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INTRODUÇÃO AO 
DIREITO 
Professor (a) : 
Me. Mariane Helena Lopes 
Objetivos de aprendizagem 
• Compreender para que serve o Direito em nossa sociedade. 
• Conhecer os ramos que compõe o Direito. 
• Analisar as fontes do Direito. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• Conceito de Direito. 
• Ramos do Direito. 
• Fontes do Direito. 
Introdução 
Neste estudo, iremos estudar o conceito de Direito, qual a importância do Direito para a nossa sociedade e para regulamentar a 
vida humana em sociedade. Veremos também a divisão do Direito em ramos que facilitarão o nosso estudo e fazem que a 
compreensão da matéria seja mais fácil. 
Para facilitar nosso estudo, temos que considerar que o Direito se divide em ramos, permitindo assim que o estudo dessa ciência 
seja mais fácil. Precisamos também nos atentar que o Direito é de suma importância para a organização da sociedade. 
Contudo, deve-se tomar cuidado para não confundir o Direito com a Moral. Ambos se confundem e em muitas situações não 
conseguimos separá-los. De acordo com o que estudaremos neste material, ficará claro que as características os diferenciam, 
tornando, assim, o Direito uma ciência que devo obrigatoriamente cumprir, enquanto a Moral dependerá da minha criação, da 
minha formação enquanto indivíduo. 
Analisaremos as fontes do Direito, sendo as principais as leis, jurisprudência, costume jurídico e doutrina jurídica, existindo outras 
fontes, mas de menor importância para esta disciplina. 
Após essa parte introdutória, passaremos a estudar o Direito Constitucional, a principal e mais importante área do Direito. É a 
partir da Constituição Federal que todas as demais fontes no nosso ordenamento jurídico devem ser criadas. 
Caso alguma fonte seja criada em contradição com a Constituição Federal, esta não pode ser aplicada em nossa sociedade, 
devendo ser considerada inconstitucional. Até porque é a Constituição que regulamenta toda a estrutura do nosso Estado. 
Por fim, veremos alguns direitos e deveres individuais e coletivos previstos na Constituição Federal, que devem ser aplicados a 
toda a sociedade, sem qualquer distinção, visto que a Carta Magna é uma norma a ser aplicada para toda a sociedade. Bons 
estudos! 
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CONCEITO DE DIREITO 
“Conceituar é limitar o significado e o sentido de cada palavra” (MARTINS, 2013, p. 26). Para Luis Alberto Warat (1977, p. 6), 
uma boa definição de Direito depende dos seguintes requisitos: a) não deve ser circular; b) não deve ser 
elaborada em linguagem ambígua, obscura ou figurada; c) não deve ser demasiado ampla nem restrita; d) 
não deve ser negativa quando puder ser positiva. 
Todavia, para conseguirmos definir o que vem a ser o Direito, é fundamental analisarmos o pensamento de Aristóteles sobre o 
assunto. Aristóteles mencionava que o homem é um animal político, destinado a viver em sociedade. Por essa razão, havia a 
necessidade de regras para que pudesse viver em harmonia, evitando a desordem em sociedade (MARTINS, 2013, p. 4). 
Ou seja, para Aristóteles as regras foram necessárias, a fim de fazer que a sociedade pudesse ser harmônica e ainda fosse possível 
em sua organização. Miguel Reale define o Direito como “a vinculação bilateral atributiva da conduta para a realização ordenada 
dos valores de convivência” (REALE, 1972, p. 617). Assim, pode-se dizer que o Direito é um conjunto de instituições, regras e 
princípios que buscam regulamentar a vida humana em sociedade. 
Quando se fala em regulamentar a vida humana em sociedade, deve-se fazer uma reflexão: o Direito está 
em todo lugar? Posso falar que ele existe apenas onde existe a sociedade? 
Fonte: a autora. 
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Vamos desmembrar a definição acima para compreendermos melhor o Direito. Inicialmente, podemos defini-la como conjunto. De 
fato, o Direito representa um conjunto por ser composto de várias partes organizadas, formando, assim, um sistema. Como iremos 
estudar mais adiante, observaremos que o Direito é dividido em vários ramos, cada um sobre um determinado assunto. Nesta 
disciplina, estudaremos os seguintes ramos: Direito Constitucional, Direito Civil, Direito Administrativo, Direito Internacional e 
Direito Penal. 
Possui também princípios próprios como qualquer ciência, mesmo que não exata. Dentre eles, pode-se citar o da dignidade 
humana, boa-fé, publicidade, razoabilidade, proporcionalidade, dentre outros que estudaremos adiante. 
No Direito, encontramos as instituições, que são entidades que perduram no tempo, por exemplo: os sindicatos, os órgãos do 
Poder Judiciário, do Poder Executivo, etc. Por fim, ele é um meio para a realização ou obtenção de um fim, que é a Justiça. Por mais 
que esta, muitas vezes, pareça utópica, é para essa finalidade que o Direito existe na sociedade. 
Para que o Direito seja cumprido em sociedade, o Estado (e aqui quando se fala em Estado deve-se compreender como país), com o 
uso do seu poder imperativo, prevê a sanção (punição). A sanção no Direito existe para que a norma criada seja cumprida, quando a 
submissão a ela não ocorre espontaneamente. 
O Direito, como coloca Sérgio Pinto Martins (2013), tem em uma das mãos a balança e na outra a espada. A balança serve para 
sopesar o Direito e a espada visa fazer cumprir as suas determinações. A espada sem a balança é a desproporção. A balança sem a 
espada é um direito ineficaz. As duas devem caminhar juntas. A proporção do emprego da espada e da balança tem que ser igual 
para não se criar desigualdades. 
Para conhecer mais sobre o símbolo do Direito acesse o site do STF, que mostra o significado de cada um 
deles e sua história. 
Fonte: a autora. 
Distinção entre Direito e Moral 
Para continuarmos nosso estudo sobre o Direito, precisamos estabelecer a distinção entre o que é Direito e o que é Moral. A Moral 
possui um conceito que varia com o tempo, em razão de questões políticas, sociais, econômicas que vão sendo alteradas de acordo 
com a história e com a sociedade que é estudada. A Moral é unilateral, pois não há punição uma vez que a norma foi descumprida. 
No Direito, porém, há uma bilateralidade, uma vez que há uma imposição do comportamento do indivíduo na sociedade, e quando 
este é descumprido, há uma sanção (punição) por parte do Estado. 
Para melhor compreender, veja a tabela abaixo com a distinção feita por Miguel Reale (1972, p. 626). 
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Quadro 1 - Diferenças entre Moral e Direito. 
Fonte: Martins (2013). 
Assim, observamos que, entre o Direito e a Moral, apesar de parecerem a mesma coisa em muitos momentos, a diferença fica clara 
quando se fala na punição e na criação da norma de cada um deles. 
RAMOS DO DIREITO 
Existe uma vasta classificação da ciência do Direito. A primeira que vamos trabalhar é a classificação em direito natural e direito 
positivo. 
O Direito natural nasce a partir do momento em que surge o homem, aparecendo, portanto, naturalmente para regular a vida 
humana em sociedade,de polícia, deve se manter 
atento a identificar as atividades poluidoras do meio ambiente, obrigando o agente poluidor a reparar os danos causados e a 
adotar medidas efetivas de prevenção, arcando com todos os custos desse restabelecimento. 
O responsável pela degradação ambiental, uma vez identificado e se responsabilizando com os prejuízos causados, evita desse 
modo que pessoas que não têm culpa pelo dano causado sejam obrigadas a contribuir com o custo da degradação, muitas vezes 
somente pelo fato de residirem próximo ao local, enquanto outras distantes e que muitas vezes fazem parte do processo do 
mercado de consumo dos produtos produzidos nada pagam pela degradação ocasionada. 
Essa responsabilização, dentro do nosso ordenamento jurídico constitucional, em se tratando de tutela ambiental, é considerada 
como responsabilidade objetiva, não importando se o dano ambiental verificado foi causado por dolo ou culpa do agente, basta a 
sua existência para obrigar a reparação da forma mais ampla possível, inclusive a pecuniária. 
Por fim, este princípio regula o custo de utilização de recursos naturais, das atitudes que se podem ou não ser tomadas, do que se 
pode ou não fazer no combate à eliminação dos danos ambientes, por meio da poluição ou resultando dela, mediante resíduos, 
dejetos e lixos. 
De nada adiantaria adotar outras formas de prevenção para evitar que danos ambientais ocorressem se, quando verificado esse 
dano, não se pudesse responsabilizar o seu infrator. 
Princípio da Ubiquidade 
Este princípio vem evidenciar que o objeto de proteção do meio ambiente, localizado no epicentro dos direitos humanos, deve ser 
levado em consideração toda vez que uma política, autuação ou legislação sobre qualquer tema, atividade, obra etc., necessitar ser 
criada ou desenvolvida, e dependerá de tutela jurídica constitucional. 
Sendo assim, o princípio demonstra o objeto de proteção do meio ambiente, pois toda atividade sobre qualquer tema ou obra deve 
levar em conta a preservação da vida e principalmente da sua qualidade. 
Sabe-se que o ser humano foi gerado para viver em sociedade, pois sua própria sobrevivência necessita de elementos produzidos 
pela natureza, contudo, deve agir com racionalidade e respeito às condições dignas que lhe favorecem a subsistência e a 
perpetuação da espécie. 
A ubiquidade nos traz a ideia de que o Estado e toda a sociedade tenham consciência e racionalidade ao tratar sobre o direito 
ambiental, pois a sua presença e conservação é que faz com que o universo seja o centro da razão da existência da humanidade. 
Celso Antônio Pacheco Fiorillo entende que este princípio: 
Vem evidenciar que o objeto de proteção do meio ambiente, localizado no epicentro dos direitos humanos, 
deve ser levado em consideração toda vez que uma política, atuação, legislação sobre qualquer tema, 
atividades, obra, etc. tiver que ser criada e desenvolvida. Isso porque, na medida em que possui como ponto 
cardeal de tutela constitucional a vida e a qualidade de vida, tudo que se pretende fazer, criar ou 
desenvolver deve antes passar por uma consulta ambiental, enfim, para saber se há ou não a possibilidade 
de que o meio ambiente seja degradado (FIORILLO, 2009, p. 691). 
Conclui-se que a proteção do meio ambiente é uma garantia da sadia qualidade de vida do ser humano, e o princípio da ubiquidade 
é fator preponderante sobre qualquer ação ou atividade econômica que venha a utilizar os recursos oferecidos pelo meio 
ambiente, tendo o Estado papel primordial no que tange à possibilidade de danos em potencial antes de qualquer decisão ou 
implementação de execução de políticas públicas, mesmo que necessárias ao desenvolvimento social. 
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Trata-se de uma imposição inalienável e que deve prevalecer sobre qualquer outra, pois o primordial é a proteção da vida humana, 
por isso, é por meio dos cuidados que se deve dispensar à proteção do meio ambiente que se alcançam os objetivos do princípio da 
ubiquidade. 
O Estado interventor de direitos e obrigações destaca este princípio por desenvolver uma ferramenta que determina a eminência 
de ocorrência de danos ao meio ambiente, evita licenciar e programar atividades que possam gerar potencial de degradação, 
deixando informações claras e precisas à disposição da sociedade para, em conjunto, ordenar o processo decisório que trate de 
questões fundamentais ao bem comum, que é a preservação do meio ambiente. 
O princípio 10 da Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992 – ECO/92 (apud LEITE, 2002, 
pp. 34-35) diz: 
Em nível nacional, todos os indivíduos deverão ter acesso adequado à informação relativa ao meio ambiente 
detida pelas autoridades, incluindo informações sobre materiais e atividades perigosas nas suas 
comunidades. Os Estados devem facilitar e incentivar a consciencialização e a participação pública 
disponibilizando amplamente a informação. 
Compreende que o princípio em questão traz em seu conceito algo que significa estágio superior, tendo qualquer outra situação 
que coloque em risco o meio ambiente, esta deve ser eliminada antes mesmo da sua existência, quando então se estará dando a 
valorização merecida à subsistência da vida no planeta. 
Princípio do Equilíbrio ou Equivalência 
Pelo princípio que ora se examina, os responsáveis pela aplicação da política ambiental e do Direito Ambiental devem medir as 
consequências previsíveis da adoção de uma determinada medida, de forma que esta possa ser útil à comunidade e não importar 
em gravames excessivos ao ecossistema e à vida humana. 
Sabemos que a atividade econômica não pode ser extinta em função das graves consequências sociais que põem em risco a 
sobrevivência da humanidade. O princípio do equilíbrio preconiza que deve ser buscado um balanço entre as vantagens 
econômicas e o impacto ao meio ambiente, atendendo ao direito fundamental do ser humano de ter um meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, conforme prescrito no artigo 225 da Constituição Federal. 
Diante disso, deve ser realizado um estudo entre as diferentes repercussões do projeto a ser implantado, isto é, devem ser 
analisadas as consequências ambientais que poderão advir, tanto econômicas quanto sociais, e posteriormente a legislação 
ambiental deverá ser aplicada de acordo com o resultado de todas estas vertentes. 
Paulo Bessa Antunes entende: 
Princípio do equilíbrio é o princípio pelo qual devem ser pesadas todas as implicações de uma intervenção 
no meio ambiente, buscando-se adotar a solução que melhor concilie um resultado globalmente positivado 
(ANTUNES, 2005, p. 37). 
Entende-se que o equilíbrio é voltado para a Administração Pública, a qual deve pensar em todas as implicações que podem ser 
desencadeadas por determinada intervenção no meio ambiente, devendo adotar a solução que busque alcançar o 
desenvolvimento sustentável, sempre interpretado pelos meios no qual trará benefícios ao meio ambiente. 
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Em síntese o presente princípio, se dá pelas peculiaridades trazidas pelo custo e também pelo benefício, é aquele que traz todas as 
implicações de uma intervenção no meio ambiente onde devem ser ponderadas e examinadas individualmente, buscando-se 
adotar a solução que traga um resultado global de maneira positiva. 
Princípio da Informação 
A informação serve para o processo de educação de cada pessoa e de cada comunidade, visa também dar chances à pessoa 
informada de tomar posições ou pronunciar-se sobre a matéria informada. 
A palavra expressão traz informações sobre o meio ambiente, e designa toda informação disponível sob forma escrita, visual, oral 
ou eletrônica ou sobre qualquer outra forma material. 
Paulo Affonso Leme Machado (2005, p. 84) demonstra que este princípio se encontra presente na: 
Declaração doRio de Janeiro/92, em uma das fases do princípio 10, afirma que, “no nível nacional, cada 
indivíduo deve ter acesso adequado às informações relativas ao meio ambiente de que disponham as 
autoridades públicas, inclusive informações sobre materiais e atividades perigosas em suas comunidades”. 
Entende-se que o princípio ora abordado tem seu espaço garantido, sendo tratado também nas conferências e declarações que 
envolvem o Direito Ambiental, causando impactos a todos aqueles que dão importância à natureza. Este princípio encontra-se 
presente em diversas partes da Constituição Federal, dando ao cidadão entendimento, segurança e consciência nas diretrizes 
relacionadas ao direito à informação. 
Estado de Direito pressupõe o respeito às minorias e atenção ao pluralismo social, político e religioso, tendo a participação dos 
cidadãos na formação da vontade em todos os aspectos inerentes ao Estado, por meio do direito à informação, elemento este à 
disposição da sociedade para as tomadas de decisões. 
No que tange ao tema a nível internacional, consagra-se na Declaração do Rio de Janeiro de 1992, inserida no princípio 10, e 
também no plano infraconstitucional, inserido tanto na Lei nº 6.938/81 que trata da Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA 
quanto na Lei 9.985/2000 no Sistema Nacional das Unidades de Conservação – SNUC. Em todas está explícito o direito à 
informação. 
Conclui-se que o princípio da informação não trata de qualquer comunicação, mas sim da informação ambiental. Significa o acesso 
a informações sobre todo e qualquer assunto relacionado com o meio ambiente de que disponham as autoridades públicas. 
Portanto, seu objetivo é prevenir danos ambientais e fazer uma construção coletiva em relação à política ambiental a ser 
implantada de modo a permitir que qualquer um exerça seu papel nas discussões e escolhas sociais, em atenção ao estado 
democrático de direito. 
Princípio da Participação 
Ao se tratar do termo participação, verifica-se a conduta de tomar parte em alguma coisa ou em agir em conjunto, dadas as 
necessidades e a importância dessa ação conjunta, sendo esse um dos objetivos adotados pela Constituição Federal no tocante à 
defesa do meio ambiente. 
Pode-se dizer que a participação popular visa à conservação do meio ambiente, insere-se num quadro mais amplo da participação 
diante dos interesses difusos e coletivos da sociedade, da participação e cooperação do Estado e da sociedade. 
Esse princípio está calcado no caput do artigo 225, bem como objeto no princípio 10 da Declaração do Rio de Janeiro e na Lei do 
9.985/2000 que trata do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, e para colocá-lo em prática, é necessária a 
existência de uma política ambiental, bem como dos assuntos pertinentes ao tema estudado, tendo como primordial a cooperação 
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entre o Estado e a comunidade. 
Celso Antônio Pacheco Fiorillo (2009, p. 57) diz que: 
O princípio da participação constitui ainda um dos elementos do estado social do direito, que também 
poderia ser denominado Estado Ambiental de Direito, porquanto todos os direitos sociais são a estrutura 
essencial de uma saudável qualidade de vida, que, como sabemos, é um dos pontos cardeais da tutela 
ambiental. 
Sendo assim, a participação da sociedade se torna de grande relevância para a do direito ambiental, fazendo com que este princípio 
garanta aos cidadãos a sua participação ativa nas tomadas de decisões. Segundo Baptista Machado (1982, p. 32), a participação 
significa “a intensificação da intervenção dos indivíduos e dos grupos no processo de decisão de assuntos de interesse público”. 
Alguns doutrinadores trazem a denominação deste princípio como o das denominações democráticas e de cooperação, 
abrangendo em seu conteúdo não só o direito de participação, como também o de informação. 
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ATIVIDADES 
1. Sobre a evolução da proteção ambiental assinale a alternativa a alternativa correta : 
( ) Com a criação do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro em 1808, o Brasil evoluiu muito na proteção ambiental, podendo ser 
considerado um marco histórico. 
( ) A Constituição Federal de 1934 e as demais até a de 1969, foi disciplinada a proteção aos recursos naturais e ao meio 
ambiente. Ambas não esqueceram também de proteger o direito de propriedade. 
( ) As Ordenações Filipinas tiveram aplicação no Brasil, até a Constituição de 1988, diante de sua importância. Ela foi a primeira 
legislação que tratou da proteção ambiental. 
( ) A Constituição de 1988 conferiu ao meio ambiente o status de direito fundamental. 
( ) A previsão Constitucional de proteção ao meio ambiente sempre esteve presente nas Constituições. Por isso, pode-se 
verificar que desde o descobrimento do Brasil o direito ao meio ambiente apresenta-se como um direito fundamental. 
a) F, V, F, V, V 
b) V, F, F, V, F 
c) F, V, V, F, V 
d) V, V, F, V, F 
e) V, V, V, F, V 
2. Podemos afirmar que o estudo do Direito ambiental é algo recente, e por isso, está em constante construção. Dessa forma, 
assinale a alternativa correta : 
I. O Direito Ambiental é considerado um direito autônomo, ou seja, não está ligado a outros ramos do direito, como por exemplo 
o Direito Constitucional. 
II. A natureza jurídica do Direito Ambiental pertence ao ramo do direito que não está categorizado nem no direito público e 
nem no direito privado, mas sim no direito difuso. 
III. O conceito de Direito Ambiental é multidisciplinar, está ligado a vários ramos do direito, como o Direito Constitucional, 
Administrativo, Civil, Penal, Processual e do Trabalho. 
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IV. A finalidade de toda legislação ambiental é a de conservação e proteção ao meio ambiente. 
a) Somente as alternativas I, II e IV estão corretas. 
b) Somente as alternativas II e IV estão corretas. 
c) Somente as alternativas II, III e IV estão corretas. 
d) Somente as alternativas I, II e IV estão corretas. 
e) Todas as alternativas estão corretas. 
3. Sobre o Princípio do Desenvolvimento Sustentável, assinale a alternativa correta : 
a) É um princípio muito importante para o direito ambiental, contudo, os juristas não o utilizam com tanta frequência. 
b) Tem por conteúdo a manutenção das bases vitais da produção e reprodução do homem e de suas atividades, garantindo 
igualdade e uma relação satisfatória entre os homens e deste com seu ambiente. 
c) Com o desenvolvimento exacerbado da população e a procura por bens e produtos, o ritmo da produção econômica diminuiu, 
com isso a busca dos recursos naturais a alimentar a produção também diminuindo, e o princípio praticamente perdeu sua 
aplicabilidade. 
d) O principal enfoque desse princípio é a preservação do meio ambiente. Contudo, essa preocupação poderá de modificada caso 
haja necessidade de aumentar o rendimento econômico do país. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
Conclui-se que a importância da participação no direito ambiental é grande levando em conta a perspectiva preventiva, condição 
esta que se torna fundamental para o meio ambiente, por este depender em grande medida da prevenção para evitar danos 
irreversíveis. Com a participação integrante da sociedade não se pretende diminuirou retirar a atuação estatal na defesa do 
ambiente, mas busca-se fortalecer esta atuação por meio da colaboração entre a sociedade e o Estado, de uma forma harmônica, 
gerando resultados positivos para ambas as partes na esfera ambiental. Entretanto, com a participação da sociedade civil nas 
esferas decisórias estatais relacionadas à defesa do meio ambiente, a democracia será satisfatória, gerando efetivação de um 
direito ecologicamente equilibrado e como consequência uma prazerosa e sadia qualidade de vida. 
Em síntese, a unidade demonstrou a importância da aplicação do direito na sociedade, demonstrando sua aplicabilidade no 
universo das relações pessoais, dando enfoque específico ao meio ambiente, apresentando o mecanismo e o funcionamento na 
esfera específica designada como direito ambiental. Posteriormente, foram elencados os princípios constitucionais, estes que 
servem como tema fundamental para a compreensão de qualquer ramo do Direito, apresentados de forma global demonstrando a 
relevância prática e a visualização global do sistema para melhor aplicação concreta de suas normas; trazendo entendimento à 
autonomia da disciplina em face aos outros ramos do Direito, proporcionando o entendimento e a identificação da proteção ao 
meio ambiente, sendo este critério básico e inafastável para a exata inteligência e interpretação de todas as normas que compõem 
o sistema jurídico, tornando-se indispensável para a aplicabilidade do Direito. 
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Material Complementar 
Filme 
O náufrago 
Ano: 2001 
Sinopse: Narra a história de um empregado da FedEx que sofre um 
acidente aéreo e vai parar numa ilha desabitada no meio do Pacífico Sul. É 
incomum no cinema em Hollywood que, durante a maior parte do filme, 
só haja um personagem humano. 
Comentário: O filme é um bom exemplo de onde existe o Direito de fato. 
No momento em que Tom Hanks fica sozinho na ilha, não existe nenhuma 
regulamentação sobre a vida em sociedade. A partir do momento em que 
ele volta para a civilização, deve se adaptar novamente à regulamentação 
que ali existe. 
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REFERÊNCIAS 
BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: . 
Data de acesso: 19/07/2017. 
ALBERGARIA, Bruno. Direito Ambiental e a Responsabilidade Civil das Empresas . 2 Ed. Editora Forum, 2010. 
ANAMMA. Lei da Mata Atlântica . Disponível em: Acesso em: 17 ago. 
2012. 
ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental . 10ª Ed. Rio de Janeiro: Lumem Júris, 2007. 
ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental . 8ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Júris, 2005. 
ARAGÃO, Alexandra. Direito constitucional do ambiente na união europeia. In: CANOTILHO, José Joaquim Gomes; LEITE, José 
Rubens Morato (Organizadores). Direito constitucional ambiental brasileiro . 2. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 2008. 
BARCELLOS, Ana Paula de. Ponderação de Normas: alguns parâmetros jurídicos. In: BARROSO, Luís Roberto. O Começo da 
História : A nova interpretação constitucional e o papel dos princípios do Direito brasileiro. Disponível em: 
. Acesso em: 07 jun. 2011. 
BENJAMIN, Antonio Herman. Constitucionalização do ambiente e ecologização da constituição brasileira. In: CANOTILHO, José 
Joaquim Gomes; LEITE, José Rubens Morato (Organizadores). Direito constitucional ambiental brasileiro . 2. ed. rev. São Paulo: 
Saraiva, 2008. 
BRASIL. Lei 6.938 de 31 de agosto de 1981 . Disponível em: . Acesso em: 08 
ago. 2012. 
BRASIL; SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ADI 2432/RN . Relator Min. Eros Grau. Tribunal Pleno. DJU 26.08.2005. p. 7. 
BRASIL; SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Resp 442586/SP . 1ª Turma. Relator Ministro Luiz Fux. DJU 24.02.2003. p. 196. 
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APROFUNDANDO 
A Conferência de Estocolmo provocou grandes impactos no mundo, até mesmo no Brasil, dando início a um consistente processo 
de montagem de uma ordem jurídica ambiental, com a criação, no âmbito do Poder Executivo federal, da Secretaria Especial do 
Meio Ambiente (SEMA). As questões que foram mencionadas na citada Conferência ainda não estavam resolvidas. A poluição 
atmosférica aumentara e a degradação do ambiente não havia sido barrada, sem falar no uso indiscriminado dos recursos naturais 
não renováveis. 
Sendo assim, ocorreram gravíssimos acidentes de proporções internacionais, que despertaram a atenção da comunidade 
internacional para a necessidade de uma nova reflexão sobre o meio ambiente. 
Para tanto, citaremos alguns exemplos (Granziera, 2014): 
1) Em 1978, o acidente com o satélite artificial soviético de telecomunicações Cosmos 924, que caiu em território canadense, 
despejando material radioativo; 
2) Em 16-3-1978, o superpetroleiro Amoco Cádiz, vindo do Golfo Pérsico a Roterdã, com 227.000 toneladas de óleo cru, partiu-se 
ao meio na costa bretã, França, em uma tempestade, criando uma maré negra que destruiu praias e vida marinha, com enormes 
prejuízos à pesca e ao turismo; 
3) Em 24-2-1984, os moradores da Vila Socó, em Cubatão-SP, sofreram os efeitos de uma explosão decorrente do vazamento de 
gasolina em um dos oleodutos da Petrobras que ligava a Refinaria Presidente Bernardes ao Terminal de Alemoa; 
4) Em 1984, o acidente na cidade de Bhopal, na Índia, envolvendo uma fábrica de pesticidas, cuja atividade negligente causou um 
vazamento de gás tóxico que envenenou toda a população, matando mais de 2.000 pessoas e deixando 200.000 cegas ou feridas; 
5) Em 1986, o acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, URSS, cuja explosão liberou uma nuvem de material radioativo que foi 
levada pelo vento aos países vizinhos; 
6) Em 1986, o incêndio ocorrido na empresa química Sandoz, na Suíça. O rio Reno foi gravemente contaminado por produtos 
químicos agrícolas, solventes e mercúrio, matando a fauna aquática e ameaçando o abastecimento de água potável da Alemanha e 
da Holanda; 
7) Entre 1984 e 1987, 60 milhões de pessoas, na maioria crianças, morreram de doenças intestinais decorrentes de desnutrição e 
da ingestão de água imprópria para o consumo; 
8) Entre 1984 e 1987, a crise africana ligada ao meio ambiente e ao desenvolvimento, desencadeada pela seca, pôs em risco a vida 
de 35 milhões de pessoas, matando cerca de um milhão. 
PARABÉNS! 
Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
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Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
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a Distância; LOPES, Mariane Helana; PARRA, Patrícia. 
Direito e Legislação Ambiental. 
Mariane Helena Lopes; Patrícia Parra. 
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1. Direito. 2. Ambiental. 3. EaD. I. Título. 
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POLÍTICAS 
NACIONAIS E 
UNIDADES DE 
CONSERVAÇÃO 
Professor (a) : 
Me. Patrícia Parra 
Objetivos de aprendizagem 
• Estudar a Política Nacional De Desenvolvimentos Sustentável destacando seus principais pontos. 
• Explanar sobre a Política Nacional De Recursos Hídricos destacando a lei 9.433/97. 
• Entender o que é o Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza, entendo seu objetivos. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• Política Nacional de Meio Ambiente. 
• Política Nacional de Recursos Hídricos - Lei 9.433/97. 
• Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza- Lei 9.985/00. 
Introdução 
Hoje o meio ambiente é considerado de extrema importância para a humanidade, e nada mais justo que o Direito o proteja. O 
ramos do Direito que é destinado a proteger de forma específica o meio ambiente é chamado de Direito Ambiental. Não podemos 
deixar de mencionar que o Direito Constitucional também dedica proteção específica ao meio ambiente, com as previsões na 
Constituição Federal de 1988. 
Neste estudo vamos analisar alguns pontos específicos da proteção ao meio ambiente que somados aos institutos estudados nos 
tópicos anteriores compõe de forma ampla a proteção ambiental. 
A Política Nacional do Meio Ambiente foi instituída com finalidade específica e principalmente foi pioneira no que tange às 
legislações voltadas a proteção ambiental. Aprofundando o estudo em seus princípios e objetivos percebemos que a lei 
6.938/1981, busca harmonizar a defesa do meio ambiente com o desenvolvimento econômico e com a justiça social. 
Trataremos também da Política Nacional de Recurso Hídricos, baseada na lei 9433/97, que regulamenta a utilização dos recursos 
hídricos, destacando os fundamentos que a regem, tais como a importância da água ser um bem de domínio público. E também os 
objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos entendo seu papel na garantia de um futuro com água potável para as 
próximas gerações. 
Completando o estudo das proteções especiais ao meio ambiente estudaremos o Sistema Nacional de Unidade de Conservação da 
Natureza. Sua previsão foi dada pela Constituição Federal, mas foi a Lei 9.985/2000 que trouxe especificamente o que são as 
Unidades de Conservação da Natureza. 
Para que possamos garantir os direitos fundamentais descritos na Constituição Federal e desta forma promovemos seu princípio 
fundante que é o princípio da Dignidade Humana precisamos oferecer um meio ambiente adequado para as gerações atuais e 
futuras. 
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POLÍTICA NACIONAL DE MEIO 
AMBIENTE 
A Política Nacional do Meio Ambiente foi instituída pela lei 6.938/1981 em nosso país que criou o Sistema Nacional do Meio 
Ambiente (SISNAMA). De acordo com Luís Paulo Sirvinskas (2014) essa lei é a mais importante depois da Constituição Federal em 
todo ordenamento jurídico brasileiro no que tange a essa temática. Ela representa a preocupação com as questões ambientais, e 
por isso, criou o SISNAMA que tem por objetivo a proteção do meio ambiente. 
Para entender melhor a proteção apresentada pela lei é indispensável a leitura na íntegra da lei 6.938/81. 
Acesse: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm . 
Fonte: a autora. 
A Política Nacional do Meio Ambiente, ao tentar harmonizar a defesa do meio ambiente com o desenvolvimento econômico e com 
a justiça social, tem como primeira finalidade maior a promoção do desenvolvimento sustentável e como última finalidade maior a 
efetivação do princípio da dignidade da pessoa humana. 
Esta lei surgiu como de marco legal para todas as políticas públicas de meio ambiente a serem desenvolvidas pelos entes 
federativos. 
A política ambiental deve ser entendida com todas as ações desenvolvidas pelo poder público no sentido de promover a utilização 
dos recursos ambientais de forma mais eficiente possível, considerando a capacidade de suporte do meio ambiente, a conservação 
dos recursos naturais renováveis e não renováveis. (ANTUNES, 2016). 
O objeto de estudo da lei é a preservação da qualidade ambiental em todas as suas formas para as gerações presentes e para as 
futuras. Mesmo sendo anterior a Constituição Federal ela já tinha a preocupação de preservação, conforme descrito no art. 2º da 
lei e posteriormente no art. 225, caput, da CF que é a busca do meio ambiente ecologicamente equilibrado. 
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O artigo 2º destaca a importância da integração entre a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento econômico. É necessário 
assegurar condições de progresso industrial, segurança nacional, mas também a proteção a dignidade da pessoa humana. 
(SIRVINSKAS, 2014). 
Analisando a importância do meio ambiente equilibrado, visto que é um direito fundamental garantido a 
todos, considerando a sua fundamentalidade no desenvolvimento do ser humano, reflita sobre as forma de 
utilização de recursos escassos com segurança, ou seja, buscando sempre o menor impacto possível. 
Fonte: a autora. 
Para SIRVINSKAS (2014, p.204) “esse desiderato só poderá ser alcançado com o cumprimento dos objetivos arrolados art. 4º da 
Lei n. 6.938/81, os quais têm por escopo a preservação, a melhoria e a recuperação da natureza e dos ecossistemas.” 
Dessa forma encontramos que Preservar significa manter o estado natural dos recursos ambientais evitando a intervenção 
humana. Melhorar significa a intervenção humana adequada, buscando a melhora na qualidade dos recursos ambientais pela 
forma adequada de manejo das espécies. E Recuperar significa intervir para recuperar o que foi degradado com o objetivo de 
trazer as características anteriores. SIRVINSKAS (2014). 
Os objetivos da lei estão descritos no art. 4º: 
Art 4º - A Política Nacional do Meio Ambiente visará: 
I - à compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio 
ambiente e do equilíbrio ecológico; 
II - à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico, 
atendendo aos interesses da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; 
III - ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e 
manejo de recursos ambientais; 
IV - ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas para o uso racional de recursos 
ambientais; 
V - à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e informações ambientais e 
à formação de umaconsciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do 
equilíbrio ecológico; 
VI - à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua utilização racional e 
disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida; 
VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados e, 
ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. 
Os objetivos foram descritos com a finalidade de proteção do meio ambiente, mas também visando a utilização dos recursos 
naturais de forma sustentável. Se encontramos o equilíbrio entre essas ações os objetivos da lei serão cumpridos 
Os princípios da Política Nacional do Meio ambiente estão descritos no art. 2º, I a X da lei 6.938/1981. Esses princípios são 
denominados como princípios legais, pois decorrem desta lei e não se confundem com os princípios apresentados pela doutrina. 
São eles: 
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I - princípio de ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente 
com um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo do 
solo; 
II - princípio da racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; 
III - princípio do planejamento e fiscalização do uso do solo dos recurso ambientais; 
IV - princípio da proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; 
V - princípio do controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; 
VI - princípio de incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a 
proteção dos recursos ambientais; 
VII - princípio do acompanhamento do estado da qualidade ambiental (auditoria ambiental); 
VIII - princípio da recuperação de áreas degradadas; 
IX - princípio da proteção de áreas ameaçadas de degradação; 
X - princípio da educação ambiental em todos os níveis do ensino, inclusive a educação da comunidade, 
objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. 
É importante destacar que alguns dos princípios apresentados acima são considerados orientações para ação governamental e 
nem sempre são cumprindo como princípios. 
Na visão de Luís Paulo Sirvinskas “é possível ainda haver eventual contradição entre os supostos princípios e, nesse caso, deve 
prevalecer aquele mais favorável ao meio ambiente”. (SIRVINSKAS, 2014, p.206). Diante disso, em cada caso concreto deve ser 
analisado a aplicação dos princípios, visto que em caso de conflito entre princípios o que mais favorável for ao meio ambiente 
deverá ser aplicado. Sendo assim, a lei definiu conceitos básicos como o de meio ambiente, de degradação e de poluição e 
determinou os objetivos, diretrizes e instrumentos, além de ter adotado a teoria da responsabilidade. 
Na verdade, a aplicabilidade dos princípios do Direito Ambiental é muito mais ampla do que a dos princípios da Política Nacional 
do Meio Ambiente, posto que estes são uma decorrência daqueles. Tanto é que a redação da maioria dos incisos do artigo citado, 
mais do que princípios, sugere um elenco de ações que melhor condizem com a característica de meta do que de princípios 
propriamente ditos. 
Entende-se dessa forma que a política ambiental é a organização da gestão estatal no que diz respeito ao controle dos recursos 
ambientais e à determinação de instrumentos econômicos capazes de incentivar as ações produtivas ambientalmente corretas. 
A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à 
vida, visando assegurar, no país, condições para tanto. Dessa maneira, o objetivo geral da Política Nacional do Meio Ambiente está 
dividido em preservação, melhoramento e recuperação do meio ambiente. 
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POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS 
HÍDRICOS - LEI 9.433/97 
A Lei 9.433/97 institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, 
conhecida como Lei das Águas. A lei em questão trata das águas, que se caracteriza por uso do domínio público tratando-se de 
recurso natural limitado estando no presente momento passando por momentos de escassez, e mesmo desta forma, tendo seu uso 
prioritário no consumo humano. 
No aspecto da gestão dos recursos hídricos, deve-se descentralizá-la e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e 
da população para que todos se unam em prol de uma conscientização, de uma educação ambiental sobre o uso correto da água, 
garantindo-lhe o direito de uso e instituindo deveres e obrigações aos usuários. 
Afinal, não há que se falar em vida na terra sem esse precioso bem. Se a população quiser garantir a sobrevivência de suas futuras 
gerações, deve começar a se manifestar para que algo de concreto possa ser feito a favor dos rios, lagos, mananciais de água e 
aquíferos, procurar meios de preservar essas riquezas hídricas que ainda nos restam. 
De acordo com o artigo primeiro da referida lei, no inciso I, a Política Nacional de Recursos Hídricos tem como fundamento a água 
como um bem de domínio público, e isso significa que o Poder Público federal e estadual são os gestores desse bem, mas não os 
proprietários. Nesse sentido explica Paulo Afonso Leme Machado: 
Salientemos as consequência da conceituação de água como “bem de uso comum do povo”: o uso da água 
não pode ser apropriado por uma só pessoa física ou jurídica, com exclusão absoluta dos outros usuários em 
potencial; o uso da água não pode significar a poluição ou a agressão desse bem; o uso da água não pode 
esgotar o próprio bem utilizado e a concessão ou autorização (ou qualquer tipo de outorga) do uso da água 
deve ser motivada ou fundamentada pelo gestor público. (MACHADO, 2014, p. 500). 
O inciso II, determina que a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; por isso, a água passa a ser mensurada 
dentro de valores da economia. “A valorização econômica da água deve levar em conta o preço da conservação, da recuperação e 
da melhor distribuição desse bem.” (MACHADO, 2014, p. 501). 
O inciso III, apresenta que em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a 
dessedentação de animais. Paulo Afonso Leme Machado explica que o consumo humano compreende somente as necessidade 
mínimas de cada pessoa, e isso compreende água para beber, para comer e para higiene. Já para os animais é assegurada a 
dessedentação, mas não para a utilização no abate e no processo de comercialização. (MACHADO, 2014). 
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O inciso IV, apresenta que a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas, isso significa dizer, 
na visão de Américo Luís Martins da Silva que: 
este fundamento visa reconhecer a existência das diferentes demandas pela água na nossa sociedade e 
admiti-las como sendo todas elas legítimas e em igualdade de condições para reivindicação do uso deste 
recurso, sem definir, a priori, um uso privilegiado, como ocorria muitas vezes no passado, ao se atribuir ao 
setor hidroelétrico primazia dos interesses num contexto histórico de busca desenfreada do crescimento 
econômico: em outras palavras, com este fundamento quebra-se a indesejável hegemonia de um setor 
usuário sobre os demais, de maneira que, após a vigência da lei 9.433, de 08.01.1997, todos os setores 
usuários têm igual acesso ao uso de recursos hídricos. (SILVA, 2005, p. 443). 
Já o inciso V, apresenta que a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos 
Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos,nesse sentido explica Américo Luís Martins da 
Silva: 
Adota-se a bacia hidrográfica como unidade de planejamento; este planejamento procura atribuir maior 
base ambiental para o gerenciamento, de forma que as unidades político-administrativa se obriguem a 
ações coordenadas e integradas , com base técnica, para defenderem os interesses que passaram a serem 
reconhecidos como sendo comuns, e não mais isolados; destaca-se que os limites da bacia são constituídos 
pelo perímetro da área a ser planejada, a fim de facilitar o confronto entre as disponibilidades e as 
demandas de água, essenciais para o que se denomina “balanço hídrico”. (SILVA, 2005, p. 444). 
O inciso VI, trata da gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos 
usuários e das comunidades, isso significa dizer que “tudo quanto pode ser decidido em níveis hierárquicos mais baixos de governo 
não será resolvido pelos níveis mais altos dessas hierarquias” (SILVA, 2005, p. 444). 
Os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos estão descritos no artigo 2º: que são: 
I - assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade 
adequados aos respectivos usos; 
II - a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o transporte aquaviário, com vistas ao 
desenvolvimento sustentável; 
III - a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso 
inadequado dos recursos naturais. 
Américo Luís Martins da Silva (2005, p. 445-446) destaca os principais pontos de cada alínea do artigo segundo, observe os 
apontamentos: 
I - assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade 
adequados aos respectivos usos: este objetivo está em absoluta sintonia com o conceitos de 
sustentabilidade, preocupando-se com a igualdade de acesso aos recursos naturais entre as diferentes 
gerações no tempo, assumindo claramente nossa responsabilidade face ao futuro do planeta e dos nossos 
descendentes; no entanto, deve-se, apenas, ressaltar que o discurso da sustentabilidade não pode ser 
confundido com uma ação voluntária para obstaculizar o crescimentos econômico e o desenvolvimento 
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social, que é conveniente aos interesses de muitos grupos econômicos internacionais; a sustentabilidade é, 
na verdade, a busca de um novo modelo, mas que não pode ser utilizado para manter regiões ou nações na 
periferia econômica com base numa pretensa “vocação regional natural”. 
II - a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o transporte aquaviário, com vistas 
ao desenvolvimento sustentável: por esse objetivo fica definido o papel dos recursos hídricos no 
desenvolvimento nacional, não apenas pelo uso deste recurso para as diversas atividades econômicas, mas 
também pela possibilidade de integração do território e do incremento da circulação de mercadorias e 
pessoas passa a ser visto como estratégico numa economia globalizada; vale destacar ainda, que a Comissão 
Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento considera o desenvolvimento sustentável como a 
promoção de valores que mantenham os padrões de consumo dentro do limite das possibilidades 
ecológicas a que todos podem, de modo razoável aspirar. 
III - a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso 
inadequado dos recursos naturais : frente a esse objetivo expresso, fica claro que a gestão racional buscada 
pela Política Nacional de Recursos Hídricos - PNRH reconhece a responsabilidade humana em muitos dos 
eventos “catastróficos” ou eventos críticos, tais como enchentes ou estiagens, além da contaminação dos 
próprios corpos d’água, ao mesmo tempo em que reconhece a capacidade humana de prevenir ou evitá-las 
através da ciência e da tecnologia, em benefício da coletividade. 
Considerando os objetivos descritos na Lei que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, reflita 
sobre a ação do homem hoje, observando se estamos seguindo esses objetivos e se essa proteção dada pela 
lei será suficiente para que consigamos assegurar às gerações futuras o acesso à água potável. 
Não podemos deixar de destacar a importância da Declaração Universal dos Direitos das Águas, instituída em 22 de março de 
1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU), dispõe: 
1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada 
cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos. 
2. A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não 
poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. 
3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água 
deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 
4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer 
intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em 
particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 
5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua 
proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e 
futuras. 
6. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, 
rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 
7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com 
consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das 
reservas atualmente disponíveis. 
8. A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo 
social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 
9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, 
sanitária e social. 
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10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição 
desigual sobre a Terra. 
Por fim, vale ressaltar que esta lei tem por finalidade criar condições técnicas para implementar o uso correto e consciente da 
água, de promover a gestão descentralizada e participativa, em sintonia com os órgãos e entidades que integram o Sistema 
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, implantando seus instrumentos de gestão previstos. 
SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE 
CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (SNUC) 
- LEI 9.985/00 
A lei 9.985/00 (BRASIL, 2014) institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC, estabelecendo 
critérios e normas para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação. O artigo 2º apresenta alguns conceitos 
importantes para o estudo: 
I - unidade de conservação: espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, 
com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de 
conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias 
adequadas de proteção; 
II - conservação da natureza: o manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a 
manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa 
produzir o maior benefício, embases sustentáveis, às atuais gerações, mantendo seu potencial de satisfazer 
as necessidades e aspirações das gerações futuras, e garantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral; 
III - diversidade biológica: a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre 
outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de 
que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas; 
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IV - recurso ambiental: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar 
territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora; 
V - preservação: conjunto de métodos, procedimentos e políticas que visem a proteção a longo prazo das 
espécies, habitats e ecossistemas, além da manutenção dos processos ecológicos, prevenindo a 
simplificação dos sistemas naturais; 
VI - proteção integral: manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência 
humana, admitido apenas o uso indireto dos seus atributos naturais; 
VII - conservação in situ: conservação de ecossistemas e habitats naturais e a manutenção e recuperação de 
populações viáveis de espécies em seus meios naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, 
nos meios onde tenham desenvolvido suas propriedades características; 
VIII - manejo: todo e qualquer procedimento que vise assegurar a conservação da diversidade biológica e 
dos ecossistemas; 
IX - uso indireto: aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais; 
X - uso direto: aquele que envolve coleta e uso, comercial ou não, dos recursos naturais; 
XI - uso sustentável: exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais 
renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de 
forma socialmente justa e economicamente viável; 
XII - extrativismo: sistema de exploração baseado na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos 
naturais renováveis; 
XIII - recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição 
não degradada, que pode ser diferente de sua condição original; 
XIV - restauração: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais próximo 
possível da sua condição original; 
XV - (VETADO) 
XVI - zoneamento: definição de setores ou zonas em uma unidade de conservação com objetivos de manejo 
e normas específicos, com o propósito de proporcionar os meios e as condições para que todos os objetivos 
da unidade possam ser alcançados de forma harmônica e eficaz; 
XVII - plano de manejo: documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma 
unidade de conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o 
manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da 
unidade; 
XVIII - zona de amortecimento: o entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas 
estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre 
a unidade; e 
XIX - corredores ecológicos: porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de 
conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de 
espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam 
para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais. 
Para entender melhor o SNUC acesse: 
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fareas-protegidas%2Fsistema-nacional-de-ucs-snuc&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNEy0DvTkZ-J9nIFQLqROXuG133ZEQ
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Os SNUC é constituído pelo conjunto das unidades de conservação federais, estaduais e municipais, e tem como principais 
objetivos conforme o artigo 4º: 
I - contribuir para a manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéticos no território nacional e 
nas águas jurisdicionais; 
II - proteger as espécies ameaçadas de extinção no âmbito regional e nacional; 
III - contribuir para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais; 
IV - promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais; 
V - promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de 
desenvolvimento; 
VI - proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica; 
VII - proteger as características relevantes de natureza geológica, geomorfológica, espeleológica, 
arqueológica, paleontológica e cultural; 
VIII - proteger e recuperar recursos hídricos e edáficos; 
IX - recuperar ou restaurar ecossistemas degradados; 
X - proporcionar meios e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento 
ambiental; 
XI - valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica; 
XII - favorecer condições e promover a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a 
natureza e o turismo ecológico; 
XIII - proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e 
valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente. 
A administração do SNUC deve ser feita com a adoção das seguintes diretrizes, de acordo com o art. 5º: 
I - assegurem que no conjunto das unidades de conservação estejam representadas amostras significativas 
e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas do território nacional e das 
águas jurisdicionais, salvaguardando o patrimônio biológico existente; 
II - assegurem os mecanismos e procedimentos necessários ao envolvimento da sociedade no 
estabelecimento e na revisão da política nacional de unidades de conservação; 
III - assegurem a participação efetiva das populações locais na criação, implantação e gestão das unidades 
de conservação; 
IV - busquem o apoio e a cooperação de organizações não-governamentais, de organizações privadas e 
pessoas físicas para o desenvolvimento de estudos, pesquisas científicas, práticas de educação ambiental, 
atividades de lazer e de turismo ecológico, monitoramento, manutenção e outras atividades de gestão das 
unidades de conservação; 
V - incentivem as populações locais e as organizações privadas a estabelecerem e administrarem unidades 
de conservação dentro do sistema nacional; 
VI - assegurem, nos casos possíveis, a sustentabilidade econômica das unidades de conservação; 
VII - permitam o uso das unidades de conservação para a conservação in situ de populações das variantes 
genéticas selvagens dos animais e plantas domesticados e recursos genéticos silvestres; 
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VIII - assegurem que o processo de criação e a gestão das unidades de conservação sejam feitos de forma 
integrada com as políticas de administração das terras e águas circundantes, considerando as condições e 
necessidades sociais e econômicas locais; 
IX - considerem as condições e necessidades das populações locais no desenvolvimento e adaptação de 
métodos e técnicas de uso sustentável dos recursos naturais; 
X - garantam às populações tradicionais cuja subsistência dependa da utilização de recursos naturais 
existentes no interior das unidades de conservação meios de subsistência alternativos ou a justa 
indenização pelos recursos perdidos; 
XI - garantamuma alocação adequada dos recursos financeiros necessários para que, uma vez criadas, as 
unidades de conservação possam ser geridas de forma eficaz e atender aos seus objetivos; 
XII - busquem conferir às unidades de conservação, nos casos possíveis e respeitadas as conveniências da 
administração, autonomia administrativa e financeira; e 
XIII - busquem proteger grandes áreas por meio de um conjunto integrado de unidades de conservação de 
diferentes categorias, próximas ou contíguas, e suas respectivas zonas de amortecimento e corredores 
ecológicos, integrando as diferentes atividades de preservação da natureza, uso sustentável dos recursos 
naturais e restauração e recuperação dos ecossistemas. 
O SNUC é composto por alguns órgão que são: I – Órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente - 
Conama, com as atribuições de acompanhar a implementação do Sistema; II - Órgão central: o Ministério do Meio Ambiente, com a 
finalidade de coordenar o Sistema; e III - órgãos executores: o Instituto Chico Mendes e o Ibama, em caráter supletivo, os órgãos 
estaduais e municipais, com a função de implementar o SNUC, subsidiar as propostas de criação e administrar as unidades de 
conservação federais, estaduais e municipais, nas respectivas esferas de atuação. 
As Unidades de Conservação estão divididas em dois grupos pela lei, que são a UNIDADES DE PROTEÇÃO INTEGRAL e a 
UNIDADES DE USO SUSTENTÁVEL. 
"As Unidades de Proteção integral têm por objetivo básico preservação da natureza, sendo admitidos 
apenas o uso indireto dos recursos naturais, com exceção dos casos previstos a própria lei que estabeleceu 
o SNUC.” (ANTUNES, 2016, p. 1037). 
“As Unidades de Uso Sustentável destinam-se à compatibilização entre a conservação da Natureza e o uso 
sustentável de parcela dos seus recursos naturais. (ANTUNES, 2016, p. 1037). 
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A criação das Unidades de conservação deve ser feita por ato do Poder Público (art. 22 da lei 9.985/00). Como a lei não instituiu a 
natureza jurídica do ato instituidor da Unidade de Conservação, e geral tem-se criado por Decreto. 
Uma das características marcantes da compensação ambiental é a busca em provar seu fundamento e natureza jurídica, partindo 
da crise ambiental em que se encontra no momento, momentos conturbados que pedem emergência e atitudes imediatas aos 
temas relacionados ao meio ambiente, procurando a adoção de novos valores. 
A Lei deixa claro que há reflexos na economia no que se refere à compensação ambiental, trazida pelo artigo 36 da Lei do SNUC, 
que representa um instrumento de política ambiental voltado para o financiamento das unidades de conservação, em detrimento 
da redução da qualidade ou disponibilidade de utilização dos bens ambientais que se tratam de uso comum. 
A cobrança e a penalidade impostas nos casos observados nesta lei são legítimas, caracterizadas por exigir do empreendedor de 
atividade licenciante que apresente significativo impacto, a retribuição, a toda a sociedade, das externalidades negativas 
ocasionadas pela implantação e operacionalização da obra. 
Em síntese, a presente lei prevê mecanismos para a defesa dos ecossistemas naturais e de preservação dos recursos naturais neles 
contidos, mais uma vez propiciando a proteção e a preservação ao meio ambiente propiciando a realização de pesquisas científicas 
que sejam de posse ou domínio público. 
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ATIVIDADES 
1. Acerca da Política Nacional de Meio Ambiente assinale a alternativa correta: 
I) Definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos 
interesses da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios. 
II) à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e informações ambientais e à formação de uma 
consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio ecológico. 
III) À compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio 
ecológico. 
IV) À imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados, e ao usuário da 
contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. 
a) As alternativas I, II, IV estão corretas. 
b) Somente a alternativa IV está correta. 
c) As alternativas, I, II, III e IV estão corretas. 
d) As alternativas III e IV estão incorretas. 
e) Nenhumas das alternativas estão corretas. 
2. A Política Nacional Nacional de Recursos Hídricos está descrita na lei 9.433/1997. Assinale a alternativa correta no que tange 
aos objetivos da lei: 
a) Assegurar às gerações atuais e as gerações futuras a necessária disponibilidade da água, independente dos padrões de 
qualidade. 
b) Preservar e defender contra eventos hidrológicos críticos de ordem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos 
naturais. 
c) Utilizar de forma irracional e desintegrada os recursos hídricos. 
d) Deixar de buscar o desenvolvimento sustentável no Estado Brasileiro. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores estão corretas. 
3. Sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza assinale a alternativa correta: 
a) O SNUC é um órgão Municipal responsável pela proteção ambiental do município, e principalmente pela divisão das 
Unidades de Conservação. 
b) O SNUC é constituído pelo conjunto das unidades de conservação federais, estaduais e municipais. 
c) O SNUC é constituído por unidades de conservação, somente no âmbito federal. 
d) O SNUC é órgão internacional que visa proteger o meio ambiente Brasileiro, visto que o Brasil não está cumprindo as leis de 
preservação internacional. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
O direito ambiental se torna cada vez mais importante para a sociedade por ser garantidor de um bem comum, que é o meio 
ambiente em todos os seus aspectos. 
Vimos neste estudo a lei que implementou a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Recursos Hídricos e 
também a lei que implementou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. 
Essas legislações mostram a preocupação do legislador em preservação do meio ambiente. A Constituição Federal trouxe 
mandamentos de proteção ao meio ambiente, e esse foram corroborados pela lei da Política Nacional de Recursos Hídricos e 
também pela lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. A lei que institui a Política Nacional do Meio 
Ambiente é de 1981, ou seja, é anterior a Constituição Federal, contudo, ela já apresentava o caráter de preservação e por isso é 
válida até os dias atuais. 
A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental. 
Preservar é procurar manter o estado natural dos recursos naturais impedindo a intervenção dos seres humanos. Melhorar 
significa a intervenção humana adequada, buscando a melhora na qualidade dos recursos ambientais pela forma adequada de 
manejo das espécies. Recuperar significa intervir para recuperar o que foi degradado com o objetivo de trazer as características 
anteriores. 
A Política Nacional de Recursos Hídricos destaca que é água é um recurso natural limitado e por isso, exigeum controle do Estado 
na sua extração. Contudo, isso não significa que o Estado é o proprietário das águas, mas somente que cabe a Ele, administrar o 
bem comum, visto que a água é um “bem comum do povo” segundo a legislação. 
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza é de fundamental importância para a preservação de determinadas 
áreas. Dividido em duas categorias, as Unidades de Proteção Integral e as Unidades de Uso Sustentável, que se subdividem em 
doze, como vimos nesse estudo, tem por objetivo a defesa dos ecossistemas naturais e de preservação dos recursos naturais neles 
contidos. 
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Material Complementar 
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O Código Florestal apresenta um grande marco na legislação que protege 
o meio ambiente. Para entender melhor sobre essa lei acesse: 
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REFERÊNCIAS 
.ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental . 18. ed. rev. atual. e ampl. - São Paulo: Atlas, 2016. 
BRASIL, Legislações de Direito Ambiental . 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 
GUERRA, Sidney. GUERRA, Sérgio. Curso de Direito Ambiental . 2. ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro . 22º ed. revista, ampliada e atualizada. São Paulo: Malheiros, 2014. 
ONU. Declaração Universal dos Direito da Água. 1992. Disponível em: http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Meio- 
Ambiente/declaracao-universal-dos-direitos-da-agua.html . Data do acesso: 30/07/2017. 
SILVA, Américo Luís Martins da. Direito do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais . Volume 2. São Paulo: Editora Revista dos 
Tribunais, 2005. 
SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental . 12.ed. São Paulo: Saraiva, 2014 
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APROFUNDANDO 
O SISNAMA “é o conjunto de órgãos e instituições vinculadas ao Poder Executivo que, nos níveis federal, estadual e municipal, são 
encarregados da proteção ao meio ambiente, conforme definido em lei.”(ANTUNES, 2016, 127). 
O SISNAMA tem por característica fundamental a coordenação das ações voltadas ao meio ambiente. Cada órgão ou entidade 
integrante do sistema tem sua atribuição, conforme veremos mais à frente, e isso garante que o sistema funcione buscando o 
máximo de eficiência. 
O artigo 6º da Lei 6.938/81 estabelece que o SISNAMA é um órgão integrado por órgão consultivo e deliberativo; por um órgão 
central; um órgão executor; diversos órgãos setoriais; órgãos locais. 
Cada um desses órgãos possui atribuições próprias, devendo-se alertar que compete-lhes primeiramente, o exercício do poder de 
polícia em matéria ambiental. As atribuições dos órgãos de cada ente federado foram definidas da seguinte forma: 
I - órgão superior: Conselho de Governo, formado pelos Ministros de Estado, que assessora o Presidente da República nas 
diretrizes gerais sobre a política de meio ambiente; 
II - órgão consultivo e deliberativo: Conama; 
III - órgão central: o Ministério do Meio Ambiente; 
IV - órgão executor: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); 
V - órgãos seccionais: os órgão ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas e pelo controle dessas 
atividades nos Estados; 
VI - órgãos locais: órgãos ou entidades municipais responsáveis pelo controle dessas atividades no âmbito de suas 
respectivas jurisdições. (Guerra e Guerra 2014, p. 138 - 139). 
PARABÉNS! 
Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
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EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação 
a Distância; LOPES, Mariane Helana; PARRA, Patrícia. 
Direito e Legislação Ambiental. 
Mariane Helena Lopes; Patrícia Parra. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
26 p. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Direito. 2. Ambiental. 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 340 
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PROTEÇÃO E 
LICENCIAMENTO 
AMBIENTAL 
Professor (a) : 
Me. Patrícia Parra 
Objetivos de aprendizagem 
• Estudar acerca da ação civil pública através da Lei 7.347/1985. 
• Entender as infrações administrativas e sua aplicabilidade. 
• Estudar o que é o licenciamento ambiental e quais os requisitos para obtenção. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• Ação civil pública e o meio ambiente - Lei 7.347/85. 
• Infrações administrativas. 
• O licenciamento ambiental. 
Introdução 
Com a constatação pelo homem, de que os recursos naturais não são inesgotáveis, foi necessário estabelecer mecanismos de 
proteção para o meio ambiente. Temos hoje diversas lei que tratam de forma específica sob a proteção de cada parte do meio 
ambiente. A Constituição Federal é a lei maior no que tange ao meio ambiente. Mesmo as legislações que foram promulgadas antes 
da Constituição só continuaram a ter validade jurídica porque estão em consonância com a lei maior. 
Veremos neste estudo a Ação Civil Pública e de que forma ela protege o meio ambiente. Ade acordo com as regras da natureza (MARTINS, 2013, p. 8). 
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Seria correto falarmos então que o aborto ou as pesquisas com embriões deveria ser permitida? 
Fonte: a autora. 
Pode-se dizer que seria uma norma criada pela natureza e não pelo homem, logo não pode ser criada pelo Estado. Seriam 
princípios gerais e universais para regular os direitos e deveres do homem. O Direito natural é aquele que fixa regras de validade 
universal, não consubstanciadas em regras impostas ao indivíduo pelo Estado. Em verdade, ele se impõe a todos os povos pela 
força dos princípios supremos dos quais resulta, como, por exemplo, o direito de reproduzir, o direito de viver, etc. (FÜHRER; 
MILARÉ, 2009, p. 34). 
Por outro lado, o Direito positivo compreende o conjunto de regras estabelecidas por meio do poder político em vigor num 
determinado país e numa determinada época (FÜHRER; MILARÉ, 2009). “O Direito positivo é apenas a norma legal, emanada pelo 
Estado e não de outras fontes do Direito. Ele estabelece o que é útil, sendo conhecido por meio de uma declaração de vontade 
alheia, que é a promulgação” (FÜHRER; MILARÉ, 2009, p. 23). 
O Direito público é aquele que regula as relações em que o Estado é parte; o segundo é o que disciplina as relações entre 
particulares, nas quais predomina, de modo imediato, o interesse de ordem privada (REIS; REIS, 2006). 
Muitas vezes nos deparamos com casos onde o Poder Público não se preocupa com a população. Por essa 
razão cabe a cada um de nós, enquanto contribuintes e cidadãos cobrarmos os mesmos. 
Fonte: a autora. 
Ainda, pode-se definir o Direito público como o ramo que: 
[...] regula as relações em que predominam os interesses gerais da sociedade, considerada como um todo. 
Nas relações de Direito Público, o Estado participa como sujeito ativo (titular do poder jurídico) ou como 
sujeito passivo (destinatário do dever jurídico), mas sempre como órgão da sociedade e, portanto, sem 
perder a posição de supremacia ou poder de império. (REIS; REIS, 2006, p. 8). 
O Direito privado é aquele que: 
[...] regula as relações em que predominam os interesses particulares ou a esfera privada. Nas relações 
jurídicas de Direito Privado o Estado pode participar como sujeito ativo ou passivo, em regime de 
coordenação com os particulares, isto é, dispensando sua supremacia ou poder de império (REIS; REIS, 
2006, p. 8). 
Assim, conclui-se que, o Direito público envolve a organização de um Estado, onde são estabelecidas as normas de ordem pública, 
enquanto o direito privado diz respeito ao interesse dos particulares, decorrentes da manifestação de vontade dos interessados. 
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Já uma outra classificação, diferencia em Direito Objetivo e Direito Subjetivo. O primeiro, nas palavras de Sérgio Pinto Martins 
(2013, p. 5), “é o complexo de normas que são impostas às pessoas, tendo caráter de universalidade, para regular suas relações”. O 
Direito Objetivo é, portanto, aquele criado pelo Estado e aplicado a toda a coletividade; independente da vontade do indivíduo, ele 
existe. Podemos citar como exemplo o Direito Constitucional, que é aplicado igualmente a todos. 
O Direito Subjetivo, por outro lado, é a faculdade, a escolha de a pessoa postular seu direito, objetivando a realização de seus 
interesses, uma vez que não foram cumpridos. 
Diferentemente do Direito Objetivo, no caso do Direito Subjetivo, ele dependerá da vontade do indivíduo para existir, ou seja, é 
necessária a manifestação de vontade para a aplicação de um direito. O exemplo deste seria o Direito do Consumidor. Quando se 
compra um produto e ele apresenta algum defeito, dependerá da manifestação da vontade daquele que o comprou para que o 
produto seja trocado ou o negócio seja desfeito. 
FONTES DO DIREITO 
Ao se falar em fontes, deve-se ter em mente as diversas formas pelas quais nasce o Direito. 
Como visto, o Direito é uma criação do Estado, de acordo com as necessidades da sociedade. Por essa razão, a própria sociedade 
determinará de onde provém ou emanam as regras que a disciplinará. 
As fontes primárias do Direito são: lei, costumes, doutrina e jurisprudência. Passaremos a estudar cada uma delas. 
Lei 
Essa é a fonte do direito de maior importância em nosso país e em nosso ordenamento jurídico. Assim, deve-se buscar na lei a 
forma correta de proceder em nossas relações sociais. 
O Art. 5º, II da Constituição Federal estabelece que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em 
virtude de lei”. Tal fonte é uma regra de conduta editada pelo Poder Legislativo, no qual estão presentes os representantes do povo, 
ou seja, são os vereadores (nível municipal), os deputados estaduais (nível estadual) e os deputados federais (nível federal). 
A característica da lei é a generalidade, ela se aplica de uma maneira geral a todos, não fazendo qualquer tipo de distinção. 
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Quando uma norma criada vai contrario a Constituição Federal é necessário entrar com uma ação judicial 
para que seja declarada sua inconstitucionalidade, ou seja, que ela vai contrário a lei mais importante do 
nosso ordenamento jurídico e, por essa razão, não pode ter validade. 
Fonte: a autora. 
Costume 
O costume é o comportamento praticado reiteradamente pela sociedade, que acaba se tornando uma lei, sendo então incorporada 
ao ordenamento jurídico brasileiro. 
Ou seja, antes mesmo de se tornar uma lei já é considerado uma fonte do direito. Como dito anteriormente, a principal fonte do 
direito é a lei. Todavia, em alguns casos ainda não há regulamentação, sendo necessário buscar a solução para estes casos nas 
regras que a sociedade vem praticando de forma reiterada. Deve-se salientar que o costume não poderá ser aplicado se for 
contrário a uma determinação expressa em lei. 
O costume acaba variando de acordo com o ramo do Direito. Contudo, no caso do Direito Penal, por exemplo, o costume é 
proibido, pois não há crime sem lei que o defina. 
Doutrina 
A doutrina consiste na opinião dos juristas, que são os estudiosos do Direito sobre determinado assunto. 
Seria o conjunto sistemático de teorias sobre o Direito elaborado pelos juristas. Pode-se dizer que é um produto da reflexão e do 
estudo que os grandes juristas desenvolvem sobre o Direito (COTRIM, 2009, p. 8). 
Jurisprudência 
Ao lado da doutrina, a jurisprudência realiza a interpretação do Direito. Enquanto a doutrina é a interpretação do Direito feita 
pelos juristas, a jurisprudência é a interpretação do Direito feita pelos Tribunais do nosso país. 
A principal fonte é a lei, porém ela deve ser interpretada e isto é feito tanto pelos juristas, quanto pelos Tribunais, no momento em 
que eles julgam os casos concretos. 
Dessa forma, a jurisprudência acaba sendo utilizada como uma referência para a pessoa ingressar com uma ação, ajudando assim a 
fundamentar seu pedido. 
A jurisprudência que temos em nosso país vai acompanhando as mudanças de comportamento da 
sociedade. Assim, sempre devemos observar como os Tribunais vêm interpretando os casos reais. 
Fonte: a autora. 
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Aplicação das Normas de Direito 
Ao aplicar uma lei, o juiz busca atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. 
Passaremos a estudar a interpretação e a integração das normas, compreendendo assim como se aplica uma lei ao caso concreto. 
Interpretação 
Para se aplicar a norma, precisamos interpretá-la, compreendendo assim o que levou o legislador a criá-la. Quanto às fontes que 
interpretam a norma, elas podem ser: autêntica, doutrinária, jurisprudencial. Com relação aos meios: gramatical, lógica, histórica e 
sistemática.Ação Civil Pública apresenta alguns 
requisitos específicos e é a principal forma de proteção do meio ambiente. Perpetrada pelo Ministério Público, pela Defensoria 
Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia 
mista; a associação com alguns requisitos específicos, a Ação Civil Pública é um instrumento eficaz de proteção e para a solução de 
fatores poluidores, tendo sua presença marcante na área ambiental, impondo a preservação dos recursos naturais. 
As infrações administrativas receberam maior destaque na lei 9.9605/1998 e no decreto 6.514/08. O estudo das infrações se faz 
importante para o reconhecimento da possíveis punições administrativas diante da violação da lei no que tange ao direito 
ambiental. 
E finalizamos o estudo com o licenciamento ambiental que apresenta os mecanismos autorização para a utilização dos recursos 
naturais. 
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AÇÃO CIVIL PÚBLICA E O MEIO 
AMBIENTE - LEI 7.347/85 
A lei 7.347/85 disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e 
direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências. 
Conforme demonstrado no presente estudo, a Constituição Federal de 1988, no artigo 225, caput, abriu espaços à participação da 
população na preservação e na defesa ambiental e impôs à coletividade o dever de defender o meio ambiente, assegurando como 
direito fundamental de todos os brasileiros a proteção ambiental. 
De acordo com o artigo 5º, inciso LXXIII da Constituição Federal de 1988, mediante Ação Popular, estabelece-se que o meio 
ambiente é um bem de uso comum do povo, assegurando a todos o direito a um meio ambiente equilibrado, impondo ao Poder 
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para a presente e as futuras gerações. 
Ainda na Constituição Federal de 1988, no artigo 129, inciso III, estabelece-se que uma das funções institucionais do Ministério 
Público é a propositura da Ação Civil Pública, dando-lhe poderes para se instaurar o Inquérito Civil e conceder prerrogativas de 
investigação civil. 
A Ação Civil Pública “é o instrumento processual adequado para reprimir ou impedir danos ao meio ambiente, protegendo assim os 
interesses difusos da sociedade.”(GUERRA, GUERRA, 2014, p.375). 
Para Sidney Guerra e Sérgio Guerra a Ação Civil Pública: 
Não se presta a amparar direitos individuais, nem se destina à reparação de prejuízos causados a 
particulares pela conduta, comissiva ou omissiva, do réu. A proteção desses interesses pode se dar através 
do (i) cumprimento da obrigação de fazer; (ii) cumprimento da obrigação de não fazer; (iii) condenação em 
dinheiro. (GUERRA, GUERRA, 2014, p.376). 
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São legitimados para propor a Ação Civil Pública, de acordo com o art. 5º da lei 7.347/85, o Ministério Público, que se não for autor 
atuará obrigatoriamente no feito e assumirá a demanda caso o autor a abandone; a Defensoria Pública, a União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios; a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; a associação que 
concomitantemente, esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil (período que pode ser dispensado pelo juiz, 
quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a 
ser protegido) e inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente. (GRANZIERA, 2014). 
Para melhor esclarecimento, trazemos o conceito de uma Ação Civil Pública ambiental, que consiste em um instrumento 
processual adequado para reprimir ou impedir danos ao meio ambiente, protegendo assim os interesses difusos da sociedade. 
As principais características da ação, segundo Paulo Affonso são: 
1. Explicitamente visa proteger o meio ambiente, o consumidor e os bens e interesses de valor artístico, 
estético, histórico, paisagístico e turístico. Interesses difusos e coletivos, como os rotulou a Constituição 
Federal (art. 129, III). 
2. A proteção de interesses e bens far-se-á através de três vias: cumprimento da obrigação de fazer, 
cumprimento da obrigação de não fazer e condenação em dinheiro. 
3. A ação da Lei 7.347 abriu as portas do Poder Judiciário às associações que defendem os bens de 
interesses apontados no item 1. No plano da legitimação foi uma extraordinária transformação. 
4. A ação civil pública consagrou a instituição - o Ministério Público - valorizando seu papel de autor em prol 
dos interesses difusos e coletivos. O Ministério Público saiu do exclusivismo das funções de autor no campo 
criminal e da tarefa de fiscal da lei no terreno cível, para nesta esfera passar a exercer mister de magnitude 
social. 
5. Inova, por fim, essa ação civil no sentido de criar um fundo em que os recursos não advém do Poder 
Executivo, mas das condenações judiciais, visando a recomposição dos bens e interesses lesados. Não se 
trata nessa ação de ressarcir as vítimas pessoais da agressão ambiental, mas de recuperar ou tentar 
recompor os bens e interesses no seu aspecto supraindividual. (MACHADO, 2014, p. 433). 
Vale a pena ressaltar que antes da publicação da Lei da Ação Civil Pública, a defesa do meio ambiente estava restrita às ações 
individuais e à atividade administrativa do Poder Público no exercício do poder de polícia administrativa, sendo assim, podemos 
agora entender que no âmbito ambiental, a Ação Civil Pública atua na defesa do meio ambiente, procurando sanar aqueles que 
descumprem a normas, leis e regras impostas, no qual não se busca em primeiro lugar a condenação em dinheiro, mas sim impor a 
obrigação de não fazer, de não descumprir, fazendo com que ocorra uma paralisação imediata de toda e qualquer ação ou atividade 
que ponha em risco a preservação do meio ambiente, tudo em prol da reparação ao dano ambiental causado. 
A ações civis públicas, via de regra, serão propostas perante o juízo onde ocorreu o dano ambiental. Isso facilita a produção da 
prova. (SIRVINSKAS, 2014). Por fim, a presente lei fundamenta-se no Direito Ambiental, no que tange à Ação Civil Pública 
relacionada nos danos e riscos ambientais e sua reparação ou prevenção, se tornando uma forma eficaz de responsabilidade 
compartilhada e solidária, não sendo diferente nos demais ramos, os quais necessita de múltiplas tutelas jurídicas. 
Portanto, conclui-se que a Ação Civil Pública é um instrumento eficaz de proteção ao meio ambiente, para a solução de fatores 
poluidores, tendo sua presença marcante na área ambiental, impondo a preservação dos recursos naturais, expressa por atuação 
do Ministério Público. Verificando-se sem fundamento a propositura da ação promove o arquivamento dos autos, sendo assim, 
vale ressaltar que quanto maior o interesse da população pela preservação do meio ambiente, maior a tendência de que ocorram 
mais Ações Civis Públicas ambientais impetradas nas Promotorias de Justiça dos municípios. 
No que diz respeito ao Direito Ambiental, ultimamente muito se tem discutido sobre o mal que o ser 
humano causou a natureza, por exemplo, o esgotamento das fontes naturais. Por essa razão, reflita o que 
poderia ser feito para melhorar as condições do meio Ambiente, deixando uma herança natural para as 
gerações futuras. 
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Fonte: os autores. 
INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS 
A Lei 9.9605/1998 dispõe sobre as sanções penais eadministrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. 
No artigo 70 ela apresenta de forma geral o que são as infrações administrativas ambientais, por isso, editou-se o decreto 
6.514/08 que tem por objetivo “estabelecer as bases para a imputação de responsabilidade administrativa para quem, por atos e 
omissões, lese o bem jurídico meio ambiente, conforme determinado pelo § 3º do artigo 225 da Constituição Federal.”(ANTUNES, 
2016, p. 290). 
Dispõe o artigo 70 da lei 9.9605/98 (BRASIL, 2014): 
Art. 70. Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas 
de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente. 
§ 1º São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo 
administrativo os funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - 
SISNAMA, designados para as atividades de fiscalização, bem como os agentes das Capitanias dos Portos, 
do Ministério da Marinha. 
§ 2º Qualquer pessoa, constatando infração ambiental, poderá dirigir representação às autoridades 
relacionadas no parágrafo anterior, para efeito do exercício do seu poder de polícia. 
§ 3º A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é obrigada a promover a sua 
apuração imediata, mediante processo administrativo próprio, sob pena de co-responsabilidade. 
§ 4º As infrações ambientais são apuradas em processo administrativo próprio, assegurado o direito de 
ampla defesa e o contraditório, observadas as disposições desta Lei. 
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A Advocacia Geral da União, emitiu importante orientação sobre o tema: 1. A penalidade de multa simples 
aplicada em razão de infração administrativa ambiental não tem por fundamento hipótese legal prevista no 
crime; 2. As multas são aplicadas pelo IBAMA única e exclusivamente com base nos art. 70 e 72 da lei 
9.605/98, regulamentados, até 23 de julho de 2008, pelo Decreto nº .179/99, e a partir daí pelo decreto 
6.514/08; 3. A competência para aplicação de multa em razão da prática de conduta descrita nos artigos 
29/69 - A da Lei 9.605/98 é privativa do Poder Judiciário, por se tratar de natureza penal. Por outro lado, os 
artigos 70 e 72 da lei 9.605/98 c/c o Decreto nº 6514/08 definem as infrações administrativas ambientais; 
4. Enfim, a previsão legal para o enquadramento da ação ou omissão dos autuados como infração ambiental 
tem natureza administrativa, não havendo falar-se em apuração de crime/contravenção penal pela 
Administração Ambiental. Fonte: ORIENTAÇÃO JURÍDICA NORMATIVA Nº 14/2010/PFE/IBAMA. 
Disponível em: 
file:///D:/Meus%20Documentos/Downloads/ojn_n_14_2010_aplicabilidade_do_art_38_paragrafo_unico_da 
_lei_n-_6.pdf. 
As infrações administrativas estão descritas no artigo 3º do decreto 6.514/08 (BRASIL, 2014), e são: 
Art. 3° As infrações administrativas são punidas com as seguintes sanções: 
I - advertência; 
II - multa simples; 
III - multa diária; 
IV - apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora e demais produtos e subprodutos 
objeto da infração, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na 
infração; 
V - destruição ou inutilização do produto; 
VI - suspensão de venda e fabricação do produto; 
VII - embargo de obra ou atividade e suas respectivas áreas; 
VIII - demolição de obra; 
IX - suspensão parcial ou total das atividades; e 
X - restritiva de direitos. 
§ 1° Os valores estabelecidos na Seção III deste Capítulo, quando não disposto de forma diferente, referem- 
se à multa simples e não impedem a aplicação cumulativa das demais sanções previstas neste Decreto. 
§ 2° A caracterização de negligência ou dolo será exigível nas hipóteses previstas nos incisos I e II do § 3o do 
art. 72 da Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. 
Passaremos a analisar cada infração. 
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Na visão de Paulo de Bessa Antunes a multa: 
A multa incide diretamente no patrimônio do particular e, portanto, estão submetidas ao princípio da 
legalidade e, igualmente ao princípio da reserva legal. A Lei nº 9.605/98 dispôs amplamente sobre multas e 
elevou-as a valores extremamente significativos, podendo atingir sem os diferentes agravantes a soma de 
R$ 50 milhões. (ANTUNES, 2016, p. 299). 
A multa está dividida em multa simples e multa diária. A multa simples ocorre quando a infração esgota-se em si mesma, por 
exemplo, o corte de uma árvore sem a devida autorização. Já as multas diárias são aplicadas quando a ação cometida tem natureza 
continuada, como por exemplo, a operação de uma atividade em desacordo com os padrões legalmente aplicáveis. Nesses casos, 
normalmente determina-se a paralisação da fonte irregular, até que ela possa operar dentro dos padrões legais. Caso não o faça 
será atribuído uma multa diária. 
• Apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora e demais produtos e subprodutos objeto da infração, 
instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração: A apreensão é o ato pelo qual a 
administração pública retira do comércio o produto que esteja sendo comercializado fora dos devidos parâmetros legais e 
administrativos. Observe o exemplo dado por Paulo Bessa, “pense na posse ilegal de animal silvestre. Quantas pessoas não tem um 
papagaio em casa, por exemplo? Tecnicamente, trata-se de infração às normas de posse e guarda de animais silvestres que, para 
efeitos legais, são de propriedade do Estado Brasileiro.”(ANTUNES, 2016, p. 300). 
• Destruição ou inutilização de produto: é o ato administrativo material mediante o qual a administração destrói ou torna inútil 
para a atividade a qual se destina o produto produzido em infração às normas administrativas. 
Para Paulo de Bessa: 
É medida extrema e somente deve ser tomada pela administração mediante a possibilidade de ampla defesa 
para o possível infrator que deverá ter a oportunidade de provar a origem legal de seu produto. A medida 
somente poderá ser adotada após uma avaliação prévia do produto apreendido, sua quantificação e 
identificação e como a ciência do possível infrator das normas administrativas que deverá dar ciência dos 
termos acima mencionados. Quando se tratar de produto perecível, uma vez que este tenha sido destruído 
e, a final, não comprovada a infração que deu origem à destruição ou inutilização, deverá haver indenização 
do proprietário. (ANTUNES, 2016, p. 301). 
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• Suspensão de venda ou fabricação do produto: A penalidade está prevista no artigo 72 da lei nº9.605/98, é penalidade 
grave pois impõe severas restrições à atividade econômica do autuado. Não há previsão de prazo para a duração da medida, 
pelo que se depreende que ela deve perdurar enquanto persistirem as condições de desobediências dos preceitos legais que 
regem à venda e a fabricação do produto retido do mercado. (ANTUNES, 2016). 
• Embargo de obra ou atividade e de suas respectivas áreas: Essa medida tem por finalidade a paralisação da obra ou 
atividade que estejam sendo realizadas em desacordo com as normas legais. O embargo só é válido se for realizado pelo 
órgão que tem o poder de polícia sobre a obra ou a atividade em questão. 
• Demolição de obra: A demolição de obra só é legítima quando praticada pelo órgão detentor do poder de polícia 
específico sobre a obra ilegal, e ainda a medida só pode ser aplicada se foi garantido ao suposto infrator a ampla defesa em 
processo administrativo. 
• Suspensão parcial de obra ou atividade: A suspensão parcial de obra ou atividade é a que atinge apenas uma parcela do 
empreendimento e não implica paralisação do complexo de atividades desenvolvidas. 
É medida quese adequa à proporcionalidade do dano que esteja sendo casado pelo empreendimento. É a 
hipótese de paralisação de uma chaminé que esteja emitindo material particulado em desacordo com os 
padrões legais, sem que as demais de uma mesma indústria sejam paralisadas, desde que se encontrem 
operando conforme determinações legais e regulamentares. (ANTUNES, 2016, p. 305). 
Dessa forma, vimos a importância e a aplicabilidade de cada infração administrativa quando há a violação da legislação. 
Após o advento da chamada lei de crimes ambientais, tem sido comum a imposição de multas em valores de 
milhões de reais. Para se ter uma pálida ideia do valor das multas ambientais vigentes no Brasil, veja-se que 
o ano fiscal de 2008 a Environmental Protection Agency (EPA) dos Estados Unidos aplicou um total de U$ 
3,1 milhões na região compreendida pelos estados do Alaska, Idaho, Oregon e Washington e U$ 127 
milhões no país inteiro. O IBAMA, em seu sítio na Internet informa ter imposto um montante de R$ 3,25 
bilhões durante o ano de 2008, isto, no entanto, não significa que as multas tenham sido efetivamente 
recolhidas. 
Fonte: ANTUNES, Paulo de Bessa, 2016, p. 299. 
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O LICENCIAMENTO AMBIENTAL 
As atividades produzidas pelo homem que são capazes de alterar negativamente as condições ambientais e estão submetidas ao 
controle ambiental, que é exercido pelo Estado. O exercício do Estado se dá pela concessão da licença ambiental. 
O Licenciamento Ambiental “é o complexo de etapas que compõem o procedimento administrativo, o qual objetiva a concessão de 
licença ambiental.” (FIORILLO, 2014, p. 238-239). 
Sobre o licenciamento ambiental explica Paulo de Bessa Antunes: 
O licenciamento ambiental é juntamente com as fiscalizações, a principal manifestação do poder de polícia 
exercido pelo Estado sobre as atividades utilizadoras de recursos ambientais. Assim como as demais 
competências ambientais, as de licenciamento são motivo de graves conflitos entre os diferentes órgãos 
administrativos. As dificuldades no tea são de tal ordem que , não raramente, empresas solicitam 
licenciamentos ambientais em mais de um órgão, outras vezes, órgãos de licenciamento ambiental se 
insurgem contra outros órgãos reivindicando a competência para este ou aquele licenciamento. Toda essa 
situação é muito nociva para a proteção ambiental, pois estabelece um regime administrativo cuja principal 
característica é a insegurança, acarretando evidentes prejuízos para todos e, principalmente, para o meio 
ambiente. (sem grifo no original) (ANTUNES, 2016, p. 205). 
Dessa forma existem alguns conceitos para definir o que seja licenciamento ambiental. Começamos pelo conceito apresentado 
pela resolução 237/97 do Conama que dispõe: 
Art. 1º - Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: 
I - Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia 
a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos 
ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, 
possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas 
técnicas aplicáveis ao caso.(CONAMA, 1997). 
O licenciamento ambiental se dá pela concessão de alvarás ambientais. A administração pode conceder licenças ou autorizações 
para pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas para que possam exercer atividades que utilizem recursos ambientais. 
(ANTUNES, 2016). 
Os alvarás ambientais são concedidos com base em normas ou princípios de Direito Administrativo que, no 
entanto, passam por importantes transformações quando destinadas a disciplinar as intervenções sobre o 
meio ambiente, passando, pois, a ostentar peculiaridades que lhes atribuem o caráter propriamente 
ambiental. (...) Comecemos pela licença administrativa, que possui caráter de definitividade, só podendo ser 
revogado por interesse público ou por violação das normas legais, sendo que, na primeira hipótese, a 
revogação far-se-á mediante indenização; importante ressaltar que somente será legal a revogação 
precedida pela ampla defesa e o contraditório, haja vista que a licença, em tese, concede direitos ao seu 
titular; já a autorização expedida a título precário é revogável a qualquer momento pelo autorizante, 
mediante um juízo de conveniência e oportunidade. (ANTUNES, 2016, p. 207). 
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Dessa forma, é importante destacar que as licenças administrativas que são concedidas em caráter definitivos, só podendo ser 
revogada pelo interesse público ou por violação das normas legais. Quando a revogação se dá pelo interesse público deve haver a 
indenização diante da revogação. Já quando a revogação se dá pela violação de normas legais deve-se primeiro garantir o 
contraditório e a ampla defesa a “pessoa” que sofrerá a revogação da licença. Essa matéria já foi decidida pelos Tribunais 
Superiores no Recurso Especial - STF -RE 106931/PR. e STF RMS 2810. 
Já quando tratamos de autorização não há o caráter de definitividade, por isso, ela poderá ser revogada pelo autorizante mediante 
um juízo de conveniência e oportunidade. 
Mesmo com essa divisão bem clara entre licença ambiental e autorização ambiental existem em alguns Estados que não tem essa 
distinção na legislação e estão utilizando os institutos de forma equivocada. Essa ação impacta na concessão de licenças 
ambientais de forma discricionária, ou seja, conforme a vontade do agente, e isso não pode ser aceito e realizado dessa forma. As 
concessões de licenças ou autorizações devem ser realizadas de acordo com a lei e principalmente de acordo com os preceitos e 
princípios constitucionais do Direito ambiental. 
A legislação de alguns Estados da Federação estabelecem de forma clara a diferença entre autorização 
ambiental e licença ambiental. 
Espírito Santo: Decreto nº 1.777-R, de 8 de janeiro de 2007. 
Autorização Ambiental (AA): ato administrativo emitido em caráter precário e com limite temporal, 
mediante o qual o órgão competente estabelece as condições de realização do empreendimentos, 
atividades, pesquisas e serviços de caráter temporário ou para execução de obras que não caracterizem 
instalações permanentes e obras emergenciais de interesse público, transporte de produtos e resíduos 
perigosos ou, ainda, para avaliar a eficiência das medidas adotadas pelo empreendimento ou atividade. 
(redação dada ao inciso pelo Decreto nº 1.972-R, de 26/11/2007, DOE ES de 27/11/2007). 
Licença ambiental (LA) : ato administrativo pelo qual o órgão competente estabelece as condições, 
restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor para localizar, 
instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais 
considerados efetiva ou potencialmente poluidores ou aqueles que, sob qualquer forma, possam causar 
degradação ambiental. A Licença Ambiental pode ser Simplificada (LS), Única (LU), Prévia (LP), de Instalação 
(LI), de Operação (LO), de Operação para Pesquisa (LOP) e, ainda, de Regularização (LAR). 
Paraná: Resolução nº 065/2008 - CEMA 
Autorização ambiental ou florestal: ato administrativo discricionário pelo qual o IAP estabelece 
condições, restrições e medidas de controle ambiental e florestal de empreendimentos ou atividades 
específicas, com prazo de validade estabelecidos de acordo com a natureza do empreendimento ou 
atividade, passível de prorrogação, a critério do IAP. 
Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o IAP estabelece as condições, restrições e medidas de 
controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, 
instalar, ampliar e operar empreendimentosou atividades utilizadoras dos recursos ambientais 
consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar 
degradação e/ ou modificação ambiental. 
Fonte: ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental. 18º ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2016. 
Existe a possibilidade de aplicação de sanções administrativas, que são aplicadas mensurando a gravidade da lesão produzida. As 
principais, segundo Paulo Bessa Antunes (2016) são: 
• multa. 
• interdição de atividades. 
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• fechamento do estabelecimento. 
• demolição. 
• embargos de obra. 
• destruição de objetos. 
• inutilização de gêneros. 
• proibição de fabricação e comércio de produtos. 
• vedação de localização de indústria ou comércio em determinadas áreas. 
Todas essas sanções poderão ser aplicadas pelo órgão competente para o agente que produziu a lesão ao meio ambiente. 
No site do IBAMA ( http://ibama.gov.br/licencas-servicos ) você encontra as licenças e a forma de solicitá-las. Observe o exemplo 
abaixo da licença para porte e uso de motosserra. 
Licença para porte e uso de motosserra (LPU) : Portaria Ibama nº 149, de 30 de dezembro de 1992 estabelece a obrigatoriedade 
do registro no Ibama, aos estabelecimentos comerciais responsáveis pela comercialização de motosserra, bem como aqueles que, 
sob qualquer forma, adquirirem este equipamento. 
De acordo com o art. 51 da Lei Federal de nº 9.605/1998 e o art. 57 do Decreto Federal de nº 6.514/2008 é crime ambiental quem 
comercializar motosserra ou utilizá-la em florestas e nas demais formas de vegetação, sem licença ou registro da autoridade 
competente, estando sujeito às penas de detenção, de três meses a um ano, e multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) por 
unidade. 
Emissão : Para emitir a Licença para Porte e Uso de Motosserra, você deverá possuir cadastro válido no Cadastro Técnico Federal 
(CTF), devendo estar inserido em uma das categorias de atividade abaixo: 
Quadro 1: Categorias de atividade. 
Fonte: https://servicos.ibama.gov.br/ctf/sistema.php 
Uma vez efetuada a sua inscrição no CTF/APP e/ou comprovada a sua situação de regularidade perante o cadastro, o usuário 
externo já está habilitado a acessar o Sistema de LPU Motosserra. 
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https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fservicos.ibama.gov.br%2Fctf%2Fsistema.php&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNFgaoQmAKrbfVMNPU5XtKmhdFNB2Q
Validade : Importante ressaltar que a Licença de Porte e Uso da Motosserra (LPU) deverá ser renovada a cada 2 anos, mediante o 
pagamento da taxa de registro. 
Isenção : Ficam isentas do pagamento de taxas para emissão da LPU as Entidades Públicas Federais, Estaduais, Municipais e as 
reconhecidas legalmente como de Utilidade Pública, devendo estas entidades comparecerem ao Ibama para obtenção de Registro 
e LPU. 
Cancelamento / transferência / reativação 
Cancelamento e transferência : O Sistema de LPU Motosserra permite aos usuários/ proprietários realizarem o cancelamento e a 
transferência da licença pelos motivos listados abaixo, sendo ainda necessário realizar, no sistema, o upload dos seguintes 
documentos: 
• Roubo/Furto/Perda: Boletim de Ocorrência. 
• Dano/Avaria/Obsolescência: Laudo Técnico. 
• Venda: Recibo ou Nota Fiscal de Venda. 
• Doação: Termo de Doação. 
• Falecimento: Atestado ou Certidão de Óbito. 
Reativação da LPU (cancelamento indevido) : O sistema também permite realizar a reativação de LPU de motosserras canceladas 
indevidamente, bastando para isso cadastrá-las novamente, preenchendo a devida justificativa. 
Para tal, deverão ser preenchidas as informações referentes ao número da ocorrência, data, dados funcionais (nome, endereço, 
telefone) e motivação. 
A documentação referente à ocorrência deverá ser anexada ao sistema em “Selecionar Arquivo”. 
Importante : De acordo com o art. 82 do Decreto Federal de nº 6.514/2008, a prestação de informações falsas e enganosas ou 
omissão de informações para os sistemas oficiais de controle está sujeita a multa no valor de R$ 1.500,00 a R$ 1 milhão. 
Em cada tipo de licença existem requisitos, legislações e procedimentos específicos. 
Dessa forma, diante de cada caso haverá uma licença específica que deverá ser solicitada. 
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ATIVIDADES 
1. A Ação Civil Pública no âmbito de proteção ambiental deverá: 
a) Atuar na defesa do meio ambiente, procurando sanar aqueles que descumprem a normas, leis e regras impostas, no qual não se 
busca em primeiro lugar a condenação em dinheiro, mas sim impor a obrigação de não fazer, de não descumprir, fazendo com que 
ocorra uma paralisação imediata de toda e qualquer ação ou atividade que ponha em risco a preservação do meio ambiente, tudo 
em prol da reparação ao dano ambiental causado. 
b) Proteger o meio ambiente punindo criminalmente os infratores e fazendo-os a trazer o bem destruído aos status anterior a 
ofensa, independe do caso. 
c) Atuar na defesa do meio ambiente, procurando punir os que descumprem as normas estabelecidas. Para a punição dos 
infratores a proposta da ação é exclusivamente o pagamento em pecúnia, ou seja, o pagamento em dinheiro. 
d) Não há previsão na ação civil pública de proteção específica ao meio ambiente. A proteção dada é subsidiária e pouco utilizada. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
2. Sobre a classificação das infrações administrativas, assinale a alternativa correta: 
I) Embargo de obra ou atividade e de suas respectivas áreas: Essa medida tem por finalidade a paralisação da obra ou atividade 
que estejam sendo realizadas em desacordo com as normas legais. O embargo só é válido se for realizado pelo órgão que tem o 
poder de polícia sobre a obra ou a atividade em questão. 
II) Destruição ou inutilização de produto: é o ato administrativo material mediante o qual a administração destrói ou torna 
inútil para a atividade a qual se destina o produto produzido em infração às normas administrativas 
III) Advertência: é a infração administrativa mais branda, e é de certa forma, inerente a ação da administração de advertir os 
particulares que estejam praticando ato em desacordo com as normas regulamentares aplicáveis à atividade especificamente 
considerada. 
a) Somente as alternativas I e II estão corretas. 
b) Somente a alternativa III está correta. 
c) Somente a alternativa I e III estão corretas. 
d) Todas as alternativas estão corretas. 
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e) Nenhuma alternativa está correta. 
3. Para o autor Paulo de Bessa Antunes as principais penalidade no Licenciamento Ambiental são: 
a) Multa; interdição de atividades; fechamento do estabelecimento; demolição; embargos de obra; destruição de objetos; 
inutilização de gêneros; proibição de fabricação e comércio de produtos; vedação de localização de indústria ou comércio em 
determinadas áreas. 
b) Multa; interdição de atividades; fechamento do estabelecimento; demolição; embargos de obra; destruição de objetos; prisão 
do agente; inutilização de gêneros; proibição de fabricação e comércio de produtos; vedação de localização de indústria ou 
comércio em determinadas áreas. 
c) Fechamento do estabelecimento; demolição; embargos de obra; destruição de objetos; inutilização de gêneros; proibição de 
fabricação e comércio de produtos;vedação de localização de indústria ou comércio em determinadas áreas, prisão do agente 
causador. 
d) Prisão do agente; inutilização de gêneros; proibição de fabricação e comércio de produtos; vedação de localização de indústria 
ou comércio em determinadas áreas. 
e) Nenhuma das alternativa anteriores está correta. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
Considerando a importância do meio ambiente para a vida humana, o direito identificou a necessidade de proteção específica, que 
é o direito ambiental. Existem diversos princípios constitucionais que vão em defesa do meio ambiente, pois a garantia de um meio 
ambiente equilibrado é uma forma de garantir uma vida com qualidade. 
Neste estudo vimos a Ação Civil Pública em defesa do meio ambiente, instituída pela lei 7.347/1985, as Infrações Administrativas 
instituídas pela lei 9.605/1998, mas que complementada pelo Decreto 6.514/2008, e o Licenciamento ambiental. 
A Ação Civil Pública é um instrumento processual fundamental para a sociedade em defesa do meio ambiente, que busca o 
cuprimento da obrigação de fazer, cumprimento da obrigação de não fazer e também condenação em dinheiro, para a proteção do 
meio ambiente. 
As infrações ambientais atribuem ao órgão administrativo o zelo e cuidado pelo meio ambiente, possibilitando que em caso de 
desrespeito a legislação seja aplicada a devida punição administrativa. As infrações administrativas são a advertência; multa; 
apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora e demais produtos e subprodutos objeto da infração, 
instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração; destruição ou inutilização de 
produto; suspensão de venda ou fabricação do produto; embargo de obra ou atividade e de suas respectivas áreas; demolição de 
obra; suspensão parcial de obra ou atividade. 
O Licenciamento ambiental tem por objetivo proteger o meio ambiente das ações humanas que podem alterá-los. Dessa forma, 
estabeleceu-se alguns procedimentos que devem ser seguidos para utilizar determinados pontos do meio ambiente, e isso 
chamamos de licenciamento ambiental. 
Com isso, entendemos que a preocupação manifestada pela Constituição Federal e todas as leis que tratam dessa temática são 
indispensáveis para que consigamos tentar viver em harmonia com o meio ambiente e principalmente respeitando-o para que as 
gerações futuras também possam desfrutá-lo. 
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Material Complementar 
Na Web 
O direito ambiental está amparado por diversos dispositivos, contudo, o 
mais importante é a Constituição Federal. Para entender melhor as 
proteções apresentadas pela Constituição Federal acesse: 
Acesse 
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REFERÊNCIAS 
ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito Ambiental . 18. ed. rev. atual. e ampl. - São Paulo: Atlas, 2016. 
BRASIL, Ministério do Meio Ambiente . Disponível em: . Data de acesso: 19/07/2017. 
BRASIL, Conama resolução 237/1997 . Disponível em: . Acesso 
em 13 de agosto de 2017. 
BRASIL, ORIENTAÇÃO JURÍDICA NORMATIVA Nº 14/2010/PFE/IBAMA . Disponível em: 
file:///D:/Meus%20Documentos/Downloads/ojn_n-_14__2010__aplicabilidade_do_art_38__paragrafo_unico__da_lei_n-_6.pdf. 
Acesso em 13 de agosto de 2017. 
BRASIL, Legislações de Direito Ambiental . 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 
FIORILLO, Celso Antônio Pacheco. Curso de direito ambiental brasileiro . 15. ed. São Paulo: Saraiva: 2014. 
GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito Ambiental . 3. ed. revista e atualizada. São Paulo: Atlas,2014. 
GUERRA, Sidney. GUERRA, Sérgio. Curso de Direito Ambiental . 2. ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro . 22º ed. revista, ampliada e atualizada. São Paulo: Malheiros, 2014. 
SIRVINSKAS, Luís Paulo. Manual de Direito Ambiental . 12.ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 
The Nature Conservancy. Série Técnica Sustentabilidade Financeira de Áreas Protegidas, v. 1. 2008. 
Serviços Ibama. Disponível em . Acesso em 04 set. 2017. 
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APROFUNDANDO 
Neste estudo vamos aprender sobre a proteção da vegetação nativa do bioma mata atlântica – LEI 11.428/06. 
Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, foi editada com amparo no artigo 225, §4º da 
Constituição, regulando justamente a forma pela qual será utilizado o patrimônio dentro de condições que assegurem a 
preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais, expressões essas encontradas no texto 
constitucional. 
Em 2010 foi publicada a Resolução nº 423 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, dispondo sobre os parâmetros básicos para 
identificação e análise da vegetação primária e dos estágios sucessivos da vegetação secundária nos campos amparados pela Mata 
Atlântica. 
A presente lei se dá em conservar, proteger e regenerar a Mata Atlântica; além da proteção, o decreto define os critérios de uso do 
bioma, reduzido atualmente a 7,3% de sua vegetação original, além de estabelecer uma série de incentivos econômicos à produção 
sustentável por meio da adoção dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (ANAMMA, online). 
De acordo com a Lei, o corte eventual de vegetação primária ou secundária nos estágios médio e avançado de regeneração do 
Bioma Mata Atlântica, para fins de práticas preservacionistas e de pesquisa científica, será devidamente regulamentado pelo 
Conselho Nacional do Meio Ambiente e autorizado pelo órgão competente do Sisnama. Além disso, nos casos em que o 
enriquecimento ecológico exigir a supressão de espécies nativas que gerem produtos ou subprodutos comercializáveis, será 
exigida a autorização do órgão estadual ou federal competente, mediante procedimento simplificado. 
Outro ponto importante diz respeito aos incentivos econômicos em favorecimento da conservação e utilização sustentável do 
bioma, além da instituição do Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica, destinado ao financiamento de projetos de 
restauração ambiental e de pesquisa científica. Desse modo, fica definido que a conservação da vegetação primária ou da 
vegetação secundária em qualquerestágio de regeneração da Mata Atlântica cumpre função social e é de interesse público, 
podendo tais áreas, a critério do proprietário, serem reconhecidas como Reserva Legal para fins de compensação ambiental. 
PARABÉNS! 
Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
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EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação 
a Distância; LOPES, Mariane Helana; PARRA, Patrícia. 
Direito e Legislação Ambiental. 
Mariane Helena Lopes; Patrícia Parra. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
26 p. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Direito. 2. Ambiental. 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 340 
CIP - NBR 12899 - AACR/2 
Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar 
Diretoria de Design Educacional 
Equipe Produção de Materiais 
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NEAD - Núcleo de Educação a Distância 
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https://sites.google.com/fabrico.com.br/dela4/p%C3%A1gina-inicial
https://sites.google.com/fabrico.com.br/dela4/p%C3%A1gina-inicialE, por fim, quanto aos resultados: declarativa, extensiva, restritiva, finalística. 
Vamos analisar as várias formas de interpretação da norma jurídica (MARTINS, 2013, p. 21-22): 
a. Gramatical, literal ou filológica: é a verificação do sentido gramatical da norma criada. Analisa-se o alcance das palavras no 
texto da lei. 
b. Lógica: estabelece-se uma conexão entre vários textos legais a serem interpretados e aplicados ao caso concreto. 
c. Teleológica ou finalística: a interpretação da norma é dada de acordo com o fim esperado pelo legislador. 
d. Sistemática: é feita a interpretação de acordo com o sistema que a norma está inserida, não interpretando isoladamente a 
lei. 
e. Extensiva ou ampliativa: dá-se um sentido mais amplo à norma do que ela normalmente teria. 
f. Restritiva ou limitativa: dá-se um sentido mais restrito, limitando-se à interpretação da norma jurídica. 
g. Histórica: deve-se analisar a evolução histórica dos fatos, o pensamento do legislador não só à época da edição da lei, mas 
também de acordo com sua exposição de motivos. 
h. Autêntica: é realizada pelo próprio órgão que criou a lei, no momento em que ela declara o sentido, alcance e conteúdo 
por meio de norma. 
i. Sociológica: constata-se a realidade e a necessidade social na elaboração da lei e em sua aplicação. 
No Direito, não há uma única interpretação fora do que foi mencionado anterior, por isso devem ser seguidos os métodos de 
interpretação supracitados. 
Integração 
A integração é quando o intérprete da lei fica autorizado a suprir as lacunas existentes na norma jurídica por meio da utilização de 
técnicas jurídicas, que são: analogia, equidade e princípios gerais do direito. 
A analogia é um meio de preenchimento das lacunas deixadas pelo legislador no momento de criação de uma lei. É quando o juiz, 
ao analisar o caso concreto, aplica uma lei semelhante ao caso. 
A equidade é a justiça, o bom senso. Nesse caso, o juiz irá aplicar ao caso concreto a solução que considerar como adequada de 
acordo com o seu entendimento, com o que ele considerar como correto. Ela tem como significado completar a lacuna da lei, 
porém é vedado julgar contra a lei. 
Tanto a analogia, quanto a equidade serão utilizadas exclusivamente pelo juiz para fundamentar sua decisão quando a lei 
apresentar alguma lacuna. Os princípios gerais do direito, porém, serão analisados separadamente no decorrer desta unidade 
devido à sua complexidade. 
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Eficácia 
A eficácia pode ser conceituada como “a produção de efeitos jurídicos concretos ao regular as relações” (MARTINS, 2013, p. 25). 
Compreende a aplicabilidade da norma e se ela é obedecida ou não pelas pessoas. 
A eficácia jurídica é a possibilidade de a norma ser aplicada ao caso concreto, gerando efeitos jurídicos. Essa eficácia pode ser 
dividida: no tempo e no espaço, que iremos estudar a seguir (MARTINS, 2013, p. 25). 
Eficácia no tempo 
Significa a entrada da lei em vigor, ou seja, quando a lei passará a existir na sociedade. Geralmente, a lei entra em vigor na data de 
sua publicação no Diário Oficial da União (DOU). Caso a lei não apresente nenhum prazo, esta começará a vigorar 45 dias depois 
de oficialmente publicada. (MARTINS, 2013, p. 26). 
Com a publicação da lei no Diário Oficial da União, objetiva-se torná-la pública para toda a sociedade, não podendo ser alegado o 
desconhecimento da mesma. Se a lei não trouxer um prazo específico de duração da norma, ela só deixará de existir até que outra 
lei a modifique ou a revogue. 
A lei posterior pode revogar a anterior nas seguintes situações (MARTINS, 2013, p. 26): 
a. Expressamente o declare: revogam-se as disposições em contrário, ou quando revoga especificamente outra lei ou Artigo 
de lei; 
b. For incompatível como, por exemplo, quando prescrever conduta totalmente contrária à especificada na lei anterior; 
c. Regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. 
Caso a lei nova estabeleça disposições gerais ou especiais iguais às já existentes, ela não revoga nem modifica a lei anterior. Uma 
vez que a lei passou a ter vigor, terá efeito imediato e geral, respeitando sempre o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa 
julgada. 
O ato jurídico perfeito é aquele já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que ela se efetuou. O direito adquirido é o que 
integra o patrimônio jurídico da pessoa, por já ter implementado todas as condições para adquirir o direito, podendo exercê-lo a 
qualquer momento. E, por fim, a coisa julgada que é a decisão judicial que já não cabe mais recurso, não podendo ser modificada. 
(MARTINS, 2013, p. 27). 
Eficácia no espaço 
A eficácia no espaço diz respeito ao território em que será aplicada a norma. Ela se aplica ao Brasil, tanto para os natos como para 
os estrangeiros que aqui residam (MARTINS, 2013, p. 27). 
A eficácia no espaço também resolverá os casos em que acontecer alguma atitude contrária à lei, analisando se naquele território 
será aplicada a lei brasileira ou uma lei estrangeira. 
Para ilustrar, imagine a seguinte situação: o indivíduo A entrou na embaixada brasileira na Holanda e acabou matando o sujeito B. 
Nesse caso, ainda que a embaixada esteja localizada na Holanda, será aplicada a lei brasileira, pois o órgão oficial é brasileiro, 
sendo considerada uma extensão do nosso território. 
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ATIVIDADES 
1. O Direito pode ser definido como o conjunto de princípios, regras e instituições destinados a regulamentar a vida humana em 
sociedade. Para que o Direito seja cumprido em sociedade, o Estado, com o uso do seu poder imperativo, prevê a sanção (punição). 
Com o intuito de facilitar a compreensão do Direito, este é dividido em algumas áreas: Direito Objetivo e Direito Subjetivo. Com 
relação a essa divisão, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: 
I) O Direito Objetivo é aquele criado pelo Estado e aplicado a toda a coletividade. 
II) O Direito Subjetivo é a faculdade, a escolha de a pessoa postular seu direito, objetivando a realização de seus interesses. 
III) O Direito Objetivo dependerá da vontade do indivíduo para existir. 
IV) O Direito Subjetivo é um complexo de normas que são impostas às pessoas. 
a) Somente I e II estão corretas. 
b) Somente a III está correta. 
c) Somente II e IV estão corretas. 
d) Somente I e III estão corretas. 
e) Somente IV está correta. 
2. Ao aplicar uma lei, o juiz busca atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Para se aplicar uma 
norma, muitas vezes o juiz precisa analisar o caso e interpretar a norma com o intuito de compreender o que o legislador quis dizer 
com sua criação. Sobre as formas de interpretação, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: 
I) Histórica: constata-se a realidade e a necessidade social na elaboração da lei e em sua aplicação. 
II) Restritiva: é aquela realizada pelo próprio órgão que criou a lei, no momento em que ela declara o sentido, alcance e 
conteúdo por meio de norma. 
III) Lógica: estabelece-se uma conexão entre vários textos legais a serem interpretados e aplicados ao caso concreto. 
IV) Gramatical: é a verificação do sentido gramatical da norma criada. 
a) Todas as alternativas estão corretas. 
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b) Somente I e III estão corretas. 
c) Somente III e IV estão corretas. 
d) Somente II e III estãocorretas. 
e) Somente IV está correta. 
3. De acordo com o que foi estudado, o Direito representa um conjunto, por ser composto por várias partes organizadas, formando 
assim um sistema. Muitas vezes o Direito e a Moral acabam se misturando e surge uma confusão perante a definição e a 
regulamentação de cada um. Sendo assim, analise as assertivas a seguir sobre a distinção entre Direito e Moral e assinale a 
alternativa correta: 
I) A Moral possui um conceito que varia com o tempo, em razão de questões políticas, sociais e econômicas, que podem ser 
alteradas de acordo com a história e com a sociedade em que ela é estudada. 
II) O Direito é bilateral, pois não há punição uma vez que a norma foi descumprida. 
III) A Moral é unilateral, uma vez que há uma imposição do comportamento do indivíduo na sociedade e, quando este é 
descumprido, há uma punição. 
IV) O Direito visa o bem social ou os valores de convivência. 
a) Todas as alternativas estão corretas. 
b) Somente I e III estão corretas. 
c) Somente I e IV estão corretas. 
d) Somente II e III estão corretas. 
e) Somente IV está correta. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
Tratamos aqui sobre a parte introdutória do Direito. Para tanto vimos conceitos mais basilares sobre essa ciência. 
Inicialmente tratamos sobre a conceituação do Direito. Analisamos que o objeto de análise surgiu nos primórdios da humanidade, 
no momento em que começaram a surgir as primeiras estruturas de família, ou seja, onde começaram a existir os primeiros 
conflitos. Antes disso, pode-se dizer que, como as pessoas viviam isoladas em suas estruturas familiares, não havia necessidade de 
regulamentação dos conflitos, uma vez que estes eram resolvidos pela hierarquia existente na própria família. 
Na sequência vimos a distinção entre Direito e Moral. Esta é formada de acordo com a formação do indivíduo, levando em 
consideração sua criação, a cidade que mora, suas crenças, religião, dentre outros. Já o Direito é o mesmo para todos, sendo criado 
de acordo com a necessidade apresentada pela própria sociedade, visto que é ela que inspira a criação de novas normas. 
Seguindo nosso estudo, demonstramos que o Direito, com o intuito apenas de facilitar seu estudo, visto que é uma ciência 
complexa, se divide em ramos, possibilitando uma compreensão melhor sobre a área estudada. 
Por fim, vimos as fontes do Direito. Estas nos mostram onde podemos encontrar as normas jurídicas. A fonte mais importante que 
temos é a Constituição Federal, que traz toda a organização do nosso Estado. Dessa forma, as demais normas que são criadas 
devem estar de acordo com a mesma, pois caso contrário são consideradas inconstitucionais para o Direito. 
Assim, não tivemos como objetivo esgotar os assuntos, visto que o Direito vai se modificando com o tempo, acompanhando a 
evolução da nossa sociedade. Em verdade, buscamos apenas fomentar discussões e demonstrar a importância de conhecermos 
nossos direitos, a fim de sempre estarmos atentos e vigilantes em nossa sociedade. 
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Material Complementar 
Leitura 
Instituições de Direito Público e Privado 
Autor: Sérgio Pinto Martins 
Editora: Atlas 
Ano: 2014 
Sinopse : A obra citada é excelente para nos auxiliar a entender melhor o 
Direito. É uma obra simples, com linguagem fácil, voltada para aqueles 
que não têm formação jurídica, mas têm interesse em conhecer melhor a 
estrutura e o funcionamento do nosso país. 
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REFERÊNCIAS 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 . Disponível em: 
. Acesso em: 20 mar. 2017. 
COTRIM, G. Direito Fundamental : Instituições de Direito Público e Privado. São Paulo: Saraiva. 2009. 
MARTINS, S. P. Instituições de Direito Público e Privado . São Paulo: Atlas, 2013. 
FÜHRER, M. C. A.; MILARÉ, E. Manual de Direito Público e Privado . São Paulo: R dos Tribunais. 2009. 
PALAIA, N. Noções essenciais de Direito . São Paulo: Saraiva. 2011. 
REIS, H. M. dos; REIS, C. N. P. dos. Direito para administradores . v. 1. São Paulo: Cengage, 2006. Prolegômenos da Atividade 
Regulatória Brasileira. Disponível em: . Acesso 
em: 04 set. 2017. 
Instituições de direito público e privado. Disponível em: 
. 
Acesso em 04 set. 2017. 
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APROFUNDANDO 
Muito se tem discutido em nossa sociedade no que diz respeito ao significado de justiça. Alguns por não acreditarem nela vem 
fazendo justiça com as próprias mãos. 
No Rio de Janeiro começaram a surgir grupos de justiceiros, que foram revelados quando um garoto foi espancado e preso pelo 
pescoço a um poste, sendo este considerado um sinal de alerta que não pode ser negligenciado. Esse sinal nos mostra um direção 
muito perigosa, na qual as pessoas não reconhecem mais a noção de Estado, retornando da civilização à barbárie. Para alguns pode 
parecer exagero, mas é bom lembrar que para muitos o momento fundador da civilização é quando todas as pessoas abrem mão do 
uso da força física, delegando exclusivamente ao Estado essa prerrogativa. Assim, fazer justiça com as próprias mãos seria, 
literalmente, barbaridade. 
O senso de justiça é muito arraigado em nós. Pesquisas que foram realizadas com diversas espécies de animais mostram que essa 
noção tem origens antigas na escala evolutiva: de ratos e gorilas, punir infrações parece ser útil há muitas eras. 
Temos em nós noções de dano, contaminação, deslealdade e desobediência que sinalizam com muita força as sensações de certo e 
errado, dando, automaticamente, origem a desejos de vingança ou reparação. Contudo, ser civilizado significa exatamente 
conseguir conter tais impulsos primitivos, franqueando às autoridades superiores a efetivação de justiça. 
No momento em que as pessoas sentem que podem ou até mesmo que devem tomar de volta a possibilidade de usar a força física, 
com a alegação de que estão fazendo justiça, a mensagem que se transmite é que não se crê mais no pacto social firmado. Isso pode 
acontecer por falta de açãodo Estado, quer por excesso de violações com que se deparam, as pessoas não têm seu senso de justiça 
satisfeito e acabam resolvendo agir por elas mesmas. 
A gravidade dessa relação está no fato de isso indicar uma situação de anomia, na qual os fundamentos da sociedade colapsam 
levando à ausência de regras e consequente incapacidade de adequação aos padrões de conduta. 
Assim, tem-se um círculo vicioso no qual as pessoas se sentem injustiçadas, não acreditam na ação do Estado e por essa razão 
rompem o pacto social, gerando mais injustiça ainda. É um dos poucos momentos em que não há muita margem para debate: tanto 
quem está à esquerda como quem está à direito concordam que a única saída é o resgate da legitimidade do Estado. 
PARABÉNS! 
Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
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EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação 
a Distância; LOPES , Mariane Helana; PARRA , Patrícia 
Direito e Legislação Ambiental. 
Mariane Helena Lopes;Patrícia Parra. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
26 p. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Direito. 2. Ambiental. 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 340 
CIP - NBR 12899 - AACR/2 
Pró Reitoria de Ensino EAD Unicesumar 
Diretoria de Design Educacional 
Equipe Produção de Materiais 
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INTRODUÇÃO AO 
DIREITO AMBIENTAL 
Professor (a) : 
Me. Mariane Helena Lopes 
Objetivos de aprendizagem 
• Conhecer como surgiu o Direito Ambiental. 
• Analisar o conceito de Direito Ambiental. 
• Elencar os princípios do Direito Ambiental. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• O Direito Ambiental e seu Contexto Histórico. 
• Conceito de Direito Ambiental. 
• Princípios do Direito Ambiental. 
Introdução 
Neste estudo iremos analisar com mais profundidade o Direito Ambiental propriamente dito. 
Para tanto, precisamos iniciar a análise pelo contexto histórico do Direito Ambiental. Como iremos analisar o Direito Ambiental 
tem previsão na Constituição Federal de 1988, ao dispor que todos temos direito a uma existência digna de acordo com os ditames 
da justiça social. Ou seja, o cidadão deve ter qualidade de vida e bem estar individual, com o intuito de proporcionar ao homem 
tudo aquilo que é possível e correto, seja para sua satisfação física, mental e espiritual. 
Analisado o contexto histórico em que está inserido, passamos a definir o direito ambiental. Como observado anteriormente, tudo 
no Direito precisa ser definido, objetivando limitar a área a ser estudada, bem como o foco da análise que se faz. Até porque, o 
Direito é uma ciência ampla e que merece a análise minuciosa de cada uma das áreas em que se divide. 
Assim, o Direito ambiental é um ramo recente, pois as atividades praticadas pelo ser humano passaram a ter consequência 
negativa em nosso meio ambiente, mostrando que se tornou necessária uma mudança de comportamento e até mesmo de 
pensamento. 
Na sequência passamos a estudar os princípios do Direito Ambiental. Para o Direito os princípios são o início de tudo. Ou seja, 
todas as regras surgem a partir deles. Eles servem de inspiração para a criação das normas, bem como para sua aplicação. 
Percebe-se assim que os princípios acabam sendo norteadores para a legislação e para o legislador na aplicação das normas, até 
mesmo para a criação delas. 
Espera-se não esgotar o assunto, mas sim fomentar discussões e despertar o interesse por essa ciência tão ampla que é o Direito. 
Bons estudos! 
Avançar 
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O DIREITO AMBIENTAL E SEU 
CONTEXTO HISTÓRICO 
Inserido no contexto da Constituição Federal de 1988, especificamente no artigo 170, que trata explicitamente da segurança de 
todos e de uma existência digna, conforme os ditames da justiça social, abrindo um leque de entendimentos no que se refere à 
qualidade de vida e ao bem-estar individual do cidadão, no qual engloba proporcionar ao homem tudo aquilo que é possível e 
correto, tanto para a satisfação do bem-estar físico, mental e espiritual. 
Na Antiguidade, diz-se que um esquilo poderia ir de Portugal à Rússia, passando apenas pelos galhos das 
árvores, sem tocar o chão. Países como a Grécia, há muitos séculos, têm como atividade econômica apenas o 
comércio, além das culturas de olivais e vinhas, pois o desmatamento tornou grande parte de seu território 
um cenário monocromático, sem praticamente qualquer vestígio do verde da vegetação (Granziera, 2014). 
Sobre esse assunto, J. Donald Hughes, em seu livro intitulado Ecology in Ancient Civilizations, dedicou um 
capítulo especialmente à atitude dos gregos perante a natureza. De acordo com o autor, os gregos antigos 
gozavam com o contato da natureza (PRIETO, 2000). Por essa razão, na arte minoica e na arte micénica, 
foram representadas paisagens e cenas animais que nos são conhecidas como restos arqueológicos. Os 
gregos, os macedônicos e os romanos registraram em sua arte o seu apreço pela natureza. Eles incluíam 
motivos extraídos da natureza: folhas estilizadas, flores e cabeças de animais ornavam tetos e capitéis de 
colunas. 
Fonte: (PRIETO, Maria Helena de Teves Costa Ureña. Uma novela ecologista na Grécia antiga. Universidade 
de Lisboa. Ágora. Estudos Clássicos em Debate 2. 2000, p. 33-44.) 
O direito ambiental encontra-se protegido e se destaca como direito fundamental na Constituição, proporcionando à sociedade o 
uso e o aproveitamento da natureza e o que lhe é de mais proveitoso. Para tanto, deve ser protegido e preservado pelo poder 
estatal e pela sociedade, unindo forças para que juntos atinjam os mesmos objetivos, que é o de conservação e proteção do meio 
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ambiente. 
Maria Luiza Machado Granziera (2009, p. 21) relata que os impactos ambientais tiveram destaque no meio ambiente quando se 
iniciou a poluição pelas fumaças emitidas por fornalhas de carvão, por volta do século XVIII. Deste período para frente se iniciou o 
grande período do direito ambiental. 
A historicidade do direito ambiental teve o seu descobrimento em 1500, quando o Brasil foi colônia de Portugal, e durou até o 
início doSéculo XIX, tendo como fonte básica o Direito Romano e o Canônico (WAINER, 1996). Nesta época, o interesse de se 
tutelar o meio ambiente e a preocupação atual que envolve toda a sociedade mundial se unem em um único objetivo: tutelar seus 
interesses, mobilizando e conscientizando a população em prol de um meio ambiente sustentável. 
Sendo assim, a proibição de corte de árvores frutíferas era imposta, cuja penalidade incorria em crime de injúria ao rei, dentre 
outras tipificações, cujo crime era equiparado a qualquer outra espécie de furto, fazendo com que todos cooperassem com a 
proteção ambiental imposta naquela época. 
No ano de 1603 foram aprovadas as Ordenações Filipinas, que tiveram aplicação no Brasil por ser colônia de Portugal até o 
surgimento do Código Civil. Estas que traziam embasamento à legislação ambiental, proibindo além do corte de árvores frutíferas 
também a morte de animais e o reconhecimento dos danos causados pela poluição em rios ou lagoas. 
Somente com a imposição destas ordenações a legislação ainda não foi capaz de conter o avanço da degradação dos recursos 
naturais, tendo como consequência lastimável a degradação ambiental. 
Já no ano de 1808, houve no Brasil grandes mudanças políticas, administrativas e econômicas, apontando, inclusive a finalização 
da era colonial, constituindo um março na proteção dos recursos ambientais no país, com a criação do Jardim Botânico do Rio de 
Janeiro (MAGALHÃES, 2002, pp. 28-29). 
Em 1824 surge a legislação ordinária, que disciplinou as normas que protegiam o ambiente, como a proibição do corte de madeiras 
e a proteção cultural, sendo vigorada até o ano de 1850, com a Lei 601, denominada “Lei das Terras”, que estabeleceu regras para 
aquisição de terras, proibição de desmatamentos e provocação de incêndios, com sanções pesadas. 
Com o Código Civil de 1916, inovações de competência ecológica se inseriram no contexto jurídico para tratar da proteção 
ambiental, dando maior proteção e contribuindo positivamente para a ordenação tutelar dos valores ambientais. 
Com o advento da Constituição Federal de 1934 e as demais até a de 1969, foi disciplinada a proteção aos recursos naturais e ao 
meio ambiente, bem como garantido o direito à propriedade, com as restrições na forma da lei (ANTUNES, 2007, p.52). 
Mas somente em 1988 que o tema meio ambiente teve seu espaço e se tornou direito fundamental, influenciado pela Conferência 
da Declaração de Meio Ambiente Humano, realizada na cidade de Estocolmo-Suécia, em 1972, que ficou conhecida também como 
a “Certidão de Nascimento do Direito Internacional do Meio Ambiente” (SOARES, 2001, p. 25). José Afonso da Silva trata do 
assunto: 
As Constituições Brasileiras anteriores à de 1988 nada traziam especificamente sobre a proteção do meio 
ambiente natural. Das mais recentes, desde 1946, apenas se extraía orientação protecionista do preceito 
sobre a proteção da saúde e sobre a competência da União para legislar sobre água, florestas, caça e pesca, 
que possibilitavam a elaboração de leis protetoras como o Código Florestal e os Códigos de Saúde Pública, 
de Água e de Pesca (SILVA, 2010, p. 59). 
Cumpre elencar que existem inúmeras legislações vigentes que tratam da matéria ambiental, e o que se verifica na prática é uma 
enorme dificuldade do poder público em conter o avanço das ações que atentam contra a degradação ambiental, tendo a 
participação dos órgãos públicos e pela falta de conscientização da sociedade. 
As legislações aplicadas ao meio ambiente, se bem aplicadas, causa efeitos positivos para a efetivação dos valores ambientais na 
proteção do meio ambiente, resultando em melhoria de vida para as presentes e futuras gerações. 
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O presente caso aborda como a soberania dos Estados sofre limitações no que se refere às atividades de 
risco em matéria ambiental. Uma arbitragem emblemática foi a chamada Trail Smelter Case. Tratava-se de 
uma fundição de cobre e zinco localizada no Canadá, Colúmbia Britânica, na cidade de Trail, próxima à 
fronteira com os Estados Unidos, Estado de Washington. Tal fundição lançava fumaça tóxica e partículas 
sólidas causando danos a pessoas, animais e bens, inclusive no território americano. “Até esse momento 
histórico, prevalecia no direito internacional a ideia de que o Estado soberano não tinha nenhuma limitação 
de ordem jurídica ao permitir a utilização de seu território da forma como bem entendesse”. 
Fonte: O caso real e foi adaptado pela autora. 
Fonte: (SOARES, Guido Fernandes Silva. Direito Internacional do Meio Ambiente – emergência, obrigações 
e responsabilidades. São Paulo: Atlas, 2001, p. 22). 
CONCEITO DE DIREITO AMBIENTAL 
O direito ambiental é um ramo do direito muito recente, advindo das consequências deletérias das atividades humanas, que no 
decorrer do tempo mostraram a necessidade de uma mudança no paradigma então vigente, pois se começa a perceber a incidência 
de poluição e degradação ambiental nas mais variadas formas. 
O estudo da teoria geral do direito ambiental é visto como um instrumento jurídico primordial para a legislação ambiental, a 
importância de se estudar este instituto e as suas normas, destinadas sob a forma de prevenção. 
As normas de Direito Ambiental deveriam ser mais severas no que diz respeito a sua punição? 
O conceito do presente estudo é multidisciplinar, está ligado a vários ramos do direito, como o direito constitucional, 
administrativo, civil, penal, processual e do trabalho. 
Quanto à natureza jurídica, o direito ambiental pertence ao ramo do direito que não se trata nem de direito público e nem de 
privado, mas sim dos direitos difusos, pois a sua titularidade não está ligada a ninguém em particular, nem pessoa física, jurídica, 
pública, privada ou ao Estado, e sim aos bens que são de propriedade única e exclusiva de toda a humanidade. 
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Entre todos os fatores ligados ao presente instituto, a finalidade é meramente de conservação e proteção ao meio ambiente, 
tornando-se primordial a presença de normas reguladoras, técnicas, regras e princípios propícios a atender a todas as 
necessidades ecológicas, acompanhando o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida. 
O Direito Ambiental no Brasil estabelece normas de conduta, todas elas fundamentadas na Política Nacional do Meio Ambiente – 
Lei 6.938/81, regulamentada pelo Decreto 99.274/90, que institui o Sistema Nacional do Meio Ambiente. 
A expressão direito ambiental é muito ampla e pouco significativa, portanto, iniciaremos o presente estudo com um breve conceito 
de natureza e meio ambiente. 
Paulo Bessa Antunes (2005, p. 06) traz o conceito de natureza do latim natura, nato nascido, tendo sua definição como o conjunto 
de todos os seres que formam o universo, a essência e condição própria de um ser. 
Não há que se falar em direito ambiental sem se falar de meio ambiente, tendo seu conceito estabelecido no artigo 3º da Lei 6.938, 
de 31 de agosto de 1981, que traz em seu texto a seguinte redação: 
Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: 
I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, 
que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas; 
II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente; 
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: 
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
c) afetem desfavoravelmente a biota; 
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; 
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos; 
IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica,de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, 
por atividade causadora de degradação ambiental; 
V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar 
territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 
1989). 
A lei supracitada dispõe sobre a política nacional do meio ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, tem sua 
estrutura firmada na natureza, nos benefícios causados e nas relações desenvolvidas entre o ser humano, responsável entre o 
estado de equilíbrio entre os meios físicos e bióticos, e por abrigar e reger todas as formas de vida. Celso Antônio Pacheco Fiorillo 
traz o conceito de meio ambiente: 
Tudo aquilo que circunda o homem; afirma que “costuma-se criticar tal termo, porque pleonástico, 
redundante” sendo, pois, desnecessária a complementação pela palavra meio, eis que ambiente significa 
“âmbito que nos circunda” 
(FIORILLO, 2000, p. 19). 
No mesmo sentido, a opinião de José Afonso da Silva (1998, p. 01) salienta que a “palavra ambiente indica a esfera, o círculo, o 
âmbito que nos cerca, em que vivemos”. 
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Verifica-se com a exposição acima que a palavra ambiente já tem sentido, o significado da palavra meio, razão pela qual este ramo 
jurídico é chamado de direito ambiental e não direito ao meio ambiente, expressão esta utilizada no Brasil, tendo presente o termo 
meio ambiente apenas legislação em função da necessidade que sente o legislador de dar aos textos legislativos a maior precisão 
significativa possível. 
A nomenclatura utilizada para a disciplina é Direito Ambiental e não Direito ao Meio Ambiente, visto que a 
primeira é muito mais ampla e envolve vários meio ambiente. 
Já Bruno Albergaria conceitua o instituto como: 
Ramo do direito que visa a proteção não somente dos bens vistos de uma forma unitária, como se fossem 
microbens isolados, tais como rios, ar, fauna, flora (ambiente natural), paisagem, urbanismo, edificações 
(culturais), etc, mas como um macrobem, incorpóreo, que englobaria todos os microbens em conjunto bem 
como as suas relações e interações (ALBERGARIA, 2010, p. 54). 
Vale ressaltar que os primeiros doutrinadores brasileiros não inseriram o meio ambiente do trabalho ou o meio ambiente cultural 
dentro do direito ambiental, visualizando este ramo do direito apenas sob o patamar ecológico. José Afonso da Silva, com um 
pensamento moderno trouxe uma finalidade, apresentou uma divisão: 
O meio ambiente de divide em natural, artificial, cultural e do trabalho, os doutrinadores que a ele se 
seguiram passaram a reproduzir tal divisão. Com isto, foi significativamente ampliada a visão do escopo 
desta disciplina, passando a abranger temas como poluição no interior de estabelecimentos industriais, 
qualidade de vida nas cidades e proteção do patrimônio cultural 
(SILVA, 2007, p. 43). 
Portanto são várias as nomenclaturas utilizadas para a definição legal do que é o direito ambiental, todas tendo a finalidade de 
mostrar o conjunto de regras que cerca este instituto correlato às atividades humanas, impondo e levando a sociedade a se 
conscientizar sobre a preservação e conservação da natureza, impondo penalidades e sanções aos transgressores. 
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PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL 
O Direito Ambiental, com já dito anteriormente, se trata de uma ciência nova, porém autônoma. Possui seus próprios princípios 
específicos que o amparam, estes presentes no artigo 225 da Constituição Federal, denominados como princípios da Política 
Global do Meio Ambiente. 
Os princípios norteadores da matéria ambiental desempenham funções distintas dentro do ordenamento jurídico, tendo a sua 
aplicabilidade em cada caso concreto, onde se analisa os fatos e a situação envolvida criando-se um novo contexto, adequando 
cada qual de acordo com a realidade e circunstâncias apresentadas por situações de fato. 
Em outras palavras, os princípios são as ideias centrais de um sistema gerando um sentido lógico e harmonioso, permitindo a 
compreensão de seu modo de organizar-se, e estabelece uma base lógica em relação ao conteúdo das normas. 
Os princípios servem para auxiliar a aplicação da norma, dando assim um direcionamento de como o 
legislador deve seguir no caso concreto. 
Canotilho conceitua princípios como: 
Normas jurídicas impositivas de optimização, compatíveis com vários graus de concretização, consoantes 
os condicionalismos fácticos e jurídicos; as regras são normas que prescrevem imperativamente uma 
exigência (impõem, permitem ou proíbem) que é ou não cumprida [...] (CANOTILHO, 2003, p. 1146). 
O consenso doutrinário sobre princípios e regras aponta para o sentido de que ambas desfrutam do status de norma jurídica, sem 
hierarquia, e orientam o aplicador do direito para a sua atuação no âmbito constitucional. 
Os princípios que serão analisados a seguir, embora conhecidos como princípios do direito ambiental, na verdade não são 
exclusivos do direito ambiental, podendo ser encontrados em outros ramos do direito, principalmente no direito econômico, 
demonstrando que ambos caminham juntos para a solução do desenvolvimento econômico e proteção do meio ambiente 
(DERANI, 2008, p. 140). 
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No que se refere aos princípios, embora não haja uma hierarquia entre eles e as regras, cada qual desempenhando funções 
distintas dentro do nosso ordenamento jurídico, sendo os princípios de conteúdo aberto, com maior abstração na sua 
aplicabilidade, porque não determinam os casos em que devem ser aplicados. 
Diante disso, a inserção dos princípios se fará mediante ponderação, ou seja, em função do caso concreto, o intérprete irá analisar 
a situação envolvida que reclama solução num determinado contexto, adequando cada qual de acordo com a realidade e 
circunstâncias apresentadas por situações de fato. 
Modernamente, o sistema jurídico reclama uma convivência harmônica entre regras e princípios, sendo as regras destinadas ao 
papel do fortalecimento da segurança jurídica, positivando a relação social e econômica da sociedade, enquanto os princípios 
estão mais atrelados à busca da realização da justiça do caso concreto, resultando no bem-estar comum. Ana Paula de Barcellos 
(apud BARROSO, online) ensina que: 
É possível identificar uma relação entre a segurança, a estabilidade e a previsibilidade e as regras jurídicas. 
Isso porque, na medida em que veiculam efeitos jurídicos determinados, pretendidos pelo legislador de 
forma específica, as regras contribuem para a maior previsibilidade do sistema jurídico. A justiça, por sua 
vez, depende em geral de normas mais flexíveis, à maneira dos princípios, que permitam uma adaptação 
mais livre às infinitas possibilidades do caso concreto e que sejam capazes de conferir ao intérprete 
liberdade de adaptar o sentido geral do efeito pretendido, muitas vezes impreciso e indeterminado, às 
peculiaridades da hipótese examinada. Nesse contexto, portanto, os princípios são espécies normativas que 
se ligam de modo direto à ideia de justiça. Assim, como esquema geral, é possível dizer que a estrutura das 
regras facilita a realização do valor segurança, ao passo que os princípios oferecem melhores condições 
para que a justiça possa ser alcançada. 
O consenso doutrinário sobre princípios e regras aponta para o sentido de que ambas desfrutam do status de norma jurídica, sem 
hierarquia, e orientam o aplicador do direito para a sua atuação no âmbito constitucional. 
Os princípios que serão analisados a seguir, embora conhecidos como princípios do direito ambiental, na verdade não são 
exclusivos desta disciplina, podendo ser encontrados em outrosramos do direito, principalmente no direito econômico, 
demonstrando que ambos caminham juntos para a solução do desenvolvimento econômico e proteção do meio ambiente 
(DERANI, 2008, p.140). 
Conclui-se que os princípios formam um conjunto de hipóteses que servem de alicerce e dão embasamento ao sistema, garantindo 
eficácia e validade, permitindo compreender o mundo da autonomia dentro do Direito Ambiental, auxiliando na identificação e 
coerência existentes entre as normas jurídicas que compõem o sistema ambiental, tirando diretrizes básicas que permitam 
entender a proteção do meio ambiente como é vista na sociedade. 
O Princípio do Desenvolvimento Sustentável 
O princípio do desenvolvimento sustentável tem sua definição legal dada pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento que apresenta este princípio como um desenvolvimento que atende às necessidades do presente, sem 
comprometer a capacidade das futuras gerações atenderem as suas próprias necessidades. 
Maria Luiza Machado Granziera entende que o princípio do desenvolvimento sustentável: 
Originou-se no início da década de 70 quando uma equipe de cientistas do instituto de tecnologia de Massachusett encaminhou a 
clube de Roma em 1974, o relatório denominado “the limits to growth”. Esse documento também, conhecido como Relatório 
Meadows, este criticado em seus cálculos e prognósticos muito radicais, influenciou na elaboração dos estudos preliminares para a 
Conferência de Estocolmo, em que inicialmente os conceitos de meio ambiente e desenvolvimento eram tidos como antagônicos 
(GRANZIERA, 2009, p. 53). 
Já a terminologia empregada a este princípio surgiu, inicialmente na Conferência Mundial do Meio Ambiente, realizada em 
Estocolmo em 1972, e repetida nas demais conferências sobre o meio ambiente, em especial na ECO 92, a qual empregou o termo 
em onze de seus vinte e sete princípios. 
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O presente princípio trata dos recursos ambientais, demonstrando que não são inesgotáveis, tornando-se inadmissível que as 
atividades econômicas desenvolvam-se contrárias a esse fato. Busca-se com isso a coexistência harmônica entre a economia e o 
meio ambiente, permitindo o desenvolvimento de uma maneira consciente, de forma sustentável e planejada, para que os recursos 
hoje existentes não se esgotem. 
Celso Antônio Pacheco Fiorillo entende que este princípio: 
Tem por conteúdo a manutenção das bases vitais da produção e reprodução do homem e de suas atividades, 
garantindo igualdade e uma relação satisfatória entre os homens e deste com seu ambiente para que as 
futuras gerações também tenham a oportunidade de desfrutar os mesmos recursos que temos hoje a nossa 
disposição (FIORILLO, 2009, p. 28). 
Como se percebe, o princípio possui grande importância na sociedade, devido ao comportamento desregrado e não consciente da 
população, caminhando para um caos no que tange à degradação ambiental, pois atende às necessidades do presente, sem 
comprometer as futuras gerações. José Afonso da Silva, diz que: 
[...] ‘numa sociedade que considera o dinheiro um de seus maiores valores, já que tem poder maior que 
qualquer outra mercadoria, quem tem mais pode ter melhores condições de conforto.’ Mas o conforto que o 
dinheiro compra não constitui todo o conteúdo de uma boa qualidade de vida. A experiência dos povos ricos 
o demonstra, tanto que também eles buscam uma melhor qualidade de vida (SILVA, 2010, p. 23). 
Com o desenvolvimento exacerbado da população e a procura por bens e produtos, o ritmo da produção econômica aumentou, 
com isso a busca dos recursos naturais para alimentar a produção, tendo como consequência um desiquilíbrio crescente na oferta 
desses recursos, acompanhado pelos resíduos poluentes no desenvolvimento de produção, causando consequências irreversíveis 
às condições de sobrevivência da espécie humana. 
Este princípio demonstra que se o meio ambiente for tratado com respeito e seus recursos forem utilizados de forma equilibrada e 
racional, pautados nos limites das necessidades e do bem-estar da população, trará benefícios à convivência entre a atividade 
econômica e a proteção ambiental, tornando-se o diferencial para se obter uma melhor qualidade de vida que se tornará 
harmônica, consequentemente, fará a diferença para a melhoria da qualidade de vida. 
Conclui-se que quando se fala em desenvolvimento sustentável, destaca-se a necessidade do crescimento da atividade econômica, 
que deve estar atrelada tanto à sustentabilidade econômica quanto à ecológica, mesmo porque o crescimento econômico é 
sinônimo de bem-estar social, que também deve estar garantido para as gerações vindouras. 
Princípio da Prevenção e Precaução 
Prevenir ou precaver a degradação do meio ambiente no plano nacional é concepção que passou a ser aceita no mundo jurídico 
especialmente nas últimas três décadas. 
O princípio da prevenção e precaução pode ser encontrado com respaldo na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, nº 
6938/81, em seu artigo 4º, I e IV, traz a necessidade de haver um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a utilização, de 
forma racional, dos recursos naturais, inserindo também a avaliação do impacto ambiental, Lei dos Crimes Ambientais, nº 9605/98, 
bem como a Constituição Federal de 1988 no artigo 225, § 1o, V. 
Na doutrina há divergências no que se refere aos conceitos de prevenção e precaução, mas destaca-se a sua importância e se leva 
ao entendimento de que todos devem ter atitudes no que tange à preservação do meio ambiente. 
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O termo prevenir significa dispor antecipadamente, preparar, precaver, avisar ou informar com antecedência, realizar 
antecipadamente, dizer ou fazer com antecipação, evitar, acautelar-se o que se chama de proteção ao meio ambiente para as 
atuais e futuras gerações (AURÉLIO, 1986, p. 1931). 
Prevenir um dano é mais fácil do que fazer a recuperação da área ambiental que foi danificada. 
Fonte: a autora. 
Segundo Cristiane Derani, este princípio pode ser conceituado como: 
uma atuação racional para com os bens ambientais, com a mais cuidadosa apreensão possível dos recursos 
naturais, que vai além das simples medidas para afastar o perigo. Na verdade é uma precaução contra o 
risco, que objetiva prevenir já uma suspeição de perigo ou garantir uma suficiente margem de segurança da 
linha do perigo (DERANI, 1997, p. 165). 
Já o sentido da palavra prevenção consiste em impedir a superveniência de danos ao meio ambiente por meio de medidas 
apropriadas, ditas preventivas, antes da elaboração de um plano ou da realização de uma obra ou atividade. 
As duas nomenclaturas são parecidas, mas com conceitos que se diferem. É o que Maria Luiza Machado Granziera faz, trazendo a 
distinção entre prevenção e precaução, demonstrando que: 
Os vocábulos na língua portuguesa de prevenção e precaução são sinônimos, todavia a doutrina jurídica do 
meio ambiente optou por distinguir o sentido desses termos, consistindo o princípio da precaução em um 
conceito mais restritivo que o da prevenção. A precaução tende a não autorização de determinado 
empreendimento, se não houver certeza de que ele não causara no futuro um dano irreversível. A 
prevenção versa sobre a busca da compatibilização entre a atividade a ser licenciada e a proteção 
ambiental, mediante a imposição de condicionantes ao projeto (GRANZIERA, 2009, p. 21). 
Desta forma, os princípios representam o núcleo do contexto ambiental, orientando o sistema da proteção do meio ambiente 
antes dos acontecimentos dos impactos ambientais, trazendo conscientização e imposição à sociedade. 
Entende-se que o princípio da prevenção objetiva evitar que ocorra dano ao meio ambiente, já o da precaução se refere a danos ao 
meio ambiente e deve ser exercido de forma repressiva, porque o risco é conhecidoe o dano torna-se concreto, à medida que não 
haja fiscalização e repressão dos órgãos competentes. 
Destaca-se ainda que na precaução os riscos são incertos e desconhecidos, o perigo é abstrato, porque o que se sabe é apenas a 
existência de uma suspeita ou não de danos ambientais. 
Pode-se dizer que esses princípios demonstram que a dimensão da irreparabilidade e irreversibilidade ao dano ambiental está 
sujeita quando não há fiscalização e repressão da atividade instalada, sendo estas o caminho mais curto para se evitar o desastre 
ambiental. 
Diante do exposto acima, entende-se que os princípios da prevenção e da precaução são parecidos, mas se distinguem, pois 
quando o princípio da prevenção busca prevenir um dano ambiental já conhecido como a implementação de certa atividade, eis 
que há previamente um estudo científico do impacto ao meio ambiente que aquela atividade poderá causar. 
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Já a precaução deriva de se evitar certo dano ambiental através de estudos científicos prévios, acerca de uma proposta de 
desenvolvimento, podendo ser claramente verificado o eminente impacto que causará ao meio ambiente na sua implementação, 
sendo que a antecipação dessa informação é decisiva para evitar com antecedência os danos e impactos ambientais, determinando 
medidas para mitigá-los e, consequentemente, evitar a degradação do meio ambiente, ou seja, indica uma disposição prévia, 
opinião antecipada de certo ou provável dano ao meio ambiente. 
De modo geral, como os danos ambientais são irreversíveis e irreparáveis, quando comprovados, tendo estes princípios o papel 
primordial no que tange à consciência de uma educação ambiental. 
Celso Antônio Pacheco Fiorillo entende que o Estado tem o dever de fazer cumprir esse princípio, determinando estudos e 
impedindo atividades não licenciadas, com repressão e pesadas multas aos seus infratores, como forma de desestímulo à 
continuidade da prática de agressão ao meio ambiente (FIORILLO, 2008, p. 49). 
Outro ponto importante que vale ressaltar, é que a precaução traz a ideia de cuidado, de cautela, evita um perigo de dano que seja 
grave e irreversível, por isso que a ausência ou as incertezas trazidas por meio de estudos científicos não podem ser motivo ou 
razão para a não implementação de medidas eficazes, a fim de impedir a degradação ambiental. José Canotilho (apud LEITE, 2000, 
p. 48) assevera: 
Comparando-se o princípio da precaução com o da atuação preventiva, observa-se que o segundo exige que 
os perigos comprovados sejam eliminados. Já o princípio da precaução determina que a ação para eliminar 
possíveis impactos danosos ao ambiente seja tomada antes de um nexo causal ter sido estabelecido com 
evidência científica absoluta. 
Nas Convenções Internacionais, como na ECO/92, Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, 
realizada no Rio de Janeiro em 1992, o princípio da precaução foi inserido entre os princípios adotados pela referida convenção, 
estando ele sob o número 15, que assim determina: 
Princípio 15: De modo a proteger o meio ambiente, o princípio da precaução deve ser amplamente 
observado pelos Estados, de acordo com suas capacidades. Quando houver ameaça de danos sérios ou 
irreversíveis, a ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão para postergar 
medidas eficazes e economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental (CMMAD, 1992). 
Por fim, conclui-se que esses dois importantes princípios são imprescindíveis para o direito ambiental, atuam nas situações de 
riscos, demonstrando que se houver qualquer tipo de lesão causada ao meio ambiente, obrigatoriamente terá que haver a sua 
reparação, onde o Estado deverá intervir por meio do seu poder polícia, aplicando as sanções necessárias. 
Princípio do Poluidor Pagador 
O presente princípio, também conhecido como da responsabilização, é entendido pela seguinte forma: se a atividade da empresa 
poluidora é permitida, é necessário que o seu causador pague por ela. 
O princípio do poluidor pagador tem sua origem na Recomendação OECD C (72) 128, de 1972, do Conselho Diretor, que trata dos 
aspectos econômicos da política ambiental e traz os entendimentos de que “o poluidor deve arcar com os custos relativos às 
medidas de prevenção e luta contra a poluição” (OECD)[1]. Celso Antônio 
Pacheco Fiorillo (2009, p. 45) nos traz embasamento jurídico: 
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O artigo 225 da Constituição Federal fornece os critérios de identificação dos legitimados passivos numa 
ação de responsabilidade civil por dano ambiental, ou preceitua que é dever do Poder Público e da 
coletividade preservar e defender o meio ambiente. 
Entende-se que o respaldo trazido pela carta magna trouxe um alicerce amplo, trazendo subsídios de proteção tanto a pessoas 
físicas como a pessoas jurídicas que de algum modo forem os causadores da degradação ambiental, e o mais importante é que 
neste artigo é descrito de forma explícita que todos podem encaixar-se no conceito de poluidor ambiental. Cristiane Derani 
entende que: 
A objetivação deste princípio pelo direito ocorre ao dispor ele de normas definidoras do que se pode e do 
que não se deve fazer, bem como regras flexíveis tratando de compensações, dispondo inclusive sobre taxas 
a serem pagas para a utilização de determinado recurso natural. De fato, o princípio do poluidor-pagador 
concretiza-se por meio da obrigação do poluidor de diminuir, evitar e reparar danos ambientais, com os 
instrumentos clássicos do direito, bem como por intermédio de novas normas de produção e consumo 
(DERANI, 2008, p. 143). 
Entende-se que a função do princípio poluidor-pagador não é a arrecadação de recursos financeiros, mas sim a recuperação do 
dano ambiental, restabelecendo-o ao seu estado anterior. 
O princípio do poluidor pagador não busca uma punição criminal aquele que causou algum tipo de dano ao 
meio ambiente. 
Fonte: a autora. 
A doutrina traz diferentes apontamentos a este princípio, alguns doutrinadores fazem referência ao princípio da 
responsabilização, o que em certo ponto é incoerente, pois se dá o entendimento de que este princípio seria curativo, e não 
preventivo. 
Dentro destes princípios existem também os meios pelos quais se procedem aos custos das externalidades negativas que causam 
danos ao meio ambiente, gerados pela produção, sendo estes todos os custos que não fazem parte da produção e que geram a 
degradação ambiental, como a poluição atmosférica, poluição de recursos hídricos, de solo, de florestas etc., impondo-se aos 
sujeitos da cadeia da produção econômica a responsabilização pelo custo integral do dano que vier a causar ao meio ambiente. 
O Professor Paulo Roberto Pereira de Souza, em seu artigo “A ideologia da conflituosidade Ambiental”, conceitua as 
externalidades negativas: 
Externalidades são todas consequências da atividade produtiva sobre terceiros. As externalidades 
ambientais constituem fatores que não integram os fatores de produção tradicionais, mas que acabam 
impactando negativamente o meio ambiente como o mau cheiro, o barulho, os resíduos sólidos e efluentes 
gerados pelo processo produtivo (SOUZA, 2007, pp. 138-139). 
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Com isso, o sujeito ativo dessa causa pode ser o produtor, consumidor ou transportador, que posteriormente é chamado a arcar 
com os custos desses danos, por meio de medidas compensatórias financeiras, com a internalização desse custo, para que a 
sociedade, já prejudicada com seus efeitos negativos, não seja também a responsável pelos investimentos necessários para 
inverter os malefícios produzidos pelo processo de produção. 
O Estado, sendo o membro maior e tendo o poder fiscalizatório, denominado também como poder

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