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<p>SLIDE: MANUAIS DE DIAGNÓSTICOS DOS TRANSTORNOS MENTAIS</p><p>Objetivos dos Manuais de Diagnóstico</p><p>Formulação de diagnóstico: Auxiliar na identificação de transtornos mentais e na</p><p>elaboração de planos de intervenção.</p><p>Comunicação entre profissionais: Facilitar a troca de informações entre</p><p>profissionais de saúde.</p><p>Garantia de direitos: Assegurar o acesso a direitos previstos em lei para os</p><p>pacientes.</p><p>Coleta de estatísticas: Apoiar a formulação de políticas públicas e na coleta de</p><p>dados para análise estatística.</p><p>Histórico dos Principais Manuais</p><p>CID (Classificação Internacional de Doenças): Instrumento oficial utilizado mundialmente</p><p>para registrar e classificar doenças, incluindo transtornos mentais.</p><p>DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais): Desenvolvido pela</p><p>Associação Americana de Psiquiatria, é amplamente utilizado nos EUA e em outros países</p><p>para o diagnóstico de transtornos mentais.</p><p>CID-11</p><p>Finalidades e usos: O CID-11 facilita o registro sistemático, análise e comparação de</p><p>dados sobre doenças e transtornos mentais, além de apoiar decisões clínicas e políticas</p><p>públicas.</p><p>Destaques:</p><p>Padrão internacional de saúde.</p><p>Em vigor desde janeiro de 2022.</p><p>Estrutura adaptada para diversas culturas e idiomas.</p><p>Integração com terminologias modernas e conhecimento científico atualizado.</p><p>Suporte digital para tomada de decisões clínicas.</p><p>Descrição dos Transtornos Mentais na CID-11</p><p>Transtornos mentais, comportamentais e do neurodesenvolvimento: Síndromes que</p><p>afetam a cognição, regulação emocional ou comportamento, resultando em sofrimento</p><p>significativo ou prejuízo funcional nas áreas pessoais, sociais, educacionais e</p><p>ocupacionais.</p><p>DSM-5-TR (Texto Revisado)</p><p>Ateórico: Não segue uma teoria específica, sendo uma ferramenta prática e objetiva.</p><p>Harmonizado com a CID: O DSM-5-TR tem critérios alinhados com a CID, facilitando a</p><p>padronização.</p><p>Principais Atualizações:</p><p>Revisões textuais em cada transtorno.</p><p>Inclusão do transtorno do luto prolongado.</p><p>Mais de 70 conjuntos de critérios foram atualizados desde a publicação original do</p><p>DSM-5.</p><p>Considerações sobre o impacto do racismo e da discriminação nos transtornos</p><p>mentais.</p><p>Novos códigos para monitoramento de comportamento suicida.</p><p>Por que Atribuir Diagnósticos e Usar Manuais?</p><p>Facilitar a comunicação em diversos contextos clínicos.</p><p>Uso de técnicas de avaliação padronizadas.</p><p>Orientar tratamentos efetivos baseados em diagnósticos precisos.</p><p>Elementos de um Diagnóstico</p><p>Critérios diagnósticos e descritores: Definições específicas para cada transtorno.</p><p>Subtipos e especificadores: Categorias que ajudam a definir melhor a</p><p>apresentação do transtorno.</p><p>Diagnóstico principal: O transtorno que mais afeta o paciente.</p><p>Diagnóstico diferencial: Método utilizado para diferenciar entre transtornos com</p><p>sintomas semelhantes, identificando o que melhor se aplica ao paciente.</p><p>Diagnóstico Diferencial</p><p>Importância: Processo essencial para que o clínico determine qual transtorno mental está</p><p>presente, evitando erros de diagnóstico e tratamentos inadequados.</p><p>SLIDE: Psicopatologia Evolução</p><p>Evolução Temporal dos Transtornos Mentais</p><p>Transformação da Personalidade: Alterações na personalidade, geralmente de</p><p>origem interna, que podem ser normais (distintos traços da personalidade) ou</p><p>anormais (transtornos de personalidade).</p><p>Desenvolvimento: Refere-se à progressão de uma personalidade, tanto normal</p><p>quanto anormal, afetada por mudanças internas psíquicas.</p><p>Fenômenos Agudos ou Subagudos</p><p>Características: Envolvem episódios que podem surgir repentinamente e</p><p>apresentar diferentes durações e impactos</p><p>Ocorrência Aguda: Surgem de forma abrupta, com base em doenças endógenas,</p><p>podendo causar danos irreversíveis. Exemplo: personagens como os do filme Uma</p><p>Mente Brilhante.</p><p>Episódios Depressivos e de Mania: São reversíveis e ocorrem em semanas ou</p><p>meses, como no caso de Lexi, da série Modern Love.</p><p>Crise ou Ataque de Pânico: Aparecem de maneira abrupta em segundos ou</p><p>minutos, como no caso de Otávio, da série Sessão de Terapia.</p><p>Registros Clínicos e Diagnósticos</p><p>Prontuário: Exemplifica a importância de documentar o histórico de atendimentos</p><p>psicológicos, registrando alterações no conteúdo do pensamento, como ideias</p><p>delirantes, sem que haja necessariamente alteração do humor.</p><p>Avaliação Psicológica: Através dos sintomas apresentados, como delírios e</p><p>alterações na percepção, são feitas hipóteses diagnósticas, como esquizofrenia.</p><p>Fatores Psicopatológicos</p><p>Fator Patogenético: Sintomas diretamente associados ao transtorno mental base.</p><p>Fator Patoplástico: Manifestação relacionada à personalidade pré-mórbida do</p><p>paciente e sua história de vida.</p><p>Fator Psicoplástico: Eventos psicossociais que afetam a evolução do transtorno,</p><p>como a perda de emprego devido a sintomas depressivos.</p><p>Evolução dos Transtornos Mentais</p><p>Recorrência e Recaída: O retorno dos sintomas pode ocorrer após uma melhora</p><p>parcial ou após um longo período de remissão.</p><p>Remissão e Recuperação: Representam a ausência dos sintomas logo após o</p><p>episódio agudo ou após um período prolongado de recuperação, sem recaídas.</p><p>Exemplos Clínicos</p><p>Exemplo de um homem de 50 anos que sofre de um episódio depressivo grave, com</p><p>sintomas patogenéticos (depressão severa), patoplásticos (história de vida e</p><p>personalidade extrovertida), e psicoplásticos (perda de emprego após meses de</p><p>sintomas).</p><p>SLIDE: Psicopatologia Limiares</p><p>Introdução à Psicopatologia Clínica</p><p>Questão dos Limiares: Trata-se da delimitação entre normalidade e patologia. É crucial</p><p>entender como diferentes fatores, como intensidade e frequência de sintomas,</p><p>determinam se um estado é considerado patológico ou não.</p><p>Normalidade e Patologia</p><p>Modelo Dimensional: A psicopatologia não vê o normal e o patológico como opostos, mas</p><p>sim em um contínuo.</p><p>O modelo dimensional considera fatores como frequência e intensidade dos sintomas.</p><p>Limiar de Normalidade</p><p>Perspectiva Não Clínica</p><p>Refere-se à ausência de sinais e sintomas que causam prejuízos significativos à vida do</p><p>indivíduo. Em outras palavras, uma pessoa sem grandes problemas cognitivos, emocionais</p><p>ou de personalidade que afete sua interação social é considerada em um estado saudável.</p><p>A fragilidade e as potencialidades individuais variam ao longo das fases do</p><p>desenvolvimento e do estado mental.</p><p>Perspectiva Subclínica</p><p>Limiar Subclínico: Quando o indivíduo apresenta sintomas em baixa intensidade e</p><p>frequência, mas que não atingem os critérios mínimos para um diagnóstico formal. São</p><p>aspectos emocionais e de humor que podem interferir na funcionalidade, mas não de</p><p>maneira grave o suficiente para serem classificados como transtorno nosológico.</p><p>Perspectiva Clínica</p><p>Limiar Clínico: O indivíduo experimenta prejuízos frequentes e crônicos em várias áreas</p><p>da vida. Esse nível de comprometimento é classificado por manuais diagnósticos, como o</p><p>CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) e o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico</p><p>EXEMPLO: um estado de ausência de sintomatologia depressiva pode progredir para:</p><p>Depressão subclínica: Quando há alguns sintomas, mas eles não são suficientes para um</p><p>diagnóstico formal.</p><p>Episódio depressivo único: Um episódio isolado de depressão, sem recorrências.</p><p>Transtorno depressivo recorrente: A depressão que retorna repetidamente ao longo do</p><p>tempo.</p><p>de Transtornos Mentais). Aqui, os sintomas são significativos a ponto de afetar</p><p>severamente a funcionalidade do indivíduo.</p><p>Avaliação de Prejuízos</p><p>Antes de atribuir qualquer diagnóstico, é essencial avaliar os potenciais prejuízos nas</p><p>diversas esferas da vida do indivíduo. É importante que haja um impacto significativo e</p><p>duradouro para que um diagnóstico clínico seja feito.</p><p>SLIDE:Saúde Mental e Suicídio</p><p>Conceitos Relacionados ao Suicídio</p><p>Suicídio: Comportamento que resulta em fatalidade, associado a uma intenção, mesmo</p><p>que parcial, de morrer como resultado de um ato.</p><p>Tentativa de suicídio: Comportamento onde há intenção de morrer, mas que pode não</p><p>resultar em lesão ou morte.</p><p>Atos preparatórios: Ações tomadas com a intenção de se auto</p><p>infligir, mas interrompidas</p><p>antes de causar lesão.</p><p>Ideação suicida: Pensamentos, passivos ou ativos, de morrer ou se matar, sem</p><p>comportamento preparatório.</p><p>Autolesão sem intenção suicida: Ato realizado sem a intenção de morrer, geralmente para</p><p>aliviar sofrimento ou provocar mudanças no ambiente ou nos outros.</p><p>Manejo do Paciente Suicida</p><p>Fatores importantes:</p><p>Presença de transtorno mental.</p><p>Histórico pessoal e familiar de comportamento suicida.</p><p>Características da personalidade e resiliência.</p><p>Fatores estressores crônicos e recentes.</p><p>Fatores psicossociais e demográficos.</p><p>Comportamento suicida atual.</p><p>Avaliação de Risco de Suicídio</p><p>Risco Baixo: Pensamentos suicidas, mas sem plano.</p><p>Risco Médio: Pensamentos e plano, mas sem intenção imediata de suicídio.</p><p>Risco Alto: Plano definido, meios disponíveis e intenção de agir prontamente. Tentativas</p><p>recentes ou múltiplas em curto período.</p><p>Orientações aos Cuidadores</p><p>Permanência constante com o paciente.</p><p>Afastar objetos perigosos (cortantes, medicamentos, armas).</p><p>Evitar portas trancadas.</p><p>Medicamentos devem ser administrados por um cuidador.</p><p>Conversar abertamente sobre o ocorrido, sem medo.</p><p>Etapas do Plano de Segurança</p><p>Reconhecer sinais de alerta.</p><p>Usar estratégias internas de enfrentamento.</p><p>Procurar apoio social para distrair dos pensamentos suicidas.</p><p>Contatar familiares e amigos para suporte.</p><p>Procurar ajuda de profissionais de saúde.</p><p>Reduzir o acesso a meios letais.</p><p>Fatores Predisponentes ao Comportamento Suicida</p><p>Idade: Jovens tendem a tentar suicídio; idosos, a consumá-lo.</p><p>Sexo: Mulheres tentam mais; homens consumam mais.</p><p>Estado civil: Solteiros, divorciados ou viúvos são mais vulneráveis.</p><p>Ocupação: Desempregados, aposentados, policiais, médicos e dentistas estão em</p><p>maior risco.</p><p>Grupos de risco: Homossexuais, bissexuais e transexuais.</p><p>Sentimento de desesperança, isolamento social e acesso a métodos letais.</p><p>Histórico de abuso (físico, sexual, emocional), transtornos mentais ou doenças</p><p>clínicas.</p><p>Antecedentes pessoais e familiares de comportamento suicida.</p><p>Fatores Precipitantes</p><p>Ruptura de relação amorosa, separação conjugal.</p><p>Perda de emprego ou mudança no status econômico.</p><p>Rejeição social ou afetiva, medo de ser descoberto em algo inaceitável.</p><p>Gravidez indesejada ou perturbações familiares graves.</p><p>Descompensação de doenças mentais ou clínicas.</p><p>Internação psiquiátrica recente.</p><p>Fatores de Proteção</p><p>Estar empregado.</p><p>Gravidez atual ou responsabilidades familiares (filhos em casa).</p><p>Suporte social positivo.</p><p>Religiosidade ou um senso de propósito na vida.</p><p>Habilidades de enfrentamento e resolução de problemas.</p><p>Ausência de transtornos mentais graves e preservação do juízo de realidade.</p><p>Quando a Internação é Necessária</p><p>Psicose.</p><p>Transtornos psiquiátricos graves.</p><p>Tentativas de suicídio anteriores com repercussões clínicas sérias.</p><p>Falta de resposta ao tratamento ambulatorial ou incapacidade de cooperar.</p><p>Limitações na rede familiar ou social.</p><p>Dificuldades no seguimento ambulatorial, como problemas no acesso ao serviço ou</p><p>fragilidade na relação médico-paciente.</p><p>SLIDE: Transtornos Depressivos</p><p>Diferenças Entre Luto Intenso e Depressão</p><p>Luto Intenso: Humor relacionado à experiência de perda, com tristeza que tende a</p><p>diminuir com o tempo, focada na pessoa perdida.</p><p>Depressão: Humor deprimido persistente que afeta diversas áreas da vida, sem melhora</p><p>ao longo do tempo. Envolve ruminações autocríticas e pensamentos pessimistas amplos,</p><p>que podem incluir ideação suicida.</p><p>Transtorno de Luto Prolongado:Caracteriza-se pela presença de sintomas graves, como</p><p>desejo intenso de estar com o falecido, dormência emocional e dor intensa, por pelo</p><p>menos 12 meses (6 meses em crianças e adolescentes). Ocorre evitação de lembretes da</p><p>morte, sensação de falta de sentido na vida, e dificuldades em retomar atividades</p><p>normais.</p><p>Transtornos Depressivos: Conceito, Prevalência e Impactos</p><p>Conceito: Transtorno de humor marcado por tristeza e desânimo desproporcionalmente</p><p>intensos e duradouros.</p><p>Prevalência: Afeta 16,2% da população mundial e 17% no Brasil.</p><p>Impactos: Afeta a saúde física e mental, qualidade de vida, e aumenta o risco de suicídio.</p><p>Tipos de Transtornos Depressivo</p><p>Transtorno Disruptivo de Desregulação do Humor.</p><p>Transtorno Depressivo Maior</p><p>Transtorno Depressivo Persistente (Distimia)</p><p>Transtorno Disfórico Pré-Menstrual</p><p>Transtorno Depressivo Induzido por Substâncias/Medicamentos</p><p>Principais Funções Psíquicas Alteradas nos Transtornos Depressivos</p><p>Afetividade e Humor</p><p>Tristeza</p><p>desesperança</p><p>choro</p><p>irritabilidade</p><p>tédio</p><p>apatia.</p><p>Pensamento</p><p>Ideias de morte</p><p>pessimismo</p><p>ruminações</p><p>culpa</p><p>ideação suicida.</p><p>Volição e Psicomotricidade</p><p>Desânimo</p><p>lentificação psicomotora</p><p>diminuição da fala</p><p>mutismo.</p><p>Funções Neurovegetativas</p><p>Fadiga</p><p>insônia</p><p>alterações no apetite</p><p>libido</p><p>Autovaloração</p><p>Sentimento de insuficiência</p><p>autodepreciação</p><p>autoestima diminuída.</p><p>Cognitivas</p><p>Déficits de atenção</p><p>concentração e memória</p><p>dificuldade em tomar decisões</p><p>pseudodemência depressiva.</p><p>Pontos Importantes</p><p>Causas Subjacentes</p><p>É essencial descartar:</p><p>o uso de substâncias</p><p>medicamentos</p><p>condições clínicas subjacentes como causas da depressão.</p><p>Recorrência: Mais de 50% dos pacientes com episódio de depressão maior terão</p><p>recorrências.</p><p>Tratamento: O sucesso do tratamento está relacionado à combinação de ações clínicas e</p><p>multiprofissionais.</p><p>SLIDE:Transtorno Bipolar</p><p>Definições e Tipos</p><p>Transtorno Bipolar I:</p><p>Caracterizado por episódios maníacos completos (humor elevado ou irritável, aumento de</p><p>energia ou atividade por pelo menos 7 dias) que podem ser graves o suficiente para</p><p>requerer hospitalização ou causar psicose.</p><p>Transtorno Bipolar II: Apresenta episódios de depressão e hipomania (sintomas menos</p><p>graves que a mania), sem episódios maníacos completos.</p><p>Ciclagem rápida: Definido pela ocorrência de pelo menos quatro episódios de alteração</p><p>de humor em um ano.</p><p>Diferenças Entre Transtorno Bipolar Tipo I e II</p><p>Episódios Maníacos: Presente no Bipolar I, ausente no Bipolar II.</p><p>Episódios Hipomaníacos: Necessários para diagnóstico de Bipolar II; menos graves,</p><p>duram pelo menos 4 dias e não causam disfunção severa.</p><p>Episódios Depressivos Maiores: Necessários no diagnóstico de Bipolar II, mas não</p><p>obrigatório no Bipolar I.</p><p>Fases Clínicas</p><p>Fase Maníaca</p><p>Caracterizada por:</p><p>humor elevado</p><p>aumento de autoestima</p><p>atividade motora exacerbada</p><p>redução da necessidade de sono</p><p>fala ininterrupta</p><p>aumento da libido</p><p>falta de consciência sobre a morbidade</p><p>Comportamentos de risco são comuns</p><p>Fase Depressiva</p><p>humor deprimido</p><p>baixa autoestima</p><p>cansaço constante</p><p>perda de interesse</p><p>alteração do sono.</p><p>Fatores de Risco</p><p>Biológicos: Disfunções em sistemas de neurotransmissores.</p><p>Genéticos: A História familiar aumenta o risco.</p><p>Psicossociais: Características de personalidade podem influenciar.</p><p>Risco de Suicídio:Pacientes com Transtorno Bipolar têm 15 vezes mais chance de</p><p>suicídio em comparação à população geral, sendo responsáveis por um quarto de todos os</p><p>suicídios.</p><p>Diagnóstico Diferencial</p><p>Transtorno Depressivo Maior:</p><p>Diferença entre depressão unipolar e bipolar</p><p>presença de episódios maníacos ou hipomaníacos.</p><p>Transtornos de Ansiedade: Evitar confusão entre ruminações ansiosas e pensamentos</p><p>acelerados.</p><p>Transtorno Bipolar Induzido por Substância/Medicamento</p><p>Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH)</p><p>Tratamento</p><p>Farmacoterapia: Uso de estabilizadores de humor, como o lítio.</p><p>Psicoterapia: Foco em psicoeducação e suporte familiar.</p><p>Antipsicóticos: Podem ser necessários durante episódios maníacos.</p><p>Considerações Finais</p><p>Pacientes em episódios maníacos frequentemente apresentam irritabilidade e pouca</p><p>percepção sobre sua condição, dificultando a adesão ao tratamento. Nos casos agudos, a</p><p>combinação de antipsicóticos e estabilizadores de humor é recomendada.</p><p>Resumo texto: Do sintoma à Síndrome - Dalgalarrondo</p><p>Transfundo e Sintomas Emergentes nas Vivências Psicopatológicas</p><p>Conceito de Transfundo: Proposto por Hans Jörg Weitbrecht, o transfundo é o contexto geral</p><p>ou "palco" onde as vivências psicopatológicas</p><p>ocorrem. Serve como base para os</p><p>sintomas emergentes, influenciando seu sentido, direção e qualidade.</p><p>Tipos de Transfundo</p><p>Transfundos Estáveis:</p><p>Personalidade: Influencia como o indivíduo vivencia os sintomas. Pessoas passivas</p><p>tendem a experimentar sintomas de forma mais passiva; indivíduos reativos podem</p><p>apresentar sintomas mais intensos.</p><p>Inteligência: Determina a profundidade e a riqueza dos sintomas. Indivíduos mais</p><p>inteligentes podem apresentar delírios mais complexos e detalhados.</p><p>Transfundos Mutáveis:</p><p>Nível de Consciência e Atenção: Afetam a clareza dos sintomas. Um estado de</p><p>consciência turvo pode levar a experiências confusas ou nebulosas.</p><p>Humor e Estado Afetivo de Fundo: Influenciam o desencadeamento e o colorido</p><p>dos sintomas. Por exemplo, um estado ansioso pode intensificar certas vivências.</p><p>Sintomas Emergentes</p><p>São vivências pontuais que ocorrem sobre o transfundo, incluindo:</p><p>alucinações</p><p>delírios</p><p>sentimentos específicos</p><p>alterações da memória</p><p>linguagem</p><p>vontade</p><p>Componentes do Surgimento, Constituição e Manifestação dos</p><p>Transtornos Mentais</p><p>História de Vida e Eventos Vitais: A trajetória única de cada indivíduo, incluindo seu</p><p>contexto socioeconômico, cultural e histórico, influencia o surgimento de sintomas e</p><p>transtornos mentais.</p><p>Fatores Predisponentes e Precipitantes</p><p>Fatores Predisponentes:</p><p>vulnerabilidade genética</p><p>experiências emocionais na infância,</p><p>eventos traumáticos precoces.</p><p>Tornam o indivíduo mais suscetível a desenvolver transtornos mentais.</p><p>Fatores Precipitantes:</p><p>Eventos estressantes que ocorrem próximos ao início do transtorno como:</p><p>perdas significativas</p><p>desemprego</p><p>mudanças drásticas na vida</p><p>Resiliência: Capacidade do indivíduo de lidar com os fatores precipitantes, influenciando</p><p>o processo saúde-doença em psicopatologia.</p><p>Manifestações dos Transtornos Mentais: Patogenia, Patoplastia e</p><p>Psicoplastia</p><p>Karl Birnbaum propôs três fatores envolvidos nas manifestações das doenças mentais:</p><p>Fator Patogenético (Patogênese): Relacionado aos sintomas diretamente produzidos pelo</p><p>transtorno mental de base exemplo: humor triste na depressão, alucinações na</p><p>esquizofrenia.</p><p>Fator Patoplástico (Patoplastia): Envolve a personalidade pré-mórbida, história de vida e</p><p>padrões culturais do paciente, influenciando a forma como o transtorno se manifesta.</p><p>Fator Psicoplástico (Psicoplastia): Refere-se às reações do indivíduo e do meio após o</p><p>adoecimento, incluindo conflitos familiares e perdas sociais.</p><p>Evolução Temporal dos Transtornos Mentais</p><p>Processo: Transformação lenta e insidiosa da personalidade, psicologicamente</p><p>incompreensível, de natureza endógena e irreversível (exemplo: esquizofrenia de</p><p>evolução insidiosa).</p><p>Desenvolvimento: Evolução psicologicamente compreensível da personalidade, podendo</p><p>ser normal ou anormal (exemplo: desenvolvimento de transtornos de personalidade).</p><p>Fenômenos Agudos ou Subagudos</p><p>Crise ou Ataque: Surgimento e término abruptos, com duração de segundos a minutos,</p><p>raramente horas (exemplo: crises epilépticas, ataques de pânico).</p><p>Reação Vivencial Anormal: Resposta intensa e prolongada a eventos vitais</p><p>significativos, psicologicamente compreensível (exemplo: sintomas depressivos após</p><p>perda significativa).</p><p>Fase: Períodos de depressão ou mania nos transtornos afetivos. Após a fase, o indivíduo</p><p>retorna ao estado prévio sem sequelas duradouras.</p><p>Surto: Ocorrência aguda que desencadeia uma doença endógena, deixando sequelas</p><p>irreversíveis na personalidade ou cognição (exemplo: surto esquizofrênico).</p><p>Terminologia Temporal</p><p>Remissão: Retorno ao estado normal após o episódio agudo.</p><p>Recuperação: Manutenção do estado normal por um período prolongado (geralmente um</p><p>ano).</p><p>Recaída: Retorno dos sintomas logo após uma melhora parcial.</p><p>Recorrência: Novo episódio após um período de recuperação.</p><p>Contextualização do Sintoma em Relação à Origem Neurobiológica ou</p><p>Sociocultural</p><p>Níveis Sintomáticos:</p><p>Primeiro Nível (Neurológico):</p><p>Características: Sintomas sensitivo-motores clássicos (exemplo: sinal de Babinski, cegueira</p><p>cortical).</p><p>Dependência Cerebral: Altamente dependentes de alterações biológicas, com pouca</p><p>influência cultural.</p><p>Segundo Nível (Neuropsicológico):</p><p>Características: Afasias, agnosias, apraxias, sintomas deficitários em delirium ou</p><p>demências.</p><p>Dependência Cerebral: Fortemente ligados ao cérebro, mas já influenciados pela cultura e</p><p>biografia.</p><p>Terceiro Nível (Psicopatológico Primário):</p><p>Características: Delírios, alucinações, obsessões, afetos primários como depressão e</p><p>ansiedade.</p><p>Dependência Cerebral e Cultural: Equilíbrio entre fatores biológicos e culturais.</p><p>Quarto Nível (Psicopatológico Secundário):</p><p>Características: Sintomas afetivos secundários, conflitos emocionais, aspectos da</p><p>personalidade.</p><p>Dependência Cultural: Fortemente influenciados pela biografia e cultura, com menor</p><p>determinação biológica.</p><p>Influência da Cultura e Biografia: Os sintomas psicopatológicos são moldados pela</p><p>história de vida e contexto cultural do indivíduo, determinando sua expressão e</p><p>significado.</p><p>Terminologia Adequada e Importância Clínica</p><p>Uso Correto dos Termos:</p><p>Evitar Confusões: É incorreto usar termos como "surto maníaco" ou "fase</p><p>esquizofrênica" indevidamente.</p><p>Termos Neutros: Na dúvida, utilizar "episódio" para descrever fenômenos sem</p><p>diagnóstico preciso.</p><p>Personalidade Pré-Mórbida e Sinais Prodrômicos</p><p>Personalidade Pré-Mórbida: Características identificadas antes do surgimento do</p><p>transtorno.</p><p>Sinais Prodrômicos: Sintomas iniciais que indicam o início do adoecimento.</p><p>Importância da Compreensão Temporal</p><p>Curso do Transtorno: Entender se o transtorno segue um processo ou desenvolvimento</p><p>auxilia no prognóstico e tratamento.</p><p>Episódios Agudos: Identificar crises, reações, fases e surtos é crucial para intervenções</p><p>adequadas.</p><p>Considerações Finais</p><p>Interação Dinâmica: Há uma relação dialética entre o transfundo e os sintomas</p><p>emergentes, onde um influencia o outro.</p><p>Abordagem Integral: A compreensão dos transtornos mentais exige considerar</p><p>fatores biológicos, psicológicos e socioculturais, bem como a história de vida e o</p><p>projeto existencial do indivíduo.</p><p>Aplicação Clínica: Conhecer os diferentes níveis de influência nos sintomas</p><p>permite uma avaliação mais precisa e um tratamento mais eficaz.</p><p>Resumo texto: Síndromes Depressivas</p><p>Histórico da Depressão</p><p>A depressão é um transtorno amplamente reconhecido desde a antiguidade, com relatos</p><p>desde a Grécia Antiga. No decorrer da história, a melancolia (nome antigo da depressão)</p><p>atravessou diferentes épocas, como a Idade Média e o Renascimento, mantendo sua</p><p>relevância no entendimento do sofrimento humano.</p><p>Prevalência e Impacto</p><p>Estima-se que a prevalência global da depressão maior seja de 4,4% a 4,7%. No Brasil,</p><p>estudos indicam prevalência de 17% em São Paulo e 19,9% no Rio de Janeiro. A</p><p>depressão é uma das principais causas de incapacidades no mundo, associada a anos</p><p>perdidos de vida produtiva e a um aumento significativo no risco de suicídio,</p><p>especialmente em casos graves.</p><p>Características Psicopatológicas das Síndromes Depressivas</p><p>As síndromes depressivas envolvem sintomas afetivos, volitivos, instintivos e</p><p>cognitivos. Esses sintomas podem incluir:</p><p>Afetivos: Tristeza persistente, apatia, irritabilidade e melancolia.</p><p>Volitivos e Psicomotores: Desânimo, anedonia (incapacidade de sentir prazer), lentificação</p><p>psicomotora ou, em casos graves, estupor e catatonia.</p><p>Ideativos: Pessimismo, culpa, pensamentos negativos, ideação suicida.</p><p>Instintivos e Neurovegetativos: Alterações no apetite, sono, fadiga e disfunções sexuais.</p><p>Psicóticos (em casos graves): Delírios e alucinações de conteúdo depressivo, como delírio</p><p>de ruína ou culpa.</p><p>Diferença entre Luto e Depressão</p><p>O luto e a depressão compartilham algumas semelhanças, mas no luto a tristeza está</p><p>relacionada à perda específica e tende a melhorar com o tempo, enquanto na depressão o</p><p>humor deprimido persiste e não melhora espontaneamente.</p><p>Subtipos de Depressão</p><p>Os subtipos mais comuns incluem:</p><p>Depressão Maior: Caracterizada por humor deprimido ou perda de interesse por pelo</p><p>menos duas semanas, com impactos significativos na vida diária.</p><p>Transtorno Depressivo Persistente (Distimia): Depressão crônica de intensidade</p><p>moderada, durando dois anos ou mais(ADULTOS).</p><p>Depressão Atípica: Inclui sintomas como ganho de peso, hipersonia e</p><p>sensibilidade à rejeição.</p><p>Depressão Melancólica: Sintomas endógenos, como anedonia profunda e insônia</p><p>terminal.</p><p>Depressão Psicótica: Presença de delírios e alucinações congruentes com o</p><p>humor depressivo.</p><p>Depressão Catatônica: Estado grave com catalepsia, mutismo e risco de</p><p>desidratação.</p><p>Depressão Ansiosa: Marcada por sintomas de ansiedade e agitação, com risco</p><p>aumentado de suicídio.</p><p>Depressão Secundária ou Orgânica: A depressão pode ser causada por condições</p><p>médicas, como doenças neurológicas (AVC, Parkinson), doenças endócrinas</p><p>(hipotireoidismo), ou ainda ser induzida por substâncias e medicamentos.</p><p>Depressão em Crianças, Adolescentes e Idosos</p><p>A depressão pode afetar todas as idades, com diferentes manifestações.</p><p>Crianças e adolescentes: é comum que a depressão esteja associada a comportamentos</p><p>disruptivos e dificuldades escolares.</p><p>Idosos:a depressão se associa a solidão, perda de apetite, descuido com a saúde, e risco</p><p>aumentado de mortalidade.</p><p>Personalidade e Depressão</p><p>Estudos indicam que pessoas com altos níveis de neuroticismo (instabilidade emocional) e</p><p>baixos níveis de extroversão são mais propensas a desenvolver episódios depressivos.</p><p>Transtornos de personalidade, como borderline e obsessivo-compulsivo, também estão</p><p>frequentemente associados à depressão.</p><p>Diagnóstico e Avaliação</p><p>O diagnóstico da depressão é feito através de critérios estabelecidos pelo DSM-5, que incluem</p><p>pelo menos cinco sintomas de uma lista, com duração mínima de duas semanas. Instrumentos</p><p>padronizados, como a Escala de Hamilton para Depressão, são utilizados para avaliação da</p><p>gravidade.</p><p>COMPLEMENTAÇÕES REFERENTES AOS DOIS CASOS CLÍNICOS</p><p>-REVISÃO PROVA:</p><p>CASO CLÍNICO 1: Um homem de 27 anos é levado ao setor de emergência pelos</p><p>amigos e pelo colega de quarto. Eles relatam que o paciente não tem dormido nas últimas</p><p>3 ou 4 semanas e que perceberam que ele fica acordado à noite, limpando o apartamento.</p><p>Adquiriu um novo computador e um Iphone 16, embora o colega de quarto afirme que ele</p><p>não tem dinheiro para comprar esse tipo de coisa. O paciente também tem se vangloriado</p><p>para os amigos de que dormiu com três mulheres diferentes na última semana, mas esse</p><p>não é seu comportamento habitual, e tem estado muito irritável e explosivo. Tem bebido</p><p>“um monte de álcool” nas duas últimas semanas, o que não é característico. Os amigos</p><p>referem não tê-lo visto usar drogas e acreditam que não tenha problema de saúde nem</p><p>tome qualquer medicamento que precise de receita. Não estão a par da história familiar</p><p>de distúrbios clínicos nem de transtornos psiquiátricos. Informam que ele é estudante de</p><p>serviço social. Em um exame do estado mental, o paciente se mostra alternadamente</p><p>irritável e exaltado. Está usando uma camisa laranja forte e uma calça vermelha, e suas</p><p>meias não formam par. Fica caminhando pela sala e recusa-se a sentar quando</p><p>convidado pelo examinador. Sua fala é rápida e alta, e é difícil interrompê-lo. Diz que seu</p><p>humor está “ótimo” e está muito zangado com os amigos por tê-lo o obrigado a vir ao</p><p>setor de emergência. Fala que eles provavelmente tenham insistido porque “estão com</p><p>inveja do meu sucesso com as mulheres”. Afirma que está destinado a algo grandioso.</p><p>Seus processos de pensamento são tangenciais. Nega qualquer ideação suicida ou</p><p>homicida, alucinações ou delírios.</p><p>1 Realize o registro em prontuário.</p><p>1.2 Qual a sua conduta após o atendimento.</p><p>RESPOSTA CORRETA:</p><p>Paciente compareceu ao atendimento psicológico acompanhado por amigos. Os</p><p>acompanhantes relataram que o paciente, estudante de Serviço Social, apresenta</p><p>alterações comportamentais nas últimas 3-4 semanas, incluindo insônia, comportamento</p><p>impulsivo, irritabilidade e aumento no consumo de álcool. Durante o atendimento, o</p><p>paciente demonstrou agitação psicomotora, caminhando pela sala e recusando-se a sentar.</p><p>A aparência também demonstra alterações, podendo ser caracterizada como excêntrica.</p><p>Foi observado um quadro de logorreia (fala excessiva e acelerada). Quanto à afetividade,</p><p>constatou-se exaltação afetiva, marcada por irritabilidade. O humor estava</p><p>predominantemente irritado, e o paciente expressou insatisfação tanto com o</p><p>atendimento quanto com os amigos, relatando sentir-se obrigado a comparecer. Além</p><p>disso, evidenciou-se aceleração do pensamento, caracterizada por fuga de ideias e ideias</p><p>sobrevalorizadas. Não foram observados delírios ou alucinações, e o paciente negou</p><p>ideação suicida ou homicida. Não há informações sobre sua história pregressa. Diante do</p><p>quadro apresentado, o paciente foi encaminhado para avaliação psiquiátrica no CERSAM</p><p>de referência, com hipótese diagnóstica de Transtorno Bipolar, Tipo I, após o caso ter sido</p><p>referenciado à equipe responsável.</p><p>Informações adicionais para estudo</p><p>O caso clínico apresenta sinais muito sugestivos de um episódio maníaco, possivelmente</p><p>associado ao Transtorno Bipolar tipo I. Os sintomas relatados incluem:</p><p>1. Diminuição da necessidade de sono: o paciente não tem dormido nas últimas 3-4</p><p>semanas, um dos sinais clássicos da mania.</p><p>2. Comportamento impulsivo e excessivo: fez compras de alto valor sem ter recursos</p><p>financeiros suficientes e relatou comportamentos sexuais fora de seu padrão usual.</p><p>3. Comportamento irritável e explosivo: além de estar irritável no exame clínico, os</p><p>amigos também notaram esse comportamento recentemente.</p><p>4. Aumento da auto-estima ou grandiosidade: ele acredita estar destinado a algo</p><p>grandioso e atribui a preocupação dos amigos à inveja.</p><p>5. Aumento na atividade dirigida a objetivos ou agitação psicomotora: ele tem estado</p><p>muito ativo, tanto fisicamente (limpando o apartamento à noite) quanto verbalmente (fala</p><p>rápida e difícil de interromper).</p><p>6. Uso excessivo de álcool: o aumento no consumo de álcool, que não é característico</p><p>dele, pode estar relacionado ao episódio maníaco.</p><p>7. Não há informações sobre a história pregressa: deste modo, não se pode verificar a</p><p>presença de episódio de transtorno depressivo.</p><p>CASO CLÍNICO 2: Cora é uma menina de 11 anos que foi levada pelos pais ao</p><p>pediatra devido a preocupações com seu humor triste e retraído, baixa tolerância à</p><p>frustração e “ataques de fúria”, durante os quais ela berra, destrói trabalhos escolares e</p><p>bijuterias favoritas ou bate em si mesma. Cora, há muito tempo, tem dificuldades com</p><p>pares em consequência de sua fraca habilidade de comunicação social e humor negativo,</p><p>e seus ataques de fúria são exacerbados ainda mais devido à rejeição social de seus</p><p>pares. Em sala de aula, Cora é descrita como triste e retraída de modo geral, fala pouco e</p><p>não interage com outros. Segundo os professores de Cora, quando seus pares caçoam</p><p>dela ou quando não consegue completar tarefas a contento, rasga o papel, corre para</p><p>fora da sala de aula, chora alto ou grita na frente dos colegas que a provocaram. Esses</p><p>rompantes ocorrem em média três vezes por semana e resultam em perturbação</p><p>considerável na sala de aula. Os pais de Cora relatam conflitos semelhantes em casa e</p><p>acrescentam que, se ela está trabalhando em uma atividade de artes que não sai do modo</p><p>que queria, ela frequentemente desata a chorar até ficar em posição fetal no chão, se</p><p>debatendo, batendo em si mesma e dizendo que é burra. Na tentativa de intervir, ela os</p><p>agride verbalmente. O início ocorreu no ano anterior. Não há mudanças evidentes em</p><p>apetite, sono ou concentração associadas aos sintomas de Cora, embora ela confirme</p><p>baixa autoestima.</p><p>2 Qual a hipótese diagnóstica?</p><p>2.1 Quais as funções psíquicas alteradas?</p><p>RESPOSTA CORRETA:</p><p>A partir da informação do caso pode-se inferir as seguintes alterações comportamentais acerca</p><p>do caso de Cora. Cora, menina de 11 anos, acompanhada pelos pais por apresentar</p><p>humor triste e retraído, baixa tolerância à frustração e episódios de raiva.</p><p>Comportamento e humor: Cora apresenta</p><p>um padrão de tristeza e retraimento que se</p><p>reflete nas suas interações sociais. Ela é descrita como tendo dificuldades de</p><p>comunicação social e humor negativo, resultando em problemas com seus pares.</p><p>Ataques de fúria: Durante os ataques de fúria, que ocorrem em média três vezes por</p><p>semana, Cora berra, destroi trabalhos escolares e bijuterias, ou até bate em si mesma.</p><p>Esses episódios são frequentemente provocados por rejeição social, caçoada de colegas</p><p>ou frustrações em tarefas escolares.</p><p>Reações em sala de aula: Na escola, é percebida como uma criança triste e pouco</p><p>interativa, com falas limitadas e baixa socialização. Quando provocada ou diante de</p><p>desafios, sua reação é explosiva, levando-a a rasgar papéis, correr para fora da sala,</p><p>chorar alto ou gritar. Esses comportamentos geram perturbação significativa no ambiente</p><p>escolar.</p><p>Comportamento em casa: Os pais relatam que Cora também manifesta explosões</p><p>emocionais em casa. Durante atividades como artes, se não alcançar o resultado desejado,</p><p>entra em crises emocionais intensas, frequentemente se debatendo, assumindo uma</p><p>posição fetal no chão e verbalizando auto desprezo, afirmando ser "burra". As tentativas</p><p>dos pais de intervir geram agressões verbais da parte dela. Cora não apresenta</p><p>alterações significativas em apetite, sono ou concentração. No entanto, a baixa</p><p>autoestima é um ponto destacado por ela mesma.</p><p>Hipótese Diagnóstica O quadro sugere um possível Transtorno de Desregulação do</p><p>Humor, dado o padrão de irritabilidade persistente, explosões de raiva, dificuldades em</p><p>regular emoções e interações sociais problemáticas. A baixa autoestima e a frequência</p><p>dos episódios são relevantes para a avaliação diagnóstica.</p><p>Qual é a relevância dos seguintes conceitos para os diversos</p><p>transtornos depressivos?</p><p>Especifique o tipo do transtorno:</p><p>1. Anedonia</p><p>Relevância: A anedonia refere-se à incapacidade de sentir prazer em atividades que antes</p><p>eram consideradas agradáveis. É um dos principais sintomas da depressão, impactando</p><p>diretamente a motivação e a qualidade de vida do paciente.Transtornos: Comum em</p><p>Transtorno Depressivo Maior (TDM), a anedonia pode ser um indicador de gravidade da</p><p>condição e está relacionada ao comprometimento funcional do indivíduo.</p><p>2. Labilidade do humor</p><p>Relevância: A labilidade do humor é caracterizada por mudanças emocionais. Isso pode ser</p><p>confuso tanto para o paciente quanto para aqueles ao seu redor, impactando os</p><p>relacionamentos e a capacidade de enfrentar situações diárias.Transtornos: É</p><p>frequentemente observada em Transtorno Depressivo Persistente (Distimia) e Transtorno</p><p>Depressivo Maior. A labilidade pode acentuar o sofrimento emocional e dificultar a</p><p>recuperação.</p><p>3. Culpa excessiva ou inapropriada</p><p>Relevância: A culpa excessiva é um sintoma característico da depressão e pode ser</p><p>disfuncional, levando o indivíduo a uma autoavaliação negativa constante, contribuindo</p><p>para a manutenção do estado depressivo.Transtornos: Comum em Transtorno Depressivo</p><p>Maior, a culpa inapropriada pode estar relacionada a traumas passados e pode aumentar o</p><p>risco de ideação suicida.</p><p>4. Irritabilidade persistente grave</p><p>Relevância: A irritabilidade grave pode afetar a vida social e profissional do paciente,</p><p>gerando conflitos e aumentando a sensação de isolamento.Transtornos: Pode ser</p><p>observada em Transtorno Depressivo Maior, especialmente em adolescentes, e é um</p><p>sintoma distintivo no Transtorno Depressivo Disruptivo da Regulação do Humor, que se</p><p>caracteriza por irritabilidade crônica e explosões de raiva</p><p>5. Pensamentos recorrentes de morte/ideação suicida</p><p>Relevância: A presença de pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida é um sinal</p><p>crítico e deve ser avaliada cuidadosamente, pois representa um risco significativo à vida</p><p>do paciente.Transtorno: presente no Transtorno Depressivo Maior.</p><p>RESUMO DSM5-TR</p><p>Transtorno de Humor</p><p>Introdução</p><p>HUMOR</p><p>Tônus afetivo basal e difuso em que se encontra uma pessoa em determinado</p><p>momento.</p><p>É um estado de espírito e facilita o ânimo da pessoa.</p><p>O humor se torna patológico quando há prejuízo na rotina do paciente e daqueles que</p><p>o cercam.</p><p>As variações de tonalidade nos estados afetivos que manifestam transições entre</p><p>sensações de bem estar e mal estar são normais.</p><p>ALTERAÇÕES DO HUMOR</p><p>Eutímico:Sem alteração do humor.</p><p>Elado (expansão do eu)Grandiosidade de si próprio.</p><p>Autoestima extremamente elevada. Se acha acima de todos.</p><p>Pode ou não estar associado com delírio.</p><p>Há delírio quando está associado com alguma mentira, alguma coisa que ele não é (ex. dizer</p><p>que é um rei e acreditar nisso).</p><p>Exaltado, eufórico (hipertimia) :Paciente inquieto, sem exaustão. Não se cansa com nada.</p><p>Deprimido (Hipotimia): Paciente com extrema tristeza, sem vontade fazer nada.</p><p>Qualitativamente :Irritado, disfórico (inquietação extrema), alegre, triste.</p><p>Transtorno Depressivo Maior (TDM)</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Idade: Comum entre 20 e 50 anos</p><p>Sexo feminino:Maior prevalência em mulheres, sendo 3 casos a cada 1 homem.</p><p>Estado civil</p><p>Genética</p><p>Socioeconômicos</p><p>Estresse ambiental</p><p>Personalidade</p><p>QUADRO CLÍNICO</p><p>Paciente com TDM precisa apresentar obrigatoriamente um dos sintomas:</p><p>Humor deprimido: tristeza e choro fácil, labilidade. Tristeza patológica.</p><p>Perda de interesse (anedonia) por coisas que antes eram prazerosas.</p><p>Angústia e/ou ansiedade</p><p>Insônia: Principalmente intermediária ou terminal.</p><p>Sensação de vazio</p><p>Desesperança e/ou culpa</p><p>Irritabilidade</p><p>Prejuízo na concentração</p><p>Lentificação ou agitação psicomotora</p><p>Sintomas físicos</p><p>Ideações suicidas</p><p>Diminuição do apetite</p><p>Sintomas psicóticos:Principalmente delírios (de perda, de culpa, de morte e etc.) e/ou</p><p>alucinações (auditivas).</p><p>Sintomas físicos - Somatização: fadiga, cansaço, dores, sensação de moleza.</p><p>Obs:Para ser diagnosticado com TDM precisa ter os dois sintomas iniciais ou ter pelo</p><p>menos um dos sintomas iniciais e 4 dos outros sintomas restantes.</p><p>DIAGNÓSTICO - DSM V</p><p>A. 5 ou mais sintomas, com duração mínima de duas semanas → Sendo obrigatório</p><p>apresentar Humor deprimido ou Perda de interesse.</p><p>B. Os sintomas provocam sofrimento clínico e prejuízo da funcionalidade social</p><p>C. Excluir outras causas (substâncias, condições médicas)</p><p>D. Nunca ter tido um episódio maníaco ou hipomaníaco → Caso haja, o diagnóstico</p><p>muda para Transtorno Bipolar.</p><p>(Episódio maníaco do transtorno bipolar.)</p><p>ESPECIFICADORES DO TDM</p><p>Episódio único ou recorrente → O paciente pode apresentar TDM apenas uma vez na vida</p><p>ou pode acontecer mais vezes.</p><p>Gravidade: leve, moderada ou grave</p><p>Sintomas ansiosos: TDM pode cursar com sintomas de ansiedade.</p><p>Características melancólicas: Fator de prognóstico desfavorável (grave).</p><p>Precisa apresentar pelo menos 4 sintomas melancólicos:</p><p>Perda de prazer;</p><p>falta de reatividade;</p><p>desespero,</p><p>prostração profunda</p><p>humor vazio;</p><p>despertar muito cedo;</p><p>piora do humor pela manhã;</p><p>agitação ou retardo psicomotor;</p><p>anorexia ou perda acentuada;</p><p>culpa excessiva.</p><p>Características atípicas :Quando está em desacordo com quadro clínico.</p><p>Ex: Hipersonia, agitação motora, apetite exagerado (compulsão), etc.</p><p>Características psicóticas:</p><p>Delirium e alucinações humor congruentes</p><p>Catatonia:Alterações psicomotoras predominantes. Ex.: flexibilidade de cera (se manter</p><p>numa posição por horas, por vontade própria ou por comando), assume posições,</p><p>movimentos repetitivos, ticks, imitar movimentos de outras pessoas.</p><p>Início no periparto:“Depressão pósparto”, os sintomas aparecem durante a gravidez e</p><p>principalmente no puerpério.</p><p>Curso: em remissão parcial ou completa :A remissão só é completa quando o paciente</p><p>passa mais de 3 meses sem apresentar sintomas do TDM.</p><p>Obs.: Sempre acrescentar os especificadores do TDM no diagnóstico: Se é com episódios</p><p>melancólicos, se é com catatonia, se é com ansiedade.</p><p>DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL</p><p>Transtorno de humor devido a outra condição médica</p><p>Transtorno depressivo induzido por substância ou medicamento</p><p>Episódio maníaco ou misto com humor irritável</p><p>Transtorno de adaptação com humor deprimido</p><p>Transtorno do déficit da atenção (TDAH) e hiperatividade</p><p>Distimia,</p><p>tristeza ou luto.</p><p>EXAMES COMPLEMENTARES</p><p>Solicitado para descartar outras causas e definir um tratamento.</p><p>Hemograma</p><p>Eletrólitos</p><p>TSH e T4 livre</p><p>Colesterol total e frações</p><p>Glicemia de jejum</p><p>Ureia e creatinina</p><p>Vitamina D e B12</p><p>Ácido úrico</p><p>PROGNÓSTICO</p><p>Recuperação começa de 3 meses a 1 ano, em 80% dos casos.</p><p>Risco de recorrência maior em jovens e menor se a remissão for prolongada</p><p>Pode evoluir para o transtorno bipolar</p><p>Gravidade dos sintomas</p><p>Episódio atual longo</p><p>Ansiedade predominante</p><p>Características psicóticas</p><p>Múltiplos episódios e cronicidade</p><p>Transtorno Depressivo Persistente (Distimia)</p><p>Humor deprimido por 2 ANOS no mínimo.</p><p>Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias.</p><p>Deve apresentar, enquanto deprimido, pelo menos dois dos sintomas:</p><p>Baixa energia ou fadiga</p><p>Apetite diminuído ou em excesso</p><p>Insônia ou hipersonia</p><p>Concentração pobre ou dificuldade em tomar decisão</p><p>Autoestima baixa o Sentimentos de desesperança</p><p>O paciente não deve ficar sem apresentar os critérios acima por mais de 2 anos.</p><p>Obs.: A remissão só ocorre após 2 meses sem a presença de sintomas e, caso volte a</p><p>apresentar os sintomas, deve-se esperar mais 2 dois para fechar diagnóstico novamente</p><p>de distimia.</p><p>Obs.: Não é TDM persistente. Mas, o paciente com distimia pode apresentar TDM, o que é</p><p>chamado de depressão dupla pois apresenta os dois tipos de depressão.</p><p>Tratamento</p><p>Fase aguda:Compreende os 2/3 meses iniciais, em que se espera que o paciente obtenha</p><p>resposta clínica.</p><p>Fase de continuação: Período de 6/9 meses que se segue à fase aguda. Seu objetivo é</p><p>manter a melhora e prevenir recaídas. Pode manter as doses ou tentar diminuir.</p><p>Fase de manutenção: Visa evitar novos episódios. A duração depende da probabilidade de</p><p>recorrência.</p><p>Transtorno Disfórico Pré-Menstrual</p><p>Antes do início da menstruação e na maioria dos ciclos menstruais.</p><p>Sintomas mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual;</p><p>Deve apresentar pelo menos 5 sintomas:</p><p>Labilidade afetiva acentuada o Instabilidade ou raiva acentuada ou aumento nos</p><p>conflitos interpessoais</p><p>Humor deprimido acentuado, sentimentos de desesperança</p><p>Interesse diminuído pelas atividades habituais</p><p>Sentimento subjetivo de dificuldade na concentração</p><p>Transtorno Afetivo Bipolar</p><p>Início precoce apresenta pior prognóstico</p><p>Comorbidades: Ansiedade e TUS (Transtorno por uso de substâncias)</p><p>Maior risco de suicídio</p><p>Grande herdabilidade: familiares de 1º grau.</p><p>História de traumas</p><p>MANIA/HIPOMANIA</p><p>Manifestações do humor hipertímico</p><p>Humor exaltado</p><p>Aumento da energia</p><p>Taquipsiquismo (aceleração do ritmo do pensamento)</p><p>Taquilalia (curso rápido da fala)</p><p>Hipersexualização</p><p>Grandiosidade</p><p>Bem-estar</p><p>Irritabilidade</p><p>Redução da necessidade de sono</p><p>Esses sintomas estão presentes tanto na mania quanto na hipomania, o que difere um</p><p>do outro é a intensidade, a frequência e o prejuízo na rotina. Pacientes em quadro de</p><p>mania, na maioria das vezes, necessitam de internação.</p><p>TAB Tipo 1: Apresenta obrigatoriamente quadro de mania.</p><p>TAB Tipo 2: Apresenta hipomania e depressão.Se apresentar mania vira tipo 1.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Quadros de Mania</p><p>Duração mínima de 1 semana</p><p>Apresentar no mínimo 5 sintomas, sendo obrigatório a presença de humor</p><p>exaltado e aumento da energia.</p><p>Provocar prejuízo funcional</p><p>Pode necessitar de hospitalização</p><p>Sintomas psicóticos → Presente apenas na mania.</p><p>Hipomania</p><p>Duração mínima de 4 dias</p><p>Menor intensidade dos sintomas</p><p>Mudança na funcionalidade (menor prejuizo)</p><p>Não apresenta quadros psicóticos, se houver é caracterizado como mania.</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>Transtorno bipolar tipo I:</p><p>É caracterizado pela apresentação da mania.</p><p>Apresenta episódios maníacos.</p><p>Pode ser precedido ou antecedido de episódios hipomaníacos ou depressão.</p><p>A presença de pelo menos um episódio maníaco já é classificado como bipolar tipo I.</p><p>Mesmo se apresentar apenas um episódio de mania durante toda a vida e o resto de</p><p>hipomania é tipo I.</p><p>Obs.: Quando o paciente apresenta um episódio maníaco com características psicóticas,</p><p>há maior probabilidade de os episódios maníacos subsequentes incluírem</p><p>características psicóticas</p><p>Transtorno bipolar tipo II:</p><p>É caracterizado pela ausência de quadros maníacos.</p><p>Apresenta apenas episódios de hipomania associado com depressão.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Genética:Recorrência de até 80%</p><p>Epigenética:Estressores ambientais e Metilação</p><p>Fatores ambientais</p><p>CURSO E PROGNÓSTICO</p><p>Média de início nos 18 anos, podendo ocorrer até os 70 anos.</p><p>Episódio maníaco: Na maior parte dos casos é seguido de episódio depressivo maior.</p><p>Característica psicóticas: maior probabilidade de presença nos episódios</p><p>subsequentes; e remissão incompleta se incongruentes com o humor.</p><p>DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL</p><p>Outros transtornos bipolares</p><p>Transtorno ciclotímico</p><p>Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos</p><p>Transtorno depressivo maior</p><p>Transtorno por uso de substâncias</p><p>Crises de pânico e outras ansiedades</p><p>Transtornos da personalidade</p><p>TDAH</p><p>TRANSTORNO CICLOTÍMICO</p><p>Diagnóstico: Vários períodos de sintomas hipomaníacos e vários períodos de sintomas</p><p>depressivos, durante 2 anos, com intervalos menores que 2 meses.</p><p>Os sintomas não satisfazem episódio de TDM, maníaco ou hipomaníaco - Ou seja, não</p><p>preenche os critérios diagnósticos para esses transtornos.</p><p>Prejuízo significativo social, profissional ou em área importante.</p><p>Durante o período de dois anos (um ano em crianças e adolescentes),</p><p>Os períodos hipomaníaco e depressivo estiveram presentes por pelo menos metade do</p><p>tempo, e o indivíduo não permaneceu sem os sintomas por mais que dois meses</p><p>consecutivos.</p><p>A oscilação de humor é crônica e e frequente, porém o paciente nunca faz episódios de</p><p>mania, TDM ou hipomania.</p>