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<p>Prof. Marcus Lima</p><p>marcuslima01@yahoo.com.be</p><p>Universidade Federal Rural da Amazônia – Ufra</p><p>Campus Capitão Poço – PA</p><p>Disciplina: Ambiência e Construções Rurais</p><p>Tópico: Telhado</p><p>O telhado é a parte superior das construções, destinado a proteger uma edificação da ação de intempéries e, ainda, atuar como um regulador térmico dos ambientes.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Sua estrutura deve ser capaz de suportar o peso próprio de seus componentes, do revestimento, de materiais de isolamento, de cargas de ventos e dos demais elementos que estejam fixados.</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>AS FORMAS SIMPLES</p><p>São aquelas de 1, 2 ou mais águas.</p><p>As coberturas são constituídas por uma ou mais superfícies, chamadas de "água". Desta forma os telhados podem ser classificados de acordo com o número de água.</p><p>4</p><p>DIAGRAMAÇÃO DE COBERTURA</p><p>Telhado de uma água</p><p>Telhado de duas águas</p><p>DIAGRAMAÇÃO DE COBERTURA</p><p>Telhado de três águas</p><p>DIAGRAMAÇÃO DE COBERTURA</p><p>Telhado de quatro águas</p><p>DIAGRAMAÇÃO DE COBERTURA</p><p>AS FORMAS COMPOSTAS</p><p>São variações de telhados de múltiplas águas</p><p>Lanternin - muito usado em instalações para animais, possibilita melhor e mais rápida renovação do ar, melhorando assim o sistema de ventilação.</p><p>AS FORMAS ESPECIAS:</p><p>L/20</p><p>Mansarda - telhados muito comuns na América do Norte, permitindo aproveitar o vão do telhado como depósito de feno, habitação, etc.</p><p>AS FORMAS ESPECIAS:</p><p>Shed - coberturas de fábricas de grande porte permitindo melhor iluminação natural e ventilação.</p><p>AS FORMAS ESPECIAS:</p><p>DIAGRAMANDO COBERTURAS MAIS COMPLEXAS</p><p>DIAGRAMA DE COBERTURAS</p><p>PARTES QUE COMPÕE O TELHADO</p><p>Processo de diagramação de um telhado usando espigões e rincões</p><p>1 - Projeção do beiral e divisão do diagrama em retângulos;</p><p>2 - Desenhar os espigões com linhas de 45°;</p><p>Obs.1 - Dividir o desenho em retângulos, sempre com predominância do retângulo de maior vão transversal.</p><p>3 - Marcação dos rincões com linhas de 45°;</p><p>4 - Traçar a linha correspondente a cumieira;</p><p>Obs.2 - As concordância das linhas são traçadas a partir das bissetrizes dos ângulos dos espigões ou dos rincões;</p><p>Obs.3 - A cumieira sempre encontra com outra cumieira ou com um espigão/rincão, sendo que nesse último caso, a cumieira muda de direção;</p><p>5 - Indicar o sentido de queda de águas pluviais;</p><p>6 - Verificação e acabamento final do diagrama de cobertura</p><p>A COBERTURA SE SUBDIVIDE EM TRÊS PARTES PRINCIPAIS</p><p>1 - uma parte resistente (estrutural), que pode ser uma laje de concreto armado, uma estrutura de madeira, uma estrutura metálica (aço ou alumínio) ou uma estrutura pré-moldada de concreto;</p><p>2 - Elementos de vedação ou revestimento que podem ser constituídos pelos mais diversos tipos de telhas (cerâmicas, de cimento-amianto, de argamassa de cimento, de alumínio, de aço galvanizado, de vidro, de madeira, de pedra, palha, etc.);</p><p>3 - Elementos de proteção que possibilitam a obtenção de adequado isolamento térmico e acústico.</p><p>A estrutura dos telhados tem como funções principais a sustentação e fixação das telhas e a transmissão dos esforços solicitantes para os elementos estruturais, garantindo assim a estabilidade do telhado.</p><p>1 - ESTRUTURA DO TELHADO</p><p>ESTRUTURA DE APOIO</p><p>Constituída geralmente por tesouras, oitões, pontaletes ou vigas, tendo a função de receber e distribuir adequadamente as cargas verticais ao restante do edifício.</p><p>Os PONTALETES podem ser feitos em madeira ou alvenaria.</p><p>Os PONTALETES podem ser feitos em madeira ou alvenaria.</p><p>Comercialmente, as telhas cerâmicas podem ser classificadas em telhas curvas ou planas, sendo que cada uma possui diferentes formatos.</p><p>2 – Elementos de vedação</p><p>A NBR 15310 apresenta uma classificação para as telhas cerâmicas, de acordo com o número de peças que compõem a telha e da forma de encaixe.</p><p>Telha Colonial</p><p>São do tipo capa e canal. Como o próprio nome diz, são compostas por duas peças: o canal, cujo papel é conduzir água e a capa que faz a cobertura entre dois canais (BORGES, 2009).</p><p>EXEMPLOS DE TELHAS CURVAS</p><p>Telha paulista</p><p>De acordo com a Revista Construção e Mercado (2003), a telha paulista é derivada da telha colonial e se caracteriza por apresentar a capa com largura ligeiramente inferior ao canal.</p><p>EXEMPLOS DE TELHAS CURVAS</p><p>Telha Portuguesa</p><p>A telha portuguesa deriva das telhas coloniais, possuindo os segmentos correspondentes à capa e canal em uma única peça.</p><p>EXEMPLOS DE TELHAS CURVAS</p><p>Telha Americana</p><p>Foi criada a partir da telha portuguesa e a vantagem de ter um rendimento maior por m² de telhado quando comparada com a telha que lhe deu origem.</p><p>EXEMPLOS DE TELHAS CURVAS</p><p>Telha Francesa</p><p>Também chamada de telha Marselha, possui encaixes laterais, nas extremidades e agarradeiras para fixação às ripas da estrutura do telhado. A resistência mínima para este tipo de telha é de 70 kg, ou seja,</p><p>EXEMPLOS DE TELHAS PLANAS</p><p>Telha Tipo Plan</p><p>É uma variação entre a telha colonial e a paulista, com o diferencial de possuir arestas retas.</p><p>EXEMPLOS DE TELHAS PLANAS</p><p>Telha Romana</p><p>A Telha Romana surgiu a partir da telha plan, sendo composta de uma peça única. Devido a seus encaixes no sentido longitudinal e transversal, possui boa vedação e estabilidade sobre o ripamento.</p><p>EXEMPLOS DE TELHAS PLANAS</p><p>Principais características das telhas cerâmicas</p><p>mais comuns no Brasil</p><p>INCLINAÇÃO DOS TELHADOS:</p><p>200 mm para uma inclinação de 10 a 15 %</p><p>140 mm para uma inclinação de 15 % ou mais</p><p>Dimensões</p><p>Recobrimento lateral</p><p>Recobrimento longitudinal</p><p>Características técnicas</p><p>TELHAS ONDULADAS</p><p>TELHAS ONDULADAS</p><p>TELHAS ONDULADAS</p><p>ARMAÇÃO SECUNDÁRIA</p><p>Compreende uma trama de peças que apoiam-se sobre tesouras, a fim de receber a cobertura e transmitir a carga desta às tesouras. A armadura compõe-se de terças, caibros e ripas.</p><p>Terças</p><p>Terças + Caibros</p><p>Terças + Caibros + Ripas</p><p>Para telhas de dimensões maiores, tais como as telhas metálicas, plásticas e de fibrocimento, é possível eliminar os caibros e ripas.</p><p>A TESOURA é uma viga em treliça plana vertical, composta por barras dispostas em forma de rede de triângulos, tornando o sistema estrutural indeslocável.</p><p>Dimensionamento de tesouras:</p><p>engradamento para coberturas de barro</p><p>Dimensionamento de tesouras:</p><p>engradamento para coberturas leves de cimento-amianto</p><p>DISTÂNCIA ENTRE AS PEÇAS</p><p>A distância entre as peças que compõem o engradamento do telhado dependerá das dimensões das peças imediatamente acima daquelas anteriormente consideras.</p><p>Ou seja, a distância entre tesouras dependerá das dimensões das terças, que por sua vez dependerá das dimensões dos caibros.</p><p>DISTÂNCIA ENTRE TESOURAS.</p><p>Ex:</p><p>terças de 6 x 12 cm: espaço entre tesouras 2,5 m</p><p>terças de 6 x 16 cm: espaço entre tesouras 2,5 a 4,0 m</p><p>DISTÂNCIA ENTRE TERÇAS.</p><p>A distância entre terças varia em função das dimensões dos caibros</p><p>- caibro de 4 x 6 cm: distância entre terças 1 a 2 metros</p><p>- caibro de 5 x 6 cm: distância entre terças 2 a 3 metros</p><p>Terça mais alta: Cumieira</p><p>Terça mais baixa: Frechal</p><p>EMENDAS DE TERÇAS</p><p>A distância entre caibros varia em função das dimensões das telhas. Entretanto, geralmente adota-se 50 cm.</p><p>Emenda dos caibros</p><p>DISTÂNCIA ENTRE CAIBROS.</p><p>No caso de se usar telhas de fibrocimento ou cimento-amianto pode-se suprimir os caibros e ripas.</p><p>- Telhas de 6 mm: distância máxima entre terças de 1,69 m;</p><p>- Telhas de 8 mm: distância máxima entre terças de 1,99 m.</p><p>DISTÂNCIA ENTRE CAIBROS.</p><p>As ripas constituem a</p><p>última parte da trama. São pregadas transversalmente aos caibros e, portanto, paralelamente às terças (vigas).</p><p>- O espaçamento entre duas ripas depende das dimensões das telhas utilizadas ou de sua galga.</p><p>Note que no fim do beiral deve ter duas ripas para manter a uniformidade do declive das telhas</p><p>O ripamento deve começar a 3 cm da cumeeira</p><p>Galga</p><p>DISTÂNCIA ENTRE RIPAS.</p><p>Exemplo 1:</p><p>Dimensionar a cobertura de um galpão de duas águas com os seguintes dados:</p><p>Pé direito 3,5 m</p><p>Telhas de barro tipo colonial, 27% de inclinação, galga de 0,40 cm e 26 un/m2 (tabela);</p><p>Material da construção madeira;</p><p>caibros: 4 x 6 cm</p><p>terças: 6 x 16 cm</p><p>comprimento da construção: 15 m</p><p>vão de 10 m</p><p>beiral de 0,5 m</p><p>Telha cerâmica 26%</p><p>Resolução:</p><p>Passo 1:</p><p>Número de tesouras:</p><p>considerando terças de 6 x 16 cm, então a distância entre tesouras poderá ser de 2,5 a 4,0 m. Adotando 3 m, tem-se:</p><p>De acordo com o tipo de tesoura determina-se a quantidade de madeira por tesouras.</p><p>Passo 3:</p><p>Determinar a altura do pendural (h) de acordo com a inclinação da telha. Considerando telha colonial com 26 % de inclinação temos:</p><p>h = ?</p><p>α = 26%</p><p>1,30 m</p><p>Passo 4:</p><p>Determinar a distância inclinada “BC” a ser coberto:</p><p># Teorema de Pitágoras: a2 = b2 + c2</p><p>Logo:</p><p>BC2 = 1,302 + 52</p><p>DC = √26,69</p><p>DC = 5,17 m</p><p>1,3 m</p><p>α = 26%</p><p>B</p><p>A</p><p>C</p><p>BC = ?</p><p>10 m</p><p>5,17 m</p><p>Obs:</p><p>5 é metade do comprimento do vão</p><p>5 m</p><p>Passo 5:</p><p>Distância entre terças:</p><p>Para caibros de 4 x 6 cm a distância entre terças poderá ser de 1 a 2 m (considerando 1,8 m), tem-se:</p><p>N° terças = ((Dist_inc / esp_terç)</p><p>N° terças = 5,17 / 1,80 m = 2,87 ≈ 3</p><p>N° total de terças = (3 x 2) + 1 = 7</p><p>5, 17 m</p><p>1,72 m</p><p>OBS: Acerto da distância entre terças = 5,17 / 3 terças = 1,72 m</p>