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<p>ANATOMIA GERAL</p><p>Prezado(a) aluno(a),</p><p>O início do estudo da anatomia humana remonta a centenas de anos</p><p>a.C. e, ao longo do tempo, foram criados métodos melhores de dissecação</p><p>dos corpos, possibilitando os estudos usando corpos humanos ao invés de</p><p>animais. Graças a eles, você pode entender melhor como o corpo humano é</p><p>feito e as células constituem os órgãos, formam os sistemas presentes dentro</p><p>das cavidades anatômicas.</p><p>Nesta aula, você estudará elementos da história e do desenvolvimento</p><p>da anatomia, peculiaridades de seu estudo e principais compartimentos do</p><p>corpo para entender suas funções.</p><p>Bons estudos!</p><p>AULA 1 – PRINCIPAIS</p><p>ESTRUTURAS</p><p>ANATÔMICAS</p><p>1 PRINCIPAIS ESTRUTURAS ANATÔMICAS</p><p>Fonte: https://bit.ly/3UCcMWk</p><p>Anatomia é o estudo micro e macroscópico da estrutura física dos seres</p><p>orgânicos, incluindo órgãos, tecidos, sistemas e sua organização espacial no corpo</p><p>humano. Tal palavra vem do grego anatomo, onde ana significa “por meio de”; e tomos</p><p>“corte”. Portanto, pode-se dizer que a própria ciência, ao cortar e dissecar o corpo,</p><p>procura conhecer sua estrutura interna, não importa se é humano, animal ou vegetal.</p><p>A anatomia é uma ciência da medicina que estuda a forma e a estrutura dos</p><p>distintos órgãos que compõem o corpo humano e os outros seres vivos. Os primeiros</p><p>estudos de anatomia datam de centenas de anos a.C., quando começou a primeira</p><p>dissecação animal, mas, com o tempo e a necessidade de determinar a causa da</p><p>morte de certos indivíduos, o desenvolvimento de uma avaliação da causa da morte</p><p>se fez necessária, não só por questão criminal, como também por questões sociais.</p><p>Nesse sentido, houve uma evolução nos estudos anatômicos e nas formas de dissecar</p><p>organismos vivos (SILVA, 2018).</p><p>Ao explorar o campo da anatomia humana, torna-se evidente que o</p><p>conhecimento do corpo remonta a mais de 500 a.C., quando Alcmeon de Crotona,</p><p>aparentemente, realizou as primeiras dissecações em animais. Ao longo da história,</p><p>Aristóteles fez referência a desenhos anatômicos ao retratar modelos que eram</p><p>provavelmente representações baseadas em dissecações de animais. Naquela</p><p>época, muitos desenhos desse tipo eram utilizados para identificar os componentes</p><p>do corpo.</p><p>1.1 Surgimento da anatomia humana</p><p>Há 300 anos a.C., ocorreu um notável avanço no estudo da anatomia, mais</p><p>especificamente na cidade de Alexandria, consideram que as descobertas feitas neste</p><p>campo são atribuídas a Herófilo e Erasístrato, que foram os primeiros a dissecar</p><p>sistematicamente os seres humanos. Em 150 a.C., dissecar humanos era proibido por</p><p>razões éticas e religiosas.</p><p>No século II, foram realizadas dissecações por Galeno, principalmente em</p><p>macacos e porcos, buscando aplicar os resultados obtidos no estudo da anatomia. No</p><p>entanto, algumas imprecisões surgiram devido à dificuldade de confirmar esses</p><p>resultados em cadáveres humanos. Portanto, Galeano desenvolveu a doutrina da</p><p>causa última no sistema teológico, que exigia que todas as descobertas confirmavam</p><p>a fisiologia como ele a compreendia.</p><p>Podemos pensar que o estudo da anatomia humana foi revivido por razões</p><p>práticas e intelectuais, pois, naquela época, as guerras e batalhas eram contínuas,</p><p>era necessário mover os corpos do seu local de origem (SILVA, 2018).</p><p>Portanto, a mumificação é suficiente para os caminhos mais curtos. Em 1300,</p><p>dissecar humanos tornou-se mais significativo devido ao desejo de saber a causa da</p><p>morte de indivíduos devido aos serviços médico-legais, de compreender como</p><p>acontece a morte, saber o que causou óbito de pessoas importantes e/ou resolver a</p><p>natureza da praga, ou da doença infecciosa. O verbo dissecar também tem sido usado</p><p>para descrever as cesáreas ocorrendo cada vez com mais frequência.</p><p>A anatomia do século XIII não era uma disciplina independente, mas um</p><p>assistente cirúrgico. Naquela época, a medicina era relativamente antiga e reunia todo</p><p>o conhecimento sobre os pontos certos para sangria, porque não se pode estudar</p><p>corpos, figuras esquemáticas e irrealistas.</p><p>Além dos textos anatômicos específicos para estudantes de medicina e</p><p>médicos, muitas páginas contendo informações anatômicas foram impressas em</p><p>outras enciclopédias. Durante esse período, surgiu um grande interesse pela</p><p>concepção e formação do feto humano, levando em consideração os fatores</p><p>relacionados ao uso sistemático da frase "conhece-te a ti mesmo" como um guia</p><p>filosófico e essencialmente não médico. Além disso, a "Dança da Morte" se tornou um</p><p>tema popular, especialmente em países de língua alemã, após a devastação causada</p><p>pela Peste Negra.</p><p>É possível pensar que a representação do esqueleto e da anatomia humana</p><p>ilustrada por artistas é melhor do que desenhado por anatomistas. Nessa época, ao</p><p>se considerar as imagens, esculturas e desenhos para o conhecimento anatômico, é</p><p>possível apontar uma ampla gama de artistas que promoveram desenvolvimento</p><p>histórico desses estudos. Leonardo da Vinci, por exemplo, é o primeiro artista a</p><p>considerar a anatomia além da simplicidade imagens, desenhou mais de 750 imagens</p><p>representando esqueletos, músculos, nervos e vasos sanguíneos, muitas vezes</p><p>acompanhada de registros fisiológicos (SILVA, 2018).</p><p>Ele ilustrou gravuras que enfatizavam de maneira correta a curvatura da coluna,</p><p>responsável por mostrar a posição exata do feto no útero e seja a primeira a desenhar</p><p>algumas estruturas anatômicas conhecidas sendo o primeiro a desenhar algumas</p><p>estruturas anatômicas.</p><p>Há pelo menos 20 anos, o artista Michelangelo Buonarroti (1475 - 1564) obteve</p><p>conhecimento da anatomia por meio de dissecações que ele mesmo realizou,</p><p>principalmente no convento do Santo Espírito em Florença, Itália. Tempos depois, ele</p><p>então explicou a evolução de seu trabalho artístico, influenciado pela compreensão</p><p>mais profunda da estrutura e funcionamento do corpo humano que adquiriu por meio</p><p>dessas dissecações. Essa perspectiva anatômica aprimorada permitiu a Michelangelo</p><p>representar o corpo humano de forma mais realista e expressiva em suas obras de</p><p>arte, como é evidente em suas esculturas e afrescos renomados.</p><p>Já o intelectual Albrecht Dürer (1471 – 1528) escreveu trabalhos sobre</p><p>matemática, destilação, hidráulica e anatomia, no entanto, ele estava interessado em</p><p>anatomia humana apenas por uma questão de estética. Seu tratado sobre proporções</p><p>corporais foi publicado somente após sua morte.</p><p>Por outro lado, alguns artistas renascentistas eram apenas anatomistas de</p><p>forma secundária. Fez contribuições significativas para a representação forma</p><p>humana realista o artista renascentista Leonardo da Vinci. Ele foi pioneiro na aplicação</p><p>de técnicas de sombreamento e perspectiva em suas obras, o que resultou em</p><p>representações que sugeriam profundidade e espaço tridimensional de forma</p><p>impressionante.</p><p>No entanto, para alcançar esses avanços científicos reais, foi crucial a</p><p>colaboração entre anatomistas e artistas profissionais. Essa colaboração permitiu que</p><p>os artistas compreendessem com maior precisão a anatomia humana e a</p><p>representassem de maneira mais precisa e autêntica, ao mesmo tempo em que os</p><p>anatomistas se beneficiavam da habilidade dos artistas em comunicar visualmente</p><p>suas descobertas anatômicas. Essa interação entre arte e ciência foi fundamental</p><p>para o progresso tanto da anatomia quanto das representações artísticas do corpo</p><p>humano (SILVA, 2018).</p><p>Quando os anatomistas puderam representar de forma realista e precisa o</p><p>conhecimento anatômico, abriu-se um período de intensa investigação,</p><p>especialmente no norte da Itália e no sul da Alemanha. Durante esse período, que</p><p>ocorreu principalmente nos séculos XV e XVI, houve avanços significativos no estudo</p><p>da anatomia humana.</p><p>No norte da Itália, destacaram-se anatomistas como Leonardo da Vinci</p><p>e</p><p>Andreas Vesalius. Leonardo da Vinci, renomado artista e cientista, realizou</p><p>dissecações meticulosas em cadáveres humanos e produziu uma série de desenhos</p><p>anatômicos detalhados. Seus estudos abrangentes sobre a estrutura e função do</p><p>corpo humano, registrados em seus famosos cadernos, foram pioneiros e ainda são</p><p>considerados uma referência na área.</p><p>Andreas Vesalius, por sua vez, foi responsável por uma das obras mais</p><p>influentes da história da anatomia, intitulada "De humani corporis fabrica". Nessa obra,</p><p>Vesalius apresentou uma descrição detalhada da estrutura anatômica do corpo</p><p>humano, baseada em dissecações minuciosas e ilustrações anatômicas precisas. Seu</p><p>trabalho revolucionou o campo da anatomia e estabeleceu novos padrões de precisão</p><p>e rigor científico (SILVA, 2018).</p><p>No sul da Alemanha, outro anatomista notável foi Johann Dryander, que</p><p>contribuiu para o avanço da anatomia por meio de dissecações cuidadosas e da</p><p>publicação de suas observações. Além disso, a cidade de Padua, na Itália, tornou-se</p><p>um importante centro de estudos anatômicos, onde muitos anatomistas proeminentes</p><p>da época realizaram suas pesquisas e publicaram seus trabalhos.</p><p>Essa intensa investigação anatômica no norte da Itália e no sul da Alemanha</p><p>impulsionou o progresso científico e a compreensão do corpo humano. As</p><p>representações precisas e realistas do conhecimento anatômico contribuíram para o</p><p>desenvolvimento de uma base sólida de informações anatômicas, que serviu como</p><p>fundamento para avanços posteriores na medicina e nas ciências biológicas.</p><p>Jacopo Berengario da Capri (1460 – 1530) é autor do livro “Commentaria Super</p><p>Anatômica Mundini” datado de 1521, é conhecido por conter as primeiras ilustrações</p><p>anatômicas a serem identificadas como naturais. Tais ilustrações e estudos</p><p>anatômicos despertaram o interesse de muitas pessoas e de estudiosos de todo o</p><p>mundo, sendo um deles Andreas Vesalius (1514 – 1564), médico belga que é</p><p>considerado o pai da anatomia moderna.</p><p>No século XV, com base nos estudos de Vesalius descritos em sua obra “De</p><p>Humani Corporis Fabrica Libri Septem”, foram refutandas várias teorias sobre o corpo</p><p>humano foram realizadas antes. Este relato é extremamente significativo para o</p><p>avanço dos estudos anatômicos e para levar a um afastamento da crença de que as</p><p>mulheres possuem menos costelas do que os homens, que era o senso comum na</p><p>época.</p><p>Nesta obra, as ilustrações focam no sistema muscular e na ação de cada</p><p>músculo, podendo assim conhecer melhor mecânica do corpo humano. Andreas</p><p>Vesalius criou uma teoria que descrevia os estímulos neurais vindos do cérebro como</p><p>geradores das emoções, e não o coração, como era imaginado na época.</p><p>Ele também muda o entendimento sobre os rins, ao afirmar que filtram o</p><p>sangue, e não a urina que, posteriormente, era eliminada do corpo. Os estudos</p><p>realizados por Vesalius foram revolucionários na época, pois ele afirma,</p><p>cientificamente, que muitos dos conceitos revelados eram desatualizados ou</p><p>inconsistentes com o que foi detectado pela análise.</p><p>Ele foi responsável pelo progresso da ciência, embora algumas de suas</p><p>descobertas não foram consideradas durante este período. Os seus estudos</p><p>baseavam-se na experimentação e na prática, por onde passaram vários</p><p>investigadores que desenvolveram teorias e exploraram o conhecimento da anatomia</p><p>humana. Em meados de 1600, o terceiro período da história da anatomia começou</p><p>numa época em que o médico britânico William Harvey (1578 – 1657) realizou uma</p><p>fusão da anatomia italiana com a ciência experimental característica da Inglaterra.</p><p>Em 1628, William publicou “Motu Cordis' Exercitatio Anatomica de Motu Cordis</p><p>et Sanguinis in Animalibus”, cuja tradução é “o estudo anatômico do movimento do</p><p>coração e do sangue nos animais”. Pode-se relatar que este livro abordou sistema</p><p>circulatório, quando demonstrou como o sangue é bombeado mediante um sistema</p><p>endovascular, de forma que começa e termina no mesmo ponto coração.</p><p>Assim, os estudos de Vesalius e Harvey, cada um em seu tempo, foram um</p><p>passo muito importante na história da anatomia humana. As pesquisas e evolução</p><p>fornecidas por Harvey, por exemplo, auxiliaram na formação de um conhecimento</p><p>específico da fisiologia humana, o que possibilita separar a anatomia da fisiologia. A</p><p>partir daí, a fisiologia tem sido caracterizada pela avaliação e estudo analítico da</p><p>estrutura e moldes, enquanto a anatomia, pelo estudo de estruturas rígidas (SILVA,</p><p>2018).</p><p>Graças à invenção do microscópio e organização histológica de Marcello</p><p>Malpighi, bem como a descrição de Robert Hooke da célula, descobriram corpos</p><p>perdidos em pequenas partes. O século que ocorreu os estudos de Harvey tornaram-</p><p>se os mais importantes para a anatomia microscópica e embriologia, caracterizada</p><p>pelo histórico de sociedades científicas, publicações de textos, atlas, construção de</p><p>museus e escolas de anatomia. Já a visão macroscópica do corpo humano foi</p><p>aperfeiçoada no século XIX, logo, pode-se ter uma ideia mais ampla sobre todo o</p><p>organismo.</p><p>1.2 Constituição do organismo</p><p>Os organismos são formados por órgãos que compõem os sistemas</p><p>responsáveis para o seu funcionamento e manutenção, possibilitando um estudo do</p><p>corpo baseado na anatomia sistêmica, que avalia o organismo considerando órgãos</p><p>com uma ou mais funções em comum, separados em grupos denominados sistemas,</p><p>tais como: sistema circulatório, nervoso, respiratório, esquelético ou muscular</p><p>(VANPUTTE; REGAN; RUSSO, 2016)</p><p>Assim, o corpo é constituído por órgãos sensoriais, nervosos, digestivos,</p><p>respiratórios, cardiovasculares, endócrinos, esqueléticos, excretores, cutâneos,</p><p>reprodutivos, musculares, imunológicos, linfáticos, entre outros. Nesse sentido, é</p><p>importante entender a natureza de cada tipo e como eles funcionam.</p><p>O sistema cardiovascular é composto por vasos sanguíneos (artérias, veias e</p><p>capilares) e pelo coração, que bombeia o sangue pelo corpo. Esse sistema é</p><p>responsável pelo transporte de oxigênio, nutrientes e resíduos metabólicos,</p><p>garantindo o funcionamento de todos os tecidos e órgãos. Os capilares permitem a</p><p>circulação do sangue por todo o corpo, levando-o aos diferentes sistemas e órgãos.</p><p>Um sistema semelhante ao cardiovascular é o nervoso, que se origina no encéfalo e</p><p>se propaga pela medula espinhal e se espalha através de seus ramos por todo o</p><p>organismo, comandando uma série de funções e ações por impulsos nervosos.</p><p>O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central, que inclui o cérebro</p><p>e a medula espinhal; e periférico, formados pelos nervos cranianos e raquidianos,</p><p>responsáveis por captar, interpretar e responder às mensagens recebidas do</p><p>organismo. Algumas das atividades dos neurônios, as células que constituem esse</p><p>sistema, são enviar e receber informações do corpo, estimular ou inibir a atividade dos</p><p>órgãos sensoriais do corpo humano. Logo, a ação neural ocorre em outros sistemas,</p><p>como o sensorial.</p><p>O sistema sensorial é composto pelos cinco sentidos do corpo (visão, paladar,</p><p>olfato, audição e tato), responsável pelo envio das informações recebidas pelo sistema</p><p>nervoso, decodificando-as e enviando feedback para todo corpo. Assim, todas as</p><p>ações relacionadas aos sentidos estão interligadas ao sistema sensorial. Para apoiar</p><p>o funcionamento desses órgãos sensoriais, é necessário não apenas a ação neural,</p><p>mas também a ação mecânica sendo executada pelo sistema musculoesquelético.</p><p>O sistema muscular é responsável por estabilizar e ajudar no suporte do corpo</p><p>humano, responsável por coordenar os movimentos do mesmo, bem como as</p><p>substâncias nele contidas, por exemplo, contração do esfíncter localizado no sistema</p><p>renal e estimulação do ato de excretar a urina do organismo. O principal órgão do</p><p>sistema muscular são os músculos, no entanto, temos também os tendões, que</p><p>conectam os músculos aos ossos do corpo. Consequentemente, outro sistema</p><p>relevante</p><p>no corpo humano é o sistema esquelético.</p><p>O sistema ósseo, também conhecido como sistema esquelético, tem a função</p><p>de moldar e sustentar o corpo humano, responsável por proteger órgãos internos e</p><p>ajudar nos movimentos coordenados pelo sistema muscular. O esqueleto é dividido</p><p>em axial, incluindo a coluna vertebral, o crânio e costelas; e apendicular, formado</p><p>pelos ossos encontrados nos braços e pernas.</p><p>A função do sistema esquelético é produzir células sanguíneas na medula</p><p>óssea e acumular sais minerais, como o cálcio. Portanto, pode-se dizer que os ossos</p><p>são uma estrutura viva com grande papel, resistência e capacidade regenerativa em</p><p>caso de fratura, responsáveis pela sustentação do corpo humano, repletos de</p><p>músculos e cobertos por pele, assim como alguns órgãos.</p><p>O sistema tegumentar é formado pela pele (o maior órgão do corpo) e seus</p><p>anexos com a função de revesti-lo. Além de auxiliar no reconhecimento sensorial, ela</p><p>também ajuda na regulação da temperatura corporal, protege o organismo (uma vez</p><p>que é uma barreira natural a agentes externos) e evita a perda de fluidos.</p><p>A pele que cobre o corpo é composta pela derme e epiderme, atuando em</p><p>conjunto para regular as interações entre o ambiente externo e interno. Essa camada</p><p>pode ser classificada em diferentes tipos, conforme suas características:</p><p> Eudérmica: Responsável pelo equilíbrio de água e gordura, além de regular a</p><p>secreção sebácea.</p><p> Alípica: Possui maior ênfase na síntese de água, garantindo uma hidratação</p><p>adequada da pele.</p><p> Desidratação: Caracterizada pela diminuição de água na pele, mantendo, no</p><p>entanto, a secreção sebácea.</p><p> Hidratação: Apresenta alta densidade de água, proporcionando uma pele bem</p><p>hidratada.</p><p> Combinação: Nesse caso, ocorre uma combinação de tipos de pele, como</p><p>pele oleosa na área central do rosto (zona T) e pele alípica nas bochechas.</p><p>Essas diferentes categorias de pele refletem as variações naturais na</p><p>composição e nas necessidades de cuidados específicos para cada tipo. É importante</p><p>conhecer essas características para adotar uma rotina de cuidados adequada e</p><p>manter a saúde e o equilíbrio da pele.</p><p>No que diz respeito à perda de fluidos e sua excreção, há uma situação muito</p><p>diferente e importante para o funcionamento do organismo, o linfático, com</p><p>composição semelhante à da circulação, porém, ao invés de transportar e atuar com</p><p>sangue, funciona com a linfa. O sistema linfático é uma rede de vasos que transportam</p><p>linfa por todo o corpo, trabalhando em conjunto com sistema imunológico e proteger</p><p>as células imunes.</p><p>Este sistema é constituído pelo baço, gânglios linfáticos (nódulos linfáticos),</p><p>amígdalas (palatinas), as amígdalas faríngeas (adenoides) e o timo. Por produção de</p><p>linfócitos, alguns autores consideram a medula óssea como um órgão do sistema</p><p>linfático. Seus órgãos ficam organizados de forma que facilite a circulação de linfócitos</p><p>T e B entre outras células imunológicas, como macrófagos e células dendríticas,</p><p>portanto, em alguns casos, esse sistema atua de forma eficaz contra organismos</p><p>estranhos, como o pólen.</p><p>O sistema urinário é composto pelos rins e trato urinário, que engloba os</p><p>ureteres, a bexiga e a uretra. Uma de suas funções trata-se da produção e eliminação</p><p>da urina, filtrando as impurezas presentes no sangue (o fluido expelido pelo sistema</p><p>urinário são distintos do fluido expelido pelo sistema linfático). Portanto, os rins</p><p>regulam volume e composição química do sangue, mantendo o equilíbrio dos sais</p><p>minerais, água, ácidos e bases do organismo.</p><p>Este sistema permanece responsável pela gliconeogênese durante o jejum;</p><p>produzindo o hormônio glucagon, sintetizado pelo pâncreas, que atua nos rins como</p><p>uma enzima, ajudam a regular a pressão sanguínea e a função renal, e a eritropoetina,</p><p>estimula a produção de glóbulos vermelhos; e converter a vitamina D em seu modo</p><p>mais ativo no corpo. Além de sua interação com o sistema linfático, também está</p><p>próximo e relacionado ao sistema reprodutivo.</p><p>O sistema reprodutor, também conhecido como sistema genital, difere de</p><p>outros sistemas do corpo humano, pois permanece inativo e aguarda a chegada da</p><p>puberdade para iniciar seu desenvolvimento e funções. Enquanto outros sistemas são</p><p>responsáveis por ações desde o nascimento, o sistema reprodutor só se torna</p><p>funcional durante a fase da puberdade. Possui diferenças entre o organismo</p><p>masculino e feminino, determinam o sexo e são responsáveis pela reprodução de</p><p>seres vivos.</p><p>Em sua constituição, o sistema reprodutor masculino inclui testículos, as</p><p>gônadas masculinas (sementes), epidídimos, canais deferentes, vesículas seminais,</p><p>próstata, uretra e pênis; já o aparelho reprodutor feminino são formadas pelos ovários</p><p>(gônadas ou sementes femininas), útero, tuba uterina e vagina. A partir desse sistema,</p><p>pode-se entender que nem todos são iguais em homens e mulheres, pois possuem</p><p>órgãos, sistemas e hormônios distintos.</p><p>Então, para ter uma definição básica dos hormônios presentes no corpo, você</p><p>precisa entender como funciona o sistema endócrino. O sistema endócrino é formado</p><p>por um conjunto de glândulas, como glândula pineal, hipotálamo, hipófise, tireoide,</p><p>paratireoides, timo, supra-renais, pâncreas, ovários (feminino) e testículos</p><p>(masculino). Elas têm função de produzir substâncias reguladoras (hormônios),</p><p>liberadas no circulação sanguínea e por todo o corpo até atingirem as células-alvo que</p><p>constituem os órgãos em que devem atuar.</p><p>O sistema nervoso é responsável por estimular ações em órgãos, como os</p><p>músculos, através das células nervosas, nesse sentido, os hormônios têm ação</p><p>química e atuam na maioria dos sistemas. Então, glândulas que produzem esses</p><p>hormônios, que regulam, proteger e desenvolver organismos, bem como produzir</p><p>gametas, ou seja, o corpo mantém sua função por meio de hormônios.</p><p>Consequentemente, os sistemas do corpo trabalham em conjunto para a</p><p>sobrevivência da pessoa e, quando harmonizados, se organizam para realizar todo o</p><p>seu potencial, funcionar como uma máquina.</p><p>Tudo isto que foi abordado anteriormente traz como consequência como é</p><p>significativo termos uma boa noção de nomenclatura e posição anatômica do</p><p>organismo o qual será retratado no próximo módulo.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>CAPRI, J. B. Commentaria Super Anatômica Mundini. Bolonha: Benedetti, 1521.</p><p>HARVEY, W. Motu Cordis' Exercitatio Anatomica de Motu Cordis et Sanguinis In</p><p>Animalibus. Frankfurt, 1628.</p><p>SILVA, A. O. F. Estudo do Movimento I: Anatomia e Fisiologia. Porto Alegre, 2018.</p><p>VANPUTTE, C.; REGAN, J.; RUSSO; A. Anatomia e fisiologia de Seeley. Porto</p><p>Alegre: AMGH; Artmed, 2016. 1264 p.</p><p>VERSALIUS, A. De Humani Corporis Fabrica. Trad. Pedro Carlos Piantino Lemos.</p><p>Cotia: Ateliê Editorial, 2003.</p>