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TRABALHO FUNCIONALISMO E PSICOLOGIA

Trabalho acadêmico sobre o Funcionalismo em psicologia. Pesquisa bibliográfica que aborda história, influências anteriores — com destaque a Charles Darwin — desenvolvimento da escola, principais nomes e contribuições; elaborado por alunos do 1º semestre da Universidade Paulista, campus Goiânia (História da Psicologia).

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<p>2</p><p>UNIVERSIDADE PAULISTA</p><p>alessandro christian de oliveira chaves – RA: r027ig5</p><p>carlos eduardo ferreira lisboa – ra: g872975</p><p>Amanda gleice araújo gomes – ra: g939gf-5</p><p>O funcionalismo:</p><p>as influências anteriores e o seu desenvolvimento na psicologia.</p><p>goiânia</p><p>2024</p><p>A psicologia funcional se trata de uma das primeiras escolas de pensamento psicológico que foi influenciado principalmente pela teoria da evolução de Charles Darwin, com sua obra “A origem das espécies”’, mudando o foco da nova psicologia de estrutura da consciência para as suas funções.</p><p>O Funcionalismo se preocupa com as funções da mente, em como ela é usada por um organismo para se adaptar ao ambiente. Portanto, ao contrário do Estruturalismo onde seu objetivo é a descoberta dos elementos da experiencia humana, o Funcionalismo se ocupa com o estudo sobre a adaptação dos seres humanos ao meio ambiente. Se trata também do primeiro sistema de psicologia exclusivamente americano.</p><p>Neste trabalho, o objetivo é desenvolver uma pesquisa bibliográfica sobre o Funcionalismo e sua escola de pensamento, abrangendo sua história, influencias anteriores, principais nomes do funcionalismo, além de suas contribuições para a ciência da Psicologia.</p><p>O trabalho foi realizado por alunos do primeiro semestre de Psicologia na Universidade Paulista, Campus – Goiânia, Flamboyant, referente a disciplina História da Psicologia.</p><p>CHARLES DARWIN E SUA INFLUÊNCIA NA PSICOLOGIA.</p><p>É importante entender a influência que o cientista Charles Darwin exerceu na psicologia devido a sua noção da evolução e sua obra “A origem das espécies”, que apesar de não ser a primeira obra se tratando da ideia evolucionista, foi a obra de maior impacto e com maior abrangência de todas. Basicamente, sua ideia é a de que as espécies mais adaptadas ao ambiente sobrevivem. Os mais saudáveis escapavam dos efeitos das doenças, os mais fortes, mais ligeiros ou perspicazes escapavam dos inimigos, os melhores caçadores ou aqueles que tinham a maior digestão escapavam da fome e assim por diante. Os inferiores seriam inevitavelmente mortos e os superiores sobreviveriam, ou seja, “os mais adaptados sobrevivem”. (Scott, 2012).</p><p>Com as espécies mais adaptadas ao seu meio sobrevivendo, ela é perpetuada e passada para frente através da procriação dos sobreviventes, perpetuando determinadas características. Um exemplo disso foi estudado em uma espécie de tentilhões, um tipo de pássaro, onde foi percebida modificações em seus bicos, decorrente da adaptação dos pássaros devido às drásticas mudanças ambientais.</p><p>Com sua teoria da evolução e sua ideia de que o homem é apenas um produto final de uma linha de evolução biológica, Darwin provocou a intrigante possibilidade da continuidade do funcionamento mental entre os humanos e animais inferiores. Portanto, como a mente humana se tratava da evolução de mentes mais primitivas, surgia uma possibilidade.</p><p>Os psicólogos perceberam a importância do estudo do comportamento animal para a compreensão do comportamento humano e concentraram sua pesquisa no funcionamento mental dos animais, introduzindo um novo tópico no laboratório de psicologia. A teoria da evolução provocou também uma mudança no objeto de estudo e na meta da psicologia.</p><p>O trabalho de Darwin influenciou e inspirou alguns psicólogos que estudavam no Estados Unidos a analisar as funções da consciência, um enfoque que para muitos psicólogos pareceu mais importante do que a descoberta de qualquer elemento estrutural da consciência, uma ideia que era proposta pelo Estruturalismo. Consistia em uma tentativa radical de recomeçar e estabelecer novos métodos científicos para a Psicologia, onde as ideias de Darwin ampliaram os métodos utilizados nessa nova ciência.</p><p>Os métodos que eram empregados no laboratório de Wundt, em Leipzig foram derivados principalmente da fisiologia, mais especificamente dos métodos psicofísicos de Fechner. Já os métodos de Darwin, que produziam resultados aplicáveis tanto em seres humanos como em animais, não eram exclusivas e nem sequer haviam semelhanças com as técnicas baseadas em fisiologia. Os dados obtidos por Darwin foram obtidos de diversas fontes, como geologia, arqueologia, demografia, observações de animas selvagens e domésticos e pesquisa com reprodução.</p><p>Essa foi uma tangível prova de que os cientistas haveriam possibilidades diferentes de estudarem a natureza humana, onde a introspecção seria apenas mais uma delas e não a única forma possível. Os psicólogos que seguiam o exemplo de Darwin e aceitavam sua teoria evolucionista e sua ênfase na função da consciência tornaram-se mais ecléticos em relação a seus métodos de pesquisa, expandindo assim, os tipos de informações obtidas.</p><p>Outro efeito da evolução na psicologia foi o crescente enfoque nas diferenças individuais, visto que era claramente visível a variação entre os membros da própria espécie. Se cada geração fosse idêntica aos seus ancestrais, não haveria a evolução, portanto, essas variações, ou seja, essas diferenças individuais, consistiam em um princípio importante do evolucionismo. Vale ressaltar que um outro trabalho que reforçou a ênfase nas diferenças individuais na Psicologia foi feito por Francis Galton, primo de Darwin, onde o trabalho de Galton a respeito da herança mental e das diferenças individuais da capacidade humana incorporou efetivamente o espirito da evolução na nova psicologia. Antes dele, o fenômeno das diferenças individuais quase não era considerado um tema adequado para o estudo.</p><p>Portanto, enquanto os psicólogos estruturalistas continuavam a buscar as leis gerais que abrangessem toda a mente, os psicólogos influenciados por essas ideias procuravam as diferenças mentais individuais e logo apresentaram técnicas para medir essas diferenças.</p><p>As contribuições de Darwin para a psicologia e suas mudanças nesse campo consistem em: Um novo enfoque na psicologia animal; uma nova ênfase nas funções e não na estrutura da consciência; a aceitação da metodologia e dos dados de diversas áreas e um novo enfoque na descrição e mensuração das diferenças individuais.</p><p>Abrindo assim, as portas para o movimento funcionalista, baseado principalmente em sua teoria da evolução.</p><p>FRANCIS GALTON</p><p>É importante ressaltar as contribuições que Francis Galton fez para o movimento funcionalista e para a psicologia como um todo.</p><p>Galton aplicou efetivamente o espirito da evolução à psicologia com o seu trabalho sobre os problemas da herança mental e das diferenças individuais na capacidade humana. Antes dos esforços de Galton, o fenômeno das diferenças individuais não tinha sido considerado um objeto de estudo necessário na psicologia, o que era uma séria omissão. Até mesmo o próprio Wundt e Titchener nem sequer consideravam as diferenças individuais como parte legitima do estudo da psicologia.</p><p>Galton passou cerca de 15 anos pesquisando problemas psicológicos e seus esforços tiveram um impacto significativo na direção da nova psicologia, embora ele não fosse um psicólogo. Abordava também, assuntos de extrema relevância para a psicologia como: Desenvolvimento infantil, métodos de questionários, Associação de ideias, técnicas estatísticas. Além de dar origem ao conceito de testes mentais.</p><p>Seu trabalho teve uma influência ainda maior no desenvolvimento da psicologia americano do que o fundador da disciplina, Wilhelm Wundt.</p><p>WILLIAM JAMES</p><p>William James é considerado como o precursor da psicologia funcional, onde muitos atribuem sua criação e propagação a ele. Entretanto, James não fundou a psicologia funcional, mas apresentou suas ideias de forma clara e eficaz dentro da atmosfera funcionalista impregnada na psicologia norte-americana. Dessa forma, influenciou o movimento funcionalista e inspirou gerações posteriores de psicólogos.</p><p>Apesar disso, há muito de paradoxal acerca de William James e seu papel na psicologia americana. De um lado, ele foi por certo o principal precursor americano da psicologia funcional. Foi o pioneiro da nova psicologia cientifica nos Estados Unidos e o decano</p><p>dos psicólogos, considerado ainda hoje por muitos o maior psicólogo americano que já existiu, tendo influência maior até mesmo do que o próprio Wundt para alguns. De outro, James chegou até mesmo a negar que fosse um psicólogo ou que houvesse uma nova psicologia.</p><p>Sua principal obra é o livro “Principles of Psychology” (Princípios de Psicologia), onde James apresentou a visão que acabou se tornando a doutrina central do funcionalismo norte-americano, afirmando que a psicologia não tem como meta a descoberta dos elementos da experiência como Wundt e Titchener argumentavam, mas o estudo sobre a adaptação dos seres humanos ao meio ambiente. A função da nossa consciência é guiar-nos aos fins necessários para a sobrevivência. A consciência é vital para as necessidades dos seres complexos; de outra forma, a evolução humana não ocorreria.</p><p>Além disso ele se rebelava contra a artificialidade e estreiteza da posição de Wundt. Acreditava serem as experiencias conscientes simplesmente experiencias conscientes e não grupos ou conjuntos de elementos. No lugar da analise artificial e redução da experiência consciente, James criou um programa de psicologia, criando assim o conceito de fluxo de consciência, onde a consciência é um fluxo constante e qualquer tentativa de dividi-la em fases temporariamente distintas pode distorcê-la. A mente é igualmente continua, não há interrupção abrupta no fluxo de consciência.</p><p>Por fim, James destacou a função e o propósito da consciência. Acreditava que ela desempenhava alguma função biológica, de outro modo ela não teria sobrevivido ao tempo. A função da consciência é proporcionar a capacidade de adaptação ao ambiente, permitindo-nos escolher.</p><p>A obra Princípios de Psicologia exerceu grande influência na psicologia-norte americana. Ela alterou a visão de milhares de alunos e inspirou psicólogos a transferir o enfoque da nova ciência da psicologia da perspectiva estruturalista para a fundação formal da escola de pensamento funcionalista.</p><p>A FUNDAÇÃO DO FUNCIONALISMO</p><p>Os estudiosos relacionados à fundação do funcionalismo não ambicionavam criar uma nova escola de pensamentos, se tratava apenas de um protesto contra as restrições da psicologia de Wundt e o estruturalismo de Titchener e não desejavam substituí-los por outro “ismo” formal. Naquela época o funcionalismo apresentava diversas características de uma escola de pensamento, mas esse não era o objetivo inicial. Portanto não se constituiu em uma posição sistemática rígida ou formalmente diferenciada, como o estruturalismo de Titchener, além disso não houve uma psicologia funcional única do modo como houve um estruturalismo único.</p><p>Várias psicologias funcionais coexistiram e embora apresentassem algumas diferenças, todas compartilhavam o interesse no estudo das funções da consciência.</p><p>Paradoxalmente, a formalização desse movimento de protesto foi imposta pelo fundador do estruturalismo, Titchener. Ele de maneira indireta, “fundou” a psicologia funcional quando usou a palavra “estrutural” em oposição a funcional no artigo “Os postulados da psicologia estrutural”, publicado na Philosophical Reviews em 1898. Onde em seu artigo, Titchener ressaltou as diferenças entre a psicologia funcional e estrutural e argumenta ainda que o estruturalismo era o único estudo adequado de psicologia.</p><p>Ao estabelecer o funcionalismo como oposição, Titchener de maneira indireta ofereceu-lhe uma identidade e um status que talvez ela não viesse a obter. Titchener batizou o funcionalismo na psicologia após destacar e divulgar esse termo. Apesar disso, não se deve dar todo o crédito para Titchener em relação a fundação da psicologia funcional. Alguns outros psicólogos da história são responsáveis por moldar e estabelecer e propagar o funcionalismo, principalmente na Universidade de Chicago.</p><p>UNIVERSIDADE DE CHICAGO</p><p>Dois psicólogos que contribuíram diretamente para a fundação da escola de pensamento funcionalista foram John Dewey e James Rowland Angell. Em 1894, eles chegaram à recém criada University of Chicago e mais tarde foram capas da revista Time. Até mesmo William James anunciava que Dewey e Angel deveriam ser considerados os fundadores do novo sistema, que ele designou a “Escola de Chicago”.</p><p>O artigo de Dewey “O conceito de arco reflexo na psicologia”, publicado na Psychological Review em 1896, foi o ponto de partida para a psicologia funcional, considerado como um “tiro inaugural” até mesmo por um historiador. Além disso, ele se tornou tão popular que foi votado como o “artigo mais importante publicado nos primeiros 50 volumes da Psychological Review”. Em seu artigo, Dewey criticava o aspecto molecular, elementar e reducionista psicológico do arco reflexo, dada a sua resposta entre estimulo e resposta, por meio dessa critica Dewey alegavam não ser possível reduzir o comportamento ou a experiência a seus elementos componentes, como afirmavam Wundt e Titchener, atacando assim o ponto principal de suas abordagens na psicologia. Dewey foi fortemente influenciado pela teoria da evolução.</p><p>James Rowland Angell foi responsável por moldar o movimento funcionalista, transformando-o em uma escola de pensamento utilitária. Graças a seu trabalho, o departamento de psicologia da University of Chicago foi o mais importante de sua época e a principal base para a orientação para os psicólogos funcionalistas.</p><p>O livro de Angell, Psicologia (Psychology), publicado em 1904, incorpora a abordagem funcionalista, e obteve tanto sucesso que foram publicadas quatro edições em quatro anos, sinalizando o apelo da posição funcionalista. Em seu livro, Angell afirmava ser a função da consciência a melhoria da capacidade de adaptação do organismo e que o objetivo da psicologia era estudar de que modo a mente auxilia o organismo auxilia o organismo a se adaptar ao ambiente.</p><p>Apesar disso, Angel afirmava que a psicologia funcional, não consiste, de todo em uma novidade e sim em uma parte significativa da psicologia desde o início. Foi a psicologia estrutural que se colocou à parte da forma de psicologia funcional mais antiga e verdadeiramente difusa. Angell também descreveu os principais temas da psicologia funcional, onde de forma resumidava alega que: a psicologia funcional é a psicologia da operação mental, ao contrário do estruturalismo, que é a psicologia dos elementos mentais. A psicologia funcional é a psicologia das utilidades fundamentais da consciência e que a psicologia funcional é a psicologia das relações psicofísicas (relações mente-corpo) e dedica-se ao estudo de todas as relações entre o organismo e o ambiente.</p><p>UNIVERSIDADE DE COLUMBIA.</p><p>Como alegado anteriormente, não existiu uma única forma de psicologia funcional nos mesmos moldes da psicologia estrutural exclusiva de Titchener. Embora a evolução inicial e a fundação da escola de pensamento funcionalista houvessem ocorrido na University of Chicago, outro ponto de vista vinha sendo formado por Robert Woodworth, na Columbina University.</p><p>Robert Woodworth não pertencia formalmente à escola de pensamento funcionalista como pertenciam tradicionalmente Carr e Angell. Ela não apreciava as restrições impostas por membros de qualquer escola de pensamento. Entretando, grande parte do trabalho que escreveu sobre a psicologia seguia o espirito funcionalista da escola de Chicago, além de haver introduzido um importante ponto de vista.</p><p>Woodworth dizia que sua abordagem não consistia em nenhuma novidade e que era a mesma seguida pelos melhores psicólogos, mesmo antes de tornar-se ciência. Alegava também que a psicologia precisa considerar o organismo interposto entre o estimulo e a resposta, sugerindo que o objeto de estudo da psicologia fosse tanto o comportamento quanto a consciência.</p><p>Woodworth introduziu no funcionalismo a psicologia dinâmica, que desenvolveu com base nos ensinamentos de John Dewey. A psicologia dinâmica diz respeito ao estudo da motivação e a intenção de Woodworth era desenvolver o que ele chamava de “motivatologia”, o estudo da motivação. Ele enfatizava os fatos psicologicos que estão</p><p>por trás do comportamento. Sua psicologia dinâmica se concentrava nas relações causa-efeito, principalmente nas forças que direcionam ou motivam os seres humanos. Acreditava que a psicologia devia dedicar-se a identificação dos motivos pelos quais as pessoas se comportam de determinada forma.</p><p>Woodworth não adotou um sistema único e nem desejava estabelecer a própria escola de pensamento. Seu ponto de vista não foi construído com base em um protesto, mas estendendo, elaborando e sintetizando as características apropriadas de outras abordagens que selecionava.</p><p>O DESENVOLVIMENTO DA PSICOLOGIA NO ESTADOS UNIDOS</p><p>Percebemos então que a doutrina da evolução e a psicologia funcional dela derivada rapidamente dominaram os Estados Unidos, perto do final do século XIX, onde a psicologia americana foi muito mais orientada pelas ideias de Darwin e Galton do que pelo trabalho de Wundt, de forma paradoxal.</p><p>A psicologia norte-americana transformou-se então em uma psicologia funcional, porque a evolução e o espirito funcional eram compatíveis com o temperamento básico norte-americano. A cultura americana tinha uma orientação prática, pragmática, as pessoas valorizaram o que funcionava. Era necessária uma forma de psicologia utilitária, usável, surgindo então a psicologia aplicada as questões práticas, influenciada principalmente pelo decano da psicologia aplicada americana, G. Stanley Hall, onde falava que “precisamos de uma psicologia usável” (Hall, 1912, citado por Schultz, 1981, p. 175).</p><p>O pensamento de Hebert Spencer, sobre darwinismo, com a noção de evolução e sobrevivência do mais apto também influenciou de forma significativa esse processo. Os pontos de vista de Spencer eram compatíveis com o temperamento norte-americano e influenciou todos os campos de conhecimento. Spencer formulou a filosofia sintética (no sentido de algo sintetizado, combinado e não algo artificial). Um sistema baseado de forma ampla e abrangente na aplicação dos princípios evolucionistas ao conhecimento e à experiencia humana. Dois volumes da filosofia sintética de Spencer constituíram a obra “Princípios de Psicologia” (The principles of psychology) de William James como livro base para o primeiro curso de psicologia que lecionou em Harvard. No livro, Spencer discute a noção de que a forma atual da mente é resultado de esforços passados e continuo na adaptação de diversos ambientes. Ele enfatizava a natureza dos processos nervosos e mentais e afirmava que uma complexidade crescente da experiência e comportamentos faziam parte do processo normal da evolução. O organismo precisa se adaptar ao ambiente se desejar sobreviver.</p><p>CRITICAS AO FUNCIONALISMO</p><p>Os ataques contra o movimento funcionalista surgiram rapidamente por parte dos estruturalistas. Pela primeira vez, pelo menos nos Estados Unidos, a nova psicologia se dividia em facções rivais: o laboratório de Titchener na Cornell University, como quartel-general do estruturalismo e o departamento de Chicago University como base para os funcionalistas.</p><p>Titchener e seus seguidores argumentavam que o funcionalismo, não era, de modo algum, psicologia. Alegavam que o funcionalismo não adotava os métodos e objetos de estudos de estudo do estruturalismo. Na visão de Titchener, qualquer abordagem da psicologia que se desviasse da análise introspectiva da mente com base nos elementos componentes não podia ser chamada de psicologia. Os funcionalistas questionavam essa definição de psicologia imposta por Titchener.</p><p>Estruturalistas também consideravam equivocado o interesse dos funcionalistas pelas questões práticas, reacendendo assim, a interminável polêmica entre ciência pura e ciência aplicada. Os estruturalistas ignoravam qualquer aplicação do conhecimento psicológico aos problemas do mundo real, enquanto os funcionalistas não viam a menor utilidade em manter a psicologia como uma ciência pura e jamais abriram mão do seu interesse prático. Essa disputa entre ciência pura e aplicada não é mais tão acirrada na psicologia norte-americana como foi um dia, principalmente pelo grande poder de penetração da psicologia aplicada.</p><p>Os funcionalistas também alegavam que era possível adotar métodos científicos rigorosos e realizar pesquisas validas em fabricas, escritórios, salas de aula e até mesmo laboratórios universitários, dizendo também, que o importante seria o método e não o objeto de estudo que validaria a ciência em qualquer campo de investigação.</p><p>CONTRIBUÇÕES DO FUNCIONALISMO PARA A PSICOLOGIA</p><p>A forte oposição do funcionalismo ao estruturalismo teve enorme impacto na evolução da psicologia nos Estados Unidos e a ênfase em funções mentais, não nas estruturas também foi muito significativa. Um dos resultados foi a incorporação da pesquisa do comportamento animal, que não fazia parte do tratamento estruturalista como área de estudo da psicologia.</p><p>Além disso, a ampla base da psicologia funcionalista também incorporava os estudos com bebês, crianças e adultos com dificuldades mentais. Os funcionalistas complementavam o método introspectivo com dados obtidos por meio de outros métodos, como pesquisa fisiológica, testes mentais, questionários e descrições objetivas do comportamento. Essas abordagens que foram rejeitadas pelos estruturalistas, se tornaram então, em fontes respeitáveis de informação para a psicologia, ampliando a metodologia.</p><p>Na época da morte de Wundt, em 1920 e de Titchener em 1927, suas abordagens se encontravam ofuscadas nos Estados Unidos, e por volta de 1930 o funcionalismo se consolidou por completo.</p><p>A aplicação pratica da psicologia nos problemas reais está entre as principais e mais duradouras contribuições do funcionalismo, com sua ênfase em aplicações dos métodos.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A psicologia funcional foi inicialmente fundada por um protesto contra o movimento estruturalista e fortemente influenciado principalmente pela teoria da evolução de Charles Darwin, caracterizado por uma ênfase nas funções mentais. A função da consciência é proporcionar a capacidade de adaptação ao ambiente, guiando-nos aos fins necessários para a sobrevivência. Considerada como a primeira escola de pensamento exclusivamente norte-americana da psicologia. Foi um movimento que contribuiu de forma significativa para psicologia como um todo, dando origem a psicologia aplicada, psicologia em animais, ampliando a metodologia cientifica e trazendo dados de outras áreas para agregar com a psicologia, proporcionando uma evolução e uma construção importante para essa ciência independente.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Schultz, Duane P. História da psicologia moderna; tradução da 10ª edição. 3 ed. São Paulo, SP. Cengage, 2014.</p>

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