Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

<p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular</p><p>(Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>Autor:</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>28 de Maio de 2024</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>SUMÁRIO</p><p>INFORMAÇÕES INICIAIS................................................................................................................................ 2</p><p>TRANSPLANTE................................................................................................................................................3</p><p>Introdução..................................................................................................................................................3</p><p>Lei 9.434/97............................................................................................................................................... 5</p><p>Decreto 9.175/17.....................................................................................................................................12</p><p>Resolução COFEN 710/2022...................................................................................................................28</p><p>Particularidades........................................................................................................................................30</p><p>GABARITO.....................................................................................................................................................52</p><p>LISTA DE QUESTÕES.................................................................................................................................... 52</p><p>RESUMO........................................................................................................................................................61</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>prese</p><p>INFORMAÇÕES INICIAIS</p><p>Quando cai transplantes, logo recebo alguma pergunta do tipo:</p><p>será que eu vou ter que decifrar tudo de um transplante</p><p>específico?</p><p>Geralmente, não. Ainda que os editais não tragam tanta clareza</p><p>como seria o ideal, a maioria das vezes, é cobrado acerca da</p><p>Legislação que gira em torno do tema e, somente às vezes, algo</p><p>sobre o procedimento / indicação é pedido.</p><p>Baseado nas questões do tema, que não são tão abundantes,</p><p>separei os tópicos das legislações mais relevantes e desejo que</p><p>você tenha um rendimento excelente.</p><p>Caso seja seu primeiro contato com o tema, sugiro que leia mais</p><p>de uma vez ou associe com a videoaula, visando um melhor</p><p>aproveitamento.</p><p>Abraço! Excelente aula.</p><p>E-mail: licarfe@gmail.com</p><p>Instagram: https://www.instagram.com/enfermagemesus</p><p>Youtube: https://www.youtube.com/@enfermagemesus</p><p>1</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>TRANSPLANTE</p><p>Introdução</p><p>Antes de tudo, lembre que na Constituição Federal, Art. 199, consta que:</p><p>§ 4º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e</p><p>substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta,</p><p>processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de</p><p>comercialização. Nisso, iniciamos tais legislações que serão a base acerca do tema.</p><p>Existem dois tipos de doador:</p><p>DOADOR VIVO é a pessoa maior de idade e</p><p>juridicamente capaz, saudável e que concorde</p><p>com a doação, desde que não prejudique a</p><p>sua própria saúde.</p><p>Um doador vivo pode doar um dos rins, parte</p><p>do fígado, parte da medula ou parte dos</p><p>pulmões, a compatibilidade sanguínea é</p><p>necessária em todos os casos.</p><p>Para doar órgão em vida, o médico deverá</p><p>avaliar a história clínica do doador e as</p><p>doenças prévias.</p><p>Pela legislação, parentes até o quarto grau e</p><p>cônjuges podem ser doadores.</p><p>A doação de órgãos de pessoas vivas que não</p><p>são parentes, só acontece mediante</p><p>autorização judicial.</p><p>DOADOR FALECIDO: é qualquer pessoa com</p><p>diagnóstico de morte encefálica (vítimas de</p><p>traumatismo craniano, ou AVC (derrame</p><p>cerebral), anóxia, etc), ou com morte causada</p><p>por parada cardiorrespiratória (parada</p><p>cardíaca).</p><p>O doador falecido pode doar órgãos como:</p><p>rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e</p><p>intestino; e tecidos: córneas, válvulas, ossos,</p><p>músculos, tendões, pele, cartilagem, medula</p><p>óssea, sangue do cordão umbilical, veias e</p><p>artérias.</p><p>O TEMPO DE ISQUEMIA é o período entre a interrupção de fluxo sanguíneo do doador para o</p><p>órgão e o novo aporte de sangue após o implante no receptor (transplante), ou seja, é o tempo</p><p>máximo que cada órgão resiste à falta de circulação e oxigenação sanguínea.</p><p>Os tempos máximos de isquemia normalmente aceitos para o transplante de diversos órgãos</p><p>são:</p><p>➔ Coração: 4 horas</p><p>➔ Fígado: 12 horas</p><p>➔ Pâncreas: 12 horas</p><p>➔ Pulmão: 4 - 6 horas</p><p>➔ Rim: 48 horas</p><p>2</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>De forma breve e resumida, veja os principais passos do processo de doação de órgãos / tecidos:</p><p>Entre os fatores populacionais considerados como desfavoráveis à doação de órgãos,</p><p>destacam-se:</p><p>• dúvidas na confiabilidade do diagnóstico de morte;</p><p>• desconhecimento das necessidades de transplante;</p><p>• fatalismo e superstição;</p><p>• valores culturais e crenças religiosas;</p><p>• notícias sensacionalistas na imprensa;</p><p>• receio de comércio.</p><p>O conhecimento do grau de informação da população e de seus temores, crenças e sentimentos</p><p>com relação à doação de seus órgãos ou de seus familiares é o primeiro passo para reverter esta</p><p>situação.</p><p>Como medidas a serem adotadas, incluem-se:</p><p>• Encorajar o grupo familiar a discutir a doação. As campanhas de doação devem enfatizar a</p><p>importância de comunicar a decisão aos familiares.</p><p>3</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>• Melhorar a educação pública sobre doação.</p><p>• Melhorar o processo de consentimento informado para a doação.</p><p>• Melhorar a sensibilidade dos profissionais de saúde envolvidos no cuidado de pacientes</p><p>gravemente doentes e na solicitação para a doação de órgãos.</p><p>Agora, vejamos as principais leis do tema.</p><p>Lei 9.434/97</p><p>Art. 1º A disposição⛔ gratuita de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, em vida ou post</p><p>mortem, para fins de transplante e tratamento, é permitida na forma desta Lei.</p><p>Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, não estão compreendidos entre os tecidos a que se</p><p>refere este artigo o:</p><p>❌SANGUE ¡ESPERMA ¡ÓVULO</p><p>Art. 2º A realização de transplante ou enxertos de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano só</p><p>poderá ser realizada por estabelecimento de saúde, público ou privado, e por equipes</p><p>médico-cirúrgicas de remoção e transplante PREVIAMENTE AUTORIZADOS pelo órgão de</p><p>gestão nacional do Sistema Único de Saúde.</p><p>Parágrafo único. A realização de transplantes ou enxertos de tecidos, órgãos e partes do corpo</p><p>humano só poderá ser autorizada após a realização, no doador, de todos os testes de triagem</p><p>para diagnóstico de infecção e infestação exigidos em normas regulamentares expedidas pelo</p><p>Ministério da Saúde.</p><p>Art. 3º A retirada POST MORTEM de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a</p><p>transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de ☠ morte encefálica,</p><p>constatada e registrada por:</p><p>➔ dois médicos¡ não participantes das equipes de remoção e transplante,</p><p>➔ mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho</p><p>Federal de Medicina.</p><p>§ 1º Os prontuários médicos, contendo os resultados ou os laudos dos exames referentes aos</p><p>diagnósticos de morte encefálica e cópias dos documentos [...] serão mantidos nos arquivos das</p><p>instituições referidas no art. 2º por um período mínimo de cinco anos.</p><p>ÿ ATENÇÃO - Sabe o que é MORTE ENCEFÁLICA?</p><p>É a morte de fato, compreendida pela perda completa e</p><p>coração.</p><p>A obtenção de pulmões é um problema, pois a sua preservação para transplante é difícil. Por</p><p>essa razão, o transplante deve ser realizado o mais breve possível após a obtenção do órgão.</p><p>Os transplantes de pulmões podem ser oriundos de um doador vivo</p><p>ou de doador falecido. No entanto, de um doador vivo, não é</p><p>possível se obter mais que um pulmão inteiro e, geralmente, apenas</p><p>um lobo é doado.</p><p>O risco de infecção é alto, pois os pulmões estão continuamente expostos ao ar, o qual não é</p><p>estéril. Uma das complicações mais comuns é a má cicatrização do local onde a via</p><p>respiratória é suturada.</p><p>Em alguns indivíduos submetidos a um transplante de pulmão, as vias aéreas tornam-se</p><p>parcialmente obstruídas por tecido cicatricial, o que exige um tratamento adicional.</p><p>A rejeição causa febre, falta de ar e fraqueza. Esta se dá devido à baixa concentração de</p><p>oxigênio no sangue.</p><p>TRANSPLANTE INTESTINAL</p><p>31</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>O transplante intestinal é indicado para os pacientes com disfunção intestinal</p><p>grave ou submetidos a uma ressecção total (ou quase) do intestino delgado,</p><p>produzindo uma síndrome de má-absorção, conhecida como síndrome do</p><p>intestino curto causada por malformações congênitas, enterites,</p><p>esclerodermia, etc.</p><p>A nutrição parenteral total (NPT) é imprescindível até a adaptação às dietas enterais.</p><p>As contraindicações absolutas ao transplante do intestino delgado são AIDS, sepse</p><p>generalizada, neoplasia maligna e falência de múltiplos órgãos. As contraindicações relativas</p><p>são dependentes do centro de transplante, mas incluem peso (</p><p>● AIDS e grupos de risco.</p><p>A córnea contém cinco camadas.</p><p>A primeira é o Epitélio que possui nervos superficiais que atuam na proteção do olho e essa</p><p>tem capacidade de se regenerar sozinha (não precisa ser substituída no transplante); a</p><p>segunda, também conhecida como membrana de Bowman que é muito resistente e serve de</p><p>barreira contra micro-organismos; a terceira, o Estroma é a parte mais espessa da córnea</p><p>chegando a ocupar 90% da sua espessura total; a quarta é a membrana de Descernet que</p><p>também protege da penetração de micro-organismos e com o passar dos anos, fica mais</p><p>espessa; a quinta, chamada de Endotélio é a mais interna e tem função de hidratação.</p><p>No transplante de córnea do tipo penetrante é a técnica mais antiga onde ocorre a</p><p>substituição de todas as 5 camadas da córnea. Infelizmente esse tipo tem maior risco de</p><p>rejeição.</p><p>Já o transplante de córnea do tipo lamelar não há a troca do epitélio, primeira camada, que</p><p>como falado anteriormente, tem capacidade de se regenerar sozinha.</p><p>CEBRASPE / DEPEN / 2021 - Considerando as estratégias para a assistência emergencial do SUS</p><p>em casos de insuficiência hepática hiperaguda relacionada à febre amarela (IHHFA), julgue o item</p><p>que se segue.</p><p>Os transplantes de fígado por IHHFA devem ocorrer apenas nos hospitais já habilitados para</p><p>transplantes hepáticos no Sistema Nacional de Transplantes.</p><p>Resposta</p><p>Cópia literal do Parágrafo primeiro, Artigo primeiro, da PORTARIA nº 2.117/2018.</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>FGV / FUNSAÚDE - CE / 2021 - Pacientes pediátricos em estágio 4 de doença renal devem iniciar</p><p>o preparo para o transplante, assim que atingirem uma taxa de filtração glomerular (TFG) menor</p><p>que</p><p>A 20 mL/min/1,73 m².</p><p>35</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>B 30 mL/min/1,73 m².</p><p>C 40 mL/min/1,73 m².</p><p>D 50 mL/min/1,73 m².</p><p>E 60 mL/min/1,73 m²</p><p>Resposta</p><p>Pacientes pediátricos em estágio IV de doença renal devem ser preparados para o transplante,</p><p>assim que atingirem uma taxa de filtração glomerular (TFG) menor do que 30 mL/min/1,73 m². O</p><p>transplante é realizado quando atingem o estágio V, ou seja, filtração</p><p>um Banco de Olhos Estadual ou indicado pela Central Estadual de</p><p>Transplantes que esteja credenciada junto ao Sistema Nacional de Transplantes.</p><p>C a assistência de enfermagem, no processo de doação, de captação e de transplante de</p><p>órgãos, tecidos e células, deverá seguir protocolos institucionais, baseados em evidências</p><p>científicas, sem, necessariamente, obedecer à legislação vigente.</p><p>D tomando como referência a equipe de enfermagem, é atividade privativa do enfermeiro atuar</p><p>no processo de doação, de captação e de transplante de órgãos, tecidos e células.</p><p>E não é competência do enfermeiro realizar a coleta de sangue do cordão umbilical e</p><p>placentário, bem como a rotulagem.</p><p>Comentários</p><p>Art. 3º A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é obrigatória, junto ao Conselho Regional</p><p>de Enfermagem, de cada serviço do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por Enfermeiro</p><p>especialista (lato ou stricto sensu) na área de doação, captação e transplante de órgãos, tecidos e</p><p>células ou que tenha experiência comprovada na área de pelo menos cinco anos.</p><p>Alternativa: B.</p><p>3. FUNDATEC / GHC-RS / 2023 - Em relação ao Transplante de Medula Óssea (TMO), assinale a</p><p>alternativa INCORRETA.</p><p>A TMO é o processo de substituição da medula óssea doente por medula óssea normal. O</p><p>objetivo do procedimento é transplantar, ou seja, infundir através da via endovenosa do paciente,</p><p>para posterior pega, células progenitoras (tronco) ou stem cell.</p><p>B No TMO autólogo, as células são obtidas do próprio paciente e infundidas após aplicação de</p><p>quimioterapia em altas doses, mieloablativas ou parcialmente mieloablativas, potencialmente</p><p>curativas.</p><p>38</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>C No TMO alogênico as células são obtidas de um doador histocompatível e administradas ao</p><p>paciente. Esse doador pode ser aparentado ou não aparentado. Doações entre não aparentados</p><p>são possíveis por intermédio dos bancos de medula óssea e bancos de cordão umbilical.</p><p>D O sangue coletado do cordão umbilical e da placenta é rico em células progenitoras</p><p>hematopoiéticas pluripotentes. A coleta é realizada em centro obstétrico, pelo enfermeiro,</p><p>preferencialmente 2 horas após o nascimento.</p><p>E Quando o processo de criopreservação da medula autogênica é indicado, a principal</p><p>substância que garante a viabilidade das células durante e após o congelamento é o</p><p>Dimetilsulfóxido (DMSO).</p><p>Comentários</p><p>O sangue coletado do cordão umbilical e da placenta é rico em células progenitoras</p><p>hematopoiéticas pluripotentes, e a coleta é realizada em centro obstétrico, mas não</p><p>necessariamente duas horas após o nascimento. O tempo ideal para coleta do sangue do cordão</p><p>umbilical é de até 15 minutos após o nascimento, e o procedimento pode ser feito até 48 horas</p><p>após o parto. É importante esclarecer esses detalhes para evitar possíveis confusões e garantir</p><p>que o aluno tenha um conhecimento preciso sobre o assunto.</p><p>Alternativa: D.</p><p>4. Avança SP / Prefeitura de São Miguel Arcanjo - SP / 2023 - De acordo com o Sistema Nacional</p><p>de Transplantes, considere a alternativa INCORRETA:</p><p>A O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) cuja função de órgão central é exercida pelo</p><p>Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes</p><p>(CGSNT) é responsável pela regulamentação, controle e monitoramento do processo de doação</p><p>e transplantes realizados no país, com o objetivo de desenvolver o processo de doação, captação</p><p>e distribuição de órgãos, tecidos e partes retiradas do corpo humano para fins terapêuticos.</p><p>B CGSNT realiza ações de gestão política, promoção da doação, logística, autorização e</p><p>renovação das equipes e hospitais para a realização de transplantes, definição do financiamento</p><p>e elaboração de portarias que regulamentam todo o processo, desde a captação de órgãos até o</p><p>acompanhamento dos pacientes transplantados.</p><p>C A atuação da CGSNT tem empenhado esforços, sobretudo, na formulação de estratégias que</p><p>visem ao aumento da oferta de órgãos e tecidos para transplantes e consequentemente na</p><p>redução do tempo de espera dos pacientes em lista, melhorando a qualidade de vida e, em</p><p>muitos casos, salvando vidas.</p><p>D O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do</p><p>mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS, responsável pelo financiamento</p><p>de cerca de 88% dos transplantes no país. Apesar do grande volume de procedimentos de</p><p>transplantes realizados, a quantidade de pessoas em lista de espera para receber um órgão ainda</p><p>é grande.</p><p>E De um doador é possível obter vários órgãos e tecidos para realização do transplante. Podem</p><p>ser doados rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele,</p><p>39</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>ossos, exceto os tendões. Com isso, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com os órgãos e</p><p>tecidos provenientes de um mesmo doador.</p><p>Comentários</p><p>O único erro da última alternativa é excluir os tendões das possibilidades dos transplantes, nada</p><p>mais. Por isso, aproveite todas às demais para entender possibilidades corretas de cobrança dos</p><p>tópicos de transplante em prova.</p><p>Alternativa: E</p><p>5. VUNESP / PC-SP / 2022 - A respeito da Lei n° 9.434/1997 (Remoção de órgãos, tecidos e</p><p>partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento) é correto afirmar que</p><p>A não é permitida a remoção de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano para fins de</p><p>transplante em situações em que o óbito é de causa mal definida, com indicação de verificação</p><p>da causa médica da morte.</p><p>B o diagnóstico de morte encefálica feito em pacientes atendidos por qualquer estabelecimento</p><p>de saúde é de notificação obrigatória às centrais de notificação, captação e distribuição de</p><p>órgãos da unidade federada onde ocorrer.</p><p>C a doação de tecidos e órgãos do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para</p><p>transplantes, é permitida a pessoa juridicamente capaz, a cônjuge ou parentes consanguíneos até</p><p>o quarto grau, sendo vedada a doação à pessoa estranha, exceto de medula óssea.</p><p>D a retirada pós-morte de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante</p><p>ou tratamento somente ocorrerá após o diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada</p><p>pelos médicos integrantes da equipe de remoção de transplante, certificada pelo Sistema Único</p><p>de Saúde.</p><p>E o enxerto ou transplante somente se fará mediante consentimento expresso do receptor e, nos</p><p>casos em que o receptor for criança ou adolescente, pelo consentimento de ambos os pais.</p><p>Comentários</p><p>A Errada. No caso de morte sem assistência médica, de óbito em decorrência de causa mal</p><p>definida ou de outras situações nas quais houver indicação de verificação da causa médica da</p><p>morte, a remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou</p><p>terapêutica somente poderá ser realizada após a autorização do patologista do serviço de</p><p>verificação de óbito responsável pela investigação e citada em relatório de necrópsia.</p><p>B Certa.</p><p>C Errada. Parente até 4º grau: sem autorização judicial. Para qualquer pessoa: com autorização</p><p>judicial</p><p>D Errada. Constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e</p><p>transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do</p><p>Conselho Federal de Medicina.</p><p>40</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>E Errada. Nos casos em que o receptor seja juridicamente incapaz ou cujas condições de saúde</p><p>impeçam ou comprometam a manifestação válida da sua vontade, o consentimento de que trata</p><p>este artigo será dado por um de seus pais ou responsáveis legais.</p><p>Alternativa: B.</p><p>6. FAURGS / SES-RS / 2022 - Sobre a distribuição de órgãos e tecidos</p><p>para transplante é correto</p><p>afirmar que</p><p>A o Sistema de Lista Única é constituído pelo conjunto de potenciais receptores brasileiros,</p><p>natos ou naturalizados, ou estrangeiros residentes no país inscritos para recebimento de cada</p><p>tipo de órgão, tecido, célula ou parte do corpo, e regulado por um conjunto de critérios</p><p>específicos.</p><p>B é permitido o transplante, com órgãos, tecidos, células ou partes do corpo humano,</p><p>provenientes de qualquer tipo de doador, para potenciais receptores estrangeiros que não</p><p>possuam visto de residência permanente no Brasil, salvo a existência de tratados internacionais</p><p>em bases de reciprocidade.</p><p>C um mesmo paciente poderá integrar simultaneamente vários cadastros, em diferentes Centrais</p><p>de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos.</p><p>D a retirada de tecidos de doadores falecidos poderá ser realizada por médicos ou enfermeiros,</p><p>não sendo aceitável a participação de profissional de nível técnico, mesmo que treinado e</p><p>certificado para tal.</p><p>E mesmo que o objetivo seja a redução do tempo de espera em lista para transplantes de</p><p>órgãos de doadores falecidos e melhorar a qualidade de vida dos receptores, não é permitido</p><p>utilizar doadores com critérios expandidos.</p><p>Comentários</p><p>A Certa. Tal como descrito no decreto que regulamenta a Lei dos Transplantes, artigo 38.</p><p>B Errada. O extrangeiro pode ser atendido para transplante no Brasil, desde que residente neste</p><p>país, salvo a existência de tratados internacionais baseados em reciprocidade.</p><p>C Errada. Um mesmo paciente não pode estar em diversos cadastros simultaneamente.</p><p>D Errada. A retirada de órgãos e tecidos de doadores falecidos deve ser feita por um médico,</p><p>não sendo aceitável a atuação de enfermeiros ou técnicos, mesmo que treinados para tal.</p><p>E Errada. Tal como descrito no Art. 40.</p><p>Alternativa: A.</p><p>7. FGV / FUNSAÚDE - CE / 2021 - A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas</p><p>falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, além do cônjuge, pode ser autorizada</p><p>pelos</p><p>A filhos e netos.</p><p>41</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>B netos e tios.</p><p>C avós e primos.</p><p>D tios e pais.</p><p>E primos e filhos.</p><p>Comentários</p><p>Por exemplo, em linha reta, em segundo grau, seria filha, neta e mãe e avó (e seus masculinos).</p><p>Alternativa: A.</p><p>8. FGV / FUNSAÚDE / 2021 - Uma das principais complicações do transplante renal é a rejeição</p><p>aguda. Essa rejeição ocorre:</p><p>A nas primeiras 6 horas, após o transplante.</p><p>B nas primeiras 12 horas, após o transplante.</p><p>C nas primeiras 24 horas, após o transplante.</p><p>D a partir do 3º dia, após o transplante.</p><p>E a partir do 4º mês, após o transplante.:</p><p>Comentários</p><p>Rejeição hiperaguda: ocorre nas primeiras 24 horas do pós-transplante, ou até mesmo durante a</p><p>cirurgia. É quando o receptor apresenta anticorpos dirigidos contra o rim transplantado antes</p><p>mesmo do transplante, causando a perda rápida e irreversível do órgão;</p><p>Rejeição aguda: ocorre a partir do 3º dia após o transplante, podendo acontecer a qualquer</p><p>momento no curso do pós-transplante, sendo mais comum nos três primeiros meses. É o tipo</p><p>mais comum de rejeição precoce, e a única para a qual existe tratamento efetivo;</p><p>Rejeição crônica: ocorre ao longo da evolução do transplante, levando à perda funcional lenta e</p><p>progressiva do rim transplantado. A presença de proteínas na urina é um indicador desta</p><p>situação, sendo seguida por um aumento da creatinina do sangue. Há maior chance de ocorrer</p><p>nos transplantes feitos a partir de doadores mortos, de doadores vivos não relacionados e em</p><p>pacientes que apresentam episódios de rejeição aguda.</p><p>Alternativa: D.</p><p>9. FGV / FUNSAÚDE - CE / 2021 - Considerando os aspectos legais do transplante no Brasil,</p><p>analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.</p><p>( ) A lei veda a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não</p><p>identificadas.</p><p>( ) Após devidamente autorizada, a doação não poderá ser revogada pelo doador ou pelos</p><p>responsáveis legais.</p><p>42</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>( ) É admitida a presença de médico de confiança da família do falecido no ato da comprovação e</p><p>atestação da morte encefálica.</p><p>As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,</p><p>A V – F – V.</p><p>B F – V – F.</p><p>C V – V – V.</p><p>D F – F – F.</p><p>E F – F – V.</p><p>Comentários</p><p>Segundo a Lei 9434/97:</p><p>Art. 6º É vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não</p><p>identificadas.</p><p>Art. 9 § 5º A doação poderá ser revogada pelo doador ou pelos responsáveis legais a qualquer</p><p>momento antes de sua concretização.</p><p>Art. 3º § 3º Será admitida a presença de médico de confiança da família do falecido no ato da</p><p>comprovação e atestação da morte encefálica.</p><p>Alternativa: A.</p><p>10. IMPARH / Prefeitura de Fortaleza - CE / 2020 - O Decreto nº 9.175 de 2017 regulamenta,</p><p>dentre outros aspectos, como se deve proceder com doadores e receptores estrangeiros. Sobre</p><p>esse aspecto, assinale a opção correta:</p><p>A os estrangeiros que vierem a falecer no Brasil poderão ser doadores de órgãos, tecidos,</p><p>células e partes do corpo humano, mas há exigências diferentes dos potenciais doadores</p><p>brasileiros.</p><p>B é permitida a realização de procedimentos de transplante ou enxerto em potencial receptor</p><p>estrangeiro, não residente no Brasil em qualquer circunstância.</p><p>C é permitido o financiamento do procedimento de transplante em estrangeiros não residentes</p><p>no Brasil com recurso do SUS em qualquer situação.</p><p>D o estrangeiro poderá dispor de órgãos, tecidos, células e partes de seu corpo para serem</p><p>retirados em vida, para fins de transplante e enxerto em receptores cônjuges, companheiros ou</p><p>parentes até 4º grau, sejam estes brasileiros ou estrangeiros.</p><p>Comentários</p><p>Releia todo o trecho para você relembrar:</p><p>43</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Art. 40. Os estrangeiros que vierem a falecer em solo brasileiro poderão ser doadores de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes do corpo humano.</p><p>Parágrafo único. Aos potenciais doadores estrangeiros falecidos aplicam-se as mesmas</p><p>exigências referentes aos potenciais doadores brasileiros, especificadas no Capítulo III.</p><p>Art. 41. O estrangeiro poderá dispor de órgãos, tecidos, células e partes de seu corpo para</p><p>serem retirados em vida, para fins de transplantes ou enxerto em receptores cônjuges,</p><p>companheiros ou parentes até o quarto grau, na linha reta ou colateral, sejam estes brasileiros ou</p><p>estrangeiros.</p><p>Parágrafo único. Aos potenciais doadores vivos estrangeiros aplicam-se as mesmas exigências</p><p>referentes aos potenciais doadores brasileiros, especificadas no Capítulo IV.</p><p>Art. 42. É vedada a realização de procedimento de transplante ou enxerto em potencial receptor</p><p>estrangeiro não residente no País, exceto nos casos de doação entre indivíduos vivos em que o</p><p>doador seja comprovadamente cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo do receptor até</p><p>o quarto grau, em linha reta ou colateral.</p><p>§ 1º É vedada a inclusão de potenciais receptores estrangeiros não residentes no País na lista de</p><p>espera para transplante ou enxerto de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano a seu</p><p>favor, provenientes de doadores falecidos, exceto se houver tratado internacional com promessa</p><p>de reciprocidade.</p><p>§ 2º Na hipótese de indicação aguda de transplante com risco de morte iminente em um</p><p>potencial receptor estrangeiro em que se verifique que a remoção para o seu país seja</p><p>comprovadamente impossível, o SNT poderá autorizar, em caráter excepcional, a sua inscrição</p><p>em lista de espera para transplante ou enxerto.</p><p>§ 3º Fica vedado o financiamento do procedimento de transplante em estrangeiros não</p><p>residentes com recursos do SUS, exceto se houver tratado internacional</p><p>com promessa de</p><p>reciprocidade ou na hipótese a que se refere o § 2º, sob autorização do órgão central do SNT.</p><p>Alternativa: D.</p><p>11. FAUEL / Prefeitura de São José dos Pinhais - PR / 2019 - Após o diagnóstico de Morte</p><p>Encefálica, o potencial doador deve receber todos os cuidados intensivos necessários, exigindo</p><p>do médico intensivista habilidades para manejo adequado. Sobre a Manutenção do Potencial</p><p>Doador, é INCORRETO afirmar:</p><p>A Caso haja necessidade de vasopressores, sugere-se uso de Vasopressina.</p><p>B Sepse refratária é contraindicação de doação de órgãos.</p><p>C Deve-se manter estratégia ventilatória protetora.</p><p>D Caso haja parada cardiorrespiratória, não há orientação de tratá-la, sugerindo-se cessar os</p><p>esforços.</p><p>Comentários</p><p>44</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>A manutenção do potencial do doador depende da perfusão dos órgãos, dentro de tantos outros</p><p>fatores, já vistos, assim, a última alternativa cita em cessar os esforços, o que prejudicaria os</p><p>órgãos a serem doados.</p><p>Alternativa: D.</p><p>12. INSTITUTO AOCP / Prefeitura de Vitória - ES / 2019 - Referente aos tipos de rejeições que</p><p>podem ocorrer após um transplante renal, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>A A rejeição hiperaguda é resultante de anticorpos pré-formados contra o órgão doador.</p><p>B A clássica forma de rejeição hiperaguda tornou-se rara após o surgimento da prova cruzada,</p><p>que é bastante confiável.</p><p>C A rejeição aguda geralmente ocorre horas após o transplante e é classificada como aguda por</p><p>não ultrapassar o período de 24 horas após a cirurgia.</p><p>D Em caso de suspeita de rejeição aguda, recomenda-se sempre realizar biópsia do órgão</p><p>transplantado</p><p>Comentários</p><p>As rejeições agudas podem levar dias (em geral, após o terceiro dia), até semanas.</p><p>Na rejeição aguda, em geral, pode haver participação tanto da imunidade celular (rejeição aguda</p><p>celular), como da humoral (rejeição aguda humoral).</p><p>Em geral, ocorre a partir do terceiro dia!</p><p>A rejeição aguda celular ocorre nos primeiros meses pós-transplante, com início súbito e é</p><p>detectada pela deterioração clínica das funções do órgão. A rejeição aguda humoral ou vascular</p><p>(vasculite) ocorre geralmente nos primeiros meses pós-transplante ou tardiamente, quando a</p><p>terapia imunossupressora é descontinuada.</p><p>Alternativa: C.</p><p>13. Instituto Consulplan / MPE-SC / 2019 - A remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes</p><p>do corpo de pessoas não identificadas, segundo a Lei n. 9.434/1997, é proibida.</p><p>( ) Certa ( ) Errada.</p><p>Comentários</p><p>Art. 6º É vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não</p><p>identificadas.</p><p>Alternativa:Certa.</p><p>14. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos</p><p>(ABTO), o número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com</p><p>diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil, principalmente devido à</p><p>45</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>==1365fc==</p><p>falta de compreensão do conceito de morte encefálica. Acerca da assistência à família do doador</p><p>de órgãos, julgue o item que se segue.</p><p>São apontadas como vertentes da não efetivação de potenciais doadores as razões de recusa</p><p>familiar exemplificadas por crenças religiosas, desconhecimento da vontade prévia do potencial</p><p>doador e falta de empatia entre profissionais e familiares no momento da entrevista na qual a</p><p>doação é solicitada.</p><p>( ) Certa ( ) Errada.</p><p>Comentários</p><p>Entre os fatores populacionais considerados como desfavoráveis à doação de órgãos,</p><p>destacam-se:</p><p>• dúvidas na confiabilidade do diagnóstico de morte;</p><p>]• desconhecimento das necessidades de transplante;</p><p>• fatalismo e superstição;</p><p>• valores culturais e crenças religiosas;</p><p>• notícias sensacionalistas na imprensa;</p><p>• receio de comércio.</p><p>O conhecimento do grau de informação da população e de seus temores, crenças e sentimentos</p><p>com relação à doação de seus órgãos ou de seus familiares é o primeiro passo para reverter esta</p><p>situação.</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>15. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Considerando o Decreto nº 9.175/2017, que regulamenta a Lei</p><p>nº 9.434/1997, julgue o item a seguir.</p><p>A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano, após a morte, para fins de</p><p>transplante ou enxerto, somente poderá ser realizada com o consentimento familiar do falecido,</p><p>consignado de forma expressa em termo específico de autorização que respeite a vontade do</p><p>doador em vida (doação presumida).</p><p>( ) Certa ( ) Errada.</p><p>Comentários</p><p>Art. 4 A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou</p><p>outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade,</p><p>obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em</p><p>documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte.</p><p>Alternativa: Errada.</p><p>46</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16. FUNRIO / IF-PA / 2018 - O enfermeiro é um elemento essencial no processo de doação de</p><p>transplante, sendo fundamental o reconhecimento precoce de sinais clínicos de Morte Encefálica</p><p>(ME), o processo de diagnóstico da ME e o processo de doação e transplante. O potencial</p><p>doador apresenta uma série de alterações fisiológicas resultante da ME que necessitam da</p><p>intervenção da equipe de enfermagem.</p><p>Verifique dentre as opções listadas, aquela que contém afirmativas incorretas a respeito da</p><p>assistência de enfermagem ao potencial doador de órgãos.</p><p>A A hipotensão tem origem multifatorial e pode estar relacionada à situação e ao tratamento do</p><p>paciente antes da ocorrência de ME ou às próprias alterações que esta induz. PAM deve ser</p><p>mantida acima de 70mmHg para evitar isquemia.</p><p>B A terapia para correção da hipotensão deve admitir prioritariamente a reposição de volume</p><p>intravenoso aquecido a 39º, para manter o padrão hemodinâmico adequado.</p><p>C Para manutenção nutricional, deve-se optar pelo uso exclusivo de infusão intravenosa de</p><p>solução glicosada. Nutrição enteral e nutrição parenteral não são indicadas.</p><p>D Os distúrbios eletrolíticos mais comuns são hiper e hiponatremia, hiper e hipocalemia e</p><p>hipopotassemia. Além do controle da acidose metabólica, a gasometria arterial deve ser</p><p>empregada para avaliar a acidose respiratória.</p><p>E A hipotermia, ocasionada pela perda do controle hipotalâmico, pode ocasionar hiperglicemia</p><p>e cetose leve, por depressão da liberação da insulina pancreática e resistência de sua ação</p><p>periférica.</p><p>Comentários</p><p>Temos uma “gafe” na “C”. Dentre as medidas clínicas de manutenção do potencial doador:</p><p>Manter suporte nutricional enteral de 15 a 30% das necessidades diárias, caso não haja nenhuma</p><p>contraindicação.</p><p>Alternativa: C.</p><p>17. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos</p><p>(ABTO), o número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com</p><p>diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil, principalmente devido à</p><p>falta de compreensão do conceito de morte encefálica. Acerca da assistência à família do doador</p><p>de órgãos, julgue o item que se segue.</p><p>São apontadas como vertentes da não efetivação de potenciais doadores as razões de recusa</p><p>familiar exemplificadas por crenças religiosas, desconhecimento da vontade prévia do potencial</p><p>doador e falta de empatia entre profissionais e familiares no momento da entrevista na qual a</p><p>doação é solicitada.</p><p>Comentários</p><p>47</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Essa mistura de “momento delicado” da morte, junto com a falta de informação aumenta muito a</p><p>estatística</p><p>da recusa. Algumas possibilidades foram colocadas adequadamente na questão.</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>18. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Uma mulher de vinte e cinco anos de idade, hígida, não</p><p>tabagista, vítima de acidente automobilístico, com traumatismo craniencefálico grave, trauma</p><p>torácico e hemotórax bilaterais, foi submetida a drenagem bilateral de tórax, tendo apresentado</p><p>melhora significativa do quadro respiratório, mas grave piora do quadro neurológico. Nessa</p><p>circunstância, foi aberto protocolo para diagnóstico de morte encefálica (ME), que foi constatada</p><p>após realização de todos os testes necessários preconizados em lei.</p><p>Com relação a esse quadro clínico e a aspectos relacionados ao transplante de pulmão, julgue o</p><p>item subsecutivo.</p><p>Após a constatação da ME, a paciente em questão poderia ser considerada potencial doadora de</p><p>pulmão, devido à melhora do seu quadro respiratório.</p><p>Comentários</p><p>Pacientes com trauma torácico, hemotórax e drenagem de pulmões NÃO PODERÁ ser doadora</p><p>de tecido pulmonar.</p><p>Alternativa: Errada.</p><p>19. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Uma mulher de vinte e cinco anos de idade, hígida, não</p><p>tabagista, vítima de acidente automobilístico, com traumatismo cranioencefálico grave, trauma</p><p>torácico e hemotórax bilaterais, foi submetida a drenagem bilateral de tórax, tendo apresentado</p><p>melhora significativa do quadro respiratório, mas grave piora do quadro neurológico. Nessa</p><p>circunstância, foi aberto protocolo para diagnóstico de morte encefálica (ME), que foi constatada</p><p>após realização de todos os testes necessários preconizados em lei.</p><p>Com relação a esse quadro clínico e a aspectos relacionados ao transplante de pulmão, julgue o</p><p>item subsecutivo.</p><p>O histórico de saúde da paciente em apreço (sem doenças preexistentes, não tabagista) e sua</p><p>idade contribuem para caracterizá-la como potencial doadora de pulmão, independentemente</p><p>do diagnóstico.</p><p>Comentários</p><p>Pacientes com trauma torácico, hemotórax e drenagem de pulmões NÃO PODERÁ ser doadora</p><p>de tecido pulmonar.</p><p>Alternativa: Errada.</p><p>48</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - No que diz respeito a doação de órgãos e a aspectos gerais</p><p>dos transplantes, julgue o item seguinte.</p><p>O tempo necessário e viável entre a retirada do órgão e o transplante é chamado de tempo de</p><p>isquemia e varia de órgão para órgão. O tempo máximo de retirada para coração, pulmão,</p><p>fígado e pâncreas será antes da parada cardíaca do paciente, sendo o tempo máximo de</p><p>preservação extracorpórea de 4 h a 6 h para coração e pulmão, e de 12 h a 24 h para fígado e</p><p>pâncreas.</p><p>Comentários</p><p>O prazo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor é chamado de tempo</p><p>de isquemia. Os tempos máximos de isquemia normalmente aceitos para o transplante de</p><p>diversos órgãos são mostrados a seguir:</p><p>● Coração: 04 horas</p><p>● Pulmão: 04 a 06 horas</p><p>● Rim: 48 horas</p><p>● Fígado: 12 horas</p><p>● Pâncreas: 12 horas</p><p>● Intestino: 4 a 6 horas</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>21. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Considerando o Decreto nº 9.175/2017, que regulamenta a Lei</p><p>nº 9.434/1997, julgue o item a seguir.</p><p>Cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo, de maior idade e juridicamente capaz, na linha</p><p>reta ou colateral, até o segundo grau, deverá autorizar a retirada de tecidos, órgãos e partes do</p><p>corpo do familiar falecido para transplantes, desde que firmada em documento subscrito por</p><p>duas testemunhas presentes à verificação da morte.</p><p>( ) Certa ( ) Errada</p><p>Comentários</p><p>Art. 4 A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou</p><p>outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade,</p><p>obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em</p><p>documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte.</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>22. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Considerando o Decreto nº 9.175/2017, que regulamenta a Lei</p><p>nº 9.434/1997, julgue o item a seguir.</p><p>49</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Compete às Centrais Estaduais de Transplantes (CET) determinar o encaminhamento e</p><p>providenciar o transporte de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano ao</p><p>estabelecimento de saúde autorizado para o transplante ou o enxerto onde se encontrar o</p><p>receptor, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que manterá permanentemente</p><p>disponível, no mínimo, uma aeronave que servirá exclusivamente a esse propósito.</p><p>( ) Certa ( ) Errada</p><p>Comentários</p><p>Art. 55. O Ministério da Saúde poderá requisitar, em forma complementar ao estabelecido no</p><p>inciso V do caput do art. 8º, apoio à Força Aérea Brasileira para o transporte de órgãos, tecidos e</p><p>partes do corpo humano até o local em que será feito o transplante.</p><p>§ 1º Para atender às requisições do Ministério da Saúde previstas no caput , a Força Aérea</p><p>Brasileira manterá permanentemente disponível, no mínimo, uma aeronave que servirá</p><p>exclusivamente a esse propósito.</p><p>§ 2º Em caso de necessidade, o Ministério da Saúde poderá requisitar aeronaves adicionais para</p><p>fins do disposto no caput e o atendimento a essas requisições fica condicionado à possibilidade</p><p>operacional da Força Aérea Brasileira.</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>23. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - No que diz respeito a doação de órgãos e a aspectos gerais</p><p>dos transplantes, julgue o item seguinte.</p><p>A lista de espera para os transplantes não funciona por ordem de chegada. Os critérios</p><p>obedecem a condições médicas, sendo três fatores determinantes: compatibilidade dos grupos</p><p>sanguíneos, tempo de espera e gravidade da doença.</p><p>( ) Certa ( ) Errada</p><p>Comentários</p><p>Art. 35. A alocação de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano prevista no § 4º do art.</p><p>34 observará os critérios de gravidade, compatibilidade, ordem de inscrição, distância, condições</p><p>de transporte, tempo estimado de deslocamento das equipes de retirada e do receptor</p><p>selecionado e as situações de urgência máxima.</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>24. FUMARC / PC-MG / 2018 - Em relação aos dispositivos legais sobre a remoção de órgãos,</p><p>tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento, é CORRETO afirmar:</p><p>A A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a</p><p>transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e</p><p>registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante.</p><p>50</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>B A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou</p><p>outra finalidade terapêutica não dependerá apenas da autorização do cônjuge ou parente,</p><p>estando também vinculada aos sistemas de saúde pública e ao delegado de polícia.</p><p>C No caso de morte sem assistência médica, de óbito em decorrência de causa mal definida ou</p><p>de outras situações nas quais houver indicação de verificação da causa médica da morte, a</p><p>remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou terapêutica</p><p>somente poderá ser realizada após a autorização do delegado de polícia ou do Ministério</p><p>Público.</p><p>D O cadáver de pessoa não identificada não pode se prestar a qualquer doação para</p><p>transplantes, exceto se autorizado pelo delegado de polícia, promotor ou juiz.</p><p>Comentários</p><p>A Certa. Art. 3º A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano</p><p>destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica,</p><p>constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e</p><p>transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do</p><p>Conselho Federal de Medicina.</p><p>B Errada. Art. 4o A retirada de tecidos,</p><p>órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para</p><p>transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente,</p><p>maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive,</p><p>firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte.</p><p>C Errada. Art. 7º (VETADO)</p><p>Parágrafo único. No caso de morte sem assistência médica, de óbito em decorrência de causa</p><p>mal definida ou de outras situações nas quais houver indicação de verificação da causa médica</p><p>da morte, a remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou</p><p>terapêutica somente poderá ser realizada após a autorização do patologista do serviço de</p><p>verificação de óbito responsável pela investigação e citada em relatório de necrópsia.</p><p>D Errada. Art. 6º É vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de</p><p>pessoas não identificadas.</p><p>Alternativa: A.</p><p>25 CEBRASPE / EBSERH / 2018 - No que diz respeito a doação de órgãos e a aspectos gerais</p><p>dos transplantes, julgue o item seguinte.</p><p>Os doadores vivos podem doar medula óssea, um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou</p><p>parte da medula óssea. No caso de não vivos em morte encefálica, possibilita-se a doação de</p><p>coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, ossos, tendões, vasos, pele e</p><p>intestino.</p><p>Comentários</p><p>Exato! Lembre-se que só é permitida a doação referida neste artigo quando se tratar de órgãos</p><p>duplos, de partes de órgãos, tecidos ou partes do corpo cuja retirada não impeça o organismo</p><p>51</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>do doador de continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente grave</p><p>comprometimento de suas aptidões vitais e saúde mental e não cause mutilação ou deformação</p><p>inaceitável, e corresponda a uma necessidade terapêutica comprovadamente indispensável à</p><p>pessoa receptora.</p><p>Alternativa: Certa.</p><p>26. FGV / AL-TO / 2024 - O tempo máximo que cada órgão resiste à falta de circulação e</p><p>oxigenação sanguínea é denominado tempo de isquemia, sendo fundamental para a efetivação</p><p>do transplante.</p><p>De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, o tempo máximo de isquemia do rim é de</p><p>A seis horas</p><p>B oito horas</p><p>C doze horas</p><p>D vinte e quatro horas</p><p>E quarenta e oito horas</p><p>Comentários</p><p>Anote os principais tempos de isquemia!</p><p>PULMÃO E CORAÇÃO 4-6H</p><p>FÍGADO E PÂNCREAS 12-24H</p><p>RIM 24-48H</p><p>CÓRNEA ATÉ 7 DIAS.</p><p>Alternativa: E</p><p>GABARITO</p><p>1. C</p><p>2. B</p><p>3. D</p><p>4. E</p><p>5. B</p><p>6. A</p><p>7. A</p><p>8. D</p><p>9. A</p><p>10.D</p><p>11.D</p><p>12.C</p><p>13.CERTA</p><p>14.CERTA</p><p>15.ERRADA</p><p>16.C</p><p>17.CERTA</p><p>18.ERRADA</p><p>19.ERRADA</p><p>20.CERTA</p><p>21.CERTA</p><p>22.CERTA</p><p>23.CERTA</p><p>24.A</p><p>52</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25.CERTA 26.E</p><p>LISTA DE QUESTÕES</p><p>1. CEBRASPE / TJ-SC / 2023 - Devido a diagnóstico de grave problema renal, Antônio recebeu</p><p>indicação médica de transplante renal. Após investigação com parentes, amigos e conhecidos,</p><p>constatou-se que somente Luiz, vizinho de Antônio havia mais de trinta anos, tinha</p><p>compatibilidade para o seguimento dos procedimentos cirúrgicos. Assim, Luiz, juridicamente</p><p>capaz, concordou expressamente em realizar a doação do órgão.</p><p>À luz da Lei n.º 9.434/1997 — Lei de Transplantes, é correto afirmar que, na situação hipotética</p><p>apresentada, Luiz</p><p>A poderá doar um rim, desde que isso não afete a sua integridade nem represente grave</p><p>comprometimento de suas aptidões vitais, sendo dispensada, para tanto, autorização judicial, por</p><p>ele ser uma pessoa juridicamente capaz.</p><p>B não poderá revogar seu consentimento de doação quando os envolvidos já estiverem</p><p>internados e o transplante estiver planejado para ser realizado em menos de 24 horas.</p><p>C poderá doar um rim, desde que isso não afete a sua integridade nem represente grave</p><p>comprometimento de suas aptidões vitais, sendo exigida autorização judicial para tanto, ainda</p><p>que ele seja pessoa juridicamente capaz e tenha autorizado expressamente o procedimento.</p><p>D poderá doar um rim, desde que isso não afete a sua integridade nem represente grave</p><p>comprometimento de suas aptidões vitais, bastando, para tanto, que apresente uma autorização</p><p>por escrito, assinada por duas testemunhas e registrada em cartório.</p><p>E poderá doar um rim, desde que isso não afete a sua integridade nem represente grave</p><p>comprometimento de suas aptidões vitais, sendo lícita a cobrança, em contrapartida, de um</p><p>valor, razoável e simbólico, a Antônio.</p><p>2. FUNDEPES / Prefeitura de Marechal Deodoro - AL / 2023 - O Brasil tem uma fila de espera</p><p>considerável de pessoas aguardando um transplante de órgão ou tecido. Muitas delas morrem</p><p>sem que o processo de doação de órgãos seja concretizado, o que denota a importância de</p><p>campanhas de conscientização sobre o assunto. Nesse âmbito, o Conselho Federal de</p><p>Enfermagem atualizou a norma técnica referente à atuação da equipe de enfermagem no</p><p>processo captação e de transplante de órgãos, tecidos e células. Sobre a Resolução nº 710/2022,</p><p>é correto afirmar:</p><p>A o enfermeiro com experiência comprovada de, pelo menos, dois anos em procedimentos de</p><p>doação, de captação e de transplante de órgãos deverá realizar a Anotação de Responsabilidade</p><p>Técnica (ART) junto ao Conselho Regional de Enfermagem para atuar na área.</p><p>53</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>B para a realização da enucleação do globo ocular ou excisão in situ da córnea, o enfermeiro</p><p>deverá ser habilitado por um Banco de Olhos Estadual ou indicado pela Central Estadual de</p><p>Transplantes que esteja credenciada junto ao Sistema Nacional de Transplantes.</p><p>C a assistência de enfermagem, no processo de doação, de captação e de transplante de</p><p>órgãos, tecidos e células, deverá seguir protocolos institucionais, baseados em evidências</p><p>científicas, sem, necessariamente, obedecer à legislação vigente.</p><p>D tomando como referência a equipe de enfermagem, é atividade privativa do enfermeiro atuar</p><p>no processo de doação, de captação e de transplante de órgãos, tecidos e células.</p><p>E não é competência do enfermeiro realizar a coleta de sangue do cordão umbilical e</p><p>placentário, bem como a rotulagem.</p><p>3. FUNDATEC / GHC-RS / 2023 - Em relação ao Transplante de Medula Óssea (TMO), assinale a</p><p>alternativa INCORRETA.</p><p>A TMO é o processo de substituição da medula óssea doente por medula óssea normal. O</p><p>objetivo do procedimento é transplantar, ou seja, infundir através da via endovenosa do paciente,</p><p>para posterior pega, células progenitoras (tronco) ou stem cell.</p><p>B No TMO autólogo, as células são obtidas do próprio paciente e infundidas após aplicação de</p><p>quimioterapia em altas doses, mieloablativas ou parcialmente mieloablativas, potencialmente</p><p>curativas.</p><p>C No TMO alogênico as células são obtidas de um doador histocompatível e administradas ao</p><p>paciente. Esse doador pode ser aparentado ou não aparentado. Doações entre não aparentados</p><p>são possíveis por intermédio dos bancos de medula óssea e bancos de cordão umbilical.</p><p>D O sangue coletado do cordão umbilical e da placenta é rico em células progenitoras</p><p>hematopoiéticas pluripotentes. A coleta é realizada em centro obstétrico, pelo enfermeiro,</p><p>preferencialmente 2 horas após o nascimento.</p><p>E Quando o processo de criopreservação da medula autogênica é indicado, a principal</p><p>substância que garante a viabilidade das células durante e após o congelamento é o</p><p>Dimetilsulfóxido (DMSO).</p><p>4. Avança SP / Prefeitura de São Miguel Arcanjo - SP / 2023 - De acordo com o Sistema Nacional</p><p>de Transplantes, considere a alternativa INCORRETA:</p><p>A O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) cuja função de órgão central é exercida pelo</p><p>Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes</p><p>(CGSNT) é responsável pela regulamentação, controle e monitoramento</p><p>do processo de doação</p><p>e transplantes realizados no país, com o objetivo de desenvolver o processo de doação, captação</p><p>e distribuição de órgãos, tecidos e partes retiradas do corpo humano para fins terapêuticos.</p><p>B CGSNT realiza ações de gestão política, promoção da doação, logística, autorização e</p><p>renovação das equipes e hospitais para a realização de transplantes, definição do financiamento</p><p>54</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>e elaboração de portarias que regulamentam todo o processo, desde a captação de órgãos até o</p><p>acompanhamento dos pacientes transplantados.</p><p>C A atuação da CGSNT tem empenhado esforços, sobretudo, na formulação de estratégias que</p><p>visem ao aumento da oferta de órgãos e tecidos para transplantes e consequentemente na</p><p>redução do tempo de espera dos pacientes em lista, melhorando a qualidade de vida e, em</p><p>muitos casos, salvando vidas.</p><p>D O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do</p><p>mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS, responsável pelo financiamento</p><p>de cerca de 88% dos transplantes no país. Apesar do grande volume de procedimentos de</p><p>transplantes realizados, a quantidade de pessoas em lista de espera para receber um órgão ainda</p><p>é grande.</p><p>E De um doador é possível obter vários órgãos e tecidos para realização do transplante. Podem</p><p>ser doados rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele,</p><p>ossos, exceto os tendões. Com isso, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com os órgãos e</p><p>tecidos provenientes de um mesmo doador.</p><p>5. VUNESP / PC-SP / 2022 - A respeito da Lei n° 9.434/1997 (Remoção de órgãos, tecidos e</p><p>partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento) é correto afirmar que</p><p>A não é permitida a remoção de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano para fins de</p><p>transplante em situações em que o óbito é de causa mal definida, com indicação de verificação</p><p>da causa médica da morte.</p><p>B o diagnóstico de morte encefálica feito em pacientes atendidos por qualquer estabelecimento</p><p>de saúde é de notificação obrigatória às centrais de notificação, captação e distribuição de</p><p>órgãos da unidade federada onde ocorrer.</p><p>C a doação de tecidos e órgãos do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para</p><p>transplantes, é permitida a pessoa juridicamente capaz, a cônjuge ou parentes consanguíneos até</p><p>o quarto grau, sendo vedada a doação à pessoa estranha, exceto de medula óssea.</p><p>D a retirada pós-morte de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante</p><p>ou tratamento somente ocorrerá após o diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada</p><p>pelos médicos integrantes da equipe de remoção de transplante, certificada pelo Sistema Único</p><p>de Saúde.</p><p>E o enxerto ou transplante somente se fará mediante consentimento expresso do receptor e, nos</p><p>casos em que o receptor for criança ou adolescente, pelo consentimento de ambos os pais.</p><p>6. FAURGS / SES-RS / 2022 - Sobre a distribuição de órgãos e tecidos para transplante é correto</p><p>afirmar que</p><p>A o Sistema de Lista Única é constituído pelo conjunto de potenciais receptores brasileiros,</p><p>natos ou naturalizados, ou estrangeiros residentes no país inscritos para recebimento de cada</p><p>tipo de órgão, tecido, célula ou parte do corpo, e regulado por um conjunto de critérios</p><p>específicos.</p><p>55</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>B é permitido o transplante, com órgãos, tecidos, células ou partes do corpo humano,</p><p>provenientes de qualquer tipo de doador, para potenciais receptores estrangeiros que não</p><p>possuam visto de residência permanente no Brasil, salvo a existência de tratados internacionais</p><p>em bases de reciprocidade.</p><p>C um mesmo paciente poderá integrar simultaneamente vários cadastros, em diferentes Centrais</p><p>de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos.</p><p>D a retirada de tecidos de doadores falecidos poderá ser realizada por médicos ou enfermeiros,</p><p>não sendo aceitável a participação de profissional de nível técnico, mesmo que treinado e</p><p>certificado para tal.</p><p>E mesmo que o objetivo seja a redução do tempo de espera em lista para transplantes de</p><p>órgãos de doadores falecidos e melhorar a qualidade de vida dos receptores, não é permitido</p><p>utilizar doadores com critérios expandidos.</p><p>7. FGV / FUNSAÚDE - CE / 2021 - A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas</p><p>falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, além do cônjuge, pode ser autorizada</p><p>pelos</p><p>A filhos e netos.</p><p>B netos e tios.</p><p>C avós e primos.</p><p>D tios e pais.</p><p>E primos e filhos.</p><p>8. FGV / FUNSAÚDE / 2021 - Uma das principais complicações do transplante renal é a rejeição</p><p>aguda. Essa rejeição ocorre:</p><p>A nas primeiras 6 horas, após o transplante.</p><p>B nas primeiras 12 horas, após o transplante.</p><p>C nas primeiras 24 horas, após o transplante.</p><p>D a partir do 3º dia, após o transplante.</p><p>E a partir do 4º mês, após o transplante.:</p><p>9. FGV / FUNSAÚDE - CE / 2021 - Considerando os aspectos legais do transplante no Brasil,</p><p>analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.</p><p>( ) A lei veda a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não</p><p>identificadas.</p><p>( ) Após devidamente autorizada, a doação não poderá ser revogada pelo doador ou pelos</p><p>responsáveis legais.</p><p>56</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>( ) É admitida a presença de médico de confiança da família do falecido no ato da comprovação e</p><p>atestação da morte encefálica.</p><p>As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,</p><p>A V – F – V.</p><p>B F – V – F.</p><p>C V – V – V.</p><p>D F – F – F.</p><p>E F – F – V.</p><p>10. IMPARH / Prefeitura de Fortaleza - CE / 2020 - O Decreto nº 9.175 de 2017 regulamenta,</p><p>dentre outros aspectos, como se deve proceder com doadores e receptores estrangeiros. Sobre</p><p>esse aspecto, assinale a opção correta:</p><p>A os estrangeiros que vierem a falecer no Brasil poderão ser doadores de órgãos, tecidos,</p><p>células e partes do corpo humano, mas há exigências diferentes dos potenciais doadores</p><p>brasileiros.</p><p>B é permitida a realização de procedimentos de transplante ou enxerto em potencial receptor</p><p>estrangeiro, não residente no Brasil em qualquer circunstância.</p><p>C é permitido o financiamento do procedimento de transplante em estrangeiros não residentes</p><p>no Brasil com recurso do SUS em qualquer situação.</p><p>D o estrangeiro poderá dispor de órgãos, tecidos, células e partes de seu corpo para serem</p><p>retirados em vida, para fins de transplante e enxerto em receptores cônjuges, companheiros ou</p><p>parentes até 4º grau, sejam estes brasileiros ou estrangeiros.</p><p>11. FAUEL / Prefeitura de São José dos Pinhais - PR / 2019 - Após o diagnóstico de Morte</p><p>Encefálica, o potencial doador deve receber todos os cuidados intensivos necessários, exigindo</p><p>do médico intensivista habilidades para manejo adequado. Sobre a Manutenção do Potencial</p><p>Doador, é INCORRETO afirmar:</p><p>A Caso haja necessidade de vasopressores, sugere-se uso de Vasopressina.</p><p>B Sepse refratária é contraindicação de doação de órgãos.</p><p>C Deve-se manter estratégia ventilatória protetora.</p><p>D Caso haja parada cardiorrespiratória, não há orientação de tratá-la, sugerindo-se cessar os</p><p>esforços.</p><p>12. INSTITUTO AOCP / Prefeitura de Vitória - ES / 2019 - Referente aos tipos de rejeições que</p><p>podem ocorrer após um transplante renal, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>A A rejeição hiperaguda é resultante de anticorpos pré-formados contra o órgão doador.</p><p>57</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>B A clássica forma de rejeição hiperaguda tornou-se rara após o surgimento da prova</p><p>cruzada,</p><p>que é bastante confiável.</p><p>C A rejeição aguda geralmente ocorre horas após o transplante e é classificada como aguda por</p><p>não ultrapassar o período de 24 horas após a cirurgia.</p><p>D Em caso de suspeita de rejeição aguda, recomenda-se sempre realizar biópsia do órgão</p><p>transplantado</p><p>13. Instituto Consulplan / MPE-SC / 2019 - A remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes</p><p>do corpo de pessoas não identificadas, segundo a Lei n. 9.434/1997, é proibida.</p><p>( ) Certa ( ) Errada.</p><p>14. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos</p><p>(ABTO), o número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com</p><p>diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil, principalmente devido à</p><p>falta de compreensão do conceito de morte encefálica. Acerca da assistência à família do doador</p><p>de órgãos, julgue o item que se segue.</p><p>São apontadas como vertentes da não efetivação de potenciais doadores as razões de recusa</p><p>familiar exemplificadas por crenças religiosas, desconhecimento da vontade prévia do potencial</p><p>doador e falta de empatia entre profissionais e familiares no momento da entrevista na qual a</p><p>doação é solicitada.</p><p>( ) Certa ( ) Errada.</p><p>15. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Considerando o Decreto nº 9.175/2017, que regulamenta a Lei</p><p>nº 9.434/1997, julgue o item a seguir.</p><p>A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano, após a morte, para fins de</p><p>transplante ou enxerto, somente poderá ser realizada com o consentimento familiar do falecido,</p><p>consignado de forma expressa em termo específico de autorização que respeite a vontade do</p><p>doador em vida (doação presumida).</p><p>( ) Certa ( ) Errada.</p><p>16. FUNRIO / IF-PA / 2018 - O enfermeiro é um elemento essencial no processo de doação de</p><p>transplante, sendo fundamental o reconhecimento precoce de sinais clínicos de Morte Encefálica</p><p>(ME), o processo de diagnóstico da ME e o processo de doação e transplante. O potencial</p><p>doador apresenta uma série de alterações fisiológicas resultante da ME que necessitam da</p><p>intervenção da equipe de enfermagem.</p><p>Verifique dentre as opções listadas, aquela que contém afirmativas incorretas a respeito da</p><p>assistência de enfermagem ao potencial doador de órgãos.</p><p>58</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>A A hipotensão tem origem multifatorial e pode estar relacionada à situação e ao tratamento do</p><p>paciente antes da ocorrência de ME ou às próprias alterações que esta induz. PAM deve ser</p><p>mantida acima de 70mmHg para evitar isquemia.</p><p>B A terapia para correção da hipotensão deve admitir prioritariamente a reposição de volume</p><p>intravenoso aquecido a 39º, para manter o padrão hemodinâmico adequado.</p><p>C Para manutenção nutricional, deve-se optar pelo uso exclusivo de infusão intravenosa de</p><p>solução glicosada. Nutrição enteral e nutrição parenteral não são indicadas.</p><p>D Os distúrbios eletrolíticos mais comuns são hiper e hiponatremia, hiper e hipocalemia e</p><p>hipopotassemia. Além do controle da acidose metabólica, a gasometria arterial deve ser</p><p>empregada para avaliar a acidose respiratória.</p><p>E A hipotermia, ocasionada pela perda do controle hipotalâmico, pode ocasionar hiperglicemia</p><p>e cetose leve, por depressão da liberação da insulina pancreática e resistência de sua ação</p><p>periférica.</p><p>17. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos</p><p>(ABTO), o número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com</p><p>diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil, principalmente devido à</p><p>falta de compreensão do conceito de morte encefálica. Acerca da assistência à família do doador</p><p>de órgãos, julgue o item que se segue.</p><p>São apontadas como vertentes da não efetivação de potenciais doadores as razões de recusa</p><p>familiar exemplificadas por crenças religiosas, desconhecimento da vontade prévia do potencial</p><p>doador e falta de empatia entre profissionais e familiares no momento da entrevista na qual a</p><p>doação é solicitada.</p><p>18. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Uma mulher de vinte e cinco anos de idade, hígida, não</p><p>tabagista, vítima de acidente automobilístico, com traumatismo craniencefálico grave, trauma</p><p>torácico e hemotórax bilaterais, foi submetida a drenagem bilateral de tórax, tendo apresentado</p><p>melhora significativa do quadro respiratório, mas grave piora do quadro neurológico. Nessa</p><p>circunstância, foi aberto protocolo para diagnóstico de morte encefálica (ME), que foi constatada</p><p>após realização de todos os testes necessários preconizados em lei.</p><p>Com relação a esse quadro clínico e a aspectos relacionados ao transplante de pulmão, julgue o</p><p>item subsecutivo.</p><p>Após a constatação da ME, a paciente em questão poderia ser considerada potencial doadora de</p><p>pulmão, devido à melhora do seu quadro respiratório.</p><p>59</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Uma mulher de vinte e cinco anos de idade, hígida, não</p><p>tabagista, vítima de acidente automobilístico, com traumatismo cranioencefálico grave, trauma</p><p>torácico e hemotórax bilaterais, foi submetida a drenagem bilateral de tórax, tendo apresentado</p><p>melhora significativa do quadro respiratório, mas grave piora do quadro neurológico. Nessa</p><p>circunstância, foi aberto protocolo para diagnóstico de morte encefálica (ME), que foi constatada</p><p>após realização de todos os testes necessários preconizados em lei.</p><p>Com relação a esse quadro clínico e a aspectos relacionados ao transplante de pulmão, julgue o</p><p>item subsecutivo.</p><p>O histórico de saúde da paciente em apreço (sem doenças preexistentes, não tabagista) e sua</p><p>idade contribuem para caracterizá-la como potencial doadora de pulmão, independentemente</p><p>do diagnóstico.</p><p>20. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - No que diz respeito a doação de órgãos e a aspectos gerais</p><p>dos transplantes, julgue o item seguinte.</p><p>O tempo necessário e viável entre a retirada do órgão e o transplante é chamado de tempo de</p><p>isquemia e varia de órgão para órgão. O tempo máximo de retirada para coração, pulmão,</p><p>fígado e pâncreas será antes da parada cardíaca do paciente, sendo o tempo máximo de</p><p>preservação extracorpórea de 4 h a 6 h para coração e pulmão, e de 12 h a 24 h para fígado e</p><p>pâncreas.</p><p>21. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Considerando o Decreto nº 9.175/2017, que regulamenta a Lei</p><p>nº 9.434/1997, julgue o item a seguir.</p><p>Cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo, de maior idade e juridicamente capaz, na linha</p><p>reta ou colateral, até o segundo grau, deverá autorizar a retirada de tecidos, órgãos e partes do</p><p>corpo do familiar falecido para transplantes, desde que firmada em documento subscrito por</p><p>duas testemunhas presentes à verificação da morte.</p><p>( ) Certa ( ) Errada</p><p>22. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Considerando o Decreto nº 9.175/2017, que regulamenta a Lei</p><p>nº 9.434/1997, julgue o item a seguir.</p><p>Compete às Centrais Estaduais de Transplantes (CET) determinar o encaminhamento e</p><p>providenciar o transporte de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano ao</p><p>estabelecimento de saúde autorizado para o transplante ou o enxerto onde se encontrar o</p><p>receptor, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que manterá permanentemente</p><p>disponível, no mínimo, uma aeronave que servirá exclusivamente a esse propósito.</p><p>( ) Certa ( ) Errada</p><p>60</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23. CEBRASPE / EBSERH / 2018 - No que diz respeito a doação de órgãos e a aspectos gerais</p><p>dos transplantes, julgue o item seguinte.</p><p>A lista de espera para os transplantes não funciona por ordem de chegada. Os critérios</p><p>obedecem a condições médicas, sendo três fatores determinantes: compatibilidade dos grupos</p><p>sanguíneos, tempo de espera e gravidade da doença.</p><p>( ) Certa ( )</p><p>Errada</p><p>24. FUMARC / PC-MG / 2018 - Em relação aos dispositivos legais sobre a remoção de órgãos,</p><p>tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento, é CORRETO afirmar:</p><p>A A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a</p><p>transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e</p><p>registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante.</p><p>B A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou</p><p>outra finalidade terapêutica não dependerá apenas da autorização do cônjuge ou parente,</p><p>estando também vinculada aos sistemas de saúde pública e ao delegado de polícia.</p><p>C No caso de morte sem assistência médica, de óbito em decorrência de causa mal definida ou</p><p>de outras situações nas quais houver indicação de verificação da causa médica da morte, a</p><p>remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou terapêutica</p><p>somente poderá ser realizada após a autorização do delegado de polícia ou do Ministério</p><p>Público.</p><p>D O cadáver de pessoa não identificada não pode se prestar a qualquer doação para</p><p>transplantes, exceto se autorizado pelo delegado de polícia, promotor ou juiz.</p><p>25 CEBRASPE / EBSERH / 2018 - No que diz respeito a doação de órgãos e a aspectos gerais</p><p>dos transplantes, julgue o item seguinte.</p><p>Os doadores vivos podem doar medula óssea, um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou</p><p>parte da medula óssea. No caso de não vivos em morte encefálica, possibilita-se a doação de</p><p>coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, ossos, tendões, vasos, pele e</p><p>intestino.</p><p>26. FGV / AL-TO / 2024 - O tempo máximo que cada órgão resiste à falta de circulação e</p><p>oxigenação sanguínea é denominado tempo de isquemia, sendo fundamental para a efetivação</p><p>do transplante.</p><p>De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, o tempo máximo de isquemia do rim é de</p><p>A seis horas</p><p>B oito horas</p><p>C doze horas</p><p>61</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>D vinte e quatro horas</p><p>E quarenta e oito horas</p><p>RESUMO</p><p>Vamos aos pontos essenciais!</p><p>Tempos de isquemias dos órgãos:</p><p>➔ Coração: 4 horas</p><p>➔ Fígado: 12 horas</p><p>➔ Pâncreas: 12 horas</p><p>➔ Pulmão: 4 - 6 horas</p><p>➔ Rim: 48 horas</p><p>Lei 9.434/97</p><p>Toda vez que eu escrever “transplante”, quero dizer sobre “transplante ou enxertos de tecidos,</p><p>órgãos ou partes do corpo humano “, ok?!</p><p>Art. 2º [...] o transplante só se dará por equipes médico-cirúrgicas de remoção e transplante</p><p>PREVIAMENTE AUTORIZADOS pelo órgão de gestão nacional do Sistema Único de Saúde.</p><p>Art. 3º A retirada POST MORTEM deverá ser precedida de diagnóstico de☠ morte encefálica</p><p>Art. 5º [...] Se for de pessoa juridicamente incapaz poderá ser feita desde que permitida</p><p>expressamente porºambos os pais, ou por seus responsáveis legais.</p><p>Art. 6º Éñ vedada a remoção post mortem de pessoas não identificadas.</p><p>Art. 9o É permitida à pessoa juridicamente capaz⛔ dispor gratuitamente para fins terapêuticos</p><p>ou para transplantes em cônjuge ou parentes consangüíneos até o quarto grau, ou em qualquer</p><p>outra pessoa, mediante autorização judicial, dispensada esta em relação à medula óssea.</p><p>§ 7º É vedado à gestante dispor para tranplante, exceto quando se tratar de doação de tecido</p><p>para ser utilizado em transplante de medula óssea e o ato não oferecer risco à sua saúde ou ao</p><p>feto.</p><p>Art. 10. O transplante só se fará com o consentimento expresso do receptor, assim inscrito em</p><p>LISTA ÚNICA DE ESPERA.</p><p>Art. 13. É� OBRIGATÓRIO, para todos os estabelecimentos de saúde notificar, às centrais de</p><p>notificação, captação e distribuição de órgãos da unidade federada onde ocorrer, o diagnóstico</p><p>de morte encefálica feito em pacientes por eles atendidos.</p><p>Decreto 9.175/17</p><p>REGULAMENTA a Lei nº 9.434/1997, para tratar da disposição de órgãos, tecidos, células e</p><p>62</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Art. 2º Fica instituído o SISTEMA NACIONAL DE TRANSPLANTES - SNT, no qual se</p><p>desenvolverá o processo de doação, retirada, distribuição e transplante de órgãos, tecidos,</p><p>células e partes do corpo humano, para finalidades terapêuticas.</p><p>Art. 3º Integram o SNT:</p><p>I - o Ministério da Saúde;</p><p>II - as Secretarias de Saúde dos Estados e do Distrito Federal;</p><p>III - as Secretarias de Saúde dos Municípios;</p><p>IV - as Centrais Estaduais de Transplantes - CET;</p><p>V - a Central Nacional de Transplantes - CNT;</p><p>VI - as estruturas especializadas integrantes da rede de procura e doação de órgãos, tecidos,</p><p>células e partes do corpo humano para transplantes;</p><p>VII - as estruturas especializadas no processamento para preservação ex situ de órgãos, tecidos,</p><p>células e partes do corpo humano para transplantes;</p><p>VIII - os estabelecimentos de saúde transplantadores e as equipes especializadas; e</p><p>IX - a rede de serviços auxiliares específicos para a realização de transplantes.</p><p>Art. 7º As Centrais Estaduais de Transplantes - CET serão as unidades executivas das atividades</p><p>do SNT nos Estados e no Distrito Federal, de natureza pública, conforme estabelecido neste</p><p>Decreto.</p><p>Art. 10. A CET organizará o funcionamento de estruturas especializadas para a procura e a</p><p>doação de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano para transplante que, juntamente</p><p>com as equipes assistenciais dos hospitais, constituirão a rede de procura e doação de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes do corpo humano, responsável por assegurar a notificação de morte, a</p><p>avaliação e o acompanhamento de doadores e de suas famílias.</p><p>[...]</p><p>Art. 25. A NECROPSIA será realizada7obrigatoriamente no caso de morte por causas externas</p><p>ou em outras situações nas quais houver indicação de verificação médica da causa da morte.</p><p>Art. 26. Efetuada a retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano e a necropsia,</p><p>na hipótese em que seja necessária, o cadáver será condignamente recomposto.</p><p>Art. 33. Os transplantes somente poderão ser realizados em pacientes com doença progressiva</p><p>ou incapacitante e irreversível por outras técnicas terapêuticas.</p><p>Portaria de Consolidação 4 - Sistema Nacional de Transplantes</p><p>Art. 1º Fica aprovado o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.</p><p>Art. 3º […] ATRIBUIÇÕES:</p><p>I - elaborar diretrizes para a política de transplantes e enxertos;</p><p>II - propor temas de regulamentação complementar;</p><p>63</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>III - identificar os indicadores de qualidade para as atividades de doação e transplantes;</p><p>IV - analisar os relatórios com os dados sobre as atividades do SNT; e</p><p>V - emitir parecer em situações especiais quando solicitados pela CGSNT.</p><p>§ 3º A CNT deverá funcionar⏰ vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.</p><p>Art. 10. Criar, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes, a Central Nacional de Notificação,</p><p>Captação e Distribuição de Órgãos.</p><p>§ 1º A Central Nacional, ora criada, está subordinada à coordenação do órgão central do</p><p>Sistema Nacional de Transplantes e é sua auxiliar no desenvolvimento das seguintes atividades e</p><p>atribuições:</p><p>I - gerenciamento da lista única nacional de receptores;</p><p>II - implantação e gerenciamento do sistema nacional de informações em transplantes - listas de</p><p>espera, captação e distribuição de órgãos, realização de transplantes e seus resultados;</p><p>III - articulação com as Centrais Estaduais/Regionais de Notificação, Captação e Distribuição de</p><p>órgãos e com os demais integrantes do Sistema Nacional de Transplantes;</p><p>IV - articulação da distribuição de órgãos entre estados, quando for ocaso, fazendo-o em</p><p>conformidade com a lista nacional de receptores, com as condições técnicas, de transporte e</p><p>distribuição e demais critérios estabelecidos na legislação</p><p>irreversível das</p><p>funções encefálicas cerebrais, definida pela cessação das funções corticais e</p><p>do tronco encefálico ou tronco cerebral. Este diagnóstico é regulamentado</p><p>pela Resolução 2.173/2017 do Conselho Federal de Medicina.</p><p>[coloquei uma notícia acerca desta resolução - Clique Aqui!]</p><p>4</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>§ 2º Às instituições referidas no art. 2º enviarão anualmente um relatório contendo os nomes dos</p><p>pacientes receptores ao órgão gestor estadual do Sistema único de Saúde.</p><p>§ 3º Será admitida a presença de médico de confiança da família do falecido no ato da</p><p>comprovação e atestação da morte encefálica.</p><p>Art. 4o A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou</p><p>outra finalidade terapêutica, dependerá da:</p><p>AUTORIZAÇÃO do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou</p><p>colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas</p><p>testemunhas presentes à verificação da morte.</p><p>Para ficar mais claro, veja:</p><p>Art. 5º A remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa juridicamente</p><p>incapaz poderá ser feita desde que permitida expressamente porºambos os pais, ou por seus</p><p>responsáveis legais.</p><p>Art. 6º Éñ vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas</p><p>não identificadas.</p><p>Art. 7º (VETADO)</p><p>Parágrafo único. No caso de morte sem assistência médica, de óbito em</p><p>decorrência de causa mal definida ou de outras situações nas quais houver</p><p>indicação de verificação da causa médica da morte, a remoção de tecidos,</p><p>órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou terapêutica</p><p>somente poderá ser realizada após a autorização do patologista do serviço</p><p>de verificação de óbito responsável pela investigação e citada em relatório</p><p>de necrópsia.</p><p>Art. 8o Após a retirada de tecidos, órgãos e partes, o cadáver será imediatamente necropsiado,</p><p>se verificada a hipótese do parágrafo único do art. 7o, e, em qualquer caso, condignamente</p><p>5</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>recomposto para ser entregue, em seguida, aos parentes do morto ou seus responsáveis legais</p><p>para sepultamento.</p><p>Art. 9o É permitida à pessoa juridicamente capaz⛔ dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e</p><p>partes do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge ou parentes</p><p>consangüíneos até o quarto grau, ou em qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial,</p><p>dispensada esta em relação à medula óssea.</p><p>§ 1º (VETADO)</p><p>§ 2º (VETADO)</p><p>§ 3º Só é permitida a doação referida neste artigo quando se tratar de órgãos duplos, de partes</p><p>de órgãos, tecidos ou partes do corpo cuja retirada não impeça o organismo do doador de</p><p>continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente grave comprometimento de</p><p>suas aptidões vitais e saúde mental e não cause mutilação ou deformação inaceitável, e</p><p>corresponda a uma necessidade terapêutica comprovadamente indispensável à pessoa</p><p>receptora.</p><p>§ 4º O doador deverá autorizar, preferencialmente por escrito e diante de testemunhas,</p><p>especificamente o tecido, órgão ou parte do corpo objeto da retirada.</p><p>§ 5º A doação poderá ser revogada pelo doador ou pelos responsáveis legais a qualquer</p><p>momento antes de sua concretização.</p><p>§ 6º O indivíduo juridicamente incapaz, com compatibilidade imunológica comprovada, poderá</p><p>fazer doação nos casos de transplante de medula óssea, desde que haja consentimento de</p><p>ambos os pais ou seus responsáveis legais e autorização judicial e o ato não oferecer risco para a</p><p>sua saúde.</p><p>§ 7º É vedado à gestante dispor de tecidos, órgãos ou partes de seu corpo vivo, exceto quando</p><p>se tratar de doação de tecido para ser utilizado em transplante de medula óssea e o ato não</p><p>oferecer risco à sua saúde ou ao feto.</p><p>§ 8º O auto-transplante depende apenas do consentimento do próprio indivíduo, registrado em</p><p>seu prontuário médico ou, se ele for juridicamente incapaz, de um de seus pais ou responsáveis</p><p>legais.</p><p>Art. 9o-A É garantido a toda mulher o acesso a informações sobre as possibilidades e os</p><p>benefícios da doação voluntária de sangue do cordão umbilical e placentário durante o período</p><p>de consultas pré-natais e no momento da realização do parto.</p><p>CEBRASPE / TJ-SC / 2023 - Andreia foi diagnosticada com leucemia, e seu oncologista</p><p>verificou uma grande chance de superação da doença caso ela seja submetida a um transplante.</p><p>Na testagem de compatibilidade entre familiares de Andreia, constatou-se clinicamente que</p><p>Pedro, seu primo de quinze anos de idade, pode ser doador.</p><p>6</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Considerando essa situação hipotética, é correto afirmar, à luz da Lei de Transplantes — Lei n.º</p><p>9.434/1997, que</p><p>A Pedro não poderá fazer a doação, pois a legislação determina que, no caso de indivíduos</p><p>juridicamente incapazes, a limitação para doação é que o receptor seja parente do doador até o</p><p>terceiro grau.</p><p>B Pedro não poderá fazer a doação por ser um indivíduo juridicamente incapaz.</p><p>C Pedro poderá fazer a doação desde que haja consentimento de ambos os pais ou dos seus</p><p>responsáveis legais e o ato não ofereça risco para a sua saúde, sendo dispensada autorização</p><p>judicial.</p><p>D Pedro poderá fazer a doação desde que haja consentimento de ambos os pais ou dos seus</p><p>responsáveis legais, autorização judicial e o ato não ofereça risco para a sua saúde.</p><p>E Pedro poderá fazer a doação desde que, ainda que exista risco para a sua saúde, haja</p><p>consentimento de ambos os pais ou dos seus responsáveis legais e autorização judicial.</p><p>Comentários</p><p>Lei n.º 9.434/1997 - Art. 9 É permitida à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de</p><p>tecidos, órgãos e partes do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para transplantes em</p><p>cônjuge ou parentes consangüíneos até o quarto grau, inclusive, na forma do § 4 deste artigo,</p><p>ou em qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial, dispensada esta em relação à</p><p>medula óssea.</p><p>§ 6º O indivíduo juridicamente incapaz, com compatibilidade imunológica comprovada, poderá</p><p>fazer doação nos casos de transplante de medula óssea, desde que haja consentimento de</p><p>ambos os pais ou seus responsáveis legais e autorização judicial e o ato não oferecer risco para a</p><p>sua saúde.</p><p>Alternativa: D.</p><p>Art. 10. O transplante ou enxerto só se fará com o consentimento expresso do receptor, assim</p><p>inscrito em LISTA ÚNICA DE ESPERA, após aconselhamento sobre a excepcionalidade e os riscos</p><p>do procedimento.</p><p>1o Nos casos em que o receptor seja juridicamente incapaz ou cujas condições de saúde</p><p>impeçam ou comprometam a manifestação válida da sua vontade, o consentimento de que trata</p><p>este artigo será dado por um de seus pais ou responsáveis legais.</p><p>§ 2o A inscrição em lista única de espera NÃO CONFERE ao pretenso receptor ou à sua família</p><p>direito subjetivo à indenização, se o transplante não se realizar em decorrência de alteração do</p><p>estado de órgãos, tecidos e partes, que lhe seriam destinados, provocado por acidente ou</p><p>incidente em seu transporte.</p><p>Art. 11. Éñ proibida a veiculação, através de qualquer meio de comunicação social de anúncio</p><p>que configure:</p><p>7</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>a) publicidade de</p><p>estabelecimentos autorizados</p><p>a realizar transplantes e</p><p>enxertos, relativa a estas</p><p>atividades;</p><p>b) apelo público no sentido</p><p>da doação de tecido, órgão</p><p>ou parte do corpo humano</p><p>para pessoa determinada</p><p>identificada ou não,</p><p>ressalvado o disposto no</p><p>parágrafo único;</p><p>c) apelo público para a</p><p>arrecadação de fundos para o</p><p>financiamento de transplante</p><p>ou enxerto em benefício de</p><p>particulares.</p><p>em vigor, de forma a garantir o melhor</p><p>aproveitamento dos órgãos disponíveis e a equidade na sua destinação;</p><p>V - auxílio às CNCDO na articulação dos meios que viabilizem o transporte dos órgãos captados</p><p>quando se tratar de distribuição entre estados. (Origem: PRT MS/GM 901/2000, Art. 1º, § 1º, e)</p><p>[...]</p><p>Art. 14. Fica constituído Comitê Estratégico, no âmbito do Ministério da Saúde, responsável pelo</p><p>Programa de Desenvolvimento de Equipes de Captação de Órgãos e Transplantes.</p><p>Art. 37. Todos os tecidos, órgãos, células ou partes do corpo obtidos de doador falecido que,</p><p>para a sua destinação, contarem com potenciais receptores em regime de espera, deverão ser</p><p>distribuídos conforme o Sistema de Lista Única.</p><p>Art. 38. O Sistema de Lista Única será constituído pelo conjunto de potenciais receptores</p><p>brasileiros, natos ou naturalizados, ou estrangeiros residentes no país inscritos para recebimento</p><p>de cada tipo de órgão, tecido, célula ou parte do corpo, e regulado por um conjunto de critérios</p><p>específicos para a distribuição deles a estes potenciais receptores, assim constituindo o Cadastro</p><p>Técnico Único (CTU).</p><p>Art. 39. Os dados clínicos dos candidatos a receptor, inscritos no Sistema de Lista Única,</p><p>constituem o CTU referente a cada tipo de órgão, tecido ou parte do corpo humano, sendo que</p><p>um mesmo paciente não poderá integrar dois cadastros, ao mesmo tempo, em diferentes</p><p>CNCDO.</p><p>Art. 40. Com o objetivo de contribuir para a redução do tempo de espera em lista para</p><p>transplantes de órgãos de doadores falecidos e melhorar a qualidade de vida dos receptores,</p><p>poderão ser utilizados doadores com CRITÉRIOS EXPANDIDOS, sendo que, neste caso, as</p><p>64</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>equipes especializadas deverão informar dados complementares na ficha de inscrição no CTU,</p><p>com manifestação expressa do receptor e da equipe a respeito das condições do órgão que são</p><p>aceitáveis para seu receptor. [</p><p>Art. 49. Quanto à manutenção no Cadastro, o status do paciente no CTU poderá ser:</p><p>I - ATIVO: refere-se ao receptor cujo cadastro</p><p>esteja com seus exames pré-transplante</p><p>completos e dentro do prazo de validade</p><p>previsto e em condições clínicas adequadas</p><p>para o transplante;</p><p>II - SEMI-ATIVO: refere-se a potenciais</p><p>receptores cujo cadastro esteja com exames</p><p>pré-transplante incompletos, transfundidos</p><p>desde a última coleta para soro, ou sem</p><p>condições clínicas adequadas para o</p><p>transplante.</p><p>III - INATIVO: refere-se ao receptor cujo</p><p>cadastro apresente ficha complementar não</p><p>atualizada pela equipe após três meses;</p><p>IV - REMOVIDO: ocorre quando há abandono</p><p>do tratamento, melhora da função</p><p>inicialmente comprometida, ausência de</p><p>condições clínicas que permitam a cirurgia,</p><p>semi atividade prolongada em lista,</p><p>transferência para outro Estado, transplante</p><p>fora do Estado, desejo de não ser</p><p>transplantado, transplante com doador vivo,</p><p>evolução para óbito.</p><p>Art. 57 § 1º serão CRITÉRIOS ABSOLUTOS DE EXCLUSÃO de doador de órgãos, tecidos, células</p><p>ou partes do corpo humano:</p><p>a) soropositividade para HIV;</p><p>b) soropositividade para HTLV I e II;</p><p>c) tuberculose em atividade;</p><p>d) neoplasias (exceto tumores primários do Sistema Nervoso Central e carcinoma in situ de útero</p><p>e pele);</p><p>e) sepse refratária; e</p><p>f) infecções virais e fúngicas graves, ou potencialmente graves na presença de imunossupressão,</p><p>exceto as hepatites B e C;</p><p>Resolução COFEN 710/2022</p><p>Art. 2º No âmbito da Equipe de Enfermagem, atuam no processo de doação, captação e</p><p>transplante de órgãos, tecidos e células, o Enfermeiro e o Técnico de Enfermagem, respeitadas</p><p>as competências do seu grau de habilitação.</p><p>Art. 4º No âmbito da Equipe de Enfermagem, compete PRIVATIVAMENTE AO ENFERMEIRO</p><p>planejar, coordenar, executar, supervisionar e avaliar as ações do Técnico de Enfermagem,</p><p>65</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>prestadas ao doador vivo ou falecido, seus familiares e ao receptor, bem como ao material</p><p>biológico para fins de transplante.</p><p>Art. 5º Compete privativamente ao Enfermeiro, no âmbito da Equipe de Enfermagem:</p><p>§ 1º Banco de Olhos – realizar a avaliação do doador, retirada (enucleação do globo ocular ou</p><p>excisão in situ da córnea) e preservação do tecido ocular. Para a realização deste procedimento,</p><p>o Enfermeiro deverá ser habilitado por um Banco de Olhos Estadual ou indicado pela Central</p><p>Estadual de Transplante que esteja credenciada junto ao SNT/MS.</p><p>⭐AVISO: ATUALMENTE, o §1º do art. 5º desta resolução encontra-se suspenso por força de</p><p>ordem judicial, nos autos do processo n.º 1012070-46.2023.4.01.3400, que tramita na 21ª Vara</p><p>Federal Cível da SJDF, em que o juízo entendeu por deferir a liminar para que se suspenda a</p><p>aplicação de dispositivo normativo do Cofen, nos seguintes termos: “Pelo exposto, DEFIRO o</p><p>pedido de tutela provisória de urgência deduzido na inicial para determinar que a parte ré</p><p>suspenda a aplicação da restrição contida no artigo 5º, § 1º, da Resolução 710/2022, a fim de</p><p>permitir que os profissionais de enfermagem de nível técnico realizem o procedimento de</p><p>enucleação (remoção do globo ocular) para fins de transplante.”</p><p>§ 2º Banco de Tecidos Músculoesqueléticos, Banco de Pele de origem humana e Banco de</p><p>Tecidos Cardiovasculares – realizar avaliação do doador, retirada do tecido e processamento,</p><p>desde que tecnicamente habilitado, seguindo as diretrizes do SNT/MS.</p><p>§ 3º Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário – realizar coleta de sangue do cordão</p><p>umbilical e placentário e rotulagem.</p><p>§ 4º Havendo necessidade de reconstituição do corpo, cabe ao Enfermeiro a realização dos</p><p>procedimentos necessários, incluindo a sutura.</p><p>Excelente prova para você!</p><p>Abraço!</p><p>Prof. Lígia</p><p>66</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Parágrafo único. Os órgãos de gestão nacional, regional e local do Sistema único de Saúde</p><p>realizarão periodicamente, através dos meios adequados de comunicação social, campanhas de</p><p>esclarecimento público dos benefícios esperados a partir da vigência desta Lei e de estímulo à</p><p>doação de órgãos.</p><p>Art. 12. (VETADO)</p><p>Art. 13. É � OBRIGATÓRIO, para todos os estabelecimentos de saúde notificar, às centrais de</p><p>notificação, captação e distribuição de órgãos da unidade federada onde ocorrer, o diagnóstico</p><p>de morte encefálica feito em pacientes por eles atendidos.</p><p>Parágrafo único. Após a notificação prevista no caput deste artigo, os estabelecimentos de</p><p>saúde não autorizados a retirar tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a</p><p>transplante ou tratamento deverão permitir a imediata remoção do paciente ou franquear suas</p><p>instalações e fornecer o apoio operacional necessário às equipes médico-cirúrgicas de remoção e</p><p>transplante, hipótese em que serão ressarcidos na forma da lei.</p><p>FAURGS / SES-RS / 2022 - Assinale a alternativa correta quanto à doação e transplante de</p><p>órgãos.</p><p>A É possível remover, post mortem, tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não</p><p>identificadas.</p><p>B No caso de morte sem assistência médica ou de óbito em decorrência de causa mal definida é</p><p>permitida a remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante.</p><p>C Após a retirada de partes do corpo, o cadáver não precisa ser recomposto, deve apenas ser</p><p>entregue aos parentes do morto ou seus responsáveis legais para sepultamento.</p><p>D É compulsório que todos os estabelecimentos de saúde comuniquem às centrais de</p><p>notificação, captação e distribuição de órgãos o diagnóstico de morte encefálica, e isso não</p><p>depende da doação de múltiplos órgãos.</p><p>E A declaração de óbito do doador é fornecida com data e horário da cirurgia de retirada de</p><p>múltiplos órgãos, pois o indivíduo só é considerado morto quando se retiram os seus órgãos.</p><p>8</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Comentários</p><p>A Errada. Art. 6º Éñ vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de</p><p>pessoas não identificadas.</p><p>B Errada. No caso de morte sem assistência médica, de óbito em decorrência de causa mal</p><p>definida ou de outras situações nas quais houver indicação de verificação da causa médica da</p><p>morte, a remoção de tecidos, órgãos ou partes de cadáver para fins de transplante ou</p><p>terapêutica somente poderá ser realizada após a autorização do patologista do serviço de</p><p>verificação de óbito responsável pela investigação e citada em relatório de necrópsia.</p><p>C Errada. É proibido Art. 19.ñ Deixar de recompor cadáver, devolvendo-lhe aspecto condigno,</p><p>para sepultamento ou deixar de entregar ou retardar sua entrega aos familiares ou interessados:</p><p>D Certa. Todos os hospitais devem informar às centrais de notificação, captação e distribuição de</p><p>órgãos sobre o diagnóstico de morte encefálica..</p><p>E Errada. Neste contexto, é dada com o diagnóstico de morte encefálica, não com a retirada de</p><p>órgãos.</p><p>Alternativa: D.</p><p>DICA! Sobre os “crimes”, não vi cair para a “Saúde” sobre as penalidades, mas somente para</p><p>cargos de delegados e afins, por isso, sugiro que apenas memorize os tipos de crimes.</p><p>Art. 14. ñ Remover tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa ou cadáver, em desacordo</p><p>com as disposições desta Lei:</p><p>Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa, de 100 a 360 dias-multa.</p><p>§ 1.ºñ Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa ou por outro motivo</p><p>torpe:</p><p>Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa, de 100 a 150 dias-multa.</p><p>§ 2.ºñ Se o crime é praticado em pessoa viva, e resulta para o ofendido:</p><p>I - incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;</p><p>II - perigo de vida;</p><p>III - debilidade permanente de membro, sentido ou função;</p><p>IV - aceleração de parto:</p><p>Pena - reclusão, de três a dez anos, e multa, de 100 a 200 dias-multa</p><p>§ 3.ºñ Se o crime é praticado em pessoa viva e resulta para o ofendido:</p><p>I - Incapacidade para o trabalho;</p><p>II - Enfermidade incurável ;</p><p>9</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>III - perda ou inutilização de membro, sentido ou função;</p><p>IV - deformidade permanente;</p><p>V - aborto:</p><p>Pena - reclusão, de quatro a doze anos, e multa, de 150 a 300 dias-multa.</p><p>§ 4.ºñ Se o crime é praticado em pessoa viva e resulta morte:</p><p>Pena - reclusão, de oito a vinte anos, e multa de 200 a 360 dias-multa.</p><p>Art. 15.ñ Comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano:</p><p>Pena - reclusão, de três a oito anos, e multa, de 200 a 360 dias-multa.</p><p>Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem promove, intermedeia, facilita ou aufere qualquer</p><p>vantagem com a transação.</p><p>Art. 16.ñ Realizar transplante ou enxerto utilizando tecidos, órgãos ou partes do corpo humano</p><p>de que se tem ciência terem sido obtidos em desacordo com os dispositivos desta Lei:</p><p>Pena - reclusão, de um a seis anos, e multa, de 150 a 300 dias-multa.</p><p>Art. 17 ñ Recolher, transportar, guardar ou distribuir partes do corpo humano de que se tem</p><p>ciência terem sido obtidos em desacordo com os dispositivos desta Lei:</p><p>Pena - reclusão, de seis meses a dois anos, e multa, de 100 a 250 dias-multa.</p><p>Art. 18. ñ Realizar transplante ou enxerto em desacordo com o disposto no art. 10 desta Lei e</p><p>seu parágrafo único:</p><p>Pena - detenção, de seis meses a dois anos.</p><p>Art. 19. ñ Deixar de recompor cadáver, devolvendo-lhe aspecto condigno, para sepultamento</p><p>ou deixar de entregar ou retardar sua entrega aos familiares ou interessados:</p><p>Pena - detenção, de seis meses a dois anos.</p><p>Art. 20.ñ Publicar anúncio ou apelo público em desacordo com o disposto no art. 11:</p><p>[aquele que fala de veiculação de informação inadequada]</p><p>Pena - multa, de 100 a 200 dias-multa.</p><p>Art. 21. No caso dos crimes previstos nos arts. 14, 15, 16 e 17, o estabelecimento de saúde e as</p><p>equipes médico-cirúrgicas envolvidas poderão ser desautorizadas temporária ou</p><p>permanentemente pelas autoridades competentes.</p><p>§ 1.º Se a instituição é particular, a autoridade</p><p>competente poderá multá-la em 200 a 360</p><p>dias-multa e, em caso de reincidência, poderá</p><p>ter suas atividades suspensas temporária ou</p><p>definitivamente, sem direito a qualquer</p><p>§ 2.º Se a instituição é particular, é proibida de</p><p>estabelecer contratos ou convênios com</p><p>entidades públicas, bem como se beneficiar</p><p>de créditos oriundos de instituições</p><p>governamentais ou daquelas em que o Estado</p><p>é acionista, pelo prazo de cinco anos.</p><p>10</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>indenização ou compensação por</p><p>investimentos realizados</p><p>[...] [mantido o essencial]</p><p>Art. 25. Revogam-se as disposições em contrário, particularmente a Lei n.º 8.489, de 18 de</p><p>novembro de 1992, e Decreto n.º 879, de 22 de julho de 1993.</p><p>O próximo passo é conhecer o Decreto 9.175/17 e notar os pontos coincidentes e os que são</p><p>mais detalhados, tais como todos os decretos.</p><p>Decreto 9.175/17</p><p>REGULAMENTA a Lei nº 9.434/1997, para tratar da disposição de órgãos, tecidos, células e</p><p>partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento.</p><p>Art. 1º A disposição gratuita e anônima de órgãos, tecidos, células</p><p>e partes do corpo humano para utilização em transplantes, enxertos ou outra finalidade</p><p>terapêutica, nos termos da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, observará o disposto neste</p><p>Decreto.</p><p>Parágrafo único. O sangue, o esperma e o óvulo não estão compreendidos entre os tecidos e as</p><p>células a que se refere este Decreto. [isso já estava na Lei, anteriormente!]</p><p>Art. 2º Fica instituído o SISTEMA NACIONAL DE TRANSPLANTES - SNT,</p><p>[não tinha na lei!] no qual se desenvolverá o processo de doação, retirada,</p><p>distribuição e transplante de órgãos, tecidos, células e partes do corpo</p><p>humano, para finalidades</p><p>terapêuticas.</p><p>Art. 3º Integram o SNT:</p><p>I - o Ministério da Saúde; II - as Secretarias de Saúde</p><p>dos Estados e do Distrito</p><p>Federal;</p><p>III - as Secretarias de Saúde</p><p>dos Municípios;</p><p>IV - as Centrais Estaduais de</p><p>Transplantes - CET;</p><p>V - a Central Nacional de</p><p>Transplantes - CNT;</p><p>VI - as estruturas</p><p>especializadas integrantes da</p><p>rede de procura e doação de</p><p>órgãos, tecidos, células e</p><p>partes do corpo humano para</p><p>transplantes;</p><p>11</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>VII - as estruturas</p><p>especializadas no</p><p>processamento para</p><p>preservação ex situ de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes do</p><p>corpo humano para</p><p>transplantes;</p><p>VIII - os estabelecimentos de</p><p>saúde transplantadores e as</p><p>equipes especializadas; e</p><p>IX - a rede de serviços</p><p>auxiliares específicos para a</p><p>realização de transplantes.</p><p>Art. 4º O SNT tem como âmbito de intervenção:</p><p>I - as atividades de doação e</p><p>transplante de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes do</p><p>corpo humano, a partir de</p><p>doadores vivos ou falecidos;</p><p>II - o conhecimento dos casos</p><p>de morte encefálica; e</p><p>III - a determinação do</p><p>destino de órgãos, tecidos,</p><p>células e partes do corpo</p><p>humano retirados para</p><p>transplante em qualquer</p><p>ponto do território nacional.</p><p>Art. 5º O MINISTÉRIO DA SAÚDE, por intermédio de unidade própria prevista em sua estrutura</p><p>regimental, exercerá as funções de órgão central do SNT, e lhe caberá:</p><p>I - coordenar as atividades; II - expedir normas e</p><p>regulamentos técnicos;</p><p>III - autorizar o funcionamento</p><p>de CET;</p><p>IV - autorizar</p><p>estabelecimentos de saúde,</p><p>bancos de tecidos ou células,</p><p>laboratórios de</p><p>histocompatibilidade e</p><p>equipes especializadas a</p><p>promover retiradas,</p><p>transplantes, enxertos,</p><p>processamento ou</p><p>armazenamento de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes do</p><p>corpo humano;</p><p>V - cancelar ou suspender a</p><p>autorização de</p><p>estabelecimentos de saúde</p><p>ou de equipes e profissionais</p><p>que não respeitem as regras</p><p>estabelecidas neste Decreto;</p><p>VI - articular-se com os</p><p>integrantes do SNT para</p><p>viabilizar seu funcionamento;</p><p>VII - prover e manter o</p><p>funcionamento da CNT;</p><p>VIII - gerenciar a lista única de</p><p>espera de receptores;</p><p>IX - avaliar o desempenho do</p><p>SNT.</p><p>[...]</p><p>12</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>§ 2º Para fins do disposto no inciso VIII do caput , a LISTA ÚNICA de espera de receptores será</p><p>constituída pelo conjunto das seguintes listas:</p><p>I - lista regional, nos</p><p>casos que se aplique;</p><p>II - lista estadual; III - lista</p><p>macrorregional;</p><p>IV - lista nacional.</p><p>§ 3º A composição das listas de que trata o § 2º ocorrerá a partir do CADASTRO TÉCNICO dos</p><p>candidatos a receptores, de acordo com os critérios a serem definidos em ato do Ministro de</p><p>Estado da Saúde.</p><p>[...]</p><p>Art. 7º As Centrais Estaduais de Transplantes - CET serão as unidades executivas das atividades</p><p>do SNT nos Estados e no Distrito Federal, de natureza pública, conforme estabelecido neste</p><p>Decreto.</p><p>Art. 8º Compete às CET:</p><p>I - organizar, coordenar e regular as atividades de doação e transplante em seu âmbito;</p><p>II - gerenciar os cadastros técnicos dos candidatos a receptores de tecidos, células, órgãos e</p><p>partes do corpo humano;</p><p>III - receber as notificações de morte que enseje a retirada de órgãos, tecidos, células e partes do</p><p>corpo humano para transplantes, ocorridas em seu âmbito de atuação;</p><p>IV - gerenciar as informações referentes aos doadores e mantê-las atualizadas;</p><p>V - determinar o encaminhamento e providenciar o transporte de órgãos, tecidos, células e</p><p>partes do corpo humano ao estabelecimento de saúde autorizado para o transplante ou o</p><p>enxerto;</p><p>VI - notificar a CNT quanto a não utilização de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano</p><p>pelos receptores inscritos em seus registros;</p><p>VII - encaminhar relatórios anuais ao órgão central do SNT sobre o desenvolvimento das</p><p>atividades de transplante em seu âmbito de atuação;</p><p>VIII - controlar, avaliar e fiscalizar as atividades de que trata este Decreto;</p><p>IX - definir, em conjunto com o órgão central do SNT, parâmetros e indicadores de qualidade</p><p>para avaliação dos serviços transplantadores, laboratórios de histocompatibilidade, bancos de</p><p>tecidos e organismos integrantes da rede;</p><p>X - elaborar o Plano Estadual de Doação e Transplantes, de que trata o Capítulo VII;</p><p>XI - aplicar as penalidades administrativas nas hipóteses de infração às disposições da Lei nº</p><p>9.434, de 1997 , observado o devido processo legal é assegurado ao infrator o direito de ampla</p><p>defesa;</p><p>[..]</p><p>13</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Art. 9º Para a execução das atividades de coordenação logística e distribuição de tecidos, células</p><p>e partes do corpo humano no processo de doação e transplante em âmbito nacional, o órgão</p><p>central do SNT manterá a Central Nacional de Transplantes - CNT, a qual terá as seguintes</p><p>ATRIBUIÇÕES:</p><p>I - receber as notificações de não utilização de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano</p><p>pelos receptores inscritos no âmbito dos Estados ou do Distrito Federal, de forma a</p><p>disponibilizá-los aos receptores subsequentes entre aqueles relacionados na lista única de espera</p><p>de receptores;</p><p>II - apoiar o gerenciamento da retirada de órgãos e tecidos;</p><p>III - alocar os órgãos e os tecidos retirados em conformidade com a lista única de espera de</p><p>receptores;</p><p>IV - articular a relação entre as CET durante o processo de alocação dos órgãos entre as unidades</p><p>da federação;</p><p>V - manter registros de suas atividades;</p><p>VI - receber e difundir as notificações de eventos inesperados pertinentes à segurança dos</p><p>receptores, nos transplantes de órgãos e outros enxertos por ela alocados;</p><p>VII - apoiar a atividade de regulação do acesso dos pacientes com indicação de transplante;</p><p>VIII - articular, regular e operacionalizar as inscrições interestaduais para modalidades de</p><p>transplantes não existentes nos Estados ou no Distrito Federal; e</p><p>IX - providenciar, em caráter complementar, a logística de transportes dos órgãos, tecidos, células</p><p>e partes do corpo humano disponibilizados para a lista única de espera de receptores.</p><p>Complemente este contexto com o exercício:</p><p>FAURGS / SES-RS / 2022 - Considere as afirmações a seguir sobre transplantes.</p><p>I - Os potenciais receptores devem estar inscritos em uma lista única de espera, organizada por</p><p>estado e região.</p><p>II - A seleção de receptores para a distribuição de cada tipo de órgão, parte e tecido captado</p><p>deve ser feita empregando-se os critérios mínimos estabelecidos por tipos de patologias.</p><p>III- Para a seleção de receptores devem ser respeitados os critérios de ordem de inscrição, de</p><p>compatibilidade e da gravidade de cada caso.</p><p>IV - Quando ocorrer a captação de órgãos pela Central Estadual de Transplantes, estes terão que</p><p>ser, prioritariamente, disponibilizados para o atendimento dos receptores inscritos no próprio</p><p>estado e região onde houve a captação.</p><p>14</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Quais estão corretas, tendo em vista a regulamentação estabelecida pelo Sistema Nacional de</p><p>Transplantes?</p><p>A Apenas I, II e III.</p><p>B Apenas I, III e IV.</p><p>C I, II, III e IV.</p><p>D Apenas II, III e IV.</p><p>E Apenas II e III.</p><p>Comentários</p><p>Absolutamente todas estão certas e vão complementar sua teoria! Recomendo que estude-os</p><p>com o mesmo capricho que está lendo a aula.</p><p>Alternativa: C.</p><p>Art. 10. A CET organizará o funcionamento de estruturas especializadas para a procura e a</p><p>doação de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano para transplante que, juntamente</p><p>com as equipes assistenciais dos hospitais, constituirão a rede de procura e doação de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes do corpo humano, responsável por assegurar a notificação</p><p>de morte, a</p><p>avaliação e o acompanhamento de doadores e de suas famílias.</p><p>Parágrafo único. A CET deverá organizar a sua rede de procura e doação de acordo com as</p><p>características de sua rede assistencial e em conformidade com as normas complementares</p><p>expedidas pelo órgão central do SNT.</p><p>Art. 11. O transplante, o enxerto ou a retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo</p><p>humano somente poderão ser realizados em estabelecimentos de saúde, públicos ou privados,</p><p>por equipes especializadas, prévia e expressamente autorizadas pelo órgão central do SNT.</p><p>[...]</p><p>Art. 17. A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano poderá ser efetuada</p><p>APÓS a morte encefálica, com o consentimento expresso da família, conforme estabelecido na</p><p>Seção II deste Capítulo.</p><p>§ 1º O diagnóstico de morte encefálica será confirmado com base nos critérios neurológicos</p><p>definidos em resolução específica do Conselho Federal de Medicina - CFM.</p><p>§ 2º São 7 dispensáveis os procedimentos previstos para o diagnóstico de morte encefálica</p><p>quando ela decorrer de parada cardíaca irreversível, diagnosticada por critérios circulatórios. [já</p><p>caiu em prova!]</p><p>§ 3º Os médicos participantes do processo de diagnóstico da morte encefálica deverão estar</p><p>especificamente capacitados e não poderão ser integrantes das equipes de retirada e</p><p>transplante.</p><p>15</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>§ 4º Os familiares que estiverem em companhia do paciente ou que tenham oferecido meios de</p><p>contato serão obrigatoriamente informados do início do procedimento para diagnóstico da</p><p>morte encefálica.</p><p>§ 5º Caso a família do paciente solicite, será admitida a presença de médico de sua confiança no</p><p>ato de diagnóstico da morte encefálica.</p><p>Vamos complementar com a questão!</p><p>CEBRASPE / EBSERH / 2018 - Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO),</p><p>o número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com</p><p>diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil, principalmente devido à</p><p>falta de compreensão do conceito de morte encefálica. Acerca da assistência à família do doador</p><p>de órgãos, julgue o item que se segue.</p><p>Quando houver suspeita de morte encefálica, a família deverá ser abordada por profissional</p><p>capacitado, com atitude empática, que realizará a entrevista objetivando o consentimento para a</p><p>doação de órgãos, tecidos, células e partes do corpo para transplante.</p><p>( ) Certa ( ) Errada</p><p>Comentários</p><p>Tudo parece certo, exceto a palavra “SUSPEITO”, pois tais ações deveriam ocorrer somente após</p><p>a morte encefálica confirmada.</p><p>Alternativa: Errada.</p><p>Art. 18. Os hospitais deverão notificar a morte encefálica diagnosticada em suas dependências à</p><p>CET da unidade federativa a que estiver vinculada, em caráter urgente e obrigatório.</p><p>[...]</p><p>Art. 20. A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano, após a morte, somente</p><p>poderá ser realizada com o consentimento livre e esclarecido da família do falecido, consignado</p><p>de forma expressa em termo específico de autorização.</p><p>§ 1º A autorização deverá ser do cônjuge, do companheiro ou de parente consanguíneo, de</p><p>maior idade e juridicamente capaz, na linha reta ou colateral, até o segundo grau, e firmada em</p><p>documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte. [igual à lei que o</p><p>decreto regulamenta!]</p><p>§ 2º Caso seja utilizada autorização de parente de segundo grau, deverão estar circunstanciadas,</p><p>no termo de autorização, as razões de impedimento dos familiares de primeiro grau.</p><p>16</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>§ 3º A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano de falecidos incapazes, nos</p><p>termos da lei civil, dependerá de autorização expressa de ambos os pais, se vivos, ou de quem</p><p>lhes detinha, ao tempo da morte, o poder familiar exclusivo, a tutela ou a curatela.</p><p>§ 4º Os casos que não se enquadrem nas hipóteses previstas no § 1º ao §3º dependerão de</p><p>prévia autorização judicial.</p><p>Art. 21. Fica proibida a doação de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano em casos</p><p>de não identificação do potencial doador falecido. [igual à lei que o decreto regulamenta!]</p><p>Parágrafo único. Não supre as exigências do caput o simples reconhecimento de familiares se</p><p>nenhum dos documentos de identificação do falecido for encontrado, exceto nas hipóteses em</p><p>que autoridade oficial que detenha fé pública certifique a identidade.</p><p>Art. 22. Constatada a morte e a ausência de contraindicações clínicas conhecidas, caberá às</p><p>equipes assistenciais do hospital onde se encontra o falecido prover o suporte terapêutico</p><p>artificial, de forma a oferecer a melhor preservação in situ possível dos órgãos, tecidos, células e</p><p>partes do corpo humano até que a família decida sobre sua doação.</p><p>[...]</p><p>Art. 25. A NECROPSIA será realizada7obrigatoriamente no caso de morte por causas externas</p><p>ou em outras situações nas quais houver indicação de verificação médica da causa da morte.</p><p>§ 1º A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano poderá ser efetuada desde</p><p>que não prejudique a análise e a identificação das circunstâncias da morte.</p><p>[...]</p><p>Art. 26. Efetuada a retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano e a necropsia,</p><p>na hipótese em que seja necessária, o cadáver será condignamente recomposto, de modo a</p><p>recuperar tanto quanto possível a sua aparência anterior. [isso já caiu várias vezes!]</p><p>Art. 27. Qualquer pessoa capaz, nos termos da lei civil, poderá dispor de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes de seu corpo para serem retirados, em vida, para fins de</p><p>transplantes ou enxerto em receptores cônjuges, companheiros ou parentes até o</p><p>quarto grau, na linha reta ou colateral.</p><p>Art. 28. As doações entre indivíduos vivos não relacionados dependerão de autorização judicial,</p><p>que será dispensada no caso de medula óssea.</p><p>Parágrafo único. É considerada como doação de medula óssea a doação de outros progenitores</p><p>hematopoiéticos.</p><p>Art. 29. Somente será permitida a doação referida nesta Seção quando se tratar de ✅órgãos</p><p>duplos, de partes de órgãos, tecidos, células e partes do corpo cuja retirada não impeça o</p><p>organismo do doador de continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente</p><p>grave comprometimento de suas aptidões vitais e de sua saúde mental e não cause mutilação ou</p><p>deformação inaceitável. [igual à lei que o decreto regulamenta!]</p><p>EX. um dos rins, parte do fi ́gado, parte do pulmão ou parte da medula óssea.</p><p>[...]</p><p>17</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>§ 8º A gestante não poderá doar órgãos, tecidos e partes de seu corpo, exceto medula óssea,</p><p>desde que não haja risco para a sua saúde e a do embrião ou do feto.</p><p>§ 9º A gestante será a responsável pela autorização, previamente ao parto, de doação de células</p><p>progenitoras do sangue do cordão umbilical e placentário do nascituro.</p><p>Art. 30. O autotransplante dependerá somente da autorização do próprio receptor ou de seus</p><p>representantes legais.</p><p>[...]</p><p>Art. 32. O transplante ou o enxerto somente será feito com o consentimento expresso do</p><p>receptor, após devidamente aconselhado sobre a excepcionalidade e os riscos do procedimento,</p><p>por meio da autorização a que se refere o § 2º.</p><p>§ 1º Na hipótese de o receptor ser juridicamente incapaz ou estar privado de meio de</p><p>comunicação oral ou escrita, o consentimento para a realização do transplante será dado pelo</p><p>cônjuge, pelo companheiro ou por parente consanguíneo ou afim, de maior idade e</p><p>juridicamente capaz, na linha reta ou colateral, até o quarto grau, inclusive, firmada em</p><p>documento subscrito por duas testemunhas presentes na assinatura do termo.</p><p>Art. 33. Os transplantes somente poderão ser realizados</p><p>em pacientes com doença progressiva</p><p>ou incapacitante e irreversível por outras técnicas terapêuticas.</p><p>Art. 34. A realização de transplantes ou enxertos de órgãos, tecidos, células e partes do corpo</p><p>humano somente será autorizada após a realização, no doador, dos testes estabelecidos pelas</p><p>normas do SNT, com vistas à segurança do receptor, especialmente quanto às infecções, às</p><p>afecções transmissíveis e às condições funcionais, segundo as normas complementares do</p><p>Ministério da Saúde.</p><p>Art. 35. A alocação de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano prevista no § 4º do art.</p><p>34 observará os critérios de gravidade, compatibilidade, ordem de inscrição, distância, condições</p><p>de transporte, tempo estimado de deslocamento das equipes de retirada e do receptor</p><p>selecionado e as situações de urgência máxima.</p><p>[...]</p><p>Art. 37. A seleção de um receptor em lista de espera não confere a ele ou a sua família direito</p><p>subjetivo à indenização caso o transplante não se realize devido a prejuízo nas condições dos</p><p>órgãos, dos tecidos, das células ou das partes que lhe seriam destinados, provocado por</p><p>acidente ou incidente em seu transporte. [já estava na lei]</p><p>[...]</p><p>Art. 53. É vedada a realização e a veiculação de publicidade nas seguintes situações: [já estava na</p><p>lei]</p><p>I - para obter doador ou doadores de órgãos,</p><p>tecidos, células e partes do corpo humano,</p><p>vivos ou falecidos, com vistas ao benefício de</p><p>um receptor específico;</p><p>II - para divulgar estabelecimentos autorizados</p><p>a realizar transplantes e enxertos; eIII - para a</p><p>arrecadação de fundos para o financiamento</p><p>de transplante ou enxerto em benefício de</p><p>particulares.</p><p>18</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>IMPARH / Prefeitura de Fortaleza - CE / 2020 - De acordo com o Decreto nº 9175 de 2017, que</p><p>regulamenta a Lei nº 9.434 de 1997, a qual trata da disposição de órgãos, tecidos, células e</p><p>partes do corpo humano para fins de transplante e de tratamento, analise as sentenças a seguir:</p><p>I- São dispensáveis os procedimentos previstos para o diagnóstico de morte encefálica quando</p><p>ela decorrer de parada cardíaca irreversível, diagnosticada por critérios circulatórios.</p><p>II- A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano, após a morte, somente</p><p>poderá ser realizada com o consentimento livre e esclarecido da família do falecido (até terceiro</p><p>grau), consignado de forma expressa em termo de autorização.</p><p>III- Os doadores vivos podem doar um dos rins, parte do fi ́gado, parte do pulmão ou parte da</p><p>medula óssea.</p><p>IV- Nas mortes por causas externas, a necrópsia não é obrigatória, deve realizá-la apenas em</p><p>situações nas quais houver indicação de verificação médica de caso da morte.</p><p>Assinale a opção correta:</p><p>A apenas o item I é verdadeiro.</p><p>B são verdadeiros os itens I e III.</p><p>C são verdadeiros os itens I, II e III.</p><p>D todos os itens são verdadeiros.</p><p>Comentários</p><p>I - Certa. Conforme o Art. 17.</p><p>II - Errada. Veja: Art. 20. A retirada de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano, após a</p><p>morte, somente poderá ser realizada com o consentimento livre e esclarecido da família do</p><p>falecido, consignado de forma expressa em termo específico de autorização.</p><p>§ 1º A autorização deverá ser do cônjuge, do companheiro ou de parente consanguíneo, de</p><p>maior idade e juridicamente capaz, na linha reta ou colateral, até o segundo grau, e firmada em</p><p>documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte.</p><p>III - Certa. Art. 29. Somente será permitida a doação referida nesta Seção quando se tratar de</p><p>órgãos duplos, de partes de órgãos, tecidos, células e partes do corpo cuja retirada não impeça</p><p>19</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>o organismo do doador de continuar vivendo sem risco para a sua integridade e não represente</p><p>grave comprometimento de suas aptidões vitais e de sua saúde mental e não cause mutilação ou</p><p>deformação inaceitável. [EX. um dos rins, parte do fi ́gado, parte do pulmão ou parte da medula</p><p>óssea.</p><p>IV - Errada. Art. 25. A NECROPSIA será realizada 7obrigatoriamente no caso de morte por</p><p>causas externas ou em outras situações nas quais houver indicação de verificação médica da</p><p>causa da morte.</p><p>Alternativa: B</p><p>Agora, veremos trechos do SNT, evitando trechos que não são cobrados, já que o conteúdo</p><p>original é enorme!</p><p>Portaria de Consolidação 4 - Sistema Nacional de Transplantes</p><p>Art. 1º Fica aprovado o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.</p><p>[...]</p><p>Art. 2º As funções de órgão central do Sistema Nacional de Transplantes</p><p>serão exercidas pelo Ministério da Saúde por meio da Coordenação-Geral</p><p>do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT), do Departamento de</p><p>Atenção Especializada e Temática (DAET), da Secretaria de Atenção à</p><p>Saúde (SAS).</p><p>Art. 3º […] ATRIBUIÇÕES:</p><p>I - elaborar diretrizes para a política de transplantes e enxertos;</p><p>II - propor temas de regulamentação complementar;</p><p>III - identificar os indicadores de qualidade para as atividades de doação e transplantes;</p><p>IV - analisar os relatórios com os dados sobre as atividades do SNT; e</p><p>V - emitir parecer em situações especiais quando solicitados pela CGSNT.</p><p>[...]</p><p>§ 3º A CNT deverá funcionar⏰ vinte e quatro horas por dia, sete dias por</p><p>semana.</p><p>[...]</p><p>Art. 10. Criar, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes, a Central Nacional de Notificação,</p><p>Captação e Distribuição de Órgãos.</p><p>§ 1º A Central Nacional, ora criada, está subordinada à coordenação do órgão central do Sistema</p><p>Nacional de Transplantes e é sua auxiliar no desenvolvimento das seguintes atividades e</p><p>atribuições:</p><p>20</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>I - gerenciamento da lista única nacional de receptores;</p><p>II - implantação e gerenciamento do sistema nacional de informações em transplantes - listas de</p><p>espera, captação e distribuição de órgãos, realização de transplantes e seus resultados;</p><p>III - articulação com as Centrais Estaduais/Regionais de Notificação, Captação e Distribuição de</p><p>órgãos e com os demais integrantes do Sistema Nacional de Transplantes;</p><p>IV - articulação da distribuição de órgãos entre estados, quando for ocaso, fazendo-o em</p><p>conformidade com a lista nacional de receptores, com as condições técnicas, de transporte e</p><p>distribuição e demais critérios estabelecidos na legislação em vigor, de forma a garantir o melhor</p><p>aproveitamento dos órgãos disponíveis e a equidade na sua destinação;</p><p>V - auxílio às CNCDO na articulação dos meios que viabilizem o transporte dos órgãos captados</p><p>quando se tratar de distribuição entre estados. (Origem: PRT MS/GM 901/2000, Art. 1º, § 1º, e)</p><p>[...]</p><p>Art. 14. Fica constituído Comitê Estratégico, no âmbito do Ministério da Saúde, responsável pelo</p><p>Programa de Desenvolvimento de Equipes de Captação de Órgãos e Transplantes.</p><p>Art. 15. O Comitê de que trata o art. 14 será composto por:</p><p>I - Ministro de Estado da Saúde, que o presidirá;</p><p>II - Coordenador-Executivo do Conselho Técnico-Consultivo, designado pelo Ministro de Estado</p><p>da Saúde;</p><p>III - Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde;</p><p>IV - Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde; e</p><p>V - Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde.</p><p>[...]</p><p>Art. 23. São atribuições da OPO:</p><p>I - organizar, no âmbito de sua circunscrição, a logística da procura de doadores;</p><p>II - criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos nos hospitais de sua área de</p><p>abrangência a possibilidade da doação de órgãos e tecidos;</p><p>III - articular-se com as equipes médicas dos diversos hospitais, especialmente as das Unidades</p><p>de Tratamento Intensivo e Urgência e Emergência, no sentido de identificar os potenciais</p><p>doadores e estimular seu adequado suporte para fins de doação;</p><p>IV - articular-se com as equipes encarregadas da verificação de morte encefálica, visando</p><p>assegurar que o processo seja ágil e eficiente, dentro de estritos parâmetros éticos; (</p><p>V - viabilizar a realização do diagnóstico de morte encefálica, conforme a Resolução do Conselho</p><p>Federal de Medicina - CFM sobre o tema;</p><p>21</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>VI - notificar e promover o registro de todos os casos com diagnóstico estabelecido de morte</p><p>encefálica, mesmo daqueles que não se tratem de possíveis doadores de órgãos e tecidos ou em</p><p>que a doação não seja efetivada, com registro dos motivos da não-doação;</p><p>VII - manter o registro do número de óbitos ocorridos nas instituições sob sua abrangência, com</p><p>levantamento dos casos de coma e Glasgow igual ou abaixo de 7 que tenham evoluído para</p><p>óbito;</p><p>VIII - promover e organizar ambientes e rotinas para o acolhimento às famílias doadoras antes,</p><p>durante e depois de todo o processo de doação no âmbito dos hospitais;</p><p>IX - participar das entrevistas familiares quando solicitada por estabelecimento de saúde de sua</p><p>área de atuação.</p><p>X - articular-se com os respectivos Institutos Médicos Legais-IML e os Serviços de Verificação de</p><p>Óbito - SVO para, nos casos em que se aplique, agilizar o processo de necropsia dos doadores,</p><p>facilitando, sempre que possível, a realização do procedimento no próprio estabelecimento de</p><p>saúde onde se encontram, tão logo seja procedida a retirada dos órgãos;</p><p>XI - articular-se com as respectivas CNCDOs, CIHDOTTs e bancos de tecidos de sua região, para</p><p>organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos;</p><p>XII - orientar e capacitar o setor responsável, nos estabelecimentos de saúde, pelo prontuário</p><p>legal do doador quanto ao arquivamento dos documentos originais relativos à doação;</p><p>XIII - capacitar multiplicadores sobre acolhimento familiar, morte encefálica e manutenção de</p><p>doadores e demais aspectos do processo de doação/transplantes de órgãos, tecidos, células ou</p><p>partes do corpo;</p><p>XIV - manter os registros de suas intervenções e atividades diárias atualizados conforme os</p><p>indicadores de eficiência para a área;</p><p>XV - apresentar mensalmente os relatórios de produção à CNCDO, etc.</p><p>Art. 24. A criação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos</p><p>e Tecidos para Transplante - CIHDOTTs será obrigatória naqueles hospitais</p><p>públicos, privados e filantrópicos que se enquadrem nos perfis</p><p>relacionados abaixo, obedecida a seguinte classificação:</p><p>CIHDOTT I: estabelecimento</p><p>de saúde com até 200 para</p><p>assistência ventilatória (em</p><p>terapia intensiva ou</p><p>emergência), e profissionais</p><p>da área de medicina interna</p><p>ou pediatria ou intensivismo,</p><p>ou neurologia ou</p><p>neurocirurgia ou</p><p>neuropediatria, integrantes de</p><p>seu corpo clínico;</p><p>CIHDOTT II: estabelecimento</p><p>de saúde de referência para</p><p>trauma e/ou neurologia e/ou</p><p>neurocirurgia com menos de</p><p>1000 óbitos por ano ou</p><p>estabelecimento de saúde</p><p>não-oncológico, com 200 a</p><p>1000 óbitos por ano;</p><p>CIHDOTT III: estabelecimento</p><p>de saúde não-oncológico com</p><p>mais de 1000 óbitos por ano</p><p>ou estabelecimento de saúde</p><p>com pelo menos um</p><p>programa de transplante de</p><p>órgão.</p><p>22</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Art. 28. O transplante de tecidos, órgãos, células ou partes do corpo só poderá ser realizado por</p><p>estabelecimento de saúde e equipes especializadas de retirada e transplante previamente</p><p>autorizados pela CGSNT.</p><p>[...]</p><p>Art. 37. Todos os tecidos, órgãos, células ou partes do corpo obtidos de doador falecido que,</p><p>para a sua destinação, contarem com potenciais receptores em regime de espera, deverão ser</p><p>distribuídos conforme o Sistema de Lista Única.</p><p>Art. 38. O Sistema de Lista Única será constituído pelo conjunto de</p><p>potenciais receptores brasileiros, natos ou naturalizados, ou estrangeiros</p><p>residentes no país inscritos para recebimento de cada tipo de órgão,</p><p>tecido, célula ou parte do corpo, e regulado por um conjunto de critérios</p><p>específicos para a distribuição deles a estes potenciais receptores, assim</p><p>constituindo o Cadastro Técnico Único (CTU).</p><p>[em questões, costuma-se acrescentar os estrangeiros que não residem no país e ESTÁ</p><p>ERRADO].</p><p>Parágrafo Único. É vedado o transplante, com órgãos, tecidos, células ou partes do corpo</p><p>humano, provenientes de qualquer tipo de doador, de potenciais receptores estrangeiros que</p><p>não possuam visto de residência permanente no Brasil, salvo a existência de tratados</p><p>internacionais em bases de reciprocidade.</p><p>OBJETIVA / Prefeitura de Dezesseis de Novembro - RS / 2022 - Em conformidade com a Portaria</p><p>de Consolidação nº 4/2017, o Sistema de Lista Única do Sistema Nacional de Transplantes será</p><p>constituído pelo conjunto de potenciais receptores:</p><p>I. Brasileiros natos ou naturalizados.</p><p>II. Estrangeiros não residentes no País.</p><p>III. Estrangeiros residentes no País.</p><p>Estão CORRETOS:</p><p>A Somente os itens I e II.</p><p>B Somente os itens I e III.</p><p>C Somente os itens II e III.</p><p>D Todos os itens.</p><p>Comentários</p><p>23</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>De acordo com a Portaria de Consolidação nº 4/2017, o sistema será composto por brasileiros</p><p>natos ou naturalizados e estrangeiros residentes no país. Sendo assim, a alternativa correta é a B,</p><p>que afirma que somente os itens I e III estão corretos.</p><p>Alternativa: B</p><p>Art. 39. Os dados clínicos dos candidatos a receptor, inscritos no Sistema de Lista Única,</p><p>constituem o CTU referente a cada tipo de órgão, tecido ou parte do corpo humano, sendo que</p><p>um mesmo paciente não poderá integrar dois cadastros, ao mesmo tempo, em diferentes</p><p>CNCDO.</p><p>[...]</p><p>§ 3º Para cada órgão ou tecido disponível deve ser feita a correlação</p><p>entre as características antropométricas, imunológicas, clínicas e</p><p>sorológicas do doador falecido e o CTU correspondente, empregando-se</p><p>os critérios específicos referentes a cada tipo de órgão, tecido, células ou</p><p>partes do corpo humano, para a ordenação dos potenciais receptores</p><p>quanto à precedência.</p><p>§ 4º A lista única se constituirá de potenciais receptores sem restrições no momento da</p><p>distribuição de um órgão de doador falecido.</p><p>§ 5º Quando o receptor necessitar de órgãos diversos, ele deverá estar inscrito nas respectivas</p><p>listas e o critério de distribuição de todos os órgãos será o definido pelo primeiro órgão ofertado.</p><p>Art. 40. Com o objetivo de contribuir para a redução do tempo de espera em lista para</p><p>transplantes de órgãos de doadores falecidos e melhorar a qualidade de vida dos receptores,</p><p>poderão ser utilizados doadores com CRITÉRIOS EXPANDIDOS, sendo que, neste caso, as</p><p>equipes especializadas deverão informar dados complementares na ficha de inscrição no CTU,</p><p>com manifestação expressa do receptor e da equipe a respeito das condições do órgão que são</p><p>aceitáveis para seu receptor. [isso já caiu em prova]</p><p>[...]</p><p>Art. 47. Para operacionalização da distribuição de órgãos, tecidos e partes do corpo humano</p><p>para fins de transplantes pelas CNCDO e pela CNT, será utilizado o Sistema Informatizado de</p><p>Gerenciamento (SIG) do SNT/MS.</p><p>§ 1º Todas as CNCDOs deverão utilizar o SIG.</p><p>§ 2º O gerenciamento da lista de potenciais receptores de células-tronco hematopoéticas será</p><p>realizado por meio do sistema informatizado Registro de Receptores de Medula Óssea (REREME)</p><p>do INCA/MS.</p><p>[...]</p><p>Art. 49. Quanto à manutenção no Cadastro, o status do paciente no</p><p>CTU poderá ser:</p><p>24</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>I - ATIVO: refere-se ao receptor cujo cadastro</p><p>esteja com seus exames pré-transplante</p><p>completos e dentro do prazo de validade</p><p>previsto e em condições clínicas adequadas</p><p>para o transplante;</p><p>II - SEMI-ATIVO:</p><p>refere-se a potenciais</p><p>receptores cujo cadastro esteja com exames</p><p>pré-transplante incompletos, transfundidos</p><p>desde a última coleta para soro, ou sem</p><p>condições clínicas adequadas para o</p><p>transplante.</p><p>III - INATIVO: refere-se ao receptor cujo</p><p>cadastro apresente ficha complementar não</p><p>atualizada pela equipe após três meses;</p><p>IV - REMOVIDO: ocorre quando há abandono</p><p>do tratamento, melhora da função</p><p>inicialmente comprometida, ausência de</p><p>condições clínicas que permitam a cirurgia,</p><p>semi atividade prolongada em lista,</p><p>transferência para outro Estado, transplante</p><p>fora do Estado, desejo de não ser</p><p>transplantado, transplante com doador vivo,</p><p>evolução para óbito.</p><p>[...]</p><p>Art. 55. O Ministério da Saúde poderá requisitar, em forma complementar ao estabelecido no</p><p>inciso V do caput do art. 8º, apoio à Força Aérea Brasileira para o transporte de órgãos, tecidos e</p><p>partes do corpo humano até o local em que será feito o transplante.</p><p>§ 1º Para atender às requisições do Ministério da Saúde previstas no caput , a Força Aérea</p><p>Brasileira manterá permanentemente disponível, no mínimo, uma aeronave que servirá</p><p>exclusivamente a esse propósito.</p><p>§ 2º Em caso de necessidade, o Ministério da Saúde poderá requisitar aeronaves adicionais para</p><p>fins do disposto no caput e o atendimento a essas requisições fica condicionado à possibilidade</p><p>operacional da Força Aérea Brasileira.</p><p>Art. 57. Todos os POTENCIAIS DOADORES falecidos de órgãos, tecidos, células ou partes do</p><p>corpo deverão ser submetidos, antes da alocação dos enxertos, aos seguintes procedimentos,</p><p>atendendo as normas de segurança para o receptor;</p><p>I - avaliação de situações de risco acrescida de informações do histórico de antecedentes</p><p>pessoais e exame clínico.</p><p>II - avaliação de fatores de risco por meio de resultados positivos de exames sorológicos de</p><p>triagem para:</p><p>a) doadores de córneas: HIV, HbsAg, AntiHBs,</p><p>Anti-HBc total e Anti-HCV; e</p><p>b) doadores de órgãos, outros tecidos, células</p><p>ou partes do corpo: HIV, HTLV I e II, HbsAg,</p><p>25</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>AntiHBs, Anti-HBc total e Anti- HCV, sífilis, e</p><p>doença de Chagas;</p><p>III - é facultativa a realização de exames sorológicos para toxoplasmose, citomegalovírus e</p><p>Epstein-Barr, devendo ser sua realização, ou não, regulamentada pela respectiva CNCDO, e caso</p><p>não sejam realizados, os órgãos e tecidos doados deverão ser acompanhados de amostra de</p><p>sangue do doador que permita a pesquisa posterior, se necessária.</p><p>§ 1º serão CRITÉRIOS ABSOLUTOS DE EXCLUSÃO de doador de órgãos, tecidos, células ou</p><p>partes do corpo humano:</p><p>a) soropositividade para HIV;</p><p>b) soropositividade para HTLV I e II;</p><p>c) tuberculose em atividade;</p><p>d) neoplasias (exceto tumores primários do Sistema Nervoso Central e carcinoma in situ de útero</p><p>e pele);</p><p>e) sepse refratária; e</p><p>f) infecções virais e fúngicas graves, ou potencialmente graves na presença de imunossupressão,</p><p>exceto as hepatites B e C;</p><p>FUNDATEC / SES-RJ / 2023 - De acordo com a Portaria de Consolidação nº 4/2017 do Ministério</p><p>da Saúde, analise as seguintes assertivas a respeito de Banco de Sangue de Cordão Umbilical e</p><p>Placentário (BSCUP):</p><p>I. A doação de sangue de cordão umbilical e placentário deve garantir o consentimento livre,</p><p>esclarecido, consciente e desinteressado obtido antes da coleta, por escrito e assinado pelo(s)</p><p>responsável(eis) legal(ais) e pelo médico.</p><p>II. O BSCUP deve possuir um manual técnico-operacional que defina com detalhes todos os</p><p>procedimentos de coleta, transporte, processamento de células, armazenamento, liberação,</p><p>descarte e registros.</p><p>III. A doação de sangue de cordão umbilical e placentário deve garantir o sigilo do receptor, que</p><p>não pode conhecer a identidade da doadora gestante devidamente selecionada, sendo</p><p>garantido que a doadora gestante possa conhecer a identidade do receptor.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>A Apenas I.</p><p>B Apenas III.</p><p>26</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>C Apenas I e II.</p><p>D Apenas II e III.</p><p>E I, II e III.</p><p>Comentários</p><p>I - Certa. Atenção! Farei um complemento acerca da doação de sangue de cordão umbilical:</p><p>A doação de sangue de cordão umbilical e placentário deve garantir:</p><p>*sigilo - toda informação relativa a doadores e receptores deve ser coletada, tratada e custodiada</p><p>no mais estrito sigilo.</p><p>*publicidade - as campanhas publicitárias para a doação de sangue de cordão umbilical e</p><p>placentário devem ter caráter geral, ressaltando os aspectos de ser um ato voluntário, altruísta e</p><p>desinteressado, sendo, proibida a publicidade para a doação em benefício de uma determinada</p><p>pessoa física ou jurídica;</p><p>*gratuidade - o doador e seu(s) responsável(eis) legal(ais) não pode(m) receber nenhuma</p><p>remuneração ou qualquer outro tipo de compensação material ou financeira pelo ato da doação;</p><p>*consentimento livre, esclarecido, consciente e desinteressado deve ser obtido antes da coleta,</p><p>por escrito e assinado pelo(s) responsável(eis) legal(ais) e pelo médico; quando o(s)</p><p>responsável(eis) legal(ais) for(em) analfabeto(s), o documento deve ter a aposição de digital</p><p>deste(s) e ser assinado por duas testemunhas.</p><p>II - Certa. Tal como Portaria de Consolidação 4.</p><p>III - Errada. Não pode ser facilitada, nem divulgada, informação que permita a identificação do</p><p>doador ou do receptor. Da mesma forma, o receptor não pode conhecer a identidade do doador,</p><p>nem o doador do receptor.</p><p>Alternativa: C.</p><p>Não faz muito tempo que houve atualização da Resolução COFEN a respeito de transplante:</p><p>Resolução COFEN 710/2022</p><p>Art. 1º Aprovar a norma técnica da atuação da EQUIPE DE ENFERMAGEM no processo de</p><p>doação, captação e transplante de órgãos, tecidos e células, e dá outras providências.</p><p>Art. 2º No âmbito da Equipe de Enfermagem, atuam no processo de doação, captação e</p><p>transplante de órgãos, tecidos e células, o Enfermeiro e o Técnico de Enfermagem, respeitadas</p><p>as competências do seu grau de habilitação. [note que o auxiliar de enfermagem não faz parte]</p><p>27</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Art. 3º A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é � obrigatória, junto ao Conselho</p><p>Regional de Enfermagem, de cada serviço do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por</p><p>Enfermeiro especialista (lato ou stricto sensu) na área de doação, captação e transplante de</p><p>órgãos, tecidos e células ou que tenha experiência comprovada na área de pelo menos cinco</p><p>anos.</p><p>Art. 4º No âmbito da Equipe de Enfermagem, compete PRIVATIVAMENTE AO ENFERMEIRO</p><p>planejar, coordenar, executar, supervisionar e avaliar as ações do Técnico de Enfermagem,</p><p>prestadas ao doador vivo ou falecido, seus familiares e ao receptor, bem como ao material</p><p>biológico para fins de transplante.</p><p>Parágrafo único. A entrevista familiar, com a finalidade de doação de órgãos, tecidos e células,</p><p>compete privativamente ao Enfermeiro.</p><p>Art. 5º Compete privativamente ao Enfermeiro, no âmbito da Equipe de Enfermagem:</p><p>§ 1º Banco de Olhos – realizar a avaliação do doador, retirada (enucleação do globo ocular ou</p><p>excisão in situ da córnea) e preservação do tecido ocular. Para a realização deste procedimento, o</p><p>Enfermeiro deverá ser habilitado por um Banco de Olhos Estadual ou indicado pela Central</p><p>Estadual de Transplante que esteja credenciada junto ao SNT/MS.</p><p>⭐AVISO: ATUALMENTE, o §1º do art. 5º desta resolução encontra-se suspenso por força de</p><p>ordem judicial, nos autos do processo n.º 1012070-46.2023.4.01.3400, que tramita na 21ª Vara</p><p>Federal Cível da SJDF, em que o juízo entendeu por deferir a liminar para que se suspenda a</p><p>aplicação de dispositivo normativo do Cofen, nos seguintes termos: “Pelo exposto, DEFIRO o</p><p>pedido de tutela provisória de urgência deduzido na inicial para determinar que a parte ré</p><p>suspenda a aplicação</p><p>da restrição contida no artigo 5º, § 1º, da Resolução 710/2022, a fim de</p><p>permitir que os profissionais de enfermagem de nível técnico realizem o procedimento de</p><p>enucleação (remoção do globo ocular) para fins de transplante.”</p><p>Então, sobre este ponto, vamos aguardar!</p><p>§ 2º Banco de Tecidos Músculoesqueléticos, Banco de Pele de origem humana e Banco de</p><p>Tecidos Cardiovasculares – realizar avaliação do doador, retirada do tecido e processamento,</p><p>desde que tecnicamente habilitado, seguindo as diretrizes do SNT/MS.</p><p>§ 3º Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário – realizar coleta de sangue do cordão</p><p>umbilical e placentário e rotulagem.</p><p>§ 4º Havendo necessidade de reconstituição do corpo, cabe ao Enfermeiro a realização dos</p><p>procedimentos necessários, incluindo a sutura.</p><p>Art. 6º A assistência de enfermagem no processo de doação, captação e transplante de órgãos,</p><p>tecidos e células, deve seguir protocolos institucionais, baseados em evidências científicas,</p><p>conforme legislação vigente.</p><p>[...]</p><p>28</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Particularidades</p><p>TRANSPLANTE HEPÁTICO</p><p>É indicado principalmente para hepatite crônica pelo vírus da hepatite C (VHC), cirrose</p><p>alcoólica, carcinoma hepatocelular e, em mais de 50% dos casos pediátricos, para atresia de</p><p>vias biliares.</p><p>Conheça uma particularidade: Portaria nº 2.117/2018:</p><p>Fica instituída, no âmbito do SUS, estratégia para assistência emergencial em casos de</p><p>Insuficiência Hepática Hiperaguda relacionada à Febre Amarela - IHHFA, por meio da</p><p>realização do transplante de fígado de doador falecido e da análise e acompanhamento</p><p>específicos de cada caso.</p><p>Os transplantes deverão ser realizados nos hospitais já habilitados para transplantes hepáticos</p><p>no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes.</p><p>TRANSPLANTE RENAL</p><p>O transplante renal constitui o tratamento mais adequado para a insuficiência renal crônica,</p><p>ressalvados os riscos próprios, como no caso de pacientes idosos, pacientes portadores de</p><p>vasculopatias sistêmicas, de hepatite crônica ativa, de nefropatias que apresentam alto índice</p><p>de recorrência pós-transplante, de neoplasias em estado de remissão, etc.</p><p>O transplante renal pode ser feito tanto a partir de doador vivo quanto de doador falecido.</p><p>O período das primeiras 24 horas de pós-operatório do transplante</p><p>renal está associado à instabilidade hemodinâmica e à necessidade</p><p>de reposição parenteral de grande quantidade de líquidos.</p><p>Tipos de rejeição do transplante renal:</p><p>Rejeição hiperaguda: ocorre nas primeiras 24 horas do pós-transplante, ou até mesmo</p><p>durante a cirurgia. É quando o receptor apresenta anticorpos dirigidos contra o rim</p><p>transplantado antes mesmo do transplante, causando a perda rápida e irreversível do órgão;</p><p>Rejeição aguda: ocorre a partir do 3º dia após o transplante, podendo acontecer a qualquer</p><p>momento no curso do pós-transplante, sendo mais comum nos três primeiros meses. É o tipo</p><p>mais comum de rejeição precoce, e a única para a qual existe tratamento efetivo;</p><p>Rejeição crônica: ocorre ao longo da evolução do transplante, levando à perda funcional lenta</p><p>e progressiva do rim transplantado. A presença de proteínas na urina é um indicador desta</p><p>situação, sendo seguida por um aumento da creatinina do sangue. Há maior chance de</p><p>ocorrer nos transplantes feitos a partir de doadores mortos, de doadores vivos não</p><p>relacionados e em pacientes que apresentam episódios de rejeição aguda.</p><p>29</p><p>Ligia Carvalheiro Fernandes</p><p>Transplante</p><p>SUS para Concursos - Curso Regular (Profª Lígia Carvalheiro)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Curiosidade que caiu em prova:</p><p>Pacientes pediátricos em estágio IV de doença renal devem ser preparados para o</p><p>transplante, assim que atingirem uma taxa de filtração glomerular (TFG) menor do que 30</p><p>mL/min/1,73 m².</p><p>O transplante é realizado quando atingem o estágio V, ou seja, filtração</p>

Mais conteúdos dessa disciplina