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REVISÃO DE ELEMENTOS DE LINGUÍSTICA II
PROF. ANA MÜLLER
1) Aponte os percursos de manipulação no texto Teresinha, de Chico Buarque. Explique. (extraído de BARROS, Diana Luz Pessoa de. “Estudos do discurso”. In FIORIN, José Luiz. Introdução à linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2004, p. 213). 
Teresinha (Chico Buarque) 
O primeiro me chegou 
Como quem vem do florista: 
Trouxe um bicho de pelúcia, 
Trouxe um broche de ametista. 
Me contou suas viagens 
E as vantagens que ele tinha. 
Me mostrou o seu relógio; 
Me chamava de rainha. 
Me encontrou tão desarmada, 
Que tocou meu coração, 
Mas não me negava nada 
E, assustada, eu disse "não". 
O segundo me chegou 
Como quem chega do bar: 
Trouxe um litro de aguardente 
Tão amarga de tragar. 
Indagou o meu passado 
E cheirou minha comida. 
Vasculhou minha gaveta; 
Me chamava de perdida. 
Me encontrou tão desarmada, 
Que arranhou meu coração, 
Mas não me entregava nada 
E, assustada, eu disse "não". 
O terceiro me chegou 
Como quem chega do nada: 
Ele não me trouxe nada, 
Também nada perguntou. 
Mal sei como ele se chama, 
Mas entendo o que ele quer! 
Se deitou na minha cama 
E me chama de mulher. 
Foi chegando sorrateiro 
E antes que eu dissesse não, 
Se instalou feito um posseiro 
Dentro do meu coração.
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2. Das sentenças abaixo, diga se há acarretamento e/ou pressuposição da primeira (ou das primeiras) sentença(s) para a última de cada sequência. Justifique sua resposta. Se houver acarretamento, comprove através do teste da contradição. Se não houver, apresente um contraexemplo. Se houver pressuposição, apresente a família de sentenças que mantém a mesma proposição.
a) João também gosta de Maria.
b) Alguém gosta de Maria.
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a) Pedro encontrou um professor no cinema.
b) Pedro encontrou uma pessoa no cinema.
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a) Leonardo da Vinci foi um artista.
b) Leonardo da Vinci era italiano.
c) Leonardo da Vinci foi um artista italiano.
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a) João lamenta que Maria não veio à festa.
b) Maria não veio à festa.
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a) Toda criança gosta de brincar com tinta.
b) Pedro é uma criança.
c) Pedro gosta de brincar com tinta.
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3. Na semiótica, quais são as três etapas etapas do percurso narrativo canônico? Exemplifique essas etapas através de trechos da letra da canção “Mariana foi pro mar” da banda Ira abaixo:
Mariana foi pro mar
Ira!
Mariana foi pro mar
Deixou seus bens mais valiosos com o cachorro e foi viajar
Foi de coração
Pois o marido saiu pra comprar cigarros e desapareceu
Foi visto no Japão
Com a vizinha, sua ex melhor amiga
Mariana foi ao chão
E ela pensou por muitas vezes
Se usava sua Mauser ou o gás de seu fogão
Mas seu último direito ela viu que era um erro
Mariana foi pro mar
Mariana se cansou
Olhou o que restava da sua vida
Sem direito a pensão
Sem um puto pra gastar
Sempre foi moça mimada
Mas tinha em si a vocação do lar
E foi numa tarde de domingo
Que ganhou tudo no bingo
Sorte no jogo azar no amor
E sua bagagem estava pronta
Parecia que sabia do seu prêmio de consolação
Mudou o itinerário
Trocou o funerário
Pelo atraso do avião
Uma lágrima de sal
Percorre no seu rosto misturando-se ao creme facial
Onde foi que ela errou?
Se acreditava na sinceridade de sua vida conjugal
E se ela pensava muitas vezes 
se usava uma pistola ou o gás do seu fogão
Mas ela mudou o itinerário
Trocou o obituário pelo atraso do avião
Hoje ela desfila pela areia
Com total desprezo pelos machos de plantão
Ela está bem diferente
Ama ser independente
Mariana foi pro mar
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4. Diga se as sentenças abaixo são contradições, paráfrases ou nem paráfrase e nem contradição. Justifique sua resposta utilizando a noção de acarretamento (Se houver acarretamento, comprove através do teste da contradição).
a. João não é feliz. 
b. João não é triste.
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a. Maria quebrou o vaso.
b. O vaso foi quebrado por Maria.
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a. Todos os alunos leram dois livros.
b. Dois livros foram lidos portodos os alunos.
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5. Leia a letra de “Domingo no Parque” de Gilberto Gil e faça as atividades propostas:
Domingo no Parque (Gilberto Gil)
O rei da brincadeira
Ê, José! 
O rei da confusão 
Ê, João! 
Um trabalhava na feira 
Ê, José! 
Outro na construção 
Ê, João!...
A semana passada 
No fim da semana
João resolveu não brigar
No domingo de tarde
Saiu apressado 
E não foi prá Ribeira jogar 
Capoeira!
Não foi prá lá Pra Ribeira, foi namorar...
O José como sempre
No fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo
Um passeio no parque 
Lá perto da Boca do Rio...
Foi no parque
Que ele avistou
Juliana
Foi que ele viu
Foi que ele viu Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão 
Juliana seu sonho, uma ilusão 
Juliana e o amigo João...
O espinho da Rosa feriu Zé
(Feriu Zé!) (Feriu Zé!)
E o sorvete gelou seu coração
O sorvete e a rosa 
Ô, José! 
A rosa e o sorvete 
Ô, José! 
Foi dançando no peito 
Ô, José! 
Do José brincalhão 
Ô, José!
O espinho da rosa feriu Zé
O sorvete e a rosa 
Ô, José! 
A rosa e o sorvete 
Ô, José! 
Oi girando na mente 
Ô, José! 
Do José brincalhão 
Ô, José!...
Juliana girando 
Oi girando! 
Oi, na roda gigante 
Oi, girando! Oi, na roda gigante Oi, girando!
O amigo João (João)...
O sorvete é morango 
É vermelho! 
Oi, girando e a rosa 
É vermelha! 
Oi girando, girando 
É vermelha!
Oi, girando, girando...
Olha a faca! (Olha a faca!) 
Olha o sangue na mão 
Ê, José! 
Juliana no chão 
Ê, José! 
Outro corpo caído 
Ê, José! 
Seu amigo João
Ê, José!...
Amanhã não tem feira 
Ê, José! 
Não tem mais construção 
Ê, João! 
Não tem mais brincadeira 
Ê, José! 
Não tem mais confusão 
Ê, João!...
Êh! Êh!
a) 
b) Descreva brevemente o desenvolvimento da etapas da ação do percurso narrativo nesse texto.
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6. Explique a ambiguidade das seguintes sentenças, utilizando paráfrases para desfazer a ambiguidade.
a) Todos os alunos não reprovaram. 
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b) Os alunos comeram duas pizzas. 
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7. No excerto abaixo, aponte uma oposição de nível fundamental. Indique também quais figuras manifestam, no nível discursivo, os termos polares dessa oposição.
“Li ainda outros versos. E, na fadiga das duas horas de égua e calor desde Guiães, irreverentemente adormecia sobre o divino bucolista – quando me despertou um berro amigo! Era o meu Príncipe. E muito decididamente, depois de me soltar do seu rijo abraço, o comparei a uma planta estiolada, emurchecida na escuridão, entre tapetes e sedas, que, levada para vento e sol, profusamente regada, reverdece, desaborcha e honra a Natureza! Jacinto já não corcovava. Sobre a sua arrefecida palidez de supercivilizado, o ar montesino, ou vida mais verdadeira, espalhara um rubor trigueiro e quente de sangue renovado que o virilizava soberbamente. Dos olhos, que na cidade andavam sempre tão crepusculares e desviados do mundo, saltava agora um brilho de meio-dia, resoluto e largo, contente em se embeber na beleza das coisas. Até o bigode se lhe encrespara. E já não deslizava a mão desencantada sobre a face – mas batia com ela triunfalmente na coxa. Que sei? Era um Jacinto novíssimo. E quase me assustava, por eu ter de aprender e penetrar, neste novo Príncipe, os modos e as ideias novas.”
(Eça de Queirós, “A cidade e as serras”, cap. IX)
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