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Wyckoff 2.0: Estruturas e Volume

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<p>Wyckoff 2.0</p><p>Estruturas, Volume Profile e Order Flow</p><p>Combinando a lógica da Metodologia Wyckoff e</p><p>a objetividade do Volume Profile</p><p>R���� V����������� C�����</p><p>Direitos autorais © 2021 Rubén Villahermosa Chaves</p><p>Todos os direitos reservados</p><p>Não é permitida a reprodução ou armazenamento de qualquer parte</p><p>deste livro em um sistema de recuperação ou transmissão de</p><p>qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico, fotocópia, gravação</p><p>ou qualquer outro, sem a permissão expressa do editor.</p><p>Independently published</p><p>CONTEÚDO</p><p>PREFÁCIO</p><p>PARTE 1. CONCEITOS AVANÇADOS DA METODOLOGIA WYCKOFF</p><p>1.1 Os rótulos</p><p>1.2 Preço vs Volume</p><p>1.3 Tipos de gráficos avançados</p><p>1.3.1 Gráficos de ticks</p><p>1.3.2 Gráficos de volume</p><p>1.3.3 Gráficos Range</p><p>1.4 Acumulação ou Distribuição com falha</p><p>1.5 Falha estrutural</p><p>1.5.1 Debilidade</p><p>1.5.2 Solidez</p><p>1.6 Shortening of the Thrust (SOT)</p><p>1.7 Outros tipos de estruturas</p><p>1.7.1 Estruturas com inclinação</p><p>1.7.2 Esquemas pouco usuais</p><p>PARTE 2. RESOLUÇÃO DE DÚVIDAS FREQUENTES</p><p>2.1 Utilização eficiente das linhas</p><p>2.1.1 A importância do contexto</p><p>2.2 Mudança de rótulos e planejamento de cenários</p><p>2.3 Como distinguir entre acumulação e distribuição?</p><p>2.4 Como analisar um gráfico a partir do 0?</p><p>2.4.1 Estruturas</p><p>2.4.2 Áreas de operação</p><p>2.4.3 Baixa de temporalidade. Estruturas da maior para a menor</p><p>2.4.4 Alta de temporalidade. Estruturas da menor para a maior</p><p>2.5 O que fazer quando o contexto não está claro?</p><p>2.5.1 O controlador</p><p>PARTE 3. O ATUAL AMBIENTE DE TRADING</p><p>3.1 Tipos de participantes nos mercados financeiros</p><p>3.2 Mercados eletrônicos</p><p>3.2.1 Trading algorítmico</p><p>3.2.2 High Frequency Trading</p><p>3.3 Mercados Over The Counter (OTC)</p><p>3.4 Dark Pools</p><p>3.5 Os mercados são aleatórios ou determinísticos?</p><p>3.5.1 A hipótese dos mercados adaptativos</p><p>3.5.2 Onde se encaixa a metodologia Wyckoff?</p><p>PARTE 4. A IMPORTÂNCIA DO VOLUME</p><p>4.1 Auction Market Theory</p><p>4.1.1 Variáveis</p><p>4.1.2 Percepção do valor</p><p>4.1.3 As quatro fases da atividade do mercado</p><p>4.2 A Lei da Oferta e da Demanda</p><p>4.2.1 Erros de interpretação comuns</p><p>4.2.2 BID/ASK, Spread e Liquidez</p><p>4.2.3 Tipos de participantes com base no comportamento</p><p>4.2.4 Como ocorre a mudança de preço?</p><p>4.2.5 Como acontecem as mudanças no mercado?</p><p>4.3 Tipos de ordens</p><p>4.3.1 Características avançadas</p><p>4.4 Ferramentas para análise de volume</p><p>4.4.1 Livro de ordens</p><p>4.4.2 Time & Sales</p><p>4.4.3 Footprint</p><p>4.4.4 Delta</p><p>4.5 A problemática do Order Flow</p><p>4.5.1 Problemática #1 Divergência de preço</p><p>4.5.2 Problemática #2 Divergência do Delta</p><p>4.5.3 Operador de preço e volume</p><p>4.5.4 Conclusão</p><p>PARTE 5. VOLUME PROFILE</p><p>5.1 Teoria do Leilão + Volume Profile</p><p>5.2 Composição do Volume Profile</p><p>5.3 Tipos de perfis</p><p>5.4 Diferença entre o volume vertical e o horizontal</p><p>5.5 Diferença entre Volume Profile e Market Profile</p><p>5.6 Forma dos perfis</p><p>5.6.1 Perfil tipo P</p><p>5.6.2 Perfil tipo b</p><p>5.7 Usos do Volume Profile</p><p>5.7.1 Identificação de estruturas</p><p>5.7.2 Determinar o viés do mercado</p><p>5.7.3 Análise da saúde da tendência</p><p>5.7.4 Migração do VPOC</p><p>5.7.5 Ajuste da gestão da posição</p><p>5.8 Princípios operacionais com áreas de valor</p><p>5.8.1 Princípio do intervalo</p><p>5.8.2 Princípio da reversão</p><p>5.8.3 Princípio da continuidade</p><p>5.8.4 Princípio da reversão com falha</p><p>5.8.5 Quadro resumido de princípios operacionais com áreas de</p><p>valor</p><p>PARTE 6. ORDER FLOW</p><p>6.1 Leitura do contexto</p><p>6.2 Desequilíbrios</p><p>6.3 Padrão de giro</p><p>6.3.1 Padrão de giro em baixa: Absorção de compras e iniciativa de</p><p>vendas</p><p>6.3.2 Padrão de giro em alta: Absorção de vendas e iniciativa de</p><p>compras</p><p>6.4 Padrão de continuidade</p><p>6.5 Fractalidade</p><p>PARTE 7. WYCKOFF 2.0</p><p>7.1 Análise do contexto</p><p>7.1.1 Contexto do intervalo</p><p>7.1.2 Contexto de tendência</p><p>7.1.3 Operação no intervalo</p><p>7.1.4 Operação em tendências</p><p>7.2 Identificação de áreas e níveis operacionais</p><p>7.3 Planejamento de cenários</p><p>7.4 Gestão da operação</p><p>7.4.1 Entrada</p><p>7.4.2 Stop Loss</p><p>7.4.3 Take Profit</p><p>7.4.4 O que fazer quando o preço vai sem nós?</p><p>PARTE 8. ESTUDOS DE CASO</p><p>8.1 Cruzamento de moedas Euro/Dólar ($6E)</p><p>8.2 Cruzamento de moedas Libra/Dólar ($6B)</p><p>8.3 Índice S&P500 ($ES)</p><p>8.4 Cruzamento de moedas Dólar Americano/Dólar Canadense ($6C)</p><p>8.5 Cruzamento de moedas Libra/Dólar ($6B)</p><p>8.6 Cruzamento de moedas Euro/Dólar ($6E)</p><p>BIBLIOGRAFIA</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>SOBRE O AUTOR</p><p>LIVROS DESTE AUTOR</p><p>PREFÁCIO</p><p>Com a publicação deste novo conteúdo damos continuidade ao</p><p>primeiro livro "A Metodologia Wyckoff em Profundidade", no qual são</p><p>apresentadas de forma clara todas as ferramentas analíticas que</p><p>abordam tal metodologia, assim como o aspecto mais teórico no</p><p>estudo do comportamento dos mercados financeiros.</p><p>Neste livro, avançaremos mais um passo e abordaremos</p><p>conceitos mais complexos; revisaremos as questões mais</p><p>frequentemente levantadas pelos estudantes sobre a metodologia e</p><p>incorporaremos novas ferramentas baseadas nas informações</p><p>proporcionadas pelos dados do volume e que serão muito úteis,</p><p>como o Volume Profile e o Order Flow.</p><p>Antes de iniciar o estudo deste livro, devo recomendar</p><p>vivamente que você tenha previamente internalizado todos os</p><p>conceitos que são tratados no primeiro, pois é necessário entender</p><p>tudo o que foi visto e, em caso negativo, isso poderia causar alguma</p><p>confusão ou falta de entendimento.</p><p>PARTE 1. CONCEITOS AVANÇADOS DA</p><p>METODOLOGIA WYCKOFF</p><p>Assim como no livro anterior, não temos a intenção em momento</p><p>algum de divulgar o enfoque da metodologia Wyckoff a partir de seu</p><p>ponto de vista mais puro. Pode haver operadores Wyckoff que fazem</p><p>isso, mas entendemos que os mercados de hoje mudaram</p><p>substancialmente em relação aos que foram estudados por Richard</p><p>Wyckoff e é nossa responsabilidade nos adaptarmos a essas</p><p>mudanças.</p><p>Mas, se existe uma coisa que é invariável e onde reside</p><p>realmente a vantagem desta abordagem sobre outras, são os</p><p>princípios que estão por trás de seus ensinamentos.</p><p>Independentemente de como os mercados e seus operadores</p><p>tenham mudado, tudo ainda é regido pela lei universal da oferta e</p><p>demanda; e esta é a pedra fundamental da metodologia.</p><p>Esta nova forma que proponho para analisar os mercados me</p><p>causou certa discussão com conhecidos (puristas) disseminadores do</p><p>método. Como eu disse, meu objetivo não é ensinar a forma mais</p><p>primitiva da metodologia, mas sim pegar os princípios que considero</p><p>válidos e aperfeiçoá-los juntamente com as mais modernas</p><p>ferramentas de análise de volume.</p><p>Na verdade, acredito que disseminar os ensinamentos de</p><p>Richard Wyckoff conforme ele os compartilhava é praticamente</p><p>impossível. No final, cada um ensina seu próprio ponto de vista sobre</p><p>a metodologia junto com as ferramentas em que mais confia; e isto</p><p>não quer dizer que alguém esteja acima dos demais. O importante é</p><p>obter rentabilidade do mercado, independentemente da abordagem</p><p>utilizada.</p><p>Dito isto, tenho certeza de que se Richard Wyckoff estivesse</p><p>vivo hoje, ele mesmo tomaria o cuidado de evoluir seus próprios</p><p>ensinamentos para se adaptar a novos mercados. Como era em seu</p><p>tempo, ele ainda seria um estudioso dedicado ao volume e isto o</p><p>teria levado a aprofundar seu conhecimento de ferramentas como o</p><p>Volume Profile e o Order Flow.</p><p>E isto foi exatamente o que fizemos e o que apresentarei a</p><p>vocês ao longo do livro; reunindo os princípios mais sólidos de análise</p><p>de mercado com as ferramentas mais avançadas de análise de</p><p>volume.</p><p>Mas antes de chegarmos a esse ponto, vamos acrescentar</p><p>alguns conceitos avançados que você deve conhecer para esclarecer</p><p>uma série de dúvidas que ocorrem com frequência.</p><p>1.1 OS RÓTULOS</p><p>Toda a parte teórica vista no primeiro livro é um conteúdo necessário</p><p>e indispensável para dominar esta abordagem e entender</p><p>verdadeiramente como o mercado se move, mas a metodologia</p><p>Wyckoff, ou minha maneira de entendê-la, vai muito mais adiante.</p><p>Não se trata apenas de rotular um gráfico de forma quase</p><p>robótica e pronto. Aprendemos o que está por trás de cada evento;</p><p>como ele é formado, como é representado no gráfico, a psicologia</p><p>por trás dele e assim por diante. Mas, como digo, o método</p><p>inferior (ST as</p><p>SOW) seguido pela incapacidade de desenvolver um teste na parte</p><p>superior da estrutura denota muita debilidade e muito possivelmente</p><p>o mercado desenvolverá um LPSY como um evento de teste de Fase</p><p>C.</p><p>3. A �������� �� F��� C</p><p>A terceira e principal dimensão. Se trata do evento dominante em</p><p>nossas análises e abordagens.</p><p>Este é o comportamento que nos dá mais confiança na hora</p><p>de operar. Uma agitação em uma zona de liquidez e a posterior</p><p>reentrada no intervalo denota uma forte recusa do preço de continuar</p><p>se movendo nessa direção e, nesse ponto, o caminho de menor</p><p>resistência é para o lado oposto.</p><p>O objetivo inicial de uma agitação é a visita ao extremo oposto</p><p>da estrutura; e se estivermos em frente ao evento de teste na Fase</p><p>C, isso dará origem à ruptura efetiva e ao desenvolvimento posterior</p><p>de tendências fora do intervalo.</p><p>O mais importante quando analisamos um gráfico é o</p><p>presente, o que o preço está fazendo agora mesmo em relação ao</p><p>que estava fazendo. E a segunda coisa mais importante é o</p><p>momento imediatamente anterior ao presente. Ou seja, se o</p><p>movimento atual é precedido por uma agitação, essa agitação é o</p><p>evento dominante que marcaria o viés direcional de nossa análise.</p><p>Uma vez que o controle do mercado pode variar durante o</p><p>desenvolvimento da estrutura, precisamos fazer uma avaliação</p><p>contínua das novas informações que entram no mercado. Então,</p><p>sempre daremos maior relevância às últimas informações disponíveis</p><p>para nós.</p><p>Então isso significa que a agitação é mais importante do que</p><p>qualquer outra ação que tenha ocorrido anteriormente no intervalo?</p><p>Com certeza, sim. Pela própria natureza do movimento, a agitação</p><p>por si só deve ser válida o suficiente para nos influenciar em favor de</p><p>sua direção.</p><p>Descartamos então a análise anterior? Ficará a critério do</p><p>operador. Em minha opinião, são pequenos traços que se somam à</p><p>análise como um todo. É uma questão de analisar objetivamente e</p><p>acrescentar indicações em favor de um lado ou do outro. E lembre-</p><p>se de que a agitação nem sempre aparece nos extremos. Como</p><p>acabamos de ver na seção anterior, saber como ler os traços nos</p><p>alerta para o desenvolvimento iminente do efeito.</p><p>Se estivermos em uma situação de potencial ruptura em alta e</p><p>não tivermos tido anteriormente um Spring para os mínimos da</p><p>estrutura, mas tivermos um teste no topo e posteriormente uma falha</p><p>estrutural abaixo, sabemos que tais comportamentos são</p><p>característicos de esquemas acumulativos cujo evento de teste na</p><p>Fase C é um simples LPS e, portanto, estaremos igualmente em</p><p>posição de favorecer o BUEC e a continuação em alta.</p><p>4. A ���� �� ����� � ������ �� F��� D</p><p>Esta marca simplesmente tenta aplicar a Lei do Esforço e resultado</p><p>entre a ação do preço e o volume.</p><p>Queremos ver velas que denotam intencionalidade em favor do</p><p>movimento subsequente à agitação e esta intencionalidade é</p><p>representada por amplos intervalos e alto volume (SOS/SOW bar).</p><p>O valor real de uma agitação manifesta-se no fato de ela ter</p><p>ou não continuação. Como já foi discutido, todas as ações devem ser</p><p>posteriormente confirmadas ou rejeitadas. Poderíamos estar em uma</p><p>posição potencial de agitação e inicialmente tratar essa ação como</p><p>tal; mas se o movimento subsequente que é a ruptura da estrutura</p><p>não se desenvolver, o sentimento do mercado muda.</p><p>A agitação é uma busca de liquidez, mas também deve ser</p><p>capaz de gerar posteriormente um movimento com algum ímpeto</p><p>que, no mínimo, atinja o extremo oposto da estrutura e, de</p><p>preferência, provoque sua ruptura.</p><p>Por exemplo, se observarmos um potencial UpThrust After</p><p>Distribution (UTAD), idealmente desejaríamos ver seguir um</p><p>movimento com forte impulso de baixa que conseguisse romper os</p><p>mínimos da estrutura para continuar o desenvolvimento distributivo.</p><p>Se devido à condição do mercado não conseguir romper a estrutura,</p><p>devemos pelo menos exigir que ela chegue a essa parte baixa,</p><p>deixando tal movimento como um minor Sign of Weakness (mSOW).</p><p>Caso contrário, o mercado denotaria certa solidez subjacente e</p><p>colocaria em dúvida se seria realmente a agitação verdadeira.</p><p>O fato de que o preço está se movimentando com amplos</p><p>intervalos, boa movimentação e um aumento no volume é a</p><p>representação final de que tal movimentação está sendo apoiada por</p><p>grandes operadores. O mercado não seria capaz de desenvolver tais</p><p>movimentos sem a intervenção deles.</p><p>Em gráficos de intervalos de tempo inferiores, tal movimento</p><p>de intencionalidade será observado como uma sucessão de máximos</p><p>e mínimos decrescentes, a representação ideal de um movimento de</p><p>tendência decrescente saudável.</p><p>Na ação concreta da ruptura queremos ver o aparecimento de</p><p>um grande volume sugerindo intencionalidade e absorção de todas</p><p>as ordens passivas localizadas naquela zona de liquidez. Às vezes,</p><p>podemos até ver uma vela com ampla movimentação e com um pavio</p><p>em sua extremidade. Por exemplo, no caso de uma tentativa de</p><p>ruptura em alta, este tipo de vela com um pavio em sua parte</p><p>superior poderia inicialmente sugerir a possibilidade de uma agitação,</p><p>uma vez que tal pavio indica objetivamente uma entrada de venda.</p><p>Mas devemos lembrar que estamos em uma zona de liquidez e,</p><p>portanto, a execução dessas ordens estaria dentro do intervalo</p><p>esperado. A chave está na capacidade dos compradores de</p><p>absorver esse fornecimento, continuar empurrando e não deixar o</p><p>preço entrar novamente no intervalo.</p><p>Embora seja verdade que poderíamos ver uma verdadeira</p><p>ruptura em volume baixo (devido à falta de interesse do lado oposto),</p><p>em condições normais uma ausência de volume sobre tal</p><p>comportamento nos colocaria inicialmente mais na posição de tratar</p><p>a ação como uma potencial agitação; embora obviamente teríamos</p><p>que esperar pela reação posterior do preço.</p><p>Portanto, a característica mais visual do movimento de ruptura</p><p>genuína será a observação de uma vela ampla que consegue fechar</p><p>perto da extremidade e é acompanhada de um alto volume.</p><p>Podemos então afirmar que esse traço é o segundo em importância,</p><p>depois da agitação.</p><p>5. O ������ ����� ������� � ���������������</p><p>�� ���������</p><p>A terceira dimensão mais importante. Como regra geral, o volume</p><p>isolado durante o desenvolvimento da estrutura também mostra</p><p>algum padrão identificável:</p><p>Os processos de acumulação serão acompanhados por</p><p>um volume decrescente durante o desenvolvimento da</p><p>estrutura.</p><p>Nos processos de distribuição é possível identificar</p><p>volumes altos ou incomuns durante o desenvolvimento do</p><p>intervalo.</p><p>Obviamente, trata-se de diretrizes gerais, o que significa que</p><p>nem sempre será este o caso.</p><p>Para o exemplo acumulativo, um volume decrescente indica</p><p>que está ocorrendo um processo de absorção do stock disponível.</p><p>Como no início existem muitos operadores dispostos a vender, um</p><p>número maior de transações ocorre, o que leva a volumes maiores.</p><p>À medida que o tempo é consumido durante o desenvolvimento do</p><p>intervalo, as unidades continuam sendo trocadas, mas obviamente</p><p>com cada vez menos intensidade, o que é representado como um</p><p>volume decrescente. Quando o evento de teste da Fase C é gerado,</p><p>praticamente toda a oferta flutuante já foi eliminada.</p><p>Uma coisa muito diferente acontece nos processos de</p><p>distribuição. Uma característica importante desses esquemas é que</p><p>eles tendem a se desenvolver muito mais rápido do que os</p><p>acumulativos. E é por isso que você pode ver grandes flutuações de</p><p>preços e volumes elevados e constantes. Esta menor duração obriga</p><p>a executar as transações com certa rapidez; enquanto nas</p><p>campanhas acumulativas leva algum tempo para esgotar o stock, nos</p><p>processos de distribuição a urgência de vender provoca um rápido</p><p>desenvolvimento acompanhado de uma alta volatilidade.</p><p>6. A������ �� ��������� W��� W���</p><p>Esta ferramenta não tem nada a ver com os indicadores</p><p>convencionais que todos nós conhecemos.</p><p>O Indicador das ondas de Weis coleta e analisa dados de</p><p>volume para representar graficamente o acúmulo de transações</p><p>realizadas por movimentos de preços. Isto é, dependendo da</p><p>configuração que lhe atribuímos, a primeira coisa que o código faz é</p><p>identificar o ponto</p><p>inicial e final de um movimento de preços. Uma vez</p><p>determinado, soma todo o volume operado durante o</p><p>desenvolvimento desse movimento e o representa sob a forma de</p><p>ondas.</p><p>Como você pode ver no gráfico, todas as ondas começam a</p><p>partir de uma base estabelecida em 0 (exatamente como o volume</p><p>vertical clássico).</p><p>Esta ferramenta serve basicamente para realizar análises sob</p><p>a Lei do Esforço e Resultado. Ao desenvolver tal análise, podemos</p><p>abordá-la de diferentes maneiras:</p><p>No desenvolvimento dos movimentos. A regra básica</p><p>ao se procurar harmonia e divergência é que os movimentos</p><p>inicialmente impulsivos devem ser acompanhados por</p><p>grandes ondas, ondas que estão crescendo em relação às</p><p>anteriores, sugerindo um maior interesse na direção desse</p><p>movimento. Por outro lado, os movimentos corretivos devem</p><p>ser mostrados com ondas pequenas e decrescentes em</p><p>termos comparativos, sugerindo uma certa falta de interesse</p><p>nessa direção.</p><p>Ao alcançar áreas operacionais. Da mesma forma, uma</p><p>análise de harmonia seria obtida pela identificação de uma</p><p>grande onda de alta cujo movimento de preços consegue</p><p>romper uma zona de resistência. A leitura que fazemos é</p><p>que este movimento de caráter impulsivo alcançou a ruptura</p><p>efetiva. Com relação a uma análise que sugeriria divergência</p><p>seria visualizar o mesmo movimento de alta que rompe uma</p><p>resistência prévia, mas fazendo isso com uma onda Weis</p><p>muito pequena, denotando que muito pouco volume foi</p><p>negociado e, portanto, sugerindo que o grande profissional</p><p>não está apoiando o movimento.</p><p>É preciso estar novamente consciente da importância de uma</p><p>análise contínua. Podemos observar um potencial Spring que é</p><p>seguido por um movimento em alta acompanhado por uma grande</p><p>onda de Weis que consegue romper o Creek da estrutura (até agora</p><p>o cenário ideal). Nesse ponto estaremos favorecendo a continuação</p><p>em alta (BUEC potencial); mas um forte volume pode entrar e</p><p>empurrar o preço de volta para o intervalo e uma grande onda de</p><p>baixa pode ser vista, sugerindo assim a possibilidade de um potencial</p><p>Upthrust.</p><p>A ideia é que simplesmente porque vemos que as impressões</p><p>estão a favor da abordagem inicial, ela não tem necessariamente</p><p>que ser desenvolvida. Como discutido anteriormente, novas</p><p>informações estão continuamente entrando no mercado e</p><p>precisamos estar cientes disso. No exemplo acima, em uma situação</p><p>BUEC potencial, precisaremos ver ondas de baixa que denotam falta</p><p>de interesse, a fim de propor com mais confiança um cenário de alta.</p><p>2.4 COMO ANALISAR UM GRÁFICO A PARTIR DO</p><p>0?</p><p>Esta é uma das primeiras barreiras que o trader iniciante encontra,</p><p>que começa a analisar os gráficos pela primeira vez do ponto de</p><p>vista da ação do preço e do volume.</p><p>A primeira coisa que deve ser esclarecida é que um gráfico,</p><p>quanto mais limpo, melhor. De nada adianta ter cem mil objetos</p><p>desenhados nele. A única coisa que conseguimos com isto é</p><p>esconder a informação que é realmente importante: o preço. É por</p><p>isso que sou a favor de, assim que a estrutura tiver sido totalmente</p><p>desenvolvida, eliminar absolutamente tudo o que está rotulado. Desta</p><p>forma, descartamos a possibilidade de que tudo o que foi traçado</p><p>possa interferir em uma análise mais aprofundada. No máximo,</p><p>deixar os níveis das estruturas desenhadas para ver rapidamente de</p><p>onde estamos vindo.</p><p>Neste tipo de análise onde o que procuramos é entender qual</p><p>é o contexto do mercado, é essencial iniciar a análise a partir de</p><p>períodos mais altos para descer a partir daí. Porém, a partir de que</p><p>período de tempo em particular começar? Do que for necessário.</p><p>Geralmente o gráfico semanal já mostrará todas as ações de preços</p><p>relevantes e não será necessário ir até o gráfico mensal.</p><p>Uma vez que o gráfico esteja aberto, a primeira coisa que</p><p>vamos procurar são os eventos de parada de algum movimento de</p><p>tendência e o posterior movimento lateral do preço.</p><p>Operacionalmente, o que nos interessa é ver que o mercado está</p><p>construindo a causa do movimento subsequente; isto é, que ele está</p><p>na Fase B.</p><p>Obviamente, em muitas ocasiões você abrirá o gráfico de um</p><p>ativo e não verá nada claro, ou ele ainda poderá estar no</p><p>desenvolvimento de um movimento de tendência que tenha sido</p><p>precedido por um intervalo de equilíbrio. Nestes casos não há nada a</p><p>fazer a não ser esperar para ver aquela mudança de caráter que</p><p>determina o aparecimento da Fase A.</p><p>Em outros momentos você identificará esses eventos de</p><p>parada mais a geração de alguma causa na Fase B e o mercado</p><p>pode estar em uma situação de ruptura/agitação potencial. Este é o</p><p>contexto ideal para se mover para baixo no tempo.</p><p>É uma questão de identificar neste período de tempo superior</p><p>o contexto geral para determinar qual cenário seria mais interessante</p><p>de se trabalhar, se deve ser longo ou curto. Em resumo, nos</p><p>posicionarmos efetivamente no gráfico de longo prazo nos ajuda a</p><p>influenciar a direção de nossos cenários futuros.</p><p>Enquanto não tivermos clareza sobre o contexto do gráfico</p><p>acima, não poderemos ir em baixa temporalidade. Por contexto,</p><p>entendemos a combinação de estruturas e zonas de operação:</p><p>2.4.1 Estruturas</p><p>É aqui que entra a importância de ter estudado a fundo toda a seção</p><p>teórica do primeiro livro "A Metodologia Wyckoff em Profundidade".</p><p>As estruturas nos fornecem um mapa claro que guiará nossas</p><p>abordagens do cenário. Por exemplo:</p><p>Se estivermos na Fase B construindo a causa, vamos</p><p>esperar pelo preço nos extremos da estrutura para buscar</p><p>uma ação de ruptura/agitação.</p><p>Se estivermos em condições de confirmar uma agitação,</p><p>vamos esperar que o preço atinja o extremo oposto com</p><p>algum impulso.</p><p>Se estivermos em uma posição de uma possível ruptura</p><p>genuína, vamos esperar por algum tipo de teste na estrutura</p><p>rompida para continuar o desenvolvimento fora do intervalo.</p><p>Se não soubermos realmente como o mercado se move do</p><p>ponto de vista do desenvolvimento de estruturas, é impossível para</p><p>nós propor cenários ponderados. É por isso que a primeira coisa a</p><p>fazer é internalizar como estes processos de acumulação e</p><p>distribuição geralmente se desenvolvem:</p><p>1. Parada da tendência anterior</p><p>2. Construção da causa</p><p>3. Avaliação da oposição</p><p>4. Movimento de tendência dentro do intervalo</p><p>5. Movimento de tendência fora do intervalo</p><p>2.4.2 Áreas de operação</p><p>O objetivo é identificar a localização das áreas de negociação de</p><p>acordo com os níveis de preços.</p><p>Para isso, vamos recorrer à ferramenta Volume Profile. Se</p><p>bem que discutiremos esta ferramenta em profundidade mais tarde,</p><p>por enquanto vamos nos ater a ela para identificar áreas de</p><p>negociação e níveis operacionais com base no volume que será</p><p>muito útil para a abordagem de cenários, entre outras coisas.</p><p>Conforme o mercado se move de uma zona de equilíbrio para</p><p>outra, devemos saber onde estamos no momento e quais são as</p><p>áreas de negociação acima e abaixo para levá-las em conta como</p><p>possíveis alvos a serem visitados.</p><p>O Volume Profile é uma ferramenta que acrescenta</p><p>objetividade à nossa análise e, em conjunto com a leitura do mercado</p><p>oferecida pela metodologia Wyckoff, nos possibilita determinar</p><p>melhor quem provavelmente está no controle do mercado.</p><p>2.4.3 Baixa de temporalidade. Estruturas da maior</p><p>para a menor</p><p>Uma vez que este contexto geral esteja claro; que com base em</p><p>onde o preço está no gráfico superior, determinamos como sendo</p><p>mais interessante apresentar largos ou curtos; e que identificamos as</p><p>áreas operacionais tanto acima como abaixo, podemos baixar a</p><p>temporalidade para iniciar uma nova análise.</p><p>Poderíamos então abrir o gráfico de 8, 4 ou 2 horas de</p><p>temporalidade intermediária.</p><p>Uma vez feita a primeira análise mais geral (no gráfico mensal,</p><p>semanal ou diário), podemos determinar que a situação do mercado</p><p>se encontra em condições para buscar uma entrada de compra.</p><p>Nesse ponto, seria interessante ver o desenvolvimento de uma</p><p>estrutura de acúmulo menor que apoiaria tal ideia. Por exemplo:</p><p>Se estivermos em uma situação de potencial Spring (Fase</p><p>C) do período superior, a situação ideal seria observar as</p><p>impressões em uma estrutura menor que sugere alguma</p><p>entrada</p><p>de compradores. Por um lado, estamos em uma</p><p>situação operacional interessante da estrutura macro e, ao</p><p>mesmo tempo, observamos uma estrutura acumulativa</p><p>potencialmente menor. Estaríamos analisando uma potencial</p><p>estrutura acumulativa menor que, se confirmada, atuaria</p><p>como uma função de potencial Spring da estrutura principal.</p><p>Se estivermos em uma situação de potencial BUEC (Fase</p><p>D) após uma ruptura em alta e a análise dos traços</p><p>acompanhar, nessa posição deveríamos favorecer a</p><p>continuação do roteiro do desenvolvimento das estruturas e,</p><p>portanto, procurar uma pequena estrutura de reacúmulo em</p><p>função de teste à estrutura rompida para então continuar</p><p>com o movimento de tendência fora do intervalo.</p><p>Se estivermos durante o desenvolvimento de um</p><p>movimento de tendência ascendente (Fase E),</p><p>favoreceremos o desenvolvimento de estruturas de</p><p>reacumulação menores para tentar nos juntarmos aos</p><p>anseios em favor do movimento. Não sabemos o impulso</p><p>com que o mercado pode se mover e o desequilíbrio em</p><p>favor dessa direção pode ter alguma urgência. Tal urgência</p><p>pode levar ao desenvolvimento de estruturas rápidas e é aí</p><p>que queremos estar.</p><p>Esta é a razão pela qual baixamos o marco temporal: para</p><p>procurar estruturas menores que se enquadrem no contexto da</p><p>análise de estruturas maiores. Esta é a dinâmica que temos que ter</p><p>em mente com relação à análise do contexto, onde estruturas</p><p>menores se encaixam em estruturas maiores.</p><p>Mas atenção, porque o fato de estarmos inicialmente inclinados para</p><p>uma direção não deve nos levar a não sermos totalmente objetivos</p><p>ao analisar esta estrutura menor, porque, como já sabemos,</p><p>estaríamos em uma área chave, área de liquidez e é provável que</p><p>cause a entrada de grandes volumes no mercado. Em outras</p><p>palavras:</p><p>A situação de potencial Spring é também, ao mesmo tempo,</p><p>uma situação de potencial ruptura em baixa efetiva. A análise da</p><p>estrutura maior pode sugerir que os compradores estão no controle</p><p>até agora, mas se durante o desenvolvimento desta estrutura menor</p><p>não vemos estes mesmos sinais e, pelo contrário, vemos o</p><p>surgimento de vendas fortes, não faria sentido continuar a favorecer</p><p>o esquema acumulativo e, em vez disso, deveríamos considerar o</p><p>cenário de baixa.</p><p>A situação de potencial ruptura em alta também é, ao mesmo</p><p>tempo, uma potencial situação Upthrust. Se no momento, onde</p><p>deveríamos favorecer o desenvolvimento de um esquema</p><p>acumulativo menor em função do BUEC da estrutura maior, o preço</p><p>gera uma estrutura de distribuição menor, isto ativaria o cenário curto</p><p>e deixaria uma estrutura de distribuição menor em função do Upthrust</p><p>da estrutura maior.</p><p>Por isso, a importância de ter uma mente aberta e não muito</p><p>rígida em relação aos movimentos direcionais. Além disso, é sempre</p><p>necessário ter tanto cenários longos quanto curtos preparados para</p><p>não hesitar quando chegar a hora de tomar uma decisão.</p><p>Se desejar, você pode continuar diminuindo a temporalidade</p><p>para a análise das estruturas. O ponto-chave é favorecer o</p><p>desenvolvimento de estruturas maiores em detrimento das menores.</p><p>Com este princípio em mente, fica a critério de cada operador</p><p>decidir até que ponto diminuir a temporalidade. Tenha em mente que</p><p>quanto mais baixo você for, mais barulho você vai perceber.</p><p>2.4.4 Alta de temporalidade. Estruturas da menor</p><p>para a maior</p><p>Outra dúvida muito frequente é com que tipo de estrutura trabalhar,</p><p>como decidir passar de uma estrutura para outra. Estruturas da</p><p>menor para a maior.</p><p>É uma dúvida mais complexa que denota um certo</p><p>conhecimento da metodologia. Após internalizar todo o conhecimento</p><p>teórico, o subconsciente começa a raciocinar e levantar este tipo de</p><p>dúvidas interessantes; e este fato é tremendamente significativo</p><p>como um sinal de que um bom trabalho está sendo feito.</p><p>Diferentemente do que acontece na análise do contexto onde</p><p>o desenvolvimento das estruturas principais é priorizado, encaixando</p><p>as estruturas menores dentro delas; no que diz respeito à primeira</p><p>identificação de uma estrutura, daremos prioridade ao</p><p>desenvolvimento das estruturas de temporalidade mais baixas e</p><p>depois passaremos a temporalidade mais alta se o preço indicar</p><p>assim.</p><p>Quando o mercado está desenvolvendo o efeito (movimento</p><p>de tendência) de uma causa anterior (intervalo</p><p>acumulativo/distributivo), estaremos olhando para gráficos temporais</p><p>inferiores principalmente por duas razões: para identificar estruturas</p><p>menores com as quais unir o movimento; e para identificar a parada</p><p>de tal movimento de tendência.</p><p>O primeiro destes motivos já foi discutido na seção anterior e</p><p>é uma das situações em que se pode baixar a temporalidade. Nesta</p><p>ocasião, é uma questão de analisar quando se deve subir na</p><p>temporalidade.</p><p>Neste contexto de velocidade, podem começar a se</p><p>desenvolver estruturas menores e estas podem ser a origem do</p><p>desenvolvimento de grandes eventos visíveis em temporalidades</p><p>superiores. Por exemplo; se o mercado estiver caindo e</p><p>observarmos o desenvolvimento de um padrão de acumulação rápida</p><p>em um pequeno período de tempo, o efeito dessa acumulação</p><p>menor pode ser a geração do evento do Automatic Rally sobre um</p><p>marco temporal superior.</p><p>A princípio pode parecer um pouco confuso, mas não é de</p><p>forma alguma. Repito o exemplo ao contrário: se o mercado estiver</p><p>subindo durante o desenvolvimento da Fase E após uma</p><p>acumulação, poderemos observar um esquema de distribuição que</p><p>atuará como um evento Buying Climax, e o efeito desta distribuição</p><p>atuaria como um evento de Automatic Reaction de algum marco</p><p>temporal superior.</p><p>Evidentemente não é necessário reduzir o marco temporal</p><p>para a identificação de tais eventos, tudo depende do tipo de</p><p>negociação que você decidir realizar. Existem operadores</p><p>experientes que operam este tipo de estruturas menores de contra-</p><p>tendência, mas estando conscientes de que devem ser movimentos</p><p>de curta duração, de acordo com a estrutura que foi desenvolvida.</p><p>Trata-se apenas de exemplificar sob que condição é razoável</p><p>aumentar o marco temporal a fim de se ter clareza sobre a análise</p><p>geral.</p><p>Neste exemplo real, vemos em confluência uma estrutura de</p><p>acumulação com falha que gira em uma estrutura de acumulação</p><p>maior.</p><p>O conceito foi inicialmente explicado como uma estrutura</p><p>menor, que está totalmente desenvolvida e que, por sua vez, é parte</p><p>de uma estrutura maior. Neste exemplo, vemos uma outra maneira</p><p>pela qual tal conceito pode aparecer no mercado.</p><p>É possível observar todos os eventos de uma estrutura</p><p>acumulativa menor e como no momento da verdade, em uma posição</p><p>de potencial BUEC, o mercado deixa uma falha contínua para o lado</p><p>ascendente. Esta é exatamente a área onde o operador pode querer</p><p>considerar como mais lógica a possibilidade de observar toda aquela</p><p>ação de preços como um todo, como se fosse parte de uma</p><p>estrutura maior. Desta forma, o Automatic Rally de maior duração</p><p>será determinado desde a baixa do SC até a alta do UA da estrutura</p><p>menor. Da mesma forma, o JAC agora será visto como um simples</p><p>teste denotando solidez (UA) e a partir daí os demais eventos</p><p>acumulativos aparecerão.</p><p>Para destacar desde o primeiro momento a solidez que existia</p><p>por trás, evidenciada pela incapacidade do preço de visitar o fundo</p><p>de ambas as estruturas. Outro detalhe interessante é ver que o</p><p>BUEC principal se desenvolve logo acima do High Volume Node que</p><p>também coincide com o VPOC de toda a estrutura.</p><p>2.5 O QUE FAZER QUANDO O CONTEXTO NÃO</p><p>ESTÁ CLARO?</p><p>Pode ser que abramos um gráfico e não vejamos absolutamente</p><p>nada claro. Nem um movimento de tendência clara, nem uma</p><p>lateralização precedida por uma fase de parada. Nesta situação,</p><p>temos duas opções:</p><p>1. A������� � ����� ��������</p><p>Como sabemos, quanto menor for o marco temporal, mais ruído</p><p>observamos. É bastante positivo neste tipo de ocasiões subir de</p><p>temporalidade para ver o quadro geral de onde estamos.</p><p>Talvez o que parece caótico para você nos gráficos</p><p>intradiários faça sentido em temporalidades mais altas.</p><p>Se você tiver feito uma boa análise a partir do zero, como</p><p>sugerimos, você passará de marcos temporais superiores para</p><p>marcos</p><p>temporais inferiores. Então, simplesmente fique na</p><p>temporalidade em que você vê a ação de preço mais clara e não</p><p>baixe mais.</p><p>Por exemplo, ao fazer a análise de contexto você está bem</p><p>posicionado em H1, baixe para M15 mas não se sente confortável,</p><p>volte para H1 e descarte a possibilidade de analisar gráficos</p><p>inferiores.</p><p>2. M���� � �����</p><p>Você pode não ser capaz de se posicionar de forma sólida em</p><p>qualquer marco temporal. Neste ponto e considerando a quantidade</p><p>de ativos negociáveis que existem hoje, que necessidade temos de</p><p>negociar algo que realmente não vemos claramente? Isso não faz</p><p>sentido.</p><p>Não importa se você negocia ações, índices, moedas,</p><p>commodities ou moedas criptográficas, o número destes ativos</p><p>negociáveis é grande o suficiente para que você não tenha que estar</p><p>forçando a análise, então se algo não estiver claro, basta passar</p><p>para a próxima.</p><p>2.5.1 O controlador</p><p>Esta questão também é útil para identificar um dos grandes erros</p><p>que alguns traders cometem quando decidem operar apenas um</p><p>ativo. Isto os leva a querer controlar cada movimento de preços, o</p><p>que pode ser desastroso para a conta. Essa palavra, controle, pode</p><p>ser uma das palavras mais prejudiciais para o mundo do trading.</p><p>Você não pode controlar absolutamente nada. Nosso foco deve ser</p><p>em operar apenas das configurações mais claras com a melhor</p><p>relação risco/retorno possível.</p><p>Uma coisa muito curiosa é que geralmente coincide em que o</p><p>trader que opera apenas um ativo faz isso em marcos temporais</p><p>pequenos. É a combinação perfeita para dar errado. E como ele</p><p>certamente vai gostar dos rótulos (pelo fato de ter controlado cada</p><p>movimento), temos um trader que está deixando de usar olhos e</p><p>mente tentando decifrar cada um dos movimentos e praticamente</p><p>não vê o que o preço faz porque ele terá um gráfico de 1 ou 2</p><p>minutos cheio de rótulos.</p><p>Vamos nos manter longe disto porque é impossível para</p><p>qualquer um se manter assim por muito tempo. O gasto de energia é</p><p>brutal e a capacidade de concentração necessária para manter um</p><p>nível ótimo de julgamento é extremamente elevada. Muito poucas</p><p>pessoas serão realmente capazes de fazer este tipo de trading. A</p><p>grande maioria está condenada a sofrer de graves angústias.</p><p>Vamos avançar no marco temporal e cobrir mais ativos. É</p><p>certamente bom se especializar em algum mercado (pois cada um</p><p>tem suas próprias peculiaridades em relação aos melhores horários,</p><p>volatilidade, etc.), mas não se concentre exclusivamente em um.</p><p>Tenha uma lista de alguns (mesmo 3 ou 4) para seguir e especializar-</p><p>se neles, se quiser.</p><p>Por último, esquecemos sempre que a maioria dos</p><p>movimentos de mercado são de natureza aleatória; e isso significa</p><p>simplesmente que não têm nenhuma intencionalidade direcional por</p><p>trás deles. Como discuti nas primeiras páginas de meu primeiro livro,</p><p>alguns dos intervalos flutuam para cima e para baixo sem qualquer</p><p>intencionalidade por trás deles, sem construir qualquer tipo de causa.</p><p>É pura aleatoriedade. São aqueles intervalos onde você não vê</p><p>absolutamente nenhuma impressão clara e não pode fazer uma</p><p>análise criteriosa sobre quem pode estar no controle do mercado.</p><p>Você tem que estar ciente disso.</p><p>PARTE 3. O ATUAL AMBIENTE DE</p><p>TRADING</p><p>Apesar da seção seguinte não estar diretamente relacionada com a</p><p>abordagem mais técnica da metodologia Wyckoff, é importante e</p><p>enriquecedor entender o contexto geral em que os mercados de hoje</p><p>se movimentam.</p><p>Os mercados foram submetidos a uma mudança de</p><p>paradigma e migraram em poucos anos de uma operação realizada</p><p>inteiramente por pessoas de forma presencial para uma operação</p><p>totalmente eletrônica, graças aos avanços tecnológicos.</p><p>Isto contribuiu para o surgimento de novos atores no mundo</p><p>dos investimentos, novas formas de operar e até mesmo novos</p><p>mercados.</p><p>Não há dúvida de que tudo isso provocou uma democratização</p><p>dos investimentos, permitindo o acesso do operador varejista, que há</p><p>não muitos anos teve sua participação vetada. A este respeito, não é</p><p>por acaso que a maioria dos operadores de varejo perde. Toda a</p><p>indústria é criada para que este seja o caso e que sua participação</p><p>sirva simplesmente como mais uma (muito pequena) fonte de liquidez</p><p>para o mercado.</p><p>É importante manter os pés no chão. O mundo do trading e do</p><p>investimento é muito complexo para que um operador de varejo em</p><p>casa, com uma conexão à Internet e um computador, possa obter um</p><p>certo lucro sobre seu capital. Tudo vai contra ele, começando pelo</p><p>fato de ser um campo dominado por grandes instituições que gastam</p><p>enormes quantias de dinheiro tanto no desenvolvimento de</p><p>ferramentas poderosas quanto na contratação das pessoas mais</p><p>qualificadas.</p><p>Agora vamos dar uma olhada nos aspectos menos conhecidos</p><p>do ambiente de trading de hoje que têm alguma relevância, pois</p><p>podem influenciar nossa negociação.</p><p>3.1 TIPOS DE PARTICIPANTES NOS MERCADOS</p><p>FINANCEIROS</p><p>Conhecer aqueles que têm a capacidade de influenciar o movimento</p><p>de preços nos dá um ponto de vista mais sólido ao tomar decisões</p><p>de trading e de investimento.</p><p>Os mercados financeiros são formados por vários agentes</p><p>com diferentes formas de operar de acordo com suas necessidades</p><p>naquele momento específico.</p><p>Um dos maiores erros que podemos cometer é pensar que</p><p>todos os movimentos do mercado são orquestrados por uma única</p><p>entidade; ou distinguir os operadores entre profissionais e não-</p><p>profissionais. Quando são utilizados estes termos, bem como "mãos</p><p>fortes" e "mãos fracas", isto é feito do ponto de vista de entender</p><p>quem tem mais controle do mercado, não com o objetivo de enxergar</p><p>isto como uma guerra entre institucional versus varejo porque, como</p><p>sabemos, nos ativos mais negociados os varejistas têm pouco ou</p><p>nada a ver com isto.</p><p>É preciso observar que tudo depende também do volume</p><p>negociado em cada ativo em particular. Quanto maior o volume, mais</p><p>intervenção virá dos grandes participantes.</p><p>Por exemplo, um dos maiores ativos negociados no mundo, o</p><p>índice americano S&P 500, é quase totalmente controlado por</p><p>grandes instituições, sendo que 90% ou mais do volume provém</p><p>delas. Trata-se de uma batalha entre elas. Nenhuma negociação</p><p>pode ser executada sem que uma instituição esteja disposta a tomar</p><p>um lado da posição e outra instituição esteja disposta a tomar o lado</p><p>oposto. O mercado não será capaz de mover o menor tick se não</p><p>houver uma instituição por trás de cada movimento.</p><p>Ao contrário, ativos que movimentam muito pouco volume</p><p>podem ser influenciados por operadores com menor capacidade. É</p><p>por isso que não é recomendado operar ativos com baixa liquidez,</p><p>para evitar possíveis manipulações.</p><p>Nosso objetivo, portanto, é analisar o comportamento do</p><p>gráfico para tentar determinar onde está a maior parte do dinheiro</p><p>institucional.</p><p>Vamos categorizar os diferentes participantes do mercado de</p><p>acordo com a intenção deles:</p><p>C��������</p><p>Basicamente, se trata da execução de operações financeiras</p><p>destinadas a cancelar ou reduzir os riscos. Consistem na aquisição</p><p>ou venda de um produto que está correlacionado com o ativo sobre o</p><p>qual se pretende estabelecer a cobertura.</p><p>Ao mesmo tempo em que o objetivo principal da cobertura é</p><p>limitar o risco, ela também pode ser usada para garantir um lucro</p><p>latente ou preservar o valor de um ativo.</p><p>Para estes operadores não importa a direção do preço, pois</p><p>não é o negócio principal de sua empresa. Eles não operam com</p><p>uma intenção direcionada e têm uma visão a mais longo prazo.</p><p>Embora existam diferentes maneiras de realizar a cobertura, a</p><p>maneira mais tradicional é orientada para o produtor:</p><p>Um exemplo seria uma empresa aérea que compra futuros de</p><p>petróleo como um recurso para equilibrar seus custos de</p><p>combustível.</p><p>Outro exemplo poderia ser uma grande empresa internacional</p><p>de importação e exportação que compra moedas para se proteger</p><p>contra possíveis mudanças de preços.</p><p>Os fazedores de mercado também estariam incluídos nesta</p><p>categoria, pois poderiam ir ao mercado dependendo de suas</p><p>necessidades com o objetivo de manter suas posições de risco total</p><p>neutras.</p><p>E����������</p><p>Ao contrário dos operadores de</p><p>cobertura, que basicamente</p><p>negociam para reduzir sua exposição ao risco, os operadores</p><p>especulativos assumem riscos ao abrir suas posições.</p><p>Se dadas as condições atuais do mercado, eles consideram</p><p>que o preço do ativo em questão está barato, comprarão e vice-</p><p>versa se o considerarem caro, com o único objetivo de lucrar com o</p><p>movimento de preços.</p><p>Aqui encontramos Hedge funds, fundos, empresas de trading</p><p>e, em geral, qualquer instituição que atue de forma direcionada no</p><p>mercado para buscar rentabilidade.</p><p>Cobrem diferentes temporalidades e executam operações</p><p>também utilizando algoritmos de alta frequência.</p><p>São os operadores mais ativos do mercado financeiro.</p><p>Basicamente, estão focados na busca de zonas de liquidez porque,</p><p>devido à grande quantidade de volume que movimentam, precisam</p><p>desta contraparte para corresponder às suas ordens.</p><p>É um erro comum pensar que todas as instituições são</p><p>lucrativas. Muitas destas instituições são as vítimas preferidas no</p><p>mercado financeiro porque movimentam quantidades significativas de</p><p>volume e podem ter uma abordagem operacional inconsistente.</p><p>Embora não sejam de natureza puramente especulativa,</p><p>alguns operadores de opções podem se enquadrar nesta categoria</p><p>porque se tiverem uma grande posição aberta no mercado de</p><p>opções, é provável que também se voltem para o mercado de</p><p>futuros para tentar defender, se necessário.</p><p>A���������</p><p>Consiste em tirar proveito das imperfeições do mercado financeiro.</p><p>Estes operadores observam uma ineficiência nos preços e executam</p><p>transações com o objetivo de corrigir e ajustar os preços.</p><p>Existem diferentes formas de fazer arbitragem: seja operando</p><p>um único produto, operando diferentes produtos correlacionados,</p><p>operando entre diferentes mercados e até mesmo operando entre</p><p>contratos com a mesma e diferentes datas de validade.</p><p>Um exemplo seria negociar uma descorrelação entre dois</p><p>mercados do mesmo ativo, tais como o mercado à vista e o mercado</p><p>futuro. Podemos ter, por exemplo, a moeda cruzada do euro em</p><p>relação ao dólar (EURUSD) e o derivativo no mercado de futuros</p><p>(6E). Uma estratégia de arbitragem aproveitará a minúscula</p><p>diferença de preço que possa existir entre esses dois mercados para</p><p>obter um benefício econômico.</p><p>Fora disso, temos também os Bancos Centrais. Eles são os</p><p>que têm maior capacidade já que dirigem as políticas monetárias dos</p><p>países principalmente através da fixação das taxas de juros.</p><p>Dos tipos vistos, o único que entraria no mercado com o</p><p>objetivo direcional de adicionar pressão a um lado ou ao outro seria o</p><p>operador especulativo. O restante das transações teria outra</p><p>intencionalidade, mas ainda assim seria representado no preço.</p><p>O fato de que nem todos os negócios são de natureza</p><p>especulativa é um fator muito importante a ser levado em conta.</p><p>Muitas pessoas cometem o erro de pensar que toda negociação tem</p><p>um interesse direcional por trás e, na maioria dos casos, não é</p><p>assim. São muitos os tipos de participantes que interagem no</p><p>mercado e as necessidades de cada um são diferentes.</p><p>Além da intencionalidade da operação, vale destacar os</p><p>diferentes usos dos prazos utilizados por alguns operadores e</p><p>outros. Enquanto alguns levam em conta o curto prazo, outros</p><p>mantêm estratégias de médio ou longo prazo. O ponto-chave é que</p><p>cada um dos movimentos do mercado está sendo apoiado por uma</p><p>grande instituição e que a qualquer momento outra com uma</p><p>perspectiva de longo prazo pode entrar no mercado com uma maior</p><p>capacidade de influenciar o preço.</p><p>3.2 MERCADOS ELETRÔNICOS</p><p>Desde 2007, as bolsas passaram de ser controladas por seres</p><p>humanos para um ambiente totalmente automatizado e eletrônico,</p><p>onde realmente só existem computadores fazendo o processamento</p><p>de ordens correspondentes.</p><p>Com a chegada de novas tecnologias, avanços</p><p>computacionais e mudanças regulatórias no mundo financeiro, a</p><p>importância da rapidez na transmissão e recebimento de dados tem</p><p>se tornado cada vez mais importante, chegando a um ponto em que</p><p>o trading eletrônico representa a maior parte do volume negociado.</p><p>Os produtos mais negociados, tais como futuros, ações e</p><p>CDS sobre índice mostram os mais altos graus de eletronificação em</p><p>90%, 80% e 80% respectivamente. Por outro lado, os títulos</p><p>corporativos estão na parte inferior do espectro, pois são produtos</p><p>mais personalizados, representando 40% e 25%.</p><p>Todos esses avanços melhoraram a eficiência do mercado ao</p><p>acrescentar liquidez, reduzir custos, aumentar a velocidade de</p><p>execução, melhorar a gestão de risco e permitir o acesso a</p><p>mercados específicos.</p><p>3.2.1 Trading algorítmico</p><p>É um processo de execução de ordens baseado em regras bem</p><p>definidas e codificadas realizadas automaticamente por um</p><p>computador, evitando assim a participação humana.</p><p>Utiliza modelos estatísticos e econométricos complexos em</p><p>plataformas avançadas para tomar decisões de forma eletrônica e</p><p>independente.</p><p>Utiliza principalmente como variáveis preço, tempo e volume; e</p><p>foi desenvolvido para aproveitar as vantagens de velocidade e</p><p>processamento de dados que os computadores têm sobre os</p><p>operadores humanos.</p><p>Estas estratégias interpretam os sinais do mercado e</p><p>implementam automaticamente estratégias de trading baseadas</p><p>neles, com operações de diferentes durações.</p><p>O aumento da participação no mercado nos últimos anos de</p><p>negociação algorítmica em todas as classes de ativos é</p><p>simplesmente espetacular, e as previsões para os anos seguintes</p><p>seguem a mesma dinâmica.</p><p>Uma das razões para tal crescimento se deve ao surgimento</p><p>da inteligência artificial no setor financeiro.</p><p>3.2.2 High Frequency Trading</p><p>O High Frequency Trading é um tipo de trading algorítmico, mas</p><p>aplicado na escala de microssegundos, tentando tirar proveito de</p><p>mudanças muito pequenas nos preços dos ativos.</p><p>Baseia-se no uso de algoritmos matemáticos que analisam e</p><p>executam ordens com base nas condições do mercado. Realizam</p><p>milhares de operações em um curto espaço de tempo, ganhando</p><p>dinheiro sistematicamente e com uma alta probabilidade.</p><p>Sua principal vantagem é a velocidade de processamento e</p><p>execução, obtida graças à dedicação de computadores potentes. É</p><p>por isso que o público em geral que opera a partir de casa</p><p>simplesmente não tem os meios para acessar este tipo de operação.</p><p>É, portanto, um estilo reservado quase exclusivamente aos</p><p>operadores institucionais de grande capital.</p><p>Embora na Europa seja ligeiramente inferior, a participação no</p><p>mercado de ações dos EUA representa continuamente mais de 50%</p><p>do volume total operado. É interessante notar como a crise de 2009</p><p>causou um declínio na participação do HFT principalmente devido ao</p><p>aumento da competitividade, aos altos custos e à baixa volatilidade.</p><p>Não se deve confundir o High Frequency Trading com sistemas</p><p>automatizados que podem ser criados por um trader de varejo (que</p><p>pode se enquadrar na categoria de trading algorítmico). Geralmente</p><p>estes tipos de ferramentas (conhecidas como EAs, robôs ou bots)</p><p>não são muito eficazes; bastante diferentes da High Frequency</p><p>Trading, que custam milhões de dólares e têm sido desenvolvidas por</p><p>grandes empresas financeiras para operar grandes quantidades de</p><p>dinheiro diariamente.</p><p>C��� �� ���������� �� ���� ���������� ���</p><p>������?</p><p>O fato de que nos mercados atuais a maior parte do volume</p><p>negociado provém de algoritmos de alta frequência não influencia</p><p>muito na análise baseada em estrutura que podemos fazer</p><p>principalmente porque não estamos competindo para explorar as</p><p>mesmas anomalias.</p><p>Enquanto nossas análises procuram tirar vantagem de um lado</p><p>determinístico do mercado onde tentamos elucidar quem tem mais</p><p>controle (compradores ou vendedores), os algoritmos de alta</p><p>frequência parecem estar mais no lado aleatório do mercado,</p><p>principalmente por sua categorização: arbitragens, estratégias</p><p>direcionais (de impulso e baseadas em eventos) e de criação de</p><p>mercado (índice de liquidez).</p><p>Apesar de ser verdade que alguns algoritmos podem executar</p><p>estratégias direcionais (com o objetivo de se beneficiar do</p><p>movimento de preços), estes cobrem o curto prazo e, embora</p><p>possam distorcer</p><p>nossa análise, a vantagem da metodologia Wyckoff</p><p>é que ela fornece um marco estrutural através do qual podemos</p><p>minimizar parte do ruído que se origina nas escalas menores e obter</p><p>uma sensação mais objetiva das condições atuais do mercado</p><p>levando em conta um contexto maior do que estes algoritmos</p><p>cobrem.</p><p>3.3 MERCADOS OVER THE COUNTER (OTC)</p><p>Trata-se de um tipo de mercado eletrônico onde ativos financeiros</p><p>são negociados entre duas partes sem o controle e supervisão de</p><p>um regulador, como é o caso das bolsas de valores e mercados de</p><p>futuros.</p><p>A principal diferença entre mercados centralizados (On-</p><p>Exchange) e não centralizados (Off-Exchange) é que nos mercados</p><p>centralizados existe um livro de ordens único que é responsável por</p><p>ligar todos os participantes nesse mercado, enquanto que nos</p><p>mercados não centralizados existem vários livros de ordens (tanto</p><p>quanto fazedores de mercado) onde a falta de transparência no que</p><p>diz respeito à profundidade do mercado é evidente, mostrando</p><p>apenas o preço do BID e do ASK.</p><p>Nos últimos anos, o mercado dos EUA passou por um</p><p>processo de fragmentação onde foram criados cada vez mais</p><p>mercados descentralizados. Hoje em dia, a liquidez acionária dos</p><p>EUA está dividida entre cerca de 88 fontes diferentes, com quase</p><p>40% das negociações ocorrendo em mercados não centralizados.</p><p>Dentro dos mercados não centralizados encontramos</p><p>diferentes brokers baseadas no tratamento que dão às ordens de</p><p>seus clientes. Por um lado, encontram-se aquelas que têm uma</p><p>Mesa de Negociação (Dealing Desk) que atuam como contraparte do</p><p>cliente (conhecidas como Market Makers); e por outro lado, aquelas</p><p>que não têm uma Mesa de Negociação (Non Dealing Desk) que</p><p>atuam como intermediárias entre o cliente e o resto do mercado.</p><p>Este segundo tipo, brokers sem mesa de operações, é o que</p><p>é recomendado para trabalhar. Isto porque os fazedores de mercado</p><p>(Market Makers) estão encarregados de oferecer o preço final do</p><p>ativo, tornando o processo menos transparente.</p><p>Ter a capacidade de assumir a contraparte nas operações de</p><p>seus clientes abre a porta para possíveis conflitos de interesse, já</p><p>que se o cliente ganha a broker perde e vice-versa. E, obviamente, a</p><p>broker fará todo o possível para manter o negócio dela rentável.</p><p>Quando se combina o fato de que o proprietário do mercado</p><p>está encarregado de oferecer o preço final juntamente com a</p><p>possibilidade de ser a contraparte ao mesmo tempo, surge como um</p><p>dos principais perigos para o operador varejista o fato de estar</p><p>exposto a algum tipo de manipulação nos movimentos de preços.</p><p>Também é importante saber que, pela própria natureza deste</p><p>tipo de mercado não centralizado, é possível que haja preços</p><p>diferentes para um mesmo ativo. Ou seja, se quisermos operar</p><p>moedas EUR/USD, cada fazedor de mercado nos oferecerá um</p><p>preço e um volume diferentes.</p><p>C��� �� �������� OTC ��� ������?</p><p>O problema é que a análise que fazemos sob este tipo de mercado</p><p>será baseada em dados que, embora possa ser uma representação</p><p>significativa e válida de todo o mercado, na verdade não representa</p><p>todos os dados de preço e volume.</p><p>Para ter estes dados de forma confiável, teremos que analisar</p><p>este ativo sob um mercado centralizado. Dando continuidade ao</p><p>exemplo do EUR/USD, teremos que analisar o mercado de futuros</p><p>(mercado centralizado) que corresponde ao ticker $6E.</p><p>Portanto, o que é recomendado é, se você não tiver a</p><p>capacidade econômica (capital suficiente) para operar este mercado</p><p>de futuros, podemos analisar o ativo neste mercado de futuros e</p><p>executar a operação através de outro derivativo financeiro mais</p><p>acessível como o CFD (Contract For Different) com uma boa broker</p><p>(que não seja um fazedor de mercado). Uma opção intermediária</p><p>seria negociar a versão pequena do futuro, o micro futuro, que no</p><p>caso do EURUSD corresponde ao ticker $M6E.</p><p>Se abrirmos um gráfico de futuro (6E) e do CFD (EURUSD)</p><p>veremos que os movimentos de preços são praticamente os</p><p>mesmos, embora sejam mercados diferentes. Isto é possível graças</p><p>a um processo de arbitragem realizado por algoritmos de alta</p><p>frequência que ocorre sistematicamente entre os dois mercados.</p><p>3.4 DARK POOLS</p><p>Um Dark Pool é um mercado privado (Off-Exchange) que</p><p>possibilita o contato de investidores institucionais e facilita o</p><p>intercâmbio de ativos financeiros com a peculiaridade de que suas</p><p>transações não são relatadas imediatamente, permanecendo o</p><p>montante negociado (o volume) desconhecido até 24 horas depois.</p><p>As negociações em mercados de ações não centralizados nos</p><p>Estados Unidos são de cerca de 35%, sendo que o Dark Pools</p><p>responde de 16 a 18%. E de acordo com um estudo da Bloomberg,</p><p>juntamente com o Dark Pools, já é responsável por mais de 30% do</p><p>volume total operado.</p><p>A participação dos Dark Pools no mercado de ações europeu</p><p>expandiu-se rapidamente nos últimos anos, crescendo de 1% em</p><p>2009 para 8% em 2016.</p><p>Quando uma grande instituição quer comprar ou vender uma</p><p>grande quantidade de um ativo, ela recorre a este tipo de mercado</p><p>principalmente porque sabe que se acessar o mercado público será</p><p>difícil encontrar uma contraparte, que possivelmente conseguirá um</p><p>preço pior e que ficará exposta a técnicas predatórias como o Front</p><p>Running executado por algoritmos de alta frequência. Neste tipo de</p><p>mercado evitam este impacto negativo e, ao mesmo tempo, obtêm</p><p>melhores comissões, pois economizam em taxas exigidas pelos</p><p>mercados públicos.</p><p>Diferentemente do que muitas pessoas possam pensar, os</p><p>Dark Pools são altamente regulamentados, pois seus proprietários</p><p>estão registrados na SEC (Securities and Exchange Commission) e</p><p>FINRA (The Financial Industry Regulatory Authority) e, portanto,</p><p>estão sujeitos a auditorias e avaliações regulares semelhantes às de</p><p>um mercado público.</p><p>Além das instituições financeiras privadas, existem bolsas</p><p>públicas que possuem seus próprios Dark Pools, como a New York</p><p>Stock Exchange (NYSE), a bolsa de valores mais negociada e com</p><p>maior liquidez do mundo.</p><p>O CME (Chicago Mercantile Exchange), que é o mercado com</p><p>o maior número de contratos de opções e futuros do mundo, também</p><p>tem seu próprio Dark Pool e oferece este serviço de negociação</p><p>obscuro através do que eles chamaram de "Block Trades". Em seu</p><p>próprio site, eles explicam em detalhes as informações sobre o</p><p>assunto, para destacar:</p><p>"Um Block Trade é uma transação de futuros, opções ou</p><p>combinações negociadas de forma privada que pode ser</p><p>executada fora do mercado de leilões públicos. A participação</p><p>em Block Trades é restrita aos participantes em contratos</p><p>elegíveis, como esse termo é definido na Lei de Bolsa de</p><p>Mercadorias.</p><p>A regra 526 ("Block Trades") rege a negociação de Block</p><p>Trades em produtos CME, CBOT, NYMEX e COMEX. Os</p><p>Block Trades são permitidos em produtos específicos e estão</p><p>sujeitos a requisitos de tamanho mínimo de transação que</p><p>variam por produto, tipo de transação e tempo de execução.</p><p>Os Block Trades podem ser executados a qualquer momento</p><p>a um preço justo e razoável".</p><p>C��� �� D��� P���� ��� ������?</p><p>A atividade realizada nos Dark Pools desempenha um papel</p><p>importante na determinação dos rendimentos intradiários e das</p><p>incertezas que podem ser relacionadas a eles, tendo assim</p><p>importantes implicações microestruturais.</p><p>Acontece que podemos estar analisando um ativo no qual</p><p>transações muito significativas podem ter ocorrido de forma oculta e</p><p>obviamente não podemos nem mesmo avaliar as intenções do</p><p>comprador.</p><p>Estas transações, por não serem determinadas pela oferta e</p><p>demanda do mercado público, não têm um impacto imediato na</p><p>formação de preços; mas existem estudos que afirmam que os</p><p>operadores do mercado público reagem ao relatório de ordens</p><p>executadas no Dark Pool uma vez que ele é liberado, e podem</p><p>alterar significativamente a análise da interação até aquele momento.</p><p>3.5 OS MERCADOS SÃO ALEATÓRIOS OU</p><p>DETERMINÍSTICOS?</p><p>Este assunto é outro dos grandes debates dentro da comunidade</p><p>trading e sem dúvida gera grande controvérsia. A grande maioria</p><p>daqueles que se posicionam a favor da aleatoriedade do mercado o</p><p>fazem com o objetivo de desacreditar</p><p>a utilidade da análise técnica.</p><p>Por outro lado, temos aqueles que observam todos e cada um dos</p><p>movimentos de preços e dão uma intenção, um grande erro. Nem</p><p>tudo é preto e branco.</p><p>A aleatoriedade é baseada na premissa da eficiência do</p><p>mercado enquanto que o determinismo (não aleatoriedade) é</p><p>baseado na ineficiência do mercado.</p><p>O enfoque dos mercados aleatórios sugere que o preço atual</p><p>já reflete todas as informações sobre eventos passados e até</p><p>mesmo os eventos que o mercado espera que ocorram no futuro.</p><p>Em outras palavras, todas as informações sobre o ativo são</p><p>absolutamente desconsideradas e, portanto, não é possível prever a</p><p>ação futura do preço. O raciocínio é que, quando os participantes</p><p>tentam tirar proveito de novas informações, juntos eles neutralizam</p><p>essa vantagem. Isto levaria à conclusão de que não é possível tirar</p><p>proveito da própria interpretação do mercado, a não ser que o</p><p>operador tenha acesso a informações privilegiadas.</p><p>O enfoque dos mercados deterministas sugere que os</p><p>movimentos de preços são influenciados por fatores externos de</p><p>modo que, conhecendo esses fatores, é possível prever a ação</p><p>futura dos preços e, portanto, é possível lucrar com a interpretação</p><p>do mercado.</p><p>Quando se fala em aleatoriedade, o movimento de mercado</p><p>não tem nenhuma intenção lógica por trás; é simplesmente uma</p><p>flutuação de preço. A aleatoriedade surge como resultado das</p><p>inúmeras variáveis que ocorrem no mercado. Não é possível saber</p><p>como os outros participantes do mercado vão agir. Caso alguém</p><p>saiba, teria um sistema determinístico cujas previsões estariam</p><p>sempre certas.</p><p>Por um lado, se a Hipótese de Mercados Eficientes (sigla em</p><p>inglês EMH) e a aleatoriedade do mercado fossem válidas, ninguém</p><p>seria capaz de obter lucros recorrentes. E foi provado ao longo da</p><p>história que este não é o caso. Todos nós conhecemos grandes</p><p>operadores nos mercados financeiros que conseguiram vencer com</p><p>diferentes abordagens (técnica, fundamental e quantitativa). Além</p><p>deste fato, a hipótese de mercados eficientes tem sofrido muitas</p><p>críticas principalmente porque assume um comportamento racional</p><p>dos agentes em sua tomada de decisão.</p><p>Em contrapartida, os mercados financeiros não podem ser</p><p>modelados como um processo totalmente determinístico onde não há</p><p>aleatoriedade, pois isso significaria que haveria estratégias com</p><p>100% de probabilidade de sucesso e isso (conforme sabemos) não é</p><p>o caso também.</p><p>3.5.1 A hipótese dos mercados adaptativos</p><p>Chegamos, portanto, à conclusão de que os mercados financeiros</p><p>são compostos por um percentual de aleatoriedade e outro</p><p>percentual determinístico, sem saber quanto peso cada um deles</p><p>tem.</p><p>Esta teoria seria apoiada pela Hipótese dos Mercados</p><p>Adaptativos (sigla em inglês AMH) a qual demonstra a eficiência dos</p><p>mercados financeiros não como uma característica presente ou</p><p>ausente, mas como uma qualidade que varia de acordo com as</p><p>condições do mercado (o ambiente, o contexto), que são</p><p>determinadas pelas interações entre seus agentes.</p><p>Esta hipótese foi apresentada pelo economista financeiro</p><p>americano Andrew W. Lo em seu livro Adaptative Markets publicado</p><p>em 2017 e é apoiada principalmente em:</p><p>1. A eficiência do mercado depende das condições de</p><p>mercado. Esta característica variável é o resultado das</p><p>interações dos participantes que, por sua vez, dependem</p><p>das condições do mercado.</p><p>2. O agente não é totalmente racional e está sujeito a</p><p>preconceitos cognitivos. Não se pode aplicar um modelo</p><p>puramente racional, uma vez que os participantes criam</p><p>expectativas baseadas em diferentes fatores. Além disso,</p><p>diferentes expectativas podem ser criadas com as mesmas</p><p>informações, sem mencionar que cada agente tem</p><p>diferentes graus de aversão ao risco.</p><p>Embora o autor se refira aos agentes como indivíduos</p><p>pessoais, isto se aplica igualmente ao atual ambiente de trading onde</p><p>já mencionamos que praticamente todas as ações são feitas por</p><p>algoritmos eletronicamente. Este fato não muda a base da hipótese</p><p>adaptativa, pois, independentemente do participante do mercado e</p><p>da forma como ele interage com o resto do mercado, ele tomará</p><p>decisões com base nas avaliações, motivos ou necessidades que</p><p>tiver em determinado momento; e esse determinado momento será</p><p>condicionado por diferentes fatores; fatores que mudarão com o</p><p>tempo e, portanto, farão com que as avaliações, motivos ou</p><p>necessidades dos participantes mudem.</p><p>A AMH não se concentra em desacreditar a Hipótese dos</p><p>Mercados Eficientes, ela simplesmente a trata como incompleta.</p><p>Valoriza mais a mudança das condições de mercado (devido à</p><p>chegada de novas informações) e como os participantes podem</p><p>reagir a elas. Se concentra no fato de que a racionalidade e a</p><p>irracionalidade (eficiência e ineficiência) podem coexistir no mercado,</p><p>dependendo das condições.</p><p>3.5.2 Onde se encaixa a metodologia Wyckoff?</p><p>Pousando no que nos preocupa, a leitura do mercado sob os</p><p>princípios da metodologia Wyckoff é baseada em um evento</p><p>determinístico do mercado: a lei da Causa e Efeito, é que para que o</p><p>mercado desenvolva um efeito (tendência) deve primeiro haver uma</p><p>causa (acumulação/distribuição). Existem outros eventos</p><p>determinísticos que podem oferecer uma vantagem, tais como a</p><p>sazonalidade.</p><p>Um exemplo de comportamento aleatório pode ser visto em</p><p>Algoritmos de Alta Frequência. Já discutimos alguns de seus usos e</p><p>eles são o exemplo perfeito de forças que têm a capacidade de</p><p>mover o mercado e não necessariamente têm uma lógica direcional</p><p>por trás.</p><p>Por último, a maioria dos estudos que defendem a</p><p>aleatoriedade do mercado utiliza padrões cartográficos clássicos</p><p>como triângulos, ombro cabeça ombro, bandeiras etc., ou algum</p><p>padrão de preço sem uma lógica subjacente para confirmar a falta</p><p>de previsibilidade da análise técnica em geral. Nossa abordagem</p><p>para operar os mercados está muito distante de tudo isso.</p><p>Existem estudos onde a utilização de uma ferramenta analítica</p><p>tão simples quanto linhas de tendência tem mostrado um</p><p>comportamento não aleatório nos mercados financeiros, conseguindo</p><p>até mesmo explorar uma anomalia com a qual se pode obter certos</p><p>rendimentos.</p><p>PARTE 4. A IMPORTÂNCIA DO</p><p>VOLUME</p><p>Como vimos, no contexto em que nos encontramos hoje, o volume</p><p>irrompeu com maior significado do que em décadas passadas. Existe</p><p>cada vez mais dinheiro circulando por todos os mercados financeiros</p><p>e isto tem causado certas mudanças; desde a forma de negociação</p><p>até o surgimento de novas ferramentas.</p><p>Os mercados, no início do século XX, operados inteiramente</p><p>manualmente, eram guiados principalmente pelos vieses cognitivos</p><p>de seus participantes. Emoções como o medo e a ganância eram a</p><p>principal preocupação e impulsionaram grande parte da tomada de</p><p>decisão de seus participantes. Esta irracionalidade do indivíduo levou</p><p>a situações muito benéficas para os operadores bem informados da</p><p>época.</p><p>Como todos já sabem, o ambiente atual é que a grande parte</p><p>do volume negociado é feita eletronicamente, que enormes</p><p>quantidades de volume são movimentadas diariamente e que, para</p><p>que todas essas ordens sejam preenchidas, é necessário destacar</p><p>os conceitos de contraparte, liquidez e correspondência de ordens;</p><p>ou seja, a importância do volume.</p><p>Nesta seção vamos estudar em profundidade a teoria do</p><p>mercado de leilões e veremos algumas ferramentas que nos</p><p>permitirão fazer uma análise mais precisa dos dados de volume.</p><p>4.1 AUCTION MARKET THEORY</p><p>A teoria do mercado de leilões, como é conhecido, nasceu</p><p>principalmente dos estudos de J.P. Steidlmayer sobre o Market</p><p>Profile. Em seguida, juntamente com outros autores como James</p><p>Dalton e Donald L. Jones, definiram uma série de conceitos que</p><p>constituem esta teoria.</p><p>Baseia-se no fato de que o mercado, com o objetivo prioritário</p><p>de facilitar a negociação entre seus participantes e sob os</p><p>princípios da lei de oferta e demanda, sempre se moverá em busca</p><p>da eficiência, também conhecida como equilíbrio ou valor justo.</p><p>A eficiência sinaliza que compradores e vendedores estão</p><p>confortáveis nas negociações e nenhum deles tem controle claro.</p><p>Esse conforto vem porque,</p><p>com base nas condições atuais do</p><p>mercado, as avaliações de ambos são muito semelhantes. A forma</p><p>como se observa este equilíbrio visualmente em um gráfico de</p><p>preços é com uma rotação contínua (intervalos de preços). Estas</p><p>lateralizações de preços representam este equilíbrio. É uma prova</p><p>da facilitação da negociação e é o estado em que o mercado está</p><p>sempre procurando estar.</p><p>Por outro lado, temos os momentos de ineficiência ou</p><p>desequilíbrio e estes estão representados nos movimentos de</p><p>tendência. Quando chegam novas informações ao mercado, podem</p><p>fazer com que o valor percebido tanto por compradores quanto por</p><p>vendedores do ativo mude, gerando um desacordo entre eles. Um</p><p>dos dois assumirá o controle e afastará o preço da zona de equilíbrio</p><p>anterior, oferecendo uma oportunidade de negociação lucrativa. O</p><p>que é evidente neste contexto é que o mercado não está facilitando a</p><p>negociação e, portanto, é considerado uma condição ineficiente.</p><p>O mercado estará se movendo constantemente na busca e</p><p>confirmação do valor; em situações onde compradores e vendedores</p><p>estão em condições de intercambiar stock. Quando isto acontece, é</p><p>porque as avaliações que estes participantes têm sobre o preço são</p><p>muito semelhantes. Neste momento, a negociação irá gerar uma</p><p>nova zona de equilíbrio. Este ciclo será repetido repetidamente de</p><p>forma ininterrupta.</p><p>A ideia geral é que o mercado se moverá de uma área de</p><p>equilíbrio a outra através de movimentos de tendência e que estes</p><p>serão iniciados quando o sentimento de mercado tanto de</p><p>compradores como de vendedores sobre o valor atual divergir</p><p>causando o desequilíbrio. O mercado agora iniciará a busca pela</p><p>próxima área que gere consenso entre a maioria dos participantes</p><p>sobre o valor.</p><p>É preciso observar que o mercado passa a maior parte de seu</p><p>tempo em períodos de equilíbrio, o que é lógico devido à natureza do</p><p>mercado baseada em favorecer a negociação entre seus</p><p>participantes. É aqui que acontecem os processos de acumulação e</p><p>distribuição, que como todos sabemos é onde a metodologia</p><p>Wyckoff se concentra.</p><p>4.1.1 Variáveis</p><p>O processo leiloeiro nos mercados financeiros está baseado</p><p>fundamentalmente no valor. A fim de tentar decifrar onde se encontra</p><p>tal valor, três elementos adicionais precisam ser avaliados:</p><p>P����</p><p>No sistema de leilões, o preço é usado como uma ferramenta de</p><p>descoberta. A facilitação da negociação é realizada pelo movimento</p><p>do preço, que flutua para cima e para baixo explorando os diferentes</p><p>níveis visando ver como os participantes reagem a esta exploração.</p><p>Estes movimentos de preços oferecem oportunidades. Caso</p><p>os participantes respondam a essa exploração observando o preço</p><p>como justo, isso levará à negociação entre eles. Em contrapartida,</p><p>se essas descobertas de novos níveis de preços não forem</p><p>percebidas como atraentes para ambos os participantes, isso levará</p><p>à rejeição.</p><p>T����</p><p>Quando o mercado promove uma oportunidade (atinge um nível</p><p>atraente), ele usará o tempo para regular o período de tempo em</p><p>que essa oportunidade estará disponível.</p><p>O preço passará muito pouco tempo nestas áreas que são</p><p>vantajosas para um dos dois lados (compradores ou vendedores).</p><p>Uma área de eficiência ou equilíbrio será caracterizada por um</p><p>maior consumo de tempo; já uma área de ineficiência ou</p><p>desequilíbrio será representada por um curto consumo de tempo.</p><p>V�����</p><p>O volume representa a atividade, a quantidade de um ativo que foi</p><p>intercambiado. Este montante indica os interesses ou desinteresse</p><p>em certos níveis.</p><p>Com base no volume, existem áreas que são mais valiosas do</p><p>que outras. A regra básica é que quanto mais atividade for vista em</p><p>uma determinada área, maior é o valor atribuído a ela pelos</p><p>participantes do mercado.</p><p>Preço + Tempo + Volume = Valor</p><p>Estes três elementos são responsáveis por nos fornecer uma</p><p>perspectiva lógica sobre onde os participantes do mercado</p><p>acreditam que o valor de um determinado ativo deve ser baseado</p><p>nas condições atuais.</p><p>Em função do preço, o mercado descobre novos níveis, o</p><p>consumo de tempo nos indica que existe alguma aceitação nessa</p><p>nova área e finalmente a geração de volume confirma que os</p><p>participantes criaram uma nova área de valor, na qual eles negociam</p><p>confortavelmente.</p><p>Como sabemos, as condições estão mudando e, portanto, a</p><p>reavaliação contínua desses elementos é necessária. É fundamental</p><p>saber onde está o valor, pois ele define a condição do mercado e,</p><p>com base nisso, podemos apresentar diferentes ideias operacionais.</p><p>4.1.2 Percepção do valor</p><p>O mercado está constantemente girando entre duas fases:</p><p>desenvolvimento horizontal (equilíbrio) ou desenvolvimento vertical</p><p>(desequilíbrio). O desenvolvimento horizontal nos sugere acordo</p><p>entre os participantes enquanto o desenvolvimento vertical é um</p><p>mercado em busca de valor, em busca de participantes com os quais</p><p>negociar.</p><p>O fato de que o preço está se movendo confortavelmente em</p><p>um intervalo de negociação (desenvolvimento horizontal) representa a</p><p>aceitação nesta área, trata-se de um contexto onde preço e valor</p><p>coincidem de acordo com os participantes. Quando o mercado se</p><p>encontra em um estado de tendência (desenvolvimento vertical) o</p><p>preço e o valor não coincidem; neste contexto o preço avançará e o</p><p>valor seguirá ou não (como um sinal de aceitação e rejeição).</p><p>Em uma área de equilíbrio o preço mais justo estará localizado</p><p>no meio e os extremos, tanto acima como abaixo, representarão</p><p>níveis injustos ou não aceitáveis pelos participantes.</p><p>Considerando que o valor mais justo se encontra no meio do</p><p>intervalo, uma mudança até o limite superior será vista pelos</p><p>compradores como um preço caro e, ao mesmo tempo, os</p><p>vendedores o considerarão barato, de modo que suas ações</p><p>resultarão no envio do preço de volta para a área mais justa. Da</p><p>mesma forma, uma visita à parte inferior do intervalo será vista como</p><p>barata para os compradores e cara para os vendedores, provocando</p><p>uma nova virada para o lado positivo.</p><p>Sem dúvida, é a típica negociação dentro do intervalo que</p><p>todos nós conhecemos onde se procura comprar em baixa e vender</p><p>em alta, esperando que o preço continue a rejeitar esses extremos.</p><p>E normalmente o mercado continuará a fazer isso até que sua</p><p>condição mude.</p><p>O interessante vem quando ocorre um desequilíbrio e o preço</p><p>deixa a área de valor. O que acontecerá então? Quando o preço</p><p>deixa uma área de negociação, pode ocorrer uma mudança na</p><p>percepção do valor.</p><p>A tarefa do operador agora é avaliar se esses novos níveis de</p><p>cotação de preços são aceitos ou rejeitados. O preço está à frente</p><p>das outras duas variáveis na determinação de áreas potenciais de</p><p>valor, mas é o tempo em primeiro lugar e o volume em último lugar</p><p>que confirmarão se essa nova área é aceita ou rejeitada.</p><p>Entendemos como aceitação para uma nova área quando o</p><p>preço consegue se manter (demorado) e os contratos começam a</p><p>ser intercambiados entre compradores e vendedores (volume),</p><p>sendo representados como um certo movimento lateral do preço. Por</p><p>outro lado, identificaríamos a rejeição quando o preço revertesse</p><p>rapidamente para sua antiga área de valor denotando falta de</p><p>interesse e evidenciando através de uma curva acentuada.</p><p>Todos os desenvolvimentos horizontais terminam quando já</p><p>não há mais acordo entre os participantes sobre o valor; enquanto</p><p>todos os desenvolvimentos verticais terminam quando o preço atinge</p><p>uma área onde há acordo entre eles novamente. Este é o ciclo</p><p>contínuo do mercado. Esta ideia em si é muito poderosa e com o</p><p>enfoque correto as estratégias de trading poderiam ser construídas</p><p>em torno dela.</p><p>Assim como acontece com um dos princípios universais de</p><p>análise técnica (o preço desconta tudo), não é necessário entrar em</p><p>detalhes sobre o que realmente produz esta mudança na percepção</p><p>de valor dos participantes. Sabemos que com base nas condições</p><p>atuais, com base nas informações disponíveis naquele exato</p><p>momento, todos os participantes fazem uma avaliação do preço do</p><p>ativo. Depois disso, algo pode acontecer em um nível fundamental</p><p>que muda esta percepção, mas a beleza desta abordagem é que ela</p><p>nos afasta da necessidade de ter que saber e interpretar o que</p><p>aconteceu para mudar a percepção dos participantes.</p><p>É importante enfatizar que esta teoria de leilão é universal e,</p><p>portanto, é útil para avaliar qualquer tipo de mercado financeiro, seja</p><p>qual for o período de tempo utilizado.</p><p>4.1.3 As quatro fases da atividade do mercado</p><p>É um processo com o qual Steidlmayer representou as diferentes</p><p>fases pelas quais o mercado passou durante o desenvolvimento de</p><p>seus movimentos.</p><p>As quatro fases são:</p><p>1. Fase de tendência. Desenvolvimento vertical, preço em</p><p>desequilíbrio a favor de uma direção.</p><p>2. Fase de parada. Começam a aparecer operadores na</p><p>direção oposta e a parada do movimento de tendência</p><p>anterior é produzida. Os limites do intervalo superior e</p><p>inferior são estabelecidos.</p><p>3. Fase de lateralização. Desenvolvimento horizontal.</p><p>Negociando em torno do preço de parada e dentro dos</p><p>limites do novo intervalo de equilíbrio.</p><p>4. Fase de transição. O preço abandona o intervalo e um</p><p>novo desequilíbrio começa em busca de valor. Tal</p><p>movimento pode ser uma inversão ou uma continuação do</p><p>movimento de tendência anterior.</p><p>Uma vez terminada a fase de transição, o mercado está em</p><p>condições de iniciar um novo ciclo. Este protocolo se desenvolverá</p><p>ininterruptamente e é observável em todas as temporalidades.</p><p>Visualmente até a fase três seria observado um perfil em</p><p>forma de P ou b. A formação deste tipo de perfil, assim como a</p><p>proposta de um tipo de operativo com base nele será vista em</p><p>profundidade mais adiante.</p><p>Os operadores estruturais estarão familiarizados com este</p><p>protocolo de quatro fases porque é essencialmente o</p><p>desenvolvimento da Fase A para a Fase E proposto pela</p><p>metodologia Wyckoff:</p><p>1. Parar a tendência anterior</p><p>2. Construir a causa</p><p>3. Avaliar a oposição</p><p>4. Iniciar o movimento de tendência</p><p>5. Confirmar a direcionalidade</p><p>Embora Richard Wyckoff, bem como seus posteriores alunos</p><p>e outros operadores que contribuíram para a disseminação das</p><p>ideias dele tenham se baseado exclusivamente em ferramentas</p><p>analíticas e princípios de análise técnica, vemos que eles já estavam</p><p>implicitamente trabalhando estes conceitos propostos na teoria do</p><p>leilão, mesmo que não utilizassem tais termos.</p><p>É por isso que é considerada a única abordagem de análise</p><p>técnica baseada em uma lógica subjacente real: a teoria do mercado</p><p>dos leilões e a lei da oferta e da demanda.</p><p>4.2 A LEI DA OFERTA E DA DEMANDA</p><p>Trata-se da lei básica em que se baseia a teoria do leilão e,</p><p>portanto, rege todas as mudanças de preços. Inicialmente, os</p><p>estudos que Richard Wyckoff propôs sobre esta lei nos disseram</p><p>que:</p><p>Se a demanda fosse maior do que a oferta, o preço do</p><p>produto subiria.</p><p>Se a oferta fosse maior do que a demanda, o preço do</p><p>produto cairia.</p><p>Se a oferta e a demanda estivessem em equilíbrio, o preço</p><p>do produto seria mantido.</p><p>4.2.1 Erros de interpretação comuns</p><p>Esta ideia é muito geral e deve ser qualificada uma vez que uma</p><p>série de erros conceituais foram gerados em torno desta lei de</p><p>oferta e demanda.</p><p>Erro nº 1: Os preços sobem porque tem mais</p><p>compradores do que vendedores ou caem porque tem</p><p>mais vendedores do que compradores.</p><p>No mercado sempre tem o mesmo número de compradores e</p><p>vendedores; porque, para alguém comprar, deve ter alguém para</p><p>vender. Por mais que alguém queira comprar, enquanto não houver</p><p>um vendedor disposto a oferecer a contrapartida, é impossível que a</p><p>negociação ocorra.</p><p>A chave é a atitude (agressiva ou passiva) que os operadores</p><p>assumem quando participam do mercado.</p><p>Erro nº 2: Os preços sobem porque existem mais</p><p>demanda do que oferta ou caem porque existem mais</p><p>oferta do que demanda.</p><p>O problema desta afirmação é chamar de demanda tudo o</p><p>que tem a ver com a compra e oferta tudo o que tem a ver com a</p><p>venda. Na realidade, estes são conceitos diferentes e é conveniente</p><p>separá-los quando nos referimos a um ou outro.</p><p>Oferta e Demanda são ordens limitadas que tanto</p><p>compradores quanto vendedores colocam nas colunas BID e ASK</p><p>pendentes de execução, conhecidas como liquidez.</p><p>4.2.2 BID/ASK, Spread e Liquidez</p><p>Nos mercados financeiros não existe um preço único. Isto é óbvio,</p><p>mas não é compreendido por muitas pessoas. Quando um</p><p>participante vai ao mercado, ele encontra dois preços: o de compra</p><p>e o de venda.</p><p>BID. A coluna BID é a parte do livro de ordens onde os</p><p>compradores vêm para colocar suas ofertas (ordens de compra</p><p>limitadas) e onde os vendedores vêm para combinar suas ordens de</p><p>venda. O nível de preço mais alto dentro da coluna do BID é</p><p>conhecido como o Best BID e representa o melhor preço a que se</p><p>pode vender.</p><p>ASK. A coluna ASK é a parte do livro de ordens onde os</p><p>vendedores vão para colocar as ordens pendentes de venda (oferta)</p><p>e onde os compradores vão para encontrar a contraparte para suas</p><p>compras. O nível de preço mais baixo dentro da coluna ASK é</p><p>conhecido como o Best ASK e representa o melhor preço a que se</p><p>pode comprar.</p><p>Portanto, é o mecanismo de execução de ordens que</p><p>determina o preço. A diferença entre o BID e o ASK é chamada de</p><p>Spread e é um indicador a ser levado em conta para avaliar a</p><p>liquidez do ativo. Quanto mais baixo o Spread, mais liquidez terá.</p><p>A liquidez é um conceito extremamente importante. É a</p><p>quantidade de volume em que um ativo é negociado. Devemos tentar</p><p>negociar ativos o mais líquido possível, pois isso significa que será</p><p>mais difícil que haja um grande operador que individualmente tenha a</p><p>capacidade de mover o preço. É, portanto, uma medida para evitar</p><p>possíveis manipulações. Se você estiver negociando um ativo que</p><p>opera com muito pouco volume, é provável que, se uma grande</p><p>instituição entrar, ela possa movimentar o preço com relativa</p><p>facilidade. Estes ambientes devem ser evitados.</p><p>4.2.3 Tipos de participantes com base no</p><p>comportamento</p><p>O elemento-chave que esclarece os erros na interpretação da Lei da</p><p>Oferta e Demanda é o comportamento dos operadores, pois eles</p><p>podem participar do mercado de diferentes maneiras:</p><p>De maneira agressiva. Tomadores de liquidez através do</p><p>uso de ordens "a mercado". Têm urgência para entrar e</p><p>atacar o Best BID e o Best ASK onde as ordens de limite</p><p>permanecem localizadas. Este tipo de ordens agressivas</p><p>são o verdadeiro motor do mercado, pois são elas que</p><p>iniciam as transações.</p><p>De maneira passiva. Criadores de liquidez através do uso</p><p>de ordens "limitadas". Os vendedores criam oferta deixando</p><p>suas ordens pendentes de execução na coluna ASK; e os</p><p>compradores criam demanda deixando suas ordens</p><p>colocadas na coluna BID.</p><p>4.2.4 Como ocorre a mudança de preço?</p><p>Assim, chegamos ao ponto de examinar o que precisa acontecer</p><p>para que o preço se mova. A ideia aqui é clara: é necessária a</p><p>participação agressiva dos operadores para produzir uma mudança</p><p>no preço. As ordens passivas representam principalmente a intenção</p><p>e, se executadas, têm a capacidade de parar um movimento, mas</p><p>não a capacidade de fazer o preço se mover. Isto requer iniciativa.</p><p>I���������</p><p>Para que o preço suba, os compradores têm que adquirir todas as</p><p>ordens de venda (oferta) que estão disponíveis nesse nível de preço</p><p>e também continuar comprando de forma agressiva para forçar o</p><p>preço a subir um nível a fim de encontrar novos vendedores para</p><p>negociar.</p><p>As ordens de compra passivas fazem com que o movimento</p><p>de queda desacelere, mas elas sozinhas não podem mover o preço</p><p>para cima. As únicas ordens que têm a capacidade de mover o</p><p>preço para cima são as compras de mercado ou aquelas cujas</p><p>ordens de cruzamento se tornam compras de mercado (tais como</p><p>Stop Loss em posições curtas).</p><p>Para que o preço se mova para baixo, os vendedores têm que</p><p>adquirir todas as ordens de compra (demanda) que estão disponíveis</p><p>a esse nível de preço e continuar empurrando para baixo forçando o</p><p>preço a ir em busca de compradores em níveis mais baixos.</p><p>As ordens de venda passivas fazem com que o movimento de</p><p>subida desacelere, mas não têm a capacidade de mover o preço</p><p>para baixo por conta própria. As únicas ordens que têm a</p><p>capacidade de mover o preço para baixo são as ordens de venda a</p><p>mercado</p><p>ou aquelas cujas o cruzamento das ordens se tornam</p><p>vendas a mercado (Stop Loss de posições longas).</p><p>E�������</p><p>O preço precisa de agressividade para se mover, mas é muito</p><p>interessante levar em conta que a falta de interesse do lado oposto</p><p>pode facilitar esta tarefa.</p><p>A ausência de oferta pode facilitar um aumento de preço,</p><p>assim como a ausência de demanda pode facilitar uma queda no</p><p>preço.</p><p>À medida que a oferta for retirada, esta falta de interesse</p><p>será representada como menos contratos colocados na coluna ASK</p><p>e, portanto, o preço pode subir mais facilmente com muito pouco</p><p>poder de compra.</p><p>Caso contrário, se for a demanda que se retira, será</p><p>visualizada com uma redução nos contratos que os compradores</p><p>colocaram no BID e isto fará com que o preço caia com muito pouca</p><p>iniciativa de venda.</p><p>4.2.5 Como acontecem as mudanças no mercado?</p><p>Não se esqueça que o mercado, a fim de facilitar a negociação,</p><p>subirá em busca de vendedores e descerá em busca de</p><p>compradores; em outras palavras, sempre caminhará para o ponto</p><p>de equilíbrio onde a oferta e a demanda serão igualadas.</p><p>E mais, a lógica nos leva a pensar que à medida que o preço</p><p>sobe, o interesse dos compradores diminui (veem o preço como</p><p>cada vez mais caro) e o interesse dos vendedores aumenta (veem o</p><p>preço como cada vez mais barato); e à medida que o preço cai, o</p><p>interesse dos vendedores diminui e o dos compradores aumenta.</p><p>Em um mercado em alta, enquanto a iniciativa de compra for</p><p>capaz de consumir toda a liquidez (oferta) encontrada em níveis mais</p><p>altos, o preço continuará a subir. Por outro lado, nos mercados em</p><p>baixa, enquanto a iniciativa de venda for capaz de consumir toda a</p><p>liquidez (demanda) encontrada em níveis mais baixos, o preço</p><p>continuará a cair.</p><p>Quando uma mudança de mercado ocorre, normalmente</p><p>teremos sempre um processo em três etapas:</p><p>1. Exaustão</p><p>2. Absorção</p><p>3. Iniciativa</p><p>Para reverter um movimento de alta, surgirá a falta de</p><p>interesse (exaustão) dos compradores para continuar comprando, a</p><p>primeira entrada de venda pelos grandes operadores passivamente</p><p>(absorção) e a agressividade (iniciativa) dos vendedores.</p><p>De forma oposta ao exemplo da mudança em alta: exaustão</p><p>dos vendedores, posicionamento passivo ao absorver a venda e a</p><p>iniciativa de compra com agressão sobre o ASK.</p><p>Essencialmente, este protocolo de três etapas nada mais é do</p><p>que processos de acumulação e distribuição, independentemente da</p><p>escala temporal em que eles ocorrem.</p><p>4.3 TIPOS DE ORDENS</p><p>Ao participar do mercado, podemos fazer isso utilizando</p><p>principalmente quatro tipos diferentes de ordens.</p><p>Market. Ordem agressiva que é executada ao melhor preço</p><p>de compra e venda disponível (Best BID/ASK). Execução imediata</p><p>que garante a entrada no mercado, mas não o preço específico pelo</p><p>qual foi entrado devido à constante mudança na cotação e a</p><p>aplicação do Spread.</p><p>Limit. Ordem passiva que é executada a um preço específico.</p><p>A entrada é garantida a esse preço específico, mas a execução não</p><p>é garantida. Ou seja, o preço pode nunca visitar esse nível e,</p><p>portanto, não entraríamos no mercado. Contanto que não sejam</p><p>executados, eles podem ser removidos a qualquer momento.</p><p>Stop. Ordem passiva que é executada a um preço específico.</p><p>Quando o preço o atinge, ele se torna uma ordem a mercado</p><p>(Market), portanto, é executado ao melhor preço disponível (Best</p><p>BID/ASK).</p><p>Stop-Limit. Combina as características das ordens Limit e</p><p>Stop. Assim que um determinado nível de preço é alcançado (função</p><p>das ordens Stop), uma ordem é gerada em um nível específico</p><p>(função das ordens Limit). Operacionalmente, funciona exatamente</p><p>da mesma forma que as ordens Limit.</p><p>Com base nos quatro tipos de ordens que acabamos de ver,</p><p>listamos a seguir o espectro completo das ordens básicas</p><p>disponíveis, dependendo da intenção e para que são usadas:</p><p>Buy Market. Ordem agressiva ao preço atual. Usada para:</p><p>Entrar no mercado em compra.</p><p>Fechar uma posição de venda (seja com lucro ou prejuízo).</p><p>Buy Stop. Ordem pendente acima do preço atual. Usada</p><p>para:</p><p>Entrar no mercado em compra.</p><p>Fechar uma posição de venda (por Stop Loss)</p><p>Buy Limit. Ordem pendente abaixo do preço atual. Usada</p><p>para:</p><p>Entrar no mercado em compra.</p><p>Fechar uma posição de venda (por Take Profit)</p><p>Buy Stop Limit. Ordem pendente abaixo do preço, após</p><p>atingir um nível. Usada para:</p><p>Entrar no mercado em compra.</p><p>Fechar uma posição de venda (por Take Profit)</p><p>Sell Market. Ordem agressiva ao preço atual. Usada para:</p><p>Entrar no mercado em venda.</p><p>Fechar uma posição de compra (seja com lucro ou</p><p>prejuízo).</p><p>Sell Stop. Ordem pendente abaixo do preço atual. Usada</p><p>para:</p><p>Entrar no mercado em venda.</p><p>Fechar uma posição de compra (por Stop Loss).</p><p>Sell Limit. Ordem pendente acima do preço atual. Usada</p><p>para:</p><p>Entrar no mercado em venda.</p><p>Fechar uma posição de compra (por Take Profit)</p><p>Sell Stop Limit. Ordem pendente acima do preço após atingir</p><p>um nível. Usada para:</p><p>Entrar no mercado em venda.</p><p>Fechar uma posição de compra (por Take Profit).</p><p>4.3.1 Características avançadas</p><p>Existem certas instruções avançadas que podem ser aplicadas,</p><p>dependendo da broker, às ordens de entrada e saída do mercado.</p><p>One-Cancels-Other (OCO). Entrada de duas ordens no</p><p>mercado, sendo uma delas cancelada quando a outra é executada.</p><p>Order-Sends-Order (OSO). Instrução para executar ordens</p><p>secundárias quando a inicial é executada.</p><p>Market-To-Limit (MTL). Execução de uma ordem a mercado</p><p>que inclui uma instrução para, caso não seja completamente</p><p>preenchida, colocar uma ordem limite ao mesmo preço com o</p><p>restante da posição.</p><p>Market-If-Touched (MIT). Ordem condicional para operar</p><p>com uma ordem a mercado (Market) quando um nível específico é</p><p>alcançado. É usada para comprar abaixo do preço atual e para</p><p>vender acima do preço atual.</p><p>Limit-If-Touched (LIT). Ordem condicional para operar com</p><p>uma ordem pendente (Limite) quando um nível específico é</p><p>alcançado. É usada para comprar acima do preço atual e para</p><p>vender abaixo do preço atual.</p><p>Good-Til-Cancelled (GTC). Inclui um período de execução</p><p>temporária, que geralmente é a duração da sessão. Se nesse</p><p>momento a ordem não tiver sido executada, ela será cancelada.</p><p>Good-Til-Date (GTD). A ordem permanece ativa até uma</p><p>data específica.</p><p>Inmediate-Or-Cancel (IOC). Instrução para executar a ordem</p><p>imediatamente. Se houver alguma parte da ordem que não for</p><p>preenchida, essa parte é cancelada.</p><p>Fill-Or-Kill (FOK). Não permite a execução parcial. Quando o</p><p>preço é alcançado, ou entra no mercado com o volume total ou é</p><p>cancelado.</p><p>All-Or-None (AON). Similar às ordens FOK com a diferença</p><p>de que, caso o preço seja alcançado e não seja executado por não</p><p>poder cobrir todo o seu volume, permanece ativo até obter toda a</p><p>contrapartida ou ser cancelado pelo operador.</p><p>At-The-Opening (ATO). Instrução para executar uma ordem</p><p>na abertura da sessão. Se isso não for possível, será cancelado.</p><p>At-The-Close (ATC). Instrução para executar uma ordem no</p><p>fechamento da sessão.</p><p>4.4 FERRAMENTAS PARA ANÁLISE DE VOLUME</p><p>Graças a certas ferramentas que analisam o fluxo de ordens,</p><p>podemos ver toda a interação entre compradores e vendedores que</p><p>participam do mercado de diferentes maneiras.</p><p>Vamos distingui-las principalmente pelo tipo de ordens que</p><p>processam, já que nem todas essas ferramentas se baseiam nos</p><p>mesmos dados.</p><p>Análise de ordens pendentes: Livro de ordens (Order</p><p>Book), também chamado de Profundidade do mercado</p><p>(Depth of Market - DOM).</p><p>Análise de ordens executadas: Time & Sales e Footprint.</p><p>Destacaremos suas características mais importantes com o</p><p>objetivo de proporcionar ao leitor um conhecimento básico sobre as</p><p>peculiaridades de cada uma.</p><p>4.4.1 Livro de ordens</p><p>Identifica todas as ordens pendentes de execução (liquidez) que</p><p>estão localizadas nas colunas BID e ASK; como já sabemos, o BID</p><p>representa ordens pendentes de compra e o ASK representa ordens</p><p>pendentes de venda.</p><p>Considerando que estes softwares têm apenas o nível II de</p><p>profundidade, a maioria dos mercados pode apresentar apenas dez</p><p>níveis de liquidez acima e abaixo</p><p>é muito</p><p>mais eficaz.</p><p>Afirmo isto porque, pela própria natureza do mercado, é</p><p>praticamente impossível que duas estruturas sejam absolutamente</p><p>as mesmas. Apesar de ser verdade que diariamente vemos</p><p>esquemas "de livros", que se adaptam muito genuinamente aos</p><p>exemplos clássicos, na maioria das vezes o mercado desenvolverá</p><p>estruturas menos convencionais, onde a identificação de tais eventos</p><p>será mais complexa.</p><p>Assim, é essencial não se concentrar na busca exata dos</p><p>eventos (principalmente nos eventos de parada que compõem a</p><p>Fase A) e se concentrar no que é realmente importante que é a ação</p><p>como um todo. Quero dizer, em muitos gráficos veremos que um</p><p>movimento de tendência cessa e inicia um processo de lateralização,</p><p>mas não somos capazes de identificar corretamente os 4 primeiros</p><p>eventos de parada. Em função disso, é possível descartar o ativo e</p><p>perder uma oportunidade comercial futura. Isto é um erro. Como</p><p>digo, o importante não é que saibamos identificar esses 4 eventos de</p><p>parada, mas que o mercado objetivamente tenha produzido a parada</p><p>do movimento de tendência. Você pode não identificar o Clímax, a</p><p>Reação e o Teste de forma genuína, mas o objetivo é que o mercado</p><p>tenha parado e iniciado uma mudança de caráter (migração da</p><p>tendência para os lados).</p><p>Como podemos ver nos exemplos, apesar destas estruturas</p><p>não serem de modo algum como as estruturas clássicas já</p><p>estudadas, se abrirmos o gráfico e nos situarmos no ponto marcado</p><p>com a seta, é sensato pensar que possivelmente elas tenham</p><p>desenvolvido um processo de acúmulo logo abaixo. Será mais ou</p><p>menos difícil identificar os eventos da metodologia, mas o objetivo é</p><p>ver um nível onde o preço tenha sido rejeitado em várias ocasiões</p><p>(Creek) e que finalmente tenha conseguido rompê-lo e se posicionar</p><p>acima. Esta é a chave.</p><p>Sem dúvida, se nos esforçamos, podemos rotular todos e</p><p>cada um dos movimentos, mas repito que isto não é o mais</p><p>importante. O importante da metodologia é a lógica por trás dela:</p><p>para que o preço suba deve primeiro haver uma acumulação; e para</p><p>que desça, deve haver uma distribuição. A forma ou maneira como</p><p>esses processos se desenvolvem não deve ser o fator determinante.</p><p>O nível de mentalidade aberta exigido é muito grande. Talvez</p><p>até a cabeça de algumas pessoas tenha explodido, mas esta é a</p><p>realidade. Felizmente, muitas vezes vemos estruturas clássicas, mas</p><p>a contínua interação entre oferta e demanda faz com que estes</p><p>processos possam se desenvolver de infinitas maneiras, e temos que</p><p>estar preparados para enxergar eles também.</p><p>Ao invés de pensar em rotular todos e cada um dos</p><p>movimentos de preços, vamos nos concentrar em tentar identificar,</p><p>de acordo com os traços que observamos, quem provavelmente está</p><p>ganhando o controle do mercado com base na teoria estudada.</p><p>1.2 PREÇO VS VOLUME</p><p>Em nossa forma de pensar sobre análise de mercado, a princípio</p><p>não valorizamos a possibilidade de não considerar nenhum desses</p><p>dois dados, preço e volume. Mas à medida que se aprofunda no</p><p>ecossistema que circunda o mundo financeiro, alguns obstáculos</p><p>começam a surgir.</p><p>Sem rodeios, preciso dizer que, em minha opinião, os dados</p><p>sobre preços são certamente mais relevantes do que os dados</p><p>sobre volume. E eu vou fundamentar esta afirmação com base em</p><p>dois elementos.</p><p>Por um lado, o volume intradiário que podemos analisar em</p><p>qualquer ativo pode ser muito ilusório, dependendo do momento da</p><p>sessão. Por exemplo, na abertura da sessão americana do S&P500</p><p>em seu horário local (ETH), sempre veremos um grande volume,</p><p>muito maior do que o visto antes dessa abertura durante o horário</p><p>regular (RTH). E, é claro, todas as análises anteriores serão</p><p>tendenciosas de uma certa forma.</p><p>Como podemos ver no gráfico do ES (SP500 futuro), a maior</p><p>volatilidade e, portanto, movimento de preços ocorre durante a</p><p>sessão americana, evidenciando claramente a falta de participação</p><p>durante o horário regular de negociação. Não faria muito sentido</p><p>fazer análises levando em conta globalmente toda a ação de preços</p><p>e volume, já que poderia levar à confusão.</p><p>Não que durante o horário comercial regular tenhamos</p><p>identificado um movimento com falta de interesse (baixo volume),</p><p>mas que esse baixo volume é devido a uma ausência de operadores</p><p>naquele momento. O mesmo seria válido para outros momentos da</p><p>sessão, como na parada do meio-dia ou pouco antes de iniciar o</p><p>período final do dia, quando há também um aumento significativo no</p><p>volume.</p><p>A partir do momento em que sabemos disso, temos duas</p><p>maneiras de resolver esta situação:</p><p>Se quisermos continuar operando em períodos de tempo</p><p>intradiários devemos necessariamente analisar o preço e o</p><p>volume em termos comparativos; por um lado, o que se vê</p><p>durante períodos de tempo locais e, por outro lado, o que</p><p>se vê durante o horário comercial regular.</p><p>Igualmente, a melhor maneira de evitar confusão é analisar</p><p>o gráfico diário. Como este intervalo de tempo cobre ambas</p><p>as sessões (ETH e RTH), não é necessário distingui-las</p><p>para análise. Mas, é claro, isto exigiria uma mudança total</p><p>do estilo de operação.</p><p>Se existe um dado que já incorpora todas as informações,</p><p>este é o preço. O preço é a representação gráfica de todas as</p><p>ordens já executadas. Poderíamos estar analisando um ativo a</p><p>qualquer momento e a ação de preço seria fielmente refletida sem</p><p>ter que estar ciente do momento da sessão e realizar uma análise</p><p>comparativa. Esta é a vantagem que o preço apresenta.</p><p>Mesmo sem o volume perdemos uma grande parte das</p><p>informações disponíveis, a interação contínua entre oferta e</p><p>demanda vai deixando sua marca no preço e o preço desenvolve</p><p>alguns padrões repetitivos (não na forma, mas no conteúdo).</p><p>Obviamente, não estou recomendando operar sem analisar os</p><p>dados de volume, não é necessário, apenas queria destacar a</p><p>prevalência do preço sobre o volume para nossa forma de entender</p><p>e operar os mercados.</p><p>Mais adiante veremos também outro inconveniente que os</p><p>dados de volume apresentam devido aos mercados Over The</p><p>Counter (OTC) e os Dark Pools.</p><p>1.3 TIPOS DE GRÁFICOS AVANÇADOS</p><p>Nos últimos tempos, surgiram também outras formas de</p><p>representação da atividade de mercado. Entre esses tipos de</p><p>gráficos estão os gráficos de ticks, de volume e Range.</p><p>A principal vantagem destes gráficos é que eles reduzem o</p><p>ruído presente nos gráficos temporais. Estes três tipos de gráficos</p><p>têm a peculiaridade comum de eliminar a variável temporal, o que</p><p>pode ser muito útil precisamente para condições como as discutidas</p><p>acima, onde o mercado abrange diferentes ambientes de atividade.</p><p>1.3.1 Gráficos de ticks</p><p>Um tick representa uma transação, uma negociação entre duas</p><p>partes. Portanto, o gráfico de ticks será atualizado (a vela atual será</p><p>fechada e uma nova será aberta) quando um certo número de</p><p>transações (ticks) tiver ocorrido.</p><p>A configuração do gráfico (o número de ticks) vai variar de</p><p>acordo com o mercado, já que a volatilidade difere de um mercado</p><p>para outro. É por isso que você terá que fazer testes diferentes até</p><p>encontrar o mais adequado.</p><p>Geralmente o volume será muito parecido em todas as velas</p><p>geradas, mas haverá diferenças sutis que podem nos dar</p><p>informações interessantes, já que este tipo de gráfico mede a</p><p>atividade em termos de transações, mas não leva em conta o volume</p><p>ou a quantidade negociada nessas transações.</p><p>Em suma, um gráfico ajustado para 1000 ticks irá gerar uma</p><p>nova velas quando esses 1000 ticks ocorrerem, mas a quantidade</p><p>negociada nessas 1000 transações será diferente. Pode ser que em</p><p>uma transação seja negociado 1 contrato ou vários contratos.</p><p>1.3.2 Gráficos de volume</p><p>A diferença entre os gráficos de ticks e de volume está relacionada</p><p>com a quantidade negociada. Enquanto o gráfico de tick mede o</p><p>número de transações sem levar em conta quantos contratos, ações</p><p>ou unidades foram negociados em cada uma delas, os gráficos de</p><p>volume medem o número de contratos, ações ou unidades</p><p>negociadas antes da geração de uma nova vela.</p><p>Por exemplo, um gráfico configurado para 1000 volumes</p><p>gerará uma nova vela quando essa quantidade for negociada,</p><p>independentemente</p><p>do preço atual. É relevante porque</p><p>além desses dez níveis ainda haverá liquidez localizada, mas só é</p><p>visível para aqueles que possuem nível III de profundidade</p><p>(principalmente provedores de liquidez).</p><p>A análise do livro de ordens apresenta alguns problemas. Um</p><p>deles é que a liquidez visível não é jamais a liquidez que está</p><p>realmente localizada nesses níveis. A liquidez que pode ser vista no</p><p>livro de ordens vem apenas de ordens limitadas (Limit). Por sua</p><p>própria natureza, as ordens de mercado (Market) não podem ser</p><p>vistas em nenhum lugar, pois nascem de uma iniciativa e são</p><p>executadas instantaneamente. Por outro lado, as ordens Stop,</p><p>quando elas se tornam uma ordem a mercado quando seu preço é</p><p>alcançado, também não são exibidas no Order Book.</p><p>Ademais, como vimos nas características avançadas de</p><p>algumas ordens, existem certas instruções que não são exibidas no</p><p>livro de ordens, portanto, estaríamos na verdade analisando uma</p><p>porcentagem não muito alta do número total de ordens pendentes de</p><p>execução.</p><p>Outro grande problema com a análise do livro de ordens ou</p><p>qualquer outra ferramenta baseada nestes dados de liquidez é que</p><p>tais ordens que estão pendentes de correspondência podem ser</p><p>eliminadas por quem as colocou ali a qualquer momento antes de</p><p>serem executadas. Devido a esta peculiaridade, diversas formas de</p><p>manipulação realizadas por algoritmos surgiram:</p><p>S�������</p><p>Trata-se da colocação de grandes quantidades de contratos nas</p><p>colunas BID e ASK (ordens limitadas) sem a intenção de executar de</p><p>fato essas ordens. O objetivo é dar a impressão de uma "barreira</p><p>intransponível" e fazer com que o preço se mova para o lado oposto.</p><p>Trata-se de ordens falsas porque quando o preço está prestes a</p><p>atingir seu nível, elas são canceladas e não são executadas.</p><p>É um conceito interessante e que destaca a capacidade das</p><p>ordens limitadas para movimentar o preço. Como mencionamos, as</p><p>ordens limitadas por si só e por sua própria natureza não têm a</p><p>capacidade de mover o mercado, mas usando esta forma de</p><p>atividade manipuladora vemos como o preço pode mover-se</p><p>influenciado por elas em determinados momentos. Não diretamente</p><p>com base em sua execução, mas indiretamente com base em sua</p><p>influência.</p><p>Suponha que normalmente você veja ordens limitadas de</p><p>cerca de 50 contratos por nível de preço. O que os outros</p><p>participantes pensarão se de repente vir 500 contratos? Bem, muito</p><p>provavelmente eles verão que este é um preço muito caro para</p><p>pagar para que o preço atravesse esse nível e muito provavelmente</p><p>haverá uma falta de interesse em ir contra essas ordens.</p><p>Naturalmente, isto resultará em um movimento na direção oposta da</p><p>grande ordem. Manipulação dos grandes operadores para conduzir o</p><p>preço na direção que eles querem.</p><p>O����� I������</p><p>É a partição de uma grande ordem limitada em porções menores. A</p><p>motivação para este tipo de ação tem a ver com querer ocultar o</p><p>tamanho real da ordem original.</p><p>Utilizada principalmente por operadores institucionais que</p><p>querem executar uma enorme quantidade de contratos em uma</p><p>determinada faixa de preço e que utilizam algoritmos programados</p><p>com esta tecnologia para poder fazer isto de forma passiva e sem</p><p>virar o preço contra eles. É importante notar que existe apenas uma</p><p>fonte por trás de tal ordem, apenas um grande operador, não um</p><p>conjunto deles.</p><p>É muito interessante visualmente usar o exemplo de um</p><p>verdadeiro iceberg. Na superfície, o que você vê é uma quantidade</p><p>aparentemente normal de contratos, mas o que você não sabe é que</p><p>esta ordem é simplesmente uma parte de uma ordem muito maior. E</p><p>que quando esta pequena parte é preenchida pelo mercado, a</p><p>grande ordem repõe rapidamente.</p><p>É o exemplo mais claro do que seria uma absorção. Pode</p><p>haver muitos compradores agressivos empurrando o ASK e todas</p><p>essas Buy Markets estão cruzando com as Sell Limits de uma ordem</p><p>Iceberg que não permitem que o preço suba mais. Diríamos que está</p><p>ocorrendo uma absorção dessas compras.</p><p>O mesmo se aplica à absorção de vendas. Sell Markets</p><p>empurrando na coluna do BID com o objetivo de entrar</p><p>agressivamente em curto, mas o preço não desce porque estão</p><p>bloqueados por Buy Limits que consomem toda essa liquidez.</p><p>4.4.2 Time & Sales</p><p>Graças ao Time & Sales, podemos ver em tempo real todo o</p><p>cruzamento de ordens já executados. A análise do Time & Sales se</p><p>torna muito complexa devido à velocidade com que os mercados</p><p>atuais (principalmente os mercados de futuros) estão se movendo.</p><p>Dependendo do software, podemos acessar diferentes tipos</p><p>de informações. Normalmente abrange pelo menos as colunas com a</p><p>hora da execução, o nível de preço e o número de contratos.</p><p>Sem dúvida, pode ser útil para identificar grandes volumes</p><p>executados em uma única ordem, conhecida como um "big trade".</p><p>Versões mais modernas também permitem o agrupamento de ordens</p><p>executadas em blocos, indicando ao mesmo operador a origem de</p><p>diferentes transações separadas no tempo.</p><p>Um ponto positivo do Time & Sales com relação ao Livro de</p><p>ordens é que ele representa o passado, as ordens já executadas e,</p><p>portanto, não é suscetível a manipulação.</p><p>Operar exclusivamente analisando Time & Sales não está ao</p><p>alcance de todos, pois requer muita experiência, bem como uma</p><p>grande capacidade de concentração, devido à velocidade com que</p><p>se move.</p><p>4.4.3 Footprint</p><p>Quando a maioria das pessoas se refere ao Order Flow, na verdade</p><p>estão se referindo a esta parte do fluxo de ordens, o uso do</p><p>Footprint. O Order Flow é um termo geral que, como seu nome</p><p>sugere, tem a ver com o fluxo de ordens.</p><p>O Footprint apresenta os dados fornecidos pelo Times and</p><p>Sales (ordens já executadas) e os representa de uma forma muito</p><p>mais visual. Seria como colocar uma lupa dentro das velas e</p><p>observar o número de contratos executados em cada nível de preço.</p><p>A vantagem de analisar o Footprint é que nos permite</p><p>quantificar a interação entre compradores e vendedores com o maior</p><p>detalhe. Observar o equilíbrio e o desequilíbrio entre os</p><p>participantes, assim como ser capaz de identificar em que coluna</p><p>mais volume está sendo negociado pode certamente ser útil em</p><p>determinados momentos.</p><p>Existem diferentes tipos de gráficos footprint baseados em:</p><p>Natureza dos dados: pode ser configurado com velas de</p><p>tempo, intervalo, volume e rotação.</p><p>Protocolo de visualização: Profile, Delta, Imbalance,</p><p>Histograma, Ladder ou BID/ASK.</p><p>Trata-se de uma ferramenta muito configurável que geralmente</p><p>inclui múltiplas funcionalidades, embora basicamente analise as</p><p>ordens executadas por níveis de preço para buscar desequilíbrios,</p><p>absorções, iniciativas, leilões inacabados, clusters, big trades, etc.</p><p>A partir do momento em que você souber em profundidade</p><p>como a passagem de ordens é executada, você chegará à conclusão</p><p>de que sua análise é muito subjetiva e que operar com base nesta</p><p>ferramenta sem levar em conta nada mais não é aconselhável.</p><p>4.4.4 Delta</p><p>Uma ferramenta mais específica e popular no mundo da análise do</p><p>Order Flow é o Delta. O delta é um indicador que simplesmente</p><p>mede a diferença entre volume operado no BID e o volume operado</p><p>no ASK em um determinado período de tempo. Se a diferença for</p><p>positiva, o delta será positivo e vice-versa se for negativo. Você</p><p>também poderá ver a diferença entre deltas, já que os indicadores</p><p>normalmente mostram os deltas em tamanhos diferentes.</p><p>Existe um erro comum segundo o qual todo volume operado</p><p>no ASK "são compras" e todo volume negociado no BID "são</p><p>vendas", embora na realidade esta afirmação signifique que são</p><p>direcionais na origem, ou seja, destinam-se a acrescentar pressão a</p><p>um lado ou ao outro. Se fosse assim, por que às vezes vemos</p><p>movimentos de baixa com deltas positivas e movimentos de alta com</p><p>deltas negativos? Digamos que não é tão simples assim. Se fosse,</p><p>teríamos encontrado o Santo Graal. Novamente tem a ver com o</p><p>mecanismo de cruzamento de ordens.</p><p>Por enquanto vamos deixar que seja observado visualmente</p><p>em um eixo horizontal com valor 0 e que, dependendo da coluna</p><p>onde as transações são executadas, será visualizado positivamente</p><p>ou negativamente no eixo. Esta representação</p><p>seria para o exemplo</p><p>do Delta normal, já que existe outra variante, a acumulada, onde é</p><p>traçada continuamente sem levar em conta o eixo horizontal.</p><p>O delta é atualizado em cada ordem executada e, portanto, dá</p><p>origem à possibilidade de que, assim como acontece com o preço,</p><p>são representados pilares em seus extremos. Se notarmos um delta</p><p>com um pilar em sua parte inferior, o que significa é que em certo</p><p>momento de seu desenvolvimento a diferença a favor do BID foi</p><p>extraordinariamente grande, e que em certo momento começou a</p><p>negociar muito mais ativamente na coluna ASK gerando essa</p><p>reversão que deixa sua impressão sob a forma de um pilar.</p><p>Como acontece em termos gerais com a análise do footprint,</p><p>embora sua interpretação não seja tão básica como expliquei acima,</p><p>ela pode nos proporcionar alguma utilidade em certos momentos</p><p>específicos.</p><p>4.5 A PROBLEMÁTICA DO ORDER FLOW</p><p>É preciso ter clareza sobre uma série de ideias que facilitarão a</p><p>compreensão do restante do conteúdo:</p><p>1. Uma compra é combinada com uma venda e vice-versa.</p><p>2. Uma ordem agressiva é combinada com uma ordem</p><p>passiva.</p><p>3. Nas colunas BID e ASK, apenas a agressividade é</p><p>refletida.</p><p>Levando em consideração os diferentes tipos de ordens,</p><p>agora é necessário entender que mecanismo é usado para combinar</p><p>as ordens entre os participantes e em que coluna essa execução é</p><p>refletida.</p><p>As ordens Stop se tornam ordens Market quando são</p><p>preenchidas.</p><p>As ordens Stop Limit se tornam ordens Limit quando o</p><p>preço estabelecido pela ordem Stop é alcançado.</p><p>Quando o operador executa uma ordem Buy Market, o</p><p>mecanismo que processa as ordens entra em ação e vai ao Order</p><p>Book (livro de ordens) para encontrar a primeira ordem limitada de</p><p>venda (Sell Limit) localizada na coluna ASK, com a qual se pode</p><p>combinar esta compra.</p><p>O mesmo acontece quando uma ordem Sell Market é</p><p>executada. O mecanismo de processamento direciona essa ordem</p><p>para o nível de preço mais imediato da coluna BID para encontrar a</p><p>contraparte nas Buy Limit pendentes de combinação.</p><p>Com ordens limitadas, o processo é o mesmo. Um</p><p>participante deixa sua ordem pendente de execução em uma das</p><p>duas colunas e ficará lá até a chegada de um operador agressivo</p><p>que precisa combinar a ordem dele.</p><p>É essencialmente o que acontece repetidamente em grande</p><p>velocidade. Independentemente do tipo de ordem utilizada para</p><p>entrar no mercado, o resultado final sempre será que uma ordem</p><p>agressiva será cruzada com uma ordem passiva.</p><p>E a coluna em que estes cruzamentos de ordem serão</p><p>exibidos depende da ordem que a iniciou. Portanto:</p><p>Buy Market se cruza com Sell Limit e é mostrado na coluna</p><p>ASK, já que a ordem que iniciou a negociação é a compra</p><p>agressiva.</p><p>Sell Market se cruza com Buy Limit e é mostrado na coluna</p><p>do BID já que a iniciação vem da venda agressiva.</p><p>Agora vamos fazer um exercício de raciocínio usando o</p><p>exemplo de um operador que entra no mercado com uma posição</p><p>curta (venda). Este trader tem diferentes maneiras de sair desta</p><p>posição:</p><p>Através de uma saída manual, seja com lucro ou prejuízo</p><p>através da execução de uma ordem Buy Market (e isso</p><p>apareceria no ASK).</p><p>Através da execução do stop loss (parar a perda), cuja</p><p>ordem será uma buy stop (e apareceria no ASK).</p><p>Através da execução do take profit (bloqueio de lucro),</p><p>cuja ordem é uma Buy Limit (e apareceria no BID).</p><p>Do mesmo modo, um operador que entra no mercado com</p><p>uma posição longa (compra), poderá abandoná-la através de três</p><p>opções:</p><p>Através de uma saída manual, seja com lucro ou prejuízo</p><p>executando uma ordem Sell Market (e isso apareceria no</p><p>BID).</p><p>Através da execução do stop loss cuja ordem será um sell</p><p>stop (e apareceria no BID).</p><p>Através da execução do take profit cuja ordem será um</p><p>sell limit (e apareceria no ASK).</p><p>Este exemplo pretende transmitir que a mesma ação, como o</p><p>fechamento de uma posição, pode ser exibida em diferentes colunas</p><p>(BID e ASK) dependendo do tipo de ordem utilizada para ela.</p><p>Compreender estas informações é de tremenda importância</p><p>porque muitas análises de cruzamento de ordens são erradas,</p><p>partindo de suposições erradas.</p><p>Assim, a primeira conclusão deve ser que nem tudo que</p><p>aparece executado na coluna ASK são compras com a intenção de</p><p>acrescentar pressão de compra ao mercado e nem tudo que</p><p>aparece na coluna BID são vendas com a intenção de acrescentar</p><p>pressão de venda. Aqui reside o problema ao analisar o fluxo de</p><p>ordens em qualquer uma de suas variantes.</p><p>Estes programas baseados no mecanismo de cruzamento de</p><p>ordens são configurados para refletir sempre a agressividade, o</p><p>problema é que não é possível distinguir que intenção está por trás</p><p>das ordens executadas.</p><p>Quando vemos um cruzamento executado no ASK, será</p><p>sempre uma ordem de compra no mercado (Buy Market) com venda</p><p>limitada (Sell Limit); enquanto que quando vemos um cruzamento</p><p>executado no BID será uma ordem de Venda no Mercado (Sell</p><p>Market) com compra limitada (Buy Limit), mas o que não sabemos é</p><p>a origem/intenção por trás de tal cruzamento de ordens.</p><p>A principal fonte de erros ao lidar com a análise do fluxo de</p><p>ordens vem da crença de que tudo executado no ASK tem uma</p><p>origem de iniciativa de compra e tudo executado no BID tem uma</p><p>origem de iniciativa de venda, mas como acabamos de ver, nada</p><p>poderia estar mais longe da verdade. Este tipo de software faz uma</p><p>redução na execução de ordens agressivas com passivas, mas não</p><p>podem saber qual é a origem/intenção dessas ordens.</p><p>O que aconteceria se ocorresse um cruzamento entre ordens</p><p>Stop Loss de uma venda (Buy Market) e outra em compra (Sell</p><p>Limit)? Este tipo de cruzamento será refletido no ASK, mas há</p><p>realmente uma intenção de aumentar a pressão de compra no</p><p>mercado? Obviamente não, como vemos neste exemplo, ambos os</p><p>operadores estariam fora do mercado e ainda assim sua transação</p><p>seria refletida no ASK. Este é o problema do Order Flow: ele</p><p>continua sendo uma ferramenta altamente subjetiva. Ainda mais</p><p>quando você não sabe perfeitamente como funciona o cruzamento de</p><p>ordens.</p><p>O mesmo problema pode ser encontrado para a coluna do</p><p>BID. Pode haver a possibilidade de união de ordens de alguém que</p><p>tenha saltado o Stop Loss de uma posição de compra (Sell Market)</p><p>junto com alguém que queira tirar lucros de uma posição de venda</p><p>(Buy Limit). Este cruzamento seria refletido no BID, mas ambos</p><p>estão fora, não há nenhuma nova pressão de venda.</p><p>Em seguida, vou apresentar dois contextos diferentes para</p><p>exemplificar novamente o problema do Order Flow:</p><p>4.5.1 Problemática #1 Divergência de preço</p><p>Por exemplo, se analisarmos o gráfico do footprint, vemos um</p><p>desenvolvimento em alta, no qual em sua parte superior há um</p><p>desequilíbrio (fundo verde) em favor do ASK com uma curva para</p><p>baixo logo em seguida; este fato nos oferece diferentes</p><p>interpretações.</p><p>Alguns diriam que se trata de compradores presos (assumindo</p><p>que o desequilíbrio ASK é uma compra agressiva com intenção</p><p>direcional); outros diriam que se trata de execuções de ordens Stop</p><p>Loss das posições dos vendedores; outros dirão que se trata de</p><p>lucro tirado de posições longas; e finalmente alguns outros poderão</p><p>dizer que é uma entrada passiva de vendedores (absorção através</p><p>de ordens de limite de venda).</p><p>Provavelmente todos estão corretos. E o mais provável é que</p><p>haja um pouco de todos. Também, nesse ponto, o delta</p><p>provavelmente será negativo, o que nos mostrará uma divergência.</p><p>É neste ponto que o problema se torna aparente quando se</p><p>trata de analisar o Order Flow. A verdade é que, em tempo real, não</p><p>podemos determinar exatamente qual é a verdadeira origem dessas</p><p>execuções. Em muitos casos, para justificar um cenário proposto,</p><p>uma dessas razões particulares será aludida. Por exemplo, alguém</p><p>que está procurando um movimento em baixa ou já está posicionado</p><p>em baixa verá essas grandes ordens executadas no ASK e assumirá</p><p>que são "compradores presos", pois essa é a razão que justificaria</p><p>sua abordagem em baixa.</p><p>O único objetivo neste exemplo é que, como aparece na</p><p>coluna ASK, trata-se de um cruzamento entre as ordens Buy Market</p><p>e Sell Limit; mas afirmar categoricamente</p><p>que é qualquer uma das</p><p>origens possíveis já descritas não parece ser uma abordagem muito</p><p>sólida.</p><p>Por isso, a importância de que, se decidirmos trabalhar com</p><p>Order Flow, o mais lógico seria subordinar sua análise ao contexto</p><p>que pode proporcionar uma outra abordagem, tal como a</p><p>metodologia Wyckoff em nosso caso. A razão é porque, devido à</p><p>complexidade e natureza da correspondência de ordens, vamos</p><p>encontrar esse tipo de desequilíbrio em qualquer parte do gráfico e</p><p>isso não nos oferece uma vantagem.</p><p>4.5.2 Problemática #2 Divergência do Delta</p><p>O que acontece quando o Delta não está alinhado com o preço? Em</p><p>um Delta positivo é esperado a vela em alta; em um Delta negativo é</p><p>esperado vela em baixa. A divergência apareceria quando</p><p>observamos um Delta negativo em uma vela em alta ou um Delta</p><p>positivo em uma vela em baixa.</p><p>Se tudo o que aparece no ASK fosse uma compra no mercado</p><p>com a intenção de adicionar pressão em alta, seria impossível que</p><p>um Delta positivo resultasse em uma vela em baixa.</p><p>Ainda com o mesmo exemplo acima, vemos que a velas em</p><p>baixa que originou a inversão tem um delta muito positivo (+235).</p><p>A lógica por trás desta situação poderia ser a seguinte: O</p><p>delta positivo pode ser o resultado de muita compra agressiva (Buy</p><p>Market) que foi bloqueada com a venda passiva (Sell Limit) e não</p><p>permitiu que o preço subisse. Todo esse cruzamento de ordens</p><p>aparece no ASK. Posteriormente, como há pouca demanda no BID</p><p>(poucas ordens Buy Limits), algumas vendas agressivas fariam agora</p><p>o preço descer. E esta é uma maneira pela qual um delta positivo</p><p>com uma vela em baixa seria eventualmente observado.</p><p>Conforme você pode ter concluído, as divergências delta</p><p>identificam implicitamente uma absorção, portanto, se elas aparecem</p><p>no lugar certo, elas muitas vezes antecipam mudanças interessantes.</p><p>Com isso, não significa de forma alguma que todas as divergências</p><p>estabelecerão mudanças, pois às vezes elas ocorrerão em uma área</p><p>de pouco interesse e sem a intenção de absorção por trás delas, daí</p><p>o problema de seu uso arbitrário.</p><p>4.5.3 Operador de preço e volume</p><p>No final, nossa tarefa como traders é identificar quando ocorrem</p><p>desequilíbrios entre oferta e demanda e estes acabarão aparecendo</p><p>no gráfico de preços e volumes.</p><p>Um operador que só leva em consideração as ações de preço</p><p>e volume pode entrar no mercado com algum atraso e pode não ter</p><p>certas informações disponíveis (a interação real entre os</p><p>participantes), mas sua negociação será muito mais tranquila, pois</p><p>ele não terá que interpretar esses cruzamentos de ordens.</p><p>No exemplo anterior sobre a divergência de preços, o</p><p>operador que simplesmente analisa a ação de preços e o volume só</p><p>se concentrará no fato de que ocorreu uma anomalia nessa ação, um</p><p>conflito que resultou em uma divergência de preços. Esse grande</p><p>número de ordens executadas muito provavelmente será</p><p>acompanhado por um aumento no volume e um intervalo estreito já</p><p>denotando alguma divergência. Além disso, uma mudança posterior</p><p>para baixo confirmaria esta anomalia.</p><p>Depois de avaliar se houve um salto de stops, obtenção de</p><p>lucro, entrada de posições curtas ou se houve compradores retidos,</p><p>o que, como já mencionamos, é provavelmente um pouco de tudo o</p><p>que foi mencionado acima, o que é relevante é a ação final e o</p><p>operador que não observa o fluxo de ordens, mas sabe como</p><p>interpretar o gráfico chegará à mesma conclusão, embora com</p><p>menos estresse.</p><p>4.5.4 Conclusão</p><p>Além de tudo o que foi mencionado sobre correspondência de</p><p>ordens, é também o momento certo para lembrar os diferentes tipos</p><p>de agentes que operam no mercado e a intenção por trás de suas</p><p>ações (cobertura, especulação e arbitragem). As ordens que estes</p><p>participantes executam também são exibidas no BID e ASK, e como</p><p>vimos, nem todos eles têm intenções direcionais que são, em última</p><p>instância, aquelas que buscam movimentar o preço.</p><p>Isso não é um assunto sem importância, pois os únicos que</p><p>aparecerão novamente para defender a posição deles caso tenham</p><p>entrado agressivamente no mercado procurando lucrar com o</p><p>movimento de preços serão os operadores especulativos. É possível</p><p>que vejamos a execução de uma grande ordem a um nível de preço</p><p>de uma instituição com o objetivo de cobrir uma posição mantida em</p><p>outro mercado paralelo, ou pode ser a ativação de uma estratégia de</p><p>arbitragem, para citar algumas possibilidades.</p><p>Assim sendo, acrescentamos uma nova camada de opacidade</p><p>e subjetividade. Temos por um lado que nem todos os participantes</p><p>chegam ao mercado com um interesse especulativo; e por outro lado</p><p>que a correspondência das ordens não pode determinar a origem da</p><p>negociação.</p><p>Desta forma, concluímos que o uso do Order Flow por si só</p><p>seria totalmente sem sentido, pois não pode nos fornecer o que é o</p><p>aspecto mais importante a ser determinado no mercado: o contexto;</p><p>saber exatamente onde vamos buscar as operações e em que</p><p>direção. Tentar entender isto é vital para poder realizar uma análise</p><p>sólida e um planejamento de cenários.</p><p>PARTE 5. VOLUME PROFILE</p><p>O Volume Profile é uma variante do Market Profile®, uma ferramenta</p><p>projetada por J. Peter Steidlmayer em 1985 para a Chicago Board of</p><p>Trade (CBOT®). Steidlmayer foi um trader e membro executivo</p><p>deste importante mercado de futuros e opções por mais de 40 anos.</p><p>Este novo método de representação do leilão foi inicialmente</p><p>destinado apenas aos membros da CBOT, mas rapidamente se</p><p>espalhou para o exterior. Podemos, portanto, intuir que sua</p><p>abordagem de como o mercado se move não parece ter sido mal</p><p>fundamentada.</p><p>Ao contrário da análise do Order Flow, o Volume Profile é</p><p>completamente objetivo, pois não requer nenhuma interpretação e,</p><p>portanto, nos fornece informações muito úteis para nossa análise e</p><p>planejamento de cenários.</p><p>Com a análise do Volume Profile, revisitamos todos os</p><p>conceitos inicialmente apresentados na Teoria dos Leilõe (Auction</p><p>Market Theory). Não focalizamos em determinar qual é a intenção de</p><p>um determinado cruzamento de ordens, mas sim ampliar o quadro</p><p>para identificar as zonas de negociação mais relevantes.</p><p>O Volume Profile não é um indicador. É simplesmente outra</p><p>forma de representar os dados de volume. Ele identifica de forma</p><p>muito clara e precisa o número de contratos negociados em</p><p>diferentes níveis de preço.</p><p>5.1 TEORIA DO LEILÃO + VOLUME PROFILE</p><p>O Volume Profile usa os princípios da teoria do leilão para colocar</p><p>em prática e para visualizar as áreas de interesse no gráfico. O</p><p>interesse é simplesmente medido pela atividade que foi gerada em</p><p>uma determinada área; sendo que essa atividade é identificada pelo</p><p>volume negociado.</p><p>Esta ferramenta nos ajudará, portanto, a identificar as áreas</p><p>de maior e menor interesse e nos ajudará a avaliar o preço ao</p><p>interagir com elas, de modo a determinar se está ocorrendo a</p><p>aceitação ou rejeição.</p><p>Todos estes princípios se baseiam na premissa de que o</p><p>mercado tem uma memória e tende a repetir o comportamento.</p><p>Portanto, é esperado que no futuro certas áreas se comportem da</p><p>mesma forma que no passado.</p><p>É preciso ter em mente que a memória do mercado é</p><p>principalmente de curto prazo. Isto significa que as áreas de</p><p>negociação mais recentes têm mais importância do que as mais</p><p>antigas. Se o preço iniciar um desequilíbrio, a primeira área a ser</p><p>considerada será a área de equilíbrio anterior mais imediata.</p><p>Quanto mais tempo o preço ficar longe de uma determinada</p><p>área de aceitação, menos significativo ele será. Se não tivermos</p><p>outra referência, ainda assim será útil valorizá-la, mas é importante</p><p>ter consciência de que as zonas de equilíbrio mais imediatas serão</p><p>provavelmente as que o mercado procurará em primeiro lugar, pois</p><p>são as que melhor representam o valor no momento presente.</p><p>5.2 COMPOSIÇÃO DO VOLUME PROFILE</p><p>Os perfis de volume são visualmente observados no gráfico como um</p><p>histograma horizontal onde seus valores são distribuídos de acordo</p><p>com a negociação de cada nível de preço.</p><p>Segundo o número de contratos negociados em cada nível de</p><p>preço, a forma da distribuição irá variar. Quanto mais transações,</p><p>maior o comprimento</p><p>da linha horizontal, enquanto uma linha</p><p>horizontal curta representa poucas negociações.</p><p>Como referência, utilizaremos uma distribuição normal ou</p><p>Função de Gauss para entender os conceitos estatísticos mais</p><p>importantes:</p><p>Os dados são distribuídos simetricamente em relação ao</p><p>ponto central onde a média, a mediana e a moda coincidem.</p><p>Tem três desvios padrão em cada lado, que estão</p><p>igualmente espaçados e medem a quantidade de</p><p>variabilidade ou dispersão em torno de uma média. É</p><p>também uma medida de volatilidade.</p><p>O primeiro desvio padrão compreende 68,2% dos dados e</p><p>até o segundo desvio 95,4% é alcançado.</p><p>V���� A��� (VA)</p><p>Este exemplo real está na forma de uma distribuição normal onde os</p><p>valores são distribuídos para cima e para baixo em torno do ponto</p><p>central.</p><p>Os dados são organizados ao longo de um eixo vertical sobre</p><p>o qual está o preço e um eixo horizontal representando a variável</p><p>volume.</p><p>A área de valor é determinada entre a Value Area High (VAH)</p><p>e a Value Area Low (VAL), forma parte do primeiro desvio padrão e</p><p>representa exatamente 68,2% do volume total operado nesse perfil.</p><p>É a área mais negociada do perfil e é, portanto, considerada uma</p><p>área de aceitação.</p><p>O volume operado fora da área de valor compreende os</p><p>31,8% restantes. Esta é a área menos negociada do perfil e,</p><p>portanto, é considerada uma área de rejeição.</p><p>Os níveis altos e baixos da área de valor (VAH e VAL) atuarão</p><p>como áreas de suporte e resistência, já que se espera alguma</p><p>interação sobre eles.</p><p>A amplitude da área de valor nos dá pistas sobre as</p><p>condições do mercado. Uma ampla Value Area sugere que há uma</p><p>grande participação de todos os operadores, todos estão</p><p>comprando e vendendo aos preços que desejam; enquanto uma</p><p>Value Area estreita é um sinal de baixa atividade.</p><p>Extremos</p><p>Trata-se do preço mais alto (High) e mais baixo (Low)</p><p>alcançado nesse perfil. Estes níveis de preços devem ser sempre</p><p>vistos como pontos de referência chave.</p><p>Dependendo da negociação realizada nesses extremos,</p><p>podemos considerar que representam leilões concluídos ou não</p><p>concluídos.</p><p>Leilões concluídos. Observa-se visualmente com uma</p><p>negociação decrescente em direção ao extremo. Representa uma</p><p>falta de interesse à medida que o preço atinge níveis de preços mais</p><p>distantes da área de valor, sugerindo, finalmente, uma clara rejeição</p><p>do mercado à negociação nessa área. Por sua própria natureza, se</p><p>trata de um Low Volume Node.</p><p>Os preços têm alcançado um ponto em que alguns</p><p>operadores o consideram como uma oportunidade vantajosa e</p><p>entraram causando essa rejeição. A falta de participação do lado</p><p>oposto é representada por essa diminuição do volume.</p><p>Leilões não concluídos. Aparece como uma área de alta</p><p>negociação (High Volume Node) no extremo do perfil. Implicitamente</p><p>representa interesse em negociar nesta área e, portanto, sugere</p><p>uma visita posterior do preço no caso de ter se afastado</p><p>anteriormente. Na visita futura será necessário avaliar a intenção por</p><p>trás dela, pois poderia ser desenvolvida com o objetivo de concluir o</p><p>leilão e dar a volta, ou com o objetivo de continuar a negociar e</p><p>continuar nessa direção.</p><p>Este conceito de um leilão concluído ou não concluído pode</p><p>ser muito útil porque se, por exemplo, estamos avaliando a</p><p>possibilidade de que o preço deixe uma área de equilíbrio para cima,</p><p>vamos querer ver que na parte inferior desta área existe um leilão</p><p>concluído que sugeriria uma falta de interesse em negociar ali. No</p><p>caso de observar um possível leilão não concluído, seria conveniente</p><p>colocar em quarentena o cenário, pois é muito provável que antes de</p><p>iniciar o movimento ascendente haja uma visita do preço naquela</p><p>parte baixa com o objetivo de testar o interesse naquela área.</p><p>No caso de dúvida se estamos em um possível leilão</p><p>concluído ou não concluído, é aconselhável tratá-lo como concluído.</p><p>Os leilões não concluídos devem ser muito visuais e não devem ser</p><p>revestidos de demasiada subjetividade. Geralmente vamos observá-</p><p>los como um corte anormal na distribuição do perfil e em muitas</p><p>ocasiões coincidirá com um dos dois limites da Value Area.</p><p>No Market Profile este conceito é totalmente objetivo: um</p><p>leilão não concluído (Poor High & Poor Low) aparece em um extremo</p><p>onde pelo menos dois TPOs são observados; em outras palavras,</p><p>um leilão concluído será representado com um único TPO no nível de</p><p>preço (Single Print).</p><p>V����� P���� �� C������ (VPOC)</p><p>É o nível de maior concentração de volume nesse perfil. Representa</p><p>o preço mais aceito tanto por compradores quanto por vendedores</p><p>(o mais justo) e estabelece o nível a partir do qual a área de valor é</p><p>calculada.</p><p>Como a maioria do volume vem de grandes instituições, é aqui</p><p>que esses grandes operadores têm acumulado a maior parte de</p><p>suas posições. Geralmente acumulam contratos em uma faixa de</p><p>preços, mas o VPOC representa uma referência, pois identifica onde</p><p>está o maior interesse.</p><p>Como é um nível que atrairá muitas operações, geralmente é</p><p>aconselhável evitar operar em suas proximidades. O amplo consenso</p><p>entre os participantes provocará flutuações em torno deste nível.</p><p>Este comportamento continuará até que novas informações se</p><p>tornem disponíveis que desequilibrem a percepção dos participantes.</p><p>O VPOC nos permite estabelecer quem controla o mercado.</p><p>Se o preço estiver acima, determinaremos que os compradores</p><p>estarão no controle, então faria mais sentido operar a longo prazo;</p><p>se estiver abaixo do preço, os vendedores estarão no controle, então</p><p>operar a curto prazo seria uma opção melhor.</p><p>Tenha em mente que o VPOC, por sua própria natureza, será</p><p>sempre um High Volume Node, mas nem todos os High Volume</p><p>Nodes serão VPOCs.</p><p>V����� W������� A������ P���� (VWAP)</p><p>Se existe um nível amplamente utilizado pelas grandes instituições é</p><p>o VWAP. Enormes transações visam ser executadas no nível de</p><p>preços em que o VWAP está e é por isso que ele elevou seu nível de</p><p>importância.</p><p>O VWAP representa o preço médio de todos os contratos</p><p>negociados durante um período de tempo específico. A fórmula para</p><p>obtê-lo é a seguinte:</p><p>Nº de contratos negociados * preço do ativo / Total de</p><p>contratos negociados</p><p>Para entender um pouco melhor, podemos dizer que acima do</p><p>VWAP existe o mesmo volume operado abaixo dele, ou seja, ele</p><p>representa um importante nível de equilíbrio. Este equilíbrio significa</p><p>que quando o preço atinge o VWAP, existe a mesma probabilidade</p><p>de que o preço suba ou desça.</p><p>É exibido em um gráfico como uma média móvel tradicional e</p><p>sua posição varia conforme as transações são executadas.</p><p>Geralmente, dependendo do estilo de trading, o VWAP da sessão, é</p><p>usado o VWAP semanal ou mensal.</p><p>O VWAP é usado pelos operadores institucionais</p><p>principalmente como uma média para determinar o valor do ativo</p><p>naquele momento, de modo que eles consideram que compraram</p><p>barato se o preço estiver abaixo e que compraram caro se estiver</p><p>acima.</p><p>As instituições adotaram o VWAP como uma medida de</p><p>referência para julgar a qualidade de suas execuções, daí sua</p><p>relevância e que o tratamos como um nível operacional importante.</p><p>Quando recebem um pedido, não executam todos os contratos que</p><p>necessitam em uma única vez, mas tentarão fazer isso</p><p>gradualmente, sabendo que seu trabalho será julgado em relação a</p><p>esta referência.</p><p>Como representa um importante nível de equilíbrio ou preço</p><p>justo, é uma boa medida para saber se estamos comprando muito</p><p>alto ou vendendo muito baixo. Isso podemos perceber acrescentando</p><p>um ou dois desvios padrão à média. Só porque o preço está em</p><p>algum desvio padrão não significa que não possa continuar se</p><p>movendo nessa direção, poderíamos simplesmente usá-lo como</p><p>mais uma impressão a ser acrescentada à nossa análise.</p><p>Porém, tenha cuidado, pois tudo depende da avaliação do</p><p>mercado naquele momento. Em um mercado em equilíbrio, um preço</p><p>abaixo do VWAP será considerado barato e um preço acima caro;</p><p>mas assim que o mercado fica desequilibrado de um lado ou do</p><p>outro, o VWAP deixa de representar eficiência porque agora a</p><p>percepção de valor mudou.</p><p>Dependendo do marco temporal, podemos fazer uso de</p><p>diferentes</p><p>níveis de VWAP. Os mais utilizados são o VWAP de</p><p>sessão para operadores intradiários e o VWAP semanal e mensal</p><p>para operadores de médio e longo prazo.</p><p>H��� V����� N���� (HVN)</p><p>Nós de alto volume. Trata-se de áreas que representam</p><p>equilíbrio e alto nível de interesse de todos os participantes do</p><p>mercado, já que tanto compradores quanto vendedores têm se</p><p>sentido confortáveis negociando ali. É observado como picos no</p><p>perfil de volume.</p><p>Embora tenhamos utilizado um perfil tipo Composite, os</p><p>fundamentos são igualmente válidos e aplicáveis a todos os perfis.</p><p>As áreas de equilíbrio do passado agem como ímãs atraindo</p><p>o preço e o mantendo ali. Como no passado houve um certo</p><p>consenso entre compradores e vendedores, espera-se que o mesmo</p><p>ocorra no futuro. É por isso que são áreas muito interessantes para</p><p>o estabelecimento de metas.</p><p>Dentro de um mesmo perfil, podem ser identificados diferentes</p><p>High Volume Nodes.</p><p>L�� V����� N���� (LVN)</p><p>Nós de baixo volume. Estas são áreas que representam</p><p>desequilíbrio/rejeição. Nem compradores nem vendedores se</p><p>sentiram à vontade para operar e, portanto, é considerado de certa</p><p>forma "injusto" o preço. É observado como vales no perfil de volume.</p><p>Como no passado não houve consenso, também se espera</p><p>que no futuro não haja consenso, por isso são áreas interessantes</p><p>de apoio e resistência para procurar por possíveis entradas.</p><p>É importante entender que a rejeição pode ser representada</p><p>pelo preço de duas maneiras:</p><p>Giro em V. A percepção do valor não mudou em relação à</p><p>área de equilíbrio anterior e há uma recusa de negociar a esses</p><p>níveis. O mercado gira completamente para reentrar na zona</p><p>anterior, onde compradores e vendedores se sentem à vontade para</p><p>negociar.</p><p>O que provoca esta reação de preço é, em primeiro lugar, a</p><p>colocação de ordens passivas esperando acima desta área para</p><p>bloquear o movimento, juntamente com uma agressão posterior que</p><p>confirma o giro em V e o retorno à área de valor anterior.</p><p>Visualmente pode ser observado no preço como pilares</p><p>proeminentes nos extremos das velas, o que sugerirá tal rejeição.</p><p>Deslocamento rápido. A percepção do valor pelos</p><p>participantes mudou e é representada no preço por um movimento</p><p>violento. O mercado, com base nas novas informações, recusa-se a</p><p>negociar nestes níveis do LVN e rapidamente o atravessa.</p><p>Tecnicamente, o que causa este rápido deslocamento é, por</p><p>um lado, a execução de ordens de proteção (Stop Loss) daqueles</p><p>que estão posicionados no lado oposto; e a ativação de estratégias</p><p>de impulso que entram de forma agressiva com as ordens do</p><p>mercado.</p><p>Visualmente se observará sobre el gráfico con velas de rango</p><p>amplio acompañadas generalmente con un volumen alto.</p><p>Como os HVN, dentro de um mesmo perfil é possível visualizar</p><p>mais de um Low Volume Node.</p><p>5.3 TIPOS DE PERFIS</p><p>O perfil de volume é uma ferramenta que pode ser adaptada de</p><p>acordo com as necessidades do operador.</p><p>A principal diferença no uso de um ou outro tipo de perfil será</p><p>determinada pelo de trabalho do trader e pelo contexto que ele</p><p>precisa cobrir em sua análise.</p><p>Podemos diferenciar basicamente três tipos de perfis:</p><p>I�������� ����</p><p>Este tipo é muito versátil. Sua peculiaridade é que nos permite lançar</p><p>perfis manualmente sobre qualquer ação particular de preço.</p><p>É particularmente útil para identificar áreas de negociação em</p><p>dois tipos de contextos: movimentos de tendência e intervalos.</p><p>Se observarmos um movimento de baixa tendência, podemos</p><p>lançar um perfil de toda a dinâmica para identificar as áreas</p><p>interessantes sobre as quais é provável que o preço faça algum tipo</p><p>de retração em alta. É nestas zonas operacionais que queremos</p><p>estar preparados para avaliar a possibilidade de entrar a favor da</p><p>tendência. No exemplo, vemos como o preço faz um teste no VPOC</p><p>de impulso em baixa e a partir daí gera um giro que provoca o</p><p>desenvolvimento de um novo movimento descendente.</p><p>Se o que temos é um contexto de lateralização, uma estrutura</p><p>das que trabalhamos sob a abordagem da metodologia Wyckoff, o</p><p>perfil será muito útil para identificar principalmente onde está o</p><p>VPOC que determina o controle do mercado e a zona de valor com</p><p>seus extremos (VAH e VAL). Será muito interessante ter em conta</p><p>estes dados para procurar neles o teste após a quebra da estrutura,</p><p>como acontece no exemplo a seguir.</p><p>Diferentemente dos outros tipos de perfis, o intervalo fixo não</p><p>é atualizado e analisa apenas o volume operado na área que você</p><p>determinar.</p><p>Não importa se você vai trabalhar com estruturas ou não sob a</p><p>abordagem da metodologia Wyckoff, é muito útil traçar perfis que</p><p>englobem várias sessões, caso vejamos uma sobreposição entre</p><p>suas áreas de valor. Caso vejamos mais de uma sessão gerando</p><p>valor em um determinado intervalo de preço, é melhor lançar um</p><p>perfil que inclua toda a ação de preço, pois os níveis operacionais</p><p>que este perfil pode nos proporcionar serão mais relevantes por sua</p><p>própria natureza.</p><p>S�����</p><p>Trata-se do perfil do dia. Especialmente útil para operações</p><p>intradiárias onde são levadas em conta as áreas de negociação mais</p><p>importantes da sessão. Seu intervalo é do início ao fim da sessão,</p><p>por isso é atualizado à medida que a jornada avança.</p><p>Os traders de curto prazo utilizam tanto os níveis da sessão</p><p>quanto os das sessões anteriores para fazer com que seus cenários</p><p>se aproximem.</p><p>Se estivermos observando um movimento de alta e uma</p><p>posterior lateralização do preço, seria interessante procurar a</p><p>incorporação a favor do movimento de tendência em algum nível</p><p>operacional. Como sabemos, o nível mais importante de todo o perfil</p><p>é o VPOC, por isso devemos ter em conta que devemos esperar</p><p>neste nível nosso gatilho de entrada.</p><p>Continuando com este mesmo exemplo, outra área</p><p>interessante a ser testada após uma ruptura poderia ser uma área</p><p>de negociação das sessões anteriores. No caso de estarmos acima</p><p>da área de valor da sessão anterior, o primeiro nível operativo acima</p><p>do qual testar para uma continuação em alta será a Value Area High</p><p>do perfil da sessão anterior.</p><p>C��������</p><p>Originalmente os perfis eram exibidos apenas por sessões e esta</p><p>ideia de agrupá-los foi introduzida por Donald L. Jones em seu livro</p><p>"Value-Based Power Trading" no que ele chamou de "The Overlay</p><p>Demand Curve". O objetivo era tentar eliminar o ruído do curto prazo</p><p>e assim obter um melhor entendimento da condição do mercado, do</p><p>contexto.</p><p>Este tipo de perfil pode ser configurado em duas formas:</p><p>Fixo. Dentro do modo fixo, temos a possibilidade de selecionar</p><p>o intervalo de datas que queremos incluir na análise do perfil. Você</p><p>pode querer conhecer o perfil da última semana, do último mês ou do</p><p>ano corrente, esta modalidade é projetada para esta exigência em</p><p>particular.</p><p>Variável. A modalidade variável tem a importante peculiaridade</p><p>de mostrar o volume operado de todos os níveis de preços</p><p>atualmente no gráfico. É importante ter isto em mente se você mover</p><p>o gráfico, o perfil mudará.</p><p>O melhor uso deste tipo de perfil, independentemente do</p><p>marco de tempo em que estamos operando, é analisar o contexto</p><p>geral e identificar as áreas de negociação (principalmente os nós de</p><p>alto e baixo volume) que temos tanto acima como abaixo do preço</p><p>atual.</p><p>Estas áreas irão servir para indicar o viés do mercado em um</p><p>contexto mais macro, bem como para o estabelecimento de</p><p>possíveis áreas onde procurar por entradas e saídas.</p><p>Se, por exemplo, estamos trabalhando uma estrutura, é muito</p><p>interessante analisar o perfil do Composite para identificar os High</p><p>Volume Nodes do mais longo prazo, sobre os quais estabelecer</p><p>metas para obter lucros.</p><p>Outro uso poderia ser identificar no contexto macro um grande</p><p>Low Volume Node e incentivar o desenvolvimento de uma agitação.</p><p>Poderíamos estar trabalhando em uma estrutura acumulativa</p><p>potencial. Se ao analisar o contexto identificarmos um LVN</p><p>relativamente próximo à estrutura, seria interessante levar em conta</p><p>a possibilidade de que se produza o Spring que gera o desequilíbrio</p><p>da estrutura.</p><p>5.4 DIFERENÇA ENTRE O VOLUME VERTICAL E O</p><p>HORIZONTAL</p><p>Para muitos que estão cautelosos</p><p>com relação ao Volume Profile,</p><p>não é necessário incorporar este tipo de ferramenta a fim de fazer</p><p>análises e abordagens sólidas baseadas em dados de volume.</p><p>Esta afirmação é absolutamente verdadeira, é óbvio que não</p><p>há absolutamente nada necessário. O problema é que eles não</p><p>conseguem entender que tipo de informação podem adquirir através</p><p>de sua avaliação.</p><p>O primeiro aspecto a transmitir é que o Volume Profile não foi</p><p>desenvolvido como um substituto para o volume clássico. Fornecem</p><p>informações diferentes e, portanto, são completamente</p><p>complementares.</p><p>Para realmente entender o que os dados de volume nos</p><p>dizem, precisamos olhar para eles de dois pontos de vista:</p><p>Volume no tempo: É o volume clássico que é observado</p><p>verticalmente no gráfico. Tem a ver com o número de</p><p>contratos negociados dentro de um determinado período de</p><p>tempo. Nos diz quando os grandes operadores estão ativos.</p><p>Volume no preço: É o Volume Profile e é exibido sob a</p><p>forma de barras horizontais. Indica o número de contratos</p><p>negociados dentro de um determinado nível de preço. Ele</p><p>nos diz onde ocorreu a atividade dos grandes operadores.</p><p>Como se pode ver, ambos nos dão informações diferentes</p><p>sobre a mesma ação (a atividade profissional), o volume por tempo</p><p>tem a ver com quando, enquanto que o volume por preço tem a ver</p><p>com onde.</p><p>Com o volume vertical podemos saber que durante o</p><p>desenvolvimento de uma determinada vela, um determinado número</p><p>de contratos foi negociado, mas como a negociação foi distribuída</p><p>entre os diferentes níveis de preços? Esta é a informação que o</p><p>volume horizontal nos proporciona e que o volume clássico não pode.</p><p>Outra questão muito diferente é se você precisa conhecer estas</p><p>informações para suas operações.</p><p>5.5 DIFERENÇA ENTRE VOLUME PROFILE E</p><p>MARKET PROFILE</p><p>A principal diferença entre as duas ferramentas é que o Market</p><p>Profile é projetado com base no tempo, enquanto o Volume Profile é</p><p>projetado com base no volume.</p><p>O Market Profile representa os dados de preços no gráfico</p><p>em formato de letras, onde cada uma das letras (chamada TPO ou</p><p>Time Price Opportunity) é identificada com 30 minutos de</p><p>negociação. Então, a letra A corresponderá aos primeiros 30 minutos</p><p>após a abertura da sessão, a letra B aos 30 minutos seguintes e</p><p>assim por diante, acrescentando letras e minutos até o final do dia.</p><p>Os traders que baseiam suas negociações no Market Profile</p><p>analisam a abertura do dia em relação à área de valor do dia anterior</p><p>e a evolução do Initial Balance (intervalo que cobre a primeira hora</p><p>de negociação) para determinar o tipo de dia que é provável que</p><p>aconteça e propor cenários com base nisso. Neste ponto deve ser</p><p>observado que alguns operadores determinam o Initial Balance com</p><p>base apenas na primeira meia hora.</p><p>Apesar de o Initial Balance não ser normalmente levado em</p><p>conta pelos operadores do Volume Profile, a mensagem que ele</p><p>transmite pode ser muito interessante, principalmente porque:</p><p>Quanto mais estreito for seu intervalo, maior a</p><p>probabilidade de você ter um dia de maior tendência; e</p><p>quanto maior o intervalo, maior a probabilidade de você</p><p>ter um dia lateral.</p><p>Um uso interessante que o MP nos oferece é a determinação</p><p>objetiva da aceitação ou rejeição em um nível de preço. Enquanto no</p><p>Volume Profile isto pode ser envolto em subjetividade, a análise do</p><p>Market Profile elimina esta discricionalidade: a rejeição é visualizada</p><p>por 1 TPO; enquanto 2 ou mais TPOs começam a representar a</p><p>aceitação.</p><p>O desenvolvimento da distribuição dos perfis de ambas as</p><p>ferramentas tenderá a ser bastante semelhante, embora seja</p><p>verdade que elas não serão exatamente iguais. Isto é óbvio, pois não</p><p>utilizam os mesmos dados para sua representação. Uma acumulação</p><p>de TPOs indicará que o preço passou muito tempo nesse nível,</p><p>enquanto uma acumulação de volume significará que um grande</p><p>número de contratos foi negociado nesse nível.</p><p>No Volume Profile, por ter sido projetado com base no volume,</p><p>o nível mais negociado não será necessariamente o nível onde o</p><p>maior tempo foi gasto, pois o preço pode atingir um nível que em</p><p>poucos segundos acumula um grande número de ordens e dá a volta</p><p>(como no exemplo). O tempo que o preço terá passado nesse nível</p><p>é pouco, mas o volume negociado é muito; portanto, o POC do</p><p>Volume Profile estará nesse nível enquanto o POC do Market Profile</p><p>não estará.</p><p>Devido ao atual ambiente dos mercados financeiros onde a</p><p>importância do volume é destacada, parece mais interessante usar a</p><p>combinação preço + volume (Volume Profile) em vez de preço +</p><p>tempo (Market Profile).</p><p>Isto não quer dizer que a variável tempo não seja importante</p><p>ou menos importante, distante disso. Obviamente o tempo é um</p><p>elemento chave para estabelecer onde os participantes decidem o</p><p>valor de um determinado mercado em um determinado momento. O</p><p>consumo de tempo em uma determinada área é um sinal</p><p>inquestionável de aceitação e, portanto, de construção de valor.</p><p>5.6 FORMA DOS PERFIS</p><p>É óbvio que o mercado nem sempre desenvolverá distribuições de</p><p>perfis em forma de D, pois isso significaria que estamos em um</p><p>contexto de equilíbrio infinito.</p><p>Existe muita teoria escrita no Market Profile sobre os</p><p>diferentes tipos de dias com base na forma do perfil (normal day,</p><p>normal variation, trend day, double-distribution trend day, non-trend</p><p>day, neutral day, neutral day extreme).</p><p>O fato é que identificar a forma de tais perfis para determinar</p><p>que tipo de dia tivemos pode ser válido para a mente humana do</p><p>ponto de vista de que sempre queremos controlar tudo e precisamos</p><p>encontrar uma lógica para cada comportamento; mas de um ponto</p><p>de vista operacional, não parece ser uma abordagem muito útil, pois</p><p>a categorização é feita por uma análise a posteriori.</p><p>Além disso, ao longo do tempo, foram fornecidas provas de</p><p>que não é possível prever consistentemente que tipo de dia é mais</p><p>provável que você tenha baseado apenas na categorização do dia</p><p>anterior. O próprio Steidlmayer acabou por reconhecer isto. É</p><p>impossível saber qual será a forma do perfil da sessão atual até que</p><p>a sessão tenha terminado.</p><p>O mesmo acontece com a etiquetagem de eventos, fases e</p><p>estruturas segundo a abordagem da metodologia Wyckoff. Pode ser</p><p>útil para os iniciantes alimentar o subconsciente com as diferentes</p><p>formas em que o mercado pode representar acumulações e</p><p>distribuições; mas é totalmente inútil sob um ponto de vista</p><p>operacional, pois a confirmação de tudo isso é feita a posteriori.</p><p>Portanto, pareceria mais sensato, com o propósito de criar</p><p>cenários operacionais, focar na identificação da criação de uma zona</p><p>de valor (intervalo) e avaliar o preço continuamente à medida que</p><p>interage em seus extremos, a fim de identificar a aceitação ou</p><p>rejeição. As ferramentas analíticas oferecidas pela metodologia</p><p>Wyckoff nos ajudam a determinar quem tem maior probabilidade de</p><p>controlar durante o desenvolvimento do intervalo (compradores ou</p><p>vendedores) e, portanto, em que direção se encontra o caminho de</p><p>menor resistência.</p><p>Ao longo do desenvolvimento dos movimentos, os perfis serão</p><p>gerados e duas formas muito comuns nas quais se pode observar</p><p>graficamente a tendência e o comportamento de lateralização são os</p><p>padrões b e P.</p><p>Estes padrões representam as três primeiras fases da</p><p>atividade do mercado que Steidlmayer apresentou em seus primeiros</p><p>estudos e que pela metodologia Wyckoff identificamos como Fases</p><p>A e B de desenvolvimento de estruturas.</p><p>Tais padrões nos alertarão sobre a parada do movimento de</p><p>tendência anterior, assim como sobre o novo movimento de</p><p>lateralização. Estes dois tipos de perfis mostram o mesmo</p><p>comportamento, mas em ambas as direções. Primeiramente, na área</p><p>de baixa cotação o preço se move com uma certa fluidez</p><p>desenvolvendo o movimento de tendência até encontrar operadores</p><p>dispostos a negociar na direção oposta. Nesse ponto, começa a se</p><p>desenvolver uma faixa de equilíbrio, uma área de alta participação</p><p>que gera o sinal de perfil.</p><p>Considerando que o preço seja durante o movimento de</p><p>tendência, devemos apenas procurar negociar a favor dessa direção.</p><p>Para isso podemos contar</p><p>com o VPOC em desenvolvimento e o</p><p>resto dos níveis operacionais.</p><p>5.6.1 Perfil tipo P</p><p>Característico dos movimentos de tendência ascendente e</p><p>representativo de futuros esquemas de distribuição e reacumulação.</p><p>Este tipo de perfil nos indica solidez por parte dos</p><p>compradores que tiveram a capacidade de elevar o preço com</p><p>relativa facilidade até chegar a um ponto em que os vendedores</p><p>começam a aparecer.</p><p>Está formado por duas partes: uma primeira onde o</p><p>desequilíbrio ascendente é observado e uma segunda onde o</p><p>mercado inicia um processo de rotação (intervalo). É importante ter</p><p>isto em mente porque se tal processo ocorrer ao contrário (primeiro</p><p>uma rotação e depois uma tendência descendente) visualmente ainda</p><p>veremos um perfil do tipo P com a grande diferença de que ele terá</p><p>uma validade operacional difícil.</p><p>Todos os conceitos e ferramentas que são propostos têm um</p><p>sentido operacional; e, em caso de nos preocuparmos com os</p><p>padrões P e b, só serão interessantes se a última ação de preço for</p><p>a criação de novo valor (intervalo), pois será a partir daí que será</p><p>gerado o seguinte desequilíbrio utilizável. Portanto, se estivermos no</p><p>final do movimento descendente a ponto de já termos identificado</p><p>completamente o padrão P espelhado (com o desequilíbrio à direita),</p><p>do ponto de vista da negociação poderemos chegar tarde demais e</p><p>o preço muito provavelmente gerará uma nova área de equilíbrio</p><p>como a ação mais imediata. Pelo contrário, se tivermos um padrão</p><p>teórico P (com o desequilíbrio à esquerda), poderemos aproveitar o</p><p>movimento de tendência subsequente (que pode ser para cima ou</p><p>para baixo).</p><p>Além de analisar isoladamente (perfis de sessão), é</p><p>interessante saber que uma tendência de alta a longo prazo será</p><p>composta por vários desses perfis em seu desenvolvimento interno.</p><p>Neste caso, serão simplesmente esquemas reacumulativos que</p><p>originam o contínuo desenvolvimento ascendente.</p><p>No caso deste tipo de perfil aparecer depois de uma</p><p>prolongada tendência descendente, poderia nos alertar para o fim</p><p>iminente da tendência descendente, pelo menos temporariamente.</p><p>Mais uma vez, é importante notar que se trata de ver o padrão</p><p>teórico P; porque se o que vemos é um padrão P espelhado, o que</p><p>teríamos na realidade seria uma distribuição e, portanto, a tendência</p><p>de queda denota solidez.</p><p>5.6.2 Perfil tipo b</p><p>Característica dos movimentos de tendência descendente e</p><p>representativo de futuros esquemas acumulativos e de redistribuição.</p><p>Particularmente, este tipo de perfil sinaliza um desequilíbrio</p><p>em favor dos vendedores. Eles estão no controle e empurraram</p><p>fortemente o preço para baixo até que finalmente alguns</p><p>participantes aparecem comprando e um novo processo de rotação</p><p>é gerado.</p><p>Neste contexto de uma tendência descendente a longo prazo,</p><p>aparecerão com caráter redistributivo sendo excelentes áreas onde</p><p>procurar a incorporação na tendência.</p><p>Assim como no padrão P, o tipo b teórico é formado por um</p><p>desequilíbrio descendente como a primeira parte e uma criação de</p><p>valor como a segunda parte. Uma rotação primeiro e um</p><p>subsequente desequilíbrio ascendente também apareceriam</p><p>visualmente com um perfil em forma de b, mas operacionalmente</p><p>podemos não ser capazes de tirar proveito deste primeiro</p><p>desequilíbrio. Por outro lado, também não teria as mesmas</p><p>implicações quando se analisa a saúde da tendência ascendente</p><p>anterior, onde o que procuramos é a rejeição ascendente e a</p><p>geração de valor mais baixo.</p><p>No caso de observar um perfil em forma de b após um</p><p>movimento prolongado ascendente, poderia sinalizar o fim de tal</p><p>movimento e, às vezes, o início de um novo movimento em direção</p><p>ao lado descendente.</p><p>5.7 USOS DO VOLUME PROFILE</p><p>Esta ferramenta nos oferece informações totalmente objetivas que</p><p>se encaixam perfeitamente no contexto fornecido pelos princípios da</p><p>metodologia Wyckoff.</p><p>A seguir listamos alguns dos usos mais importantes que</p><p>podemos fazer.</p><p>5.7.1 Identificação de estruturas</p><p>Existirão ocasiões em que a delimitação dos extremos das estruturas</p><p>não será muito visual, possivelmente porque a ação do preço gerou</p><p>movimentos pouco limpos. Neste contexto, pode ser muito útil utilizar</p><p>o Volume Profile para indicar as áreas de alto e baixo valor (VAH e</p><p>VAL), assumindo esta área como o intervalo que está gerando a</p><p>causa do movimento subsequente.</p><p>Por sua própria natureza, os limites superior e inferior das</p><p>estruturas com as quais trabalhamos de acordo com a metodologia</p><p>Wyckoff serão sempre áreas de baixa negociação (LVN). Os giros</p><p>de preço que geram a criação destes suportes e resistências são</p><p>áreas onde o preço não quis negociar e, portanto, são identificados</p><p>como rejeição. Já sabemos que esta rejeição é visualizada no perfil</p><p>de volume como um LVN.</p><p>Também, às vezes os extremos naturais das estruturas (Creek</p><p>e Ice) coincidem com os extremos da área de valor (VAH e VAL).</p><p>Definindo um perfil dessa estrutura, podemos ver como toda a ação</p><p>de preço contida dentro da faixa será parte da área de valor.</p><p>De acordo com o gráfico abaixo, o movimento de parada em</p><p>alta não mostra uma ação de preço muito clara onde os eventos de</p><p>parada são genuinamente visualizados. Se estivermos na parte final</p><p>do desenvolvimento da estrutura, poderíamos traçar um perfil de</p><p>toda a estrutura para identificar os níveis chave por Volume Profile.</p><p>Neste caso, podemos ver como após a agitação final de cima o</p><p>preço atravessa rapidamente toda a área de valor incluindo o VPOC</p><p>e o VWAP. A essa altura deveríamos estar favorecendo a</p><p>distribuição e, portanto, o primeiro cenário consistiria em esperar</p><p>pelo teste após a ruptura (LPSY) em qualquer um dos níveis</p><p>operacionais. O primeiro destes níveis a ser levado em conta seria o</p><p>Value Area Low, pois é o primeiro que o mercado encontraria.</p><p>Observamos como fez este teste para continuar o desenvolvimento</p><p>em baixa a partir daí. O próximo e último nível a procurar o potencial</p><p>LPSY seria o VPOC do perfil.</p><p>Neste outro exemplo, acontece algo semelhante. Os eventos</p><p>de parada podem não ser os mais visuais e também acrescentam a</p><p>dificuldade de enquadrar esse movimento ascendente que deixa a</p><p>área de valor e depois volta novamente. Assim, se nos depararmos</p><p>com um desequilíbrio após o desenvolvimento de uma estrutura já</p><p>com alguma maturidade, podemos lançar um perfil para identificar os</p><p>níveis operacionais sobre os quais esperar o preço para desenvolver</p><p>o teste buscando a continuação do movimento. Mais uma vez, vemos</p><p>como após o movimento de ruptura o teste é feito exatamente sobre</p><p>o extremo da área de valor do perfil, neste caso acima da Value</p><p>Area High; é a área perfeita para a busca pelo gatilho de entrada</p><p>longa.</p><p>O alcance do perfil deveria incluir todas as ações de preço</p><p>desde o início da rotação até pouco antes de ocorrer o desequilíbrio.</p><p>Existem operadores que também podem incluir a ação de ruptura</p><p>dentro do perfil, o que não quer dizer que seja incorreto. É preciso</p><p>ter em mente que, do ponto de vista operacional, o que procuramos</p><p>é que este teste, após a ruptura, vai procurar algum nível operacional</p><p>da acumulação/distribuição anterior e isto deixaria de fora tanto o</p><p>desequilíbrio quanto o movimento subsequente até o teste.</p><p>Como se pode ver, a maioria das estruturas que desenvolvem</p><p>mercados em tempo real não são tão genuínas como mostram os</p><p>exemplos ideais do livro, e são todas diferentes umas das outras.</p><p>Mas isto não significa que não sejam operáveis. É neste ponto que</p><p>entram em jogo os níveis fornecidos pela ferramenta Volume Profile.</p><p>5.7.2 Determinar o viés do mercado</p><p>A������ �� ������� ��� ����� �� ����������</p><p>Sempre favoreceremos a operação na direção do último nó de alta</p><p>negociação que tenha sido gerado. Uma situação contra esta direção</p><p>só surgiria quando o preço tivesse quebrado a área que suportou o</p><p>último movimento.</p><p>Se o preço ficar acima de um nó de alto volume (HVN),</p><p>determinaremos que o controle está nas mãos dos compradores e</p><p>só consideraremos um cenário em curto quando o preço atravessar</p><p>tal área por baixo, o que sugerirá que o controle mudou em favor dos</p><p>vendedores.</p><p>A lógica é que nestes</p><p>nós o preço retorna a um estado de</p><p>equilíbrio e não seremos capazes de determinar em que direção ele</p><p>se moverá posteriormente. Só depois de confirmarmos a ruptura</p><p>efetiva desta zona estaríamos em condições de propor um cenário</p><p>com relativa solidez.</p><p>O gráfico acima ilustra este conceito de forma muito clara. Se</p><p>estivermos na parte final do movimento ascendente, acima do último</p><p>HVN, devemos esperar por uma ruptura antes de procurar por uma</p><p>operação curta. O perfil está sendo traçado cobrindo apenas o</p><p>movimento ascendente (de 1 a 2), já que o que nos interessa saber é</p><p>onde está o nó de volume que está apoiando esse movimento.</p><p>Quando isso é cruzado para baixo, podemos sugerir que o controle</p><p>mudou para o lado de baixa e agora estamos em condições de</p><p>propor um cenário curto, por exemplo, no teste do HVN.</p><p>Neste outro exemplo, temos a mesma dinâmica, mas em</p><p>sentido contrário. Localizamos o HVN do movimento de baixa em</p><p>vigor e a ideia é continuar favorecendo posições curtas até que</p><p>sejam quebradas. Note, somente quando esta HVN for quebrada,</p><p>sendo a última a ser gerada. Ou seja, se a tendência continuar para</p><p>baixo, teremos que continuar atualizando o perfil para identificar onde</p><p>se encontra o último HVN e somente no momento de sua ruptura</p><p>para cima poderemos valorizar entradas longas.</p><p>É importante notar que não é necessáriamente o HVN que</p><p>determina o controle do movimento, mas deve ser o VPOC do perfil.</p><p>Levaremos simplesmente em conta o último a ser desenvolvido,</p><p>independentemente de ser o VPOC ou não.</p><p>A������ �� ������� ��� ������ ������������</p><p>Como regra geral, o mais aconselhável é operar com o maior</p><p>número possível de níveis em seu favor. Ou seja, se eu estiver</p><p>considerando uma ideia de operação longa, eu quero ter todos os</p><p>níveis operacionais abaixo do preço e vice-versa, se eu estiver</p><p>considerando uma ideia curta. Este contexto sugerirá que o mercado</p><p>está desequilibrado nessa direção e é, portanto, o caminho de menor</p><p>resistência.</p><p>Se, além disto, tivermos a possibilidade de avaliar a relação</p><p>entre VPOC, VWAP e preço, será mais uma impressão que</p><p>acrescentará força à análise.</p><p>Um VWAP e VPOC relativamente próximos é uma impressão</p><p>que nos confirma o equilíbrio total do mercado. Provavelmente o</p><p>preço estará em uma faixa extremamente estreita e a única</p><p>abordagem operacional aqui seria procurar a reversão nos extremos.</p><p>Isso é exatamente o que está acontecendo atualmente. A linha</p><p>pontilhada escura é o VPOC da sessão de desenvolvimento e a linha</p><p>laranja dinâmica corresponde ao VWAP. Até que um desequilíbrio</p><p>final ocorra abaixo de ambos os níveis permanece relativamente</p><p>próximo e isto gera flutuações constantes entre eles, causando um</p><p>dia de intervalo.</p><p>Para determinar um desequilíbrio em favor dos compradores</p><p>queremos ver que o preço está acima tanto do VWAP quanto do</p><p>VPOC; enquanto para o controle em favor dos vendedores queremos</p><p>ver o preço abaixo de ambos os níveis.</p><p>Neste gráfico podemos ver um exemplo de controle claro de</p><p>baixa onde em todos os momentos da sessão o preço está abaixo</p><p>tanto do VWAP quanto do VPOC, atuando como resistência para</p><p>originar novos movimentos descendentes.</p><p>A temporalidade para usar nestes níveis operacionais, como</p><p>tudo mais, dependerá do operador. Para um trader intradiário o mais</p><p>aconselhável será usar os níveis da sessão anterior e da sessão</p><p>atual. Operadores de longo prazo podem achar mais útil utilizar tais</p><p>níveis semanalmente (VPOC e VWAP semanais). Sobretudo por ser</p><p>um operador de estrutura, considero útil levar em conta o VWAP</p><p>semanal em conjunto com o VPOC da estrutura, eliminando assim a</p><p>temporalidade. É uma questão de gosto e esta configuração deve</p><p>ser adaptada ao estilo de trading de cada operador.</p><p>Neste gráfico, em que estamos analisando uma estrutura,</p><p>poderíamos traçar um perfil da mesma e adicionar o VWAP (linha</p><p>dinâmica verde) semanal. É um exemplo muito bom para destacar a</p><p>importância do contexto acima de qualquer outro elemento.</p><p>Se observarmos um Spring potencial que consiga se</p><p>posicionar acima do VWAP, estaremos prontos para procurar uma</p><p>entrada longa. Mas se olharmos de perto, o VPOC do perfil ainda</p><p>estaria contra nós apenas naquele teste o VWAP que está marcado.</p><p>Estamos sugerindo a possibilidade de operar em favor de quanto</p><p>mais níveis operacionais melhor, então o que fazemos? O contexto</p><p>deve prevalecer em casos como este. Sabemos que o VPOC é um</p><p>nível de equilíbrio muito importante, mas também sabemos que o</p><p>mercado iniciará um desequilíbrio mais cedo ou mais tarde; e que a</p><p>agitação vinda de baixo sugere o início potencial de tal desequilíbrio</p><p>a partir de cima. Neste contexto, devemos atribuir maior relevância</p><p>ao desenvolvimento da estrutura acima do VPOC.</p><p>Teríamos chegado a um raciocínio muito diferente se o preço</p><p>após o potencial Spring não tivesse sequer tido a capacidade de se</p><p>mover acima do VWAP. Essa falta de solidez teria sugerido algum</p><p>controle em baixa e inclusive poderia ter sido fixado um preço para</p><p>uma entrada na direção oposta, observando o movimento rotulado de</p><p>Spring como um genuíno evento de ruptura em baixa. Todas as</p><p>ações devem ser confirmadas ou rejeitadas com ações posteriores</p><p>de preço.</p><p>É exatamente isso que temos neste exemplo. Em uma</p><p>situação de potencial Spring, o preço tenta entrar novamente no</p><p>intervalo, mas não consegue se posicionar acima do extremo da</p><p>estrutura, do VAL do perfil e do VWAP semanal. É um indício de</p><p>fraqueza significativa que nos levaria a tratar tal esquema como</p><p>distributivo.</p><p>Ao trabalhar com níveis diferentes, também é importante ter</p><p>em conta que podemos utilizar várias temporalidades em conjunto,</p><p>por exemplo, dois VWAP em temporalidades semanais e mensais.</p><p>Esta configuração é realmente interessante se decidirmos analisar</p><p>um contexto a longo prazo.</p><p>5.7.3 Análise da saúde da tendência</p><p>Um aspecto muito interessante fornecido pelo Volume Profile é a</p><p>análise contínua do perfil das sessões. Quando estamos observando</p><p>um movimento de tendência ascendente, um sintoma da boa</p><p>condição do movimento seria observar que as áreas de valor (e</p><p>portanto os VPOCs) das sessões são geradas cada vez mais altas.</p><p>O que este fato indica é que o valor do ativo está sendo aceito nas</p><p>novas áreas de negociação que está atingindo e, portanto, é</p><p>provável que a tendência continue. Neste contexto de controle por</p><p>parte dos compradores, deveríamos estar procurando um recuo para</p><p>áreas operacionais predispostas a juntar em longo prazo.</p><p>O mesmo se aplica às tendências descendentes. Um sinal</p><p>inequívoco de sua saúde seria ver que as áreas de valor que saem</p><p>das sessões são observadas em níveis cada vez mais baixos,</p><p>denotando a aceitação de preços. Perante este cenário de controle</p><p>em baixa, será melhor identificar áreas de resistência potencial para</p><p>procurar posições curtas.</p><p>Algo que nos alertaria sobre a saúde de tal movimento seria</p><p>observar a sobreposição entre várias áreas de valor, bem como ver</p><p>que algumas delas estão se movendo contra a direção da tendência,</p><p>perdendo a dinâmica que vinham carregando. Já estaríamos</p><p>observando uma consolidação do preço e isso poderia nos alertar</p><p>sobre uma mudança de caráter. Pela metodologia Wyckoff, com</p><p>certeza já poderíamos identificar um processo de lateralização e</p><p>seria interessante começar a analisar os traços desta estrutura com</p><p>o objetivo de tentar determinar em que direção o próximo</p><p>desequilíbrio ocorrerá.</p><p>Esta mudança potencial na percepção de valor é muito</p><p>claramente visualizada com os padrões P e b. Se o mercado estiver</p><p>no meio de uma tendência descendente, deixando as áreas de valor</p><p>cada vez mais baixas e de repente aparece um padrão bP, podemos</p><p>estar enfrentando o fim deste movimento descendente ou pelo</p><p>menos uma parada temporária. O fato de o mercado ter</p><p>desenvolvido esse padrão P após b sugere uma alteração na</p><p>percepção do valor. Pelo menos temporariamente não quer mais</p><p>negociar a preços mais baixos e podemos até estar no início de uma</p><p>tendência de alta.</p><p>Ao invés de procurar observar claramente o padrão ideal, o</p><p>que é interessante é a evolução da geração de valor,</p><p>isto é, a</p><p>rotação das Value Areas. Neste exemplo, os participantes tiveram</p><p>capacidade suficiente para gerar valor acima do anterior e isto por si</p><p>só deve nos alertar sobre a saúde do movimento descendente e até</p><p>nos colocar em alerta quanto a uma possível acumulação.</p><p>Isso também seria verdade no sentido inverso. Se estamos à</p><p>procura de um giro descendente do mercado, um sinal que</p><p>acrescentaria força a essa análise seria a procura de um padrão Pb.</p><p>Este exemplo é um pouco mais complexo e interessante de</p><p>analisar. O primeiro aspecto que impressiona é que o padrão não</p><p>ocorre em conjunto, mas duas sessões se sucedem. Por outro lado,</p><p>vemos como o perfil b não gera valor abaixo da Value Area do perfil</p><p>P. Este é um exemplo real, o mercado se comporta de forma</p><p>irregular na maior parte do tempo, portanto, procurar a aparência de</p><p>padrões perfeitos pode ser uma perda de tempo. Seria mais</p><p>interessante ficar com a dinâmica dentro deles; o que eles</p><p>implicitamente nos sugerem.</p><p>Depois do aparecimento do perfil do tipo P, ocorre uma</p><p>mudança de caráter e o mercado inicia um processo de rotação. Nos</p><p>dois dias seguintes, as áreas de valor se sobrepõem, o que</p><p>demonstra a aceitação desses níveis de preços pela grande maioria</p><p>dos participantes. Por último, a criação do perfil tipo b desencadeia o</p><p>desequilíbrio descendente. Neste preciso momento em que o preço</p><p>está abaixo da área de valor do perfil b e depois de ver tudo o que</p><p>foi analisado anteriormente, poderia ser proposto um cenário curto</p><p>procurando o efeito desta estrutura de distribuição potencial.</p><p>Se examinarmos com atenção na parte b, o desequilíbrio não</p><p>ocorre no início da sessão, como sugere a teoria, mas sim na última</p><p>parte da sessão. A chave é que o desequilíbrio seja rejeitado e volte</p><p>a entrar na área de valor. Trata-se, em essência, da implicação por</p><p>trás do padrão: é indiferente quando o desequilíbrio ocorre, desde</p><p>que o preço gere uma rejeição e volte a entrar na área de valor. Para</p><p>fins operacionais, o que seria menos interessante para nós seria</p><p>observar o desequilíbrio no final da sessão e cujo fechamento se</p><p>estabelece fora da área de valor.</p><p>Muito embora o ideal em esquemas distributivos potenciais</p><p>fosse observar primeiro esta recusa de continuar subindo mais a</p><p>geração de valor abaixo das sessões anteriores, o aparecimento</p><p>deste protocolo em sentido inverso (primeiro a geração de valor</p><p>abaixo e depois a recusa de negociar a preços mais altos) sugere</p><p>implicitamente a mesma leitura de uma mudança na percepção de</p><p>valor.</p><p>Ao final, todos os esquemas acumulativos e distributivos</p><p>acarretam implicitamente esta mudança na percepção de valor; e,</p><p>em maior ou menor grau, estes padrões de giro P e b serão sempre</p><p>visualizados.</p><p>Um giro em baixa com um padrão Pb nada mais é do que uma</p><p>distribuição que terá uma duração maior ou menor que foi confirmada</p><p>pela geração de valor em b e pode ser seguida por preços mais</p><p>baixos.</p><p>Um giro em alta com padrão bP tacitamente é um acúmulo</p><p>cuja mudança na percepção de valor possivelmente teve origem em</p><p>preços mais altos.</p><p>5.7.4 Migração do VPOC</p><p>O nível atual do VPOC representa um acordo entre ambas as partes</p><p>sobre o valor do ativo, mas que leitura fazer no caso de haver uma</p><p>migração do VPOC?</p><p>Esta questão tem sido fonte de preocupação para muitos</p><p>traders, já que a leitura que oferece tem dois pontos de vista</p><p>diferentes. Por um lado, muitos defendem que este é um sinal</p><p>inequívoco da saúde do movimento e, portanto, sugere uma</p><p>continuidade na direção da tendência. Muitos outros defendem que é</p><p>provável que ocorra uma reviravolta no mercado.</p><p>O único objetivo é que represente uma área de valor onde o</p><p>preço foi aceito devido à alta negociação que gerou. A questão seria</p><p>determinar o significado desta migração de valores, seja como uma</p><p>continuação ou uma reversão.</p><p>Conforme o princípio de que toda ação de mercado deve ser</p><p>confirmada ou rejeitada por sua reação subsequente, a chave é</p><p>avaliar a ação de preço subsequente após a migração do ponto de</p><p>controle. Como regra geral, se não vemos uma continuação na</p><p>direção do movimento precedente sem consumirmos muito tempo,</p><p>devemos questionar a saúde desse movimento.</p><p>O�������� ��� ��������� �� VPOC</p><p>Já que não podemos saber antecipadamente se uma migração</p><p>VPOC fará sentido como continuação ou inversão, o mais útil é estar</p><p>preparado para ambos os cenários. Para este fim, vamos</p><p>desenvolver dois protocolos simples com o objetivo de estabelecer</p><p>algumas diretrizes gerais.</p><p>Esta seção se concentra na operação intradiária, embora a</p><p>ideia subjacente seja igualmente válida para ser aplicada a qualquer</p><p>outra temporalidade.</p><p>Protocolo para favorecer a reversão:</p><p>1. A migração do VPOC. Se o movimento de tendência</p><p>anterior for saudável, após a migração do VPOC, queremos</p><p>que se desenvolva um novo impulso sem consumir muito</p><p>tempo.</p><p>2. A não continuidade. Se após a migração do VPOC o</p><p>preço não tiver a capacidade de continuar avançando na</p><p>direção da tendência anterior, estaríamos em condições de</p><p>pelo menos começar a questionar a continuidade do</p><p>movimento.</p><p>3. Consumo de tempo. Esta é fundamental. A regra geral é</p><p>que quanto mais tempo o preço ficar sem continuar a favor</p><p>do movimento de tendência anterior após a migração do</p><p>VPOC, mais provável será que ocorra uma virada no</p><p>mercado em vez de uma continuação. Se quisermos</p><p>procurar a virada, observaremos principalmente que ela</p><p>começa a lateralizar, consumindo relativamente grande</p><p>quantidade de tempo em relação ao que fazia</p><p>anteriormente durante as continuações.</p><p>4. A mudança de caráter. Se a migração ocorrer, uma</p><p>lateralização excessiva sem a capacidade de continuar na</p><p>direção que tinha e, além disso, agora aparece um</p><p>movimento impulsivo na direção oposta, poderemos</p><p>levantar uma ideia operacional em reversão.</p><p>5. Ideia operacional. O primeiro nível operativo que</p><p>levaremos em conta para esperar pelo preço e procurar o</p><p>gatilho de entrada será o extremo da área de valor</p><p>rompida. Se romper abaixo, esperaremos na VAL e se</p><p>romper acima na VAH. Como um segundo nível, o VPOC.</p><p>Neste exemplo (Operação de reversão intradiária com padrão</p><p>b) um perfil manual foi executado para ver como o volume foi</p><p>distribuído naquele momento em particular. Vemos que após iniciar a</p><p>sessão o preço cai e migra o VPOC (1), depois começa a girar</p><p>sobre ele mostrando a não continuidade (2) e o consumo de tempo</p><p>(3). Depois vem a mudança de caráter com o desequilíbrio</p><p>ascendente (4) para finalmente ir testar a antiga área VPOC (5),</p><p>onde poderíamos estar procurando uma entrada longa.</p><p>Não esqueça que se estivermos operando com o perfil de uma</p><p>sessão atual, ela continuará a se desenvolver à medida que o dia</p><p>avança, então, após a ruptura, podemos identificar o nível da Value</p><p>Area onde vamos esperar pelo preço e, em seguida, mudar a</p><p>localização. Muito embora seja verdade que não seria o contexto</p><p>ideal, poderia ser possível manter a mesma área operacional</p><p>porque, de um ponto de vista lógico, trata-se ainda de um nó de</p><p>baixo volume e, portanto, uma área interessante de potencial rejeição</p><p>do preço. Além disso, o que o preço vai testar a área de</p><p>acumulação/distribuição anterior, portanto é totalmente aconselhável</p><p>deixar o perfil do intervalo.</p><p>Neste exemplo, vemos o que seria uma migração VPOC com</p><p>uma direção inversa (sabemos isso depois de ver o movimento</p><p>posterior), mas não seguindo o protocolo proposto. Quando fazem</p><p>isso com essa urgência, com pouca preparação, é praticamente</p><p>impossível de operar. Este é o problema desses giros em V.</p><p>A incorporação deste exemplo tem o objetivo de apontar que</p><p>nem todas as migrações com sentido de reversão seguirão o</p><p>protocolo proposto, longe disso. Com esta série de passos o que</p><p>estamos tentando fazer é objetivar o giro e que isto se sustente na</p><p>Lei de Causa e Efeito, já que novamente este protocolo não deixa de</p><p>ser um processos acumulativos/distributivos.</p><p>Igualmente, é um gráfico muito interessante para discutir o</p><p>conceito de aceitação e rejeição. Por definição, uma migração VPOC</p><p>sugere uma nova aceitação a esses níveis de preços. O objetivo,</p><p>nesse preciso</p><p>momento, é que mais contratos foram negociados</p><p>(mais aceitação) e, portanto, a migração ocorreu. Porém, que leitura</p><p>seria possível se isso gerasse uma inversão completa do</p><p>movimento? Mais uma vez, objetivamente, o que vemos é que se a</p><p>sessão finalmente se fechar fora desses níveis, tal ação permanece</p><p>como uma rejeição, mesmo que essa migração tenha ocorrido.</p><p>É novamente evidente a importância do princípio de que</p><p>qualquer ação de preço deve ser confirmada ou rejeitada pela ação</p><p>subsequente. Neste caso, a primeira ação foi a migração do VPOC,</p><p>mas essa mudança de valor foi rejeitada pela reação subsequente,</p><p>que reverteu todo o movimento.</p><p>Caso nos lembremos, uma mudança na percepção de valor</p><p>ocorre quando as variáveis Preço, Tempo e Volume trabalham em</p><p>consonância. Neste caso temos o movimento de descoberta do</p><p>Preço, a geração do Volume, mas o consumo de Tempo que</p><p>confirmaria o Valor falha.</p><p>Protocolo para favorecer a continuação:</p><p>Para a continuação da operação intradiária, o protocolo de</p><p>ação é muito mais simples:</p><p>Migração do VPOC. Em geral, quando o mercado pretende</p><p>continuar na direção do movimento anterior, após a migração do</p><p>VPOC o preço começará o novo impulso com certa velocidade. A</p><p>urgência de continuar avançando nessa direção fará com que se</p><p>consuma relativamente pouco tempo antes de continuar nessa</p><p>direção.</p><p>Busca do gatilho. Assim, estamos prontos para entrar no</p><p>mercado. É simplesmente uma questão de esperar que nossa</p><p>configuração apareça para entrar.</p><p>No exemplo, vemos que na terceira migração do VPOC o</p><p>preço, em vez de continuar para cima, é invertido para baixo,</p><p>deixando essa ação de preço à esquerda como distributiva. Partindo</p><p>daí, as migrações posteriores fazem sentido como uma continuação,</p><p>pois são seguidas por impulsos de baixa com relativa rapidez.</p><p>Mesmo que este tipo de operação tenha sido apresentada de</p><p>forma intradiária, durante o desenvolvimento de uma sessão; podem</p><p>aparecer no gráfico em diferentes temporalidades e a ideia</p><p>subjacente permanecerá a mesma. É possível que se desenvolva ao</p><p>longo de uma sessão individual, que se forme em mais de uma</p><p>sessão, ou mesmo que se desenvolva como uma estrutura a longo</p><p>prazo. Independentemente de sua duração, a lógica subjacente é</p><p>exatamente a mesma.</p><p>5.7.5 Ajuste da gestão da posição</p><p>Os níveis a considerar dependerão do tipo de perfil utilizado</p><p>com base em seu estilo de trading, mas em geral a lógica será</p><p>exatamente a mesma para todos eles:</p><p>Entrada. Não importa se estamos em um contexto de</p><p>tendência ou intervalo, a identificação de níveis operacionais,</p><p>principalmente o VWAP, VPOC e áreas de alto e baixo valor (VAH e</p><p>VAL) será extremamente útil para aguardar o desenvolvimento de</p><p>nosso gatilho de entrada no mercado.</p><p>Stop Loss. Para o estabelecimento do stop loss, queremos</p><p>identificar áreas onde houve rejeição prévia; e estas são as áreas de</p><p>baixa negociação ou Low Volume Nodes. O preço gerou uma virada</p><p>sobre elas e esperamos que se comportem da mesma maneira no</p><p>futuro, portanto, é uma excelente área para colocar nosso stop de</p><p>proteção. Além dos LVN, quanto mais níveis operacionais tivermos a</p><p>favor, melhor.</p><p>Take Profit. Para o estabelecimento da obtenção de lucros,</p><p>vamos procurar áreas de alta negociação anterior. Como já</p><p>mencionamos, os nós de alto volume (HVN) produzem um certo</p><p>magnetismo no preço e, portanto, são áreas excelentes para a</p><p>localização de alvos.</p><p>5.8 PRINCÍPIOS OPERACIONAIS COM ÁREAS DE</p><p>VALOR</p><p>Independentemente do tipo de operador que você decidir ser e,</p><p>portanto, do tempo e das estruturas que usará, estes princípios são</p><p>universais com respeito às áreas de valor de um determinado perfil,</p><p>seja de uma vela, uma sessão, um movimento ou uma estrutura.</p><p>5.8.1 Princípio do intervalo</p><p>Quando o preço está dentro de uma área de valor, enquanto a</p><p>condição do mercado não mudar, provavelmente o mercado</p><p>continuará a gerar valor em torno do ponto central, então o preço</p><p>provavelmente será rejeitado quando atingir os extremos. Comprar</p><p>baixo e vender alto.</p><p>No gráfico a seguir vemos um exemplo real do princípio de</p><p>operar no intervalo. Pode ser qualquer ativo ou temporalidade; o que</p><p>temos que levar em conta é um perfil de referência a ser trabalhado.</p><p>Para uma abordagem intradiária, é recomendável fazer isso no perfil</p><p>da sessão anterior. Para abordagens de longo prazo, podem ser</p><p>úteis perfis semanais ou perfis tipo Composite que incluam mais</p><p>ação de preço.</p><p>Neste caso, o que é interessante é que o preço está dentro da</p><p>área de valor do dia anterior, sugerindo um equilíbrio no mercado.</p><p>Com esta ideia como base, e na condição de que o sentimento dos</p><p>participantes não mude, qualquer ideia operacional deve ser esperar</p><p>pela inversão nos extremos de sua área de valor, como mostra o</p><p>gráfico.</p><p>O objetivo mínimo desta inversão em extremos é um teste na</p><p>área de controle (VPOC), sendo o objetivo mais ambicioso um</p><p>movimento que atravessa completamente a área de valor e atinge o</p><p>extremo oposto.</p><p>Como sempre, as operações que nos proporcionarão mais</p><p>confiança serão aquelas cujo gatilho está localizado em confluência</p><p>em mais de um nível operacional. No exemplo da inversão no VAL</p><p>vemos que o preço também testa o VWAP semanal (linha verde) e</p><p>uma antiga área de controle (DevelopingVPOC).</p><p>5.8.2 Princípio da reversão</p><p>Se o preço tentar entrar em uma área de valor e for bem</p><p>sucedido, o mais provável é que ele visite o extremo oposto dessa</p><p>área de valor. O mercado rejeitou negociar a esses níveis de preços,</p><p>portanto, retorna à área de valor anterior. Adaptação da regra de</p><p>80% do Market Profile.</p><p>Neste gráfico podemos observar a abertura da última sessão</p><p>longe da área de valor do dia anterior no topo, indicando um</p><p>desequilíbrio para o lado positivo e, portanto, sugerindo inicialmente</p><p>um controle de compra. Este controle deve ser confirmado através</p><p>da aceitação do desequilíbrio e vemos como no momento da</p><p>verdade, em uma posição de potencial continuação de alta acima da</p><p>Value Area High, o preço falha e volta a entrar na área de valor</p><p>anterior.</p><p>É um exemplo muito esclarecedor para visualizar a importância</p><p>de ter em mente tanto cenários de compra quanto de venda a fim de</p><p>estarmos preparados e reagirmos a tempo quando o mercado assim</p><p>indicar. Primeiramente, neste caso, estaríamos procurando uma</p><p>continuação em alta acima da extremidade superior da área de valor;</p><p>mas percebendo seu fracasso e posterior reentrada, a leitura agora</p><p>é que esta descoberta de preço em alta não foi aceita e, portanto, a</p><p>probabilidade agora é que o preço visite a extremidade oposta da</p><p>área de valor.</p><p>Logo após a reentrada inicial, ocorre um teste interno no VAH</p><p>na confluência com o VWAP semanal (linha verde) para iniciar a</p><p>partir daí o movimento de baixa que percorre toda a área de valor.</p><p>Nesse ponto, o preço retorna a uma condição de equilíbrio total</p><p>evidenciada por este salto contínuo entre os extremos da Value</p><p>Area.</p><p>5.8.3 Princípio da continuidade</p><p>No caso de o preço tentar entrar em uma área de valor e não</p><p>conseguir sendo rejeitado no extremo do VA ou em outro lugar, muito</p><p>provavelmente iniciará um desequilíbrio em favor dessa direção.</p><p>Trata-se de uma operação de teste após uma ruptura. O</p><p>preço abandona uma área de valor e gera aceitação. Esta aceitação</p><p>coloca como a direção mais provável a direção a favor da ruptura</p><p>anterior.</p><p>É preciso ter em mente que o preço pode vir de fora dessa</p><p>área de valor ou de dentro. A lógica operacional seria exatamente a</p><p>mesma.</p><p>No seguinte exemplo, vemos em um gráfico real o</p><p>desenvolvimento deste princípio operacional de continuação em sua</p><p>variante na qual o preço vem de fora do perfil de trabalho.</p><p>A abertura acontece acima da Value Area High do perfil,</p><p>portanto a primeira interpretação que devemos fazer é que houve um</p><p>desequilíbrio no lado positivo no qual os compradores tiveram</p><p>capacidade suficiente para afastar o preço de seu último valor.</p><p>Partindo deste raciocínio básico em que o mercado parece</p><p>indicar que os compradores estão no controle, a primeira abordagem</p><p>de cenário seria esperar por algum tipo de teste antes de continuar</p><p>do número de transações que foram necessárias</p><p>para completar.</p><p>O aspecto negativo principal do uso deste tipo de gráfico é</p><p>que ele impossibilita o uso de técnicas de análise de volume.</p><p>1.3.3 Gráficos Range</p><p>Enquanto os dois tipos apresentados anteriormente se basearam sua</p><p>representação nos dados de volume, o gráfico tipo Range se baseia</p><p>em dados de preços.</p><p>Este tipo de gráfico representa a atividade do mercado do</p><p>ponto de vista do movimento do preço. Todas as suas barras serão</p><p>exibidas com o mesmo tamanho, independentemente do tempo que</p><p>levou para sua formação. Em ambientes de alta volatilidade</p><p>aparecerão mais barras e vice versa para ambientes de baixa</p><p>volatilidade.</p><p>Caso o gráfico seja configurado para o Range 15, novas</p><p>barras aparecerão quando o preço se movimentar 15 ticks em uma</p><p>direção ou outra.</p><p>1.4 ACUMULAÇÃO OU DISTRIBUIÇÃO COM FALHA</p><p>Quando a análise de todos os elementos que são observados no</p><p>gráfico sugerem que está sendo produzido o desequilíbrio em</p><p>direção a um lado, mas no momento da verdade o lado oposto</p><p>pressiona de forma mais agressiva, estaremos falando de falha de</p><p>continuidade ou de estrutura com falha.</p><p>Durante o desenvolvimento das estruturas, o controle do</p><p>mercado está em jogo e o mercado pode mudar de lado (em favor</p><p>de compradores ou vendedores) continuamente, de acordo com os</p><p>tipos de operadores e as avaliações que eles fazem do ativo.</p><p>Sabendo que até que visualizemos o efeito de uma causa não</p><p>podemos determinar o que ela é (acumulação ou distribuição), o</p><p>mais lógico seria evitar o uso deste termo de estrutura com falha,</p><p>uma vez que realmente uma acumulação com falha será sempre uma</p><p>estrutura de distribuição e vice-versa. Mas é um conceito muito</p><p>interessante que nos ajuda a entender uma importante dinâmica do</p><p>mercado, que não é outra coisa senão o conhecimento dos</p><p>diferentes tipos de operadores e como eles intervêm com base na</p><p>temporalidade.</p><p>Quando o preço faz um Spring potencial na parte baixa da</p><p>estrutura e de lá consegue chegar ao topo da estrutura novamente, é</p><p>óbvio que os compradores penetraram com certa agressividade na</p><p>parte baixa; mas não sabemos quando eles vão decidir fechar suas</p><p>posições. Pode ser que sejam simplesmente Traders de muito curto</p><p>prazo que aproveitam a visita a uma zona de liquidez (seja no</p><p>máximo da estrutura ou em uma zona intermediária) para encontrar a</p><p>contraparte com a qual fazer corresponder suas ordens e fechar</p><p>suas posições ali obtendo lucros. Este fechamento de posições de</p><p>compra causaria uma perda de impulso de alta e possivelmente uma</p><p>nova curva para baixo.</p><p>Ou pode ser que os operadores que compraram no Spring</p><p>tenham uma perspectiva de longo prazo e façam todo o possível</p><p>para permanecer no mercado e defender a posição, se necessário,</p><p>produzindo o desenvolvimento completo de toda a acumulação.</p><p>Além disso, também não sabemos se pode haver operadores</p><p>de longo prazo com maior capacidade de movimentar os mercados</p><p>pendentes de tal movimento de alta para tirar proveito dele e entrar</p><p>agressivamente em curto prazo.</p><p>Por outro lado, também deve ser lembrado que nem todos os</p><p>grandes operadores ganham de forma consistente e recorrente ao</p><p>longo do tempo. Às vezes, muitos deles são forçados a assumir</p><p>perdas e este contexto de estrutura com falha poderia ser um</p><p>exemplo perfeito. Conforme Al Brooks diz, com razão, em seus livros</p><p>sobre Price Action, nos mercados líquidos todo menor movimento de</p><p>preços é gerado porque um grande operador está comprando e</p><p>outro está vendendo. É uma batalha entre esses grandes capitais e,</p><p>portanto, haverá alguns deles que terão prejuízo em algumas de</p><p>suas operações.</p><p>A chave para determinar que estamos diante de uma estrutura</p><p>com falha é que ela tem absolutamente todos os traços a favor de</p><p>uma direção, mas no momento decisivo (no teste após o intervalo),</p><p>ela falha e gera um desequilíbrio a favor do lado oposto.</p><p>Para o exemplo da acumulação com falha, teríamos que ver</p><p>que todos os traços sugerem que o controle do mercado está com</p><p>os compradores, e que o preço tem que desenvolver um Spring</p><p>potencial, que a ruptura de alta é genuína do ponto de vista da ação</p><p>do preço e do volume; mas que finalmente na posição potencial</p><p>BUEC o preço não consegue continuar subindo, e um desequilíbrio é</p><p>provocado em favor dos vendedores deixando a estrutura como</p><p>distributiva.</p><p>Justamente o mesmo, mas ao contrário, precisaríamos</p><p>verificar para determinar uma distribuição deficiente: traços a favor</p><p>dos vendedores, desenvolvimento de potencial Upthrust, ruptura em</p><p>baixa genuína e que em posição de teste depois da ruptura, entra a</p><p>compra agressiva que rotaciona a estrutura como acumulação.</p><p>É importante ter consciência de que não conhecemos a</p><p>capacidade dos operadores de continuar controlando o mercado,</p><p>uma vez que a qualquer momento um operador com maior</p><p>capacidade pode surgir e provocar a rotação. O que inicialmente</p><p>parecia desequilibrado para um lado, finalmente com esta nova</p><p>aparição faz com que o desequilíbrio seja confirmado no lado oposto.</p><p>Logo, temos que avaliar estas duas importantes casuísticas:</p><p>Não sabemos a intenção dos operadores que estão</p><p>apoiando o movimento atual. Caso sejam operadores de</p><p>curto prazo que fecharão posições na próxima faixa de</p><p>liquidez ou se têm uma perspectiva de longo prazo e vão</p><p>continuar até que a estrutura esteja totalmente desenvolvida.</p><p>Não sabemos se os operadores com maior capacidade</p><p>podem intervir. Na hora da verdade, no teste após a</p><p>ruptura que confirmaria a orientação da estrutura,</p><p>operadores agressivos podem surgir com uma maior</p><p>capacidade de mover o mercado, impulsionando na direção</p><p>oposta, pois eles podem ter uma visão diferente a longo</p><p>prazo.</p><p>Obviamente, encontramos esta dificuldade o tempo todo,</p><p>portanto nossa vantagem é operar a favor do último desequilíbrio e</p><p>para isso é vital identificar o evento dominante: o Shakeout.</p><p>O Shakeout, como já discutimos, é a ação mais decisiva no</p><p>funcionamento do mercado. Tem uma lógica tão poderosa que nos</p><p>leva a sempre nos colocarmos a favor dela. Então, se o resto dos</p><p>traços acompanharem, estaremos sempre favorecendo operar na</p><p>direção do último shakeout; ou seja, muito depois de ver o Spring</p><p>potencial; e pouco depois de ver uma Upthrust.</p><p>Alguns podem concluir que esperar por preços extremos e</p><p>operar apenas situações potenciais de Upthrust/Spring é a maneira</p><p>mais conveniente de simplificar toda a análise; e não é totalmente</p><p>desajustada. Essa é a beleza da metodologia Wyckoff, que ao</p><p>oferecer uma maneira de entender o mais objetivamente possível</p><p>como o mercado se move, cada operador pode usar seus princípios</p><p>para desenvolver suas próprias estratégias.</p><p>Em minha opinião, os traços que demonstram o</p><p>desenvolvimento das estruturas desde seu início são significativos e</p><p>nos ajudam a estabelecer cenários com uma probabilidade maior.</p><p>Por exemplo, se eu observar certas características distributivas em</p><p>uma estrutura e ela estiver subsequentemente em uma posição de</p><p>potencial ruptura em baixa e potencial Spring, a análise do contexto</p><p>me levará a favorecer a ruptura em baixa; enquanto o operador que</p><p>só opera os Shakeouts nos extremos sem avaliar nada mais fará o</p><p>contrário. E geralmente o mercado se desenvolverá (neste exemplo)</p><p>em favor da continuação distributiva, pois o desequilíbrio é latente e</p><p>tem sido evidente durante o desenvolvimento do Range.</p><p>1.5 FALHA ESTRUTURAL</p><p>Este é um conceito muito simples que pode nos ajudar no momento</p><p>de avaliar a dinâmica dos movimentos.</p><p>Esta falha pode ser encontrada em todos os tipos de</p><p>estruturas; tanto em estruturas com declives altos ou baixos como</p><p>em estruturas horizontais, convergentes ou divergentes.</p><p>O primeiro passo é identificar a lógica estrutural que o preço</p><p>decide seguir. Isto será determinado pelos toques bem sucedidos</p><p>que respeitam uma estrutura formada por duas zonas de oferta e</p><p>demanda. Esta é a chave inicial: identificar a estrutura que o preço</p><p>validou. Quanto mais toques ela tiver, mais confiança nos dará essa</p><p>estrutura.</p><p>Neste momento, e seguindo o princípio de favorecer a</p><p>continuidade do que o preço</p><p>com o desenvolvimento a favor do desequilíbrio, neste caso, para o</p><p>lado positivo.</p><p>O preço abre o dia e desenvolve certa lateralização para</p><p>depois ir atrás da área VAH onde gera a curva de alta que poderia</p><p>nos oferecer uma oportunidade de compra.</p><p>Os operadores Wyckoff mais astutos poderão até mesmo</p><p>identificar um padrão reacumulativo desde o início da sessão,</p><p>atuando esse teste como um potencial Spring de tal estrutura. É um</p><p>bom exemplo para visualizar a importância do contexto: nas áreas</p><p>operacionais de compra, queremos ver acumulações potenciais,</p><p>como acontece aqui.</p><p>5.8.4 Princípio da reversão com falha</p><p>Se o preço tentar entrar numa área de valor e conseguir, mas</p><p>for fortemente rejeitado no VPOC do intervalo, a operação de</p><p>reversão seria cancelada até que se veja uma nova ação de preço.</p><p>Se conseguir recuperar o extremo da área de valor, a</p><p>continuidade de operação seria ativada; enquanto se romper o</p><p>VPOC efetivamente, o cenário de reversão continuaria ativo com o</p><p>objetivo de testar o extremo oposto da área de valor.</p><p>Assim, a sessão se abre abaixo da área de valor anterior, de</p><p>modo que o primeiro raciocínio seria que o mercado está em</p><p>desequilíbrio e potencial controle em baixa que precisaria ser</p><p>confirmado.</p><p>Na primeira área sobre a qual esperar por tal confirmação de</p><p>controle do vendedor (Value Area Low), o preço cancela o cenário e</p><p>volta a entrar na área de valor, ativando a operacionalidade de</p><p>reversão. Conforme observaremos mais adiante, qualquer operação</p><p>deveria ser gerenciada ao atingir o primeiro nível operacional</p><p>relevante; e, neste caso, uma compra potencial no VAL deveria</p><p>necessariamente ser gerenciada no VPOC da sessão anterior.</p><p>Após atingir tal nível, aparecem os vendedores,</p><p>desequilibrando novamente o mercado e provocando o</p><p>desenvolvimento de um forte movimento de baixa. Esta reação</p><p>agressiva afasta novamente o preço da área de valor, mudando</p><p>novamente o sentimento do mercado e desencadeando, neste ponto,</p><p>a variante operacional em reversão com falha e continuidade em</p><p>baixa.</p><p>Agora, desenvolve um teste bem sucedido sobre a Value Area</p><p>Low para iniciar a partir daí o movimento de baixa com possíveis</p><p>objetivos no VWAP semanal e em um nakedVPOC mais baixo.</p><p>5.8.5 Quadro resumido de princípios operacionais</p><p>com áreas de valor</p><p>PARTE 6. ORDER FLOW</p><p>Quando conhecemos em profundidade a subjetividade envolvida na</p><p>análise do fluxo de ordens, chegamos ao momento de prosseguir o</p><p>raciocínio para ver se seu uso é realmente útil.</p><p>De um modo geral, o único momento em que seria útil colocar</p><p>a lupa sobre o gráfico e olhar no interior das velas para analisar o</p><p>fluxo de ordens seria quando o preço atingisse as áreas de</p><p>negociação onde estamos procurando os desequilíbrios que</p><p>esperamos para entrar no mercado (tudo depende do contexto).</p><p>Considerando que a correspondência de ordens tem intenções</p><p>diferentes, o que procuramos nestes desequilíbrios é a entrada de</p><p>grandes operadores com a intenção de assumir riscos, especular,</p><p>abrir posições em favor de uma direção ou de outra. Jamais</p><p>saberemos ao certo se estamos realmente observando ordens</p><p>direcionais e é por isso que devemos limitar o uso desta ferramenta</p><p>apenas às áreas operacionais chave.</p><p>Assim, como já vimos, a análise do contexto pode ser feita de</p><p>diferentes maneiras, com base no protocolo de representação.</p><p>Considero particularmente mais visual olhar para o gráfico usando</p><p>uma configuração conhecida como Volume Ladder. Este tipo de</p><p>análise permite que você visualize o número de contratos executados</p><p>nas diferentes colunas (BID x ASK) ao mesmo tempo em que exibe o</p><p>volume operado em cada nível de preço dentro da vela na forma de</p><p>um histograma.</p><p>6.1 LEITURA DO CONTEXTO</p><p>O primeiro ponto a ser esclarecido é que a leitura do fluxo de ordens</p><p>é feita na diagonal e não na horizontal. Isto se deve à própria</p><p>natureza do mercado no qual os participantes podem operar de</p><p>diferentes maneiras.</p><p>Os compradores podem participar de forma passiva</p><p>colocando suas ofertas no BID ou atacando de forma ativa o ASK.</p><p>Os vendedores podem participar, colocando suas ofertas no ASK ou</p><p>atacando o BID com ordens a mercado.</p><p>Dessa forma, os participantes têm dois preços para operar: o</p><p>BID e o ASK. Não existe um preço único pelo qual todos os</p><p>participantes possam negociar ao mesmo tempo. Se assim fosse,</p><p>faria mais sentido analisar horizontalmente em vez de diagonalmente.</p><p>Por isso, para avaliar a solidez ou fraqueza entre os</p><p>participantes do mercado em um determinado nível de preço,</p><p>sempre comparamos as ordens executadas diagonalmente para</p><p>cima: um nível do BID com um nível superior na coluna ASK.</p><p>6.2 DESEQUILÍBRIOS</p><p>Grande parte das ações chave que você tenta identificar na análise</p><p>do fluxo de ordem estão relacionadas a desequilíbrios. Este</p><p>comportamento consiste em uma alta negociação (elevado número</p><p>de contratos negociados) em uma das colunas e, ao mesmo tempo,</p><p>baixa negociação na coluna oposta (diagonalmente).</p><p>É necessário levar em conta que este desequilíbrio deve</p><p>obedecer a certos parâmetros mínimos para ser determinado como</p><p>tal. O fato de simplesmente parecer um volume maior do que a</p><p>coluna oposta não é suficiente, é necessário que haja uma diferença</p><p>desproporcional no volume. E esta diferença poderá ser</p><p>parametrizada configurando a plataforma para mostrar tais</p><p>desequilíbrios quando houver uma disparidade de 200%, 300% ou</p><p>400% entre os níveis a serem comparados. Isto significa que em</p><p>uma coluna já foi negociado 2, 3 ou 4 vezes mais em comparação</p><p>com a coluna oposta.</p><p>Muitos operadores também acrescentam um número mínimo</p><p>de contratos para avaliar o desequilíbrio. Se você tem um profundo</p><p>conhecimento do mercado em que está trabalhando este filtro o</p><p>ajudará a melhorar ainda mais a identificação de tais desequilíbrios.</p><p>O fato de utilizar essas rotações em porcentagem permite que</p><p>a análise se adapte melhor às condições do mercado e agrega uma</p><p>certa confiança, pois são valores objetivos.</p><p>Neste gráfico demonstrativo vemos desequilíbrios em favor do</p><p>BID com uma diferença de 400%; em outras palavras, 4 vezes mais</p><p>contratos foram negociados no BID do que no ASK em relação ao</p><p>nível diagonal oposto.</p><p>A análise para detectar possíveis desequilíbrios é feita por</p><p>natureza em termos comparativos, por duas razões:</p><p>Porque leva em conta o nível da coluna oposta para</p><p>determinar que realmente existe um desequilíbrio.</p><p>Porque vai depender do volume negociado naquela vela em</p><p>particular. Se tal ação tivesse ocorrido em outro momento</p><p>(onde geralmente um volume maior teria sido negociado),</p><p>poderia não ter sido considerado como um desequilíbrio</p><p>desse tipo.</p><p>6.3 PADRÃO DE GIRO</p><p>A análise do fluxo de ordens envolve muitos conceitos. Na tentativa</p><p>de simplificar e tentar objetivar sua leitura, e como só vamos</p><p>proceder a sua análise em situações operacionais potenciais,</p><p>procuraremos os eventos que sugerem um giro efetivo do mercado:</p><p>absorção potencial e iniciativa.</p><p>A�������</p><p>Trata-se de um bloqueio através de ordens limitadas. Existem</p><p>grandes operadores que não querem que o preço se mova mais</p><p>nessa direção e entram inicialmente com ordens passivas para</p><p>provocar a parada do movimento.</p><p>O interessante é ver que após esta alta negociação, o preço</p><p>tem pouco ou nenhum movimento nessa direção. Por vezes, estes</p><p>processos levam mais tempo e os grandes operadores serão</p><p>forçados a tomar tais medidas repetidamente em uma faixa de</p><p>preços, visualizando a possível absorção em mais de uma área.</p><p>No momento de determinar uma possível absorção, queremos</p><p>inicialmente ver que ela aparece em um volume relativamente alto.</p><p>Assim, este fato minimizará a possibilidade de estarmos no momento</p><p>errado no mercado, onde nenhuma ação desse tipo está realmente</p><p>ocorrendo.</p><p>Por outro lado, embora a cor da vela seja indiferente, seu</p><p>preço de fechamento deve ser contra o desequilíbrio. Para</p><p>considerar tal comportamento como potencial absorção de compra,</p><p>queremos ver os desequilíbrios permanecerem acima do preço de</p><p>fechamento; e abaixo do preço de fechamento para o exemplo de</p><p>potencial absorção de</p><p>venda. Trata-se da maior demonstração de</p><p>bloqueio e negação em avançar ainda mais nessa direção.</p><p>Assim como em qualquer outra ação de mercado, é</p><p>confirmada ou rejeitada pela reação subsequente. Ao observarmos</p><p>um grande volume, uma potencial absorção e a incapacidade do</p><p>preço de continuar avançando nessa direção, aumentam as chances</p><p>de que realmente estamos diante de uma absorção.</p><p>Muito embora tais absorções possam aparecer deixando</p><p>pavios, não é uma característica necessária, já que também podem</p><p>aparecer em velas que se fecham na mesma extremidade. A chave</p><p>aqui é ver se o preço não continua posteriormente nessa direção.</p><p>I���������</p><p>Como já mencionamos, a execução de ordens passivas por si só não</p><p>tem a capacidade de mover o preço, requer agressividade.</p><p>Se a análise estiver correta e estivermos no lugar certo,</p><p>depois de ver uma possível absorção, a aparição agora da iniciativa</p><p>será o sinal final para confirmar o giro do mercado que estávamos</p><p>procurando.</p><p>Esta iniciativa é representada como grandes negociações</p><p>executadas com ordens a mercado na coluna em que procuramos</p><p>entrar no mercado: Se quisermos comprar, procuraremos agressão</p><p>na coluna ASK e se quisermos vender, procuraremos agressão na</p><p>BID.</p><p>Mais uma vez, citamos o princípio de que toda ação deve ser</p><p>confirmada ou rejeitada pela reação posterior do mercado. Se virmos</p><p>uma possível iniciativa que seja seguida por um movimento de preços</p><p>subsequente e imediato nessa direção, estaremos em condições de</p><p>confirmar essa ação.</p><p>Esta iniciativa, este grande volume executado será muito fácil</p><p>de identificar quanto à dimensão, pois o desequilíbrio em relação ao</p><p>resto dos níveis do mesmo período será muito evidente. Alguns</p><p>autores usam este termo para se referir a vários desequilíbrios em</p><p>conjunto. Se bem que é verdade que quanto mais desequilíbrios</p><p>observarmos, mais solidez terá a abordagem, a configuração do</p><p>desequilíbrio influencia muito sua representação, já que não é o</p><p>mesmo configurar o software para mostrar desequilíbrios de 400%</p><p>do que 150% onde este último aparecerá com muito mais frequência.</p><p>Assim como acontece com a absorção, precisamos levar em</p><p>conta o volume operado naquela vela. Com o objetivo de acrescentar</p><p>confiança à leitura, queremos ver que o volume é relativamente alto.</p><p>Ao contrário da absorção, no caso da potencial iniciativa,</p><p>queremos ver que o preço de fechamento é favorável ao</p><p>desequilíbrio; ou seja, no caso de uma iniciativa de compra,</p><p>queremos ver os desequilíbrios na parte inferior da vela; e na parte</p><p>superior, no caso de uma iniciativa de venda. Este indício nos sugere</p><p>que existe uma harmonia entre essa ação e o posterior e imediato</p><p>movimento de preços.</p><p>Em essência, esta vela que denota iniciativa é a mesma que a</p><p>SOS/SOWbar que trabalhamos sob a metodologia Wyckoff, e deve,</p><p>portanto, cumprir com suas características comuns:</p><p>Volume relativamente alto.</p><p>Intervalo amplo.</p><p>Fechamento no extremo.</p><p>Por vezes, tal padrão de inversão de mercado pode ser</p><p>observado em uma ou duas velas (giro em V). Em outros momentos,</p><p>após visualizar uma possível absorção, o mercado precisará de mais</p><p>tempo antes do surgimento da iniciativa. No caso de o mercado</p><p>precisar consumir esse tempo antes do giro efetivo, o que queremos</p><p>verificar para acrescentar força à ideia de absorção é uma certa</p><p>lateralização do preço onde a incapacidade do mercado de continuar</p><p>na direção em que estava indo, é um sinal muito evidente às vezes</p><p>da ação de absorção.</p><p>Outro detalhe interessante que acrescentaria força ao padrão</p><p>de giro é se o mercado deixar um leilão acabado ao extremo. Isso</p><p>sinalizaria a recusa dos operadores em continuar negociando nessa</p><p>direção e tal falta de interesse facilitaria o giro na direção oposta. Se</p><p>não formos capazes de identificar o leilão acabado através da</p><p>análise da área, podemos recorrer ao Volume Profile, como já vimos.</p><p>6.3.1 Padrão de giro em baixa: Absorção de</p><p>compras e iniciativa de vendas</p><p>Se no momento estamos esperando o desenvolvimento de um gatilho</p><p>em baixa, vamos olhar para a esquerda do gráfico a fim de identificar</p><p>quaisquer vestígios que possam sugerir uma possível absorção</p><p>agressiva da compra.</p><p>Conforme já vimos com o cruzamento de ordens, as compras</p><p>agressivas são cruzadas com vendas limitadas e esta interação</p><p>aparece na coluna ASK. Portanto, o que queremos ver como um</p><p>sinal de possível absorção de compra são grandes negociações na</p><p>coluna ASK sobre a área de negociação ou nas proximidades</p><p>imediatas.</p><p>No entanto, qualquer localização destas grandes negociações</p><p>não seria suficiente, o ideal seria vê-las na parte de cima das velas</p><p>porque, caso os grandes operadores desejem entrar com vendas</p><p>limitadas, estarão a um nível de preço alto (comprar baixo e vender</p><p>alto).</p><p>Esta possível absorção, por si só, não é suficiente para entrar</p><p>no mercado. Precisamos ver a agressividade que sugere intenção de</p><p>venda, e identificamos isto com a aparição de grandes negociações</p><p>na coluna do BID. Tal traço do BID é objetivamente a execução de</p><p>ordens de venda agressivas (Sell Market) e dado o contexto em que</p><p>nos encontramos, poderíamos interpretar que a origem e</p><p>intencionalidade dessas ordens é entrar direcionadamente no</p><p>mercado adicionando pressão de venda.</p><p>A localização ideal onde queremos que essas grandes</p><p>negociações apareçam é na parte superior da área. Se, além disso,</p><p>virmos um movimento de preços subsequente para o lado negativo,</p><p>estaremos olhando para mais uma impressão que sugere uma</p><p>entrada agressiva por parte dos vendedores, visualmente e por</p><p>metodologia, aparecerá no gráfico como uma Sign of Weakness bar</p><p>(SOWbar).</p><p>Neste exemplo, vemos como aparece tal padrão de absorção</p><p>potencial de compras e iniciativa de venda que aparece durante o</p><p>desenvolvimento de duas velas contíguas. Seria a representação</p><p>teórica exata do que estamos procurando: uma aproximação à zona</p><p>de operação com um movimento que denota falta de interesse, uma</p><p>ação quase climática onde ocorrem desequilíbrios no ASK na parte</p><p>alta da vela, seguida por uma vela com desequilíbrio no BID também</p><p>em sua parte alta que atinge algum deslocamento para baixo e se</p><p>fecha na parte baixa da vela (SOWbar). Também observamos uma</p><p>importante rotação no Delta passando de +197 para -171, sugerindo</p><p>uma mudança de controle em favor dos vendedores, confirmada pela</p><p>reação de baixa posterior.</p><p>6.3.2 Padrão de giro em alta: Absorção de vendas e</p><p>iniciativa de compras</p><p>Num contexto de espera pelo desenvolvimento do gatilho em alta,</p><p>estaremos procurando em primeira instância por vestígios que</p><p>sugiram a absorção das vendas. Ao contrário do que foi dito acima,</p><p>esta absorção deverá aparecer como forte atividade na coluna do</p><p>BID. A absorção é um simples bloqueio onde, neste caso, o preço</p><p>não pode cair. Todas as ordens de venda que atacam o BID são</p><p>combinadas com ordens de limite de compra, impossibilitando a</p><p>redução do preço. Esta é uma impressão de acumulação profissional</p><p>muito importante.</p><p>Com relação à localização dessas grandes negociações,</p><p>queremos vê-las na parte inferior da área como um verdadeiro</p><p>reflexo do bloqueio. Se virmos esses volumes enormes no topo, não</p><p>faria muito sentido pensar na possível absorção das vendas.</p><p>Em seguida, o que queremos ver é iniciativa de compra:</p><p>agressão ao ASK que sugere a intenção de entrar no mercado de</p><p>forma direcionada, empurrando o preço para cima. Queremos ver</p><p>estes desequilíbrios permanecerem abaixo do preço de fechamento</p><p>da vela, o que sugerirá que esta agressão teve alguma continuidade</p><p>para o lado positivo.</p><p>Em essência, uma SOSbar é exatamente isso, agressão por</p><p>parte de grandes operadores que conseguem um grande movimento</p><p>de preços. A diferença é que através da análise de velas, vemos a</p><p>representação final e não o cruzamento de ordens que ocorre dentro</p><p>dela.</p><p>Aqui podemos observar um gráfico teórico genuíno de um giro</p><p>em alta. Se analisarmos, antes do giro já podemos ver uma</p><p>absorção potencial na vela que marca um Delta -536. É um exemplo</p><p>muito bom para destacar a importância do Delta. Depois deste -536</p><p>segue-se uma vela em alta, isso é um</p><p>primeiro indício de que</p><p>possivelmente estamos diante de uma absorção, pois se o que foi</p><p>executado ali fossem realmente vendas agressivas, o preço teria</p><p>continuado a cair. Em vez disso, o preço reage subindo; mas esta</p><p>vela em alta não tem muito compromisso, pois por um lado não deixa</p><p>nenhum desequilíbrio para apoiar seu movimento, e por outro lado o</p><p>delta não é muito significativo em relação ao que vimos</p><p>anteriormente. O mais provável é que o mercado ainda não esteja</p><p>pronto para subir.</p><p>A partir daí, desenvolve o giro efetivo em um padrão de duas</p><p>velas. Novas absorções podem ser vistas nessa grande primeira vela</p><p>de baixa que é acompanhada por um delta de -312 para depois</p><p>aparecer uma vela de iniciativa em alta com desequilíbrios no ASK,</p><p>um volume relativamente alto e um delta de +607 evidenciando agora</p><p>uma clara rotação em favor dos compradores.</p><p>6.4 PADRÃO DE CONTINUIDADE</p><p>Os padrões de continuidade servem principalmente para confirmar a</p><p>direcionalidade originada no giro anterior, além de nos permitir</p><p>identificar pontos onde buscar a incorporação quando um movimento</p><p>de tendência está em andamento.</p><p>Este padrão é composto por duas ações: a criação do</p><p>controle e seu posterior teste.</p><p>C�������</p><p>Este padrão é o sinal mais claro de interesse em favor de uma</p><p>direção. A visualização é feita através de desequilíbrios. É</p><p>essencialmente o mesmo que a iniciativa com a única diferença de</p><p>que ela ocorre uma vez iniciado o movimento.</p><p>Mesmo que pudéssemos determinar um controle com um</p><p>único desequilíbrio, o melhor é esperar pelo aparecimento de pelo</p><p>menos dois desequilíbrios. A lógica é que quanto mais desequilíbrios</p><p>os operadores forem capazes de gerar, mais solidez terá a área.</p><p>Novamente, deve-se levar em conta que, dependendo de quão</p><p>exigente é a parametrização do software, ele mostrará mais ou</p><p>menos desequilíbrios. É por isso que não devemos ficar presos em</p><p>definições teóricas que não são inteiramente objetivas. O fato de</p><p>haver apenas um desequilíbrio em vez de dois ou três juntos não</p><p>significa que este evento não possa ser tratado como um controle.</p><p>Isso ocorre porque a ação de controle não se trata apenas de</p><p>desequilíbrios; deve-se atender a outras características, tais como</p><p>intervalo da vela, nível de fechamento da vela e volume operado.</p><p>Assim, identificamos um controle em alta quando vemos</p><p>desequilíbrios na coluna ASK de uma vela com bom volume que</p><p>consegue fechar no terço superior do intervalo total. De preferência,</p><p>quanto mais abaixo do intervalo da vela os desequilíbrios são, mais</p><p>forte é a ação.</p><p>Da mesma forma, identificamos um controle em baixa sobre</p><p>os desequilíbrios (quanto mais alto o intervalo da vela, melhor) na</p><p>coluna do BID sobre uma vela em baixa com alto volume que se</p><p>fecha no terço inferior de seu intervalo.</p><p>Se ainda não tivemos a possibilidade de entrar no padrão de</p><p>giro depois de ver a absorção e a iniciativa, a criação dos controles</p><p>nos oferecerá uma nova possibilidade para nos juntarmos, desde que</p><p>ainda haja uma distância considerável do nível em que</p><p>estabeleceremos a meta.</p><p>Os participantes que geram o padrão têm tido a capacidade</p><p>de superar agressivamente os operadores na coluna oposta em</p><p>termos do número de contratos negociados. Esta ação é muito</p><p>relevante pois não é um desequilíbrio simples e isolado, mas</p><p>possuem ímpeto suficiente para criar três desequilíbrios consecutivos</p><p>em diferentes níveis de preço.</p><p>Após vermos um padrão de giro, se observarmos esse tipo de</p><p>impressão, isso nos oferecerá maior confiança de que estamos</p><p>posicionados a favor da maioria do dinheiro profissional.</p><p>T���� �� ��������</p><p>Trata-se de um movimento que vai testar uma área anterior onde</p><p>operadores agressivos (controles) entraram potencialmente.</p><p>Os controles identificam de forma natural uma forte área onde</p><p>se supõe que os operadores que causaram o desequilíbrio anterior</p><p>irão reaparecer caso o mercado revisite a área.</p><p>É essa a lógica subjacente por trás dessa ação em particular.</p><p>Vamos favorecer o fato de que esses operadores defenderão sua</p><p>posição não deixando que o preço se mova contra eles, nos</p><p>oferecendo assim uma boa oportunidade.</p><p>Portanto, o que vamos procurar é o desenvolvimento de um</p><p>novo padrão de giro sobre a área. Uma área que englobará os níveis</p><p>de preços identificados no controle. Neste contexto, é possível que a</p><p>ação de absorção não seja tão notável, uma vez que o grande</p><p>esforço já foi feito anteriormente. O que deveria ser evidente é uma</p><p>nova demonstração de iniciativa que sugere a entrada agressiva de</p><p>tais operadores defendendo sua posição. Este deveria ser o sinal</p><p>definitivo para entrar no mercado.</p><p>Em algumas ocasiões, tal teste se desenvolverá muito</p><p>rapidamente na próxima vela em desenvolvimento. Isto</p><p>provavelmente será visto como uma manobra que denota uma falta</p><p>de interesse em negociar naquela área, deixando depois uma</p><p>reversão total da vela. Em outros momentos, ocorrerá uma pequena</p><p>extensão nesta área, onde o preço parece temporariamente rompê-</p><p>lo, mas eventualmente se inverte, deixando uma rejeição. E haverá o</p><p>momento ocasional em que o teste o deixará praticamente parado. A</p><p>chave aqui é ter a mente aberta e ser flexível no que diz respeito à</p><p>representação desse teste.</p><p>Cabe observar que a falta de interesse deve ser evidente</p><p>neste comportamento como em qualquer outra ação de teste</p><p>conhecida sob análise de preço e volume. Uma clara evidência desta</p><p>inatividade, como já sabemos, seria observável através de um</p><p>volume relativamente baixo.</p><p>Neste exemplo, o preço acaba de provocar um giro em alta e</p><p>está no meio do movimento. O controle em alta é criado nesta vela</p><p>ascendente de intervalo amplo, bom volume e delta positivo.</p><p>Identificamos o nível de desequilíbrio que também coincide com o</p><p>VPOC da vela e o ampliamos para a direita como área potencial de</p><p>busca de operações longas. O preço posteriormente retrocede</p><p>sobre este nível e gera um giro em duas velas com boa rotação no</p><p>delta. É interessante observar como a vela descendente atinge este</p><p>nível com uma diminuição no volume denotando rejeição e como a</p><p>vela ascendente gera posteriormente um grande volume deixando um</p><p>novo desequilíbrio no ASK. A partir daí, o preço continua seu</p><p>desenvolvimento em alta.</p><p>Neste outro exemplo, vemos como é gerado um controle em</p><p>baixa sobre uma vela com grande deslocamento e alto volume, com</p><p>um grande delta negativo sugerindo uma forte entrada agressiva por</p><p>parte dos vendedores.</p><p>Se analisarmos, o desequilíbrio no BID é gerado junto com</p><p>outros níveis que tiveram uma alta negociação para que possamos</p><p>assumir essa área como um High Volume Node; e este será o que</p><p>projetaremos no futuro para buscar a continuação em baixa sobre</p><p>ele.</p><p>Neste caso, o gráfico é de 15 minutos, portanto, se quisermos</p><p>aprimorar a entrada, podemos baixar a temporalidade para 5</p><p>minutos para procurar o padrão de giro em baixa: absorção de</p><p>compras e iniciativa de vendedores. Caso queiramos continuar</p><p>mantendo o marco temporal, esperaríamos o fechamento da vela</p><p>que testa este controle para avaliar se os vendedores entraram</p><p>novamente e se ativa nosso gatilho de entrada.</p><p>A chave, como discutido acima, antes que dois ou mais</p><p>desequilíbrios sejam gerados juntos para tratar tal ação como</p><p>controle, é que mesmo que seja apenas um, aparece em uma vela</p><p>com um um intervalo amplo, perto do volume extremo e relativamente</p><p>alto, pois estes são os traços que sugerem a entrada de grandes</p><p>operadores.</p><p>Para o padrão de continuidade, poderíamos também tratar</p><p>como o controle no qual procurar o teste daquele desequilíbrio inicial</p><p>que identificamos na iniciativa do padrão de giro. O mais provável é</p><p>que cumpra todas as características que procuramos, portanto, seria</p><p>a primeira zona a ser projetada para buscar a incorporação.</p><p>6.5 FRACTALIDADE</p><p>Mesmo que basicamente a leitura deste tipo de padrão seja</p><p>orientada para o intradiário, esta lógica pode ser extrapolada da</p><p>mesma forma para marcos temporais superiores.</p><p>No padrão de giro observável no Order Flow, a absorção e a</p><p>iniciativa nada mais é do que uma representação em escala</p><p>minúscula do que em outra</p><p>temporalidade seria um esquema</p><p>acumulativo ou distributivo. Poderíamos observar o mesmo padrão</p><p>de giro em uma perspectiva um pouco maior (durante o</p><p>desenvolvimento de uma ou várias sessões) e seria visualizado na</p><p>forma de P e b, onde o sinal nada mais é do que um processo de</p><p>absorção, sendo posteriormente representada a iniciativa como o</p><p>movimento de ruptura da área de valor.</p><p>Presumindo que em uma escala ainda maior teríamos as</p><p>estruturas a médio e longo prazo compostas de vários dias a</p><p>semanas. Estas estruturas novamente representam exatamente o</p><p>mesmo comportamento, onde o processo de absorção seria o</p><p>intervalo de acumulação/distribuição, e a iniciativa seria o movimento</p><p>de tendência embora em maior escala.</p><p>A única diferença é o consumo de tempo que o mercado</p><p>precisa para completar tal processo de absorção. No exemplo a</p><p>seguir vemos como no gráfico da esquerda se desenvolve em um</p><p>padrão de três velas; no central o faz durante o desenvolvimento de</p><p>uma sessão; e no gráfico da direita precisa consumir vários dias para</p><p>realizar o processo deixando uma estrutura mais clara.</p><p>O mesmo acontece com os padrões de continuidade. Em</p><p>essência, um controle será parte de um movimento impulsivo</p><p>enquanto um teste a esse controle será parte de um movimento</p><p>corretivo. É a dinâmica natural dos movimentos de tendência:</p><p>impulsos e retrocessos.</p><p>Ao observá-lo em uma escala superior, este controle pode ser</p><p>identificado no VPOC se lançarmos um perfil sobre toda a seção</p><p>impulsiva. Este VPOC representaria a área de controle de todo o</p><p>movimento. É por isso que estes são níveis a serem levados em</p><p>consideração para buscar o fim de um possível retrocesso e o início</p><p>de um novo impulso.</p><p>E em uma escala de longo prazo, onde tentamos analisar o</p><p>contexto geral, atribuímos a função de controle nos nós de alto</p><p>volume (HVN), que representam estruturas de</p><p>acumulação/distribuição sobre outros marcos temporais.</p><p>Neste gráfico, vemos um exemplo deste conceito de</p><p>fractalidade com controles. Lançamos um perfil do último impulso e</p><p>identificamos o VPOC dessa parte. Este VPOC pode ser</p><p>considerado como a área de controle dos vendedores, portanto, uma</p><p>boa estratégia seria tentar incorporar em curto em um futuro teste da</p><p>área. A chave para entender o conceito é ter claro que, se esse</p><p>impulso em baixa fosse parte de uma única vela, o nível mais</p><p>operado dentro dela seria aquele VPOC. Também vemos como este</p><p>controle é gerado por um pequeno esquema de redistribuição que</p><p>provoca a criação do High Volume Node.</p><p>Trata-se da melhor explicação para compreender a</p><p>fractalidade do mercado. Como podemos ver, os comportamentos</p><p>são sempre os mesmos, independentemente da variável de tempo.</p><p>Uma das vantagens desta metodologia de trabalho é a seguinte.</p><p>Uma vez internalizada, podemos estar em condições de cobrir de</p><p>forma mais sólida a operação em diferentes temporalidades.</p><p>PARTE 7. WYCKOFF 2.0</p><p>Chegamos à parte final depois de termos apresentado o que, em</p><p>minha opinião, são os princípios mais sólidos para operar de forma</p><p>discricionária e técnica nos mercados financeiros. É o que eu chamei</p><p>de Wyckoff 2.0.</p><p>Se trata de reunir as principais ideias da metodologia Wyckoff;</p><p>os princípios da teoria do leilão e das ferramentas de Volume Profile</p><p>e Order Flow, a fim de propor os cenários mais robustos possíveis.</p><p>M���������� W������</p><p>É a base estrutural da abordagem operacional principalmente porque</p><p>se baseia em uma lógica subjacente real, porque nos fornece um</p><p>contexto para definir cenários e porque nos oferece diferentes</p><p>ferramentas analíticas com as quais podemos avaliar quem pode</p><p>estar no controle do mercado.</p><p>Falamos, portanto, de lógica subjacente devido ao marco</p><p>teórico por trás dela. São muitos os conceitos que Richard Wyckoff</p><p>tentou disseminar, mas sem dúvida os mais relevantes foram as três</p><p>leis fundamentais e os processos de acumulação e distribuição.</p><p>Dentre as três leis, se existe uma que se destaca como</p><p>padrão associado com a metodologia Wyckoff, é a Lei da Oferta e</p><p>Demanda. É o verdadeiro motor dos mercados financeiros, embora</p><p>tenham evoluído. Independentemente do tipo de participante,</p><p>intenção, avaliação ou qualquer coisa relacionada com o</p><p>posicionamento de uma ordem, no final trata-se de executar uma</p><p>transação, comprar e vender; e isto é universal.</p><p>Além disso, os processos de acumulação e distribuição, indo</p><p>de mãos dadas com a lei de causa e efeito, nos dão uma imagem</p><p>muito genuína de como o mercado se move. Sem dúvida, para</p><p>visualizar um efeito na forma de tendência de alta será necessário</p><p>primeiro desenvolver uma causa acumulativa; e que para que um</p><p>efeito de baixa ocorra será necessário primeiro desenvolver um</p><p>processo distributivo. Outra questão muito diferente é como tais</p><p>processos se desenvolverão.</p><p>Por outro lado, precisamos enfatizar a importância de ter um</p><p>contexto claro sobre no qual nos orientarmos. Esta é uma das</p><p>seções mais importantes da estratégia, pois nos permite suscitar</p><p>certos movimentos com base na forma como o preço está se</p><p>comportando até o momento presente.</p><p>Compreendemos que a interação entre oferta, demanda,</p><p>compradores e vendedores cria estruturas que, embora não na</p><p>forma, mas em substância, são constantemente repetidas. A</p><p>identificação genuína destas estruturas nos ajuda a reconhecer o</p><p>contexto em que nos encontramos para favorecer o desenvolvimento</p><p>para um lado ou para o outro. Neste momento, vale a pena destacar</p><p>o que entendemos por fractalidade e como estruturas menores se</p><p>encaixam em estruturas maiores.</p><p>Por último, a abordagem da metodologia Wyckoff nos fornece</p><p>uma série de ferramentas analíticas para avaliar quem está</p><p>assumindo o controle do mercado durante o desenvolvimento das</p><p>estruturas.</p><p>A maioria das ações do mercado nos fornece informações</p><p>sobre o compromisso dos compradores e vendedores em ganhar o</p><p>controle do mercado. O fato de desenvolver um movimento de uma</p><p>maneira específica ou o simples fato de não conseguir desenvolver</p><p>um certo movimento nos deixa pistas muito sutis com as quais</p><p>podemos avaliar a solidez ou debilidade fundamental.</p><p>Por último, as análises sob a Lei de Esforço e Resultado são</p><p>muito úteis a fim de determinar a harmonia ou divergência nos</p><p>movimentos. No final, é uma questão de tornar a análise o mais</p><p>objetiva possível e acrescentar vestígios em favor de um lado ou do</p><p>outro para determinar quem tem mais probabilidade de estar no</p><p>controle.</p><p>T����� �� L�����</p><p>Apesar de Richard Wyckoff não ter utilizado estes conceitos em seus</p><p>estudos, o equilíbrio e o desequilíbrio ainda são os raciocínios por</p><p>trás dos movimentos laterais e de tendência.</p><p>Um intervalo de acumulação e distribuição, termos que</p><p>Wyckoff utilizou, são exatamente áreas de equilíbrio onde</p><p>compradores e vendedores intercambiam seus contratos como um</p><p>sinal de eficiência do mercado, um termo utilizado pela teoria do</p><p>leilão. O mesmo se aplica aos movimentos de tendência para cima e</p><p>para baixo, que em essência representam ineficiência e desequilíbrio.</p><p>Em última análise, a lógica subjacente dos princípios da</p><p>metodologia Wyckoff se baseia exatamente nisso, na teoria do leilão,</p><p>a aceitação e rejeição de certas áreas; e é isso que estou tentando</p><p>transmitir a todos que se referem a essa abordagem como um</p><p>método ultrapassado e totalmente inoperante para os mercados de</p><p>hoje.</p><p>Além do mais, incorporamos o princípio de que o mercado, a</p><p>fim de facilitar a negociação entre seus participantes, sempre</p><p>procurará deslocar-se para antigas áreas de alta atividade onde</p><p>tanto compradores quanto vendedores intercambiaram um grande</p><p>número de contratos. Este princípio é tremendamente útil para uma</p><p>análise mais precisa e para a localização de áreas lógicas de</p><p>obtenção de lucro.</p><p>V����� P������</p><p>O Volume Profile é uma ferramenta que identifica de forma objetiva</p><p>as áreas de negociação e os níveis operacionais mais</p><p>importantes, baseados no volume.</p><p>Para os operadores Wyckoff a análise dos perfis nos ajuda a</p><p>melhorar a identificação das estruturas principalmente para</p><p>aqueles casos em que se desenvolvem de forma mais imprecisa,</p><p>onde os eventos</p><p>não são tão facilmente identificáveis.</p><p>Outro uso interessante que nos oferece é a determinação do</p><p>viés do mercado mediante a análise das zonas de negociação e dos</p><p>níveis operacionais; além da análise da saúde das tendências</p><p>mediante uma avaliação contínua da evolução das áreas de valor.</p><p>Para os operadores que não consideram a abordagem da</p><p>metodologia Wyckoff, os perfis de volume também fornecem um</p><p>contexto para a definição de cenários baseados nos princípios</p><p>operacionais com as áreas de valor. Apesar de ser verdade que</p><p>levar em conta todas as ferramentas analíticas oferecidas pela</p><p>metodologia Wyckoff pode nos ajudar quando se trata de favorecer a</p><p>operação de um lado ou do outro, estes princípios operacionais por</p><p>Volume Profile também servem como um mapa com o qual se pode</p><p>esperar movimentos de preços específicos.</p><p>Por último, também pode ser tremendamente útil ter em conta</p><p>ao calibrar a gestão de posições; tudo o que tem a ver com a</p><p>entrada de operações, a colocação do stop loss e o estabelecimento</p><p>de lucros.</p><p>O���� F���</p><p>Depois de estudarmos em profundidade todos os aspectos que têm</p><p>a ver com o cruzamento de ordens e de destacar os problemas de</p><p>sua análise isoladamente, estamos em condições de limitar seu uso</p><p>somente nas áreas chave de operação.</p><p>Devido à discrição envolvida, o uso de qualquer tipo de análise</p><p>do Order Flow sem nada mais em mente não parece ser a maneira</p><p>mais sólida de abordá-lo. Se for uma ferramenta subjetiva em si</p><p>mesma, não ter um roteiro claro pode fazer com que a operação se</p><p>transforme em lançar uma moeda ao ar.</p><p>É aqui que entra novamente a importância de ter um contexto</p><p>claro e um viés direcional estabelecido. Só quando estamos em uma</p><p>situação de entrada potencial é que é o momento de, colocar a lupa</p><p>e observar como o cruzamento de pedidos está ocorrendo para</p><p>validar nosso gatilho de entrada.</p><p>Tendo como base fundamental os desequilíbrios, a análise</p><p>proposta envolveria principalmente a identificação dos dois principais</p><p>comportamentos nos giros do mercado: absorção e iniciativa.</p><p>Além disso, e se ainda não pudermos entrar em tal giro, ainda</p><p>temos a possibilidade de propor uma entrada com um padrão de</p><p>continuidade, através da identificação de mais controles de teste.</p><p>E������ ���������</p><p>Baseando-se na percepção de valor que temos estudado com a</p><p>teoria do leilão, o contexto e as ferramentas analíticas oferecidas</p><p>pela metodologia Wyckoff, assim como a análise dos níveis e áreas</p><p>de negociação identificadas pelo Volume Profile, vamos propor</p><p>diferentes estratégias operacionais.</p><p>Com o objetivo de facilitar a compreensão desta seção, é</p><p>apresentado a seguir um esquema resumido de todo o processo:</p><p>1. Análise do contexto para o viés da direcionalidade</p><p>A. Intervalo</p><p>ii. Nos extremos</p><p>iii. No interior</p><p>B. Tendência</p><p>i) Interagindo com a área de valor</p><p>ii) Fora da área de valor</p><p>2. Identificação de áreas e níveis operacionais dependendo</p><p>do tipo de estratégia</p><p>A. Áreas operacionais de estruturas sob a metodologia</p><p>Wyckoff</p><p>B. Áreas de negociação: HVN e LVN</p><p>C. Níveis operacionais: VAH, VAL, VPOC e VWAP</p><p>3. Planejamento de cenários com base na localização atual</p><p>do preço</p><p>A. Protocolo de validação contínua</p><p>B. Cenário alternativo</p><p>4. Gerenciamento de posições</p><p>A. Entrada</p><p>B. Stop Loss</p><p>C. Take Profit</p><p>7.1 ANÁLISE DO CONTEXTO</p><p>O primeiro passo a ser dado ao analisar qualquer gráfico é</p><p>determinar o contexto em que o preço está: intervalo ou tendência.</p><p>Vamos ver um breve resumo das possibilidades operacionais,</p><p>dependendo do contexto:</p><p>Neste gráfico, temos um esquema de acumulação ideal.</p><p>Constatamos como o contexto operativo oferecido pela metodologia</p><p>Wyckoff coincide com os princípios operativos por Volume Profile.</p><p>Dentro das três primeiras oportunidades operacionais nos</p><p>extremos (1) do contexto do intervalo, encaixaria com o princípio de</p><p>operar no intervalo por Volume Profile.</p><p>Depois do Spring, o preço recupera a área de valor e vemos</p><p>novamente a confluência de ambos os princípios: através da</p><p>metodologia Wyckoff buscaríamos um teste para a parte alta da</p><p>estrutura enquanto que através do Volume Profile ativaríamos a</p><p>operação de reversão onde buscaríamos uma visita ao extremo</p><p>oposto da área de valor do perfil. Este movimento para o extremo</p><p>oposto, estaríamos em condições de aproveitá-lo em primeiro lugar</p><p>sobre o Spring e, em segundo lugar, se nos deixar uma oportunidade</p><p>operacional no interior (2), seja no teste potencial do Spring ou em</p><p>algum LPS superior.</p><p>Uma vez que o preço deixe o intervalo de equilíbrio estaríamos</p><p>em um contexto de tendência e nesta situação a primeira</p><p>oportunidade operacional se encontraria no teste após a ruptura (3)</p><p>onde pela metodologia Wyckoff buscaríamos a incorporação sobre o</p><p>Creek; e com base nos princípios operacionais do Volume Profile,</p><p>seria ativado o cenário de continuidade operacional, em cujo caso</p><p>operaríamos no extremo da área de valor, neste exemplo em alta</p><p>sobre a Value Area High.</p><p>Quando o preço já se encontra no meio do movimento de</p><p>tendência, teríamos que trabalhar com o contexto distante da área</p><p>de valor (4) onde esperaríamos algum tipo de recuo para procurar a</p><p>incorporação ao movimento atual.</p><p>7.1.1 Contexto do intervalo</p><p>Trata-se da construção da causa do movimento de tendência</p><p>posterior que será ou para cima ou para baixo.</p><p>Esta fase de rotação pode aparecer no decorrer de uma ou</p><p>várias sessões (mesmo semanas). No caso que contenha várias</p><p>sessões, é aconselhável traçar um perfil de volume em conjunto, a</p><p>fim de identificar as áreas operacionais globalmente.</p><p>1. Nos extremos do intervalo. Se observarmos a parada do</p><p>movimento de tendência anterior e certa lateralização</p><p>posterior, determinaremos que estamos em um contexto de</p><p>intervalo dentro de uma área de equilíbrio e a operação</p><p>aqui seria baseada na busca de reversões nos extremos da</p><p>estrutura, ou seja, comprar em baixa e vender em alta.</p><p>2. No interior do intervalo. Se nos encontramos dentro de</p><p>um amplo intervalo e temos espaço suficiente, podemos</p><p>também considerar a possibilidade de operar em busca dos</p><p>extremos. Especialmente recomendável quando temos visto</p><p>uma agitação anterior que nos dá um contexto direcional</p><p>mais claro.</p><p>7.1.2 Contexto de tendência</p><p>Quando uma tendência é identificada, o operador deveria operar</p><p>somente a favor dela, esperando por recuos para tentar entrar no</p><p>mercado.</p><p>3. Interagindo com a área de valor em tendência. Se após</p><p>a lateralização, ocorre uma ineficiência que lança o preço</p><p>para fora de uma área de equilíbrio, devemos avaliar a</p><p>possibilidade de que se trata de uma ruptura efetiva ou uma</p><p>agitação. Se a análise anterior sugerir que esta poderia ser</p><p>a verdadeira ruptura, a negociação aqui será baseada na</p><p>busca do teste de confirmação da estrutura rompida ou em</p><p>algum nível de negociação mais imediato.</p><p>4. Em tendência fora da área de valor. Uma vez confirmada</p><p>a ruptura efetiva da zona de equilíbrio anterior, o preço</p><p>estará agora em um contexto de tendência e a aceitação</p><p>nestes novos níveis onde está sendo negociado nos faz</p><p>basear a operação em favor desta direção.</p><p>A pergunta que devemos nos fazer constantemente é em que</p><p>contexto o mercado se encontra atualmente. A sua resposta</p><p>determinará o tipo de estratégia a ser aplicada. Como já sabemos,</p><p>as duas únicas condições em que o mercado pode estar são em</p><p>equilíbrio ou em desequilíbrio. Portanto, basicamente, vamos</p><p>trabalhar com a operação em intervalo e em tendência.</p><p>A seguir, vamos nos aprofundar em cada um dos contextos</p><p>operacionais:</p><p>7.1.3 Operação no intervalo</p><p>Sobretudo distinguiremos dois cenários dentro da operação no</p><p>intervalo, conforme o preço em relação à área de equilíbrio</p><p>analisada:</p><p>N�� ��������</p><p>O fato de que o preço está sendo negociado dentro de uma área de</p><p>valor sugere que o equilíbrio está completo entre compradores e</p><p>vendedores. Nenhum dos dois está no controle e, portanto, é</p><p>esperado que o preço continue a se mover na mesma dinâmica.</p><p>O contexto operacional aqui seria favorecer a reversão nos</p><p>extremos:</p><p>Pela metodologia Wyckoff consistiria em buscar a entrada</p><p>na agitação da Fase</p><p>C. Quer dizer, se estivermos diante da</p><p>parte alta da estrutura, favoreceremos o Upthrust; enquanto</p><p>que se estivermos na parte baixa, procuraremos o Spring.</p><p>Seu desenvolvimento genuíno sugerirá uma visita ao</p><p>extremo oposto da estrutura.</p><p>Por Volume Profile, tentaríamos operar a reversão nos</p><p>limites da área de valor. Portanto, buscaríamos o giro</p><p>descendente sobre a Value Area High e o giro ascendente</p><p>sobre a Value Area Low. Uma rejeição acima dessas áreas</p><p>sugeriria uma visita ao extremo oposto da área de valor.</p><p>N� ��������</p><p>Por outro lado, se o intervalo for suficientemente amplo, algum</p><p>cenário poderia ser colocado dentro dele. Pela metodologia Wyckoff,</p><p>no caso de observar que o preço tenha possivelmente desenvolvido o</p><p>evento de teste na Fase C, seria a entrada no movimento de</p><p>tendência dentro do intervalo da Fase D. O único filtro necessário</p><p>seria o de ter disponibilidade suficiente para oferecer uma boa</p><p>relação risco/retorno.</p><p>Neste caso, precisaríamos estar posicionados a favor de</p><p>quanto mais níveis operacionais, melhor. O fato de que o preço é</p><p>capaz de atingir um desses níveis e efetivamente rompê-lo irá sugerir</p><p>que existe algum controle por parte dos operadores nessa direção.</p><p>Se também estivermos a favor de um High Volume Node, já teríamos</p><p>identificado o viés do mercado.</p><p>Dentro de um perfil amplo, podemos identificar diferentes</p><p>áreas de alta e baixa negociação. Devemos lembrar que o último</p><p>High Volume Node gerado determinará o viés direcional, pelo menos</p><p>a curto prazo. Se o preço se mantiver acima, só aumentaremos os</p><p>cenários de alta e vice versa se o preço for abaixo.</p><p>Um High Volume Node é uma lateralização do preço. Por</p><p>pura lógica, se nos encontrarmos acima dele, podemos</p><p>sugerir que este HVN seja uma acumulação. Portanto, para</p><p>comprar, queremos estar protegidos com um acúmulo</p><p>abaixo dele.</p><p>O contrário é verdadeiro para as distribuições. Se</p><p>estivermos abaixo de uma HVN, ela será identificada como</p><p>uma distribuição, o que nos faz pensar que favorecer</p><p>posições curtas seria o mais apropriado.</p><p>Este tipo de operação dentro do intervalo estará sujeito à</p><p>gestão da posição necessariamente ao atingir os extremos da área</p><p>de equilíbrio, já que em princípio devemos continuar favorecendo que</p><p>nenhum dos lados tenha controle total até que o desequilíbrio final</p><p>seja provocado.</p><p>Segundo os princípios operacionais do Volume Profile, caso o</p><p>preço venha de uma agitação, estaríamos em um contexto de</p><p>negociação em reversão aplicando a regra adaptada de 80% onde a</p><p>probabilidade, após a reentrada da área de valor, está na visita do</p><p>extremo oposto.</p><p>7.1.4 Operação em tendências</p><p>Após um movimento de intencionalidade que rompe o equilíbrio e</p><p>onde a análise sugere que o desequilíbrio está de um lado ou do</p><p>outro, procuraremos operar em favor dessa direção, esperando um</p><p>teste em algum nível operacional relevante.</p><p>I���������� ��� � ���� �� �����</p><p>Novas informações entraram no mercado provocando o desequilíbrio</p><p>e a primeira coisa a avaliar é que não se trata de uma ruptura com</p><p>falha que gera uma agitação com a reentrada na área de valor.</p><p>Se a análise nos sugere que esta é uma ruptura efetiva, nosso</p><p>viés agora deveria ser procurar alguma ideia operacional em favor</p><p>dessa direção.</p><p>Segundo a metodologia Wyckoff, se observarmos um</p><p>movimento impulsivo que rompe intencionalmente a</p><p>estrutura, buscaríamos a entrada no teste de ruptura da</p><p>Fase D.</p><p>Este Este tipo de operação também é útil para os traders</p><p>que não operam estruturas. A lógica é exatamente a</p><p>mesma. Com base na análise pura do Volume Profile,</p><p>poderíamos esperar que o preço deixe uma determinada</p><p>área de valor e esperar pela entrada no teste, seria uma</p><p>operação de continuação sob os princípios da operação</p><p>do Volume Profile.</p><p>Com o objetivo de tentar determinar se estamos realmente</p><p>diante de uma potencial ruptura genuína, vamos analisar diferentes</p><p>traços. É hora de lembrar o conteúdo visto na seção: Como</p><p>diferenciar acúmulo e distribuição?</p><p>Como traços principais para tentar entender se a ruptura será</p><p>genuína, levaremos em conta:</p><p>1. A agitação. A ação chave, busca de liquidez. Quanto mais</p><p>profunda for a agitação, mais sólido será o cenário. Embora</p><p>às vezes ocorram agitações locais (em algum máximo ou</p><p>mínimo dentro do intervalo), vamos esperar inicialmente</p><p>pela agitação total, pois isso nos dá mais confiança.</p><p>2. Ação de preço e o volume após a agitação e no</p><p>momento da ruptura. Velas com bom deslocamento e alto</p><p>volume denotando controle por um dos lados (compradores</p><p>ou vendedores). No momento da ruptura, já que estamos</p><p>diante de uma área de liquidez é provável que surja um</p><p>volume relativamente alto e que até visualmente se observe</p><p>algum pavio. Isto é normal e não deveria inicialmente nos</p><p>levar a pensar que poderia constituir uma agitação, pois o</p><p>comportamento da absorção tem esta característica: alto</p><p>volume e a possibilidade de oscilar. A chave é o que</p><p>acontece depois.</p><p>3. A reação após a ruptura buscando o não reingresso no</p><p>intervalo. Após a ruptura de uma área de valor, devemos</p><p>esperar que o preço ganhe aceitação nos novos níveis em</p><p>que será negociado. Isto será evidenciado inicialmente por</p><p>uma lateralização no mercado fora do intervalo.</p><p>Um exemplo que acrescentaria mais força ao cenário de</p><p>aceitação seria observar a migração do VPOC para aquela</p><p>nova área ou a criação de uma nova área (talvez a de uma</p><p>sessão posterior). Isto inicialmente representa aceitação, mas</p><p>ainda teríamos que esperar para confirmar a ação, como</p><p>vimos na seção sobre migração do VPOC.</p><p>E o traço definitivo será obtido ao visualizar a não reentrada</p><p>de volta para a área de valor, para o intervalo. Nesse</p><p>momento já teremos uma mudança na percepção do valor:</p><p>preço + tempo + volume onde a probabilidade estaria na</p><p>continuação em favor do movimento de ruptura.</p><p>Para destacar que o consumo de tempo após a ruptura não</p><p>deveria ser excessivo. O suficiente para gerar um novo VPOC</p><p>ou sua migração, mas no momento em que isto acontece o</p><p>preço deveria iniciar o movimento de tendência. O impulso por</p><p>trás do primeiro desequilíbrio deve desencadear a continuação</p><p>com alguma velocidade.</p><p>Assim que o preço conseguir se posicionar e ficar fora da área</p><p>de valor, determinaremos que ocorreu um desequilíbrio, que este</p><p>movimento não foi rejeitado e, portanto, estaremos em condições de</p><p>buscar a incorporação em favor desta direção.</p><p>Se estivermos em uma potencial ruptura em alta, todo o</p><p>volume visto abaixo, bem como aquela área de ruptura</p><p>anterior, pode agora ser identificado como uma potencial</p><p>acumulação. Como sabemos, o efeito de uma acumulação</p><p>será um movimento de tendência ascendente e é aqui que</p><p>queremos estar posicionados.</p><p>Inversamente, quando nos encontramos em uma situação</p><p>de possível ruptura em baixa, se o preço for capaz de</p><p>manter essa área e não voltar a entrar na área de equilíbrio</p><p>anterior, seremos capazes de identificar tal processo como</p><p>distributivo e será o momento de procurar o gatilho com o</p><p>qual entrar em venda para aproveitar o movimento de</p><p>tendência decrescente subsequente.</p><p>F��� �� ���� �� �����</p><p>Poderemos começar a analisar um gráfico onde o preço já está fora</p><p>de uma determinada área de valor e está se movendo em busca de</p><p>uma área de novo equilíbrio. Neste contexto de movimento de</p><p>tendências, é aconselhável esperar pelo desenvolvimento de um</p><p>teste em um dos níveis operacionais que identificamos.</p><p>Neste ponto é conveniente lembrar os ensinamentos de</p><p>Richard Wyckoff sobre como os mercados se movimentam. Sabe-se</p><p>que fazem isso sob a forma de ondas de alta e baixa: portanto, o</p><p>cenário proposto envolve necessariamente esperar por essa onda</p><p>que terá um caráter corretivo antes de continuar na direção do</p><p>desequilíbrio de tendência.</p><p>A chave agora seria identificar possíveis áreas sobre as quais</p><p>se pode esperar que o preço desenvolva tal movimento corretivo. A</p><p>metodologia Wyckoff consiste em buscar a entrada no movimento</p><p>de tendências fora do intervalo da Fase E. É um contexto confuso</p><p>já que esta operação de acordo com a metodologia passa pela</p><p>busca de novas velas de intencionalidade (SOS/SOWbar),</p><p>estruturas</p><p>menores e novas agitações (Ordinary Shakeout/Upthrust), mas não</p><p>sugere o local em que se espera o desenvolvimento de tais</p><p>comportamentos.</p><p>Aqui vemos a importância de trabalhar com esses níveis e</p><p>áreas operacionais baseadas em volume. Nos ajudam a determinar</p><p>locais mais claros onde o preço é viável, bem como nos oferecem</p><p>mais uma dimensão para analisar a saúde da tendência. O cenário</p><p>ideal, por exemplo, seria esperar pelo desenvolvimento de uma</p><p>estrutura menor acima da área onde se localiza um nível operacional</p><p>como o VWAP semanal ou qualquer outro.</p><p>Um conceito muito interessante é que continuaremos operando</p><p>em favor da última acumulação/distribuição até que o mercado</p><p>desenvolva uma estrutura na direção oposta ou até que perca a</p><p>última zona de valor identificada.</p><p>Em um contexto de tendências, vamos apontar a última área</p><p>relevante de alto volume que está apoiando esse movimento. Isto é,</p><p>se estivermos em uma tendência de alta, teremos muito presente o</p><p>último nó de negociação alto (HVN) abaixo do preço atual e se</p><p>estivermos em uma tendência de baixa, teremos identificado o último</p><p>HVN logo acima do preço atual. Estes nós irão determinar, em última</p><p>instância, a mudança no controle do mercado. Portanto, só ocorrerá</p><p>um cenário de contra tendência quando esta área for violada. Para</p><p>aprofundar este conceito, examine novamente a determinação do</p><p>viés de mercado através da análise das áreas de negociação vistas</p><p>na seção sobre os usos do Volume Profile.</p><p>7.2 IDENTIFICAÇÃO DE ÁREAS E NÍVEIS</p><p>OPERACIONAIS</p><p>Uma vez que já conhecemos o contexto e determinamos o que</p><p>queremos fazer (comprar ou vender), o segundo tem a ver com o</p><p>local. Trata-se de identificar o local exato onde esperamos que o</p><p>preço desenvolva nosso gatilho de entrada.</p><p>A lógica operacional é exatamente a mesma para todos os</p><p>contextos, perfis e temporalidades: identificar as áreas e níveis</p><p>operacionais e esperar que nosso gatilho confirme o desequilíbrio e</p><p>entrar no mercado.</p><p>Dependendo do tipo de trading que você faz, você pode</p><p>adaptar estes mesmos conceitos às suas próprias operações.</p><p>Se você é um trader intradiário você pode usar o perfil da</p><p>sessão anterior como base para a construção de cenários e</p><p>o perfil da sessão atual como apoio.</p><p>Se você opera a longo prazo talvez seja mais</p><p>interessante analisar o perfil da semana anterior como base</p><p>para identificar as áreas operacionais; ou um perfil</p><p>Composite para cobrir semanas ou meses e ser capaz de</p><p>identificar as áreas de alta e baixa negociação; assim como</p><p>levar em conta o VWAP de temporalidades mais altas, como</p><p>semanal e mensal.</p><p>Se você opera estruturas pode ser recomendável traçar</p><p>perfis fixos ancorados às estruturas de trabalho e criar</p><p>cenários com base em suas zonas operacionais.</p><p>Talvez uma mistura de todos os itens acima possa funcionar</p><p>melhor para você. No final, cada operador terá que fazer um trabalho</p><p>individual para determinar de que maneira se sente mais confortável,</p><p>pois não existe uma regra universal sobre o perfil com o qual</p><p>trabalhar. O importante é que os conceitos são exatamente os</p><p>mesmos para contextos operacionais diferentes.</p><p>Neste ponto, é útil esclarecer que os perfis já concluídos têm</p><p>uma relevância maior do que os perfis em andamento. Por pura</p><p>lógica, um perfil que ainda está em desenvolvimento é suscetível a</p><p>mudanças em seus níveis e, portanto, a importância que podemos</p><p>dar a essas reduções. Por outro lado, os perfis concluídos acabam</p><p>por representar o consenso final do mercado e seus níveis se tornam</p><p>mais relevantes.</p><p>Com relação ao período de tempo que os perfis Composite</p><p>devem cobrir, não existe uma regra geral. Você pode querer levar em</p><p>conta a última semana, a semana atual, o último mês, o mês atual ou</p><p>o ano atual. Aqui você tem necessariamente que decidir em uma</p><p>base discricionária. Não existe um perfil que seja melhor que outro e,</p><p>portanto, é tarefa do operador determinar com qual trabalhar. O que</p><p>é recomendado é que estes perfis cubram ações de preços</p><p>suficientes tanto acima quanto abaixo do preço atual para que seja</p><p>possível identificar áreas chave de negociação, principalmente em</p><p>nós de alto e baixo volume.</p><p>A busca do gatilho para entrar será feita, portanto,</p><p>exclusivamente nas áreas já indicadas, distinguindo entre:</p><p>Áreas operacionais de estruturas de acordo com a</p><p>metodologia Wyckoff.</p><p>Áreas de negociação: HVN e LVN.</p><p>Níveis operacionais: VAH, VAL, VPOC e VWAP.</p><p>Dependendo do contexto operacional, favoreceremos a</p><p>espera em um ou outro nível:</p><p>N�� �������� �� ���������</p><p>Trata-se da clássica negociação de Wyckoff na área de potencial</p><p>agitação de máximos/mínimos da estrutura. Agitação operável em si</p><p>como uma entrada mais agressiva e o teste da agitação como uma</p><p>entrada mais conservadora.</p><p>VAH/VAL. Considerando os níveis de negociação do</p><p>Volume Profile, também estaremos em condições de buscar</p><p>a reversão nos extremos da área de valor, que às vezes</p><p>coincidirão com os extremos da estrutura. Operação do</p><p>intervalo.</p><p>N� �������� �� ���������</p><p>Sempre tendo em mente que devemos ser favoráveis a um High</p><p>Volume Node e com suficiente margem, esperaremos o preço sobre:</p><p>LVN. Os nós de baixo volume, por sua própria natureza,</p><p>estabelecem excelentes áreas para a busca de</p><p>oportunidades em potencial. Neste contexto, é ideal</p><p>identificar estas áreas por meio de um perfil que abranja</p><p>todo o intervalo.</p><p>VWAP e VPOC. Seja o da sessão atual para operadores</p><p>mais intradiários ou o de um perfil cobrindo vários deles</p><p>para operadores de estrutura.</p><p>Estes são os níveis que determinam o controle do mercado,</p><p>então esperaremos que o preço produza a ruptura efetiva acima</p><p>deles e procuraremos a primeira entrada para testar os mesmos.</p><p>Tal teste só poderia ocorrer no nível mais próximo, embora</p><p>seja verdade que a confluência de ambos os níveis acrescenta força</p><p>ao cenário.</p><p>Certas vezes o preço após produzir tal ruptura não deixará</p><p>nenhum teste e o impulso fará com que o preço se mova</p><p>rapidamente, de modo que uma entrada mais agressiva seria dada</p><p>após produzir o movimento de intencionalidade que rompe esses</p><p>níveis.</p><p>E� ���������, ����������� ��� � ���� �� �����</p><p>Após o início do desequilíbrio e tendo já avaliado a possibilidade de</p><p>continuidade do movimento, vamos esperar por um recuo para</p><p>avaliar a entrada sobre:</p><p>Nível da estrutura quebrada. Para o operador de</p><p>estruturas, esta é outra entrada Wyckoff clássica: Entrada</p><p>de teste após uma ruptura. Inicialmente esperaremos o</p><p>preço na área do Creek/Ice quebrado, que por sua própria</p><p>natureza será um Low Volume Node. Também estaremos</p><p>atentos aos níveis operacionais próximos para não</p><p>descartar uma entrada no caso de o preço ir para qualquer</p><p>um deles, principalmente para o extremo da área de valor.</p><p>Extremos da área de valor. O operador intradiário ou um</p><p>operador que simplesmente não negocia com estruturas em</p><p>mente poderia valorizar a entrada após deixar uma</p><p>determinada área de valor (por exemplo, a sessão atual) e</p><p>esperar o preço para testar os extremos de sua Value Area</p><p>antes de entrar. Continuação de operacionalidade.</p><p>VPOC do intervalo. Este será o último nível operacional</p><p>sobre o qual esperar por um retrocesso após o rompimento.</p><p>Se estiver longe do extremo rompido, é melhor colocar o</p><p>cenário em quarentena, pois nesse ponto o preço terá</p><p>entrado novamente na área de valor e já terá alguma</p><p>profundidade. Neste caso, e sob os princípios operacionais</p><p>do Volume Profile, seria necessário ativar o tipo de</p><p>operação em reversão com falha que consiga recuperar o</p><p>extremo da área de valor.</p><p>E� ��������� ���� �� ���� �� �����</p><p>Contexto de desequilíbrio, portanto, já teremos um HVN</p><p>(acumulação/distribuição) a nosso favor.</p><p>Deveríamos esperar algum recuo em qualquer nível</p><p>operacional em que o preço esteja. Se o primeiro nível for muito</p><p>próximo, é provável que procure o seguinte nível para desenvolver</p><p>um recuo com certa proporcionalidade em relação ao impulso</p><p>anterior.</p><p>Níveis de perfil da sessão prévia. Em geral e devido ao</p><p>fato de estarmos em um contexto de tendência, os níveis</p><p>que o preço encontrará antes corresponderão aos da</p><p>sessão anterior</p><p>(Extremos do Value Area, VWAP e VPOC).</p><p>Conforme o desenvolvimento do dia, podemos também</p><p>elevar alguns cenários nos níveis da sessão atual.</p><p>VWAP semanal. Estaremos sempre muito atentos à</p><p>localização do VWAP semanal, pois é especialmente útil</p><p>nestes contextos de tendência para procurar sobre ele o fim</p><p>do retrocesso e o início de um novo movimento impulsivo.</p><p>VPOC do impulso anterior. Além disso, podemos traçar</p><p>um perfil fixo do último impulso de preço e ter localizado a</p><p>localização de seu VPOC, pois já sabemos que também é</p><p>uma área muito interessante para se esperar pelo preço.</p><p>LVN. É interessante identificar as áreas de baixo volume</p><p>dentro do contexto em que estamos operando. Neste caso</p><p>podemos usar diferentes perfis: composite para identificar o</p><p>contexto geral; perfil do impulso anterior e perfil das</p><p>sessões anteriores.</p><p>Para todos os contextos, vamos querer operar em favor de</p><p>quanto mais níveis operacionais melhor. É interessante notar que as</p><p>áreas de confluência de níveis operacionais são altamente</p><p>recomendadas para procurar entradas, destacando a combinação de</p><p>VPOC e VWAP.</p><p>7.3 PLANEJAMENTO DE CENÁRIOS</p><p>Uma vez que tenhamos o contexto claro, conhecendo o tipo de</p><p>estratégia que vamos tentar executar e tendo identificado o local no</p><p>qual esperar pelo gatilho de entrada, é hora de definir o cenário.</p><p>Normalmente o cenário para procurar o gatilho de entrada</p><p>será composto de um ou dois movimentos:</p><p>U� ���������</p><p>O preço já estará posicionado a favor de nossa ideia e, portanto, só</p><p>devemos esperar por uma simples ação que leve o preço para a</p><p>área operacional.</p><p>Se com base no contexto o que queremos é comprar, vamos</p><p>identificar os níveis operacionais que temos abaixo de onde o preço</p><p>é provável que vá.</p><p>Se, por outro lado, depois de feita a análise do contexto,</p><p>determinarmos que a melhor opção é operar em venda, vamos</p><p>identificar os níveis operacionais mais imediatos acima dos quais</p><p>procurar um gatilho de entrada curto.</p><p>Neste exemplo, observamos que estamos em um contexto de</p><p>intervalo e em uma situação de potencial Spring, portanto a</p><p>abordagem do cenário seria esperar por um único movimento para</p><p>desenvolver o teste e procurar o gatilho para entrar em compra.</p><p>D��� ����������</p><p>Podemos querer comprar ou vender somente se determinada ação</p><p>de preço ocorrer.</p><p>Se baseado na análise do contexto o que queremos é</p><p>comprar, mas o preço está abaixo da área de operação, devemos</p><p>esperar por um primeiro movimento de posicionamento acima desta</p><p>área e um segundo movimento de teste. Agora estaríamos em</p><p>condições de procurar o gatilho de entrada.</p><p>O mesmo aconteceria se quisermos vender, mas o preço está</p><p>acima da área operacional; neste caso devemos esperar por um</p><p>primeiro movimento de recuperação da área e um segundo</p><p>movimento de teste.</p><p>Neste outro exemplo, o que se lê é que estamos em um</p><p>contexto de intervalo onde o preço acaba de desenvolver um</p><p>potencial Spring e tem uma forte possibilidade de que este seja um</p><p>intervalo acumulativo.</p><p>Neste preciso momento e conhecendo o mapa do caminho</p><p>oferecido pela metodologia, seríamos capazes de esperar pela</p><p>entrada na compra depois de ver a ruptura em alta (1) mais o teste</p><p>subsequente (2). Pelo contexto queremos comprar, mas o preço não</p><p>está em uma área operacionalmente atraente (pois vai enfrentar a</p><p>área chave) então é apropriado propor um cenário de dois</p><p>movimentos.</p><p>Como sabemos, o preço poderia sair em 1 agitação (Upthrust)</p><p>e voltar novamente o preço para a área de equilíbrio, mas</p><p>inicialmente devemos ser tendenciosos para o lado positivo depois</p><p>de vermos que o movimento para baixo e o movimento para cima</p><p>atendem às características.</p><p>É óbvio que o mercado nem sempre vai seguir nossa</p><p>abordagem. Muitas vezes veremos como somos forçados a mudar</p><p>nosso sentimento com base no que o preço está fazendo. Esta é a</p><p>chave para a análise contínua da reação dos participantes à medida</p><p>que novas informações chegam ao mercado.</p><p>A melhor maneira de abordar este processo de planejamento</p><p>de cenários é através de um protocolo de validação contínua. Trata-</p><p>se de reagir ativamente ao que o mercado faz (se X, então talvez Y).</p><p>Isto implica que: "Se o preço faz isto, então vamos esperar aquilo". É</p><p>uma abordagem ideal para saber a todo momento o que esperar que</p><p>o preço faça e estar preparado para agir com o entusiasmo que é</p><p>necessário.</p><p>“Se o preço romper o Creek, então vou esperar por um teste</p><p>para procurar compras. Se, por outro lado, ocorrer uma</p><p>ruptura com falha, então esperarei um teste na direção</p><p>oposta para entrar em posição curta.”</p><p>A chave aqui é avaliar todas as opções possíveis que o</p><p>mercado pode desenvolver e, ainda que inicialmente estejamos</p><p>tendenciosos em uma direção, devemos sempre levar em conta um</p><p>cenário alternativo na direção oposta que nos permita fazer uma</p><p>rápida mudança de viés, se necessário.</p><p>Por exemplo, quando o mercado se depara com o topo de</p><p>uma estrutura. Estamos em uma área operacional, em uma situação</p><p>de potencial ruptura em alta ou agitação. Pode ser que, por contexto,</p><p>estejamos tendenciosamente inclinados a favorecer a ruptura em alta</p><p>e que, portanto, estejamos procurando compras para testar a</p><p>ruptura; porém quando chega a hora o que observamos é que o</p><p>preço volta a entrar no intervalo, se recusando fortemente a subir e</p><p>deixando o que parece ser uma agitação em alta (Upthrust). Nesse</p><p>momento, devemos ter capacidade suficiente para interpretar isso</p><p>em tempo real e mudar a abordagem do cenário para procurar em</p><p>curto.</p><p>7.4 GESTÃO DA OPERAÇÃO</p><p>Apesar de o elemento mais importante desta combinação ser sem</p><p>dúvida a metodologia Wyckoff, já vimos que as ferramentas do</p><p>Volume Profile e Order Flow certamente podem ser úteis para</p><p>melhorar nosso cenário e nossas abordagens operacionais.</p><p>Graças aos princípios da metodologia Wyckoff, estaremos em</p><p>condições de definir cenários; graças à identificação das áreas e</p><p>níveis de operação por Volume Profile, seremos capazes de refinar</p><p>com maior precisão para onde o preço é mais provável de ir; e</p><p>graças à precisão do Order Flow, será possível confirmar e calibrar</p><p>ainda mais o gatilho de entrada.</p><p>7.4.1 Entrada</p><p>Independentemente do contexto operacional, o gatilho de entrada no</p><p>mercado será sempre uma ação que denote intencionalidade por</p><p>parte do grande operador em favor de nossa direção.</p><p>Para uma análise pura da ação de preços, continuaremos a</p><p>trabalhar com velas significativas:</p><p>Sign of Strength bar (SOSbar). Vela em alta de intervalo</p><p>amplo com fechamento no terço superior e volume</p><p>relativamente alto.</p><p>Sign of Weakness bar (SOWbar). Vela em baixa de</p><p>intervalo amplo com fechamento no terço inferior e volume</p><p>relativamente alto.</p><p>Para quem deseja observar o Order Flow, eu recomendaria</p><p>apenas trabalhar com os conceitos já explicados:</p><p>Padrão de giro: absorções e iniciativas.</p><p>Padrão de continuidade: controles e testes.</p><p>Essencialmente o que procuraríamos no padrão de giro seria</p><p>confirmar que o SOS/SOWbar está à frente; e em caso de perda do</p><p>gatilho inicial, poderíamos procurar uma reentrada no padrão de</p><p>continuidade.</p><p>O���� �� �������</p><p>Como vimos na seção sobre tipos de ordens, os participantes podem</p><p>entrar no mercado de diferentes maneiras, basicamente com ordens</p><p>Market, Stop ou Limit.</p><p>Em nosso caso, vamos usar ordens Stop. É importante</p><p>lembrar que estas são colocadas acima do preço atual, se</p><p>quisermos comprar; e abaixo do preço atual, se quisermos vender.</p><p>Com o desenvolvimento da vela significativa temos um sinal</p><p>óbvio de interesse, mas é interessante usar as ordens Stop como um</p><p>filtro definitivo que sugere alguma continuidade no movimento iniciado</p><p>com a vela gatilho.</p><p>Às vezes veremos o desenvolvimento do que inicialmente</p><p>parece ser uma vela de intencionalidade e logo após o fechamento, o</p><p>preço reverte drasticamente na direção oposta. O que aconteceu é</p><p>que internamente houve um processo de absorção em todos esses</p><p>níveis de preços e os operadores com maior capacidade estavam se</p><p>posicionando no lado oposto. Ao usar este tipo de ordem, ainda que</p><p>seja verdade que não estamos salvos desta situação potencial, em</p><p>muitas</p><p>ocasiões em que ela está acontecendo, isto nos impedirá de</p><p>entrar no mercado.</p><p>Se estivermos realmente diante de um movimento de</p><p>desequilíbrio, terá um forte impulso onde continuará a empurrar</p><p>nessa direção. Com este tipo de ordem limite, estaremos entrando a</p><p>favor do impulso, de desequilíbrio.</p><p>Seja qual for o caso, esta seção deve ser avaliada mais</p><p>detalhadamente pelo operador. Pode ser preferível entrar com uma</p><p>ordem a mercado após o fechamento da vela gatilho, depois de ver</p><p>uma agressão sem esperar o fechamento da vela ou mesmo usando</p><p>uma ordem de limite para entrar em uma possível retrocesso.</p><p>Qualquer uma das opções pode ser válida.</p><p>P�� ��� ��� ������ ��� ������ L����</p><p>Simplesmente porque você estaria apostando que o movimento que</p><p>você espera vai acontecer, e se você lembra, estamos lidando com</p><p>um ambiente de total incerteza de modo que não sabemos o que vai</p><p>acontecer.</p><p>Por exemplo, é possível que você veja um gráfico em uma</p><p>situação de potencial Spring. Se a análise estiver correta, sabemos</p><p>que o mapa que a metodologia nos oferece passa pela busca de</p><p>pelo menos a parte superior da estrutura; por isso você pode pensar</p><p>que é uma boa opção colocar uma ordem de entrada Buy Limit à</p><p>espera que se desenvolva o teste Spring.</p><p>Mas esse teste pode nunca acontecer e, em vez disso, o</p><p>preço continuará a cair, confirmando que nossa análise não foi</p><p>correta, o que nos levaria a acrescentar uma perda. O problema não</p><p>está em assumir essa perda, pois ela é parte do negócio, mas sim</p><p>no fato de que a abordagem básica não foi a mais sólida.</p><p>No momento em que você vê o potencial Spring e coloca o</p><p>Buy Limit, está apostando que o preço desenvolverá dois</p><p>movimentos: o de baixa para gerar o teste e o de alta que levará o</p><p>preço para o topo do intervalo. E a chave é que só podemos propor</p><p>o desenvolvimento de um movimento.</p><p>Neste caso, poderíamos inicialmente propor o movimento de</p><p>teste de baixa já que estamos em uma posição de potencial Spring;</p><p>e uma vez que o preço atinge a área onde "deveria" virar, temos que</p><p>analisar novamente a ação do preço e o volume para ver se ocorre o</p><p>desequilíbrio que gera o giro de alta e então podemos propor o</p><p>próximo movimento ascendente para o Creek.</p><p>A ideia fundamental é que devemos fazer uma análise contínua</p><p>da interação entre compradores e vendedores; e mesmo que</p><p>sejamos tendenciosos em relação ao contexto, devemos confirmar</p><p>quando chegar o momento que a abordagem é sólida e que o próprio</p><p>mercado a confirma.</p><p>Se em uma posição de potencial teste do Spring vemos que</p><p>compradores agressivos aparecem e empurram o preço para cima,</p><p>isto é o que precisaríamos ver para confirmar que nossa análise</p><p>parece correta e, nesse caso, nos ofereceria uma oportunidade</p><p>operacional. É preciso lembrar também que ver nosso gatilho de</p><p>entrada acima da área proposta não tem nada a ver com o fato de</p><p>que tal operação resultará em lucro ou prejuízo. Como já vimos,</p><p>novas informações estão constantemente entrando no mercado e</p><p>isto pode mudar a percepção dos participantes sobre a segurança a</p><p>qualquer momento.</p><p>7.4.2 Stop Loss</p><p>Do ponto de vista da metodologia Wyckoff, continuaremos a</p><p>recomendar a colocação do stop loss no outro lado das velas (barra</p><p>SOS/SOW) e estruturas significativas. A lógica é que se os grandes</p><p>operadores entrarem ativamente nestes desenvolvimentos,</p><p>defenderão a posição caso o preço vá contra eles.</p><p>Também, queremos sempre colocar o stop loss no outro lado</p><p>do maior número possível de níveis e áreas operacionais.</p><p>A primeira área que vamos procurar será um nó de baixo</p><p>volume (LVN). Como já mencionamos, por sua própria natureza, esta</p><p>área de baixa negociação provavelmente atuará como uma rejeição e</p><p>é exatamente isso que estamos procurando: que, caso o preço atinja</p><p>esta área, causará um giro em V e que esta rejeição protegerá</p><p>nossa posição.</p><p>É preciso levar em conta que a outra forma de representar a</p><p>rejeição é se o preço romper rapidamente estes níveis de preços. Se</p><p>assim fosse, certamente alcançaria e executaria nosso stop de</p><p>proteção. Como não sabemos o que pode acontecer, devemos usar</p><p>este tipo de área com a premissa inicial de que o tipo de rejeição</p><p>que ela representa em uma possível visita futura é o do giro em V.</p><p>A lógica de usar o resto dos níveis operacionais que protegem</p><p>a posição reside basicamente no fato de que uma grande quantidade</p><p>de volume será negociado sobre elas e poderia também atuar como</p><p>alavancas que provocam um giro no preço. Alguns poderiam pensar</p><p>que se esses níveis atuam como ímãs devido à liquidez que se</p><p>encontra sobre eles, por que usá-los para proteger a posição? Se</p><p>compramos e temos eles abaixo, com base no princípio de que eles</p><p>atuam como ímãs, não seria lógico pensar que o preço irá procurá-</p><p>los? A lógica aqui é que no momento da entrada estamos</p><p>trabalhando a favor de um desequilíbrio de preços buscando sua</p><p>continuação. E, portanto, é o momento em que o preço se afastará</p><p>de tais níveis que geralmente representam equilíbrio e aceitação por</p><p>todos. Se no momento da verdade o desequilíbrio não for tal, ainda</p><p>temos a possibilidade de salvar a posição se, nesses níveis, entrar</p><p>novamente participantes que girem o mercado.</p><p>Se estivermos em uma situação de potencial Spring e virmos o</p><p>aparecimento de uma SOSbar, estaremos em condições de entrar</p><p>no mercado com uma ordem Buy Stop na ruptura acima da vela</p><p>deixando para trás o local de Stop Loss ou abaixo da própria vela de</p><p>gatilho (#1) ou abaixo de toda a estrutura (#2).</p><p>Em qualquer um desses dois pontos, o Stop Loss seria</p><p>protegido primeiro pelos desequilíbrios gerados na vela gatilho; por</p><p>algum VWAP que tenha sido gerado, e pela Value Area Low do perfil</p><p>da estrutura que em essência é a Low Volume Node.</p><p>Neste exemplo em baixa, se a barra SOW aparece nos</p><p>oferecendo o gatilho de entrada curta, colocaríamos a ordem Sell</p><p>Stop abaixo de seu mínimo e também teríamos vários locais para o</p><p>Stop Loss: logo acima de seu máximo (#1), no máximo mais alto</p><p>gerado no giro (#2) e do outro lado do VPOC do perfil (#3).</p><p>Estaríamos protegidos pela própria vela, por algum VWAP e</p><p>pela Value Area Low do perfil que além de ser um Low Volume Node</p><p>neste caso coincide como o ICE (suporte) da estrutura.</p><p>É preciso fazer uma observação a respeito do VPOC do perfil.</p><p>Neste exemplo, temos isso um pouco mais longe, mas ainda é um</p><p>nível relevante a ser levado em conta. O operador deve analisar se</p><p>colocar o Stop nesse nível ainda teria uma relação</p><p>Risco:Recompensa aceitável.</p><p>Esta é uma das peculiaridades das abordagens discricionárias</p><p>a qual devemos nos adaptar ao comportamento do mercado. Às</p><p>vezes, todos os níveis convergirão em um intervalo muito estreito, o</p><p>que nos dá maior confiança; enquanto outras estarão certamente</p><p>separadas e teremos que avaliar qual a localização mais ideal e se o</p><p>risco vale a pena.</p><p>7.4.3 Take Profit</p><p>Em meu primeiro livro "A Metodologia Wyckoff em Profundidade" já</p><p>listei as possíveis ações que poderíamos usar para obter lucros.</p><p>Falamos principalmente sobre:</p><p>1. Evidência de barra climática. Particularmente útil quando</p><p>não temos nenhuma referência à esquerda do gráfico.</p><p>2. Após o desenvolvimento da Fase A de parada do</p><p>movimento de tendência anterior.</p><p>3. Em áreas de liquidez geradas por giros de preço</p><p>relevantes (máximo e mínimos anteriores).</p><p>Graças à incorporação do Volume Profile, podemos</p><p>acrescentar uma nova forma objetiva ainda mais útil quando temos</p><p>negociação de preços na direção em que queremos obter lucros.</p><p>4. E� ����� �� ���� ���������� ������</p><p>Trata-se de utilizar os High Volume Nodes que temos na direção da</p><p>operação. Já conhecemos a natureza magnética de tais áreas e é</p><p>por isso que elas nos proporcionam certa confiança para usá-las</p><p>como objetivos.</p><p>Apoiado pela teoria do leilão, após um desequilíbrio, o</p><p>mercado vai procurar encontrar operadores com o viés oposto que</p><p>estejam dispostos a negociar novamente. É por isso que o preço se</p><p>deslocará para essas áreas onde anteriormente havia alta</p><p>negociação, já que é esperado que a mesma coisa aconteça</p><p>novamente.</p><p>É muito importante lembrar novamente da</p><p>mentalidade de</p><p>curto prazo do mercado onde as últimas áreas de negociação terão</p><p>uma maior relevância em termos de atração de preços do que as</p><p>áreas mais antigas.</p><p>O conceito de High Volume Node ao estabelecer o objetivo</p><p>pode ser um pouco ambíguo. O HVN é uma área, e a ordem para</p><p>obter lucro é um nível de preço específico, onde exatamente colocá-</p><p>lo? Para este fim, é muito interessante levar em conta o VPOC</p><p>dessa área de valor em particular. O HVN nos serve para identificar</p><p>a área provável de visita de preço e seu VPOC para a localização</p><p>exata do objetivo.</p><p>Para uma operação mais intradiária, pode ser tremendamente</p><p>útil ter identificado o Developing Volume Point of Control</p><p>(DVPOC). São níveis de preços que foram, em determinado</p><p>momento, o VPOC de uma sessão, não importando se eles foram ou</p><p>não o VPOC final daquela sessão. Como sabemos, o VPOC da</p><p>sessão está mudando com base nas negociações que são feitas, e</p><p>este nível representa essa dimensão de mudança. Em resumo, o que</p><p>estamos tratando é de um nível de alta negociação e, portanto, com</p><p>maior probabilidade de ter um certo comportamento magnético.</p><p>Neste exemplo, vemos como o preço distribui neste perfil na</p><p>forma de P e o desenvolvimento em baixa vai buscar um antigo</p><p>DVPOC abaixo (1) para virar novamente na forma de V para ir testar</p><p>novamente outro DVPOC da sessão atual acima (2).</p><p>É preciso levar em conta apenas os DVPOCs que não foram</p><p>testados. Neste exemplo, vemos outros DVPOCs que já foram</p><p>testados e, portanto, não seriam válidos para o estabelecimento de</p><p>objetivos, como o caso 3.</p><p>O mesmo seria válido para o naked VPOC. Ainda não</p><p>falamos sobre este nível porque sua utilidade é quase</p><p>exclusivamente orientada como um possível nível objetivo. Os naked</p><p>VPOC são VPOC de sessões anteriores que não foram testados. Ao</p><p>contrário dos DVPOC, os naked VPOC foram os VPOC definitivos</p><p>da sessão. Existem estatísticas que afirmam que os VPOCs das</p><p>sessões anteriores são testados nos dias seguintes com uma alta</p><p>probabilidade. É por isso que eles são muito interessantes de se</p><p>levar em conta.</p><p>No exemplo a seguir vemos o magnetismo que estes níveis</p><p>exercem atraindo o preço e até mesmo gerando um giro posterior.</p><p>Nos dois gráficos foram usadas configurações diferentes para</p><p>exibir especificamente um ou outro nível (DVPOC e nakedVPOC).</p><p>Recomenda-se o uso de ambos, pois, por sua própria natureza,</p><p>ambos representam zonas anteriores de alta negociação.</p><p>7.4.4 O que fazer quando o preço vai sem nós?</p><p>Por vezes teremos que ver como mesmo tendo feito uma boa</p><p>abordagem de cenário o preço começa o movimento que estávamos</p><p>procurando sem ter tido a possibilidade de entrar no mercado.</p><p>Se existe uma coisa que não é recomendada é entrar na</p><p>dinâmica impulsionada por algum tipo de sentimento negativo tendo</p><p>perdido o movimento. Entrar em desespero geralmente não é uma</p><p>boa estratégia a longo prazo. Caso o preço passe sem nós, não há</p><p>problema, faz parte do jogo, assim como os saltos de stop loss. Se</p><p>a ideia subjacente não tiver mudado, podemos continuar a buscar a</p><p>entrada em novas áreas operacionais.</p><p>É muito mais interessante fazer outro tipo de leitura construtiva</p><p>nesta situação, como por exemplo, fazer uma boa análise.</p><p>Apesar de ser verdade que nos aproximamos do mercado</p><p>com o objetivo final de obter rentabilidade de seus movimentos, o</p><p>fato de estarmos corretos na análise deve ser uma razão para</p><p>estarmos certamente satisfeitos.</p><p>A leitura é que sua análise de quem estava no controle do</p><p>mercado e qual foi o movimento mais provável foi boa e isto é</p><p>tremendamente importante como exemplo de que, em última</p><p>instância, o conhecimento está internalizado e que, ao seguir esta</p><p>linha, é uma questão de tempo até que os resultados apareçam.</p><p>O que falhou foi somente a visita exata à área onde você</p><p>esperava que o preço fosse; ou que o preço não deixou um gatilho</p><p>genuíno para gerar o envio das ordens. Seja como for, é preciso</p><p>lembrar que não temos absolutamente nenhum controle sobre o</p><p>mercado e que nossa tarefa é criar cenários com a maior</p><p>probabilidade possível, sabendo que estas situações ocorrerão.</p><p>Também é preciso levar em conta que, tendo como uma das</p><p>principais regras a conservação do capital, você pode não ter</p><p>aproveitado o movimento que esperava, mas pelo menos não estava</p><p>posicionado no lado errado do mercado e, portanto, não acrescenta</p><p>nenhuma perda.</p><p>PARTE 8. ESTUDOS DE CASO</p><p>Veremos em detalhes nesta última parte alguns exemplos reais onde</p><p>os conceitos teóricos apresentados anteriormente são colocados em</p><p>prática.</p><p>Como sempre menciono, o que é realmente interessante neste</p><p>tipo de exemplo é observar como o mercado tende a apresentar os</p><p>mesmos esquemas, mas de maneiras diferentes, dependendo do</p><p>momento. Isso é o que queremos dizer quando afirmamos que</p><p>devemos dar "flexibilidade" ao mercado no desenvolvimento das</p><p>estruturas.</p><p>Trata-se de algo que, neste ponto, você já deveria ter</p><p>internalizado. A metodologia Wyckoff não se trata de rotular cada</p><p>movimento quase como um robô. Isso não faz nenhum sentido e já</p><p>explicamos o motivo. Trata-se de analisar o mais objetivamente</p><p>possível as ações do mercado (tanto o que ele faz quanto o que não</p><p>faz) a fim de dar mais controle aos compradores ou vendedores.</p><p>Além disso, esta seção será útil para ver como as leituras do</p><p>Volume Profile e do Order Flow são incorporadas ao plano de</p><p>trading.</p><p>8.1 CRUZAMENTO DE MOEDAS EURO/DÓLAR</p><p>($6E)</p><p>Gráfico dos dias 2,3 e 6 de julho de 2020. Contexto do intervalo,</p><p>operação em extremo; mais o contexto de tendência, operação fora</p><p>da área de valor.</p><p>É um exemplo muito representativo de quase tudo o que foi</p><p>estudado, pois está cheio de detalhes interessantes.</p><p>Em primeiro lugar, vemos a parada do movimento</p><p>descendente (SC, AR, ST) partindo daí, um novo contexto de</p><p>lateralização ou equilíbrio. O UA já sugere a compra intencional na</p><p>Fase B, pois consegue testar os máximos da estrutura. Máximos da</p><p>estrutura cuja natureza é um LVN (Low Volume Node), conforme</p><p>refletido no perfil do primeiro dia. LVN que atua repetidamente como</p><p>uma área de rejeição fazendo com que o preço gire até finalmente</p><p>cruzar rapidamente. O Spring mais seu teste inicia o desequilíbrio em</p><p>alta movendo o mercado para cima com relativa facilidade.</p><p>Observando esta ação de potencial Spring no gráfico, vemos</p><p>como ocorre o padrão de giro em favor dos compradores</p><p>representados com a rotação no Delta (-240 a +183). Nesta primeira</p><p>ação devemos enfatizar que na vela de baixa não vemos um</p><p>processo claro de possível absorção, como sugerimos procurar; mas</p><p>esta é a realidade do mercado. Nem sempre veremos os padrões</p><p>teóricos representados da mesma forma e o caso é perfeito para</p><p>exemplificar a necessidade de dar flexibilidade ao mercado e estar</p><p>preparado para qualquer coisa.</p><p>Apesar de não ter visto esse processo de potencial absorção,</p><p>o objetivo é que depois de uma vela com intervalo amplo e alto</p><p>volume, o preço não tenha continuidade e gire com a mesma</p><p>agressividade para o lado positivo (divergência esforço/resultado).</p><p>Ficou muito clara a seguinte ação apresentada como um</p><p>padrão de continuação com a criação do controle mais o teste. O</p><p>controle seria refletido pela área de negociação máxima dentro da</p><p>vela em alta. Vemos como o preço vai desenvolver o teste bem</p><p>naquela área para continuar o desequilíbrio para o lado positivo a</p><p>partir daí.</p><p>Em adição à dinâmica de preços comentada dentro do</p><p>intervalo, também podemos observar outros sinais no volume como a</p><p>diminuição durante todo o seu desenvolvimento, o aparecimento de</p><p>uma maior presença do comprador Weis; assim como a leitura do</p><p>leilão que podemos fazer do perfil do dia 3. Que o volume representa</p><p>um potencial leilão acabado em confluência com potencial Spring é</p><p>um sinal muito interessante a assumir como uma falta de interesse</p><p>para continuar caindo.</p><p>Outro ponto de interesse muito marcante são as continuações</p><p>que ocorrem quando o preço está longe da área de valor e em um</p><p>contexto de tendência de alta. Aqui aparece o conceito de migração</p><p>VPOC para apoiar as possíveis entradas. Observamos como após</p><p>vem fazendo, seria lógico pensar que o</p><p>mercado continuará a se mover respeitando essa lógica estrutural,</p><p>passando de extremo a extremo.</p><p>Caso o preço não desenvolva um novo teste no lado oposto e,</p><p>em vez disso, gere uma curva antes de chegar àquela zona, diríamos</p><p>que desenvolveu uma falha estrutural já que não continuou com a</p><p>dinâmica que tinha e este sinal acrescenta força ao cenário em favor</p><p>daquela última curva.</p><p>Partindo deste conceito, entendemos que o evento do último</p><p>suporte de oferta ou demanda (Last Point of Support e Last Point of</p><p>Supply) são falhas estruturais nas quais o preço é bloqueado em sua</p><p>tentativa de ir atrás do evento de impacto para começar a partir</p><p>deste ponto o movimento posterior de quebra da estrutura.</p><p>1.5.1 Debilidade</p><p>O exemplo de falha estrutural que denota debilidade é apresentado</p><p>quando o preço, após validar uma estrutura em várias ocasiões, é</p><p>incapaz de continuar se movendo sob essa lógica de movimento e</p><p>não consegue alcançar o topo da estrutura.</p><p>Esta incapacidade de continuar se movendo como vinha</p><p>fazendo até este momento denota uma debilidade fundamental. Os</p><p>compradores não estão mais no controle do mercado e são os</p><p>vendedores que começam a parecer mais significativamente.</p><p>Tal indício não sugere uma reversão imediata para baixo; é</p><p>mais um elemento a ter em mente ao ler corretamente o contexto do</p><p>mercado.</p><p>Poderia se tratar simplesmente de uma parada temporária da</p><p>tendência anterior para desenvolver a partir daí um período de</p><p>consolidação, durante o qual se poderia reacumular stock e continuar</p><p>a subir.</p><p>1.5.2 Solidez</p><p>A ação que denota a solidez do fundo é quando vemos que o preço</p><p>não pode atingir a parte baixa da estrutura em que tem trabalhado.</p><p>Ou seja, se o preço vem desenvolvendo uma série de altos e</p><p>baixos decrescentes cuja ação se encaixa perfeitamente dentro dos</p><p>limites superior e inferior, vamos favorecer que o mercado continue a</p><p>se comportar da mesma forma e por isso vamos procurar um novo</p><p>teste no lado oposto da estrutura. Se, por exemplo, vem de um teste</p><p>no lado superior da estrutura, a dinâmica sugere que agora deveria</p><p>fazer um teste no lado inferior da estrutura. Se durante o</p><p>desenvolvimento de tal movimento o preço gira sem atingir a parte</p><p>inferior, diremos que o mercado gerou uma falha estrutural e é um</p><p>sinal de solidez do mercado, pois os compradores não permitiram</p><p>que o preço caísse mais baixo.</p><p>Se, além disso, tal movimento conseguir balançar quaisquer</p><p>baixas anteriores relevantes, estaremos em uma situação de</p><p>potencial Spring com maior solidez fundamental devido à</p><p>convergência com essa falha estrutural.</p><p>O raciocínio por trás de tal ação é que os compradores</p><p>entraram agressivamente desequilibrando o controle a favor deles.</p><p>Estes compradores têm um interesse maior e estão bloqueando a</p><p>queda do preço. Eles não querem que o preço desça. Não querem</p><p>que mais ninguém seja capaz de montar o movimento de subida.</p><p>Este indício não sugere uma reversão imediata para o lado de</p><p>cima; é mais um elemento a ter em mente ao ler corretamente o</p><p>contexto do mercado.</p><p>1.6 SHORTENING OF THE THRUST (SOT)</p><p>Poderia ser traduzido como "Encurtamento do impulso". Se trata de</p><p>um padrão de mudança de direção. É uma ferramenta analítica</p><p>originalmente usada por Wyckoff para medir a perda de ímpeto ou</p><p>esgotamento de um movimento de impulso ou propulsão.</p><p>Visualmente, é possível ver como cada nova extremidade</p><p>percorre uma distância menor do que a anterior e, portanto, diz-se</p><p>que o impulso está sendo encurtado.</p><p>Para o exemplo da tendência de alta, observaríamos como</p><p>cada nova máxima alcança uma distância menor do que a</p><p>máxima anterior; sugerindo uma deterioração na demanda e</p><p>sinalizando uma possível curva em baixa.</p><p>Para o exemplo da tendência de baixa, observaríamos</p><p>uma diminuição na distância que as novas mínimas</p><p>percorrem em relação à distância que as mínimas anteriores</p><p>percorriam, sugerindo uma deterioração na oferta e</p><p>sinalizando uma possível virada para o lado superior.</p><p>A principal ideia é uma falta de continuidade nessa direção.</p><p>Um esgotamento das forças que até agora pareciam estar no</p><p>controle do mercado. A perda de impulso antecipa um retrocesso</p><p>importante e às vezes até mesmo uma inversão da tendência.</p><p>Para que este comportamento seja válido, é necessário um</p><p>mínimo de três impulsos na direção da tendência. A partir de três ou</p><p>quatro movimentos impulsivos, é útil começar a procurar este padrão</p><p>de encurtamento no impulso final.</p><p>Quando o avanço do preço diminui, mas há um forte</p><p>volume, isso significa que o grande esforço teve pouca</p><p>recompensa: Divergência de Esforço/Resultado. No caso de</p><p>um exemplo em baixa, a demanda estaria aparecendo; e em</p><p>um exemplo em alta, a oferta estaria aparecendo.</p><p>Quando o avanço do preço diminui, mas também há um</p><p>volume fraco, isso significa esgotamento. No caso de um</p><p>exemplo em baixa, a oferta seria retirada; e em um exemplo</p><p>em alta, seriam os compradores que se retirariam do</p><p>mercado.</p><p>Quando existem mais de quatro impulsos e o encurtamento</p><p>persiste, a tendência pode ser muito forte para ser operada contra.</p><p>O que confirmaria a mudança de direção seria um forte</p><p>movimento impulsivo na direção oposta. Após o encurtamento do</p><p>impulso, queremos ver que o novo impulso na direção oposta tenha</p><p>um alto volume, denotando intencionalidade. Depois deste impulso</p><p>que muda de direção, poderíamos esperar por um recuo para</p><p>tentarmos nos unir na direção do novo movimento impulsivo.</p><p>Tenha sempre em conta o contexto no qual o encurtamento de</p><p>impulso ocorre:</p><p>Se o preço quebra o topo de um intervalo e inverte, esta ação</p><p>é uma Upthrust potencial. Se depois de algumas ondas de baixa</p><p>ocorrer um encurtamento do impulso e sugerir uma operação de</p><p>compra; você deve ter em mente que o preço acabou de desenvolver</p><p>uma Upthrust e muito provavelmente continuará a cair. Qualquer</p><p>operação de compra deve ser evitada e, se realizada, fechada</p><p>rapidamente depois de uma resposta débil. O mesmo aconteceria no</p><p>caso de observar o padrão de baixa após uma Spring potencial, o</p><p>viés direcional seria marcado pelo abalo, então você teria que</p><p>questionar a ideia de operar a descoberto SOT.</p><p>O padrão Shortening Of the Thrust também pode ser visto em</p><p>barras individuais, bem como em movimentos. Neste caso,</p><p>observaríamos como barras sucessivas fazem cada vez menos</p><p>progressos. Se também coincidisse em uma área de operação onde</p><p>estaríamos em condições de procurar uma operação inversa, a</p><p>situação seria ideal.</p><p>1.7 OUTROS TIPOS DE ESTRUTURAS</p><p>Inicialmente, foram apresentadas estruturas com desenvolvimento</p><p>horizontal como esquemas básicos. São as mais fáceis de identificar</p><p>e para o operador que começa a se aprofundar pela primeira vez na</p><p>metodologia Wyckoff eu recomendaria trabalhar quase que</p><p>exclusivamente neste tipo de esquemas.</p><p>Como já mencionamos em várias ocasiões, o mercado é uma</p><p>entidade viva que está em constante mudança devido à contínua</p><p>interação entre oferta e demanda. Esta interação é a causa da</p><p>geração de estruturas, que podem se desenvolver de diferentes</p><p>maneiras.</p><p>Não faria nenhum sentido abordar o mercado pensando que</p><p>ele deveria se comportar como estabelecido pelos esquemas</p><p>básicos inicialmente estudados. A realidade é que cada momento é</p><p>único e será diferente de outro no futuro, já que é praticamente</p><p>impossível que as mesmas circunstâncias possam ocorrer em dois</p><p>momentos diferentes.</p><p>Para que duas estruturas se desenvolvam exatamente da</p><p>mesma maneira, é necessário que os mesmos participantes estejam</p><p>presentes em ambos os momentos e se comportem exatamente da</p><p>mesma maneira, o que é impossível.</p><p>É por isso que é importante ter a mente aberta e tentar ir um</p><p>passo além na compreensão da metodologia. Wyckoff nos deu</p><p>algumas diretrizes a seguir destacando acima de tudo: como os</p><p>mercados se movimentam; os processos de acumulação e</p><p>distribuição; e as três leis fundamentais.</p><p>Esta é a estrutura teórica que sustenta a metodologia. O</p><p>operador Wyckoff se apoia nestas ferramentas para analisar o</p><p>gráfico a fim de tentar elucidar quem está no controle do mercado, a</p><p>fim</p><p>as migrações o preço continua seu desenvolvimento em alta (C1 e</p><p>C2) quase que imediatamente. Trata-se de um input muito útil para</p><p>este tipo de contexto. Na terceira continuação (C3), o mercado</p><p>visitará um dos níveis operacionais mais importantes, o VWAP</p><p>semanal, para desenvolver um novo impulso ascendente a partir daí.</p><p>No que diz respeito aos objetivos, o primeiro (tp1) a ser levado</p><p>em conta seria essa antiga área de negociação alta (High Volume</p><p>Node) que também deixou um DevelopingVPOC. E sem mais</p><p>referências de volume à esquerda, as metas seguintes seriam a</p><p>identificação de áreas de liquidez como máximos anteriores</p><p>relevantes (tp2).</p><p>8.2 CRUZAMENTO DE MOEDAS LIBRA/DÓLAR</p><p>($6B)</p><p>Gráfico do perfil operacional da semana 29 de junho a 3 de julho de</p><p>2020. Contexto do intervalo, operação no interior; mais o contexto de</p><p>tendência, operação interagindo com a área de valor.</p><p>Neste caso, utilizamos como perfil operacional o configurado</p><p>pelo volume negociado durante a semana anterior. Como já</p><p>mencionado, não existe um perfil melhor que o outro e, portanto,</p><p>cabe ao trader escolher o estilo de negociação que ele deseja</p><p>desenvolver. O importante é que o perfil com o qual você decide</p><p>trabalhar seja completo para evitar confusão quando os níveis atuais</p><p>são modificados.</p><p>Na primeira caixa vermelha, estaríamos em uma posição</p><p>operacional à espera de nosso gatilho de entrada. Nos encontramos</p><p>dentro da área de valor, mas interagindo justamente sobre o VPOC</p><p>do perfil, portanto nosso viés nesse ponto, estando acima do VPOC,</p><p>deve ser a favor da continuação em alta.</p><p>O preço desenvolve uma estrutura menor e numa posição de</p><p>potencial Spring coincide com um teste no nível operacional. A partir</p><p>daí é gerado um primeiro desequilíbrio ascendente que causa a</p><p>ruptura do perfil na parte superior. É muito visual como a Weis em</p><p>alta se destaca sinalizando essa alta participação no movimento de</p><p>ruptura; e como a ação seguinte denota falta de interesse no</p><p>movimento.</p><p>Neste exato momento, no final do movimento de ruptura, o</p><p>operador, utilizando as ferramentas propostas nesta metodologia,</p><p>deveria necessariamente estar favorecendo a continuação em alta.</p><p>Principalmente porque acabamos de observar uma pequena</p><p>estrutura de acumulação que conseguiu romper para cima, sugerindo</p><p>que o controle está aparentemente do lado dos compradores.</p><p>Assim como sugerido na checklist operacional, já temos o</p><p>primeiro ponto resolvido, que é: o que queremos fazer, seja para</p><p>comprar ou vender. Neste caso, e como acabamos de argumentar,</p><p>queremos favorecer a compra. Agora precisaríamos responder ao</p><p>segundo ponto da checklist, que é: onde vamos querer comprar.</p><p>Precisamos identificar o nível em que vamos esperar pelo preço.</p><p>Neste exemplo, temos uma área de confluência muito importante: a</p><p>Value Area High do perfil semanal rompido, o VWAP semanal (linha</p><p>verde) e a extremidade superior da estrutura de acumulação anterior</p><p>(Creek).</p><p>A identificação do segundo ponto da checklist nos leva</p><p>imediatamente ao terceiro, que é a abordagem do cenário. Neste</p><p>caso, como já somos a favor do nível operativo, estaríamos</p><p>esperando por um único movimento para que o preço se</p><p>posicionasse em nossa área operacional.</p><p>Assim que o preço chegasse lá, teríamos que esperar pelo</p><p>desenvolvimento do nosso gatilho de entrada, que faz parte do passo</p><p>número quatro da checklist. Neste exemplo, usamos o Footprint para</p><p>visualizar o fluxo das ordens e nos permitiu ver a entrada de</p><p>compradores agressivos representados nestas duas velas com delta</p><p>positivo de 685 e 793, que também deixaram desequilíbrios na</p><p>coluna ASK. Agora, teríamos nossa checklist completa e estaríamos</p><p>prontos para enviar as ordens para entrar no mercado.</p><p>A gestão de posição recomendada seria colocar uma ordem</p><p>buy stop na ruptura da vela em alta, com o stop loss no mínimo da</p><p>vela em baixa. Voltando ao gráfico anterior, precisaríamos identificar</p><p>um nível operacional interessante sobre o qual obter lucros ou na sua</p><p>falta algum máximo anterior que estabeleça uma clara área de</p><p>liquidez. Neste caso, mais à esquerda teríamos identificado um</p><p>antigo VPOC ainda não testado (nakedVPOC).</p><p>8.3 ÍNDICE S&P500 ($ES)</p><p>Gráfico do dia 17 de julho de 2020. Contexto do intervalo, operação</p><p>no interior. Inicio de reversão em alta.</p><p>Neste primeiro gráfico de temporalidade de 15 minutos, temos</p><p>a quebra de preços abaixo da área de valor do dia anterior para</p><p>começar a desenvolver nessa área um novo intervalo.</p><p>Inicialmente e favorecendo o princípio operativo da</p><p>continuidade em baixa, a não ser que um contexto de mais longo</p><p>prazo tivesse nos influenciado de forma diferente, deveríamos estar</p><p>dispostos a favorecer uma entrada curta em um teste potencial à</p><p>Value Area Low do perfil da sessão anterior.</p><p>Em vez disso, vemos que o preço consegue reentrar nesta</p><p>área de valor e o faz precedido por uma agitação para os mínimos, o</p><p>que desencadeia o movimento ascendente. Isto reflete a importância</p><p>de lidar com diferentes cenários dependendo de como o preço se</p><p>comporta e de fazer uma avaliação contínua dos movimentos.</p><p>Se examinarmos o gráfico de perto, após reentrarmos na</p><p>Value Area o preço volta para fazer um teste na área onde os</p><p>VWAPs convergem. Talvez esse teste, porque estava ligeiramente</p><p>abaixo do VAL não nos teria dado toda a confiança para operar em</p><p>compra; mas a oportunidade aparece em seguida quando o preço</p><p>retorna para recuperar o VA e agora ele deixa um teste dentro.</p><p>No próximo gráfico com uma temporalidade menor (5 minutos)</p><p>podemos ver esta ação com mais detalhes. Neste caso, a estrutura</p><p>sob a metodologia Wyckoff é mais reconhecível. Embora a parada</p><p>do movimento de baixa não seja muito genuína, vemos alguma</p><p>lateralização e o Spring com o teste que origina a ruptura em alta.</p><p>Mais uma vez, uma visualização muito útil do indicador de onda Weis</p><p>sugerindo o apoio institucional do movimento. Após a ruptura,</p><p>nenhuma reentrada na faixa aceitando estes níveis.</p><p>Neste momento em que estamos em uma situação de BUEC</p><p>potencial para provocar o desequilíbrio de alta, já estamos</p><p>esperando o aparecimento do nosso gatilho de entrada que nos</p><p>permite lançar as ordens de compra.</p><p>Assim, é hora de, pelo menos, começar a visualizar o gráfico</p><p>Footprint em busca daquele padrão de giro que nos alerta sobre o</p><p>desequilíbrio em favor dos especuladores que estão abrindo</p><p>posições de compra.</p><p>Isso é exatamente o que vemos representado no quadro</p><p>apresentado. Além do fato de que a absorção potencial é visual, é</p><p>mais relevante o desequilíbrio que se reflete nesta vela em alta, com</p><p>um volume relativamente maior do que a média e com um delta muito</p><p>positivo comparativamente. Depois de ver isto, seria sem dúvida o</p><p>momento de fazer a ordem de compra.</p><p>Como objetivo, teríamos primeiro o extremo oposto da área</p><p>de valor, neste caso a Value Area High, um nível que também</p><p>converge, como visto no segundo gráfico, com uma antiga área</p><p>VPOC.</p><p>8.4 CRUZAMENTO DE MOEDAS DÓLAR</p><p>AMERICANO/DÓLAR CANADENSE ($6C)</p><p>Gráfico do dia 22 de julho de 2020. Contexto do intervalo, operação</p><p>em extremos.</p><p>O preço inicia a sessão no dia seguinte dentro da área de</p><p>valor do dia anterior, onde começa a lateralizar sugerindo um</p><p>equilíbrio total entre compradores e vendedores. As avaliações dos</p><p>agentes que estão negociando naquele momento são muito</p><p>semelhantes, o que causa uma rotação contínua em torno da área</p><p>central.</p><p>Com este contexto básico; e considerando a hipótese de que</p><p>o mercado continua neste estado de equilíbrio, que não chega</p><p>nenhuma nova informação que faça com que os participantes mudem</p><p>suas avaliações, o princípio operacional para trabalhar é buscar a</p><p>reversão nos extremos; ou seja, buscar compras quando o preço</p><p>interage com a parte baixa do valor (Value Area Low) e vendas na</p><p>parte alta (Value Area High).</p><p>Por isso estamos agora prontos para definir os cenários.</p><p>Sabemos o que queremos fazer (comprar ou vender) e sabemos o</p><p>local exato onde vamos esperar o preço para procurar o gatilho de</p><p>entrada. Isto significa ter um plano e não seguir o preço de forma</p><p>reativa e por impulso.</p><p>Como pode ser visto</p><p>no gráfico, o preço finalmente vai visitar</p><p>a parte inferior da área de valor. Ele realiza um teste muito preciso e</p><p>a partir daí se lança para o extremo oposto. Este movimento poderia</p><p>ser rotulado dentro dos eventos da metodologia Wyckoff como um</p><p>potencial Spring, uma vez que estaria agitando os mínimos da</p><p>pequena estrutura que foi gerada durante os dois dias.</p><p>Neste exato momento, pode ser útil visualizar o gráfico do</p><p>fluxo de ordens para confirmar ou não nosso gatilho de entrada de</p><p>compras. Estamos no local certo e, como sabemos que o preço</p><p>pode se estender um pouco mais antes de girar, ou mesmo continuar</p><p>o desenvolvimento em baixa, precisamos ver a entrada agressiva de</p><p>compra acima daquela área para determinar o possível início do</p><p>desequilíbrio para o lado positivo.</p><p>E bem no local do potencial Spring, vemos o aparecimento</p><p>desse desequilíbrio na coluna ASK, o que poderia sugerir a entrada</p><p>de especuladores na compra. Seria o sinal que estamos procurando</p><p>antes de proceder com o envio de ordens.</p><p>Como podemos ver, o preço é lançado em seguida para o</p><p>extremo oposto, atravessando toda a área de valor. Este é um</p><p>exemplo de operação sob o princípio de 80% do Market Profile.</p><p>Princípio que sugere que, caso o preço tente romper uma área de</p><p>valor e falhe, reentrando novamente, o preço tem 80% de chance de</p><p>atingir o extremo oposto da área de valor. Apesar desta estratégia</p><p>ter sido originada para o Market Profile, o mesmo princípio pode ser</p><p>usado quando se trabalha com o Volume Profile, devido às</p><p>semelhanças em suas teorias.</p><p>A obtenção de lucro neste caso seria, portanto, muito clara:</p><p>ao testar a Value Area High do perfil operacional. Se o preço atingir</p><p>este ponto, a situação seria muito interessante porque estaríamos</p><p>vindo de um potencial Spring; que, como todos sabemos, é o evento</p><p>que desequilibra o controle da estrutura para o lado positivo.</p><p>Portanto, se estivermos certos na análise, ela ainda teria que</p><p>desenvolver pelo menos mais um movimento ascendente.</p><p>Este seria o mapa que estaríamos manipulando, mas</p><p>certamente esse teste para o VAH é nossa primeira área de</p><p>gerenciamento. Aqui você poderia decidir fechar a posição inteira ou</p><p>deixar algum contrato, mas o que devemos fazer é ao menos</p><p>proteger a posição; ou seja, mover o stop loss para o nível de</p><p>entrada (que é conhecido como Breakeven).</p><p>8.5 CRUZAMENTO DE MOEDAS LIBRA/DÓLAR</p><p>($6B)</p><p>03 de agosto de 2020. Contexto de tendências, operação interagindo</p><p>com a área de valor.</p><p>Exemplo de uma operação intradiária favorecendo o contexto</p><p>de curto prazo, neste caso, utilizando o perfil operacional da sessão</p><p>anterior.</p><p>O fato de usarmos perfis de sessões anteriores como uma</p><p>estrutura na qual basear nossas operações não significa que os</p><p>princípios da metodologia Wyckoff ficam de lado. Como podemos</p><p>ver, é essencialmente a mesma coisa, a única diferença está na</p><p>temporalidade utilizada.</p><p>Qualquer operador Wyckoff com alguma experiência poderia</p><p>identificar uma estrutura e rotular todos os eventos que a</p><p>metodologia nos ensina dentro desse perfil. E mais, o momento em</p><p>que é apontado como a área onde procurar o gatilho de entrada os</p><p>analistas mais astutos já terão sido capazes de identificar uma nova</p><p>estrutura. Isto é o importante, o contexto, o que você vai favorecer</p><p>(comprar ou vender) com base no que o preço faz.</p><p>Neste exemplo, depois de ver que estamos vindo de uma</p><p>estrutura distributiva, estaremos inicialmente favorecendo a entrada</p><p>curta. O próximo passo seria identificar em que ponto vamos esperar</p><p>que o preço prossiga para a busca do gatilho. Aqui, a primeira área</p><p>interessante é a Value Area Low do perfil.</p><p>Durante o dia corrente, o mercado começa a lateralizar,</p><p>criando novo valor nesta área. Este é um sinal de aceitação da</p><p>distribuição anterior, para que possamos acrescentar mais um input a</p><p>favor de nosso cenário de baixa.</p><p>Uma vez que o preço se encontra na área de operação</p><p>proposta, temos uma importante confluência de eventos, pois por um</p><p>lado estaríamos desenvolvendo um teste para a antiga área de valor</p><p>rompido; e também este movimento poderia ser parte de uma</p><p>agitação na nova estrutura que está sendo formada.</p><p>Seria o momento ideal para analisar o gráfico do Order Flow e</p><p>ver o que está acontecendo no interior das velas e se, a curto prazo,</p><p>nosso gatilho de entrada foi confirmado.</p><p>E exatamente nesse local, o que vemos é isto. Um giro em</p><p>baixa com muita agressividade de venda. Já na última vela em alta,</p><p>podemos sugerir certa absorção de compra evidenciada pelo alto</p><p>volume, o grande número de execuções ocorrendo na coluna ASK e</p><p>a falta de continuação em alta refletida no pavio superior.</p><p>Posteriormente, uma grande participação de venda</p><p>evidenciada principalmente pelo grande delta negativo sugere uma</p><p>iniciativa de venda e o possível início do desequilíbrio em baixa. A</p><p>próxima vela de baixa serviria como uma confirmação definitiva do</p><p>controle de vendas: velas de intervalo amplo, com bom volume e</p><p>fechamento em mínimos, o que sabemos pela metodologia Wyckoff</p><p>como SOWbar (Sign of Weakness Bar).</p><p>Estes exemplos são muito instrutivos para ver as infinitas</p><p>maneiras em que a mesma ação, assim como neste caso é o giro</p><p>em baixa, pode aparecer no gráfico. Algumas vezes ficará muito</p><p>claro tanto o processo de absorção quanto o de iniciativa; outras</p><p>vezes não será assim. Uma vez que estamos em uma determinada</p><p>área operacional e que temos o apoio do contexto, seria mais</p><p>interessante priorizar o surgimento da iniciativa em favor da direção</p><p>que esperamos que o mercado avance em vez de visualizar o</p><p>processo de absorção anterior, já que podemos ver que isto nem</p><p>sempre aparece da maneira mais genuína.</p><p>Diferentemente do processo de absorção, a iniciativa seria</p><p>uma ação indispensável (para os operadores que decidem analisar o</p><p>fluxo da ordem), pois esperamos que esses especuladores</p><p>apareçam para desequilibrar definitivamente o controle.</p><p>Por último, nesta operação um possível Take Profit estaria</p><p>localizado naquele antigo nível que era VPOC e que por sua própria</p><p>natureza representa uma alta área de negociação, mesmo a curto</p><p>prazo.</p><p>8.6 CRUZAMENTO DE MOEDAS EURO/DÓLAR</p><p>($6E)</p><p>31 de agosto de 2020. Contexto do intervalo, operação no interior.</p><p>Princípio de reversão com falha.</p><p>Este tipo de operação tende a apresentar maiores problemas</p><p>de confiança porque inicialmente viemos da priorização do cenário de</p><p>reversão e depois mudamos o viés.</p><p>Considerando também como base operacional o perfil do dia</p><p>anterior, vemos que no último dia o preço tenta sair desta área de</p><p>valor por sua parte superior causando uma rejeição e reentrando no</p><p>intervalo. Nesse momento, começamos a procurar a entrada curta</p><p>que favorece o princípio da reversão.</p><p>A reversão com falha é um exemplo perfeito de por que os</p><p>níveis operacionais devem ser usados para administrar a posição à</p><p>medida que o preço interage com eles. São áreas decisivas e não</p><p>sabemos o que vai acontecer, portanto a única coisa sob nosso</p><p>controle é minimizar o risco de nossa operação.</p><p>Se logo acima da área de operação identificada vemos uma</p><p>reversão como a vista no gráfico, pelo menos duas decisões</p><p>poderiam ser tomadas a tempo. Em primeiro lugar, se estivermos em</p><p>posição curta, podemos querer fechar a posição e evitar tocar no</p><p>Stop Loss mesmo que ele já esteja em uma posição de Breakeven.</p><p>Este tipo de gestão ativa, em momentos como este, é muito</p><p>importante, pois nos permitirá reduzir ainda mais o risco, podendo</p><p>riscar mais alguns pontos para o mercado. Por outro lado, se o</p><p>contexto de longo prazo acompanhar, você pode querer entrar em</p><p>compra privilegiando este princípio de reversão com falha.</p><p>Em caso de considerar uma compra, é preciso levar em conta</p><p>um detalhe interessante. Como o gatilho de entrada está abaixo do</p><p>VWAP semanal, poderia ser uma boa opção fazer tal operação com</p><p>uma menor alavancagem, por exemplo, em um mercado de CFD. É</p><p>um exemplo perfeito para avaliar a possibilidade de negociar o</p><p>mesmo ativo em mercados diferentes, dependendo da confiança que</p><p>nos dá a operação em questão. Se nos encontrarmos em uma</p><p>situação como esta</p><p>em que observamos tais elementos contra o</p><p>cenário proposto, o mais aconselhável seria não realizá-la em um</p><p>mercado alavancado como o mercado de futuros; e ao contrário, ir a</p><p>um mercado que nos oferece um tipo de operação menos</p><p>alavancada como os CFDs.</p><p>Aprofundando ainda mais neste conceito de trabalhar com</p><p>diferentes brokers e mercados, é importante lembrar que você não</p><p>precisa necessariamente se meter em nenhum tipo particular de</p><p>negociação. Você pode querer fazer operações especulativas de</p><p>curto prazo, negociando o ativo em questão no mercado de futuros;</p><p>e isto não é incompatível com propor cenários que cobrem uma</p><p>maior temporalidade e realizar estas operações de médio prazo</p><p>utilizando os CFDs já mencionados; e também ser capaz de realizar</p><p>operações de longo prazo com ações à vista ou fundos de</p><p>investimentos negociados (ETFs), por exemplo.</p><p>Este é um dos benefícios da metodologia, sua universalidade.</p><p>Sua leitura, por ser baseada no verdadeiro motor do mercado, a</p><p>interação contínua entre compradores e vendedores, é igualmente</p><p>válida independentemente do ativo e da temporalidade; com o único</p><p>requisito básico de que o ativo em particular tenha liquidez suficiente.</p><p>BIBLIOGRAFIA</p><p>Aldridge, I. (2010). High-Frequency Trading: A Practical</p><p>Guide to Algorithmic Strategies and Trading Systems. John Wiley &</p><p>Sons Ltd.</p><p>Alexander Trading, LLC. 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Disponível em: https://www.ig.com/au/trading-</p><p>strategies/high-frequency-trading-explained--why-has-it-decreased-</p><p>-181010</p><p>Wedow, M. P. (2017). Dark pools in European equity.</p><p>Wikipedia. (2021). Algorithmic trading. Disponível em:</p><p>https://en.wikipedia.org/wiki/Algorithmic_trading</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Espero sinceramente que o estudo deste livro possa trazer valor e</p><p>permitir que você alcance níveis mais altos em seu desempenho</p><p>como trader ou investidor.</p><p>O conteúdo é denso e cheio de nuances. A aquisição de todo</p><p>o conhecimento é muito complicada com uma leitura simples, por</p><p>isso recomendo que você volte a fazer um novo estudo e anotações</p><p>pessoais para uma melhor compreensão.</p><p>Eu adoraria saber o que você pensa sobre o livro, então eu o</p><p>convido a deixar um cometário.</p><p>Como você sabe, faço constantemente pesquisas e</p><p>compartilho mais informações, por isso te convido a me escrever no</p><p>endereço info@tradingwyckoff.com para que eu possa adicionar</p><p>você a uma nova lista para receber futuras atualizações de conteúdo</p><p>gratuitamente.</p><p>Nos vemos nas redes sociais!</p><p>Twitter</p><p>Youtube</p><p>Instagram</p><p>Web</p><p>Twitch</p><p>https://twitter.com/RubenVillaC</p><p>https://www.youtube.com/c/RubenVillahermosa/featured</p><p>https://www.instagram.com/tradingwyckoff/</p><p>https://tradingwyckoff.com/pt</p><p>https://www.twitch.tv/rubenvillahermosa</p><p>SOBRE O AUTOR</p><p>Rubén Villahermosa Chaves é analista e operador independente nos</p><p>mercados financeiros desde 2016.</p><p>Possui amplo conhecimento sobre análise técnica, bem como</p><p>o desenvolvimento de estratégias de trading baseadas na análise</p><p>quantitativa.</p><p>Através de sua paixão pelo mundo dos investimentos, ele</p><p>dedicou uma grande quantidade de treinamento sobre este assunto,</p><p>que ele tenta disseminar a partir de princípios de honestidade,</p><p>transparência e responsabilidade.</p><p>LIVROS DESTE AUTOR</p><p>A Metodologia Wyckoff em Profundidade</p><p>A metodologia Wyckoff é um método de análise técnica para operar</p><p>nos mercados financeiros que se baseia no estudo da relação entre</p><p>as forças de oferta e demanda.</p><p>A abordagem é simples: quando grandes operadores querem</p><p>comprar ou vender, eles realizam processos que deixam seus traços</p><p>e que podem ser vistos nos gráficos através do preço e do volume.</p><p>A metodologia Wyckoff se baseia na identificação dessa</p><p>intervenção do profissional para tentar esclarecer quem tem controle</p><p>do mercado a fim de operar com eles.</p><p>https://amzn.to/3etBl4t</p><p>O ��� ���� ��� ��������?</p><p>▶ Como os mercados se movimentam. O mercado é</p><p>formado por movimentos em ondas que desenvolvem tendências e</p><p>ciclos.</p><p>▶ As 3 leis fundamentais. O único método discricionário que</p><p>tem uma lógica subjacente.</p><p>1. A lei da Oferta e Demanda.</p><p>2. A lei da Causa e Efeito.</p><p>3. A lei do Esforço e Resultado.</p><p>▶ Os processos de acumulação e distribuição.</p><p>Desenvolvimento de estruturas que identificam a ação dos grandes</p><p>profissionais.</p><p>▶ Os eventos e fases da Metodologia Wyckoff. As ações</p><p>chave do mercado que nos permitirão realizar uma análise criteriosa.</p><p>▶ Operação. Combinamos contexto, estruturas e áreas</p><p>operacionais para nos posicionarmos ao lado dos grandes</p><p>operadores.</p><p>Prefácio</p><p>Parte 1. Conceitos avançados da Metodologia Wyckoff</p><p>1.1 Os rótulos</p><p>1.2 Preço vs Volume</p><p>1.3 Tipos de gráficos avançados</p><p>1.3.1 Gráficos de ticks</p><p>1.3.2 Gráficos de volume</p><p>1.3.3 Gráficos Range</p><p>1.4 Acumulação ou Distribuição com falha</p><p>1.5 Falha estrutural</p><p>1.5.1 Debilidade</p><p>1.5.2 Solidez</p><p>1.6 Shortening of the Thrust (SOT)</p><p>1.7 Outros tipos de estruturas</p><p>1.7.1 Estruturas com inclinação</p><p>1.7.2 Esquemas pouco usuais</p><p>Parte 2. Resolução de dúvidas frequentes</p><p>2.1 Utilização eficiente das linhas</p><p>2.1.1 A importância do contexto</p><p>2.2 Mudança de rótulos e planejamento de cenários</p><p>2.3 Como distinguir entre acumulação e distribuição?</p><p>2.4 Como analisar um gráfico a partir do 0?</p><p>2.4.1 Estruturas</p><p>2.4.2 Áreas de operação</p><p>2.4.3 Baixa de temporalidade. Estruturas da maior para a menor</p><p>2.4.4 Alta de temporalidade. Estruturas da menor para a maior</p><p>2.5 O que fazer quando o contexto não está claro?</p><p>2.5.1 O controlador</p><p>Parte 3. O atual ambiente de trading</p><p>3.1 Tipos de participantes nos</p><p>mercados financeiros</p><p>3.2 Mercados eletrônicos</p><p>3.2.1 Trading algorítmico</p><p>3.2.2 High Frequency Trading</p><p>3.3 Mercados Over The Counter (OTC)</p><p>3.4 Dark Pools</p><p>3.5 Os mercados são aleatórios ou determinísticos?</p><p>3.5.1 A hipótese dos mercados adaptativos</p><p>3.5.2 Onde se encaixa a metodologia Wyckoff?</p><p>Parte 4. A importância do volume</p><p>4.1 Auction Market Theory</p><p>4.1.1 Variáveis</p><p>4.1.2 Percepção do valor</p><p>4.1.3 As quatro fases da atividade do mercado</p><p>4.2 A Lei da Oferta e da Demanda</p><p>4.2.1 Erros de interpretação comuns</p><p>4.2.2 BID/ASK, Spread e Liquidez</p><p>4.2.3 Tipos de participantes com base no comportamento</p><p>4.2.4 Como ocorre a mudança de preço?</p><p>4.2.5 Como acontecem as mudanças no mercado?</p><p>4.3 Tipos de ordens</p><p>4.3.1 Características avançadas</p><p>4.4 Ferramentas para análise de volume</p><p>4.4.1 Livro de ordens</p><p>4.4.2 Time & Sales</p><p>4.4.3 Footprint</p><p>4.4.4 Delta</p><p>4.5 A problemática do Order Flow</p><p>4.5.1 Problemática #1 Divergência de preço</p><p>4.5.2 Problemática #2 Divergência do Delta</p><p>4.5.3 Operador de preço e volume</p><p>4.5.4 Conclusão</p><p>Parte 5. Volume Profile</p><p>5.1 Teoria do Leilão + Volume Profile</p><p>5.2 Composição do Volume Profile</p><p>5.3 Tipos de perfis</p><p>5.4 Diferença entre o volume vertical e o horizontal</p><p>5.5 Diferença entre Volume Profile e Market Profile</p><p>5.6 Forma dos perfis</p><p>5.6.1 Perfil tipo P</p><p>5.6.2 Perfil tipo b</p><p>5.7 Usos do Volume Profile</p><p>5.7.1 Identificação de estruturas</p><p>5.7.2 Determinar o viés do mercado</p><p>5.7.3 Análise da saúde da tendência</p><p>5.7.4 Migração do VPOC</p><p>5.7.5 Ajuste da gestão da posição</p><p>5.8 Princípios operacionais com áreas de valor</p><p>5.8.1 Princípio do intervalo</p><p>5.8.2 Princípio da reversão</p><p>5.8.3 Princípio da continuidade</p><p>5.8.4 Princípio da reversão com falha</p><p>5.8.5 Quadro resumido de princípios operacionais com áreas de valor</p><p>Parte 6. Order Flow</p><p>6.1 Leitura do contexto</p><p>6.2 Desequilíbrios</p><p>6.3 Padrão de giro</p><p>6.3.1 Padrão de giro em baixa: Absorção de compras e iniciativa de vendas</p><p>6.3.2 Padrão de giro em alta: Absorção de vendas e iniciativa de compras</p><p>6.4 Padrão de continuidade</p><p>6.5 Fractalidade</p><p>Parte 7. Wyckoff 2.0</p><p>7.1 Análise do contexto</p><p>7.1.1 Contexto do intervalo</p><p>7.1.2 Contexto de tendência</p><p>7.1.3 Operação no intervalo</p><p>7.1.4 Operação em tendências</p><p>7.2 Identificação de áreas e níveis operacionais</p><p>7.3 Planejamento de cenários</p><p>7.4 Gestão da operação</p><p>7.4.1 Entrada</p><p>7.4.2 Stop Loss</p><p>7.4.3 Take Profit</p><p>7.4.4 O que fazer quando o preço vai sem nós?</p><p>Parte 8. Estudos de caso</p><p>8.1 Cruzamento de moedas Euro/Dólar ($6E)</p><p>8.2 Cruzamento de moedas Libra/Dólar ($6B)</p><p>8.3 Índice S&P500 ($ES)</p><p>8.4 Cruzamento de moedas Dólar Americano/Dólar Canadense ($6C)</p><p>8.5 Cruzamento de moedas Libra/Dólar ($6B)</p><p>8.6 Cruzamento de moedas Euro/Dólar ($6E)</p><p>Bibliografia</p><p>Agradecimentos</p><p>Sobre o autor</p><p>Livros deste autor</p><p>de elaborar hipóteses criteriosas.</p><p>O próximo passo é ser capaz de identificar o desenvolvimento</p><p>de uma estrutura, mesmo que ela não pareça ideal. Em muitas</p><p>ocasiões, poderemos trabalhar em tempo real com estruturas que se</p><p>adaptam muito genuinamente às estruturas clássicas estudadas, mas</p><p>haverá outras ocasiões em que este não será o caso.</p><p>E isso não deve ser motivo de frustração. Os operadores</p><p>Wyckoff avançados entendem que estes processos de acumulação e</p><p>distribuição podem ocorrer de forma diferente, dependendo do quão</p><p>equilibrado ou desequilibrado o mercado está em favor dos</p><p>compradores e vendedores.</p><p>Esta é a chave para tudo. Com base na condição do mercado</p><p>no momento (quem tem mais controle), o preço desenvolverá um ou</p><p>outro tipo de estrutura.</p><p>A seguir estudaremos alguns tipos de estruturas não</p><p>convencionais.</p><p>1.7.1 Estruturas com inclinação</p><p>Apesar de serem estruturas mais difíceis de serem vistas, na</p><p>verdade se desenvolvem exatamente da mesma forma que as</p><p>estruturas horizontais. Faça um teste; pegue um dos exemplos e</p><p>tente girar mentalmente a imagem até encaixar a estrutura como se</p><p>ela fosse horizontal. Você verá que o comportamento geral, os</p><p>eventos e as fases se desenrolam de forma idêntica aos intervalos</p><p>horizontais. O único elemento que varia é a condição do mercado, ou</p><p>seja, haverá situações em que tanto os compradores quanto os</p><p>vendedores terão inicialmente mais controle.</p><p>Vamos ter em mente que uma estrutura com uma inclinação</p><p>para cima sugere uma certa solidez no fundo, ou seja, um maior</p><p>controle dos compradores; e que estruturas com uma inclinação para</p><p>baixo sugerem uma certa debilidade, um maior controle por parte</p><p>dos vendedores.</p><p>Inicialmente, ao identificarmos a parada da fase A, vamos</p><p>estabelecer os limites do intervalo horizontalmente. Se observarmos</p><p>que na Fase B o preço não respeita esses extremos e começa a sair</p><p>da estrutura, será o momento de começar a pensar em uma possível</p><p>estrutura com uma inclinação. Vamos conectar esses extremos e</p><p>observaremos se o preço realmente respeita os limites dessa</p><p>estrutura.</p><p>Em outras ocasiões, vamos simplesmente abrir um gráfico e</p><p>será muito visual como o preço tem respeitado os extremos de uma</p><p>estrutura inclinada. Conectar as mínimas e máximas das Fases A, B</p><p>e C. Você pode desenhar uma extremidade primeiro e clonar a linha</p><p>na extremidade oposta. O importante é que o canal contém quase</p><p>toda a ação de preços dentro dele. Quanto mais se toca nos</p><p>extremos, mais solidez a estrutura está sendo trabalhada</p><p>(respeitada).</p><p>É importante destacar que não precisamos ver toques</p><p>perfeitos de preço a estes extremos para determinar que o preço</p><p>está trabalhando esta estrutura. Não precisa ser algo totalmente</p><p>preciso, a chave é que deve ser algo de destaque e que nos permita</p><p>conectar todos os extremos, mesmo que seja necessário desenhar</p><p>uma zona de certa largura, em vez de uma linha.</p><p>Da mesma forma, eu sempre recomendaria não descartar</p><p>completamente os níveis horizontais. Particularmente, eles me dão</p><p>mais confiança e há uma chance de que o preço volte a entrar na</p><p>estrutura original e possamos continuar a trabalhar nela.</p><p>São quatro estruturas possíveis com inclinação que podemos</p><p>encontrar:</p><p>Estrutura de acumulação com inclinação para cima.</p><p>Estrutura de acumulação com inclinação para baixo.</p><p>Estrutura de distribuição com inclinação para baixo.</p><p>Estrutura de distribuição com inclinação para cima.</p><p>E�������� �� ���������� ��� ���������� ����</p><p>����</p><p>Esta é a variante que denota a maior solidez fundamental. Após a</p><p>parada da Fase A, o preço começa a flutuar para cima e para baixo</p><p>durante o desenvolvimento da estrutura, mostrando claramente uma</p><p>série de máximas e mínimas ascendentes e descendentes.</p><p>Os compradores têm uma certa agressividade, valorizam o</p><p>preço do ativo em níveis mais altos e não permitem que caia em</p><p>áreas sob revendidas, a fim de proteger sua posição.</p><p>Estas estruturas não são fáceis de operar principalmente</p><p>porque a superação de qualquer máximo anterior nos parecerá que</p><p>estamos enfrentando uma potencial queda do mercado. Mas na</p><p>realidade é a própria natureza do movimento: impulsos e</p><p>retrocessos.</p><p>E esta impressão estará ainda mais presente na zona</p><p>potencial BUEC. Embora esta seja a entrada mais conservadora e</p><p>nos dê maior segurança, visualmente vemos o preço negociado em</p><p>níveis muito altos e não nos parece (subjetivamente) um ponto de</p><p>entrada ideal.</p><p>O mercado, alheio a tudo isso, continuará seu percurso e, se</p><p>for realmente um processo de acumulação, a partir daí começará o</p><p>movimento de tendência para fora do intervalo em busca de maiores</p><p>níveis de liquidez.</p><p>Este exemplo do BTC é muito instrutivo, pois podemos</p><p>identificar um dos conceitos apresentados, a falha estrutural de</p><p>solidez.</p><p>Vemos como após a queda abrupta o preço se acumula</p><p>rapidamente (caixa verde) para iniciar mais alguns níveis de</p><p>estrutura. Trata-se, por si só, de um sinal de solidez fundamental.</p><p>Vemos que há um volume muito alto negociado nessa queda e o fato</p><p>de vermos uma reação posterior positiva já sugere que, pelo menos</p><p>em princípio, o sentimento é de alta. Se analisarmos o contexto,</p><p>vemos que abaixo do preço atual há grandes volumes, poderíamos</p><p>fazer uma interpretação simples, pois em tal volume entraram</p><p>agressivamente compradores, pois de outra forma o preço não</p><p>poderia ter subido.</p><p>Outros traços interessantes que sugerem acumulação é a</p><p>diminuição do volume durante o desenvolvimento da estrutura e a</p><p>predominância de ondas de alta do indicador Weis.</p><p>Além disso, o elemento chave que marca um antes e um</p><p>depois na leitura do controle nesta estrutura é a ação da Upthrust.</p><p>Na parte superior da estrutura, desenvolve um esquema de</p><p>distribuição menor. Este padrão poderia muito bem ter agido como</p><p>uma função da UTAD e provocado a ruptura em baixa. Este é o</p><p>comportamento que esperamos que aconteça após um abalo, mas o</p><p>que vemos é uma total incapacidade de cair. Depois desse pequeno</p><p>esquema distributivo, o preço não chega nem mesmo ao fundo</p><p>daquela estrutura inclinada para cima em que tem trabalhado, e isso</p><p>não é nada mais nem menos que uma falha estrutural de solidez.</p><p>Em seguida, desenvolve um shakeout interno que atua como</p><p>um evento de Teste na Fase C, causando o desequilíbrio final e a</p><p>continuação para cima.</p><p>Também vale ressaltar a localização do High Volume Node e</p><p>do VPOC da estrutura. Como o preço é incapaz de romper esta zona</p><p>alta de negociação, sugerindo um controle em alta. Falaremos sobre</p><p>estas zonas de Perfil de Volume mais tarde.</p><p>Aqui vemos outro exemplo de um padrão acumulado com um</p><p>declive ascendente. Neste caso, a inclinação é bastante acentuada,</p><p>o que sugere que a atual condição do mercado é bastante sólida.</p><p>Vemos a parada definitiva sem volume climático (Selling</p><p>Exhaustion) e como a partir daí o preço começa uma clara sucessão</p><p>de máximas ascendentes e mínimas descendentes. Volume</p><p>decrescente durante o desenvolvimento das Fases A e B sugerindo</p><p>absorção. Encontra dificuldades para posicionar-se acima do High</p><p>Volume Node, mas uma vez que consegue após o shakeout, continua</p><p>mostrando força e consegue romper mais alto com boas velas em</p><p>alta (SOSbar).</p><p>Muito interessante, já que o Back Up se desenvolve sobre a</p><p>parte superior da estrutura (Creek) em confluência com um nível de</p><p>volume operacional (VWAP semanal).</p><p>E�������� �� ���������� ��� ���������� ����</p><p>�����</p><p>Esta é a variante acumulativa que apresenta a maior debilidade. Com</p><p>inclinação em baixa, essa dinâmica de máximas e mínimas</p><p>descendentes, já denota um controle total dos operadores em baixa.</p><p>A debilidade é latente, mas mesmo assim, os compradores</p><p>finalmente aparecem e provocam o desenlace acumulativo.</p><p>Observado o aparecimento dos primeiros eventos de parada</p><p>de tendência, a debilidade será tão alta que o mercado não será</p><p>capaz de sustentar o desenvolvimento de uma estrutura horizontal e,</p><p>em vez disso, começaremos a ver sinais de debilidade que gerarão</p><p>baixas cada vez menores.</p><p>Em termos estruturais, o preço respeitará a dinâmica de</p><p>baixa, flutuando entre os extremos superior e inferior do canal.</p><p>Os</p><p>novos mínimos percorrerão uma distância cada vez menor,</p><p>observando visualmente um padrão muito comum de esgotamento da</p><p>tendência (Shortening Of the Thrust).</p><p>Além disso, o mercado muito provavelmente desenvolverá</p><p>algum tipo de falha estrutural onde em certo momento o preço</p><p>abandona a dinâmica que o levaria a visitar a parte inferior da</p><p>estrutura e, em vez disso, encontra apoio em algum lugar</p><p>intermediário. Possivelmente fez uma base e está pronto para iniciar</p><p>o movimento de tendência ascendente.</p><p>O que confirmaria o padrão SOT e o fracasso estrutural seria</p><p>que o preço desenvolvesse agora um forte impulso de alta. De</p><p>preferência, queremos ver este impulso romper a estrutura de baixa</p><p>efetivamente mudando a dinâmica do mercado. Agora seria o</p><p>momento de esperar por um retrocesso em baixa para buscar</p><p>incorporarmos em favor do desequilíbrio causado pelos</p><p>compradores.</p><p>Neste exemplo, vemos como o preço está respeitando os</p><p>extremos que aparecem para cima e para baixo. Conforme já</p><p>dissemos, a identificação deste tipo de estruturas é subjetiva,</p><p>portanto, elas devem ser muito visuais e não forçadas. A ideia é que</p><p>elas contêm a maior parte da ação do preço.</p><p>Um detalhe que deve ser observado neste gráfico é como o</p><p>VWAP mensal age. Trata-se do nível dinâmico mais escuro e, como</p><p>você pode ver, o preço reage sobre ele toda vez que interagem.</p><p>Desde o primeiro toque no Secondary Test, o preço permanece</p><p>constantemente em cima, o que sugeriria algum controle por parte</p><p>dos compradores.</p><p>Como sempre, o evento chave é a agitação total que causa o</p><p>desenvolvimento do efeito construído sobre essa causa. Depois do</p><p>referido Shakeout o preço desenvolve um LPS acima do VPOC da</p><p>estrutura, que é seguido pelo JAC e o Back Up que novamente vai</p><p>em busca de uma zona de confluência (VWAP semanal e Value Area</p><p>High) para poder continuar o desenvolvimento na Fase E fora do</p><p>intervalo a partir daí.</p><p>Essas zonas e níveis operacionais de volume serão discutidos</p><p>posteriormente com mais detalhes.</p><p>Aqui podemos observar outra clara estrutura acumulativa com</p><p>um declive em baixa cheia de detalhes.</p><p>Após a parada da Fase A, vemos como o preço é negociado</p><p>principalmente na parte inferior da faixa, sendo incapaz de realizar</p><p>qualquer tipo de teste até o topo, o que nos sugere certa debilidade</p><p>fundamental. Gradualmente o volume diminui em relação ao</p><p>observado no SC e após o aparecimento do Shakeout um sinal de</p><p>força é agora capaz de enviar o preço para a parte superior (minor</p><p>Sign of Strength).</p><p>Neste ponto já podemos ver como as mínimas das Fases A, B</p><p>e C percorrem uma distância ridícula para o lado negativo, sugerindo</p><p>o aparecimento do padrão Shortening Of the Thrust (SOT) e sua</p><p>implicação ascendente neste caso.</p><p>Apesar de o primeiro movimento ascendente não ser</p><p>suficientemente sólido para romper a estrutura, já é uma certa</p><p>mudança de caráter ter conseguido fazer tal teste. Nesse momento,</p><p>o preço desenvolve um movimento interno para uma máxima anterior</p><p>em confluência com o VWAP semanal, mas desta vez o mercado é</p><p>incapaz de testar a parte inferior da estrutura, desenvolvendo uma</p><p>falha estrutural de solidez evidenciada naquele LPS. Objetivamente,</p><p>já temos o Shakeout, o sinal de solidez e a falha estrutural =</p><p>desequilíbrio potencial em favor dos compradores.</p><p>A partir daí e através de dois sinais de solidez, o preço</p><p>consegue romper o intervalo e vemos como vai procurar uma zona</p><p>de confluência para desenvolver o teste após a quebra (Back Up).</p><p>Esta área é composta pelo Creek da estrutura quebrada, o VWAP</p><p>semanal (linha dinâmica verde) e a Value Area High do perfil. Outro</p><p>exemplo da funcionalidade deste tipo de níveis operacionais</p><p>apoiados pelo contexto.</p><p>E�������� �� ������������ ��� ���������� ����</p><p>�����</p><p>Trata-se da estrutura distributiva que apresenta maior debilidade.</p><p>Após a identificação dos primeiros eventos que sugerem a parada do</p><p>movimento de tendência anterior, a forte condição de debilidade que</p><p>inunda o mercado provocará o desenvolvimento de movimentos</p><p>subsequentes na forma de máximos e mínimos decrescentes.</p><p>Visualmente é possível ver um canal em baixa onde o preço</p><p>ricocheteia em seus extremos, respeitando a dinâmica.</p><p>A chave, como sempre, estará na identificação correta do</p><p>evento de teste na Fase C que dá origem ao movimento de ruptura</p><p>em baixa. Procuraremos constantemente que este evento de teste</p><p>tenha a forma de um impacto (neste caso, Upthrust After Distribution</p><p>-UTAD-). Já foi mencionado inúmeras vezes que é o evento que pode</p><p>dar maior confiança a um operador quando se trata de levantar</p><p>cenários e, portanto, na maioria dos casos, devemos esperar seu</p><p>aparecimento.</p><p>Podemos esperar esta agitação final, seja na forma de uma</p><p>oscilação no topo da estrutura sugerindo uma condição de sobre</p><p>compra; ou como uma oscilação local para alguma alta anterior</p><p>relevante. Quanto mais vistoso e exagerado for a agitação, mais</p><p>confiança nos dará, pois nos sugerirá que captou maior liquidez e,</p><p>portanto, o movimento subsequente terá maior impulso.</p><p>A principal diferença em relação às estruturas acumulativas</p><p>que também têm uma inclinação em baixa é que, neste caso, não</p><p>veremos aquela perda de impulso característica do padrão</p><p>Shortening Of the Thrust, nem veremos qualquer tipo de falha</p><p>estrutural.</p><p>Sem dúvida é um tipo de cenário difícil de operar porque</p><p>subjetivamente o operador observa como o preço é relativamente</p><p>baixo e pode determinar que não é o lugar para entrar rapidamente.</p><p>Mas devemos trabalhar para eliminar as subjetividades e permanecer</p><p>com a certa objetividade que nos proporciona este tipo de leituras.</p><p>Devido ao controle quase total que os vendedores têm, o preço se</p><p>movimentará com grande velocidade. Devemos estar totalmente</p><p>concentrados, caso contrário é provável que percamos o movimento.</p><p>E isto não é uma má notícia porque se você tiver sido capaz de fazer</p><p>uma leitura correta e ver que o desequilíbrio é a favor da baixa, você</p><p>pode perder a oportunidade de negociação por não ser rápido em</p><p>suas decisões, mas pelo menos você não será capaz de entrar do</p><p>lado errado do mercado (comprando) evitando assim uma perda.</p><p>Neste exemplo de redistribuição com inclinação para baixo,</p><p>vemos que a parada ocorre com um grande volume durante todo o</p><p>desenvolvimento da Fase A e que durante a Fase B também</p><p>observamos picos de volume pouco usuais, traços característicos de</p><p>esquemas de distribuição. Além disso, as ondas de baixa Weis</p><p>predominam em todos os momentos.</p><p>O preço se posiciona abaixo do nó de alto volume e um</p><p>subsequente movimento de retrocesso em alta testará esta área</p><p>deixando o evento do Last Point of Supply para gerar a ruptura</p><p>efetiva de baixa (SOW) a partir daí. Uma vez abaixo da estrutura, um</p><p>novo teste para a parte inferior da estrutura e a continuação da</p><p>queda.</p><p>Um operador que não leva em conta esta dinâmica de</p><p>estruturas e que não sabe como analisar criteriosamente todos os</p><p>traços dentro dela, muito provavelmente veria o preço cair, longe do</p><p>VWAP, em uma possível condição de sobre venda e talvez tivesse</p><p>um viés de alta. Mas a verdade é que o mercado estava em todos os</p><p>momentos inundado de debilidade e isso se refletiu na ação dos</p><p>preços e no volume.</p><p>Novo exemplo de esquema de distribuição com traços muito</p><p>característicos. Picos de volume, Weis predominante e agitação na</p><p>fase C que origina o movimento de ruptura em baixa.</p><p>O teste UTAD acontece em um local muito importante, no</p><p>VPOC do intervalo. Este é o nível de preços mais negociado. Além</p><p>disso, converge com a parte superior da estrutura. É o local ideal</p><p>para procurar um gatilho curto. Um outro exemplo de como o Volume</p><p>Profile pode nos ajudar a analisar melhor o contexto do mercado.</p><p>A debilidade foi tal que não existiu a possibilidade de um teste</p><p>após uma ruptura (LPSY) na parte inferior da estrutura.</p><p>E�������� �� ������������ ��� ���������� ����</p><p>����</p><p>Este tipo de dinâmica apresenta inicialmente uma certa solidez</p><p>fundamental, evidenciada pela sucessão de máximas ascendentes e</p><p>mínimas descendentes, até que em seu desenvolvimento final a</p><p>agressividade dos vendedores se</p><p>torna evidente, girando a estrutura</p><p>como distributiva.</p><p>Como discutido nas estruturas anteriores, uma ferramenta útil</p><p>para sua avaliação pode ser a identificação do padrão Shortening Of</p><p>the Thrust. Neste caso, o preço pode fazer novos máximos, mas</p><p>percorrer uma curta distância dos máximos anteriores, denotando</p><p>uma falta de impulso.</p><p>Se também deixar algum tipo de falha estrutural que denote</p><p>debilidade (não atinge o topo da estrutura), é uma indicação adicional</p><p>que sugere que o controle pode estar girando para baixo.</p><p>Como sempre, a leitura será impulsionada pela observação de</p><p>um movimento (UTAD) para a parte superior da estrutura na forma</p><p>de excesso que atinge uma condição de sobre compra; ou para</p><p>alguma alta anterior relevante.</p><p>Não esqueçamos também a análise das ferramentas</p><p>complementares que analisam os dados de volume, tais como o</p><p>Volume Profile e a análise das ondas de Weis. A localização das</p><p>zonas operacionais do perfil de volume sempre nos ajudará na</p><p>tomada de decisões, enquanto a análise das ondas nos permitirá</p><p>colocar a lupa sobre o interesse negociado nos movimentos e às</p><p>vezes será a chave para uma análise correta.</p><p>Exemplo de uma estrutura distributiva com um declive para</p><p>cima e sem agitações ao extremo. Como detalhes mais importantes,</p><p>vemos esse volume climático no meio da faixa. É um sinal de alerta,</p><p>pois não devem aparecer como regra geral em esquemas</p><p>acumulativos e, portanto, poderiam ser uma marca a ser</p><p>acrescentada em favor do controle em baixa.</p><p>Muito visual também o padrão Shortening Of the Thrust entre</p><p>os máximos que estabelecem o AR na Fase A, o UT na Fase B e o</p><p>UTAD na Fase C. Novos máximos, mas com pouco movimento entre</p><p>eles sugerindo a perda de impulso.</p><p>No UTAD da Fase C vemos como o preço tenta deixar a área</p><p>de valor do perfil Composto e é rejeitado. O mercado não está</p><p>interessado em negociar a preços mais altos e um novo sinal é</p><p>acrescentado em favor dos vendedores. Esta ação também poderia</p><p>ser vista como o evento de teste na Fase C, onde agita máximos do</p><p>interior da estrutura. Este é certamente um padrão difícil de operar</p><p>em tempo real.</p><p>Após um primeiro movimento de debilidade, o preço consegue</p><p>se posicionar abaixo do VPOC do perfil e esta ação é acompanhada</p><p>por uma grande onda de Weis em baixa. Nesse momento, o viés</p><p>direcional deve ser claro e já estamos em condições de considerar</p><p>alguma ideia operativa curta.</p><p>Novamente vemos a grande importância de levar em conta os</p><p>níveis de volume. O teste após a ruptura (LPSY) vai procurar a zona</p><p>de confluência da estrutura rompida e o VPOC para iniciar a partir</p><p>daí a continuação em baixa na Fase E.</p><p>Neste caso, o evento de teste da Fase C consegue chegar à</p><p>parte superior da estrutura agitando todos os pontos altos da</p><p>estrutura. Como sabemos, esta ação acrescenta mais solidez ao</p><p>cenário de baixa.</p><p>É muito marcante o grau de inclinação para cima, sugerindo no</p><p>início uma grande solidez fundamental. Solidez que é dissipada e</p><p>bloqueada com o aparecimento dos picos de volume durante o</p><p>desenvolvimento da Fase C.</p><p>Sinal inquestionável de debilidade que envia o preço para a</p><p>origem do movimento na AR e também consegue desenvolver uma</p><p>nova via em baixa. Não antes de visitar duas vezes o nível de volume</p><p>mais negociado (VPOC) da estrutura para continuar negociando a</p><p>partir daí. Mais uma vez, este é um exemplo impressionante da</p><p>eficácia destes níveis de volume.</p><p>Todos os conceitos relativos ao Volume Profile e suas</p><p>implicações operacionais serão explicados em profundidade na</p><p>última parte do livro.</p><p>1.7.2 Esquemas pouco usuais</p><p>Dentro desta categoria vamos incluir o resto das estruturas que não</p><p>seguem uma formação horizontal ou inclinada.</p><p>Se quiséssemos obter um refinamento excelente, poderíamos</p><p>enquadrar como estruturas da metodologia Wyckoff praticamente</p><p>todas as faixas de acumulação ou distribuição, independentemente</p><p>de sua forma, incluindo os clássicos padrões gráficos que todos nós</p><p>conhecemos como cabeça e ombros, baixas, triângulos e assim por</p><p>diante.</p><p>Do meu ponto de vista, tentar justificar cada um dos</p><p>movimentos e desenvolvimento de estruturas sob o enfoque da</p><p>metodologia Wyckoff não favorece nada. Wyckoff tem pouco a ver</p><p>com esses padrões robóticos, seu estudo é muito mais profundo,</p><p>então o mais inteligente seria se distanciar desse possível elo que</p><p>pode associar os padrões clássicos de gráficos com o método</p><p>Wyckoff.</p><p>Em retrospectiva, qualquer faixa pode ser rotulada com algum</p><p>sucesso. Mas isto é operacionalmente inválido. Rotular gráficos</p><p>passados é um exercício muito interessante para operadores</p><p>iniciantes a fim de praticar seus conhecimentos e alimentar seu</p><p>subconsciente para prepará-lo para a negociação em tempo real.</p><p>Mas uma vez que você tenha um certo nível de estudo da</p><p>metodologia, continuar a rotular os gráficos passados não faz</p><p>sentido.</p><p>A chave é que qualquer estrutura, se nos forçarmos um pouco,</p><p>podemos transformá-la em uma estrutura agradável que se</p><p>encaixaria perfeitamente nos eventos e fases da metodologia</p><p>Wyckoff. Mas nosso foco não deveria estar aqui, de que adianta</p><p>saber a localização das etiquetas em um giro hipodérmico (em forma</p><p>de V) do mercado se, em tempo real, eu não vou poder operá-las?</p><p>Como digo, é uma perda de tempo e energia tentar estudar</p><p>estruturas incomuns, principalmente porque, como o próprio nome</p><p>indica, elas não aparecem com certa regularidade. Nossa vantagem</p><p>está em esperar pelo aparecimento das estruturas clássicas.</p><p>Estruturas clássicas, com um desenvolvimento estrito de seus</p><p>eventos e fases, mas permitindo, ao mesmo tempo, alguma fluidez</p><p>baseada nas condições particulares do mercado. O exemplo perfeito</p><p>desta afirmação seriam estruturas inclinadas: formações clássicas</p><p>onde todos os eventos e fases são perfeitamente observados e, ao</p><p>mesmo tempo, a condição contextual modifica ligeiramente o</p><p>desenvolvimento final (certas dinâmicas em alta ou em baixa).</p><p>Este gráfico do FDAX é um exemplo muito bom do que estou</p><p>falando. Uma vez concluído seu desenvolvimento, posso voltar atrás</p><p>e rotular cada movimento se quiser, mas em tempo real é um</p><p>comportamento praticamente impossível de operar. Uma estrutura</p><p>bloqueada em baixas, mas desenvolvendo altas, por sua vez. Não faz</p><p>sentido colocar o foco ali.</p><p>Além deste tipo de estruturas inoperáveis, é um bom momento</p><p>para lembrar que a teoria e a prática em tempo real muitas vezes</p><p>não andam de mãos dadas e que é necessário ter uma mente</p><p>suficientemente aberta.</p><p>Neste gráfico do SP500, apesar de ser verdade que existe</p><p>uma estrutura muito genuína na parte final, muitos em tempo real</p><p>podem ter encontrado dificuldades para identificar a Fase A.</p><p>O preço vem subindo, desenvolve um amplo movimento de</p><p>baixa e a partir daí outro mais para cima que supera a máxima</p><p>anterior. Poderia essa sucessão ser a BC, AR, ST? Poderia, mas</p><p>não é isso que é relevante. O que é relevante é que houve uma</p><p>mudança de caráter; que o preço passou de um estado de tendência</p><p>para um estado de lateralidade e que uma causa vai se construir</p><p>novamente, o que terá um efeito. Isto é tudo o que importa, o</p><p>contexto por trás da ação de preços.</p><p>Muitos podem ainda procurar apenas estruturas de "livro" e,</p><p>embora vejamos que elas aparecem continuamente, a leitura</p><p>oferecida pela metodologia é muito mais interessante do que</p><p>simplesmente permanecer ali.</p><p>Aqui vemos outro exemplo exatamente igual. Se observarmos</p><p>o mercado de um ponto de vista estrito, procurando identificar os</p><p>movimentos perfeitos enquadrados dentro da proporcionalidade que</p><p>em teoria deveria existir entre fases, podemos ter problemas para</p><p>identificar este tipo de desenvolvimento.</p><p>Se tratarmos esses três movimentos que assinalo como SC,</p><p>AR e ST, então a Fase B teria muito pouca duração, pois o único</p><p>evento objetivo visto no gráfico é a agitação da Fase C. O que</p><p>faremos então se a teoria nos disser que a Fase B deve ser mais</p><p>longa do que as Fases A e C? Bem, então nada, a teoria é muito</p><p>boa para generalizar eventos, mas as negociações e análises em</p><p>tempo real exigirão uma mente muito mais aberta.</p><p>Uma vez que o operador atinja</p><p>um certo grau de compreensão</p><p>da metodologia, ele deve se concentrar em olhar o mercado em</p><p>termos de dinâmica de preços e não em termos de rótulos.</p><p>PARTE 2. RESOLUÇÃO DE DÚVIDAS</p><p>FREQUENTES</p><p>Nesta seção, vou aprofundar algumas das dúvidas mais recorrentes</p><p>que os estudantes da metodologia Wyckoff têm.</p><p>É motivo de orgulho expor alguma dúvida complexa, porque</p><p>isso é um sinal de que o estudo tem sido suficientemente</p><p>aprofundado. O operador bombardeia o cérebro com todos os</p><p>conceitos uma e outra vez; e no momento em que ele se coloca</p><p>diante de um gráfico, a confusão começa a aparecer.</p><p>Esta situação é normal e ainda mais numa abordagem</p><p>discricionária onde há tantos elementos a serem levados em conta.</p><p>Nesta parte, abordaremos questões importantes que nos ajudarão a</p><p>consolidar ainda mais nosso conhecimento.</p><p>2.1 UTILIZAÇÃO EFICIENTE DAS LINHAS</p><p>Quando o operador de varejo se aproxima pela primeira vez dos</p><p>mercados, ele gosta de traçar linhas para identificar os níveis de</p><p>apoio e resistência, na esperança de que o mercado os respeite.</p><p>Mas devemos saber uma coisa, o mercado não se importa quantas</p><p>linhas você desenhou no gráfico, nem se elas são mais grossas ou</p><p>mais finas ou coloridas.</p><p>De modo algum, a menos que você tenha um estudo</p><p>estatístico que o comprove, deverá ser considerado em termos</p><p>operacionais o uso de linhas isoladas. Ou seja, não é recomendável</p><p>comprar ou vender simplesmente porque o preço tocou uma</p><p>determinada linha.</p><p>O que nos dizem as linhas tem a ver principalmente com quem</p><p>está no controle do mercado. Se olharmos para um mercado em alta</p><p>onde é possível traçar uma linha ou canal em alta de forma clara, o</p><p>raciocínio objetivo é que os compradores estão no controle. Se o que</p><p>podemos visualizar é um claro movimento de baixa canalizado entre</p><p>dois extremos, o que teremos é um controle por parte dos</p><p>vendedores. E, por fim, uma lateralização horizontal com voltas</p><p>repetidas em dois extremos nos mostrará um equilíbrio entre ambos</p><p>os participantes.</p><p>Portanto, a ideia por trás de traçar linhas, seja para construir</p><p>intervalos horizontais, todos os tipos de canais ou simples linhas de</p><p>tendência, deve ter o objetivo de:</p><p>Obter uma dimensão a mais do sentimento de mercado</p><p>Oferece-nos uma localização interessante para uma</p><p>orientação parcial</p><p>Vamos continuar trabalhando com lógica. Se acabamos de</p><p>raciocinar que uma linha ou canal de tendência ascendente é a</p><p>evidência de um mercado controlado por compradores, com esta</p><p>informação como base parece que a coisa mais sensata a fazer</p><p>seria:</p><p>Estimular as compras.</p><p>Operar com venda apenas depois de ver a ruptura dessas</p><p>linhas (dinâmica em alta).</p><p>Neste ponto, deve ser esclarecido que o fato de que o</p><p>mercado está subindo não significa que seguir uma estratégia de</p><p>tendência (neste caso, a compra) terá necessariamente melhores</p><p>resultados do que uma estratégia de contra tendência (neste caso, a</p><p>venda). É simplesmente uma questão de identificar onde está o</p><p>caminho de menor resistência (através da dinâmica ascendente ou</p><p>descendente), já que procurar acréscimos a seu favor nos ofereceria</p><p>a priori operações com maior chance de sucesso (já que estamos</p><p>operando a favor de quem tem controle).</p><p>Seja para comprar ou vender ao identificar um canal em alta,</p><p>quais locais seriam os mais adequados para procurar as operações?</p><p>Não há dúvida de que o mais ideal seria esperar pelo preço nos</p><p>extremos.</p><p>Se o que você deseja é antecipar uma mudança no mercado</p><p>(o que não é recomendado), pelo menos espere pela ruptura da linha</p><p>de tendência que determina o último impulso que o preço está</p><p>seguindo. Poderia ser um sinal de perda de impulso, mas sem levar</p><p>nada mais em conta qualquer outra operação para tentar transformar</p><p>o preço pareceria muito arriscado.</p><p>Bem, continuando com o exemplo da tendência de alta, se o</p><p>preço se aproxima da parte inferior de seu canal ou linha de</p><p>tendência, o fato de estar neste local é motivo suficiente para</p><p>comprar? Absolutamente não, exceto pela exceção mencionada</p><p>acima.</p><p>Neste exemplo o que observamos é que o preço está</p><p>seguindo uma dinâmica que visita ambos os extremos; e sob o</p><p>princípio de favorecer o mercado para continuar fazendo o que tem</p><p>feito anteriormente, seria interessante buscar a incorporação na</p><p>compra procurando um novo impulso para o aumento. Mas é isso, é</p><p>neste ponto que termina a força das linhas. Nos fornece um traço do</p><p>sentimento de mercado e pode ajudar a determinar o viés do</p><p>mercado. Com base na dinâmica de preços, nos encontraríamos em</p><p>uma área interessante para buscar a compra, o que não significa que</p><p>devemos necessariamente comprar.</p><p>O mais indicado seria sua utilização em conjunto com outras</p><p>ferramentas analíticas, como por exemplo, a abordagem da</p><p>metodologia Wyckoff. Se identificarmos o preço em um local onde é</p><p>interessante buscar a compra, em vez de comprar diretamente,</p><p>como seria possível esperar que o preço desenvolvesse um padrão</p><p>acumulativo nessa área? Este parece ser um uso útil das linhas.</p><p>1. Identificar a dinâmica dos preços</p><p>2. Esperar que atinja algum extremo para uma direcionalidade</p><p>tendenciosa</p><p>3. Buscar o desenvolvimento de alguma estrutura de</p><p>acumulação/distribuição</p><p>2.1.1 A importância do contexto</p><p>Se através da análise com as linhas, seja linhas de tendência ou</p><p>algum tipo de canal, determinarmos que estamos em uma zona</p><p>operacional interessante (em extremos), poderia ser o momento de,</p><p>se assim decidir o operador, descer em temporalidade para procurar</p><p>um esquema de acumulação/distribuição inferior naquele local.</p><p>Analisando um gráfico de tempo elevado, estaríamos</p><p>localizados em uma zona interessante para que essa virada</p><p>ocorresse procurando uma mudança para o extremo oposto, de</p><p>modo que um uso eficiente do contexto seria descer em</p><p>temporalidade para tentar operar essa estrutura de acúmulo menor</p><p>que gerará a virada.</p><p>Como podemos ver, o poder preditivo das linhas por si só não</p><p>é muito convincente; mas usadas em conjunto com outras</p><p>ferramentas podem nos oferecer um uso operacionalmente</p><p>interessante.</p><p>2.2 MUDANÇA DE RÓTULOS E PLANEJAMENTO</p><p>DE CENÁRIOS</p><p>Visto que o controle do mercado pode mudar durante o</p><p>desenvolvimento de uma estrutura, precisamos fazer uma avaliação</p><p>contínua da ação do preço e do volume à medida que novas</p><p>informações chegam ao mercado e são apresentadas no gráfico.</p><p>Com base nisso, sempre daremos maior relevância às últimas</p><p>informações disponíveis para nós.</p><p>Quando propomos um cenário, fazemos isso sempre levando</p><p>em conta todas as informações disponíveis no momento, ou seja,</p><p>com base nas condições do mercado no momento atual. O momento</p><p>presente é o mais importante, e o segundo mais importante é o</p><p>imediatamente anterior.</p><p>É por isso que às vezes o que uma ação específica pode</p><p>sugerir inicialmente pode mudar de condição, já que todos os</p><p>movimentos têm que ser confirmados ou rejeitados por uma ação de</p><p>preço subsequente.</p><p>Não vale a pena manter um cenário permanentemente ativo.</p><p>Muitos detratores da análise técnica usam isso mesmo para tentar</p><p>desacreditá-la. Veem uma abordagem e não conseguem conceber o</p><p>fato de que ela pode ser modificada. A realidade é que o mercado</p><p>não é estático e que cada momento é único onde novos dados</p><p>continuam entrando sem interrupção.</p><p>É por isso que às vezes somos obrigados a mudar o</p><p>sentimento de um comportamento e, portanto, o rótulo que</p><p>inicialmente lhe demos. Conforme já mencionamos, os rótulos não</p><p>são realmente importantes; o que é importante é a ação por trás</p><p>deles, o que esse movimento nos sugere. E o que esse movimento</p><p>nos sugere é determinado pela ação que se segue a ele.</p><p>Pode ser que o que a princípio nos parece ser uma agitação</p><p>com uma função de teste na Fase C (para dar origem à ruptura e</p><p>continuação fora do alcance), seja simplesmente um teste denotando</p><p>intencionalidade nessa direção. Mas só podemos avaliar isto depois</p><p>de ver a ação de preços posterior.</p><p>Por exemplo, se um Spring potencial não desenvolver sequer</p><p>um movimento de alta que denote alguma solidez (pelo menos um</p><p>minorSOS), essa ação teria que mudar o sentimento e em vez de vê-</p><p>la como uma</p><p>agitação em baixa que nos inclina para cima, vê-la mais</p><p>como um teste de debilidade.</p><p>No gráfico do exemplo, conforme o preço está no ponto 1,</p><p>diríamos que estamos em uma situação de potencial Spring. Vendo</p><p>que não desenvolve nenhum sinal de solidez, nosso sentimento sobre</p><p>tal ação deve estar mudando e, quando faz uma nova baixa no ponto</p><p>2, o rótulo deve ser um simples teste.</p><p>Além disso, é importante ter em mente que só podemos fazer</p><p>cenários sólidos sobre o próximo movimento e nunca além disso.</p><p>Com base no que o preço tem feito, vamos dar a ele uma</p><p>probabilidade de que um certo movimento se desenvolva mais tarde.</p><p>E quando isto estiver finalizado, estaremos em condições de propor</p><p>o próximo. Não faz sentido que, por exemplo, estejamos na Fase B e</p><p>já estamos sugerindo a possibilidade de um esquema acumulativo ou</p><p>distributivo. Isto é totalmente inapropriado.</p><p>E aqui reside uma das vantagens da metodologia Wyckoff, no</p><p>fato de que ela nos fornece um mapa claro, um contexto no qual se</p><p>pode esperar por movimentos de preços. Quando o preço estiver</p><p>numa posição de potencial agitação em baixa (Spring) e nossa</p><p>análise confirmar, vamos esperar pelo movimento de ruptura em alta</p><p>subsequente. E quando isto se desenvolver da maneira e forma que</p><p>esperamos (com aumento de preço e volume), poderemos colocar o</p><p>próximo movimento de recuo para o nível da estrutura rompida. E</p><p>quando estivermos em tal posição BUEC, seremos capazes de</p><p>avaliar para elevar o movimento de tendência subsequente para fora</p><p>do intervalo.</p><p>Esta é a dinâmica, não se trata de inventar nada, mas</p><p>simplesmente seguir e avaliar em tempo real a ação de preço e</p><p>volume para propor como mais provável o próximo movimento.</p><p>O motivo é simples; e o raciocínio é encontrado novamente no</p><p>casuísmo anteriormente visto dos esquemas com falhas:</p><p>Não sabemos a intenção dos operadores que estão</p><p>apoiando o movimento atual. Se são operadores de curto</p><p>prazo que fecharão posições na próxima zona de liquidez ou</p><p>se eles têm uma perspectiva a longo prazo e continuarão a</p><p>apoiar a mudança até que a estrutura esteja totalmente</p><p>desenvolvida.</p><p>Não sabemos se os operadores com maior capacidade</p><p>podem intervir. No momento da verdade, no teste após o</p><p>rompimento que confirmaria a direcionalidade da estrutura,</p><p>podem aparecer operadores agressivos com maior</p><p>capacidade de mover o mercado, empurrando na direção</p><p>oposta, pois podem ter uma visão diferente a longo prazo.</p><p>2.3 COMO DISTINGUIR ENTRE ACUMULAÇÃO E</p><p>DISTRIBUIÇÃO?</p><p>Esta é a dúvida mais recorrente e é totalmente lógica porque, se</p><p>encontrarmos a resposta objetiva, teremos finalmente encontrado a</p><p>estratégia definitiva para ganhar dinheiro facilmente.</p><p>Mas não, infelizmente não é assim. Em tempo real, não</p><p>podemos saber do que se trata realmente; se é acumulação ou</p><p>distribuição. O único momento em que podemos confirmar o que</p><p>aconteceu nesse intervalo é quando ocorre o desenvolvimento</p><p>completo da estrutura; quando temos a causa e o efeito totalmente</p><p>desenvolvidos. Este é o campo de trabalho de todos aqueles que</p><p>analisaram os gráficos no passado. Vamos deixar isso de lado.</p><p>Quando tudo estiver terminado, já não tem mais utilidade para</p><p>nós, é tarde demais para tirar proveito do mercado. Precisamos</p><p>ingressar no mercado antes que o efeito da causa seja plenamente</p><p>desenvolvido.</p><p>Quando estamos colocando um cenário, sempre falamos em</p><p>termos condicionais usando a palavra "potencial", pois não há</p><p>certeza de nada. O mercado é um ambiente de total incerteza e</p><p>nosso foco deve ser a análise dos traços que estamos observando</p><p>até o momento atual da forma mais objetiva possível, visando tentar</p><p>determinar onde o desequilíbrio irá ocorrer.</p><p>Assim como estudamos no conteúdo do primeiro livro "A</p><p>Metodologia Wyckoff em Profundidade", existem certos sinais que</p><p>nos informam durante a criação da causa quem está assumindo o</p><p>controle do mercado. A seguir faremos uma espécie de resumo</p><p>destacando os pontos mais importantes a serem levados em conta</p><p>na avaliação do sentimento de mercado.</p><p>1. T��� �� ����� �� F��� A</p><p>É o primeiro indício para avaliar toda a estrutura. A generalidade é</p><p>simples: vamos dividir a distância vertical da estrutura em duas</p><p>partes e, dependendo de onde o Secondary Test for realizado, ele</p><p>nos dará algumas informações sobre a condição do mercado até</p><p>esse ponto.</p><p>Se o Secondary Test se desenvolver na parte inferior da</p><p>estrutura, ou mesmo abaixo da extremidade inferior, ele</p><p>estará indicando uma certa debilidade fundamental.</p><p>Se o Secondary Test terminar na parte superior da</p><p>estrutura, ou mesmo acima da parte superior, denotará</p><p>solidez fundamental.</p><p>Analisar o tipo de teste na Fase A é uma ação muito precoce</p><p>no desenvolvimento da estrutura, mas é interessante avaliar desde o</p><p>início com que condição se inicia o desenvolvimento posterior. É uma</p><p>questão de somar indícios a favor de um lado ou do outro</p><p>(compradores versus vendedores).</p><p>2. T��� �� ����� �� F��� B � ������</p><p>Este é o segundo dos traços pelos quais podemos avaliar a aparente</p><p>solidez ou debilidade subjacente do mercado.</p><p>De um ponto de vista geral, tiraremos duas conclusões claras:</p><p>O teste sobre a parte superior da estrutura denota solidez.</p><p>O teste na parte inferior da estrutura denotaria debilidade.</p><p>A lógica por trás dessas conclusões é que é impossível que o</p><p>preço se movimente até alcançar essa extremidade da estrutura e</p><p>até mesmo causar alguma penetração se não houver grandes</p><p>operadores apoiando essa movimentação com convicção. Isto nos</p><p>dá certa confiança ao determinar se um movimento tem harmonia em</p><p>seu desenvolvimento.</p><p>Em geral, ao ocorrer em um estágio muito precoce do</p><p>desenvolvimento da estrutura, este tipo de teste denotaria uma certa</p><p>urgência na direção em que ele ocorre. Um teste na extremidade</p><p>superior sugere um impulso de compra enquanto um teste na</p><p>extremidade inferior indicaria uma grande debilidade do mercado.</p><p>Uma avaliação posterior da ação de preços nos ajudará a</p><p>determinar se este movimento serviu para desencadear os stops dos</p><p>operadores que estão posicionados no lado oposto, liberando assim</p><p>o mercado da resistência; ou se, ao contrário, o movimento foi</p><p>aproveitado para entrar agressivamente na direção oposta.</p><p>Em outras palavras, um teste na parte superior da estrutura</p><p>que consegue romper mesmo que levemente sobre os máximos e</p><p>atinge esta zona de liquidez tem estas duas leituras:</p><p>Por um lado, tal movimento pode ter servido para absorver</p><p>as ordens de stop loss daqueles que estão posicionados em</p><p>posição curta. Com isso, conseguem eliminar essa pressão de</p><p>baixa para posteriormente iniciar o movimento de subida com um</p><p>custo menor. Esta ação seria confirmada mais tarde quando</p><p>observamos que o preço encontra algum apoio e é incapaz de</p><p>continuar caindo.</p><p>Por outro lado, outros grandes operadores podem ter</p><p>tirado proveito de tal movimento de teste para entrar em venda.</p><p>Tal ação seria posteriormente confirmada por uma visita à parte</p><p>baixa da estrutura, uma verdadeira representação de debilidade.</p><p>Portanto, o que acontece depois deste teste será muito útil</p><p>para nossa análise. Poderíamos até mesmo estar diante de um</p><p>evento de teste de Fase C, daí a importância de avaliar a reação</p><p>posterior do preço. Uma impossibilidade de visitar o extremo oposto</p><p>nos alertaria sobre uma falha estrutural, o que acrescentaria força na</p><p>direção oposta; já que se fosse realmente a agitação em C o preço</p><p>deveria pelo menos atingir o extremo oposto quase imediatamente.</p><p>Este tipo de comportamento com teste em uma extremidade e</p><p>depois falha estrutural na extremidade oposta é geralmente</p><p>característico de esquemas que iniciam movimento de tendência fora</p><p>do intervalo sem agitação prévia em todas as extremidades do</p><p>intervalo.</p><p>Para o caso do exemplo acumulativo, o teste na parte superior</p><p>(UA) e a incapacidade de alcançar a parte inferior denota muita</p><p>solidez subjacente e o mais provável é que o mercado gere a ruptura</p><p>em alta de algum ponto no meio da estrutura (LPS) sem desenvolver</p><p>aquele Spring que sempre procuramos na parte inferior.</p><p>No exemplo da distribuição, o teste na parte</p>

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