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SISTEMA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO PARANÁ – SENAI 
 
 
 
 
 
LÁINA VERNIZE ALVES FERREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DA PRÁTICA DE TRATAMENTO E DESTINAÇAO DO LODO 
 
 
 
 
Trabalho do Componente Curricular de Laboratório de 
química, do Curso de técnico em química, Sistema Federação Das 
Indústrias Do Estado Do Paraná – SENAI de Paranaguá, PR, 
como requisito à obtenção de nota. 
 
 
 
 
 
 
 
Professora: Josiane Souza 
 
 
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SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ...........................................3 
2 DESENVOLVIMENTO..............................4 
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES................10 
4 CONCLUSÃO................................................11 
5 REFERÊNCIAS.............................................12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
No processo de tratamento de agua temos váriasetapas, a primeira etapa é a 
captação da agua,onde a agua é retirada dos rios,ribeiras, lagos ou fontes 
subterrâneas de agua doce que são enviadas para a estação onde receberão 
tratamento, a segunda etapa é aadução onde a agua é enviada para as 
ETA(estações de tratamento de agua) por meio de bombas ,a terceira etapa é 
acoagulação onde são adicionadas algumas substancias coagulantes na agua que 
que vão ajudar a remover algumas sujeiras muito pequena e com baixa densidade, a 
quarta etapaé floculação onde as pequenas partículas se unem uma as outras 
formando flocos maiores, a quinta etapa a decantação é o processo onde os flocos 
maiores e mais pesados afundam e se depositam no fundo dos tanques onde 
poderão ser separadas do restante do liquido. Todas essas impurezas que estão no 
fundo, formam uma espécie de lodo que após deverá ser descartado, a agua ainda 
segue para os processos filtragem, pós-alcalinização, desinfecção e fluoretação. 
Na fase da decantação temos como resultado a separação da agua e das 
impurezas, que resulta no lodo, que ao final do processo é tratado para que faça a 
destinação correta sem risco de contaminar o meio ambiente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. DESENVOLVIMENTO 
 
Os resíduos de ETAs possuem características diversas, dependendo da 
tecnologia de tratamento adotada e da gestão destes resíduos, no que concerne as 
formas de remoção, tempo de acúmulo e operação de limpeza das unidades. O lodo 
de ETA pode causar sérios impactos negativos quando disposto de forma 
inadequada. 
 A Lei 12.305/2010 define resíduos e rejeitos, sendo o primeiro passível de 
ser reutilizado e reciclado. O lodo de ETA se enquadra como resíduos sólidos e, 
portanto, precisa ser gerenciado de tal forma a garantir as premissas da Política 
Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS (Lei 12.305/2010). Este trabalho tem por 
objetivo diagnosticar a situação atual relacionada à destinação do lodo gerado em 
ETAs de 15 municípios de uma mesma Sub-Bacia Hidrográfica localizada no Estado 
de São Paulo e análise crítica da destinação e disposição final do lodo gerado em 
ETAs, com base nas diretrizes da PNRS – Lei 12.305/2010. 
A recente Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, Lei 12.305/2010 
conceitua e diferencia resíduos e rejeitos. Em seu art. 3º define: 
“XV - rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as 
possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos 
disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade 
que não a disposição final ambientalmente adequada; 
XVI - resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem 
descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja 
destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a 
proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em 
recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu 
lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam 
para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor 
tecnologia disponível” (BRASIL, 2010). 
A NBR 10.004:2004 inclui em sua definição de resíduos sólidos os ‘lodos 
provenientes de sistemas de tratamento de água’, assim devem estar em 
consonância com a PNRS. A lei 12.305/2010 define e diferencia destinação e 
disposição final: 
“VII - destinação final ambientalmente adequada: destinação de 
resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a 
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recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas 
pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a 
disposição final, observando normas operacionais específicas de modo a 
evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os 
impactos ambientais adversos; 
 “VIII - disposição final ambientalmente adequada: distribuição 
ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais 
específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança 
e a minimizar os impactos ambientais adversos” (BRASIL, 2010). 
A PNRS tem por objetivo, conforme disposto no Art. 6º, inciso II, “não 
geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem 
como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos”; e no inciso V, 
“redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos”. Segundo Art. 9º da 
PNRS uma das diretrizes aplicáveis aos resíduos sólidos prevê que “na gestão e 
gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de 
prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos 
sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos”. 
Como os lodos são classificados como resíduos sólidos devem ter destinação 
ambientalmente adequada, priorizando a redução, reuso e reciclagem. 
O tratamento do lodo das ETAs e ETEs, basicamente, envolve os processos 
de adensamento, desaguamento, estabilização e higienização. 
O adensamento e o desaguamento visam o aumento da concentração de 
sólidos e a redução do volume do lodo que se dá perante a retirada de agua do 
mesmo, respectivamente. 
A estabilização do lodo tem por finalidade reduzir a quantidade de 
patogênicos, eliminar os maus odores e inibir, reduzir ou eliminar o potencial de 
putrefação. 
Já a higienização busca garantir um nível de patogenicidade do lodo que, ao 
ser dispensado não cause riscos a população e ao meio ambiente.O tempo para 
conclusão da higienização depende do tipo de processo adotado pela unidade de 
gerenciamento e de sua eficiência, variando de zero, na secagem térmica a 30/60 
dias na caleação. 
Em laboratório realizamos um experimento que se inicia desde a captação da 
agua até a decantação e após retirarmos o lodo fazemos a sua secagem para 
observarmos a redução de volume para o descarte. 
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Iniciamos o experimento preparando as soluções que iriamos usar a correção 
do pH, sendo elas solução de hidróxido de sódio 0,5 mol/L para baixar o pH e 
solução de sulfato de alumínio para decantar, como consta na imagem 1 a seguir. 
 
Imagem 1: Soluções 
 
Autor: Michel 
Após coletamos mais ou menos 500 mL água e medimos o pH inicial para 
começarmos o processo. Como consta na imagem 2 a seguir, opH inicial foi de 3,56. 
 
Imagem 2: pH inicial 
 
Autor: Michel 
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Em seguida iniciamos o processo de correção de coagulação onde colocamos 
a solução de NaOH 0,5mol/Le solução de sulfato de alumínio até o pH estabelecer 
em aproximadamente 7,0 e iniciarfloculação. 
 
Imagem 3: agua decantada 
 
Autor: Láina 
Na imagem 3 acima, após mais ou menos uma hora, a agua já está no 
processo de decantação, que é o processo onde os flocos maiores e mais pesados 
afundarão e se depositarão no fundo, que separamos do restante do liquido por 
filtragem,assim como consta na imagem 4 a seguir. 
 
Imagem 4: filtragem 
 
Autora: Láina 
A intenção da filtragem foi separar o lodo da agua, poisiremos utilizar o lodo 
para observarmos o processo de desaguamento, onde podemos realizar em escala 
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menor um dos processos que o lodo passa para o seu descarte, na imagem 5 a 
seguir poderemos observar o lodo retido no papel filtro após a filtragem. 
 
Imagem 5: lodo retido 
 
Autora: Láina 
Efetuamos a pesagem do papel filtro pra tara e do lodo retido após a filtragem, 
para compararmos com o peso final. Na imagem 6 a seguir consta o peso do lodo 
após a filtragem. 
 
Imagem 6: peso úmido 
 
Autora: Láina 
Seguido da pesagem calculamos a massa retida do lodo seguindo o cálculo: 
peso cheio – peso tara = massa do lodo úmido 
 45.5037g – 2.0271g = 43.4766 g 
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Colocamos o lodo na estufa a temperatura de 90ºC por aproximadamente 2 
horas, até o lodo estar completamente seco. 
Realizamos a pesagem do lodo após o desaguamento, para comparar a 
diferença de massa entre o lodo úmido e o lodo seco. Na imagem 7 a seguir temos a 
tara da balança e o peso do lodo seco. 
Imagem 7: lodo seco 
 
Autora: Láina 
Agora calculamos a massa do lodo seco: 
Peso lodo seco – peso tara = massa do lodo seco 
 3.6513g – 2.0271g = 1.624g 
 
Observamos que houve uma redução significativa do lodo, onde ele diminuiu 
massa e volume. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Ao final do experimento observamos que após o desaguamento, o lodo secou 
completamente diminuindo a sua massa e volume, assim como mostra a imagem 8. 
Imagem 8: lodo seco 
 
Autora: Láina 
Obtivemos uma grande reduçãodo lodo, então calculados quanto de massa 
foi reduzido com o processo de desaguamento. 
Peso lodo úmido – peso lodo seco = massa reduzida 
43.4766g – 1.6242g = 41.8524 g 
Tivemos o resultado de 41.6242 gramas de redução na massa do lodo, o que 
facilita muito no transporte e descarte desse material. 
Nosso experimento em comparação ao tratamento e o descarte do lodo na 
indústria a diferença é a quantidade de volume, os equipamentos utilizado e que o 
tratamento do lodo na indústria após o processo que realizamos ainda segue mais 
dois passos: a estabilização do lodo que tem por finalidade reduzir a quantidade de 
patogênicos, eliminar odores e reduzir ou eliminar o potencial de putrefação e a 
higienização que busca um nível de patogenicidade que ao ser disposto no solo não 
cause riscos a população e ao meio ambiente. E o descarte da indústria por ser 
volume maior e ter passado por todas as etapas do tratamento pode ser utilizado de 
diversas maneiras, como na agricultura, na recuperação de áreas degradadas, 
construção de telhados verdes entre outros. 
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4. CONCLUSÃO 
 
Conclui-se que o processo de secagem do lodo das ETAs, ETEs e ETDIs 
facilita e barateia o seu transporte, pois há uma redução de volume durante a 
secagem, alem de que a água removida nesse processo retorne ao sistema de 
tratamento. 
Alguns desses resíduos desidratados podem ser reaproveitados, eles podem 
virar matéria-prima para compostagem, fabricação de cimento entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
Achon, C. L.; Cordeiro, J. C.; DESTINAÇÃO E DISPOSIÇÃO FINAL DE 
LODO GERADO EM ETA-LEI 12.305/2010. Poços de Caldas, MG. 2015. Disponível 
em: https https://tratamentodeagua.com.br/artigo/destinacao-final-de-lodos-de-etas-
e-etes/.Acessado 23 de outubro de 2024 
 
BRASIL (2010). Lei Nº 12.305 de 02 de agosto de 2010. Política Nacional de 
Resíduos Sólidos. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm .Acessado 19 de outubro de 2024 
 
Urban, R. C.; METODOLOGIAS PARA GERENCIAMENTO DE LODO DE 
ETA E ETE. Campinas, SP. 2016. Disponível em:https://hidrogeron.com/conceitos-
basicos-sobre-tratamento-do-lodo.Acessado 23 de outubro de 2024

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