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<p>1. Já no início da crônica, é possível perceber que dois personagens travam uma discussão. Que motivo gera essa discussão? Explique a sua resposta.</p><p>A discussão tem início em função da colocação pronominal, pois as pessoas envolvidas na conversa não concordam quanto ao uso da próclise, da ênclise e da mesóclise.</p><p>2. A primeira fala de um dos personagens, “– Me disseram...”, já é questionada pelo segundo participante da conversa. Por que motivo isso acontece?</p><p>O interlocutor questiona essa frase, pois considera a colocação pronominal em consonância com a norma-padrão, a qual estabelece que, com o verbo no início da frase, o pronome deve ser enclítico, ou seja, deve ficar depois do verbo.</p><p>3. Releia: “– Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é ‘digo-te’?”. No momento dessa fala, o que o personagem que se coloca contra as regras da colocação pronominal demonstra?</p><p>Nesse momento, o personagem que se coloca contra as regras da colocação pronominal demonstra insegurança em relação às suas convicções, pois parece estar confuso, a ponto de questionar a si mesmo o uso correto do pronome oblíquo “te”.</p><p>4. No excerto “– Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?”, a forma “matar-lhe-ei-te”, além de exagerada, está adequada sintaticamente? Justifique a sua resposta, considerando os conceitos apreendidos.</p><p>A forma “matar-lhe-ei-te” está incorreta, pois o verbo matar está acompanhado de dois complementos verbais, dois objetos, que estão representados pelos pronomes oblíquos átonos “lhe” e “te”.</p><p>Professor, se considerar importante e necessário neste momento, comentar que o verbo “matar”, além de literariamente ser um recurso expressivo do autor, sintaticamente é transitivo direto, portanto, deve ter como complemento o pronome oblíquo “o”.</p><p>5. Analise os períodos a seguir, classifique a colocação pronominal apresentada e comente se ela está adequada ou não, justificando sua resposta.</p><p>a) “Vê se esquece-me.”</p><p>Trata-se de uma ênclise empregada incorretamente em razão da palavra atrativa “se”. O correto seria o emprego da próclise “Vê se me esquece.”.</p><p>b) “Não o sabes?”</p><p>Trata-se de uma próclise, empregada adequadamente, pois o “não” é uma palavra negativa que atrai o pronome oblíquo “o” para antes do verbo.</p><p>c) “Ilumine-me. Me diga.”</p><p>No primeiro caso, a ênclise está correta, pois, com o verbo “ilumine” no início da frase, o pronome oblíquo “me” deve ficar depois dele. No segundo caso, a próclise está incorreta, pois, de acordo com a norma-padrão, não se deve iniciar uma frase com pronome oblíquo.</p><p>6. Por fim, esse texto de Luis Fernando Verissimo trata, de forma bem-humorada, da adequação ou não, por parte dos falantes, ao uso da colocação pronominal.</p><p>Qual parece ser a intenção do cronista ao tratar desse assunto?</p><p>Por ser uma crônica ficcional, que trata de um bate-papo informal, ou seja, de uma questão da fala, ela tem a intenção de mostrar que a preocupação em excesso com relação a algumas questões gramaticais, no tocante à língua falada, pode atrapalhar a comunicação entre as pessoas.</p>