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HTP - apostila completa nova 2014

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<p>CURSO DE PSICOLOGIA</p><p>AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA II</p><p>CASA – ÁRVORE – PESSOA</p><p>TÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO</p><p>H - T - P</p><p>Manual e Guia de Interpretação</p><p>Apostila da Profa.</p><p>GEÓRGIA MARTINS BAETA NEVES</p><p>NATAL</p><p>2012</p><p>2</p><p>HTP Histórico</p><p>HISTÓRICO</p><p>O desenho como instrumento de investigação da personalidade, foi usado pela primeira</p><p>vez por Emile Jucker, conselheiro de orientação profissional, na Suíça, em 1928. Jucker</p><p>acreditava existir uma correspondência simbólica entre a árvore e o ser humano e acreditava</p><p>que através do desenho da árvore seus orientandos poderiam expressar aspectos de sua</p><p>problemática emocional. A interpretação que fazia tinha bases puramente intuitivas.</p><p>Em 1934, os trabalhos de Hurlock e Thomson abriram o caminho para uma</p><p>investigação metódica dos desenhos das árvores. Evolução da percepção infantil, a riqueza de</p><p>detalhes aumenta a medida que a idade e o grau de inteligência são maiores.</p><p>Em 1949, em Lucerna, é publicado “O Teste da Árvore” de Karl Koch. A preocupação</p><p>em dar à intuição bases mais objetivas, leva Koch a estabelecer certas normas de medida,</p><p>realizando um estudo estatístico e sistemático, propondo interpretações mais precisas do que as</p><p>de Emile Jucker.</p><p>Koch propunha as seguintes instruções:</p><p>1) “Desenhe uma árvore frutífera, da melhor maneira possível”;</p><p>2) “Desenhe uma árvore diferente da primeira.”</p><p>Na França, Renée Stora propõe modificações nas instruções de Koch:</p><p>1) “Desenhe qualquer árvore, como lhe agrade mais, exceto um pinheiro.” Stora mantém</p><p>essa exclusão porque considerava o desenho do pinheiro um desenho esteriotipado para a</p><p>sociedade européia. Acreditava também que pedir para que se desenhasse uma árvore frutífera,</p><p>seria sugerir um efeito.</p><p>Para Stora, a primeira árvore, representava a reação do sujeito à uma situação</p><p>desconhecida.</p><p>2) “Desenhe uma árvore diferente da primeira.”</p><p>A segunda árvore expressaria uma resposta a uma situação conhecida revelando padrões</p><p>de comportamento mais habituais.</p><p>3) “Desenhe uma árvore imaginária, uma árvore que não existe na realidade, a árvore</p><p>dos seus sonhos”.</p><p>Acreditava que esse desenho poderia revelar os desejos insatisfeitos na realidade e</p><p>mostra como se opera o compromisso entre o desejo e a realidade.</p><p>4) “Desenhe uma árvore de olhos fechados”.</p><p>Esse último revelaria conflitos antigos e traumas de infância que ainda interferem na</p><p>vida adulta do indivíduo.</p><p>Em 1926, nos Estados Unidos, Florence Goodenough desenvolveu uma técnica de</p><p>avaliação da inteligência a partir do desenho da figura humana. Em 1949, Karen Machover,</p><p>baseando-se nos estudos de Goodenough, observou que a figura humana além de indicar o nível</p><p>intelectual, era sensível também aos aspectos da área afetivo-emocional. Essa idéia a levou a</p><p>desenvolver a técnica do desenho da figura humana como técnica projetiva, com a finalidade de</p><p>investigar os aspectos da psicodinâmica envolvidos com a auto imagem e a imagem corporal.</p><p>A precursora na utilização do desenho da casa como instrumento de investigação foi</p><p>Françoise Minkowska que apresentou em 1947, o Teste da Casa e o aplicou a um elevado</p><p>número de crianças — refugiadas de diversas origens — que chegaram à França depois da</p><p>Segunda Guerra Mundial. A instrução que se dava era: “Desenhe uma casa”, entregando-se lápis</p><p>coloridos. A interpretação se fundava exclusivamente “na apreciação clínica”.</p><p>Em 1947/1948, um discípulo de Goodenough, John Buck, psicólogo do “Lynchberg</p><p>Satate Colony”, Na Virgínia, EUA, apresenta a bateria H.T.P., constituída dos desenhos de uma</p><p>casa, uma árvore e uma figura humana, nas formas cromáticas e acromáticas.</p><p>3</p><p>O teste pede para que o sujeito desenhe uma casa, uma árvore e uma pessoa, enquanto</p><p>o aplicador anota a seqüência dos desenhos, o tempo de realização, comportamento, etc. Após</p><p>a realização dos desenhos, o sujeito deve responder um questionário sobre os desenhos</p><p>realizados.</p><p>Numa segunda fase, são pedidos os mesmos desenhos, oferecendo ao sujeito lápis colorido e</p><p>em</p><p>seguida novamente lhe são solicitadas respostas verbais sobre os desenhos realizados.</p><p>Segundo Buck, os itens específicos, Casa, Árvore e Pessoa, foram escolhidos porque:</p><p>(1) são itens familiares até para crianças relativamente pequenas;</p><p>(2) achou-se que seriam mais facilmente aceitos para desenhar do que outros itens sugeridos;</p><p>(3) parecem estimular verbalizações mais livres e francas.</p><p>Além disso,</p><p>A Casa, como lugar de moradia, parece despertar associações referentes à vida familiar do</p><p>sujeito e às relações intra-familiares;</p><p>A Árvore, como um ser vivo num ambiente elementar, parece despertar associações referentes</p><p>às relações básicas e elementares que o sujeito experimenta em seu meio; e</p><p>A Pessoa, como ser humano, parece despertar associações referentes às relações interpessoais</p><p>do sujeito, tanto as especificas como as gerais.</p><p>Tanto Machover como Buck supõem que a figura projetada pelo sujeito não é apenas projeção</p><p>do próprio sujeito e de suas experiências, mas uma coleção de diferentes imagens e sentimentos</p><p>acumulados no curso de sua vida.</p><p>TESTE DO DESENHO DA FIGURA HUMANA DE MACHOVER</p><p>Machover diz: “A personalidade não se desenvolve no vazio, mas sim através do</p><p>movimento, do sentir e do pensar de um corpo determinado”, daí a importância do desenho da</p><p>figura humana. Os métodos projetivos surgiram devido à necessidade de explorar as motivações</p><p>das condutas que não podem se manifestar por comunicação direta entre as pessoas. Uma</p><p>extensa e intensa experiência demonstrou que os desenhos da figura humana representam uma</p><p>profunda e íntima expressão da personalidade de quem desenha.</p><p>Frente à tarefa de desenhar uma pessoa, o sujeito deve resolver diferentes problemas</p><p>e dificuldades, buscando um modelo ao seu alcance. Mas as figuras externas são tão variadas</p><p>em seus aspectos corporais que deve fazer uma seleção para reconstruir uma pessoa que seja</p><p>uma representação objetiva.</p><p>Durante nosso desenvolvimento associamos distintas percepções e emoções com certos</p><p>órgãos corporais e esta imagem corporal que se desenvolveu com nossa experiência, determina</p><p>e guia, de algum modo, o que se está desenhando e o faz apresentar o desenho de uma pessoa</p><p>como uma estrutura e um conteúdo especial.</p><p>Portanto, o desenho da pessoa, ao supor uma projeção da imagem corporal, oferece</p><p>um caminho natural para a expressão dos próprios conflitos e necessidades do corpo. A</p><p>interpretação do desenho se baseia na hipótese de que a figura desenhada está refletindo o</p><p>examinando com a mesma intimidade que pode fazê-lo o estilo da letra, os gestos ou qualquer</p><p>outro movimento expressivo.</p><p>A interpretação do desenho é feita através da abordagem dos seguintes aspectos:</p><p>1) a cabeça;</p><p>2) as características sociais (rosto e traços faciais);</p><p>3) características de contato (braços, mãos, dedos, pés, pernas);</p><p>4) outras partes do corpo (tronco, ombros, peito, quadril, etc.);</p><p>5) vestimentas (botões, bolsos, gravatas, sapatos, chapéu);</p><p>6) aspectos estruturais e formais (tema, movimento, seqüência, simetria, tamanho, localização,</p><p>pressão, traço, etc.);</p><p>7) indicadores de conflito (borrões, sombreados);</p><p>4</p><p>8) diferenças entre as representações do homem e da mulher.</p><p>O TESTE DA ÁRVORE</p><p>Koch diz que: “Neste teste, a árvore é o suporte da projeção, o objeto que representa o</p><p>mesmo papel que o do espelho, que reenvia a imagem projetada nele. O objeto - a árvore</p><p>- não é um esquema</p><p>gráfico adquirido a partir de um longo treino, como o é a escrita, no entanto, ele é familiar a todo</p><p>mundo.</p><p>Sua estrutura e sua forma geral são suficientemente conhecidas, para que se descarte</p><p>o risco de confusões.</p><p>O desenho suscita no sujeito que desenha fenômenos expressivos de origem subjetiva.</p><p>O desenho projetado corresponde em parte ao mundo objetivo,</p><p>inadequado,</p><p>culpado, profundamente deprimido ou alguma combinação desses sentimentos. Ocasionalmente, perguntas</p><p>adicionais revelarão que o indivíduo vê a árvore mais adormecida do que morta, o que é um sinal de</p><p>esperança.</p><p>5. O que nela lhe dá a impressão de que ela está viva?A resposta a esta questão pode ser a primeira</p><p>indicação de que o indivíduo vê a árvore em movimento, variando desde um pequeno tremor das folhas, até</p><p>um clara oscilação do tronco. Outras respostas indicam que tais qualidades como força, vigor, etc., criam</p><p>a impressão de vida na árvore. A resposta mais óbvia é a de que a árvore deve estar viva porque tem</p><p>folhagem.</p><p>5. O que provocou a sua morte? (se não estiver viva) Quando vermes, insetos, parasitas, ferrugem,</p><p>relâmpago, vento ou, ocasionalmente, ações malignamente agressivas de crianças ou adultos são apontados</p><p>como a causa da morte, o indivíduo expressa a convicção de que alguma coisa extrapessoal é a culpada. Se,</p><p>entretanto, for dito que a causa é o apodrecimento de alguma parte ou da árvore inteira, um sentimento de</p><p>que alguma coisa dentro do "se/f é culpada é indicado.</p><p>30</p><p>6. Alguma parte da árvore está morta? Qual parte? O que você acha que causou a sua morte? Há quanto</p><p>tempo ela está morta? Folhas mortas podem indicar incapacidade de fazer ajustamentos mais controlados e</p><p>delicados como ambiente. Muito comumente, os galhos ou as raízes são vistas como mortas ou partes</p><p>mortas. Galhos mortos parecem expressar a crença do indivíduo de que muita frustração foi produzida</p><p>apenas por fatores extrapessoais do ambiente. Às vezes, um galho morto representa um trauma físico ou</p><p>psicológico, e a localização do galho ao longo do tronco pode indicar a idade relativa em que o trauma</p><p>ocorreu. Raízes mortas implicam desequilíbrio ou desintegração intrapessoal com o início de uma séria</p><p>perda de contato com a realidade. Um indivíduo que desenha a árvore com um tronco morto revela uma severa</p><p>perda de controle do ego.</p><p>7. Se essa árvore fosse uma pessoa de que sexo ela seria? Em geral, pinheiros são vistos como</p><p>masculinas; árvores frutíferas como femininas. Para crianças, esta questão traz a identificação da árvore com</p><p>o pai, a mãe ou outra pessoa com quem a criança se identifica.</p><p>8. O que nela lhe dá esta impressão? O sexo atribuído à árvore parece ser normalmente determinado</p><p>por características, tais como a forma, a força, a aspereza, a graciosidade, a fragilidade, etc. Algumas vezes,</p><p>entretanto, certos aspectos da árvore são vistos como partes correspondentes específicas da figura humana.</p><p>Os longos galhos de uma sempre-viva lembraram a um indivíduo o cabelo de sua mãe. Uma pequena garota</p><p>desajustada afirmou explosivamente que ela viu o punho de seu pai no meio da estrutura dos galhos de uma</p><p>árvore de bordo, "Exatamente como ele costumava levantá-lo para bater em minha mãe!"</p><p>9. Essa árvore está sozinha ou em um grupo de árvores? Respostas a essa questão não são muito</p><p>significantes, a não ser que tenham forte carga emocional. Sentimentos de isolamento e/ou uma necessidade de</p><p>associação com outros são frequentemente estimulados aqui.</p><p>10. Como está o tempo neste desenho? (Período do dia e ano; céu; temperatura) Supõe-se que a árvore</p><p>expressa um sentimento consciente ou subconsciente do se/f do indivíduo em relação ao ambiente. Uma</p><p>vez que as forças externas que afetam uma árvore viva são amplamente metereológicas, não é</p><p>surpreendente que muitos indivíduos sejam capazes de expressar simbolicamente seus sentimentos de que</p><p>seu ambiente é protetor e amigável ou opressor e hostil. Os indivíduos podem descrever condições de</p><p>tempo desagradáveis em detalhe, apesar da ausência de qualquer representação de tais condições no</p><p>desenho. A significação que o tempo descrito tem para o indivíduo deve ser explorada. Obviamente, o</p><p>significado de um tempo frio, por exemplo, não será o mesmo para alguém que o prefira, em relação a</p><p>outro que não o faça. Crianças pequenas geralmente preferem a neve porque gostam de brincar nela.</p><p>11. Há algum vento soprando? Mostre-me em que direção ele está soprando. Que tipo de vento é</p><p>este? O vento simboliza sentimentos de pressão de forças ambientais, pessoais ou situacionais. Um jovem</p><p>adulto com uma neurose severa respondeu: "É a calma antes da tempestade." Para a pergunta do</p><p>examinador: "A tempestade irá danificar a árvore?" foi obtida a resposta, "Não, eu acho que não. É a</p><p>tranquilidade antes da guerra atómica. Não irá destruir a árvore; apenas o cachorro." O indivíduo reiterou</p><p>várias vezes que a sua árvore, obviamente um auto-retrato, representava a "Beleza" e o cachorro, que</p><p>estava farejando o tronco da árvore, significava o "Homem".</p><p>Normalmente o vento é descrito como soprando horizontalmente da esquerda para a direita. Isso revela,</p><p>na ausência de intensidade incomum, a tendência do campo psicológico de locomoção do passado (esquerda)</p><p>para o futuro (direita). Ventos que têm intensidade acima da média e que desviam da direção convencional</p><p>parecem ser significativos; um indivíduo muito perturbado, por exemplo, afirmou que o vento estava soprando</p><p>em todas as direções simultaneamente. Ventos descritos como soprando do chão para o alto da árvore,</p><p>cruzando a página diagonalmente para cima, simbolizam um forte desejo de escapar da realidade. O inverso</p><p>se aplica a ventos ditos como soprando diagonalmente de um canto superior para o inferior oposto (e a</p><p>conotação temporal, esquerda para passado, direita para futuro, parece se manter). O vento descrito como</p><p>soprando da direita para esquerda pode indicar uma tendência a regredir sob pressões ambientais ou</p><p>intrapessoais. Indivíduos narcisistas podem descrever o vento como soprando "em minha direção".</p><p>A descrição do indivíduo da velocidade, umidade e temperatura do vento pode ser reveladoras. Um vento</p><p>descrito como soprando com grande força, muito úmido, muito seco, muito quente, muito frio ou alguma</p><p>combinação desse tipo, sugere que o indivíduo sofre pressões dolorosas de uma ou mais fontes ambientais.</p><p>O grau da pressão sentida presumivelmente corresponde ao grau de variação em relação a um estado de</p><p>tempo calmo. Isto pressupõe, é claro, que a resposta não seja apenas uma descrição do tempo na hora do</p><p>exame.</p><p>31</p><p>12. O que esta árvore faz você lembrar? Assim como para os outros desenhos, a qualidade destas associa-</p><p>ções deve ser observada de acordo com o seu tom positivo ou negativo.</p><p>13. Alguém já machucou esta árvore? Como? Essas respostas costumam indicar o grau em que o</p><p>indivíduo sente-se agredido pelo ambiente. A localização do ferimento pode ser informativo. Ferimento na</p><p>raiz implica uma ameaça à capacidade fundamental do indivíduo de se manter em contato com a realidade;</p><p>ferimentos nos galhos podem indicar obstáculos à obtenção de satisfação bem sucedida por um indivíduo</p><p>cujos processos de pensamento estão basicamente intactos.</p><p>Inquérito Pessoa</p><p>1. Qual o nome dessa pessoa? Um indivíduo que afirma que uma figura obviamente feminina em roupas</p><p>masculinas é um homem, ou que uma figura obviamente masculina de vestido é uma mulher, confirmará verbal-</p><p>mente a impressão já criada pelo desenho, isto é, de que o indivíduo manifesta confusão e indecisão no papel</p><p>sexual que pode ser patológica. Indivíduos muito fechados ou altamente perturbados frequentemente dizem</p><p>que a pessoa é do sexo oposto do que foi representado.</p><p>2. Quantos anos ele (a) tem? O objetivo principal desta pergunta é descobrir o quanto a idade aparente</p><p>da pessoa desenhada se aproxima da idade atribuída pelo indivíduo. Ocasionalmente, a idade estabelecida</p><p>representa a idade sentida pelo indivíduo em vez da idade cronológica.</p><p>3. Como ele se sente? Por que? A resposta a esta pergunta normalmente parece</p><p>expressar os sentimentos do indivíduo em relação à situação que envolve a pessoa</p><p>desenhada. A pergunta pode, também, fornecer estímulo suficiente para produzir</p><p>comentários diretos referentes</p><p>aos sentimentos do indivíduo em relação às condições</p><p>do presente ou a assuntos que ele ainda não foi capaz de discutir. Às vezes, a resposta "feliz" é, simplesmente,</p><p>uma evasão.</p><p>4. Como está o tempo neste desenho? (período do dia e ano; céu; temperatura) Raramente o indivíduo</p><p>desenhará detalhes que indicam o tempo, tais como pingos de chuva ou flocos de neve no desenho da pessoa.</p><p>Portanto a representação gráfica do tempo exige cuidado no inquérito posterior ao desenho, e presume-se que</p><p>seja altamente significativa. A projeção do tempo na figura descreve a visão do indivíduo sobre as relações</p><p>ambientais e interpessoais.</p><p>5. De quem esta pessoa o faz lembrar? Porque? Esta pergunta pode trazer a primeira identificação franca</p><p>da pessoa. Por outro lado, o indivíduo nomeado aqui pode ser a quinta pessoa nomeada pelo sujeito como</p><p>representada pelo desenho. Enquanto tal multiplicidade de identificação é rara, não é incomum que a figura</p><p>da pessoa represente, no mínimo, duas pessoas - o indivíduo e alguém mais de significado particular para</p><p>ele. A explicação do porquê a pessoa desenhada o faz lembrar de alguém além do primeiro nome dito é,</p><p>geralmente, reveladora.</p><p>6. Do que esta pessoa mais precisa? Por que? Frequentemente, o indivíduo usa o pronome na primeira</p><p>pessoa do singular para responder a esta pergunta. As questões de "necessidades" estão entre as mais produtivas</p><p>do inquérito posterior ao desenho. As necessidades podem ser expressas direta, simbolicamente, ou ambas e</p><p>podem abranger desde as totalmente físicas às psicológicas mais abstratas.</p><p>4. Alguém já machucou essa pessoa? Como? Experiências traumáticas em relacionamentos com os outros</p><p>geralmente são reveladas na resposta a esta pergunta.</p><p>Referências Bibliográficas:</p><p>32</p><p>BUCK, John N. H-T-P: Casa – Árvore – Pessoa, técnica projetiva de desenho: Manual</p><p>e guia de interpretação. 1. ed. São Paulo: Vetor, 2003.</p><p>CAMPOS, Dinah Martins de Souza O teste do desenho como instrumento de diagnóstico</p><p>da personalidade: validade, técnica de aplicação. 32 ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.</p><p>RETONDO, Maria Florentina N. Godinho Manual prático de avaliação do HTP (casa-</p><p>árvore-pessoa) e família. São Paulo:Casa do Psicólogo,2000.</p><p>33</p><p>ANEXO – FIGURAS E OBSERVAÇÕES</p><p>Árvore centrípeta bem desenhada. Pode-se</p><p>observar que a copa “foge” do centro, em</p><p>direção à periferia.</p><p>Desenho feito por um adolescente do sexo masculino,</p><p>que não apresenta cifose, ou seja, a deformação não</p><p>exprime seu corpo físico, como ele o é. Introdução de</p><p>deformidade pode ser indício do esforço inconsciente</p><p>em deformar a realidade, hostilidade e desprezo para</p><p>com o outro, atitude depreciativa ou pobre conceito de</p><p>si mesmo.</p><p>Comum em adolescentes rejeitados.</p><p>em parte com os aspectos</p><p>subjetivos. A projeção exterior do mundo interior, não é um ato voluntário. O que é voluntário é</p><p>a representação do objeto, mas ela contém uma expressão subjetiva que “passa com ela”.</p><p>Toda execução é uma afirmação do sujeito operante ante a realidade exterior; é uma</p><p>projeção. No desenho, a realidade exterior é a folha de papel sobre a qual o sujeito se projetará</p><p>por meio do desenho.</p><p>Odete Lourenção Van Kolck, reconhece que para a interpretação dos desenhos, são</p><p>necessários três processos, três momentos:</p><p>1. Processo adaptativo - avaliação do material, comparando com a idade, sexo e nível social do sujeito.</p><p>Para isso é necessário que o material gráfico corresponda à idade (criança, adulto), sexo (masculino,</p><p>feminino) e nível sócio-económico cultural (educação).</p><p>2. Processo expressivo - corresponde à estruturação gráfica do desenho (organização gráfica).</p><p>Abordagem dos aspectos formais: O COMO</p><p>3. Processo projetivo propriamente dito (para Hammer, aspectos de conteúdo) -observando O QUE a</p><p>pessoa desenhou. Investigação dos elementos do desenho; partes do desenho.</p><p>Aspectos expressivos</p><p>1. Tamanho: A relação entre o tamanho do desenho e o espaço da folha indica o espaço que o sujeito</p><p>ocupa no meio ambiente. O tamanho do desenho fornece dados a respeito da auto-estima do sujeito,</p><p>grau de expansividade no meio (real ou imaginário), relação dinâmica entre o sujeito e o meio ambiente.</p><p>Pequeno - sentimento de inadequação e de inferioridade frente às demandas do meio; retraimento;</p><p>pressão ambiental; inibição; dificuldade de lidar com o ambiente.</p><p>Muito pequeno - constrição; isolamento; depressão; Impressão de não querer , não poder</p><p>enfrentar a realidade.</p><p>Médio Normal</p><p>Grande - sentimento de expansão; maior valorização de si.</p><p>Muito grande – agressividade; valorização de si compensatória.</p><p>Grande ultrapassando as margens - expansividade que desrespeita os limites. Pode ser a</p><p>realização compensatória de sentimento de constrição ambiental.</p><p>5</p><p>TAMANHO DA FIGURA</p><p>2. Pressão: Indica nível de energia do sujeito.</p><p>Forte - Energia, vitalidade, indivíduos assertivo, agressividade.</p><p>Grande – usa</p><p>toda a folha</p><p>Normal – usa</p><p>metade da folha</p><p>Pequeno</p><p>– utiliza</p><p>um</p><p>pequeno</p><p>6</p><p>Fraca - Baixa energia, falta desconfiança em si, receio/cautela em se colocar no meio ambiente, repressão</p><p>da agressividade.</p><p>3. Traços: Associados ao controle, segurança.</p><p>Longos, contínuos - comportamento controlado, esforço dirigido, perseverança, estabilidade.</p><p>Curtos, interrompidos - comportamento impulsivo, inconstância, instabilidade, vulnerabilidade.</p><p>Avanços e recuos - sensibilidade, emotividade, hesitação, ansiedade.</p><p>4. Detalhes:</p><p>Ausência - isolamento emocional, depressão, vazio afetivo.</p><p>Excesso - característica de obsessivo-compulsivos, ansiedade, expressão emocional exagerada.</p><p>5. Simetria:</p><p>Presença - necessidade de sentir-se seguro mantendo controle rígido.</p><p>Ausência - dado não relevante.</p><p>6. Movimento:</p><p>Presença - indício de vida interior rica, bom nível intelectual.</p><p>Excesso - instabilidade emocional.</p><p>ASPECTOS DE CONTEÚDO DA CASA</p><p>1. Teto: corresponde à área da fantasia. Telhado</p><p>Grande: satisfação e realização dos desejos no nível da fantasia.</p><p>Pequeno: orientação voltada para o prático, para o objetivo, para a realidade.</p><p>Ausência: indica repressão, inibição da fantasia.</p><p>Somente o teto desenhado: vive na fantasia. Teto</p><p>2. Telhado: relacionados a necessidade de proteção / liberação.</p><p>Muito trabalhado: pode indicar características compulsivo-obsessivas.</p><p>Presença de falhas no telhado: sentimentos de invasão, desproteção / evasão, liberação.</p><p>3. Sótão: representação ligada à fantasia.</p><p>4. Porão: representação ligada aos aspectos inconscientes,</p><p>5. Paredes: representação do ego.</p><p>Sólidas, firmes: bom desenvolvimento do ego; associado à força do ego.</p><p>Reforçadas: necessidade de reforçar as defesas do ego.</p><p>Descontínuas ou frágeis: vulnerabilidade aos estímulos do meio, impulsividade, sentimento</p><p>de ruptura.</p><p>Ausência de paredes: predomínio de vivência na fantasia, fraco contato com a realidade; subjetividade.</p><p>6. Tijolos aparentes: sofrimento do ego; sensação de desintegração; desgaste emocional;</p><p>ameaça de desestruturação.</p><p>7. Porta: contato social com o meio imediato, simbolicamente, a porta é a boca da casa.</p><p>Pequena: retraimento, dificuldade de contato, timidez, introversão, mais voltado para si.</p><p>Grande: necessidade /voracidade de contato. Dependência do meio, extroversão.</p><p>Aberta: dependência do meio, pouco seletivo.</p><p>7</p><p>Fechada: cautela nos contatos.</p><p>Ênfase na fechadura: desconfiança, suspeita nas relações que estabelece com o meio.</p><p>Acima da linha de base: inacessibilidade.</p><p>Ausência: indivíduo que não permite comunicação, não dá acesso.</p><p>8. Caminho: sugere seletividade nos contatos.</p><p>9. Cerca: elemento que indica defesa; demarca territórios, limites.</p><p>10. Escada: indício de defesa, sugere inacessibilidade.</p><p>11. Janelas: forma secundária de interação com o meio. Devem ser interpretadas associadamente aos</p><p>dados da porta. São os "olhos da casa".</p><p>Fechadas: necessidade de retraimento, relutância em interagir com os outros.</p><p>Com vidraças, cortinas: interação controlada com o meio, cautela e ansiedade no contato.</p><p>Sem cortinas ou persianas: indicam predisposição a estabelecer ligações de forma repentina e</p><p>direta Esse significado se intensifica se forem muitas as janelas.</p><p>12. Chaminé: ligada ao símbolo de masculinidade, de poder masculino. Ganha importância</p><p>interpretativa na medida em que se destaca no desenho.</p><p>Grande: preocupação sexual, curiosidade sexual ou afirmação de masculinidade</p><p>Cortada: indício de sentimentos de limitação, de castração.</p><p>Chaminé não</p><p>cortada</p><p>(tem borda)</p><p>13. Fumaça: indica tensão interna, conflito, quando desenhada de forma escurecida;</p><p>extravasamento da tensão</p><p>Em negrito: indícios de angústia</p><p>Como pequenas nuvens: ansiedade contida</p><p>14.Casa desenhada com a parte frontal à direita: Encontrado em canhotos. Pode indicar</p><p>oposição, rebeldia.</p><p>15. Casa representada como dupla: ambivalência, pode ser desenhada por filho de pais</p><p>separados.</p><p>ASPECTOS DE CONTEÚDO - ÁRVORE</p><p>1. Solo: estabilidade, realidade,</p><p>representa o limite entre consciente e</p><p>inconsciente. Simbolicamente,</p><p>representa a família, a mãe (terra),</p><p>enquanto elemento nutridor.</p><p>Reservatório de energia.</p><p>8</p><p>Presença: estabilidade, base na realidade, segurança.</p><p>Ausência: insegurança, instabilidade, falta de apoio.</p><p>Que se fecha sob a árvore: isolamento.</p><p>2. Raízes: elemento de fixação e nutrição. Representa a parte mais primitiva e inconsciente</p><p>da personalidade.</p><p>Vista por debaixo do solo: é considerado como</p><p>transparência e indica necessidade de manter vínculos com</p><p>a família / mãe e / ou indivíduo que precisa se apegar à</p><p>realidade devido a presença de intensa fantasia. Ambas as</p><p>opções implicam em predomínio do desejo</p><p>sobre a razão.</p><p>Aparente (sobre o solo): preocupação com a estabilidade,</p><p>com sua ligação com a realidade.</p><p>mínimo de 1 cm acima do solo</p><p>3 . Tronco: indicador da força básica da personalidade, representa a força do ego.</p><p>Forte: força vital do ego.</p><p>Frágil: desvitalização, fragilidade.</p><p>Reto, paralelo: rigidez.</p><p>Linhas periféricas com reforço: necessidade de reforçar as</p><p>defesas do ego,</p><p>Linhas periféricas tênues: vulnerabilidade,</p><p>instabilidade, falência das defesas.</p><p>Curvado, afunilado: inibição, constrição, pressão ambiental.</p><p>Bifurcado; ambivalência.</p><p>Superfície do tronco:</p><p>Nódoas: indício de fato significativo e ou traumático no desenvolvimento</p><p>emocional do indivíduo.</p><p>Com buracos com animais: sentimento de que um segmento da</p><p>personalidade está fora de controle (dissociada) ou indica necessidades regressivas de</p><p>proteção.</p><p>Sulcos: sensibilidade. Se escurecidas, indicam ansiedade.</p><p>5.Galhos:</p><p>Cortado: sentimento de castração, aspirações, interesses inibidos. Frustração.</p><p>bifurcado afunilado curvado</p><p>9</p><p>Que floresce: comportamento secundário que não se integra no conjunto da</p><p>personalidade. Comportamento impulsivo que acontece à revelia dos controles do ego.</p><p>Pontudos: agressividade.</p><p>Abertos: impulsividade.</p><p>Com extremidades envolvidas por ramagens, como chumaços de algodão:</p><p>dissimulação da agressividade.</p><p>6. Copa: Expressão do indivíduo no meio. Sociabilidade, produtividade.</p><p>Grande com tronco curto: ambição mas pouco investimento egóico para realização.</p><p>Pequena com tronco grande: energia de ego que não se canaliza adequadamente</p><p>em</p><p>direção à produtividade.</p><p>Pontudos</p><p>10</p><p>Que se expande para cima: fantasia, ambição.</p><p>Achatada: pressão ambiental.</p><p>Copa cujos lados pendem para baixo: depressão.</p><p>Centrípeta: egocentrismo, introversão. (se dirige para o centro)</p><p>Centrífuga: busca de contato, extroversão. (se afasta do centro)</p><p>Com rabiscos internos: mobilidade psíquica, confusão mental, produção</p><p>sem consistência.</p><p>7. Flores: feminilidade, vaidade, sensibilidade.</p><p>8. Frutos: produtividade, fertilidade.</p><p>Muitos: auto exigência de produtividade, pressão para produzir. Busca de reconhecimento</p><p>e valorização.</p><p>Frutos, flores ou folhas caídas ou caindo: sentimento de perda, depressão.</p><p>ASPECTOS DE CONTEÚDO - FIGURA HUMANA</p><p>1. Cabeça: sede da razão, do controle dos impulsos e da fantasia.</p><p>Grande: indivíduo que privilegia a inteligência.</p><p>Pequena: inferioridade, inadequação.</p><p>Perfil: evasão, fuga.</p><p>2. Rosto: área de comunicação e expressão social.</p><p>2.1 Boca: comunicação, alimentação, zona erógena.</p><p>Grande: ambição, oralidade, voracidade.</p><p>Pequena: representação da oralidade, inibição.</p><p>Em um só traço: recusa do meio, pode indicar sujeito oralmente agressivo.</p><p>Côncava: dependência oral, imaturidade, passividade</p><p>Omissão: grave rejeição das necessidades afetivas</p><p>Dentes: agressividade</p><p>2.2. Olhos: comunicação e discriminação do meio.</p><p>Grandes: controle do ambiente, curiosidade. Trabalhados: feminilidade, sensualidade.</p><p>Sem pupilas: pouca diferenciação do meio, o mundo é percebido de forma vaga.</p><p>Olhos fechados: fuga da realidade, indivíduo voltado para si.</p><p>3. Nariz: representação fálica.</p><p>Observações sobre a figura:</p><p>Boca – grande e côncava – mostra os dentes</p><p>Olhos – abertos, trabalhados e com pupila</p><p>Cabelos – longos e bem desenhados</p><p>Sobrancelhas - grossas</p><p>Nariz - grande</p><p>11</p><p>Grande: necessidade de auto afirmação, socialmente ativo e empreendedor. Pode</p><p>indicar compensação de sentimento de inadequação sexual.</p><p>Pequeno: impotência, temor de castração.</p><p>2.4. Orelhas: sensibilidade à crítica social. Só interpretada quando se destacam.</p><p>Grandes ou marcadas: indivíduo suscetível à ofensas; resistência à autoridade, indivíduo</p><p>que está atento ao que dizem dele; preocupação com sua imagem pessoal.</p><p>Pequenas: inferioridade, desejo de não ouvir críticas.</p><p>3. Cabelos e pêlos: vitalidade, virilidade, sensualidade.</p><p>Longos, bem desenhados: sensualidade.</p><p>Careca: sentimento de desvitalização.</p><p>Encaracolados (desordenados): sexualidade (fantasia e/ou problemática sexual).</p><p>Bem ordenados: repressão das fantasias sexuais.</p><p>Franjinha: dissimulação das fantasias sexuais.</p><p>Rabo de cavalo, fitinhas, fivelas, laços, maria-chiquinha:</p><p>controle da sensualidade, infantilidade.</p><p>Pêlos, barba, bigode: símbolo masculino, virilidade, vitalidade sexual.</p><p>4. Sobrancelha:</p><p>Fina: sensualidade, refinamento pessoal.</p><p>Grossa: sexualidade, certo primitivismo.</p><p>5. Tronco: vitalidade, sede de vida instintiva e emocional.</p><p>Ênfase: preocupação com o poder físico; problemas psicossomáticos.</p><p>Caixa rígida: indivíduo defendido (ex. robô).</p><p>Muito estreito: indivíduo inibido, pressionado nas funções vitais e/ou sexuais. Arredondados:</p><p>feminilidade.</p><p>Angulosos: agressividade, masculinidade.</p><p>6 Ombros: ligado a autoridade.</p><p>Ênfase: preocupação com a beleza corporal e com o poder físico.</p><p>Grandes: desejo de afirmação, de poder e de domínio.</p><p>Pequenos: inferioridade, constrição, inibição</p><p>Angulosos: agressividade, autoridade.</p><p>Arredondados: sensibilidade, feminilidade.</p><p>7. Pescoço: área de controle dos impulsos corporais faz a ligação com a cabeça.</p><p>Ausência: indivíduo impulsivo.</p><p>Fino: indica controle rígido, moralismo.</p><p>Comprido: severidade moral, excessivo controle.</p><p>Observações sobre a figura:</p><p>Laço na cabeça.</p><p>Tronco tipo caixa rígida.</p><p>Boca côncava.</p><p>Braços curtos.</p><p>Mãos em pétalas.</p><p>12</p><p>Com gola ou gravata: controle, acentuando a separação entre a razão e os</p><p>instintos.</p><p>8. Cintura: controle entre a área genital e o restante do corpo.</p><p>Proporcionada: nada a interpretar.</p><p>Fina ou com traço: policiamento dos impulsos.</p><p>Umbigo: marca da relação com a mãe, dependência materna.</p><p>Pescoço e cintura: dois pontos de controle.</p><p>9. Mãos e braços: realização, contato (sociabilidade), agressividade, sexualidade</p><p>(masturbação).</p><p>9.1. Braços: instrumentos de controle do ambiente (os de tamanho normal descem abaixo da linha de</p><p>cintura)</p><p>Longos: desejo de domínio, ambição.</p><p>Curtos: sentimento de impotência.</p><p>Finos: indicam fragilidade.</p><p>Voltados para trás: indica fuga ao contato, rejeição ao meio, desconfiança. Necessidade de</p><p>controlar a expressão dos impulsos agressivos'.</p><p>Omissão: forte sentimento de inadequação e incapacidade de lidar com os problemas relacionados às</p><p>relações interpessoais.</p><p>9.2. Mãos: ação ofensiva ou defensiva no ambiente.</p><p>Pequenas: sentimento de menos valia, inadequação.</p><p>Grandes: expressão de poder, ambição, agressividade, impulsividade.</p><p>Em forma de pétalas: pouca habilidade manual, infantilismo.</p><p>Sombreados ou reforçados: sinal de culpabilidade (roubo ou masturbação)</p><p>Mais do que cinco dedos: ambição.</p><p>Em palito: agressividade.</p><p>Comentários sobre a figura:</p><p>Órgãos internos percebidos por transparência</p><p>são “detalhes bizarros” e sugerem patologia</p><p>(em adultos, esquizofrenia).</p><p>Comentários sobre a figura:</p><p>É um desenho pedagógico (Buck, 2003, pág. 76), feito por um</p><p>homem de mais de 40 anos de idade.</p><p>Agressividade. Mãos e pés em palito. Dentes expostos.</p><p>Grande dificuldade nas relações interpessoais.</p><p>No caso trata-se de um paciente hospitalizado.</p><p>13</p><p>Luva: agressão reprimida.</p><p>Imprecisas ou borradas: falta de confiança nos contatos sociais.</p><p>Para trás: evasão, contato superficial, pouco afetivo.</p><p>Mãos no bolso: possibilidade de contato limitada, sentimento de menos valia e ou punição.</p><p>Ausência: dificuldade de relacionamento interpessoal, introversão, hostilidade.</p><p>11. Pernas: responsáveis pela estabilidade e locomoção.</p><p>Longas: luta por autonomia; desajuste ao ambiente.</p><p>Curtas: falta de autonomia; sentimento de imobilidade.</p><p>Ausência: sentimento de constrição (compresão) e dependência</p><p>12. Pés: instrumentos de auto locomoção</p><p>Grandes: ambição; necessidade de reforçar estabilidade, a relação com a realidade</p><p>Pequenos: inibição</p><p>Descalços em figura vestida: agressividade; primitivismo</p><p>13. Roupas e acessórios: tipo, detalhes, indícios de conflito</p><p>13.1. Ausência: rebelião contra a sociedade</p><p>13.2. Botões: dependência materna</p><p>13.3. Bolsos: dependência materna</p><p>13.4. Gravata: símbolo fálico; adequação social expressa em nível social</p><p>13.5.Chapéu: representação social de aspecto fálico (poder). Idéia de autoridade.</p><p>13.6. Boné: ar de moleque, rebeldia.</p><p>14. Figura Nua: necessidade de exibir-se, rebelião contra a sociedade.</p><p>14.1. Figura com calça ou saia transparente: problemas sexuais, imaturidade, exibicionismo.</p><p>14.2. Figura com sombreado no seio: necessidade materna, dependência, curiosidade ou auto-</p><p>afirmação (comum em pré-adolescentes).</p><p>Comentários sobre a figura (Buck, 2003, pág. 112):</p><p>Desenhada por mulher, com 43 anos de idade.</p><p>Figura nua, mesmo que não demonstre detalhes do</p><p>sexo. Rebeldia contra a sociedade. A autora que fez</p><p>tentativa de suicídio, foi encaminhada pelo</p><p>psiquiatra para diagnóstico.</p><p>14</p><p>Análise qualitativa do HTP</p><p>Tempo consumido</p><p>O uso que o avaliando faz do tempo durante a execução fornece pistas valiosas referentes ao</p><p>significado que os desenhos têm para ele. O avaliador deve relacionar o tempo total consumido</p><p>com a qualidade dos desenhos. Alguns pacientes desenham e apagam várias vezes, perdendo</p><p>muito tempo; outros consomem a mesma quantidade de tempo, mas desenham livremente e</p><p>colocam uma infinidade de detalhes.</p><p>Tempo de latência inicial — a maioria dos indivíduos bem ajustados começa a desenhar</p><p>mais ou menos 30 segundos depois que as instruções foram dadas.</p><p>Pausas durante a realização do desenho — depois de iniciado o desenho, qualquer pausa</p><p>superior a mais ou menos que cinco segundos sugere conflitos com o que acabou de desenhar</p><p>ou ainda vai ser desenhado. Quando ocorrem pausas durante os comentários espontâneos do</p><p>sujeito ou enquanto ele está respondendo ao inquérito, é indício de prováveis bloqueios.</p><p>Uso da borracha</p><p>O uso da borracha só tem valor quando o sujeito mostra capacidade de melhorar o seu</p><p>desempenho. Apagar o desenho sem aperfeiçoá-lo não é bom sinal e quando o torna pior é</p><p>mais significativo ainda.</p><p>A constante necessidade de apagar na maioria das vezes significa conflito.</p><p>Normal — autocrítica.</p><p>Não usa — falta de crítica ou autoconfiança no desempenho.</p><p>Uso exagerado — insegurança, excesso de autocrítica, indecisão, insatisfação consigo</p><p>mesmo e fuga (sugere Fobia Social).</p><p>Idade das figuras</p><p>A atribuição de idade à figura humana simboliza o indício dos desejos, atitudes culturais e</p><p>perspectiva temporal do examinando.</p><p>Idade da figura próxima à do examinando — bom nível de maturidade sócio-cultural.</p><p>Idade da figura inferior à do examinando — imaturidade, fixação emocional em alguma</p><p>fase ou reação a traumas, quando o indivíduo se fixa em uma época anterior mais feliz</p><p>(sugere Transtorno de Estresse Pós-Traumático).</p><p>Idade da figura superior à do examinando — em geral sugere vivências depressivas e/ou</p><p>inadequadas para a idade. Nas crianças indicam sentimentos de não ser aceita pelos pais,</p><p>levando-as a inferiorizar essa experiência e sentir um forte desejo de crescer ou pais</p><p>dominadores ou identificação com um dos pais.</p><p>A Família de Origem e a Família Ideal</p><p>Os desenhos das FAMÍLIAS (de Origem e Ideal) têm-se mostrado extremamente úteis para conhecer</p><p>a situação do examinado dentro do seio familiar. Juntamente com o HTP, vem a contribuir para a</p><p>observação de determinados aspectos inconscientes e conscientes da personalidade, mais</p><p>especificamente para uma abordagem da estrutura e da dinâmica da família em que o examinando</p><p>está inserido.</p><p>Os desenhos, além de possibilitarem o acesso às informações substanciosas, facilitam o trabalho de</p><p>intervenção do profissional no contexto familiar por meio da apreensão e apresentação dos</p><p>conteúdos do mundo interno do indivíduo.</p><p>15</p><p>Na prática clínica, os resultados têm sido relevantes e comprovam a eficácia do instrumento na</p><p>detecção de angústias inconscientes presentes no examinando e nas relações familiares (o examinado</p><p>“grita” graficamente sua posição e seus conflitos).</p><p>De acordo com Lima (em Trinca - 1997) é no contexto familiar que a criança faz as suas primeiras</p><p>relações de objeto, as quais vêm posteriormente determinar as modalidades de vínculos que ela estabelece</p><p>com o mundo.</p><p>A família, qualquer que seja a sua constituição, é o núcleo primordial que recebe e contém a criança,</p><p>o lugar onde ela realiza a experiência de existir como um ser em si mesmo. Representa a primeira vivência</p><p>de contato com o mundo, que chega a ela pelo toque, o olhar, as sensações, o amor, o prazer, a frustração,</p><p>etc.</p><p>Os pais são os suportes preferenciais em que a criança deposita seus afetos e ansiedades, seus</p><p>primeiros objetos de relação, que constituirão modelos para o resto de sua vida. Do interjogo entre a família</p><p>real e os sentimentos, impulsos e desejos da criança, ela constrói uma família dentro de si, que são seus</p><p>objetos internos. Tal representação de família ideal molda e interfere em sua relação com a família real.</p><p>Os membros da família podem crescer e ajudarem-se mutuamente ou podem repetir e projetar no</p><p>mundo externo a estrutura do mundo interno de cada um, convertendo os objetos externos em</p><p>prolongamentos dos objetos internos e impedindo um encontro mais direto com a realidade. Desta maneira,</p><p>tal vida familiar é geradora de confusão entre o dentro e o fora familiar e interpessoal, entre o passado e o</p><p>presente, entre o mundo da percepção e o mundo do significado.</p><p>É na família que ocorre o processo de diferenciação e de aquisição da identidade por meio da</p><p>separação/individualização. Durante esse estagio, passa-se por momentos de desorganização, que podem</p><p>ser transitórios e passageiros, desde que a família seja capaz de tolerar a diferenciação do indivíduo dentro</p><p>do grupo. Se, ao contrário, a família não puder conter essa mudança, sua ação será sobre o próprio</p><p>indivíduo.</p><p>Todo sistema busca uma forma de equilíbrio, aceitando ou elegendo um ou mais elementos do</p><p>grupo como reguladores das transações familiares. Esse elemento pode tornar-se depositário do projeto</p><p>dos pais e, nesta posição, funcionar como estabilizador do grupo.</p><p>A família tem grande participação não só na estruturação, mas também na dinâmica e</p><p>funcionamento do indivíduo, atuando muitas vezes como condutora ou indutora de atitudes e resultados.</p><p>O desenho da família oferece ao psicólogo a possibilidade de penetração no mundo psíquico</p><p>do indivíduo, com ênfase nos objetos internalizados e na maneira pela qual estes se formam nas relações</p><p>com o ambiente familiar. Por exemplo, uma criança que se sente a favorita da família vai desenhar-se</p><p>numa constelação de forma muito diferente daquela que se sente negligenciada, rejeitada ou ansiosa por</p><p>atenção.</p><p>Às vezes, as crianças ao desenharem a família omitem seus irmãos e irmãs. As que fazem isso</p><p>invariavelmente são</p><p>aquelas que sentem fortes ciúmes de seus irmãos e tentam, simbolicamente, eliminar</p><p>a competição perturbadora, não desenhando tais elementos competitivos na unidade familiar.</p><p>O tamanho das diferentes figuras também é uma variável importante. Imaginemos um desenho em</p><p>que a figura materna seja retratada de uma forma exagerada (quando a mãe nao é na realidade o genitor</p><p>mais alto); isto sugere uma figura matriarcal e dominante e, se o pai é representado como uma figura</p><p>pequena e insignificante, pouco maior do que as crianças, implica que este é percebido como estando</p><p>pouco acima do status das crianças ou ausente.</p><p>Quando desenha a família, a criança ou o adulto pode representar-se muito próximos dos</p><p>progenitores, cada membro absorvido em sua própria atividade, ou colocarem-se numa posição afastada,</p><p>expressando claramente os seus sentimentos de rejeição dolorosa e isolamento.</p><p>A maioria dos examinandos responde adequadamente á solicitação para o desenho da família. As</p><p>resistências e/ou negaçao têm sido notadas em crianças cuja vida no lar é caracterizada por tumulto e</p><p>violência e que adquiriram uma imagem intensamente negativa da família, mas mesmo entre essas</p><p>crianças a recusa absoluta é rara. Usualmente estas desenham o grupo familiar, no qual incluem todos os</p><p>irmãos e a si mesmas, mas omitem seus pais (Di Leo, 1987).</p><p>— Observações na avaliação</p><p>Determinados fatores tirados da experiência na prática clínica e observados na avaliação dos</p><p>desenhos das famílias, podem ser úteis à compreensão do material clínico como um todo.</p><p>1. Posições das figuras - simboliza a forma que o examinando apresenta a sua família, o</p><p>espaço ocupado, o grau de envolvimento (aproximação/distanciamento) do examinado com</p><p>16</p><p>o próprio eu e com os membros da família.</p><p>2. Proporção entre os desenhos - simboliza as valências positivas ou negativas de seus</p><p>membros.</p><p>3. Omissões - geralmente elucida os relacionamentos entre os membros, quando estes estão</p><p>representados ou ausentes.</p><p>4. Figuras parentais - mostra a dinâmica do relacionamento com os pais. Como são vividas</p><p>as funções materna e paterna, como são atribuídos os papéis e seu funcionamento dentro da</p><p>dinâmica familiar.</p><p>5. Análise de cada figura - a primeira pessoa desenhada geralmente é a figura de maior</p><p>valência, positiva ou negativa. É importante fazer a análise qualitativa dos traços. Verificar</p><p>sucessivamente as demais pessoas desenhadas.</p><p>Obs: Os pais muitas vezes ao verem os desenhos de seus filhos alcançam uma “percepção”</p><p>concreta, visível e clara dos problemas familiares e conseqüentemente aderem com mais</p><p>facilidade a psicoterapia.</p><p>Posições das figuras</p><p>O espaço e a postura dos membros familiares simbolizam a proximidade afetiva e a</p><p>confiança no relacionamento com pares (proximidade); ou auto-estima rebaixada e</p><p>distanciamento afetivo (afastamento).</p><p>Todos os membros de pé, eretos e de frente — normal, indica uma família bem</p><p>estruturada, adaptada e que encara os problemas de frente.</p><p>Figuras sentadas ou agachadas — cansaço e/ou debilidade entre os membros. Pode</p><p>simbolizar também instabilidade, baixo nível de energia, preocupação ansiosa com o</p><p>equilíbrio entre os membros ou com o membro sentado (sugere Transtorno Depressivo</p><p>ou Hipocondria).</p><p>Figuras deitadas — sugere patologia familiar ou pode indicar a presença de uma pessoa</p><p>doente na família (deve-se fazer inquérito).</p><p>Figuras que parecem estar caindo ou inclinadas — colapso e/ou instabilidade entre os</p><p>membros e falta de apoio mútuo.</p><p>Linha para representar o chão ou cerca para apoiar os membros — necessidade de</p><p>chão ou de ajuda, instabilidade entre os membros (sugere Transtorno de Personalidade</p><p>Dependente).</p><p>Figuras de perfil — família evasiva, dissimulada, incapaz de enfrentar os problemas de frente, os</p><p>membros aparecem indiferentes e/ou estéreis afetivamente.</p><p>Corpos de frente e rostos de perfil — família conflituosa, desajustada, com dificuldade de</p><p>interação e contato entre os membros.</p><p>Figuras de costas — família dissimulada, conflituosa, hostilidade entre os membros e, às vezes,</p><p>agressão (sugere Transtorno de Conduta ou Transtorno de Personalidade Anti-Social).</p><p>Desenho só do rosto dos membros — inteligência elevada, problemas com o corpo e/ ou</p><p>dificuldade de contato físico (sugere Hipocondria).</p><p>Família com os órgãos sexuais expostos — promiscuidade no lar, auto-afirmação ou descoberta</p><p>do sexo (comum em adultos com problemas graves na área da sexualidade, sugere Voyeurismo).</p><p>Figuras em negrito, muitos traços ou com correções e retoques — conflito com os familiares</p><p>ou com o membro retocado.</p><p>Distância entre os membros da família — sentimento de isolamento, distanciamento entre os</p><p>membros e falta de ressonância afetiva.</p><p>Proximidade entre as figuras — sentimento de interação, solidariedade e pertinência.</p><p>Cada membro da família absorvido na sua própria atividade — isolamento na família, falta</p><p>de comunicação e distanciamento afetivo (sugere Transtorno de Personalidade Esquizóide).</p><p>Família num quadrado — desejo de libertar-se e desajustamento familiar .</p><p>Família em um quadrado e o examinando desenhado separado — fortes sentimentos de</p><p>rejeição e isolamento (sugere Transtorno de Personalidade Esquizóide).</p><p>Família compartimentalizada, colocação de cada membro em uma moldura ou separado</p><p>17</p><p>por uma linha ou quando o examinando separa a si mesmo dos pais pela colocação de</p><p>uma peça de mobília ou aparelho de televisão — falta de comunicação entre os membros,</p><p>sentimento dc afastamento da interação familiar, sensação de isolamento, distanciamento afetivo</p><p>ou de distância para com o membro desenhado (sugere Transtorno de Personalidade Esquizóide).</p><p>Família em que cada membro está desenhado em um canto da página — intenso sentimento</p><p>de afastamento da interação familiar. (sugere Transtorno de Personalidade Esquizóide).</p><p>Família sentada em frente a uma mesa grande e vazia — distância emocional entre os</p><p>membros e intensos sentimentos de afastamento da interação familiar (sugere Transtorno de</p><p>Personalidade Esquizóide).</p><p>Família de mãos dadas, pai ou mãe puxando os demais — cerceamento, prisão e falta de</p><p>liberdade.</p><p>Examinando que se desenha isolado — expressão de rejeição dolorosa e isolamento (sugere</p><p>Transtorno de Personalidade Esquizóide ou Transtorno Depressivo).</p><p>Figura dentro de um círculo — desejo inconsciente de eliminar ou afastar a própria representação</p><p>da pessoa mais importante ou alguém doente na família (fazer inquérito)</p><p>Colocação do sujeito próximo de um de seus pais ou irmão(a) — sensação de pertinência e</p><p>preferência ou sentimentos negativos para com aquele membro.</p><p>Desenhar e riscar uma figura — desejo de se afastar, sentimentos de hostilidade frente à pessoa</p><p>ou conflitos.</p><p>Figura desenhada tapando uma outra figura — desejo de ocultar essa figura ou ciúmes.</p><p>Desenho de uma vizinha — maior intimidade e afetividade com a vizinha ou conflito com a pessoa.</p><p>Desenho de pessoas mortas — fixação ou conflitos com as mesmas.</p><p>Representação do examinando em primeiro lugar — sensação de ser o mais importante,</p><p>egocentrismo ou mecanismo de compensação por sentimentos de rejeição.</p><p>Representação do examinando em último - cerceamento, isolamento e sensação de não receber</p><p>a devida atenção.</p><p>Proporção entre os desenhos</p><p>Fornece um paralelo das atitudes do examinado para com os membros da família.</p><p>Quando baseado na idade de cada um — desejo de perfeição ou falta de criatividade e/ou</p><p>preferências, rigidez ou equilíbrio emocional entre os membros (sugere Transtorno de</p><p>Personalidade Obsessivo-Compulsivo).</p><p>Figura maior dentro da família — indica maior importância positiva ou negativa, com</p><p>sentimentos de valorização, hostilidade ou conflitos. (fazer Inquérito)</p><p>Figura menor dentro da família — sentimentos de menos valia, depreciação, hostilidade</p><p>ou superioridade frente à figura.</p><p>Genitor dominante — geralmente é desenhado maior que</p><p>o outro, sem ser levado em conta</p><p>suas reais dimensões físicas. Simboliza maior importância e/ou valorização do mesmo, figura</p><p>que dá mais atenção ou desejo que seja a figura ideal. A figura maior pode ter valência</p><p>positiva ou negativa.</p><p>Cabeça maior de um dos pais — atribui maior autoridade a esta figura e maior valência</p><p>positiva ou negativa.</p><p>Disparidade entre os membros, irmão menor desenhado maior e vice-versa -conflitos</p><p>e/ou dificuldade com esse(a) irmão (a) ou este(a) é considerado(a) o(a) mais importante,</p><p>atencioso(a) ou percepção tendenciosa de si mesmo e dos outros (quanto maior a</p><p>disparidade, maior a possibilidade de desajuste).</p><p>Pai ou mãe representados como uma figura pequena e insignificante pouco maior</p><p>que a criança — pai ou mãe percebidos como sendo pouco acima das crianças, ausentes e</p><p>sem muitos significados.</p><p>Irmão ou irmã maior que o pai e/ou mãe — sentimento de ciúme ou maior importância,</p><p>que lhe dá mais atenção.</p><p>18</p><p>Desenho de um irmão (a) bebê, do mesmo tamanho que os outros — sensação de que</p><p>o bebê é um forte competidor e que põe em risco a posição do examinado dentro na família,</p><p>até então exclusiva.</p><p>Pai desenhado menor que a mãe — a mãe é vista como uma figura mais dominante e/ou</p><p>mais atenciosa.</p><p>Omissões</p><p>Refletem os sentimentos de proximidade, ciúmes, rejeições e conflitos entre os familiares.</p><p>Examinando que se inclui no desenho — sentimentos de pertinência e de fazer parte da</p><p>família.</p><p>Omissão do examinando do grupo familiar — sentimentos de rejeição, de não participar</p><p>do grupo familiar, de não ser apreciado(a), querido (a), de ser inferior, de não receber a</p><p>afetividade desejada ou rivalidade entre os irmãos. Pode tanto ser rejeição como sentir-se</p><p>rejeitado ou desejo de afastar-se. Comum em crianças adotadas, à medida que se aproximam</p><p>da adolescência, momento em que a identidade se torna a maior preocupação; e acontece o</p><p>mesmo entre aqueles que vivem com seus pais verdadeiros, mas que se sentem rejeitados</p><p>(sugere Transtorno Depressivo).</p><p>Omissão dos pais e inclusão de si e dos irmãos — medo, dificuldade e conflitos com as</p><p>figuras parentais.</p><p>Quando um dos pais não mora com a família e o examinando o desenha como</p><p>fazendo parte da mesma — recusa em assimilar uma realidade inaceitável, ligação com o</p><p>genitor ausente, vínculo não desfeito e conflitos.</p><p>Quando um dos pais vive com a família, mas a criança não o desenha — ressenti-</p><p>mentos e mágoas para com o membro ausente.</p><p>Omissão de irmão ou irmã — ciúmes dos irmãos.</p><p>Figuras parentais</p><p>Refletem a origem, a estruturação e as modalidades dos vínculos familiares.</p><p>Pequena diferenciação entre a mãe e o pai — fracasso em reconhecer características</p><p>diferentes entre os pais, desinteresse ou medo frente aos progenitores.</p><p>Pai e/ou mãe com expressão afetuosa — calor no lar, sensação de pertinência, aco-</p><p>lhimento, sentimento de interação e solidariedade.</p><p>Pai e/ou mãe desenhado(a) em primeiro lugar — figura dominante, a mais importante,</p><p>a mais</p><p>afetiva ou a mais agressiva.</p><p>Pai e/ou mãe com expressão severa e/ou proibitiva — tendência ao retraimento, medo e</p><p>isolamento.</p><p>Pai e/ou mãe assistindo à televisão, fumando, comendo, praticando um esporte ou</p><p>escondendo o rosto atrás do jornal — pai e/ou mãe ausente, afastamento dos interesses,</p><p>cuidados e atividades familiares, sentimento de ser negligenciado (quando o pai é visto como</p><p>ausente, é menos grave do que a mãe, e geralmente os efeitos são menos profundos).</p><p>Pai e/ou mãe como uma figura assustadora, com mãos grandes, dedos longos e</p><p>pontiagudos — a criança vê o pai ou a mãe como rígido(a) e punitivo(a), evidente rejeição e</p><p>crueldade física e mental, freqüentemente racionalizada como disciplina e treinamento para o</p><p>melhoramento da criança.</p><p>Pai ou mãe atirando coisas no lixo — forte sentimento de rejeição e sensação de ser como um</p><p>objeto a ser descartado.</p><p>Pai e/ou mãe cozinhando ou servindo comida — símbolo de dar calor e amor no lar (dando</p><p>afeto).</p><p>Pai e/ou mãe fazendo trabalhos domésticos — sensação de não ser tão importante quanto a</p><p>ordem e limpeza, que o cuidado com a casa é mais importante do que a criança.</p><p>Família de “marcianos”, artistas, cantores de rock, etc. — sentimento de que só em um lugar</p><p>19</p><p>distante pode encontrar proximidade e interação familiar. Expectativa de que aceitação e</p><p>proximidade familiar não podem ser atingidas neste mundo e tendência a buscar satisfação na</p><p>fantasia.</p><p>Família de figuras geométricas, despersonalizadas ou desumanizadas — deterioração do</p><p>lar, da família, violência, tumulto, conflitos, atitude controlada, racionalizada e sem emoção (comum</p><p>em crianças que vivem sob condições deterioradas no lar).</p><p>Família com excesso de membros (tios, avós, primos) — dificuldade em perceber a família de</p><p>origem, confusão, dificuldade de ligação afetiva e solidão (tem muita gente e não tem ninguém),</p><p>pais ausentes ou ainda pode simbolizar uma “grande” família unida e solidária.</p><p>SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA APLICAÇÃO DO HTP</p><p>Identificação do sujeito:</p><p>NOME (pedir apenas as iniciais do sobrenome)</p><p>IDADE</p><p>DATA DE NASCIMENTO</p><p>ESCOLARIDADE / PROFISSÃO</p><p>ESTADO CIVIL</p><p>SITUAÇÃO FAMILIAR (irmãos, filhos - sexo e idade de cada um)</p><p>COM QUEM MORA? (tem como finalidade investigar situações de separação e/ou perda -</p><p>caso tenha, perguntar em que época ocorreu)</p><p>ANOTAÇÕES: aplicador e observadores deverão anotar TODAS as respostas do sujeito;</p><p>comentários, comportamentos não verbais (reações); ordem que o sujeito realiza os desenhos</p><p>(sequência - transformar em linguagem escrita o que o sujeito fez graficamente).</p><p>* O grupo deverá elaborar um roteiro de aplicação, para as anotações. Esse roteiro será</p><p>utilizado pelo aplicador e pêlos observadores para facilitar a aprendizagem, (apresentação;</p><p>identificação do sujeito; material; posição da folha; instrução; observações; sequência; inquérito de</p><p>cada desenho)</p><p>TÉCNICA DE APLICAÇÃO</p><p>MATERIAL:</p><p># Aproximadamente 12 folhas de papel oficio branco.</p><p># 2 lápis grafite n° 2.</p><p># 1 caixa de lápis de cor, grande e com 12 cores (que estarão fora da caixa)</p><p># 1 borracha</p><p># 1 apontador</p><p># roteiro de aplicação</p><p>A aplicação terá um total de 6 desenhos:</p><p>1° CASA (apresentar a folha na posição horizontal + lápis grafite)</p><p>2° ÁRVORE (apresentar a folha na posição vertical + lápis grafite)</p><p>3º PESSOA (apresentar a folha na posição vertical + lápis grafite)</p><p>4° FAMÍLIA (apresentar a folha na posição horizontal + lápis grafite + 12 cores)</p><p>5° LIVRE (apresentar a folha na posição horizontal + lápis grafite +12 cores) opcional</p><p>Deixar sobre a mesa somente o material utilizado para cada aplicação. O restante do material deve</p><p>ficar fora do campo de visão do sujeito. A borracha será entregue sempre que o sujeito a solicitar e</p><p>retirada após seu uso. (anotar o número de vezes usada). Se o sujeito demonstrar que vai apagar</p><p>todo o desenho, oferecer outra folha.</p><p>20</p><p>INSTRUÇÕES:</p><p>1°. “Desenhe uma casa da melhor maneira que puder, o tempo é livre.”</p><p>2°. “Desenhe uma árvore da melhor maneira que puder, o tempo é livre.”</p><p>Obs.: Se o sujeito desenhar coqueiro, palmeira, pinheiro ou bananeira, aceitar o desenho e, em</p><p>seguida apresentar outra folha, com a seguinte solicitação: "Agora quero que desenhe outra árvore</p><p>que não seja coqueiro, palmeira, pinheiro ou bananeira, da melhor maneira que puder, o tempo</p><p>é livre."</p><p>3°. "Desenhe uma pessoa da melhor maneira que puder, o tempo é livre."</p><p>Obs.: Se o sujeito desenhar uma figura esquemática (badameco), só o rosto ou só o busto, aceitar</p><p>o desenho e, em seguida apresentar outra folha, com a seguinte solicitação: "Agora quero que</p><p>desenhe uma pessoa do mesmo sexo que desenhou anteriormente, só que de corpo inteiro e o</p><p>mais completa possível. O tempo é livre."</p><p>4°. "Agora desenhe uma família. Pode ser a sua família, uma família ideal, uma família qualquer, do</p><p>jeito que quiser, utilizando todos os lápis</p><p>se você quiser, o tempo é livre."</p><p>5°. "Desenhe o que quiser, usando todos os lápis se você quiser, o tempo é livre."</p><p>Durante a execução dos desenhos, o aplicador deve anotar:</p><p>- a sequência do desenho</p><p>- os comentários do sujeito</p><p>- as expressões não verbais que merecem destaque</p><p>Após o término de cada desenho é feito o inquérito. Antes de iniciá-lo, o aplicador deve</p><p>retirar o lápis, para evitar que o sujeito acrescente novos elementos ao seu desenho. O sujeito</p><p>deve responder verbalmente as perguntas, que serão anotadas literalmente pelo aplicador (ou</p><p>gravadas, se for o caso). No inquérito o sujeito deverá ter o desenho sob seus olhos.</p><p>INQUÉRITO DO HTP + LIVRE + FAMÍLIA</p><p>(adaptação das questões originais)</p><p>CASA</p><p>1. De que é feita?</p><p>2. Esta casa é sua? (se não for) De quem é?</p><p>3. Você gosta (ou gostaria) de ser dono dela? Por quê?</p><p>4. Que parte da casa você tomaria para si? Por quê?</p><p>5. Com quem você gostaria de morar nessa casa?</p><p>6. Ao olhar a casa ela parece estar perto ou longe?</p><p>7. O que esta casa faz você lembrar, pensar ou imaginar?</p><p>8. Que impressão esta casa lhe causa?</p><p>9. Alguém já causou algum dano a esta casa? Quem? O quê?</p><p>10. Do que ela mais precisa?</p><p>11. Como está o tempo no desenho? Que dia, mês e ano é?</p><p>ÁRVORE</p><p>1. Que tipo de árvore é esta?</p><p>2. Onde está localizada?</p><p>3. Qual a idade dela?</p><p>4. Esta árvore está viva?</p><p>21</p><p>(Se a resposta for Sim) - O que lhe dá a impressão de vida?</p><p>- Existe alguma parte morta? Qual?</p><p>- O que provocou a morte?</p><p>(Se a resposta for NÃO) - O que provocou a morte?</p><p>5. Se fosse uma pessoa, que sexo você daria?</p><p>6. O que provocou essa impressão?</p><p>7. Esta árvore está sozinha ou em grupo?</p><p>8. O que esta árvore faz você lembrar, pensar ou imaginar?</p><p>9. Existe vento soprando? Em que direção?</p><p>10.Como está o tempo no desenho? Que dia, mês e ano é?</p><p>1a FIGURA HUMANA</p><p>1. Qual o nome desta pessoa?</p><p>2. Qual a idade dela?</p><p>3. Fale um pouco sobre esta pessoa. (Após anotar o relato espontâneo do sujeito, complementá-lo com</p><p>as seguintes perguntas):</p><p>a) O que ela faz ?</p><p>b) Como se sente?</p><p>c) Que outras coisas gostaria de fazer?</p><p>d) Do que ela mais precisa?</p><p>e) O que ela pensa de si mesma?</p><p>f) O que ela acha que os outros pensam dela?</p><p>g) Quem esta pessoa lhe lembra? Por quê?</p><p>h)Alguém já fez mal a esta pessoa? Quem e o quê?</p><p>i) Qual o estado civil? (definir o relacionamento: como se relaciona com os pais, namorado, cônjuge)</p><p>4. Como está o tempo no desenho? Que dia, mês e ano é?</p><p>5. Qual a melhor parte da figura? (desenho)</p><p>6. Qual a parte mais feia da figura? (desenho)</p><p>FAMÍLIA</p><p>1. Quem são?</p><p>2. Fale um pouco sobre essa família: o que fazem, quem se relaciona melhor com quem, quem é a mais</p><p>difícil de se relacionar ...</p><p>3. Está faltando alguém? Quem? Por que você não a desenhou?</p><p>DESENHO LIVRE</p><p>- Desenho estruturado (paisagem, por exemplo) - Pedir para o sujeito contar uma história e em</p><p>seguida pedir para dar um nome para a história.</p><p>- Desenho semi estruturado ou abstrato - Pedir para explicar o desenho e em seguida dar um</p><p>nome para o desenho.</p><p>FORMULÁRIOS HTP – Levantamento de dados Aspectos de Conteúdo - Casa</p><p>22</p><p>Característica Significado</p><p>TETO</p><p>TELHADO</p><p>PAREDES</p><p>PORTA</p><p>JANELA</p><p>CAMINHO</p><p>CERCA</p><p>CHAMINÉ</p><p>FUMAÇA</p><p>OUTROS</p><p>ELEMENTOS</p><p>Aspectos expressivos – CASA</p><p>TAMANHO</p><p>TRAÇADO</p><p>PRESSÃO</p><p>DETALHES</p><p>SIMETRIA</p><p>MOVIMENTO</p><p>Aspectos de conteúdo – Árvore</p><p>Característica SIGNIFICADO</p><p>SOLO</p><p>RAÍZES</p><p>TRONCO</p><p>SULCOS /</p><p>NÓDOAS</p><p>GALHOS</p><p>COPA</p><p>FRUTOS</p><p>FOLHAS /</p><p>FLORES</p><p>OUTROS</p><p>ELEMENTOS</p><p>Aspectos expressivos – ÁRVORE</p><p>23</p><p>Característica SIGNIFICADO</p><p>TAMANHO</p><p>TRAÇADO</p><p>PRESSÃO</p><p>DETALHES</p><p>SIMETRIA</p><p>MOVIMENTO</p><p>Figura Humana - Aspectos expressivos</p><p>CARACTERÍSTICA SIGNIFICADO</p><p>TAMANHO</p><p>TRAÇADO</p><p>PRESSÃO</p><p>DETALHES</p><p>SIMETRIA</p><p>MOVIMENTO</p><p>Aspectos do conteúdo</p><p>CARACTERÍSTICA SIGNIFICADO</p><p>CABEÇA</p><p>BOCA</p><p>OLHOS</p><p>NARIZ</p><p>ORELHAS</p><p>CABELOS / PELOS</p><p>SOBRANCELHAS</p><p>TRONCO</p><p>OMBROS</p><p>PESCOÇO</p><p>BRAÇOS</p><p>MÃOS</p><p>PERNAS</p><p>PÉS</p><p>ROUPAS E</p><p>ACESSÓRIOS</p><p>POSIÇÃO</p><p>OUTROS</p><p>ELEMENTOS</p><p>SINTESE PARCIAL:</p><p>24</p><p>2ª. Figura Humana - Aspectos expressivos</p><p>CARACTERÍSTICA SIGNIFICADO</p><p>TAMANHO</p><p>TRAÇADO</p><p>PRESSÃO</p><p>DETALHES</p><p>SIMETRIA</p><p>SEQUÊNCIA</p><p>MOVIMENTO</p><p>LOCALIZAÇÃO</p><p>SÍNTESE PARCIAL</p><p>Aspectos do conteúdo</p><p>CARACTERÍSTICA SIGNIFICADO</p><p>CABEÇA</p><p>BOCA</p><p>OLHOS</p><p>NARIZ</p><p>ORELHAS</p><p>CABELOS / PELOS</p><p>SOBRANCELHAS</p><p>TRONCO</p><p>OMBROS</p><p>PESCOÇO</p><p>BRAÇOS</p><p>MÃOS</p><p>PERNAS</p><p>PÉS</p><p>ROUPAS E</p><p>ACESSÓRIOS</p><p>POSIÇÃO</p><p>OUTROS</p><p>ELEMENTOS</p><p>SINTESE PARCIAL:</p><p>25</p><p>ESTUDOS DE CASO</p><p>Desenhos do H-T-P de Crianças Abusadas</p><p>Abuso Físico</p><p>Berk (1989) define abuso físico como ataques a crianças que produzem dor, cortes, marcas,</p><p>contusões, queimaduras, fraturas e outros danos. Esses ataques tendem a diminuir à medida que a</p><p>criança cresce (American Association for Protecting Children Inc., 1985). Os agressores costumam ser</p><p>os pais, sendo que as mães têm uma probabilidade um pouco maior. Os meninos são mais submetidos</p><p>à violência do que as meninas (Gelles, 1978, Russel & Trainor, 1984).</p><p>Enquanto o abuso físico deixa evidências observáveis, ele também provoca sequelas emocionais</p><p>que podem afetar muito o desenvolvimento social, educacional e emocional da criança (Williams,</p><p>1978). Essas dificuldades geram consequências de longo alcance e podem se manifestar na idade adulta</p><p>na forma de distúrbios nos relacionamentos interpessoais, de predisposição a distúrbios emocionais e de</p><p>potencial crescente para o abuso de seus próprios filhos (Kempe, Silverman, Steele, Droegemuller &</p><p>Silver, 1962; Martin & Rodeheffer, 1976). O abuso infantil está relacionado a um crescimento do</p><p>comportamento anti-social, agressividade, e delinquência juvenil em crianças, adolescentes e adultos</p><p>(Lewis, Shanok, Pincus & Glaser, 1979). Em casos menos sérios, retraimento, passividade, depressão</p><p>e apatia têm caracterizado adultos que sofreram abusos quando crianças (Green, 1978; Galdston,</p><p>1965).</p><p>Segundo Wisson (1989), as respostas comportamentais de crianças fisicamente abusadas variam</p><p>desde inibição baseada em ansiedade até "acting out'. Os padrões de vínculo em crianças abusadas</p><p>parecem ser mais ansiosos do que seguros. À medida que a criança amadurece, esses padrões</p><p>manifestam-se em interações agressivas com os outros. Além disso, as crianças abusadas mostram</p><p>menor capacidade para interpretar e responder a sinais sociais, o que causa ainda mais problemas em</p><p>situações sociais. Uma outra causa para as pobres habilidades sociais de crianças abusadas é a</p><p>sensação de impotência da criança, o sentimento de que as ações dos outros controlam sua vida. A</p><p>auto-estima é pobremente desenvolvida, uma vez que as crianças abusadas são incapazes de assumir</p><p>a responsabilidade não só por seus fracassos, como também pêlos seus sucessos. Elas irão sempre</p><p>evidenciar ansiedade, quando se defrontarem com novos desafios e, frequentemente, mostram baixa</p><p>tolerância à frustração. À medida que estas crianças ficam mais velhas, a depressão é uma</p><p>característica emocional saliente de sua forma de ser. As características emocionais específicas que</p><p>podem aparecer nos desenhos de crianças abusadas incluem:</p><p>• dificuldades com situações de dependência</p><p>• necessidade exagerada de controle</p><p>• auto-estima baixa</p><p>• agressividade, raiva</p><p>• retraimento tanto social como emocional</p><p>• sensação de desconfiança</p><p>• ansiedade, medo, desamparo</p><p>Blain, Bergner, Lewis e Goldstein (1981) descobriram</p><p>um conjunto de seis características de desenho</p><p>que, quando ocorrem juntas, sugerem que a criança tenha tido experiência de abuso físico. Sua</p><p>amostra incluiu 109 crianças entre 5 e 12 anos de idade. Um grupo de crianças (N=32) que estava em</p><p>tratamento, e considerava-se que tivessem sofrido abuso físico com um alto grau de certeza. Um</p><p>segundo grupo de crianças (N=32), que estavam em tratamento, mas foram julgadas com um alto</p><p>grau de certeza que não tivessem sofrido abuso físico. O terceiro grupo (N=45) era composto por</p><p>crianças bem ajustadas da escola primária e provenientes de lares em que o abuso físico era altamente</p><p>improvável. Os autores relataram que um quarto das crianças que sofreram abuso físico incluíram em</p><p>seus desenhos quatro ou mais características listadas na Tabela 5. Apenas três das crianças que</p><p>estavam em tratamento, que foram consideradas como não abusadas fisicamente, incluíram tantas</p><p>dessas características em seus desenhos, e nenhuma criança considerada bem ajustada incluiu quatro</p><p>ou mais dessas características em seus desenhos. Este resultado deve ser interpretado com cautela,</p><p>já que a média de idade das crianças de cada grupo não foi relatada, e pelo menos três dos seis</p><p>indicadores (simetria dos membros, tamanho da cabeça, ausência de janelas no andar térreo) podem</p><p>estar simplesmente associados ao desenvolvimento grafomotor.</p><p>26</p><p>Características do H-T-P Associadas a Abuso Físico</p><p>Fumaça na chaminé da casa</p><p>Ausência de janelas no andar térreo da casa</p><p>Cabeça da pessoa maior do que 1/4 da altura total</p><p>Pés da pessoa omitidos</p><p>Desenho da pessoa feito apenas com formas geométricas</p><p>Membros da pessoa muito assimétricos.</p><p>Abuso Sexual</p><p>Existe grande concordância entre os clínicos de que as crianças sexualmente abusadas constituem</p><p>um dos mais difíceis desafios para avaliação. Muitas vítimas que estão em idade pré-escolar ou são</p><p>muito pequenas não possuem capacidades de linguagem para verbalizar suas experiências. A presença</p><p>de ansiedade excessiva e a compreensão limitada da criança sobre as circunstâncias frequentemente</p><p>fazem parte das dificuldades na avaliação. Segundo Helfer & Kempe (1976), o abuso sexual é</p><p>comumente definido como envolvendo crianças ou adolescentes dependentes e imaturos, em atividades</p><p>sexuais consideradas socialmente como tabu. As atividades sexuais incluem exposição dos genitais do</p><p>adulto ou da criança, carícia nos genitais, estimulação (manual ou oral) dos genitais, intercurso vaginal</p><p>ou anal, e inclusão da criança em pornografia ou prostituição. Lefrancois (1992) expandiu a definição</p><p>ao incluir qualquer ato sexual indesejado envolvendo contato físico, ou ações tais como proposta,</p><p>sugestão, sedução verbal ou exibicionismo.</p><p>De modo diferente do abuso físico, o sexual raramente deixa sinais ou traumas. Entretanto, há</p><p>sequelas emocionais, que parecem ser consistentes na literatura sobre os efeitos dos abusos sexuais em</p><p>crianças. Como os adultos, as crianças sexualmente abusadas podem sofrer disfunções sexuais</p><p>(Finkelhor, 1984; Browne & Finkelhor, 1986), e têm o funcionamento pessoal e emocional prejudicados</p><p>(Steele & Alexando; 1981) tal como depressão, ansiedade (Briere, 1990; Briere & Runtz, 1988; Petera*</p><p>1985; Sedney & Brooks, 1984) e auto-estima baixa (Courtois, 1979; Herman, 1981).</p><p>Finkelhor e Browne (1986) identificaram quatro componentes gerais em crianças sexualmente</p><p>abusadas que eles dizem ser "dinâmicas traumatogênicas". A primeira delas é a sexualização</p><p>traumática, que é a introdução de experiências sexuais impróprias no desenvolvimento. A segunda é a</p><p>traição, que inclui a perda da confiança e da segurança. A terceira é a impotência, que envolve</p><p>ansiedade, medo e desamparo sentidos pela criança quando é incapaz de impedir ou conter o abuso.</p><p>A última dinâmica é a estigmatização, que leva à auto-estima baixa e ao sentimento de ter a vkJa</p><p>arruinada. Essas dinâmicas podem fornecer um modelo para a compreensão da psi-codinâmica das</p><p>crianças sexualmente abusadas.</p><p>Os indicadores emocionais específicos de crianças sexualmente abusadas que podem aparecer nos</p><p>desenhos incluem (McFadden, 1989; Rosenfeld & Wasserman, 1990; Wissow, 1989):</p><p>• indicadores sexuais e agressivos não apropriados</p><p>• perda do sensação de segurança, incapacidade para confiar</p><p>• ansiedade, medo, desamparo (impotência)</p><p>• auto-estima baixa</p><p>•depressão</p><p>• conflitos familiares</p><p>• ideias suicidas</p><p>• agressão, raiva</p><p>• sentimento de culpa, vergonha</p><p>• desconforto nas relações íntimas</p><p>• ligação exagerada a adultos (dependência)</p><p>Hibbard e Hartman (1990) compararam a presença dos indicadores emocionais de Koppitz</p><p>(Koppitz, 1964) nos desenhos da figura humana de 65 crianças que afirmaram ser vítimas de abuso</p><p>sexual com os desenhos de 64 crianças supostamente não abusadas. Os sujeitos tinham de 5 a 8</p><p>anos; 94 eram mulheres e 35, homens. As vítimas de abuso sexual tenderam a desenhar com mais</p><p>frequência as pernas pressionadas uma à outra, mãos grandes e genitais. As vítimas de abuso</p><p>27</p><p>sexual tiveram pontos mais frequentemente nos indicadores emocionais da categoria de ansiedade</p><p>do que o grupo de crianças de comparação. A categoria ansiedade inclui sombrea-</p><p>mento da face, sombreamento do corpo e/ou dos membros, sombreamento das mãos e/ou</p><p>pescoço, nuvens e omissão dos olhos.</p><p>Em um estudo focalizando cinco partes do corpo, Hibbard, Roghmann e Hockelman (1987)</p><p>constataram que as vítimas que alegavam abuso sexual e crianças vítimas que se tinha certeza de</p><p>abuso sexual tendiam a desenhar com maior frequência genitais do que as crianças de comparação.</p><p>Entretanto, os autores avisam que, embora a presença de genitais em desenhos de crianças possa</p><p>alertar os examinadores para presença de genitais em desenhos de crianças possa alertar os</p><p>examinadores para considerarem uma história de abuso infantil, ela não o prova, bem como a</p><p>ausência dos genitais não exclui o abuso.</p><p>Yates, Beutler e Crago (1985) compararam desenhos de crianças vítimas de incesto, com os de</p><p>crianças sem problemas sexuais em 15 dimensões. As dimensões incluíram sexualização da figura,</p><p>grau de dependência, qualidade das defesas do ego e adequação do controle de impulsos. As crianças</p><p>vítimas de incesto foram consideradas como possuindo controle dos impulsos precariamente</p><p>desenvolvido e uma estrutura defensiva que enfatizava regressão. Os resultados dessas crianças</p><p>foram significantemente mais variáveis na expressão de características sexuais do que o grupo de</p><p>controle, mas menos variáveis na maturidade avaliada e na tendência para usar a sublimação como</p><p>uma defesa da ansiedade.</p><p>Spring (1985) discutiu a simbologia em desenhos de 14 mulheres que haviam sido emocional,</p><p>física ou sexualmente abusadas na infância ou que haviam sofrido espancamento ou estupro na idade</p><p>adulta. As análises indicaram que essas mulheres frequentemente usaram formas e olhos</p><p>triangulares em seus desenhos.</p><p>A Tabela 6, que resume os dados relativos às características dos desenhos do H-T-P apresentadas</p><p>nesta seção, que foi compilada considerando as dinâmicas de personalidade encontradas na</p><p>literatura e na experiência dos autores.</p><p>Tabela 6 Características do H-T-P Associadas a Abuso Sexual</p><p>Nuvens em qualquer desenho Pernas da pessoa juntas e pressionadas uma</p><p>Genitais desenhados na pessoa à outra</p><p>Mãos muito grandes Árvores fálicas</p><p>Olhos da pessoa enfatizados e muito grandes Sombreamento da face, do corpo, dos mem-</p><p>Olhos da pessoa pequenos ou omitidos bros, das mãos ou do pescoço da pessoa</p><p>Formas triangulares enfatizadas no desenho da pessoa</p><p>Ênfase vertical no desenho da casa</p><p>Comentários sobre a figura:</p><p>Desenho de criança que sofreu abuso.</p><p>Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria.</p><p>WWW.sbp.med.br acessada em 29 de</p><p>abril de 2008.</p><p>Observe-se as pernas juntas.</p><p>http://www.sbp.med.br/</p><p>28</p><p>Inquérito Posterior ao Desenho</p><p>O Inquérito Posterior ao Desenho pretende esclarecer</p><p>aspectos obscuros dos desenhos e proporcionar</p><p>ao indivíduo toda oportunidade de projetar sentimentos, necessidades, objetivos e atitudes através da</p><p>descrição verbal e de comentários sobre seus desenhos acromáticos e coloridos. Uma pessoa média, bem</p><p>ajustada vê a casa ocupada por um ser vivo e vê a árvore e a pessoa vivas. Respostas ao inquérito que</p><p>descrevem a casa temporariamente desocupada ou deserta, a árvore morrendo ou morta e a pessoa</p><p>doente, morrendo ou morta parecem revelar desajustamento.</p><p>As respostas dadas durante o inquérito devem ser avaliadas de acordo com diversas dimensões. O</p><p>volume de respostas é importante: A recusa do indivíduo de fazer qualquer comentário é patológica. "Eu</p><p>não sei" não deve ser interpretado como falta de resposta, nem é uma resposta satisfatória. Pelo fato de</p><p>algumas questões serem específicas e restritas, uma resposta curta pode não ser sempre considerada</p><p>como concisa, enquanto que uma resposta longa também não deve ser sempre considerada eloquente.</p><p>Por exemplo, pode-se ser surpreendido ao receber uma resposta mais longa do que "homem" ou "mulher"</p><p>para a pergunta "Esta pessoa é um homem ou uma mulher?" Por outro lado, seria estranho receber menos</p><p>do que várias palavras em uma resposta positiva para a pergunta "O que ele (a) está pensando?" A mais</p><p>longa série de comentários produzida espontaneamente que o autor experienciou foi feita por um homem</p><p>psiconeurótico que entrou em um estado semelhante a um transe e associou livremente milhares de</p><p>palavras referentes a sua árvore e a outras de um quadro dependurado na parede da sala do examinador.</p><p>As respostas devem ser avaliadas por sua relevância. Uma resposta irrelevante para "Quantos anos</p><p>ele (a) tem?" foi o comentário de um pré-psicótico "Ele tem 100, mas eu tenho 27." Um paciente maníaco</p><p>respondeu à pergunta sobre o tempo nos desenhos "Todos os tipos de tempo. Neve, verão, outono, chuva,</p><p>seco, tudo!" A resposta de um paciente psicótico para a pergunta "Alguma parte da árvore está morta?"</p><p>foi "Eu não posso ouvi-lo muito bem porque as pessoas estão falando muito." Quando foi perguntado que</p><p>pessoas, o paciente respondeu "Ah, Deus e Dr. R." (Dr. R. morrera várias semanas antes). Uma resposta</p><p>moderadamente irrelevante pode ser dada a pergunta: "Em que esta pessoa faz você pensar?" com "Ela</p><p>me lembra de um aluno da quarta série tentando desenhar." O grau em que as respostas, durante o</p><p>inquérito, incluem material de auto-referência ou confabulações deve ser observado.</p><p>Muitas vezes, objetos aparentemente irrelevantes desenhados ao redor do tema do desenho</p><p>representam membros da família ou pessoas com as quais o indivíduo está intimamente ligado na vida</p><p>diária. A sua relação espacial com o objeto desenhado pode ser paralela à proximidade ou distância destas</p><p>relações pessoais. Estes detalhes devem ser sempre investigados.</p><p>Inquérito da Casa</p><p>1. De que esta casa é feita? É uma boa prática determinar o que o material da casa significa para o sujeito.</p><p>Tijolos, por exemplo, podem representar estabilidade para um indivíduo e economia de manutenção para</p><p>outro.</p><p>2. De quem é esta casa? Muito frequentemente, os indivíduos costumam desenhar suas próprias</p><p>casas, mas eles raramente as reproduzem corretamente - por diversas razões, além do fato que a maioria</p><p>das pessoas não desenha com a exatidão de um arquiteto. Uma razão pode ser porque a casa é um auto-</p><p>retrato do indivíduo, quando ele age numa situação que envolve os aspectos mais íntimos de suas relações</p><p>interpessoais. Uma outra pode ser porque os indivíduos tendem a enfatizar os aspectos da casa que tenham</p><p>significados mais agradáveis ou desagradáveis para eles. Essa ênfase pode incluir exagero ou diminuição</p><p>de um detalhe e/ou distorção da proporção e da perspectiva. Uma terceira razão pode ser o fato de que a</p><p>casa em parte, às vezes, representa várias habitações do passado, do presente e do futuro. Se a casa</p><p>pertencer a uma outra pessoa, determinar se é vista como um lugar positivo ou negativo.</p><p>3. Você gostaria que esta casa fosse sua? Por que? A resposta do indivíduo a esta pergunta pode revelar</p><p>atitudes em relação a seu lar e às pessoas com quem ele partilha o lar. Pode mostrar que tipo de casa o</p><p>indivíduo gostaria de ter, a força do desejo de possuí-la e a probabilidade de que este objetivo produzirá</p><p>frustração. Se o indivíduo preferir esta casa à sua, por ser maior, é provável que exista uma superlotação real</p><p>ou um sentimento de frustração. Se a casa é rejeitada por ser grande demais, o indivíduo pode se sentir</p><p>inseguro em sua casa atual.</p><p>29</p><p>4. Se esta casa fosse sua, que lugar você tomaria para si? Por que? O desejo expresso de indivíduos</p><p>retraídos de procurarem refúgio em um quarto dos fundos do andar de cima pode ser surpreendente. Um</p><p>quarto de um andar superior pode ser escolhido, pois assim o indivíduo pode olhar para fora mais</p><p>facilmente. Indivíduos desconfiados tendem a escolher quartos que lhes permitam a observação total dos</p><p>arredores das portas. Ocasionalmente, as razões para a escolha de um quarto no andar de baixo revelarão</p><p>sentimentos de insegurança e a necessidade de se estar mais próximo da realidade. Qualquer outra escolha</p><p>que não seja a de um quarto pode ser vista como significativa e pode ser interpretada em termos da</p><p>significação do cómodo particular escolhido. A posição do cómodo escolhido em relação aos outros</p><p>quartos pode indicar o grau de proximidade sentido em relação a cada membro da família.</p><p>5. Quem você gostaria que morasse nesta casa com você? Por que? Crianças desajustadas podem</p><p>revelar forte necessidade de afeto e aprovação paterna dizendo que querem os pais morando com elas, mas</p><p>não os seus irmãos. Indivíduos fortemente paranóicos geralmente preferem morar sozinhos ou com outra</p><p>pessoa que eles possam dominar. Os pacientes rapidamente detectam o significado desta pergunta e evitam</p><p>respostas diretas; a tentativa de evasão pode ser mais reveladora do que uma resposta franca.</p><p>6. Quando você olha para esta casa, ela parece estar perto ou longe? Esta é uma outra pergunta que</p><p>testa a realidade e respostas diretas, contradizendo a realidade, são significativas. Normalmente a</p><p>proximidade parece significar capacidade de realização ou sentimentos de calor e acolhimento, ou ambos.</p><p>A distância sugere luta ou sentimentos de rejeição, ou ambos.</p><p>7. Em que esta casa faz você pensar ou lembrar? A qualidade da associação é importante, bem como</p><p>sua valência para o indivíduo.</p><p>8. Como está o tempo neste desenho? (período do ano e do dia, céu, temperatura).</p><p>9. O que esta casa faz você lembrar? Muitas vezes a pessoa nomeada é um membro íntimo da família do</p><p>indivíduo.</p><p>10. Do que esta casa mais precisa? Por que? Respostas definidas expressam, normalmente, a</p><p>necessidade do indivíduo de afeto, abrigo, segurança e boa saúde.</p><p>Inquérito da árvore</p><p>1. Que tipo de árvore é esta? Os indivíduos normalmente desenham as árvores mais comuns da</p><p>vizinhança de suas casas.</p><p>2. Onde esta árvore está localizada? Muito frequentemente, os indivíduos desenham a árvore perto de</p><p>uma casa do passado ou da atual, ou de um lugar associado a uma experiência de alta valência negativa</p><p>ou positiva. Se a árvore está em uma floresta, a definição do indivíduo de uma floresta pode ser reveladora.</p><p>Para alguns, é um lugar de paz, tranquilo e de solidão; para outros, um lugar de medo e ameaçador. A</p><p>resposta "em um grupo de árvores" sugere que o indivíduo precisa e gosta de companhia.</p><p>3. Qual a idade desta árvore? Muito frequentemente, a idade é a idade cronológica ou idade sentida</p><p>pelo indivíduo. Às vezes, é o número de anos que o indivíduo viveu após a puberdade, o número de anos</p><p>que o ambiente tem sido sentido como insatisfatório ou a idade da pessoa representada pela árvore.</p><p>4. Esta árvore está viva? Nenhum indivíduo bem ajustado já respondeu "não". Uma resposta negativa</p><p>usualmente indica que o indivíduo sente-se fisiologicamente inferior ou psicologicamente</p>

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