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Mecânica dos solos II Prof. Msc. Rivaildo da Silva Filho Empuxo de Terra - Introdução DEFINIÇÃO ❖Entende-se por empuxo de terra as solicitações do solo sobre as estruturas que interagem com os maciços terrosos, ou forças que se desenvolvem no interior desses maciços. (MARAGON, M. 1992). ❖O Empuxo de terra é a resultante das pressões laterais, de terra ou de água, que atuam contra uma estrutura de suporte (arrimo). ❖O conhecimento sobre empuxos de terra é extremamente importante pois sua determinação é fundamental para análise e projeto de obras como muros de arrimo, construções de subsolos, encontros de pontes, entre outros. TENSÕES HORIZONTAIS NO SOLO ❖Para entendermos bem como se originam as tensões horizontais no solo, precisamos utilizar dos nossos conhecimentos da Teoria da Elasticidade. 𝜀𝑣 = Δ𝐿 𝐿 𝜀ℎ = Δ𝑅 𝑅 𝜎 = 𝜀. 𝐸 𝜈 = 𝜀ℎ 𝜀𝑣 Deformação vertical Deformação horizontal Tensão Coeficiente de Poisson 𝜀ℎ = 𝜈. 𝜀𝑣 = 𝜈. 𝜎𝑣 𝐸 Portanto, existe uma proporcionalidade entre a tensão vertical no solo e sua respectiva tensão horizontal. COEFICIENTE DE EMPUXO ❖No estudo do empuxo de terra, essa razão de proporcionalidade é chamada de coeficiente de empuxo. ❖Portanto, os valores de tensões horizontais no maciço, podem ser calculados a partir dos valores da tensão vertical efetiva no solo para o mesmo ponto: 𝜎ℎ = 𝑘. 𝜎′𝑉 TIPOS DE EMPUXO ❖Os empuxos de terra ocorrem de acordo com os estados de tensões: ❖No repouso: ✓Empuxo em repouso ❖No equilíbrio plástico: ✓Empuxo ativo ✓Empuxo passivo ❖Os empuxos laterais do solo sobre uma estrutura de contenção são normalmente calculados por intermédio de um coeficiente, denominado coeficiente de empuxo, o qual é multiplicado pelo valor da tensão vertical efetiva naquele ponto. EMPUXO EM REPOUSO ❖Neste caso, o solo se encontra sem qualquer deformação vertical ou horizontal, sendo equilibrada lateralmente pela continuidade do maciço em todas as direções; ❖O coeficiente de empuxo no Repouso (𝒌𝒐) é a relação entre tensões horizontal e vertical (efetivas). ❖O valor de 𝑘𝑜 pode ser obtido de maneira teórica, através dos conceitos de elasticidade, através de experimentos e ensaios laboratoriais ou até mesmo de correlações empíricas. VALORES DE 𝑘𝑜 ❖O valor de 𝑘𝑜 é menor que 1, variando entre 0,4 e 0,5 para areias e 0,5 e 0,7 para as argilas. Resultados de laboratório indicam que ele é tanto maior quanto maior for o índice de plasticidade do solo. ❖Para areias e argilas normalmente adensadas, Jaki (1944) propôs a seguinte fórmula para previsão de 𝑘𝑜: 𝑘𝑜 = 1 − 𝑠𝑒𝑛𝜙′ ❖Onde 𝜙′ é o ângulo de atrito interno, efetivo do solo. ❖Outras relações para argilas normalmente adensadas são: 𝑘𝑜 = 0,95 − 𝑠𝑒𝑛𝜙′ (Brooker e Ireland, 1965) 𝑘𝑜 = 0,19 + 0,233 log(IP) (Alpan, 1967) VALORES DE 𝑘𝑜 SOLO 𝑘𝑜 AREIA SOLTA 0,45 a 0,50 AREIA COMPACTA 0,40 a 0,45 ARGILA 0,70 a 0,75 ❖Lembrando que essa é apenas uma tabela sugerida, assim como existem diversas outras na literatura. O mais indicado, caso houver condições, é a realização de ensaios com o solo presento no local para determinar seu coeficiente de empuxo no repouso. EMPUXO ATIVO ❖Um maciço de terra encontra-se em equilíbrio plástico quando em qualquer dos seus pontos há um equilíbrio entre as tensões cisalhantes e as tensões resistentes. ❖O Empuxo ativo, desenvolve-se quando o movimento relativo entre o solo e a estrutura de contenção causa uma expansão no maciço contido (alívio de pressão), levando-o ao equilíbrio plástico. O paramento se “afasta” do solo. EXEMPLO DE EMPUXO ATIVO ESTRUTURAS DE CONTEÇÃO GABIÃO E COLCHÃO RENO EXEMPLO DE EMPUXO ATIVO TALUDES EM RODOVIAS EMPUXO PASSIVO ❖Desenvolve-se quando o movimento relativo entre o solo e a estrutura de contenção causa uma compressão no maciço contido, levando-o ao equilíbrio plástico. EXEMPLO DE EMPUXO PASSIVO Contenção Atirantada EXEMPLO DE EMPUXO PASSIVO Cortina Atirantada DÚVIDAS rivaildofilho@fiponline.edu.br