p>ganhar o campeonato, pois ambos possuem 68</p><p>pontos e estão muito à frente dos outros times.</p><p>No entanto, R e S não se enfrentarão na rodada</p><p>final.</p><p>Os especialistas em futebol arriscam as seguintes</p><p>probabilidades para os jogos da última rodada:</p><p>● R tem 80% de chance de ganhar e 15% de</p><p>empatar;</p><p>● S tem 40% de chance de ganhar e 20% de</p><p>empatar.</p><p>74</p><p>Segundo as informações dos especialistas em</p><p>futebol, qual é a probabilidade de o time ser o</p><p>único vencedor do campeonato?</p><p>a) 32%</p><p>b) 38%</p><p>c) 48%</p><p>d) 54%</p><p>e) 57%</p><p>9) (ENEM 2012) Em um blog de variedades,</p><p>músicas, mantras e informações diversas, foram</p><p>postados “Contos de Halloween”.</p><p>Após a leitura,</p><p>os visitantes poderiam opinar, assinalando suas</p><p>reações em: “Divertido”, “Assustador” ou “Chato”.</p><p>Ao final de uma semana, o blog registrou que</p><p>500 visitantes distintos acessaram esta</p><p>postagem.</p><p>O gráfico a seguir apresenta o resultado da</p><p>enquete.</p><p>O administrador do blog irá sortear um livro</p><p>entre os visitantes que opinaram na postagem</p><p>“Contos de Halloween”.</p><p>Sabendo que nenhum visitante votou mais de</p><p>uma vez, a probabilidade de uma pessoa</p><p>escolhida ao acaso entre as que opinaram ter</p><p>assinalado que o conto “Contos de Halloween” é</p><p>“Chato” é mais aproximada por</p><p>a) 0,09.</p><p>b) 0,12.</p><p>c) 0,14.</p><p>d) 0,15.</p><p>e) 0,18.</p><p>10) (ENEM 2015) O HPV é uma doença</p><p>sexualmente transmissível. Uma vacina com</p><p>eficácia de 98% foi criada com o objetivo de</p><p>prevenir a infecção por HPV e, dessa forma,</p><p>reduzir o número de pessoas que venham a</p><p>desenvolver câncer de colo de útero. Uma</p><p>campanha de vacinação foi lançada em 2014</p><p>pelo SUS, para um público-alvo de meninas de 11</p><p>a 13 anos de idade. Considera-se que, em uma</p><p>população não vacinada, o HPV acomete 50%</p><p>desse público ao longo de suas vidas. Em certo</p><p>município, a equipe coordenadora da campanha</p><p>decidiu vacinar meninas entre 11 e 13 anos de</p><p>idade em quantidade suficiente para que a</p><p>probabilidade de uma menina nessa faixa etária,</p><p>escolhida ao acaso, vir a desenvolver essa</p><p>doença seja, no máximo, de 5,9%. Houve cinco</p><p>propostas de cobertura, de modo a atingir essa</p><p>meta: Proposta</p><p>Proposta I: vacinação de 90% do público-alvo.</p><p>Proposta II: vacinação de 55,8% do público-alvo.</p><p>Proposta III: vacinação de 88,2% do</p><p>público-alvo.</p><p>Proposta IV: vacinação de 49% do público-alvo.</p><p>Proposta V: vacinação de 95,9% do público-alvo.</p><p>Para diminuir os custos, a proposta escolhida</p><p>deveria ser também aquela que vacinasse a</p><p>menor quantidade possível de pessoas.</p><p>Disponível em: www.virushpv.com.br. Acesso em: 30 ago. 2014</p><p>(adaptado).</p><p>A proposta implementada foi a de número</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>75</p><p>76</p><p>GEOGRAFIA: Geografia</p><p>Urbana</p><p>1) (ENEM PPL 2018) O Morro do Vidigal é um</p><p>clássico do Rio de Janeiro. A vista dá para</p><p>Ipanema e a favela é pequena e relativamente</p><p>segura. Aos poucos, casas de um padrão mais</p><p>alto estão sendo construídas. Artistas plásticos e</p><p>gringos compraram imóveis ali. Os moradores</p><p>recebem propostas atraentes e se mudam. Não</p><p>são propostas milionárias. Apenas o suficiente</p><p>para se transferirem para um lugar mais longe e</p><p>um pouco melhor. Os novos habitantes, aos</p><p>poucos, impõem uma nova rotina e uma nova</p><p>cara.</p><p>NOGUEIRA, K. O que é gentrificação e por que ela está gerando tanto</p><p>barulho no Brasil. Disponível em: www.diariodocentrodomundo.com.br.</p><p>Acesso em: 7 jul. 2015 (adaptado).</p><p>O texto discute um processo em curso em várias</p><p>cidades brasileiras. Uma consequência</p><p>socioespacial desse processo é a</p><p>a) expansão horizontal da área local.</p><p>b) expulsão velada da população pobre.</p><p>c) alocação imprópria de recursos públicos.</p><p>d) privatização indevida do território</p><p>urbano.</p><p>e) remoção forçada de residências</p><p>irregulares.</p><p>2) (ENEM PPL 2017) As intervenções da</p><p>urbanização, com a modificação das formas ou</p><p>substituição de materiais superficiais, alteram de</p><p>maneira radical e irreversível os processos</p><p>hidrodinâmicos nos sistemas geomorfológicos,</p><p>sobretudo no meio tropical úmido, em que a</p><p>dinâmica de circulação de água desempenha</p><p>papel fundamental.</p><p>GUERRA, A.J. T.; JORGE, M. C. O. Processos erosivos e recuperação de</p><p>áreas degradadas. São Paulo: Oficina de Textos, 2013 (adaptado).</p><p>Nesse contexto, a influência da urbanização, por</p><p>meio das intervenções técnicas nesse ambiente,</p><p>favorece o</p><p>a) abastecimento do lençol freático.</p><p>b) escoamento superficial concentrado.</p><p>c) acontecimento da evapotranspiração.</p><p>d) movimento de água em subsuperfície.</p><p>e) armazenamento das bacias hidrográficas.</p><p>3) (ENEM 2022)</p><p>Brasileiros levam mais tempo de casa para o</p><p>trabalho</p><p>Pesquisa do IBGE aponta que a situação é mais</p><p>grave no Sudeste: 13% das pessoas levam mais</p><p>de uma hora para chegar ao trabalho. Nas</p><p>regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio, o</p><p>IBGE registrou os maiores percentuais de</p><p>trabalhadores que levam mais de uma hora no</p><p>trajeto até o emprego. Quem vê o Marcelo</p><p>chegar ao trabalho nem imagina a maratona que</p><p>ele enfrenta todos os dias antes das 5 h. “Acordo</p><p>4 h 30, saio de casa 5 h, pego trem 5 h 20, chego</p><p>na Central umas 6 h 50, pego ônibus e chego no</p><p>trabalho mais ou menos 7 h 10”, conta. Segundo</p><p>especialista, são os mais pobres os que moram</p><p>mais longe do emprego.</p><p>Disponível em: www.portaldotransito.com.br. Acesso em: 23 nov. 2021</p><p>(adaptado)</p><p>A pesquisa desenvolvida retrata a seguinte</p><p>dinâmica populacional:</p><p>a) Fluxo de retorno.</p><p>b) Migração interna.</p><p>c) Mudança sazonal.</p><p>d) Movimento pendular.</p><p>e) Deslocamento forçado.</p><p>4) (ENEM 2016) O conceito de função social da</p><p>cidade incorpora a organização do espaço físico</p><p>como fruto da regulação social, isto é, a cidade</p><p>deve contemplar todos os seus moradores e não</p><p>somente aqueles que estão no mercado formal</p><p>da produção capitalista da cidade. A tradição</p><p>dos códigos de edificação, uso e ocupação do</p><p>solo no Brasil sempre partiram do pressuposto de</p><p>que a cidade não tem divisões entre os incluídos</p><p>e os excluídos socialmente.</p><p>QUINTO JR., L. P. Nova legislação urbana e os velhos fantasmas.</p><p>Estudos Avançados (USP), n. 47, 2003 (adaptado).</p><p>Uma política governamental que contribui para</p><p>viabilizar a função social da cidade, nos moldes</p><p>indicados no texto, é a</p><p>a) qualificação de serviços públicos em</p><p>bairros periféricos.</p><p>b) implantação de centros comerciais em</p><p>eixos rodoviários.</p><p>c) proibição de construções residenciais em</p><p>regiões íngremes.</p><p>d) disseminação de equipamentos culturais</p><p>em locais turísticos.</p><p>e) desregulamentação do setor imobiliário</p><p>em áreas favelizadas.</p><p>77</p><p>5) (ENEM PPL 2022) A mobilidade urbana</p><p>constitui-se em um tema fundamental quando se</p><p>discute desenvolvimento urbano e qualidade de</p><p>vida da população. As condições de</p><p>deslocamentos das pessoas e das mercadorias</p><p>nos centros urbanos impactam toda a sociedade</p><p>pela geração de externalidades negativas, como</p><p>acidentes, poluição e congestionamentos,</p><p>afetando especialmente a vida dos mais pobres,</p><p>que geralmente moram em regiões mais</p><p>distantes das oportunidades urbanas</p><p>CARVALHO, C. H. R. Mobilidade urbana: avanços, desafios e</p><p>perspectivas. In: COSTA, M. A. (Org.). O estatuto da cidade e a Habitat</p><p>III. Brasília: Ipea, 2016.</p><p>Para minimizar essa problemática apresentada</p><p>no texto, deve-se incentivar a</p><p>a) habitação em locais periféricos.</p><p>b) ocupação de áreas subutilizadas.</p><p>c) utilização de veículos individuais.</p><p>d) construção de estacionamentos em vias</p><p>públicas.</p><p>e) concentração de empregos em zonas</p><p>centrais.</p><p>6) (ENEM 2013) Trata-se de um gigantesco</p><p>movimento de construção de cidades, necessário</p><p>para o assentamento residencial dessa</p><p>população, bem como de suas necessidades de</p><p>trabalho, abastecimento, transportes, saúde,</p><p>energia, água etc. Ainda que o rumo tomado pelo</p><p>crescimento urbano não tenha respondido</p><p>satisfatoriamente a todas essas necessidades, o</p><p>território foi ocupado e foram construídas as</p><p>condições para viver nesse espaço.</p><p>MARICATO, E. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana.</p><p>Petrópolis: Vozes, 2001.</p><p>A dinâmica de transformação das cidades tende</p><p>a apresentar como consequência a expansão das</p><p>áreas periféricas pelo(a)</p><p>a) crescimento da população urbana e</p><p>aumento da especulação imobiliária.</p><p>b) direcionamento maior do fluxo de</p><p>pessoas, devido à existência de um</p><p>grande número de serviços.</p><p>c) delimitação de áreas para uma ocupação</p><p>organizada do espaço físico, melhorando</p><p>a qualidade de vida.</p><p>d) implantação de políticas públicas que</p><p>promovem a moradia e o direito à cidade</p><p>aos seus moradores.</p><p>e) reurbanização de moradias nas áreas</p><p>centrais, mantendo o trabalhador</p><p>próximo ao seu emprego, diminuindo os</p><p>deslocamentos para a periferia.</p><p>7) (ENEM PPL 2013) Pense no crescimento</p><p>tecnológico de sua cidade nos últimos 10 ou 15</p><p>anos e perceberá que, embora ela tenha</p><p>crescido, a maioria dos novos bairros é moradia</p><p>de pessoas humildes que, ou foram expulsas da</p><p>área</p><p>mais central pelo progresso</p><p>técnico-científico, ou vieram do campo ou de</p><p>outras regiões buscando melhores condições de</p><p>vida, mas agora residem em lugares desprovidos</p><p>dos serviços básicos.</p><p>SOUZA, A. J. Texto e sugestões de atividades para abordar os conceitos</p><p>de progresso e desenvolvimento. In: Ciência Geográfica, AGB, dez. 1995</p><p>(adaptado).</p><p>Com as transformações ocorridas nas áreas</p><p>rurais e urbanas das cidades pelo advento das</p><p>tecnologias, as pessoas procuram se beneficiar</p><p>de novas formas de sobrevivência. Para isso,</p><p>apropriam-se dos espaços irregularmente. Diante</p><p>dessa situação, o poder público deve criar</p><p>políticas capazes de gerar</p><p>a) adaptação das moradias para oferecer</p><p>qualidade de vida às pessoas.</p><p>b) locais de moradia dignos e infraestrutura</p><p>adequada para esses novos moradores.</p><p>c) mutirões entre os moradores para o</p><p>melhoramento estético das moradias</p><p>populares.</p><p>d) financiamentos para novas construções e</p><p>acompanhamento dos serviços técnicos.</p><p>e) situações de regularização de seus</p><p>terrenos, mesmo que em áreas</p><p>inadequadas.</p><p>8) (ENEM 2020) O planejamento deixou de</p><p>controlar o crescimento urbano e passou a</p><p>encorajá-lo por todos os meios possíveis e</p><p>imagináveis. Cidades, a nova mensagem soou</p><p>em alto e bom som, eram máquinas de produzir</p><p>riquezas; o primeiro e principal objetivo do</p><p>planejamento devia ser o de azeitar a máquina.</p><p>HALL, P. Cidades do amanhã: uma história intelectual do planejamento e</p><p>do projeto urbanos no século XX. São Paulo Perspectiva, 2016</p><p>(adaptado)</p><p>O modelo de planejamento urbano</p><p>problematizado no texto é marcado pelo(a)</p><p>a) primazia da gestão popular.</p><p>b) uso de práticas sustentáveis.</p><p>c) construção do bem-estar social.</p><p>d) soberania do poder governamental.</p><p>e) ampliação da participação empresarial.</p><p>78</p><p>9) (ENEM 2011) Subindo morros, margeando</p><p>córregos ou penduradas em palafitas, as favelas</p><p>fazem parte de paisagem de um terço dos</p><p>municípios do país, abrigando mais de 10 milhões</p><p>de pessoas, segundo dados do Instituto</p><p>Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><p>MARTINS, A. R. A favela como um espaço da cidade. Disponível em:</p><p>http://www.revistaescola.abril.com.br. Acesso em: 31 jul. 2010.</p><p>A situação das favelas no país reporta a graves</p><p>problemas de desordenamento territorial. Nesse</p><p>sentido, uma característica comum a esses</p><p>espaços têm sido</p><p>a) o planejamento para a implantação de</p><p>infraestruturas urbanas necessárias para</p><p>atender as necessidades básicas dos</p><p>moradores.</p><p>b) a organização de associações de</p><p>moradores interessadas na melhoria do</p><p>espaço urbano e financiadas pelo poder</p><p>público.</p><p>c) a presença de ações referentes à</p><p>educação ambiental com consequente</p><p>preservação dos espaços naturais</p><p>circundantes.</p><p>d) a ocupação de áreas de risco suscetíveis</p><p>a enchentes ou desmoronamentos com</p><p>consequentes perdas materiais e</p><p>humanas.</p><p>e) o isolamento socioeconômico dos</p><p>moradores ocupantes desses espaços</p><p>com a resultante multiplicação de</p><p>políticas que tentam reverter esse quadro.</p><p>10) (ENEM 2016) O Rio de Janeiro tem projeção</p><p>imediata no próprio estado e no Espírito Santo,</p><p>em parcela do sul do estado da Bahia, e na Zona</p><p>da Mata, em Minas Gerais, onde tem influência</p><p>dividida com Belo Horizonte. Compõem a rede</p><p>urbana do Rio de Janeiro, entre outras cidades:</p><p>Vitória, Juiz de Fora, Cachoeiro de Itapemirim,</p><p>Campos dos Goytacazes de Freitas, Angra dos</p><p>Reis e Teresópolis.</p><p>Disponível em: http://ibge.gov.br. Acesso em: 9 jul. 2015 (adaptado).</p><p>O conceito que expressa a relação entre o</p><p>espaço apresentado e a cidade do Rio de Janeiro</p><p>é:</p><p>a) Frente pioneira.</p><p>b) Zona de transição</p><p>c) Região polarizada.</p><p>d) Área de conurbação.</p><p>e) Periferia metropolitana.</p><p>QUÍMICA: Propriedades</p><p>Coligativas e Gases</p><p>1) (ENEM 2020) As panelas de pressão reduzem</p><p>o tempo de cozimento dos alimentos por elevar a</p><p>temperatura de ebulição da água. Os usuários</p><p>conhecedores do utensílio normalmente abaixam</p><p>a intensidade do fogo em panelas de pressão</p><p>após estas iniciarem a saída dos vapores.</p><p>Ao abaixar o fogo, reduz-se a chama, pois assim</p><p>evita-se o(a)</p><p>a) aumento da pressão interna e os riscos de</p><p>explosão.</p><p>b) dilatação da panela e a desconexão com</p><p>sua tampa.</p><p>c) perda da qualidade nutritiva do alimento.</p><p>d) deformação da borracha de vedação.</p><p>e) consumo de gás desnecessário.</p><p>2) (ENEM PPL 2020) Uma lagarta ao comer as</p><p>folhas do milho, induz no vegetal a produção de</p><p>óleos voláteis cujas estruturas estão mostradas a</p><p>seguir:</p><p>A volatilidade desses óleos é decorrência do(a)</p><p>a) elevado caráter covalente.</p><p>b) alta miscibilidade em água.</p><p>c) baixa estabilidade química.</p><p>d) grande superfície de contato.</p><p>e) fraca interação intermolecular.</p><p>3) (ENEM PPL 2018) Bebidas podem ser</p><p>refrigeradas de modo mais rápido utilizando-se</p><p>caixas de isopor contendo gelo e um pouco de</p><p>sal grosso comercial. Nesse processo ocorre o</p><p>derretimento do gelo com consequente formação</p><p>de líquido e resfriamento das bebidas. Uma</p><p>interpretação equivocada, baseada no senso</p><p>comum, relaciona esse efeito à grande</p><p>capacidade do sal grosso de remover calor do</p><p>gelo.</p><p>Do ponto de vista científico, o resfriamento</p><p>rápido ocorre em razão da</p><p>a) variação da solubilidade do sal.</p><p>b) alteração da polaridade da água.</p><p>c) elevação da densidade do líquido.</p><p>d) modificação da viscosidade do líquido.</p><p>e) diminuição da temperatura de fusão do</p><p>líquido.</p><p>79</p><p>4) (ENEM PPL 2012) O polímero PET (tereftalato</p><p>de polietileno), material presente em diversas</p><p>embalagens descartáveis, pode levar centenas</p><p>de anos para ser degradado e seu processo de</p><p>reciclagem requer um grande aporte energético.</p><p>Nesse contexto, uma técnica que visa baratear o</p><p>processo foi implementada recentemente.</p><p>Trata-se do aquecimento de uma mistura de</p><p>plásticos em um reator, a 700 °C e 34 atm, que</p><p>promove a quebra das ligações químicas entre</p><p>átomos de hidrogênio e carbono na cadeia do</p><p>polímero, produzindo gás hidrogênio e</p><p>compostos de carbono que podem ser</p><p>transformados em microesferas para serem</p><p>usadas em tintas, lubrificantes, pneus, dentre</p><p>outros produtos.</p><p>Disponível em: www1.folha.uol.br. Acesso em:26 jul. 2010 (adaptado).</p><p>Considerando o processo de reciclagem do PET,</p><p>para tratar 1 000 g desse polímero, com</p><p>rendimento de 100%, o volume de gás hidrogênio</p><p>liberado, nas condições apresentadas,</p><p>encontra-se no intervalo entre</p><p>Dados: Constante dos gases R = 0,082 L atm/mol</p><p>K; Massa molar do monômero do PET = 192</p><p>g/mol; Equação de estado dos gases ideais: PV =</p><p>nRT</p><p>a) 0 e 20 litros.</p><p>b) 20 e 40 litros.</p><p>c) 40 e 60 litros.</p><p>d) 60 e 80 litros.</p><p>e) 80 e 100 litros.</p><p>5) (ENEM PPL 2019) Em regiões desérticas, a</p><p>obtenção de água potável não pode depender</p><p>apenas da precipitação. Nesse sentido, portanto,</p><p>sistemas para dessalinização da água do mar</p><p>têm sido uma solução. Alguns desses sistemas</p><p>consistem basicamente de duas câmaras (uma</p><p>contendo água doce e outra contendo água</p><p>salgada) separadas por uma membrana</p><p>semipermeável. Aplicando-se pressão na câmara</p><p>com água salgada, a água pura é forçada a</p><p>passar através da membrana para a câmara</p><p>contendo água doce.</p><p>O processo descrito para a purificação da água é</p><p>denominado</p><p>a) filtração.</p><p>b) adsorção.</p><p>c) destilação.</p><p>d) troca iônica.</p><p>e) osmose reversa.</p><p>6) (ENEM PPL 2022) Os airbags de segurança</p><p>dos automóveis são acionados com o impacto,</p><p>que envia um sinal elétrico para o dispositivo e</p><p>inicia a reação explosiva do trinitreto de sódio</p><p>(NaN3), produzindo sódio metálico e nitrogênio</p><p>molecular, conforme a equação:</p><p>2 NaN3 (s)→ 2 Na (s) + 3 N2 (g)</p><p>O gás produzido tem função de inflar o airbag.</p><p>Esse tipo de dispositivo contém,</p><p>aproximadamente, 100 g de NaN3.</p><p>Considere: PV = nRT; P = 1 atm; T = 25 °C;</p><p>R = 0,0821 L.atm/K.mol; 0 °C = 273 K</p><p>Massas molares: NaN3 = 65 g/mol; N2 = 28 g/mol;</p><p>Na = 23 g/mol</p><p>Nesse dispositivo, o volume de gás produzido,</p><p>em litro, é</p><p>a) 4,7.</p><p>b) 9,4.</p><p>c) 18,8.</p><p>d) 56,5.</p><p>e) 113,0.</p><p>7) (ENEM 2014) Um sistema de pistão contendo</p><p>um gás é mostrado na figura. Sobre a</p><p>extremidade superior do êmbolo, que pode</p><p>movimentar-se livremente sem atrito,</p><p>encontra-se um objeto. Através de uma chapa de</p><p>aquecimento é possível fornecer calor ao gás e,</p><p>com auxílio de um manômetro, medir sua</p><p>pressão. A partir de</p><p>diferentes valores de calor</p><p>fornecido, considerando o sistema como</p><p>hermético, o objeto elevou-se em valores ∆h,</p><p>como mostrado no gráfico. Foram estudadas,</p><p>separadamente, quantidades equimolares de</p><p>dois diferentes gases, denominados M e V.</p><p>80</p><p>A diferença no comportamento dos gases no</p><p>experimento decorre do fato de o gás M, em</p><p>relação ao V, apresentar</p><p>a) maior pressão de vapor.</p><p>b) menor massa molecular.</p><p>c) maior compressibilidade.</p><p>d) menor energia de ativação.</p><p>e) menor capacidade calorífica.</p><p>8) (ENEM 2011) A cal (óxido de cálcio, CaO), cuja</p><p>suspensão em água é muito usada como uma</p><p>tinta de baixo custo, dá uma tonalidade branca</p><p>aos troncos de árvores. Essa é uma prática muito</p><p>comum em praças públicas e locais privados,</p><p>geralmente usada para combater a proliferação</p><p>de parasitas. Essa aplicação, também chamada</p><p>de caiação, gera um problema: elimina</p><p>microrganismos benéficos para a árvore.</p><p>Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 1 abr. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>A destruição do microambiente, no tronco de</p><p>árvores pintadas com cal, é devida ao processo</p><p>de</p><p>a) difusão, pois a cal se difunde nos corpos</p><p>dos seres do microambiente e os intoxica.</p><p>b) osmose, pois a cal retira água do</p><p>microambiente, tornando-o inviável ao</p><p>desenvolvimento de microrganismos.</p><p>c) oxidação, pois a luz solar que incide sobre</p><p>o tronco ativa fotoquimicamente a cal,</p><p>que elimina os seres vivos do</p><p>microambiente.</p><p>d) aquecimento, pois a luz do Sol incide</p><p>sobre o tronco e aquece a cal, que mata</p><p>os seres vivos do microambiente.</p><p>e) vaporização, pois a cal facilita a</p><p>volatilização da água para a atmosfera,</p><p>eliminando os seres vivos do</p><p>microambiente.</p><p>9) (ENEM DIGITAL 2020) A combustão</p><p>completa de combustíveis fósseis produz água e</p><p>dióxido de carbono (CO2, massa molar 44 g</p><p>mol−1). A União Europeia estabeleceu, desde</p><p>2012, limite de emissão veicular de 130 g de CO2</p><p>por quilômetro rodado (valor aplicável a uma</p><p>média de veículos de um mesmo fabricante),</p><p>tendo como penalidade multa, caso o fabricante</p><p>ultrapasse a meta. A gasolina é uma mistura de</p><p>hidrocarbonetos com cerca de oito carbonos em</p><p>sua composição, incluindo isômeros do octano</p><p>(C8H18). Considere que em uma cidade o consumo</p><p>médio diário dos carros de um fabricante seja de</p><p>10 km L−1 de gasolina, formada apenas por</p><p>octano (massa molar 114 g mol−1) e que sua</p><p>densidade seja 0,70 kg L−1 .</p><p>A diferença de emissão de CO2 dos carros desse</p><p>fabricante em relação ao limite estabelecido na</p><p>União Europeia é</p><p>a) 80% menor.</p><p>b) 60% menor.</p><p>c) 46% menor.</p><p>d) 108% maior</p><p>e) 66% maior.</p><p>10) (ENEM 2015) Uma pessoa abre sua</p><p>geladeira, verifica o que há dentro e depois</p><p>fecha a porta dessa geladeira. Em seguida, ela</p><p>tenta abrir a geladeira novamente, mas só</p><p>consegue fazer isso depois de exercer uma força</p><p>mais intensa do que a habitual.</p><p>A dificuldade extra para reabrir a geladeira</p><p>ocorre porque o(a)</p><p>a) volume de ar dentro da geladeira</p><p>diminuiu.</p><p>b) motor da geladeira está funcionando com</p><p>potência máxima.</p><p>c) força exercida pelo imã fixado na porta</p><p>da geladeira aumenta.</p><p>d) pressão no interior da geladeira está</p><p>abaixo da pressão externa.</p><p>e) temperatura no interior da geladeira é</p><p>inferior ao valor existente antes de ela ser</p><p>aberta.</p><p>81</p><p>BIOLOGIA: Biotecnologia e</p><p>Genética</p><p>1) (ENEM PPL 2016) Um jovem suspeita que não</p><p>é filho biológico de seus pais, pois descobriu que</p><p>o seu tipo sanguíneo é O Rh negativo, o de sua</p><p>mãe é B Rh positivo e de seu pai é A Rh positivo.</p><p>A condição genotípica que possibilita que ele</p><p>seja realmente filho biológico de seus pais é que</p><p>a) o pai e a mãe sejam heterozigotos para o</p><p>sistema sanguíneo ABO e para o fator Rh.</p><p>b) pai e a mãe sejam heterozigotos para o</p><p>sistema sanguíneo ABO e homozigotos</p><p>para o fator Rh.</p><p>c) o pai seja homozigoto para as duas</p><p>características e a mãe heterozigota para</p><p>as duas características.</p><p>d) o pai seja homozigoto para as duas</p><p>características e a mãe heterozigota para</p><p>o sistema ABO e homozigota para o fator</p><p>Rh.</p><p>e) o pai seja homozigoto para o sistema</p><p>ABO e hetero - zigoto para o fator Rh e a</p><p>mãe homozigota para as duas</p><p>características.</p><p>2) (ENEM PPL 2016) Os indivíduos de uma</p><p>população de uma pequena cidade, fundada por</p><p>uma família de europeus, são, frequentemente,</p><p>furtos de casamentos consanguíneos. Grande</p><p>parte dos grupos familiares dessa localidade</p><p>apresenta membros acometidos por uma doença</p><p>rara, identificada por fraqueza muscular</p><p>progressiva, com início aos 30 anos de idade. Em</p><p>famílias com presença dessa doença, quando os</p><p>pais são saudáveis, somente os filhos do sexo</p><p>masculino podem ser afetados. Mas em famílias</p><p>cujo pai é acometido pela doença e a mãe é</p><p>portadora do gene, 50% da descendência,</p><p>independentemente do sexo, é afetada.</p><p>Considerando as características populacionais, o</p><p>sexo e a proporção dos indivíduos afetados, qual</p><p>é o tipo de herança da doença descrita no texto?</p><p>a) Recessiva, ligada ao cromossomo X.</p><p>b) Dominante, ligada ao cromossomo X.</p><p>c) Recessiva, ligada ao cromossomo Y.</p><p>d) Recessiva autossômica.</p><p>e) Dominante autossômica.</p><p>3) (ENEM 2012) O milho transgênico é produzido</p><p>a partir da manipulação do milho original, com a</p><p>transferência, para este, de um gene de interesse</p><p>retirado de outro organismo de espécie diferente.</p><p>A característica de interesse será manifestada</p><p>em decorrência</p><p>a) do incremento do DNA a partir da</p><p>duplicação do gene transferido.</p><p>b) da transcrição do RNA transportador a</p><p>partir do gene transferido.</p><p>c) da expressão de proteínas sintetizadas a</p><p>partir do DNA não hibridizado.</p><p>d) da síntese de carboidratos a partir da</p><p>ativação do DNA do milho original.</p><p>e) da tradução do RNA mensageiro</p><p>sintetizado a partir do DNA</p><p>recombinante.</p><p>4) (ENEM PPL 2017) O heredograma mostra a</p><p>incidência de uma anomalia genética em um</p><p>grupo familiar.</p><p>O indivíduo representado pelo número 10,</p><p>preocupado em transmitir o alelo para a</p><p>anomalia genética a seus filhos, calcula que a</p><p>probabilidade de ele ser portador desse alelo é</p><p>de</p><p>a) 0%</p><p>b) 25%</p><p>c) 50%</p><p>d) 67%</p><p>e) 75%</p><p>82</p><p>5) (ENEM 2022) Na figura está representado o</p><p>mosaicismo em função da inativação aleatória</p><p>de um dos cromossomos X, que ocorre em todas</p><p>as mulheres sem alterações patológicas.</p><p>Entre mulheres heterozigotas para doenças</p><p>determinadas por genes recessivos ligados ao</p><p>sexo, essa inativação tem como consequência a</p><p>ocorrência de</p><p>a) pleiotropia.</p><p>b) mutação gênica.</p><p>c) interação gênica.</p><p>d) penetrância incompleta.</p><p>e) expressividade variável.</p><p>6) (ENEM DIGITAL 2020) Uma nova e</p><p>revolucionária técnica foi desenvolvida para a</p><p>edição de genomas. O mecanismo consiste em</p><p>um sistema de reconhecimento do sítio onde</p><p>haverá a mudança do gene combinado com um</p><p>mecanismo de corte e reparo do DNA. Assim,</p><p>após o reconhecimento do local onde será</p><p>realizada a edição, uma nuclease corta as duas</p><p>fitas de DNA. Uma vez cortadas, mecanismos de</p><p>reparação do genoma tendem a juntar as fitas</p><p>novamente, e nesse processo um pedaço de DNA</p><p>pode ser removido, adicionado ou até mesmo</p><p>trocado por outro pedaço de DNA.</p><p>Nesse contexto, uma aplicação biotecnológica</p><p>dessa técnica envolveria o(a)</p><p>a) diagnóstico de doenças.</p><p>b) identificação de proteínas.</p><p>c) rearranjo de cromossomos.</p><p>d) modificação do código genético.</p><p>e) correção de distúrbios genéticos.</p><p>7) (ENEM PPL 2022) Uma ferramenta</p><p>biotecnológica para identificação de cadáveres é</p><p>a análise de seu DNA mitocondrial e a</p><p>comparação com o DNA mitocondrial de pessoas</p><p>de uma família que esteja reivindicando o corpo.</p><p>Sabe-se que a herança mitocondrial é materna.</p><p>Estão disponíveis os seguintes membros de uma</p><p>família que poderiam doar material para a</p><p>confirmação da identidade de um cadáver por</p><p>meio da análise de DNA mitocondrial:</p><p>1. a sobrinha, filha de um irmão;</p><p>2. a tia, irmã de seu pai;</p><p>3. o primo, filho da irmã de sua mãe;</p><p>4. o avô materno;</p><p>5. a prima, filha do irmão de sua mãe.</p><p>SYKES, B. As sete filhas de Eva: a ciência que revela nossa herança</p><p>genética. Rio de Janeiro: Record, 2003 (adaptado).</p><p>A confirmação da identidade do cadáver será</p><p>possível com a utilização do DNA mitocondrial</p><p>do(a)</p><p>a) pleiotropia.</p><p>b) mutação gênica.</p><p>c) interação gênica.</p><p>d) penetrância incompleta.</p><p>e) expressividade variável.</p><p>8) (ENEM PPL 2012) Após a redescoberta do</p><p>trabalho de Gregor Mendel, vários experimentos</p><p>buscaram testar a universalidade de suas leis.</p><p>Suponha um desses experimentos, realizado em</p><p>um mesmo ambiente, em que uma planta de</p><p>linhagem pura com baixa estatura (0,6 m) foi</p><p>cruzada com uma planta de linhagem pura de</p><p>alta estatura (1,0 m). Na prole (F1) todas as</p><p>plantas apresentaram estatura de 0,8 m. Porém,</p><p>na F2 (F1 × F1) os pesquisadores encontraram os</p><p>dados a seguir.</p><p>Os pesquisadores chegaram à conclusão, a partir</p><p>da observação da prole, que a altura nessa</p><p>planta é uma característica que</p><p>a) não segue as leis de Mendel.</p><p>b) não é herdada e, sim, ambiental.</p><p>c) apresenta herança mitocondrial.</p><p>d) é definida por mais de um gene.</p><p>e) é definida por um gene com vários alelos.</p><p>83</p><p>9) (ENEM 2005) A Embrapa possui uma linhagem</p><p>de soja transgênica resistente ao herbicida</p><p>IMAZAPIR. A planta está passando por testes de</p><p>segurança nutricional e ambiental, processo que</p><p>exige cerca de três anos. Uma linhagem de soja</p><p>transgênica requer a produção inicial de 200</p><p>plantas resistentes ao herbicida e destas são</p><p>selecionadas as dez mais “estáveis”, com maior</p><p>capacidade de gerar descendentes também</p><p>resistentes. Esses descendentes são submetidos a</p><p>doses de herbicida três vezes superiores às</p><p>aplicadas nas lavouras convencionais. Em</p><p>seguida, as cinco melhores são separadas e</p><p>apenas uma delas é levada a testes de</p><p>segurança. Os riscos ambientais da soja</p><p>transgênica são pequenos, já que ela não tem</p><p>possibilidade de cruzamento com outras plantas</p><p>e o perigo de polinização cruzada com outro tipo</p><p>de soja é de apenas 1%.</p><p>A soja transgênica, segundo o texto, apresenta</p><p>baixo risco ambiental porque</p><p>a) a resistência ao herbicida não é estável e</p><p>assim não passa para as plantas-filhas.</p><p>b) as doses de herbicida aplicadas nas</p><p>plantas são 3 vezes superiores às usuais.</p><p>c) a capacidade da linhagem de cruzar com</p><p>espécies selvagens é inexistente.</p><p>d) a linhagem passou por testes nutricionais</p><p>e após três anos foi aprovada.</p><p>e) a linhagem obtida foi testada</p><p>rigorosamente em relação a sua</p><p>segurança.</p><p>10) (ENEM PPL 2013) A mosca Drosophila,</p><p>conhecida como mosca-das-frutas, é bastante</p><p>estudada no meio acadêmico pelos geneticistas.</p><p>Dois caracteres estão entre os mais estudados:</p><p>tamanho da asa e cor do corpo, cada um</p><p>condicionado por gene autossômico. Em se</p><p>tratando do tamanho da asa, a característica asa</p><p>vestigial é recessiva e a característica asa longa,</p><p>dominante. Em relação à cor do indivíduo, a</p><p>coloração cinza é recessiva e a cor preta,</p><p>dominante.</p><p>Em um experimento, foi realizado um</p><p>cruzamento entre indivíduos heterozigotos para</p><p>os dois caracteres, do qual foram geradas 288</p><p>moscas. Dessas, qual é a quantidade esperada</p><p>de moscas que apresentam o mesmo fenótipo</p><p>dos indivíduos parentais?</p><p>a) 288</p><p>b) 162</p><p>c) 108</p><p>d) 72</p><p>e) 54</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>84</p><p>85</p><p>HISTÓRIA: República Liberal e</p><p>Redemocratização</p><p>1) (ENEM 2011)</p><p>Movimento dos Caras-Pintadas</p><p>Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 17 abr. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>O movimento representado na imagem, do início</p><p>dos anos de 1990, arrebatou milhares de jovens</p><p>no Brasil. Nesse contexto, a juventude, movida</p><p>por um forte sentimento cívico,</p><p>a) aliou-se aos partidos de oposição e</p><p>organizou a campanha Diretas Já.</p><p>b) manifestou-se contra a corrupção e</p><p>pressionou pela aprovação da Lei da</p><p>Ficha Limpa.</p><p>c) engajou-se nos protestos relâmpago e</p><p>utilizou a internet para agendar suas</p><p>manifestações.</p><p>d) espelhou-se no movimento estudantil de</p><p>1968 e protagonizou ações</p><p>revolucionárias armadas.</p><p>e) tornou-se porta-voz da sociedade e</p><p>influenciou no processo de impeachment</p><p>do então presidente Collor.</p><p>2) (ENEM PPL 2022) Na década de 1960, o</p><p>governo Goulart tentara, de uma só vez, realizar</p><p>um conjunto de “ajustes” políticos e sociais com a</p><p>finalidade de incluir na Nação oficial, e na</p><p>própria Constituição Federal, uma série de</p><p>grupos que, em parte, a política e a história</p><p>haviam deixado para trás, e que a nova</p><p>conjuntura brasileira e internacional fazia</p><p>emergir.</p><p>DAHÁS, N. O discurso da central hoje. Disponível em:</p><p>www.revistadehistoria.com.br. Acesso em: 29 out. 2015.</p><p>Na conjuntura histórica abordada no texto,</p><p>surgiu como protagonista no campo político o</p><p>grupo social dos</p><p>a) empresários industriais.</p><p>b) trabalhadores rurais.</p><p>c) oligarcas regionais.</p><p>d) profissionais liberais.</p><p>e) religiosos católicos.</p><p>3) (ENEM 2013)</p><p>THÉO. In: LEMOS, R. (Org.). Uma história do Brasil através da caricatura</p><p>(1840-2001). Rio de Janeiro: Bom Texto; Letras & Expressões, 2001.</p><p>A charge ironiza a política desenvolvimentista do</p><p>governo Juscelino Kubitschek, ao</p><p>a) evidenciar que o incremento da malha</p><p>viária diminuiu as desigualdades</p><p>regionais do país.</p><p>b) destacar que a modernização das</p><p>indústrias dinamizou a produção de</p><p>alimentos para o mercado interno.</p><p>c) enfatizar que o crescimento econômico</p><p>implicou aumento das contradições</p><p>socioespaciais.</p><p>d) ressaltar que o investimento no setor de</p><p>bens duráveis incrementou os salários de</p><p>trabalhadores.</p><p>e) mostrar que a ocupação de regiões</p><p>interioranas abriu frentes de trabalho</p><p>para a população local.</p><p>86</p><p>4) (ENEM 2018)</p><p>TEXTO I</p><p>Programa do Partido Social Democrático</p><p>(PSD)</p><p>Capitais estrangeiros</p><p>É indispensável manter clima propício à entrada</p><p>de capitais estrangeiros. A manutenção desse</p><p>clima recomenda a adoção de normas</p><p>disciplinadoras dos investimentos e suas rendas,</p><p>visando reter no país a maior parcela possível</p><p>dos lucros auferidos.</p><p>TEXTO II</p><p>Programa da União Democrática Nacional</p><p>(UDN)</p><p>O capital</p><p>Apelar para o capital estrangeiro, necessário</p><p>para os empreendimentos da reconstrução</p><p>nacional e, sobretudo, para o aproveitamento</p><p>das nossas reservas inexploradas, dando-lhe um</p><p>tratamento equitativo e liberdade para a saída</p><p>dos juros.</p><p>CHACON, V. História dos partidos brasileiros: discurso e práxts dos seus</p><p>programas. Brasilia: UnB. 1981 (adaptado).</p><p>Considerando as décadas de 1950 e 1960 no</p><p>Brasil, os trechos dos programas do PSD e UDN</p><p>convergiam na defesa da</p><p>a) autonomia de atuação das</p><p>multinacionais.</p><p>b) descentralização da cobrança tributária.</p><p>c) flexibilização das reservas cambiais.</p><p>d) liberdade de remessa de ganhos.</p><p>e) captação de recursos do exterior.</p><p>5) (ENEM PPL 2018)</p><p>Disponível em: http://une.org.br. Acesso em: 30 jul. 2015 (adaptado).</p><p>Considerando o funcionamento do regime</p><p>democrático, o episódio retratado na imagem</p><p>está associado ao(à)</p><p>a) legalidade dos partidos políticos.</p><p>b) valorização das políticas afirmativas.</p><p>c) esgotamento do movimento sindical.</p><p>d) legitimidade da mobilização popular.</p><p>e) emergência das organizações não</p><p>governamentais.</p><p>6) (ENEM 2016)</p><p>O Cruzeiro, década de 1960. Disponível em: www.memoriaviva.com.br.</p><p>Acesso em: 28 fev. 2012 (adaptado)</p><p>No anúncio, há referências a algumas das</p><p>transformações ocorridas no Brasil nos anos 1950</p><p>e 1960. No entanto, tais referências omitem</p><p>transformações que impactaram segmentos da</p><p>população, como a</p><p>a) exaltação da tradição colonial.</p><p>b) redução da influência estrangeira.</p><p>c) ampliação da imigração internacional.</p><p>d) intensificação da desigualdade regional.</p><p>e) desconcentração da produção industrial.</p><p>7) (ENEM 2018) A democracia que eles</p><p>pretendem é a democracia dos privilégios, a</p><p>democracia da intolerância e do ódio. A</p><p>democracia que eles querem é para liquidar com</p><p>a Petrobras, é a democracia dos monopólios,</p><p>nacionais e internacionais, a democracia que</p><p>pudesse lutar contra o povo. Ainda ontem eu</p><p>afirmava que a democracia jamais poderia ser</p><p>ameaçada pelo povo, quando o povo livremente</p><p>vem para as praças – as praças que são do povo.</p><p>Para as ruas – que são do povo.</p><p>Disponível em:</p><p>www.revistadehistoria.com.br/secao/artigosldiscurso-de-joaogoulart-</p><p>no-comicio-da-central. Acesso em: 29 out. 2015.</p><p>87</p><p>Em um momento de radicalização política, a</p><p>retórica no discurso do presidente João Goulart,</p><p>proferido no comício da Central do Brasil,</p><p>buscava justificar a necessidade de</p><p>a) conter a abertura econômica para</p><p>conseguir a adesão das elites.</p><p>b) impedir a ingerência externa para</p><p>garantir a conservação</p><p>de direitos.</p><p>c) regulamentar os meios de comunicação</p><p>para coibir os partidos de oposição.</p><p>d) aprovar os projetos reformistas para</p><p>atender a mobilização de setores</p><p>trabalhistas.</p><p>e) incrementar o processo de desestatização</p><p>para diminuir a pressão da opinião</p><p>pública.</p><p>8) (ENEM PPL 2020) Há outras razões fortes</p><p>para promover a participação da população em</p><p>eleições. Grande parte dela, particularmente os</p><p>mais pobres, esteve sempre alijada do processo</p><p>eleitoral no Brasil, não somente nos períodos</p><p>ditatoriais, mas também nos democráticos. Na</p><p>eleição de 1933, por exemplo, apenas 3,3% da</p><p>população do país votaram. Em 1945, com a volta</p><p>da democracia, foram parcos 13,4%. Em 1962, só</p><p>20% dos brasileiros foram às urnas.</p><p>KERCHE, F.; FERES JR., J. Um nobre dever. Revista de História da</p><p>Biblioteca Nacional, n. 109, out. 2014.</p><p>O baixo índice de participação popular em</p><p>eleições nos períodos mencionados ocorria em</p><p>função da</p><p>a) adoção do voto facultativo.</p><p>b) exclusão do sufrágio feminino.</p><p>c) interdição das pessoas analfabetas.</p><p>d) exigência da comprovação de renda.</p><p>e) influência dos interesses das oligarquias.</p><p>9) (ENEM 2016) Batizado por Tancredo Neves de</p><p>“Nova República”, o período que marca o</p><p>reencontro do Brasil com os governos civis e a</p><p>democracia ainda não completou seu quinto ano</p><p>e já viveu dias de grande comoção. Começou</p><p>com a tragédia de Tancredo, seguiu pela euforia</p><p>do Plano Cruzado, conheceu as depressões da</p><p>inflação e das ameaças da hiperinflação e</p><p>desembocou na movimentação que antecede as</p><p>primeiras eleições diretas para presidente em 29</p><p>anos.</p><p>O álbum dos presidentes: a história vista pelo JB. Jornal do Brasil, 15</p><p>nov. 1989.</p><p>O período descrito apresenta continuidades e</p><p>rupturas em relação à conjuntura histórica</p><p>anterior. Uma dessas continuidades consistiu na</p><p>a) representação do legislativo com a</p><p>fórmula do bipartidarismo.</p><p>b) detenção de lideranças populares por</p><p>crimes de Subversão.</p><p>c) presença de políticos com trajetórias no</p><p>regime autoritário.</p><p>d) prorrogação das restrições advindas dos</p><p>atos institucionais.</p><p>e) estabilidade da economia com o</p><p>congelamento anual de preços.</p><p>10) (ENEM PPL 2009) A análise histórica dos</p><p>problemas que envolvem a cidadania no Brasil</p><p>possibilita considerar–se que a herança colonial</p><p>pesou mais na área dos direitos civis. O novo país</p><p>herdou a escravidão, que negava a condição</p><p>humana do escravo, herdou a grande</p><p>propriedade rural, fechada à ação da lei, e</p><p>herdou um Estado comprometido com o poder</p><p>privado. Esses três empecilhos ao exercício da</p><p>cidadania civil revelaram–se persistentes.</p><p>CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo caminho. Rio</p><p>de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 45 (adaptado).</p><p>Com base na herança colonial, tratada no texto</p><p>acima, deve-se considerar que</p><p>a) a prevalência dos latifúndios alimentou a</p><p>migração e propiciou a criação do</p><p>Movimento dos Trabalhadores Rurais</p><p>Sem-Terra (MST).</p><p>b) a Abolição da Escravatura permitiu que</p><p>os ex-escravos alcançassem direitos</p><p>políticos, civis e sociais, sendo estes</p><p>reforçados, posteriormente, na</p><p>Constituição de 1891.</p><p>c) direitos civis, aqueles que dizem respeito</p><p>às liberdades e garantias individuais,</p><p>foram estabelecidos no Brasil, pela</p><p>primeira vez, na Constituição de 1988.</p><p>d) exemplo de “Estado comprometido com o</p><p>poder privado” é a República Velha,</p><p>período em que os coronéis dominavam o</p><p>poder público, ao adotarem uma política</p><p>patrimonialista, a qual Getúlio Vargas</p><p>conseguiu eliminar do país após 1930.</p><p>e) Antônio Conselheiro, líder do movimento</p><p>messiânico de Canudos, pode ser</p><p>identificado como precursor na luta pelos</p><p>direitos civis no Brasil, uma vez que</p><p>defendia o direito de seus liderados se</p><p>expressarem livremente.</p><p>88</p><p>FÍSICA: Eletromagnetismo e</p><p>Gravitação</p><p>1) (ENEM 2022) O físico Hans C. Oersted</p><p>observou que um fio transportando corrente</p><p>elétrica produz um campo magnético. A presença</p><p>do campo magnético foi verificada ao aproximar</p><p>uma bússola de um fio conduzindo corrente</p><p>elétrica. A figura ilustra um fio percorrido por</p><p>uma corrente elétrica i, constante e com sentido</p><p>para cima. Os pontos A, B e C estão num plano</p><p>transversal e equidistantes do fio. Em cada ponto</p><p>foi colocada uma bússola.</p><p>Considerando apenas o campo magnético por</p><p>causa da corrente i, as respectivas configurações</p><p>das bússolas nos pontos A, B e C serão</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>2) (ENEM 2009) Na linha de uma tradição</p><p>antiga, o astrônomo grego Ptolomeu (100-170</p><p>d.C.) afirmou a tese do geocentrismo, segundo a</p><p>qual a Terra seria o centro do universo, sendo</p><p>que o Sol, a Lua e os planetas girariam em seu</p><p>redor em órbitas circulares. A teoria de Ptolomeu</p><p>resolvia de modo razoável os problemas</p><p>astronômicos da sua época. Vários séculos mais</p><p>tarde, o clérigo e astrônomo polonês Nicolau</p><p>Copérnico (1473-1543), ao encontrar inexatidões</p><p>na teoria de Ptolomeu, formulou a teoria do</p><p>heliocentrismo, segundo a qual o Sol deveria ser</p><p>considerado o centro do universo, com a Terra, a</p><p>Lua e os planetas girando circularmente em</p><p>torno dele. Por fim, o astrônomo e matemático</p><p>alemão Johannes Kepler (1571-1630), depois de</p><p>estudar o planeta Marte por cerca de trinta anos,</p><p>verificou que a sua órbita é elíptica. Esse</p><p>resultado generalizou-se para os demais</p><p>planetas.</p><p>A respeito dos estudiosos citados no texto, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) Ptolomeu apresentou as ideias mais</p><p>valiosas, por serem mais antigas e</p><p>tradicionais.</p><p>b) Copérnico desenvolveu a teoria do</p><p>heliocentrismo inspirado no contexto</p><p>político do Rei Sol.</p><p>c) Copérnico viveu em uma época em que a</p><p>pesquisa científica era livre e</p><p>amplamente incentivada pelas</p><p>autoridades.</p><p>d) Kepler estudou o planeta Marte para</p><p>atender às necessidades de expansão</p><p>econômica e científica da Alemanha.</p><p>e) Kepler apresentou uma teoria científica</p><p>que, graças aos métodos aplicados, pôde</p><p>ser testada e generalizada.</p><p>89</p><p>3) (ENEM 2019) O espectrômetro de massa de</p><p>tempo de voo é um dispositivo utilizado para</p><p>medir a massa de íons. Nele, um íon de carga</p><p>elétrica q é lançado em uma região de campo</p><p>magnético constante , descrevendo uma𝐵</p><p>trajetória helicoidal, conforme a figura. Essa</p><p>trajetória é formada pela composição de um</p><p>movimento circular uniforme no plano yz e uma</p><p>translação ao longo do eixo x. A vantagem desse</p><p>dispositivo é que a velocidade angular do</p><p>movimento helicoidal do íon é independente de</p><p>sua velocidade inicial. O dispositivo então mede</p><p>o tempo de voo para voltas do íon. Logo, com𝑡 𝑁</p><p>base nos valores , , e , pode-se determinar a𝑞 𝐵 𝑁 𝑡</p><p>massa do íon.</p><p>A massa do íon medida por esse dispositivo será</p><p>a)</p><p>𝑞𝐵𝑡</p><p>2π𝑁</p><p>b)</p><p>𝑞𝐵𝑡</p><p>π𝑁</p><p>c)</p><p>2𝑞𝐵𝑡</p><p>π𝑁</p><p>d)</p><p>𝑞𝐵𝑡</p><p>𝑁</p><p>e)</p><p>2𝑞𝐵𝑡</p><p>𝑁</p><p>4) (ENEM 2022) Um Buraco Negro é um corpo</p><p>celeste que possui uma grande quantidade de</p><p>matéria concentrada em uma pequena região do</p><p>espaço, de modo que sua força gravitacional é</p><p>tão grande que qualquer partícula fca</p><p>aprisionada em sua superfície, inclusive a luz. O</p><p>raio dessa região caracteriza uma</p><p>superfície-limite, chamada de horizonte de</p><p>eventos, da qual nada consegue escapar.</p><p>Considere que o Sol foi instantaneamente</p><p>substituído por um Buraco Negro com a mesma</p><p>massa solar, de modo que o seu horizonte de</p><p>eventos seja de aproximadamente 3,0 km.</p><p>SCHWARZSCHILD, K. On the Gravitational Field of a Mass Point</p><p>According to Einstein’s Theory. Disponível em: arxiv.org. Acesso em: 26</p><p>maio 2022 (adaptado).</p><p>Após a substituição descrita, o que aconteceria</p><p>aos planetas do Sistema Solar?</p><p>a) Eles se moveriam em órbitas espirais,</p><p>aproximando-se sucessivamente do</p><p>Buraco Negro</p><p>b) Eles oscilariam aleatoriamente em torno</p><p>de suas órbitas elípticas originais</p><p>c) Eles se moveriam em direção ao centro</p><p>do Buraco Negro</p><p>d) Eles passariam a precessionar mais</p><p>rapidamente</p><p>e) Eles manteriam suas órbitas inalteradas</p><p>5) (ENEM 2021) Duas esferas carregadas com</p><p>cargas iguais em módulo e sinais contrários</p><p>estão ligadas por uma haste rígida isolante na</p><p>forma de haltere. O sistema movimenta sob ação</p><p>da gravidade numa região que tem um campo</p><p>magnético horizontal uniforme , da esquerda</p><p>para a direita. A imagem apresenta o sistema</p><p>visto de cima para baixo, no mesmo sentido da</p><p>1997, p. 13-14.</p><p>Esse fragmento poético ilustra o seguinte tema</p><p>constante entre autores modernistas:</p><p>a) a nostalgia do passado colonialista</p><p>revisitado.</p><p>b) a preocupação com o engajamento</p><p>político e social da literatura.</p><p>c) o trabalho quase artesanal com as</p><p>palavras, despertando sentidos novos.</p><p>d) a produção de sentidos herméticos na</p><p>busca da perfeição poética.</p><p>e) a contemplação da natureza brasileira na</p><p>perspectiva ufanista da pátria.</p><p>9) (ENEM 2015) Cântico VI</p><p>Tu tens um medo de</p><p>Acabar.</p><p>Não vês que acabas todo o dia.</p><p>Que morres no amor.</p><p>Na tristeza.</p><p>Na dúvida.</p><p>No desejo.</p><p>Que te renovas todo dia.</p><p>No amor.</p><p>Na tristeza.</p><p>Na dúvida.</p><p>No desejo.</p><p>Que és sempre outro.</p><p>Que és sempre o mesmo.</p><p>Que morrerás por idades imensas.</p><p>Até não teres medo de morrer.</p><p>E então serás eterno.</p><p>MEIRELES, C. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 1963</p><p>(fragmento).</p><p>10</p><p>A poesia de Cecília Meireles revela concepções</p><p>sobre o homem em seu aspecto existencial. Em</p><p>Cântico VI, o eu lírico exorta seu interlocutor a</p><p>perceber, como inerente à condição humana,</p><p>a) a sublimação espiritual graças ao poder</p><p>de se emocionar.</p><p>b) o desalento irremediável em face do</p><p>cotidiano repetitivo.</p><p>c) o questionamento cético sobre o rumo</p><p>das atitudes humanas.</p><p>d) a vontade inconsciente de perpetuar-se</p><p>em estado adolescente.</p><p>e) um receio ancestral de confrontar a</p><p>imprevisibilidade das coisas.</p><p>10) (ENEM 2007) O canto do guerreiro</p><p>Aqui na floresta</p><p>Dos ventos batida,</p><p>Façanhas de bravos</p><p>Não geram escravos,</p><p>Que estimem a vida</p><p>Sem guerra e lidar.</p><p>— Ouvi-me, Guerreiros,</p><p>— Ouvi meu cantar.</p><p>Valente na guerra,</p><p>Quem há, como eu sou?</p><p>Quem vibra o tacape</p><p>Com mais valentia?</p><p>Quem golpes daria</p><p>Fatais, como eu dou?</p><p>— Guerreiros, ouvi-me;</p><p>— Quem há, como eu sou?</p><p>Gonçalves Dias.</p><p>Macunaíma</p><p>(Epílogo)</p><p>Acabou-se a história e morreu a vitória.</p><p>Não havia mais ninguém lá. Dera tango</p><p>lomângolo na tribo Tapanhumas e os filhos dela</p><p>se acabaram de um em um. Não havia mais</p><p>ninguém lá. Aqueles lugares, aqueles campos,</p><p>furos puxadouros arrastadouros do rio</p><p>Uraricoera. Nenhum conhecido sobre a terra não</p><p>sabia nem falar da tribo nem contar aqueles</p><p>casos tão pançudos. Quem podia saber do Herói?</p><p>Mário de Andrade.</p><p>A leitura comparativa dos dois textos acima</p><p>indica que</p><p>a) ambos têm como tema a figura do</p><p>indígena brasileiro apresentada de forma</p><p>realista e heróica, como símbolo máximo</p><p>do nacionalismo romântico.</p><p>b) a abordagem da temática adotada no</p><p>texto escrito em versos é discriminatória</p><p>em relação aos povos indígenas do</p><p>Brasil.</p><p>c) as perguntas “— Quem há, como eu sou?”</p><p>(1.o texto) e “Quem podia saber do</p><p>Herói?” (2.o texto) expressam diferentes</p><p>visões da realidade indígena brasileira.</p><p>d) o texto romântico, assim como o</p><p>modernista, aborda o extermínio dos</p><p>povos indígenas como resultado do</p><p>processo de colonização no Brasil.</p><p>e) os versos em primeira pessoa revelam</p><p>que os indígenas podiam expressar-se</p><p>poeticamente, mas foram silenciados pela</p><p>colonização, como demonstra a presença</p><p>do narrador, no segundo texto.</p><p>MATEMÁTICA: Geometria</p><p>Plana</p><p>1) (ENEM PPL 2021) Um brinquedo muito comum</p><p>em parques de diversões é o balanço. O assento</p><p>de um balanço fica a uma altura de meio metro</p><p>do chão, quando não está em uso. Cada uma das</p><p>correntes que o sustenta tem medida do</p><p>comprimento, em metro, indicada por x. A</p><p>estrutura do balanço é feita com barras de ferro,</p><p>nas dimensões, em metro, conforme a figura.</p><p>Nessas condições, o valor, em metro, de x é igual</p><p>a</p><p>11</p><p>a) 2 − 0, 5</p><p>b) 1, 5</p><p>c) 8 − 0, 5</p><p>d) 10 − 0, 5</p><p>e) 8</p><p>2) (ENEM 2022 PPL) Um túnel viário de uma</p><p>única via possui a entrada na forma de um</p><p>triângulo equilátero de lado 6 m. O motorista de</p><p>um caminhão com 3 m de largura deve decidir se</p><p>passa por esse túnel ou se toma um caminho</p><p>mais longo. Para decidir, o motorista calcula a</p><p>altura que esse caminhão deveria ter para</p><p>tangenciar a entrada do túnel. Considere o</p><p>caminhão como um paralelepípedo reto.</p><p>Essa altura, em metro, é</p><p>a) 3</p><p>b) 3 2</p><p>c) 3 3</p><p>d)</p><p>3 2</p><p>2</p><p>e)</p><p>3 3</p><p>2</p><p>3) (ENEM 2020) O fenômeno das manifestações</p><p>populares de massa traz à discussão como</p><p>estimar o número de pessoas presentes nesse</p><p>tipo de evento. Uma metodologia usada é: no</p><p>momento do ápice do evento, é feita uma foto</p><p>aérea da via pública principal na área ocupada,</p><p>bem como das vias afluentes que apresentem</p><p>aglomerações de pessoas que acessam a via</p><p>principal. A foto é sobreposta por um mapa</p><p>virtual das vias, ambos na mesma escala,</p><p>fazendo-se um esboço geométrico da situação.</p><p>Em seguida, subdivide-se o espaço total em</p><p>trechos, quantificando a densidade, da seguinte</p><p>forma:</p><p>● 4 pessoas por metro quadrado, se elas</p><p>estiverem andando em uma mesma</p><p>direção,</p><p>● 5 pessoas por metro quadrado, se elas</p><p>estiverem se movimentando sem deixar O</p><p>local;</p><p>● 6 pessoas por metro quadrado, se elas</p><p>estiverem paradas.</p><p>É feito, então, o cálculo do total de pessoas,</p><p>considerando os diversos trechos, é desconta-se</p><p>daí 1 000 pessoas para cada carro de som</p><p>fotografado.</p><p>Com essa metodologia, procederam-se aos</p><p>cálculos para estimar o número de participantes</p><p>na manifesta à ei esboço geométrico é dado na</p><p>figura. Há três trechos na via principal: MN, NO e</p><p>OP, e um trecho numa via da principal: QR.</p><p>Obs.: a figura não está em escala (considere as medidas</p><p>dadas).</p><p>Segundo a metodologia descrita, o número</p><p>estimado de pessoas presentes a essa</p><p>manifestação foi igual a</p><p>a) 110.000</p><p>b) 104.000</p><p>c) 93.000</p><p>d) 92.000</p><p>e) 87.000</p><p>4) (ENEM PPL 2022) Um cliente vai a uma loja de</p><p>materiais de revestimento cerâmico para</p><p>adquirir porcelanato para a substituição do piso</p><p>de uma sala com formato retangular, com área</p><p>total de 36 m2 . O vendedor dessa loja lhe oferece</p><p>dois projetos.</p><p>• Projeto A: porcelanato quadrado, com 0,60 m de</p><p>lado, para ser disposto de maneira que a</p><p>diagonal do quadrado seja paralela ao contorno</p><p>da sala. Custo da caixa com 10 peças: R$ 60,00.</p><p>• Projeto B: porcelanato quadrado, com 0,40 m de</p><p>lado, para ser disposto de maneira que os lados</p><p>do quadrado sejam paralelos ao contorno da</p><p>sala. Custo da caixa com 12 peças: R$ 40,00.</p><p>O vendedor informa que a fábrica recomenda a</p><p>compra de uma quantidade adicional do número</p><p>de peças para eventual necessidade de cortes e</p><p>para reserva. No caso do projeto A, devem ser</p><p>adquiridos 25% a mais, e no caso do projeto B,</p><p>uma quantidade 10% maior do que o valor exato</p><p>da área de recobrimento.</p><p>12</p><p>O cliente decide, então, que irá adotar o projeto</p><p>de menor custo.</p><p>O custo mínimo que o cliente deverá ter, em</p><p>conformidade com seu objetivo e com as</p><p>informações apresentadas, será de</p><p>a) R$ 600,00.</p><p>b) R$ 660,00.</p><p>c) R$ 720,00.</p><p>d) R$ 780,00.</p><p>e) R$ 840,00.</p><p>5) (ENEM 2021) O dono de uma loja pretende</p><p>usar cartões imantados para a divulgação de sua</p><p>loja. A empresa que fornecerá o serviço lhe</p><p>informa que o custo de fabricação do cartão é de</p><p>R$ por centímetro quadrado e que disponibiliza</p><p>modelos tendo como faces úteis para impressão:</p><p>● um triângulo equilátero de lado 12 cm;</p><p>● um quadrado de lado 8 cm;</p><p>● um retângulo de lados 11 cm e 8 cm;</p><p>● um hexágono regular de lado 6cm;</p><p>● um círculo de diâmetro 10 cm.</p><p>O dono da loja está disposto a pagar, no máximo,</p><p>R$ por cartão. Ele escolherá, dentro desse limite</p><p>de preço, o modelo que tiver maior área de</p><p>impressão.</p><p>Use como aproximação para π e use como</p><p>aproximação para .3</p><p>Nessas condições, o modelo que deverá ser</p><p>escolhido tem como face útil para impressão um</p><p>a) triângulo</p><p>b) quadrado</p><p>c) retângulo</p><p>d) hexágono</p><p>e) círculo</p><p>6) (ENEM PPL 2021) Um suporte será instalado</p><p>no box de um banheiro para serem colocados</p><p>recipientes de xampu, condicionador e sabonete</p><p>líquido, sendo que o recipiente de cada produto</p><p>tem a forma de um cilindro circular reto de</p><p>medida do raio igual a 3 cm. Para maior conforto</p><p>no interior do box, a proprietária do</p><p>apartamento decidiu comprar o suporte que tiver</p><p>a base de menor área, desde que a base de cada</p><p>recipiente ficasse inteiramente sobre o suporte.</p><p>Nas figuras vemos as bases desses suportes, nas</p><p>quais todas as medidas indicadas estão em</p><p>centímetro.</p><p>Utilize 3,14 como aproximação para π.</p><p>Para atender à sua decisão, qual tipo de suporte</p><p>a proprietária comprou?</p><p>a) I</p><p>b)</p><p>aceleração da gravidade que atua na região.</p><p>Visto de cima, o diagrama esquemático das</p><p>forças magnéticas que atuam no sistema, no</p><p>momento inicial em que as cargas penetram na</p><p>região de campo magnético, está representado</p><p>em</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>90</p><p>6) (ENEM 2022) O eixo de rotação da Terra</p><p>apresenta uma inclinação em relação ao plano</p><p>de sua órbita em torno do Sol, interferindo na</p><p>duração do dia e da noite ao longo do ano.</p><p>Terra em 21 de dezembro</p><p>Uma pessoa instala em sua residência uma placa</p><p>fotovoltaica, que transforma energia solar em</p><p>elétrica. Ela monitora a energia total produzida</p><p>por essa placa em 4 dias do ano, ensolarados e</p><p>sem nuvens, e lança os resultados no gráfico</p><p>Disponível em: www.fisica.ufpr.br. Acesso em: 27 maio 2022 (adaptado).</p><p>Próximo a que região se situa a residência onde</p><p>as placas foram instaladas?</p><p>a) Trópico de Capricórnio</p><p>b) Trópico de Câncer</p><p>c) Polo Norte</p><p>d) Polo Sul</p><p>e) Equador</p><p>7) (ENEM LIBRAS 2017) Conhecer o movimento</p><p>das marés é de suma importância para a</p><p>navegação, pois permite definir com segurança</p><p>quando e onde um navio pode navegar em</p><p>áreas, portos ou canais. Em média, as marés</p><p>oscilam entre alta e baixa num período de 12</p><p>horas e 24 minutos. No conjunto de marés altas,</p><p>existem algumas que são maiores do que as</p><p>demais.</p><p>A ocorrência dessas maiores marés tem como</p><p>causa</p><p>a) a rotação da Terra, que muda entre dia e</p><p>noite a cada 12 horas.</p><p>b) os ventos marítimos, pois todos os corpos</p><p>celestes se movimentam juntamente.</p><p>c) o alinhamento entre a Terra, a Lua e o Sol,</p><p>pois as forças gravitacionais agem na</p><p>mesma direção.</p><p>d) o deslocamento da Terra pelo espaço,</p><p>pois a atração gravitacional da Lua e a</p><p>do Sol são semelhantes.</p><p>e) a maior influência da atração</p><p>gravitacional do Sol sobre a Terra, pois</p><p>este tem a massa muito maior que a da</p><p>Lua.</p><p>8) (ENEM PPL 2019) Astrônomos medem a</p><p>velocidade de afastamento de galáxias distantes</p><p>pela detecção da luz emitida por esses sistemas.</p><p>A Lei de Hubble afirma que a velocidade de</p><p>afastamento de uma galáxia (em km/s) é</p><p>proporcional à sua distância até a Terra, medida</p><p>em megaparsec (Mpc). Nessa lei, a constante de</p><p>proporcionalidade é a constante de Hubble (H0)</p><p>e seu valor mais aceito é de 72 (km/s)/Mpc. O</p><p>parsec (pc) é uma unidade de distância utilizada</p><p>em astronomia que vale aproximadamente</p><p>3x1016 m. Observações astronômicas</p><p>determinaram que a velocidade de afastamento</p><p>de uma determinada galáxia é de 1.440 km/s.</p><p>Utilizando a Lei de Hubble, pode-se concluir que</p><p>a distância até essa galáxia, medida em km, é</p><p>igual a:</p><p>A) 20x100</p><p>B) 20x106</p><p>C) 6x1020</p><p>D) 6x1023</p><p>E) 6x1026</p><p>9) (ENEM 2020) Em uma usina geradora de</p><p>energia elétrica, seja através de uma</p><p>queda-d’água ou através de vapor sob pressão,</p><p>as pás do gerador são postas a girar. O</p><p>movimento relativo de um ímã em relação a um</p><p>conjunto de bobinas produz um fluxo magnético</p><p>variável através delas, gerando uma diferença de</p><p>potencial em seus terminais. Durante o</p><p>funcionamento de um dos geradores, o operador</p><p>da usina percebeu que houve um aumento</p><p>inesperado da diferença de potencial elétrico nos</p><p>terminais das bobinas.</p><p>91</p><p>Nessa situação, o aumento do módulo da</p><p>diferença de potencial obtida nos terminais das</p><p>bobinas resulta do aumento do(a)</p><p>a) intervalo de tempo em que as bobinas</p><p>ficam imersas no campo magnético</p><p>externo, por meio de uma diminuição de</p><p>velocidade no eixo de rotação do gerador.</p><p>b) fluxo magnético através das bobinas, por</p><p>meio de um aumento em sua área interna</p><p>exposta ao campo magnético aplicado.</p><p>c) intensidade do campo magnético no qual</p><p>as bobinas estão imersas, por meio de</p><p>aplicação de campos magnéticos mais</p><p>intensos.</p><p>d) rapidez com que o fluxo magnético varia</p><p>através das bobinas, por meio de um</p><p>aumento em sua velocidade angular.</p><p>e) resistência interna do condutor que</p><p>constitui as bobinas, por meio de um</p><p>aumento na espessura dos terminais.</p><p>10) (ENEM 2010) Júpiter, conhecido como o</p><p>gigante gasoso, perdeu uma das suas listras</p><p>mais proeminentes, deixando o seu hemisfério sul</p><p>estranhamente vazio. Observe a região em que a</p><p>faixa sumiu, destacada pela seta.</p><p>Disponível em: http://www.inovacaotecnologica.com.br. Acesso em 12</p><p>maio 2012 (adaptado).</p><p>A aparência de Júpiter é tipicamente marcada</p><p>por duas faixas escuras em sua atmosfera – uma</p><p>no hemisfério norte e outra no hemisfério sul.</p><p>Como o gás está constantemente em movimento,</p><p>o desaparecimento da faixa no planeta</p><p>relaciona-se ao movimento das diversas</p><p>camadas de nuvens em sua atmosfera. A luz do</p><p>Sol, refletida nessas nuvens, gera a imagem que</p><p>é captada pelos telescópios, no espaço ou na</p><p>Terra.</p><p>O desaparecimento da faixa sul pode ter sido</p><p>determinado por uma alteração</p><p>a) na temperatura da superfície do planeta.</p><p>b) no formato da camada gasosa do</p><p>planeta.</p><p>c) no campo gravitacional gerado pelo</p><p>planeta.</p><p>d) na composição química das nuvens do</p><p>planeta.</p><p>e) na densidade das nuvens que compõem o</p><p>planeta.</p><p>FILOSOFIA/SOCIOLOGIA:</p><p>Escolas de Frankfurt e</p><p>Filosóficas do Século XX</p><p>1) (ENEM 2022) O leproso é visto dentro de uma</p><p>prática da rejeição, do exílio-cerca; deixa-se que</p><p>se perca lá dentro como numa massa que não</p><p>tem muita importância diferenciar; os pestilentos</p><p>são considerados num policiamento tático</p><p>meticuloso onde as diferenciações individuais</p><p>são os efeitos limitantes de um poder que se</p><p>multiplica, se articula e se subdivide. O grande</p><p>fechamento por um lado; o bom treinamento por</p><p>outro. A lepra e sua divisão; a peste e seus</p><p>recortes. Uma é marcada; a outra, analisada e</p><p>repartida. O exílio do leproso e a prisão da peste</p><p>não trazem consigo o mesmo sonho político.</p><p>FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes,</p><p>1987.</p><p>Os modelos autoritários descritos no texto</p><p>apontam para um sistema de controle que se</p><p>baseia no(a):</p><p>a) Formação de sociedade disciplinar.</p><p>b) Flexibilização do regramento social.</p><p>c) Banimento da autoridade repressora.</p><p>d) Condenação da degradação humana.</p><p>e) Hierarquização da burocracia estatal.</p><p>2) (ENEM 2013) O edifício é circular. Os</p><p>apartamentos dos prisioneiros ocupam a</p><p>circunferência. Você pode chamá-los, se quiser,</p><p>de celas. O apartamento do inspetor ocupa o</p><p>centro; você pode chamá-lo, se quiser, de</p><p>alojamento do inspetor. A moral reformada; a</p><p>saúde preservada; a indústria revigorada; a</p><p>instrução difundida; os encargos públicos</p><p>aliviados; a economia assentada, como deve ser,</p><p>sobre uma rocha; o nó górdio da Lei sobre os</p><p>Pobres não cortado, mas desfeito — tudo por</p><p>uma simples ideia de arquitetura!</p><p>BENTHAM, J. O panóptico. Belo Horizonte: Autêntica, 2008</p><p>92</p><p>Essa é a proposta de um sistema conhecido</p><p>como panóptico, um modelo que mostra o poder</p><p>da disciplina nas sociedades contemporâneas,</p><p>exercido preferencialmente por mecanismos</p><p>a) religiosos, que se constituem como um</p><p>olho divino controlador que tudo vê.</p><p>b) ideológicos, que estabelecem limites pela</p><p>alienação, impedindo a visão da</p><p>dominação sofrida.</p><p>c) repressivos, que perpetuam as relações</p><p>de dominação entre os homens por meio</p><p>de tortura física.</p><p>d) sutis, que adestram os corpos no</p><p>espaço-tempo por meio do olhar como</p><p>instrumento de controle.</p><p>e) consensuais, que pactuam acordos com</p><p>base na compreensão dos benefícios</p><p>gerais de se ter as próprias ações</p><p>controladas.</p><p>3) (ENEM 2014) Uma norma só deve pretender</p><p>validez quando todos os que possam ser</p><p>concernidos por ela cheguem (ou possam</p><p>chegar), enquanto participantes de um discurso</p><p>prático, a um acordo quanto à validade dessa</p><p>norma.</p><p>HABERMAS, J. Consciência moral e agir comunicativo. Rio de Janeiro:</p><p>Tempo Brasileiro, 1989.</p><p>Segundo Habermas, a validez de uma norma</p><p>deve ser estabelecida pelo(a)</p><p>a) liberdade humana, que consagra a</p><p>vontade.</p><p>b) razão comunicativa, que requer um</p><p>consenso.</p><p>c) conhecimento filosófico, que expressa a</p><p>verdade.</p><p>d) técnica científica, que aumenta o poder</p><p>do homem.</p><p>e) poder político, que se concentra no</p><p>sistema partidário.</p><p>4) (ENEM PPL 2017) A crítica é uma questão de</p><p>distância certa. O olhar hoje mais essencial, o</p><p>olho mercantil que penetra no coração das</p><p>coisas, chama-se propaganda. Esta arrasa o</p><p>espaço livre da contemplação e aproxima tanto</p><p>as coisas,</p><p>coloca-as tão debaixo do nariz quanto</p><p>o automóvel que sai da tela de cinema e cresce,</p><p>gigantesco, tremeluzindo em direção a nós. E, do</p><p>mesmo modo que o cinema não oferece móveis e</p><p>fachadas a uma observação crítica completa,</p><p>mas dá apenas a sua espetacular, rígida e</p><p>repentina proximidade, também a propaganda</p><p>autêntica transporta as coisas para primeiro</p><p>plano e tem um ritmo que corresponde ao de um</p><p>bom filme.</p><p>BENJAMIN, W. Rua de mão única: infância berlinense – 1900. Belo</p><p>Horizonte: Autêntica, 2013 (adaptado).</p><p>O texto apresenta um entendimento do filósofo</p><p>Walter Benjamin, segundo o qual a propaganda</p><p>dificulta o procedimento de análise crítica em</p><p>virtude do(a)</p><p>a) caráter ilusório das imagens.</p><p>b) evolução constante da tecnologia.</p><p>c) aspecto efêmero dos acontecimentos.</p><p>d) conteúdo objetivo das informações.</p><p>e) natureza emancipadora das opiniões</p><p>5) (ENEM PPL 2020) Por força da</p><p>industrialização da cultura, desde o começo do</p><p>filme já se sabe como ele termina, quem é</p><p>recompensado e, ao escutar a música, o ouvido</p><p>treinado é perfeitamente capaz, desde os</p><p>primeiros compassos, de adivinhar o</p><p>desenvolvimento do tema e sente-se feliz quando</p><p>ele tem lugar como previsto.</p><p>ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento:</p><p>fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.</p><p>A crítica ao tipo de criação mencionada no texto</p><p>teve como alvo, no campo da arte, a</p><p>a) burocratização do processo de difusão.</p><p>b) valorização da representação abstrata.</p><p>c) padronização das técnicas de</p><p>composição.</p><p>d) sofisticação dos equipamentos</p><p>disponíveis.</p><p>e) ampliação dos campos de</p><p>experimentação.</p><p>6) (ENEM PPL 2022) Em primeiro lugar, é preciso</p><p>libertar-se do preconceito segundo o qual a</p><p>filosofia é apenas uma disciplina particular,</p><p>apenas o trabalho de um círculo restrito de</p><p>pessoas que dedicam sua atividade a refletir e a</p><p>indagar sobre certos tipos de problemas. A</p><p>filosofia é isso também, mas não só. Deve haver</p><p>uma filosofia como ato existencial, que faz do</p><p>homem um ente que pergunta, duvida, teme e</p><p>age para dominar o futuro.</p><p>ABBAGNANO, N. Introdução ao existencialismo.</p><p>São Paulo: Martins Fontes, 2001 (adaptado).</p><p>De acordo com a corrente de pensamento do</p><p>século XX da qual o texto trata, o tema</p><p>fundamental da filosofia é o(a)</p><p>a) realidade humana, seu sentido e</p><p>possibilidades.</p><p>b) mundo físico, sua essência e leis</p><p>reguladoras.</p><p>c) lógica, suas inferências e estudos de</p><p>validade.</p><p>d) imaginação, seus objetos e contribuições.</p><p>e) conhecimento, sua natureza e condições.</p><p>93</p><p>7) (ENEM 2016) Hoje, a indústria cultural</p><p>assumiu a herança civilizatória da democracia de</p><p>pioneiros e empresários, que tampouco</p><p>desenvolvera uma fineza de sentido para os</p><p>desvios espirituais. Todos são livres para dançar</p><p>e para se divertir mesmo modo que, desde a</p><p>neutralização histórica da religião, são livres</p><p>para entrar em qualquer uma das inúmeras</p><p>seitas. Mas a liberdade de escolha da ideologia,</p><p>que reflete sempre a coerção econômica,</p><p>revela-se em todos os setores como a liberdade</p><p>de escolher o que é sempre a mesma coisa.</p><p>ADORNO, T; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: fragmentos</p><p>filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.</p><p>A liberdade de escolha na civilização ocidental,</p><p>de acordo com a análise do texto, é um(a)</p><p>a) legado social.</p><p>b) patrimônio político.</p><p>c) produto da moralidade.</p><p>d) conquista da humanidade.</p><p>e) ilusão da contemporaneidade.</p><p>8) (ENEM 2019) Penso que não há um sujeito</p><p>soberano, fundador, uma forma universal de</p><p>sujeito que poderíamos encontrar em todos as</p><p>lugares. Penso, pelo contrário, que o sujeito se</p><p>constitui através das práticas de sujeição ou, de</p><p>maneira mais autônoma, através de práticas de</p><p>liberação, de liberdade, como na Antiguidade —</p><p>a partir, obviamente, de um certo número de</p><p>regras, de estilos, que podemos encontrar no</p><p>meio cultural.</p><p>FOUCAULT, M. Ditos e escritos V: ética, sexualidade, política. Rio de</p><p>Janeiro: Forense Universitária, 2004.</p><p>O texto aponta que a subjetivação se efetiva</p><p>numa dimensão</p><p>a) legal, pautada em preceitos jurídicos.</p><p>b) racional, baseada em pressupostos</p><p>lógicos.</p><p>c) contingencial, processada em interações</p><p>sociais.</p><p>d) transcendental, efetivada em princípios</p><p>religiosos.</p><p>e) essencial, fundamentada em parâmetros</p><p>substancialistas.</p><p>9) (ENEM PPL 2015)</p><p>TEXTO I</p><p>A melhor banda de todos os tempos da última</p><p>semana</p><p>O melhor disco brasileiro de música americana</p><p>O melhor disco dos últimos anos de sucessos do</p><p>passado</p><p>O maior sucesso de todos os tempos entre os dez</p><p>maiores fracassos</p><p>Não importa contradição</p><p>O que importa é televisão</p><p>Dizem que não há nada que você não se</p><p>acostume Cala a boca e aumenta o volume</p><p>então.</p><p>MELLO, B.; BRITTO, S. A melhor banda de todos os tempos da última</p><p>semana. São Paulo: Abril Music, 2001 (fragmento).</p><p>TEXTO II</p><p>O fetichismo na música e a regressão da</p><p>audição</p><p>Aldous Huxley levantou em um de seus ensaios a</p><p>seguinte pergunta: quem ainda se diverte</p><p>realmente hoje num lugar de diversão? Com o</p><p>mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem</p><p>a música de entretenimento serve ainda como</p><p>entretenimento? Ao invés de entreter, parece que</p><p>tal música contribui ainda mais para o</p><p>emudecimento dos homens, para a morte da</p><p>linguagem como expressão, para a incapacidade</p><p>de comunicação.</p><p>ADORNO, T. Textos escolhidos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.</p><p>A aproximação entre a letra da canção e a crítica</p><p>de Adorno indica o(a)</p><p>a) lado efêmero e restritivo da indústria</p><p>cultural.</p><p>b) baixa renovação da indústria de</p><p>entretenimento.</p><p>c) influência da música americana na</p><p>cultura brasileira.</p><p>d) fusão entre elementos da indústria</p><p>cultural e da cultura popular.</p><p>e) declínio da forma musical em prol de</p><p>outros meios de entretenimento.</p><p>10) (ENEM 2022)</p><p>TEXTO I</p><p>Uma filosofia da percepção que queira</p><p>reaprender a ver o mundo restituirá à pintura e</p><p>às artes em geral seu lugar verdadeiro.</p><p>MERLEAU-PONTY, M. Conversas: 1948. São Paulo: Martins Fontes, 2004.</p><p>94</p><p>TEXTO II</p><p>Os grandes autores de cinema nos pareceram</p><p>confrontáveis não apenas com pintores,</p><p>arquitetos, músicos, mas também com</p><p>pensadores. Eles pensam com imagens, em vez</p><p>de conceitos.</p><p>DELEUZE, G. Cinema 1: a imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense,</p><p>1983 (adaptado).</p><p>De que modo os textos sustentam a existência de</p><p>um saber ancorado na sensibilidade?</p><p>a) Admitindo o belo como fenômeno</p><p>transcendental.</p><p>b) Reafirmando a vivência estética como</p><p>juízo de gosto.</p><p>c) Considerando o olhar como experiência</p><p>de conhecimento.</p><p>d) Apontando as formas de expressão como</p><p>auxiliares da razão.</p><p>e) Estabelecendo a inteligência como</p><p>implicação das representações.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>95</p><p>96</p><p>QUÍMICA: Separação de</p><p>Misturas</p><p>1) (ENEM LIBRAS 2017) A figura representa a</p><p>sequência de etapas em uma estação de</p><p>tratamento de água.</p><p>Disponível em: www.ecoguia.cm-mirandela.pt. Acesso em: 30 jul. 2012.</p><p>Qual etapa desse processo tem a densidade das</p><p>partículas como fator determinante?</p><p>a) Oxidação.</p><p>b) Floculação.</p><p>c) Decantação.</p><p>d) Filtração.</p><p>e) Armazenamento.</p><p>2) (ENEM PPL 2015) Além de ser uma prática</p><p>ilegal, a adulteração de combustíveis é</p><p>prejudicial ao meio ambiente, ao governo e,</p><p>especialmente, ao consumidor final. Em geral,</p><p>essa adulteração é feita utilizando compostos</p><p>com propriedades físicas semelhantes às do</p><p>combustível, mas de menor valor agregado.</p><p>Considerando um combustível com 20% de</p><p>adulterante, a mistura em que a alteração seria</p><p>identificada visualmente é</p><p>a) etanol e água.</p><p>b) etanol e acetona.</p><p>c) gasolina e água.</p><p>d) gasolina e benzeno.</p><p>e) gasolina e querosene.</p><p>3) (ENEM PPL 2015) O quadro apresenta a</p><p>composição do petróleo.</p><p>Fração</p><p>Faixa de</p><p>tamanho</p><p>das</p><p>moléculas</p><p>Faixa de</p><p>ponto de</p><p>ebulição</p><p>(ºC)</p><p>Usos</p><p>Gás C1 a C5 –160 a 30</p><p>combustíveis</p><p>gasosos</p><p>Gasolina C5 a C12 30 a 200</p><p>combustível de</p><p>motor</p><p>Querosene C12 a C18 180 a 400</p><p>diesel e</p><p>combustível de</p><p>alto-forno</p><p>Lubrificantes</p><p>maior que</p><p>C16</p><p>maior que</p><p>350</p><p>lubrificantes</p><p>Parafinas</p><p>maior que</p><p>C20</p><p>sólidos de</p><p>baixa fusão</p><p>velas e fósforos</p><p>Asfalto</p><p>maior que</p><p>C30</p><p>resíduos</p><p>pastosos</p><p>pavimentação</p><p>Para a separação dos constituintes com o</p><p>objetivo de produzir a gasolina, o método a ser</p><p>utilizado é a</p><p>a) filtração.</p><p>b) destilação.</p><p>c) decantação.</p><p>d) precipitação.</p><p>e) centrifugação.</p><p>4) (ENEM 2022) A água bruta coletada de</p><p>mananciais apresenta alto índice de sólidos</p><p>suspensos, o que a deixa com um aspecto turvo.</p><p>Para se obter uma água límpida e potável, ela</p><p>deve passar por um processo de purificação</p><p>numa estação de tratamento de água. Nesse</p><p>processo, as principais etapas são, nesta ordem:</p><p>coagulação, decantação, filtração, desinfecção e</p><p>fluoretação.</p><p>Qual é a etapa de retirada de grande parte</p><p>desses sólidos?</p><p>a) Coagulação.</p><p>b) Decantação.</p><p>c) Filtração.</p><p>d) Desinfecção.</p><p>e) Fluoretação.</p><p>97</p><p>5) (ENEM 2020) Em seu laboratório, um técnico</p><p>em química foi incumbido de tratar um resíduo,</p><p>evitando seu descarte direto no meio ambiente.</p><p>Ao encontrar o frasco, observou a seguinte</p><p>informação: “Resíduo: mistura de acetato de etila</p><p>e água”.</p><p>Considere os dados do acetato de etila:</p><p>● Baixa solubilidade em água,</p><p>● Massa específica = 0,9 g cm-3;</p><p>● Temperatura de fusão = -83 °C;</p><p>● Pressão de vapor maior que a da água.</p><p>A fim de tratar o resíduo, recuperando o acetato</p><p>de etila, o técnico deve</p><p>a) evaporar o acetato de etila sem alterar o</p><p>conteúdo de água.</p><p>b) filtrar a mistura utilizando um funil</p><p>comum e um papel de filtro.</p><p>c) realizar uma destilação simples para</p><p>separar a água do acetato de etila.</p><p>d) proceder a uma centrifugação da mistura</p><p>para remover o acetato de etila.</p><p>e) decantar a mistura separando os dois</p><p>componentes em um funil adequado.</p><p>6) (ENEM 2017) Na Idade Média, para elaborar</p><p>preparados a partir de plantas produtoras de</p><p>óleos essenciais, as coletas das espécies eram</p><p>realizadas ao raiar do dia. Naquela época, essa</p><p>prática era fundamentada misticamente pelo</p><p>efeito mágico dos raios lunares, que seria</p><p>anulado pela emissão dos raios solares. Com a</p><p>evolução da ciência, foi comprovado que a coleta</p><p>de algumas espécies ao raiar do dia garante a</p><p>obtenção de material com maiores quantidades</p><p>de óleos essenciais.</p><p>A explicação científica que justifica essa prática</p><p>se baseia na</p><p>a) volatilização das substâncias de interesse.</p><p>b) polimerização dos óleos catalisada pela</p><p>radiação solar.</p><p>c) solubilização das substâncias de interesse</p><p>pelo orvalho.</p><p>d) oxidação do óleo pelo oxigênio produzido</p><p>na fotossíntese.</p><p>e) liberação das moléculas de óleo durante o</p><p>processo de fotossíntese.</p><p>7) (ENEM PPL 2016) A bauxita é o minério</p><p>utilizado na fabricação do alumínio, a qual</p><p>apresenta Al2O3 (alumina) em sua composição.</p><p>Após o trituramento e lavagem para reduzir o</p><p>teor de impurezas, o minério é misturado a uma</p><p>solução aquosa de NaOH (etapa A). A parte</p><p>sólida dessa mistura é rejeitada e a solução</p><p>resultante recebe pequenos cristais de alumina,</p><p>de onde sedimenta um sólido (etapa B). Esse</p><p>sólido é aquecido até a obtenção de um pó</p><p>branco, isento de água e constituído unicamente</p><p>por alumina. Finalmente, esse pó é aquecido até</p><p>sua fusão e submetido a uma eletrólise, cujos</p><p>produtos são o metal puro fundido (Al) e o gás</p><p>carbônico (CO2).</p><p>SILVA FILHO, E. B.; ALVES, M. C. M.; DA MOTTA, M.Lama vermelha da</p><p>indústria de aplicações alternativas. Revista Matéria, n. 2, 2007.</p><p>Nesse processo, as funções das etapas A e B são,</p><p>respectivamente,</p><p>a) oxidar a alumina e outras substâncias e</p><p>reduzir seletivamente a alumina.</p><p>b) solubilizar a alumina e outras substâncias</p><p>e induzir a precipitação da alumina.</p><p>c) solidificar as impurezas alcalinas e</p><p>deslocar o equilíbrio no sentido da</p><p>alumina.</p><p>d) neutralizar o solo ácido do minério e</p><p>catalisar a reação de produção da</p><p>alumina.</p><p>e) romper as ligações químicas da alumina e</p><p>diminuir o calor de formação do alumínio.</p><p>8) (ENEM 2022) O urânio é empregado como</p><p>fonte de energia em reatores nucleares. Para</p><p>tanto, o seu mineral deve ser refinado,</p><p>convertido a hexafluoreto de urânio e</p><p>posteriormente enriquecido, para aumentar de</p><p>0,7% a 3% a abundância de um isótopo específico</p><p>— o urânio-235. Uma das formas de</p><p>enriquecimento utiliza a pequena diferença de</p><p>massa entre os hexafluoretos de urânio-235 e de</p><p>urânio-238 para separá-los por efusão, precedida</p><p>pela vaporização. Esses vapores devem efundir</p><p>repetidamente milhares de vezes através de</p><p>barreiras porosas formadas por telas com grande</p><p>número de pequenos orifícios. No entanto,</p><p>devido à complexidade e à grande quantidade</p><p>de energia envolvida, cientistas e engenheiros</p><p>continuam a pesquisar procedimentos</p><p>alternativos de enriquecimento.</p><p>ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida</p><p>moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2006 (adaptado).</p><p>98</p><p>Considerando a diferença de massa mencionada</p><p>entre os dois isótopos, que tipo de procedimento</p><p>alternativo ao da efusão pode ser empregado</p><p>para tal finalidade?</p><p>a) Peneiração.</p><p>b) Centrifugação.</p><p>c) Extração por solvente.</p><p>d) Destilação fracionada.</p><p>e) Separação magnética.</p><p>9) (ENEM 2018) O petróleo é uma fonte de</p><p>energia de baixo custo e de larga utilização</p><p>como matéria-prima para uma grande variedade</p><p>de produtos. É um óleo formado de várias</p><p>substâncias de origem orgânica, em sua maioria</p><p>hidrocarbonetos de diferentes massas molares.</p><p>São utilizadas técnicas de separação para</p><p>obtenção dos componentes comercializáveis do</p><p>petróleo.</p><p>Além disso, para aumentar a quantidade de</p><p>frações comercializáveis, otimizando o produto</p><p>de origem fóssil, utiliza-se o processo de</p><p>craqueamento.</p><p>O que ocorre nesse processo?</p><p>a) Transformação das frações do petróleo</p><p>em outras moléculas menores.</p><p>b) Reação de óxido-redução com</p><p>transferência de elétrons entre as</p><p>moléculas.</p><p>c) Solubilização das frações do petróleo com</p><p>a utilização de diferentes solventes.</p><p>d) Decantação das moléculas com</p><p>diferentes massas molares pelo uso de</p><p>centrífugas.</p><p>e) Separação dos diferentes componentes</p><p>do petróleo em função de suas</p><p>temperaturas de ebulição.</p><p>10) (ENEM 2019) Os hidrocarbonetos são</p><p>moléculas orgânicas com uma série de</p><p>aplicações industriais. Por exemplo, eles estão</p><p>presentes em grande quantidade nas diversas</p><p>frações do petróleo e normalmente são</p><p>separados por destilação fracionada, com base</p><p>em suas temperaturas de ebulição. O quadro</p><p>apresenta as principais frações obtidas na</p><p>destilação do petróleo em diferentes faixas de</p><p>temperaturas.</p><p>Fração</p><p>Faixa de</p><p>temperatura</p><p>(ºC)</p><p>Exemplos de</p><p>produto(s)</p><p>Número de átomos de</p><p>carbono</p><p>(hidrocarboneto de</p><p>fórmula geral CnH2n+2)</p><p>1 Até 20</p><p>Gás natural e</p><p>gás de</p><p>cozinha (GLP)</p><p>C1 a C4</p><p>2 30 a 180 Gasolina C6 a C12</p><p>3 170 a 290 Querosene C11 a C16</p><p>4 260 a 350 Óleo diesel C14 a C18</p><p>SANTA MARIA, L. C. et al. Petróleo: um tema para o ensino de química.</p><p>Química Nova na Escola, n. 15, maio 2002 (adaptado).</p><p>Na fração 4, a separação dos compostos ocorre</p><p>em temperaturas mais elevadas porque</p><p>a) suas densidades são maiores.</p><p>b) o número de ramificações é maior.</p><p>c) sua solubilidade no petróleo é maior.</p><p>d) as forças intermoleculares são mais</p><p>intensas.</p><p>e) a cadeia carbônica é mais difícil de ser</p><p>quebrada.</p><p>GEOGRAFIA: Geografia</p><p>Ambiental</p><p>1) (ENEM 2020)</p><p>TEXTO I</p><p>O aumento de casos suspeitos de febre amarela</p><p>em Minas pode estar relacionado à tragédia de</p><p>Mariana, em 2015, segundo a bióloga da Fiocruz</p><p>Márcia Chame. A hipótese tem como ponto de</p><p>partida a localização das cidades mineiras que</p><p>identificaram até o momento casos de pacientes</p><p>com sintomas da doença. Grande parte está na</p><p>região próxima do Rio Doce, afetado pelo</p><p>rompimento da Barragem de Fundão, em</p><p>novembro de 2015.</p><p>FORMENTI. L Para bióloga. surto de febre amarela pode ter relação com</p><p>tragédia de Mariana O Estado de São Paulo, 14 jan 2017</p><p>TEXTO II</p><p>Por outro lado, Servio Ribeiro considera remota a</p><p>possibilidade de influência da tragédia de</p><p>Mariana (MG) neste surto de febre amarela em</p><p>Minas Gerais. “A febre amarela é uma doença de</p><p>interior de floresta. O mosquito que a transmite</p><p>põe ovos em cavidades de árvores e em</p><p>bromélias. É um mosquito da estrutura da</p><p>floresta. Ele não se relaciona muito com grandes</p><p>corpos-d água e com rios. As cidades afetadas</p><p>pela doença estão em uma região onde os</p><p>rejeitos não chegaram com força para derrubar a</p><p>floresta”, diz o biólogo.</p><p>RODRIGUES. L Especialistas investigam relação entre febre amarela e</p><p>degradação ambiental Agência Brasil, 25 jan.</p><p>2017.</p><p>99</p><p>Sobre a tragédia de Mariana, os textos</p><p>apresentam divergência quanto ao(à)</p><p>a) poluição dos rios locais.</p><p>b) identificação da área afetada.</p><p>c) destruição da vegetação nativa.</p><p>d) aparecimento de enfermidade endêmica.</p><p>e) surgimento de comunidades</p><p>desabrigadas.</p><p>2) (ENEM PPL 2022) Nações se comprometeram</p><p>a reduzir as emissões de carbono para reduzir o</p><p>aquecimento global na 3ª Conferência das Partes</p><p>da Convenção das Nações Unidas sobre</p><p>Mudanças Climáticas (COP-3), realizada em 1997,</p><p>em Kyoto, Japão. Na ocasião, foi assinado o</p><p>Protocolo de Kyoto, que criou a possibilidade de</p><p>um país compensar suas emissões comprando</p><p>créditos de outras nações. Esses créditos são</p><p>gerados por ações que reduzem a quantidade de</p><p>gases causadores do efeito estufa na atmosfera,</p><p>como a recuperação de áreas degradadas de</p><p>floresta.</p><p>Uma empresa ou uma organização não</p><p>governamental que recupera determinada área</p><p>pode calcular a quantidade de CO2 que ela</p><p>retirou da atmosfera e vender esse crédito a</p><p>empresário da pecuária que precisa compensar</p><p>emissões. O mesmo vale para um país que mede</p><p>o conjunto de suas emissões e as balanceia com</p><p>captura de CO2 ou compra de créditos.</p><p>O que é carbono neutro e por que você deve se preocupar com isso.</p><p>Disponível em: www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 8 nov. 2021 (adaptado).</p><p>Para os mecanismos de uso do espaço</p><p>geográfico, o sistema compensatório descrito</p><p>representa um processo econômico que</p><p>proporciona a</p><p>a) formação de cartéis.</p><p>b) criação de monopólio.</p><p>c) supressão da poluição.</p><p>d) legalização de territórios.</p><p>e) mercantilização da natureza.</p><p>3) (ENEM PPL 2020) O Protocolo de Montreal é</p><p>um tratado internacional que diz respeito à</p><p>defesa do meio ambiente. Uma de suas</p><p>recomendações é a redução da utilização de</p><p>substâncias propelentes, como os CFCs</p><p>(Cloro-Flúor-Carbono), em aerossóis e aparelhos</p><p>de refrigeração.</p><p>Essa recomendação visa</p><p>a) evitar a chuva ácida.</p><p>b) prevenir a inversão térmica.</p><p>c) preservar a camada de ozônio.</p><p>d) controlar o aquecimento global.</p><p>e) impedir a formação de ilhas de calor.</p><p>4) (ENEM 2018) No início da década de 1990,</p><p>dois biólogos importantes, Redford e Robinson,</p><p>produziram um modelo largamente aceito de</p><p>“produção sustentável” que previa quantos</p><p>indivíduos de cada espécie poderiam ser</p><p>caçados de forma sustentável baseado nas suas</p><p>taxas de reprodução. Os seringueiros do Alto</p><p>Juruá tinham um modelo diferente: a quem lhes</p><p>afirmava que estavam caçando acima do</p><p>sustentável (dentro do modelo), eles diziam que</p><p>não, que o nível da caça dependia da existência</p><p>de áreas de refúgio em que ninguém caçava.</p><p>Ora, esse acabou sendo o modelo batizado de</p><p>“fonte-ralo” proposto dez anos após o primeiro</p><p>por Novaro, Bodmer e o próprio Redford e que</p><p>suplantou o modelo anterior.</p><p>CUNHA, M. C. Revista USP, n. 75, set.-nov. 2007.</p><p>No contexto da produção científica, a</p><p>necessidade de reconstrução desse modelo,</p><p>conforme exposto no texto, foi determinada pelo</p><p>confronto com um(a)</p><p>a) conclusão operacional obtida por lógica</p><p>dedutiva.</p><p>b) visão de mundo marcada por</p><p>preconceitos morais.</p><p>c) hábito social condicionado pela</p><p>religiosidade popular.</p><p>d) conhecimento empírico apropriado pelo</p><p>senso comum.</p><p>e) padrão de preservação construído por</p><p>experimentação dirigida.</p><p>5) (ENEM PPL 2014) O uso intenso das águas</p><p>subterrâneas sem planejamento tem causado</p><p>sérios prejuízos à sociedade, ao usuário e ao</p><p>meio ambiente. Em várias partes do mundo,</p><p>percebe-se que a exploração de forma incorreta</p><p>tem levado a perdas do próprio aquífero.</p><p>TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Cia. Editora Nacional,</p><p>2009 (adaptado)</p><p>No texto, apontam-se dificuldades associadas ao</p><p>uso de um importante recurso natural. Um</p><p>problema derivado de sua utilização e uma</p><p>respectiva causa para sua ocorrência são:</p><p>100</p><p>a) Contaminação do aquífero — Contenção</p><p>imprópria do ingresso direto de água</p><p>superficial.</p><p>b) Intrusão salina — Extração reduzida da</p><p>água doce do subsolo.</p><p>c) Superexploração de poços — Construção</p><p>ineficaz de captações subsuperficiais.</p><p>d) Rebaixamento do nível da água —</p><p>Bombeamento do poço equivalente à</p><p>reposição natural.</p><p>e) Encarecimento da exploração sustentável</p><p>— Conservação da cobertura vegetal</p><p>local.</p><p>6) (ENEM 2022) Solos salinos ou alomórficos</p><p>apresentam como característica comum uma</p><p>concentração muito alta de sais solúveis e/ou de</p><p>sódio trocável. Eles ocorrem nos locais mais</p><p>baixos do relevo, em regiões áridas e semiáridas</p><p>e próximas do mar. Em regiões semiáridas, por</p><p>exemplo, o polígono das secas do Nordeste</p><p>brasileiro, os locais menos elevados recebem</p><p>água que se escoa dos declives adjacentes,</p><p>durante as chuvas que caem em alguns meses do</p><p>ano. Essa água traz soluções de sais minerais e</p><p>evapora-se rapidamente antes de infiltrar-se</p><p>totalmente, havendo então, cada vez que esse</p><p>processo é repetido, um pequeno acúmulo de</p><p>sais no horizonte superficial que, com o passar</p><p>dos anos, provoca a salinização do solo. Nas</p><p>últimas décadas, a expansão das atividades</p><p>agrícolas na região tem ampliado esse processo.</p><p>LEPSCH, I. F. Solos: formação e conservação.</p><p>São Paulo: Melhoramentos, 1993 (adaptado).</p><p>As atividades agrícolas, desenvolvidas na região</p><p>mencionada, intensificam o problema ambiental</p><p>exposto ao</p><p>a) realizar florestamentos de pinus,</p><p>desrespeitando a prática do pousio.</p><p>b) utilizar sistemas de irrigação,</p><p>desprezando uma drenagem adequada.</p><p>c) instalar açudes nos grotões, retardando a</p><p>velocidade da vazão fluvial.</p><p>d) desmatar áreas de preservação</p><p>permanente, causando assoreamento.</p><p>e) aplicar fertilizantes de origem orgânica,</p><p>modificando a química da terra.</p><p>7) (ENEM PPL 2013) Ninguém vive sem ocupar</p><p>espaço, sem respirar, sem alimentar-se, sem ter</p><p>um teto para abrigar-se e, na Modernidade, sem</p><p>o que se incorporou na vida cotidiana: luz,</p><p>telefone, televisão, rádio, refrigeração dos</p><p>alimentos etc. A humanidade não vive sem</p><p>ocupar espaço, sem utilizar-se cada vez mais</p><p>intensamente das riquezas naturais que são</p><p>apropriadas privadamente.</p><p>RODRIGUES, A. M. Desenvolvimento sustentável: dos conflitos de classes</p><p>para os conflitos de gerações. In: SILVA. J. B. et al. (Orgs.). Panorama da</p><p>geografia brasileira. São Paulo: Annablume, 2006 (fragmento).</p><p>O texto defende que duas mudanças provocadas</p><p>pela ação humana na Modernidade são o(a)</p><p>a) alteração no modo de vida das</p><p>comunidades e a delimitação dos</p><p>problemas ambientais em escala local.</p><p>b) surgimento de novas formas de</p><p>apropriação dos territórios e a utilização</p><p>pública dos recursos naturais.</p><p>c) incorporação de novas tecnologias no</p><p>processo produtivo e a aceleração dos</p><p>problemas ambientais.</p><p>d) aumento do consumo de bens e</p><p>mercadorias e a utilização de mão de</p><p>obra nas unidades produtivas.</p><p>e) esgotamento das reservas naturais e a</p><p>desaceleração da produção de bens de</p><p>consumo humano.</p><p>8) (ENEM PPL 2018) O modelo de</p><p>conservacionismo norte-americano espalhou-se</p><p>rapidamente pelo mundo recriando a dicotomia</p><p>entre “povos” e “parques”. Como essa ideologia</p><p>se expandiu, sobretudo para os países do</p><p>Terceiro Mundo, seu efeito foi devastador sobre</p><p>as “populações tradicionais” de extrativistas,</p><p>pescadores, índios, cuja relação com a natureza é</p><p>diferente da analisada pelos primeiros</p><p>“ideólogos” dos parques nacionais</p><p>norte-americanos. É fundamental enfatizar que a</p><p>transposição deste “modelo” de parques sem</p><p>moradores, vindo de países industrializados e de</p><p>clima temperado, para países cujas florestas</p><p>remanescentes foram e continuam sendo, em</p><p>grande parte, habitadas por populações</p><p>tradicionais, está na base não só de conflitos</p><p>insuperáveis, mas de uma visão inadequada de</p><p>áreas protegidas.</p><p>DIEGUES, A. C. O mito da natureza intocada. São Paulo: Hucitec;</p><p>Nupaub-USP/CEC, 2008 (adaptado).</p><p>101</p><p>O modelo de preservação ambiental criticado no</p><p>texto é considerado inadequado para o Brasil por</p><p>promover ações que</p><p>a) incentivam o comércio de produtos locais.</p><p>b) separam o homem do lugar de origem.</p><p>c) regulamentam as disputas fundiárias.</p><p>d) deslocam a diversidade biológica.</p><p>e) fomentam a atividade turística.</p><p>9) (ENEM PPL 2012) A sociedade em movimento</p><p>tem gestado algumas alternativas. Surgem novas</p><p>experiências de luta no campo, nas quais os</p><p>movimentos sociais têm buscado formas para</p><p>permanecer na terra, afirmando sua</p><p>territorialidade. Estes novos sujeitos sociais, de</p><p>que são exemplo os seringueiros no Acre e as</p><p>quebradeiras de coco no Maranhão, Pará,</p><p>Tocantins e Piauí, têm lutado por seu</p><p>reconhecimento, chegando em certos casos a</p><p>obter mudanças na legislação.</p><p>MARQUES, M. O conceito de espaço rural em questão. São Paulo: Terra</p><p>Livre, ano 18, v. 2, jul./dez. 2002.</p><p>De acordo com o debate apresentado no texto, e</p><p>visando à permanência digna no campo, a</p><p>organização social e política dos seringueiros</p><p>busca</p><p>a) a implementação de estratégias de</p><p>geração de emprego e renda apoiadas na</p><p>automação produtiva de ponta.</p><p>b) a efetivação de políticas públicas para a</p><p>preservação das florestas como condição</p><p>de garantia de sustentabilidade.</p><p>c) a distribuição de grandes extensões de</p><p>terra com financiamentos voltados à</p><p>produção agroindustrial em larga escala.</p><p>d) o estímulo à implantação generalizada de</p><p>indústrias do setor de papel e celulose</p><p>focadas na Amazônia.</p><p>e) o aprofundamento de políticas</p><p>governamentais que potencializem os</p><p>fluxos sociais para as cidades.</p><p>10) (ENEM PPL 2011) A exploração de recursos</p><p>naturais e a ocupação do território brasileiro têm</p><p>uma longa história de degradação de áreas</p><p>naturais. É resultado, entre outros fatores, da</p><p>ausência de uma cultura de ocupação que</p><p>respeitasse as características de seus biomas.</p><p>Disponível em: http://www.comciencia.br. Acesso em: 19 abr. 2010</p><p>(fragmento).</p><p>Ao longo da história, a apropriação da natureza</p><p>e de seus recursos pelas sociedades humanas</p><p>alterou os biomas do planeta. Em relação aos</p><p>biomas brasileiros, em qual deles esse tipo de</p><p>processo se fez sentir de forma mais profunda e</p><p>irreversível?</p><p>a) Na Floresta Amazônica, especialmente a</p><p>partir da década de 1980, devastada pela</p><p>construção de rodovias e expansão</p><p>urbana.</p><p>b) No Cerrado, que abriga muitas espécies</p><p>de árvores sob risco de extinção, atingido</p><p>pela mineração e agricultura.</p><p>c) No Pantanal, que abrange parte dos</p><p>estados de Mato Grosso e Mato Grosso do</p><p>Sul, degradado pela mineração e</p><p>pecuária.</p><p>d) Na Mata Atlântica, que hoje abriga 7% da</p><p>área original, devastada pela exploração</p><p>da madeira e pelo crescimento urbano.</p><p>e) Na Mata dos Cocais, localizada no</p><p>Nordeste do país, desmatada pelo</p><p>assoreamento e pelo cultivo da</p><p>cana-de-açúcar.</p><p>MATEMÁTICA: Razão e</p><p>Proporção</p><p>1) (ENEM 2011) Em 2010, um caos aéreo afetou o</p><p>continente europeu, devido à quantidade de</p><p>fumaça expelida por um vulcão na Islândia, o</p><p>que levou ao cancelamento de inúmeros voos.</p><p>Cinco dias após o início desse caos, todo o</p><p>espaço aéreo europeu acima de 6 000 metros</p><p>estava liberado, com exceção do espaço aéreo</p><p>da Finlândia. Lá, apenas voos internacionais</p><p>acima de 31 mil pés estavam liberados.</p><p>Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 21 abr. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>Considere que 1 metro equivale a</p><p>aproximadamente 3,3 pés.</p><p>Qual a diferença, em pés, entre as altitudes</p><p>liberadas na Finlândia e no restante do</p><p>continente europeu cinco dias após o início do</p><p>caos?</p><p>a) 3 390 pés</p><p>b) 9 390 pés</p><p>c) 11 200 pés</p><p>d) 19 800 pés</p><p>e) 50 800 pés</p><p>102</p><p>2) (ENEM 2012) Nos shopping centers costumam</p><p>existir parques com vários brinquedos e jogos. Os</p><p>usuários colocam créditos em um cartão, que são</p><p>descontados por cada período de tempo de uso</p><p>dos jogos. Dependendo da pontuação da criança</p><p>no jogo, ela recebe um certo número de tíquetes</p><p>para trocar por produtos nas lojas dos parques.</p><p>Suponha que o período de uso de um brinquedo</p><p>em certo shopping custa R$ 3,00 e que uma</p><p>bicicleta custa 9 200 tíquetes.</p><p>Para uma criança que recebe 20 tíquetes por</p><p>período de tempo que joga, o valor, em reais,</p><p>gasto com créditos para obter a quantidade de</p><p>tíquetes para trocar pela bicicleta é</p><p>a) 153.</p><p>b) 460.</p><p>c) 1 218.</p><p>d) 1 380.</p><p>e) 3 066.</p><p>3) (ENEM 2022 PPL) Três amigos realizaram uma</p><p>viagem de carro entre duas cidades, num tempo</p><p>total de 31 horas. Para não fazer paradas,</p><p>revezaram na direção, de forma que cada um</p><p>deles dirigisse um terço da quilometragem total.</p><p>O primeiro, mais prudente, dirigiu a uma</p><p>velocidade média de 75 quilômetros por hora; o</p><p>segundo, a uma velocidade média de 90</p><p>quilômetros por hora; e o último, mais apressado,</p><p>dirigiu a uma velocidade média de 100</p><p>quilômetros por hora.</p><p>A distância percorrida por eles, em quilômetros,</p><p>foi de</p><p>a) 900.</p><p>b) 2 700.</p><p>c) 2 738.</p><p>d) 2 790.</p><p>e) 8 215.</p><p>4) (ENEM LIBRAS 2017) Uma indústria utiliza</p><p>um índice de desempenho para as suas</p><p>máquinas que é diretamente proporcional à</p><p>quantidade total de peças produzidas e</p><p>inversamente proporcional ao quadrado da</p><p>quantidade de peças defeituosas produzidas. Em</p><p>um semestre, cinco máquinas produziam a</p><p>mesma quantidade T de peças, sendo D delas</p><p>defeituosas. No semestre seguinte, houve uma</p><p>alteração na quantidade total de peças</p><p>produzidas por cada máquina e também na</p><p>quantidade de peças defeituosas, de acordo com</p><p>o quadro.</p><p>A máquina que manteve o mesmo índice de</p><p>desempenho do semestre anterior foi a</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>5) (ENEM 2022 PPL) Um clube está sendo</p><p>reformado e deve ter algumas paredes e partes</p><p>do teto repintadas. São, no total, 560 m² de</p><p>parede e 260 m² de teto. Segundo orientações</p><p>técnicas, um entre três tipos diferentes de tinta</p><p>deve ser usado para pintar as paredes (tipos I, II</p><p>e III), e um entre outros dois tipos pode ser</p><p>utilizado na pintura do teto (tipos X e Y). As</p><p>características dos diferentes produtos são</p><p>apresentadas a seguir:</p><p>● tipo I: vendido em embalagem com 10 L,</p><p>por R$ 180,00 cada. O conteúdo permite</p><p>pintar uma área de 220 m² ;</p><p>● tipo II: vendido em embalagem com 20 L,</p><p>por R$ 350,00 cada. O conteúdo permite</p><p>pintar uma área de 450 m² ;</p><p>● tipo III: vendido em embalagem com 25</p><p>L, por R$ 650,00 cada. O conteúdo</p><p>permite pintar uma área de 550 m² ;</p><p>● tipo X: vendido em embalagem com 4 L,</p><p>por R$ 70,00 cada. O conteúdo permite</p><p>pintar uma área de 80 m² ;</p><p>● tipo Y: vendido em embalagem com 5 L,</p><p>por R$ 85,00 cada. O conteúdo permite</p><p>pintar uma área de 90 m² .</p><p>Pretende-se gastar a menor quantia possível, em</p><p>real, com essa pintura.</p><p>As tintas que devem ser escolhidas para uso nas</p><p>paredes e teto do clube, respectivamente, são as</p><p>de tipos</p><p>a) I e X.</p><p>b) I e Y.</p><p>c) II e X.</p><p>d) II e Y.</p><p>e) III e Y.</p><p>103</p><p>6) (ENEM PPL 2010) As Olimpíadas de 2016</p><p>serão realizadas na cidade do Rio de Janeiro.</p><p>Uma das modalidades que trazem esperanças de</p><p>medalhas para o Brasil é a natação.</p><p>Aliás, a piscina olímpica merece uma atenção</p><p>especial devido as suas dimensões. Piscinas</p><p>olímpicas têm 50 metros de comprimento por 25</p><p>metros de largura.</p><p>Se a piscina olímpica fosse representada em uma</p><p>escala de 1:100, ela ficaria com as medidas de</p><p>a) 0,5 centímetro de comprimento e 0,25</p><p>centímetro de largura.</p><p>b) 5 centímetros de comprimento e 2,5</p><p>centímetros de largura.</p><p>c) 50 centímetros de comprimento e 25</p><p>centímetros de largura.</p><p>d) 500 centímetros de comprimento e 250</p><p>centímetros de largura.</p><p>e) 200 centímetros de comprimento e 400</p><p>centímetros de largura.</p><p>7) (ENEM PPL 2016) Em 20 de abril de 2010</p><p>ocorreu a explosão e afundamento de uma</p><p>plataforma de petróleo semissubmergível, no</p><p>Golfo do México. O acidente ocasionou um dos</p><p>maiores desastres ecológicos mundiais, devido</p><p>ao derrame de 780 000 m3 de óleo cru no mar,</p><p>por um período de 87 dias, entre abril e julho de</p><p>2010. Finalizado o vazamento, parte do óleo</p><p>vazado começou a ser queimado, diretamente,</p><p>enquanto que outra parte foi removida por</p><p>coleta, através de barcos filtradores. As duas</p><p>técnicas juntas retiravam, aproximadamente, 480</p><p>m3 de óleo por dia. Durante todo o período de</p><p>remoção foram retirados, no total, apenas 66 705</p><p>m3 de óleo. Por recomendação de ambientalistas,</p><p>a retirada total de óleo não deveria ultrapassar</p><p>300 dias.</p><p>Disponível em: www.popularmechanics. Acesso em: 26 fev. 2013</p><p>(adaptado).</p><p>Para que todo o óleo derramado no Golfo</p><p>pudesse ter sido retirado dentro do prazo</p><p>recomendado pelos ambientalistas, qual deveria</p><p>ter sido a taxa mínima de remoção de óleo, em</p><p>metro cúbico/dia?</p><p>a) 1 625</p><p>b) 2 600</p><p>c) 3 508</p><p>d) 5 613</p><p>e) 8 966</p><p>8) (ENEM PPL 2010) Grandes times nacionais e</p><p>internacionais utilizam dados estatísticos para a</p><p>definição do time que sairá jogando numa</p><p>partida. Por exemplo, nos últimos treinos, dos</p><p>chutes a gol feito pelo jogador I, ele converteu</p><p>45 chutes em gol. Enquanto isso, o jogador II</p><p>acertou 50 gols. Quem deve ser selecionado para</p><p>estar no time no próximo jogo, já que os dois</p><p>jogam na mesma posição?</p><p>A decisão parece simples, porém deve-se levar</p><p>em conta quantos chutes a gol cada um teve</p><p>oportunidade de executar. Se o jogador I chutou</p><p>60 bolas a gol e o jogador II chutou 75, quem</p><p>deveria ser escolhido?</p><p>a) O jogador I, porque acertou 3/4 dos</p><p>chutes, enquanto o jogador II acertou</p><p>2/3 dos chutes.</p><p>b) O jogador I, porque acertou 4/3 dos</p><p>chutes, enquanto o jogador II acertou</p><p>2/3 dos chutes.</p><p>c) O jogador I, porque acertou 3/4 dos</p><p>chutes, enquanto o jogador II acertou 3/2</p><p>dos chutes.</p><p>d) O jogador I, porque acertou 12/25 dos</p><p>chutes, enquanto o jogador II acertou</p><p>2/3 dos chutes.</p><p>e) O jogador I, porque acertou 9/25 dos</p><p>chutes, enquanto o jogador II acertou</p><p>2/5 dos chutes.</p><p>9) (ENEM 2019) Para contratar três máquinas</p><p>que farão o reparo de vias rurais de um</p><p>município, a prefeitura elaborou um edital que,</p><p>entre outras cláusulas, previa:</p><p>● Cada empresa interessada só pode</p><p>cadastrar uma única máquina para</p><p>concorrer ao edital;</p><p>● O total de recursos destinados para</p><p>contratar o conjunto das três máquinas é</p><p>de R$ 31.000,00;</p><p>● O valor a ser pago a cada empresa será</p><p>inversamente proporcional à idade de uso</p><p>da máquina cadastrada pela empresa</p><p>para o presente edital.</p><p>As três empresas vencedoras do edital</p><p>cadastraram máquinas com 2, 3 e 5 anos de</p><p>idade de uso.</p><p>104</p><p>Quanto receberá a empresa que cadastrou a</p><p>máquina com maior idade de uso?</p><p>a) R$ 3.100,00</p><p>b) R$ 6.000,00</p><p>c) R$ 6.200,00</p><p>d) R$ 15.000,00</p><p>e) R$ 15.500,00</p><p>10) (ENEM 2021) Em uma corrida</p><p>automobilística, os carros podem fazer paradas</p><p>nos boxes para efetuar trocar de pneus. Nessas</p><p>trocas, o trabalho é feito por um grupo de três</p><p>pessoas em cada pneu. Considere que os grupos</p><p>iniciam o trabalho no mesmo instante, trabalham</p><p>à mesma velocidade e cada grupo trabalha em</p><p>um único pneu. Com os quatro grupos completos,</p><p>são necessários 4 segundos para que a troca seja</p><p>efetuada. O tempo gasto por um grupo para</p><p>trocar um pneu é inversamente proporcional ao</p><p>número de pessoas trabalhando nele. Em uma</p><p>dessas paradas, um dos trabalhadores passou</p><p>mal, não pôde participar da troca e nem foi</p><p>substituído, de forma que um dos quatro grupos</p><p>de troca ficou reduzido.</p><p>Nessa parada específica, com um dos grupos</p><p>reduzido, qual foi o tempo gasto, em segundo,</p><p>para trocar os quatro pneus?</p><p>a) 6,0</p><p>b) 5,7</p><p>c) 5,0</p><p>d) 4,5</p><p>e) 4,4</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>105</p><p>106</p><p>BIOLOGIA: Fisiologia Humana</p><p>1) (ENEM 2017) Visando explicar uma das</p><p>propriedades da membrana plasmática,</p><p>fusionou-se uma célula de camundongo com</p><p>uma célula humana, formando uma célula</p><p>híbrida. Em seguida, com o intuito de marcar as</p><p>proteínas de membrana, dois anticorpos foram</p><p>inseridos no experimento, um específico para as</p><p>proteínas de membrana do camundongo e outro</p><p>para as proteínas de membrana humana. Os</p><p>anticorpos foram visualizados ao microscópio</p><p>por meio de fluorescência de cores diferentes.</p><p>ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula. Porto Alegra: Artes</p><p>Médicas, 1997 (adaptado)</p><p>A mudança observada da etapa 3 para a etapa 4</p><p>do experimento ocorre porque as proteínas</p><p>a) movimentam-se livremente no plano da</p><p>bicamada lipídica.</p><p>b) permanecem confinadas em</p><p>determinadas regiões da bicamada.</p><p>c) auxiliam o deslocamento dos fosfolipídios</p><p>da membrana plasmática</p><p>d) são mobilizadas em razão da inserção de</p><p>anticorpos.</p><p>e) são bloqueadas pelos anticorpos.</p><p>2) (ENEM 2022) Em 2002, foi publicado um artigo</p><p>científico que relacionava alterações na</p><p>produção de hormônios sexuais de sapos machos</p><p>expostos à atrazina, um herbicida, com o</p><p>desenvolvimento anômalo de seus caracteres</p><p>sexuais primários e secundários. Entre os animais</p><p>sujeitos à contaminação, observaram-se casos</p><p>de hermafroditismo e desmasculinização da</p><p>laringe. O estudo em questão comparou a</p><p>concentração de um hormônio específico no</p><p>sangue de machos expostos ao agrotóxico com a</p><p>de outros machos e fêmeas que não o foram</p><p>(controles). Os resultados podem ser vistos na</p><p>figura.</p><p>HAYES, T. B. et al. Hermaphroditic, Demasculinized Frogs After Exposure</p><p>to the Herbicide Atrazine at Low Ecologically Relevant Doses.</p><p>Proceedings of the National Academy of Sciences, n. 8, 2002 (adaptado).</p><p>Com base nas informações do texto, qual é o</p><p>hormônio cujas concentrações estão</p><p>representadas na figura?</p><p>a) Estrogênio.</p><p>b) Feromônio.</p><p>c) Testosterona.</p><p>d) Somatotrofina.</p><p>e) Hormônio folículo estimulante.</p><p>3) (ENEM PPL 2016) Nem sempre é seguro</p><p>colocar vírus inteiros numa vacina. Alguns são</p><p>tão perigosos que os cientistas preferem usar só</p><p>um de seus genes – aquele que fabrica o</p><p>antígeno, proteína que é reconhecida pelas</p><p>células de defesa. Uma dessas vacinas de alta</p><p>tecnologia é a anti-hepatite B. Um gene do vírus</p><p>é emendado ao DNA de um fungo inofensivo,</p><p>que passa, então, a produzir uma substância que</p><p>é injetada no corpo humano.</p><p>Vírus: guerra silenciosa. Superinteressante, n. 143, ago. 1999 (adaptado).</p><p>A função dessa substância, produzida pelo</p><p>fungo, no organismo humano é</p><p>a) neutralizar proteínas virais.</p><p>b) interromper a ação das toxinas.</p><p>c) ligar-se ao patógeno já instalado.</p><p>d) reconhecer substâncias estranhas.</p><p>e) desencadear a produção de anticorpos.</p><p>107</p><p>4) (ENEM LIBRAS 2017) A aptidão física, em</p><p>termos gerais, pode ser definida como a</p><p>capacidade que um indivíduo tem para realizar</p><p>atividades físicas. Essa característica humana</p><p>pode derivar de fatores herdados, do estado de</p><p>saúde, da alimentação e, principalmente, da</p><p>prática regular de exercícios físicos. Quando</p><p>relacionada à saúde, a aptidão física envolve</p><p>componentes associados ao estado de saúde,</p><p>seja nos aspectos de prevenção e redução dos</p><p>riscos de doenças, seja pela maior disposição</p><p>(energia) para as atividades da vida diária. Os</p><p>seguintes componentes da aptidão física estão</p><p>relacionados à saúde: resistência aeróbica,</p><p>composição corporal, flexibilidade e resistência</p><p>muscular. Pode-se destacar a resistência</p><p>aeróbica, devido a sua relação com a aptidão</p><p>cardiorrespiratória, por facilitar o trabalho de</p><p>trocas e transporte gasosos, otimizando o</p><p>trabalho cardíaco e respiratório.</p><p>NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina:</p><p>Midiograf, 2001 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, a aptidão</p><p>cardiorrespiratória diz respeito à capacidade de</p><p>a) amplitude nos movimentos corporais.</p><p>b) acúmulo de gordura e de massa corporal</p><p>magra.</p><p>c) resistência à fadiga durante esforços de</p><p>média e longa duração.</p><p>d) enrijecimento muscular durante esforços</p><p>de intensidade máxima.</p><p>e) realização de contrações musculares</p><p>repetidamente sem perda significativa de</p><p>eficiência.</p><p>5) (ENEM 2015) Durante uma expedição, um</p><p>grupo de estudantes perdeu-se de seu guia. Ao</p><p>longo do dia em que esse grupo estava perdido,</p><p>sem água e debaixo de sol, os estudantes</p><p>passaram a sentir cada vez mais sede.</p><p>Consequentemente, o sistema excretor desses</p><p>indivíduos teve um acréscimo em um dos seus</p><p>processos funcionais.</p><p>Nessa situação o sistema excretor dos</p><p>estudantes</p><p>a) aumentou a filtração glomerular.</p><p>b) produziu maior volume de urina.</p><p>c) produziu urina com menos ureia.</p><p>d) produziu urina com maior concentração</p><p>de sais.</p><p>e) reduziu a reabsorção de glicose e</p><p>aminoácidos.</p><p>6) (ENEM PPL 2009) Começam a ser descritas as</p><p>primeiras modificações duradouras na estrutura</p><p>molecular dos genes, causadas por influências</p><p>sociais e estímulos do ambiente. Algumas delas</p><p>estão relacionadas ao eixo</p><p>hipotálamo–hipófise–adrenal, eixo fisiológico</p><p>hormonal responsável pelo controle do estresse,</p><p>que está preservado em toda escala evolutiva</p><p>nos vertebrados.</p><p>Durante o estresse, quando esse eixo é ativado, a</p><p>glândula adrenal libera glicocorticóides, que são</p><p>hormônios responsáveis pelos efeitos do estresse</p><p>no organismo. Há diversas comprovações</p><p>científicas de ratas que lambem, estimulam e</p><p>amamentam</p><p>a ninhada durante o período</p><p>neonatal e, com esse comportamento, propiciam</p><p>que os filhotes, na fase adulta, respondam com</p><p>menos sinais de ansiedade a situações de</p><p>estresse, e que repitam, com suas crias, cuidados</p><p>semelhantes aos recebidos na fase neonatal. Isso</p><p>é possível graças a comportamentos maternais</p><p>que induzem alterações moleculares em genes</p><p>que são responsáveis pela expressão de</p><p>receptores cerebrais para glicocorticóides dos</p><p>filhotes, podendo diminuir a sensibilidade ou o</p><p>número desses receptores.</p><p>Genética e Comportamento Social. Folha de São Paulo, São Paulo, 3 jan.</p><p>2009 (adaptado)</p><p>De acordo com essas informações, é correto</p><p>concluir que filhotes expostos à atenção</p><p>maternal na fase neonatal apresentam</p><p>a) menor ansiedade, pois aprenderam com</p><p>as mães, durante o período neonatal, a</p><p>enfrentar situações de estresse.</p><p>b) maior sensibilidade da adrenal em</p><p>situações de estresse, o que acarreta</p><p>maior liberação de glicocorticóides.</p><p>c) menor número de receptores cerebrais</p><p>para glicocorticóides na fase adulta, o</p><p>que permite uma resposta com menos</p><p>sinais de ansiedade a uma situação de</p><p>estresse.</p><p>d) receptores de glicocorticóides mais</p><p>eficientes ao interagirem com os</p><p>hormônios do estresse, promovendo uma</p><p>resposta mais pronunciada frente ao</p><p>estímulo estressor.</p><p>e) maior resposta do eixo</p><p>hipotálamo-hipófise-adrenal em situações</p><p>de estresse, liberando maior quantidade</p><p>de glicocorticóides, o que faz aumentar a</p><p>ansiedade.</p><p>108</p><p>7) (ENEM PPL 2020) Há algumas décadas,</p><p>surgiu no mercado um medicamento que</p><p>provocava perda de peso por inibir a ação da</p><p>lipase, enzima que atua no intestino na digestão</p><p>de gorduras. Um pesquisador, com o objetivo de</p><p>avaliar a eficácia do medicamento, decidiu medir</p><p>nos pacientes a quantidade de gordura nas fezes</p><p>e de triglicerídeos (um dos produtos da digestão</p><p>das gorduras) no sangue. Mantendo sempre a</p><p>mesma dieta nos pacientes, fez as medidas antes</p><p>e depois da administração do medicamento. A</p><p>figura apresenta cinco resultados possíveis.</p><p>Gordura nas fezes antes</p><p>Gordura nas fezes depois</p><p>Triglicerídeos no sangue antes</p><p>Triglicerídeos no sangue depois</p><p>O efeito esperado do medicamento está</p><p>representado no resultado</p><p>a) 1.</p><p>b) 2.</p><p>c) 3.</p><p>d) 4.</p><p>e) 5.</p><p>8) (ENEM PPL 2010) A cafeína atua no cérebro,</p><p>bloqueando a ação natural de um componente</p><p>químico associado ao sono, a adenosina. Para</p><p>uma célula nervosa, a cafeína se parece com a</p><p>adenosina e combina-se com seus receptores. No</p><p>entanto, ela não diminui a atividade das células</p><p>da mesma forma. Então, ao invés de diminuir a</p><p>atividade por causa do nível de adenosina, as</p><p>células aumentam sua atividade, fazendo com</p><p>que os vasos sanguíneos do cérebro se</p><p>contraiam, uma vez que a cafeína bloqueia a</p><p>capacidade da adenosina de dilatá-los. Com a</p><p>cafeína bloqueando a adenosina, aumenta a</p><p>excitação dos neurônios, induzindo a hipófise a</p><p>liberar hormônios que ordenam às suprarrenais</p><p>que produzam adrenalina, considerada o</p><p>hormônio do alerta.</p><p>Disponível em: http://ciencia.hsw.uol.com.br. Acesso em: 23 abr. 2010</p><p>(adaptado).</p><p>Infere-se do texto que o objetivo da adição de</p><p>cafeína em alguns medicamentos contra a dor de</p><p>cabeça é</p><p>a) contrair os vasos sanguíneos do cérebro,</p><p>diminuindo a compressão sobre as</p><p>terminações nervosas.</p><p>b) aumentar a produção de adrenalina,</p><p>proporcionando uma sensação de</p><p>analgesia.</p><p>c) aumentar os níveis de adenosina,</p><p>diminuindo a atividade das células</p><p>nervosas do cérebro.</p><p>d) induzir a hipófise a liberar hormônios,</p><p>estimulando a produção de adrenalina.</p><p>e) excitar os neurônios, aumentando a</p><p>transmissão de impulsos nervosos.</p><p>9) (ENEM 2022) O veneno da cascavel pode</p><p>causar hemorragia com risco de morte a quem é</p><p>picado pela serpente. No entanto, pesquisadores</p><p>do Brasil e da Bélgica desenvolveram uma</p><p>molécula de interesse farmacêutico, a</p><p>PEG-collineína-1, a partir de uma proteína</p><p>encontrada no veneno dessa cobra, capaz de</p><p>modular a coagulação sanguínea. Embora a</p><p>técnica não seja nova, foi a primeira vez que o</p><p>método foi usado a partir de uma toxina animal</p><p>na sua forma recombinante, ou seja, produzida</p><p>em laboratório por um fungo geneticamente</p><p>modificado.</p><p>JULIÃO, A. Técnica modifica proteína do veneno de cascavel e permite</p><p>criar fármaco que modula a coagulação sanguínea. Disponível em:</p><p>https://agencia.fapesp.br. Acesso em: 22 nov. 2021 (adaptado).</p><p>Esse novo medicamento apresenta potencial</p><p>aplicação para</p><p>a) impedir a formação de trombos, típicos</p><p>em alguns casos de acidente vascular</p><p>cerebral.</p><p>b) tratar consequências da anemia</p><p>profunda, em razão da perda de grande</p><p>volume de sangue.</p><p>c) evitar a manifestação de urticárias,</p><p>comumente relacionadas a processos</p><p>alérgicos.</p><p>d) reduzir o inchaço dos linfonodos, parte da</p><p>resposta imunitária de diferentes</p><p>infecções.</p><p>e) regular a oscilação da pressão arterial,</p><p>característica dos quadros de</p><p>hipertensão.</p><p>109</p><p>10) (ENEM 2013) A pílula anticoncepcional é um</p><p>dos métodos contraceptivos de maior segurança,</p><p>sendo constituída basicamente de dois</p><p>hormônios sintéticos semelhantes aos hormônios</p><p>produzidos pelo organismo feminino, o</p><p>estrogênio (E) e a progesterona (P). Em um</p><p>experimento médico, foi analisado o sangue de</p><p>uma mulher que ingeriu ininterruptamente um</p><p>comprimido desse medicamento por dia durante</p><p>seis meses.</p><p>Qual gráfico representa a concentração</p><p>sanguínea desses hormônios durante o período</p><p>do experimento?</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>FÍSICA: Termologia e</p><p>Eletrodinâmica</p><p>1) (ENEM 2021) Na cidade de São Paulo, as ilhas</p><p>de calor são responsáveis pela alteração da</p><p>direção do fluxo da brisa marítima que deveria</p><p>atingir a região de mananciais. Mas, ao cruzar a</p><p>ilha de calor, a brisa marítima agora encontra um</p><p>fluxo de ar vertical, que transfere para ela</p><p>energia térmica absorvida das superfícies</p><p>quentes da cidade, deslocando-a para altas</p><p>altitudes. Dessa maneira, há condensação e</p><p>chuvas fortes no centro da cidade, em vez de na</p><p>região de mananciais. A imagem apresenta os</p><p>três subsistemas que trocam energia nesse</p><p>fenômeno.</p><p>No processo de fortes chuvas no centro da cidade de São Paulo, há dois</p><p>mecanismos dominantes de transferência de calor: entre o Sol e a ilha</p><p>de calor, e entre a ilha de calor e a brisa marítima. VIVEIROS, M. Ilhas de</p><p>calor afastam chuvas de represas. Disponível em: www2.feis.unesp.br.</p><p>Acesso em: 3 dez. 2019 (adaptado).</p><p>Esses mecanismos são, respectivamente,</p><p>a) irradiação e convecção.</p><p>b) irradiação e irradiação.</p><p>c) condução e irradiação.</p><p>d) convecção e irradiação.</p><p>e) convecção e convecção.</p><p>2) (ENEM 2020) Os manuais de refrigerador</p><p>apresentam a recomendação de que o</p><p>equipamento não deve ser instalado próximo a</p><p>fontes de calor, como fogão e aquecedores, ou</p><p>em local onde incida diretamente a luz do sol. A</p><p>instalação em local inadequado prejudica o</p><p>funcionamento do refrigerador e aumenta o</p><p>consumo de energia.</p><p>110</p><p>O não atendimento dessa recomendação resulta</p><p>em aumento do consumo de energia porque</p><p>a) o fluxo de calor por condução no</p><p>condensador sofre considerável redução.</p><p>b) a temperatura da substância refrigerante</p><p>no condensador diminui mais</p><p>rapidamente.</p><p>c) o fluxo de calor promove significativa</p><p>elevação da temperatura no interior do</p><p>refrigerador.</p><p>d) a liquefação da substância refrigerante</p><p>no condensador exige mais trabalho do</p><p>compressor.</p><p>e) as correntes de convecção nas</p><p>proximidades do condensador ocorrem</p><p>com maior dificuldade.</p><p>3) (ENEM PPL 2020) Tanto a conservação de</p><p>materiais biológicos como o resfriamento de</p><p>certos fotodetectores exigem baixas</p><p>temperaturas que não são facilmente atingidas</p><p>por refrigeradores. Uma prática comum para</p><p>atingi-las é o uso de nitrogênio líquido, obtido</p><p>pela expansão adiabática do gás N2, contido em</p><p>um recipiente acoplado a um êmbolo, que resulta</p><p>no resfriamento em temperaturas que chegam</p><p>até seu ponto de liquefação em −196 °C. A figura</p><p>exibe o esboço de curvas de pressão em função</p><p>do volume ocupado por uma quantidade de gás</p><p>para os processos isotérmico e adiabático. As</p><p>diferenças entre esses processos podem ser</p><p>identificadas com base na primeira lei da</p><p>termodinâmica, que associa a variação de</p><p>energia interna à diferença entre o calor trocado</p><p>com o meio</p><p>exterior e o trabalho realizado no</p><p>processo.</p><p>A expansão adiabática viabiliza o resfriamento</p><p>do N2 porque</p><p>a) a entrada de calor que ocorre na</p><p>expansão por causa do trabalho contribui</p><p>para a diminuição da temperatura.</p><p>b) a saída de calor que ocorre na expansão</p><p>por causa do trabalho contribui para a</p><p>diminuição da temperatura.</p><p>c) a variação da energia interna é nula e o</p><p>trabalho é associado diretamente ao</p><p>fluxo de calor, que diminui a temperatura</p><p>do sistema.</p><p>d) a variação da energia interna é nula e o</p><p>trabalho é associado diretamente à</p><p>entrada de frio, que diminui a</p><p>temperatura do sistema.</p><p>e) o trabalho é associado diretamente à</p><p>variação de energia interna e não há</p><p>troca de calor entre o gás e o ambiente.</p><p>4) (ENEM 2018) Muitos smartphones e tablets</p><p>não precisam mais de teclas, uma vez que todos</p><p>os comandos podem ser dados ao se pressionar</p><p>a própria tela. Inicialmente essa tecnologia foi</p><p>proporcionada por meio das telas resistivas,</p><p>formadas basicamente por duas camadas de</p><p>material condutor transparente que não se</p><p>encostam até que alguém as pressione,</p><p>modificando a resistência total do circuito de</p><p>acordo com o ponto onde ocorre o toque. A</p><p>imagem é uma simplificação do circuito formado</p><p>pelas placas, em que A e B representam pontos</p><p>onde o circuito pode ser fechado por meio do</p><p>toque.</p><p>Qual é a resistência equivalente no circuito</p><p>provocada por um toque que fecha o circuito no</p><p>ponto A?</p><p>a) 1,3 kΩ</p><p>b) 4,0 kΩ</p><p>c) 6,0 kΩ</p><p>d) 6,7 kΩ</p><p>e) 12,0 kΩ</p><p>111</p><p>5) (ENEM 2020) Uma pessoa percebe que a</p><p>bateria de seu veículo fica descarregada após</p><p>cinco dias sem uso. No início desse período, a</p><p>bateria funcionava normalmente e estava com o</p><p>total de sua carga nominal, de 60 Ah: Pensando,</p><p>na possibilidade de haver uma corrente de fuga,</p><p>que se estabelece mesmo com os dispositivos</p><p>elétricos do veículo desligados, ele associa um</p><p>amperímetro digital ao circuito do veículo.</p><p>Qual dos esquemas indica a maneira com que o</p><p>amperímetro deve ser ligado e a leitura por ele</p><p>realizada?</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>6) (ENEM PPL 2018) Baterias de lítio, utilizadas</p><p>em dispositivos eletrônicos portáteis, são</p><p>constituídas de células individuais com ddp de</p><p>3,6 V. É comum os fabricantes de computadores</p><p>utilizarem as células individuais para a obtenção</p><p>de baterias de 10,8 V ou 14,4 V. No entanto,</p><p>fazem a propaganda de seus produtos</p><p>fornecendo a informação do número de células</p><p>da bateria e sua capacidade de carga em mAh,</p><p>por exemplo, 4.400 mAh.</p><p>Disponível em: www.laptopbattery.net. Acesso em: 15 nov. 2011</p><p>(adaptado).</p><p>Dentre as baterias de 10,8 V e 14,4 V, constituídas</p><p>por 12 células individuais, qual possui maior</p><p>capacidade de carga?</p><p>a) A bateria de 10,8 V, porque possui</p><p>combinações em paralelo de 4 conjuntos</p><p>com 3 células em série.</p><p>b) A bateria de 14,4 V, porque possui</p><p>combinações em paralelo de 3 conjuntos</p><p>com 4 células em série.</p><p>c) A bateria de 14,4 V, porque possui</p><p>combinações em série de 3 conjuntos com</p><p>4 células em paralelo.</p><p>d) A bateria de 10,8 V, porque possui</p><p>combinações em série de 4 conjuntos com</p><p>3 células em paralelo.</p><p>e) A bateria de 10,8 V, porque possui</p><p>combinações em série de 3 conjuntos com</p><p>4 células em série.</p><p>7) (ENEM 2017) Fusível é um dispositivo de</p><p>proteção contra sobrecorrente em circuitos.</p><p>Quando a corrente que passa por esse</p><p>componente elétrico é maior que sua máxima</p><p>corrente nominal, o fusível queima. Dessa forma,</p><p>evita que a corrente elevada danifique os</p><p>aparelhos do circuito. Suponha que o circuito</p><p>elétrico mostrado seja alimentado por uma fonte</p><p>de tensão U e que o fusível suporte uma corrente</p><p>nominal de 500 mA.</p><p>112</p><p>Qual é o máximo valor da tensão U para que o</p><p>fusível não queime?</p><p>a) 20 V</p><p>b) 40 V</p><p>c) 60 V</p><p>d) 120 V</p><p>e) 185 V</p><p>8) (ENEM PPL 2014) Fusíveis são dispositivos de</p><p>proteção de um circuito elétrico, sensíveis ao</p><p>excesso de corrente elétrica. Os modelos mais</p><p>simples consistem de um filamento metálico de</p><p>baixo ponto de fusão, que se funde quando a</p><p>corrente ultrapassa determinado valor, evitando</p><p>que as demais partes do circuito sejam</p><p>danificadas. A figura mostra um diagrama de um</p><p>circuito em que o fusível F protege um resistor Fl</p><p>de 12 Q, uma lâmpada L de 6 W e um alto-falante</p><p>que conduz 1 A.</p><p>Sabendo que esse fusível foi projetado para</p><p>trabalhar com uma corrente até 20% maior que a</p><p>corrente nominal que atravessa esse circuito, que</p><p>é o valor, ampères, da corrente máxima que o</p><p>fusível F permite passar?</p><p>a) 1,0</p><p>b) 1,5</p><p>c) 2,0</p><p>d) 2,5</p><p>e) 3,0</p><p>9) (ENEM 2013) Aquecedores solares usados em</p><p>residências têm o objetivo de elevar a</p><p>temperatura da água até 70 °C. No entanto, a</p><p>temperatura ideal da água para um banho é de</p><p>30 °C. Por isso, deve-se misturar a água aquecida</p><p>com a água à temperatura ambiente de um</p><p>outro reservatório, que se encontra a 25 °C.</p><p>Qual a razão entre a massa de água quente e a</p><p>massa de água fria na mistura para um banho à</p><p>temperatura ideal?</p><p>a) 0,111.</p><p>b) 0,125.</p><p>c) 0,357.</p><p>d) 0,428.</p><p>e) 0,833.</p><p>10) (ENEM 2020) Um estudante tem uma fonte</p><p>de tensão com corrente contínua que opera em</p><p>tensão fixa de 12 V. Como precisa alimentar</p><p>equipamentos que operam em tensões menores,</p><p>ele emprega quatro resistores de 100 para</p><p>construir um divisor de tensão. Obtém-se este</p><p>divisor associando os resistores, como exibido na</p><p>figura. Os aparelhos podem ser ligados entre os</p><p>pontos A, B, C, D e E, dependendo da tensão</p><p>especificada.</p><p>Ele tem um equipamento que opera em 9,0 V</p><p>com uma resistência interna de 10 kΩ.</p><p>Entre quais pontos do divisor de tensão esse</p><p>equipamento deve ser ligado para funcionar</p><p>corretamente e qual será o valor da intensidade</p><p>da corrente nele estabelecida?</p><p>a) Entre A e C; 30 mA.</p><p>b) Entre B e E; 30 mA.</p><p>c) Entre A e D; 1,2 mA.</p><p>d) Entre B e E; 0,9 mA.</p><p>e) Entre A e E; 0,9 mA.</p><p>PORTUGUÊS/LITERATURA:</p><p>Figuras de Linguagem</p><p>1) (FAMERP 2020) Leia o início do conto “Luís</p><p>Soares”, de Machado de Assis, para responder à</p><p>questão.</p><p>Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é</p><p>restaurar o império da natureza corrigindo a</p><p>obra da sociedade. O calor do sol está dizendo</p><p>aos homens que vão descansar e dormir, ao</p><p>passo que a frescura relativa da noite é a</p><p>verdadeira estação em que se deve viver. Livre</p><p>em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me</p><p>à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei</p><p>de noite, dormirei de dia.</p><p>113</p><p>Contrariamente a vários ministérios, Soares</p><p>cumpria este programa com um escrúpulo digno</p><p>de uma grande consciência. A aurora para ele</p><p>era o crepúsculo, o crepúsculo era a aurora.</p><p>Dormia 12 horas consecutivas durante o dia, quer</p><p>dizer das seis da manhã às seis da tarde.</p><p>Almoçava às sete e jantava às duas da</p><p>madrugada. Não ceava. A sua ceia limitava-se a</p><p>uma xícara de chocolate que o criado lhe dava às</p><p>cinco horas da manhã quando ele entrava para</p><p>casa. Soares engolia o chocolate, fumava dois</p><p>charutos, fazia alguns trocadilhos com o criado,</p><p>lia uma página de algum romance, e deitava-se.</p><p>Não lia jornais. Achava que um jornal era a cousa</p><p>mais inútil deste mundo, depois da Câmara dos</p><p>Deputados, das obras dos poetas e das missas.</p><p>Não quer isto dizer que Soares fosse ateu em</p><p>religião, política e poesia. Não. Soares era</p><p>apenas indiferente. Olhava para todas as</p><p>grandes cousas com a mesma cara com que via</p><p>uma mulher feia. Podia vir a ser um grande</p><p>perverso; até então era apenas uma grande</p><p>inutilidade.</p><p>(Contos fluminenses, 2006.)</p><p>Assinale a alternativa que apresenta um trecho</p><p>do texto e uma figura de linguagem que nele</p><p>ocorre.</p><p>a) “O calor do sol está dizendo aos homens</p><p>que vão descansar e dormir” (1°</p><p>parágrafo) – personificação.</p><p>b) "a frescura relativa da noite é a</p><p>verdadeira estação em que se deve viver”</p><p>(1° parágrafo) – eufemismo.</p><p>c) “Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares,</p><p>é restaurar o império da natureza</p><p>corrigindo a obra da sociedade” (1°</p><p>parágrafo) – gradação.</p><p>d) “Olhava para todas as grandes cousas</p><p>com a mesma cara com que via uma</p><p>mulher feia” (3° parágrafo) – pleonasmo.</p><p>e) “Podia vir a ser um grande perverso; até</p><p>então era apenas uma grande</p><p>inutilidade” (3° parágrafo) – paradoxo.</p><p>2) (FAMEMA 2020) Leia o texto para responder a</p><p>questão.</p><p>[...] no tempo em que se passavam os fatos que</p><p>vamos narrando</p><p>nada mais havia comum do que</p><p>ter cada casa um, dois e às vezes mais</p><p>agregados.</p><p>Em certas casas os agregados eram muito úteis,</p><p>porque a família tirava grande proveito de seus</p><p>serviços, e já tivemos ocasião de dar exemplo</p><p>disso quando contamos a história do finado</p><p>padrinho de Leonardo; outras vezes porém, e</p><p>estas eram maior número, o agregado, refinado</p><p>vadio, era uma verdadeira parasita que se</p><p>prendia à árvore familiar, que lhe participava da</p><p>seiva sem ajudá-la a dar frutos, e o que é mais</p><p>ainda, chegava mesmo a dar cabo dela. E o caso</p><p>é que, apesar de tudo, se na primeira hipótese o</p><p>esmagavam com o peso de mil exigências, se lhe</p><p>batiam a cada passo com os favores na cara, se</p><p>o filho mais velho da casa, por exemplo, o</p><p>tomava por seu divertimento, e à menor e mais</p><p>justa queixa saltavam-lhe os pais em cima</p><p>tomando o partido de seu filho, no segundo</p><p>aturavam quanto desconcerto havia com</p><p>paciência de mártir, o agregado tornava-se</p><p>quase um rei em casa, punha, dispunha,</p><p>castigava os escravos, ralhava com os filhos,</p><p>intervinha enfim nos mais particulares negócios.</p><p>Em qual dos dois casos estava ou viria estar em</p><p>breve o nosso amigo Leonardo? O leitor que</p><p>decida pelo que se vai passar.</p><p>(Manuel Antônio de Almeida. Memórias de um Sargento de Milícias,</p><p>1994.)</p><p>A hipérbole é uma figura de linguagem que</p><p>expressa ideia de exagero; a metáfora, por sua</p><p>vez, expressa ideia de semelhança.</p><p>As passagens do segundo parágrafo do texto</p><p>que exemplificam essas figuras são,</p><p>respectivamente:</p><p>a) “Em certas casas os agregados eram</p><p>muito úteis”; “chegava mesmo a dar cabo</p><p>dela”.</p><p>b) “o esmagavam com o peso de mil</p><p>exigências”; “que lhe participava da seiva</p><p>sem ajudá-la a dar frutos”.</p><p>c) “se lhe batiam a cada passo com os</p><p>favores na cara”; “quando contamos a</p><p>história do finado padrinho de Leonardo”.</p><p>d) “saltavam-lhe os pais em cima tomando o</p><p>partido de seu filho”; “intervinha enfim</p><p>nos mais particulares negócios”.</p><p>e) “se o filho mais velho da casa, por</p><p>exemplo, o tomava por seu divertimento”;</p><p>“que se prendia à árvore familiar”.</p><p>114</p><p>3) (FAMEMA 2019) Leia o poema “Namorados”</p><p>de Manuel Bandeira (1886-1968).</p><p>O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:</p><p>– Antônia, ainda não me acostumei com o seu</p><p>corpo, com</p><p>[a sua</p><p>cara.</p><p>A moça olhou de lado e esperou.</p><p>– Você não sabe quando a gente é criança e de</p><p>repente</p><p>[vê uma lagarta</p><p>listada?</p><p>A moça se lembrava:</p><p>– A gente fica olhando...</p><p>A meninice brincou de novo nos olhos dela.</p><p>O rapaz prosseguiu com muita doçura:</p><p>– Antônia, você parece uma lagarta listada.</p><p>A moça arregalou os olhos, fez exclamações.</p><p>O rapaz concluiu:</p><p>– Antônia, você é engraçada! Você parece louca.</p><p>(Estrela da vida inteira, 2009.)</p><p>Verifica-se a ocorrência de personificação no</p><p>seguinte verso:</p><p>a) “– Antônia, você parece uma lagarta</p><p>listada.”</p><p>b) “A moça arregalou os olhos, fez</p><p>exclamações.”</p><p>c) “A meninice brincou de novo nos olhos</p><p>dela.”</p><p>d) “– Antônia, você é engraçada! Você</p><p>parece louca.”</p><p>e) “A moça olhou de lado e esperou.”</p><p>4) (FAMEMA 2018) Ao coração que sofre,</p><p>separado</p><p>Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,</p><p>Não basta o afeto simples e sagrado</p><p>Com que das desventuras me protejo.</p><p>Não me basta saber que sou amado,</p><p>Nem só desejo o teu amor: desejo</p><p>Ter nos braços teu corpo delicado,</p><p>Ter na boca a doçura de teu beijo.</p><p>E as justas ambições que me consomem</p><p>Não me envergonham: pois maior baixeza</p><p>Não há que a terra pelo céu trocar;</p><p>E mais eleva o coração de um homem</p><p>Ser de homem sempre e, na maior pureza,</p><p>Ficar na terra e humanamente amar.</p><p>(Melhores poemas, 2000.)</p><p>A preocupação formal com a musicalidade dos</p><p>versos é confirmada pelo emprego da</p><p>a) metáfora em “Não basta o afeto simples</p><p>e sagrado”.</p><p>b) aliteração em “Ter na boca a doçura de</p><p>teu beijo”.</p><p>c) prosopopeia em “Com que das</p><p>desventuras me protejo”.</p><p>d) hipérbole em “Ao coração que sofre,</p><p>separado / Do teu”.</p><p>e) antítese em “Ficar na terra e</p><p>humanamente amar”.</p><p>5) (UNIFESP 2018)</p><p>Aquela triste e leda madrugada,</p><p>cheia toda de mágoa e de piedade,</p><p>enquanto houver no mundo saudade</p><p>quero que seja sempre celebrada.</p><p>Ela só, quando amena e marchetada</p><p>saía, dando ao mundo claridade,</p><p>viu apartar-se de uma outra vontade,</p><p>que nunca poderá ver-se apartada.</p><p>Ela só viu as lágrimas em fio</p><p>que, de uns e de outros olhos derivadas,</p><p>se acrescentaram em grande e largo rio.</p><p>Ela viu as palavras magoadas</p><p>que puderam tornar o fogo frio,</p><p>e dar descanso às almas condenadas.</p><p>(Sonetos, 2001.)</p><p>A imagem das lágrimas a formarem um “largo</p><p>rio” (3a estrofe) produz um efeito expressivo que</p><p>se classifica como</p><p>a) paradoxo.</p><p>b) pleonasmo.</p><p>c) personificação.</p><p>d) hipérbole.</p><p>e) eufemismo.</p><p>115</p><p>6) (FAMERP 2018)</p><p>Quino. Toda Mafalda, 2012. Adaptado.)</p><p>O autor inseriu no balão do último quadrinho</p><p>uma fala que exemplifica o conceito de</p><p>metonímia (figura de linguagem baseada numa</p><p>relação de proximidade). Essa fala é:</p><p>a) Bem!... Vai ver que em vez de mente meu</p><p>pai quis dizer cabeça.</p><p>b) Se é assim, por que você fica fora do ar,</p><p>de vez em quando?</p><p>c) Filipe... Você acha, então, que o meu pai</p><p>mente?</p><p>d) Olhei pelo buraco do seu ouvido e não vi</p><p>nada...</p><p>e) Pra você, com esse topete que parece</p><p>uma antena, é fácil!</p><p>7) (UNIFESP 2016)</p><p>Sete anos de pastor Jacob servia</p><p>Labão, pai de Raquel, serrana bela;</p><p>mas não servia ao pai, servia a ela,</p><p>e a ela só por prêmio pretendia.</p><p>Os dias, na esperança de um só dia,</p><p>passava, contentando-se com vê-la;</p><p>porém o pai, usando de cautela,</p><p>em lugar de Raquel lhe dava Lia.</p><p>Vendo o triste pastor que com enganos</p><p>lhe fora assi negada a sua pastora,</p><p>como se a não tivera merecida,</p><p>começa de servir outros sete anos,</p><p>dizendo: “Mais servira, se não fora</p><p>para tão longo amor tão curta a vida”.</p><p>(Luís Vaz de Camões. Sonetos, 2001.)</p><p>Uma das principais figuras exploradas por</p><p>Camões em sua poesia é a antítese. Neste</p><p>soneto, tal figura ocorre no verso:</p><p>a) “mas não servia ao pai, servia a ela,”</p><p>b) “passava, contentando-se com vê-la;”</p><p>c) “para tão longo amor tão curta a vida.”</p><p>d) “porém o pai, usando de cautela,”</p><p>e) “lhe fora assi negada a sua pastora,”</p><p>8) (FUVEST 2011)</p><p>A ROSA DE HIROXIMA</p><p>Pensem nas crianças</p><p>Mudas telepáticas</p><p>Pensem nas meninas</p><p>Cegas inexatas</p><p>[5] Pensem nas mulheres</p><p>Rotas alteradas</p><p>Pensem nas feridas</p><p>Como rosas cálidas</p><p>Mas oh não se esqueçam</p><p>[10] Da rosa da rosa</p><p>Da rosa de Hiroxima</p><p>A rosa hereditária</p><p>A rosa radioativa</p><p>Estúpida e inválida</p><p>[15] A rosa com cirrose</p><p>A antirrosa atômica</p><p>Sem cor sem perfume</p><p>Sem rosa sem nada.</p><p>Vinicius de Moraes, Antologia poética.</p><p>Dentre os recursos expressivos presentes no</p><p>poema, podem-se apontar a sinestesia e a</p><p>aliteração, respectivamente, nos versos</p><p>a) 2 e 17.</p><p>b) 1 e 5.</p><p>c) 8 e 15.</p><p>d) 9 e 18.</p><p>e) 14 e 3.</p><p>9) (FUVEST 2009) Vestindo água, só saído o</p><p>cimo do pescoço, o burrinho tinha de se</p><p>enqueixar para o alto, a salvar também de fora o</p><p>focinho. Uma peitada. Outro tacar de patas.</p><p>Chu-áa! Chu-áa... — ruge o rio, como chuva</p><p>deitada no chão. Nenhuma pressa! Outra</p><p>remada, vagarosa. No fim de tudo, tem o pátio,</p><p>com os cochos, muito milho, na Fazenda; e</p><p>depois o pasto: sombra, capim e sossego...</p><p>Nenhuma pressa. Aqui, por ora, este poço doido,</p><p>que barulha como um fogo, e faz medo, não é</p><p>novo: tudo é ruim e uma só coisa, no caminho:</p><p>como os homens e os seus modos, costumeira</p><p>116</p><p>confusão. É só fechar os olhos. Como sempre.</p><p>Outra passada, na massa fria. E ir sem afã, à</p><p>voga surda, amigo da água, bem com o escuro,</p><p>filho do fundo, poupando forças para o fim. Nada</p><p>mais, nada de graça; nem um arranco, fora de</p><p>hora. Assim.</p><p>João Guimarães Rosa. O burrinho pedrês, Sagarana.</p><p>Como exemplos da expressividade sonora</p><p>presente neste excerto, podemos citar a</p><p>onomatopéia, em “Chu-áa! Chu-áa...”, e a fusão</p><p>de onomatopéia com aliteração, em</p><p>a) “vestindo água”.</p><p>b) “ruge o rio”.</p><p>c) “poço doido”.</p><p>d) “filho do fundo”.</p><p>e) “fora de hora”.</p><p>10) (FUVEST 2006) Texto para a questão</p><p>É impossível colocar em série exata os fatos da</p><p>infância porque há aqueles que já acontecem</p><p>permanentes, que vêm para ficar e doer, que</p><p>nunca mais são esquecidos, que são sempre</p><p>trazidos tempo afora, como se fossem dagora. É</p><p>a carga. Há os outros, miúdos fatos, incolores</p><p>e</p><p>quase sem som − que mal se deram, a memória</p><p>os atira nos abismos do esquecimento. Mesmo</p><p>próximos eles viram logo passado remoto.</p><p>Surgem às vezes, na lembrança, como se fossem</p><p>uma incongruência. Só aparentemente sem</p><p>razão, porque não há associação de idéias que</p><p>seja ilógica. O que assim parece, em verdade,</p><p>liga-se e harmoniza-se no subconsciente pelas</p><p>raízes subterrâneas − raízes lógicas! − de que</p><p>emergem os pequenos caules isolados −</p><p>aparentemente ilógicos! só aparentemente! − às</p><p>vezes chegados à memória vindos do</p><p>esquecimento, que é outra função ativa dessa</p><p>mesma memória.</p><p>Pedro Nava, Baú de ossos</p><p>.</p><p>O que Pedro Nava afirma no final do texto ajuda</p><p>a compreender o título do livro Esquecer para</p><p>lembrar, de Carlos Drummond de Andrade, título</p><p>que contém</p><p>a) um paradoxo apenas aparente, já que</p><p>designa uma das operações próprias da</p><p>memória.</p><p>b) uma contradição insuperável, justificada</p><p>apenas pelo valor poético que alcança.</p><p>c) uma explicação para a dificuldade de se</p><p>organizar de modo sistemático os fatos</p><p>lembrados.</p><p>d) uma fina ironia, pois a antítese entre os</p><p>dois verbos dá a entender o inverso do</p><p>que nele se afirma.</p><p>e) uma metáfora, já que o tempo do</p><p>esquecimento e o tempo da lembrança</p><p>não podem ser simultâneos.</p><p>GABARITO NA PÁGINA SEGUINTE.</p><p>117</p><p>118</p><p>II</p><p>c) III</p><p>d) IV</p><p>e) V</p><p>13</p><p>7) (ENEM PPL 2021) Os pneus estão entre os</p><p>itens mais importantes para a segurança de um</p><p>carro. Segundo revendedores especializados, o</p><p>desgaste do pneu em um trajeto é diretamente</p><p>proporcional ao número de voltas que ele efetua</p><p>em contato com o solo, sem derrapar, durante</p><p>esse trajeto, sendo que a constante de</p><p>proporcionalidade k depende do material</p><p>empregado na sua fabricação. O proprietário de</p><p>um carro, cujo diâmetro do pneu mede L m,</p><p>conforme indicado na imagem, pretende obter</p><p>uma expressão que forneça uma estimativa para</p><p>a medida do desgaste D desse pneu ao longo de</p><p>uma viagem de x km. Para efeito dos cálculos,</p><p>considerou o diâmetro do pneu como sendo L,</p><p>independentemente da extensão do trajeto.</p><p>Disponível em: http://revista.pensecarros.com.br. Acesso em: 24 abr. 2015</p><p>(adaptado).</p><p>O valor de D é dado pela expressão</p><p>a) D = 500 · k · x / π · L</p><p>b) D = 1000 · k · x / π · L</p><p>c) D = 1000 · k · x / L</p><p>d) D = 1000 · k · x / π · L2</p><p>e) D = 4000 · k · x / π · L2</p><p>8) (ENEM PPL 2014) Um artista deseja pintar em</p><p>um quadro um figura na forma de triângulo</p><p>equilátero ABC de lado 1 metro. Com o objetivo</p><p>de dar um efeito diferente em sua obra, o artista</p><p>traça segmentos que unem os pontos médios D,</p><p>E e F dos lados BC, AC e AB, respectivamente,</p><p>colorindo um dos triângulos menores, como</p><p>mostra a figura.</p><p>Qual é a medida da área pintada, em metros</p><p>quadrados, do triângulo DEF?</p><p>a) 1/16</p><p>b) √3/16</p><p>c) 1/8</p><p>d) √3/8</p><p>e) √3/4</p><p>9) (ENEM PPL 2022) Uma empresa de</p><p>publicidade está criando um logotipo que tem o</p><p>formato indicado na figura. O círculo menor está</p><p>inscrito no quadrado ABCD, e o círculo maior</p><p>circunscreve o mesmo quadrado. Considere S1 a</p><p>área do círculo menor e S2 a área do círculo</p><p>maior.</p><p>A razão da área do círculo maior para o círculo</p><p>menor é igual a</p><p>a) 2</p><p>b)</p><p>1</p><p>2</p><p>c) 2</p><p>d) 8</p><p>e) 16</p><p>14</p><p>10) (ENEM PPL 2022) Um carcinicultor tem um</p><p>viveiro de camarão cuja cerca na superfície tem</p><p>formato de um trapézio isósceles. A base maior e</p><p>a altura desse trapézio têm medidas,</p><p>respectivamente, de 45 e 20 metros. Para manter</p><p>uma produção de qualidade, ele segue o padrão</p><p>de 10 camarões para cada metro quadrado da</p><p>área delimitada para o viveiro, com uma</p><p>produção atual correspondente a 6 000</p><p>camarões. Mantendo o mesmo padrão de</p><p>qualidade, ele pretende aumentar a capacidade</p><p>produtiva desse viveiro em 2 400 unidades de</p><p>camarão, com a ampliação da área delimitada</p><p>para o viveiro, modificando apenas a medida da</p><p>base menor do trapézio.</p><p>Em quantos metros ele deverá aumentar a</p><p>medida da base menor do trapézio para alcançar</p><p>a capacidade produtiva desejada?</p><p>a) 21</p><p>b) 24</p><p>c) 36</p><p>d) 39</p><p>e) 54</p><p>HISTÓRIA: Era Vargas</p><p>1) (ENEM 2022)</p><p>Decreto-Lei n. 1 949, de 27/12/1937</p><p>Art. 1º Fica criado o Departamento de</p><p>Imprensa e Propaganda (DIP), diretamente</p><p>subordinado ao presidente da República.</p><p>Art. 2º O DIP tem por fim:</p><p>h) coordenar e incentivar as relações da</p><p>imprensa com os poderes públicos no sentido de</p><p>maior aproximação da mesma com os fatos que</p><p>se ligam aos interesses nacionais;</p><p>n) autorizar mensalmente a devolução dos</p><p>depósitos efetuados pelas empresas jornalísticas</p><p>para a importação de papel para imprensa, uma</p><p>vez demonstrada, a seu juízo, a eficiência e a</p><p>utilidade pública dos jornais ou periódicos por</p><p>elas administrados ou dirigidos.</p><p>BRASIL apud CARONE, E. A Terceira República (1937-1945). São Paulo:</p><p>Difel, 1982 (adaptado).</p><p>Com base nos trechos do decreto, as finalidades</p><p>do órgão criado permitiram ao governo</p><p>promover o(a)</p><p>a) diversificação da opinião pública.</p><p>b) mercantilização da cultura popular.</p><p>c) controle das organizações sindicais.</p><p>d) cerceamento da liberdade de expressão.</p><p>e) privatização dos meios de comunicação.</p><p>2) (ENEM 2010) De março de 1931 a fevereiro de</p><p>1940, foram decretadas mais de 150 leis novas de</p><p>proteção social e de regulamentação do trabalho</p><p>em todos os seus setores. Todas elas têm sido</p><p>simplesmente uma dádiva do governo. Desde aí,</p><p>o trabalhador brasileiro encontra nos quadros</p><p>gerais do regime o seu verdadeiro lugar.</p><p>DANTAS, M. A força nacionalizadora do Estado Novo. Rio de Janeiro:</p><p>DIP, 1942. Apud BERCITO, S. R. Nos Tempos de Getúlio: da revolução de</p><p>30 ao fim do Estado Novo. São Paulo: Atual, 1990.</p><p>A adoção de novas políticas públicas e as</p><p>mudanças jurídico-instituicionais ocorridas no</p><p>Brasil, com a ascensão de Getúlio Vargas ao</p><p>poder, evidenciam o papel histórico de certas</p><p>lideranças e a importância das lutas sociais na</p><p>conquista da cidadania. Desse processo resultou</p><p>a</p><p>a) criação do Ministério do Trabalho,</p><p>Indústria e Comércio, que garantiu ao</p><p>operariado autonomia para o exercício de</p><p>atividades sindicais.</p><p>b) legislação previdenciária, que proibiu</p><p>migrantes de ocuparem cargos de</p><p>direção nos sindicatos.</p><p>c) criação da Justiça do Trabalho, para</p><p>coibir ideologias consideradas</p><p>perturbadoras da "harmonia social".</p><p>d) legislação trabalhista que atendeu</p><p>reivindicações dos operários,</p><p>garantindo-lhes vários direitos e formas</p><p>de proteção.</p><p>e) decretação da Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho (CLT), que impediu o controle</p><p>estatal sobre as atividades políticas da</p><p>classe operária.</p><p>3) (ENEM 2021) Quando Getúlio Vargas se</p><p>suicidou, em agosto de 1954, o país parecia à</p><p>beira do caos. Acuado por uma grave crise</p><p>política, o velho líder preferiu uma bala no peito</p><p>à humilhação de aceitar uma nova deposição,</p><p>como a que sofrera em outubro de 1945.</p><p>Entretanto, ao contrário do que imaginavam os</p><p>inimigos, ao ruído do estampido não se seguiu o</p><p>silêncio que cerca a derrota.</p><p>REIS FILHO. D A O Estado à sombra de Vargas Revista Nossa História. n</p><p>7. maio 2004</p><p>O evento analisado no texto teve como</p><p>repercussão imediata na política nacional a</p><p>a) reação popular.</p><p>b) intervenção militar.</p><p>c) abertura democrática.</p><p>d) campanha anticomunista.</p><p>e) radicalização oposicionista.</p><p>15</p><p>4) (ENEM 2018) O marco inicial das discussões</p><p>parlamentares em torno do direito do voto</p><p>feminino são os debates que antecederam a</p><p>Constituição de 1824, que não trazia qualquer</p><p>impedimento ao exercício dos direitos políticos</p><p>por mulheres, mas, por outro lado, também não</p><p>era explícita quanto à possibilidade desse</p><p>exercício. Foi somente em 1932, dois anos antes</p><p>de estabelecido o voto aos 18 anos, que as</p><p>mulheres obtiveram o direito de votar, o que veio</p><p>a se concretizar no ano seguinte. Isso ocorreu a</p><p>partir da aprovação do Código Eleitoral de 1932.</p><p>Disponível em: http://tse.jusbrasil.com.br. Acesso em: 14 maio 2018.</p><p>Um dos fatores que contribuíram para a</p><p>efetivação da medida mencionada no texto foi a</p><p>a) superação da cultura patriarcal.</p><p>b) influência de igrejas protestantes.</p><p>c) pressão do governo revolucionário.</p><p>d) fragilidade das oligarquias regionais.</p><p>e) campanha de extensão da cidadania.</p><p>5) (ENEM 2016) Em 1935, o governo brasileiro</p><p>começou a negar vistos a judeus. Posteriormente,</p><p>durante o Estado Novo, uma circular secreta</p><p>proibiu a concessão de vistos a “pessoas de</p><p>origem semita”, inclusive turistas e negociantes,</p><p>o que causou uma queda de 75% da imigração</p><p>judaica ao longo daquele ano. Entretanto,</p><p>mesmo com as imposições da lei, muitos judeus</p><p>continuaram entrando ilegalmente no país</p><p>durante a guerra e as ameaças de deportação</p><p>em massa nunca foram concretizadas, apesar da</p><p>extradição de alguns indivíduos por sua</p><p>militância política.</p><p>GRIMBERG, K. Nova língua interior: 500 anos de história dos judeus</p><p>Brasil. In: IBGE. Brasil: 500 anos de povoamento, Rio de Janeiro: IBGE,</p><p>2000 (adaptado).</p><p>Uma razão para a adoção da política de</p><p>imigração mencionada no texto foi o(a)</p><p>a) receio do controle sionista sobre a</p><p>economia nacional.</p><p>b) reserva de postos de trabalho para a mão</p><p>de obra local.</p><p>c) oposição do clero católico à expansão de</p><p>novas religiões.</p><p>d) apoio da diplomacia varguista às</p><p>opiniões dos líderes árabes.</p><p>e) simpatia de membros da burocracia pelo</p><p>projeto totalitário alemão.</p><p>6) (ENEM 2012)</p><p>Cartaz da Revolução Constitucionalista. Disponível em:</p><p>http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jun. 2021.)</p><p>Elaborado pelos partidários da Revolução</p><p>Constitucionalista de 1932, o cartaz apresentado</p><p>pretendia mobilizar a população paulista contra</p><p>o governo federal.</p><p>Essa mobilização utilizou-se de uma referência</p><p>histórica, associando o processo revolucionário</p><p>a) à experiência francesa, expressa no</p><p>chamado à luta contra a ditadura.</p><p>b) aos ideais republicanos, indicados no</p><p>destaque à bandeira paulista.</p><p>c) ao protagonismo das Forças Armadas,</p><p>representadas pelo militar que empunha</p><p>a bandeira.</p><p>d) ao bandeirantismo, símbolo paulista</p><p>apresentado em primeiro plano.</p><p>e) ao papel figurativo de Vargas na política,</p><p>enfatizado pela pequenez de sua figura</p><p>no cartaz.</p><p>7) (ENEM 2016) A regulação das relações de</p><p>trabalho compõe uma estrutura complexa, em</p><p>que cada elemento se ajusta aos demais. A</p><p>Justiça do Trabalho é apenas uma das peças</p><p>dessa vasta engrenagem. A presença de</p><p>representantes classistas na composição dos</p><p>órgãos da Justiça do Trabalho é também</p><p>resultante da montagem dessa regulação. O</p><p>poder normativo também reflete essa</p><p>característica. Instituída pela Constituição de</p><p>1934, a Justiça do Trabalho só vicejou no</p><p>ambiente político do Estado Novo instaurado em</p><p>1937.</p><p>ROMITA, A. S. Justiça do Trabalho; produto do Estado Novo. In;</p><p>PANDOLFI, D. (Org.). e Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro:</p><p>Editora FGV, 1999.</p><p>16</p><p>A criação da referida instituição estatal na</p><p>conjuntura histórica abordada teve por objetivo</p><p>a) legitimar os protestos fabris.</p><p>b) ordenar os conflitos laborais.</p><p>c) oficializar os sindicatos plurais.</p><p>d) assegurar os princípios liberais.</p><p>e) unificar os salários profissionais.</p><p>8) (ENEM 2017) Estão aí, como se sabe, dois</p><p>candidatos à presidência, os senhores Eduardo</p><p>Gomes e Eurico Dutra, e um terceiro, o senhor</p><p>Getúlio Vargas, que deve ser candidato de algum</p><p>grupo político oculto, mas é também o candidato</p><p>popular. Porque há dois "queremos": o</p><p>"queremos" dos que querem ver se continuam</p><p>nas posições e o "queremos" popular ... Afinal, o</p><p>que é que o senhor Getúlio Vargas é? É fascista?</p><p>É comunista? É ateu? É cristão? Quer sair? Quer</p><p>ficar? O povo, entretanto, parece que gosta dele</p><p>por isso mesmo, porque ele é "à moda da casa".</p><p>A Democracia. 16 set. 1945, apud GOMES, A. C.; D'ARAÚJO, M. C.</p><p>Getulismo e trabalhismo. São Paulo: Ática, 1989.</p><p>O movimento político mencionado no texto</p><p>caracterizou-se por</p><p>a) reclamar a participação das agremiações</p><p>partidárias.</p><p>b) apoiar a permanência da ditadura</p><p>estadonovista.</p><p>c) demandar a confirmação dos direitos</p><p>trabalhistas.</p><p>d) reivindicar a transição constitucional sob</p><p>influência do governante.</p><p>e) resgatar a representatividade dos</p><p>sindicatos sob controle social.</p><p>9) (ENEM 2012) O que o projeto governamental</p><p>tem em vista é poupar à Nação o prejuízo</p><p>irreparável do perecimento e da evasão do que</p><p>há de mais precioso no seu patrimônio. Grande</p><p>parte das obras de arte até mais valiosas e dos</p><p>bens de maior interesse histórico, de que a</p><p>coletividade brasileira era depositária, têm</p><p>desaparecido ou se arruinado</p><p>irremediavelmente. As obras de arte típicas e as</p><p>relíquias da história de cada país não constituem</p><p>o seu patrimônio privado, e sim um patrimônio</p><p>comum de todos os povos.</p><p>ANDRADE, R. M. F. Defesa do patrimônio artístico e histórico. O Jornal,</p><p>30 out. 1936. In: ALVES FILHO, I. Brasil, 500 anos em documentos. Rio de</p><p>Janeiro: Mauad, 1999 (adaptado).</p><p>A criação no Brasil do Serviço do Patrimônio</p><p>Histórico Artístico Nacional (SPHAN), em 1937, foi</p><p>orientada por ideias como as descritas no texto,</p><p>que visavam</p><p>a) submeter a memória e o patrimônio</p><p>nacional ao controle dos órgãos públicos,</p><p>de acordo com a tendência autoritária do</p><p>Estado Novo.</p><p>b) transferir para a iniciativa privada a</p><p>responsabilidade de preservação do</p><p>patrimônio nacional, por meio de leis de</p><p>incentivo fiscal.</p><p>c) definir os fatos e personagens históricos a</p><p>serem cultuados pela sociedade</p><p>brasileira, de acordo com o interesse</p><p>público.</p><p>d) resguardar da destruição as obras</p><p>representativas da cultura nacional, por</p><p>meio de políticas públicas</p><p>preservacionistas.</p><p>e) determinar as responsabilidades pela</p><p>destruição do patrimônio nacional, de</p><p>acordo com a legislação brasileira.</p><p>10) (ENEM 2015) Bandeira do Brasil, és hoje a</p><p>única. Hasteada a esta hora em todo o território</p><p>nacional, única e só, não há lugar no coração do</p><p>Brasil para outras flâmulas, outras bandeira,</p><p>outros símbolos. Os brasileiros se reuniram em</p><p>torno do Brasil e decretaram desta vez com</p><p>determinação de não consentir que a discórdia</p><p>volte novamente a dividi-lo!</p><p>Discurso do Ministro da Justiça Francisco Campos na cerimônia da festa</p><p>da bandeira, em novembro de 1937. Apud OLIVEN, G. R. A parte e o</p><p>todo: a diversidade cultural do Brasil Nação. Petrópolis: Vozes, 1992.</p><p>O discurso proferido em uma celebração em que</p><p>as bandeiras estaduais eram queimadas diante</p><p>da bandeira nacional revela o pacto nacional</p><p>proposto pelo Estado Novo, que se associa à</p><p>a) supressão das diferenças</p><p>socioeconômicas entre as regiões do</p><p>Brasil, priorizando as regiões estaduais</p><p>carentes.</p><p>b) orientação do regime quanto ao reforço</p><p>do federalismo, espelhando-se na</p><p>experiência política norte-americana.</p><p>c) adoção de práticas políticas autoritárias,</p><p>considerando a contenção dos interesses</p><p>regionais dispersivos.</p><p>d) propagação de uma cultura política</p><p>avessa aos ritos cívicos, cultivados pela</p><p>cultura regional brasileira.</p><p>e) defesa da unidade do território nacional,</p><p>ameaçado por movimentos separatistas</p><p>contrários à política varguista.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>17</p><p>18</p><p>QUÍMICA: Reações Orgânicas</p><p>1) (ENEM 2012) A própolis é um produto natural</p><p>conhecido por suas propriedades</p><p>anti-inflamatórias e cicatrizantes. Esse material</p><p>contém mais de 200 compostos identificados até</p><p>o momento. Dentre eles, alguns são de estrutura</p><p>simples, como é o caso do C6H5CO2CH2CH3, cuja</p><p>estrutura está mostrada a seguir.</p><p>O ácido carboxílico e o álcool capazes de</p><p>produzir o éster em apreço por meio da reação</p><p>de esterificação são, respectivamente,</p><p>a) ácido benzoico e etanol.</p><p>b) ácido propanoico e hexanol.</p><p>c) ácido fenilacético e metanol.</p><p>d) ácido propiônico e cicloexanol.</p><p>e) ácido acético e álcool benzílico.</p><p>2) (ENEM LIBRAS 2017) O trinitrotolueno (TNT) é</p><p>um poderoso explosivo obtido a partir da reação</p><p>de nitração do tolueno, como esquematizado.</p><p>A síntese do TNT é um exemplo de reação de</p><p>a) neutralização.</p><p>b) desidratação.</p><p>c) substituição.</p><p>d) eliminação.</p><p>e) oxidação.</p><p>3) (FUVEST 2021) A reação de Maillard, que</p><p>ocorre entre aminoácidos e carboidratos</p><p>redutores, é a responsável por formar espécies</p><p>que geram compostos coloridos que conferem o</p><p>sabor característico de diversos alimentos</p><p>assados. Um exemplo é a reação entre a glicina e</p><p>um carboidrato redutor mostrada na equação</p><p>em que R representa uma cadeia genérica:</p><p>Um aminoácido específico (Composto 1), ao</p><p>reagir com o carboidrato redutor, pode gerar o</p><p>Composto 2, levando à formação de acrilamida,</p><p>uma espécie potencialmente carcinogênica,</p><p>conforme mostrado na equação:</p><p>A estrutura do aminoácido marcado como</p><p>Composto 1 e que é capaz de gerar esse</p><p>intermediário de espécies carcinogênicas é:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>19</p><p>4) (ENEM 2016) Nucleófilos (Nu-) são bases de</p><p>Lewis que reagem com haletos de alquila, por</p><p>meio de uma reação chamada substituição</p><p>nucleofílica (SN), como mostrado no esquema:</p><p>R–X + Nu−→ R–Nu + X−</p><p>(R = grupo alquila e X = halogênio)</p><p>A reação de SN entre metóxido de sódio</p><p>(Nu-=CH3O</p><p>-) e brometo de metila fornece um</p><p>composto orgânico pertencente à função</p><p>a) éter.</p><p>b) éster.</p><p>c) álcool.</p><p>d) haleto.</p><p>e) hidrocarboneto.</p><p>5) (ENEM 2012) O benzeno é um hidrocarboneto</p><p>aromático presente no petróleo, no carvão e em</p><p>condensados de gás natural. Seus metabólitos</p><p>são altamente tóxicos e se depositam na medula</p><p>óssea e nos tecidos gordurosos. O limite de</p><p>exposição pode causar anemia, câncer</p><p>(leucemia) e distúrbios do comportamento. Em</p><p>termos de reatividade química, quando um</p><p>eletrófilo se liga ao benzeno, ocorre a formação</p><p>de um intermediário, o carbocátion. Por fim,</p><p>ocorre a adição ou substituição eletrofílica.</p><p>Disponível em: www.sindipetro.org.br. Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado).</p><p>Disponível em: www.qmc.ufsc.br. Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado).</p><p>Com base no texto e no gráfico do progresso da</p><p>reação apresentada,</p><p>as estruturas químicas</p><p>encontradas em I, II e III são, respectivamente:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>6) (ENEM 2021) Um técnico analisou um lote de</p><p>analgésicos que supostamente estava fora das</p><p>especificações. A composição prevista era 100mg</p><p>de ácido acetilsalicílico por comprimido</p><p>(princípio ativo, cuja estrutura está apresentada</p><p>na figura), além do amido e da celulose</p><p>(componentes inertes). O técnico realizou os</p><p>seguintes testes:</p><p>1) obtenção da massa do comprimido;</p><p>2) medição da densidade do comprimido;</p><p>3) verificação do pH com papel indicador;</p><p>4) determinação da temperatura de fusão</p><p>do comprimido;</p><p>5) titulação com solução aquosa de NaOH.</p><p>Após a realização dos testes, o lote do</p><p>medicamento foi reprovado porque a quantidade</p><p>de ácido acetilsalicílico por comprimido foi de</p><p>apenas 40% da esperada.</p><p>20</p><p>O teste permitiu reprovar o lote de analgésicos</p><p>foi o de número</p><p>a) 1</p><p>b) 2</p><p>c) 3</p><p>d) 4</p><p>e) 5</p><p>7) (ENEM PPL 2018) Na hidrogenação parcial de</p><p>óleos vegetais, efetuada pelas indústrias</p><p>alimentícias, ocorrem processos paralelos que</p><p>conduzem à conversão das gorduras cis em</p><p>trans. Diversos estudos têm sugerido uma</p><p>relação direta entre os ácidos graxos trans e o</p><p>aumento do risco de doenças vasculares.</p><p>RIBEIRO, A. P. B. et al. Interesterificação química: alternativa para</p><p>obtenção de gorduras zero e trans. Química Nova, n. 5, 2007 (adaptado).</p><p>Qual tipo de reação química a indústria</p><p>alimentícia deve evitar para minimizar a</p><p>obtenção desses subprodutos?</p><p>a) Adição.</p><p>b) Ácido-base.</p><p>c) Substituição.</p><p>d) Oxirredução.</p><p>e) Isomerização.</p><p>8) (ENEM 2012) Em uma planície, ocorreu um</p><p>acidente ambiental em decorrência do</p><p>derramamento de grande quantidade de um</p><p>hidrocarboneto que se apresenta na forma</p><p>pastosa à temperatura ambiente. Um químico</p><p>ambiental utilizou uma quantidade apropriada</p><p>de uma solução de para-dodecil-</p><p>benzenossulfonato de sódio, um agente</p><p>tensoativo sintético, para diminuir os impactos</p><p>desse acidente.</p><p>Essa intervenção produz resultados positivos</p><p>para o ambiente porque</p><p>a) promove uma reação de substituição no</p><p>hidrocarboneto, tornando-o menos letal</p><p>ao ambiente.</p><p>b) a hidrólise do para-dodecil-</p><p>benzenossulfonato de sódio produz</p><p>energia térmica-suficiente para vaporizar</p><p>o hidrocarboneto.</p><p>c) a mistura desses reagentes provoca a</p><p>combustão do hidrocarboneto, o que</p><p>diminui a quantidade dessa substância na</p><p>natureza.</p><p>d) a solução de para-dodecil-</p><p>benzenossulfonato possibilita a</p><p>solubilização do hidrocarboneto.</p><p>e) o reagente adicionado provoca uma</p><p>solidificação do hidrocarboneto, o que</p><p>facilita sua retirada do ambiente.</p><p>9) (ENEM LIBRAS 2017) Quando se abre uma</p><p>garrafa de vinho, recomenda-se que seu</p><p>consumo não demande muito tempo. À medida</p><p>que os dias ou semanas se passam, o vinho pode</p><p>se tornar azedo, pois o etanol presente sofre</p><p>oxidação e se transforma em ácido acético.</p><p>Para conservar as propriedades originais do</p><p>vinho, depois de aberto, é recomendável</p><p>a) colocar a garrafa ao abrigo de luz e</p><p>umidade.</p><p>b) aquecer a garrafa e guardá-la aberta na</p><p>geladeira.</p><p>c) verter o vinho para uma garrafa maior e</p><p>esterilizada.</p><p>d) fechar a garrafa, envolvê-la em papel</p><p>alumínio e guardá-la na geladeira.</p><p>e) transferir o vinho para uma garrafa</p><p>menor, tampá-la e guardá-la na</p><p>geladeira.</p><p>10) (ENEM PPL 2017) Pesquisadores avaliaram a</p><p>qualidade da água potável distribuída em</p><p>cidades brasileiras. Entre as várias substâncias</p><p>encontradas, destacam-se as apresentadas no</p><p>esquema. A presença dessas substâncias pode</p><p>ser verificada por análises químicas, como uma</p><p>reação ácido-base, mediante a adição de</p><p>hidróxido de sódio.</p><p>Disponível em: www.unicamp.br. Acesso em: 16 nov. 2014 (adaptado).</p><p>Apesar de não ser perceptível visualmente, por</p><p>causa das condições de diluição, essa análise</p><p>apresentará resultado positivo para o(a)</p><p>a) cafeína.</p><p>b) atrazina.</p><p>c) triclosan.</p><p>d) benzo[a]pireno.</p><p>e) dipirona sódica.</p><p>21</p><p>GEOGRAFIA: Globalização</p><p>1) (ENEM 2021) Desde 2009, a área portuária</p><p>carioca vem sofrendo grandes transformações</p><p>realizadas no escopo da operação urbana</p><p>consorciada conhecida como Porto Maravilha.</p><p>Parte importante na tentativa de tomar o Rio de</p><p>Janeiro um polo de serviços internacional, a</p><p>“revitalização” urbana deveria deixar para trás</p><p>uma paisagem geográfica que ainda recordava</p><p>a cidade do início do século passado para abrir</p><p>espaço, em seu lugar, à instalação de modernas</p><p>torres comerciais, espaços de consumo e lazer</p><p>inéditos e cerca de cem mil novos moradores,</p><p>uma nova configuração socioespacial capaz de</p><p>alçar a área portuária do Rio de Janeiro ao</p><p>patamar dos waterfronts de Baltimore, Barcelona</p><p>e Buenos Aires.</p><p>LACERDA. L ; WERNECK, M, RIBEIRO, B. Cortiços de hoje na cidade do</p><p>amanhã. E-metropolis, n 30. set 2017.</p><p>As intervenções urbanas descritas derivam de</p><p>um processo socioespacial que busca a</p><p>a) intensificação da participação na</p><p>competitividade global.</p><p>b) contenção da especulação no mercado</p><p>imobiliário.</p><p>c) democratização da habitação popular.</p><p>d) valorização das funções tradicionais.</p><p>e) priorização da gestão participativa.</p><p>2) (ENEM PPL 2017) “As recentes crises entre o</p><p>Brasil e a Argentina mostram o esgotamento do</p><p>modelo mercantilista no Mercosul”, afirma o</p><p>diretor-geral do Instituto Brasileiro de Relações</p><p>Internacionais (Ibri). A imposição argentina de</p><p>cotas para produtos brasileiros, como os de linha</p><p>branca, e a ameaça de adoção de salvaguardas</p><p>comerciais indicam que o Mercosul foi construído</p><p>sobre bases equivocadas. Segundo o diretor, a</p><p>noção de que é possível exportar “sem limites”</p><p>para um determinado parceiro comercial</p><p>representa uma mentalidade “fenícia”, ou seja,</p><p>uma visão comercial de curto prazo.</p><p>JULIBONI, M. Disponível em: http://exame.abril.com.br. Acesso em: 7</p><p>dez. 2012 (adaptado).</p><p>Nas últimas décadas foram adotadas várias</p><p>medidas que objetivavam pôr fim às</p><p>desconfianças mútuas existentes entre o Brasil e</p><p>a Argentina. Os conflitos no interior do bloco têm</p><p>se intensificado, como na relação analisada,</p><p>caracterizada pela</p><p>a) saturação dos produtos industriais</p><p>brasileiros, que o mercado argentino tem</p><p>demonstrado.</p><p>b) adoção de barreiras por parte da</p><p>Argentina, que intenciona proteger o seu</p><p>setor industrial.</p><p>c) tendência de equilíbrio no comércio entre</p><p>os dois países, que indica estabilidade no</p><p>curto prazo.</p><p>d) política de importação da Argentina, que</p><p>demonstra interesse em buscar outros</p><p>parceiros comerciais.</p><p>e) estratégia da indústria brasileira, que</p><p>buscou acompanhar as demandas do</p><p>mercado consumidor argentino.</p><p>3) (ENEM PPL 2019) Embora os centros de</p><p>decisão permaneçam fortemente centralizados</p><p>nas cidades mundiais, as atividades produtivas</p><p>podem ser desconcentradas, desde que haja</p><p>conexões fáceis entre as unidades produtivas e</p><p>os centros de gestão e exista a disponibilidade</p><p>de trabalho qualificado e uma base técnica</p><p>adequada às operações industriais.</p><p>EGLER, C. A. G. Questão regional e a gestão do território no Brasil. In:</p><p>CASTRO, I. E.; CORRÊA, R. L.; GOMES, P. C. C. (Org.). Geografia: conceitos</p><p>e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014.</p><p>A mudança nas atividades produtivas a que o</p><p>texto faz referência é motivada pelo seguinte</p><p>fator:</p><p>a) Definição volátil das taxas aduaneiras e</p><p>cambiais.</p><p>b) Prestação regulada de serviços bancários</p><p>e financeiros.</p><p>c) Controle estrito do planejamento familiar</p><p>e fluxo populacional.</p><p>d) Renovação constante das normas</p><p>jurídicas e marcos contratuais.</p><p>e) Oferta suficiente de infraestruturas</p><p>logísticas e serviços especializados.</p><p>4) (ENEM PPL 2011) Vivemos nessa era</p><p>interligada em que pessoas de todo o planeta</p><p>participam de uma única ordem informacional</p><p>das comunicações modernas. Graças à</p><p>globalização e ao poder da internet, quem</p><p>estiver em Caracas ou no Cairo conseguirá</p><p>receber as mesmas músicas populares, notícias,</p><p>filmes e programas de televisão.</p><p>GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005 (fragmento).</p><p>22</p><p>O texto faz referência à revolução informacional,</p><p>que vem produzindo uma série de alterações no</p><p>cotidiano dos indivíduos. Nessa perspectiva, a</p><p>vida social das pessoas está sofrendo grandes</p><p>alterações devidas</p><p>a) à diminuição na interação social entre os</p><p>indivíduos mais</p><p>informatizados.</p><p>b) à velocidade com que as informações são</p><p>disponibilizadas em todo o mundo.</p><p>c) ao baixo fluxo de informações</p><p>disponibilizadas pelos meios</p><p>convencionais de comunicação.</p><p>d) à maior disponibilidade de tempo para</p><p>atividades relacionadas ao lazer.</p><p>e) ao aumento nos níveis de desemprego</p><p>entre os mais jovens.</p><p>5) (ENEM PPL 2018) A antiga Cidade Livre foi</p><p>idealizada por Bernardo Sayão, em 1956, para</p><p>ser um centro comercial e recreativo para os</p><p>trabalhadores de Brasília. Ganhou esse nome</p><p>porque lá era permitido não só residir como</p><p>também negociar, com isenção de tributação. A</p><p>perspectiva era de que a cidade desaparecesse</p><p>com a inauguração de Brasília. Com isso, os lotes</p><p>não foram vendidos, mas emprestados em forma</p><p>de comodato àqueles interessados em</p><p>estabelecer residência ou comércio. A partir de</p><p>1960, os contratos de comodato foram</p><p>cancelados e os comerciantes, transferidos para</p><p>a Asa Norte. Os terrenos desocupados foram</p><p>invadidos por famílias de baixa renda. Em 1961, o</p><p>governo, pressionado pelo movimento popular,</p><p>cria oficialmente a cidade com o nome de Núcleo</p><p>Bandeirante.</p><p>CARDOSO, H. H. P. Narrativas de um candango em Brasília. Revista</p><p>Brasileira de História, n. 47, 2004 (adaptado).</p><p>Essa dinâmica expõe uma forma de</p><p>desigualdade social comum nas cidades</p><p>brasileiras associada à dificuldade de ter acesso</p><p>a) às áreas com lazer gratuito.</p><p>b) ao mercado imobiliário formal.</p><p>c) ao transporte público eficiente.</p><p>d) aos reservatórios com água potável.</p><p>e) ao emprego com carteira assinada.</p><p>6) (ENEM LIBRAS 2017) Esse sistema</p><p>tecnológico, em que estamos totalmente imersos</p><p>na aurora do século XXI, surgiu nos anos 1970.</p><p>Assim, o microprocessador, o principal dispositivo</p><p>de difusão da microeletrônica, foi inventado em</p><p>1971 e começou a ser difundido em meados dos</p><p>anos 1970. O microcomputador foi inventado em</p><p>1975, e o primeiro produto comercial de sucesso,</p><p>o Apple II, foi introduzido em abril de 1977, por</p><p>volta da mesma época em que a Microsoft</p><p>começava a produzir sistemas operacionais para</p><p>microcomputadores.</p><p>CASTELLS, M. A sociedade em rede: a era da informação. São Paulo: Paz</p><p>e Terra, 1999 (adaptado).</p><p>A mudança técnica descrita permitiu o</p><p>surgimento de uma nova forma de organização</p><p>do espaço produtivo global, marcada pelo(a)</p><p>a) primazia do setor secundário.</p><p>b) contração da demanda energética.</p><p>c) conectividade dos agentes econômicos.</p><p>d) enfraquecimento dos centros de gestão.</p><p>e) regulamentação das relações de trabalho.</p><p>7) (ENEM PPL 2016) Tendo se livrado do entulho</p><p>do maquinário volumoso e das enormes equipes</p><p>de fábrica, o capital viaja leve, apenas com a</p><p>bagagem de mão, pasta, computador portátil e</p><p>telefone celular. O novo atributo da volatilidade</p><p>fez de todo compromisso, especialmente do</p><p>compromisso estável, algo ao mesmo tempo</p><p>redundante e pouco inteligente: seu</p><p>estabelecimento paralisaria o movimento e</p><p>fugiria da desejada competitividade, reduzindo a</p><p>priori as opções que poderiam levar ao aumento</p><p>da produtividade.</p><p>BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.</p><p>No texto, faz-se referência a um processo de</p><p>transformação do mundo produtivo cuja</p><p>consequência é o(a)</p><p>a) regulamentação de leis trabalhistas mais</p><p>rígidas.</p><p>b) fragilização das relações hierárquicas de</p><p>trabalho.</p><p>c) decréscimo do número de funcionários</p><p>das empresas.</p><p>d) incentivo ao investimento de longos</p><p>planos de carreiras.</p><p>e) desvalorização dos postos de</p><p>gerenciamento corporativo.</p><p>8) (ENEM PPL 2010)</p><p>Sozinho vai descobrindo o caminho</p><p>O rádio fez assim com seu avô</p><p>Rodovia, hidrovia, ferrovia</p><p>E agora chegando a infovia</p><p>Para alegria de todo o interior</p><p>GIL, G. Banda larga cordel. Disponível em: www.uol.vagalume.com.br.</p><p>Acesso em: 16 abr. 2010 (fragmento).</p><p>23</p><p>O trecho da canção faz referência a uma das</p><p>dinâmicas centrais da globalização, diretamente</p><p>associada ao processo de</p><p>a) evolução da tecnologia da informação.</p><p>b) expansão das empresas transnacionais.</p><p>c) ampliação dos protecionismos</p><p>alfandegários.</p><p>d) expansão das áreas urbanas do interior.</p><p>e) evolução dos fluxos populacionais.</p><p>9) (ENEM PPL 2009) Hoje em dia, mesmo gente</p><p>sem a menor idéia do que significa tecnologia</p><p>da informação percebe que é nessa área que a</p><p>Índia mais tem a ganhar e, efetivamente,</p><p>tornar–se um país desenvolvido. O Dr. Abdul</p><p>Kalam fala de uma Índia plenamente</p><p>desenvolvida em torno de 2020, ao invés de</p><p>continuar sendo classificada eternamente como</p><p>'em desenvolvimento'. Para atingir essa meta, a</p><p>tecnologia da informação é a rota. Isso</p><p>acontece porque a tecnologia da informação é a</p><p>mais importante do século e a Índia parece</p><p>levar certa vantagem. A habilidade dos indianos</p><p>para o pensamento abstrato, o domínio de</p><p>linguagens e a eficiência geral do profissional</p><p>indiano são também fatores a serem</p><p>considerados.</p><p>Palestra de N. Vittal na Computer Society of India Programme,</p><p>06/09/2001, Nova Delhi (adaptado).</p><p>Uma análise possível na relação entre tecnologia</p><p>da informação e países em desenvolvimento é a</p><p>de que</p><p>a) os países em que o pensamento abstrato</p><p>é uma característica da população são os</p><p>que mais se destacam no setor de</p><p>tecnologia da informação.</p><p>b) a tecnologia da informação é propulsora</p><p>do desenvolvimento econômico,</p><p>levando-se em conta o cenário do mundo</p><p>atual, em que o papel das redes de</p><p>comunicação é fundamental.</p><p>c) os países em desenvolvimento</p><p>investidores no setor de informática serão</p><p>elevados à condição de plenamente</p><p>desenvolvidos até 2020.</p><p>d) os países em desenvolvimento devem</p><p>estar dispostos a arcar com os custos</p><p>ambientais da tecnologia da informação,</p><p>a fim de alcançarem maior</p><p>desenvolvimento tecnológico.</p><p>e) a Índia, tal como os demais países em</p><p>desenvolvimento, tem-se destacado em</p><p>tecnologia da informação, devido a</p><p>investimentos realizados, e o treinamento</p><p>de mão-de-obra qualificada.</p><p>10) (ENEM 2021) À categoria de refugiado</p><p>carrega em si as noções de transitoriedade,</p><p>provisoriedade e temporalidade. Os refugiados</p><p>situam-se entre o país de origem e o país de</p><p>destino. Ao transitarem entre os dois universos,</p><p>ocupam posição marginal, tanto em termos</p><p>identitários — assentada na falta de</p><p>pertencimento pleno enquanto membros da</p><p>comunidade receptora e nos vínculos</p><p>introjetados por códigos partilhados com a</p><p>comunidade de origem — quanto em termos</p><p>jurídicos, ao deixarem de exercitar, ao menos em</p><p>caráter temporário, o status de cidadãos no país</p><p>de origem e portar o status de refugiados no país</p><p>receptor.</p><p>MOREIRA, J 8 Refugiados no Bram: reflexões acerca do processo de</p><p>integração local. REMHU. n 43. jul-dez. 2014 (adaptado).</p><p>A condição de transitoriedade dos refugiados no</p><p>Brasil, conforme abordada no texto, é provocada</p><p>pela associação entre</p><p>a) ascensão social e burocracia estatal.</p><p>b) miscigenação étnica e limites fronteiriços.</p><p>c) desqualificação profissional e ação</p><p>policial.</p><p>d) instabilidade financeira e crises</p><p>econômicas.</p><p>e) desenraizamento cultural e insegurança</p><p>legal.</p><p>BIOLOGIA: Botânica e</p><p>Parasitoses</p><p>1) (ENEM LIBRAS 2017) Um pesquisador</p><p>observou um pássaro alimentando-se dos frutos</p><p>de uma espécie de arbusto e perguntou-se qual</p><p>seria o efeito na germinação das sementes do</p><p>fruto após passarem pelo trato digestório do</p><p>pássaro. Para responder à pergunta, o</p><p>pesquisador pensou em desenvolver um</p><p>experimento de germinação com sementes de</p><p>diferentes origens.</p><p>Para realizar esse experimento, as sementes</p><p>devem ser coletadas</p><p>a) aleatoriamente do chão da mata</p><p>b) de redes de coleta embaixo dos arbustos.</p><p>c) diretamente dos frutos de arbustos</p><p>diferentes.</p><p>d) das fezes dos pássaros de lugares</p><p>diferentes.</p><p>e) das fezes dos pássaros e dos frutos</p><p>coletados dos arbustos.</p><p>24</p><p>2) (ENEM PPL 2016) A Caatinga é um</p><p>ecossistema que se encontra nos lados</p><p>equatoriais dos desertos quentes, com índices</p><p>pluviométricos muito baixos. Chove pouco no</p><p>inverno e as chuvas, quando ocorrem, acontecem</p><p>no verão. Apresenta plantas semelhantes às das</p><p>regiões de deserto quente, do tipo xerófitas,</p><p>como as cactáceas, com adaptações às</p><p>condições de escassez de água.</p><p>SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed, 2009</p><p>(adaptado).</p><p>Uma característica que</p><p>permite a sobrevivência</p><p>dessas plantas, na condição da escassez citada,</p><p>é a presença de</p><p>a) caule subterrâneo.</p><p>b) sistema radicular fasciculado.</p><p>c) folhas modificadas em espinhos.</p><p>d) parênquima amilífero desenvolvido.</p><p>e) limbo foliar desprovido de estômatos.</p><p>3) (ENEM 2010)</p><p>Scientific American. Brasil, ago. 2004 (adaptado).</p><p>Três dos quatro tipos de testes atualmente</p><p>empregados para a detecção de príons</p><p>patogênicos em tecidos cerebrais de gado morto</p><p>são mostrados nas figuras a seguir. Uma vez</p><p>identificado um animal morto infectado,</p><p>funcionários das agências de saúde pública e</p><p>fazendeiros podem removê-lo do suprimento</p><p>alimentar ou rastrear os alimentos infectados</p><p>que o animal possa ter consumido.</p><p>Analisando os testes I, II e III, para a detecção</p><p>de príons patogênicos, identifique as condições</p><p>em que os resultados foram positivos para a</p><p>presença de príons nos três testes:</p><p>a) Animal A, lâmina B e gel A.</p><p>b) Animal A, lâmina A e gel B.</p><p>c) Animal B, lâmina A e gel B.</p><p>d) Animal B, lâmina B e gel A.</p><p>e) Animal A, lâmina B e gel B.</p><p>4) (ENEM DIGITAL 2020) Um produtor de</p><p>morangos notou, no início da manhã, que em</p><p>alguns pontos das extremidades das folhas dos</p><p>morangueiros ocorriam gotículas de água.</p><p>Procurando informação a respeito do fenômeno,</p><p>o agricultor descobre que isso é também</p><p>observado em outras plantas herbáceas de</p><p>pequeno porte.</p><p>Esse fenômeno fisiológico ocorre em condições</p><p>de elevada umidade do ar e</p><p>a) escassez de sais minerais.</p><p>b) abundante suprimento hídrico.</p><p>c) abundante período de transpiração.</p><p>d) ausência de resistência estomática.</p><p>e) ausência de substâncias</p><p>impermeabilizantes.</p><p>5) (ENEM PPL 2021) Ao longo do processo</p><p>evolutivo, adaptações anatômicas e fisiológicas</p><p>permitiram a sobrevivência de plantas às</p><p>condições dos diferentes ambientes habitados. O</p><p>quadro apresenta exemplos de cinco plantas com</p><p>diferentes características.</p><p>FAHN, A.; CUTLER, D. Xeropytes. Berlin: Gebruder Borntraeger, 1992</p><p>(adaptado).</p><p>25</p><p>Qual dessas plantas é adaptada a ambientes</p><p>com disponibilidade restrita de água?</p><p>a) I</p><p>b) II</p><p>c) III</p><p>d) IV</p><p>e) V</p><p>6) (ENEM 2012) Medidas de saneamento básico</p><p>são fundamentais no processo de promoção de</p><p>saúde e qualidade de vida da população. Muitas</p><p>vezes, a falta de saneamento está relacionada</p><p>com o aparecimento de várias doenças. Nesse</p><p>contexto, um paciente dá entrada em um pronto</p><p>atendimento relatando que há 30 dias teve</p><p>contato com águas de enchente. Ainda informa</p><p>que nesta localidade não há rede de esgoto e</p><p>drenagem de águas pluviais e que a coleta de</p><p>lixo é inadequada. Ele apresenta os seguintes</p><p>sintomas: febre, dor de cabeça e dores</p><p>musculares.</p><p>Disponível em: http://portal.saude.gov.br. Acesso em: 27 fev. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Relacionando os sintomas apresentados com as</p><p>condições sanitárias da localidade, há indicações</p><p>de que o paciente apresenta um caso de</p><p>a) difteria.</p><p>b) botulismo.</p><p>c) tuberculose.</p><p>d) leptospirose.</p><p>e) meningite meningocócica.</p><p>7) (ENEM 2010) O uso prolongado de lentes</p><p>de contato, sobretudo durante a noite, aliado a</p><p>condições precárias de higiene representam</p><p>fatores de risco para o aparecimento de uma</p><p>infecção denominada ceratite microbiana, que</p><p>causa ulceração inflamatória da córnea. Para</p><p>interromper o processo da doença, é</p><p>necessário tratamento antibiótico. De modo</p><p>geral, os fatores de risco provocam a</p><p>diminuição da oxigenação corneana e</p><p>determinam mudanças no seu metabolismo,</p><p>de um estado aeróbico para anaeróbico.</p><p>Como decorrência, observa-se a diminuição no</p><p>número e na velocidade de mitoses do epitélio,</p><p>o que predispõe ao aparecimento de defeitos</p><p>epiteliais e à invasão bacteriana.</p><p>CRESTA, F. Lente de contato e infecção ocular. Revista Sinopse de</p><p>Oftalmologia. São Paulo: Moreira Jr.,v.04, n.04, 2002 (adaptado).</p><p>A instalação das bactérias e o avanço do</p><p>processo infeccioso na córnea estão relacionados</p><p>a algumas características gerais desses</p><p>microrganismos, tais como:</p><p>a) A grande capacidade de adaptação,</p><p>considerando as constantes mudanças no</p><p>ambiente em que se reproduzem e o</p><p>processo aeróbico como a melhor opção</p><p>desses micro-organismos para a</p><p>obtenção de energia.</p><p>b) A grande capacidade de sofrer mutações,</p><p>aumentando a probabilidade do</p><p>aparecimento de formas resistentes e o</p><p>processo anaeróbico da fermentação</p><p>como a principal via de obtenção de</p><p>energia.</p><p>c) A diversidade morfológica entre as</p><p>bactérias, aumentando a variedade de</p><p>tipos de agentes infecciosos e a nutrição</p><p>heterotrófica, como forma de esses</p><p>micro-organismos obterem matéria-prima</p><p>e energia.</p><p>d) O alto poder de reprodução, aumentando</p><p>a variabilidade genética dos milhares de</p><p>indivíduos e a nutrição heterotrófica,</p><p>como única forma de obtenção de</p><p>matéria-prima e energia desses</p><p>micro-organismos.</p><p>e) O alto poder de reprodução, originando</p><p>milhares de descendentes geneticamente</p><p>idênticos entre si e a diversidade</p><p>metabólica, considerando processos</p><p>aeróbicos e anaeróbicos para a obtenção</p><p>de energia.</p><p>8) (ENEM 2009) Uma pesquisadora deseja</p><p>reflorestar uma área de mata ciliar quase que</p><p>totalmente desmatada. Essa formação vegetal é</p><p>um tipo de floresta muito comum nas margens</p><p>de rios dos cerrados no Brasil central e, em seu</p><p>clímax, possui vegetação arbórea perene e</p><p>apresenta dossel fechado, com pouca incidência</p><p>luminosa no solo e nas plântulas. Sabe-se que a</p><p>incidência de luz, a disponibilidade de nutrientes</p><p>e a umidade do solo são os principais fatores do</p><p>meio ambiente físico que influenciam no</p><p>desenvolvimento da planta. Para testar</p><p>unicamente os efeitos da variação de luz, a</p><p>pesquisadora analisou, em casas de vegetação</p><p>com condições controladas, o desenvolvimento</p><p>de plantas de 10 espécies nativas da região</p><p>desmatada sob quatro condições de</p><p>luminosidade: uma sob sol pleno e as demais em</p><p>diferentes níveis de sombreamento. Para cada</p><p>tratamento experimental, a pesquisadora relatou</p><p>se o desenvolvimento da planta foi bom, razoável</p><p>ou ruim, de acordo com critérios específicos. Os</p><p>resultados obtidos foram os seguintes:</p><p>26</p><p>Para o reflorestamento da região desmatada,</p><p>a) a espécie 8 é mais indicada que a 1, uma</p><p>vez que aquela possui melhor adaptação</p><p>a regiões com maior incidência de luz.</p><p>b) recomenda-se a utilização de espécies</p><p>pioneiras, isto é, aquelas que suportam</p><p>alta incidência de luz, como as espécies 2,</p><p>3 e 5.</p><p>c) sugere-se o uso de espécies exóticas, pois</p><p>somente essas podem suportar a alta</p><p>incidência luminosa característica de</p><p>regiões desmatadas.</p><p>d) espécies de comunidade clímax, como as</p><p>4 e 7, são as mais indicadas, uma vez que</p><p>possuem boa capacidade de aclimatação</p><p>a diferentes ambientes.</p><p>e) é recomendado o uso de espécies com</p><p>melhor desenvolvimento à sombra, como</p><p>as plantas das espécies 4, 6, 7, 9 e 10, pois</p><p>essa floresta, mesmo no estágio de</p><p>degradação referido, possui dossel</p><p>fechado, o que impede a entrada de luz.</p><p>9) (ENEM 2022) De acordo com a Organização</p><p>Mundial da Saúde, a filariose e a leishmaniose</p><p>são consideradas doenças tropicais infecciosas e</p><p>constituem uma preocupação para a saúde</p><p>pública por ser alto o índice de mortalidade a</p><p>elas associado.</p><p>Uma medida profilática comum a essas duas</p><p>doenças é o(a)</p><p>a) incineração do lixo orgânico.</p><p>b) construção de rede de esgoto.</p><p>c) uso de vermífugo pela população.</p><p>d) controle das populações dos vetores.</p><p>e) consumo de carnes vermelhas bem</p><p>cozidas.</p><p>10) (ENEM 2015) Tanto a febre amarela quanto a</p><p>dengue são doenças causadas por vírus do grupo</p><p>dos arbovírus, pertencentes ao gênero Flavivirus,</p><p>existindo quatro sorotipos para o vírus causador</p><p>da dengue. A transmissão de ambas acontece</p><p>por meio da picada de mosquitos, como o Aedes</p><p>aegypti. Entretanto, embora compartilhem essas</p><p>características, hoje somente existe vacina, no</p><p>Brasil, para a febre amarela e nenhuma vacina</p><p>efetiva para a dengue.</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fundação Nacional de Saúde. Dengue:</p><p>Instruções para pessoal de combate ao vetor. Manual de Normas</p><p>Técnicas. Disponível em: http://portal.saude.gov.br. Acesso em: 7 ago.</p><p>2012 (adaptado).</p><p>Esse fato pode ser atribuído à</p><p>a) maior taxa de mutação do vírus da febre</p><p>amarela do que do vírus da dengue.</p><p>b) alta variabilidade antigênica do vírus da</p><p>dengue</p><p>em relação ao vírus da febre</p><p>amarela.</p><p>c) menor adaptação do vírus da dengue à</p><p>população humana do que do vírus da</p><p>febre amarela.</p><p>d) presença de dois tipos de ácidos</p><p>nucleicos no vírus da dengue e somente</p><p>um tipo no vírus da febre amarela.</p><p>e) baixa capacidade de indução da resposta</p><p>imunológica pelo vírus da dengue em</p><p>relação ao da febre amarela.</p><p>GABARITO NA CAPA SEGUINTE.</p><p>27</p><p>28</p><p>FÍSICA: Óptica e Física</p><p>Moderna</p><p>1) (ENEM 2022) No processo de captação da luz</p><p>pelo olho para a formação de imagens estão</p><p>envolvidas duas estruturas celulares: os cones e</p><p>os bastonetes. Os cones são sensíveis à energia</p><p>dos fótons, e os bastonetes, à quantidade de</p><p>fótons incidentes. A energia dos fótons que</p><p>compõem os raios luminosos está associada à</p><p>sua frequência, e a intensidade, ao número de</p><p>fótons incidentes.</p><p>Um animal que tem bastonetes mais sensíveis irá</p><p>a) apresentar daltonismo</p><p>b) perceber cores fora do espectro do visível</p><p>c) enxergar bem em ambientes mal</p><p>iluminados</p><p>d) necessitar de mais luminosidade para</p><p>enxergar</p><p>e) fazer uma pequena distinção de cores em</p><p>ambientes iluminados</p><p>2) (ENEM 2015) Entre os anos de 1028 e 1038,</p><p>Alhazen (Ibn al-Haytham; 965-1040 d.C.)</p><p>escreveu sua principal obra, o Livro da Óptica,</p><p>que, com base em experimentos, explicava o</p><p>funcionamento da visão e outros aspectos da</p><p>ótica, por exemplo, o funcionamento da câmara</p><p>escura. O livro foi traduzido e incorporado aos</p><p>conhecimentos científicos ocidentais pelos</p><p>europeus. Na figura, retirada dessa obra, é</p><p>representada a imagem invertida de edificações</p><p>em um tecido utilizado como anteparo.</p><p>ZEWAIL, A. H. Micrographia of the twenty-first century: from camera</p><p>obscura to 4D microscopy. Philosophical Transactions of the Royal</p><p>Society A, v. 368, 2010 (adaptado).</p><p>Se fizermos uma analogia entre a ilustração e o</p><p>olho humano, o tecido corresponde ao(à)</p><p>a) íris.</p><p>b) retina.</p><p>c) pupila.</p><p>d) córnea.</p><p>e) cristalino.</p><p>3) (ENEM PPL 2009) Os cientistas conseguem</p><p>determinar a idade de um fóssil com menos de</p><p>40.000 anos de idade utilizando o método do</p><p>carbono–14 (14C) ou carbono radioativo. Isso é</p><p>feito a partir da relação existente entre a</p><p>quantidade de 14C restante no fóssil e a</p><p>quantidade de 14C em uma espécie semelhante à</p><p>atual. Apesar de sofrer decaimento radioativo, a</p><p>quantidade de carbono–14 na atmosfera, em</p><p>particular em moléculas de CO2, é praticamente</p><p>constante devido à incidência dos raios</p><p>cósmicos, que atingem a Terra a todo instante.</p><p>Assim, por fazerem parte do ciclo do carbono,</p><p>animais e vegetais mantêm uma quantidade</p><p>praticamente constante de carbono–14 em sua</p><p>constituição enquanto estão vivos. Porém,</p><p>quando morrem, cessa a entrada de carbono no</p><p>organismo e esse número vai diminuindo à</p><p>medida que o carbono–14 vai decaindo</p><p>radioativamente. A meia–vida do carbono–14,</p><p>isto é, o tempo necessário para que metade dos</p><p>átomos radioativos de uma amostra decaia, é</p><p>constante e de aproximadamente 5.730 anos.</p><p>Disponível em:</p><p>http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI109680–EI1426,00.html</p><p>. Acesso em: 15 mar. 2009 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, para se descobrir a idade</p><p>de um fóssil que não poderia ter mais de 40.000</p><p>anos, é relevante determinar a meia-vida do</p><p>carbono-14.</p><p>a) se o fóssil é animal ou vegetal.</p><p>b) se o fóssil tem mais de 5.730 anos.</p><p>c) a quantidade de carbono-14 presente no</p><p>fóssil.</p><p>d) a relação entre as quantidades de</p><p>carbono-14</p><p>e) em uma parte do fóssil e no fóssil todo.</p><p>4) (ENEM PPL 2015) O avanço tecnológico da</p><p>medicina propicia o desenvolvimento de</p><p>tratamento para diversas doenças, como as</p><p>relacionadas à visão. As correções que utilizam</p><p>laser para o tratamento da miopia são</p><p>consideradas seguras até 12 dioptrias,</p><p>dependendo da espessura e curvatura da córnea.</p><p>Para valores de dioptria superiores a esse, o</p><p>implante de lentes intraoculares é mais indicado.</p><p>Essas lentes, conhecidas como lentes fácicas</p><p>(LF), são implantadas junto à córnea,</p><p>antecedendo o cristalino (C), sem que esse</p><p>precise ser removido, formando a imagem</p><p>correta sobre a retina (R).</p><p>29</p><p>O comportamento de um feixe de luz incidindo</p><p>no olho que possui um implante de lentes fácicas</p><p>para correção do problema de visão apresentado</p><p>é esquematizado por</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>5) (ENEM PPL 2013) A banda larga brasileira é</p><p>lenta. No Japão já existem redes de fibras</p><p>ópticas, que permitem acessos à internet com</p><p>velocidade de 1 gigabit por segundo (Gbps), o</p><p>suficiente para baixar em um minuto, por</p><p>exemplo, 80 filmes. No Brasil a maioria das</p><p>conexões ainda é de 1 megabit por segundo</p><p>(Mbps), ou seja, menos de um milésimo dos</p><p>acessos mais rápidos do Japão. A fibra óptica é</p><p>composta basicamente de um material dielétrico</p><p>(sílica ou plástico), segundo uma estrutura</p><p>cilíndrica, transparente e flexível. Ela é formada</p><p>de uma região central envolta por uma camada,</p><p>também de material dielétrico, com índice de</p><p>refração diferente ao do núcleo.</p><p>A transmissão em uma fibra óptica acontecerá</p><p>de forma correta se o índice de refração do</p><p>núcleo, em relação ao revestimento, for</p><p>a) superior e ocorrer difração.</p><p>b) superior e ocorrer reflexão interna total.</p><p>c) inferior e ocorrer reflexão interna parcial.</p><p>d) inferior e ocorrer interferência destrutiva.</p><p>e) inferior e ocorrer interferência</p><p>construtiva.</p><p>6) (ENEM PPL 2016) A telefonia móvel no Brasil</p><p>opera com celulares cuja potência média de</p><p>radiação é cerca de 0,6 W. Por recomendação do</p><p>ANSI/IEEE, foram estipulados limites para</p><p>exposição humana à radiação emitida por esses</p><p>aparelhos. Para o atendimento dessa</p><p>recomendação, valem os conselhos: segurar o</p><p>aparelho a uma pequena distância do ouvido,</p><p>usar fones de ouvido para as chamadas de voz e</p><p>utilizar o aparelho no modo viva voz ou com</p><p>dispositivos bluetooth. Essas medidas</p><p>baseiam-se no fato de que a intensidade da</p><p>radiação emitida decai rapidamente conforme a</p><p>distância aumenta, por isso, afastar o aparelho</p><p>reduz riscos.</p><p>COSTA, E. A. F Efeitos na saúde humana da exposição aos campos de</p><p>radiofrequência. Disponível em: www.ced.ufsc.br. Acesso em: 16 nov. 2011</p><p>(adaptado).</p><p>Para reduzir a exposição à radiação do celular de</p><p>forma mais eficiente, o usuário deve utilizar</p><p>a) fones de ouvido, com o aparelho na mão.</p><p>b) fones de ouvido, com o aparelho no bolso</p><p>da calça.</p><p>c) fones bluetooth, com o aparelho no bolso</p><p>da camisa.</p><p>d) o aparelho mantido a 1,5 cm do ouvido,</p><p>segurado pela mão.</p><p>e) o sistema viva voz, com o aparelho</p><p>apoiado numa mesa de trabalho.</p><p>7) (ENEM PPL 2022) O feixe de um laser incide</p><p>obliquamente na lateral de uma janela de vidro,</p><p>cujo índice de refração é maior do que o do ar, e</p><p>a atravessa. Uma representação esquemática</p><p>dessa situação utiliza linhas pontilhadas para</p><p>demonstrar a trajetória que o feixe teria, caso</p><p>não sofresse refração, e linhas contínuas com</p><p>setas para mostrar a trajetória realmente</p><p>seguida pelo feixe.</p><p>Qual representação esquemática apresenta a</p><p>trajetória seguida pelo feixe de laser quando</p><p>atravessa a janela de vidro?</p><p>30</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>8) (ENEM 2022) Em 2002, um mecânico da</p><p>cidade mineira de Uberaba (MG) teve uma ideia</p><p>para economizar o consumo de energia elétrica e</p><p>iluminar a própria casa num dia de sol. Para isso,</p><p>ele utilizou garrafas plásticas PET com água e</p><p>cloro, conforme ilustram as figuras. Cada garrafa</p><p>foi fixada ao telhado de sua casa em um buraco</p><p>com diâmetro igual ao da garrafa, muito maior</p><p>que o comprimento de onda da luz. Nos últimos</p><p>dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes</p><p>do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de</p><p>casas utilizando a “luz engarrafada”.</p><p>ZOBEL, G. Brasileiro inventor de “luz engarrafada” tem ideia espalhada</p><p>pelo mundo. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 23 jun. 2022</p><p>(adaptado).</p><p>Que fenômeno óptico explica o funcionamento</p><p>da “luz engarrafada”?</p><p>a) Difração</p><p>b) Absorção</p><p>c) Polarização</p><p>d) Reflexão</p><p>e) Refração</p><p>9) (ENEM 2019) A maioria das pessoas fica com</p><p>a visão embaçada ao abrir os olhos debaixo</p><p>d’água. Mas há uma exceção: o povo moken, que</p><p>habita a costa da Tailândia. Essa característica</p><p>se deve principalmente à adaptabilidade do olho</p><p>e à plasticidade do cérebro, o que significa que</p><p>você também, com algum treinamento,</p>