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<p>GEOGRAFIA MANUAL DO PROFESSOR</p><p>ACERTA ENEM MANUAL DO PROFESSOR GEOGRAFIA Caio Américo Pereira de Almeida edição São Paulo / 2020 EDITORA</p><p>Copyright © 2020 Título original da obra: MWC EDITORA Acerta mais ENEM: Geografia Av. Paulista, 37 4° andar Manual do Professor Cond. Parque Cultural Paulista edição / São Paulo, 2020 CEP 01311-000 São Paulo SP Brasil Edição CNPJ: 13.101.659/0001-86 Rodrigo Gonçalves Fone: (11) 2246.2848 comercial@mwceditora.com.br Assistência Editorial Ferreira Luísa Félix Preparação e revisão Dayane Oliveira Jéssica Tayrine Produção gráfica Gilberto Melo Diagramação Alexandre Cavalcanti Fernando Galdino Fernando Gabriel Gilberto Melo Wilker Mad Ilustração Lelo Alves Iconografia Anderson Figueiredo Projeto Gráfico Alexandre Cavalcanti Caio Lopes Gilberto Melo Banco de imagens Shutterstock Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) A445a Almeida, Américo Pereira de 1.ed. Acerta mais ENEM: geografia: manual do professor / Caio Américo Pereira de Almeida; [editor] Rodrigo - 1.ed. São Paulo: MWC Editora, 2020. 176 20,5 27,5 cm. ISBN 978-65-990463-3-9 1. 2. ENEM questões. 3. 4. Manual do professor. Gonçalves, Rodrigo. Na tentativa de cumprir todas as regulamentações determinadas CDD 900 pela legislação, realizamos todos os esforços para localizar os detentores dos direitos das imagens e textos contidos Índices para catálogo sistemático: nesta obra. No entanto, caso tenha havido alguma omissão 1. Geografia: manual do professor involuntária, a MWC Editora se compromete em corrigi-la na 2. ENEM: questões primeira oportunidade. 3. Vestibular Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode Bibliotecária responsável: Aline Graziele Benitez CRB-1/3129 ser reproduzida sem a permissão por escrito da editora.</p><p>Apresentação Prezado professor, Ao reconhecer a relevância de um material didático que sistematiza os conhecimentosrelacionados às competências e habilidades ao Exame Nacional do Ensino Médio Enem, a coleção Acerta Mais Enem foi elaborada para ser um suporte voltado a atender às necessidades de professores e estudantes do Ensino Médio. Os livros que compõem a coleção foram produzidos para apoiar o processo de preparação para as provas de cada área de conhecimento do Enem. Para isso, algumas estratégias foram adotadas. Em primeiro plano, os volumes, divididos por área de conhecimento, são subdivididos por componentes curriculares. Dessa forma, atende-se a um maior número de habilidades que podem ser desenvolvidas a partir das mediações pedagógicas realizadas pelos professores. Em relação aos recursos digitais, as videoaulas têm acesso facilitado via tecnologia QR Code, em que o estudante verifica a resolução das questões apresentadas nos livros. Já em relação ao manual do professor, é disponibilizado um quadro descritivo dos conteúdos, competências e habilidades para auxiliar no planejamento das aulas. É importante que o livro de redação é um volume único e foca no desenvolvimento da escrita do texto dissertativo-argumentativo explorando o processo de produção passo a passo. Em síntese, a etapa final da Educação Básica Ensino Médio deve concretizar um processo educativo pautado na formação integral, essencial à continuidade da vida escolar dos estudantes. Como consequência, a formação de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva será alcançada.</p><p>ENEM ENEM O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi instituído em 1998 como forma de o desenvol- vimento de competências por parte dos egressos do ensino médio e, consequentemente, orientar a criação de políticas públicas que pudessem resultar em melhores desempenhos. Foi a partir de 2009 que o Novo Enem passou a avalian jovens e adultos brasileiros como mecanismo único, alternativo ou complementar aos processos de seleção para o acesso ao ensino superior no Brasil. Por ser uma avaliação complexa, sustentada em eixos cognitivos o domínio de linguagens, a com- preensão de fenômenos, o enfrentamento de situações-problema, a construção de argumentação e a ela- boração de propostas os alunos/participantes precisam estar preparados para atender aos requisitos de cada prova. Os eixos cognitivos são assim caracterizados: I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa. II. Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tec- nológica e das manifestações artísticas. III. Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informa- ções representados de diferentes formas, para tomar decisões e situações-problema. IV. Construir argumentação (CA): informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente. V. Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e conside- rando a diversidade sociocultural. Os eixos são os mesmos para as quatro áreas de conhecimento do ensino médio, que, de acordo com a Matriz de Referência do são: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação: referente aos componentes curriculares Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna (Inglês ou Espanhol), Literatura, Arte, Educação Física. Matemática e suas Tecnologias: referente ao componente curricular Matemática. Ciências da Natureza e suas Tecnologias: referente aos componentes curriculares Química, Física e Biologia. Ciências Humanas e suas Tecnologias: referente aos componentes curriculares Geografia, História, Filosofia e Sociologia. 1 Conjunto de competências e habilidades elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC) responsável pela aplicação a prova. 4 MANUAL DO PROFESSOR</p><p>ACERTA MAIS ENEM PRESSUPOSTOS Conectado à Matriz de Referência do Enem, o ACERTA MAIS ENEM foi concebido com o objetivo geral de aprimorar o conhecimento com base no desenvolvimento de competências e habilidades, como um esforço para que o processo de aprendizagem seja focado na preparação dos alunos para os desafios do mundo contemporâneo. Assim, é importante considerar que: Competência é capacidade de mobilizar, cognitivamente, recursos - saberes, habi- lidades e informações visando resolver uma situação complexa. É o aluno saber saber ou saber conhecer. As competências são constituídas de um conjunto de habilidades. Habilidade é a aplicação prática de alguma competência para resolver uma situa- ção complexa, estando associada ao saber fazer. Para o desenvolvimento das competências e habilidades de cada componente curricular, a coleção ACERTA MAIS ENEM foi dividida em três obras Ciências Humanas e Linguagens, Ciências da Natu- reza e Matemática, e Redação tendo, as duas primeiras, 3 volumes e, a última, um volume único: Ciências Humanas: referente aos componentes curriculares Geografia, História, Filosofia e So- ciologia; e Linguagens: referente à Literatura, Interpretação, Inglês, Espanhol, Arte, Educação Fí- sica Volume 1, volume 2 e volume 3. Ciências da Natureza: referente aos componentes curriculares Química, Física e Biologia; e Ma- temática: referente ao componente curricular Matemática Volume 1, volume 2 e volume 3. Redação: Volume único. No Enem, o agrupamento em quatro áreas não implica ques- tões relativas a uma única disciplina. Assim, ao len um enunciado do Exame, não é possível que ele se refere apenas à litera- tura, à arte, ou à história, por exemplo. Essa estratégia evidencia que o conhecimento humano é historicamente adquirido e não se subdivide em "arquivos segmentados", devendo ser considerado MANUAL DO PROFESSOR 5</p><p>como uma ampla rede, mutável e heterogênea. Portanto, o conhecimento, no Exame, é apresentado de maneira interdisciplinar, apoiando a ideia de que apenas o conhecimento "enciclopédico" não é suficiente para que o aluno atinja uma boa nota. Nesse sentido, Blaise Pascal afirmou, no século XVII, uma premissa que ainda é válida: "Não se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer todo sem conhecer as partes". Corroborando com a necessidade da interdisciplinaridade, Morin (2000) enfatiza que a aptidão do conhecimento é questão fundamental da educação e que, para torná-lo pertinente, é necessário tornar o contexto, o global, o multidimensional e completo evidentes: A esse problema universal confronta-se a educação do futuro, pois existe inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre, de um os saberes compartimenta- dos de outro, as realidades ou problemas cada vez mais transversais, multidi- globais e planetários (MORIN, 2000, p. Outra característica das questões do Enem é a contextualização, cujo objetivo é estabelecer associações entre conhecimento e o contexto de mundo que nos cerca, envolvendo aspectos sociais, políticos, culturais e científicos, sempre relacionados a problemas da realidade. Em relação à importância do contexto, Morin (2000) afirma que "O conhecimento das informações ou dos dados isolados é insuficiente. É preciso as informa- ções e os dados em seu contexto para que adquiram sentido" (p. 37). Em cada enunciado, as questões do Enem trazem uma situação-problema desafiadora e nitidamen- te ligada a um contexto. Para a resolução, o candidato deve apoiar-se nas informações contidas no pró- prio enunciado e em conhecimentos prévios. Por esse motivo, é muito importante uma leitura atenta do enunciado, uma vez que este pode apresentar as informações necessárias e suficientes para a resolução da questão, garantindo um bom desempenho. Assim, se pudéssemos indicar a principal competência para as provas do Enem seria a leitora, ou seja, a capacidade de compreender e interpretar o que foi lido. Para isso, deve-se considerar não apenas a leitura dos textos verbais, mas também dos textos multissemióticos ou multimodais que circulam em nossa sociedade, como mapas, diagramas, infográficos, tirinhas, charges, campanhas de publicidade etc. Ao realizar as provas do Enem, o aluno/participante receberá cinco notas diferentes, uma para cada área de conhecimento e uma para a redação. Não haverá peso diferente para cada uma dessas notas. No entanto, ao usarem as notas em seus respectivos processos seletivos, as instituições de ensino superior poderão conferir a elas pesos distintos, a fim de classificar os candidatos entre as carreiras concorridas. OBJETIVOS DA COLEÇÃO Por meio de atividades com grau de complexidade progressivo e adequado à série à qual se destina, a coleção ACERTA MAIS ENEM tem como objetivos específicos: Auxiliar na aprendizagem de conteúdos das quatros áreas de conhecimento previstas na Matriz de Referência do Enem. Contribuir com processo de desenvolvimento de competências e habilidades de diferentes áreas de conhecimento. Disponibilizar materiais digitais pedagógicos de cada componente curricular do ensino médio para alunos e professores. a aprendizagem por meio de simulados no modelo Enem, com correção baseada na Teo- ria de Resposta ao Item (TRI). 1 Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Tradução de Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Revisão técnica de Edgard de Assis Carvalho. 3 ed. São Paulo: DF: 2000. 6 MANUAL DO PROFESSOR</p><p>Em Ciências Humanas, o objetivo é as aprendizagens nos componentes curriculares Filosofia, Geografia, História e Sociologia, propondo que os estudantes desenvolvam a capacidade de estabelecer diálogos entre indivíduos, grupos sociais e cidadãos de diversas nacionalidades, saberes e culturas dis- tintas elemento essencial para a aceitação da alteridade e a adoção de uma conduta ética em sociedade. Em Linguagens, o objetivo é ampliar as aprendizagens nos componentes Literatura, Interpretação, Língua Inglesa, Língua Espanhola, Arte e Educação Física, considerando a garantia dos direitos linguísti- aos diferentes povos e grupos sociais brasileiros. Para tanto, prevê que os estudantes desenvolvam competências e habilidades que lhes possibilitem mobilizar e articular, simultaneamente, conhecimentos desses componentes a dimensões socioemocionais, em situações de aprendizagem que lhes sejam signi- ficativas e relevantes para sua formação integral. Em Ciências da Natureza, é levado em consideração a interpretação e a aplicação de modelos ex- plicativos para fenômenos naturais e sistemas tecnológicos, aspectos fundamentais do fazer ampliando aprendizagens nos componentes curriculares Física, Química e Biologia. Em Matemática, o foco é a construção de uma visão integrada da Matemática, aplicada à reali- dade, em diferentes contextos, levando em consideração as vivências cotidianas dos estudantes do ensino médio a fim de promover ações que ampliem o letramento matemático. Além das áreas de conhecimento, tendo em vista a complexidade do ato de escrever e o peso que a Redação possui na média final do Exame, elaboramos o ACERTA MAIS ENEM Redação, um material que orienta o(a) candidato(a) a uma nota de excelência na produção textual, auxi- liando trabalho do professor em sala de aula. O livro é pautado nos referenciais teóricos da Matriz de Competências da Redação do Enem, com propostas de produção textual e temas de viés social e de interesse público. O objetivo é desenvolver as competências necessárias para a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo, considerando o domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; a compreensão da proposta de redação e a aplicação de conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolvimento do tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo- -argumentativo em prosa; a seleção, a relação, a organização e a interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e a elaboração de proposta de intervenção que res- peite os direitos humanos. Para atingir tais objetivos, a coleção considera como ponto de partida os conhecimentos prévios dos estudantes, disponibilizando os conteúdos de forma no intuito de estabelecer um diálo- go entre aluno e professor para a sistematização dos conteúdos da aprendizagem. Dessa forma, o aluno se torna protagonista de sua própria aprendizagem, e desenvolve colaborativamente com os colegas, com os professores e com a comunidade. PLATAFORMA ON-LINE E APLICATIVO ACERTA MAIS Para complementar o trabalho do professor em sala de aula, a partir da concepção de todo o material pode ser acessado pelo aplicativo ACERTA MAIS, tornando o aprendizado disponível a qual- quer momento, e também pela plataforma on-line de acesso dinâmico e simples, que fornece banco de questões, videoaulas, correção personalizada de redação, simulados e muito mais. O projeto parte da revisão dos conhecimentos explorados pelo Enem, utilizando, para isso, a dis- cussão de teorias abordadas em diferentes componentes curriculares e a prática de exercícios em sala de aula, que demanda uma carga horária destinada para o projeto. Em consonância a isso, as videoau- las da plataforma e os simulados que os professores podem gerar para acompanhar a evolução e o desempenho da turma dão suporte extraclasse, contribuindo para os estudos diários dos estudantes. 2 Técnica que consiste em utilizar estratégias e recursos dos jogos digitais, criando uma dinâmica motivacional para pessoas e resolver problemas. MANUAL DO PROFESSOR 7</p><p>Em relação à Redação, as propostas de produção presentes no material estão alinhadas às da plata- forma on-line, com correção e envio de feedbacks individuais em até 5 dias úteis. Essa atividade otimiza o tempo em sala de aula para o professor, que pode explorar as discussões temáticas sem a necessidade de analisar detalhadamente as produções textuais realizadas pelos estudantes. A avaliação da aprendizagem é realizada pela aplicação de simulados impressos com 180 questões, no modelo Enem, com correção pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), sendo distribuídas nas 4 áreas de conhecimento: 45 questões de Linguagens, 45 questões de Ciências Humanas, 45 questões de Ciências da Natureza e 45 questões de Matemática e redação. Em suma, a coleção ACERTA MAIS ENEM incentiva uma formação voltada ao pensamento crítico, à capacidade de formular hipóteses e solucionar problemas diversos, em face de realidades que estão em constante transformação. No final deste caderno, você encontrará um quadro designando as competências e habilidades que orientaram a seleção dos conteúdos das aulas dos três volumes do ACERTA MAIS ENEM. Você pode utilizá-lo para o planejamento pedagógico. Além disso, os gabaritos comentados das atividades também são disponibilizados para a consulta. 8 MANUAL DO PROFESSOR</p><p>ACERTA ENEM GEOGRAFIA Obra coletiva concebida e produzida pela MWC Editora. edição São Paulo / 2020</p><p>Copyright 2020 Título original da obra: EDITORA Acerta mais ENEM: Ciências Humanas MWC EDITORA e Linguagens Volume 1 Av. Paulista, 37 4° andar edição / São Paulo, 2020 Cond. Parque Cultural Paulista CEP 01311-000 Edição São Paulo SP Brasil Rodrigo Gonçalves CNPJ: 13.101.659/0001-86 Fone: (11) 2246.2848 Assistência Editorial comercial@mwceditora.com.br Ferreira Luísa Félix Preparação e revisão Dayane Oliveira Jéssica Tayrine Produção gráfica Gilberto Melo Diagramação Alexandre Cavalcanti Fernando Galdino Fernando Gabriel Gilberto Melo Wilker Mad Lelo Alves Iconografia Anderson Figueiredo Projeto Gráfico Alexandre Cavalcanti Caio Lopes Gilberto Melo Banco de imagens Shutterstock Na tentativa de cumprir todas as regulamentações determinadas pela legislação, realizamos todos os esforços para localizar os detentores dos direitos das imagens e textos contidos nesta obra. No entanto, caso tenha havido alguma omissão involuntária, a MVC Editora se compromete em corrigi- la na primeira oportunidade. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida sem a permissão por escrito da editora.</p><p>Mensagem Prezado estudante, Parafraseando Vinicius de Moraes, um livro sem apresentação é como um rio sem pontes, portanto, faz-se necessária essa breve, porém imprescindível introdução. Você está iniciando uma nova etapa do ciclo escolar: o Ensino Médio. Reconhece- mos os desafios da educação na sociedade atual e entendemos que a juventude vive hoje as transformações geradas por um mundo globalizado e impulsionado pelas tecnologias cada vez mais virtuais e impessoais. No entanto, convidamos você, com entusiasmo, a enfrentar os desafios que essa nova jornada apresenta, pois isso é necessário para o seu desenvolvimento não apenas como sujeito do saber, mas também como cidadão. Além disso, é nessa etapa que se vislumbra o Ensino Superior, principal objetivo para consolidar essa trajetória de sucesso. A coleção ACERTA MAIS ENEM irá auxiliá-lo nessa jornada. Sabe-se que hoje, no Brasil, a principal porta de entrada de estudantes con- cluintes do Ensino Médio para o nível superior de ensino é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que avalia os conhecimentos dos candidatos em quatro áreas de conhecimento: Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Nature- za e suas Matemática e suas Tecnologias e; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação. Considerando que em cada uma dessas áreas é requerido dos estudantes certas competências e habilidades que os tornam aptos para ingresso no Ensino Supe- rior, buscamos, de forma didática e objetiva, prepará-lo para uma compreensão interdisciplinar dos diferentes domínios e temáticas exigidas pelo Enem. Para tanto, nos valemos de resumos sucintos e completos dos conteúdos e de ques- tões práticas, no mesmo estilo da avaliação, associadas às tecnologias da plata- forma on-line e do App ACERTA MAIS, nos quais você encontrará videoaulas, simulados, correção de redações e muito mais. Pensando nas suas necessidades, nosso objetivo é oferecer um material de alta qualidade que contribua para o seu projeto de vida, suas metas e seus planos de estudos diários. Esperamos que você encontre no ACERTA MAIS ENEM o supor- te necessário para o desenvolvimento de suas atuais habilidades e das potenciais competências que você conquistará durante a sua formação no Ensino Médio. Lembre-se: com foco e perseverança, você pode conquistar todos os seus objetivos!</p><p>Sumário CONHEÇA ACERTA MAIS ENEM 14 VOLUME 1 AULA 01 Coordenadas geográficas e fuso horário 18 AULA 02 Projeções cartográficas e cartografia temática 22 AULA 03 Dinâmica climática mundial 27 AULA 04 Hidrosfera 32 AULA 05 Geologia, pedologia e geomorfologia 36 AULA 06 Movimentos tectônicos e abalos sísmicos 41 AULA 07 Vegetação mundial 45 AULA 08 Problemática ambiental 49 S AULA 09 Problemas ambientais atmosféricos 53 VOLUME 2 AULA 01 Revoluções Industriais 60 AULA 02 Espaço urbano 65 AULA 03 Espaço rural 70 AULA 04 Fontes de energia 75 AULA 05 Problemas ambientais na cidade e no campo 80 AULA 06 Formação territorial e política no Brasil 84 AULA 07 Hidrografia e climas no Brasil 89 AULA 08 Vegetação brasileira 94 AULA 09 Geologia, geomorfologia e pedologia brasileiras 99 VOLUME 3 AULA 01 O capitalismo e suas fases 106 AULA 02 O mundo globalizado 111 AULA 03 Difusão cultural no mundo globalizado 115 AULA 04 Geopolítica e blocos regionais 119 AULA 05 O mundo desenvolvido e subdesenvolvido 124 AULA 06 Problemáticas socioeconômicas mundiais 128 AULA 07 Dinâmicas demográficas e fluxos migratórios 132 AULA 08 A problemática dos conflitos armados 137 AULA 09 Transformações econômicas no Brasil e suas relações internacionais 142 AULA 10 A nova ordem mundial e as potências econômicas 147 GABARITO E COMENTÁRIOS QUADRO DESCRITIVO DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 154 VOLUME 1 156 VOLUME 2 163 VOLUME 3 170</p><p>Sumário VOLUME 1 AULA 01 Coordenadas geográficas e fuso horário 14 AULA 02 Projeções cartográficas e cartografia temática 18 AULA 03 Dinâmica climática mundial 23 AULA 04 Hidrosfera 28 AULA 05 Geologia, pedologia e geomorfologia 32 AULA 06 Movimentos tectônicos e abalos sísmicos 37 AULA 07 Vegetação mundial 41 AULA 08 Problemática ambiental 45 AULA 09 Problemas ambientais atmosféricos 49 VOLUME 2 AULA 01 Revoluções Industriais 14 AULA 02 Espaço urbano 19 AULA 03 Espaço rural 24 AULA 04 Fontes de energia 29 AULA 05 Problemas ambientais na cidade e no campo 34 AULA 06 Formação territorial e política no Brasil 38 AULA 07 Hidrografia e climas do Brasil 43 AULA 08 Vegetação brasileira 48 AULA 09 Geologia, geomorfologia e pedologia brasileiras 53 VOLUME 3 AULA 01 capitalismo e suas fases 14 AULA 02 O mundo globalizado 19 AULA 03 Difusão cultural no mundo globalizado 23 AULA 04 Geopolítica e blocos regionais 27 AULA 05 O mundo desenvolvido e subdesenvolvido 32 AULA 06 Problemáticas socioeconômicas mundiais 36 AULA 07 Dinâmicas demográficas e fluxos migratórios 40 AULA 08 A problemática dos conflitos armados 45 AULA 09 Transformações econômicas no Brasil e suas relações internacionais 50 AULA 10 A nova ordem mundial e as potências econômicas 55</p><p>Conheça ACERTA MAIS ENEM Nosso material oferece uma abordagem atual dos temas exigidos do ENEM, a fim de que você possa enxergar o mundo de forma ampla e conectada. Conheça o ACERTA MAIS ENEM e tudo que ele oferece como solução educacional. LIVROS ACERTA O livro CIÊNCIAS HUMANAS E LINGUA- ENEM GENS e livro CIÊNCIAS DA NATUREZA E MATEMÁTICA organizam as aulas com os com- ponentes curriculares específicos de cada área de conhecimento, nas quais são apresentados os conceitos de cada assunto e sugeridas questões inéditas e de ENEMs anteriores. Nossa proposta é que você faça a leitura das temáticas e em seguida HUMANAS LINGUAGENS resolva questões relacionadas a fim de a sua aprendizagem. ACERTA ENEM ACERTA ENEM REDAÇÃO IZA CIÊNCIAS DA NATUREZA MATEMATICA Na seção QUESTÕES, assista, em vídeos, a resolução de algumas questões acessando-as por meio do QR Code. 14</p><p>PLATAFORMA ON-LINE Imagine ter em um único local tudo o que você precisa para o seu plano de estudos direcio- nado ao ENEM. Em nossa plataforma on-line, você Módulo 1 tem acesso a mais de 300 videoaulas ministradas por experientes professores que seguiram a se- ENEM quência de aulas dos livros que você tem em mãos. Você dispõe, ainda, da opção de gerar simulados com o banco de mais de 3000 questões gabarita- das e comentadas que preparamos para a sua rotina de aprendizagem. As videoaulas possuem a tradução em Libras como forma de inclusão para todos os estudantes. RevisgENEM APP ACERTA MAIS E-mail Em tempos de redes sociais, em que todos Senha interagem sobre as diversas áreas da vida, o App Login ACERTA MAIS é um aplicativo que propõe a inte- ração entre diversos estudantes com o propósito de compartilhar dúvidas, assuntos e informações de forma rápida. Por meio do App, além de se co- nectar com outros colegas, você pode assistir às videoaulas, gerar simulados e enviar sua redação para correção, a fim de obter um feedback rápido e útil para o seu desenvolvimento Todas as suas ações no App acumulam pon- tos para um ranking de competição com seus co- legas. Você pode, ainda, trocar os pontos acumu- lados com suas conquistas por prêmios em nossa loja virtual. Livros + Plataforma on-line e App: leia as aulas dos livros e acesse todo o conteúdo digital complementar oferecido. Utilize todos os recursos que o ACERTA MAIS ENEM oferece e tenha a certeza de ter em suas mãos um suporte necessário para uma aprendizagem para vida. 15</p><p>Acesse as videoaulas desta disciplina.</p><p>AULA Coordenadas geográficas 01 e fuso horário COORDENADAS GEOGRÁFICAS LATITUDE Buscando a localização e mediante a É a distância, medida em graus, de um paralelo qual- evolução tecnológica, estabeleceu-se que o globo ter- quer ao Equador, variando de 0° a 90° para norte ou sul. restre seria cortado por linhas imaginárias que têm a LONGITUDE função de localizar qualquer ponto em sua superfície. Para isso, determinaram-se as coordenadas geográ- É a distância, medida em graus, de um meridiano ficas, que são o ponto de cruzamento entre latitude e qualquer ao meridiano de Greenwich, variando de 0° a longitude. No mapa abaixo, cada ponto (A, B, C, D, E, F. 180° para leste ou oeste. G e H) possui uma coordenada diferente do outro. Sistema de Posicionamento Global (GPS, sigla em inglês) fundamenta-se no sistema de coordenadas geográ- ficas e é amplamente utilizado pela sociedade para localiza- ção de determinado ponto no espaço geográfico. FUSOS HORÁRIOS EUROPA ASIA O sistema de fusos horários prevê a adoção de D AFRICA um horário único para uma área determinada por dois meridianos distantes 15° entre si. Nessa área, denomi- nada fuso, todos os pontos seguem o mesmo horário, correspondente à hora em seu meridiano central. Com isso, um grande território, em que as horas solares va- 0 3390 riam bastante de um extremo a outro, pode apresentar uma contagem de tempo comum. A fim de uniformizar a contagem das horas em relação a todos os países, foi realizada uma convenção se internacional determinando um sistema de fusos ho- rários mundial, cujo ponto de partida é o meridiano de Em relação às linhas imaginá- Greenwich, ou seja, a hora de Londres. rias, é importante destacar que os paralelos são linhas que circundam a Terra, mantendo igual distância entre si em rela- ção ao Equador, enquanto os meridianos são linhas norte-sul que unem Polo Norte ao Polo Sul, cortando o Equador. OCEANO OCEANO de Data Polo Norte N Latitude norte Como o dia tem 24 horas, convencionou-se divi- dir o globo terrestre (que tem 360° de longitude, sendo Equador 180° para leste e 180° para oeste, em relação ao meri- diano de Greenwich) em 24 fusos horários. Cada fuso corresponde a uma faixa de horário própria, e cada faixa Longitude Longitude Latitude corresponde a 15° de longitude (360° divididos por 24). oeste leste sul Dessa forma, a cada 15° de longitude, de leste para oes- te, o horário se reduz em uma hora, e de oeste para leste 18 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>o horário aumenta em uma hora. Assim, uma diferença de 45° de longitude entre duas cidades representa a di- ferença de três horas entre os horários legais delas. Uma QUESTÕES diferença de 30° representa a diferença de duas horas. se QUESTÃO 1 (INÉDITA) meridiano situado a 180° a les- te de Greenwich se encontra com outro meridiano que está a 180° a oeste: trata- GPS é a sigla para Global Positioning System, que em por- -se da Linha Internacional da Data. Ao ultrapas- tuguês significa "Sistema de Posicionamento e sarmos essa linha imaginária, cruzando a linha consiste numa tecnologia de localização por satélite. O no sentido oeste para deveríamos GPS é um sistema de navegação por satélite que, a par- a data para o dia seguinte. No caso inverso, isto de um dispositivo móvel, envia informações sobre é, cruzando a linha no sentido leste para oeste, a a posição de algo em qualquer horário e em qualquer data deveria ser alterada para o dia anterior. condição climática. GPS emite informações a partir das coordenadas geográficas, as quais estão ligadas ao cruzamento (pon- FUSOS BRASILEIROS to de interseção) dos O Brasil possui uma longa extensão leste-oeste (longitudinal), o que influencia na diferenciação de lu- A paralelos e latitudes. minosidade do Sol em nosso país. Diante disso, estabe- paralelos e leceram-se quatro fusos horários em nosso território, a C paralelos e meridianos. oeste do meridiano de Greenwich, sendo: D meridianos e longitudes. 30° (-2h): ilhas brasileiras (Fernando de Noronha, Atol das Rocas, Penedo de São Pedro e São Paulo, E pontos setentrional e meridional. Trindade e Martim Vaz); 45° (-3h): Amapá, Pará (porção a leste do rio Xingu), QUESTÃO 2 (INÉDITA) Tocantins, Distrito Federal todos os estados das regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Sabemos que a Terra, embora não seja uma esfera perfeita, tem a forma arredondada. Ela é ligeiramente 60° (-4h): Pará (porção a oeste do rio Xingu), Mato achatada nos seus dois extremos, que são chamados Grosso, Mato Grosso e, com exceção do Acre, todos de polos. Um deles denominamos norte, o outro, sul. os estados da região Norte. São os polos geográficos norte e sul. No centro do pla- 75° (-5h): Acre e porção a oeste do Amazonas. neta, em igual distância entre esses dois polos geográ- ficos, os estudiosos traçaram um círculo imaginário Fusos Brasileiros envolvendo a Terra. GMT Assim, o círculo imaginário que divide o nosso planeta RR AP em norte e sul chama-se: AM A Círculo Polar Ártico. PA MA CE Meridiano de AC TO BA C Trópico de Câncer. MT OCEANO ATLANTICO D Trópico de Capricórnio. GO MG OCEANO MS E Linha do Equador. PR 5 4 RS 3 2 CIÊNCIAS HUMANAS . 19</p><p>QUESTÃO 3 (INÉDITA) ponto B = Lat 40°S Long 80°E e ponto C = Lat. 60°N Long. 80°W. D ponto B = Lat. 40°N Long. 80°E e ponto = Lat. 20°S Long. 40°W. E ponto B = Lat. 80°N Long.80°E e ponto C = Lat. 20°S Long. 20°W. QUESTÃO 5 (ENEM ADAPTADA) sistema de fusos horários foi proposto na Con- ferência Internacional do Meridiano, realizada em ESCALA Washington, em 1884. Cada fuso corresponde a uma 2645 faixa de 15° entre dois meridianos. meridiano de Greenwich foi escolhido para ser a linha mediana do fuso zero. Passando-se um meridiano pela linha me- De acordo com a imagem acima, a latitude (lat.) e con- diana de cada fuso, enumeram-se 12 fusos para leste tinente dos pontos A e D são, respectivamente: e 12 fusos para oeste do fuso zero, obtendo-se, assim, A Lat. 20° N América / Lat. 10° S África. os 24 fusos e o sistema de zonas de horas. Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1 hora, e, para cada B Lat. 40° Ásia / Lat. 20° N África. fuso a oeste do fuso zero, subtrai-se 1 hora. A partir Lat. 50° N Lat. 10° N África. da Lei 11.662/2008, o Brasil, que fica a oeste de Greenwich e tinha quatro fusos, passa a ter somente D Lat. 60° América Lat. 10° 3 fusos horários. Lat. 50° N América Lat. 10° S África. Em relação ao fuso zero, o Brasil abrange os fusos 3 e 4. Por exemplo, Fernando de Noronha está no fuso 2, o estado do está no fuso 3 e Acre, QUESTÃO 4 (INÉDITA) no fuso 4. A cidade de Pequim, que sediou os XXIX Jogos Olímpicos de Verão, fica a leste de Greenwich, As coordenadas geográficas baseiam-se em linhas ima- no fuso 8. ginárias traçadas sobre o globo terrestre, chamadas de Considerando-se que a cerimônia de abertura dos jo- paralelos e meridianos. gos tenha ocorrido às min, no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de 2008, podemos afirmar que os brasileiros que moram no estado do devem ter ligado seus televisores para assistir ao início da cerimô- nia de abertura às A 9h8 min, do dia 8 de agosto. 12 h 8 min, do dia 8 de agosto. C 15 h 8 min, do dia 8 de agosto. D 1h min, do dia 9 de agosto. E 4h8 min, do dia 9 de agosto. Disponível em: geografia.seed.pr.gov.br Acesso em: 25 ago. 2019. De acordo com a imagem acima, podemos dizer que o QUESTÃO 6 (INÉDITA) ponto C e o ponto B estão nas seguintes coordenadas: A rosa dos ventos possibilita encontrar a direção de ponto B = Lat. 20°S Long. 20°W e ponto C = Lat. qualquer ponto da linha do horizonte (numa 80°N Long. 40°E. cia de 360°). nome foi dado pelos navegadores do B ponto B = Lat. 40°N Long. 20°E e ponto C = Lat. Mar Mediterrâneo em razão dos ventos que impulsio- 20°S Long. 40°E. navam suas embarcações. 20</p><p>N a forma de projeção cartográfica, usada para nave- gação, onde os meridianos e paralelos distorcem a NNO NNE superfície do planeta. NO NE ONO LNE QUESTÃO 8 (INÉDITA) L No século XX, a invenção do sistema de localização por oso meio de sinais de rádio aprimorou muito a orientação LSE de navios, aeronaves e pessoas, e, na década de 1960, um novo instrumento baseado em informações trans- so SE SSE mitidas por satélites artificiais foi criado. De acordo com o texto, o instrumento que possui um S sistema de localização muito útil para orientação é (são): A rosa dos ventos possui vários pontos de orientação, A Bússola. são eles Satélites Artificias. A cardeais, meridionais e latitudinais. Global Position System (GPS). colaterais, latitudinais e cardeais. D Geoprocessamento. meridionais, colaterais e subcolaterais. E Sensoriamento Remoto. D subcolaterais, colaterais e latitudinais. E cardeais, colaterais e subcolaterais. QUESTÃO 9 (ENEM ADAPTADA) Em certa cidade, algumas de suas principais vias têm a QUESTÃO 7 (ENEM) designação radial (vias que liga o centro a periferia) ou perimetral (vias que acompanham o perímetro do cen- tro), acrescentando-se ao nome da via uma referência Pensando nas correntes e prestes a entrar no braço que ao ponto cardeal correspondente. As ruas 1 e 2 estão deriva da Corrente do Golfo para norte, lembrei-me indicadas no esquema abaixo, em que não estão explici- de um vidro de café solúvel vazio. Coloquei no vidro uma tados os pontos cardeais. nota cheia de zeros, uma bola con rosa-choque. Anotei a posição e data: Latitude 49°49' N, Longitude 23°49' W. Tampei e joguei na água. Nunca imaginei que receberia uma carta com a foto de um menino seguran- do a bolinha e a estranha nota. A. Parati: entre dois polos. São Paulo: CENTRO Companhia das 1998 (adaptado). No texto, o autor anota sua coordenada geográfica, que é 1 A a relação que se estabelece entre as distâncias re- 2 presentadas no mapa e as distâncias reais da su- perfície cartografada. o registro de que os paralelos são verticais e con- De acordo com os pontos cardeais, os nomes corretos vergem para os polos, e os meridianos são círculos das vias 1 e 2 podem, respectivamente, ser: imaginários, horizontais e equidistantes. A Perimetral sul, radial leste. C a informação de um conjunto de linhas imaginárias que permitem localizar um ponto ou acidente geo- Perimetral sul, radial oeste. gráfico na superfície terrestre. Perimetral norte, radial oeste. D a latitude como distância em graus entre um ponto D Radial leste, perimetral sul. e o meridiano de Greenwich, e a longitude como a distância em graus entre um ponto e o Equador. E Radial sul, perimetral oeste. CIÊNCIAS HUMANAS . 21</p><p>AULA Projeções cartográficas e 02 cartografia temática Cartografia é a ciência ligada à representação gráfica da superfície terrestre. Seu produto final são os diversos tipos de mapas temáticos, por exemplo: mapas hidrológicos, climáticos, políticos, epidemiológicos etc. Para representação da Terra, utilizam-se vários tipos de projeções, conforme sintetizado a seguir. Projeção cilíndrica: um cilindro envolve o globo terrestre, com boa representação das áreas de bai- xa latitude e consideráveis distorções nas áreas de alta latitude. Os tipos de propriedades geométricas que carac- terizam as projeções cartográficas são: conformes, em que as áreas são deformadas e as formas privilegiadas; equivalentes, privilegiando as áreas em detrimento das formas; e em que formas e ângulos não são deformados, mas estão em menor proporção se comparados a conformes e equivalentes. Observe mapa de Robinson, uma projeção cilín- drica afilática. Projeção cônica: um cone envolve o globo terrestre; essa projeção representa bem um dos hemisférios. MAPAS TEMÁTICOS A representação cartográfica, ligada aos diversos tipos de mapas temáticos, é uma linguagem da Geogra- fia que serve como ferramenta de análise do espaço geográfico. Assim, os mapas temáticos representam a inter-relação entre fenômenos socioeconômicos e na- turais em nosso planeta, auxiliando-nos na compreen- Projeção plana ou azimutal: há um plano tangente são da organização espacial e nas intervenções para a determinado ponto no globo terrestre que repre- transformá-lo. senta bem a área do ponto de tangência. É importante destacar que os mapas temáticos expõem mais do que a localização geográfica dos fenô- 22 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>menos. Podem representar, em diferentes escalas geo- gráficas, sua diversidade, a partir, principalmente, dos QUESTÕES seguintes atributos: Qualitativo: relacionado à pergunta "o quê?", repre- senta mapas climáticos, hidrográficos, agropecuá- QUESTÃO 1 (INÉDITA) rios e de saúde pública, por exemplo. Quantitativo: esclarece a dúvida sobre "quanto?"; Projeção que ordena os paralelos e os meridianos em entre outros fatores, indica o quantitativo da pro- um invólucro arredondado que é desenrolado e posto dução industrial, a quantidade de chuva mensal em uma superfície plana. Os mais famosos exemplos são e o número da população absoluta de um país ou as projeções de Mercator, de Peters e de município. Nessa minimizam-se as distorções nas re- giões próximas ao Equador, que se elevam nas regiões Mapa qualitativo: regiões hidrográficas brasileiras mais próximas aos polos. Estamos falando da: A Projeção Cônica. Projeção Cilíndrica. C Projeção D Projeção Equatorial. E Projeção Circular. OCEANO ATLANTICO QUESTÃO 2 (ENEM) OCEANO PACÍFICO As 12 Ocidental Oriental Francisco Sudeste Sul Paraguai Uruguai Mapa quantitativo: precipitação anual acumulada na Paraíba Disponível em: www.unric.org. Acesso em: 09 ago. 2013. A ONU faz referência a uma projeção cartográfica em seu logotipo. A figura que ilustra o modelo dessa projeção é: A 250 500 750 1000 1250 1500 1750 2000 B CIÊNCIAS HUMANAS . 23</p><p>D ao conhecimento específicos dos cartógrafos. à difusão da informação nos dias atuais. QUESTÃO 4 (INÉDITA) Os mapas produzidos ao longo do tempo sempre ex- pressaram ideias ou visões de determinada sociedade ou período histórico. O flamengo Gerard Mercator (1512 1594), importante nome da cartografia, desenvolveu seu trabalho na época em que a Europa havia conquis- D tado os mares e dominado diversas regiões do mundo. LUCCI, E.A. Conecte: Território e sociedade no mundo globalizado. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 2014. Nessa perspectiva, o planisfério de Mercator, de 1569, expressa A a visão americana do mundo. E o avanço europeu sobre o novíssimo mundo. a dominação asiática sobre os países americanos. D o contexto histórico de expansão marítima europeia. o eurocentrismo através da representação da Europa na porção inferior do mapa. QUESTÃO 3 (INÉDITA) QUESTÃO 5 (INÉDITA) Um dos aspectos mais importantes para utilização efi- A representação da superfície curva da terra numa caz e satisfatória de um mapa diz respeito ao sistema superfície plana (o mapa) já foi o grande desafio da de orientação empregado por ele. verbo "orientar" cartografia e tornou-se possível graças às projeções está relacionado à busca do Oriente, palavra de origem cartográficas baseadas nas relações matemáticas e latina que significa nascente. Assim, o "nascer" do sol, geométricas. Para representar o globo sem essas pro- nessa posição, relaciona-se à direção (ou sentido) leste, teríamos de dividir os mapas em partes. ou seja, ao Oriente. FITZ, P.R. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de 2008. Norte Oeste Leste Poente Nascente Sul Disponível em: orientacao-pelo-sol/ Acesso em: 24 ago. 2019. Nesse contexto, o emprego dessa convenção está ligado à métodos tecnológicos de orientação. a um dos mais antigos métodos de orientação. ao desenvolvimento técnico na produção de mapas. Disponível em: portaldoprofessor.mec.gov.br. Acesso em: 23 ago. 2019. 24 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>A imagem acima representa uma técnica de projeção QUESTÃO 8 (INÉDITA) cartográfica que A distorce menos locais com baixa longitude. Os mapas podem ser classificados em topográficos (ou de base) e temáticos. Num mapa topográfico, procura- gera grande distorção em regiões de baixa latitude. -se representar a superfície terrestre o mais próximo não apresenta distorções de forma, tamanho e possível da realidade, dentro das limitações impostas distância. pela escala pequena. Já numa carta topográfica, feita D foi utilizada por Mercator para desenvolver sua em escala média ou grande, há mais precisão. projeção. 116 212 E é a mais adequada para áreas de altas latitudes. QUESTÃO 6 (INÉDITA) 573 57 O mapa é uma das mais antigas formas gráficas de co- municação, precedendo a própria escrita. Nele os ele- mentos que compõem o espaço geográfico são repre- sentados por pontos, linhas, texturas, cores e textos, ou Disponível em: :trekkingambiental.wordpress.com seja, são usados símbolos próprios da cartografia. Acesso em: 22 ago. 2019. Além das coordenadas geográficas (localização) e da in- dicação do norte (orientação), um mapa precisa ter A representação da imagem acima é um (uma): A título, cores e legenda. Carta topográfica. B escala, indicação e título. B Mapa temático. título, legenda e escala. Mapa hipsométrico. D altimetria, escala e legenda. D Carta latitudinal. E coordenadas, legenda e escala. Carta de declive. QUESTÃO 7 (INÉDITA) QUESTÃO 9 (ENEM) Uma projeção cartográfica é o resultado de um conjun- to de operações que permite representar no plano, por Projeção cartográfica é uma transformação que faz meio de paralelos e meridianos, os fenômenos que es- corresponder, a cada ponto da superfície terrestre, um tão dispostos na superfície esférica. Quando vistas do ponto no plano. espaço sideral, a Terra parece ser uma esfera perfeita, mas nosso planeta apresenta uma superfície irregular e é levemente achatado nos polos. Por isso, os cartó- grafos, geógrafos e outros profissionais que produzem mapas fazem seus cálculos utilizando uma elipse, que ao em torno do seu eixo menor forma um volume, As relações do plano de projeção à superfície projeta- o de revolução. da mostradas nas figuras são respectiva- Diante disso, as projeções podem ser classificadas em mente, em: A conformes, equivalentes e estruturais. A 1. 2. 3. equivalentes, equidistantes e afiláticas. afiláticas, conformes e equidistantes. D equidistantes, equivalentes e conformes. E inversa, conformes e equivalentes. CIÊNCIAS HUMANAS . 25</p><p>1. 2. 3. Canadá Estados Unidos Cuba - Dominicana C 1. 2. 3. Venezuela Colombia Equador Brasil Chile Argentina D D 1. 2. 3. E 1. 2. 3. E QUESTÃO 10 (ENEM) Anamorfose é a transformação cartográfica espacial em que a forma dos objetos é distorcida, de forma a o tema. A área das unidades espaciais às quais o tema se refere é alterada de forma proporcional ao respectivo valor. GASPAR, A J. Dicionário de ciências geográficas. Lisboa: Lidel, 2004. A técnica descrita foi aplicada na seguinte forma de re- presentação do espaço: A 456 440 & 420 26 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>AULA 03 Dinâmica climática ERTA mundial DINÂMICA CLIMÁTICA Correntes marítimas: as regiões banhadas pelas correntes frias possuem clima árido ou semiárido. Para entender as condições climáticas de deter- minada região, é necessário levar em consideração áridas ou Oceano Correntes frias a movimentação do an e a consequente troca de in- Correntes quentes fluências que o an proveniente de uma região traz a Desert outra. As condições climáticas estão ligadas ao tempo Oceano SAARA atmosférico, que é o conjunto das características do estado da atmosfera em certo momento, e ao clima, que, segundo a Organização Meteorológica Mundial GRAND (OMM), resulta dos tipos de tempos atmosféricos mais comuns que ocorrem durante anos seguidos, Oceano precisamente 30 anos. 5000 O clima de uma região pode ser definido como o produto da integração das condições atmosféricas Continentalidade/maritimidade: as regiões mais ao longo do ano, correspondendo ao padrão anual das próximas ao oceano possuem baixa amplitude térmi- condições meteorológicas. Nesse contexto, a variação ca (diferença entre as temperaturas máximas e míni- dos elementos climáticos (temperatura, precipitação, mas), enquanto as afastadas possuem alta amplitude umidade do pressão atmosférica, insolação, vento) térmica. está diretamente associada aos fatores climáticos, que fazem parte dos aspectos físico-naturais de de- terminada região. Dentre os fatores climáticos, destacam-se: Latitude: quanto mais perto da linha do Equador, a insolação; esse fator origina as zonas climá- ticas da Terra. Zonas Climáticas Continentalidade Zona Polar ou Glacial Zona Temperada Norte As brisas marítimas e terrestres ajudam a explicar o fator Devido ao dis- Zona Tropical tinto calor específico (cal/g °C) da água (1,00) e da areia (0,20), há diferença de aquecimento na superfície do continente e do oceano, influenciando diretamente na Zona Temperada do Sul baixa amplitude térmica das regiões costeiras. Zona Polar ou Glacial Brisas marítima e terrestre Ar Frio Ar Quente Ar Quente Ar Frio Brisa Brisa Oceano Terra Oceano Terra CIÊNCIAS HUMANAS 27</p><p>Além dos fatores climáticos apresentados an- TIPOS DE CLIMA é importante consideran os fenômenos solstício e equinócio, que, devido à inclinação do eixo Equatorial da Terra e ao movimento de translação, representam a Ocorre em áreas próximas ao Equador, com intensidade da incidência dos raios solares sobre a Ter- baixas altitudes. Apresenta temperaturas ra, inaugurando as estações do ano. pouca amplitude térmica anual e há chuva abundante durante todo o ano. Solstícios e equinócios no Hemisfério Sul Semiárido Situa-se entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, com escassas e mal distribuídas, além de tempera- turas elevadas. A temperatura média anual chega a 23 SETEMBRO e as chuvas variam em, no máximo, 750 milímetros ao ano. EQUINOCIO DE PRIMAVERA Desértico 22 DE DEZEMBRO 22 DE JUNHO SOLSTÍCIO DE INVERNO Possui temperaturas médias de 30 além disso, SOLSTICIO DE VERÃO há elevada escassez hídrica e, em determinados anos, 21 DE MARCO EQUINÓCIO DE OUTONO pode não ocorrer chuvas. Tanto o deserto quente como o frio apresentam as menores precipitações e grandes amplitudes térmicas SOLSTÍCIO Temperado Acontece quando os hemisférios atingem a maior Localiza-se nas zonas térmicas temperadas norte inclinação possível em relação ao Sol (não em relação e sul. É subdividido em: temperado temperado ao plano da órbita, pois esta se mantém). Visto da su- continental e temperado mediterrâneo. Esse clima abran- perfície da Terra, quando se dá o solstício de verão, o ge a porção norte da América e regiões da Ásia e Europa. Sol atinge a posição mais alta no céu naquele hemisfé- Mediterrâneo rio: no hemisfério oposto dá-se precisamente o contrá- rio: o Sol atinge o ponto mais baixo no céu, resultando, Abrange a região banhada pelo Mediterrâneo portanto, no solstício de inverno. (sul da Europa e norte da África). Possui invernos curtos, com temperaturas que chegam a 0°C, e verão longo, com EQUINÓCIO termômetros oscilando entre 18 °C e 25 °C. As chuvas A palavra tem origem no latim e significa "noite ocorrem no inverno e o período seco está ligado ao verão. igual". Quando se dá o equinócio, a duração do dia é Subtropical igual a duração da noite em ambos os hemisférios. Nas datas em que se dão os equinócios, a luz do Sol incide Esse clima abarca a região entre Trópico de Ca- com a mesma intensidade sobre os dois hemisférios. pricórnio e o Círculo Polar Antártico. Apresenta grande amplitude térmica anual devido à variação entre as qua- se tro estações sazonais. Possui verões moderadamente liga!! quentes e invernos amenos, com maiores precipitações. As atividades antropogênicas Polar possuem em maior ou menor grau a do desenvolvimento tecno- Nesse clima, as temperaturas podem chegan até lógico subordinação às características climá- 50 °C negativos em latitudes extremas (90° norte ou ticas de determinada região. Isso pressupõe sul). É importante destacar que, apesar dos baixos análise e avaliação dos impactos econômicos dices pluviométricos (pouca chuva), a umidade relativa e socioambientais da relação sociedade/clima do an é elevada devido à influência do oceano. visando à mitigação desses Frio Aparece em latitudes superiores a O clima frio de montanha varia bastante, de acordo com a alti- tude: quanto mais alto, mais frio. 28 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>QUESTÃO 3 (INÉDITA) QUESTÕES O Brasil, por suas dimensões continentais, possui uma ampla diversificação climática, influenciada por sua ex- tensão costeira, seu relevo e a dinâmica das massas de QUESTÃO 1 (INÉDITA) an sobre o território. As massas de an atuam sobre as temperaturas e os índices pluviométricos nas diferen- Quanto mais elevada a temperatura, maior a movimen- tes regiões do país. As que mais interferem no Brasil, tação das moléculas e mais elas se distanciam uma das de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Es- outras. Como resultado, mais baixo é o número de mo- tatística (IBGE), são a Equatorial Continental (mEc) e léculas em cada metro cúbico de an e menor se torna Atlântica (mEa); a Tropical, também Continental (mTc) seu peso. Portanto, menor a pressão exercida sobre e Atlântica (mTa); e a Polar Atlântica (mPa). uma superfície. Disponível em: educacao.globo.com/geografia (Adaptado). SENE, J.C. Geografia geral e do Brasil: espaço geográfico Acesso em: 02 ago. 2018. ed. São Paulo: Scipione, 2012. No verão, quatro massas de an quente exercem influên- elemento climático que se enquadra nesse contexto é a cia sobre o país: a mEc, a mEa, a mTae sendo seca apenas essa última. Portanto, A umidade do ar. precipitação. A o inverno concentra os maiores índices pluviomé- tricos no C radiação solar. B o verão é o período das chuvas na maior parte do D temperatura. território brasileiro. E pressão atmosférica. a estação climática, no Brasil, com maior quantida- de de chuvas é o outono. QUESTÃO 2 (INÉDITA) D os períodos mais frios, para a maioria dos brasi- leiros, apresentam os maiores registros pluvio- métricos. E as massas Equatorial Continental e Tropical Con- tinental são as que mais colaboram com as chuvas no Brasil. QUESTÃO 4 (ENEM) Figura °C mm 50 100 De acordo com a paisagem do Monte Everest, o princi- 40 80 pal fator determinante para o clima dessa área é 30 60 A o albedo. 20 40 a latitude. 10 20 C a altitude. 0 0 D as massas de ar. -10 E a continentalidade. J F M A M J J A S o N D Taxa de pluviosidade Temperatura CIÊNCIAS HUMANAS . 29</p><p>Figura matemáticos que analisam os efeitos das mudanças cli- máticas sobre a disponibilidade de água no futuro indi- cam que haverá escassez em muitas regiões do planeta. Moscou São esperadas mudanças nos padrões de precipita- Barcelona ção, pois Mumbai o maior aquecimento implica menor formação de nuvens e, consequentemente, a eliminação de Sydney áreas úmidas e subúmidas do globo. do Cabo as chuvas frontais ficarão restritas ao tempo de permanência da frente em uma determinada locali- Disponível em: pt.clima-data.org. Acesso em: 12 maio 2017 (adaptado). dade, o que limitará a produtividade das atividades agrícolas. As temperaturas médias mensais e as taxas de pluvio- as modificações decorrentes do aumento da tem- sidade expressas no climograma apresentam o clima peratura do diminuirão a umidade e, portanto, típico da seguinte cidade: aumentarão a aridez em todo o planeta. A Cidade do Cabo (África do Sul), marcado pela redu- D a elevação do nível dos mares pelo derretimento zida amplitude térmica anual. das geleiras acarretará redução na ocorrência de chuvas nos continentes, o que implicará a escassez Sydney (Austrália), caracterizado por precipitações de água para abastecimento. abundantes no decorrer do ano. E a origem da chuva está diretamente relacionada à Mumbai definido pelas chuvas monçônicas temperatura do ar, sendo que atividades antropo- torrenciais. gênicas são capazes de provocar interferências em D Barcelona (Espanha), afetado por massas de an seco. escala local e global. E Moscou (Rússia), influenciado pela localização geo- gráfica em alta latitude. QUESTÃO 7 (ENEM) Trajetória de ciclones tropicais QUESTÃO 5 (ENEM) "A interface clima/sociedade pode ser considerada em ter- mos de ajustamento à extensão e aos modos como as so- ciedades funcionam em uma relação harmônica com seu clima. O homem e suas sociedades são vulneráveis às varia- ções climáticas. A vulnerabilidade é a medida pela qual uma sociedade é suscetível de por causas climáticas." Considerando o tipo de relação entre ser humano e condição climática apresentado no texto, uma socieda- Disponível em: de se torna mais vulnerável quando Acesso em: 12 jul. 2015 (adaptado). A concentra suas atividades no setor primário. Qual característica do meio físico é condição necessária apresenta estoques elevados de alimentos. para a distribuição espacial do fenômeno representado? possui um sistema de transportes articulado. A Cobertura vegetal com porte arbóreo. D diversifica a matriz de geração de energia. Barreiras orográficas com altitudes elevadas. E introduz tecnologias à produção agrícola. Pressão atmosférica com diferença elevada. D Superfície continental com refletividade intensa. QUESTÃO 6 (ENEM) Correntes marinhas com direção convergentes. À medida que a demanda por água aumenta, as reservas desse recurso vão se tornando imprevisíveis. Modelos 30 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>QUESTÃO 8 (ENEM) QUESTÃO 9 (ENEM) Figura Figura FORMAÇÃO DA BRISA MARINHA Mínimas - Quinta-feira BAIXA ALTA PRESSÃO PRESSÃO QUENTE MORNO TERRA MAR Figura II 19° 20° FORMAÇÃO DO TERRAL ALTA PRESSÃO BAIXA 9 PRESSÃO FRIO MORNO Disponível em: TERRA MAR Acesso em: 25 ago. 2014 (adaptado). Figura SALGADO-LABOURIAU M. L. História ecológica da Terra. UMIDADE RELATIVA DO AR, POR REGIÃO DO PAÍS, São Paulo: Edgar Blucher, 1964 (adaptado). PARA O DIA 28/08/2014 Nas imagens constam informações sobre a formação Umidade relativa Regiões de brisas em áreas litorâneas. Esse processo é resul- (intervalo médio) tado de Norte 60 70% Nordeste 90 100% A uniformidade do gradiente de pressão atmosférica. Centro-Oeste 55-65% aquecimento diferencial da superfície. Sudeste 65 75% C quedas acentuadas de médias térmicas. Sul 90 100% D mudanças na umidade relativa do ar. Disponível em: Acesso em: 25 ago. 2014 (adaptado). E variações altimétricas acentuadas. No dia em que foram colhidos os dados meteorológi- apresentados, qual fator climático foi determinante para explicar os índices de umidade relativa do an nas regiões Nordeste e Sul? A Altitude, que forma barreiras naturais. Vegetação, que afeta a incidência solar. C Massas de que provocam precipitações. D Correntes marítimas, que atuam na troca de calor. E Continentalidade, que influencia na amplitude da temperatura. CIÊNCIAS HUMANAS . 31</p><p>AULA 04 Hidrosfera A água é um dos componentes mais importan- Ciclo hidrológico tes do planeta Terra. É o líquido vital e, sem sua in- gestão, animais, vegetais e seres humanos padecem 4 Nuvens em poucos dias. Vale destacar que o corpo humano possui 70% de água em sua composição. Precipitação Transpiração Para a agricultura, em particular, a água é im- Evaporação neve gelo prescindível, como também para a continuidade das florestas ainda existentes. Além disso, esse elemen- to é fundamental na transformação da superfície do planeta; rios, lagos, geleiras e oceanos erodem rochas, Oceanos, lagos e rios depositam sedimentos e, assim, as moldam ao longo do tempo geológico. de De toda a água da superfície, apenas 2,5% não é salgada e cerca de 69,8% desse percentual encontra-se se indisponível, por em geleiras. Acrescenta-se que a maior parte da água doce restante superficial (30,2%) A água é um recurso renovável está em reservatórios subterrâneos. Pode-se dizer, e, sem a interferência humana, portanto, que de toda água doce líquida (que potencial- infinito. No entanto, atividades mente serviria para consumo), 89,8% é subterrânea e como desmatamento, queima- apenas 1,2% é superficial. das e desperdícios, influenciam diretamente o ciclo da água, tornando-a um recurso cada DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO MUNDO vez mais escasso em determinadas regiões. 69,8% 0,3% Calotas polares CRISE DA ÁGUA Águas Rios e lagos 29% CONSUMO DE ÁGUA NO MUNDO Outros 6000 0,9% 5000 4000 3000 Água doce 2000 97.5% Água salgado 1000 0 Disponível em: ana.gov.br. Acesso em: 21 ago. 2019. 1900 1950 2000 2025 DE PESSOAS VIVEM CICLO HIDROLÓGICO 1.1 SEM FÁCIL ACESSO A água circula na hidrosfera através do labirinto À ÁGUA de caminhos, constituindo o ciclo hidrológico que pos- Disponível em: unesdoc.unesco.org. Acesso em: 21 ago. 2019. sui as seguintes fases: con- densação, precipitação, infiltração e escoamento. Com As fontes de água doce, vitais para os seres hu- isso, a quantidade de água contida no planeta é a mes- manos, são justamente as que mais recebem poluentes. ma e apenas migra de um reservatório a outro ao longo Muitos lugares do planeta, como cidades e zonas agrí- de muitos anos. colas, correm sério risco de ficar sem água. 32 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>PEGADA HÍDRICA D baixo desenvolvimento econômico dos países. A pegada hídrica está associada ao consumo de o crescente número de habitantes nas cidades. água de forma direta (hidratação, higienização) e indire- ta (mercadorias e serviços) que toda pessoa faz ao longo QUESTÃO 2 (INÉDITA) de sua O gráfico abaixo expõe a quantidade de água gasta na produção de mercadorias (água virtual). Com o crescimento das cidades e aumento da demanda por água, tanto em ambiente urbano quanto os A ÁGUA QUE VOCÊ NÃO VÊ problemas envolvendo a manutenção da qualidade e da Você consome sem perceber. Veja quanto de necessario para produzir do seu cotidiano quantidade das águas superficiais e subterrâneas ten- CERVEJA LEITE DE dem a se agravar. Nesse contexto, é importante lem- 1L IKE bran que tudo que afeta as águas subterrâneas pode também afetar as águas superficiais, já que estas pos- 132.5 suem uma forte relação. 2500 5280 3700 Ministério do Meio Secretaria de Recursos dricos e Ambiente Águas Disponível em: www. 17100 ana.gov.br. Acesso em: 30 jan. 2019. No Brasil, os problemas mais comuns das águas subter- râneas estão relacionados à/aos Infográfico: Planeta Sustentável/ABRIL Fonte: Sabesp A superexploração e poluição. A pegada hídrica varia de acordo com o nível de impermeabilização do solo e conservação. desenvolvimento do país e o poder aquisitivo das pes- poluição e uso sustentável. soas. Indivíduos mais ricos possuem pegada hídrica maior se comparados aos mais pobres. D reutilização e superexploração. poços e filtragem vertical. QUESTÕES QUESTÃO 3 (INÉDITA) QUESTÃO 1 (INÉDITA) O crescimento da população mundial é acompanha- do por um correspondente aumento de demanda por água. Em muitas regiões do planeta, o consumo per ca- pita também cresce em ritmo acelerado devido à me- DIA lhoria do padrão de vida. Em 1900, cerca de 13% da po- MUNDIAL pulação mundial vivia nas cidades, em 2010, segundo a DA AGUA esse número ultrapassou a marca de Esse aumento da população urbana se reflete num substan- cial acréscimo de consumo de água. O Dia Mundial da Água (22 de março) foi criado pela E: J.C. Geografia geral e do Brasil: espaço Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, geográfico e globalização. ed. São Paulo: Scipione, 2012. porém, num contexto de desigualdade Um dos fatores ligado ao aumento no consumo de água é A há certa homogeneidade no uso e distribuição da água. A o aumento da população da zona rural. os mais ricos consomem menos água e o mais po- a ineficiência de políticas públicas. bres consomem mais. a desregulamentação do ligado à distribuição a população mais favorecida economicamente tem de água. mais acesso à água. CIÊNCIAS HUMANAS . 33</p><p>D as pessoas das camadas sociais mais baixas têm a qualidade da água disponível apenas no subsolo maior consumo desse recurso terrestre. E todos os países desenvolvidos não possuem acesso D apenas a disponibilidade de água superficial exis- à água de qualidade e em abundância. tente nos rios e lagos. E o regime de chuvas, mas não a quantidade de água disponível no Planeta. QUESTÃO 4 (INÉDITA) As pessoas utilizam muita água para beber, e la- QUESTÃO 6 (INÉDITA) var, mas ainda mais para a produção de alimentos, papel, roupas de algodão, etc. A Pegada Hídrica é um indicador Privilegiado por possuir 20% da água doce encontrada do uso da água que analisa seu uso de forma direta e indi- no planeta, embora grande parte das reservas esteja na reta, tanto do consumidor quanto do produtor. A Pegada Bacia Amazônica, o Brasil terá desafios crescentes para Hídrica de um indivíduo, comunidade ou empresa é de- abastecer sua população. A água se transforma pouco a finida como o volume total de água doce que é utilizado pouco em um bem escasso. As empresas são obrigadas para produzir os bens e serviços consumidos pelo indiví- a captá-la em locais cada vez mais distantes dos centros duo, comunidade ou produzidos pelas empresas. consumidores, o que aumenta a necessidade de inves- Disponível em: www.pegadahidrica.org/?page=files/home timentos e exige a criação de uma nova realidade tari- Acesso em: 17 abr. 2018 fária para o segmento. Os países, de acordo com o grau de desenvolvimento, Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 02 ago. 2018. possui maior ou menor pegada hídrica, pois As soluções para enfrentar a crise hídrica, dentre ou- as condições socioeconômicas dos países estão as- tras coisas, dependem sociadas ao baixo consumo. A de choque de gestão nas concessionárias e mobili- o nível de desenvolvimento reflete em con- zação social. sumo e maior preservação ambiental. da estagnação do planejamento hídrico e melhora- países mais desenvolvidos têm pessoas com alto po- mento no consumo. aquisitivo e conscientes sobre a gestão da água. da conscientização do consumo da água e do au- D residentes dos países desenvolvidos possuem maior mento da pegada consumo de água (direta e indireta) se comparados aos moradores das nações subdesenvolvidas. D da adoção de novas tecnologias e redução de per- das nas redes de distribuição. E a responsabilidade sobre a gestão dos recursos E do planejamento integrado nas regiões metropo- hídricos está sobre as nações mais desenvolvidas, litanas e melhores tecnologias para o desenvolvi- tendo em vista que esses países são os maiores po- mento luidores da água. QUESTÃO 5 (ENEM) QUESTÃO 7 (ENEM) A falta de água doce no planeta será, possivelmente, um Precipitações (mm) 90 dos mais graves problemas deste século. Prevê-se que, Vazão em áreas urbanizadas 80 nos próximos vinte anos, a quantidade de água doce dis- 70 ponível para cada habitante será drasticamente reduzida. 60 50 Vazão em áreas não urbanizadas Por meio de seus diferentes usos e consumos, as ativi- 40 dades humanas interferem no ciclo da água, alterando 30 20 a quantidade total, mas não a qualidade da água 10 disponível no planeta. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 a qualidade da água e sua quantidade disponível Tempo (h) para o consumo das populações Disponível em: www.biologiasur.org. Acesso em: 4 jul. 2015 (adaptado). 34 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>A dinâmica hidrológica expressa no gráfico demonstra que o processo de urbanização promove a B redução do volume dos rios. laterização. expansão do lençol freático. D compactação. diminuição do índice de chuvas. E sedimentação. D retração do nível dos reservatórios. E ampliação do escoamento superficial. QUESTÃO 10 (ENEM) QUESTÃO 8 (ENEM) % DE CHUVA TIPOLOGIA DA ÁREA Retida no Escoada O uso da água aumenta de acordo com as necessida- local des da população no mundo. Porém, diferentemente do que se possa imaginar, o aumento do consumo de água Bacias Naturais/florestas 80 a 100 superou em duas vezes o crescimento populacional du- rante o século XX. Bacias com ocupação 40 a 60 40 a 60 TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: agrícola/cultivos Cia. Editora 2009. Bacias com ocupação Uma estratégia socioespacial que pode contribuir 40 a 50 50 a 60 residencial para a lógica de uso da água apresentada no texto é a Bacias com ocupação 0a 10 90 a 100 urbana pesada A ampliação de sistemas de reutilização hídrica. T. P. Introdução à hidrografia. expansão da irrigação por aspersão das lavouras. São Paulo: Cengage Learning, 2012 (adaptado). intensificação do controle do desmatamento de A leitura dos dados revela que as áreas com maior co- florestas. bertura vegetal têm o potencial de intensificar pro- D adoção de técnicas tradicionais de produção. cesso de E criação de incentivos fiscais para o cultivo de pro- A erosão laminar. dutos orgânicos. B intemperismo físico. enchentes nas cidades. QUESTÃO 9 (ENEM) D compactação do solo. Os dois principais rios que alimentavam o Mar de Aral, recarga dos aquíferos. Amurdarya e Sydarya, mantiveram o nível e o volume do mar por muitos séculos. Entretanto, o projeto de estabelecer e expandir a produção de algodão irriga- do aumentou a dependência de várias repúblicas da Ásia central da irrigação e monocultura. O aumento da demanda resultou no desvio crescente de água para a irrigação, acarretando redução drástica do volume de tributários do Mar de Aral. Foi criado na Ásia central um novo deserto, com mais de 5 milhões de hectares, como resultado da redução em volume. J. G. Água no século XXI: enfrentando a escassez. São Carlos: Rima, 2003. A intensa interferência humana na região descrita provocou o surgimento de uma área desértica em de- corrência da CIÊNCIAS HUMANAS . 35</p><p>AULA Geologia, pedologia e 05 geomorfologia GEOLOGIA LITOSFERA A Geologia é uma ciência essencialmente his- A litosfera é formada principalmente por rochas, tórica que busca reconstituir fenômenos terminados como arenito, granito, mármore, calcário e argila. As há milhares, milhões ou até bilhões de anos. Ela é res- rochas são formadas por um ou mais minerais solidifi- ponsável pelo estudo da origem, formação e contínuas cados; por exemplo, o granito é composto por três mi- transformações da Terra, bem como dos materiais or- nerais: quartzo, mica e feldspato. gânicos e inorgânicos que a constituem. Por meio Em relação à origem, as rochas se classificam em: estudamos o interior do nosso planeta. Magmáticas ou ígneas: resultam da consolidação Essa ciência divide a história da Terra em eras do material proveniente do manto em estado de fu- geológicas, que correspondem a grandes intervalos de são. Podem ser subdivididas em intrusivas (forma- tempo divididos em períodos, os quais, por sua vez, são ção interna) e extrusivas (formação externa). subdivididos em épocas e idades. As subdivisões marcam importantes alterações ocorridas na evolução do nosso Sedimentares: resultam de deposição, compacta- planeta, conforme mostrado na tabela geológica a seguir. ção e cimentação de sedimentos rochosos ou orgâ- nicos, que sempre ocorrem em camadas. Escala geocronológica ou escala do tempo geológico Metamórficas: resultam da transformação (meta- em condições de pressão e tempera- Era Período Acontecimentos tura elevadas, de rochas preexistentes no interior Quaternário Evolução dos seres humanos da Terra. Diversificação dos Terciário Primeiros primatas 50 PEDOLOGIA Extinção em massa (incluindo os 100 Cretácico dinossauros) O solo é formado, em um processo contínuo, pela Primeiras plantas com flor desagregação e decomposição das Quando 150 Primeiras aves Jurássico expostas à atmosfera, as rochas sofrem ação direta do Domínio dos dinossauros 200 calor do Sol e da água da chuva, entre outros fatores, Primeiros mamíferos que modificam seus aspectos físicos e a composição Triásico Primeiros dinossauros 250 química dos minerais que as Dessa forma, de Extinção em massa é importante ressaltar que as rochas sofrem a ação de Pérmico Divrersificação dos répteis 300 intemperismo físico, químico e biológico. Primeiros répteis 350 Fetos com sementes ÁRVORES Devónico Primeiros animais terrestres (anfíbios) 400 ARBUSTOS Silúrico Primeiras plantas terrestres LIQUENS 450 Diversificação da vida Ordovícico Primeiros vertebrados (peixes) 500 SOLO Primeiros seres vivos com concha e Câmbrico SOLO esqueleto externo 550 600 ROCHA ROCHA ROCHA Pré-Câmbrico Primeiros seres vivos 650 SOLO PRIMITIVO SOLO JOVEM SOLO MADURO Disponível em: Acesso em: 13 out. 2019 (adaptada). 36 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>solo que resulta de intemperismo químico e AGENTES DO RELEVO físico das rochas e da adição de matéria orgânica em sua superfície se organiza em camadas com caracte- As diversas formas da superfície terrestre são rísticas diferentes, denominadas horizontes. Ao pro- resultado da ação de forças ou agentes, sendo eles cesso que origina os solos e seus horizontes dá-se o endógenos, que se relacionam às transformações da nome de pedogênese. litosfera através de processos internos (como o tec- Os horizontes A e B são os mais importan- tonismo e vulcanismo), e exógenos, que modificam a tes para a agricultura, dada a sua fertilidade: quanto litosfera através de processos externos, por meio de maior a disponibilidade equilibrada de certos elemen- erosão (pluvial, fluvial, marinha, eólica e glacial) e in- tos químicos, como o potássio, o nitrogênio, o sódio, temperismo (químico, físico e biológico). o ferro e o magnésio, maior sua fertilidade e seu po- Os agentes endógenos e exógenos atuam de tencial de produtividade agrícola. horizonte C apre- forma simultânea: ao mesmo tempo que os agentes senta material inconsolidado e de rocha alterada, já a endógenos provocam, por exemplo, a elevação de Rocha Mãe se refere à rocha inalterada. determinadas áreas e o rebaixamento de outras, os exógenos são responsáveis pela erosão nas áreas elevadas e pelo acúmulo de sedimentos nas áreas rebaixadas. o se A Os agentes exógenos (exter- B nos) correspondem ao con- junto de processos erosivos relacionados ao meio ambiente principalmente ao clima. C No entanto, a ação antrópica pode desenca- dear ou a ROCHA MÃE A imagem a seguir apresenta um desastre natural chamado de deslizamento de terra. Esse fenômeno foi ocasionado por fatores naturais e GEOMORFOLOGIA As formas de relevo, os processos que lhes dão origem e sua evolução/transformação ao longo do tempo são estudados pela Geomorfologia. É impor- tante destacar que o relevo é dinâmico e o modelado da crosta possui contínua transformação. Essas mu- danças podem ser muito lentas e quase sempre o sen- tido humano é incapaz de captá-las. relevo do nosso planeta é dividido em: con- tinental (planície, planalto, montanha e depressão) e submarino (plataforma continental, talude continen- tal, região pelágica e abissal). Montanha Plataforma Depressão continental Planalto relativa Depressão absoluta Talude continental abissal do CIÊNCIAS HUMANAS 37</p><p>a aração. o terraceamento. QUESTÕES o pousio. D a drenagem. E o desmatamento. QUESTÃO 1 (ENEM) QUESTÃO 3 (INÉDITA) As rochas são desagregadas e decompostas e os ma- teriais resultantes de sua ação, tais como seixos, cas- As variações de temperatura ao longo dos dias e calhos, areias, siltes e argilas, são carregados e depois noites e ao longo das diferentes estações do ano depositados e, também, substâncias dissolvidas na causam expansão e contração térmica nos materiais água podem precipitar. Em virtude de sua atuação, rochosos, levando à fragmentação das rochas e dos quaisquer rochas, independentemente de suas carac- grãos de minerais. terísticas, podem ficar destacadas no relevo. W. Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: H. R. et al. (Org.). Rio Grande do Sul: aspectos da geogra- Companhia Editora Nacional, 2009. fia. Porto Alegre: Martins 1997 (adaptado). As rochas e minerais ao longo do tempo são desgasta- O texto refere-se à modelagem do relevo pelos proces- das pelas ações do vento, água e sol. Essas ações asso- SOS naturais de ciam-se ao(s) magmatismo e fusão. A fatores exógenos. vulcanismo e erupção. desgastes internos. intemperismo e erosão. fatores endógenos. D tectonismo e subducção. D processos edificantes. E metamorfismo e recristalização. E intemperismo químico. QUESTÃO 2 (ENEM) QUESTÃO 4 (ENEM) Um dos principais objetivos de se continuidade às A presunção de que a superfície das chapadas e chapa- pesquisas em erosão dos solos é o de procurar resol- dões representa uma velha peneplanície é corroborada ver os problemas oriundos desse processo, que, em pelo fato de que ela é coberta por acumulações superfi- última análise, geram uma série de impactos ambien- ciais, tais como massas de areia, camadas de cascalhos tais. Além disso, para a adoção de técnicas de conser- e seixos e pela ocorrência generalizada de concreções vação dos solos, é preciso conhecer como a água exe- ferruginosas que formam uma crosta laterítica, deno- cuta seu trabalho de remoção, transporte e deposição minada "canga". de sedimentos. A erosão causa, quase sempre, uma L. Disponível em: biblioteca.ibge.gov.br. série de problemas ambientais, em nível local ou até Acesso em: 8 jul. 2015 (adaptado). mesmo em grandes áreas. Qual tipo climático favorece o processo de alteração do GUERRA, A. J. T. Processos erosivos nas encostas. In: A. solo descrito no texto? S. B. Geomorfologia: uma atualização de bases e concei- tos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007 (adaptado). A Árido, com déficit hídrico. A preservação do solo, principalmente em áreas de en- Subtropical, com baixas temperaturas. costas, pode ser uma solução para evitar catástrofes em função da intensidade de fluxo A prática hu- C Temperado, com invernos frios e secos. mana que segue no caminho contrário a essa solução é D Tropical, com sazonalidade das chuvas. Equatorial, com pluviosidade abudante. 38</p><p>QUESTÃO 5 (ENEM) D intervenção antrópica. ação de cursos de água. Texto I Quando um exército atravessa montanhas, florestas, QUESTÃO 7 (ENEM) zonas de precipícios, ou marcha ao longo de desfiladei- ros, alagadicos ou pântanos, ou qualquer outro terre- no onde a deslocação é árdua, está em terreno difícil. A destruição, o transporte e a deposição de pequenos O terreno onde é apertado e a sua saída é tortuosa e fragmentos rochosos dependem da direção e intensi- onde uma pequena força inimiga pode atacar a minha, dade com que este agente atua na superfície terres- embora maior, é cercado. tre, sobretudo em regiões áridas e com TZU, S. A arte da guerra. São Paulo: Martin Claret, 2001 pouca presença de vegetação. É nesse ambiente que Texto se verifica o constante trabalho de formação, destrui- ção e reconstrução de elevações de areia que rece- O objetivo principal era encontrar e matar Osama Bin bem o nome de dunas. Laden. Onde ele se esconde? Não podemos esquecer LEINZ, V.: AMARAL, S. E. Geologia geral. São Paulo: a dificuldade de ocupação do país, que possui um rele- Cia. Editora Nacional, 1995 (adaptado). montanhoso, cheio de cavernas, onde fica fácil, para quem está acostumado com esse relevo, esconder-se. A modelagem do relevo apresentado relaciona-se ao processo de erosão decorrente da ação M. G.: M. S. Ásia: uma visão política econômica do continente. Rio de Janeiro: E-Papers, 2009 (adaptado). A glacial. As situações apresentadas atestam a importância da B fluvial. relação entre a topografia e o(a) eólica. construção de vias terrestres. D pluvial. preservação do meio ambiente. marinha. unidades de conservação. D intimidação contínua da população local. QUESTÃO 8 (ENEM) E domínio cognitivo da configuração. Os desequilíbrios que se registram nas encostas ocor- rem, na maioria das vezes, em função da participação QUESTÃO 6 (ENEM) do clima e de alguns aspectos das características das encostas que incluem a topografia, geologia, grau de intemperismo, solo e tipo de ocupação. S. GUERRA A. J.T. Degradação ambiental. In: CUNHA S. (Org.). Geomorfologia e meio ambiente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. Os desequilíbrios resultantes da atuação humana junto às vertentes íngremes do relevo são fortemente liga- dos ao(à) M. A. (org). Terra: feições ilustradas. aumento da atividade industrial. Porto Alegre: UFRGS, 2008. B crescimento populacional urbano desordenado. As características morfológicas do terreno estão re- desconcentração das atividades comerciais e dos presentadas no bloco diagrama, que mostra uma região serviços. acometida por processos erosivos decorrentes da D instalação de equipamentos urbanos na periferia da cidade. resistência geológica. instabilidade do terreno. construção de projetos habitacionais voltados à população de baixa renda. profundidade do solo. CIÊNCIAS HUMANAS . 39</p><p>A magmáticas, pois a ação de vulcões causou as maio- QUESTÃO 9 (ENEM) res extinções desses animais já conhecidas ao lon- go da história terrestre. Tundra Estepe Savana Savana Floresta tropical Zona de Deserto sedimentares, pois os restos podem ter sido soter- 50 podzolozação semideserto rados e litificados com o restante dos sedimentos. 1.500 magmáticas, pois são as rochas mais facilmente erodidas, possibilitando a formação de tocas que 300 foram posteriormente lacradas. D sedimentares, já que cada uma das camadas en- contradas na figura simboliza um evento de erosão Rocha inalterada Rocha pouco dessa área representada. alterada E metamórficas, pois os animais representados pre- Zona da alitização Zona da Zona da monossialitização cisavam estar perto de locais quentes. e gráfico relaciona diversas variáveis ao processo de QUESTÃO 11 (INÉDITA) formação do solo. A interpretação dos dados mostra que a água é um dos importantes fatores de pedogêne- As plataformas ou crátons correspondem aos terrenos se, pois nas áreas mais antigos e arrasados por muitas fases de erosão. de clima temperado ocorrem alta pluviosidade e Apresentam uma grande complexidade litológica, pre- grande profundidade de solos. valecendo as rochas metamórficas muito antigas (Pré- -Cambriano Médio e Inferior). Também ocorrem rochas tropicais ocorre menor pluviosidade, o que se rela- ciona com a menor profundidade das rochas intrusivas antigas e resíduos de rochas sedimentares. teradas. São três as áreas de plataforma de crátons no Brasil: a das Guianas, a Sul-Amazônica e a do São Francisco. de latitudes em torno de 30° ocorrem as maiores Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1998. profundidades de solo, visto que há maion umidade. D tropicais a profundidade do solo é menor, o que As regiões cratônicas das Guianas e a Sul-Amazônica evidencia menor intemperismo químico da água têm como arcabouço geológico vastas extensões de es- sobre as cudos ricos em que a ação de menor latitude ocorrem as maiores precipita- de empresas nacionais e estrangeiras do setor de mine- E ções, assim como a profundidade dos solos. ração e destacam-se pela sua história geológica por: A apresentarem áreas de intrusões graníticas, ri- QUESTÃO 10 (ENEM) cas em jazidas minerais (ferro, manganês). corresponderem ao principal evento geológico do Cenozoico no território brasileiro apresentarem áreas arrasadas pela erosão, que originaram a maior planície do país D possuírem em sua extensão terrenos cristalinos ricos em reservas de petróleo e gás natural. E serem esculpidas pela ação do intemperismo CO, decorrente da variação de temperatura. W. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo: Companhia Editora 2009 (adaptado). esquema mostra depósitos em que aparecem fósseis de animais do Período Jurássico. As rochas em que se encontram esses fósseis são 40 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>AULA Movimentos tectônicos ERTA 06 e abalos sísmicos MOVIMENTOS TECTÔNICOS ilhas da Indonésia é exemplo de interação convergente entre duas placas oceânicas. O interior mais profundo da Terra é inacessível às observações diretas feitas pelo ser Não é TRANSFORMANTE OU CONSERVATIVO possível acessar as partes mais profundas em razão das As placas deslizam lateralmente uma em relação limitações tecnológicas diante de altas pressões e tem- à outra. São as regiões em que podem ocorrer os ter- peraturas. A perfuração de sondagem mais profunda remotos mais destrutivos. A falha de San Andreas é um feita até hoje, na Rússia, atingiu apenas 12 km, uma fra- exemplo de limite conservativo. ção insignificante se comparada ao raio médio da Terra, que é de aproximadamente 6.300 km. Movimentos tectônicos Em 1906, por meio da sismologia, o geólogo ir- landês Richard D. Oldham publicou um artigo sobre a possibilidade de se conhecer a constituição do interior terrestre por meio de ondas elásticas geradas por aba- los sísmicos. A partir de tais estudos, possuímos uma compreensão mais aprofundada do interior do nosso Limite transformante Limite divergente Limite convergente planeta. A imagem a seguir expõe as camadas do inte- Assim, nos limites dos movimentos tectônicos se rior da Terra e reflete esse avanço científico. encontra a mais intensa atividade geológica do planeta, Estrutura interna da Terra com desdobramento na formação de cadeias montanho- intensos terremotos e tsunamis para os movimen- Crosta tos convergente e transformativo, além de formação do assoalho oceânico e da cadeia mesoatlântica para mo- Manto vimento divergente. Esses movimentos tectônicos ocor- rem devido à astenosfera (camada magmática do manto) e às correntes convectivas do manto. Núcleo interno ABALOS SÍSMICOS Estão ligados à liberação de tensão entre as pla- A Terra está em contínuas mudanças e tais modificações cas tectônicas. Quando essa liberação reflete no conti- podem ser internas (endógenas) e externas (exógenas). nente, há terremotos: quando no oceano, tsunamis. Em relação às mudanças internas, os movimentos tectô- nicos são os mais relevantes, apresentando divisões. Epicentro DIVERGENTE Ocorre quando as placas se afastam uma da ou- tra, e o espaço entre elas é preenchido por novo mate- rial proveniente do magma. É encontrada nas dorsais oceânicas, entre as placas sul-americana e africana, por exemplo. CONVERGENTE As placas se chocam e há uma região onde a placa mais densa mergulha por baixo da outra, de menor den- sidade, conhecida como zona de subducção. O arco de CIÊNCIAS HUMANAS 41</p><p>se Epicentro é a parte da super- QUESTÕES fície terrestre em que se re- gistra a maior intensidade do terremoto. Sua ocorrência se dá acima do hipocentro (foco), local interno da Terra, onde aconte- QUESTÃO 1 (INÉDITA) ce o abalo Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9 na escala Richter, junto com tsunami, abalou o nor- TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL deste do Japão. Foram quase 20 mil mortes e mais de 300 mil desabrigados. Mesmo com a falha na previsão, Em 1912, o geólogo alemão Alfred Wegner for- o sistema de alerta foi muito Um minuto antes mulou a hipótese da deriva continental, baseando-se do forte atingir Tóquio, os moradores recebe- em algumas evidências fósseis e semelhanças entre as ram um aviso de alerta em seus celulares. Por causa do estruturas de relevo. aviso precoce, os trens de alta velocidade pararam e as Para ele, todos os continentes poderiam ten es- linhas de montagem das fábricas interromperam seus tado juntos, no passado, como em um enorme quebra- serviços. Esse alerta precoce fez com que as pessoas se -cabeça, formando um único supercontinente, que ele prevenissem, impedindo muitas mortes. chamou de Pangeia, do latim pan, "todo", e gea, "terra". Disponível em: Posteriormente, a Pangeia teria se fragmentado, e-terremoto-de-2011. Acesso em: 25 ago. dando origem aos continentes e oceanos que conhecemos hoje. Atualmente, devido aos avanços sabemos COMO FUNCIONA o SISTEMA DE ALERTA DE TSUNAMIS que esse processo de fragmentação e deslocamento, que continua ativo, iniciou-se há cerca de 230 milhões de anos, informações da quando os dinossauros começaram o seu "reino". As alerta Deriva dos continentes 225 de e 135 milhões de anos oceano 65 milhões de anos Hoje Levando em consideração os desastres naturais ligados aos terremotos e tsunamis, um importante fator antró- pico associado à menor intensidade desses fenômenos naturais seria A a baixa infraestrutura dos países próximos as áreas o desenvolvimento tecnológico ligado à prevenção de desastres naturais. o índice de desenvolvimento humano; países com melhores índices sofrem D propostas políticas que promovam a preservação ambiental. E a educação ambiental, com reflexos em maior per- cepção a desastres naturais. 42 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>Há três tipos distintos de limites entre as placas litos- QUESTÃO 2 (INÉDITA) féricas, são eles A teoria da Tectônica Global revolucionou as Geociên- divergente, separativo e conservativo. cias do mesmo modo que a Seleção Natural modificou as Biociências, e as teorias da Relatividade e da Gravi- convergente, divergente e ascensão. dade Universal mudaram os conceitos da Física. A teo- transformante, divergente e convergente. ria da Tectônica Global surgiu a partir D transformante, conservativo e divergente. do encaixe entre duas costas continentais. E ascensão, convergente e transformante. B das migrações dos primeiros humanos. da seleção natural dos seres vivos. QUESTÃO 5 (ENEM) D do vulcanismo encontrado na América e Ásia. De repente, sente-se uma vibração que aumenta rapi- E das movimentações tectônicas no interior da Terra. damente; lustres balançam, objetos se movem sozinhos e somos invadidos pela estranha sensação de medo do QUESTÃO 3 (INÉDITA) imprevisto. Segundos parecem horas, poucos minutos são uma eternidade. Estamos sentindo os efeitos de um terremoto, um tipo de abalo A crosta da Terra é caracterizada por dois tipos que apresentam espessuras muito diferentes entre si, ge- ASSAD. L. Os (não tão) movimentos da ComCiência: Revista Eletrônica de Jornalismo n. 117, abr. ralmente entre 25 e 50 km para mais grossa e entre 5 2010. Disponível em: comciencia.br. Acesso em: 02 mar. 2012. e 10 km para a mais fina. A crosta mais grossa é mais espessa debaixo das cordilheiras nos continentes, che- fenômeno físico descrito no texto afeta intensamente as gando a quase 100 km debaixo do Himalaia e do pla- populações que ocupam espaços próximos às áreas de tô do Tibet. Mas essas dimensões são ínfimas quando comparadas às dimensões do planeta. A acúmulo de depósitos sedimentares. TEIXEIRA, W. Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: B desgaste da erosão superficial. Companhia Editora Nacional, atuação do intemperismo químico. Com isso, a crosta terrestre pode ser dividida em D formação de aquíferos profundos. atlântica e asiática. alívio da tensão geológica. continental e oceânica. meso-oceânica e terrestre. QUESTÃO 6 (ENEM) D asiática e europeia. E endógena e exógena. O terremoto de 8,8 na escala que atingiu a costa oeste do Chile, em fevereiro, provocou mudan- ças significativas no mapa da região. Segundo uma QUESTÃO 4 (INÉDITA) análise preliminar, toda cidade de Concepción se deslocou pelo menos três metros para oeste. Buenos Aires moveu-se cerca de 2.5 centímetros para oeste, É nos limites entre placas que se encontra a mais in- enquanto Santiago, mais próximo do local do evento, tensa atividade geológica do planeta vulcões ativos, deslocou-se quase 30 centímetros para oeste-su- falhas e abalos sísmicos frequentes, soerguimento de doeste. As cidades de Valparaíso, no Chile, e Men- cadeias montanhosas e formação e destruição de pla- doza, na Argentina, também tiveram suas posições cas e crosta. alteradas significativamente (13,4 centímetros e 8,8 respectivamente). Revista InfoGNSS, ano 6. n. 31, 2010. No texto, destaca-se um tipo de evento geológico fre- quente em determinadas partes da superfície terres- Disponível em: ufrr.br/lapa. Acesso em: 25 ago. 2019. tre. Esses eventos estão concentrados em CIÊNCIAS HUMANAS 43</p><p>A áreas onde o material magmático se eleva, formando cordilheiras. faixas costeiras, onde o assoalho oceânico recebe sedimentos, provocando tsunamis. C estreitas faixas de intensidade no conta- to das placas próximas a dobramen- tos modernos. D escudos onde as rochas são submetidas aos processos de intemperismo, com alterações bruscas de temperatura. áreas de bacias sedimentares antigas, localizadas no centro das placas tectônicas, em regiões conhe- A partir da análise da imagem, o aparecimento da Dor- cidas como pontos quentes. sal Mesoatlântica está associada ao (à) QUESTÃO 7 (ENEM) A separação da Pangeia a partir do período deslocamento de fraturas no período Um dos fatores que movimentam as placas tectônicas afastamento da Europa no período Jurássico. é o calor interno da terra. O transporte de calor no in- D formação do Atlântico Sul no período terior da Terra ocorre principalmente por convecção. A convecção, nesse caso. relaciona-se ao processo de constituição de orogêneses no período movimento de massa, ou seja, quando há variação de pressão e volume na parte interna do nosso planeta. QUESTÃO 9 (INÉDITA) Dentre outros fatores as placas tectônicas se movi- mentam pela(o) Na segunda década do século o astrônomo e me- teorologista alemão Alfred publicou a obra A A ciclo rochosos. origem dos Continentes e Oceanos. A partir de estudos B corrente hidrológica. e investigações científicas, percebeu que plantas e res- correntes convectivas. quícios paleontológicos de fósseis tinham distribuição extremamente semelhante ao longo das costas D estagnação convectiva. neas da América do Sul e da E desenvolvimento QUESTÃO 8 (ENEM) 250 de anos 200 milhões de anos 135 milhões de anos - 2 65 milhões de anos ATUALMENTE Diante disso, como ficou conhecida a teoria proposta por Alfred Wegener? A Teoria dos Movimentos Oceânicos. B Teoria Heliocêntrica. Teoria da D Teoria da Deriva Teoria Geocêntrica. 44 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>AULA 07 Vegetação mundial Os tipos de vegetação são o elemento mais evi- Estepe: ocorre em áreas de planície que possuem dente na classificação dos ecossistemas e biomas do clima frio, como nas zonas temperadas norte e sul. nosso planeta. Os fatores abióticos por exemplo, Nessas regiões, predomina a vegetação elementos climáticos, tipos de solo e hidrografia são do tipo herbácea. determinantes para o tipo de vegetação de uma área. Mediterrânea ou chaparral: desenvolve-se em re- A vegetação mundial passou por grandes pro- giões de clima mediterrâneo, que apresentam ve- cessos de destruição ao longo dos anos devido às rões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. implicações do sistema capitalista. Isso ocasionou em É encontrada em pequenas porções da uma séria preocupação ambiental, tendo em vista que (Estados Unidos, onde é conhecida como Chapar- a preservação de áreas verdes é extremamente im- ral), do Chile, da África do Sul e da Austrália. portante para a qualidade da atmosfera, dos recursos hídricos e dos solos. Vegetação de altitude: distribui-se em áreas mon- Os ecossistemas reúnem diferentes comunida- tanhosas de clima frio, como na Cordilheira dos des ecológicas, tais como as existentes em lagos, en- Andes e do Himalaia. Nesses locais, é possível en- costas de montanha, floresta etc. Os biomas são for- contrar musgos, liquens e mados por um conjunto de ecossistemas associados Pradarias: compostas basicamente de e abrangem grandes extensões. Entre os principais são encontradas principalmente em regiões de biomas terrestres, destacam-se a floresta tropical, a clima temperado continental. Desenvolvem-se na savana, o deserto, a vegetação mediterrânea (Chapar- Rússia e Ásia Central, nas Grandes Planícies ameri- ral), as pradarias, a floresta temperada, a floresta de canas, nos Pampas argentinos, no Uruguai e no Sul conífera e a tundra. do Brasil. PRINCIPAIS BIOMAS Floresta temperada: formação florestal de caduci- As áreas recobertas por florestas no planeta vão fólias, típica dos climas temperados e subtropicais, é encontrada em latitudes médias e sob maior influên- varian de acordo com os condicionantes ambientais, cia da maritimidade. Atualmente, subsiste na Ásia, principalmente os climáticos. na América do Norte e em pequenas extensões da Floresta tropical: nas regiões tropicais quentes e América do Sul e da Oceania. úmidas, encontramos florestas que se desenvolvem em decorrência de elevados índices pluviométricos. Floresta de conífera ou taiga: é uma formação bas- São formações higrófilas e latifoliadas, extremamen- tante homogênea, na qual predominam coníferas te heterogêneas, que se localizam em baixas latitu- do tipo pinheiro. As coníferas são espécies adap- des na América, na África e na Ásia. tadas à ocorrência de neve no inverno, aciculifolia- das e com árvores em forma de cone, o que facilita Savana ou cerrado: em regiões onde o índice de chu- o deslizamento da neve por suas copas. Sua maior vas é elevado, porém concentrado em poucos meses abrangência é na Rússia, onde cobre mais da meta- do ano, pode desenvolver-se a savana, formação de do território. vegetal complexa que apresenta estratos arbustivos e herbáceos. As savanas são encontradas Tundra: vegetação rasteira, de ciclo vegetativo ex- em grandes extensões da África, na América do Sul tremamente curto. Por encontrar-se em regiões (no Brasil, corresponde ao domínio dos cerrados) e subpolares, desenvolve-se apenas durante os três em menores porções na Austrália e na Índia. meses de verão, nos locais onde ocorre o degelo. As espécies mais típicas são os musgos, nas baixadas Deserto: suas espécies vegetais estão adaptadas à úmidas, e os liquens, nas porções mais elevadas do escassez de água em regiões de índice pluviométrico terreno, onde o solo é mais seco, aparecendo rara- inferior a 250 mm anuais. Apresenta espécies vege- mente pequenos arbustos. tais xerófilas, destacando-se as cactáceas. CIÊNCIAS HUMANAS 45</p><p>GLOSSÁRIO à Floresta Temperada. D à Floresta Equatorial. Halófitas: plantas adaptadas à salinidade. Higrófilas: plantas perenes adaptadas à muita à Floresta Boreal. umidade. Xerófilas: plantas adaptadas à QUESTÃO 2 (INÉDITA) Tropófilas: plantas adaptadas à variação de umi- dade, por meio da estação seca e chuvosa. Nas regiões tropicais quentes e úmidas, encontra- Latifoliadas: plantas de folhas largas que permi- mos florestas que se desenvolvem graças aos eleva- tem intensa transpiração. dos índices pluviométricos. São formações higrófilas Aciculifoliadas: plantas que possuem folhas em forma de agulhas. e extremamente heterogêneas, que se Caducifólias: plantas que perdem as folhas em localizam em baixas latitudes na América, na África épocas muito frias ou secas do e na Ásia. Perenifólias: plantas que não perdem suas folhas. No litoral brasileiro esse tipo de vegetação está com menos de 9% de área remanescente, sendo que 80% dessa área está em propriedade privada. Qual tipo de vegetação mais se enquadra nesse contexto? Oceano A Tundra. Cerrado. Oceano Floresta Tropical. D Floresta Temperada. E Floresta de Conífera. Oceano QUESTÃO 3 (INÉDITA) AREA POLAR FLORESTA TEMPERADA TAIGA FLORESTA TROPICAL DESERTO TUNDRA VEGETAÇÃO MEDITERRANEA No mundo há climas secos, úmidos, alternadamen- VEGETAÇÃO DE ALTITUDE te úmidos e secos e ao longo do ano, que interagem com climas quentes, frios, alternadamente quentes e frios etc. Esses diferentes climas refletem-se na cobertura vegetal, definindo a altura das plantas, QUESTÕES a forma das folhas, a espessura dos a fisio- nomia geral da vegetação, e servem de base para a classificação dos vegetais. Com isso, como são chamadas as plantas adaptadas à QUESTÃO 1 (INÉDITA) aridez? Nas montanhas da China, do Japão, do Sudeste dos A Esclerófilas. Estados Unidos e de algumas áreas da América do Sul, Aciculifoliadas. ocorre este tipo de vegetação. Nele as são bem Latifoliadas. distribuídas durante todo o ano, alcançando 1.500 mm anuais em média, mas as temperaturas são mais baixas D do que na zona tropical. E Caducifólias. FURKAN S.A. Geoecologia: o clima, os solos e a In: Jurandyn (org.): Geografia do São Paulo: 2008 (adaptado). QUESTÃO 4 (ENEM) A paisagem vegetal descrita no texto corresponde As mudanças climáticas e da vegetação ocorridas nos A ao Cerrado. trópicos da América do Sul têm sido bem documenta- à Caatinga. das por diversos autores, existindo um grande acúmulo de evidências geológicas ou paleoclimatológicas que 46 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>evidenciam essas mudanças ocorridas durante o Qua- B a proibição da pesca e da caça, que tanto ameaçam ternário nessa região. Essas mudanças resultaram em a restrição da distribuição das florestas pluviais, com o aumento das pastagens na área da planície, para expansões concomitantes de habitats não florestais que a cobertura vegetal, composta de durante períodos áridos (glaciais), seguido da expansão evite a erosão do solo. das florestas pluviais e restrição das áreas não flores- D o controle do desmatamento e da erosão, princi- tais durante períodos úmidos (interglaciais). palmente nas nascentes dos rios responsáveis pelo Disponível em: zoo.bio.ufpr.br. Acesso em: 10 mai. 2009. nível das águas durante o período de cheias. Durante os períodos glaciais, E a construção de barragens, para que nível das águas dos rios seja mantido, sobretudo na estia- as áreas não florestais ficam restritas a refúgios gem, sem prejudicar os ecossistemas. ecológicos devido à baixa adaptabilidade de espé- cies não florestais a ambientes grande parte da diversidade de espécies vegetais QUESTÃO 6 (ENEM) é reduzida, uma vez que necessitam de condições semelhantes a dos períodos interglaciais. a vegetação comum ao cerrado deve ter se limitado Uma pesquisa realizada por Carolina Levis, especia- a uma pequena região do centro do Brasil, da qual lista em ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas se expandiu até atingir a atual distribuição. da Amazônia, e publicada na revista Science, demons- tra que as espécies vegetais domesticadas pelas ci- D plantas com adaptações ao clima árido, como o de- senvolvimento de estruturas que reduzem a perda de vilizações pré-colombianas são as mais dominantes. água, devem maior área de distribuição. "A domesticação de plantas na floresta começou há mais de 8 000 anos. Primeiro eram selecionadas as E florestas tropicais como a amazônica apresentam plantas com características que poderiam ser úteis ao distribuição geográfica mais ampla, uma vez que homem e em um segundo momento era feita a propa- são densas e diminuem a ação da radiação solar so- bre o solo e reduzem os efeitos da aridez. gação dessas espécies. Começaram a cultivá-las em pátios e jardins, por meio de um processo quase in- tuitivo de seleção". QUESTÃO 5 (ENEM) OLIVEIRA, J. Indigenas foram os primeiros a alterar o ecossistema da Amazônia. Disponível em: Acesso em: 11 dez. 2017 (adaptado). As áreas do planalto do Cerrado como a chapada dos Guimarães, a serra de e a serra dos Parecis, O texto apresenta um novo olhar sobre a configuração no Mato Grosso, com altitudes que variam de 400 m da Floresta Amazônica por romper com a ideia de a 800 m são importantes para a planície pantaneira mato-grossense (com altitude média inferior a 200 primazia de saberes locais. m), no que se refere à manutenção do nível de água, ausência de ação antrópica. sobretudo durante a estiagem. Nas cheias, a inunda- ção ocorre em função da alta pluviosidade nas cabe- insuficiência de recursos naturais. ceiras dos rios, do afloramento de lençóis freáticos e D necessidade de manejo ambiental. da baixa declividade do relevo, entre outros fatores. E predominância de práticas agropecuárias. Durante a estiagem, a grande biodiversidade é asse- gurada pelas águas da calha dos principais rios, cujo volume tem diminuído, principalmente nas cabeceiras. QUESTÃO 7 (INÉDITA) Cabeceiras ameaçadas. Ciência Hoje, Rio de Janeiro: jun. 2008 (adaptado). Os incêndios ou queimadas de florestas, que conso- mem uma quantidade incalculável de biomassa todos A medida mais eficaz a ser tomada, visando à conserva- os anos, são provocados devido ao desenvolvimento ção da planície pantaneira e à preservação de sua grande de atividades agropecuárias, muitas vezes, em grandes biodiversidade, é a conscientização da sociedade e a or- projetos que recebem incentivos governamentais. Po- ganização de movimentos sociais que exijam dem também ser resultado de práticas criminosas ou a criação de parques ecológicos na área do panta- ainda de acidentes, inclusive naturais. nal mato-grossense. CIÊNCIAS HUMANAS 47</p><p>A devastação das florestas deve-se, principalmente Considerando as diferenças entre extrativismo vegetal e silvicultura, a variação das curvas do gráfico foi in- A à extração de madeira e silvicultura. fluenciada pela tendência de à instalação de projetos agropecuários. A conservação do bioma nativo. a incêndios naturais e capeamento. B estagnação do setor primário. D a técnicas de cultivo utilização de madeira de reflorestamento. E ao reflorestamento predatório. D redução da produção de móveis. retração da indústria alimentícia. QUESTÃO 8 (ENEM) Então, a travessia das veredas sertanejas é mais exaustiva QUESTÃO 10 (ENEM) que a de uma estepe nua. Nesta, ao menos, o viajante tem o desafogo de um horizonte largo e a perspectiva das pla- Ao destruir uma paisagem de árvores de troncos retor- nuras francas. Ao passo que a outra o afoga; abrevia-lhe o cidos, folhas e arbustos ásperos sobre os solos ácidos, olhar; agride-o e enlaça-o na trama espines- não raro laterizados ou tomados pelas formas bizarras cente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, dos cupinzeiros, essa modernização lineariza e aparen- com o espinho, com os gravetos estalados em lanças, e temente não permite que se questione a pretensão mo- desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no as- dernista de que a forma deve seguir a função. pecto árvore sem folhas, de galhos estorcidos HAESBAERT.R. "Gaúchos" e no "novo" Nordeste: entre a e secos, revoltos, entrecruzados, apontando rijamente no globalização econômica e a reinvenção das identidades In: espaço ou estirando-se flexuosos pelo solo, lembrando I.E: GOMES.P.C.: Brasil: questões atuais da reorganização do território. Rio de Janeiro: Bertrand 2008. um imenso, de tortura, da flora agonizante... Os elementos da paisagem descritos no texto corres- O processo descrito ocorre em um área biogeográfica pondem a aspectos biogeográficos presentes na com predomínio de vegetação A composição de vegetação xerófila. A tropófila e clima tropical. formação de florestas latifoliadas. xerófila e clima semiárido. C transição para mata de grande porte. C hidrófila e clima equatorial. D adaptação à elevada salinidade. D aciculifoliada e clima subtropical. E homogeneização da cobertura perenifólia. E semidecídua e clima tropical úmido. QUESTÃO 9 (ENEM) Participação percentual do extrativismo vegetal e da silvicultura no valor da produção primária florestal - Brasil - 1996-2014 90.0 70.0 20.0 10.0 9661 2003 2004 2007 Silvicultura Extrativismo vegetal IBGE. Produção da extração vegetal e da silvicultura. Rio de Janeiro: 2014 (adaptado). 48 CIÊNCIAS HUMANAS</p><p>AULA 08 Problemática ambiental A problemática ambiental intensificou-se duran- governos, os quais passaram a elaborar leis de pro- te a Revolução Industrial, no século XVIII, que gerou a teção ambiental e a incluir o estudo da ecologia nos produção maquinofaturada com utilização de máqui- meios educacionais. nas causando sérios danos ambientais devido à cres- As principais conferências ambientais foram: cente necessidade de matéria-prima. Estocolmo 1972: estabeleceu em sua declaração fi- No último século, o desenvolvimento tecnológico nal que a população mundial e as futuras gerações acarretou um crescimento sem precedentes de produ- devem ter o direito à vida em um ambiente sadio e ção e a formação de uma sociedade fortemente esti- não degradado. mulada ao consumo, que passou a exercer papel funda- mental nas relações sociais. Nesse contexto, vivemos Rio-92: resultou em metas e compromissos, como a em uma sociedade que valoriza o indivíduo pelos bens Agenda 21, a Convenção da Biodiversidade, a Con- que possui, caracterizada pela desigualdade, criando venção do Clima e a Declaração de Princípios sobre uma concepção de desenvolvimento econômico asso- Florestas. ciada à capacidade de produzir e consumir. Rio+10: traçou objetivos relacionados ao aumento Além disso, ressalta-se que mais da metade da po- do uso de fontes renováveis de energia, a recupera- pulação mundial habita em áreas urbanas. A cidade é a ção de estoques pesqueiros e a preservação da bio- expressão mais acabada da alteração do espaço natu- diversidade. ral. Nas megacidades, os problemas ambientais mani- festam-se com mais gravidade e atingem diretamente Rio+20: o documento final, intitulado futuro que a população em seu dia a dia. São exemplos a poluição queremos, reafirmou compromissos e princípios das atmosférica, as enchentes, a escassez hídrica, a ocupa- cúpulas anteriores, introduzindo outros, mas não ção das áreas de mananciais, a falta de saneamento bá- definiu meios e metas para a implantação. sico, o acúmulo de lixo e a destruição das áreas verdes. O conceito de desenvolvimento sustentável foi Esses problemas intensificam-se nas cidades de países apresentado pela primeira vez em 1987, com a divulga- ção do Relatório de Brudtland. Assim, é importante que é relativa- mente recente a formação de uma consciência ambien- se tal sobre a gravidade desses problemas e a necessidade de se buscar soluções que envolvam toda a sociedade Para a proposta de desenvol- visando o bem-estar de todos. vimento sustentável tornar-se é preciso promover mudanças de CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL hábitos de consumo e reduzir as diferen- ças sociais. O conceito de consumo susten- Os primeiros estudos ecológicos de caráter cien- tável, lançado pela ONU em 1995, é uma tífico começaram a ser feitos a partir da segunda me- tentativa de viabilizar essas mudanças. tade do século XVIII. No entanto, somente depois da Segunda Guerra Mundial, a gravidade dos problemas ambientais passou a ser considerada e debatida com maior intensidade, e as análises assumiram cunho De acordo com Itamaraty, os Objetivos do científico com a realização de estudos acadêmicos por Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram estabe- pesquisadores e cientistas de diversas disciplinas e em lecidos em 2015 por meio da Cúpula das Nações praticamente todos os países do mundo. Unidas para o desenvolvimento sustentável. O pro- A partir da década de 1960, surgiram institui- cesso de elaboração desses objetivos teve início em ções e movimentos ecológicos com fins variados, 2013 e tais objetivos deverão orientar as políticas mas tendo em comum a defesa da vida. Esses esfor- nacionais e as atividades de cooperação internacio- geraram mudanças na postura de empresas e de nal nos próximos 15 anos. CIÊNCIAS HUMANAS . 49</p><p>Objetivos do Desenvolvimento Sustentável nacionais e nas instâncias nacionais, a referência à ZERO POBREZA 2 TURA 3 E 4 EDUCAÇÃO DE sustentabilidade como princípio orientador de ações BEMESTAR QUALIDADE 5 GENERO SUSTENTAVEL e propostas que deles emanam.</p>