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<p>Curso CEA – Apostila A</p><p>2020</p><p>A Pro Educacional é uma plataforma de educação financeira,</p><p>especializada em certificações. Criada em 2016, oferece cursos</p><p>preparatórios de alta qualidade e com baixo custo para</p><p>atender a demanda crescente por profissionais no mercado</p><p>financeiro. À frente dos nossos cursos estão professores</p><p>certificados e com vivência no mercado.</p><p>Nossos Valores</p><p>Transparência, aprender e melhorar de forma contínua,</p><p>inovação constante, aceleração e liberdade.</p><p>Em busca de uma experiência mais completa e eficiente,</p><p>enviamos esta apostila impressa (além da versão on-line), como</p><p>material de apoio. Todos os cursos passam por atualizações</p><p>constantes a fim de acompanhar o conteúdo exigido nos</p><p>exames. Além disso, temos um canal aberto de suporte com</p><p>especialistas para auxiliar você em seus estudos em todos os</p><p>momentos.</p><p>Esta apostila é parte integrante do Curso</p><p>Preparatório CEA da Pro Educacional. Este é</p><p>um material complementar para seus</p><p>estudos. Você pode conferir os exercícios</p><p>de fixação, simulados e videoaulas na</p><p>sua biblioteca acessando</p><p>proeducacional.com</p><p>9</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2. Sistema Financeiro Nacional e</p><p>Participantes do Mercado</p><p>COMENTÁRIO!</p><p>O que esperar desse capítulo?</p><p>• Proporção de 5% a 15% no exame.</p><p>• Espere de 4 a 11 questões.</p><p>Este módulo apresenta os principais conceitos sobre Sistema Financeiro Nacional, os</p><p>participantes, a fiscalização e a regulação dos Mercados Financeiros e de Capitais.</p><p>2.1. Sistema Financeiro Nacional – Introdução</p><p>O Sistema Financeiro serve para estruturar as relações econômicas que envolvem</p><p>dinheiro, desde, por exemplo, a compra de um automóvel por uma pessoa física até</p><p>a aquisição de uma máquina por uma empresa. De forma geral, é a transação de</p><p>recursos entre poupadores (indivíduos e empresas) e investidores através do</p><p>mercado financeiro.</p><p>No Brasil, o Sistema Financeiro Nacional (SFN) desenvolveu mecanismos (leis) e</p><p>criou instituições normativas e reguladoras, como o Conselho Monetário Nacional</p><p>(CMN), o Banco Central do Brasil (BACEN, BCB ou BC) e a Comissão de Valores</p><p>Mobiliários (CVM), para sistematizar o funcionamento das demais instituições</p><p>financeiras públicas e privadas que intermediam a captação, distribuição e</p><p>transferências de recursos financeiros da sociedade como um todo (ASSAF NETO,</p><p>2014). As decisões das instituições normativas e reguladoras impactam a economia</p><p>e, consequentemente, toda a sociedade.</p><p>Além disso, o SFN tem o papel de harmonizar os interesses para que necessidades</p><p>individuais não sobreponham as demandas coletivas.</p><p>A Figura a seguir mostra as instituições organizadoras e o papel de cada uma delas.</p><p>Demonstrando esse sistema, suas divisões e hierarquias. Para compreendermos o</p><p>funcionamento desses órgãos, ao longo dos próximos subtemas estudaremos essas</p><p>instituições e seus papeis, para, posteriormente, verificarmos a legislação em vigor.</p><p>O sistema financeiro nacional representa um grupo de agentes executivos,</p><p>normativos e as instituições financeiras públicas e privadas que atuam na captação</p><p>de recursos e distribuição e transferências de valores entre os agentes econômicos</p><p>com objetivo de garantir que a transferência de recurso entre quem tem sobra de</p><p>10</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>recursos (investidores ou credores) seja equilibrada em relação a quem necessita de</p><p>recursos (tomadores ou credores) (ASSAF NETO, 2014).</p><p>Figura – Composição e segmentos do Sistema Financeiro Nacional (SFN).</p><p>Fonte: Banco Central do Brasil. Sistema Financeiro Nacional. Disponível em:</p><p>https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/sfn_gt_. Acesso em: 16 set. 2019.</p><p>Instituições do Sistema Financeiro Nacional</p><p>As instituições do SFN estabelecem as funções normativas, harmonizam os direitos</p><p>e deveres dos clientes e apresentam a eles as soluções mais adequadas. Esse</p><p>sistema é composto por três tipos de instituições:</p><p>• Órgão normativos</p><p>Determinam regras gerais para o bom funcionamento do SFN. São eles: Conselho</p><p>Monetário Nacional (CMN), Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e</p><p>Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).</p><p>11</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Entidades supervisoras</p><p>Estão subordinadas aos órgãos normativos e atuam de modo que os cidadãos e os</p><p>integrantes do sistema financeiro sigam as regras definidas pelos órgãos normativos.</p><p>São elas: Banco Central do Brasil (BACEN), Comissão de Valores Mobiliários (CVM),</p><p>Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Superintendência de Previdência</p><p>Complementar (Previc).</p><p>• Operadores</p><p>Estão subordinados às entidades supervisoras e lidam com o público no papel de</p><p>intermediário financeiro. São eles: Bancos e caixas econômicas, cooperativas de</p><p>crédito, instituições de pagamento, administradoras de consórcios, corretoras e</p><p>distribuidoras, demais instituições não bancárias, bolsa de valores, bolsa de</p><p>mercadorias e futuros, seguradoras e resseguradoras, entidades abertas de</p><p>previdência, sociedades de capitalização e entidades fechadas de previdência</p><p>complementar (fundos de pensão).</p><p>Essas instituições existem para organizar as mais variadas possibilidades de</p><p>transações financeiras que vão desde aquisição de um empréstimo bancário, um</p><p>seguro de vida ou a contratação de um plano de previdência ou um consórcio.</p><p>Ligados diretamente ao CMN, estão o Banco Central do Brasil (BACEN), que é um</p><p>órgão executivo e fiscalizador responsável por colocar em prática a política monetária</p><p>do governo, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que atua no controle e</p><p>desenvolvimento do mercado de valores mobiliários. As principais instituições</p><p>financeiras ligadas ao BACEN são os bancos comerciais e múltiplos e bancos de</p><p>investimentos, e aquelas ligadas ao CVM são as bolsas de valores e bolsas de</p><p>mercadorias e futuros.</p><p>O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é responsável por determinar</p><p>normas da política de seguros privados. Ligada a ele, a Superintendência de Seguros</p><p>Privados (Susep) controla e fiscaliza os mercados de seguros, previdência privada</p><p>aberta, capitalização e resseguro.</p><p>O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) é o órgão</p><p>responsável pela regulação das entidades fechadas de previdência complementar,</p><p>também conhecidas como fundos de pensão. Está ligado à Superintendência</p><p>Nacional de Previdência complementa (Previc), que fiscaliza e supervisiona as</p><p>atividades das entidades fechadas de previdência complementar.</p><p>Esclarecimento: A previdência complementar ou previdência privada é aquela cuja</p><p>escolha pela contratação é totalmente do cliente, ou seja, facultativa, diferente da</p><p>previdência social, que é obrigatória para os funcionários registrados em carteira e</p><p>regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p><p>É importante ter em mente que todas as instituições financeiras do país pertencem</p><p>ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), mas nem todas trabalham diretamente com</p><p>12</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>transações financeiras. Assim, o SFN também pode ser subdividido em: subsistema</p><p>normativo e subsistema operativo.</p><p>O subsistema normativo fiscaliza e regulamenta o sistema financeiro e as</p><p>instituições que o compõem, sendo responsável por garantir o seu correto</p><p>funcionamento. Ele é composto por instituições que estabelecem diretrizes de</p><p>atuação das instituições que compõem o SFN.</p><p>A Figura a seguir ajuda a compreender o modo como está estruturado o subsistema</p><p>normativo. Conforme podemos ver o subsistema normativo é composto por três</p><p>instituições principais: o Conselho Monetário Nacional (CMN); o Banco Central</p><p>(BACEN) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ele também possui algumas</p><p>instituições que são classificadas como especiais,</p><p>da</p><p>arrecadação de tributos ou rendas federais;</p><p>43</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Realizar os pagamentos e suprimentos necessários à execução do Orçamento</p><p>Geral da União e leis complementares, de acordo com as autorizações que lhe</p><p>forem transmitidas pelo Ministério da Fazenda;</p><p>• Conceder aval, fiança e outras garantias, consoante expressa autorização</p><p>legal;</p><p>• Adquirir e financiar estoques de produção exportável;</p><p>• Executar a política de preços mínimos dos produtos agropastoris;</p><p>• Ser agente pagador e recebedor fora do País;</p><p>• Executar o serviço da dívida pública consolidada;</p><p>• Principal executor dos serviços bancários de interesse do Governo Federal;</p><p>• Arrecadar os depósitos voluntários;</p><p>• Executar os serviços de compensação de cheques e outros papéis;</p><p>• Realizar, por conta própria, operações de compra e venda de moeda</p><p>estrangeira e, por conta do Banco Central da República do Brasil, nas</p><p>condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional;</p><p>• Realizar recebimentos ou pagamentos e outros serviços de interesse do Banco</p><p>Central da República do Brasil;</p><p>• Dar execução à política de comércio exterior;</p><p>• Financiar a aquisição e instalação da pequena e média propriedade rural, nos</p><p>termos da legislação que regular a matéria;</p><p>• Financiar as atividades industriais e rurais; e</p><p>• Difundir e orientar o crédito, inclusive às atividades comerciais suplementando</p><p>a ação da rede bancária.</p><p>2.11. Bancos múltiplos e bancos de investimento</p><p>Os bancos múltiplos são Instituições Financeiras (IF) privadas ou públicas que</p><p>realizam as operações ativas, passivas e assessórias das diversas IF. Essas</p><p>operações estão sujeitas às mesmas normas legais e regulamentares aplicáveis às</p><p>instituições singulares correspondentes às suas carteiras.</p><p>De acordo com a Resolução CMN 2.099, de 1994:</p><p>Os bancos múltiplos são instituições financeiras privadas ou públicas que realizam as</p><p>operações ativas, passivas e acessórias das diversas instituições financeiras, por</p><p>intermédio das seguintes carteiras:</p><p>• Comercial;</p><p>• Investimento e/ou de desenvolvimento;</p><p>• Crédito imobiliário;</p><p>• Arrendamento mercantil e de crédito (leasing); e</p><p>• Financiamento e investimento (financeiras).</p><p>As instituições com carteira comercial podem captar depósitos à vista.</p><p>44</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Exigências:</p><p>• Na sua denominação social deve constar a expressão “Banco”.</p><p>• Para configurar a existência do banco múltiplo, ele deve possuir pelo menos</p><p>duas das carteiras mencionadas, sendo uma delas comercial ou de</p><p>investimentos.</p><p>• A carteira de desenvolvimento somente poderá ser operada por banco</p><p>público.</p><p>Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo</p><p>publicar um único balanço.</p><p>Principais funções e atribuições de bancos múltiplos:</p><p>• operações de underwriting;</p><p>• negociação de títulos e valores imobiliários;</p><p>• administração de recursos de terceiros;</p><p>• intermediação de câmbio;</p><p>• intermediação de derivativos; e</p><p>• operações estruturadas de empréstimos ou financiamento.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>Os bancos múltiplos com carteira comercial são considerados instituições monetárias.</p><p>Para ser banco múltiplo deve ter, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas,</p><p>obrigatoriamente, comercial ou de investimento, e ser organizado sob a forma de</p><p>sociedade anônima.</p><p>Bancos de investimento</p><p>São IF privadas especializadas em operações de participação societária de caráter</p><p>temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e</p><p>de giro e de administração de recursos de terceiros. Não possuem contas correntes</p><p>e captam recursos via depósitos a prazo, repasses de recursos externos, internos e</p><p>venda de cotas de fundos de investimento por eles administrados. As principais</p><p>operações ativas são financiamento de capital de giro e capital fixo, subscrição ou</p><p>aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos interfinanceiros e repasses de</p><p>empréstimos externos. São instituições criadas para conceder créditos de médio e</p><p>longo prazo para as empresas.</p><p>Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima e adotar,</p><p>obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão “Banco de Investimento”.</p><p>As principais operações são:</p><p>• Financiamento de capital de giro e capital fixo;</p><p>• Subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários;</p><p>• Depósitos interfinanceiros e repasses de empréstimos externos;</p><p>45</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Podem manter contas correntes, desde que essas contas não sejam</p><p>remuneradas e não movimentáveis por cheques;</p><p>• Administração de fundos de investimentos; e</p><p>• Captação recursos através de CDB/RDB ou venda de cotas de fundos.</p><p>Notas sobre Operações ativas, passivas e acessórias</p><p>Operações ativas: A instituição financeira assume a posição de credora, ela fornece</p><p>os recursos. O cliente, devedor, paga os juros e o principal.</p><p>Exemplos:</p><p>• Abertura de crédito, simples e em conta corrente;</p><p>• Desconto de títulos;</p><p>• Concessão de empréstimo para capital de giro;</p><p>• Concessão de crédito rural; e etc.</p><p>Operações passivas: A instituição financeira assume obrigação com terceiros,</p><p>recebendo os seus recursos, aos quais lhes paga os juros e devolve o principal.</p><p>Exemplos:</p><p>• Depósitos à vista e a prazo fixo (pessoas físicas e jurídicas);</p><p>• Emissões de Certificados de Depósitos Bancários (CDB’s); e etc.</p><p>Operações acessórias: Nestas atividades, o banco atende a particulares, empresas</p><p>e/ou o governo, oferecendo o seu conhecimento (know-how) através de serviços de</p><p>tipo bancário; o banco é um intermediador entre essas entidades (pessoas físicas ou</p><p>jurídicas).</p><p>Exemplos:</p><p>• Operações de câmbio;</p><p>• Custódia de títulos e valores;</p><p>• Operações compromissadas;</p><p>• Administração de fundos de investimento; e Etc.</p><p>2.12. Bancos de desenvolvimento</p><p>Os bancos de desenvolvimento são instituições financeiras controladas pelos</p><p>governos estaduais, e têm como objetivo precípuo proporcionar o suprimento</p><p>oportuno e adequado dos recursos necessários ao financiamento, a médio e a longo</p><p>prazos, de programas e projetos que visem a promover o desenvolvimento econômico</p><p>e social do respectivo Estado.</p><p>As operações passivas são:</p><p>• Depósitos a prazo;</p><p>• Empréstimos externos;</p><p>• Emissão ou endosso de cédulas hipotecárias; e</p><p>• Emissão de cédulas pignoratícias de debêntures e de Títulos de</p><p>Desenvolvimento Econômico.</p><p>46</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>As operações ativas são:</p><p>• Empréstimos e financiamentos, dirigidos prioritariamente ao setor privado.</p><p>Devem ser constituídos sob forma de sociedade anônima, com sede na capital do</p><p>Estado que detiver seu controle acionário, devendo adotar, obrigatória e</p><p>privativamente, em sua denominação social, a expressão “Banco de</p><p>Desenvolvimento”, seguida do nome do Estado em que tenha sede.</p><p>2.13. Banco Nacional de Desenvolvimento</p><p>Econômico e Social – BNDES</p><p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o</p><p>principal instrumento de execução da política de investimento do Governo Federal e</p><p>tem por objetivo primordial apoiar programas, projetos, obras e serviços que se</p><p>relacionem com o desenvolvimento econômico e social do País.</p><p>O BNDES exercitará suas atividades, visando a estimular a iniciativa privada, sem</p><p>prejuízo de apoio a empreendimentos de interesse nacional a cargo do setor público.</p><p>O órgão de orientação superior do BNDES é o Conselho de Administração, composto</p><p>por:</p><p>• Dez membros, entre eles o Presidente do Conselho, sendo quatro indicados,</p><p>pelo Ministro da Economia, uma vez que o Ministério da Economia passou a</p><p>integrar os Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão; do Trabalho e</p><p>Emprego; da Fazenda e das Relações Exteriores; e os demais membros são</p><p>indicados pelo Ministro de Estado</p><p>do Desenvolvimento, Indústria e Comércio</p><p>Exterior.</p><p>• Um representante dos empregados do BNDES.</p><p>• O Presidente do BNDES, que exercerá a Vice-Presidência do Conselho.</p><p>É empresa pública e não um banco comercial.</p><p>Atribuições e Objetivos do BNDES:</p><p>• Impulsionar o desenvolvimento econômico, atenuar desequilíbrios regionais, e</p><p>promover o crescimento das exportações;</p><p>• Apoio, através de concessão, com foco no impacto socioambiental e</p><p>econômico no Brasil, incentivando a inovação, o desenvolvimento regional e o</p><p>desenvolvimento socioambiental;</p><p>• Oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, assim</p><p>como linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde,</p><p>agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano; e</p><p>• Em situações de crise, o Banco também tem fundamental atuação anticíclica</p><p>e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da</p><p>economia.</p><p>Relação do BNDES com outros órgãos governamentais.</p><p>47</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Figura – Relação do BNDES com outros órgãos governamentais.</p><p>Fonte: Banco Nacional de Desenvolvimento (Disponível em:_lt_https://www.bndes.gov.br_gt_. Acesso</p><p>em: 6 set. 2019).</p><p>Governo Federal (controlador e regulador)</p><p>A União Federal (pessoa jurídica de direito público representante do Governo Federal)</p><p>é controladora do BNDES, ou seja, detém a totalidade das 6.273.711.452 ações</p><p>ordinárias, nominativas, sem valor nominal, que compõe o capital social subscrito do</p><p>BNDES. As atividades do BNDES são supervisionadas diretamente pelo Ministério</p><p>da Economia. O Governo Federal atua também como regulador das atividades do</p><p>BNDES, por meio, principalmente, do Ministério da Economia.</p><p>Ministério da Economia</p><p>É a unidade do Governo Federal diretamente responsável pela supervisão das</p><p>atividades do BNDES. Regula e orienta as atividades do BNDES, por meio das</p><p>unidades destacadas ao lado na figura.</p><p>Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST)</p><p>Acompanha o desempenho econômico e financeiro do BNDES. A SEST elabora e</p><p>acompanha o Programa de Dispêndios Globais (PDG) e a proposta do Orçamento de</p><p>Investimentos (OI) do BNDES.</p><p>Comissão de Valores Mobiliários (CVM)</p><p>O BNDES atua no mercado de capitais, por meio de sua subsidiária BNDESPAR, de</p><p>acordo com as normas estabelecidas pela CVM.</p><p>Conselho Monetário Nacional (CMN)</p><p>O CMN estabelece as diretrizes da política de crédito do Banco. Ele é responsável,</p><p>por exemplo, por fixar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), uma das principais</p><p>referências para o custo financeiro dos financiamentos do BNDES.</p><p>Secretaria do Tesouro Nacional (STN)</p><p>48</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>O Tesouro Nacional é um dos provedores de recursos do BNDES, concedidos ao</p><p>Banco na forma de títulos públicos do tesouro. Os informes sobre a emissão dos</p><p>títulos estão disponíveis no site do Tesouro e em relatório emitido pelo BNDES sobre</p><p>o tema. O Tesouro cumpre, ainda, outras funções relacionadas ao BNDES, como a</p><p>definição de condições de crédito do BNDES ao setor público (empresas e órgãos</p><p>das três esferas de governo).</p><p>Superintendência de Seguros Privados (Susep)</p><p>É responsável pela regulação do mercado de seguros brasileiro, inclusive aqueles</p><p>usados na constituição de garantias dos financiamentos realizados pelo BNDES.</p><p>Secretaria da Receita Federal do Brasil</p><p>É responsável pela administração dos tributos de competência da União, inclusive os</p><p>previdenciários, e aqueles incidentes sobre o comércio exterior. O BNDES, seus</p><p>clientes, seus fornecedores e demais parceiros devem estar em dia com suas</p><p>obrigações tributárias junto à Receita Federal.</p><p>Congresso Nacional (fiscalizador)</p><p>Solicita ao TCU a realização de auditorias e inspeções no BNDES. Recebe</p><p>periodicamente e emite parecer sobre relatório detalhado de todos os financiamentos</p><p>do BNDES que usam recursos provenientes do Tesouro Nacional.</p><p>Banco Central (BACEN) (fiscalizador)</p><p>Regula e supervisiona a atuação de todos os bancos brasileiros, inclusive do BNDES,</p><p>determinando procedimentos e regras de operação. Recebe e analisa as</p><p>demonstrações financeiras do banco. Apura e divulga a Taxa de Longo Prazo (TLP).</p><p>Tribunal de Contas da União (TCU) (fiscalizador)</p><p>Recebe, analisa e julga a prestação de contas dos administradores do BNDES.</p><p>Demanda informações e realiza auditorias por iniciativa própria ou por solicitação do</p><p>Congresso Nacional. Avalia a legalidade da contratação e aposentadoria de todos os</p><p>empregados do BNDES. Fiscaliza a aplicação dos recursos da União repassados ao</p><p>BNDES.</p><p>Controladoria-Geral da União (CGU) (fiscalizador)</p><p>Fiscaliza e avalia a execução de programas de governo. Orienta tecnicamente e</p><p>avalia o trabalho da Auditoria Interna do BNDES. Realiza auditorias e avalia os</p><p>resultados da gestão dos administradores do BNDES.</p><p>2.14. Bolsas e Mercado de Balcão Organizado</p><p>Bolsa de valores é o local onde se negociam títulos e valores mobiliários. Exemplo:</p><p>Ações, que é a menor parcela do capital de uma empresa.</p><p>“Em sua constituição original, as bolsas de valores não eram instituições financeiras,</p><p>mas associações civis sem fins lucrativos, constituídas pelas corretoras de valores</p><p>para fornecer a infraestrutura do mercado de ações” (FORTUNA E. Mercado</p><p>49</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Financeiro 20. Ed., 2015, página 566).No entanto, a partir da resolução 2.690 de</p><p>28.01.00 e suas alterações posteriores, que disciplinaram a nova constituição e</p><p>funcionamento das bolsas de valores, as quais poderiam deixar de serem entidades</p><p>sem fins lucrativos e se transformarem em sociedades anônimas de capital aberto,</p><p>cujos sócios, além das corretoras, podem ser pessoas físicas e jurídicas.</p><p>(FORTUNA,2015).</p><p>Foi o que aconteceu no Brasil, com a bolsa de valores de são Paulo, que se juntou</p><p>com a BM_amp_F (bolsa de mercadoria e futuros), abriu seu capital e vendeu as</p><p>ações na própria bolsa, onde diariamente são negociadas por milhares de acionistas</p><p>no mercado secundário (compra e venda das ações entre acionistas).</p><p>A bolsa de mercadorias e futuros era uma bolsa autônoma desde sua criação, porém,</p><p>como citamos, em 2008 juntou-se com a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo),</p><p>formando a partir daquele ano uma única bolsa de valores e futuros, a BM_amp_F</p><p>Bovespa. Após 2017, no entanto, passou a ser chamada de B3.</p><p>Os contratos que são negociados no segmento BM_amp_F podem ser: contratos</p><p>futuros de índices de ações, ouro, dólar, taxas de juros, produtos agrícolas, etc.</p><p>Exemplo: Um investidor adquire um contrato do índice do Ibovespa futuro, a um</p><p>determinado preço e para um determinado vencimento. Ele pode levar esse contrato</p><p>até o vencimento e realizar o lucro ou prejuízo, conforme o caso se estiver num</p><p>patamar mais alto ou mais baixo, ou poderá vendê-lo no mercado antes do</p><p>vencimento, se lhe convier.</p><p>Principais Bolsas de Valores do Mundo</p><p>A B3 é atualmente a única bolsa de valores em operação no Brasil. Embora</p><p>importante, pois o país tem representatividade econômica mundial, a nossa bolsa está</p><p>longe de figurar entre as principais do mundo.</p><p>Nesta lista de bolsas mais importantes estão a NYSE, situada na ilha de Manhattan</p><p>em Nova York, EUA, que é a maior do mundo, seguida pela NASDAQ, também de</p><p>Nova York, na qual são negociadas ações de empresas de alta tecnologia. Na</p><p>sequência da lista estão as bolsas de valores de Tóquio no Japão, a bolsa de Londres</p><p>na Inglaterra, a Euronext situada em Amsterdam na Holanda, a DAX de Frankfurt na</p><p>Alemanha, as de Hong Kong de Hong Kong e Xangai na China, e assim por diante.</p><p>A classificação da B3 está se alterando com alguma frequência porque geralmente é</p><p>baseada no valor de mercado das empresas, cotadas em dólar, que tenham papéis</p><p>negociados nas bolsas. Mas em termos mundiais normalmente fica</p><p>abaixo da 10ª.</p><p>posição.</p><p>Na B3 são negociados diversos tipos de produtos e contratos financeiros, a saber:</p><p>commodities (produtos agrícolas), taxas de juros, tesouro direto, títulos financeiros</p><p>diversos, ações, debêntures, direitos de subscrição, moedas, índices de ações, de</p><p>taxas de juros, etc.</p><p>50</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Dica: B3: No site oficial tem a relação de todos os produtos que são negociados na</p><p>Bolsa de Valores e Mercadorias de São Paulo. Vale a pena conferir e obter mais</p><p>informações importantes.</p><p>Bolsa de Valores do Brasil</p><p>No Brasil, ainda em 1845 regulamentou-se a atividade de corretor oficial de fundos</p><p>públicos que era uma função vitalícia. A B3 (Antiga BOVESPA – Bolsa de Valores de</p><p>São Paulo) foi fundada em 1890. “Em 1895 foi fundada a Bolsa Oficial de Títulos de</p><p>São Paulo. Mas foi somente a partir de 1964, com as leis da Reforma Bancária e do</p><p>Mercado de Capitais, que as Bolsas assumiram as funções que possuem atualmente”</p><p>(LEMES JUNIOR, Administração Financeira, ed. 1 (2002)., pág. 323).</p><p>Ao longo do tempo várias bolsas foram criadas, tais como, a bolsa de valores do Rio</p><p>de Janeiro, de Minas Gerais/Espirito Santo/Brasília, do Extremo Sul, de Santos,</p><p>Bahia/Sergipe, etc. (LEMES JUNIOR, 2002).</p><p>No entanto, gradativamente, essas bolsas acabaram sendo absorvidas pela</p><p>BOVESPA, que é hoje a única bolsa de valores e mercadorias existente no Brasil,</p><p>tendo se juntado inclusive com a BM_amp_F (bolsa de mercadoria e futuros), como</p><p>já citamos anteriormente.</p><p>As bolsas de valores não só promovem a negociação de títulos, mas também a sua</p><p>liquidação financeira e a custódia de títulos e valores mobiliários e títulos da dívida</p><p>pública do tesouro nacional (através das corretoras, distribuidoras e clearings).</p><p>No início as bolsas operavam com o tradicional sistema chamado “pregão de viva</p><p>voz”, cujas imagens às vezes eram transmitidas nos programas de TVs, e chamavam</p><p>a atenção dos assistentes pela sua singularidade e ritual próprios (gritaria entre</p><p>corretores que compravam e vendiam).</p><p>Atualmente este sistema foi extinto, prevalecendo somente as negociações</p><p>eletrônicas.</p><p>Contexto: BOVESPA: Em 1972 foi a primeira bolsa brasileira a implantar o pregão</p><p>automatizado com a divulgação on-line das informações e no exato momento em que</p><p>ocorriam (real time). Pregão é o nome que se dá ao expediente de negociação da</p><p>bolsa de valores. Exemplo: pregão do dia tal.</p><p>Embora autônoma a BM_amp_F Bovespa opera sob a supervisão da CVM (Comissão</p><p>de Valores Mobiliários), que fiscaliza também os demais membros e as operações</p><p>realizadas (FORTUNA,2015). Em seguida veremos um pouco mais sobre o mercado</p><p>da bolsa.</p><p>Mercado de bolsa é o mercado diário no qual são feitas as negociações dos títulos e</p><p>valores mobiliários. Exemplo: ações e debêntures.</p><p>A bolsa brasileira oferece, através das corretoras de valores, o sistema de home</p><p>broker e mobile broker (através dos quais os investidores podem realizar suas</p><p>operações de casa pelo notebook ou de um smartphone, através da internet). Os</p><p>51</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>investidores institucionais (bancos, fundos de pensão, etc.) acessam a bolsa através</p><p>de seus sistemas automatizados.</p><p>O tempo de negociação de um pregão normal é de sete horas, acrescido de uma hora</p><p>para o chamado After Market, no qual as cotações das ações não podem oscilar mais</p><p>do que 2% em relação ao valor de fechamento do pregão normal.</p><p>A negociação de títulos em bolsa é feita através das corretoras e distribuidoras de</p><p>valores, que são as intermediárias especializadas responsáveis pela execução das</p><p>ordens de compra e venda de seus clientes ou delas próprias.</p><p>Essas entidades cobram corretagens pelas ordens executadas, havendo uma grande</p><p>concorrência entre as várias existentes. Exemplo de corretora de valores: XP</p><p>Investimentos, que é a maior corretora do Brasil no momento.</p><p>A liquidação financeira de uma ordem de compra ou venda de ações é de dois dias</p><p>úteis, ou seja, se um cliente vendeu uma ação ele recebe o dinheiro após dois dias</p><p>úteis, creditado diretamente em sua conta corrente na sua corretora. Da mesma</p><p>forma, se o cliente comprou ações, em dois dias úteis deverá provisionar o saldo na</p><p>conta para ser debitado.</p><p>Diariamente nos é informado o índice de variação da bolsa de valores. É o índice</p><p>Ibovespa, o mais importante indicador, composto pela variação média das cotações</p><p>(quantidade média x preço do último negócio), de cerca de 60 a 65 ações das</p><p>empresas mais representativas negociadas, em relação ao fechamento do dia</p><p>anterior.</p><p>Há também, negócios com ações e outros títulos (que são feitos diariamente entre</p><p>instituições financeiras). É o chamado mercado de balcão, que vamos ver em</p><p>seguida.</p><p>BM_amp_FBOVESPA</p><p>A BM_amp_FBovespa foi constituída em 2008, e surgiu da união entre a Bolsa de</p><p>Mercadorias _amp_ Futuros (BM_amp_F S.A.) e a Bovespa Holding S.A., as duas</p><p>maiores da América Latina. As operações e produtos negociados na Bovespa são</p><p>composto de ações de companhias abertas, notas promissórias, futuro de ações,</p><p>opções sobre ações, warrants, BDRs, RCSA, ETFs, CRI (Certificados Recebíveis</p><p>Imobiliários), FIDC (Fundos de Direitos Creditórios), FII (Fundo de Investimento</p><p>Imobiliário).</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>A BM_amp_FBovespa foi criada pela fusão da Bovespa Holding S.A. e da Bolsa de</p><p>Mercadorias _amp_ FuturosBM_amp_F S.A. em 12 de agosto de 2008. A nova</p><p>companhia foi líder na América Latina nos segmentos de ações e derivativos. Em</p><p>22 de março de 2017, ocorreu mais uma fusão: a Brasil, Bolsa, Balcão (B3), que</p><p>surgiu sob o formato atual após a fusão da BM_amp_FBOVESPA com a CETIP, a</p><p>empresa passa a ser a 5º maior bolsa de mercado de capitais e financeiro do mundo.</p><p>52</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>B3</p><p>Originada pela fusão entre a BM_amp_FBOVESPA e a Cetip, a B3 é a companhia de</p><p>infraestrutura de mercado financeiro. Antes da fusão ela era a bolsa de valores, as</p><p>mercadorias e os futuros do Brasil, realizando a intermediação dos títulos negociados</p><p>no mercado de capitais. Ela era responsável pela provisão de sistemas para a</p><p>negociação de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos</p><p>federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias.</p><p>A B3 opera um elenco completo de negócios com ações, derivativos, commodities,</p><p>balcão e operações estruturadas.</p><p>As negociações se dão em pregão eletrônico e via internet, com facilidades de</p><p>homebroker (sistema oferecido por diversas companhias para conectar seus usuários</p><p>ao pregão eletrônico no mercado de capitais).</p><p>Figura – Tipo de Operação e Dia de Liquidação.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>53</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Deveres e Obrigações da B3:</p><p>• Manter equilíbrio entre seus interesses próprios e o interesse público a que</p><p>deve atender, como responsável pela preservação e autoregulação dos</p><p>mercados por ela administrados;</p><p>• Cabe à entidade administradora aprovar regras de organização e</p><p>funcionamento dos mercados manutenção de elevados padrões éticos de</p><p>negociação nos mercados por ela administrados;</p><p>As Regras de Negociação da Bolsa devem:</p><p>• Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar</p><p>condições artificiais de demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários</p><p>negociados em seus ambientes;</p><p>• Assegurar igualdade de tratamento às pessoas autorizadas a operar em seus</p><p>ambientes;</p><p>• Evitar ou coibir práticas não equitativas em seus ambientes.</p><p>Fixar as variações de preços e quantidades ofertadas, em seu ambiente de</p><p>negociação que for caracterizado como centralizado e multilateral, que exige a</p><p>adoção de procedimentos especiais de negociação, bem como os</p><p>procedimentos operacionais necessários para quando tais variações forem</p><p>alcançadas, respeitadas as condições mínimas que forem estabelecidas pela</p><p>CVM em regulamentação específica.</p><p>A B3 – Câmara de Ações tem por objeto compensar, liquidar e controlar o risco das</p><p>obrigações decorrentes de operações à vista e de liquidação futura com qualquer</p><p>espécie de valores mobiliários, títulos, direitos e ativos realizadas na Bolsa, em outras</p><p>bolsas ou outros mercados. É uma clearing house.</p><p>É negociado na B3: ações, derivativos (opções, futuro e termo), CRI, CRA,</p><p>debentures, letras financeiras, fundo imobiliário, fundo de participações, fundo</p><p>de direitos creditórios, ETF.</p><p>2.15. Corretoras e Distribuidoras</p><p>As Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM) e as Distribuidoras de</p><p>Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) atuam nos mercados financeiros e de capitais,</p><p>e no mercado cambial intermediando a negociação de títulos e valores mobiliários</p><p>entre investidores e tomadores de recursos.</p><p>As corretoras e as distribuidoras devem ser constituídas sob a forma de sociedade</p><p>anônima ou por quotas de responsabilidade limitada.</p><p>Têm a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário.</p><p>As Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM) oferecem os serviços:</p><p>• Plataformas de investimento pela internet (homebroker);</p><p>• Consultoria financeira;</p><p>54</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Clubes de investimentos;</p><p>• Financiamento para compra de ações (conta margem);</p><p>• Administração e custódia de títulos e valores mobiliários dos clientes;</p><p>• Intermediação de operações de Câmbio;</p><p>• Administração de fundos e clubes de Investimento;</p><p>• Uma corretora pode atuar também por conta própria; e</p><p>• Na remuneração pelos serviços, essas instituições podem cobrar comissões e</p><p>taxas.</p><p>A supervisão das corretoras de valores compete ao BACEN e o exercício de sua</p><p>atividade depende de autorização da CVM. Estão sujeitas à fiscalização da Bolsa de</p><p>Valores, BACEN e CVM. Os fundos de investimentos administrados por corretoras ou</p><p>outros intermediários financeiros são constituídos sob forma de condomínio e</p><p>representam a reunião de recursos para a aplicação em carteira diversificada de</p><p>títulos e valores mobiliários, com o objetivo de propiciar aos condôminos valorização</p><p>de quotas, a um custo global mais baixo. A normatização, concessão de autorização,</p><p>registro e a supervisão dos fundos de investimento são de competência da CVM.</p><p>Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários</p><p>Outro ente que se enquadra como operador no sistema são as Sociedades</p><p>Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). Elas são constituídas sob</p><p>a forma de S.A. ou por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua</p><p>denominação social a expressão “Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários”, elas</p><p>são supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. Algumas de suas atividades:</p><p>• intermedeiam a oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no</p><p>mercado;</p><p>• administram e custodiam as carteiras de títulos e valores mobiliários;</p><p>• instituem, organizam e administram fundos e clubes de investimento;</p><p>• operam no mercado acionário, comprando, vendendo e distribuindo títulos e</p><p>valores mobiliários, inclusive ouro financeiro, por conta de terceiros;</p><p>• fazem a intermediação com as bolsas de valores e de mercadorias;</p><p>• efetuam lançamentos públicos de ações; e operam no mercado aberto e</p><p>intermedeiam operações de câmbio.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>Não existe mais diferença na área de atuação entre as CTVM e as DTVM.</p><p>Os limites operacionais estabelecidos pelas corretoras e regulamentados pela CVM</p><p>reduzem os riscos de falta de solvência e de liquidez.</p><p>O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma</p><p>delas, obrigatoriamente, comercial ou de investimento, e ser organizado sob a</p><p>forma de sociedade anônima.</p><p>2.16. Demais instituições financeiras</p><p>55</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Entre as demais instituições financeiras estão: as sociedades de crédito,</p><p>financiamento e investimento, agências de fomento, sociedades de crédito imobiliário</p><p>(SCI), associações de poupança e empréstimo (APE), companhias hipotecárias,</p><p>bancos de câmbio, sociedades de fomento mercantil (factoring) e administradoras de</p><p>cartões. A seguir uma breve explicação sobre estas instituições é apresentada.</p><p>SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO</p><p>Também conhecidas por financeiras, são Instituições Financeiras (IF) privadas que</p><p>têm como objetivo básico a realização de financiamento para a aquisição de bens,</p><p>serviços e capital de giro. Devem ser constituídas sob a forma de S.A. e na sua</p><p>denominação social deve constar a expressão “Crédito, Financiamento e</p><p>Investimento”. Tais entidades captam recursos por meio de aceite e colocação de</p><p>Letras de Câmbio e Recibos de Depósitos Bancários (RDB).</p><p>AGÊNCIAS DE FOMENTO</p><p>As agências de fomento têm como objeto social a concessão de financiamento de</p><p>capital fixo e de giro associado a projetos na Unidade da Federação onde tenham</p><p>sede. Devem ser constituídas sob a forma de S.A. de capital fechado e estar sob o</p><p>controle de Unidade da Federação, sendo que cada Unidade só pode constituir uma</p><p>agência. Tais entidades têm status de IF, mas não podem captar recursos junto ao</p><p>público, recorrer ao redesconto, ter conta de reserva no BACEN, contratar depósitos</p><p>interfinanceiros na qualidade de depositante ou de depositário e nem ter participação</p><p>societária em outras IF.</p><p>De sua denominação social deve constar a expressão “Agência de Fomento”</p><p>acrescida da indicação da Unidade da Federação Controladora. É vedada a sua</p><p>transformação em qualquer outro tipo de instituição integrante do Sistema Financeiro</p><p>Nacional. As agências de fomento devem constituir e manter, permanentemente,</p><p>fundo de liquidez equivalente, no mínimo, a 10% do valor de suas obrigações, a ser</p><p>integralmente aplicado em títulos públicos federais.</p><p>SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (SCI)</p><p>As sociedades de crédito imobiliário são IF criadas para atuar no financiamento</p><p>habitacional para as camadas da população de maior renda, fazendo parte do</p><p>Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). São operações passivas</p><p>dessas instituições os depósitos de poupança, a emissão de letras e cédulas</p><p>hipotecárias e depósitos interfinanceiros. Suas operações ativas são: financiamento</p><p>para construção de habitações, abertura de crédito para compra ou construção de</p><p>casa própria, financiamento de capital de giro a empresas incorporadoras, produtoras</p><p>e distribuidoras de material de construção. Devem ser constituídas sob a forma de</p><p>S.A., adotando em sua denominação social a expressão “Crédito Imobiliário”.</p><p>ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO (APE)</p><p>São constituídas sob a forma de sociedade civil, sendo de propriedade comum de</p><p>seus associados. Suas operações ativas são, basicamente, direcionadas ao mercado</p><p>imobiliário e ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). As operações passivas são</p><p>56</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>constituídas de emissão de letras e cédulas hipotecárias, depósitos de cadernetas de</p><p>poupança, depósitos interfinanceiros e empréstimos externos.</p><p>Os depositantes dessas entidades são considerados acionistas da associação e, por</p><p>isso, não recebem rendimentos, mas dividendos. Os recursos dos depositantes são,</p><p>assim, classificados no patrimônio líquido da associação e não no passivo exigível.</p><p>COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS</p><p>As companhias hipotecárias são IF constituídas sob a forma de S.A., que têm por</p><p>objeto social conceder financiamentos destinados à produção, reforma ou</p><p>comercialização de imóveis residenciais ou comerciais aos quais não se aplicam as</p><p>normas do SFH. Suas principais operações passivas são: letras hipotecárias,</p><p>debêntures, empréstimos e financiamentos no País e no Exterior. Suas principais</p><p>operações</p><p>ativas são: financiamentos imobiliários residenciais ou comerciais,</p><p>aquisição de créditos hipotecários, refinanciamentos de créditos hipotecários e</p><p>repasses de recursos para financiamentos imobiliários. Têm como operações</p><p>especiais a administração de créditos hipotecários de terceiros e de fundos de</p><p>investimento imobiliário.</p><p>BANCOS DE CÂMBIO</p><p>São S.A. autorizadas a realizar, sem restrições, operações de câmbio e operações</p><p>de crédito vinculadas as de câmbio, como financiamentos à exportação e importação</p><p>e adiantamentos sobre contratos de câmbio, e ainda a receber depósitos em contas</p><p>sem remuneração, não movimentáveis por cheque ou por meio eletrônico pelo titular,</p><p>cujos recursos sejam destinados à realização das operações citadas. Deve constar a</p><p>expressão “Banco de Câmbio”.</p><p>Estão autorizados a atuar no mercado financeiro no país, inclusive em bolsas de</p><p>mercadorias e de futuros, bem como em mercados de balcão, para a realização de</p><p>operações referenciadas em moeda estrangeira ou vinculadas a operações de</p><p>câmbio.</p><p>SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL (FACTORING)</p><p>Não são IF. Destinam-se ao fornecimento dos recursos necessários ao giro dos</p><p>negócios das suas empresas-clientes, através da compra à vista dos créditos, por</p><p>elas (factoring) aprovadas, resultantes das vendas a prazo realizadas por suas</p><p>empresas-clientes. A factoring só pode ter como cliente empresa (pessoa jurídica).</p><p>Empresa de factoring não faz empréstimos, portanto, não pode cobrar juros. No</p><p>entanto, tem incidência de IOF sobre a atividades da empresa de factoring.</p><p>Em síntese, presta serviços e compra créditos (direitos) de empresas resultantes de</p><p>suas vendas mercantis a prazo. É uma compra definitiva em que a empresa de</p><p>factoring assume os riscos de insolvência. Constatada, porém, a fraude na formação</p><p>do crédito, ela tem todo o direito de agir contra a empresa-cliente.</p><p>ADMINISTRADORAS DE CARTÕES</p><p>São empresas prestadoras de serviços que fazem a intermediação entre os</p><p>portadores de cartões (usuário do cartão), os estabelecimentos afiliados (loja que</p><p>57</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>aceita os cartões de determinada bandeira), as bandeiras (instituição que autoriza o</p><p>emissor a gerar cartões com a sua marca e que permite que estabelecimentos</p><p>comerciais pelo mundo estejam à disposição do portador para utilização deste cartão)</p><p>e as IF (bancos aos quais estão vinculadas as administradoras emissoras).</p><p>2.17. Clearings e Sistemas</p><p>O processo de compra e venda de ativos por meio eletrônico, como é o caso da</p><p>BM_amp_F BOVESPA, exige um sistema confiável de custódia (Custody),</p><p>compensação (Clearing) e entesouramento (Treasury). No Brasil a Companhia</p><p>Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) é responsável pela guarda,</p><p>compensação e liquidação das operações que ocorrem na BM_amp_F Bovespa, seja</p><p>no mercado à vista ou nos mercados de derivativos. Além disso, a CBLC executa o</p><p>controle de risco dos negociantes, evitando possíveis desequilíbrios no mercado.</p><p>Os serviços prestados pela CBLC são:</p><p>• Custódia dos Títulos: guardar os valores prestados pelos participantes do</p><p>mercado. A administração das contas de custódia é realizada pelos agentes</p><p>de custódia que na maioria dos casos são corretoras ou bancos autorizados.</p><p>• Liquidação: alocação e liquidação das operações realizadas na BM_amp_F</p><p>Bovespa, permitindo que os intermediários da negociação (como as</p><p>corretoras) possam identificar os investidores finais. Assim como a custódia, é</p><p>necessário um agente de compensação, que também pode ser uma corretora</p><p>ou banco, além de demais instituições autorizadas ASSAF (2009).</p><p>• Controle de risco: provê cobertura a riscos, além de identificar e mensurar</p><p>riscos.</p><p>• Empréstimo: a CBLC também pode agir como contraparte em negociações</p><p>de empréstimo de títulos em negociações.</p><p>Após entendida a importância da CBLC para o correto funcionamento a BM_amp_F</p><p>Bovespa, o próximo tópico demonstra um estudo de caso para apreciação de uma</p><p>das operações possíveis nesse mercado.</p><p>Desenho do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB): conceitos</p><p>A função básica de um sistema de pagamentos é transferir recursos, bem como</p><p>processar e liquidar pagamentos para pessoas, empresas, governo, Banco Central</p><p>e instituições financeiras. Ou seja, praticamente todos os agentes atuantes em nossa</p><p>economia.</p><p>O cliente bancário utiliza-se do sistema de pagamentos toda vez que emite cheques,</p><p>faz compras com cartão de débito e de crédito ou ainda quando envia um DOC –</p><p>Documento de Crédito.</p><p>O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) é o conjunto de procedimentos, regras,</p><p>instrumentos e operações integradas que, por meio eletrônico, dão suporte à</p><p>movimentação financeira entre os diversos agentes econômicos do mercado</p><p>58</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>brasileiro, tanto em moeda local quanto estrangeira, visando a maior proteção contra</p><p>rombos ou quebra em cadeia de instituições financeiras.</p><p>O SPB reúne as entidades, sistemas e procedimentos referentes ao processamento</p><p>e à liquidação de operações de transferência de fundos, transações com moeda</p><p>estrangeira, ativos financeiros e valores mobiliários. Ele congrega os procedimentos,</p><p>regras, instrumentos e operações que dão suporte à movimentação financeira em</p><p>moeda local e estrangeira, oferecendo maior proteção contra a falência em cadeia</p><p>das instituições financeiras. Assim, a sua finalidade é realizar a transferência de</p><p>recursos entre as instituições financeiras.</p><p>De acordo com o Banco Central, integram o SPB, os serviços de compensação de</p><p>cheques, de compensação e liquidação de ordens eletrônicas de débito e de crédito,</p><p>de transferência de fundos e de outros ativos financeiros, de compensação e de</p><p>liquidação de operações com títulos e valores mobiliários, de compensação e de</p><p>liquidação de operações realizadas em bolsas de mercadorias e de futuros, entre</p><p>outros. Isto é, ela congrega as entidades responsáveis pela infraestrutura do mercado</p><p>financeiro (BANCO CENTRAL. Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos</p><p>Brasileiro, 2013. Disponível em:</p><p>_lt_https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/Documents/sistema_paga</p><p>mentos_brasileiro/RELATORIO_DE_VIGILANCIA_SPB2013.pdf_gt_. Acesso em: 11</p><p>set.2019.).</p><p>O Sistema de Pagamentos Brasileiro é composto por:</p><p>• Banco Central;</p><p>• Instituições financeiras;</p><p>• Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC);</p><p>• Câmara de Registro, Compensação e Liquidação de Operações de Ativos</p><p>BM_amp_F;</p><p>• Câmara de Registro, Compensação e Liquidação de Operações de Câmbio</p><p>BM_amp_F;</p><p>• Câmara de Registro, Compensação e Liquidação de Operações de Derivativos</p><p>BM_amp_F;</p><p>• B3 (antiga Cetip);</p><p>• Selic;</p><p>• Cielo (antiga Visanet) e Redecard;</p><p>• TecBan; e</p><p>• Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP).</p><p>Clearings</p><p>Clearing House, também conhecida como câmara de compensação, identifica a parte</p><p>de uma bolsa de valores na qual as transações dos clientes são processadas e</p><p>registradas. Ela é responsável por assegurar que todas as transações sejam</p><p>realizadas, eliminando o risco de crédito. Uma Clearing é uma câmara, ou prestadora</p><p>de serviços de compensação e liquidação de ordens eletrônicas, de transferências de</p><p>59</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>fundos e de outros ativos financeiros, e principalmente de compensação e de</p><p>liquidação de operações realizadas em bolsas de mercadorias e de futuros e de</p><p>compensação envolvendo operações com derivativos.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>O principal objetivo de uma clearing houses é mitigar o risco de liquidação.</p><p>Principais clearing houses:</p><p>• SELIC: Títulos Públicos Federais;</p><p>• COMPE: Responde pela compensação de cheques e outros papéis;</p><p>• CIP – Câmara Interbancária de pagamentos;</p><p>o B3 – o que considera: CETIP:</p><p>▪ Títulos Privados (Derivativos: Termo, Futuros, Swaps e Opções);</p><p>▪ Renda Fixa (CDB, RDB, LF e DI);</p><p>▪ Títulos Agrícolas (CPR, CRA e LCA);</p><p>▪ Títulos de crédito (CCB);</p><p>▪ Títulos Imobiliários (CCI, CRI e LCI);</p><p>▪ Valores Mobiliários (Debêntures e NC); e</p><p>▪ Cotas de Fundos.</p><p>o BM_amp_FBOVESPA – Câmara de Ações – (antiga CBLC):</p><p>▪ Ações e outras operações realizadas nos mercados da</p><p>BM_amp_FBOVESPA; e</p><p>▪ Segmento Bovespa (à vista, derivativos, balcão organizado e</p><p>renda fixa privada).</p><p>O mercado de balcão é um mercado no qual são negociados títulos de empresas,</p><p>principalmente entre instituições financeiras, ou seja, ações e outros títulos das</p><p>empresas sociedades anônimas que não estão listadas na bolsa de valores. Exemplo</p><p>de títulos negociados: Um CDB captado por um banco pode ser negociado no</p><p>mercado de balcão para outro banco interessado naquele título. Um CDB é</p><p>negociável por endosso (quando o credor assina no verso do documento autorizando</p><p>sua transferência).</p><p>As ações negociadas são geralmente de empresas de menor porte ou que tenham</p><p>menor liquidez no mercado. Esse mercado pode ser o início para que uma empresa</p><p>tenha ações negociadas em bolsa. São realizados também operações com</p><p>derivativos, como por exemplo: operações a termo de moedas, onde compradores e</p><p>vendedores fixam no ato o valor em reais do preço futuro de outra moeda</p><p>(normalmente o dólar).</p><p>O mercado de balcão se caracteriza por ainda ser mais simples e de menores custos</p><p>para as empresas e menores exigências por parte do órgão fiscalizador (CVM). Este</p><p>60</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>mercado é operado através da SOMA (Sociedade Operadora do Mercado de Ativos)</p><p>cujo sistema interliga e fecha eletronicamente todos os negócios feitos. A SOMA é</p><p>uma Sociedade Anônima de Capital Fechado controlada pela BM_amp_F Bovespa.</p><p>Atualmente a SOMA integra a BM_amp_F Bovespa.</p><p>O mercado de balcão não tem um lugar físico determinado para realizar as</p><p>negociações. São realizadas por telefone entre as Instituições Financeiras.</p><p>A B3 (antiga CETIP) é depositária principalmente de títulos de renda fixa privados,</p><p>títulos públicos estaduais e municipais. É uma clering house, com poucas</p><p>exceções, os títulos são emitidos escrituralmente (eletrônicos). As operações de</p><p>compra e venda são realizadas no mercado de balcão. Conforme o tipo de operação</p><p>e o horário em que realizada, a liquidação é em D ou D+1.</p><p>Mais sobre a CETIP e a B3</p><p>A Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (CETIP) é uma</p><p>empresa de capital aberto sem fins lucrativos que possui como objetivo conferir</p><p>transparência e eficiência da liquidação dos títulos privados. Ela atua como Clearing</p><p>House, realizando a liquidação e a custódia de títulos públicos e privados. Ela é</p><p>responsável pelo registro, pela custódia e liquidação das operações de renda fixa</p><p>privada e títulos públicos estaduais e municipais, sendo a maior câmara de</p><p>compensação de títulos privados do Brasil. Em 2017 a CETIP se fundiu com a</p><p>BVM_amp_Bovespa, originando a única bolsa de valores do Brasil e também</p><p>responsável pela liquidação dos títulos.</p><p>Entre os títulos negociados na Cetip se destacam CDB:</p><p>• RDB;</p><p>• letras hipotecárias;</p><p>• debêntures;</p><p>• swaps;</p><p>• TED; e</p><p>• DOC.</p><p>Esse órgão também é responsável por registrar as operações diárias de empréstimos</p><p>entre instituições bancárias. Assim, a Cetip é o órgão responsável por garantir a</p><p>segurança das negociações de títulos privados de renda fixa, realizando o registro</p><p>dos títulos negociados.</p><p>Entre as instituições que utilizam os serviços da Cetip se destacam Bancos Múltiplos:</p><p>• Bancos Comerciais;</p><p>• Bancos de Investimento;</p><p>• Fundos de Investimento;</p><p>• Financeiras;</p><p>• Corretoras de Valores Mobiliários;</p><p>• Operadoras de Consórcio;</p><p>• Distribuidoras de Valores Mobiliários;</p><p>61</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Leasing; e</p><p>• Crédito Imobiliário.</p><p>B3</p><p>Originada pela fusão entre a BM_amp_FBOVESPA e a Cetip, a B3 é a companhia de</p><p>infraestrutura de mercado financeiro. Antes da fusão ela era a bolsa de valores, as</p><p>mercadorias e os futuros do Brasil, realizando a intermediação dos títulos negociados</p><p>no mercado de capitais. Ela era responsável pela provisão de sistemas para a</p><p>negociação de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos</p><p>federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias.</p><p>Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC)</p><p>O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), do Banco Central do Brasil,</p><p>é um sistema informatizado que se destina à custódia de títulos escriturais de emissão</p><p>do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à liquidação de operações com esses</p><p>títulos.</p><p>As liquidações no âmbito do Selic ocorrem por meio do mecanismo de entrega contra</p><p>pagamento (Delivery Versus Payment — DVP), que opera no conceito de Liquidação</p><p>Bruta em Tempo Real (LBTR), sendo as operações liquidadas uma a uma por seus</p><p>valores brutos em tempo real.</p><p>Além do sistema de custódia de títulos e de registro e liquidação de operações,</p><p>integram o Selic os seguintes módulos complementares:</p><p>• Oferta Pública (Ofpub);</p><p>• Oferta a Dealers (Ofdealers);</p><p>• Lastro de Operações Compromissadas (Lastro); e</p><p>• Negociação Eletrônica de Títulos (Negociação).</p><p>62</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2.18. Investidores qualificados, profissionais e não-</p><p>residentes</p><p>INSTRUÇÃO CVM Nº 554, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2014</p><p>A Instrução nº 554/2014 da CVM define como investidores qualificados as pessoas</p><p>físicas e jurídicas com aplicações financeiras superiores a um milhão de reais e que</p><p>se identificam por escrito como possuindo essa função.</p><p>Porém, também são designados como investidores qualificados: investidores</p><p>profissionais; agentes autônomos de investimento, analistas e consultores de</p><p>valores mobiliários; administradores de carteira, e clubes de investimento com</p><p>carteira gerida por cotistas que são investidores qualificados.</p><p>São considerados investidores profissionais:</p><p>a) instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco</p><p>Central do Brasil;</p><p>b) companhias seguradoras e sociedades de capitalização;</p><p>c) entidades abertas e fechadas de previdência complementar;</p><p>d) pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor</p><p>superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem</p><p>por escrito sua condição de investidor profissional mediante termo próprio, de acordo</p><p>com o Anexo 9-A;</p><p>e) fundos de investimento;</p><p>f) clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por administrador de</p><p>carteira de valores mobiliários autorizado pela CVM;</p><p>g) agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e</p><p>consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos</p><p>próprios;</p><p>h) investidores não residentes.</p><p>São considerados investidores qualificados:</p><p>a) investidores profissionais;</p><p>b) pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor</p><p>superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por</p><p>escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo próprio, de acordo com</p><p>o Anexo 9-B;</p><p>c) as pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação</p><p>técnica ou possuam certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro</p><p>de agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e</p><p>consultores de valores mobiliários, em relação a seus recursos próprios; e</p><p>d) “clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais</p><p>cotistas, que sejam investidores qualificados.”</p><p>Os regimes próprios de previdência social instituídos pela União, pelos Estados, pelo</p><p>Distrito Federal ou por Municípios são considerados investidores profissionais ou</p><p>63</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>investidores qualificados apenas se reconhecidos como tais conforme</p><p>regulamentação específica do Ministério da Economia.</p><p>Já os Investidores Não Residentes (INRs) são pessoas físicas ou jurídicas, inclusive</p><p>fundos ou outras entidades de investimento coletivo, com residência, sede ou</p><p>domicílio no exterior e que investem no Brasil. A Resolução CMN nº 4.373/14</p><p>disciplina sobre as aplicações dos INRs no Brasil, nos mercados financeiro e de</p><p>capitais do país. Ainda, de acordo com o art. 4º do mesmo normativo, tais investidores</p><p>estão sujeitos ao registro prévio na CVM. Nesse sentido, a instrução CVM 560 é a</p><p>norma que atualmente trata sobre o registro destes investidores na Autarquia.</p><p>Recomenda-se que os representantes dos INRs tenham pleno conhecimento dessas</p><p>duas normas.</p><p>Para conhecimento</p><p>Agentes Autônomos de Investimento (AAI) são pessoas físicas que atuam como</p><p>representantes, e sob a responsabilidade de integrantes do sistema de distribuição</p><p>de valores mobiliários, como exemplo as corretoras. E podem atuar na forma de</p><p>sociedade ou individual. Para exercer suas atividades, os agentes autônomos devem</p><p>ser credenciados por entidade credenciadora autorizada pela CVM, suas atividades</p><p>são: Prospecção e captação de clientes; Recebimento e registro de ordens; e</p><p>Prestação de informações sobre os produtos e serviços oferecidos pelas corretoras.</p><p>Por outro lado, os investidores profissionais são aqueles com somas elevadas de</p><p>investimentos e considerável conhecimento técnico e experiência na operação com</p><p>valores mobiliários. Para ser classificado como um investidor profissional, um agente</p><p>precisa ter mais de R$ 10 milhões em aplicações financeiras e se identificar por escrito</p><p>como pertencentes a essa classificação. Esses investidores, por possuírem maior</p><p>conhecimento têm mais flexibilidade para realizar transações, podendo fazer</p><p>negócios mais arriscados.</p><p>Já os investidores não-residentes são pessoas físicas e jurídicas, que não moram em</p><p>território nacional e que investem no Brasil. Essa categoria inclui os fundos e outras</p><p>entidades de investimento coletivo.</p><p>A Portaria N° 493, de 13 de Novembro de 2017 (vide:</p><p>http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=16/11/2017_amp_jor</p><p>nal=515_amp_pagina=62_amp_totalArquivos=140), faz referência aos valores que</p><p>devem ser pagos à CVM —Valores da Taxa de Fiscalização do Mercado de Valores</p><p>Mobiliários—, para o AAI vide a Tabela B (pessoa natural).</p><p>64</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2.19. Ética – Termos</p><p>Informação privilegiada</p><p>Engloba todas as informações que não são de conhecimento do público geral, obtidas</p><p>durante a execução da função de um profissional. Essas informações, muitas vezes,</p><p>são estratégicas e, se utilizadas de forma imoral, podem beneficiar/prejudicar outras</p><p>pessoas, sendo possível se identificar dois casos em que o seu uso foge aos padrões</p><p>éticos: Insider Trader e Front Runner.</p><p>Insider Trader</p><p>Quando um indivíduo utiliza as informações privilegiadas que tem acesso em</p><p>benefício próprio ou de terceiros. Um exemplo clássico de Insider Trader se refere à</p><p>delação premiada dos irmãos Batista. Ela resultou em uma queda elevada das ações</p><p>da JBS. Os irmãos prevendo a queda do preço das ações as venderam para a JBS</p><p>por R$ 328 milhões. Assim, eles se aproveitaram das informações privilegiadas que</p><p>possuíam para lucrar acima dos demais acionistas da empresa.</p><p>Front Runner</p><p>Quando determinada instituição utiliza as informações privilegiadas que tem acesso</p><p>em benefício próprio. Ocorre principalmente quando um cliente determina que seja</p><p>realizada determinada ação, mas a instituição realiza a ação para si mesma e apenas</p><p>em um segundo momento para o cliente. Por exemplo, isso ocorre quando um cliente</p><p>de referência do mercado, conhecido por possuir grande perícia em investimentos,</p><p>ordena que um fundo de investimento compre determinada ação. Porém, o gestor do</p><p>fundo, tendo conhecimento da elevada perícia do cliente, compra aquela ação para o</p><p>fundo e apenas em um segundo momento para o cliente. Nesse caso, ele utilizou</p><p>indevidamente a informação privilegiada que tinha, ferindo as boas normas éticas.</p><p>Confidencialidade</p><p>Esse princípio determina que os profissionais que possuem acesso a informações</p><p>privilegiadas devem as manter em sigilo, salvo se a publicação da informação for</p><p>determinada por lei.</p><p>Conflitos de interesses</p><p>O conflito de interesse é observado quando um profissional possui motivações e</p><p>interesses pessoais que o levam a influenciar nos objetivos e nas atividades</p><p>realizadas pela organização em que trabalha. Na presença de conflito de interesse é</p><p>dever de o profissional informar a sua ocorrência e tomar as medidas cabíveis para</p><p>que ele não ocorra.</p><p>65</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>Julgue os próximos itens que dizem respeito ao conflito de interesses na</p><p>Questão de cargo ou emprego público do Poder Executivo Federal.</p><p>“Conflito de interesses é a situação gerada pelo confronto entre os interesses</p><p>próprios ou de terceiros relacionados ao profissional que atua em determinada</p><p>atividade e os interesses de seus clientes ou da empresa em que atua.“</p><p>A questão estaria correta, não fosse pela sua parte final “[…] ou da</p><p>empresa em que atua”. O conflito de interesses ocorre quando um</p><p>profissional utiliza informações ou a sua posição para obter benefícios próprios ou para</p><p>beneficiar terceiros. Porém, ele também é observado quando uma empresa, responsável por</p><p>prestar determinado serviço, utiliza a sua posição privilegiada e as informações que possui</p><p>para obter ganhos próprios.</p><p>(MTE Auditor Fiscal do Trabalho CESPE 2013 – adaptada)</p><p>Ética nas vendas</p><p>A venda casada ocorre quando dois ou mais produtos/serviços são vendidos como</p><p>se fosse um pacote. Ou seja, que a venda de um esteja subordinada a venda do outro.</p><p>Um exemplo de venda casada seria: O Cliente vai até um banco precisando de um</p><p>cartão de crédito. O funcionário do banco somente libera o cartão de crédito se o</p><p>cliente contratar um seguro.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>“À luz do disposto na Lei n.º 12.813/2013 e na Portaria Interministerial n.º</p><p>333/2013, julgue os próximos itens. Se um conselheiro do CADE divulgasse, em</p><p>conversa informal com empresários, dados sigilosos passíveis de repercussão</p><p>econômica, embora sem implicações de lesão aos cofres públicos, a situação</p><p>fática descrita não caracterizaria conflito de interesses por não acarretar</p><p>comprometimento financeiro do erário.“</p><p>Nesse caso, o CADE estaria divulgando informações privilegiadas que podem prejudicar</p><p>empresas privadas. Logo a afirmação está incorreta, ela caracterizaria conflito de interesses</p><p>ao prejudicar financeiramente a iniciativa privada.</p><p>(CADE Agente Administrativo CESPE 2014 – Adaptada)</p><p>66</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2.20. ANBIMA</p><p>A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais</p><p>(ANBIMA) é um agente regulador privado, que representa as instituições que atuam</p><p>no mercado financeiro e mercado de capitais brasileiro.</p><p>Quadro – O papel da ANBIMA e atividades desenvolvidas.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>A autorregulação e os mecanismos de supervisão e atividades autorreguladas.</p><p>A autorregulação é:</p><p>“expressa na forma de códigos de melhores práticas, criados a partir de propostas</p><p>que nascem e são aperfeiçoadas nos comitês e subcomitês de representação”.</p><p>Assim, representantes das instituições associadas, ou seja, do próprio mercado,</p><p>discutem, formulam e colocam em prática as regras que norteiam cada uma das</p><p>atividades nas quais atuamos.</p><p>O cumprimento dessas regras é acompanhado permanentemente por meio de uma</p><p>série de ações da área de Supervisão de Mercados.</p><p>67</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos</p><p>reservados</p><p>As atividades da autorregulação são apoiadas por dois tipos de organismos: os que</p><p>orientam a atuação da área de supervisão e analisam os relatórios elaborados pelas</p><p>equipes técnicas da Associação (comissões de acompanhamento) e aqueles que</p><p>instauram e julgam processos, além de emitir deliberações e orientações sobre as</p><p>nossas normas (conselhos de autorregulação).” Fonte: anbima.com.br</p><p>A ANBIMA criou e supervisiona o Código de Regulação e Melhores Práticas,</p><p>atuando em conjunto com as instituições financeiras para regular as atividades</p><p>exercidas das entidades de mercado financeiro e de capitais do Brasil.</p><p>O Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas é dividido em vários outros</p><p>“sub-códigos”.</p><p>2.21. Código de ética da ANBIMA</p><p>De acordo com o Código de Ética da ANBIMA que entrou em vigor a partir de 1º de</p><p>dezembro de 2010:</p><p>PREÂMBULO</p><p>É intenção das entidades filiadas à Associação Brasileira das Entidades dos</p><p>Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), as “Associadas”, determinar as</p><p>normas éticas e padrões de conduta básicos que devem ser observados na condução</p><p>de suas atividades profissionais e no relacionamento com clientes e agentes do</p><p>mercado.</p><p>Considerando:</p><p>• Que as Associadas entendem ser de suma importância a manutenção de</p><p>elevados padrões éticos na condução dos seus negócios;</p><p>• A transparência e probidade na condução dos negócios das Associadas,</p><p>especialmente no relacionamento com clientes e demais agentes dos</p><p>mercados financeiro e de capitais, são essenciais</p><p>para o desenvolvimento da economia como um todo; e</p><p>• O compromisso das Associadas no exercício de suas funções, que geram</p><p>especialmente atos fundados em relação de natureza fiduciária, excede o</p><p>escopo das normas legais, devendo submeter-se necessariamente a princípios</p><p>éticos rígidos.</p><p>O Conselho de Ética da ANBIMA (o “Conselho”) institui o CÓDIGO DE ÉTICA DA</p><p>ANBIMA (o “Código”), que tem caráter vinculante e, portanto, deve ser observado e</p><p>cumprido por todas as Associadas na condução de seus negócios nos mercados</p><p>financeiro e de capitais.</p><p>I – PRINCÍPIOS ÉTICOS FUNDAMENTAIS</p><p>A atuação das Associadas e a interpretação de todas as normas a elas aplicáveis</p><p>deverão se reger pelos seguintes princípios gerais:</p><p>68</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• estrita observância do sistema de leis, normas, costumes e normas de</p><p>regulação e melhores práticas da ANBIMA que regem sua atividade;</p><p>• observância dos princípios da probidade e da boa-fé;</p><p>• observância dos interesses de investidores, emissores e demais usuários de</p><p>seus serviços;</p><p>• compromisso com o aprimoramento e valorização dos mercados financeiro e</p><p>de capitais;</p><p>• transparência sobre os procedimentos envolvidos em suas atividades;</p><p>• preservação do dever fiduciário com relação a seus clientes;</p><p>• preservação do sistema de liberdade de iniciativa e de livre concorrência;</p><p>• responsabilidade social e espírito público; e</p><p>• manutenção do estrito sigilo sobre as informações confidenciais que lhes forem</p><p>confiadas em razão da condição de prestador de serviços.</p><p>II – PADRÕES DE CONDUTA</p><p>São responsabilidades fundamentais das Associadas, com relação à condução de</p><p>seus negócios:</p><p>• conhecer e observar todas as leis e normas aplicáveis a suas atividades,</p><p>inclusive os Códigos de Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA, e</p><p>disseminá-las internamente aos seus funcionários;</p><p>• não violar ou aconselhar a violação e, ainda, opor-se à violação das leis e</p><p>normas aplicáveis a suas atividades, inclusive aquelas dispostas nos Códigos</p><p>de Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA;</p><p>• contribuir para o aprimoramento do ordenamento jurídico aplicável aos</p><p>mercados financeiro e de capitais; e</p><p>• exercer a intermediação financeira e as atividades relacionadas com a</p><p>negociação de valores mobiliários nos termos das prerrogativas legais que lhes</p><p>forem cometidas pelo Poder Público.</p><p>As Associadas devem observar, em seu relacionamento com os agentes e entidades</p><p>do mercado financeiro e de capitais, os seguintes padrões de conduta:</p><p>• contribuir para a manutenção de ambiente de negociação capaz de</p><p>proporcionar formação adequada de preços, liquidez no mercado e</p><p>concorrência leal;</p><p>• contribuir para análise, avaliação, aprimoramento e bom encaminhamento de</p><p>sugestões ou propostas para o desenvolvimento dos mercados financeiro e de</p><p>capitais;</p><p>• observar, na divulgação de sua publicidade, as leis e as normas aplicáveis e</p><p>os padrões éticos de conduta estabelecidos pela ANBIMA em seus Códigos</p><p>de Regulação e Melhores Práticas, compatibilizando o direito de informação</p><p>do mercado, o dever de informar e o dever de sigilo;</p><p>• não utilizar informação privilegiada na realização de seus negócios, em</p><p>violação a qualquer norma ética ou jurídica, e manter o dever de sigilo;</p><p>69</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• não realizar operações que coloquem em risco sua capacidade de liquidação</p><p>física ou financeira; e</p><p>• manter-se independente nos procedimentos de auditoria, análise e avaliação</p><p>de quaisquer ativos e/ou empresas.</p><p>As Associadas devem observar, no seu relacionamento com os seus clientes, os</p><p>seguintes padrões de conduta:</p><p>• praticar remuneração adequada na prestação dos serviços que lhes forem</p><p>autorizados em decorrência de sua participação nos mercados financeiro e de</p><p>capitais;</p><p>• adotar providências no sentido de evitar a realização de operações em</p><p>situação de conflito de interesses, visando a assegurar tratamento equitativo a</p><p>seus clientes;</p><p>• utilizar-se de especial cuidado na identificação e cumprimento de seus deveres</p><p>fiduciários junto a seus clientes;</p><p>• zelar para que seu corpo funcional mantenha conhecimento e qualificações</p><p>técnicas necessárias ao atendimento de seu público;</p><p>• manter sigilo sobre informações e dados confiados por seus clientes em razão</p><p>da relação profissional que com eles possuem;</p><p>• oferecer a seus clientes todas as informações e documentação a respeito de</p><p>seus investimentos efetivos ou potenciais, de modo a permitir-lhes uma</p><p>adequada decisão de investimento;</p><p>• não manifestar opinião que possa denegrir ou prejudicar a imagem de qualquer</p><p>Associada ou, ainda, de qualquer outro integrante do Sistema Financeiro</p><p>Nacional; e</p><p>• recusar a intermediação de investimentos que considerarem ilegais, imorais ou</p><p>antiéticos.</p><p>As Associadas devem observar, no seu relacionamento com a ANBIMA, os seguintes</p><p>padrões de conduta:</p><p>• agir sempre com prudência, diligência, integridade, responsabilidade e</p><p>transparência na condução das atividades desenvolvidas junto à ANBIMA;</p><p>• abster-se de emitir manifestações em nome da ANBIMA, salvo quando estiver</p><p>expressamente autorizado para tanto;</p><p>• comunicar à ANBIMA o seu envolvimento em processos administrativos e/ou</p><p>judiciais relevantes que, de alguma forma, possam envolver e/ou denegrir a</p><p>imagem da ANBIMA;</p><p>• manter sigilo sobre informações e dados confiados pela ANBIMA à Associada</p><p>em função do exercício das funções junto a Associação;</p><p>• manter suas informações cadastrais devidamente atualizadas, especialmente</p><p>em relação ao representante da Associada junto à ANBIMA; e</p><p>• cumprir com as disposições do Estatuto Social da ANBIMA.</p><p>VII – PENALIDADES</p><p>70</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>A não observância dos princípios e normas estabelecidos no Código sujeita as</p><p>Associadas às seguintes penalidades:</p><p>• carta de advertência reservada;</p><p>• multa;</p><p>• advertência pública;</p><p>• suspensão da Associada do quadro de associados e da utilização das marcas</p><p>da ANBIMA, por prazo determinado, ou vinculado ao término de procedimento</p><p>administrativo, disciplinar, investigativo ou judicial; e</p><p>• proposta, à Assembleia Geral, de exclusão da Associada do quadro de</p><p>associados da ANBIMA.</p><p>A multa pode ser aplicada isoladamente ou combinada com quaisquer outras</p><p>penalidades,</p><p>sendo seu valor sugerido pelo Conselho e aprovado pela Diretoria, e</p><p>não poderá exceder 100 (cem) vezes o valor da maior contribuição mensal vigente,</p><p>por ocasião da infração.</p><p>Na aplicação das penalidades acima estipuladas, serão considerados o grau e a</p><p>potencialidade do dano ao mercado e investidores causado pela infração, bem como</p><p>atitudes concretas da Associada visando a reparar, minorar ou compensar o dano.</p><p>2.22. Apresentação geral dos CÓDIGOS ANBIMA</p><p>Como o próprio nome diz, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados</p><p>Financeiro e de Capitais (ANBIMA) é uma associação constituída por instituições</p><p>como bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras e sua missão é</p><p>apoiar o mercado de capitais e contribuir para que esse se desenvolva cada vez mais.</p><p>Assim, ela persegue a excelência nos serviços prestados pelas instituições que a</p><p>compõem.</p><p>Afim de melhor contribuir para que o mercado nacional de capitais se torne mais</p><p>eficiente ela criou diferentes regras expressas na forma de códigos aos quais as</p><p>instituições que atuam no mercado financeiro podem aderir de forma voluntária. A</p><p>ANBIMA fiscaliza se as instituições seguem os códigos.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Serviços</p><p>Qualificados ao Mercado de Capitais</p><p>o Esse código define regras para as atividades relacionadas aos serviços</p><p>qualificados, que envolvem a prestação dos serviços de custódia para</p><p>emissores e investidores, escrituração e controladoria de ativos e</p><p>passivos.</p><p>o O objetivo do é estabelecer parâmetros pelos quais as atividades das</p><p>Instituições Participantes abaixo definidas, relacionadas à prestação de</p><p>serviços de custódia, controladoria e escrituração (“Serviço”, quando</p><p>referido isoladamente, ou “Serviços” quando referidos em conjunto),</p><p>devem se orientar, com a finalidade de:</p><p>71</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>▪ Propiciar a transparência no desempenho de suas atividades;</p><p>▪ Promover a padronização de suas práticas e processos em</p><p>benefício dos clientes e usuários dos Serviços;</p><p>▪ Promover a sua credibilidade e adequado funcionamento; e</p><p>▪ Manter os mais elevados padrões éticos e consagrar a</p><p>institucionalização de práticas equitativas.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de</p><p>Certificação Continuada</p><p>o Esse código estabelece princípios e padrões de conduta a serem</p><p>observados pelos profissionais certificados:</p><p>▪ no desempenho das atividades de prospecção ou venda de</p><p>produtos de investimento, assessoria aos gerentes de contas de</p><p>investidores e gestão profissional de recursos de terceiros; e</p><p>dispõe sobre as regras a serem observadas pelas instituições</p><p>participantes, incluindo a manutenção da certificação de seus</p><p>profissionais.</p><p>o O objetivo é estabelecer princípios e regras que deverão ser observados</p><p>pelas instituições participantes abaixo definidas, que atuam nos</p><p>mercados financeiro e de capitais, de maneira a buscar a permanente</p><p>elevação da capacitação técnica de seus profissionais, bem como a</p><p>observância de padrões de conduta no desempenho de suas</p><p>respectivas atividades.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Atividade de</p><p>Private Banking no Mercado Doméstico</p><p>o Esse código estabelece as condições que precisam ser seguidas pelas</p><p>Instituições Participantes nas atividades de Private Banking no mercado</p><p>doméstico.</p><p>o Este código foi descontinuado no dia 31 de dezembro de 2018, sendo</p><p>substituído pelo Código de Distribuição de Produtos de Investimento.</p><p>Os documentos não sendo mais aplicados.</p><p>▪ Estabelecia parâmetros e melhores práticas para os serviços</p><p>prestados a clientes de alta renda (private banking) por</p><p>instituições financeiras; e</p><p>▪ Definia critérios para publicidade e divulgação de produtos de</p><p>investimento e adequação ao perfil do investidor (suitability),</p><p>entre outros temas.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento</p><p>o O código estabelece princípios e regras para as atividades relacionadas</p><p>à distribuição de produtos de investimento. Entre os seus objetivos,</p><p>estão elevar a transparência no relacionamento com os investidores, a</p><p>72</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>padronização dos procedimentos e garantir a qualificação das</p><p>instituições e de seus profissionais.</p><p>o Este código substitui os códigos de Varejo e de Private Banking.</p><p>o Este código tem por objetivo estabelecer princípios e regras para a</p><p>Distribuição de Produtos de Investimento visando promover,</p><p>principalmente:</p><p>▪ A manutenção dos mais elevados padrões éticos e a</p><p>consagração da institucionalização de práticas equitativas no</p><p>mercado financeiro e de capitais;</p><p>▪ A concorrência leal;</p><p>▪ A padronização de seus procedimentos;</p><p>▪ O estímulo ao adequado funcionamento da Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento;</p><p>▪ A transparência no relacionamento com os investidores, de</p><p>acordo com o canal utilizado e as características dos</p><p>investimentos; e</p><p>▪ A qualificação das instituições e de seus profissionais envolvidos</p><p>na Distribuição de Produtos de Investimento.</p><p>• Código ANBIMA para o Novo Mercado de Renda Fixa.</p><p>o Define regras que devem ser aplicadas para a realização de ofertas de</p><p>títulos e valores mobiliários no ambiente do Novo Mercado de Renda</p><p>Fixa.</p><p>o O Novo Mercado de Renda Fixa estabelece regras diferenciadas para</p><p>a emissão de títulos e valores mobiliários, além de criar mecanismos</p><p>que facilitam a negociação destes ativos no secundário. A ideia é</p><p>incentivar características que favoreçam a transparência, a governança</p><p>e a liquidez dos papéis.</p><p>o Dois segmentos compõem o Novo Mercado: um de curto e outro de</p><p>longo prazo, ambos sujeitos a regras que buscam reduzir os custos de</p><p>emissão e de transação dos ativos. Para o longo prazo valem papeis</p><p>com prazo médio ponderado superior a quatro anos, sem recompra nos</p><p>dois primeiros anos. A condição obedece à Lei 12.431/11, que concede</p><p>benefícios fiscais para títulos de longo prazo.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas de Negociação de</p><p>Instrumentos Financeiros</p><p>o Esse código estabelece regras para as negociações com títulos e</p><p>valores mobiliários de renda fixa, derivativos de balcão e ofertas</p><p>públicas de distribuição de Certificado de Operações Estruturadas</p><p>(COE); padroniza como deve ser feito o envio de preços e taxas</p><p>indicativas que divulgamos para o mercado.</p><p>73</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>o O objetivo é estabelecer parâmetros pelos quais devem se orientar as</p><p>atividades das Instituições Participantes abaixo definidas, relacionadas</p><p>à negociação dos Instrumentos Financeiros coma finalidade de:</p><p>▪ propiciar a transparência no desempenho de tais atividades; e</p><p>▪ promover a padronização de práticas e processos;</p><p>▪ promover credibilidade e adequado funcionamento; e</p><p>▪ manter os mais elevados padrões éticos e consagrar a</p><p>institucionalização de práticas equitativas.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Gestão de</p><p>Patrimônio Financeiro no Mercado Doméstico.</p><p>o Esse código estabelece as condições que precisam ser seguidas pelas</p><p>Instituições Participantes para garantir a qualidade da Gestão do</p><p>Patrimônio Financeiro.</p><p>o Este código foi descontinuado no dia 31 de dezembro de 2018, sendo</p><p>substituído pelo Código de Administração de Recursos de Terceiros. Os</p><p>documentos não são mais aplicados.</p><p>▪ Estabelecia princípios e regras para a atividade de gestão de</p><p>patrimônio, que compreendia o entendimento do perfil do cliente</p><p>e a seleção e alocação deste patrimônio em carteira administrada</p><p>ou fundos exclusivos/reservados; e</p><p>▪ Definia critérios para a verificação de adequação ao perfil do</p><p>investidor (suitability).</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento no Varejo</p><p>o Esse Código estabelece as condições que precisam ser seguidas pelas</p><p>Instituições Participantes para garantir a qualidade na Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento no Varejo.</p><p>o Este código foi descontinuado no dia 31 de dezembro de 2018, sendo</p><p>substituído pelo Código de Distribuição de Produtos de Investimento.</p><p>Os documentos não são mais aplicados.</p><p>▪ Estabelecia parâmetros e melhores práticas para a distribuição</p><p>de produtos de investimento no segmento de varejo;</p><p>▪ Definia critérios para publicidade, divulgação de produtos de</p><p>investimento e adequação ao perfil do investidor (suitability),</p><p>entre outros temas.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas de Fundos de</p><p>Investimento</p><p>o Este código foi descontinuado no dia 31 de dezembro de 2018, sendo</p><p>substituído pelo Código de Código de Administração de Recursos de</p><p>Terceiros. Os documentos não são mais aplicados.</p><p>74</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>▪ Estabelecia princípios que administradores, gestores e</p><p>distribuidores deviam adotar em relação à constituição e ao</p><p>funcionamento dos fundos de investimento; e</p><p>▪ Definia critérios para marcação a mercado, publicidade e</p><p>divulgação de material técnico, política de voto e adequação ao</p><p>perfil do investidor (suitability), entre outros temas.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Administração</p><p>de Recursos de Terceiros</p><p>o O código estabelece princípios e regras para as atividades relacionadas</p><p>à administração de recursos, como administração fiduciária e gestão de</p><p>recursos de terceiros em veículos de investimento. Seu objetivo é</p><p>manter elevados padrões éticos no mercado e consolidar as melhores</p><p>práticas para a atividade.</p><p>o Este código entra em vigor no dia 2 de janeiro de 2019, substituindo os</p><p>códigos de Fundos de Investimento e de Gestão de Patrimônio.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Ofertas Públicas</p><p>o Estabelece as melhores práticas para os coordenadores na</p><p>estruturação de ofertas públicas de valores mobiliários, tanto primárias</p><p>como secundárias, e nas ofertas públicas de aquisição de ações de</p><p>companhias abertas.</p><p>o O Código tem por objetivo estabelecer princípios e regras para as</p><p>atividades de estruturação, coordenação e distribuição de ofertas</p><p>públicas de valores mobiliários e 8 ofertas públicas de aquisição de</p><p>valores mobiliários, visando propiciar a transparência e o adequado</p><p>funcionamento do mercado.</p><p>2.23. Código ANBIMA de Regulação e Melhores</p><p>Práticas para o Programa de Certificação Continuada</p><p>Código de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certificação</p><p>Continuada</p><p>O objetivo do Código de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de</p><p>Certificação Continuada é estabelecer princípios e regras que deverão ser</p><p>observados pelas Instituições Participantes, que atuam no mercado financeiro e de</p><p>capitais, de maneira a buscar a permanente elevação da capacitação técnica de</p><p>seus profissionais, bem como a observância de padrões de conduta no</p><p>desempenho de suas respectivas atividades.</p><p>O Código se destina aos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de</p><p>investimento, bancos de desenvolvimento, sociedades corretoras e distribuidoras de</p><p>títulos e valores mobiliários, administradores fiduciários e às pessoas jurídicas que</p><p>75</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>desempenham as atividades e Gestores de Recursos de Terceiros e Gestão de</p><p>Patrimônio.</p><p>Padrões de conduta a serem seguidos pelos profissionais certificados:</p><p>As Instituições Participantes devem assegurar que seus profissionais:</p><p>• Possuam reputação ilibada;</p><p>• Exerçam suas atividades com boa fé, transparência, diligência e lealdade;</p><p>• Cumpram todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercício de suas</p><p>atividades, o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar</p><p>à administração de seus próprios negócios, respondendo por quaisquer</p><p>infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas;</p><p>• Norteiem a prestação de suas atividades pelos princípios da liberdade de</p><p>iniciativa e da livre concorrência, evitando a adoção de práticas</p><p>caracterizadoras de concorrência desleal e/ou de condições não equitativas,</p><p>respeitando os princípios de livre negociação;</p><p>• Evitem quaisquer práticas que infrinjam ou estejam em conflito com as regras</p><p>e princípios contidos neste Código e na Regulação em vigor;</p><p>• Adotem condutas compatíveis com os princípios de idoneidade moral e</p><p>profissional;</p><p>• Vedem a intermediação de investimentos ilegais e não participem de qualquer</p><p>negócio que envolva fraude ou corrupção, manipulação ou distorção de</p><p>preços, declarações falsas ou lesão aos direitos de investidores;</p><p>• Sejam diligentes e não contribuam para a veiculação ou circulação de notícias</p><p>ou de informações inverídicas ou imprecisas sobre o mercado financeiro e de</p><p>capitais; e</p><p>• Zelem para que não sejam dadas informações imprecisas a respeito das</p><p>atividades que é capaz de prestar, bem como com relação a suas</p><p>qualificações, seus títulos acadêmicos e experiência profissional.</p><p>De acordo com o código, as Instituições Participantes devem empenhar-se</p><p>permanentemente para o aperfeiçoamento de seus profissionais, capacitando-os e</p><p>fornecendo constante atualização sobre as certificações, quando aplicável, regras e</p><p>normas aplicáveis pertinentes às suas atividades.</p><p>As Instituições Participantes devem assegurar que seus profissionais, no exercício de</p><p>suas atividades, não tenham:</p><p>• Sido inabilitados para o exercício de cargo em instituições financeiras e demais</p><p>entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão</p><p>de Valores Mobiliários, pela Superintendência Nacional de Previdência</p><p>Complementar ou pela Superintendência de Seguros Privados;</p><p>• Sua autorização para o exercício da atividade suspensa, cassada ou</p><p>cancelada; e/ou</p><p>76</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Sofrido punição definitiva, nos últimos 5 (cinco) anos, em decorrência de sua</p><p>atuação como administrador ou membro de conselho fiscal de entidade sujeita</p><p>ao controle e fiscalização dos órgãos reguladores mencionados anteriormente.</p><p>As certificações ANBIMA devem ser atualizadas de acordo com os prazos a seguir:</p><p>• CPA-10, CPA-20 e CEA para Profissional Certificado: até 5 (cinco) anos,</p><p>contados da data de aprovação no exame, ou da conclusão do procedimento</p><p>de atualização, conforme o caso;</p><p>• CPA-10, CPA-20 e CEA para Profissional Aprovado: até 3 (três) anos,</p><p>contados da data de aprovação no exame, ou da conclusão do procedimento</p><p>de atualização, conforme o caso; e</p><p>• CGA para Profissional Certificado: de modo geral, a cada 3 anos, mas devem</p><p>ser observadas particularidades de cada caso.</p><p>As certificações exigidas para o desempenho das Atividades Elegíveis são</p><p>obrigatórias para todos os profissionais que realizam a Gestão de Recursos de</p><p>Terceiros, e/ou a Gestão de Patrimônio, e, a Distribuição de Produtos de Investimento</p><p>Recursos de Terceiros, independentemente do cargo que ocupem na Instituição</p><p>Participante.</p><p>A pessoa jurídica que desempenha a atividade de Gestão de Patrimônio deve</p><p>assegurar que 75% no mínimo, dos profissionais que atuam na Gestão de Patrimônio</p><p>realizando contato comercial com o investidor, a fim de assessorar suas decisões de</p><p>investimento, sejam certificados:</p><p>• pela CEA; pelo CFP®; ou pelo CFA</p><p>SAIBA MAIS!</p><p>Acesse o Código completo em</p><p>https://www.anbima.com.br/data/files/07/B3/17/53/A25EA6103DCFCDA678A80AC2/Codigo_de_Cer</p><p>tificacao_23_05_19.pdf</p><p>2.24. Código ANBIMA de Regulação e Melhores</p><p>Práticas de Distribuição de Produtos de Investimento</p><p>Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento</p><p>Capítulo II: Objetivo e Abrangência</p><p>O Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento tem como objetivo</p><p>dadas as funções que exercem: o</p><p>Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social</p><p>(BNDES), e a Caixa Econômica Federal (CEF).</p><p>Figura – O subsistema normativo.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>O subsistema operativo abrange todas as instituições que trabalham na</p><p>intermediação financeira, bancárias ou não, e realização da transferência de recursos</p><p>entre fornecedores e tomadores de recursos por meio de regras bem definidas.</p><p>13</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>A Figura a seguir ajuda a compreender o modo como está estruturado o subsistema</p><p>operativo. Conforme podemos ver o subsistema operativo é composto</p><p>por Instituições Financeiras que são formadas por pessoas jurídicas, privadas ou</p><p>públicas que possuem como atividade primordial a intermediação, coleta ou aplicação</p><p>de recursos financeiros da instituição ou de outros como moeda estrangeira ou</p><p>nacional e a tutela do valor de propriedade de terceiros.</p><p>Figura – O subsistema operativo.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>O objetivo principal do Sistema Financeiro Nacional é facilitar a transferência de</p><p>recursos entre os agentes superavitários e os agentes deficitários.</p><p>Isso é feito pelo que chamamos de Intermediação Financeira, conforme ilustrado na</p><p>Figura a seguir.</p><p>Figura – Intermediação Financeira.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>O agente superavitário é aquele cuja renda excede suas despesas, isso quer dizer</p><p>que ele tem dinheiro para suprir todas as suas necessidades, e ainda fica com capital</p><p>sobrando.</p><p>Pode ser entendido como, o investidor, depositando ou aplicando seus recursos em</p><p>uma instituição financeira.</p><p>Essa instituição financeira faz a intermediação financeira entre o agente</p><p>superavitário ao agente deficitário, que pode ser um banco, por exemplo.</p><p>O agente deficitário é aquele cuja renda não cobre suas despesas. Eles têm</p><p>necessidades que não permitem que sobre dinheiro. Por isso a necessidade de</p><p>buscar recursos junto a uma instituição financeira.</p><p>14</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2.2. Sistema Financeiro Nacional 2</p><p>A Figura a seguir apresenta uma visão geral do SFN.</p><p>Figura – Visão Geral do Sistema Financeiro Nacional.</p><p>Observações:1 – Dependendo de suas atividades corretoras e distribuidoras também são fiscalizadas</p><p>pela CVM.</p><p>2 – As Instituições de Pagamento não compõem o SFN, mas são reguladas e fiscalizadas pelo BCB,</p><p>conforme diretrizes estabelecidas pelo CMN.</p><p>Legenda:</p><p>• 1º nível: Instituições Normativas</p><p>• 2º nível: Instituições Supervisoras</p><p>• 3/4º níveis: Demais Instituições Operadoras</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>15</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>As instituições financeiras têm o papel de facilitar as transações monetárias para</p><p>torna-las o mais transparentes possível, independentemente do nível social ou</p><p>conhecimento do cliente sobre o tema, auxiliando-o a tomar suas decisões financeiras</p><p>(GITMAN; MADURA, 2003). Essa transparência só é possível na medida em que suas</p><p>normas conseguirem refletir os interesses dos envolvidos para tornar o ambiente</p><p>complexo do mercado financeiro claro e coerente. Nesse contexto, as instituições do</p><p>sistema normativo determinam as normas que devem ser obedecidas pelas</p><p>instituições intermediárias e operacionais.</p><p>As instituições normativas que existem no SFN brasileiro são: o CMN, o CNSP e o</p><p>CNPC, que serão detalhados a seguir.</p><p>Definido as instituições normativas</p><p>O CMN é o órgão do SFN com maior poder, responsável por determinar as regras</p><p>para as instituições financeiras, que estão todas submetidas a ele. O BACEN e a CVM</p><p>também são instituições normativas, com as funções, respectivamente, de fiscalizar</p><p>as instituições financeiras, como os bancos, e as operações realizadas, por exemplo,</p><p>nas bolsas de valores.</p><p>Podemos concluir então que as resoluções normativas do CMN estão interligadas aos</p><p>bancos, bolsas de valores e outras instituições financeiras, e que o papel do CMN é</p><p>criar as regras para essas instituições, cabendo a seus subordinados, o BACEN e a</p><p>CVM, fiscalizar a obediência a elas pelas instituições operacionais.</p><p>O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), por sua vez, determina as regras</p><p>para outro tipo de instituição, que são as seguradoras. A Susep, diretamente</p><p>subordinada a ele, fiscaliza as instituições que realizam seguros, por exemplo:</p><p>resseguradoras, entidades de previdência complementar aberta, sociedades de</p><p>seguradoras e sociedades de capitalização.</p><p>Já o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) estabelece as normas</p><p>que devem ser obedecidas por fundos de pensão e planos de previdência</p><p>complementar fechados. Caberá à Previc fiscalizar se as normas estão sendo</p><p>cumpridas pelas instituições que fazem planos de previdência complementar</p><p>fechadas e fundos de pensão.</p><p>Papel das instituições normativas</p><p>Como já vimos, cada instituição normativa tem uma área de atuação. Vejamos cada</p><p>uma delas:</p><p>• CMN</p><p>Formula a política de controle da moeda no SFN e incentiva (ou não) mecanismos de</p><p>incentivo ao consumo de bens e serviços, prática também conhecida como política</p><p>de crédito ou financiamento. Sua principal atribuição é gerar um ambiente de</p><p>estabilidade monetária, permitindo o desenvolvimento econômico e social do país.</p><p>16</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Figura – O Conselho Monetário Nacional (CMN).</p><p>Fonte: Elaborado a partir do decreto nº 1.307, de 09 de outubro de 1994.</p><p>17</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• CNSP</p><p>Acompanha a evolução do mercado segurador nacional, não só estabelecendo as</p><p>normas, mas também observando a evolução dos indicadores de risco e a ocorrência</p><p>de incidentes cobertos pelos contratos de seguros, podendo assim permitir a</p><p>modernização e evolução deste serviço.</p><p>• CNPC</p><p>Além de ser um órgão normativo, precisa também estar atento aos movimentos e</p><p>reflexos que a economia e a gestão dos planos de previdência complementar podem</p><p>causar no montante de recursos acumulados pelos clientes para assim modernizar a</p><p>legislação, garantindo os planos futuros de aposentadoria dos contratantes desses</p><p>produtos.</p><p>Essas atribuições das instituições normativas fazem com que cada uma delas tenha</p><p>sua importância no SFN, como veremos mais detalhadamente a seguir.</p><p>Figura – Importância das instituições normativas.</p><p>Fonte: Elaborado a partir do decreto nº 1.307, de 09 de outubro de 1994.</p><p>A importância das instituições normativas se deve ao fato de elas regulamentarem o</p><p>funcionamento do SFN, modernizarem as leis e determinarem as garantias que</p><p>devem ser dadas às pessoas e empresas que operam nesse sistema. Para tanto,</p><p>cada uma delas é composta por diversos membros que deliberam sobre questões</p><p>importantes do mercado.</p><p>O CMN é composto por autoridades do alto escalão do governo federal: o Ministro da</p><p>Economia, como presidente, o Presidente do Banco Central, e o Secretário Especial</p><p>de Fazenda do Ministério da Economia. Eles se reúnem periodicamente para discutir</p><p>e estabelecer estratégias sobre assuntos referentes a perspectivas e ações</p><p>necessárias para tratar de temas específicos do SFN e deliberarem sobre assuntos</p><p>relacionados às competências do CMN, como controle de reservas cambiais e o nível</p><p>de endividamento do país.</p><p>O CNSP é composto pelo Ministro da Economia, como presidente, pelo</p><p>superintendente da Susep e por representantes dos Ministérios da Justiça e da</p><p>Previdência Social*1, do BACEN e da CVM, que discutem aspectos referentes à</p><p>constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos contratos de seguro,</p><p>1 O Ministério da Previdência e Assistência Social atualmente não possui representação em razão de</p><p>suas funções relacionadas à previdência terem sido absorvidas pelo Ministério</p><p>estabelecer princípios e regras para</p><p>Distribuição de Produtos de Investimento visando, principalmente:</p><p>77</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• A manutenção dos mais elevados padrões éticos e a consagração da</p><p>institucionalização de práticas equitativas no mercado financeiro e de capitais;</p><p>• A concorrência leal;</p><p>• A padronização de seus procedimentos;</p><p>• O estímulo ao adequado funcionamento da Distribuição de Produtos de</p><p>Investimento;</p><p>• A transparência no relacionamento com os investidores, de acordo com o canal</p><p>utilizado e as características dos investimentos; e</p><p>• A qualificação das instituições e de seus profissionais envolvidos na</p><p>Distribuição de Produtos de Investimento.</p><p>Este Código se destina aos bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de</p><p>investimento, bancos de desenvolvimento, sociedades corretoras e distribuidoras de</p><p>títulos e valores mobiliários, assim como aos administradores fiduciários e/ou</p><p>gestores de recursos de terceiros quando distribuírem seus próprios Fundos de</p><p>Investimento.</p><p>Os administradores fiduciários e/ou gestores de recursos de terceiros que, no</p><p>exercício de suas atividades, estiverem distribuindo seus próprios Fundos de</p><p>Investimento, nos termos permitidos pela Regulação da Comissão de Valores</p><p>Mobiliários, estarão sujeitos às regras previstas neste Código, observado o parágrafo</p><p>3º do artigo 61 e o parágrafo 5º do artigo 68, ambos desse Código.</p><p>A observância das normas deste Código é obrigatória para as Instituições</p><p>Participantes.</p><p>As Instituições Participantes devem assegurar que o presente Código seja também</p><p>observado por todos os integrantes de seu Conglomerado ou Grupo Econômico que</p><p>estejam autorizados, no Brasil, a distribuírem Produtos de Investimento.</p><p>A obrigação prevista no parágrafo acima não implica o reconhecimento, por parte das</p><p>Instituições Participantes, da existência de qualquer modalidade de assunção,</p><p>transferência de</p><p>responsabilidade ou solidariedade entre esses integrantes, embora todas as</p><p>referidas entidades estejam sujeitas às regras e princípios estabelecidos pelo</p><p>presente Código.</p><p>As Instituições Participantes estão dispensadas de observar o disposto neste Código</p><p>na Distribuição de:</p><p>• Produtos de investimento para:</p><p>o União, Estados, Municípios e Distrito Federal, observado o parágrafo 6º</p><p>deste artigo; e</p><p>o Pessoa jurídica dos segmentos classificados como middle e corporate,</p><p>segundo critérios estabelecidos pela própria Instituição Participante;</p><p>• Caderneta de poupança.</p><p>78</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Entretanto, os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) não estão incluídos</p><p>na dispensa.</p><p>As Instituições Participantes submetidas à ação reguladora e fiscalizadora do</p><p>Conselho Monetário Nacional, do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores</p><p>Mobiliários, concordam, expressamente, que a atividade de Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento excede o limite de simples observância da Regulação que</p><p>lhe é aplicável, devendo, dessa forma, submeter-se também aos procedimentos</p><p>estabelecidos por este Código.</p><p>O presente Código não se sobrepõe à Regulação vigente, ainda que venham a ser</p><p>editadas normas, após o início de sua vigência, que sejam contrárias às disposições</p><p>ora trazidas, de maneira que deve ser desconsiderada, caso haja contradição entre</p><p>as regras estabelecidas neste Código e a Regulação em vigor, a respectiva</p><p>disposição deste Código, sem prejuízo das demais regras nele contidas.</p><p>Capítulo IV – Princípios Gerais de Conduta</p><p>As Instituições Participantes devem:</p><p>• Exercer suas atividades com boa-fé, transparência, diligência e lealdade;</p><p>• Cumprir todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercício de suas</p><p>atividades, o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar</p><p>à administração de seus próprios negócios, respondendo por quaisquer</p><p>infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas;</p><p>• Nortear a prestação das atividades pelos princípios da liberdade de iniciativa e</p><p>da livre concorrência, evitando a adoção de práticas caracterizadoras de</p><p>concorrência desleal e/ou de condições não equitativas, respeitando os</p><p>princípios de livre negociação;</p><p>• Evitar quaisquer práticas que infrinjam ou estejam em conflito com as regras e</p><p>princípios contidos neste Código e na Regulação vigente;</p><p>• Adotar condutas compatíveis com os princípios de idoneidade moral e</p><p>profissional;</p><p>Evitar práticas que possam vir a prejudicar a Distribuição de Produtos de</p><p>Investimento, especialmente no que tange aos deveres e direitos relacionados às</p><p>atribuições específicas de cada uma das Instituições Participantes estabelecidas em</p><p>contratos, regulamentos, neste Código e na Regulação vigente;</p><p>• Envidar os melhores esforços para que todos os profissionais que</p><p>desempenhem funções ligadas à Distribuição de Produtos de Investimento</p><p>atuem com imparcialidade e conheçam o código de ética da Instituição</p><p>Participante e as normas aplicáveis à sua atividade;</p><p>• Divulgar informações claras e inequívocas aos investidores acerca dos riscos</p><p>e consequências que poderão advir dos Produtos de Investimento; e</p><p>• Identificar, administrar e mitigar eventuais conflitos de interesse que possam</p><p>afetar a imparcialidade das pessoas que desempenhem funções ligadas à</p><p>Distribuição de Produtos de Investimento.</p><p>79</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>São considerados descumprimentos às obrigações e princípios deste Código não</p><p>apenas a inexistência ou insuficiência das regras e procedimentos aqui exigidos, mas</p><p>também a sua não implementação ou implementação inadequada para os fins</p><p>previstos neste Código.</p><p>• São evidências de implementação inadequada das regras e procedimentos</p><p>estabelecidos neste Código: A reiterada ocorrência de falhas, não sanadas nos</p><p>prazos estabelecidos; e</p><p>• A ausência de mecanismo ou evidência que demonstre a aplicação dos</p><p>procedimentos estabelecidos por este Código.</p><p>CAPÍTULO V – REGRAS, PROCEDIMENTOS E CONTROLES</p><p>Seção IV – Gestão de Riscos</p><p>As Instituições Participantes devem ser capazes de identificar, mensurar, avaliar,</p><p>monitorar, reportar, controlar e mitigar os riscos atribuídos à sua atividade (“Gestão</p><p>de Riscos”).</p><p>A Gestão de Riscos deve ser:</p><p>• Compatível com a natureza, porte, complexidade, estrutura, perfil de risco dos</p><p>Produtos de Investimento distribuídos e modelo de negócio da instituição;</p><p>• Proporcional à dimensão e à relevância da exposição aos riscos, segundo</p><p>critérios definidos pela instituição; e</p><p>• Adequada ao perfil de risco e à importância sistêmica da instituição.</p><p>As Instituições Participantes devem implementar e manter, em documento escrito,</p><p>regras, procedimentos e controles para assegurar o disposto no caput que contenha,</p><p>no mínimo:</p><p>• Sistemas, rotinas e procedimentos para a Gestão de Riscos que:</p><p>o Assegurem integridade, segurança e disponibilidade dos dados e dos</p><p>sistemas de informação utilizados;</p><p>o Sejam robustos e adequados às necessidades e às mudanças do</p><p>modelo de negócio, tanto em circunstâncias normais, como em períodos</p><p>de estresse; e</p><p>o Incluam mecanismos de proteção e segurança da informação, com</p><p>vistas a prevenir, detectar e reduzir a vulnerabilidade a ataques digitais;</p><p>• Avaliação periódica da adequação dos sistemas, rotinas e procedimentos de</p><p>que trata o inciso acima;</p><p>• Processos e controles adequados para assegurar a identificação prévia dos</p><p>riscos inerentes a:</p><p>o Novos produtos;</p><p>o Modificações relevantes em produtos existentes; e</p><p>o Mudanças significativas em processos, sistemas, operações e modelo</p><p>de negócio da Instituição Participante;</p><p>• Papéis e responsabilidades claramente definidas que estabeleçam atribuições</p><p>aos profissionais da Instituição Participante em seus diversos níveis, incluindo</p><p>os terceiros contratados; e</p><p>80</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional</p><p>– Todos os direitos reservados</p><p>• Indicação de como é feita a coordenação da Gestão de Riscos da instituição</p><p>com a área de controles internos e de compliance prevista na seção I deste</p><p>capítulo.</p><p>A Gestão de Riscos deve prever regras e procedimentos sobre o Plano de</p><p>Continuidade de Negócios observando-se, no mínimo:</p><p>• Análise de riscos potenciais;</p><p>• Planos de contingência, detalhando os procedimentos de ativação, o</p><p>estabelecimento de prazos para a implementação e a designação das equipes</p><p>que ficarão responsáveis pela operacionalização dos referidos planos; e</p><p>• Validação ou testes no mínimo a cada doze meses, ou em prazo inferior, se</p><p>exigido pela Regulação.</p><p>A validação ou testes de que trata o inciso III acima tem como objetivo avaliar se os</p><p>Planos de Continuidade de Negócios desenvolvidos são capazes de suportar, de</p><p>modo satisfatório, os processos operacionais críticos para continuidade dos negócios</p><p>da instituição e manter a integridade, a segurança e a consistência dos bancos de</p><p>dados criados pela alternativa adotada, e se tais planos podem ser ativados</p><p>tempestivamente.</p><p>O conteúdo dos documentos exigidos neste capítulo pode constar de um único</p><p>documento, desde que haja clareza a respeito dos procedimentos e regras exigidos</p><p>em cada seção.</p><p>Seção VI – Avisos Obrigatórios</p><p>As Instituições Participantes devem incluir, com destaque, nos Materiais Técnicos os</p><p>seguintes avisos obrigatórios:</p><p>• Caso faça referência a histórico de rentabilidade ou menção a performance:</p><p>o “Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados</p><p>futuros.”; e</p><p>o “A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos.”</p><p>• Caso faça referência a Produtos de Investimento que não possuam garantia</p><p>do fundo garantidor de crédito:</p><p>o “O investimento em [indicar produto de investimento] não é garantido</p><p>pelo Fundo Garantidor de Crédito.”</p><p>• Caso faça referência à simulação de rentabilidade:</p><p>o “As informações presentes neste material técnico são baseadas em</p><p>simulações e os resultados reais poderão ser significativamente</p><p>diferentes.”</p><p>No uso de mídia impressa e por meios digitais escritos, o tamanho do texto e a</p><p>localização dos avisos e informações devem permitir sua clara leitura e compreensão.</p><p>CAPÍTULO IX – REGRAS GERAIS</p><p>Seção I – Divulgação de Informações por Meios Eletrônicos</p><p>81</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>As Instituições Participantes devem disponibilizar seção exclusiva em seus sites na</p><p>internet sobre os Produtos de Investimento distribuídos, contendo, no mínimo, as</p><p>seguintes informações:</p><p>• Descrição do objetivo e/ou estratégia de investimento;</p><p>• Público-alvo, quando destinado a investidores específicos;</p><p>• Carência para resgate e prazo de operação;</p><p>• Nome do emissor, quando aplicável;</p><p>• Tributação aplicável;</p><p>• Classificação do Produto de Investimento, nos termos estabelecidos pelo</p><p>artigo 49 deste Código;</p><p>• Descrição resumida dos principais fatores de risco, incluindo, no mínimo, os</p><p>riscos de liquidez, de mercado e de crédito, quando aplicável; e</p><p>• Informações sobre os canais de atendimento.</p><p>As Instituições Participantes, quando da divulgação de informações dos Fundos de</p><p>Investimento nos sites na internet, devem observar, além do previsto no caput, o</p><p>disposto do artigo 2º do anexo deste Código.</p><p>As Instituições Participantes devem possuir canais de atendimento compatíveis com</p><p>seu porte e número de investidores para esclarecimento de dúvidas e recebimento de</p><p>reclamações.</p><p>2.25. Código ANBIMA de Regulação e Melhores</p><p>Práticas de Ofertas Públicas de Distribuição e</p><p>Aquisição de Valores Mobiliários</p><p>Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas de Ofertas Públicas de</p><p>Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários (C.A.R.M.P.)</p><p>O Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas de Ofertas Públicas de</p><p>Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários (C.A.R.M.P.) tem por objetivo</p><p>estabelecer princípios e regras para as atividades de estruturação, coordenação e</p><p>distribuição de ofertas públicas de valores mobiliários e ofertas públicas de aquisição</p><p>de valores mobiliários, visando propiciar a transparência e o adequado funcionamento</p><p>do mercado.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Acesse o Código completo em:</p><p>_lt_https://www.anbima.com.br/data/files/F5/72/DD/6B/07B23610BC78823678A80AC2/Codigo-</p><p>Distribuicao-Produtos-Investimento-02_01_2019.pdf_gt_.</p><p>82</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>PRINCÍPIOS, REGRAS E PROCEDIMENTOS PARA AS OFERTAS</p><p>CAPÍTULO IV – PRINCÍPIOS GERAIS DE CONDUTA</p><p>As Instituições Participantes devem:</p><p>• Exercer suas atividades com boa-fé, transparência, diligência e lealdade;</p><p>• Nortear a prestação de suas atividades pelos princípios da liberdade de</p><p>iniciativa e da livre concorrência;</p><p>• Evitar quaisquer práticas que infrinjam ou estejam em conflito com as regras e</p><p>princípios contidos neste Código e na Regulação em vigor;</p><p>• Evitar a adoção de práticas caracterizadoras de concorrência desleal e/ou de</p><p>condições não equitativas, bem como de quaisquer outras práticas que</p><p>contrariem os princípios contidos no presente Código, respeitando os</p><p>princípios de livre negociação;</p><p>• Cumprir todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercício de sua</p><p>atividade, o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar</p><p>à administração de seus próprios negócios, respondendo por quaisquer</p><p>infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas durante o período</p><p>em que prestarem as atividades reguladas por este Código; e</p><p>• Buscar desenvolver suas atividades com vistas a incentivar o mercado</p><p>secundário de valores mobiliários, respeitadas as características de cada</p><p>Oferta.</p><p>As Instituições devem seguir alguns princípios e regras quando realizam Oferta</p><p>Pública de valores mobiliários:</p><p>• Zelar pela veracidade e precisão das informações incluídas nos documentos</p><p>da Oferta e da OPA;</p><p>• Cumprir fielmente as exigências estabelecidas pela Regulação em vigor;</p><p>• Disponibilizar informações claras, precisas e suficientes sobre a Oferta, a</p><p>emissora e/ou ofertantes, se for o caso;</p><p>• Utilizar as informações obtidas em razão de sua participação em Ofertas</p><p>exclusivamente ara os fins para os quais tenham sido contratadas;</p><p>• Manter a confidencialidade das informações assim identificadas e que tiverem</p><p>acesso em decorrência da participação na Oferta, comprometendo-se a não</p><p>utilizá-las fora dos termos da Oferta;</p><p>• Participar apenas de Ofertas autorreguladas por este Código cujos</p><p>coordenadores</p><p>o Sejam Instituições Participantes; ou</p><p>o Sejam integrantes do Conglomerado ou Grupo econômico das</p><p>Instituições Participantes.</p><p>• Participar apenas de Ofertas cujos Agentes Fiduciários e/ou Agente de Notas</p><p>o Sejam Instituições Participantes; ou</p><p>o Sejam integrantes do Conglomerado ou Grupo Econômico das</p><p>Instituições Participantes.</p><p>83</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Identificar a Instituição Participante que atuará como coordenador líder da</p><p>Oferta, nos termos da Regulação vigente;</p><p>• Participar apenas de Ofertas no mercado primário e secundário de ações,</p><p>debêntures conversíveis em ações ou bônus de subscrição quando as</p><p>emissoras de tais ofertas tiverem aderido ou se comprometido a aderir no</p><p>prazo de 6 (seis) meses, contado do primeiro anúncio de distribuição, no</p><p>mínimo, ao Nível 1 ou ao Bovespa Mais, conforme o caso, das práticas</p><p>diferenciadas de governança corporativa da B3;</p><p>• Enviar à ANBIMA cópia da carta conforto e/ou manifestação escrita dos</p><p>auditores independentes da emissora acerca da consistência das informações</p><p>financeiras constantes do Prospecto e/ou do Formulário de Referência,</p><p>relativas às demonstrações financeiras publicadas pela emissora;</p><p>• Informar à ANBIMA se possui parecer legal dos advogados contratados para</p><p>assessorar a Instituição Participante nas Ofertas sobre a consistência das</p><p>informações</p><p>fornecidas:</p><p>o No Prospecto em relação as informações fornecidas no Formulário de</p><p>Referência analisado durante o procedimento de diligência legal na</p><p>emissora; e</p><p>o No Memorando de Ações e no Sumário de Debêntures, em relação às</p><p>consistências das informações fornecidas nos documentos preparados</p><p>no âmbito da respectiva Oferta Restrita.</p><p>• Estimular a contratação, pela emissora e/ou ofertantes, de instituição para</p><p>desenvolver atividade de formador de mercado; e</p><p>• Incentivar as emissoras a adotar sempre padrões mais elevados de</p><p>governança corporativa.</p><p>Para estarmos preparados, precisaremos conhecer os capítulos 2, 3, 4, 5, 9 e 10 do</p><p>C.A.R.M.P. Então, mãos à obra:</p><p>CAPÍTULO II – Objetivo e Abrangência</p><p>O presente Código tem por objetivo estabelecer princípios e regras para as atividades</p><p>de estruturação, coordenação e distribuição de ofertas públicas de valores mobiliários</p><p>e ofertas públicas de aquisição de valores mobiliários, visando propiciar a</p><p>transparência e o adequado funcionamento do mercado.</p><p>Este Código se destina às instituições que atuam nas atividades de estruturação,</p><p>coordenação e distribuição de Ofertas:</p><p>• A atividade de distribuição, de que trata este Código, refere-se à relação entre</p><p>os coordenadores e distribuidores ainda no âmbito da estruturação e</p><p>coordenação das Ofertas, conforme Regulação da Comissão de Valores</p><p>Mobiliários.</p><p>• As regras de distribuição de Produtos de Investimento para o investidor estão</p><p>previstas no Código de Distribuição.</p><p>84</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• As instituições que atuarem na atividade de intermediação, quando se tratar</p><p>de OPA, estarão sujeitas ao disposto neste Código.</p><p>• A observância das normas deste Código é obrigatória para as Instituições</p><p>Participantes.</p><p>• Os Agentes Fiduciários e os Agentes de Notas contratados estão sujeitos ao</p><p>disposto neste Código, no que couber, bem como ao Anexo III.</p><p>• As securitizadoras estão sujeitas ao disposto neste Código, no que couber,</p><p>quando atuarem como coordenadoras nas Ofertas Públicas.</p><p>• As Instituições Participantes devem assegurar que o presente Código seja</p><p>também observado por todos os integrantes de seu Conglomerado ou Grupo</p><p>econômico que estejam autorizados, no Brasil, a realizar as atividades de</p><p>estruturação, coordenação e distribuição de que trata este Código.</p><p>• A obrigação prevista no parágrafo anterior não implica no reconhecimento, por</p><p>parte das Instituições Participantes, da existência de qualquer modalidade de</p><p>assunção, solidariedade ou transferência de responsabilidade entre esses</p><p>integrantes, embora todas as referidas entidades estejam sujeitas às regras e</p><p>princípios estabelecidos pelo presente Código.</p><p>Estão dispensadas de observar as disposições deste Código, observado o parágrafo</p><p>1º abaixo:</p><p>• As Ofertas Restritas, nos termos da Regulação em vigor, que não sejam de</p><p>debêntures e de ações;</p><p>• As Ofertas Públicas de lote único e indivisível de valores mobiliários, salvo se</p><p>utilizarem Prospecto;</p><p>• As Ofertas Públicas de valores mobiliários de emissão de empresas de</p><p>pequeno porte e de microempresas, assim definidas em lei, salvo se utilizarem</p><p>Prospecto;</p><p>• As Ofertas Públicas de ações de propriedade da União, Estados, Distrito</p><p>Federal e municípios e demais entidades da administração pública, que,</p><p>cumulativamente:</p><p>o (i) não objetive colocação junto ao público em geral; e</p><p>o (ii) seja realizada em leilão organizado por entidade administradora de</p><p>mercado organizado, nos termos da Lei nº 8.666, de 21 de junho de</p><p>1993, salvo se utilizarem Prospecto;</p><p>• As Ofertas Públicas de quotas de quaisquer fundos de investimento, incluindo</p><p>os fundos estruturados (tais como FIP, FIDC, FII e FUNCINE);</p><p>• As Ofertas Públicas de certificado de investimento audiovisual;</p><p>• As Ofertas de contratos de investimento coletivo;</p><p>• As Ofertas Públicas de certificado de potencial adicional de construção</p><p>(CEPAC); e</p><p>• As Ofertas Públicas de certificados de operações estruturadas (COE).</p><p>85</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>As Ofertas Públicas de que trata o caput devem ser registradas na ANBIMA apenas</p><p>para fins do disposto no capítulo VI, que trata do envio de informações para a base</p><p>de dados da ANBIMA.</p><p>Cabe à diretoria da Associação (“Diretoria”) regulamentar as regras e procedimentos</p><p>ANBIMA referentes às ofertas públicas de valores mobiliários não abarcadas por este</p><p>Código.</p><p>As Instituições Participantes, submetidas à ação reguladora e fiscalizadora do</p><p>Conselho Monetário Nacional, do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores</p><p>Mobiliários, concordam expressamente que as atividades de estruturação,</p><p>coordenação e distribuição de que trata este Código excedem o limite de simples</p><p>observância da Regulação que lhes são aplicáveis, devendo, dessa forma, submeter-</p><p>se também aos procedimentos estabelecidos por este Código.</p><p>O presente Código não se sobrepõe à Regulação em vigor, ainda que venham a ser</p><p>editadas normas, após o início de sua vigência, que sejam contrárias às disposições</p><p>ora trazidas, devendo ser desconsiderada, caso haja contradição entre regras</p><p>estabelecidas neste Código e a Regulação vigente, a respectiva disposição deste</p><p>Código, sem prejuízo de suas demais regras.</p><p>CAPÍTULO III – Associação e Adesão ao Código</p><p>As instituições que desejarem se associar à ANBIMA ou aderir a este Código deverão</p><p>ter seus pedidos de associação ou adesão, conforme o caso, aprovados pela maioria</p><p>dos membros da Diretoria, observadas as regras previstas no Estatuto Social da</p><p>Associação:</p><p>A adesão a este Código implicará a adesão automática ao Código dos Processos.</p><p>• Cabe à Diretoria e ao Conselho de Ética da ANBIMA regulamentar os</p><p>processos de associação e adesão de que trata o caput.</p><p>CAPÍTULO V – Regras Gerais</p><p>No exercício de suas atividades, as Instituições Participantes devem:</p><p>As Instituições Participantes devem:</p><p>• Zelar pela veracidade e precisão das informações incluídas nos documentos</p><p>da Oferta e da OPA;</p><p>• Cumprir fielmente as exigências estabelecidas pela Regulação em vigor;</p><p>• Disponibilizar informações claras, precisas e suficientes sobre a Oferta, a</p><p>emissora e/ou ofertantes, se for o caso;</p><p>• Utilizar as informações obtidas em razão de sua participação em Ofertas</p><p>exclusivamente para os fins para os quais tenham sido contratadas;</p><p>• Manter a confidencialidade das informações assim identificadas e que tiverem</p><p>acesso em decorrência da participação na Oferta, comprometendo-se a não</p><p>utilizá-las fora dos termos da Oferta;</p><p>• Participar apenas de Ofertas autorreguladas por este Código cujos</p><p>coordenadores</p><p>o Sejam Instituições Participantes; ou</p><p>86</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>o Sejam integrantes do Conglomerado ou Grupo econômico das</p><p>Instituições Participantes;</p><p>• Participar apenas de Ofertas cujos Agentes Fiduciários e/ou Agente de Notas</p><p>o sejam Instituições Participantes; ou</p><p>o sejam integrantes do Conglomerado ou Grupo Econômico das</p><p>Instituições Participantes.</p><p>• Identificar a Instituição Participante que atuará como coordenador líder da</p><p>Oferta, nos termos da Regulação vigente;</p><p>• Participar apenas de Ofertas no mercado primário e secundário de ações,</p><p>debêntures conversíveis em ações ou bônus de subscrição quando as</p><p>emissoras de tais Ofertas tiverem aderido ou se comprometido a aderir no</p><p>prazo de 6 (seis) meses, contado do primeiro anúncio de distribuição, no</p><p>mínimo, ao Nível 1 ou ao Bovespa Mais, conforme o caso, das práticas</p><p>diferenciadas de governança corporativa da B3, observado o parágrafo 1º</p><p>deste artigo;</p><p>• Enviar à ANBIMA cópia da carta conforto e/ou manifestação escrita dos</p><p>auditores independentes da emissora acerca da consistência das informações</p><p>financeiras constantes do Prospecto e/ou do Formulário de Referência,</p><p>relativas às demonstrações financeiras publicadas pela</p><p>emissora;</p><p>• Informar à ANBIMA se possui parecer legal dos advogados contratados para</p><p>assessorar a Instituição Participante nas Ofertas sobre a consistência das</p><p>informações fornecidas:</p><p>o No Prospecto em relação as informações fornecidas no Formulário de</p><p>Referência analisado durante o procedimento de diligência legal na</p><p>emissora; e</p><p>o No Memorando de Ações e no Sumário de Debêntures, em relação às</p><p>consistências das informações fornecidas nos documentos preparados</p><p>no âmbito da respectiva Oferta Restrita.</p><p>• Estimular a contratação, pela emissora e/ou ofertantes, de instituição para</p><p>desenvolver atividade de formador de mercado; e</p><p>• Incentivar as emissoras a adotar sempre padrões mais elevados de</p><p>governança corporativa. O Código irá dizer que as instituições participantes</p><p>precisam fazer com que conste nas publicações, ou nas divulgações da Oferta</p><p>Pública, a adesão da emissora às Práticas de Governança Corporativa da B3,</p><p>essa adesão precisa estar em destaque. De outra forma, a instituição precisará</p><p>fazer constar, de igual forma, o comprometimento de fazê-lo por meio de</p><p>contrato de colocação e distribuição que contenha uma cláusula, por parte das</p><p>emissoras, de adesão a essas práticas em prazo previsto. Se a instituição não</p><p>conseguir realizar esses procedimentos, ela precisará fazer conter no</p><p>prospecto a informação de que tais procedimentos não foram seguidos. Para</p><p>os casos de Ofertas públicas de ações distribuídas com esforços restritos, as</p><p>instituições participantes devem fazer constar do memorando a informação</p><p>sobre a não obtenção dos pareceres.</p><p>87</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Também, as instituições participantes devem instituir área, ou nomear um</p><p>profissional, para as atividades de compliance, com a isenção necessária para o</p><p>cumprimento do seu dever. Entende-se por atividades de compliance as ações</p><p>visando ao cumprimento das Leis, regulamentações e princípios corporativos</p><p>aplicáveis ao Coordenador da Oferta Pública. Ainda, as instituições participantes que</p><p>atuarem na qualidade de coordenadores devem, dentro do cronograma da oferta</p><p>pública, disponibilizar aos agentes fiduciários contratados pela Emissora os</p><p>documentos da Oferta Pública solicitados por eles, de forma a permitir o devido</p><p>cumprimento das atividades inerentes aos referidos agentes.</p><p>As instituições participantes que atuarem na qualidade de coordenadores devem</p><p>fazer menção do Agente Fiduciário nos documentos da Oferta, incluindo no</p><p>documento a:</p><p>• denominação social;</p><p>• a inscrição no CNPJ;</p><p>• o endereço;</p><p>• o telefone;</p><p>• a home page; e</p><p>• o e-mail da área responsável por atender os investidores.</p><p>CAPÍTULO IX – Selo ANBIMA</p><p>A veiculação do selo ANBIMA tem por finalidade exclusiva demonstrar o compromisso</p><p>das Instituições Participantes com o cumprimento e observância das disposições do</p><p>presente Código.</p><p>A imposição das penalidades previstas no presente Código será dispensada se for</p><p>reeditada a publicação e/ou divulgação, conforme o caso, com as devidas correções</p><p>até o 2º (segundo) dia útil da publicação e/ou divulgação incorreta, com os mesmos</p><p>padrões e através de meios ao menos iguais aos utilizados para a publicação e/ou</p><p>divulgação original.</p><p>Cabe à Diretoria regulamentar as regras aplicáveis ao uso do selo ANBIMA.</p><p>CAPÍTULO X – Publicidade</p><p>Quando se tratar de Publicidade eletrônica veiculada na internet, por meio de link ou</p><p>banner, as Instituições Participantes devem disponibilizar, direta ou indiretamente, o</p><p>Prospecto da Oferta Pública e/ou do Programa de Distribuição.</p><p>Cabe à Diretoria regulamentar as regras e procedimentos ANBIMA a serem adotados</p><p>pelas Instituições Participantes referentes à publicidade nas Ofertas Públicas.</p><p>Não se caracteriza como Publicidade, para fins deste Código:</p><p>• Formulários cadastrais, questionários de perfil do investidor ou perfil de</p><p>investimento, materiais destinados unicamente à comunicação de alterações</p><p>de endereços, telefones, ou outras informações de simples referência para o</p><p>investidor;</p><p>• Materiais que se restrinjam às informações obrigatórias, exigidas pela</p><p>Regulação;</p><p>88</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Informações que atendam a solicitações específicas de determinado</p><p>investidor;</p><p>• Materiais de cunho estritamente jornalístico, inclusive entrevistas, divulgadas</p><p>em quaisquer meios de comunicação;</p><p>• Anúncios em qualquer mídia pública que não tratem de Oferta Pública ou</p><p>Programa de Distribuição específico, ou que tratem de Oferta Pública ou</p><p>Programa de Distribuição já concluído;</p><p>• Saldos, extratos e demais materiais destinados à simples apresentação de</p><p>posição financeira, movimentação e rentabilidade, desde que restritos a estas</p><p>informações ou assemelhadas; e</p><p>• Questionários de due diligence e propostas comerciais.</p><p>2.26. Código ANBIMA de Regulação e Melhores</p><p>Práticas para Fundos de Investimentos (CFI)</p><p>De Acordo com as regras gerais para fundos de investimentos da ANBIMA.</p><p>“Art. 7º – Os fundos de investimento disciplinados no presente Código devem ser</p><p>registrados na ANBIMA, conforme seus respectivos Manuais para Cadastro, no prazo</p><p>e na forma estabelecidos nos anexos.</p><p>Art. 8º – O registro de fundos de investimento na ANBIMA implica o pagamento de</p><p>taxa de registro e, a partir de então, o pagamento de taxa de manutenção do fundo</p><p>de investimento na base de dados definida no parágrafo único do artigo 10, de acordo</p><p>com os valores e frequência determinados pela Diretoria da ANBIMA, sendo que esta</p><p>poderá instituir taxa de registro adicional para análise de documentos nos casos em</p><p>que haja alteração das características do fundo de investimento que resultem em</p><p>mudança nas informações contidas nos documentos registrados na ANBIMA.</p><p>Parágrafo único – Os valores das taxas mencionadas no caput podem ser revistos</p><p>a qualquer tempo.</p><p>Art. 9º – Os prazos previstos neste Capítulo podem ser prorrogados em situações</p><p>excepcionais devidamente justificadas, ouvidos a Comissão de Acompanhamento e</p><p>o Conselho de Regulação e Melhores Práticas.”</p><p>O objetivo do Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para os Fundos de</p><p>Investimentos é estabelecer parâmetros pelos quais as atividades das Instituições</p><p>Participantes, relacionadas à constituição e funcionamento de fundos de</p><p>investimento, devem se orientar, visando, principalmente, a estabelecer:</p><p>Propósito e abrangência</p><p>Estabelece parâmetros que devem ser observados pelas instituições participantes</p><p>para a constituição e funcionamento de fundos de investimento.</p><p>Entre os objetivos do código se encontram:</p><p>• Concorrência leal;</p><p>89</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Padronização dos procedimentos;</p><p>• Maior qualidade e disponibilidade de informações sobre Fundos de</p><p>Investimento, principalmente através do envio de dados à ANBIMA; e</p><p>• Elevação dos padrões fiduciários e a promoção das melhores práticas do</p><p>mercado.</p><p>Para o registro dos Fundos de Investimento na ANBIMA, deve ser encaminhado</p><p>pedido específico acompanhado dos seguintes documentos:</p><p>• Formulário de informações complementares do Fundo de Investimento,</p><p>quando for o caso;</p><p>• Regulamento do Fundo de Investimento (“Regulamento”);</p><p>• Comprovante de pagamento da taxa de registro;</p><p>• Formulário de cadastro.</p><p>Assim, esse código visa a contribuir para o melhor funcionamento do mercado de</p><p>fundos de investimentos, dotando-o de maior transparência e segurança. Para</p><p>alcançar esses critérios, a ANBIMA entendeu ser relevante definir como pré-requisito</p><p>a adoção de objetivos que obriguem as instituições a adotarem procedimentos</p><p>padronizados e a disponibilizarem informações de melhor qualidade para os</p><p>investidores. Estes, inclusive, são obrigados a fornecer à ANBIMA informações que</p><p>permitam que ela realize uma fiscalização mais efetiva. Com isso, a ANBIMA eleva a</p><p>qualidade, segurança</p><p>e confiança do mercado de fundos de investimento.</p><p>Por isso, atente para as seguintes termos-chaves: concorrência, padronização,</p><p>elevar os padrões, elevar disponibilidade e qualidade de informações.</p><p>Lembrando-se desses quatro termos você será capaz de responder as questões</p><p>sobre os objetivos do CFI. Esse código deve ser obrigatoriamente seguido pelas</p><p>instituições filiadas à ANBIMA e pelas instituições que se filiarem a ela. Estas últimas</p><p>devem passar por uma análise, que objetiva identificar se seguem as exigências</p><p>obrigatórias definidas no presente código.</p><p>Antes de apresentar as obrigações e os procedimentos que a ANBIMA definiu como</p><p>indispensáveis à presença de melhores práticas entre as instituições de fundos de</p><p>investimento é importante entender em que atividades eles devem ser aplicados:</p><p>• Administração de Fundos de Investimento;</p><p>• Gestão de carteira de Fundos de Investimento;</p><p>• Consultoria de Fundos de Investimento;</p><p>• Distribuição de cotas de Fundos de Investimento;</p><p>• Tesouraria de Fundos de Investimento;</p><p>• Controle de ativos de Fundos de Investimento;</p><p>• Controle do passivo de Fundos de Investimento; e</p><p>• Custódia de ativos de Fundos de Investimento.</p><p>90</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>As instituições associadas à ANBIMA, obrigatoriamente, devem seguir o código. As</p><p>demais instituições podem aderir voluntariamente a ele, sendo que para isso devem</p><p>enviar à ANBIMA algumas exigências mínimas:</p><p>• A política formal de decisão de investimentos e de seleção e alocação de</p><p>ativos;</p><p>• A metodologia de gestão de riscos;</p><p>• O plano de continuidade de negócios;</p><p>• A política de segurança da informação; e</p><p>• A declaração atestando que as áreas internas de compliance, gestão de risco</p><p>e marcação à mercado não estão subordinadas à área de gestão de recursos</p><p>ou a alguma área comercial.</p><p>Observe que são cinco os fatores olhados pela ANBIMA e que eles não são difíceis</p><p>de lembrar, basta ter em mente que um fundo de investimentos precisa decidir o modo</p><p>como irá selecionar os ativos, como irá gerir o risco desses ativos, como irá manter o</p><p>seu negócio, como disponibilizará informações para os investidores e a inexistência</p><p>de conflito de interesses.</p><p>Figura 1 – Exigências mínimas para aderir ao CFI.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>Após cumpridas as exigências definidas acima, as instituições passam a adotar o</p><p>código se ocorrer a manifestação favorável por maioria simples dos membros do</p><p>Conselho de Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA, devendo esses celebrarem</p><p>um termo de adequação indicando as exigências mínimas que as instituições</p><p>precisam melhorar. As instituições só passam a seguir o código, sem o cumprimento</p><p>de todas as exigências mínimas, diante da “impossibilidade sanável de atendimento</p><p>91</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>a todas as exigências mínimas previstas”. A instituição signatária do Termo de</p><p>Adequação já é considerada participante, estando sujeita às penalidades previstas no</p><p>código caso os termos e prazos acordados no Termo de Adequação não sejam</p><p>seguidos.</p><p>Ademais, é importante lembrar que esse código se adiciona, mas não se sobrepõem</p><p>às regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do</p><p>Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários. Assim, caso um desses órgãos emita</p><p>regra que seja contraditória ao código, a respectiva disposição do Código não deve</p><p>mais ser seguida. Isto é, as regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional,</p><p>Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários prevalecem sobre o</p><p>código, não podendo este contradizer aquelas.</p><p>As instituições que seguirem o código devem adotar as disposições dele como</p><p>declaração de princípios que nortearão o exercício das atividades com fundos de</p><p>investimento. Os demais integrantes do conglomerado a que pertence a instituição</p><p>que segue esse código também devem seguir ele.</p><p>Princípios Gerais</p><p>As Instituições Participantes devem observar, na esfera de suas atribuições e</p><p>responsabilidades em relação aos Fundos de Investimento, as seguintes regras de</p><p>regulação e melhores práticas:</p><p>1. Desempenhar suas atribuições buscando atender aos objetivos descritos</p><p>nos documentos do Fundo de Investimento, observada a regulamentação</p><p>aplicável a cada tipo de Fundo, bem como a promoção e divulgação de</p><p>informações a eles relacionadas de forma transparente, inclusive no que diz</p><p>respeito à remuneração por seus serviços, visando sempre ao fácil e correto</p><p>entendimento por parte dos investidores;</p><p>2. Cumprir todas as suas obrigações, devendo empregar, no exercício de sua</p><p>atividade, o cuidado que toda pessoa prudente e diligente costuma dispensar</p><p>à administração de seus próprios negócios, respondendo por quaisquer</p><p>infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas durante o período</p><p>em que prestarem algum dos serviços previstos deste Código;</p><p>3. Evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária mantida com os</p><p>cotistas dos Fundos de Investimento; e</p><p>4. Evitar práticas que possam vir a prejudicar a indústria de Fundos de</p><p>Investimento e seus participantes, especialmente no que tange aos deveres</p><p>e direitos relacionados às atribuições específicas de cada uma das Instituições</p><p>Participantes, estabelecidas em contratos, regulamentos e na legislação</p><p>vigente.</p><p>As Instituições que aderiram ao código devem observar as seguintes regras de</p><p>regulação e melhores práticas:</p><p>• Atender aos objetivos definidos no regulamento e no prospecto do Fundo de</p><p>Investimento. Além de promover e divulgar informações relacionadas a eles de</p><p>92</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>modo transparente, inclusive informações sobre a remuneração cobrada pelos</p><p>seus serviços. Elas devem presar pelo entendimento fácil e correto, dos</p><p>investidores, sobre as condições de prestação do serviço;</p><p>O primeiro princípio geral estabelecido pela ANBIMA atribui importância especial ao</p><p>prospecto do fundo e ao seu regulamento. Ele enfatiza a necessidade dos fundos</p><p>divulgarem prontamente informações de qualidade e seguirem as informações</p><p>divulgadas.</p><p>• A instituição também deve administrar o fundo de investimentos de forma</p><p>prudente e diligente, respondendo por infrações ou irregularidades cometidas</p><p>durante a prestação dos serviços;</p><p>Esse princípio enfatiza a necessidade das instituições serem responsáveis na gestão</p><p>dos fundos.</p><p>• As instituições devem evitar a ocorrência de práticas que possam ferir a</p><p>relação fiduciária mantida com os cotistas dos Fundos de Investimento;</p><p>Esse princípio destaca a necessidade das instituições prezarem pela manutenção dos</p><p>laços de confiança com os cotistas.</p><p>• Elas também devem evitar práticas que possam prejudicar a indústria de</p><p>Fundos de Investimento e seus participantes, especialmente em relação aos</p><p>deveres e direitos associados às atribuições de cada uma das Instituições que</p><p>participam desse mercado, estabelecidas em contratos, regulamentos e na</p><p>legislação vigente.</p><p>Já esse princípio destaca a necessidade das instituições evitarem práticas que sejam</p><p>prejudiciais às demais instituições.</p><p>Documentos e Informações dos Fundos de Investimento</p><p>As Instituições Participantes devem tomar providências para que sejam</p><p>disponibilizados aos investidores, quando de seu ingresso nos Fundos de</p><p>Investimento, os documentos relacionados a cada tipo de fundo disciplinado por este</p><p>Código e respectivos anexos, atualizados e compatíveis com o Regulamento dos</p><p>Fundos de Investimento.</p><p>Na capa dos Prospectos ou nos Formulários de Informações Complementares</p><p>(“Formulário”), que serão disponibilizados nos canais eletrônicos e nas páginas na</p><p>rede mundial de computadores, devem constar a logomarca da ANBIMA,</p><p>acompanhada de texto obrigatório:</p><p>• No caso do Prospecto: prospecto de acordo com o código anbima de</p><p>regulação e melhores práticas para os fundos</p><p>de investimento.</p><p>• No caso do formulário: a presente instituição aderiu ao código anbima de</p><p>regulação e melhores práticas para os fundos de investimento.</p><p>De acordo o Capítulo V – DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES DOS FUNDOS DE</p><p>INVESTIMENTO do código da ANBIMA</p><p>93</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>“Art. 12 – As instituições participantes devem tomar providências para que sejam</p><p>disponibilizados aos investidores, quando de seu ingresso nos fundos de</p><p>investimento, os documentos relacionados a cada tipo de fundo disciplinado por este</p><p>Código e respectivos anexos, atualizados e compatíveis com o regulamento dos</p><p>fundos de investimento.</p><p>Parágrafo único – Os documentos de que tratam o caput deste artigo são facultativos</p><p>nos casos previstos pela regulamentação aplicável a cada tipo de fundo de</p><p>investimento.</p><p>Art. 13 – Os documentos, conforme aplicável, devem conter as principais</p><p>características do fundo de investimento, dentre as quais as informações relevantes</p><p>ao investidor sobre políticas de investimento, riscos envolvidos, bem como direitos e</p><p>responsabilidades dos cotistas, devendo conter, no mínimo, os dizeres obrigatórios</p><p>constantes do artigo seguinte, bem como as exigências específicas para cada tipo de</p><p>fundo contidas nos respectivos anexos deste Código.”</p><p>Deve constar com destaque, na capa, na contracapa ou na primeira página do</p><p>Prospecto:</p><p>Este [prospecto ou formulário] foi preparado com as informações necessárias ao</p><p>atendimento das disposições do código anbima de regulação e melhores práticas</p><p>para os fundos de investimento, bem como das normas emanadas da comissão de</p><p>valores mobiliários. a autorização para funcionamento e/ou venda das cotas deste</p><p>fundo não implica, por parte da comissão de valores mobiliários ou da anbima,</p><p>garantia de veracidade das informações prestadas, ou julgamento sobre a qualidade</p><p>do fundo, de seu administrador ou das demais instituições prestadoras de serviços.</p><p>COMENTÁRIO!</p><p>O CMN é um órgão Normativo assim não executa tarefas. Decore os verbos</p><p>autorizar, regulamentar, determinar, disciplinar, etc. E cuidado com os verbos</p><p>autorizar e regulamentar porque também pode ser usado para funções do BACEN.</p><p>Quando for o caso, e de acordo com o nível de exposição a risco de cada Fundo</p><p>de Investimento, deve ser ainda incluídos, obrigatoriamente, com destaque, na capa,</p><p>na contracapa ou na primeira página do Prospecto ou no Formulário, um dos</p><p>seguintes avisos ou avisos semelhantes que expressem o mesmo teor:</p><p>“Este fundo utiliza estratégias que podem resultar em significativas perdas</p><p>patrimoniais para seus cotistas.”; ou “este fundo utiliza estratégias que podem</p><p>resultar em significativas perdas patrimoniais para seus cotistas, podendo</p><p>inclusive acarretar perdas superiores ao capital aplicado e a consequente</p><p>obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do</p><p>fundo.”</p><p>94</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Devem ainda constar, com destaque na capa, na contracapa ou na primeira</p><p>página do Prospecto ou no Formulário, os seguintes avisos ou avisos semelhantes</p><p>com o mesmo teor (risco):</p><p>o investimento do fundo de que trata este [prospecto ou formulário] apresenta riscos</p><p>para o investidor. ainda que o gestor da carteira mantenha sistema de gerenciamento</p><p>de riscos, não há garantia de completa eliminação da possibilidade de perdas para o</p><p>fundo e para o investidor; este fundo não conta com garantia do administrador, do</p><p>gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do fundo garantidor de créditos</p><p>– fgc; a rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade</p><p>futura; e as informações contidas nesse [prospecto ou formulário] estão em</p><p>consonância com o regulamento do fundo, mas não o substituem. é recomendada a</p><p>leitura cuidadosa tanto deste [prospecto ou formulário] quanto do regulamento, com</p><p>especial atenção para as cláusulas relativas ao objetivo e à política de investimento</p><p>do fundo, bem como às disposições do [prospecto formulário] e do regulamento que</p><p>tratam dos fatores de risco a que o fundo está exposto.</p><p>Competirá ao Conselho de Regulação e Melhores Práticas emitir, por meio de</p><p>deliberação, avisos adicionais a serem inseridos nos Prospectos ou nos Formulários.</p><p>O código ANBIMA de regulação e melhores práticas para fundos de investimentos</p><p>estabelece que, para o registro dos Fundos de Investimento na ANBIMA, as</p><p>instituições devem encaminhar pedido específico acompanhado dos seguintes</p><p>documentos:</p><p>• Prospecto do Fundo de Investimento;</p><p>• Regulamento do Fundo de Investimento;</p><p>• Comprovante de pagamento da taxa de registro;</p><p>• Formulário de cadastro.</p><p>Para o registro das emissões de classes/séries de cotas de FIDCs, deverão ser</p><p>apresentados os seguintes documentos:</p><p>• Formulário de Solicitação de Registro devidamente preenchido;</p><p>• Prospecto da Oferta;</p><p>• Suplemento, se for o caso;</p><p>• Regulamento do Fundo;</p><p>• Minuta do Contrato de Cessão, quando aplicável;</p><p>• Súmula do Rating;</p><p>• Comprovante de pagamento da taxa de registro;</p><p>• Material de Divulgação;</p><p>• Anúncio de Início de Distribuição de Cotas, quando aplicável;</p><p>• Anúncio de Encerramento de Distribuição de Cotas, quando aplicável;</p><p>• Ofício emitido pela CVM referente à concessão de registro da Oferta, quando</p><p>aplicável; e</p><p>• Demais documentos complementares, necessários para o perfeito</p><p>entendimento da estrutura da operação e das características do Fundo por</p><p>95</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>parte da área de Supervisão de Mercados de Fundos de Investimento</p><p>(“Supervisão de Mercados”).</p><p>Outro ponto importante e que recebe atenção especial do código é o prospecto do</p><p>fundo de investimento. Este deve ser fornecido de forma atualizada para os</p><p>investidores e deve conter os seguintes componentes:</p><p>• As principais características do Fundo de Investimento:</p><p>• Melhores Práticas</p><p>• Avisos obrigatórios</p><p>• Divulgação de rentabilidade, rendimento e comparações</p><p>• Qualificações dos gestores</p><p>• O objetivo de investimento, inclusive, quando aplicável, metas e parâmetros de</p><p>performance;</p><p>• Política de investimento: descrever, necessariamente, o modo como o fundo</p><p>de investimento irá atuar, as estratégias que serão utilizadas, os tipos de títulos</p><p>e valores mobiliários transacionados, as políticas utilizadas para a seleção e</p><p>alocação de ativos e, quando for o caso, as políticas de concentração. Quando</p><p>for aplicável, também deverão ser definidas as faixas de alocação de ativos e</p><p>os limites de concentração e alavancagem.</p><p>• Os fatores de risco que possam afetar a rentabilidade do fundo;</p><p>• Outros riscos: operacionais, de descontinuidade, de originação, de originador;</p><p>de questionamento da validade eficácia da cessão; de fungibilidade; de</p><p>concentração; de pré-pagamento; e de governança.</p><p>• Sistema utilizado para gerir o risco;</p><p>• Público-alvo;</p><p>• Regras de movimentação;</p><p>• Política de distribuição de resultados;</p><p>• Taxas;</p><p>• Histórico resumido do administrador e do gestor;</p><p>• Regras de tributação do fundo de investimento;</p><p>• Atendimento ao cotista;</p><p>• Política de Exercício de Direito de voto em Assembleia;</p><p>• Além disto, os prospectos de FIDCs deverão informar:</p><p>• Características da oferta;</p><p>• Descrição da estrutura do Fundo;</p><p>• Termos da Cessão;</p><p>• Política de análise, concessão de crédito e eventual constituição de garantias;</p><p>• Critérios de elegibilidade e condições de cessão;</p><p>• Metodologia de avaliação e precificação de ativos e procedimento de cálculo</p><p>de provisão para créditos de liquidação duvidosa;</p><p>• Cobrança;</p><p>• Informações sobre os sacados;</p><p>96</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Informações detalhadas do originador;</p><p>• Conflitos de Interesse; e</p><p>• Sumário dos Contratos.</p><p>Além disto, devem aparecer os seguintes avisos na capa, na contracapa ou na</p><p>primeira página do prospecto:</p><p>“O investimento do fundo de investimento de que trata este prospecto apresenta</p><p>riscos para o investidor. Ainda que o gestor da carteira mantenha sistema de</p><p>gerenciamento de riscos, não há garantia de completa eliminação da possibilidade de</p><p>perdas para o fundo de investimento e para o investidor”;</p><p>“O fundo de investimento de que trata este prospecto não conta com garantia do</p><p>administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou,</p><p>ainda, do fundo garantidor de créditos – fgc”</p><p>“A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura” e</p><p>“As informações contidas nesse prospecto estão em consonância com o regulamento</p><p>do fundo de investimento, mas não o substituem. É recomendada a leitura cuidadosa</p><p>tanto deste prospecto quanto do regulamento, com especial atenção para as</p><p>cláusulas relativas ao objetivo e à política de investimento do fundo de investimento,</p><p>bem como às disposições do prospecto e do regulamento que tratam dos fatores de</p><p>risco a que o fundo está exposto.”</p><p>Publicidade e divulgação de material técnico dos fundos de investimento</p><p>Em relação à publicidade e divulgação do material técnico é importante observar que</p><p>quem divulga essas informações é responsável, inclusive, sobre a conformidade do</p><p>material às normas do Código, devendo obedecer as normas estabelecidas pela</p><p>legislação e regulamentação existente e as diretrizes de melhores práticas. Ademais,</p><p>se a divulgação é realizada por um prestador de serviço, esse deve obter aprovação</p><p>expressa do administrador do fundo de investimento.</p><p>Todo o material divulgado é de responsabilidade de quem realiza a divulgação,</p><p>devendo esse seguir as normas estabelecidas no código de boas práticas. O</p><p>divulgador deve obter permissão expressa do administrador do fundo para poder</p><p>veicular o material.</p><p>Os materiais publicitários ou técnicos divulgados pelos fundos de investimento podem</p><p>ser analisados pela ANBIMA com base em denúncias oriundas de outras instituições</p><p>participantes.</p><p>2.27. Selo ANBIMA</p><p>O Selo ANBIMA possui como finalidade demonstrar o compromisso das Instituições</p><p>Participantes em seguir às disposições do Código, não podendo a ANBIMA ser</p><p>responsabilizada pelas informações presentes nas publicações referentes à oferta</p><p>97</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>pública e prospectos e pela qualidade da emissora e/ou ofertantes, Instituições</p><p>Participantes e/ou valores mobiliários objeto da Oferta Pública.</p><p>O Código exige, obrigatoriamente, a presença da logomarca da ANBIMA</p><p>acompanhada do seguinte texto:</p><p>“A(O) presente oferta pública (programa) foi elaborada(o) de acordo com as normas</p><p>de Regulação e Melhores Práticas para as Ofertas Públicas de Distribuição e</p><p>Aquisição de Valores Mobiliários, atendendo, assim, a(o) presente oferta pública</p><p>(programa), aos padrões mínimos de informação exigidos pela ANBIMA, não cabendo</p><p>à ANBIMA qualquer responsabilidade pelas referidas informações, pela qualidade da</p><p>emissora e/ou ofertantes, das instituições participantes e dos valores mobiliários</p><p>objeto da(o) oferta pública (programa). Esse selo não implica recomendação de</p><p>investimento. O registro ou a análise prévia da presente distribuição não implica, por</p><p>parte da ANBIMA, garantia da veracidade das informações prestadas ou julgamento</p><p>sobre a qualidade da companhia emissora, bem como sobre os valores mobiliários a</p><p>serem distribuídos.”</p><p>Este texto possui como objetivo evidenciar o compromisso das instituições com o</p><p>cumprimento e seguimento das disposições estabelecidas neste código. Tanto o selo</p><p>quanto o texto devem ser colocados em todas as publicações, divulgadas ao público,</p><p>sendo posicionados na capa dos prospectos, na Lâmina e outras publicações exigidas</p><p>na regulamentação da CVM.</p><p>Caso a instituição não coloque esses elementos, ela só será dispensada das</p><p>penalidades previstas se reeditar a publicação, fazendo as correções necessárias, no</p><p>prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, seguindo os mesmos padrões e nos</p><p>mesmos periódicos em que a Publicação original tiver sido publicada.</p><p>2.28. Suitability</p><p>As Instituições Participantes, no exercício da atividade de Distribuição de Produtos de</p><p>Investimento, não podem recomendar Produtos de Investimento, realizar operações</p><p>ou prestar serviços sem que verifiquem sua adequação ao perfil do investidor.</p><p>As Instituições Participantes devem implementar e manter, em documento escrito,</p><p>regras e procedimentos que possibilitem verificar a adequação dos Produtos de</p><p>Investimento ao perfil dos investidores (“Suitability”), devendo conter, no mínimo:</p><p>• Coleta de informações: descrição detalhada do mecanismo de coleta das</p><p>informações junto ao investidor para definição de perfil;</p><p>• Classificação do perfil: descrição detalhada dos critérios utilizados para a</p><p>classificação de perfil do investidor, devendo ser observadas as características</p><p>de classificação para cada perfil, conforme Diretriz ANBIMA de Suitability;</p><p>• Classificação dos Produtos de Investimento: descrição detalhada dos critérios</p><p>utilizados para a classificação de cada Produto de Investimento, devendo ser</p><p>observado o artigo 49 deste Código;</p><p>98</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Comunicação com o investidor: descrição detalhada dos meios, forma e</p><p>periodicidade de comunicação utilizada entre a Instituição Participante e o</p><p>investidor para:</p><p>o Divulgação do seu perfil de risco após coleta das informações; e</p><p>o Divulgação referente ao desenquadramento identificado entre o perfil do</p><p>investidor e seus investimentos, a ser efetuada sempre que verificado o</p><p>desenquadramento;</p><p>• Procedimento operacional: descrição detalhada dos procedimentos utilizados</p><p>para a aferição periódica entre o perfil do investidor e seus investimentos;</p><p>• Atualização do perfil do investidor: descrição detalhada dos critérios utilizados</p><p>para atualização do perfil do investidor, incluindo a forma como a Instituição</p><p>Participante dará ciência desta atualização; e</p><p>• Controles internos: descrição detalhada dos controles internos e mecanismos</p><p>adotados pela Instituição Participante para o processo de Suitability com o</p><p>objetivo de assegurar a efetividade dos procedimentos estabelecidos pela</p><p>instituição, observada a seção I do capítulo V deste Código.</p><p>A verificação do perfil do investidor de que trata o caput não será aplicada nas</p><p>exceções previstas na Regulação vigente.</p><p>A Instituição Participante é responsável pelo Suitability de seus investidores.</p><p>A coleta de informações do investidor de que trata o inciso I deste artigo deve</p><p>possibilitar a definição de seu objetivo de investimento, sua situação financeira e seu</p><p>conhecimento em matéria de investimentos, fornecendo informações suficientes para</p><p>permitir a definição do perfil de cada investidor.</p><p>Para definição do objetivo de investimento do investidor, a Instituição Participante</p><p>deve considerar, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>• Período em que será mantido o investimento;</p><p>• As preferências declaradas quanto à assunção de riscos; e</p><p>• As finalidades do investimento.</p><p>Para definição da situação financeira do investidor, a Instituição Participante deve</p><p>considerar, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>• O valor das receitas regulares declaradas;</p><p>• O valor e os ativos que compõem seu patrimônio; e</p><p>• A necessidade futura de recursos declarada.</p><p>Para definição do conhecimento do investidor, a Instituição Participante deve</p><p>considerar, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>• Os tipos de produtos, serviços e operações com os quais o investidor tem</p><p>familiaridade;</p><p>• A natureza, volume e frequência das operações já realizadas pelo investidor,</p><p>bem como o período em que tais operações foram realizadas; e</p><p>99</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• A formação acadêmica e a experiência</p><p>profissional do investidor, salvo quando</p><p>tratar-se de pessoa jurídica.</p><p>As Instituições Participantes devem atualizar o perfil do investidor em prazos não</p><p>superiores a vinte e quatro meses.</p><p>As Instituições Participantes devem envidar os melhores esforços para que todos os</p><p>seus investidores tenham um perfil de investimento devidamente identificado e</p><p>adequado ao seu perfil de risco.</p><p>Os investidores que se recusarem a participar do processo de identificação de seu</p><p>perfil de investimento, independentemente de formalizarem ou não esta condição,</p><p>deverão ser considerados como investidores sem perfil identificado e os</p><p>procedimentos estabelecidos no artigo 47 deste Código devem ser aplicados.</p><p>O disposto neste capítulo não se aplica aos Produtos Automáticos, salvo se tais</p><p>produtos tiverem como base um valor mobiliário.</p><p>Será admitido Suitability simplificado para Produtos Automáticos que tenham como</p><p>base Fundos de Investimento com a funcionalidade de aplicação e resgate</p><p>automáticos, ou operações compromissadas, com lastro em debêntures emitidas por</p><p>empresas do mesmo conglomerado ou grupo econômico da Instituição Participante</p><p>na qual o investidor seja correntista.</p><p>O procedimento simplificado de que trata o parágrafo 1º acima consiste na obtenção</p><p>de declaração assinada pelo investidor no momento da contratação do Produto</p><p>Automático, de acordo com modelo disponibilizado pela ANBIMA.</p><p>Caso a Instituição Participante opte por aplicar o processo simplificado para os</p><p>Produtos Automáticos, tais produtos não deverão ser considerados na composição</p><p>do portfólio de investimento do investidor para fins de Suitability.</p><p>Serão admitidos como Produtos Automáticos apenas aqueles que impliquem baixo</p><p>risco de mercado e liquidez e, quando aplicável, risco de crédito privado apenas da</p><p>instituição mantenedora da conta corrente do investidor, ou de seu Conglomerado ou</p><p>Grupo Econômico.</p><p>É vedado às Instituições Participantes recomendar Produtos de Investimento quando:</p><p>• O perfil do investidor não seja adequado ao Produto de Investimento;</p><p>• Não sejam obtidas as informações que permitam a identificação do perfil do</p><p>investidor; ou</p><p>• As informações relativas ao perfil do investidor não estejam atualizadas, nos</p><p>termos do parágrafo 8º do artigo 45 deste Código.</p><p>Quando o investidor solicitar aplicação em investimentos nas situações previstas no</p><p>caput, antes da primeira aplicação com a categoria de ativo, as Instituições</p><p>Participantes devem:</p><p>• Alertar o investidor acerca da ausência ou desatualização de perfil ou da sua</p><p>inadequação, com a indicação das causas da divergência; e</p><p>100</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Obter declaração expressa do investidor de que deseja manter a decisão de</p><p>investimento, mesmo estando ciente da ausência, desatualização ou</p><p>inadequação de perfil, a qual deverá ser exclusiva para cada categoria de ativo.</p><p>Para um Produto de Investimento ser considerado adequado ao perfil do investidor,</p><p>deve ser compatível com seus objetivos, situação financeira e conhecimento. Para</p><p>verificar a adequação dos Produtos de Investimento ao perfil do investidor, as</p><p>Instituições Participantes devem classificar seus produtos considerando, no mínimo:</p><p>• Os riscos associados ao Produto de Investimento e seus ativos subjacentes,</p><p>conforme Diretriz ANBIMA de Suitability;</p><p>• O perfil dos emissores e prestadores de serviços associados ao Produto de</p><p>Investimento;</p><p>• A existência de garantias; e</p><p>• Os prazos de carência.</p><p>As declarações referidas no inciso II do paragrafo 1º deste artigo deverão ser</p><p>renovadas em prazos não superiores a vinte e quatro meses.</p><p>Para fins deste artigo, as Instituições Participantes devem definir a categoria de ativo</p><p>conforme Diretriz ANBIMA de Suitability.</p><p>Cabe ao Conselho de Distribuição expedir diretrizes que devem ser observadas pelas</p><p>Instituições Participantes no que se refere ao Suitability.</p><p>SAIBA MAIS!</p><p>Acesse o Código completo em :</p><p>https://www.anbima.com.br/data/files/F5/72/DD/6B/07B23610BC78823678A80AC2/Codigo-</p><p>Distribuicao-Produtos-Investimento-02_01_2019.pdf</p><p>2.29. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro</p><p>ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores</p><p>Lavagem de dinheiro é definido como atividade em que ocorre a transformação de</p><p>recursos obtidos através de meios ilícitos em meios aparentemente lícitos, ou</p><p>seja, ativos legais.</p><p>Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de</p><p>dinheiro realiza-se por meio dos seguintes processos (que serão explicados a diante):</p><p>• O distanciamento dos fundos de sua origem, evitando uma associação direta</p><p>deles com o crime;</p><p>• O disfarce de suas várias movimentações para dificultar o rastreamento desses</p><p>recursos; e</p><p>101</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• A disponibilização do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido</p><p>suficientemente movimentado no ciclo de lavagem e poder ser considerado</p><p>“limpo”.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>Há mais de 20 anos percebeu-se a necessidade da adoção de um esforço</p><p>internacional conjunto para combater a lavagem de dinheiro, envolvendo não só</p><p>os Governos dos diversos países, mas também o setor privado, especialmente</p><p>o sistema financeiro. Mais recentemente, os atentados terroristas em diversas</p><p>partes do mundo revigoraram a necessidade desse esforço global com o</p><p>objetivo de buscar a eliminação das fontes de financiamento ao terrorismo.</p><p>As práticas de combate aos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e</p><p>valores no Brasil são regidas pela Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, e</p><p>pela Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nº 301, de 16 de abril</p><p>de 1999.</p><p>A legislação brasileira é uma das mais modernas do mundo quando o assunto é</p><p>combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.</p><p>A primeira legislação sobre o tema de lavagem de dinheiro foi a lei nº 9.613/1998, que</p><p>institucionalizou a estrutura estatal brasileira sobre o tema. Mais de 10 anos depois,</p><p>a lei nº 12.683/2012 alterou a Lei inicial, conectando a lavagem de dinheiro a todo e</p><p>qualquer ilícito precedente, o que significa que a tentativa de legalizar recursos</p><p>advindos de qualquer atividade ilícita passa a ser tipificada como crime de lavagem</p><p>de dinheiro.</p><p>A lei nº 12.683/2012 também introduziu a possibilidade de alienação antecipada de</p><p>bens, a possibilidade da delação premiada a qualquer tempo e a alteração do</p><p>valor para multas, que passou de R$200 mil para R$20 milhões ou de até o dobro do</p><p>valor das operações objeto de lavagem de dinheiro.</p><p>A legislação também passou a incluir profissionais que prestam serviços de</p><p>assessoria, consultoria e auditoria, empresários de atletas e artistas, comerciantes de</p><p>bens de luxo, cartórios e juntas comerciais entre outros, como integrantes do rol de</p><p>pessoas sujeitas aos mecanismos de controle da lei. Em 2016, mais um avanço foi</p><p>obtido com a promulgação da Lei nº 13.260 que criminaliza o terrorismo e seu</p><p>financiamento no Brasil.</p><p>Esta contextualização demonstra os avanços sobre o tema e o compromisso</p><p>brasileiro em combater o terrorismo e a conformidade do País com as melhores</p><p>práticas internacionais.</p><p>A seguir, a imagem demonstra os procedimentos de combate ao crime de lavagem</p><p>de dinheiro.</p><p>Figura – Procedimentos de combate ao crime de lavagem de dinheiro.</p><p>102</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Fonte: Banco Central do Brasil.Prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Disponível</p><p>em: _lt_https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/lavagemdinheiro_gt_. Acesso em: 18 set. 2019.</p><p>A Lei 9.613/98 dispõe sobre os crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e</p><p>valores; sobre a prevenção da utilização do sistema financeiro para os ilícitos</p><p>previstos nesta lei; e ainda cria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras</p><p>(COAF).</p><p>O artigo 1.º</p><p>da legislação tipifica o crime de lavagem de dinheiro como sendo: Ocultar</p><p>ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou</p><p>propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de</p><p>infração penal.</p><p>Assim, lavagem de dinheiro é…</p><p>• a conduta segundo a qual a pessoa oculta ou dissimula;</p><p>• a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade;</p><p>• de bens, direitos ou valores – provenientes, direta ou indiretamente, de infração</p><p>penal; e</p><p>• com o intuito de parecer que se trata de dinheiro de origem lícita.</p><p>A lavagem de dinheiro é infração penal que deve ser analisada levando-se em conta</p><p>o crime antecedente, que poderá ser de qualquer tipo, desde que seu objetivo seja o</p><p>lucro.</p><p>Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa.</p><p>103</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos</p><p>ou valores provenientes de infração penal os converte em ativos lícitos ou os adquire,</p><p>recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,</p><p>movimenta ou transfere e ainda, quem importa ou exporta bens com valores não</p><p>correspondentes aos verdadeiros. Incorre, também, na mesma pena quem se utiliza</p><p>na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores provenientes de</p><p>infração penal, assim como, quem participa de grupo, associação ou escritório tendo</p><p>conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de</p><p>crimes previstos nesta Lei.</p><p>A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do artigo 14 do Código Penal. A</p><p>pena será aumentada de um a dois terços se os crimes definidos nesta Lei forem</p><p>cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. A pena</p><p>poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou</p><p>semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo,</p><p>por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar</p><p>espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à</p><p>apuração das infrações penais, à identificação dos autores, coautores e partícipes,</p><p>ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime.</p><p>Quem está sujeito à lei?</p><p>Sobre as pessoas sujeitas ao mecanismo de controle, o artigo 9º da Lei nos diz</p><p>que se sujeitam às obrigações as pessoas físicas e jurídicas que tenham, em caráter</p><p>permanente ou eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou</p><p>não:</p><p>• a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros, em</p><p>moeda nacional ou estrangeira;</p><p>a compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro ou instrumento</p><p>cambial; e</p><p>• a custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou</p><p>administração de títulos ou valores mobiliários.</p><p>Ainda, rege que se sujeitam às mesmas obrigações:</p><p>• as bolsas de valores, as bolsas de mercadorias ou futuros e os sistemas de</p><p>negociação do mercado de balcão organizado; (Redação dada pela Lei nº</p><p>12.683, de 2012);</p><p>• as seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência</p><p>complementar ou de capitalização;</p><p>• as administradoras de cartões de credenciamento ou cartões de crédito, bem</p><p>como as administradoras de consórcios para aquisição de bens ou serviços;</p><p>• as administradoras ou empresas que se utilizem de cartão ou qualquer outro</p><p>meio eletrônico, magnético ou equivalente, que permita a transferência de</p><p>fundos;</p><p>• as empresas de arrendamento mercantil (leasing) e as de fomento comercial;</p><p>104</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• as sociedades que efetuem distribuição de dinheiro ou quaisquer bens móveis,</p><p>imóveis, mercadorias, serviços, ou, ainda, concedam descontos na sua</p><p>aquisição, mediante sorteio ou método assemelhado;</p><p>• as filiais ou representações de entes estrangeiros que exerçam no Brasil</p><p>qualquer das atividades listadas neste artigo, ainda que de forma eventual;</p><p>• as demais entidades cujo funcionamento dependa de autorização de órgão</p><p>regulador dos mercados financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros;</p><p>• as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que operem no</p><p>Brasil como agentes, dirigentes, procuradoras, comissionarias ou por qualquer</p><p>forma representem interesses de ente estrangeiro que exerça qualquer das</p><p>atividades referidas neste artigo;</p><p>• as pessoas físicas ou jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária</p><p>ou compra e venda de imóveis; (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)</p><p>• as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem joias, pedras e metais</p><p>preciosos, objetos de arte e antiguidades.</p><p>• as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de luxo ou de alto</p><p>valor, intermedeiem a sua comercialização ou exerçam atividades que</p><p>envolvam grande volume de recursos em espécie;</p><p>• as juntas comerciais e os registros públicos;</p><p>• as pessoas físicas ou jurídicas que prestem, mesmo que eventualmente,</p><p>serviços de assessoria, consultoria, contadoria, auditoria, aconselhamento ou</p><p>assistência, de qualquer natureza, em operações:</p><p>o De compra e venda de imóveis, estabelecimentos comerciais ou</p><p>industriais ou participações societárias de qualquer natureza;</p><p>De gestão de fundos, valores mobiliários ou outros ativos;</p><p>o De abertura ou gestão de contas bancárias, de poupança, investimento</p><p>ou de valores mobiliários;</p><p>o De criação, exploração ou gestão de sociedades de qualquer natureza,</p><p>fundações, fundos fiduciários ou estruturas análogas;</p><p>o Financeiras, societárias ou imobiliárias; e</p><p>o De alienação ou aquisição de direitos sobre contratos relacionados a</p><p>atividades desportivas ou artísticas profissionais;</p><p>• pessoas físicas ou jurídicas que atuem na promoção, intermediação,</p><p>comercialização, agenciamento ou negociação de direitos de transferência de</p><p>atletas, artistas ou feiras, exposições ou eventos similares;</p><p>• as empresas de transporte e guarda de valores;</p><p>• as pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de alto valor de origem</p><p>rural ou animal ou intermedeiem a sua comercialização; e</p><p>• as dependências no exterior das entidades mencionadas neste artigo, por meio</p><p>de sua matriz no Brasil, relativamente a residentes no País.</p><p>Identificação dos Clientes e Manutenção de Registros</p><p>105</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>De acordo com o Capítulo VI da Lei 9.613 as pessoas a quem a lei se aplica, referidas</p><p>no Art. 9, deverão:</p><p>• Identificar os clientes e manter cadastro atualizado, seguindo as instruções</p><p>estabelecidas pelas autoridades competentes;</p><p>• Manter registro de todas as transações realizadas em moeda nacional ou</p><p>estrangeira, de títulos, valores mobiliários, títulos de crédito, metais, e outros</p><p>ativos que possam ser convertidos em dinheiro, que ultrapassem o limite fixado</p><p>pela autoridade competente;</p><p>• Adotar políticas, procedimentos e controles internos, adequados ao seu porte</p><p>e volume de operações, de modo que consigam comunicar COAF as</p><p>atividades consideradas suspeitas;</p><p>• Cadastrar-se e manter seu cadastro atualizado no órgão regulador ou</p><p>fiscalizador e, na ausência deste, no Conselho de Controle de Atividades</p><p>Financeiras (COAF); e</p><p>• Atender às requisições formuladas pelo COAF de acordo com a periodicidade,</p><p>forma e condições por ele estabelecidas, cabendo-lhe preservar, nos termos</p><p>da lei, o sigilo das informações prestadas:</p><p>o Caso o cliente seja pessoa jurídica, ele também deverá identificar as</p><p>pessoas físicas autorizadas a representá-lo e os proprietários.</p><p>o Os cadastros e registros precisam ser mantidos durante o período</p><p>mínimo de cinco anos a partir do encerramento da conta ou da</p><p>conclusão da transação, sendo que esse prazo poderá ser ampliado</p><p>pela autoridade competente.</p><p>o O registro será efetuado também</p><p>quando a pessoa física ou jurídica tiver</p><p>realizado em um mês operações com uma pessoa, conglomerado ou</p><p>grupo que juntas ultrapassem o limite fixado pela autoridade</p><p>competente.</p><p>Caberá ao Banco Central manter registro centralizado formando o cadastro geral de</p><p>correntistas e clientes de instituições financeiras, bem como de seus procuradores.</p><p>Sobre a comunicação de operações financeiras, o artigo 11 da Lei 9.613 diz que as</p><p>pessoas referidas no artigo 9º:</p><p>• dispensarão especial atenção às operações que, nos termos de instruções</p><p>emanadas das autoridades competentes, possam constituir-se em sérios</p><p>indícios dos crimes previstos nesta Lei, ou com eles relacionar-se;</p><p>• deverão comunicar ao COAF, abstendo-se de dar ciência de tal ato a qualquer</p><p>pessoa, inclusive àquela à qual se refira a informação, no prazo de vinte e</p><p>quatro horas, a proposta ou realização de todas as transações, acompanhadas</p><p>da identificação; e</p><p>• deverão comunicar ao órgão regulador ou fiscalizador da sua atividade ou, na</p><p>sua falta, ao COAF, na periodicidade, na forma e nas condições por eles</p><p>estabelecidas, a não ocorrência de propostas, transações ou operações</p><p>passíveis de serem comunicadas. As autoridades competentes, nas instruções</p><p>106</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>neste artigo, elaborarão relação de operações que, por suas características,</p><p>no que se refere às partes envolvidas, valores, forma de realização,</p><p>instrumentos utilizados, ou pela falta de fundamento econômico ou legal,</p><p>possam configurar a hipótese nele prevista. As comunicações de boa-fé, feitas</p><p>na forma prevista neste artigo, não acarretarão responsabilidade civil ou</p><p>administrativa. O COAF disponibilizará as comunicações recebidas aos</p><p>respectivos órgãos responsáveis pela regulação ou fiscalização das pessoas</p><p>citadas no artigo 9º.</p><p>Quanto às transferências internacionais e os saques em espécie, esses deverão ser</p><p>previamente comunicados à instituição financeira, nos termos, limites, prazos e nas</p><p>condições fixados pelo Banco Central do Brasil.</p><p>Sobre a responsabilidade administrativa temos o artigo 12 da Lei 9.613 que nos diz</p><p>que as pessoas referidas no artigo 9º, bem como aos administradores das pessoas</p><p>jurídicas, que deixem de cumprir as obrigações previstas nos artigos 10 e 11 serão</p><p>aplicadas, cumulativamente ou não, pelas autoridades competentes, as seguintes</p><p>sanções:</p><p>• advertência;</p><p>• multa pecuniária variável não superior ao dobro do valor da operação ou ao</p><p>dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização</p><p>da operação ou, ainda, ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de</p><p>reais);inabilitação temporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do</p><p>cargo de administrador das pessoas jurídicas referidas no artigo 9º; e cassação</p><p>ou suspensão da autorização para o exercício de atividade, operação ou</p><p>funcionamento.</p><p>A pena de advertência será aplicada por irregularidade no cumprimento das</p><p>instruções. A multa será aplicada sempre que as pessoas referidas no artigo 9º, por</p><p>culpa ou dolo:</p><p>• deixarem de sanar as irregularidades objeto de advertência, no prazo</p><p>assinalado pela autoridade competente;</p><p>• não cumprirem o disposto nos incisos i) a iv) do artigo 10;</p><p>• deixarem de atender, no prazo estabelecido, a requisição formulada nos</p><p>termos do inciso V do artigo 10; e</p><p>• descumprirem a vedação ou deixarem de fazer a comunicação a que se refere</p><p>o artigo 11.</p><p>A inabilitação temporária será aplicada quando forem verificadas infrações graves</p><p>quanto ao cumprimento das obrigações constantes desta Lei ou quando ocorrer</p><p>reincidência específica, devidamente caracterizada em transgressões anteriormente</p><p>punidas com multa. E a cassação da autorização será aplicada nos casos de</p><p>reincidência específica de infrações anteriormente punidas com a pena prevista neste</p><p>artigo.</p><p>107</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Figura – Três Etapas da Lavagem do Dinheiro.</p><p>Fonte: Banco do Brasil.</p><p>Figura – Colocação, Ocultação e Integração.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>A Instrução CVM 301/99</p><p>Com respeito à Instrução CVM 301/99 precisamos conhecer as passagens que aqui</p><p>seguem. A instrução dispõe sobre a identificação, o cadastro, o registro, as</p><p>operações, a comunicação, os limites e a responsabilidade administrativa de que</p><p>tratam os artigos. 10, 11, 12 e 13 da Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, referentes</p><p>aos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores.</p><p>Em seu artigo 1º a instrução esclarece que são regulados pela Instrução a</p><p>identificação e o cadastro de clientes, o registro de transações e o limite de valores,</p><p>bem como as políticas, os procedimentos e os controles internos para controle das</p><p>operações e o cadastramento dos clientes. Assim como o monitoramento e a</p><p>comunicação das operações e a responsabilidade administrativa prevista nos</p><p>108</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>dispositivos da Lei nº 9.613, que trata dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens,</p><p>direitos e valores, inclusive no que se refere à prevenção da utilização do sistema</p><p>financeiro para a prática de tais ilícitos.</p><p>Em seu artigo 2º a Instrução CVM 301/99 regula que se sujeitam às obrigações</p><p>previstas na Instrução:</p><p>• as pessoas que tenham, em caráter permanente ou eventual, como atividade</p><p>principal ou acessória, cumulativamente ou não, a custódia, emissão,</p><p>distribuição, liquidação, negociação, intermediação, consultoria ou</p><p>administração de títulos ou valores mobiliários e a auditoria independente no</p><p>âmbito do mercado de valores mobiliários;</p><p>• as entidades administradoras de mercados organizados; e</p><p>• as demais pessoas referidas no art. 9º da Lei nº 9.613, de 1998, que se</p><p>encontrem sob disciplina e fiscalização exercidas pela CVM.”</p><p>Sobre a identificação e o cadastro de clientes, a Instrução CVM 301/99 em seu artigo</p><p>3º diz que para os fins do disposto no artigo 10 da Lei nº 9.613/98, as pessoas</p><p>mencionadas no artigo 2º da Instrução identificarão seus clientes e manterão cadastro</p><p>atualizado dos mesmos. Ainda, as pessoas de que trata o artigo 2º devem atualizar</p><p>os dados cadastrais dos clientes ativos em intervalos não superiores a vinte e quatro</p><p>meses. E, considera-se ativo, para fins desta Instrução, o cliente que tenha efetuado</p><p>movimentação ou tenha apresentado saldo em sua conta no período de 24 meses</p><p>posteriores à data da última atualização. Poderão ser permitidas novas</p><p>movimentações das contas de titularidade de clientes inativos apenas mediante a</p><p>atualização de seus respectivos cadastros. O Colegiado da CVM poderá autorizar a</p><p>adoção de sistemas alternativos de cadastro, desde que satisfaçam os objetivos das</p><p>normas vigentes e adotem procedimentos passíveis de verificação. Os clientes devem</p><p>comunicar, de imediato, quaisquer alterações nos seus dados cadastrais.</p><p>Além do disposto acima, as pessoas mencionadas no artigo 2º também deverão:</p><p>• adotar continuamente regras, procedimentos e controles internos, de acordo</p><p>com procedimentos prévios e expressamente estabelecidos, visando a</p><p>confirmar as informações cadastrais de seus clientes, mantê-las atualizadas e</p><p>monitorar as operações por eles realizadas, de forma a evitar o uso da conta</p><p>por terceiros e identificar os beneficiários finais das operações;</p><p>• identificar as pessoas consideradas politicamente expostas;</p><p>• supervisionar de maneira mais rigorosa a relação de negócio mantida com</p><p>pessoa politicamente exposta;</p><p>• dedicar especial atenção a propostas de início de relacionamento e a</p><p>operações executadas com pessoas politicamente expostas, inclusive as</p><p>oriundas de países com os quais o Brasil possua elevado número de</p><p>transações financeiras e comerciais, fronteiras comuns ou proximidade étnica,</p><p>linguística ou política;</p><p>• manter regras, procedimentos e controles internos para identificar clientes</p><p>da Fazenda e, em 2019,</p><p>passou a integrar a pasta do Ministério da Economia.</p><p>18</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>previdência privada aberta, capitalização e resseguro. Além disso, atuam para</p><p>estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro, fixação dos limites</p><p>legais e técnicos das respectivas operações e disciplinar a corretagem de seguros e</p><p>a profissão de corretor.</p><p>O CNPC é formado pelo Ministro da Previdência Social, como presidente, e por</p><p>representantes da Previc, da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar</p><p>(SPPC), da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Economia (que</p><p>passou a abranger os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e</p><p>Gestão), das entidades fechadas de previdência complementar, dos patrocinadores</p><p>e instituidores de planos de benefícios das entidades fechadas de previdência</p><p>complementar e dos participantes e assistidos de planos de benefícios das referidas</p><p>entidades.</p><p>Todos esses órgãos são importantes para organizar a intermediação financeira da</p><p>sociedade, equilibrando interesses entre os diversos agentes. A seguir,</p><p>conheceremos as instituições subordinadas a eles.</p><p>Figura – Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e Conselho Nacional</p><p>de Previdência Complementar (CNPC).</p><p>Fonte: Elaborado a partir do decreto nº 1.307, de 09 de outubro de 1994.</p><p>Os intermediários financeiros são classificados de acordo com a área de atuação,</p><p>considerando sua capacidade de oferta de crédito ou de indenizações e garantias</p><p>(SZTAJN, 2011).</p><p>Os principais agentes intermediadores são os bancos comerciais, os bancos de</p><p>desenvolvimento e investimento, instituições que operam no mercado de câmbio,</p><p>cooperativas de crédito, seguradoras, fundos de previdência complementar,</p><p>arrendamento mercantil, agências de fomento, entre outros. Por estarem em contato</p><p>direto com os clientes, são os responsáveis por alocar os recursos dos poupadores</p><p>(investidores) para os tomadores, que passam a ser devedores.</p><p>19</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Definindo as instituições de intermediação/operacionais</p><p>As instituições financeiras estão divididas em grupos de acordo com sua forma de</p><p>atuação. Veremos agora as principais instituições intermediárias com base nas</p><p>definições do BACEN.</p><p>Os bancos múltiplos são instituições privadas ou públicas que captam recursos e os</p><p>repassam as empresas, famílias e governos e prestam serviços. Podem operar as</p><p>seguintes carteiras: comerciais, de investimento, de desenvolvimento, de crédito</p><p>imobiliário, de arrendamento mercantil, financiamento e investimentos.</p><p>Os bancos comerciais, que também podem ser privados ou públicos, oferecem</p><p>recursos para financiar, em curto e médio prazo, para indústria, comércio, serviços e</p><p>pessoas físicas e podem captar depósitos à vista e a prazo.</p><p>Outro tipo de instituição é o dos bancos de investimento, instituições privadas</p><p>especializadas em operações de participação societária, financiamento de atividade</p><p>produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e administração de recursos de</p><p>terceiros. Já os bancos de desenvolvimento são controlados pelos governos</p><p>estaduais e têm o objetivo de proporcionar recursos necessários para financiamento</p><p>de programas e projetos que promovam o desenvolvimento econômico e social dos</p><p>estados.</p><p>As cooperativas de crédito são um tipo de instituição que pode surgir da associação</p><p>de funcionários de uma empresa, de profissionais de um segmento, de empresários</p><p>ou da admissão livre e espontânea de outros tipos de associados. Os lucros das</p><p>operações de empréstimos são repartidos entre os associados.</p><p>Seguros, previdência e capitalização são consideradas parte do sistema financeiro</p><p>porque promovem a formação de poupança por parte dos agentes econômicos. Os</p><p>recursos captados por esses intermediadores são aplicados em investimentos</p><p>específicos, pois, muitas vezes podem ser necessários para fazer frente a</p><p>compromissos de seus clientes.</p><p>As bolsas de valores, mercadorias e futuros atuam na intermediação de recursos</p><p>do mercado de capitais (ações, opções, direitos, títulos, debêntures, notas</p><p>promissórias) e contratos de derivativos. As Sociedades Corretoras de Títulos e</p><p>Valores Mobiliários (SCTVMs) são instituições autorizadas a negociar valores</p><p>mobiliários e derivativos no mercado de negociações (pregão), e as sociedades</p><p>distribuidoras de títulos e valores mobiliários têm basicamente a mesma função,</p><p>mas não podem atuar diretamente no mercado de negociações (pregão).</p><p>Papel das instituições operacionais</p><p>O papel das instituições operacionais é, em seu sentido mais amplo, de funcionarem</p><p>como intermediadoras ou facilitadores das atividades que ocorrem no SFN. Elas</p><p>oferecem ou vendem os serviços prestados pelo sistema financeiro, sendo assim,</p><p>quando desejamos fazer algum tipo de operação financeira, é a elas que recorremos.</p><p>Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVMs)</p><p>20</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>A resolução nº 1.655, de 26 de outubro de 1989, trata sobre a constituição,</p><p>organização e o funcionamento das Sociedades Corretoras de Títulos e Valores</p><p>Mobiliários (SCTVMs).</p><p>A sociedade corretora tem por objeto social:</p><p>• Operar em recinto ou em sistema mantido por bolsa de valores;</p><p>• Subscrever, isoladamente ou em consórcio com outras sociedades</p><p>autorizadas, emissões de títulos e valores mobiliários para revenda;</p><p>• Intermediar oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no</p><p>mercado;</p><p>• Comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros,</p><p>observada regulamentação baixada pela Comissão de Valores Mobiliários e</p><p>Banco Central do Brasil nas suas respectivas áreas de competência;</p><p>• Encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores</p><p>mobiliários;</p><p>• Incumbir-se da subscrição, da transferência e da autenticação de endossos,</p><p>de desdobramento de cautelas, de recebimento e pagamento de resgates,</p><p>juros e outros proventos de títulos e valores mobiliários;</p><p>• Exercer funções de agente fiduciário;</p><p>• Instituir, organizar e administrar fundos e clubes de investimento;</p><p>• Constituir sociedade de investimento – capital estrangeiro e administrar a</p><p>respectiva carteira de títulos e valores mobiliários;</p><p>• Exercer as funções de agente emissor de certificados e manter serviços de</p><p>ações escriturais;</p><p>• Emitir certificados de depósito de ações e cédulas pignoratícias de debêntures;</p><p>(Revogado parcialmente pela Resolução nº 2.099, de 17/8/1994, tão somente</p><p>no que se refere à emissão de cédulas pignoratícias de debêntures);</p><p>• Intermediar operações de câmbio;</p><p>• Praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes;</p><p>• Praticar operações de conta margem, conforme regulamentação da Comissão</p><p>de Valores Mobiliários;</p><p>• Realizar operações compromissadas;</p><p>• Praticar operações de compra e venda de metais preciosos, no mercado físico,</p><p>por conta própria e de terceiros, nos termos da regulamentação baixada pelo</p><p>Banco Central do Brasil;</p><p>• Operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros,</p><p>observada regulamentação baixada pela Comissão de Valores Mobiliários e</p><p>Banco Central do Brasil nas suas respectivas áreas de competência;</p><p>• Prestar serviços de intermediação e de assessoria ou assistência técnica, em</p><p>operações e atividades nos mercados financeiro e de capitais;</p><p>Exercer outras atividades expressamente autorizadas, em conjunto, pelo Banco</p><p>Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários.</p><p>21</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2.3. Conselho Monetário Nacional – CMN</p><p>O Conselho Monetário Nacional (CMN), criado pela lei nº 4.595, de 31 de dezembro</p><p>de 1964. pode ser considerado um órgão de caráter unicamente normativo. Ele não</p><p>que</p><p>se tornaram após o início do relacionamento com a instituição ou que seja</p><p>109</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>constatado que já eram pessoas politicamente expostas no início do</p><p>relacionamento com a instituição; e</p><p>• manter regras, procedimentos e controles internos para identificar a origem dos</p><p>recursos envolvidos nas transações dos clientes e dos beneficiários</p><p>identificados como pessoas politicamente expostas.</p><p>Sobre o limite de transações e do limite de transações o artigo 4º da Instrução CVM</p><p>301/99 nos diz que as pessoas mencionadas no artigo 2º precisarão manter um</p><p>registro de toda transação envolvendo títulos ou valores mobiliários,</p><p>independentemente de seu valor, de forma a permitir as tempestivas comunicações</p><p>as quais se refere o artigo 7º e a verificação da movimentação financeira de cada</p><p>cliente, com base em critério definido nas regras, procedimentos e controles internos</p><p>da instituição, em face da situação patrimonial e financeira constante de seu cadastro,</p><p>considerando os valores pagos a título de liquidação de operações, os valores ou</p><p>ativos depositados a título de garantia, em operações nos mercados de liquidação</p><p>futura, assim como as transferências de valores mobiliários para a conta de custódia</p><p>do cliente.</p><p>Sobre o período de conservação dos cadastros e registros o artigo 5º da Instrução</p><p>CVM 301/99 irá prever que os cadastros e registros referidos, respectivamente, nos</p><p>artigos 3º e 4º, bem como a documentação que comprove a adoção dos</p><p>procedimentos previstos no artigo 3º, deverão ser conservados, à disposição da CVM,</p><p>durante o período mínimo de cinco anos, a partir do encerramento da conta ou da</p><p>conclusão da última transação realizada em nome do respectivo cliente, podendo este</p><p>prazo ser estendido indefinidamente na hipótese de existência de investigação</p><p>comunicada formalmente pela CVM à pessoa ou instituição.</p><p>A respeito do monitoramento e da comunicação das operações a Instrução CVM</p><p>301/99 utiliza o artigo 6º para nos dizer que para os fins do disposto no artigo 11 da</p><p>Lei nº 9.613 as pessoas mencionadas no artigo 2º da Instrução CVM 301/99 devem</p><p>monitorar continuamente as seguintes operações ou situações envolvendo títulos ou</p><p>valores mobiliários:</p><p>• operações cujos valores se afigurem objetivamente incompatíveis com a</p><p>ocupação profissional, os rendimentos e/ou a situação patrimonial ou</p><p>financeira de qualquer das partes envolvidas, tomando-se por base as</p><p>informações cadastrais respectivas;</p><p>• operações realizadas entre as mesmas partes ou em benefício das mesmas</p><p>partes, nas quais haja seguidos ganhos ou perdas no que se refere a algum</p><p>dos envolvidos;</p><p>• operações que evidenciem oscilação significativa em relação ao volume e/ou</p><p>frequência de negócios de qualquer das partes envolvidas;</p><p>• operações cujos desdobramentos contemplem características que possam</p><p>constituir artifício para burla da identificação dos efetivos envolvidos e/ou</p><p>beneficiários respectivos;</p><p>110</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• operações cujas características e/ou desdobramentos evidenciem atuação, de</p><p>forma contumaz, em nome de terceiros; e</p><p>• operações que evidenciem mudança repentina e objetivamente injustificada</p><p>relativamente às modalidades operacionais usualmente utilizadas pelo (s)</p><p>envolvido(s);</p><p>• operações realizadas com finalidade de gerar perda ou ganho para as quais</p><p>falte, objetivamente, fundamento econômico;</p><p>• operações com a participação de pessoas naturais residentes ou entidades</p><p>constituídas em países que não aplicam ou aplicam insuficientemente as</p><p>recomendações do Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro</p><p>e o Financiamento do Terrorismo (GAFI);</p><p>• operações liquidadas em espécie, se e quando permitido;</p><p>• transferências privadas, sem motivação aparente, de recursos e de valores</p><p>mobiliários;</p><p>• operações cujo grau de complexidade e risco se afigurem incompatíveis com</p><p>a qualificação técnica do cliente ou de seu representante;</p><p>• depósitos ou transferências realizadas por terceiros para a liquidação de</p><p>operações de cliente, ou para prestação de garantia em operações nos</p><p>mercados de liquidação futura;</p><p>• pagamentos a terceiros, sob qualquer forma, por conta de liquidação de</p><p>operações ou resgates de valores depositados em garantia, registrados em</p><p>nome do cliente;</p><p>• situações em que não seja possível manter atualizadas as informações</p><p>cadastrais de seus clientes;</p><p>• situações e operações em que não seja possível identificar o beneficiário final;</p><p>e situações em que as diligências previstas no art. 3º-A não possam ser</p><p>concluídas.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Pessoas responsáveis deverão comunicar à CVM, no prazo de vinte quatro horas.</p><p>As pessoas mencionadas neste artigo deverão dispensar especial atenção às</p><p>operações em que participem as seguintes categorias de clientes:</p><p>• os investidores não-residentes, especialmente quando constituídos sob a</p><p>forma de trusts e sociedades com títulos ao portador;</p><p>• os investidores com grandes fortunas geridas por áreas de instituições</p><p>financeiras voltadas para clientes com este perfil (private banking); e</p><p>• as pessoas politicamente expostas.</p><p>Ainda, para os fins do disposto neste artigo, as pessoas mencionadas deverão</p><p>analisar as operações em conjunto com outras operações conexas e que possam</p><p>fazer parte de um mesmo grupo de operações ou guardar qualquer tipo de relação</p><p>entre si.</p><p>E em seu artigo 7º a Instrução CVM 301/99 irá regular que para os fins do disposto</p><p>no artigo 11 da Lei nº 9.613/98, as pessoas mencionadas no artigo 2º da Instrução</p><p>111</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>deverão comunicar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF,</p><p>abstendo-se de dar ciência de tal ato a qualquer pessoa, inclusive àquela a qual se</p><p>refira a informação, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas a contar da ocorrência que,</p><p>objetivamente, permita fazê-lo, todas as transações, ou propostas de transação,</p><p>abarcadas pelos registros previstos no art. 4º desta Instrução, que possam ser</p><p>considerados sérios indícios de crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e</p><p>valores provenientes de infração penal, conforme disposto no art. 1º da Lei nº 9.613,</p><p>de 1998, inclusive o terrorismo ou seu financiamento, ou com eles relacionar-se, em</p><p>que:</p><p>• se verifiquem características excepcionais no que se refere às partes</p><p>envolvidas, forma de realização ou instrumentos utilizados; ou</p><p>• Falte, objetivamente, fundamento econômico ou legal.</p><p>Para os fins do disposto no art. 11, inciso III, da Lei nº 9.613, de 1998, as pessoas</p><p>mencionadas no art. 2º desta Instrução, desde que não tenha sido prestada nenhuma</p><p>comunicação de que trata o caput do art. 7º ao Conselho de Controle de Atividades</p><p>Financeiras – COAF devem comunicar à CVM, anualmente, até o último dia útil do</p><p>mês de janeiro, por meio de sistema eletrônico disponível na página da CVM na rede</p><p>mundial de computadores, a não ocorrência no ano civil anterior das transações ou</p><p>propostas de transações passíveis de serem comunicadas, nos termos do art. 7º.</p><p>o A comunicação de que trata este artigo será protegida por sigilo.</p><p>o A Comissão de Valores Mobiliários pode firmar convênio com o</p><p>Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF e outros</p><p>órgãos reguladores para fins do recebimento das informações referidas</p><p>no caput.</p><p>Os registros das conclusões de suas análises acerca de operações ou propostas que</p><p>fundamentaram a decisão de efetuar, ou não, as comunicações de que trata o artigo</p><p>7º devem ser mantidas pelo prazo de cinco anos, ou por prazo superior por</p><p>determinação expressa da CVM, em caso de processo administrativo.</p><p>Para os fins do disposto no artigo 11 da Lei nº 9.613/68, as pessoas mencionadas no</p><p>artigo 2º da Instrução CVM 301/99, desde que não tenha sido prestada nenhuma</p><p>comunicação de que trata</p><p>o artigo 7º ao Conselho de Controle de Atividades</p><p>Financeiras –(COAF), devem comunicar à CVM, anualmente, até o último dia útil do</p><p>mês de janeiro, por meio de sistema eletrônico disponível na página da CVM na rede</p><p>mundial de computadores, a não ocorrência no ano civil anterior das transações ou</p><p>propostas de transações passíveis de serem comunicadas, nos termos do artigo 7º.</p><p>A comunicação de que trata este artigo será protegida por sigilo, e a Comissão de</p><p>Valores Mobiliários pode firmar convênio com o Conselho de Controle de Atividades</p><p>Financeiras – COAF e outros órgãos reguladores para fins do recebimento dessas</p><p>informações.</p><p>Comunicação das atividades financeiras</p><p>Em relação à comunicação das atividades financeiras, o capítulo VII da Lei 9.613</p><p>define que:</p><p>112</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• As operações que possuam indício de crimes ou com eles se relacionarem</p><p>deverão receber atenção especial. As instituições deverão comunicar ao</p><p>COAF no prazo de 24 horas, sem dar ciência a qualquer pessoa, a proposta</p><p>ou realização, de todas as transações, acompanhadas da identificação dos</p><p>responsáveis.</p><p>• As instituições também deverão comunicar ao órgão regulador ou fiscalizador</p><p>da sua atividade ou, na sua ausência, ao COAF, na periodicidade, forma e</p><p>condições por ele estabelecido, a não ocorrência de propostas, transações ou</p><p>operações passíveis de serem comunicadas.</p><p>• Nas operações com sérios indícios de crimes, as autoridades competentes</p><p>devem elaborar relação de operações que possam configurar crimes</p><p>decorrentes de: partes envolvidas, valores, forma de realização, instrumentos</p><p>utilizados, ou falta de fundamento econômico ou legal.</p><p>• Como as instituições financeiras são obrigadas a comunicar atividades ilícitas,</p><p>elas não podem ser responsabilizadas civil ou administrativamente por isso.</p><p>• Cabe ao COAF disponibilizar as comunicações recebidas para os órgãos</p><p>responsáveis pela regulação ou fiscalização.</p><p>Além disso, as transferências internacionais e os saques em espécie deverão ser</p><p>previamente comunicados à instituição financeira, nos termos, limites, prazos e nas</p><p>condições fixadas pelo BACEN.</p><p>Políticas e procedimentos de prevenção/combate ao crime de lavagem de</p><p>dinheiro – Organismos nacionais e de cooperação internacional</p><p>O capítulo IX da Lei nº 9.613 criou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras</p><p>(COAF), sendo ele vinculado ao Ministério da Economia. O COAF possui como</p><p>finalidade disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e</p><p>identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas.</p><p>Esse órgão é responsável por receber as denúncias de crimes financeiros para os</p><p>quais não exista entidade competente, devendo aplicar as devidas sanções.</p><p>O COAF também deverá coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca</p><p>de informações que possibilitem ações rápidas e eficientes de combate à ocultação</p><p>ou dissimulação de bens, direitos e valores. Também poderá requerer aos órgãos da</p><p>Administração Pública as informações cadastrais, bancárias e financeiras de pessoas</p><p>envolvidas em atividades suspeitas, devendo comunicar às autoridades competentes,</p><p>quando identificar a ocorrência de crimes para os quais possuam evidências de que</p><p>ocorreram.</p><p>A referida lei também define que o COAF deve ser constituído apenas por servidores</p><p>públicos de reputação ilibada e reconhecida competência, designados pelo Ministro</p><p>da Economia. Aqueles devem ser oriundos do Banco Central do Brasil, da Comissão</p><p>de Valores Mobiliários, da Superintendência de Seguros Privados, da Procuradoria-</p><p>Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria da Receita Federal do Brasil, da Agência</p><p>Brasileira de Inteligência, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da</p><p>113</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Justiça, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério da Previdência Social e da</p><p>Controladoria-Geral da União. O presidente do COAF deverá ser nomeado pelo</p><p>Presidente da República, por indicação do Ministro da Economia.</p><p>Os recursos das penas administrativas aplicadas pelo COAF deverão ser</p><p>encaminhados ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.</p><p>COAF</p><p>ATENÇÃO!</p><p>O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF)era o órgão máximo</p><p>responsável pelo combate à lavagem de dinheiro. Estava vinculado ao Ministério da</p><p>Fazenda e tinha como finalidade disciplinar e aplicar penas administrativas, receber,</p><p>examinar e identificar as ocorrências de atividades ilícitas. A diretoria e conselho</p><p>eram indicados pelo Ministro da Justiça. Em 20 de agosto de 2019 o COAF foi</p><p>substituído pela Unidade de Inteligência Financeira (UIF).A Unidade de Inteligência</p><p>Financeira (UIF) é vinculada ao BACEN e responde à Diretoria Colegiada do BACEN,</p><p>mas não é parte integrante da estrutura deste, possuindo autonomia técnica e</p><p>operacional. A sua diretoria e o conselho são indicados pelo presidente do BACEN.</p><p>Identificação dos Clientes</p><p>A lei sobre crimes de “lavagem” de dinheiro exige que as instituições financeiras, entre</p><p>outros:</p><p>• Identifiquem seus clientes mantendo cadastro atualizado; inclusive dos</p><p>proprietários e representantes das empresas clientes;</p><p>• Mantenham registro das transações em moeda nacional ou estrangeira, títulos</p><p>e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de</p><p>ser convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade</p><p>competente e nos termos de instruções por esta expedidas; e</p><p>• Atendam no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições</p><p>formuladas pelo COAF, que se processarão em segredo de justiça. Arquivem</p><p>por cinco anos os cadastros e os registros das transações.</p><p>As Instituições Financeiras deverão comunicar ao Banco Central:</p><p>• Operação suspeita igual ou acima de R$10.000,00;</p><p>• Operações suspeitas, em um mesmo mês calendário, realizadas pela mesma</p><p>pessoa ou grupo, igual ou acima de R$10.000,00; e</p><p>• Todos os depósitos em espécie, retirada em espécie, ou pedido de</p><p>provisionamento de valor igual ou superior a R$100.000,00.</p><p>DICA!</p><p>Todas as operações iguais ou acima de R$10.000,00 são registradas no banco.</p><p>Apenas as operações suspeitas são enviadas para o BACEN.</p><p>114</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Pena</p><p>Reclusão de três a dez anos e multa. Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou</p><p>dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de qualquer dos</p><p>crimes antecedentes referidos neste artigo:</p><p>• Os converte em ativos lícitos;</p><p>• Os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em</p><p>depósito, movimenta ou transfere;</p><p>• Importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.</p><p>A Pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime</p><p>aberto, podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos,</p><p>se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades,</p><p>prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua</p><p>autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime.</p><p>A pena será aumentada de um a dois terços se os crimes definidos na lei forem</p><p>cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.</p><p>A multa pecuniária, aplicada pelo COAF, será variável não superior:</p><p>• Ao dobro do valor da operação;</p><p>• Ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela</p><p>realização da operação; ou</p><p>• Ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);</p><p>115</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Principais operações que são indícios de crimes de lavagem de dinheiro:</p><p>• Aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou</p><p>jurídica, sem causa aparente, em especial se tais depósitos são posteriormente</p><p>transferidos,</p><p>dentro de curto período de tempo, a destino anteriormente não</p><p>relacionado com o cliente;</p><p>• Troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande</p><p>valor;</p><p>• Proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda</p><p>estrangeira e vice-versa;</p><p>• Compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de</p><p>pagamento ou outros instrumentos em grande quantidade – isoladamente ou</p><p>em conjunto -, independentemente dos valores envolvidos, sem evidências de</p><p>propósito claras;</p><p>• Movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras;</p><p>• Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade</p><p>econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira presumida do</p><p>cliente;</p><p>• Numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um</p><p>mesmo cliente, cujos valores, somados, resultem em quantia significativa;</p><p>• Abertura de conta em agência bancária localizada em estação de passageiros</p><p>– aeroporto, rodoviária ou porto – internacional ou pontos de atração turística,</p><p>salvo se por proprietário, sócio ou empregado de empresa regularmente</p><p>instalada nesses locais; e</p><p>• Utilização de cartão de crédito em valor não compatível com a capacidade</p><p>financeira do usuário.</p><p>“José é empreendedor, possui uma loja que comercializa produtos nobres. Seus</p><p>clientes costumam comprar e pagar em espécie. Ele costuma depositar no</p><p>banco, diariamente, valores entre 10 mil e 50 mil. Certo dia ele chegou ao</p><p>gerente com uma soma equivalente a R$ 200.000,00, sem possuir nenhum</p><p>comprovante da origem dos recursos. Esse ato suspeito deve ser comunicado</p><p>ao COAF.“</p><p>Sim, José está realizando uma transação não usual e não consegue</p><p>comprovar a origem dos recursos.</p><p>2.30. Princípio “Conheça seu cliente</p><p>Esse princípio foi criado pelo Acordo de Basileia de 1988 e estabelece um conjunto</p><p>de regras e normas que as instituições financeiras devem seguir para identificar a</p><p>origem dos recursos e da constituição do patrimônio do cliente. Ele define um mínimo</p><p>de informações, nomeadas qualificações, que precisam ser mantidas atualizadas</p><p>pelas instituições financeiras.</p><p>116</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>A lei de prevenção e combate ao crime utiliza esse princípio, enfatizando a</p><p>necessidade de se manter as seguintes informações atualizadas sobre os clientes,</p><p>entre outras:</p><p>• Nome;</p><p>• Números de documentos;</p><p>• Profissão;</p><p>• Estado Civil;</p><p>• Endereço;</p><p>• Descrição da situação financeira;</p><p>• Atividades profissionais exercidas no Brasil e no Exterior;</p><p>• Atividades profissionais exercidas pela família do cliente;</p><p>• Capacidade financeira do cliente;</p><p>• Relacionamento do responsável pela conta;</p><p>• Modo como ocorreu a prospecção do cliente;</p><p>• Demais instituições financeiras utilizadas pelo cliente;</p><p>• Situação patrimonial presumida do cliente; e</p><p>• Responsável pela conta do cliente.</p><p>O cadastro do cliente reúne as informações sobre os produtos e serviços financeiros</p><p>que o cliente utiliza. Ele ajuda a conhecer o cliente e representa o elemento mais</p><p>efetivo para a prevenção da lavagem de dinheiro uma vez que facilita a identificação</p><p>de movimentações financeiras suspeitas.</p><p>As principais informações que devem constar no cadastro do cliente são:</p><p>• Ficha Cadastral;</p><p>• Segregação de Contas (Private, Corporate, Balcão…);</p><p>• Responsabilidade por gerente;</p><p>• Contas movimentadas por procuração;</p><p>• Correspondências;</p><p>• Revisão e atualização do cadastro;</p><p>• Órgãos reguladores de crédito;</p><p>• Qualidade da documentação;</p><p>• Bloqueio interno de contas com pendências;</p><p>• Qualificação do cliente; e</p><p>• Documentação mínima por tipo de cliente.</p><p>117</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2.31. Resumo CEA: Sistema Financeiro Nacional e</p><p>Participantes do Mercado</p><p>• Órgãos normativos: determinam regras gerais para o bom funcionamento do</p><p>SFN. São eles: Conselho Monetário Nacional (CMN), Conselho Nacional de</p><p>Seguros Privados (CNSP) e Conselho Nacional de Previdência Complementar</p><p>(CNPC).</p><p>• Entidades supervisoras: Estão subordinadas aos órgãos normativos e atuam</p><p>de modo que os cidadãos e os integrantes do sistema financeiro sigam as</p><p>regras definidas pelos órgãos normativos. São elas: Banco Central do Brasil</p><p>(BACEN), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de</p><p>Seguros Privados (Susep) e Superintendência de Previdência Complementar</p><p>(Previc).</p><p>• Operadores: Estão subordinados às entidades supervisoras e lidam com o</p><p>público no papel de intermediário financeiro. São eles: Bancos e caixas</p><p>econômicas, cooperativas de crédito, instituições de pagamento,</p><p>administradoras de consórcios, corretoras e distribuidoras, bolsa de valores,</p><p>bolsa de mercadorias e futuros, seguradoras e resseguradoras, entidades</p><p>abertas de previdência, sociedades de capitalização e entidades fechadas de</p><p>previdência complementar (fundos de pensão).</p><p>• O agente superavitário é aquele cuja renda excede suas despesas, isso quer</p><p>dizer que ele tem dinheiro para suprir todas as suas necessidades, e ainda fica</p><p>com capital sobrando.</p><p>• O agente deficitário é aquele cuja renda não cobre suas despesas. Eles têm</p><p>necessidades que não permitem que sobre dinheiro. Por isso a necessidade</p><p>de buscar recursos junto a uma Instituição Financeira.</p><p>• CMN: formula a política de controle da moeda no SFN e incentiva (ou não)</p><p>mecanismos de incentivo ao consumo de bens e serviços, prática também</p><p>conhecida como política de crédito ou financiamento. Objetiva gerar um</p><p>ambiente de estabilidade monetária que permita o desenvolvimento do país.</p><p>• CNSP: acompanha a evolução do mercado segurador nacional, não só</p><p>estabelecendo as normas, mas também observando a evolução dos</p><p>indicadores de risco e a ocorrência de incidentes cobertos pelos contratos de</p><p>seguros, permitindo a modernização deste serviço.</p><p>• CNPC: Além de ser um órgão normativo, se atenta sobre a influência dos</p><p>reflexos econômicos e movimentos da gestão dos planos de previdência</p><p>complementar no montante de recursos acumulados pelo clientes para assim</p><p>modernizar a legislação e resguardar os planos futuros de aposentadoria.</p><p>• Os bancos múltiplos são instituições privadas ou públicas que captam</p><p>recursos e os repassam as empresas, famílias e governos e prestam serviços.</p><p>Podem operar as seguintes carteiras: comerciais, de investimento, de</p><p>118</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>desenvolvimento, de crédito imobiliário, de arrendamento mercantil,</p><p>financiamento e investimentos.</p><p>• Os bancos comerciais, que também podem ser privados ou públicos,</p><p>oferecem recursos para financiar, em curto e médio prazo, para indústria,</p><p>comércio, serviços e pessoas físicas e podem captar depósitos à vista e a</p><p>prazo.</p><p>• Os bancos de investimento, que são instituições privadas especializadas em</p><p>operações de participação societária, financiamento de atividade produtiva</p><p>para suprimento de capital fixo e de giro e administração de recursos de</p><p>terceiros.</p><p>• Os bancos de desenvolvimento são controlados pelos governos estaduais e</p><p>têm o objetivo de proporcionar recursos necessários para financiamento de</p><p>programas e projetos que promovam o desenvolvimento econômico e social</p><p>dos estados.</p><p>• As cooperativas de crédito são um tipo de instituição que pode surgir da</p><p>associação de funcionários de uma empresa, de profissionais de um</p><p>segmento, de empresários ou da admissão livre e espontânea de outros tipos</p><p>de associados. Os lucros das operações de empréstimos são repartidos entre</p><p>os associados.</p><p>• Seguros, previdência e capitalização são consideradas parte do sistema</p><p>financeiro porque promovem a formação de poupança por parte dos agentes</p><p>econômicos. Os recursos captados por esses intermediadores são aplicados</p><p>em investimentos específicos, dado que muitas vezes é necessário fazer frente</p><p>ao compromisso de seus clientes.</p><p>• As bolsas</p><p>de valores, mercadorias e futuros atuam na intermediação de</p><p>recursos do mercado de capitais (ações, opções, direitos, títulos, debêntures,</p><p>notas promissórias) e contratos de derivativos.</p><p>• As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são instituições</p><p>autorizadas a negociar valores mobiliários e derivativos no mercado de</p><p>negociações (pregão).</p><p>• As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários têm</p><p>basicamente a mesma função, mas não podem atuar diretamente no mercado</p><p>de negociações (pregão).</p><p>• O BACEN (Banco Central da República do Brasil) é a entidade supervisora do</p><p>SFN e obedece às diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional,</p><p>sendo responsável pela supervisão das entidades financeiras, bancos de</p><p>câmbio e outras instituições financeiras intermediárias.</p><p>• O BACEN é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia e é o principal</p><p>órgão executivo do Sistema Financeiro Nacional. Sua diretoria colegiada é</p><p>composta de Presidente e 8 Diretores (9 membros), todos nomeados pelo</p><p>Presidente da República e aprovados pelo Senado.</p><p>119</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Compete ao BACEN cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são</p><p>atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho</p><p>Monetário Nacional.</p><p>• Dentre as principais atribuições do BACEN está: autorizar o funcionamento e</p><p>fiscalizar as Instituições Financeiras, punindo-as se for o caso; emitir moeda-</p><p>papel e moeda metálica; controlar o crédito e o fluxo de capitais estrangeiros;</p><p>executar a política monetária e cambial.</p><p>• A SUSEP é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de</p><p>seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. Trata-se de</p><p>uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia.</p><p>• A SUSEP é uma entidade supervisora, devendo sempre respeitar as diretrizes</p><p>do órgão normativo CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados).</p><p>• A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) é</p><p>uma entidade governamental autônoma estabelecida na forma de autarquia</p><p>especial ligada ao Ministério da Previdência Social. Objetiva fiscalizar as</p><p>entidades fechadas de previdência complementar e realizar políticas para o</p><p>regime de previdência complementar.</p><p>• Os bancos comerciais (BC) são sociedades anônimas que possuem como</p><p>objetivo promover o encontro entre os agentes superavitários e deficitários,</p><p>além de realizar operações financeiras de curto prazo e criar moeda através</p><p>de débitos e empréstimos.</p><p>• Entre as atividades realizadas pelos BC destacam-se as concessões de</p><p>empréstimos, operações de crédito, pagamento de cheques, transferência de</p><p>recursos e ordens de pagamento, aluguel de cofres e custódia de valores,</p><p>pagamento de tarifas públicas, entre outros.</p><p>• Os bancos comerciais são constituídos em forma de sociedade anônima e</p><p>sua principal fonte de recursos são os depósitos à vista, utilizados para</p><p>conceder crédito para consumidores e empresas.</p><p>• Os BC são intermediários financeiros que captam recursos de credores e os</p><p>distribuem através do crédito para devedores. O objetivo principal é</p><p>proporcionar suprimento de recursos necessários para financiar, a curto e a</p><p>médios prazos: o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços,</p><p>as pessoas físicas e terceiros em geral.</p><p>• Os bancos múltiplos são IF privadas ou públicas que realizam as operações</p><p>ativas, passivas e assessórias das diversas IF, por intermédio das seguintes</p><p>carteiras: comercial, de investimento e/ou de desenvolvimento, de crédito</p><p>imobiliário, de arrendamento mercantil e de crédito, financiamento e</p><p>investimento.</p><p>• As operações realizadas pelos bancos múltiplos estão sujeitas às mesmas</p><p>normas legais e regulamentares aplicáveis às instituições singulares</p><p>correspondentes às suas carteiras. A carteira de desenvolvimento somente</p><p>poderá ser operada por banco público.</p><p>120</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo</p><p>uma delas, obrigatoriamente, comercial ou de investimento, e ser organizado</p><p>sob a forma de S.A. As instituições com carteira comercial podem captar</p><p>depósitos à vista.</p><p>• Os bancos múltiplos são instituições financeiras privadas ou públicas que</p><p>realizam as operações ativas, passivas e acessórias das diversas instituições</p><p>financeiras.</p><p>• As operações dos bancos múltiplos incluem as seguintes carteiras: comercial,</p><p>investimento e/ou de desenvolvimento, crédito imobiliário, arrendamento</p><p>mercantil e de crédito (leasing), financiamento e investimento (financeiras).</p><p>• Os bancos de investimentos são IF privadas especializadas em operações</p><p>de participação societária de caráter temporário, de financiamento da atividade</p><p>produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de administração de</p><p>recursos de terceiros.</p><p>• Os bancos de investimentos devem ser constituídos sob a forma de S.A. Não</p><p>possuem contas correntes e captam recursos via depósitos a prazo, repasses</p><p>de recursos externos, internos e venda de cotas de fundos de investimento por</p><p>eles administrados.</p><p>• As principais operações ativas são financiamento de capital de giro e capital</p><p>fixo, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos</p><p>interfinanceiros e repasses de empréstimos externos. Isto ocorre, dado que os</p><p>bancos de investimentos são instituições criadas para conceder créditos de</p><p>médio e longo prazo para as empresas.</p><p>• Os bancos de desenvolvimento são instituições financeiras controladas</p><p>pelos governos estaduais, e têm como objetivo precípuo proporcionar o</p><p>suprimento de recursos necessários ao financiamento de médio e a longo</p><p>prazos, atendendo projetos que visem a promover o desenvolvimento</p><p>econômico e social do respectivo Estado.</p><p>• O BNDES é o principal instrumento de execução da política de investimento</p><p>do Governo Federal e tem por objetivo primordial apoiar programas, projetos,</p><p>obras e serviços que se relacionem com o desenvolvimento econômico e social</p><p>do País.</p><p>• O BNDES está sujeito fica sujeito à supervisão do Ministro de Estado do</p><p>Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e exercita suas atividades,</p><p>visando a estimular a iniciativa privada, sem prejuízo de apoio a</p><p>empreendimentos de interesse nacional a cargo do setor público.</p><p>• A Bolsa de valores é o local onde se negociam títulos e valores mobiliários.</p><p>Exemplo: Ações, que é a menor parcela do capital de uma empresa. A</p><p>BM_amp_FBovespa/B3 opera um elenco completo de negócios com ações,</p><p>derivativos, commodities, balcão e operações estruturadas.</p><p>121</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• As negociações se dão em pregão eletrônico e via internet, com facilidades de</p><p>homebroker (sistema oferecido por diversas companhias para conectar seus</p><p>usuários ao pregão eletrônico no mercado de capitais).</p><p>• A BM_amp_FBovespa – Câmara de Ações tem por objeto compensar,</p><p>liquidar e controlar o risco das obrigações decorrentes de operações à vista e</p><p>de liquidação futura com qualquer espécie de valores mobiliários, títulos,</p><p>direitos e ativos realizadas na Bolsa de Valores de São Paulo S.A. (BM_amp_-</p><p>FBOVESPA), em outras bolsas ou outros mercados. É uma clearing house.</p><p>• É negociado na BM_amp_FBovespa: ações, derivativos (opções, futuro e</p><p>termo), CRI, CRA, debentures, letras financeiras, fundo imobiliário, fundo</p><p>de participações, fundo de direitos creditórios, ETF.</p><p>• Originada pela fusão entre a BM_amp_FBOVESPA e a Cetip, a B3 é a</p><p>companhia de infraestrutura de mercado financeiro. Antes da fusão ela era a</p><p>bolsa de valores e responsável pela provisão de sistemas para a negociação</p><p>de ações, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais,</p><p>derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias.</p><p>• As corretoras de títulos e</p><p>valores mobiliários (CTVM) e as distribuidoras</p><p>de títulos e valores mobiliários (DTVM) atuam nos mercados financeiros e</p><p>de capitais, e no mercado cambial intermediando a negociação de títulos e</p><p>valores mobiliários entre investidores e tomadores de recursos.</p><p>• As corretoras e as distribuidoras devem ser constituídas sob a forma de</p><p>sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. Objetivam dar</p><p>maior liquidez e segurança ao mercado acionário.</p><p>• As Sociedades Distribuidoras de títulos e valores mobiliários são</p><p>constituídas sob a forma de S.A. ou por quotas de responsabilidade limitada e</p><p>são supervisionadas pelo Banco Central do Brasil.</p><p>• As CTVM oferecem os serviços de: consultoria financeira, financiamento para</p><p>compra de ações (conta margem), plataformas de investimento pela internet</p><p>(homebroker), clubes de investimentos, administração e custódia de títulos e</p><p>valores mobiliários dos clientes, intermediação de operações de Câmbio,</p><p>administração de fundos e clubes de Investimento.</p><p>• No Brasil a CBLC é responsável pela guarda, compensação e liquidação das</p><p>operações que ocorrem na BM_amp_F Bovespa, seja no mercado à vista ou</p><p>nos mercados de derivativos. A CBLC executa o controle de risco dos</p><p>negociantes, evitando possíveis desequilíbrios no mercado.</p><p>• A função básica de um sistema de pagamentos é transferir recursos, bem</p><p>como processar e liquidar pagamentos para pessoas, empresas, governo,</p><p>Banco Central e instituições financeiras.</p><p>• Clearing House ou câmara de compensação identifica a parte de uma bolsa</p><p>de valores na qual as transações dos clientes são processadas e registradas.</p><p>Ela é responsável por assegurar que todas as transações sejam realizadas,</p><p>eliminando o risco de crédito.</p><p>122</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Uma Clearing é uma prestadora de serviços de compensação e liquidação de</p><p>ordens eletrônicas, de transferências de fundos e de outros ativos financeiros,</p><p>e principalmente de compensação e de liquidação de operações realizadas em</p><p>bolsas de mercadorias e de futuros e de compensação envolvendo operações</p><p>com derivativos.</p><p>• O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), do Banco Central</p><p>do Brasil, é um sistema informatizado que se destina à custódia de títulos</p><p>escriturais de emissão do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à</p><p>liquidação de operações com esses títulos.</p><p>• investidores qualificados: a Instrução nº 554/2014 da CVM define como</p><p>investidores qualificados as pessoas físicas e jurídicas com aplicações</p><p>financeiras superiores a um milhão de reais e que se identificam por escrito</p><p>como possuindo essa função.</p><p>• São designados como investidores qualificados: investidores profissionais;</p><p>agentes autônomos de investimento, analistas e consultores de valores</p><p>mobiliários; administradores de carteira, e clubes de investimento com carteira</p><p>gerida por cotistas que são investidores qualificados.</p><p>• investidores profissionais: são aqueles com somas elevadas de</p><p>investimentos (mais de 10 milhões) e considerável conhecimento técnico e</p><p>experiência na operação com valores mobiliários. Este tipo de profissional</p><p>pode realizar negócios mais arriscados por seu maior conhecimento.</p><p>• investidores não-residentes: são pessoas físicas e jurídicas, que não moram</p><p>em território nacional e que investem no Brasil. Essa categoria inclui os fundos</p><p>e outras entidades de investimento coletivo.</p><p>Informação privilegiada</p><p>• Informação privilegiada: engloba todas as informações que não são de</p><p>conhecimento do público geral, obtidas durante a execução da função de um</p><p>profissional.</p><p>• Essas informações, muitas vezes, são estratégicas e, se utilizadas de forma</p><p>imoral, podem beneficiar/prejudicar outras pessoas, sendo possível se</p><p>identificar dois casos em que o seu uso foge aos padrões éticos: o Insider</p><p>Trader e Front Runner.</p><p>• Insider Trader: Quando um indivíduo utiliza as informações privilegiadas que</p><p>tem acesso em benefício próprio ou de terceiros.</p><p>o EXEMPLO: A delação premiada dos irmãos Batista. Ela resultou em</p><p>uma queda elevada das ações da JBS. Os irmãos prevendo a queda do</p><p>preço das ações as venderam para a JBS por R$ 328 milhões. Assim,</p><p>eles se aproveitaram das informações privilegiadas que possuíam para</p><p>lucrar em cima dos demais acionistas da empresa.</p><p>• Front Runner: Quando determinada instituição utiliza as informações</p><p>privilegiadas que tem acesso em benefício próprio.</p><p>123</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>o EXEMPLO: ocorre quando um cliente de referência do mercado,</p><p>conhecido por possuir grande perícia em investimentos, ordena que um</p><p>fundo de investimento compre determinada ação. Porém, o gestor do</p><p>fundo, tendo conhecimento da elevada perícia do cliente, compra</p><p>aquela ação para o fundo e apenas em um segundo momento para o</p><p>cliente. Nesse caso, ele utilizou indevidamente a informação privilegiada</p><p>que tinha, ferindo as boas normas éticas.</p><p>• Confidencialidade: é um princípio que determina que os profissionais que</p><p>possuem acesso a informações privilegiadas devem as manter em sigilo, salvo</p><p>se a publicação da informação for determinada por lei.</p><p>• Conflitos de interesses: é observado quando um profissional possui</p><p>motivações e interesses pessoais que o levam a influenciar nos objetivos e nas</p><p>atividades realizadas pela organização em que trabalha; assim, é dever do</p><p>profissional informar a sua ocorrência e tomar as medidas cabíveis para que</p><p>ele não ocorra.</p><p>• Ética nas vendas: a venda casada ocorre quando dois ou mais</p><p>produtos/serviços são vendidos como se fossem um pacote. Ou seja, que a</p><p>venda de um esteja subordinada a venda do outro.</p><p>O papel da ANBIMA e as atividades desenvolvidas</p><p>• Representação: a ANBIMA Promove o diálogo para construir propostas de</p><p>aprimoramento do mercado, que são apresentadas e discutidas com o governo</p><p>e com outras entidades do setor privado. Propõe boas práticas de negócios,</p><p>que os associados seguem de forma voluntária.</p><p>• Autorregulação: é baseada em regras criadas pelo mercado, para o mercado</p><p>e em favor dele. Essas regras estão nos Códigos de Autorregulação e</p><p>Melhores Práticas, que são de adesão voluntária. O cumprimento das normas</p><p>é acompanhado de perto pela equipe técnica, que supervisiona as instituições</p><p>e dá orientações de caráter educativo.</p><p>• Informação: a ANBIMA é provedora de informações sobre os segmentos de</p><p>mercado que representam. A construção de uma base de dados consistente é</p><p>parte dos esforços para dar mais transparência e segurança aos mercados.</p><p>Divulgam desde referências de preços e índices que refletem o comportamento</p><p>de carteiras de ativos até estudos específicos, que auxiliam no</p><p>acompanhamento dos temas de interesse dos associados.</p><p>• Educação: a ANBIMA acredita que o mercado forte se faz com profissionais</p><p>qualificados e com investidores conscientes. As ações de educação se dividem</p><p>em três vertentes: capacitação dos profissionais por meio de certificações;</p><p>qualificação dos profissionais certificados por meio de educação continuada e</p><p>disseminação de conteúdo sobre educação financeira.</p><p>ANBIMA: Princípios</p><p>124</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• O código de ética da ANBIMA irá ressaltar que a atuação das Associadas e a</p><p>interpretação de todas as normas a elas aplicáveis deverão ser regidas pelos</p><p>seguintes princípios que vemos a seguir.</p><p>o estrita observância do sistema de leis, das normas, dos costumes e das</p><p>normas de regulação e melhores práticas da ANBIMA que regem sua</p><p>atividade;</p><p>o a observância dos princípios da probidade e da boa-fé;</p><p>o a observância dos interesses de investidores, dos emissores e dos</p><p>demais usuários de seus serviços;</p><p>o o compromisso com o aprimoramento e valorização dos mercados</p><p>financeiro e de capitais;</p><p>o a transparência sobre os procedimentos envolvidos em suas atividades;</p><p>o a</p><p>preservação do dever fiduciário com relação a seus clientes;</p><p>o a preservação do sistema de liberdade de iniciativa e de livre</p><p>concorrência;</p><p>o a responsabilidade social e espírito público; e</p><p>o a manutenção do estrito sigilo sobre as informações confidenciais que</p><p>lhes forem confiadas em razão da condição de prestador de serviços</p><p>financeiros.</p><p>PRINCÍPIOS ÉTICOS FUNDAMENTAIS</p><p>• A atuação das instituições associadas e a interpretação de todas as normas a</p><p>elas aplicáveis deverão se regidas pelos princípios gerais, sendo eles:</p><p>o a estrita observância do sistema de leis, das normas, dos costumes e</p><p>das normas de regulação e melhores práticas da ANBIMA que regem a</p><p>atividade;</p><p>o a observância dos princípios da probidade e da boa-fé;</p><p>o a observância dos interesses dos investidores, dos emissores, e dos</p><p>demais usuários de seus produtos e serviços;</p><p>o o compromisso constante com o aprimoramento e a valorização dos</p><p>mercados financeiro e de capitais;</p><p>o a transparência sobre os procedimentos envolvidos em todas as suas</p><p>atividades;</p><p>o a preservação do dever fiduciário com relação a seus clientes;</p><p>o a preservação do sistema de liberdade de iniciativa e de livre</p><p>concorrência;</p><p>o a responsabilidade social e o espírito público; e</p><p>o a manutenção do estrito sigilo sobre as informações confidenciais que</p><p>forem confiadas ao profissional em razão de sua condição de prestador</p><p>de serviços.</p><p>125</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>ANBIMA: PADRÕES DE CONDUTA</p><p>• Acrescentando ao que vimos a pouco, também são responsabilidades</p><p>fundamentais das instituições associadas:</p><p>o ter conhecimento e observar todas as leis e normas aplicáveis a suas</p><p>atividades, inclusive os Códigos de Regulação e Melhores Práticas da</p><p>ANBIMA, e realizar o esforço de disseminá-las internamente aos seus</p><p>funcionários;</p><p>o nunca violar ou aconselhar a violação dessas normas. Ainda, deve-se</p><p>se opor à violação de tais leis e normas que são aplicáveis às suas</p><p>atividades, incluindo todas aquelas dispostas nos Códigos de</p><p>Regulação e Melhores Práticas da ANBIMA;</p><p>o é preciso contribuir para o aprimoramento do ordenamento jurídico que</p><p>seja aplicável aos mercados financeiro e de capitais; e</p><p>o é dever exercer a intermediação financeira e as atividades</p><p>correlacionadas com a negociação de valores mobiliários nos termos</p><p>das prerrogativas legais que lhes forem comprometidas pelo Poder</p><p>Público.</p><p>o Quanto ao relacionamento entre as Associadas com os agentes e</p><p>entidades do mercado financeiro e de capitais, os padrões de conduta</p><p>abaixo precisam ser seguidos:</p><p>o sempre contribuir para a manutenção de um ambiente de negociação</p><p>que seja capaz de proporcionar a formação adequada dos preços, de</p><p>liquidez e uma concorrência leal.</p><p>o é preciso contribuir para a análise, a avaliação, o aprimoramento e o</p><p>bom encaminhamento de sugestões ou propostas para o</p><p>desenvolvimento dos mercados financeiro e de capitais;</p><p>o deve-se observar, durante a divulgação de sua publicidade, todas as</p><p>leis e as normas que são aplicáveis à sua atividade, bem como os</p><p>padrões éticos de conduta estabelecidos pela ANBIMA em seus</p><p>Códigos de Regulação e Melhores Práticas. Sempre compatibilizando o</p><p>direito de informação do mercado, o dever de informar e o dever de</p><p>manter sigilo sobre as informações sensíveis;</p><p>o não se deve utilizar de informação privilegiada na realização de seus</p><p>negócios, em violação a qualquer norma ética ou jurídica, e manter o</p><p>dever de sigilo;</p><p>o não realizar operações que coloquem em risco sua capacidade de</p><p>liquidação física ou financeira; e</p><p>o manter-se independente nos procedimentos de auditoria, de análise e</p><p>avaliação de quaisquer ativos ou empresas.</p><p>• Restando-nos, agora, ver o compromisso que as associadas precisam</p><p>observar durante seu relacionamento com os clientes:</p><p>126</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>o a associada deve praticar a remuneração adequada na prestação dos</p><p>seus serviços que lhes forem autorizados em decorrência de sua</p><p>participação nos mercados financeiro e de capitais;</p><p>o a associada deve adotar as providências no sentido de evitar a</p><p>realização de operações em situação que envolvam conflito de</p><p>interesses, visando, assim, a assegurar tratamento equitativo a seus</p><p>clientes;</p><p>o a associada deve utilizar de especial cuidado no momento da</p><p>identificação e no cumprimento de seus deveres fiduciários para com</p><p>seus clientes;</p><p>o a associada precisa zelar para que seu corpo de funcionários mantenha</p><p>o conhecimento e as qualificações técnicas necessárias ao atendimento</p><p>de seu público;</p><p>o é dever da associada manter sigilo sobre as informações e dados</p><p>confiados por seus clientes em razão da relação profissional que com</p><p>eles possuem;</p><p>o a associada precisa oferecer a seus clientes todas as informações e a</p><p>documentação a respeito de seus investimentos efetivos ou potenciais,</p><p>de forma a permitir aos clientes uma adequada decisão de investimento;</p><p>o a associada não pode manifestar opinião que venha a denegrir, ou</p><p>prejudicar, a imagem de qualquer outra associada ou, ainda, de</p><p>qualquer outro integrante do Sistema Financeiro Nacional; e</p><p>o a associada deve recusar a intermediação de investimentos que</p><p>considera ilegais, imorais ou antiéticos.</p><p>o resta-nos estudar a relação entre as associadas e a ANBIMA. As</p><p>associadas precisam observar, no seu relacionamento com a ANBIMA,</p><p>a seguinte conduta:</p><p>o a associada deve sempre agir com prudência, com diligência, com</p><p>integridade, com responsabilidade e com transparência na condução</p><p>das suas atividades desenvolvidas junto à ANBIMA;</p><p>o a associada deve abster-se de emitir manifestações em nome da</p><p>ANBIMA, salvo as situações em que ela estiver expressamente</p><p>autorizada para tanto;</p><p>o a associada precisa comunicar à ANBIMA o seu envolvimento em</p><p>processos administrativos, ou judiciais, relevantes que, de alguma</p><p>forma, possam envolver ou denegrir a imagem da ANBIMA;</p><p>o a associada deve manter sigilo sobre as informações e os dados</p><p>confiados pela ANBIMA à associada em função do exercício de suas</p><p>funções junto à Associação;</p><p>o a associada precisa manter suas informações cadastrais devidamente</p><p>atualizadas, especialmente em relação ao representante da Associada</p><p>junto à ANBIMA; e</p><p>127</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>o a associada deve sempre cumprir com as disposições do Estatuto</p><p>Social da ANBIMA.</p><p>PENALIDADES</p><p>• A não observância dos princípios e das normas estabelecidos neste código</p><p>sujeita as associadas a penalidades. A lista de penalidades é a que se segue:</p><p>o carta de advertência reservada;</p><p>o multa;</p><p>o advertência pública;</p><p>o suspensão da associada do quadro de associados e da utilização das</p><p>marcas da ANBIMA, por um prazo determinado, ou vinculado ao término</p><p>de procedimento administrativo, ou procedimento disciplinar,</p><p>investigativo ou judicial; e</p><p>o proposta, à Assembleia Geral, de exclusão da Associada do quadro de</p><p>associados da ANBIMA.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Serviços</p><p>Qualificados ao Mercado de Capitais: esse código define os critérios que</p><p>precisam ser seguidos pelas instituições participantes nas atividades de</p><p>prestação de serviços, de custódia qualificada e controladoria.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de</p><p>Certificação Continuada: esse código define princípios e regras que</p><p>precisam ser seguidos pelas Instituições Participantes e pelos profissionais</p><p>que atuam nos mercados financeiros e de capitais, com o objetivo de aumentar</p><p>a sua capacitação técnica. Ele também define os padrões de conduta que</p><p>devem ser seguidos em suas atividades.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Atividade de</p><p>Private Banking no Mercado Doméstico: esse código estabelece as</p><p>condições que precisam ser seguidas pelas Instituições Participantes</p><p>nas</p><p>atividades de Private Banking no mercado doméstico.</p><p>• Código ANBIMA para o Novo Mercado de Renda Fixa: define regras que</p><p>devem ser aplicadas na emissão pública primária de títulos e valores</p><p>mobiliários de renda fixa e regras e mecanismos próprios para a negociação</p><p>secundária desses ativos (“Ofertas Públicas”).</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas de Negociação de</p><p>Instrumentos Financeiros: esse código define princípios e regras que</p><p>precisam ser seguidos pelas Instituições Participantes e pelos profissionais</p><p>que atuam nos mercados financeiros e de capitais, com o objetivo de garantir</p><p>a adoção das melhores Práticas de Negociação de Instrumentos Financeiros.</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Gestão de</p><p>Patrimônio Financeiro no Mercado Doméstico: esse Código estabelece as</p><p>condições que precisam ser seguidas pelas Instituições Participantes para</p><p>garantir a qualidade da Gestão do Patrimônio Financeiro.</p><p>128</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de</p><p>Produtos de Investimento no Varejo: esse Código estabelece as condições</p><p>que precisam ser seguidas pelas Instituições Participantes para garantir a</p><p>qualidade na Distribuição de Produtos de Investimento no Varejo.</p><p>• O Selo ANBIMA objetiva demonstrar o compromisso das Instituições</p><p>Participantes em seguir às disposições do Código, não podendo a ANBIMA ser</p><p>responsabilizada pelas informações presentes nas publicações referentes à</p><p>oferta pública e prospectos e pela qualidade da emissora e/ou ofertantes,</p><p>Instituições Participantes e/ou valores mobiliários objeto da Oferta Pública.</p><p>• As Instituições Participantes têm responsabilidade não delegável e integral</p><p>pela aplicação do processo de suitability, que consiste em procedimentos</p><p>formais, que possibilitem verificar a adequação da recomendação de</p><p>investimento feita, ao perfil do investidor.</p><p>• Princípio “Conheça seu cliente”: esse princípio foi criado pelo Acordo de</p><p>Basileia de 1988 e estabelece um conjunto de regras e normas que as</p><p>instituições financeiras devem seguir para identificar a origem dos recursos e</p><p>da constituição do patrimônio do cliente. Ele define um mínimo de informações,</p><p>nomeadas qualificações, que precisam ser mantidas atualizadas pelas</p><p>instituições financeiras.</p><p>realiza atividades executivas. Ele é responsável pelo controle do SFN, definindo as</p><p>diretrizes, regulamentações, regulações que as entidades que compõem o SFN</p><p>devem seguir, sendo também responsável por disciplinar a atuação destas</p><p>entidades.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>Guarde bem as quatro funções definidas acima: estabelecer diretrizes, regulamentar,</p><p>regular e disciplinar.</p><p>Tome muito cuidado na hora de responder as questões da prova, lembre-se sempre</p><p>que O CMN NÃO EXERCE ATIVIDADES EXECUTIVAS. Ele também não é</p><p>responsável por fiscalizar, efetuar transações, ou supervisionar entidades.</p><p>Sua função é unicamente normativa, existem outras instituições que são responsáveis por fiscalizar</p><p>as demais instituições que compõem o SFN e proceder conforme necessário caso identifiquem</p><p>atividade suspeita.</p><p>Órgão Máximo do Sistema Financeiro Nacional;</p><p>São membros do Conselho Monetário Nacional (LEI Nº 13.844, DE 18 DE JUNHO</p><p>DE 2019):</p><p>• Ministro da Economia (presidente do conselho);</p><p>• Presidente do Banco Central do Brasil (BACEN); e</p><p>• Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>Até então o Conselho Monetário Nacional era composto por apenas três</p><p>integrantes: o ministro da Fazenda, que ocupava o lugar de presidente do CMN; o</p><p>presidente do BACEN; e o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão</p><p>(MPOG).</p><p>Em 2019, houve uma reorganização nos ministérios. Assim, o CMN passou a ser</p><p>composto por: ministro da Economia, presidente do BACEN, secretário especial de Fazenda.</p><p>Outras competências da CMN:</p><p>• Autorizar as emissões de Papel Moeda;</p><p>• Estabelecer condições para que o Banco Central da República do Brasil</p><p>emita moeda-papel de curso forçado;</p><p>• Aprovar os orçamentos monetários, preparados pelo Banco Central da</p><p>República do Brasil;</p><p>• Determinar as características gerais das cédulas e das moedas;</p><p>22</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto a compra e</p><p>venda de ouro e quaisquer operações em Direitos Especiais de Saque e em</p><p>moeda estrangeira;</p><p>• Regular a constituição, funcionamento e fiscalização dos que exercerem</p><p>atividades subordinadas ao CMN, bem como a aplicação das penalidades</p><p>previstas;</p><p>• Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos comissões e</p><p>qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços bancários ou</p><p>financeiros, inclusive os prestados pelo Banco Central da República do Brasil;</p><p>• Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de fundos</p><p>público;</p><p>• Determinar o Percentual de recolhimento de compulsório;</p><p>• Regulamentar as operações de redesconto;</p><p>• Decidir da estrutura técnica e administrativa do Banco Central da República</p><p>do Brasil e fixar seu quadro de pessoal, bem como estabelecer os vencimentos</p><p>e vantagens de seus funcionários, servidores e diretores, cabendo ao</p><p>Presidente deste apresentar as respectivas propostas;</p><p>• Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as</p><p>instituições financeiras que operam no País; e</p><p>• Baixar normas que regulem as operações de câmbio, inclusive swaps, fixando</p><p>limites, taxas, prazos e outras condições.</p><p>DICA!</p><p>O CMN é um órgão Normativo assim não executa tarefas. Decore os verbos</p><p>autorizar, regulamentar, determinar, disciplinar, etc. E cuidado com os verbos</p><p>autorizar e regulamentar porque também pode ser usado para funções do BACEN.</p><p>O CMN realiza reuniões ordinárias, uma a cada mês, porém, o presidente do CMN</p><p>pode convocar reuniões extraordinárias quando for necessário.</p><p>O CMN divulga resoluções, nas quais tornam públicas as suas deliberações. Essas</p><p>são aprovadas com a maioria dos votos, mas nos casos de URGÊNCIA e</p><p>RELEVANTE INTERESSE (fixe esses dois termos, pois eles são importantes) o</p><p>presidente do CMN pode deliberar sozinho. Portanto, não é necessária a reunião dos</p><p>três membros do CMN para que ele delibere.</p><p>Nesse caso se tem uma deliberação ad referendum, ou seja, na próxima reunião do</p><p>CMN os demais membros devem ratificar a decisão tomada pelo presidente, a qual</p><p>deixa de ser válida se não for ratificada por aqueles.</p><p>Mas, afinal, quais são as funções do CMN? Veremos cada uma delas a seguir.</p><p>• Formular a política da moeda e do crédito.</p><p>23</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Esta é a sua principal função. Isto é, o CMN possui a incumbência de garantir a</p><p>eficiência na troca de recursos entre os agentes superavitários e deficitários e a</p><p>estabilidade do SFN.</p><p>• Regular o valor interno da moeda.</p><p>O CMN possui como função prevenir ou corrigir os surtos inflacionários ou</p><p>deflacionários de origem interna ou externa. Ele também é responsável por agir em</p><p>caso de depressões econômicas e outros desequilíbrios conjunturais. Assim, cabe ao</p><p>CMN tomar medidas que busquem adaptar o volume dos meios de pagamento às</p><p>necessidades da economia.</p><p>• Regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamento</p><p>do país, tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda</p><p>estrangeira.</p><p>As diretrizes editadas pelo CMN podem ser utilizadas para regular o valor da moeda</p><p>brasileira em relação ao valor observado para as moedas estrangeiras. Assim, o CMN</p><p>fica responsável por determinar os instrumentos utilizados para controlar as reservas</p><p>internacionais e por definir a forma como estes instrumentos devem ser utilizados.</p><p>• Estabelecer as metas de inflação.</p><p>Conforme dito antes, o CMN possui entre as suas funções evitar surtos inflacionários</p><p>e deflacionários, devendo para isto definir as metas de inflação que devem ser</p><p>perseguidas pelo Banco Central e os intervalos de tolerância. Isto é, o quanto a</p><p>inflação pode se desviar para cima ou para baixo desta meta.</p><p>• Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas e</p><p>privadas.</p><p>O CMN é responsável por definir quais instituições financeiras que podem exercer</p><p>atividades em cada segmento dos mercados financeiros.</p><p>• Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos</p><p>financeiros, para garantir a eficiência do sistema de pagamentos.</p><p>O CMN é responsável por garantir a eficiência do mercado financeiro. Assim, ele pode</p><p>definir diretrizes para aumentar a eficiência.</p><p>• Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras.</p><p>Essa é outra função muito importante exercida pelo CMN. Ele é responsável por</p><p>garantir a segurança do SFN, sendo que, para isto, deve fixar diretrizes que garantam</p><p>a solvência e a liquidez das instituições financeiras.</p><p>• Coordenar a política monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida</p><p>pública, interna e externa.</p><p>Cabe ao CMN editar diretrizes que evitem abusos na condução destas políticas,</p><p>principalmente o endividamento público excessivo.</p><p>• Autorizar as emissões de papel-moeda.</p><p>O CMN também é responsável por definir as diretrizes sobre o modo como deve</p><p>ocorrer a emissão de papel-moeda.</p><p>24</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Essa função do CMN acaba o levando a exercer funções adicionais:</p><p>1) Estabelecer condições seguidas pelo Banco Central para a emissão de</p><p>moeda-papel;</p><p>2) Aprovar os orçamentos monetários do Banco Central utilizados para estimar</p><p>as necessidades totais de moeda e crédito; e</p><p>3) Determinar as características possuídas pelas cédulas e moedas.</p><p>• Fixar as diretrizes e normas da política cambial.</p><p>Esta é outra função possuída pelo CMN, ao definir as diretrizes e normas da política</p><p>cambial ele normatiza as reservas internacionais.</p><p>• Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações</p><p>creditícias em todas as suas formas, inclusive aceites, avais e prestações</p><p>de quaisquer garantias por parte das instituições financeiras.</p><p>Cabe ao CMN disciplinar e regular o crédito, definindo as condições que devem ser</p><p>seguidas nestas operações.</p><p>• Regular a constituição, o funcionamento</p><p>e a fiscalização dos que</p><p>exercerem atividades subordinadas ao SFN, bem como a aplicação das</p><p>penalidades previstas.</p><p>Assim, o CMN é a entidade responsável por dizer quais instituições podem atuar, o</p><p>modo como estas devem atuar e quem será responsável por as regular.</p><p>• Limitar, se necessário, as taxas de juros, comissões e outros meios de</p><p>remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros,</p><p>incluindo os prestados pelo Banco Central.</p><p>O CMN pode limitar as taxas de juros e demais remunerações oriundas de transações</p><p>financeiras. Observe que ele não deve exercer essa função diariamente, mas apenas</p><p>em casos extraordinários e se houver necessidade.</p><p>25</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Disciplinar as atividades das Bolsas de Valores e dos corretores de</p><p>fundos públicos (atualmente chamadas de sociedades corretoras de</p><p>títulos e valores mobiliários).</p><p>Cabe ao CMN também estabelecer as diretrizes que devem ser seguidas pelas</p><p>Bolsas de Valores e corretores de fundos públicos.</p><p>• Expedir normas gerais de contabilidade e estatística observadas pelas</p><p>instituições financeiras.</p><p>Essa é outra função do CMN, sendo ele responsável por determinar as normas de</p><p>contabilidade e estatísticas seguidas pelas instituições financeiras, com isto ele</p><p>garante a transparência e a segurança do SFN.</p><p>2.4. Banco Central do Brasil – BACEN</p><p>O Banco Central do Brasil (BACEN) é a entidade supervisora do Sistema Financeiro</p><p>Nacional (SFN). Cabe destacar que ele deve obedecer às diretrizes estabelecidas</p><p>pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), sendo responsável pela supervisão das</p><p>entidades financeiras, bancos de câmbio e outras instituições financeiras</p><p>intermediárias.</p><p>Autarquia vinculada ao Ministério da Economia (anteriormente vinculada ao Ministério</p><p>da Fazenda, que foi extinto em janeiro de 2019).</p><p>Diretoria colegiada composta de Presidente e 8 Diretores (9 membros), todos</p><p>nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado.</p><p>• Principal órgão executivo do SFN.</p><p>Compete ao BACEN cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas</p><p>pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo CMN.</p><p>Principais atribuições do BACEN:</p><p>• Autorizar o funcionamento e Fiscalizar as Instituições Financeiras, punindo-</p><p>as se for o caso;</p><p>• Emitir moeda-papel e moeda metálica;</p><p>• Controlar o crédito e o fluxo de capitais estrangeiros; e</p><p>• Executar a política monetária e cambial.</p><p>Outras atribuições:</p><p>• Executar os serviços do meio-circulante;</p><p>• Determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos depósitos à vista</p><p>e de até sessenta por cento de outros títulos contábeis das instituições</p><p>financeiras;</p><p>• Realizar operações de redesconto e empréstimos a instituições financeiras</p><p>bancárias;</p><p>• Ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira e de Direitos</p><p>Especiais de Saque e fazer com estas últimas todas e quaisquer operações</p><p>previstas no Convênio Constitutivo do Fundo Monetário Internacional;</p><p>26</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Formular e executar as políticas monetárias e cambiais, de acordo com as</p><p>diretrizes do Governo Federal;</p><p>• Executar as diretrizes e normas do CMN;</p><p>• Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional;</p><p>• Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o meio circulante;</p><p>• Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>O BACEN é o banco dos bancos e responsável pelo bom funcionamento do SPB.</p><p>O BACEN possui as seguintes funções:</p><p>• Emitir a Moeda</p><p>O Banco Central possui o monopólio da emissão de papel-moeda e moeda metálica.</p><p>Porém, ele não pode sair emitindo moeda a seu bel-prazer, quem estabelece os limite</p><p>e diretrizes para a emissão de moeda é o CMN.</p><p>• Executar os Serviços de Meio Circulante</p><p>Cabe ao BACEN retirar do mercado moedas que apresentam defeitos ou que sejam</p><p>muito velhas e substituí-las por moedas novas.</p><p>• Exercer o controle do crédito em todas as suas formas</p><p>O BACEN deve controlar os volumes de créditos da economia.</p><p>• Receber os recolhimentos compulsórios e os depósitos voluntários à</p><p>vista das instituições financeiras</p><p>Quando os bancos pegam dinheiro que se encontra parado nas contas correntes e</p><p>emprestam para outros clientes eles podem criar inflação. Para evitar que isso ocorra</p><p>o BACEN recolhe compulsoriamente parte dos depósitos à vista. Assim, os bancos</p><p>comerciais são obrigados a recolher parte dos depósitos à vista para o banco central.</p><p>O BACEN também recebe depósitos voluntários dos bancos comerciais.</p><p>27</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e</p><p>venda de títulos públicos federais</p><p>O BACEN pode comprar ou vender títulos públicos emitidos pelo governo.</p><p>• Banco dos bancos</p><p>O BACEN presta diversos serviços financeiros para os demais bancos, principalmente</p><p>serviços de redesconto (concessão de créditos para instituições financeiras</p><p>bancárias), de modo que o BACEN é o emprestador de última instância do SFN.</p><p>• Banco do Governo</p><p>O BACEN é o banco do governo, nele ficam depositadas as reservas internacionais</p><p>do país, sejam reservas oficiais de ouro, moeda estrangeira ou direitos especiais</p><p>de saques.</p><p>Ademais, é preciso enfatizar que as transações realizadas entre o BACEN e o</p><p>governo são limitadas, para evitar o financiamento dos gastos públicos com a emissão</p><p>de moeda. O BACEN não pode conceder empréstimos ao governo federal,</p><p>apesar das reservas de caixa do governo permanecerem no BACEN.</p><p>• Supervisão do Sistema Financeiro Nacional</p><p>Conforme foi enfatizado anteriormente, o CMN normatiza, mas não fiscaliza o SFN.</p><p>O BACEN, junto com outras instituições, é responsável por supervisionar o SFN.</p><p>As instituições supervisionadas pelo BACEN são:</p><p>• Instituições que captam depósitos à vista;</p><p>• Instituições financeiras que não captam depósitos à vista;</p><p>28</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Bancos de Câmbio; e</p><p>• Outras entidades financeiras que intermediam recursos.</p><p>Entre as atividades de supervisão realizadas pelo BACEN cabe destacar:</p><p>• A fiscalização das instituições financeiras e a aplicação das penalidades</p><p>adequadas;</p><p>• Conceder autorizações para as instituições financeiras:</p><p>o Atuarem no país;</p><p>o Instalarem ou transferirem suas sedes, ou dependências, inclusive no</p><p>exterior;</p><p>o Serem transformadas, fundidas, incorporadas ou encampadas;</p><p>o Realizarem operações de câmbio, crédito real e venda de títulos da</p><p>dívida pública federal, estadual ou municipal, debêntures, ações, letras</p><p>hipotecárias e demais títulos de crédito ou mobiliários;</p><p>o Prorrogarem os prazos concedidos para funcionamento;</p><p>o Alterarem seus estatutos;</p><p>o Alienarem ou transferirem o seu controle acionário; e</p><p>o Estabelecerem as condições para o exercício de cargos de direção nas</p><p>Instituições financeiras privadas.</p><p>• Evitar a entrada de outras instituições no SFN:</p><p>o Controlar o fluxo de capitais estrangeiros, garantindo o funcionamento</p><p>adequado do sistema cambial, inclusive com a operação via ouro,</p><p>moeda e operações de crédito no exterior;</p><p>o Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros</p><p>papéis;</p><p>o Vigiar as empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais</p><p>e que possam interferir nesses mercados e em relação às modalidades</p><p>ou processos operacionais que utilizem;</p><p>o Determinar que as matrizes das instituições financeiras registrem as</p><p>firmas que operam com suas agências há mais de um ano; e</p><p>o Autorizar instituições financeiras estrangeiras a operar no Brasil.</p><p>29</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>A tabela a seguir resume as funções do BACEN:</p><p>Tabela – Funções do BACEN.</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>Ao Conselho Monetário Nacional compete regular a constituição,</p><p>o funcionamento e</p><p>a fiscalização das instituições financeiras, cabendo ao BACEN a execução dos</p><p>serviços de compensação de cheques e outros papéis.</p><p>O SFN tem como órgão executivo central o BACEN, que estabelece normas a serem</p><p>observadas pelo CMN.</p><p>Em termos de política econômica, o Banco Central dispõe de alguns instrumentos.</p><p>Ou seja, o Banco Central tem à sua disposição basicamente três instrumentos para a</p><p>realização da política monetária: operações de mercado aberto, redesconto e</p><p>depósitos compulsórios. Os depósitos compulsórios constituem-se em um</p><p>instrumento à disposição do Banco Central para influenciar a quantidade de moeda</p><p>na economia. Eles representam uma parcela dos depósitos captados pelos bancos</p><p>que devem ser mantidos compulsoriamente “esterilizados” no Banco Central. A</p><p>alíquota dos depósitos compulsórios é um dos determinantes do multiplicador</p><p>monetário, ou seja, da oferta de moeda em relação à base monetária. Por exemplo,</p><p>diminuições na alíquota farão com que os bancos possam emprestar maior parcela</p><p>30</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>das suas reservas e, portanto, aumentarão a quantidade total de moeda para uma</p><p>dada quantidade de base monetária. Esse instrumento de política monetária tem</p><p>assumido outras funções, por exemplo, funcionar como instrumento auxiliar para</p><p>garantir a fluidez dos pagamentos no Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB -,</p><p>considerando que as instituições podem movimentar livremente, ao longo do dia, os</p><p>valores correspondentes à exigibilidade do compulsório, devendo efetuar o</p><p>recolhimento apenas no final do dia. Outra nova função é a atuação dos depósitos</p><p>como ferramenta macro prudencial que contribui para a estabilidade do sistema</p><p>financeiro, essa atuação foi evidenciada ao longo da crise de 2008 quando o</p><p>instrumento foi utilizado para ajustar o nível geral e a distribuição da liquidez no</p><p>sistema financeiro.</p><p>Atualmente, no Brasil, existem as seguintes modalidades de depósitos compulsórios</p><p>e de encaixe obrigatório:</p><p>• Depósito compulsório sobre recursos à vista;</p><p>• Depósito compulsório sobre recursos de depósitos e de garantias realizadas;</p><p>• Encaixe obrigatório sobre recursos de depósitos de poupança; e</p><p>• Depósito compulsório sobre recursos a prazo.</p><p>E outros dois tipos de depósitos compulsórios que atualmente estão com alíquotas</p><p>iguais a zero:</p><p>• Depósito compulsório sobre a concessão de aval, fiança ou outras garantias</p><p>em operações de empréstimos/financiamentos entre pessoas físicas ou</p><p>jurídicas não financeiras (Circular nº 2.563, de 27.4.1995); e</p><p>• Depósito compulsório sobre operações ativas e passivas (Circular nº 2.511, de</p><p>2.12.1994).</p><p>E outros tipos de recolhimentos obrigatórios realizados no Banco Central. São eles:</p><p>• os depósitos decorrentes de insuficiência no direcionamento para operações</p><p>de financiamento imobiliário dos recursos captados em depósitos de</p><p>poupança;</p><p>• insuficiência no direcionamento dos recursos captados em depósitos à vista</p><p>para operações de crédito destinados à população de baixa renda e a</p><p>microempreendedores; e</p><p>• o decorrente da insuficiência no direcionamento para crédito rural.</p><p>2.5. Comissão de Valores Mobiliários – CVM</p><p>A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia voltada para o</p><p>desenvolvimento, disciplina e a fiscalização do mercado de títulos e valores</p><p>mobiliários. A CVM não exerce julgamento de valor em relação a qualquer informação</p><p>divulgada pelas companhias. Ela, entretanto, zela pela sua regularidade e</p><p>confiabilidade e, para tanto, normatiza e persegue a sua padronização. Assegurar a</p><p>disponibilidade tempestiva das informações sobre os negócios com valores</p><p>31</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>mobiliários e sobre as companhias que os tenham emitido constitui um ponto</p><p>fundamental da normatização no mercado, e tem sido esta a base da política de</p><p>regulação da CVM.</p><p>De acordo com artigo 5o da lei no 10.411, de 26 de fevereiro de 2002, é instituída a</p><p>CVM, entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Economia</p><p>(até janeiro de 2019 era vinculada ao Ministério da Fazenda, que foi extinto), ausência</p><p>de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e</p><p>autonomia financeira e orçamentária.</p><p>A Comissão de Valores Mobiliários é administrada por um Presidente e quatro</p><p>Diretores, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovados pelo</p><p>Senado Federal, dentre pessoas de ilibada reputação e reconhecida competência em</p><p>matéria de mercado de capitais. Mandato de cinco anos.</p><p>Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores</p><p>mobiliários.</p><p>Títulos e Valores Mobiliários são:</p><p>• Ações; fundos de investimentos; debêntures; bônus de subscrição; derivativos;</p><p>e etc.</p><p>Principais atribuições da CVM:</p><p>• Estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;</p><p>• Assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores e</p><p>instituições auxiliares;</p><p>• Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões e atos fraudulentos</p><p>nos mercados primários e secundários de ações;</p><p>• Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar</p><p>condições artificiais de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários;</p><p>• Assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários</p><p>negociados e sobre as companhias;</p><p>Assegurar a observância de práticas comerciais equitativas;</p><p>• Apurar, julgar e punir irregularidades cometidas no mercado; e</p><p>• Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação de títulos</p><p>emitidos pelas empresas de capital aberto.</p><p>São disciplinadas e fiscalizadas pela CVM as seguintes atividades: (art. 1º da Lei nº</p><p>6.385, de 7 de dezembro de 1976, redação dada pela Lei nº 10.303, de 31 de outubro</p><p>de 2001):</p><p>I – a emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado;</p><p>II – a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;</p><p>III – a negociação e intermediação no mercado de derivativos;</p><p>IV – a organização, o funcionamento e as operações das bolsas de valores;</p><p>V – a organização, o funcionamento e as operações das Bolsas de Mercadorias e</p><p>Futuros;</p><p>32</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>VI – a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;</p><p>VII – a auditoria das companhias abertas; e</p><p>VIII – os serviços de consultor e analista de valores mobiliários.</p><p>Objetivos da CVM:</p><p>• Fixar e implementar as diretrizes e normas do mercado de valores</p><p>mobiliários;</p><p>• Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos</p><p>emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto;</p><p>• Estimular investimentos no mercado acionário; e</p><p>Fortalecer o mercado de valores mobiliários.</p><p>IMPORTANTE!</p><p>A CVM é o BACEN do mercado mobiliário. BACEN fiscaliza banco e protege cliente.</p><p>CVM fiscaliza SA Aberta e protege acionista.</p><p>A CVM é a entidade supervisora que disciplina o funcionamento das entidades</p><p>administradoras de mercados organizados de valores mobiliários e a negociação no</p><p>mercado de capitais, sendo ainda seu papel o de disciplinar como e por quem é</p><p>efetuada a custódia de valores mobiliários. Quanto a possibilidade de suspensão de</p><p>emissão, distribuição ou negociação de ativos mobiliários, isso ocorre normalmente</p><p>quando está para ser fechado algum grande negócio envolvendo fusões ou</p><p>aquisições de empresas. Cabe também à CVM a supervisão do mercado de</p><p>derivativos. A CVM é composta por um presidente e quatro diretores, nomeados pelo</p><p>Presidente da República após serem aprovados em sabatina pelo Senado Federal. O</p><p>mandato dos dirigentes é de cinco anos, vedada a recondução, devendo ser renovado</p><p>a cada um ano 1/5 dos membros do colegiado.</p><p>Entre os operadores desse mercado temos as Bolsas de Mercadorias e Futuros, que</p><p>são associações privadas</p><p>civis, com objetivo de efetuar o registro, a compensação e</p><p>a liquidação, física e financeira, das operações realizadas em pregão ou em sistema</p><p>eletrônico. Para tanto, devem desenvolver, organizar e operacionalizar um mercado</p><p>de derivativos livre e transparente, que proporcione aos agentes econômicos a</p><p>oportunidade de efetuarem operações de hedging, proteção, ante flutuações de preço</p><p>de commodities agropecuárias, índices, taxas de juro, moedas e metais, bem como</p><p>de todo e qualquer instrumento ou variável macroeconômica cuja incerteza de preço</p><p>no futuro possa influenciar negativamente suas atividades. Possuem autonomia</p><p>financeira, patrimonial e administrativa e são fiscalizadas pela CVM.</p><p>33</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>2.6. Superintendência de Seguros Privados – SUSEP</p><p>A SUSEP é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de</p><p>seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. É uma autarquia</p><p>federal vinculada ao Ministério da Fazenda.</p><p>A SUSEP é uma entidade supervisora, devendo sempre respeitar as diretrizes do</p><p>órgão normativo CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados).</p><p>Principais atribuições da SUSEP:</p><p>• Controle e fiscalização dos mercados de seguro e previdência complementar</p><p>aberta;</p><p>• Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das</p><p>Sociedades Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada</p><p>Aberta e Resseguradores;</p><p>• Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados</p><p>supervisionados;</p><p>Outras atribuições da SUSEP:</p><p>• Proteger a captação de poupança popular que se efetua através das</p><p>operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e</p><p>resseguro;</p><p>• Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais</p><p>a eles vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de</p><p>Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização;</p><p>• Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua</p><p>expansão e o funcionamento das entidades que neles operem;</p><p>• Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado;</p><p>• Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial</p><p>os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas;</p><p>• Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades</p><p>que por este forem delegadas;</p><p>• Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP.</p><p>2.7. Superintendência Nacional de Previdência</p><p>Complementar – PREVIC</p><p>A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) é uma</p><p>entidade governamental autônoma constituída sob a forma de autarquia especial</p><p>vinculada ao Ministério da Economia, com a finalidade de fiscalizar e supervisionar</p><p>as entidades fechadas de previdência complementar e de executar políticas</p><p>para o regime de previdência complementar.</p><p>34</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Ela é uma autarquia que atua como entidade de fiscalização e de supervisão das</p><p>atividades das entidades fechadas de previdência complementar e de execução das</p><p>políticas para o regime de previdência complementar operada pelas entidades</p><p>fechadas de previdência complementar, observando as diretrizes estabelecidas pelo</p><p>CMN e pelo CNPC. A PREVIC tem em sua composição um superintendente e quatro</p><p>diretores. Eles são nomeados pelo Presidente da República após serem aprovados</p><p>em sabatina pelo Senado Federal. O mandato dos dirigentes é de cinco anos, vedada</p><p>a recondução, devendo ser renovado a cada ano 1/5 dos membros do colegiado.</p><p>Dentre os operadores, neste segmento, temos as EFPC, Entidades Fechadas de</p><p>Previdência Complementar, isto é, os fundos de pensão. As entidades fechadas de</p><p>previdência complementar (fundos de pensão) são organizadas sob a forma de</p><p>fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos e são acessíveis, exclusivamente,</p><p>aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas ou aos servidores da União,</p><p>dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes denominados patrocinadores</p><p>ou aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista</p><p>ou setorial, denominadas instituidores.</p><p>“Julgue o seguinte item com base na Resolução CMN n.º3.792/2009 e na Lei</p><p>n.º 12.154/2009.</p><p>Entre outras competências que as são atribuídas por lei, a PREVIC pode</p><p>instituir taxa de fiscalização e controle, em face do seu poder de polícia.”</p><p>(CESPE – Especialista em Gestão de Telecomunicações (TELEBRAS)/Analista</p><p>Superior/Auditoria/2015 – Adaptada)</p><p>A frase está correta. A PREVIC pode cobrar taxas para cobrir suas</p><p>atividades de fiscalização.</p><p>2.8. Entidades Fechadas de Previdência Complementar</p><p>– EFPC</p><p>As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) ou fundos de</p><p>pensão são sociedades constituídas apenas pelos funcionários de uma empresa,</p><p>grupo de empresas ou por serviços públicos e as quais não possuem objetivos</p><p>lucrativos. As Entidade Fechada de Previdência Complementar, são constituídas na</p><p>forma de caráter não econômico e sem fins lucrativos, com autonomia administrativa</p><p>e financeira. Sua função é administrar e executar planos de benefícios de natureza</p><p>previdenciária.</p><p>Em 29.05.2018 entrou em vigor a nova Resolução CMN Nº 4.661, de 25.05.2018, que</p><p>substitui a Resolução nº 3792/09.</p><p>Assim, a norma que estabelece, atualmente, as diretrizes de aplicação dos recursos</p><p>garantidores dos planos de previdência administrados pelas Entidades Fechadas de</p><p>Previdência Complementar é a Resolução CMN nº 4.661de 2018.</p><p>35</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Ao administrar os recursos dos planos de previdência, as entidades devem observar:</p><p>os princípios de segurança, rentabilidade, solvência, liquidez, adequação à natureza</p><p>de suas obrigações e transparência; também deve exercer suas atividades com boa</p><p>fé, lealdade e diligência; além de zelar por elevados padrões éticos e adotar práticas</p><p>que garantam o cumprimento do seu dever fiduciário em relação aos participantes</p><p>dos planos de benefícios.</p><p>Em relação à aplicação dos recursos, a entidade deve executar com diligência a</p><p>seleção, o acompanhamento e a avaliação de prestadores de serviços relacionados</p><p>à gestão de ativos.</p><p>Conforme estabelece a Resolução CMN Nº 4.661/2018, as Entidades Fechadas de</p><p>Previdência Complementar devem definir a Política de Investimento para cada um</p><p>dos planos por ela administrados.</p><p>A política de investimento de cada plano deve ser elaborada pela Diretoria Executiva</p><p>e aprovada pelo Conselho Deliberativo da EFPC antes do início do exercício a que</p><p>se referir.</p><p>O envio para a entidade supervisora, das informações da política de investimento de</p><p>cada plano de benefícios, deve ocorrer até 1º de março do exercício a que se referir.</p><p>Eventuais revisões, após a referida data, devem ser enviadas até trinta dias contados</p><p>da data da aprovação pelo Conselho Deliberativo.</p><p>A Política de Investimentos da entidade de previdência tem como objetivo garantir a</p><p>gestão eficiente e efetiva entre o ativo e o passivo. Ela também orienta e fornece as</p><p>diretrizes gerais para a aplicação de recursos dos Planos para os próximos 5 anos da</p><p>sua aprovação. Ao longo desse período, serão promovidos ajustes, com</p><p>periodicidade anual, ou sempre que necessário, para garantir as condições de</p><p>segurança, rentabilidade e solvência dos investimentos.</p><p>A Política de Investimentos estabelece as metas, a aceitação de risco e as restrições</p><p>de alocações dos recursos garantidores de cada Plano, para o referido período, e</p><p>com isso, é um importante mecanismo de orientação de decisões.</p><p>A política de investimento de uma entidade de Previdência Complementar deve</p><p>conter, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>• a previsão de alocação de recursos e os limites por segmento de aplicação;</p><p>• a meta de rentabilidade por plano e segmento de aplicação;</p><p>• a rentabilidade</p><p>auferida por plano e segmento de aplicação nos 5 (cinco)</p><p>exercícios anteriores a que a política de investimento se refere, de forma</p><p>acumulada e por exercício;</p><p>• a taxa mínima atuarial ou os índices de referência, observado o regulamento</p><p>de cada plano de benefícios;</p><p>• os objetivos para utilização de derivativos;</p><p>36</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• as diretrizes para observância de princípios de responsabilidade ambiental,</p><p>social e de governança, preferencialmente, de forma diferenciada por setores</p><p>da atividade econômica; e</p><p>• as informações ou a indicação de documento em que conste procedimentos e</p><p>critérios relativos a:</p><p>o apreçamento dos ativos financeiros com metodologia</p><p>o avaliação dos riscos de investimento</p><p>o seleção, acompanhamento e avaliação de prestadores de serviços</p><p>relacionados à administração de carteiras de valores mobiliários e de</p><p>fundo de investimento;</p><p>o observância dos limites de aplicação</p><p>o operações realizadas em ativos financeiros ligados a patrocinador e a</p><p>fornecedores, entre outros</p><p>o avaliação, gerenciamento e acompanhamento do risco e do retorno</p><p>esperado dos investimentos em carteira própria;</p><p>o separação de responsabilidades e objetivos associados aos mandatos</p><p>de todos os agentes que participem do processo de análise, avaliação,</p><p>gerenciamento, assessoramento e decisão sobre a aplicação dos</p><p>recursos dos planos da entidade, inclusive com a definição das alçadas</p><p>de decisão de cada instância; e</p><p>o mitigação de potenciais conflitos de interesse de seus prestadores de</p><p>serviços e das pessoas que participam do processo decisório. As</p><p>Entidades Fechada de Previdência Complementar são altamente</p><p>reguladas e devem seguir criteriosamente a legislação específica do</p><p>setor. Inclusive, a legislação determina, por segmento e mandato de</p><p>aplicação, os limites máximos permitidos de aplicação e qualquer</p><p>descumprimento é passível de penalização.</p><p>Os recursos garantidores dos planos de benefícios das EFPC devem ser aplicados</p><p>apenas nos seguintes segmentos, respeitando os limites máximos de aplicação por</p><p>categoria.</p><p>• Renda fixa;</p><p>• Renda variável;</p><p>• Estruturados;</p><p>• Imobiliário;</p><p>• Operações com Participantes;</p><p>• Exterior</p><p>37</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Os quadros a seguir detalham os limites de aplicação por segmento e por classe de</p><p>ativo.</p><p>• Segmento de Renda Fixa:</p><p>Renda Fixa</p><p>Recurso</p><p>Garantidor</p><p>Segmento</p><p>Os títulos da dívida pública mobiliária federal interna 100%</p><p>100% ETF Renda Fixa lastreado em títulos da dívida pública</p><p>mobiliária federal interna</p><p>100%</p><p>Ativos financeiros de renda fixa de emissão de sociedade</p><p>por ações de capital aberto, incluídas as companhias</p><p>securitizadoras</p><p>80%</p><p>80%</p><p>ETF Renda Fixa (Crédito privado (CP) ou CP + Título</p><p>Público)</p><p>80%</p><p>Ativos financeiros de renda fixa de emissão com obrigação</p><p>ou coobrigação de instituições financeiras bancárias</p><p>80%</p><p>Obrigações de organismos multilaterais emitidas no País; 20%</p><p>Ativos financeiros de renda fixa de emissão com obrigação</p><p>ou coobrigação de instituições financeiras não bancárias e</p><p>de cooperativas de crédito, bancárias ou não bancárias,</p><p>autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;</p><p>20%</p><p>Debêntures emitidas por sociedade por ações de capital</p><p>fechado nos termos do art. 2º da Lei nº 12.431, de 24 de</p><p>junho de 2011;</p><p>20%</p><p>FIDC e FICFIDC, cédulas de crédito bancário (CCB),</p><p>certificados de cédulas de crédito bancário (CCCB); e</p><p>20%</p><p>Cédulas de produto rural (CPR), certificados de direitos</p><p>creditórios do agronegócio (CDCA), certificados de</p><p>recebíveis do agronegócio (CRA) e warrant agropecuário</p><p>(WA).</p><p>20%</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>O limite para aplicação de recursos dos planos de benefícios em títulos da dívida</p><p>pública mobiliária federal interna é de 100% dos recursos do plano de benefícios.</p><p>Como é o limite máximo, a entidade pode optar por aplicar em outras alternativas de</p><p>ativos. O ideal é que, como são ativos pouco arriscados, se a entidade optar por</p><p>destinar todos os recursos para a renda fixa, em títulos da dívida pública, não terá</p><p>problemas.</p><p>Em comparação com a legislação anterior, o segmento de renda fixa não teve</p><p>muitas alterações. Entretanto é importante ressaltar a vedação para a realização</p><p>de operações compromissadas lastreadas em títulos privados e ativos de</p><p>sociedade por ações de capital fechado e sociedades limitadas somente</p><p>poderão ser adquiridos com coobrigação de instituição financeira bancária.</p><p>38</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Segmento de Renda Variável</p><p>Renda Variável Recurso</p><p>Garantidor</p><p>Segmento</p><p>ações, bônus, recibos, certificados de depósito + ETF de sociedade de</p><p>capital aberto admitidas à negociação em segmento especial que</p><p>assegure práticas diferenciadas de governança.</p><p>70%</p><p>70% ações, bônus, recibos, certificados de depósito + ETF de sociedade de</p><p>capital aberto não relacionada em segmento especial;</p><p>50%</p><p>Brazilian Depositary Receipts – BDR classificados como nível II e III 10%</p><p>Ouro Físico 3%</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor</p><p>Para este segmento, em relação à normativa anterior, foi preservado o limite máximo</p><p>de 70% dos recursos garantidores do plano. Teve como importante mudança a</p><p>inclusão de Brazilian Depositary Receipts (BDR) II e III ao segmento de renda</p><p>variável.</p><p>Além disso, a EFPC não pode investir por meio de carteira própria, carteira</p><p>administrada ou de fundo de investimento exclusivo em ações de sociedade por</p><p>ações de capital aberto não listada ou sociedade por ações de capital fechado.</p><p>• Segmento Estruturado</p><p>Estruturado Recurso Garantidor Segmento</p><p>FIP** 15%</p><p>20%</p><p>FIM e FICFIM* destinados a investidores qualificados 15%</p><p>FI classificados como “Ações – Mercado de Acesso” 15%</p><p>COE 10%</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor.</p><p>Neste segmento, incluem-se os Fundos de Participação, que investem e participam</p><p>da gestão de empresas de capital fechado e em empresas de capital aberto listadas</p><p>em Bolsa com o propósito de alavancar seu desempenho.</p><p>O limite geral para aplicação no segmento estruturado de 20%, mas nesta</p><p>resolução teve uma redução no limite de aplicação em Fundos de Participação</p><p>que passou a ser 15%, com restrições aos fundos. Um item relevante para esse</p><p>segmento passou a ser a necessidade do gestor manter investimento de no mínimo</p><p>3% no mesmo FIP, além de vedar qualquer tratamento privilegiado ao gestor e/ou</p><p>pessoal ligada.</p><p>A introdução da obrigatoriedade de 3% de participação do gestor no capital subscrito</p><p>do FIP foi uma das principais inovações da Resolução CMN nº 4.661/18. Esta regra</p><p>busca alinhar, por meio da participação do gestor no FIP, os interesses do referido</p><p>gestor aos interesses das EFPC em relação aos investimentos efetuados.</p><p>39</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>Os fundos multimercados estruturados passaram a ser enquadrados como</p><p>estruturados, na maioria dos casos, sendo retirado a exigência da destinação a</p><p>investidores considerados como não qualificados. O limite foi majorado para 15%.</p><p>• Segmento Imobiliário</p><p>Imobiliário Recurso Garantidor Segmento</p><p>FII e FICFII; 20%</p><p>20%</p><p>certificados de recebíveis imobiliários (CRI); 20%</p><p>cédulas de crédito imobiliário (CCI). 20%</p><p>estoque de imóveis e terrenos*** –</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor</p><p>Anteriormente, não existia uma classificação de fundo imobiliário, CII e CRI e as</p><p>entidades tinha a possibilidade de aquisição direta de imóveis. Recentemente, com a</p><p>alteração na legislação, passou a ser vedada a aquisição direta de imóveis. O limite</p><p>de aplicação para o segmento foi majorado de 8% para 20%.</p><p>Antes, as entidades poderiam adquirir imóveis e aplicar recursos em</p><p>empreendimentos para receber a valorização do imóvel e mensalmente aluguéis.</p><p>Atualmente, isto não é mais permitido. Apenas é permitido a aplicação em Fundos</p><p>Imobiliários,</p><p>que aplicam em empreendimentos imobiliários e em recebíveis oriundos</p><p>do aluguel de imóveis, entre outros.</p><p>• Segmento Operações com participantes</p><p>Operações com participantes Recurso Garantidor Segmento</p><p>empréstimos aos seus participantes e assistidos 15%</p><p>15%</p><p>financiamentos aos seus participantes e assistidos 15%</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor</p><p>As operações com participantes correspondem aos empréstimos diretos que a</p><p>entidade pode realizar apenas com os participantes dos seus planos. O segmento de</p><p>operações com participantes (empréstimos) é entendido como uma alternativa que</p><p>agrega no mínimo três vantagens: investimento com prêmio em relação à meta</p><p>atuarial, benefício econômico ao participante e risco de crédito relativamente baixo.</p><p>A Resolução 4.661 manteve a previsão da possibilidade de empréstimo de ativos</p><p>financeiros, observadas as regras sobre o empréstimo de no limite máximo é de 15%.</p><p>40</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>• Segmento Investimento no exterior</p><p>Exterior</p><p>Recurso</p><p>Garantidor</p><p>Segmento</p><p>FI e FICFI classificados como “Renda Fixa – Dívida Externa” 10%</p><p>10%</p><p>cotas de fundos de índice do exterior admitidas à negociação em bolsa</p><p>de valores do Brasil</p><p>10%</p><p>cotas de fundos de investimento constituídos no Brasil sob a forma de</p><p>condomínio aberto com o sufixo “Investimento no Exterior”, nos termos</p><p>da regulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários,</p><p>que invistam, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) do seu</p><p>patrimônio líquido em cotas de fundos de investimento constituídos no</p><p>exterior</p><p>10%</p><p>fundo de investimento constituído no exterior de que trata o inciso III do</p><p>art. 26</p><p>–</p><p>cotas de fundos de investimento constituídos no Brasil sob a forma de</p><p>condomínio aberto com o sufixo “Investimento no Exterior”, nos termos</p><p>da regulamentação estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários</p><p>10%</p><p>Brazilian Depositary Receipts (BDR) classificado como nível I e cotas</p><p>dos fundos da classe “Ações – BDR Nível I”</p><p>10%</p><p>ativos financeiros no exterior pertencentes às carteiras dos fundos</p><p>constituídos no Brasil, nos termos da regulamentação estabelecida pela</p><p>Comissão de Valores Mobiliários, que não estejam previstos nos incisos</p><p>anteriores</p><p>10%</p><p>Fonte: Elaborado pelo autor</p><p>As EFPC podem investir no exterior por meio de fundos de investimentos constituídos</p><p>no Brasil sob a forma de condomínio aberto e, diretamente, BDR classificado como</p><p>nível I. Não é permitida a compra diretamente pela EFPC de ativos financeiros</p><p>emitidos no exterior.</p><p>Os ativos financeiros no exterior pertencentes às carteiras dos fundos que não</p><p>possuem a denominação “Investimento no Exterior” foram incluídos no</p><p>segmento. Não é permitida a aquisição de cotas de fundos com o sufixo</p><p>“Investimento no Exterior” que não atenda à regulamentação para investidor</p><p>qualificado.</p><p>Principais itens a serem observados pela Entidade Fechada de Previdência</p><p>complementar na aplicação dos recursos:</p><p>• A gestão dos fluxos de pagamentos dos ativos deve ser compatível com os</p><p>prazos e o montante das obrigações atuariais, assim, a entidade deve visar</p><p>prioritariamente o passivo atuarial e em seguida, determinar investimentos</p><p>considerando a liquidez.</p><p>• A Entidade deve aprimorar os controles para avaliação dos riscos envolvidos:</p><p>Os Controles Internos devem ter as funções de cada agente que participe do</p><p>processo de análise, avaliação, gerenciamento, assessoramento e decisão</p><p>sobre a aplicação dos recursos dos planos da entidade bem definidos.</p><p>41</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>A Entidade deve monitorar todos os riscos de mercado, crédito, liquidez, operacional,</p><p>legal, sistêmico, atuarial e outros inerentes a operação: A entidade deve monitorar</p><p>todos os riscos inerentes a cada uma de suas operações e ainda deverá existir uma</p><p>análise prévia dos riscos de investimentos, sendo que a utilização de agência</p><p>classificadora de risco não substituirá a obrigatoriedade das análises mencionadas</p><p>anteriormente.</p><p>2.9. Bancos Comerciais</p><p>Os Bancos Comerciais (BC) são sociedades anônimas que possuem como objetivo</p><p>promover o encontro entre os agentes superavitários e os agentes deficitários, além</p><p>de realizar operações financeiras de curto prazo. Como eles possuem depósito à vista</p><p>criam moeda.</p><p>Entre as atividades realizadas pelos BC destacam-se as concessões de empréstimos,</p><p>operações de crédito, pagamento de cheques, transferência de recursos e ordens de</p><p>pagamento, aluguel de cofres e custódia de valores, serviços de cobrança,</p><p>pagamento de tarifas públicas e impostos e operações com moedas.</p><p>A principal fonte de recursos dos BC são os depósitos à vista, utilizados para</p><p>conceder crédito para consumidores e empresas.</p><p>Os Bancos Comerciais:</p><p>• São base do sistema monetário;</p><p>• São intermediários financeiros que captam recursos de credores e os</p><p>distribuem através do crédito para devedores;</p><p>• Têm o objetivo principal de proporcionar suprimento de recursos necessários</p><p>para financiar, a curto e a médios prazos: o comércio, a indústria, as empresas</p><p>prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral;</p><p>• Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima e na sua</p><p>denominação social deve constar a expressão “Banco”.</p><p>Produtos de Captação de Recursos:</p><p>• Depósitos à vista: conta corrente; (atividade típica do banco comercial);</p><p>• Depósitos a prazo: CDB, RDB;</p><p>• Cobrança bancária;</p><p>• Arrecadação de tarifas e tributos públicos;</p><p>• Recursos externos; e</p><p>• Recursos de Instituições financeiras oficiais.</p><p>Produtos de Aplicação de Recursos:</p><p>• Desconto de Títulos;</p><p>• Abertura de Crédito Simples em Conta Corrente: Cheques Especiais;</p><p>• Operações de Crédito Rural, Câmbio e Comércio internacional; e</p><p>• Empréstimos.</p><p>42</p><p>proeducacional.com</p><p>© Pro Educacional – Todos os direitos reservados</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>Para diminuir a criação de moedas feita pelos bancos comerciais, o BACEN</p><p>utiliza o Depósito Compulsório.</p><p>Spread é a diferença na taxa de juros que os bancos captam e aplicam.</p><p>2.10. Banco do Brasil</p><p>O Banco do Brasil (BB) é uma S.A. de capital misto, cujo controle acionário é</p><p>exercido pela União. É o principal agente financeiro do Governo Federal.</p><p>Suas três principais funções são:</p><p>1. Agente financeiro do Governo Federal: na execução de sua política creditícia</p><p>e financeira. Pode receber tributos e rendas federais, realizar pagamentos</p><p>necessários e constantes do orçamento da União e executar a política de</p><p>preços mínimos de produtos agropecuários;</p><p>2. Banco comercial; e</p><p>3. Banco de investimento e desenvolvimento: ao operar com créditos a médio e</p><p>longo prazos.</p><p>O BB opera como agente financeiro do Governo Federal e é o principal executor das</p><p>políticas de crédito rural e industrial e de banco comercial do governo. E a cada dia</p><p>mais tem se ajustado a um perfil de banco múltiplo tradicional.</p><p>Até janeiro de 1986 o BB assemelhava-se a uma autoridade monetária mediante</p><p>ajustamentos da conta movimento do BACEN e do Tesouro Nacional. Hoje, é um</p><p>banco comercial comum.</p><p>O BB é responsável pela Câmara de Compensação. A Câmara de Compensação é</p><p>uma central ou mecanismo de processamento central por meio do qual as instituições</p><p>financeiras acordam trocar instruções de pagamento ou outras obrigações financeiras</p><p>(Ex., valores mobiliários). As instituições liquidam os instrumentos trocados em um</p><p>momento determinado com base em regras e procedimentos da câmara de</p><p>compensação. Em alguns casos, a câmara de compensação pode assumir</p><p>responsabilidades significativas de contraparte, financeiras ou de administração do</p><p>risco para o sistema de compensação.</p><p>O BB é uma sociedade de economia mista de capitais públicos e privados. É também</p><p>uma empresa aberta que possui ações cotadas na B3.</p><p>Principais atribuições e competências do Banco do Brasil:</p><p>• Receber, a crédito do Tesouro Nacional, as importâncias provenientes</p>

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