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<p>Sistema nervoso autônomo</p><p>O sistema nervoso autônomo, também conhecido como sistema nervoso visceral. É responsável pelas atividades consideradas</p><p>autônomas, ou seja, atividades consideradas involuntárias como:</p><p>• Controle da frequência cardíaca;</p><p>• Controle da respiração;</p><p>• Controle da secreção glandular entre outras atividades.</p><p>A maior parte dos neurônios autonômicos tem origem no tronco encefálico, mais precisamente no bulbo e na ponte, por onde partem</p><p>através de nervos até gânglios para fazerem sinapses com outros neurônios, os quais encaminham seus prolongamentos até os</p><p>diferentes tecidos e órgãos.</p><p>Os neurônios autonômicos podem ser organizados em dois sistemas que trabalham em situações distintas, são eles:</p><p>• Sistema nervoso simpático (toracolombar): conjunto dos neurônios que modulam as atividades dos diferentes órgãos e</p><p>tecidos mediante as situações de estresse;</p><p>• Sistema nervoso parassimpático (craniossacral): conjunto dos neurônios que modulam as atividades dos diferentes órgãos</p><p>e tecidos mediante as situações de repouso e digestão (funções de manutenção e conserva a energia corporal).</p><p>As vias autonômicas apresentam dois neurônios eferentes (via de resposta/efetores) em série e esses neurônios são conhecidos como:</p><p>• Neurônios pré-ganglionares: neurônios cujos corpos celulares estão</p><p>presentes no sistema nervoso central e seus axônios se projetam para um</p><p>gânglio autonômico localizado no sistema nervoso periférico;</p><p>• Neurônios pós-ganglionares: neurônios cujos corpos celulares estão</p><p>presentes em gânglios autonômicos no sistema nervoso periférico e os axônios</p><p>estão presentes em nervos do sistema nervoso periférico.</p><p>OBS: corpos de neurônios na periferia é tido como gânglio, enquanto no central</p><p>corresponde a núcleo</p><p>• Ambos neurônios fazem sinapses nos gânglios autonômicos (pré-ganglionar -> gânglio -> pós ganglionar).</p><p>OBS: um único neurônio pré-ganglionar faz sinapse com 8-9 neurônios pós-ganglionares em média</p><p>Ademais, vale ressaltar que as cadeias de gânglios simpáticos e parassimpáticos assumem posições anatômicas diferentes no corpo</p><p>humano e as principais diferenças são:</p><p>• Subdivisão simpática: as vias simpáticas tem origem na medula espinhal, nas regiões torácica e lombar. Já os gânglios</p><p>simpáticos estão posicionados em duas cadeias organizadas em ambos os coluna vertebral (longe dos órgãos), além de</p><p>gânglios adicionais ao longo da aorta descendente; (neurônio pré ganglionar curto, enquanto o pós é longo);</p><p>• Subdivisão parassimpática: as vias parassimpáticas tem origem no tronco encefálico, por este motivo os axônios desses</p><p>deixam o SNC por meio dos pares de nervos cranianos. Algumas vias parassimpáticas possuem origem na região sacral da</p><p>medula espinhal, estes neurônios controlam as atividades dos órgãos pélvicos. Os gânglios parassimpáticos normalmente</p><p>estão localizados próximos aos tecidos alvos. (neurônio pré ganglionar longo, enquanto o pós é curto).</p><p>OBS: O nervo craniano mais importante para o tráfego das fibras parassimpáticas é nervo vago (nervo craniano X). Nele estão presentes</p><p>as fibras parassimpáticas que levam sinais do encéfalo para os órgãos, e também axônios de neurônios sensoriais (levam as</p><p>informações dos órgãos para o encéfalo).</p><p>Os neurotransmissores utilizados pelo sistema nervoso autônomo durante o processo de sinapse são:</p><p>• Acetilcolina;</p><p>• Noradrenalina.</p><p>Os neurotransmissores liberados por cada um destes neurônios e a quais receptores estas moléculas se unem são:</p><p>• Neurônio pré-ganglionar simpático: libera acetilcolina que se liga a receptores colinérgicos nicotínicos presentes nas</p><p>células pós-ganglionares simpáticas;</p><p>• Neurônio pós-ganglionar simpático: libera noradrenalina que se liga a receptores adrenérgicos presentes nas células alvo;</p><p>• Neurônio pré-ganglionar parassimpático: libera acetilcolina que se liga a receptores colinérgicos nicotínicos situados nas</p><p>células pós-ganglionares parassimpáticas;</p><p>• Neurônio pós-ganglionar parassimpático: libera acetilcolina que se liga a receptores colinérgicos muscarínicos presentes</p><p>nas células do tecido alvo.</p><p>Apesar da neurotransmissão autonômica seguir esse padrão, há exceções. Os neurônios simpáticos que inervam as glândulas</p><p>sudoríferas, onde secretarão acetilcolina e não noradrenalina; neste caso os neurônios recebem o nome de neurônios simpáticos</p><p>colinérgicos.</p><p>Além disso, há um pequeno grupo de neurônios autonômicos que não secretam acetilcolina e muito menos noradrenalina, os quais</p><p>são denominados neurônios não adrenérgicos não colinérgicos e eles geralmente usam como neurotransmissores, moléculas</p><p>químicas como: substância P, somatostatina, peptídeo intestinal vasoativo, adenosina, óxido nítrico, ATP. Estes neurônios podem</p><p>pertencer tanto ao sistema nervoso simpático quanto ao sistema nervoso parassimpático, dependendo do local por onde as fibras pré-</p><p>ganglionares deixam a medula espinhal.</p><p>NEUROTRANSMISSORES AUTONÔMICOS:</p><p>• São sintetizados nas varicosidades do axônio por intermédio de enzimas citoplasmáticas. Uma vez sintetizados, são</p><p>armazenados em vesículas sinápticas e liberados por exocitose quando o potencial de ação alcança o terminal nervoso;</p><p>• Quando são liberados na sinapse, eles se espalham pelo líquido intersticial até alcançarem o receptor da célula alvo. As</p><p>respostas estão diretamente relacionadas com a quantidade de neurotransmissores liberados em uma sinapse, ou seja,</p><p>quanto maior for a liberação de neurotransmissores maior e mais duradoura será a resposta;</p><p>• Uma vez liberados, a concentração dos neurotransmissores é regulada graças à degradação ou remoção deles.</p><p>• A estimulação dos receptores pelos neurotransmissores não é permanente e termina assim que a proteína deixa de ser ativada</p><p>por eles. O processo de ativação pode ser interrompido se o neurotransmissor for difundido para longe da sinapse, se for</p><p>metabolizado por enzimas presentes no líquido extracelular ou se ele for recaptado pelo neurônio pré-sináptico e reutilizado</p><p>em outras oportunidades.</p><p>• Exemplo: a noradrenalina quando recaptada, pode ser armazenada em vesículas ou ser degradada por ação de uma enzima</p><p>específica conhecida como monoaminoxidase, enzima que degrada catecolaminas.</p><p>A comunicação entre o neurônio pós-ganglionar e a célula alvo forma uma sinapse conhecida como junção neuroefetora.</p><p>Os neurônios pós-ganglionares possuem terminações nervosas com áreas elevadas em forma de bulbos que são chamadas de</p><p>varicosidades, as quais possuem vesículas de neurotransmissores. Quando os neurônios pós-ganglionares alcançam as células do</p><p>tecido alvo, suas terminações se ramificam para aumentar a área de contanto, alcançando mais células. Entretanto, as células do</p><p>tecido alvo não possuem receptores em toda a extensão da membrana de contato e, por conta disso os neurotransmissores são</p><p>liberados no líquido intersticial e se difundem alcançando as regiões da membrana que possuem receptores. Esta disposição dos</p><p>receptores na célula alvo resulta em uma comunicação um tanto quanto indireta, diferente da que ocorre na junção neuromuscular.</p><p>Porém, essa liberação difusa permite que o neurônio pós-ganglionar module uma região extensa do tecido alvo.</p><p>CONTROLE ANTAGONISTA</p><p>• Os sistemas simpático e parassimpático trabalham como balança, ou seja, quando as atividades moduladas por um estão</p><p>em alta às atividades moduladas por outro estão em baixa e vice versa. Esta modulação em balança visa adequar às funções</p><p>orgânicas aos diferentes estímulos que o indivíduo é submetido;</p><p>• Portanto, pode-se concluir que os sistemas simpático e parassimpático trabalham por antagonismo, ou seja, enquanto um</p><p>excita um órgão ou tecido, o outro inibe e diminui suas atividades. Grande parte dos órgãos são modulados por esse tipo de</p><p>controle (como o coração por exemplo, onde sua frequência e força de contração podem aumentar ou diminuir), porém há</p><p>exceções;</p><p>• Há órgãos que são modulados apenas por sistema, como é o caso das glândulas sudoríparas</p><p>específicas. Quando as informações sensoriais</p><p>alcançam as áreas terciárias elas podem ser processadas e encaminhadas para o sistema límbico por meio de conexões que alcançam</p><p>o hipocampo. Uma vez presentes neste sistema estas informações podem desencadear emoções específicas ou ficarem</p><p>armazenadas como memórias que podem ser evocadas sempre que o indivíduo for exposto ao mesmo estímulo sensorial.</p><p>Por meio destas conexões o sistema límbico participa dos mecanismos efetuadores responsáveis por desencadear o componente</p><p>periférico e expressivo das emoções além de controlar a atividade do sistema nervoso autônomo. Este controle ocorre porque o</p><p>sistema límbico mantém intensa conexão com o hipotálamo e com núcleos específicos do tronco encefálico, sendo o hipotálamo</p><p>conhecido como o braço executivo do sistema límbico.</p><p>Sistema nervoso entérico</p><p>O trato gastrointestinal (TGI) tem um sistema nervoso</p><p>próprio, denominado sistema nervoso entérico, localizado</p><p>inteiramente na parede gastrointestinal, começando no esôfago e</p><p>se estendendo até o ânus. O qual é bastante desenvolvido, tendo</p><p>grande importância controle dos movimentos (motilidade),</p><p>secreção gastrointestinal e crescimento do trato digestório. Além</p><p>disso, permite que o TGI funcione de forma autônoma, sem</p><p>depender do sistema nervoso central, evitando um gasto</p><p>excessivo de energia; porém esses ainda podem atuar (nervo vago</p><p>que realiza essa integração).</p><p>O sistema entérico também recebe influência de</p><p>estímulos que regulam seu funcionamento, devido a presença de</p><p>neurônios aferentes (sensitivos) com estímulos de</p><p>quimiorreceptores e mecanorreceptores. Estímulos locais pelo qual o sistema entérico é sensibilizado: distensão, presença de</p><p>alimento, osmolaridade e acidez.</p><p>Sua constituição basicamente é formada por dois plexos: (1) o plexo externo, disposto entre as camadas musculares</p><p>longitudinal e circular, denominado plexo mioentérico (controla a musculatura do TGI); e o (2) plexo interno, denominado plexo</p><p>submucoso, localizado na submucosa (controle da secreção gastrointestinal e o fluxo sanguíneo local).</p><p>PLEXO MIOENTÉRICO E PLEXO SUBMUCOSO</p><p>OBS: túnica mucosa (epitélio, lâmina própria, lâmina muscular da mucosa) -> submucosa (plexo submucoso) -> túnica muscular</p><p>(musculo liso com camada circular e camada longitudinal, plexo mioentérico) -> túnica serosa (esôfago não possui).</p><p>Plexo mioentérico:</p><p>• Estende-se por toda a extensão da parede intestinal localizada entre as camadas longitudinal e circular do músculo liso</p><p>intestinal;</p><p>• Participa, no controle da atividade muscular por todo o intestino;</p><p>• Quando esse plexo é estimulado, seus principais efeitos são (1) aumento da contração tônica, ou “tônus”, da parede intestinal;</p><p>(2) aumento da intensidade das contrações rítmicas; (3) ligeiro aumento no ritmo da contração; e (4) aumento na velocidade</p><p>de condução das ondas excitatórias, ao longo da parede do intestino, causando o movimento mais rápido das ondas</p><p>peristálticas intestinais;</p><p>• Não deve ser considerado apenas excitatório, uma vez que há também neurônios são inibitórios; nos quais os terminais de</p><p>suas fibras secretam transmissor inibitório, que resultam em inibição dos músculos de alguns dos esfíncteres intestinais, que</p><p>impedem a movimentação do alimento pelos segmentos sucessivos do trato gastrointestinal, como o esfíncter pilórico, que</p><p>controla o esvaziamento do estômago para o duodeno, e o esfíncter da valva ileocecal que controla o esvaziamento do</p><p>intestino delgado para o ceco.</p><p>Plexo submucoso:</p><p>• Inerva as células na camada epitelial, bem como o músculo liso da muscular da mucosa;</p><p>• Envolvido com a função de controle na parede interna de cada diminuto segmento do intestino. Muitos sinais sensoriais se</p><p>originam do epitélio gastrointestinal e são integrados no plexo submucoso, para ajudar a controlar a secreção intestinal local</p><p>(endócrina e exócrina), a absorção local e a contração local do músculo submucoso, que causa graus variados de dobramento</p><p>da mucosa gastrointestinal.</p><p>NEUROTRANSMISSORES SECRETADOS POR NEURÔNIOS ENTÉRICOS</p><p>Dentre as substâncias produzidas por esses, temos: acetilcolina, norepinefrina, trifosfato de adenosina, serotonina,</p><p>dopamina, colecistocinina, substância P, polipeptídeo intestinal vasoativo, somatostatina, leuencefalina, metencefalina e bombesina.</p><p>Muitas dessas substâncias ainda são um mistério em relação a sua atuação; porém vale destacar a ação da acetilcolina que excita a</p><p>atividade gastrointestinal, a norepinefrina e a epinefrina (a qual chega pela corrente sanguínea através da secreção pela medula</p><p>adrenal), inibem a atividade gastrointestinal.</p><p>CONTROLE AUTÔNOMO DO TRATO GASTROINTESTINAL</p><p>Estimulação Parassimpática</p><p>• As fibras nervosas parassimpáticas do nervo vago são responsáveis pela inervação do esôfago, estômago, pâncreas,</p><p>intestinos (onde estão menos presentes), até a primeira metade do intestino grosso. O parassimpático sacral é responsável</p><p>pelo intestino grosso até o ânus (com maior presença em comparação ao intestino).</p><p>• Os neurônios pós-ganglionares do sistema parassimpático gastrointestinal estão localizados nos plexos mioentérico e</p><p>submucoso. A estimulação desses nervos parassimpáticos causa o aumento geral da atividade de todo o sistema nervoso</p><p>entérico, o que intensifica a atividade da maioria das funções gastrointestinais.</p><p>• Promoção do peristaltismo e relaxamento dos esfíncteres, permitindo assim a rápida propulsão dos conteúdos pelo TGI. Esse</p><p>efeito propulsivo é associado a aumentos simultâneos na intensidade da secreção por muitas das glândulas gastrointestinais.</p><p>Estimulação simpática</p><p>• Inibe a atividade do trato gastrointestinal.</p><p>• As fibras simpáticas do trato gastrointestinal (segmentos T-5 e L-2) inervam igualmente todo o trato gastrointestinal;</p><p>• Os terminais dos nervos simpáticos secretam norepinefrina, e pequenas quantidades de epinefrina.</p><p>• Inibe a atividade do trato gastrointestinal de dois modos: (1) um pequeno grau, por efeito direto da norepinefrina secretada,</p><p>inibindo a musculatura lisa do trato intestinal (exceto o músculo mucoso, que é excitado) e (2) em grau maior, por efeito inibidor</p><p>da norepinefrina sobre os neurônios de todo o sistema nervoso entérico.</p><p>• Forte estimulação simpática inibe o peristaltismo e aumenta o tônus dos esfíncteres. O resultado final é propulsão do alimento</p><p>muito retardada pelo trato e às vezes também por secreção diminuída — até o ponto de às vezes causar constipação.</p><p>CONTROLE HORMONAL DA MOTILIDADE GASTROINTESTINAL</p><p>A atividade peristáltica do intestino delgado é intensa após a refeição, devido à entrada do quimo no duodeno, que distende sua parede.</p><p>O reflexo gastroentérico, provocado pela distensão do estômago e conduzido pelo plexo miontérico da parede estomacal até o</p><p>intestino delgado, também aumenta a atividade peristáltica. Além dos sinais nervosos, diversos hormônios afetam o peristaltismo</p><p>intestinal, como a gastrina, CCK, insulina, motilina e serotonina, que intensificam a motilidade intestinal e são secretados em</p><p>diferentes fases do processamento alimentar. Por outro lado, a secretina e o glucagon inibem a motilidade do intestino delgado.</p><p>TIPOS FUNCIONAIS DE MOVIMENTOS NO TRATO GASTROINTESTINAL</p><p>No trato gastrointestinal ocorrem dois tipos de movimentos:</p><p>• Os movimentos propulsivos, que fazem com que o alimento percorra o trato com velocidade apropriada para que ocorram a</p><p>digestão e a absorção;</p><p>• Os movimentos de mistura, que mantêm os conteúdos intestinais bem misturados todo o tempo.</p><p>Movimentos propulsivos: peristaltismo</p><p>• Consiste em um anel contrátil ao redor do intestino que surge em um ponto e se move para adiante.</p><p>• Qualquer material à frente do anel contrátil é movido para diante.</p><p>• O peristaltismo é propriedade inerente a muitos tubos de músculo liso sincicial; a estimulação em qualquer ponto do intestino</p><p>pode fazer com que um anel contrátil surja na musculatura circular, e esse anel então percorre o intestino;</p><p>• Ocorre também nos ductos biliares, nos ductos glandulares, nos ureteres e em muitos tubos de músculos lisos do corpo</p><p>• O estímulo usual do peristaltismo intestinal é a distensão do TGI;</p><p>• Outros: a irritação química ou física do revestimento epitelial do intestino, e intensos sinais nervosos parassimpáticos;</p><p>• O peristaltismo efetivo requer o plexo mioentérico ativo, sem ele o movimento é ineficiente ou até mesmo nulo;</p><p>• O movimento deste em direção ao ânus pode ser talvez pela polarização do plexo mioentérico nesse sentido.</p><p>Movimentos de mistura: segmentação</p><p>• A segmentação é um movimento não propulsivo que ocorre no intestino delgado e é responsável pela mistura do conteúdo</p><p>alimentar com os sucos digestivos;</p><p>• Nesse movimento, a musculatura circular do intestino delgado se contrai e relaxa em segmentos alternados, o que ajuda a</p><p>misturar o conteúdo alimentar e a promover a absorção de nutrientes;</p><p>• Ajuda a aumentar a absorção de nutrientes ao trazer o quimo em contato com a parede intestinal.</p><p>SISTEMA DIGESTÓRIO E O CONTROLE HIDROELETROLÍTICO</p><p>• O sistema digestório encaminha eletrólitos e água do meio externo para o meio interno corporal, atuando assim no controle</p><p>hidroeletrolítico;</p><p>• O sódio é um dos eletrólitos importantes (onde ele vai, a água vai atrás), ele é responsável pela manutenção da volemia</p><p>(quantidade correta de sangue circulando), envolvido nos processos de absorção intestinais de vários substratos orgânicos</p><p>(como glicose, galactose, aminoácidos, diversas vitaminas hidrossolúveis, sais biliares, entre outros);</p><p>• O sódio também é o principal eletrólito do FEC (fluido extracelular), ajudando o corpo a manter os níveis de líquido normais</p><p>nos compartimentos desses, uma vez que a quantidade de líquido contida em um compartimento depende da concentração</p><p>de eletrólitos presente neles;</p><p>• Outro eletrólito importante é o potássio, uma vez que ele possui baixa concentração plasmática e importantes funções na</p><p>síntese de proteínas e glicogênio, na transmissão de impulsos nervosos para contração muscular, colaborando nas</p><p>movimentações gastrointestinais de processamento e impulsionamento do bolo alimentar, além de colaborar na correção do</p><p>desequilíbrio acidobásico;</p><p>• Alterações na função digestória podem alterar a quantidade de líquido eliminada do organismo;</p><p>• Sentido absorvido (lúmen do tubo -> capilares) ou secretado (células da parede do TGI -> lúmen do tubo).</p><p>PATOLOGIAS QUE ALTERAM O EQUILÍBRIO HIDROELETROLÍTICO</p><p>Diarreia</p><p>• É o aumento do volume das fezes, diminuição na consistência ou aumento de aquosidade e/ou aumento da frequência das</p><p>evacuações. A diarreia possui várias causas como: hipertireoidismo, medicamentos, aumento de bactérias no intestino, vírus,</p><p>verminose, certos tipos de alimentos, estresse, dentre outros;</p><p>• Ao nível celular, ocorre excesso de líquido no lúmen intestinal quando há deficiência no transporte de eletrólitos do intestino</p><p>delgado ou grosso, ou quando se cria um gradiente osmótico desfavorável, que não pode ser suplantado pelos mecanismos</p><p>normais de absorção de eletrólitos. Se solutos pouco absorvíveis ou não absorvíveis estão presentes no lúmen como lactose,</p><p>os mecanismos de absorção de sódio serão incapazes de criar este gradiente favorável, levando a permanência de líquido no</p><p>lúmen, formando a base para diarreia osmótica e secretória. A diarreia inflamatória se caracteriza por lesão e morte de</p><p>enterócitos, atrofia de vilosidades e hiperplasia de criptas. Na inflamação grave ocorre extravasamento linfático, além da</p><p>ativação de vários mediadores inflamatórios, que promovem aumento da secreção de Cl–, contribuindo para a diarreia.</p><p>Classificação:</p><p>• Diarreia osmótica – presença de moléculas solúveis em água que levam a retenção osmótica da água;</p><p>• Diarreia secretória – aumento da secreção dos fluídos isotônicos da mucosa intestina;</p><p>• Diarreia exsudativa – áreas inflamadas do intestino podem causar secreção de substâncias como pus, soro, muco e pus,</p><p>causando diarreia;</p><p>• Diarreia motora – ressecção intestinal ou fístulas enteroentéricas.</p><p>Diferença entre diarreia aguda e crônica:</p><p>• Aguda: geralmente causada por vírus, bactérias ou parasitas; alimentos contaminados, alimentos com grande quantidade de</p><p>fibras (retém líquido no bolo fecal), café, chás, refrigerantes, leite e seus derivados, chocolate; medicações como antiácidos,</p><p>laxantes; ingestão de açúcares não absorvíveis; isquemia intestinal; impactação fecal; inflamação pélvica.</p><p>• Crônicas: têm como causas doenças inflamatórias do intestino, cânceres intestinais, alterações da imunidade como AIDS,</p><p>alergias alimentares.</p><p>OBS: Diarreia é diferente de urgência fecal e de pseudodiarreia. A primeira, é a eliminação involuntária das fezes, geralmente por</p><p>distúrbios neuromusculares ou problemas estruturais anorretais, sem alteração do peso e consistência. Já o último, é a eliminação</p><p>frequente de pequenos volumes de fezes, geralmente com urgência, sem alteração da consistência e do peso.</p><p>Vômito</p><p>• O vômito corresponde à expulsão violenta do conteúdo gástrico pela boca quando qualquer parte do trato superior é</p><p>excessivamente irritada, hiperdistendida ou hiperexcitada, que pode ser precedido por náusea, palidez, taquicardia,</p><p>taquipneia, sudorese e sialorreia. A distensão excessiva ou irritação do duodeno é um estímulo especialmente forte para o</p><p>vômito;</p><p>• As causas do vômito podem variar desde infecções estomacais até intoxicações alimentares, gravidez, enjoo de movimento,</p><p>entre outras. Se trata de um processo ativo que envolve contração dos músculos abdominais e relaxamento do esfíncter</p><p>esofágico inferior, permitindo que o conteúdo gástrico seja forçado para fora do estômago.</p><p>Regurgitação</p><p>• A regurgitação corresponde ao retorno passivo, sem esforço, do conteúdo do estômago para a boca, que não é precedido por</p><p>náusea.</p><p>Refluxo gastroesofágico</p><p>• Ocorre por uma falha no esfíncter que existe na base do esôfago, permitindo que o alimento retorne.</p><p>AÇÃO DO OMEPRAZOL NO SIST. DIGESTÓRIO</p><p>Farmacodinâmica:</p><p>• É inibidor da bomba protônica, inibindo a secreção gástrica ácida através do bloqueio irreversível do sistema enzimático</p><p>hidrogênio, potássio, adenosina trifosfatase (H+, K+ - ATPase), na célula gástrica parietal.</p><p>Indicações:</p><p>• O omeprazol está indicado para o tratamento das doenças do estômago, duodeno ou esôfago que estejam relacionadas com</p><p>a acidez gástrica. Ou seja, ele ajuda a proteger a parede do estômago ou do duodeno, já que a inibição da acidez facilita o</p><p>processo de cicatrização de úlceras, erosões ou infamações.</p><p>Anatomia do sist. digestório</p><p>ESTÔMAGO</p><p>INTESTINO</p><p>Enzimas</p><p>• Enzimas são proteínas (há também moléculas de RNA com atividade catalítica, as</p><p>ribozimas) que catalisam as reações químicas. Não sofrem alterações e não são</p><p>consumidas durante a reação de catálise; a ausência ou redução da atividade de algumas</p><p>enzimas causa impactos significativos em vias metabólicas;</p><p>• As moléculas que sofrem a ação enzimática são chamadas de substratos e aquelas</p><p>produzidas em decorrência da reação são os produtos. Como todo catalisador, as</p><p>enzimas agem de modo a reduzir a energia de ativação para uma dada reação,</p><p>possibilitando que os produtos sejam formados de maneira mais rápida (viabilizando a</p><p>reação);</p><p>• As enzimas apresentam níveis de especificidade e sensibilidade.</p><p>• O sítio ativo enzimático refere-se à porção que interage com o substrato (e ao cofator quando for o caso), também chamado de</p><p>sítio catalítico ou centro ativo.</p><p>Situações em que a enzima pode não se ligar ao substrato:</p><p>• Inibição competitiva: saturação enzimática (há mais substrato do que enzimas)</p><p>• Inibição não competitiva: inibição (molécula inibidora se liga a enzima e altera sua formatação, impedindo a ligação com o</p><p>substrato)</p><p>Classificação das enzimas de acordo com as reações que elas catalisam:</p><p>• Oxirredutases: catalisam reações de oxidação e redução. O substrato oxidado é um hidrogênio ou doador de elétrons;</p><p>• Transferases: catalisam a transferência de grupos entre duas moléculas. O doador pode ser um cofator (coenzima) que carrega</p><p>o grupo a ser transferido;</p><p>• Hidrolases: catalisam a reação de hidrólise de várias ligações covalentes;</p><p>• Liases: catalisam a formação de ligações duplas por adição ou remoção de grupos químicos;</p><p>• Isomerases: Transferem grupos químicos dentro da mesma molécula dando origem a isômeros ópticos;</p><p>• Ligases: Catalisam a união de duas moléculas utilizando a cisão de um nucleosídio de fosfato, como o ATP;</p><p>DESNATURAÇÃO ENZIMÁTICA</p>• Transferases: catalisam a transferência de grupos entre duas moléculas. O doador pode ser um cofator (coenzima) que carrega 
o grupo a ser transferido; 
• Hidrolases: catalisam a reação de hidrólise de várias ligações covalentes; 
• Liases: catalisam a formação de ligações duplas por adição ou remoção de grupos químicos; 
• Isomerases: Transferem grupos químicos dentro da mesma molécula dando origem a isômeros ópticos; 
• Ligases: Catalisam a união de duas moléculas utilizando a cisão de um nucleosídio de fosfato, como o ATP; 
DESNATURAÇÃO ENZIMÁTICA

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