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Confiabilidade de sistemas

Material sobre confiabilidade de sistemas: apresenta diagramas de blocos; define sistemas em série, paralelo, série‑paralelo, paralelo‑série e k‑em‑n; explica regras de cálculo (produto e não‑confiabilidade) e inclui referências e leitura sobre manutenção baseada em confiabilidade.

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<p>Confiabilidade de</p><p>sistemas</p><p>Diagrama de blocos</p><p>No contexto de confiabilidade, um sistema é um conjunto de</p><p>componentes interconectados de acordo com um projeto</p><p>predeterminado, que executa um conjunto de funções de forma</p><p>confiável e com bom desempenho.</p><p>Os sistemas reais podem ser representados em um modelo em</p><p>forma de diagrama, constituído por blocos, onde cada um destes</p><p>blocos representa um componente do sistema. A forma como cada</p><p>bloco está arranjado no sistema, o tipo de componente, e também</p><p>a qualidade de cada um destes componentes, influenciam</p><p>diretamente no desempenho e na confiabilidade do sistema que</p><p>por eles é composto.</p><p>Uma vez que o sistema esteja configurado, é possível determinar a</p><p>sua confiabilidade. Se a confiabilidade obtida para o sistema, em</p><p>função do seus componentes, não estiver de acordo com o</p><p>desejado, a estrutura do sistema e seus componentes pode ser</p><p>alterada até que se obtenha a confiabilidade adequada.</p><p>Série</p><p>Sistemas em série são os mais comumente utilizados,</p><p>especialmente em projeto de produtos industriais, por não</p><p>apresentarem redundância de componentes, apresentando um</p><p>menor custo.</p><p>Um sistema que funciona apenas se todos os seus componentes</p><p>estiverem funcionando, é chamado de sistema em série. Neste</p><p>caso, a falha de qualquer um dos componentes levará à falha de</p><p>todo o sistema.</p><p>Para determinar a confiabilidade de um sistema em série, é</p><p>necessário conhecer as confiabilidades de cada um de seus</p><p>componentes e, para isso, se utiliza a regra do produto em</p><p>confiabilidade.</p><p>Os sistemas em série também são chamados de não-redundantes.</p><p>A redundância se refere à utilização de componentes de um</p><p>sistema com o objetivo de garantir que sua disponibilidade seja</p><p>mantida em momentos de problemas que levariam à</p><p>indisponibilidade do sistema.</p><p>Paralelo</p><p>Um sistema no qual cada um dos componentes está interligado em</p><p>paralelo, se encontra em funcionamento se pelo menos um de seus</p><p>componentes estiverem funcionando. Neste tipo de sistema, o</p><p>sistema só falha se todos os seus componentes falharem.</p><p>Sistemas em paralelo também são chamados de sistemas</p><p>redundantes. A confiabilidade de um sistema em paralelo de</p><p>componentes independentes é determinada a partir da sua</p><p>não-confiabilidade.</p><p>Série-Paralelo</p><p>Os sistemas reais, em sua maioria, são compostos mistos, ou seja,</p><p>são compostos por subsistemas interconectados em série e em</p><p>paralelo. Para os quais, se usa expressões para o cálculo da</p><p>confiabilidade de sistemas paralelo-série e série-paralelo.</p><p>Para analisar um sistema complexo, é possível separar os</p><p>subsistemas em unidades puramente em série ou puramente em</p><p>paralelo.</p><p>Sistemas do tipo paralelo-série apresentam redundância no nível</p><p>do sistema, chamada de redundância de alto nível, e são</p><p>constituídos por m subsistemas em série com n componentes em</p><p>paralelo.</p><p>Já os sistemas do tipo série-paralelo apresentam redundância no</p><p>nível do componente, também chamada redundância de baixo</p><p>nível, sendo constituídos por n subsistemas em série, com m</p><p>componentes em paralelo.</p><p>K-em-n</p><p>Os sistemas puramente em série e puramente em paralelo são, na</p><p>verdade, casos especiais dos sistemas k-em-n. Um sistema em</p><p>série corresponde a um sistema do tipo n-em-n e um sistema em</p><p>paralelo corresponde a um sistema do tipo 1-em-n.</p><p>Estes tipos de sistemas se encontram em funcionamento se k ou</p><p>mais de seus n componentes estiverem em funcionamento.</p><p>Atividade extra</p><p>A utilização dos conceitos e cálculos de confiabilidade vêm sendo</p><p>cada vez mais utilizados para o planejamento de manutenção em</p><p>diversos setores da economia, como na manutenção industrial. O</p><p>autor Miguel Afonso Sellitto apresenta este tema em seu trabalho,</p><p>cujo título é: Formulação estratégica da manutenção industrial com</p><p>base na confiabilidade dos equipamentos. Prod. 15 (1), 2005.</p><p>Disponível em:</p><p>Referência Bibliográfica</p><p>● Smith, D.J. Reliability, maintainability and risk. Practical</p><p>methods for engineers. Eighth Edition,</p><p>Butterworth-Heinemann - Elsevier, Great Britain, 2011.</p><p>● Fogliatto, F.S., Ribeiro, J.L.D. Confiabilidade e manutenção</p><p>industrial. Elsevier, Rio de Janeiro, 2009.</p>

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