Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Os zoólogos há muito já reconheceram a similaridade entre as aves e os répteis não aves. O crânio das aves e dos répteis</p><p>conecta-se com a primeira vértebra cervical por um único côndilo occipital (uma pequena rótula óssea: mamíferos têm duas</p><p>dessas rótulas). As aves e os répteis não aves têm um único osso na orelha média, o estribo (os mamíferos têm três ossos na</p><p>orelha média). Ambos têm um maxilar consistindo em cinco ou seis ossos, enquanto o maxilar dos mamíferos tem um osso</p><p>mandibular, o dentário. Ambos excretam seus resíduos nitrogenados na forma de ácido úrico, enquanto os mamíferos o fazem</p><p>como ureia. As aves e os répteis não aves põem ovos grandes com muito vitelo, e o embrião desenvolve-se inicialmente por</p><p>clivagem superficial.</p><p>O renomado zoólogo inglês, Thomas Henry Huxley, ficou tão impressionado com essas e muitas outras afinidades</p><p>anatômicas e fisiológicas que chamou as aves de “répteis glorificados” e classificou-as em um grupo de dinossauros</p><p>denominados terópodes (ver Capítulo 26), que apresentavam diversas características semelhantes às das aves (Figuras 27.2 e</p><p>27.3). Os dinossauros terópodes compartilham muitos caracteres derivados com as aves, e o mais óbvio deles é um pescoço</p><p>alongado, móvel e em forma de “S”.</p><p>Figura 27.1 Archaeopteryx, uma ave primitiva de 147 milhões de anos. A. Molde do segundo e mais perfeito</p><p>fóssil de Archaeopteryx, que foi descoberto em uma pedreira de calcário na Baviera. Foram descobertos 11</p><p>espécimes de Archaeopteryx, o mais recente descrito em 2011. B. Reconstrução de Archaeopteryx.</p><p>Figura 27.2 Evolução das aves modernas. Das 40 ordens de aves atuais, são mostradas as 9 mais importantes.</p><p>A mais antiga ave conhecida, Archaeopteryx, viveu no período Jurássico Superior, há 147 milhões de anos.</p><p>Apenas Archaeopteryx compartilha muitos caracteres especializados do seu esqueleto com os menores</p><p>dinossauros terópodes, e é considerado como tendo evoluído dentro do clado dos terópodes. A evolução das</p><p>ordens modernas de aves ocorreu, rapidamente, durante o período Cretáceo e início do Terciário.</p><p>Figura 27.3 Cladograma de Saurischia, mostrando as relações de vários táxons com as aves modernas. São</p><p>mostrados poucos caracteres derivados compartilhados, principalmente relacionados com o voo, que foram</p><p>usados para construir a genealogia. Os ornitísquios são o grupo-irmão de todos os saurísquios e todos são</p><p>membros do clado Archosauria (ver Figuras 26.1 e 26.2).</p><p>As penas precederam ambos – as aves e o voo. Os dromeossauros, um grupo de terópodes que inclui o Velociraptor,</p><p>compartilham muitos caracteres derivados adicionais com as aves, incluindo a fúrcula (clavículas fusionadas) e os ossos</p><p>lunares do punho, que permitem movimentos giratórios, posteriormente usados no voo (Figura 27.3). Uma evidência adicional,</p><p>ligando as aves aos dromeossauros, veio de fósseis descritos recentemente de depósitos do Jurássico Superior e Cretáceo</p><p>Inferior da província de Liaoning, China. Esses fósseis extraordinários de dromeossauros incluem alguns com filamentos,</p><p>como o Sinosauropteryx, e alguns com penas, como Protarchaeopteryx e Caudipteryx. Os filamentos eram estruturas ocas,</p><p>semelhantes ao estágio inicial do desenvolvimento das penas modernas (Figura 27.5). Todavia, esses dromeossauros</p><p>emplumados não podiam voar, pois tinham membros anteriores curtos e as penas com vexilos simétricos (as penas de voo das</p><p>aves modernas voadoras são assimétricas). Claramente, esses filamentos e penas primitivos serviam diferentes propósitos,</p><p>talvez provendo termorregulação ou críptica, ou usados em exibições da corte. Alguns dromeossauros, como o arborícola</p><p>Microraptor, provavelmente usavam suas penas para planar ou controlar saltos entre as árvores. Mais tarde, as penas</p><p>passaram por exaptação* (Capítulo 6) para voo ativo. Os fósseis da Espanha e da Argentina, que representam aves mais</p><p>derivadas que Archaeopteryx, documentam o desenvolvimento da quilha do esterno e da álula, a perda dos dentes e a fusão de</p><p>ossos característica das aves modernas. Uma abordagem filogenética da classificação agrupa as aves com os dinossauros</p><p>terópodes. Desse ponto de vista, os dinossauros não estão extintos – eles estão conosco hoje como aves! Definem-se “aves”</p><p>como o clado que contém o ancestral do Archaeopteryx, as aves vivas e todos os seus descendentes. As sinapomorfias para</p><p>este clado incluem um comprimento de cauda reduzido, um cerebelo maior e diversas características esqueléticas do crânio,</p><p>vértebras e apêndices.</p><p>As aves atuais (Neornithes) são divididas em dois grupos: (1) Paleognathae (Gr. palaios, antigo, + gnathos, maxila), as</p><p>grandes aves não voadoras similares aos avestruzes e os quivis, frequentemente chamadas de aves ratitas, que têm o esterno</p><p>achatado com músculos peitorais pouco desenvolvidos, e os tinamídeos, e (2) Neognathae (Gr. neos, novo, + gnathos,</p><p>maxila), todas as outras aves, quase todas voadoras que têm um esterno com quilha, ao qual se fixam poderosos músculos de</p><p>voo. Existem várias aves neognatas não voadoras, algumas das quais sem quilha no esterno (Figura 27.4). A incapacidade de</p><p>voar surgiu independentemente em muitos grupos de aves; o registro fóssil revela corruíras, pombas, papagaios, grous, alcas,</p><p>patos e, até mesmo, uma coruja não voadores. Os pinguins não voam, embora utilizem suas asas para “voar” na água (ver</p><p>Figura 10.8). Geralmente, a incapacidade de voar evoluiu em ilhas sem grandes predadores terrestres. As aves não voadoras</p><p>que habitam os continentes, hoje, são os grandes paleognatas (avestruz, ema, casuar, emu) que podem correr rápido o</p><p>suficiente para escapar de predadores. O avestruz pode alcançar 70 km por hora e existem relatos de 96 km por hora. A</p><p>evolução e a geografia histórica das aves não voadoras são discutidas nos Capítulos 6 e 37, respectivamente.</p><p>Figura 27.4 Uma das mais estranhas aves, o biguá não voador, Nannopterum harrisi, das ilhas Galápagos, seca</p><p>suas asas após forragear peixes. Ele é um excelente nadador e, para apanhar peixes e octópodes, propulsiona-</p><p>se na água com os pés. O biguá não voador é um exemplo de ave carenada (tem um esterno com quilha) que</p><p>tem a quilha reduzida e perdeu a habilidade de voar. Ordem Suliformes.</p><p>Os corpos das aves não voadoras foram drasticamente redesenhados, por causa da inexistência das restrições do voo. A quilha do esterno e os pesados músculos de</p><p>voo foram perdidos (17% do peso corporal das aves voadoras), e outros dispositivos específicos de voo desapareceram. Como o peso do corpo não é uma restrição, as</p><p>aves não voadoras tendem a se tornar maiores. Várias aves não voadoras extintas eram enormes: os moas gigantes da Nova Zelândia pesavam mais de 225 kg e as</p><p>aves-elefante de Madagascar, as maiores aves já existentes, pesavam quase 450 kg e atingiam quase 2 m de altura.</p><p>ADAPTAÇÕES ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS PARA O VOO</p><p>Assim como uma aeronave deve ser projetada e construída de acordo com rígidas especificações aerodinâmicas para voar, as</p><p>aves também devem satisfazer requisitos estruturais estritos se pretendem permanecer no ar. O voo humano se tornou possível</p><p>quando desenvolvemos um motor de combustão interna e aprendemos como reduzir a relação peso-potência até um ponto</p><p>crítico. As aves conseguiram voar há milhões de anos. Ao contrário dos aviões, as aves devem também se alimentar e</p><p>converter o alimento em energia metabólica, escapar de predadores, reparar suas próprias lesões, manter uma temperatura</p><p>corporal constante e se reproduzir.</p><p>Penas</p><p>As penas são muito leves e ainda possuem uma extraordinária dureza e resistência à tensão. As mais típicas das penas das</p><p>aves são as penas de contorno, penas com vexilos que recobrem e dão forma ao corpo da ave. Uma pena de contorno consiste</p><p>em um eixo oco, ou cálamo, emergindo de um folículo da pele, e uma haste, ou raque, que é continuação do cálamo e sustenta</p><p>numerosas barbas (Figura 27.5). As barbas são arranjadas de maneira paralela e próximas, dispostas diagonalmente para</p><p>ambos os lados da haste central, formando uma superfície plana, expandida e entrelaçada,</p><p>o vexilo. Podem existir várias</p><p>centenas de barbas em um vexilo.</p><p>Quando uma barba é examinada ao microscópio, ela parece ser uma réplica em miniatura de uma pena, com numerosos</p><p>filamentos paralelos denominados bárbulas, distribuídas em cada lado da barba, abrindo-se lateralmente a ela. Podem existir</p><p>600 bárbulas em um lado de uma barba, com mais de 1 milhão de bárbulas por pena. As bárbulas de uma barba se sobrepõem</p><p>às bárbulas da barba vizinha, em um padrão de zigue-zague, que são mantidas unidas com grande tenacidade por minúsculos</p><p>ganchos. Se duas barbas adjacentes se separarem - e uma força considerável é necessária para separar um vexilo - elas podem</p><p>instantaneamente se entrelaçar novamente apenas passando-se a ponta dos dedos pela pena. Uma ave faz isso com seu bico e</p><p>gasta bastante tempo alisando-as para manter suas penas em perfeita condições.</p><p>Figura 27.5 Tipos de penas e seu desenvolvimento. De A para E, Estágios sucessivos no desenvolvimento dos</p><p>vexilos ou da pena de contorno. O crescimento ocorre dentro de uma bainha protetora, D, que se rompe quando</p><p>termina o crescimento, permitindo que a pena madura expanda-se em uma superfície plana. De F para H, outros</p><p>tipos de penas, incluindo uma pena de faisão com hipopena, F; filoplumas, G; e pluma do adulto, H.</p><p>Tipos de penas</p><p>21 - (UEPB)</p><p>Considere as afirmações:</p><p>I. A excreção dos platelmintos é feita por meio de células-flama.</p><p>II. Um turbelário difere de um trematodo por apresentar um sistema excretor formado por</p><p>protonefrídio.</p><p>III. Os platelmintos da classe cestoda não apresentam sistema digestório.</p><p>IV. Uma das características embrionárias, que determina um maior grau de evolução dos</p><p>platelmintos em relação aos ctenóforos, é a presença da mesoderme.</p><p>Estão corretas:</p><p>a) I, II e IV, apenas</p><p>b) III e IV, apenas</p><p>c) II, III e IV, apenas</p><p>d) I, III e IV, apenas</p><p>e) I, II, III e IV</p><p>22 - (UFAC)</p><p>Platelmintes são animais de corpo achatado dorsoventralmente. Alguns representantes do filo têm</p><p>vida livre, sendo aquáticos ou terrestres. Outros são parasitas.</p><p>Nesses indivíduos faltam os sistemas:</p><p>I. respiratório.</p><p>II. digestivo.</p><p>III. circulatório.</p><p>IV. excretor.</p><p>V. nervoso.</p><p>Assinale,</p><p>a) se I e II forem corretas</p><p>b) se I e III forem corretas</p><p>c) se II e IV forem corretas</p><p>d) se II e III forem corretas</p><p>e) se III e V forem corretas</p><p>23 - (PUC MG)</p><p>Dentre os seres vivos, as planárias são conhecidas pela sua grande capacidade regenerativa. Sobre</p><p>esses animais, é correto afirmar, EXCETO:</p><p>a) As planárias são vermes planos do Filo Platyhelminthes, de vida livre, geralmente encontradas</p><p>nas margens de lagos e córregos.</p><p>b) As planárias apresentam sistema nervoso e órgãos dos sentidos que permitem a elas a busca de</p><p>alimento e fuga de predação.</p><p>c) A capacidade regenerativa das planárias deve-se à presença de células-tronco totipotentes que</p><p>podem, quando necessário, gerar todos os outros tipos celulares do animal.</p><p>d) As planárias, por serem diblásticas, não apresentam arquêntero e o sistema circulatório é</p><p>aberto.</p><p>24 - (UFJF MG)</p><p>Uma pessoa foi ao hospital por estar sentindo dores intensas de cabeça, tendo convulsões e</p><p>desmaios. Após vários exames, o neurologista detectou uma neurocisticercose, isto é, a presença de</p><p>cisticercos de Taenia solium no tecido nervoso. Como esse paciente pode ter contraído essa doença?</p><p>a) Pela ingestão de carne crua ou mal cozida infectada com a larva do parasito.</p><p>b) Pela ingestão de verduras contaminadas com os ovos do parasito.</p><p>c) Pela penetração da larva do parasito, presente na água, através da pele.</p><p>d) Por andar descalço em solos contaminados com fezes de bovinos e suínos.</p><p>e) Pela ingestão de verduras contaminadas com cercárias.</p><p>25 - (UESPI)</p><p>As fêmeas do Schistosoma mansoni fazem a postura dos ovos em vasos sangüíneos próximos à luz</p><p>intestinal. Com as fezes da pessoa parasitada, os ovos atingem o meio ambiente. No ciclo biológico</p><p>desse parasita, resumidamente ilustrado no esquema, em 1, 2 e 3 representam, respectivamente:</p><p>a) miracídio, cercária e esporocisto.</p><p>b) miracídio, esporocisto e cercária.</p><p>c) cercária, miracídio e esporocisto.</p><p>d) esporocisto, cercaria e miracídio.</p><p>e) esporocisto, miracídio e cercaria.</p><p>26 - (UFTM MG)</p><p>Considere as duas descrições a seguir.</p><p>I. Presença de um par de gânglios cerebrais na região anterior e estão ligados por dois cordões</p><p>nervosos ventrais que se interligam por ramos transversais formando uma estrutura que lembra</p><p>uma escada.</p>

Mais conteúdos dessa disciplina