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<p>Professor Wagner Damazio</p><p>1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo (Resolvidas e Comentadas)</p><p>1000 Questões Gratuitas de Direito Administrativo</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>1250</p><p>1436</p><p>c) Incorreto. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião, nos termos do art. 102 do Código Civil</p><p>2002: “Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.”</p><p>Além disso a súmula 340 do STF aduz o seguinte: “Desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como</p><p>os demais bens públicos, não podem ser adquiridos por usucapião.”</p><p>d) Incorreto. O uso dos bens de uso comum pode sofrer restrições pelo poder público. Segundo</p><p>Maria Sylvia de Pietro, (p.864 e 865, 2018):</p><p>O uso comum admite duas modalidades: o uso comum ordinário e o uso comum extraordinário.</p><p>(...)</p><p>Trata-se de utilizações que não se exercem com exclusividade (não podendo, por isso, ser</p><p>consideradas privativas), mas que dependem de determinados requisitos, como o pagamento de</p><p>prestação pecuniária ou de manifestação de vontade da Administração, expressa por meio de ato</p><p>de polícia, sob a forma de licença ou de autorização. O uso é exercido em comum (sem</p><p>exclusividade), mas remunerado ou dependente de título jurídico expedido pelo Poder Público.</p><p>(...)</p><p>Essas exigências constituem limitações ao exercício do direito de uso, impostas pela lei, com base</p><p>no poder de polícia do Estado, sem desnaturar o uso comum e sem transformá-lo em uso privativo;</p><p>uma vez cumpridas as imposições legais, ficam afastados os obstáculos que impediam a utilização.</p><p>Tem-se, nesse caso, uso comum - já que a utilização é exercida sem o caráter de exclusividade</p><p>que caracteriza o uso privativo - porém sujeito à remuneração ou ao consentimento da</p><p>Administração. Essa modalidade é a que se denomina de uso comum extraordinário,</p><p>acompanhando a terminologia de Diogo Freitas do Amaral (1972:108).</p><p>(...)</p><p>O uso comum ordinário é aberto a todos indistintamente, sem exigência de instrumento</p><p>administrativo de outorga e sem retribuição de natureza pecuniária.</p><p>O uso comum extraordinário está sujeito a maiores restrições impostas pelo poder de polícia do</p><p>Estado, ou porque limitado a determinada categoria de usuários, ou porque sujeito a remuneração,</p><p>ou porque dependente de outorga administrativa.</p><p>e) Incorreto. Não é necessário ato formal da Administração, bastando que efetivamente seja dado</p><p>destino público.</p><p>Para Maria Sylvia de Pietro (p.850, 2018):</p><p>Pelos conceitos de afetação e desafetação, verifica-se que uma e outra podem ser expressas ou</p><p>tácitas. Na primeira hipótese, decorrem de ato administrativo ou de lei; na segunda, resultam de</p><p>atuação direta da Administração sem manifestação expressa de sua vontade, ou de fato da</p><p>natureza. Por exemplo, a Administração pode baixar decreto estabelecendo que determinado</p><p>imóvel, integrado na categoria dos bens dominicais, será destinado à instalação de uma escola; ou</p><p>pode simplesmente instalar essa escola no prédio, sem qualquer declaração expressa. Em um e</p><p>outro caso, o bem está afetado ao uso especial da Administração, passando a integrar a categoria</p><p>de bem de uso especial. A operação inversa também pode ocorrer, mediante declaração expressa</p><p>ou pela simples desocupação do imóvel, que fica sem destinação. (grifos não constantes do original)</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>10. 2017/VUNESP/TJ-SP/Juiz de Direito</p><p>Considerando-se o regime jurídico dos bens públicos, pode-se afirmar que</p>