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SUMÁRIO
CLASSES GRAMATICAIS ............................................................................................................................... 4
1. Substantivo ...................................................................................................................................... 5
2. Artigo.................................................................................................................................................. 7
3. Adjetivo ............................................................................................................................................. 8
4. Pronome .......................................................................................................................................... 11
4.1 Emprego dos Pronomes Pessoais Retos e Oblíquos ................................................... 12
4.2 Emprego dos Pronomes Possessivos ................................................................................ 13
4.3 Emprego dos Pronomes Demonstrativos ....................................................................... 16
4.4 Emprego dos Pronomes Relativos ..................................................................................... 18
4.5 Emprego de Pronomes Interrogativos ............................................................................. 21
4.6 Emprego de Pronomes de Tratamento ............................................................................ 21
4.7 Emprego de Pronomes Indefinidos ................................................................................... 22
5. Numeral........................................................................................................................................... 23
6. Advérbio.......................................................................................................................................... 24
7. Preposição ...................................................................................................................................... 24
8. Conjunção ....................................................................................................................................... 24
9. Interjeição ...................................................................................................................................... 25
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MÉTODO DA PROF. JACIRA FERNANDES
CLASSES DE BASE CLASSES DE SUB-BASE
Substantivo Determinantes: artigo, pronome, numeral
Adjetivo
Advérbio Conectores: conjunção e preposição
Verbo
Interjeição
Substantivo
Conceito vago e falho: Conceito articulado:
É a classe gramatical que se configura
como substância da língua, sendo
especificada por meio de classes que
se configuram como determinantes.
É a classe gramatical que se configura
como substância da língua, sendo
especificada por meio de classes que se
configuram como determinantes.
ADJETIVO
Conceito vago e falho: Conceito articulado:
É a classe gramatical que qualifica os
seres.
É a classe gramatical que qualifica,
restringe e especifica.
Comando de lógica: Toda palavra que se
flexiona para concordar (em gênero e em
número) com um substantivo terá
natureza adjetiva.
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CLASSES GRAMATICAIS
Pronome
Conceito articulado:
É a classe gramatical que apresenta a finalidade de substituir ou de acompanhar
um nome (substantivo).
Observações:
Pronome somente
será pronome na
análise
morfológica.
Na análise sintática
todo pronome, sem
exceção, é
transformado pelo
contexto em adjetivo
ou em substantivo.
QUADRO CONCEITUAL DE TODAS AS CLASSES GRAMATICAIS
Substantivo é a classe gramatical que se configura como substância da língua, sendo
especificada por meio de classes que se configuram como determinantes.
Artigo é a classe responsável por determinar um substantivo, fornecendo-o um sentido
particular, ou seja, definindo-o (artigo definido) ou atribuindo-lhe um sentido geral, com
objetivo de indefini-lo (artigo indefinido).
Adjetivo é a classe que tem por finalidade caracterizar, especificar ou até mesmo
restringir um nome.
Pronome é a classe gramatical que apresenta a finalidade de substituir ou de
acompanhar um nome (substantivo).
Numeral é a classe gramatical responsável tanto por indicar a quantidade dos elementos
(pessoas, objetos, animais etc..), quanto por apresentar a ordenação em série desses
elementos.
Verbo é a classe gramatical que estabelece noções temporais e modais, por meio de
desinências número-pessoais.
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CLASSES DE PALAVRAS
1. Substantivo
É a classe gramatical que se configura como substância da língua, sendo especificada
por meio de classes que se configuram como determinantes.
Classificação dos Substantivos Princípio de Formação dos Substantivos
Comum: designa de forma genérica os
elementos, os seres originários de um
mesmo grupo ou espécie.
Exemplos:
Flor, cachorro, mesa...
Primitivo: é aquele que serve de base à
formação de outro substantivo.
Exemplos:
Porta, chuva, vento, cabelo...
Próprio: aponta os seres por meio de
suas especificidades, abordando-os de
maneira individualizada.
Exemplos: Paulo, Luísa, São Paulo...
Derivado: é o substantivo que foi
constituído por meio de outro vocábulo já
existente na língua.
Exemplos:
Porteiro, portaria, cabeludo, cabeleira...
Concreto: representa tanto os seres de
independência física quanto aqueles que
se encontram presentes em nosso mundo
real ou materializados em nossa mente.
Exemplos:
Sapato, livro, Deus...
Simples: constituído por meio de apenas
um radical.
Exemplos:
Cadeira, sol, animal...
Advérbio é a classe invariável que traz informações de circunstância (intensidade,
tempo, modo, lugar...) destinadas ao adjetivo, ao verbo e a um próprio advérbio.
Preposição é a classe gramatical invariável que serve para estabelecer conexões entre
termos de uma oração, propiciando relações tanto de sentido quanto de dependência.
Conjunção é a classe gramatical que tem por finalidade ligar duas orações ou termos
que sejam semelhantes, oriundos de uma mesma oração.
Interjeição é a classe gramatical invariável responsável por representar desde
manifestações de sentimento até estados de espírito.
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Abstrato: representa os seres que se
opõem aos substantivos concretos. Nesse
sentido, os substantivos quando são
classificados como abstratos irão
apresentar dependência física com outros
seres.
Dica 1: Todo substantivo que for
originado de verbo já será abstrato.
Exemplo:
O verbo “falar” (prática verbal)
originou o substantivo “fala”;
Dica 2: Os substantivos abstratos são
originados de práticas verbais, de
sentimentos ou de qualidades.
Exemplos:
Noticiar (prática verbal) originou o
substantivo notícia;
Sentimento de amar originou o
substantivo amor;
Puro (qualidade) originou o
substantivo pureza.
Composto: formado por mais de um
radical.
Exemplos:
Rio-Niterói, passatempo, cachorro-
quente...
Coletivo: trabalha, por meio do singular, a
união de seres de uma mesma espécie.
Exemplos:
Batalhão (soldados), chusma (pessoa,
gente)...
Classificação dos substantivos quanto ao gênero
Uniforme: apresenta uma única forma tanto para retratar o masculino quanto o
feminino. São possíveis três classificações quando o substantivo é compreendido como
uniforme:
a) Comum-de-dois gêneros: aborda apenas uma forma para designar os dois gêneros,
porém com determinantes diferentes (artigo, pronome...)
Exemplos:
o / a estudante; este estudante/esta estudante
o / a imigrante; este imigrante/ esta imigrante
b) Sobrecomum: estabelece apenas uma forma tanto para abordar o masculino quanto o
feminino. No entanto, os determinantes não influenciam a distinção do gênero da
palavra.
Exemplos:
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o cônjuge
a criança
c) Epiceno: denominação dada aos substantivos que apresentam apenas uma forma para
designar ambos os gêneros de alguns animais, sendo necessário acrescentar macho ou
fêmea.
Exemplos:
a pantera
o pernilongo
Biforme: apresenta uma forma para designar o masculino e outra para indicar o
feminino.
Exemplos:
garoto / garota
médico / médica
bode / cabra
javali / javalina
2. Artigo
Classe responsável por determinar um substantivo, fornecendo-o um sentido
particular, ou seja, definindo-o (artigo definido) ou atribuindo-lhe um sentido geral, com
objetivo de indefini- lo (artigo indefinido).
a) Artigo definidos: o, a, os, as;
Finalidade do emprego do artigo definido: especificar um substantivo, atribuindo-lhe
um sentido particular.
Exemplo:
O rapaz trouxe as bibliografias necessárias ao estudo da prova.
b) Artigos indefinidos: um, uma, uns, umas.
Finalidade do emprego do artigo indefinido: conferir ao substantivo um sentido
amplo, generalizado.
Exemplo:
Um rapaz trouxe uns livros que talvez nos sirvam.
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3. Adjetivo
Observe as relações dos adjetivos por meio dos quadros abaixo:
Conceito de Adjetivo: É a classe que caracteriza, restringe e especifica um
substantivo.
O que é locução adjetiva?
É a relação estabelecida pela união de duas ou mais palavras que se apresentam em
função adjetiva. Normalmente, a locução adjetiva é formada por meio da associação de
PREPOSIÇÃO + SUBSTANTIVO:
Amor de pai= Amor paterno;
Atitude de criança = Atitude infantil;
Almofadas de decoração = Almofadas decorativas;
Afeto de mãe = Afeto materno;
Representação de governo = Representação governamental;
A locução adjetiva também pode ser formar por meio da ligação de uma PREPOSIÇÃO
+ ADVÉRBIO:
Refeição de hoje = Refeição hodierna;
Patas de trás = Patas traseiras.
Obs.: Algumas locuções não apresentam conversão em simples adjetivo.
O que é adjetivo Pátrio ou Gentílico?
São os adjetivos que representam as relações de origem dos seres, podendo indicar
desde de sua nacionalidade até onde vivem.
Exemplos:
Brasília = brasiliense;
Goiânia = goianiense;
Manaus = manauense;
Cabo-Frio = cabo-friense;
Fernando de Noronha = noronhense;
Rio de Janeiro (capital) = carioca;
Rio de Janeiro (estado) = fluminense.
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Flexão do Adjetivo
O adjetivo busca concordar tanto em gênero (masculino e feminino) quanto em
número (singular e plural) com o substantivo ao qual se relaciona.
Obs.: Caso um substantivo se apresente em função adjetiva, não será possível
flexioná-lo.
Exemplos:
Blusas rosa. (substantivo “rosa” fazendo função adjetiva);
Casacos creme. (substantivo “creme” fazendo função adjetiva).
Plural de Adjetivo Composto
Em regra geral, apenas o último termo do adjetivo composto se flexiona para
concordar com o substantivo, ficando os demais elementos na forma masculina e
singular. É importante lembrar que se o adjetivo composto apresentar um substantivo
em função adjetivada, não será possível flexioná-lo.
Observe atentamente os exemplos:
Blusa vermelho-clara = Blusas vermelho-claras;
Calça verde-escura = Calças verde-escuras;
Reunião latino-americana = Reuniões latino-americanas;
Blusa verde-limão = Blusas verde- limão;
Camisa vermelho-sangue = Camisas vermelho-sangue;
Sapatos azul-marinho = Sapatos azul-marinho.
Obs.: O adjetivo composto surdo-mudo apresenta flexão dos dois elementos.
Exemplo:
Alunos surdos-mudos;
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Graus do Adjetivo
Grau Comparativo
Trabalha uma relação entre dois seres, comparando as características que se
estabelecem em comum. Pode também ser feita comparação entre características de
um mesmo ser.
Comparativo de
superioridade
Pedro é mais estudioso
(do) que o irmão.
Ana é mais educada (do)
que a colega.
O exemplo é mais sedutor
(do) que o ensinamento.
Comparativo de
inferioridade
Pedro é menos estudioso
(do) que o irmão.
Ana é menos educada (do)
que a colega.
O exemplo é menos sedutor
(do) que o ensinamento.
Comparativo de
igualdade
Pedro é tão estudioso
quanto o irmão.
Ana é tão educada quanto
a colega.O exemplo é tão sedutor
quanto o ensinamento
Grau Superlativo
Aponta uma característica que se estabelece em intensidade máxima, podendo ser
expressa de forma absoluta (sintética ou analítica) ou de forma relativa.
a) A) Superlativo Absoluto
A característica é direcionada ao ser,
sendo abordada de maneira absoluta. A
característica é trabalhada sem que se
faça comparações com outros seres.
Superlativo Absoluto Sintético:
Acrescenta-se um sufixo à estrutura do
adjetivo. (-íssimo, -érrimo, -ílimo).
Fórmula: adjetivo + sufixo (-íssimo, -
érrimo, -ílimo).
Exemplos:
O acústico é agradabilíssimo.
Seu nome é celebérrimo.
A tarefa é dificílima.
Superlativo Absoluto Analítico:
O adjetivo é modificado por um
advérbio.
B) Superlativo Relativo
A característica é atribuída a um ser,
articulando-o com outros seres que
possuem a mesma característica.
Superlativo Relativo de
Superioridade: a caracterização
de um ser é posta como “a mais”
dentre os outros seres.
Fórmula: o mais + adjetivo + de
(ou dentre)
Exemplos:
Esse prédio é o mais alto da rua.
Aquele material é o mais
adequado de todos.
Superlativo Relativo de
Inferioridade:
A qualidade de um ser é posta como “a
menos” dentre os outros seres.
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4. Pronome
É a classe gramatical que apresenta a finalidade de substituir ou de acompanhar um
nome (substantivo). Ainda é função de tal classe indicar as pessoas do discurso (1ª, 2ª
ou 3ª). Os pronomes são divididos em variáveis e em não variáveis. Aqueles que
apresentam possibilidade de flexão são articulados em gênero (masculino e feminino) e
em número (singular e plural). Por exemplo, nem todo pronome relativo apresenta
plural e variação de masculino para feminino, nesse sentido, são classificados como
pronomes relativos invariáveis: que, quem, onde. Entretanto, outros relativos já
abordam variação tanto de gênero quanto de número: o qual (a qual, os quais, as quais),
cujo (cuja, cujos, cujas), quanto (quanta, quantas, quantos).
Tipos de pronomes:
Pronomes pessoais retos: eu, tu, ele, nós, vós, eles.
Pronomes pessoais oblíquos: me, mim, comigo, o, a, se, conosco, vos…
Pronomes possessivos: meu, tua, seu, nossas, vosso, suas…
Pronomes demonstrativos: este, essa, aquilo, o, a, tal…
Pronomes relativos: que, quem, onde, a qual, cujo, quantas…
Pronomes indefinidos: algum, nenhuma, todos, muitas, nada, algo…
Pronomes pessoais de tratamento: você, senhor, Vossa Excelência, Vossa
Eminência…
Fórmula: palavra intensificadora
(advérbio) + adjetivo
Exemplos:
O acústico é muito agradável.
(muito = advérbio de
intensidade; agradável =
adjetivo).
Seu nome é muito célebre. (muito
= advérbio de intensidade;
célebre = adjetivo).
Fórmula: o menos + adjetivo + de
(ou dentre)
Exemplos:
Antônio foi o namorado menos
compreensivo de todos que já
pude conhecer.
O garoto era o menos egoísta da
sala.
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Pronomes interrogativos: que, quem, qual, quanto…
4.1 Emprego dos Pronomes Pessoais Retos e Oblíquos
Os pronomes pessoais receberam tal denominação, devido ao fato de substituírem
nas frases os substantivos, sendo, nesse sentido, responsáveis por designar as pessoas
do discurso, estejam elas no singular (eu, tu e ele) ou no plural (nós, vós e eles), as quais
são compreendidas por meio de três classificações:
a) 1ª pessoa: O locutor = quem fala ou escreve (representado pelos pronomes eu ou
nós);
b) 2ª pessoa: O locutário = a quem a fala ou a escrita é dirigida (representado pelos
pronomes tu, vós, você ou vocês);
c) 3ª pessoa: O assunto ou referente = de quem se fala ou se escreve (representado
pelos pronomes ele, ela, eles ou elas).
Deve-se compreender que os pronomes pessoais irão se diferenciar em
conformidade com a função sintática que exerçam na frase. Dessa maneira, dependendo
da necessidade tanto contextual quanto funcional os pronomes irão variar em caso reto
ou em caso oblíquo.
Os retos: desempenham, tradicionalmente, papel de sujeito ou predicativo do
sujeito.
Exemplos:
Eu não importei com o fato. (“Eu” = sujeito do verbo importar)
Eu não sou ela. (“ela” = predicativo do sujeito)
Os oblíquos: exercem, tradicionalmente, as seguintes funções sintáticas: objeto
direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva.
Exemplos:
Ela não se ama. (“se” = objeto direto)
As visitas tinham gostado de mim. (“de mim” = objeto indireto)
Os coordenador era superior a ela. (“a ela” = complemento nominal do adjetivo
“superior”)
A empresa foi criada por mim. (“por mim” = agente da passiva)
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Nesse sentido, os pronomes oblíquos devem ser compreendidos como formas
variantes dos pronomes retos, sendo tal variação estabelecida em razão da função
sintática que a relação pronominal irá desempenhar nos contextos em que são
empregados.
Torna-se necessário compreender que os pronomes oblíquos abordam classificações
diferenciadas quanto à tonicidade, abarcando as denominações de pronomes átonos ou
tônicos.
PRONOMES PESSOAIS RETOS E OBLIQUOS
Número
Pessoa
Retos
Oblíquos Átonos
(empregados sem
auxílio de
preposição)
Oblíquos Tônicos
(empregados com auxílio
de preposição)
Singular 1ª Eu me mim, comigo
2ª Tu te ti, contigo
3ª Ele o, a, lhe, se si, ela, ele, consigo
Plural 1ª Nós nos nós, conosco
2ª Vós vos vós, convosco
3ª Eles os, as, lhes, se si, eles, elas, consigo
4.2 Emprego dos Pronomes Possessivos
Observe como os pronomes possessivos se articulam nas relações de concordância,
nas representações de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural):
Pessoas do Discurso Pronomes Pessoais do
Caso Reto
Pronomes Pessoais do
Caso Oblíquo
1ª pessoa do singular Eu me, mim, comigo
2ª pessoa do singular Tu te, ti, contigo
3ª pessoa do singular Ele se, si, consigo, o, a, lhe
1ª pessoa do plural Nós nos, conosco
2ª pessoa do plural Vós vos, convosco
3ª pessoa do plural Eles se, si, consigo, os, as, lhes
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Dicas da professora Jacira sobre pronomes possessivos
1ª Dica: Pronome possessivo determinando mais de um
substantivo
Será necessário que o substantivo concorde tanto em gênero quanto
em número com o substantivo mais próximo.
Exemplo:
Irei colocar na mala minhas blusas e sapatos. (Pronome
possessivo = “minhas” concordando com o substantivo mais próximo =
“blusas”)
2ª Dica: Cuidado com o emprego ambíguo do possessivo “seu” e variações
O pronome “seu” e variações podem gerar construções inadequadas às normas
gramaticais, pois revelam, em alguns casos, frases que são ambíguas (portadoras de
duplo sentido).
Exemplo:
A garota disse ao amigo que não gostava de sua roupa. (Roupa de quem? Da
garota ou do amigo?)
Com objetivo de se desfazer o duplo sentido, pode ser empregado, na frase, o termo
dele, dela e suas variações, para que realmente se saiba de quem é a roupa.
Observe:
Exemplo:
Pessoas do
discurso
Masculinos Femininos
Singular Plural Singular Plural
1ª pessoa meumeus minha minhas
2ª pessoa teu teus tua tuas
3ª pessoa seu seus sua suas
1ª pessoa nosso nossos nossa nossas
2ª pessoa vosso vossos vossa vossas
3ª pessoa seu seus sua suas
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A garota disse ao amigo que não gostava da roupa dela. (A roupa dela = da
menina)
Exemplo:
A garota disse ao amigo que não gostava da roupa dele. (A roupa dele = do
colega).
3ª Dica: Relações afetuosas por meio dos possessivos
Existem inúmeros contextos em que os pronomes possessivos apresentam uma
denominação de afeto, proximidade ou respeito, não abarcando nos contextos, portanto,
perspectiva de posse.
Exemplo: (noção de aproximação)
Aquela igreja deve ter seus oitenta anos.
Exemplo: (noção de afeto)
Meu caro aluno, leia as instruções com devida atenção.
Exemplo: (noção de respeito)
Fique atenta, minha senhora.
4ª Dica: Anteposição dos possessivos
Quando o possessivo “seu” e variações se antepõem a nomes que sejam próprios
não haverá conotação de posse, na verdade o que se tem é uma alteração fonética de
Senhor.
Exemplo:
Seu Pedro, o senhor poderia dizer o que houve?
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4.3 Emprego dos Pronomes Demonstrativos
Observe, por meio do quadro abaixo, como se dá o emprego dos pronomes demonstrativos em relação aos aspectos tanto espaciais e
temporais quanto textuais. Nas provas de concurso, em geral, observa-se muito que os demonstrativos são trabalhados de forma
remissiva, ou seja, com objetivo de retomarem um referente anteriormente citado na estrutura textual.
Emprego de pronome demonstrativo: aquele, esse, este (e variações)
Pessoas do
discurso
Pronomes
demonstrativos
Emprego Espacial Emprego Temporal
1ª pessoa do
discurso
(quem fala ou
escreve) {eu
/nós}
Este, esta,
estes, estas
Usados para indicar que um elemento
está mais próximo de quem fala.
Exemplo:
Este livro é meu.
São empregados para indicar o tempo presente.
Exemplo:
Esta semana está repleta de grandes aventuras.
2ª pessoa do
discurso (para
quem a fala ou
a escrita é
direcionada)
{ tu/vós}
Esse, essa, esses,
essas
Utilizados para indicarem que um
elemento está mais próximo da
pessoa com quem se fala.
Exemplo:
Essa paisagem é linda!
Representar duas relações temporais: um tempo passado,
que seja recente, e um futuro.
Exemplo:
Quando estivermos em 2019... esse ano será de
grandes emoções?
Exemplo:
Em maio de 2015, construímos a loja. Até esse
mês, não houve retorno do investimento feito.
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3ª pessoa (de quem se fala
ou se escreve, ou seja, não
participa do discurso)
{ ele(s), ela(s )}.
Aquele, aqueles,
aquela, aquelas
Usados para se fazer referência ao que está
distante tanto da pessoa que fala quanto da
pessoa com quem se fala.
Exemplo:
Aquela roupa é da menina.
Faz referência a um tempo
passado, porém remoto.
Exemplo:
Em 1963, João era apenas
um bebê. Naquela época,
todos os seus tios ainda
eram vivos.
Emprego Textual dos Pronomes Demonstrativos (quando são trabalhados como referentes textuais)
Este(s), esta(s) e isto
São empregados no texto para se fazer referência a algo que ainda será falado.
Exemplo:
São estes os itens que iremos tratar em nossa reunião: horário, material e apostilas.
Esse(s), essa(s) e isso
São empregados no texto para se fazer referência a algo que já tenha sido citado.
Exemplo:
Sua atuação foi dinâmica na reunião. Isso que é atitude certa.
Este(s), esta(s)
&
Aquele(s), aquela(s)
São utilizados no texto para se fazer referência a algo que já tenha sido citado. O “este” e suas variações
são empregados para retomar o último elemento da enumeração; já o “aquele” e suas variações servem
para se fazer referência ao primeiro termo citado.
Exemplo:
Graciliano Ramos e Machado de Assis são excelentes escritores. Este na literatura de caráter
social; enquanto aquele na literatura romântica.
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MATERIAL COMPLEMENTAR –Língua Portuguesa- Prof. Jacira Fernandes Granato
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4.4 Emprego dos Pronomes Relativos
São denominados de relativos os pronomes que são empregados com finalidade de
representar as palavras substantivadas ou os substantivos mencionados anteriormente.
Nesse sentido, os pronomes relativos servem de anáforas contextuais, ou seja, evitam
repetições de palavras.
Outra função dos relativos é a de introduzir as orações adjetivas, sejam elas
explicativas ou restritivas, atuando como princípios de subordinação, ou seja, são
elementos linguísticos que fazem uma construção oracional se subordinar, mantendo
perspectiva adjetiva.
Observe que é papel dos pronomes relativos o fato de permitir que duas orações
isoladas sejam reunidas em um período.
Exemplos:
O vôlei é um esporte. (1ª oração isolada)
Alguns gostam muito deste esporte. (2ª oração isolada)
O vôlei é um esporte de que alguns gostam muito. (emprego do pronome relativo
para unir as duas orações em único período).
Dicas da Professora Jacira sobre pronomes relativos
Dica 1): Caso um período seja construído por meio do emprego de uma
série de orações adjetivas paralelas, poderá ocorrer a elipse do pronome
relativo “que”
Exemplo:
A reunião estava repleta de pessoas que dialogavam, (que) questionavam
e (que) refletiam.
Dica 2): Deve-se compreender que em algumas construções os relativos "que"
e "qual" são empregados com objetivo de retomar os pronomes demonstrativos "o", "a",
"os", "as" cuja equivalência é de “isto", "isso", "aquele(s)", "aquela(s)", "aquilo".
Exemplo:
Não sei o que ela pretendia naquele momento.
Dica 3): Existem inúmeras construções, nas quais a palavra retomada pelo relativo não
aparece expressa.
Exemplo:
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
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Dessa maneira, serão pontuadas as características inerentes a cada um dos relativos.
Veja:
a) O pronome "que" é o relativo conhecido como pronome universal, devido ao fato de
desempenhar um papel muito amplo, resgatando para oração subordinada adjetiva
qualquer substantivo que esteja presente na oração principal.
Exemplo:
O discurso que foi feito hoje não era adequado ao contexto.
(Pronome relativo “que” desempenhou dois papéis sintáticos contextuais: iniciar a oração
subordinada adjetiva restritiva e resgatar a palavra “discurso” presente na oração
principal).
Exemplo:
O trabalhador, que chegou cedo, fez as atividades sozinho.
(Pronome relativo “que”, além de iniciar a oração subordinada adjetiva explicativa,
resgatou o substantivo “trabalhador”).
b) O qual, os quais, a qual e as quais apresentam papel exclusivo de pronomes relativos.
Nesse sentido, uma de suas muitas funções é a de averiguar se as palavras “que”,
“quem” e “onde”, cujas relações se dão de forma muita ampla, exercem função de
pronome relativo, nas construções oracionais.
Outro papel importante desempenado pelo “o qual” e suas variações é o de servirem
comoanáforas contextuais, eliminadoras de ambiguidade provocadas pelo mau emprego
de “que”. Em muitos casos o uso de “que” não demonstra, de forma clara, qual foi o
substantivo retomado, gerando um duplo sentido. Assim, faz-se necessária a reescrita da
oração, propondo-se a troca do pronome ambíguo por outro termo que possa eliminar tal
inadequação gramatical.
Exemplo:
O garoto da escola que apresentou o projeto destacou-se entre os melhores.
(Ambiguidade: Não se sabe se foi o garoto ou a escola que apresentou o projeto).
Oração principal: O garoto da escola destacou-se entre os melhores.
Oração subordinada adjetiva restritiva: que apresentou o projeto
Veja uma das formas da ambiguidade ser desfeita:
Exemplo:
O garoto da escola o qual apresentou o projeto destacou-se entre os melhores.
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(Necessariamente o pronome “o qual” teria retomado a palavra “garoto”).
Exemplo:
O garoto da escola a qual apresentou o projeto destacou-se entre os melhores.
(Necessariamente o pronome “a qual” teria retomado a palavra “escola”).
c) O emprego do pronome relativo “cujo” acarreta várias perspectivas tanto
gramaticais quanto semânticas. Deve-se compreender que o relativo cujo, assim como
suas variações, mantém relação entre dois substantivos, os quais apresentam noções
semânticas de “possuidor”(substantivo antecedente) e “possuído” (substantivo
consequente).
Outro aspecto importante, no que se refere o emprego de cujo, é que sua concordância
se faz apenas em função do substantivo posterior denominado “possuído”. Dessa forma,
como o termo cujo se apresenta articulador absoluto de dois substantivos, jamais será
aceito emprego de artigo entre “cujo” e o substantivo posterior. O emprego do relativo cujo
deve sempre ensejar nas orações uma noção semântica de posse. Portanto, para que o cujo
se revele, nas orações, amplamente correto torna-se importante observar as seguintes
perguntas:
O pronome cujo estabeleceu ligação entre dois substantivos (possuidor e possuído)?
A concordância do pronome cujo foi feita de acordo com o substantivo posterior?
Não houve emprego de artigo entre o pronome cujo e o substantivo possuído?
O emprego do pronome cujo trouxe aos termos uma noção de posse?
Exemplo:
Este é o assunto cujas noções foram pontuadas.
(antecedente) (consequente)
d) O pronome relativo "quanto" exige como antecedente um pronome indefinido, os
quais podem ser o pronome “tanto” (e variações) ou “tudo”:
Exemplo:
Ela conheceu tudo quanto foi necessário.
(antecedente)
e) O pronome relativo "quem" refere-se necessariamente a pessoas e vem sempre
precedido de preposição que seja monossilábica.
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Exemplo:
Ela é uma educadora a quem muito devemos.
(antecedente)
f) Os relativos "onde" e “aonde” se diferenciam, na medida em que “onde” é empregado
para resgatar substantivos que retratam lugar e “aonde” é utilizado para indicar ideia
de movimentação.
Exemplos:
O apartamento onde moro é bem arejado.
Aonde você vai?
g) O “quando” será pronome relativo se for responsável por resgatar palavras que
norteiam ideia de tempo, equivalendo-se ao “em que”.
Exemplo:
Sentimos saudades da época quando (em que) morávamos perto do litoral.
h) O termo “como” funcionará em perspectiva de pronome relativo, quando denotar
equivalência com o termo “pelo qual”.
Exemplo:
O modo como (pelo qual) ele age não é correto.
4.5 Emprego de Pronomes Interrogativos
São utilizados na construção de perguntas, as quais podem ser tanto diretas quanto
indiretas. Dessa maneira, os pronomes classificados como indefinidos fazem referência à 3ª
pessoa do discurso de maneira ampla. Desempenham função de pronomes interrogativos
os seguintes elementos: quanto (e variações), quem, que, qual (e variações).
Exemplos:
Quem chegou agora?/Fale-me quem chegou agora.
Qual das lições você fez? Não sei qual das lições você fez.
4.6 Emprego de Pronomes de Tratamento
Apesar de os pronomes de tratamento denotarem a segunda pessoa do discurso, deve-
se sempre estabelecer a concordância na 3ª pessoa. Nesse sentido, qualquer palavra que
faça relação de representação com os pronomes de tratamento (pronome possessivo,
oblíquo e verbo) deve ser grafada na 3ª pessoa.
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Exemplos:
Vossa Excelência busca melhores resultados.
Vossa Eminência se sentiu responsável pelo fato.
Esquema Sobre o Emprego dos Pronomes de Tratamento
Destinado a: Emprega-se: Abreviação:
Altas autoridades e
oficiais-generais
Vossa Excelência V. Ex.ª (s)
Sacerdotes e bispos Vossa Reverendíssima V. Revma.(s)
Príncipes, duques Vossa Alteza V. A.
Cardeais Vossa Eminência V. Ema.(s)
Papa Vossa Santidade V. S.
Reitores de
universidades
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s)
Tratamento
cerimonioso
Vossa Senhoria V. S.ª (s)
Reis e rainhas Vossa Majestade V. M.
Imperadores Vossa Majestade Imperial V. M. I.
Deus Vossa Onipotência V. O.
Atenção!
Os termos senhor, senhora e você são compreendidos, na língua
portuguesa, como pronomes de tratamento. No entanto, torna-se
necessário entender que “senhor” e “senhora” são empregados em
relações cerimoniosas; já “você” e “vocês” são reservados às situações em
que se pede um tratamento familiar.
4.7 Emprego de Pronomes Indefinidos
São denominados indefinidos os pronomes que fazem referência à terceira
pessoa do discurso, conferindo-lhe tanto uma representação semântica vaga
como uma quantidade indeterminada.
Exemplos:
Alguém chegou cedo e colheu as flores.
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Compraram várias apostilas.
Dessa forma, o termo "alguém" indica uma terceira pessoa (isto é de quem se fala),
atribuindo-lhe um sentido vago, generalizado.
Esquema Sobre a Flexão dos Pronomes Indefinidos
São Variáveis
São Invariáveis
Singular Plural Ninguém
Masculinos Femininos Masculinos Femininos Alguém
Vário Vária Vários Várias Tudo
Algum Alguma Alguns Algumas Nada
Nenhum Nenhuma Nenhuns Nenhumas Cada
Todo Toda Todos Todas Algo
Muito Muita Muitos Muitas
Tanto Tanta Tantos Tantas
Quanto Quanta Quantos Quantas
Outro Outra Outros Outras
Pouco Pouca Poucos Poucas
Qualquer / Quaisquer
5. Numeral
É a classe gramatical responsável tanto por indicar a quantidade dos elementos
(pessoas, objetos, animais etc..) quanto por apresentar a ordenação em série desses
elementos. Alguns numerais abarcam flexão em gênero (masculino e feminino) e em
número (singular e plural), no entanto, outros são invariáveis.
Observe a classificação dos numerais:
Numerais cardinais: um, dois, três...
Numerais ordinais: primeiro, segundo, terceiro...
Numerais fracionários: um meio, um terço, dois terços…
Numerais multiplicativos: duplo, triplo, quádruplo...
Numerais coletivos: dúzia, dezena, cento...
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6. Advérbio
Advérbio é a classe invariável que traz informações de circunstância (intensidade,
tempo, modo, lugar...) destinadas ao adjetivo, ao verbo e a um próprio advérbio.
Observe quais são os tipos de advérbio mais cobrados em concurso público:
Advérbio de intensidade: muito, pouco, bastante, menos, mais...
Advérbio de tempo: hoje, nunca, agora, cedo...
Advérbio de modo: calmamente, rapidamente, devagar, bem...
Advérbio de lugar: aqui, lá, ali, perto...
Advérbio de exclusão: salvo, somente, senão, só, apenas…
Advérbio de inclusão: também, inclusivamente, ainda…
Advérbio de ordem: primeiramente, depois, antes...
Advérbio de afirmação: sim, certo, decididamente…
Advérbio de dúvida: possivelmente, talvez, provavelmente, quiçá...
7. Preposição
É a classe gramatical invariável que serve para estabelecer conexões entre os termos
de uma oração, propiciando relações tanto de sentido quanto de dependência.
As preposições abarcam
as seguintes classificações:
Preposição simples essencial: a, até, após, de, em, entre, com, para...
Preposição simples acidental: conforme, como, consoante, mediante, segundo…
Preposição composta ou locução prepositiva: por causa de, de acordo com, a fim de,
apesar de, acima de...
8. Conjunção
É a classe gramatical que tem por finalidade ligar duas orações ou termos que sejam
semelhantes, oriundos de uma mesma oração. Dessa forma, as conjunções conferem às
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estruturas linguísticas noções de precisão e clareza. Podem ser averiguadas duas
classificações quanto à classe em questão:
Conjunções Coordenadas: articulam duas orações que se demonstram independentes,
em relação à perspectiva sintática. É possível observar as seguintes classificações,
no campo das orações coordenadas: aditivas, adversativa, explicativa, conclusiva e
alternativa.
Conjunções Subordinadas: estabelecem ligação entre a oração considerada principal e
a oração denominada subordinada cuja relação tanto semântica, quanto gramatical
se fazem totalmente dependentes da oração principal. São possíveis três
classificações de orações subordinadas: substantivas, adjetivas e adverbiais.
(As conjunções nós iremos estudar de forma mais profunda em aulas à frente)
9. Interjeição
É a classe gramatical invariável responsável por representar desde manifestações de
sentimento até estados de espírito.
Exemplos:
Ufa!
Nossa!
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