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1 ENSINO RELIGIOSO 5º ANO ALINHADO A BNCC 2º SEMESTRE Fonte: Prof.ª RAFAELA GOMES https://soucatequista.com.br/a-criacao-do-mundo-2.html 2 Plano de Ensino 5º ano – 2o Semestre UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Crenças religiosas e filosofias de vida Ancestralidade e tradição oral (EF05ER05) Identificar elementos da tradição oral nas culturas e religiosidades indígenas, afro-brasileiras, ciganas, entre outras. Crenças religiosas e filosofias de vida Ancestralidade e tradição oral (EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e anciãos na comunicação e preservação da tradição oral. Crenças religiosas e filosofias de vida Ancestralidade e tradição oral . (EF05ER07) Reconhecer, em textos orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver. 3 CRENÇAS RELIGIOSAS E FILOSOFIAS DE VIDA – ANCESTRALIDADE E TRADIÇÃO ORAL (EF05ER05) Identificar elementos da tradição oral nas culturas e religiosidades indígenas, afro-brasileiras, ciganas, entre outras. Tradição oral dos povos indígenas Fonte: Jan Vansina aponta que “a oralidade é uma atitude diante da realidade e não a ausência de uma habilidade” (1982, p. 157), ou seja, o habito de falar e contar não significa não saber escrever, um autor mesmo alfabetizado conta suas historias por ser uma tradição, seus avós contavam, seus pais contavam e ele também assim o faz. A palavra falada é enriquecida pela voz, pausas e silêncios, gestos, expressões faciais, é um conjunto, uma performance feita pelo narrador (SILVA, 2013, p. 54). Nas narrativas coletadas não conseguimos imaginar “a palavra sem a voz”, esta voz performativa e performática (SILVA, 2013, p. 54). https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Pitaguary 4 A voz de cada pessoa, suas lembranças, cada vez que uma memória é contada faz as histórias consideradas importantes circularem entre o grupo e fora dele, sendo passada por gerações. Oralidade e povos afro-brasileiros Fonte: Nossa cultura é repleta de histórias contadas, que são a memória dos povos africanos, expressadas através dos mitos, lendas, provérbios, contos que servem de base para as literaturas escritas. Os povos africanos que aqui foram escravizados foram os grandes responsáveis por guardar e recriar as memórias de seus antepassados, poesias, músicas, danças, ensinamentos em todas as áreas, que foram ressignificando suas vidas. Amadou Hampâté Bâ, filósofo, escritor e intelectual africano, exemplifica a relação entre a palavra, o conhecimento e o saber vivenciados na escola dos mestres da palavra: Um mestre contador de histórias africano não se limitava a narrá- las, mas podia também ensinar sobre numerosos outros assuntos (…) porque um ‘conhecedor’ nunca era um especialista no sentido moderno da palavra mas, mais precisamente, uma espécie de generalista. O conhecimento não era compartimentado. O mesmo ancião (…) podia ter http://www.palmares.gov.br/?p=46838 5 conhecimentos profundos sobre religião ou história, como também ciências naturais ou humanas de todo tipo. Era um conhecimento (…) segundo a competência de cada um, uma espécie de ‘ciência da vida’; vida, considerada aqui como uma unidade em que tudo é interligado, interdependente e interativo; em que o material e o espiritual nunca estão dissociados. E o ensinamento nunca era sistemático, mas deixado ao sabor das circunstâncias, segundo os momentos favoráveis ou a atenção do auditório (Bâ, 2003, p. 174-175). Como aponta Bâ. existe uma energia que para os bantus se chama hamba, já para o povo iorubá é chamada dé axé, essa energia é vital, possui capacidade criadora e transformadora do mundo. Na África existem os Griots, pessoas que tem a tarefa de preservar e repassar a memoria cultural da comunidade. Existem também os Doma 3, que Tem a função de organizar o ambiente e sua harminia para as reuniões da comunidade, são considerados os mais nobres contadores, que jamais usam mentiras, é um compromisso para manter a energia vital do grupo ao que pertencem. Para Bâ: A escrita é uma coisa, e o saber, outra. A escrita é a fotografia do saber, mas não o saber em si. O saber é uma luz que existe no homem. É a herança de tudo que nossos ancestrais puderam conhecer e que se encontra latente em tudo o que nos transmitiram, assim como o baobá já existe em potencial em sua semente (Tierno Bokar apud Bâ, 2003, p. 175). Hoje sabemos que a escrita pode ser muito útil para estimular nossa memória, assim como a tradição oral que tem extrema importância na preservação da cultura afro-brasileira. 6 Povos ciganos e cultura oral Fonte: Le Paramicha Le Narodoske - As estórias do povo cigano Este é um projeto que tem como objetivo cultivar a tradição oral dos povos ciganos. A Romanipen (identidade cultural) é passada de pai para filho. Iniciado em 1986, Nicolas e Ingrid Ramanush desenvolviam um trabalho de resgate e valorização da cultura Romani fazendo narrativas e traduções das lendas e mitos. O projeto agora vai se tornar um livro e um cd, facilitando assim a compreensão do cigano (Rom). As lendas possuem áudio e escrita. Em parceria com o projeto uma nova forma de compartilhar as tradições ciganas foi criada: os desenhos animados chamados: Gypsy, feitos a partir de artistas contemporâneos de etnia cigana. O projeto iniciado em 2013 por Tales com a direção de Mária Horváth, com objetivo de compartilhar as tradições folclóricas ciganas, assim coletando histórias folclóricas autênticas, envolvendo artistas ciganos na criação das animações. https://www.jornaljoca.com.br/dia-nacional-do-cigano-povo-comemora-mais-de-400-anos-no-brasil/ https://www.jornaljoca.com.br/dia-nacional-do-cigano-povo-comemora-mais-de-400-anos-no-brasil/ 7 ATIVIDADE 1) Complete as lacunas do texto com as palavras do quadro: LEMBRANÇAS VOZ GRUPO IMPORTANTES MEMÓRIA GERAÇÕES A __________________ de cada pessoa, suas ___________________, cada vez que uma _______________________ é contada faz as histórias consideradas ___________________ circularem entre o ________________ e fora dele, sendo passada por ______________________. 2) Ouvir histórias é muito bom. A voz, entonação e trejeitos de quem conta faz parte do enredo. Agora é sua vez! Vamos organizar uma contação de histórias, leia com atenção a história abaixo e depois conte a todos! Pode ser para sua família em casa ou para os colegas da escola. 8 9 10 Fonte: https://www.ideiacriativa.org/2016/05/sequencia-didatica-livro-menino-poti.html 11 CRENÇAS RELIGIOSAS E FILOSOFIAS DE VIDA – ANCESTRALIDADE E TRADIÇÃO ORAL (EF05ER06) Identificar o papel dos sábios e anciãos na comunicação e preservação da tradição oral. Os Sábios e Anciãos e a cultura indígena Em grande parte das comunidades indígenas são os mais velhos, os chamados anciãos que transmitem os elementos culturais como os mitos, os costumes e os rituais de forma oral, esta função é crucial para a sobrevivência das culturas dos povos indígenas. Nas aldeias da Amazônia e em Mato Grosso do Sul,onde reside o Cacique Kaiová Paulino Aquino com mais de 100 anos, é o único que realiza os rituais de perfuração dos lábios. Na comunidade dos Baniwa, que fica em Alto Rio Negro, os anciãos são responsáveis por contar os mitos de criação do mundo durante os rituais de passagem. Dizem que alguns velhos sábios possuíam conhecimentos e poderes sobrenaturais, o que atraia multidões. Para os povos indígenas os anciãos não só ajudam na organização social mas também são fundamentais para a preservação e transmissão das culturas. Fonte: http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm 12 No Brasil existem aproximadamente 220 etnias indígenas. Em todas elas existem saberes de diversas áreas, como a medicina, que se utiliza das ervas para fazer remédios naturais, rituais, cantos e danças etc. Na maioria das etnias indígenas os anciãos são valorizados como arquivos vivos, detentores de todo este conhecimento. Os povos indígenas Baniwa vivem na região do Alto Rio Negro na Amazônia. Nesta tribo os anciãos são importantes principalmente por seus conhecimentos espirituais desenvolvidos durante toda a vida. Os Xamãs se tornam mais poderosos e atingem altos níveis de poderes sobrenaturais como o dom da cura, da clarividência e das profecias, depois de uma longa vida de experiencias. O antropólogo Robin Wright estuda os Baniwa desde a década de 70, quando conviveu com o povo. Ele já publicou três livros sobre a história dos Baniwa, entre eles The history and religion of the Baniwa peoples of the upper Rio Negro Valley. Ele explica que os mais velhos são os responsáveis por passar a história da criação do mundo, durante os rituais de iniciação dos meninos entre 10 e 13 anos. Nesse ritual, três ou quatro anciãos fazem o benzimento de uma tigela com pimenta e sal. No final, os condimentos são servidos com biju aos iniciados, que passaram por um período de reclusão. Durante o ritual de benzimento os anciãos narram os mitos através de cantos. "Eles recriam o mundo através do pensamento, lembrando e contando os episódios e os mitos. Os mais velhos cantam sobre uma viagem mítica através da Terra, onde os homens perseguem as mulheres que roubaram a flauta sagrada. Nessa viagem eles passam por todos os cantos do mundo. São mais de 100 lugares, onde vão parando e benzendo para que, se os meninos passarem nesses lugares, não corram perigos, os mais velhos fazem referencias ao relevo e a geografia, só os mais velhos conhecem os nomes dor rios e lagos, esta historia não é inventada, ela corresponde à realidade. É uma história muito antiga que vem sendo transmitida, com um cenário pré-colombiano", diz Robin Wright. Alguns anciãos chamados também de sábios tem a função de liderar cantos e danças, conduzir os rituais além de serem profetas, considerados enviados por Deus, eles possuem o dom de fazer curas milagrosas, profetizar acontecimentos. Os sábios são pajés com alto nível de poder, que dominam os 13 conhecimentos e são conhecidos como "Mestres do Povo Jaguar" ou "Jaguares do Paricá". Os pajés fazem uso do paricá, é um pó para ser inalado, feito de sementes da árvore Piptadenia. "Mas somente os pajés mais velhos conseguem misturar o paricá com o caapí, que tem tanto poder", diz o antropólogo Robin Wright. O caapí é uma bebida conhecida como ayhauasca ou Santo Daime. Hoje não existem mais profetas, mas o povo indígena ainda reverencia o tumulo dos grandes sábios e lembra com carinho de seus ensinamentos. O Tembetá Kaiová Fonte: Com o fracionamento da população indígena de Mato Grosso do Sul, várias aldeias se espalharam pela cidade, muitos costumes acabaram se perdendo e o cacique Paulito Aquino centraliza aspectos da cultura entre os moradores na aldeia de Panambizinho, ele é o único representante das etnias Guarani e Kaiová, com cerca de 25 mil pessoas a fazer o ritual de perfuração http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm 14 dos lábios dos meninos quando atingem 8 anos de idade. Este adorno chamado tembetá, é um bastão feito de resina de árvore, representa a santificação do indivíduo, como um batismo. Aquino conta que, segundo a mitologia de seu povo, a figura do Nhandeara, considerado o Rei dos Deuses, desceu na Terra há 1000 anos e os mandou seguir as regras da religião, o que inclui o uso do tembetá e as rezas com as maracás. O cacique é também um dos últimos representantes dos antigos rezadores, que conhecem os segredos das ervas medicinais e fazem a comunicação com Deus, através da cruz e das maracas, para a cura de pessoas e para pedir chuva durante a estiagem. "O Mato Grosso é abençoado porque tem muito índio que sabe rezar pedindo calma para as tempestades", diz o cacique. Fonte: O filho do cacique, João Aquino, é o sucessor de Paulito Aquino nos rituais de perfuração. Eles representam guardiões das tradições da etnia Kaiová. Ele explica que a perda da tradição causa miséria e, por isso, pretende passar para as novas gerações a prática do tembetá e as histórias de seu povo. http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm 15 A tatuagem Kadiwéu Os Kadiwéus, habitantes de Porto Murtinho, carregam uma habilidade especial, principalmente as mulheres mais velhas, a arte da pintura corporal, uma variedade de estilos de desenhos abstratos e padrões de pintura de rosto e de corpo, uma elaborada manifestação artística. Ramona Soares, anciã com mais de 60 anos, moradora da cidade de Bodoquena, próximo à reserva, possui grande habilidade na pintura corporal, conhece o simbolismo de cada desenho, o tipo de padrão para cada família, inclusive os diferentes motivos para serem desenhados em cada parte do corpo. Fonte: A Cerâmica Kadiwéu Além da pintura corporal, os Kadiweus, de Mato Grosso do Sul, também praticam a arte da cerâmica. Nos barreiros especiais são retirados o barro que tem a consistência e tonalidades ideais para uma cerâmica de qualidade. Novas http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm http://www.comciencia.br/dossies-1-72/reportagens/envelhecimento/texto/env06.htm 16 cores são obtidas com materiais naturais como areias coloridas, jenipapo, pó de carvão e resinas extraídas de árvores como o pau-santo. São produzidas diversas peças de cores e desenhos diferentes, vasos, animais, placas, utilitários, representam uma fonte de renda para as famílias, além de preservação das tradições culturais. ATIVIDADES 1) Nas aldeias da Amazônia e em Mato Grosso do Sul reside o Cacique Kaiová Paulino Aquino com mais de 100 anos, ele é o único que realiza qual ritual? _________________________________________________________________ 2) O que é tembetá? _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ 3) Além da pintura corporal, qual outra arte os povos indígenas Kadiweus de Mato Grosso do Sul praticam? _________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________________ 4) Inspirando-se nas cerâmicas indígenas Kadiwéu, vamos produzir peças de argila e pintar como as índias fazem (você pode substituir a argila por massinha de modelar) Fonte: https://www.fuchic.com.br/post/2016/11/12/cer%C3%A2mica-kadiw%C3%A9u 17 5) A rádio Yandê homenageiam guerreiros e guerreiras indígenas do Brasil. A Rádio Yandê relembra lideranças, professores, homens, mulheres, caciques, anciões, pajés que fizeram história e de alguma forma deixaram sua marca para as futuras gerações. Daiara Tukano fez sua série "Rostos da memória inspirAções indígenas'', uma homenagem para aqueles cujo amor inspira hoje as novas gerações, que seus sorrisos se mantenham em nossas memórias. Vamos colorir! 18 Fonte: https://radioyande.com/default.php?pagina=blog.php&site_id=975&pagina_id=21862&tipo=post&post_id=805 https://radioyande.com/default.php?pagina=blog.php&site_id=975&pagina_id=21862&tipo=post&post_id=805 19 CRENÇAS RELIGIOSAS E FILOSOFIAS DE VIDA – ANCESTRALIDADE E TRADIÇÃO ORAL (EF05ER07) Reconhecer, em textos orais, ensinamentos relacionados a modos de ser e viver. Mitos dos índios makuxi Os irmãos Anikê e Inskirâ encontraram-se com Maguari, о qual estava pescando. О Maguari era marupiara, excelente com seu caniço e, embora estivessem próximos dele os dois irmãos, nada conseguiam pescar com seus caniços. O anzól (konói) do Maguari fora feito por ele próprio e, por isso, era marupiara para todo e qualquer peixe. Os dois irmãos indagaram se o Maguari havia conseguido muitos peixes, ele respondeu que sim. — E vocês? perguntou о Maguari a AN IKÊ e INSKIRÂ. — Nós nada pegamos, responderam. (Muitos peixes beliscaram as iscas dos anzóis dos dois irmãos, mas nenhum fisgou). Mano, nada pescamos, só o Maguari que pegou muito peixe, por isso vou cair no poço e me transformar em peixe para apanhar o anzol dele para nós. ANIKÊ tentou dissuadi-lo, porque a Maguari poderia matá-lo, mas ele não se convenceu com os argumentos de seu irmão e atirou-se ao poço para fazer о que dissera. Pegou о anzol e о arrancou. О Maguari colocou outro anzol na linha de seu caniço. INSKIRÂ tentou roubar como fizera com o anterior, mas não teve tempo, pois o Maguari о fisgou, puxou-o para terra e о matou. ANIKÊ esperou INSKIRÃ, mas como este estava demorando muito, disse de si para si: Coitado, Maguari matou meu irmão. E seguiu para o acampamento do Maguari. Maguari muito esperto havia pintado a piranha que pescara (que na verdade era INSKIRÃ). Porém, ANIKÊ reconheceu seu irmão e iniciou conversa com о Maguari. — Pegou muito peixe? — Sim. Não pesquei mais, porque a piranha roubou meu anzol, mas eu a matei. — E tu ANIKÊ? 20 — Nem para о segura-peito. Você me Arranja peixe para о meu almoço? — Sim. Pode tirar о que você quiser. — Só quero esta piranha — Pode levar Fonte: A piranha já estava tratada, sem as entranhas. ANIKÊ levou-a para o seu acampamento. Lá, disse: coitado de meu irmão, eu o avisei, mas teimou. Então, ANIKÊ colocou folhas de mudubi (managâ) sobre a piranha. Em seguida pegou um canudo de mudubi e através dele soprou nas narinas, nos olhos, na boca e nos ouvidos, da piranha, esperou o resultado. Após uma hora о peixe começou a mexer-se, com duas horas levantou-se como gente. INSKIRÃ disse : — Sim senhor mano, Maguari me matou, mas já estou vivo ANIKÊ replicou : — Não teima mais, vamos embora e não facilita outra vez. (Edson Soares Diniz Mito narrado pelo pajé (piaçâ) Avelino, residente em casa isolada nas margens do Igarapé Machado, nas proximidades da Aldeia Tachi.) https://todahora.com/articulos/banhistas-relatam-ataques-de-piranha-o-toda-hora-explica-o-que-ocasiona-o-fen%C3%B4meno https://todahora.com/articulos/banhistas-relatam-ataques-de-piranha-o-toda-hora-explica-o-que-ocasiona-o-fen%C3%B4meno 21 Conto Budista: O Monge e o Escorpião Fonte: Certa vez, um mestre e seu discípulo, ambos monges, praticavam seus exercícios respiratórios e meditativos à beira de um lago. E meio aos seus exercícios eles ouviram algo cair na água, e logo notaram que um escorpião havia se desprendido acidentalmente de um galho de uma árvore e agora se debatia na água, lutando pela própria vida. Rapidamente, sem pensar muito, o mestre se levantou da sua postura meditativa e foi socorrer o escorpião. No entanto, ao pegar o escorpião com a mão para salvá-lo da morte certa, acabou sendo picado e com a dor da picada derrubou novamente o escorpião na água. O mestre então pegou um galho e, com todo o cuidado, tirou o escorpião da água, colocando-o na margem do rio, num lugar seguro. Vendo isso, o discípulo que tinha observado tudo, mas mal tinha se levando questionou o mestre: “Mestre, por que o senhor fez isso? Mesmo sabendo que o escorpião é um animal peçonhento, instintivo, e sua natureza é atacar.” Então o mestre disse: “A natureza do escorpião é atacar, mas isso não muda a minha natureza, que é ajudar…” https://olharbudista.com/2019/06/04/conto-o-monge-e-o-escorpia%CC%83o/ https://olharbudista.com/2019/06/04/conto-o-monge-e-o-escorpia%CC%83o/ 22 (Fonte: Histórias para a Sabedoria – Uma Ontologia de Koans, Contos, Lendas e Parábolas Orientais; Compilação e Edição de: Shén Lóng Fēng). ATIVIDADE 1) Como não pegavam nenhum peixe um dos irmãos teve uma ideia. Que ideia foi essa? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 2) Qual foi a atitude de Maguari, quando Anikê contou que não havia pegado nenhum peixe? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 3) O que Anikê fez com a piranha que na verdade era seu irmão? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 4) Qual foi a mensagem que você entendeu do conto o monge e o escorpião? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ 5) O monge Budista seguiu sua natureza e novamente salvou o escorpião de se afogar e morrer, como seria o fim da história se ele seguisse o pensamento do seu colega? Ilustre sua resposta com um desenho. 23 24 Referência Bibliográfica A MULHER NOVILHO BÚFALO BRANCO. Disponível em: . Acesso em: 18 jun.20. BÂ, Amadou Hampâté. Amkoullel, o menino fula. São Paulo: Pallas Athena: Casa das Áfricas, 2003. CAPREDON, Elise. Derrota interna, sucesso exterior: a patrimonialização do xamanismo entre os Baniwa (Alto Rio Negro – Amazonas) em 2018. Disponível em: . Acesso em: 20 jun.20. CRUZ, Joan Carroll. Eucharistic Miracles. TAN Books and Publishers, Inc, 1987. DINIZ, EdsonSoares. Mitos dos índios makuxí. Disponível em: . Acesso em: 20 jun.20. EMBAIXADA CIGANA. As estórias do povo cigano. Disponível em: . Acesso em: 19 jun.20. HISTÓRIAS PARA A SABEDORIA - Uma Ontologia de Koans, Contos, Lendas e Parábolas Orientais; Compilação e Edição de: Shén Lóng Fēng. Disponível em:. Acesso em:20 jun. 20. http://www.amigosdocachimbo.com.br/artigos/bufalo_branco.htm https://journals.openedition.org/horizontes/2159 https://www.persee.fr/doc/jsa_0037-9174_1971_num_60_1_2970%3e.%20Acesso%20em:%2020%20jun.20 https://www.persee.fr/doc/jsa_0037-9174_1971_num_60_1_2970%3e.%20Acesso%20em:%2020%20jun.20 http://www.embaixadacigana.org.br/lendas.htm#:~:text=Le%20Paramicha%20Le%20Narodoske%20%2D%20As%20est%C3%B3rias%20do%20povo%20cigano%20%2D%20Lendas%20Ciganas&text=Este%20projeto%20visa%20mostrar%20a,passada%20de%20pai%20para%20filho. http://www.embaixadacigana.org.br/lendas.htm#:~:text=Le%20Paramicha%20Le%20Narodoske%20%2D%20As%20est%C3%B3rias%20do%20povo%20cigano%20%2D%20Lendas%20Ciganas&text=Este%20projeto%20visa%20mostrar%20a,passada%20de%20pai%20para%20filho. http://www.embaixadacigana.org.br/lendas.htm#:~:text=Le%20Paramicha%20Le%20Narodoske%20%2D%20As%20est%C3%B3rias%20do%20povo%20cigano%20%2D%20Lendas%20Ciganas&text=Este%20projeto%20visa%20mostrar%20a,passada%20de%20pai%20para%20filho. http://www.embaixadacigana.org.br/lendas.htm#:~:text=Le%20Paramicha%20Le%20Narodoske%20%2D%20As%20est%C3%B3rias%20do%20povo%20cigano%20%2D%20Lendas%20Ciganas&text=Este%20projeto%20visa%20mostrar%20a,passada%20de%20pai%20para%20filho. https://olharbudista.com/2019/06/04/conto-o-monge-e-o-escorpia%CC%83o/ https://olharbudista.com/2019/06/04/conto-o-monge-e-o-escorpia%CC%83o/ 25 INFORMATIVO DA ASSINTEC nº32. Mitos de origem: Onde começa a vida? Disponível em: . Acesso em: 19 jun.20. MEDEIROS, André Luiz S. de P. Budismo: Teoria da criação do Universo. Disponível em: . Acesso em: 19 de jun. 20. NEVES, Flavia. Palavras de origem indígena. Disponível em: . Acesso em: 19 jun.20. ORALIDADE – Cantos e re-encantos: vozes africanas e afro-brasileiras. Disponível em: . Acesso em: 19 jun. 20. PINTO, Fabiana. Disponível em: . Acesso em: 19 jun. 20. SEED PR, Pêssach, Iluminação de Shakyamuni Buda. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 20. SILVA, Maria Georgina dos Santos Pinho e. Filigranas de vozes... performance dos narradores e o jogo de significados nas narrativas orais indígenas da Comunidade São Jorge-RR. 2013. 131p. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, 2013. VANSINA, J. A tradição oral e sua metodologia. In: KI-ZERBO, Joseph (org.). História geral da África. Tradução: Beatriz Turquettju et al. São Paulo: Ática, 1982. 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