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Língua Portuguesa- Aulas Iniciais- Profa. Jacira Fernandes Granato 
www.portuguessemlimites.com.br Reprodução Proibida. Direitos Reservados. Página 1 
Seja bem-vindo(a) ao Português sem Limites! 
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um material totalmente diferenciado de tudo aquilo que há 
no mercado. 
Observe tal diferencial desde a formatação até a 
abordagem dos conteúdos, sendo estes trabalhados de 
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realmente focado no que sua Banca exige nas provas, 
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compreensão quanto a memorização dos conteúdos fossem 
articuladas automaticamente. Nesse sentido, nossa intenção é que você, 
concurseiro, possa estudar tudo o que é necessário, sem se cansar tanto. 
No que diz respeito aos conteúdos, seu material foi elaborado pela 
professora de português Jacira Fernandes Granato, que é graduada em 
letras, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; mestre em 
Gestão Social, Desenvolvimento Local e Educação, pela faculdade UNA; e 
especialista em concurso público. Dessa forma, você irá notar que a 
professora se preocupou em trabalhar todo o conteúdo, mostrando qual é o 
perfil da Banca e quais são as malícias que devem ser percebidas pelos 
alunos. Você ainda irá encontrar, no decorrer do material, inúmeras dicas 
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assunto é mais trabalhoso. Portanto, amigo(a) concurseiro(a), o Português 
sem Limites tem o prazer de lhe oferecer todo o suporte teórico necessário 
à conquista de seu maior sonho: lograr uma vaga em concurso público. 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
CLASSES GRAMATICAIS ............................................................................................................................... 4 
1. Substantivo ...................................................................................................................................... 5 
2. Artigo.................................................................................................................................................. 7 
3. Adjetivo ............................................................................................................................................. 8 
4. Pronome .......................................................................................................................................... 11 
4.1 Emprego dos Pronomes Pessoais Retos e Oblíquos ................................................... 12 
4.2 Emprego dos Pronomes Possessivos ................................................................................ 13 
4.3 Emprego dos Pronomes Demonstrativos ....................................................................... 16 
4.4 Emprego dos Pronomes Relativos ..................................................................................... 18 
4.5 Emprego de Pronomes Interrogativos ............................................................................. 21 
4.6 Emprego de Pronomes de Tratamento ............................................................................ 21 
4.7 Emprego de Pronomes Indefinidos ................................................................................... 22 
5. Numeral........................................................................................................................................... 23 
6. Advérbio.......................................................................................................................................... 24 
7. Preposição ...................................................................................................................................... 24 
8. Conjunção ....................................................................................................................................... 24 
9. Interjeição ...................................................................................................................................... 25 
 
 
 
 
 
 
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MÉTODO DA PROF. JACIRA FERNANDES 
CLASSES DE BASE CLASSES DE SUB-BASE 
Substantivo Determinantes: artigo, pronome, numeral 
Adjetivo 
Advérbio Conectores: conjunção e preposição 
Verbo 
 Interjeição 
 
 
 
Substantivo 
Conceito vago e falho: Conceito articulado: 
 
 
 
É a classe gramatical que se configura 
como substância da língua, sendo 
especificada por meio de classes que 
se configuram como determinantes. 
 
É a classe gramatical que se configura 
como substância da língua, sendo 
especificada por meio de classes que se 
configuram como determinantes. 
 
ADJETIVO 
Conceito vago e falho: Conceito articulado: 
 
 
 
É a classe gramatical que qualifica os 
seres. 
 
É a classe gramatical que qualifica, 
restringe e especifica. 
Comando de lógica: Toda palavra que se 
flexiona para concordar (em gênero e em 
número) com um substantivo terá 
natureza adjetiva. 
 
 
 
 
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CLASSES GRAMATICAIS 
 
Pronome 
Conceito articulado: 
 
 É a classe gramatical que apresenta a finalidade de substituir ou de acompanhar 
um nome (substantivo). 
Observações: 
 
 
 
Pronome somente 
será pronome na 
análise 
morfológica. 
 
 Na análise sintática 
todo pronome, sem 
exceção, é 
transformado pelo 
contexto em adjetivo 
ou em substantivo. 
 QUADRO CONCEITUAL DE TODAS AS CLASSES GRAMATICAIS 
Substantivo é a classe gramatical que se configura como substância da língua, sendo 
especificada por meio de classes que se configuram como determinantes. 
Artigo é a classe responsável por determinar um substantivo, fornecendo-o um sentido 
particular, ou seja, definindo-o (artigo definido) ou atribuindo-lhe um sentido geral, com 
objetivo de indefini-lo (artigo indefinido). 
Adjetivo é a classe que tem por finalidade caracterizar, especificar ou até mesmo 
restringir um nome. 
Pronome é a classe gramatical que apresenta a finalidade de substituir ou de 
acompanhar um nome (substantivo). 
Numeral é a classe gramatical responsável tanto por indicar a quantidade dos elementos 
(pessoas, objetos, animais etc..), quanto por apresentar a ordenação em série desses 
elementos. 
Verbo é a classe gramatical que estabelece noções temporais e modais, por meio de 
desinências número-pessoais. 
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CLASSES DE PALAVRAS 
1. Substantivo 
É a classe gramatical que se configura como substância da língua, sendo especificada 
por meio de classes que se configuram como determinantes. 
Classificação dos Substantivos Princípio de Formação dos Substantivos 
Comum: designa de forma genérica os 
elementos, os seres originários de um 
mesmo grupo ou espécie. 
Exemplos: 
 Flor, cachorro, mesa... 
Primitivo: é aquele que serve de base à 
formação de outro substantivo. 
 
Exemplos: 
 Porta, chuva, vento, cabelo... 
Próprio: aponta os seres por meio de 
suas especificidades, abordando-os de 
maneira individualizada. 
Exemplos: Paulo, Luísa, São Paulo... 
Derivado: é o substantivo que foi 
constituído por meio de outro vocábulo já 
existente na língua. 
Exemplos: 
 Porteiro, portaria, cabeludo, cabeleira... 
Concreto: representa tanto os seres de 
independência física quanto aqueles que 
se encontram presentes em nosso mundo 
real ou materializados em nossa mente. 
Exemplos: 
 Sapato, livro, Deus... 
Simples: constituído por meio de apenas 
um radical. 
Exemplos: 
 Cadeira, sol, animal... 
Advérbio é a classe invariável que traz informações de circunstância (intensidade, 
tempo, modo, lugar...) destinadas ao adjetivo, ao verbo e a um próprio advérbio. 
Preposição é a classe gramatical invariável que serve para estabelecer conexões entre 
termos de uma oração, propiciando relações tanto de sentido quanto de dependência. 
Conjunção é a classe gramatical que tem por finalidade ligar duas orações ou termos 
que sejam semelhantes, oriundos de uma mesma oração. 
Interjeição é a classe gramatical invariável responsável por representar desde 
manifestações de sentimento até estados de espírito. 
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Abstrato: representa os seres que se 
opõem aos substantivos concretos. Nesse 
sentido, os substantivos quando são 
classificados como abstratos irão 
apresentar dependência física com outros 
seres. 
Dica 1: Todo substantivo que for 
originado de verbo já será abstrato. 
Exemplo: 
 O verbo “falar” (prática verbal) 
originou o substantivo “fala”; 
 
Dica 2: Os substantivos abstratos são 
originados de práticas verbais, de 
sentimentos ou de qualidades. 
Exemplos: 
 Noticiar (prática verbal) originou o 
substantivo notícia; 
 Sentimento de amar originou o 
substantivo amor; 
 Puro (qualidade) originou o 
substantivo pureza. 
Composto: formado por mais de um 
radical. 
Exemplos: 
 Rio-Niterói, passatempo, cachorro-
quente... 
Coletivo: trabalha, por meio do singular, a 
união de seres de uma mesma espécie. 
Exemplos: 
 Batalhão (soldados), chusma (pessoa, 
gente)... 
 
Classificação dos substantivos quanto ao gênero 
Uniforme: apresenta uma única forma tanto para retratar o masculino quanto o 
feminino. São possíveis três classificações quando o substantivo é compreendido como 
uniforme: 
a) Comum-de-dois gêneros: aborda apenas uma forma para designar os dois gêneros, 
porém com determinantes diferentes (artigo, pronome...) 
Exemplos: 
 o / a estudante; este estudante/esta estudante 
 o / a imigrante; este imigrante/ esta imigrante 
b) Sobrecomum: estabelece apenas uma forma tanto para abordar o masculino quanto o 
feminino. No entanto, os determinantes não influenciam a distinção do gênero da 
palavra. 
Exemplos: 
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 o cônjuge 
 a criança 
c) Epiceno: denominação dada aos substantivos que apresentam apenas uma forma para 
designar ambos os gêneros de alguns animais, sendo necessário acrescentar macho ou 
fêmea. 
Exemplos: 
 a pantera 
 o pernilongo 
Biforme: apresenta uma forma para designar o masculino e outra para indicar o 
feminino. 
Exemplos: 
 garoto / garota 
 médico / médica 
 bode / cabra 
 javali / javalina 
2. Artigo 
Classe responsável por determinar um substantivo, fornecendo-o um sentido 
particular, ou seja, definindo-o (artigo definido) ou atribuindo-lhe um sentido geral, com 
objetivo de indefini- lo (artigo indefinido). 
a) Artigo definidos: o, a, os, as; 
Finalidade do emprego do artigo definido: especificar um substantivo, atribuindo-lhe 
um sentido particular. 
Exemplo: 
 O rapaz trouxe as bibliografias necessárias ao estudo da prova. 
b) Artigos indefinidos: um, uma, uns, umas. 
Finalidade do emprego do artigo indefinido: conferir ao substantivo um sentido 
amplo, generalizado. 
Exemplo: 
 Um rapaz trouxe uns livros que talvez nos sirvam. 
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3. Adjetivo 
 Observe as relações dos adjetivos por meio dos quadros abaixo: 
Conceito de Adjetivo: É a classe que caracteriza, restringe e especifica um 
substantivo. 
O que é locução adjetiva? 
 É a relação estabelecida pela união de duas ou mais palavras que se apresentam em 
função adjetiva. Normalmente, a locução adjetiva é formada por meio da associação de 
PREPOSIÇÃO + SUBSTANTIVO: 
 
 Amor de pai= Amor paterno; 
 Atitude de criança = Atitude infantil; 
 Almofadas de decoração = Almofadas decorativas; 
 Afeto de mãe = Afeto materno; 
 Representação de governo = Representação governamental; 
 
A locução adjetiva também pode ser formar por meio da ligação de uma PREPOSIÇÃO 
+ ADVÉRBIO: 
 
 Refeição de hoje = Refeição hodierna; 
 Patas de trás = Patas traseiras. 
 
Obs.: Algumas locuções não apresentam conversão em simples adjetivo. 
 
O que é adjetivo Pátrio ou Gentílico? 
 São os adjetivos que representam as relações de origem dos seres, podendo indicar 
desde de sua nacionalidade até onde vivem. 
Exemplos: 
 Brasília = brasiliense; 
 Goiânia = goianiense; 
 Manaus = manauense; 
 Cabo-Frio = cabo-friense; 
 Fernando de Noronha = noronhense; 
 Rio de Janeiro (capital) = carioca; 
 Rio de Janeiro (estado) = fluminense. 
 
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Flexão do Adjetivo 
O adjetivo busca concordar tanto em gênero (masculino e feminino) quanto em 
número (singular e plural) com o substantivo ao qual se relaciona. 
Obs.: Caso um substantivo se apresente em função adjetiva, não será possível 
flexioná-lo. 
Exemplos: 
 Blusas rosa. (substantivo “rosa” fazendo função adjetiva); 
 Casacos creme. (substantivo “creme” fazendo função adjetiva). 
Plural de Adjetivo Composto 
Em regra geral, apenas o último termo do adjetivo composto se flexiona para 
concordar com o substantivo, ficando os demais elementos na forma masculina e 
singular. É importante lembrar que se o adjetivo composto apresentar um substantivo 
em função adjetivada, não será possível flexioná-lo. 
 Observe atentamente os exemplos: 
 Blusa vermelho-clara = Blusas vermelho-claras; 
 Calça verde-escura = Calças verde-escuras; 
 Reunião latino-americana = Reuniões latino-americanas; 
 Blusa verde-limão = Blusas verde- limão; 
 Camisa vermelho-sangue = Camisas vermelho-sangue; 
 Sapatos azul-marinho = Sapatos azul-marinho. 
Obs.: O adjetivo composto surdo-mudo apresenta flexão dos dois elementos. 
Exemplo: 
 Alunos surdos-mudos; 
 
 
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Graus do Adjetivo 
Grau Comparativo 
Trabalha uma relação entre dois seres, comparando as características que se 
estabelecem em comum. Pode também ser feita comparação entre características de 
um mesmo ser. 
 Comparativo de 
superioridade 
Pedro é mais estudioso 
(do) que o irmão. 
Ana é mais educada (do) 
que a colega. 
O exemplo é mais sedutor 
(do) que o ensinamento. 
 Comparativo de 
inferioridade 
Pedro é menos estudioso 
(do) que o irmão. 
Ana é menos educada (do) 
que a colega. 
O exemplo é menos sedutor 
(do) que o ensinamento. 
 Comparativo de 
igualdade 
Pedro é tão estudioso 
quanto o irmão. 
Ana é tão educada quanto 
a colega.O exemplo é tão sedutor 
quanto o ensinamento 
Grau Superlativo 
Aponta uma característica que se estabelece em intensidade máxima, podendo ser 
expressa de forma absoluta (sintética ou analítica) ou de forma relativa. 
a) A) Superlativo Absoluto 
A característica é direcionada ao ser, 
sendo abordada de maneira absoluta. A 
característica é trabalhada sem que se 
faça comparações com outros seres. 
 Superlativo Absoluto Sintético: 
Acrescenta-se um sufixo à estrutura do 
adjetivo. (-íssimo, -érrimo, -ílimo). 
 
Fórmula: adjetivo + sufixo (-íssimo, -
érrimo, -ílimo). 
 
Exemplos: 
 O acústico é agradabilíssimo. 
 Seu nome é celebérrimo. 
 A tarefa é dificílima. 
 
 Superlativo Absoluto Analítico: 
 
O adjetivo é modificado por um 
advérbio. 
 B) Superlativo Relativo 
A característica é atribuída a um ser, 
articulando-o com outros seres que 
possuem a mesma característica. 
 
 Superlativo Relativo de 
Superioridade: a caracterização 
de um ser é posta como “a mais” 
dentre os outros seres. 
Fórmula: o mais + adjetivo + de 
(ou dentre) 
 
Exemplos: 
 Esse prédio é o mais alto da rua. 
 Aquele material é o mais 
adequado de todos. 
 
 
 Superlativo Relativo de 
Inferioridade: 
 
A qualidade de um ser é posta como “a 
menos” dentre os outros seres. 
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4. Pronome 
É a classe gramatical que apresenta a finalidade de substituir ou de acompanhar um 
nome (substantivo). Ainda é função de tal classe indicar as pessoas do discurso (1ª, 2ª 
ou 3ª). Os pronomes são divididos em variáveis e em não variáveis. Aqueles que 
apresentam possibilidade de flexão são articulados em gênero (masculino e feminino) e 
em número (singular e plural). Por exemplo, nem todo pronome relativo apresenta 
plural e variação de masculino para feminino, nesse sentido, são classificados como 
pronomes relativos invariáveis: que, quem, onde. Entretanto, outros relativos já 
abordam variação tanto de gênero quanto de número: o qual (a qual, os quais, as quais), 
cujo (cuja, cujos, cujas), quanto (quanta, quantas, quantos). 
Tipos de pronomes: 
 Pronomes pessoais retos: eu, tu, ele, nós, vós, eles. 
 Pronomes pessoais oblíquos: me, mim, comigo, o, a, se, conosco, vos… 
 Pronomes possessivos: meu, tua, seu, nossas, vosso, suas… 
 Pronomes demonstrativos: este, essa, aquilo, o, a, tal… 
 Pronomes relativos: que, quem, onde, a qual, cujo, quantas… 
 Pronomes indefinidos: algum, nenhuma, todos, muitas, nada, algo… 
 Pronomes pessoais de tratamento: você, senhor, Vossa Excelência, Vossa 
Eminência… 
Fórmula: palavra intensificadora 
(advérbio) + adjetivo 
 
 
Exemplos: 
 O acústico é muito agradável. 
(muito = advérbio de 
intensidade; agradável = 
adjetivo). 
 
 Seu nome é muito célebre. (muito 
= advérbio de intensidade; 
célebre = adjetivo). 
 
Fórmula: o menos + adjetivo + de 
(ou dentre) 
 
Exemplos: 
 Antônio foi o namorado menos 
compreensivo de todos que já 
pude conhecer. 
 
 O garoto era o menos egoísta da 
sala. 
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 Pronomes interrogativos: que, quem, qual, quanto… 
4.1 Emprego dos Pronomes Pessoais Retos e Oblíquos 
Os pronomes pessoais receberam tal denominação, devido ao fato de substituírem 
nas frases os substantivos, sendo, nesse sentido, responsáveis por designar as pessoas 
do discurso, estejam elas no singular (eu, tu e ele) ou no plural (nós, vós e eles), as quais 
são compreendidas por meio de três classificações: 
a) 1ª pessoa: O locutor = quem fala ou escreve (representado pelos pronomes eu ou 
nós); 
b) 2ª pessoa: O locutário = a quem a fala ou a escrita é dirigida (representado pelos 
pronomes tu, vós, você ou vocês); 
c) 3ª pessoa: O assunto ou referente = de quem se fala ou se escreve (representado 
pelos pronomes ele, ela, eles ou elas). 
 Deve-se compreender que os pronomes pessoais irão se diferenciar em 
conformidade com a função sintática que exerçam na frase. Dessa maneira, dependendo 
da necessidade tanto contextual quanto funcional os pronomes irão variar em caso reto 
ou em caso oblíquo. 
 Os retos: desempenham, tradicionalmente, papel de sujeito ou predicativo do 
sujeito. 
Exemplos: 
 Eu não importei com o fato. (“Eu” = sujeito do verbo importar) 
 Eu não sou ela. (“ela” = predicativo do sujeito) 
 Os oblíquos: exercem, tradicionalmente, as seguintes funções sintáticas: objeto 
direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva. 
Exemplos: 
 Ela não se ama. (“se” = objeto direto) 
 As visitas tinham gostado de mim. (“de mim” = objeto indireto) 
 Os coordenador era superior a ela. (“a ela” = complemento nominal do adjetivo 
“superior”) 
 A empresa foi criada por mim. (“por mim” = agente da passiva) 
 
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Nesse sentido, os pronomes oblíquos devem ser compreendidos como formas 
variantes dos pronomes retos, sendo tal variação estabelecida em razão da função 
sintática que a relação pronominal irá desempenhar nos contextos em que são 
empregados. 
Torna-se necessário compreender que os pronomes oblíquos abordam classificações 
diferenciadas quanto à tonicidade, abarcando as denominações de pronomes átonos ou 
tônicos. 
PRONOMES PESSOAIS RETOS E OBLIQUOS 
 
Número 
 
Pessoa 
 
Retos 
 
Oblíquos Átonos 
(empregados sem 
auxílio de 
preposição) 
 
Oblíquos Tônicos 
(empregados com auxílio 
de preposição) 
 
Singular 1ª Eu me mim, comigo 
 2ª Tu te ti, contigo 
 3ª Ele o, a, lhe, se si, ela, ele, consigo 
Plural 1ª Nós nos nós, conosco 
 2ª Vós vos vós, convosco 
 3ª Eles os, as, lhes, se si, eles, elas, consigo 
 
 
4.2 Emprego dos Pronomes Possessivos 
 Observe como os pronomes possessivos se articulam nas relações de concordância, 
nas representações de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural): 
 
Pessoas do Discurso Pronomes Pessoais do 
Caso Reto 
Pronomes Pessoais do 
Caso Oblíquo 
1ª pessoa do singular Eu me, mim, comigo 
2ª pessoa do singular Tu te, ti, contigo 
3ª pessoa do singular Ele se, si, consigo, o, a, lhe 
1ª pessoa do plural Nós nos, conosco 
2ª pessoa do plural Vós vos, convosco 
3ª pessoa do plural Eles se, si, consigo, os, as, lhes 
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Dicas da professora Jacira sobre pronomes possessivos 
1ª Dica: Pronome possessivo determinando mais de um 
substantivo 
Será necessário que o substantivo concorde tanto em gênero quanto 
em número com o substantivo mais próximo. 
 
Exemplo: 
 Irei colocar na mala minhas blusas e sapatos. (Pronome 
possessivo = “minhas” concordando com o substantivo mais próximo = 
“blusas”) 
2ª Dica: Cuidado com o emprego ambíguo do possessivo “seu” e variações 
O pronome “seu” e variações podem gerar construções inadequadas às normas 
gramaticais, pois revelam, em alguns casos, frases que são ambíguas (portadoras de 
duplo sentido). 
Exemplo: 
 A garota disse ao amigo que não gostava de sua roupa. (Roupa de quem? Da 
garota ou do amigo?) 
 Com objetivo de se desfazer o duplo sentido, pode ser empregado, na frase, o termo 
dele, dela e suas variações, para que realmente se saiba de quem é a roupa. 
Observe: 
Exemplo: 
Pessoas do 
discurso 
Masculinos Femininos 
Singular Plural Singular Plural 
 1ª pessoa meumeus minha minhas 
 2ª pessoa teu teus tua tuas 
 3ª pessoa seu seus sua suas 
 1ª pessoa nosso nossos nossa nossas 
 2ª pessoa vosso vossos vossa vossas 
 3ª pessoa seu seus sua suas 
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 A garota disse ao amigo que não gostava da roupa dela. (A roupa dela = da 
menina) 
Exemplo: 
 A garota disse ao amigo que não gostava da roupa dele. (A roupa dele = do 
colega). 
3ª Dica: Relações afetuosas por meio dos possessivos 
 Existem inúmeros contextos em que os pronomes possessivos apresentam uma 
denominação de afeto, proximidade ou respeito, não abarcando nos contextos, portanto, 
perspectiva de posse. 
Exemplo: (noção de aproximação) 
 Aquela igreja deve ter seus oitenta anos. 
Exemplo: (noção de afeto) 
 Meu caro aluno, leia as instruções com devida atenção. 
Exemplo: (noção de respeito) 
 Fique atenta, minha senhora. 
4ª Dica: Anteposição dos possessivos 
 Quando o possessivo “seu” e variações se antepõem a nomes que sejam próprios 
não haverá conotação de posse, na verdade o que se tem é uma alteração fonética de 
Senhor. 
Exemplo: 
 Seu Pedro, o senhor poderia dizer o que houve? 
 
 
 
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4.3 Emprego dos Pronomes Demonstrativos 
Observe, por meio do quadro abaixo, como se dá o emprego dos pronomes demonstrativos em relação aos aspectos tanto espaciais e 
temporais quanto textuais. Nas provas de concurso, em geral, observa-se muito que os demonstrativos são trabalhados de forma 
remissiva, ou seja, com objetivo de retomarem um referente anteriormente citado na estrutura textual. 
 
Emprego de pronome demonstrativo: aquele, esse, este (e variações) 
Pessoas do 
discurso 
Pronomes 
demonstrativos 
Emprego Espacial Emprego Temporal 
1ª pessoa do 
discurso 
(quem fala ou 
escreve) {eu 
/nós} 
Este, esta, 
estes, estas 
Usados para indicar que um elemento 
está mais próximo de quem fala. 
 Exemplo: 
 Este livro é meu. 
São empregados para indicar o tempo presente. 
Exemplo: 
 Esta semana está repleta de grandes aventuras. 
2ª pessoa do 
discurso (para 
quem a fala ou 
a escrita é 
direcionada) 
{ tu/vós} 
Esse, essa, esses, 
essas 
Utilizados para indicarem que um 
elemento está mais próximo da 
pessoa com quem se fala. 
Exemplo: 
 Essa paisagem é linda! 
Representar duas relações temporais: um tempo passado, 
que seja recente, e um futuro. 
Exemplo: 
 Quando estivermos em 2019... esse ano será de 
grandes emoções? 
Exemplo: 
 Em maio de 2015, construímos a loja. Até esse 
mês, não houve retorno do investimento feito. 
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3ª pessoa (de quem se fala 
ou se escreve, ou seja, não 
participa do discurso) 
{ ele(s), ela(s )}. 
Aquele, aqueles, 
aquela, aquelas 
 
Usados para se fazer referência ao que está 
distante tanto da pessoa que fala quanto da 
pessoa com quem se fala. 
Exemplo: 
 Aquela roupa é da menina. 
Faz referência a um tempo 
passado, porém remoto. 
Exemplo: 
 Em 1963, João era apenas 
um bebê. Naquela época, 
todos os seus tios ainda 
eram vivos. 
Emprego Textual dos Pronomes Demonstrativos (quando são trabalhados como referentes textuais) 
Este(s), esta(s) e isto 
 
São empregados no texto para se fazer referência a algo que ainda será falado. 
Exemplo: 
 São estes os itens que iremos tratar em nossa reunião: horário, material e apostilas. 
Esse(s), essa(s) e isso 
 
 
São empregados no texto para se fazer referência a algo que já tenha sido citado. 
Exemplo: 
 Sua atuação foi dinâmica na reunião. Isso que é atitude certa. 
Este(s), esta(s) 
& 
Aquele(s), aquela(s) 
São utilizados no texto para se fazer referência a algo que já tenha sido citado. O “este” e suas variações 
são empregados para retomar o último elemento da enumeração; já o “aquele” e suas variações servem 
para se fazer referência ao primeiro termo citado. 
Exemplo: 
 Graciliano Ramos e Machado de Assis são excelentes escritores. Este na literatura de caráter 
social; enquanto aquele na literatura romântica. 
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4.4 Emprego dos Pronomes Relativos 
 São denominados de relativos os pronomes que são empregados com finalidade de 
representar as palavras substantivadas ou os substantivos mencionados anteriormente. 
Nesse sentido, os pronomes relativos servem de anáforas contextuais, ou seja, evitam 
repetições de palavras. 
 Outra função dos relativos é a de introduzir as orações adjetivas, sejam elas 
explicativas ou restritivas, atuando como princípios de subordinação, ou seja, são 
elementos linguísticos que fazem uma construção oracional se subordinar, mantendo 
perspectiva adjetiva. 
 Observe que é papel dos pronomes relativos o fato de permitir que duas orações 
isoladas sejam reunidas em um período. 
Exemplos: 
 O vôlei é um esporte. (1ª oração isolada) 
 Alguns gostam muito deste esporte. (2ª oração isolada) 
 O vôlei é um esporte de que alguns gostam muito. (emprego do pronome relativo 
para unir as duas orações em único período). 
 Dicas da Professora Jacira sobre pronomes relativos 
Dica 1): Caso um período seja construído por meio do emprego de uma 
série de orações adjetivas paralelas, poderá ocorrer a elipse do pronome 
relativo “que” 
Exemplo: 
 A reunião estava repleta de pessoas que dialogavam, (que) questionavam 
e (que) refletiam. 
Dica 2): Deve-se compreender que em algumas construções os relativos "que" 
e "qual" são empregados com objetivo de retomar os pronomes demonstrativos "o", "a", 
"os", "as" cuja equivalência é de “isto", "isso", "aquele(s)", "aquela(s)", "aquilo". 
Exemplo: 
 Não sei o que ela pretendia naquele momento. 
Dica 3): Existem inúmeras construções, nas quais a palavra retomada pelo relativo não 
aparece expressa. 
Exemplo: 
 Quem com ferro fere, com ferro será ferido. 
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 Dessa maneira, serão pontuadas as características inerentes a cada um dos relativos. 
Veja: 
a) O pronome "que" é o relativo conhecido como pronome universal, devido ao fato de 
desempenhar um papel muito amplo, resgatando para oração subordinada adjetiva 
qualquer substantivo que esteja presente na oração principal. 
Exemplo: 
 O discurso que foi feito hoje não era adequado ao contexto. 
(Pronome relativo “que” desempenhou dois papéis sintáticos contextuais: iniciar a oração 
subordinada adjetiva restritiva e resgatar a palavra “discurso” presente na oração 
principal). 
Exemplo: 
 O trabalhador, que chegou cedo, fez as atividades sozinho. 
(Pronome relativo “que”, além de iniciar a oração subordinada adjetiva explicativa, 
resgatou o substantivo “trabalhador”). 
b) O qual, os quais, a qual e as quais apresentam papel exclusivo de pronomes relativos. 
Nesse sentido, uma de suas muitas funções é a de averiguar se as palavras “que”, 
“quem” e “onde”, cujas relações se dão de forma muita ampla, exercem função de 
pronome relativo, nas construções oracionais. 
 Outro papel importante desempenado pelo “o qual” e suas variações é o de servirem 
comoanáforas contextuais, eliminadoras de ambiguidade provocadas pelo mau emprego 
de “que”. Em muitos casos o uso de “que” não demonstra, de forma clara, qual foi o 
substantivo retomado, gerando um duplo sentido. Assim, faz-se necessária a reescrita da 
oração, propondo-se a troca do pronome ambíguo por outro termo que possa eliminar tal 
inadequação gramatical. 
Exemplo: 
 O garoto da escola que apresentou o projeto destacou-se entre os melhores. 
(Ambiguidade: Não se sabe se foi o garoto ou a escola que apresentou o projeto). 
 Oração principal: O garoto da escola destacou-se entre os melhores. 
 Oração subordinada adjetiva restritiva: que apresentou o projeto 
Veja uma das formas da ambiguidade ser desfeita: 
Exemplo: 
 O garoto da escola o qual apresentou o projeto destacou-se entre os melhores. 
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(Necessariamente o pronome “o qual” teria retomado a palavra “garoto”). 
Exemplo: 
 O garoto da escola a qual apresentou o projeto destacou-se entre os melhores. 
(Necessariamente o pronome “a qual” teria retomado a palavra “escola”). 
c) O emprego do pronome relativo “cujo” acarreta várias perspectivas tanto 
gramaticais quanto semânticas. Deve-se compreender que o relativo cujo, assim como 
suas variações, mantém relação entre dois substantivos, os quais apresentam noções 
semânticas de “possuidor”(substantivo antecedente) e “possuído” (substantivo 
consequente). 
 Outro aspecto importante, no que se refere o emprego de cujo, é que sua concordância 
se faz apenas em função do substantivo posterior denominado “possuído”. Dessa forma, 
como o termo cujo se apresenta articulador absoluto de dois substantivos, jamais será 
aceito emprego de artigo entre “cujo” e o substantivo posterior. O emprego do relativo cujo 
deve sempre ensejar nas orações uma noção semântica de posse. Portanto, para que o cujo 
se revele, nas orações, amplamente correto torna-se importante observar as seguintes 
perguntas: 
 O pronome cujo estabeleceu ligação entre dois substantivos (possuidor e possuído)? 
 A concordância do pronome cujo foi feita de acordo com o substantivo posterior? 
 Não houve emprego de artigo entre o pronome cujo e o substantivo possuído? 
 O emprego do pronome cujo trouxe aos termos uma noção de posse? 
Exemplo: 
 Este é o assunto cujas noções foram pontuadas. 
 
 (antecedente) (consequente) 
 
d) O pronome relativo "quanto" exige como antecedente um pronome indefinido, os 
quais podem ser o pronome “tanto” (e variações) ou “tudo”: 
Exemplo: 
 Ela conheceu tudo quanto foi necessário. 
 
 (antecedente) 
 
e) O pronome relativo "quem" refere-se necessariamente a pessoas e vem sempre 
precedido de preposição que seja monossilábica. 
 
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Exemplo: 
 Ela é uma educadora a quem muito devemos. 
 (antecedente) 
 
f) Os relativos "onde" e “aonde” se diferenciam, na medida em que “onde” é empregado 
para resgatar substantivos que retratam lugar e “aonde” é utilizado para indicar ideia 
de movimentação. 
Exemplos: 
 O apartamento onde moro é bem arejado. 
 Aonde você vai? 
g) O “quando” será pronome relativo se for responsável por resgatar palavras que 
norteiam ideia de tempo, equivalendo-se ao “em que”. 
Exemplo: 
 Sentimos saudades da época quando (em que) morávamos perto do litoral. 
h) O termo “como” funcionará em perspectiva de pronome relativo, quando denotar 
equivalência com o termo “pelo qual”. 
Exemplo: 
 O modo como (pelo qual) ele age não é correto. 
4.5 Emprego de Pronomes Interrogativos 
 São utilizados na construção de perguntas, as quais podem ser tanto diretas quanto 
indiretas. Dessa maneira, os pronomes classificados como indefinidos fazem referência à 3ª 
pessoa do discurso de maneira ampla. Desempenham função de pronomes interrogativos 
os seguintes elementos: quanto (e variações), quem, que, qual (e variações). 
Exemplos: 
 Quem chegou agora?/Fale-me quem chegou agora. 
 Qual das lições você fez? Não sei qual das lições você fez. 
4.6 Emprego de Pronomes de Tratamento 
 Apesar de os pronomes de tratamento denotarem a segunda pessoa do discurso, deve-
se sempre estabelecer a concordância na 3ª pessoa. Nesse sentido, qualquer palavra que 
faça relação de representação com os pronomes de tratamento (pronome possessivo, 
oblíquo e verbo) deve ser grafada na 3ª pessoa. 
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Exemplos: 
 Vossa Excelência busca melhores resultados. 
 Vossa Eminência se sentiu responsável pelo fato. 
Esquema Sobre o Emprego dos Pronomes de Tratamento 
Destinado a: Emprega-se: Abreviação: 
 Altas autoridades e 
oficiais-generais 
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) 
 Sacerdotes e bispos Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) 
 Príncipes, duques Vossa Alteza V. A. 
 Cardeais Vossa Eminência V. Ema.(s) 
 Papa Vossa Santidade V. S. 
 Reitores de 
universidades 
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) 
 Tratamento 
cerimonioso 
Vossa Senhoria V. S.ª (s) 
 Reis e rainhas Vossa Majestade V. M. 
 Imperadores Vossa Majestade Imperial V. M. I. 
 Deus Vossa Onipotência V. O. 
 
Atenção! 
 Os termos senhor, senhora e você são compreendidos, na língua 
portuguesa, como pronomes de tratamento. No entanto, torna-se 
necessário entender que “senhor” e “senhora” são empregados em 
relações cerimoniosas; já “você” e “vocês” são reservados às situações em 
que se pede um tratamento familiar. 
4.7 Emprego de Pronomes Indefinidos 
 São denominados indefinidos os pronomes que fazem referência à terceira 
pessoa do discurso, conferindo-lhe tanto uma representação semântica vaga 
como uma quantidade indeterminada. 
Exemplos: 
 Alguém chegou cedo e colheu as flores. 
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 Compraram várias apostilas. 
 Dessa forma, o termo "alguém" indica uma terceira pessoa (isto é de quem se fala), 
atribuindo-lhe um sentido vago, generalizado. 
Esquema Sobre a Flexão dos Pronomes Indefinidos 
São Variáveis 
 
São Invariáveis 
 Singular Plural Ninguém 
Masculinos Femininos Masculinos Femininos Alguém 
Vário Vária Vários Várias Tudo 
Algum Alguma Alguns Algumas Nada 
Nenhum Nenhuma Nenhuns Nenhumas Cada 
Todo Toda Todos Todas Algo 
Muito Muita Muitos Muitas 
Tanto Tanta Tantos Tantas 
Quanto Quanta Quantos Quantas 
Outro Outra Outros Outras 
Pouco Pouca Poucos Poucas 
Qualquer / Quaisquer 
5. Numeral 
 É a classe gramatical responsável tanto por indicar a quantidade dos elementos 
(pessoas, objetos, animais etc..) quanto por apresentar a ordenação em série desses 
elementos. Alguns numerais abarcam flexão em gênero (masculino e feminino) e em 
número (singular e plural), no entanto, outros são invariáveis. 
Observe a classificação dos numerais: 
 Numerais cardinais: um, dois, três... 
 Numerais ordinais: primeiro, segundo, terceiro... 
 Numerais fracionários: um meio, um terço, dois terços… 
 Numerais multiplicativos: duplo, triplo, quádruplo... 
 Numerais coletivos: dúzia, dezena, cento... 
 
 
 
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6. Advérbio 
 Advérbio é a classe invariável que traz informações de circunstância (intensidade, 
tempo, modo, lugar...) destinadas ao adjetivo, ao verbo e a um próprio advérbio. 
Observe quais são os tipos de advérbio mais cobrados em concurso público: 
 Advérbio de intensidade: muito, pouco, bastante, menos, mais... 
 Advérbio de tempo: hoje, nunca, agora, cedo... 
 Advérbio de modo: calmamente, rapidamente, devagar, bem... 
 Advérbio de lugar: aqui, lá, ali, perto... 
 Advérbio de exclusão: salvo, somente, senão, só, apenas… 
 Advérbio de inclusão: também, inclusivamente, ainda… 
 Advérbio de ordem: primeiramente, depois, antes... 
 Advérbio de afirmação: sim, certo, decididamente… 
 Advérbio de dúvida: possivelmente, talvez, provavelmente, quiçá... 
7. Preposição 
 É a classe gramatical invariável que serve para estabelecer conexões entre os termos 
de uma oração, propiciando relações tanto de sentido quanto de dependência. 
 As preposições abarcam 
 
 
 as seguintes classificações: 
 Preposição simples essencial: a, até, após, de, em, entre, com, para... 
 Preposição simples acidental: conforme, como, consoante, mediante, segundo… 
 Preposição composta ou locução prepositiva: por causa de, de acordo com, a fim de, 
apesar de, acima de... 
8. Conjunção 
 É a classe gramatical que tem por finalidade ligar duas orações ou termos que sejam 
semelhantes, oriundos de uma mesma oração. Dessa forma, as conjunções conferem às 
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estruturas linguísticas noções de precisão e clareza. Podem ser averiguadas duas 
classificações quanto à classe em questão: 
 Conjunções Coordenadas: articulam duas orações que se demonstram independentes, 
em relação à perspectiva sintática. É possível observar as seguintes classificações, 
no campo das orações coordenadas: aditivas, adversativa, explicativa, conclusiva e 
alternativa. 
 Conjunções Subordinadas: estabelecem ligação entre a oração considerada principal e 
a oração denominada subordinada cuja relação tanto semântica, quanto gramatical 
se fazem totalmente dependentes da oração principal. São possíveis três 
classificações de orações subordinadas: substantivas, adjetivas e adverbiais. 
(As conjunções nós iremos estudar de forma mais profunda em aulas à frente) 
9. Interjeição 
 É a classe gramatical invariável responsável por representar desde manifestações de 
sentimento até estados de espírito. 
Exemplos: 
 Ufa! 
 Nossa! 
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