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<p>1</p><p>Introdução a NR 35</p><p>Uma das principais causas de acidentes de trabalho graves e fatais se deve a eventos</p><p>envolvendo quedas de trabalhadores de diferentes níveis.</p><p>Os riscos de queda em altura existem em vários ramos de atividades e em diversos tipos de</p><p>tarefas. A necessidade de criação de uma norma mais ampla que atendesse a todos os ramos</p><p>de atividade se fazia necessária para que estes trabalhos fossem realizados de forma segura.</p><p>2</p><p>No mundo do trabalho existem realidades complexas e dinâmicas e uma nova Norma</p><p>Regulamentadora para trabalhos em altura precisaria contemplar atividades que necessitam</p><p>de controle do estado.</p><p>Não poderiam ficar de fora o meio ambiente de trabalho das atividades de telefonia, do</p><p>transporte de cargas por veículos, da transmissão e distribuição de energia elétrica, da</p><p>montagem e desmontagem de estruturas, plantas industriais, armazenamento de materiais,</p><p>dentre outros.</p><p>Por mais detalhada que as medidas de proteção estejam estabelecidas na NR, não</p><p>compreenderá as particularidades existentes em cada setor. Por isso a presente norma</p><p>regulamentadora foi elaborada pensando nos aspectos da gestão de segurança e saúde do</p><p>trabalho para todas as atividades desenvolvidas em altura com risco de queda. Como existe</p><p>uma infinidade de diferentes trabalhos em altura, com dinâmicas diferenciadas, esta norma</p><p>propõe a utilização dos preceitos da antecipação dos riscos para implantação de medidas</p><p>adequadas para cada situação de trabalho para que o mesmo se realize com a máxima</p><p>segurança.</p><p>Em setembro de 2010 se realizou no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo o 1º</p><p>Fórum Internacional de Segurança em Trabalhos em Altura. Os dirigentes deste sindicato,</p><p>juntamente com a Federação de Sindicatos de Engenheiros se sensibilizaram com os fatos</p><p>mostrados no Fórum e reivindicaram ao MTE a necessidade de criação de uma norma</p><p>específica para trabalhos em altura que atendesse a todos os ramos dessa atividade. O</p><p>Ministério do Trabalho e Emprego avaliou e acatou esta demanda e ato contínuo, através da</p><p>DSST criou um grupo formado por profissionais experientes, formados por representantes do</p><p>3</p><p>governo, trabalhadores e empregadores de vários ramos de atividade que se reuniram em</p><p>maio e junho de 2011 onde foi criada uma proposta inicial de texto da nova NR.</p><p>Esta proposta de texto foi encaminhada para consulta pública, através da Portaria MTE nº 06</p><p>de 28/03/2011 – DOU em 01/04/2011, na qual apresentou à sociedade o texto base da nova</p><p>norma, intitulada “Trabalhos em Altura”.</p><p>Em agosto de 2011 foram analisadas e sistematizadas as sugestões recebidas da sociedade</p><p>para inclusão ou alteração da norma. Em setembro de 2011 foi constituído o Grupo Técnico</p><p>Tripartite da nova NR35 que, após reuniões em setembro e outubro, em consenso, chegaram</p><p>ao texto final da Norma. Este foi encaminhada à CTPP (Comissão Tripartite Paritária</p><p>Permanente) para avaliação e análise.</p><p>Este curso procura auxiliar a interpretação desta NR, esclarecendo seus conceitos e os</p><p>aspectos de seus enunciados. Busca, ainda, melhorar a percepção e o entendimento da gestão</p><p>e das boas técnicas de segurança nos trabalhos em altura, visando garantir a manutenção de</p><p>ambientes de trabalho seguros e saudáveis.</p><p>Objetivo e Campo de Aplicação</p><p>35.1.1 Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o</p><p>trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a</p><p>garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com</p><p>esta atividade.</p><p>Esta norma foi elaborada para proteger os trabalhadores dos riscos dos trabalhos realizados</p><p>em altura nos aspectos da prevenção dos riscos de queda. Conforme a complexidade e riscos</p><p>destas tarefas o empregador deverá adotar medidas complementares inerentes a estas</p><p>atividades. Por isso, esta norma foca na gestão da segurança e saúde dos trabalhos em altura</p><p>de forma mais genérica e abrangente.</p><p>No termo “mínimos” denota-se a intenção de regulamentar o menor grau de exigibilidade,</p><p>passível de auditoria e punibilidade, no universo de medidas de controle e sistemas preventivos</p><p>possíveis de aplicação, e que, consequentemente, há muito mais a ser estudado e implantado.</p><p>O conceito de garantia em segurança e saúde a todos os trabalhadores envolvidos,</p><p>4</p><p>assegurando-lhes o direito à segurança e saúde quando houver intervenções do trabalhador</p><p>com interferência direta ou indireta em serviços em altura.</p><p>35.1.2 Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois</p><p>metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.</p><p>Adotou-se esta altura como referência por ser a altura com 2,0 metros de desnível consagrada</p><p>em várias normas, inclusive internacionais. Facilita a compreensão, eliminando dúvidas de</p><p>interpretação da Norma e as medidas de proteção que deverão ser implantadas. Trabalho em</p><p>altura é, portanto, qualquer trabalho que requeira que o trabalhador esteja posicionado em</p><p>um local elevado, com diferença superior a 2,0 m (dois metros) da superfície de referência, e</p><p>que ofereça risco de queda. As atividades de acesso e a saída do trabalhador deste local</p><p>também deverão respeitar e atender esta norma.</p><p>Para trabalhos realizados em níveis iguais ou inferiores a 2,00 m (dois metros), onde haja risco</p><p>de queda capaz de causar lesão ao trabalhador, deverão ser tomadas as medidas preventivas</p><p>cabíveis. Todas as atividades com risco para os trabalhadores devem ser precedidas de análise</p><p>prévia e o trabalhador deve ser informado sobre estes riscos e sobre as medidas de proteção</p><p>5</p><p>implantadas pela empresa, conforme estabelece a NR.1. Independentemente do que</p><p>estabelece a NR 35 as atividades desenvolvidas em altura igual ou inferior a 2,0 m que</p><p>ofereçam risco ao trabalhador deverão receber tratamento que eliminem, reduzam ou</p><p>neutralizem estes riscos.</p><p>35.1.3 Esta norma se complementa com as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos</p><p>Órgãos competentes e, na ausência ou omissão dessas, com as normas internacionais</p><p>aplicáveis.</p><p>Responsabilidades do Empregador</p><p>35.2.1 Cabe ao empregador:</p><p>a) garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma;</p><p>b) assegurar a realização da Análise de Risco - AR e, quando aplicável, a emissão da</p><p>Permissão de Trabalho - PT;</p><p>Esta Norma na sua inspiração não buscou elaborar receitas e assim priorizar a análise de risco</p><p>responsável, permitindo soluções particulares alternativas que possam manter a garantia de</p><p>segurança desejada. No item é especificado quando será necessário a emissão da Permissão de</p><p>Trabalho - PT;</p><p>c) desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em</p><p>altura;</p><p>O procedimento operacional deve ser documentado, divulgado, conhecido, entendido e</p><p>cumprido por todos os trabalhadores e demais pessoas envolvidas.</p><p>6</p><p>d) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura,</p><p>pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de</p><p>segurança aplicáveis;</p><p>A avaliação prévia dos serviços a executar em altura é uma excelente prática de grande</p><p>utilidade para a identificação e antecipação dos eventos indesejáveis e/ou acidentes, não</p><p>passíveis de previsão nas análises de risco realizadas e não considerados nos procedimentos</p><p>elaborados, em função de situações específicas daquele local, condição ou serviço que foge à</p><p>normalidade ou previsibilidade de ocorrência.</p><p>Um exemplo é o desenvolvimento de “análise crítica da situação real”, que possibilita:</p><p>- Revisar os procedimentos programados, estudando e planejando as ações a executar;</p><p>- Equalizar o entendimento de todos, com a eliminação de dúvidas de execução, conduzindo ao</p><p>uso de práticas seguras de trabalho e as melhores técnicas, sabidamente corretas, testadas e</p><p>aprovadas.</p><p>- Alertar acerca de outros riscos possíveis,</p><p>uma atividade de pintura em que não se</p><p>consegue chegar a não ser por meio de rapel, exige muita disciplina e perícia do pintor pois</p><p>além de realizar o trabalho de pintura deverá estar sempre atento aos intempéries climáticos</p><p>como ventos e temporais bem como ficar longe de linhas de eletricidade e outros riscos.</p><p>Causas dos acidentes comuns em altura</p><p>As causas mais frequentes dos acidentes em altura segundo os especialistas em análise de</p><p>acidentes são:</p><p>- Falta de capacitação dos colaboradores: Muitos profissionais trabalham ilegalmente sem</p><p>realizar o treinamento conforme NR-35;</p><p>- Planejamento inadequado: Antes da execução de qualquer atividade em altura é necessário</p><p>observar e estudar o local de trabalho a fim de eliminar os riscos encontrados;</p><p>- Falta de equipamentos de segurança: O trabalho em altura não poderá ser realizado sem os</p><p>equipamentos obrigatórios para este fim;</p><p>- Falta de inspeção dos equipamentos: Os equipamentos devem estar em bom estado e serem</p><p>certificados para realização da atividade;</p><p>50</p><p>- Falta de comunicação: A comunicação deve ser clara e objetiva, a equipe precisa estar bem</p><p>alinhada para que tudo corra como planejado.</p><p>- Carga horária excessiva: O trabalhador deve estar apto e preparado para execução das</p><p>atividades, o tempo de descanso precisa ser respeitado;</p><p>- Correria e pressão: Realizar atividades com correria e pressão pode representar risco grave e</p><p>eminente, é preciso calma e concentração;</p><p>- Uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes: Antes de realizar atividades em altura é</p><p>necessário reconhecer se o trabalhador está apto; e</p><p>- Não ingeriu nenhuma substância que possa afetar o sistema nervoso.</p><p>Os exemplos de acidentes comuns em altura:</p><p>- Acidentes envolvendo escadas;</p><p>- Montagem inadequada de andaimes;</p><p>- Operação incorreta de plataformas elevatórias.</p><p>- Falta de percepção de risco</p><p>Por que os acidentes comuns em altura são na maioria fatais?</p><p>Porque na maioria das vezes o trabalhador sofre a queda e diversas batidas até alcançar o solo</p><p>ou à base e isso faz com que a gravidade do acidente só aumente levando à morte.</p><p>E o acidente está sempre relacionado a ausência de proteções coletivas e procedimentos que</p><p>visem a eliminação do perigo.</p><p>A capacitação e treinamento dos trabalhadores envolvidos na atividade são de grande valia</p><p>para evitar os acidentes.</p><p>Riscos Potenciais Inerentes ao Trabalho em Altura e Medidas de</p><p>Prevenção e Controle</p><p>As quedas em altura são uma das causas mais comuns em acidente mortais no local de</p><p>trabalho, nomeadamente nos setores da montagem eletromecânica e civil, as quedas em</p><p>altura provocam acidentes mortais é com muita sorte provoca lesões graves, em certos casos a</p><p>perca da mobilidade (tetraplegia) a toda uma série de limitações e incapacidade ao retorno ao</p><p>mundo laboral, com isso a um impacto humano, financeiro e econômico em todas as esferas.</p><p>Os custos humanos destes acidentes não são aceitáveis, pois há sempre maneiras</p><p>economicamente viáveis de ser evitar o acidente quando estivermos em atividades</p><p>classificadas como trabalho em altura.</p><p>51</p><p>Obedecendo a hierarquia do risco em atividade em altura conforme descrito no item 35.4.2 da</p><p>NR35, devemos sempre buscar alternativas que evitem a exposição ao risco de queda, sempre,</p><p>considerando a primeira opção de:</p><p>“NÃO REALIZAR DE ATIVIDADE EM ALTURA, SEMPRE QUE EXISTIR MEIO ALTERNATIVO DE</p><p>EXECUÇÃO. ”</p><p>A segunda opção consiste na utilização de proteções que elimine o risco de queda dos</p><p>trabalhadores.</p><p>A terceira opção medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda</p><p>não for eliminado, em qualquer atividade em altura devemos sempre estabelecer padrões</p><p>robustos de planejamento.</p><p>Para este tema vamos comentar os cuidados com o padrão de trabalho com restrição de</p><p>queda.</p><p>Este sistema é usado para impedir o usuário de alcançar a zona onde exista o risco de queda</p><p>com diferença de nível, existe uma diferença notória em relação a outras técnicas mais</p><p>utilizadas, sendo a principal diferença é que adotando este método a única queda que o</p><p>usuário poderá sofrer é uma queda no mesmo nível.</p><p>Imagem a seguir mostra exemplo de Queda de mesmo nível do executante da atividade:</p><p>O sistema de restrição possui várias limitações sendo as principais:</p><p>São limitadas a movimento no plano horizontal;</p><p>Restringem a mobilidade do usuário, isto é, podem permitir o movimento para certas partes</p><p>de uma estrutura mais não para outras;</p><p>A próxima imagem mostra o sistema de restrição de queda de limita o executante a borda:</p><p>52</p><p>Aumento do comprimento do sistema de restrição de queda permite ao usuário acessar o</p><p>canto, mas o coloca em risco de queda sobre uma das extremidades mais próximas.</p><p>Legenda dos números descritos na imagem:</p><p>1 - Área que o trabalhador não pode acessar</p><p>2 - Extremidade do beiral</p><p>3 - Limite de movimento do trabalhador</p><p>4 - Área de risco de queda</p><p>5 - Telhado/Laje (superfície de trabalho)</p><p>6 - Sistema individual contra queda</p><p>7 - Ancoragem</p><p>53</p><p>8 - SICQ estendido para habilitar o trabalhador a alcançar o canto</p><p>9 - Queda em balanço sobre a extremidade possível</p><p>O método de trabalho com restrição leva em consideração características específicas do local</p><p>como:</p><p>O comprimento do talabarte de segurança ou linha de ancoragem pode somente ser</p><p>apropriado para a uma situação</p><p>Não poderá ser utilizado em situações em que possa ocorrer uma queda, por exemplo, onde</p><p>existir um risco de uma queda no raio de atuação</p><p>Deve atentar para o risco de queda em uma superfície feita de material frágil, quebra de telhas</p><p>por exemplo, visto que isto poderá levar a graves ferimentos ao usuário, no caso de superfície</p><p>frágil outras medidas deverão ser utilizadas como pranchas metálicas ou de madeira.</p><p>Obs.: No uso de pranchas metálicas ou de madeira devemos analisar a resistência, e as</p><p>mesmas deverão estar amarradas, isso poderá trazer morosidade a execução da atividade.</p><p>Legenda da imagem:</p><p>1 - Ponto de ancoragem;</p><p>2 - Linha de vida flexível de corda;</p><p>3 - Ponto frágil no telhado, risco de queda acidental do executante.</p><p>54</p><p>As várias opções de equipamento para trabalho com restrição, desde talabarte fixo ou</p><p>regulável, alguns trava-queda retrátil específicos, e cordas com trava queda de corda, devemos</p><p>nos atentar a escolha correta dos equipamentos sempre buscando medidas que evitem o</p><p>executante caia pela borda</p><p>Em uma passarela onde temos como ponto de ancoragem de uma linha de vida,</p><p>recomendamos uso de um talabarte como restrição, porém se este é maior que a largura da</p><p>passarela, certamente o executante correrá risco de cair pela borda, na queda o usuário do</p><p>sistema poderá fazer um pendulo, este pendulo irá danifica a parte têxtil do talabarte</p><p>aumentando assim a possibilidade de rompimento havendo o rompimento, aumentando o</p><p>risco do usuário do cair em queda livre, nesta situação devemos sempre evitar que o</p><p>equipamento deixe que o executante se aproxime da borda a ponto de cair.</p><p>Talabarte de segurança ou linha de vida flexível e comprida demais; o trabalhador cai sobre a</p><p>extremidade.</p><p>O talabarte de segurança ou linha de vida flexível não é longo o suficiente; o usuário não é</p><p>capaz de alcançar a posição do trabalho.</p><p>55</p><p>Importância do comprimento correto do talabarte de segurança ou linha de vida flexível em</p><p>um sistema de restrição, no caso de utilização de linha de vida flexível (linha de vida de corda)</p><p>um nó deverá ser feito no tamanho ideal para evita assim a queda da borda, lembrando que</p><p>este nó deverá ser feito antes que o executante se coloque na plataforma de trabalho da</p><p>atividade, o planejamento é essencial neste tipo de atividade e a escolha certa do SRCQ</p><p>(sistema de restrição contra queda).</p><p>56</p><p>Legenda da imagem:</p><p>1 - Limite de movimento do usuário;</p><p>2 - Elemento de engate do cinturão de segurança;</p><p>3 - Ancoragem;</p><p>4 - Talabarte de segurança;</p><p>5 -</p><p>Área de risco de queda.</p><p>Sistema recomendado para trabalho em telhados: Na montagem de um telhado</p><p>devemos utilizar sistema de proteção contra queda (SPCQ) linha de vida de corda em dois</p><p>sentidos uma na diagonal em um ponto fixo evitado a queda do usuário na borda interna do</p><p>telhado, é outra na cumeeira do telhado evitando a queda do usuário na borda externa do</p><p>telhado ou seja na borda da calha, sempre devemos atentar a resistência da telha caso a</p><p>resistência não atenda ao peso do usuário, devemos busca meios alternativos como pranchas</p><p>metálicas ou tabuas de madeiras.</p><p>57</p><p>Legenda da imagem:</p><p>1 - Pontos de ancoragem fixo;</p><p>2 - Linha de vida de corda;</p><p>3 - Nó na ponta da corda limitando o usuário do sistema a borda</p><p>4 - Linha de vida de corda;</p><p>5 - Trava queda de corda.</p><p>Em telhado montado devemos ter uma atenção nas bordas laterais das extremidades onde a o</p><p>risco de queda, a duas situações distintas é dois riscos grave que pode ser fatal, a primeira</p><p>seria uma queda na lateral onde o executante irá pendular indo assim ao centro de gravidade</p><p>da linha de vida de ancoragem do sistema de deslocamento, com isso o sistema de</p><p>deslocamento irá entrar em contato com as bordas afiadas que podem danificar a corda,</p><p>aumentando risco de queda fatal.</p><p>58</p><p>Legenda da imagem:</p><p>1 - Linha de vida flexível;</p><p>2 - Linha de vida de cabo de aço;</p><p>3 - Extremidade da aresta.</p><p>A,B e C- são as opções segura de deslocamento sobre o telhado;</p><p>D- Posição a qual a o risco de queda.</p><p>A segunda situação seria uma queda direta no solo devido a sua altura em relação a sua</p><p>largura, este tipo de situação e bem comum neste caso devemos utilizar duas linha de vida</p><p>flexível uma evita a queda na extremidade da calha é outra para extremidade da aresta, com</p><p>isso a uma mobilidade maior do usuário sem o risco de queda.</p><p>Legenda da imagem:</p><p>1 - Linha de vida flexível;</p><p>2 - Linha de vida de cabo de aço;</p><p>3 - Extremidade da aresta;</p><p>4 - Extremidade da calha.</p><p>59</p><p>Trabalho em atura com restrição a borda com uso de trava queda retrátil: É preciso muito</p><p>cuidado porque o uso de trava-quedas retrátil tem severas restrições.</p><p>A maioria dos trava-queda retrátil e feito para trabalho na vertical, aonde o ponto de</p><p>ancoragem e acima da cabeça do usuário, em casos excepcionais a trava queda retrátil poderá</p><p>ser utilizada em plano diferente, devemos sempre buscar está informação no manual do</p><p>equipamento ou diretamente com o fabricante.</p><p>Há uma série de complicações no uso deste equipamento para estar atividade uma delas que</p><p>pode se torna fatal é o fator de queda já que este equipamento não foi projetado para</p><p>trabalha em fator de queda, o travamento deste equipamento somente ocorre é retém uma</p><p>queda quando a velocidade de extração da linha de vida retrátil alcança a velocidade de</p><p>travamento, no caso do fator de queda poderá levar mais tempo para o trava queda retrátil</p><p>bloquear, levando a uma distância de queda excessiva, isso afeta alguns componente do</p><p>equipamento podendo haver rupturas dos sistemas e o usuário vir ao solo.</p><p>Exemplo de uma queda em pêndulo, neste cenário o trava queda irá levar mais tempo para</p><p>bloquear, levando a uma distância de queda excessiva, vale ressaltar que este equipamento</p><p>tem uma resistência nominal de 600kgf facilmente podemos ultrapassar está carga, por isso</p><p>não recomendamos o uso deste equipamento em plano inclinado, em superfície de trabalho</p><p>de material granular solto, por exemplo, carvão, açúcar ou grãos, em uma situação de</p><p>deslizamento causada pelo colapso do material, a velocidade de bloqueio do trava queda</p><p>retrátil pode não ser alcançada, por esta razão, o usuário pode ficar submerso e ser asfixiar.</p><p>A Prevenção de Quedas: Antes de se iniciarem quaisquer trabalhos em telhados, deve ser</p><p>efetuado avaliação dos riscos. Devem ser disponibilizados os equipamentos de trabalho</p><p>necessários e executados as medidas e métodos de trabalho adequados. Além disso, os</p><p>trabalhadores devem dispor de indicações claras e de formação suficiente (experiência). Todos</p><p>60</p><p>os trabalhos em telhados, incluindo os de curta duração (que demoram minutos e não horas),</p><p>requerem um planejamento cuidadoso, de modo a minimizar os riscos para os trabalhadores.</p><p>Devem ser adotadas medidas preventivas sempre que há risco de queda durante ao acesso,</p><p>trabalhar em ou descer de um telhado.</p><p>Devem ser tomadas medidas de proteção coletiva contra os riscos de queda com base nos</p><p>resultados das avaliações dos riscos, antes de serem tomadas medidas de proteção individual.</p><p>Qualquer proteção contra quedas (como sejam os guarda- -corpos) deve ser suficientemente</p><p>resistente para impedir ou travar quedas e impedir que os trabalhadores sofram danos.</p><p>As medidas de prevenção de quedas devem ser postas em prática antes de se iniciar o trabalho</p><p>em altura e mantidas até a sua conclusão. Durante a realização de trabalhos em telhados,</p><p>devem levar em conta as condições atmosféricas, já que a chuva ou umidade ou vento podem</p><p>aumentar significativamente o risco de queda de pessoas ou materiais.</p><p>Queda De Materiais: A queda de materiais pode matar. Não se deve lançar nada de um</p><p>telhado. Proceda da seguinte maneira:</p><p>- utilize condutos de entulho fechados ou desça os materiais até ao solo;</p><p>- não deixe acumular material susceptível de cair;</p><p>- impeça o acesso a áreas perigosas sob o telhado ou adjacentes;</p><p>- utilize redes de proteção, vias de passagem coberta ou outras proteções semelhantes para</p><p>evitar que a queda de materiais que cause danos;</p><p>- sempre que possível, evite que se carreguem objetos grandes e pesados para os telhados;</p><p>- assegure a correta armazenagem de todos os materiais, em especial com tempo ventoso.</p><p>A Formação Necessária: Quem trabalha em telhados necessita de conhecimentos,</p><p>competências e experiência adequadas para trabalhar em segurança. Os trabalhadores</p><p>necessitam de formação que lhes permitam reconhecer os riscos, compreender os métodos de</p><p>trabalho apropriados e disporem das competências necessárias para executar, como, por</p><p>exemplo, trabalhar com uma plataforma móvel de acesso ou instalar e utilizar sistemas de</p><p>linha de vida.</p><p>Tipos De Telhados Encontrados</p><p>Telhados Planos: Trabalhar em telhados planos comporta um risco elevado. As pessoas podem</p><p>cair:</p><p>- da extremidade de um telhado completo;</p><p>- da extremidade onde se está a trabalhar;</p><p>- de aberturas, fendas ou claraboias frágeis.</p><p>61</p><p>É necessário adotar medidas preventivas no trabalho em telhados planos sempre que há risco</p><p>de queda. Podem ser necessárias medidas preventivas no beiral do telhado, nas aberturas, nos</p><p>pontos de acesso ao telhado e nas claraboias frágeis.</p><p>Telhados Inclinados: Em telhados inclinados, as pessoas podem cair:</p><p>- dos beirais;</p><p>- escorregando pelo telhado e transpondo os beirais;</p><p>- internamente, através do telhado;</p><p>- das cumeeiras</p><p>A proteção das bordas tem de ser suficientemente resistente para suportar uma pessoa que</p><p>caia contra ela. Quanto mais inclinado for o telhado, mais forte terá de ser a proteção. As</p><p>plataformas de acesso mecânicas podem proporcionar um local de trabalho seguro, em</p><p>alternativa ao trabalho no próprio telhado. Podem ser particularmente úteis em trabalhos de</p><p>curta duração e em demolições, quando se criam aberturas no telhado.</p><p>É necessário assegurar acessos, saídas e locais de trabalho seguros. Uma vez que as telhas</p><p>podem não constituir uma base segura, pode ser necessário utilizar passarelas ou</p><p>equipamento semelhante.</p><p>Telhados Frágeis: Entende-se por material frágil aquele que não suporta de forma segura o</p><p>peso de uma pessoa e de qualquer carga transportada.</p><p>Muitos componentes de telhados são ou podem tornar-se frágeis. As telhas; fibrocimento, a</p><p>fibra de vidro e o plástico tendem geralmente a tornar-se mais frágeis com o tempo e os</p><p>telhados metálicos podem enferrujar. As placas de telhados mal reparados podem não ter</p><p>sustentação suficiente.</p><p>Os telhados podem ainda ter zonas frágeis (como é o caso das</p><p>claraboias) não imediatamente aparentes e podem ser temporariamente frágeis, em especial</p><p>durante a construção.</p><p>Um telhado frágil não é um local de trabalho seguro, pelo que não deve haver acesso sem</p><p>medidas de prevenção adequadas.</p><p>Telhados Industriais: O trabalho em coberturas industriais implica riscos de queda:</p><p>- da extremidade do telhado;</p><p>- através de aberturas no telhado não completo;</p><p>- através de placas;</p><p>- do revestimento exterior, quando é inevitável haver aberturas não protegidas;</p><p>- da estrutura, (aberturas provisórias) quando se descarregam placas da cobertura;</p><p>- através de claraboias ou coberturas frágeis ou de fixação temporária.</p><p>62</p><p>Um bom planejamento pode reduzir significativamente os riscos ligados às coberturas</p><p>industriais. Eis alguns elementos-chave:</p><p>- Redução da necessidade de deslocação dos trabalhadores no telhado, através de:</p><p>- utilização de armazenagem próximo ao local;</p><p>- entrega das placas certas à medida que estas vão sendo necessárias, no local certo e no</p><p>momento certo;</p><p>- instalação de pontos de acesso adequados à posição em que se trabalha.</p><p>- Minimização das probabilidades de queda através da segurança do local de trabalho, e não</p><p>confiando apenas no equipamento de proteção contra quedas.</p><p>Trabalho Em Telhados Já Existentes: Este tipo de trabalho inclui a inspeção, a manutenção e a</p><p>limpeza, bem como a reparação, a remoção e o desmantelamento. É frequente pessoas não</p><p>especializadas, tais como técnicos de limpeza, encarregados de pequenas reparações em</p><p>edifícios, efetuarem trabalhos de inspeção e limpeza.</p><p>Tais trabalhos não devem ser efetuados sem uma avaliação dos riscos adequada, um</p><p>planejamento correto, as precauções necessárias nem sem supervisão.</p><p>Planejamento do trabalho em telhados antigos: O trabalho em telhados antigos exige</p><p>planejamento cuidadoso, já que é necessário:</p><p>- identificar partes frágeis do telhado;</p><p>- identificar medidas preventivas;</p><p>- estar em contacto com o cliente (sempre que necessário);</p><p>- em determinados casos, efetuar em estudo estrutural e, em todos os casos,</p><p>- uma avaliação dos riscos.</p><p>Sempre que se planeja a reparação, a renovação ou a desmontagem de telhado deve-se</p><p>estudar o modo como os materiais vão ser retirados e armazenados. São necessárias</p><p>salvaguardas de proteção dos trabalhadores contra quedas ao longo de todo o processo de</p><p>retirada. É essencial adotar um método de trabalho seguro para a demolição ou a</p><p>desmontagem e a retirada de materiais do telhado.</p><p>Análise de Risco e Condições Impeditivas</p><p>O risco de queda é um conceito fundamental que deve ser dominado quando se realizam</p><p>trabalhos em altura.</p><p>A gravidade de uma queda depende de diversos fatores:</p><p>63</p><p>- A massa do usuário e seu equipamento: quanto maior for a massa, maior será a energia a ser</p><p>dissipada durante a queda.</p><p>- A altura da queda: quanto maior a altura, maior será a dissipação de energia. O risco de bater</p><p>contra qualquer obstáculo também será maior.</p><p>- A posição da ancoragem: quando o trabalhador ultrapassa o ponto de ancoragem, a</p><p>gravidade da queda aumenta. O conceito de fator de queda se utilizar para descrever a posição</p><p>do trabalhador em relação à ancoragem e a gravidade da queda. Este conceito se aplica às</p><p>situações de escalada, retenção de sujeição, com um elemento de amarração de corda</p><p>dinâmica.</p><p>Precauções em função do sistema utilizado: As fichas técnicas estabelecem os limites de</p><p>utilização dos dispositivos, especialmente enquanto a altura da queda e o posicionamento de</p><p>trabalho em relação a ancoragem</p><p>Limitar os efeitos da suspensão inerte: Em caso de queda com perda de consciência, que</p><p>incapacite ao trabalhador, a suspensão inerte no cinturão representa um perigo vital que deve</p><p>ser tratado com urgência. Os equipamentos de trabalho devem estar equipados e</p><p>configurados para evacuar a vítima.</p><p>Evacuação da vítima sem ajuda: Os procedimentos de evacuação de trabalhadores devem ser</p><p>especificados quando se cria um novo local de trabalho.</p><p>A instalação das cordas de trabalho pode incorporar sistemas removíveis para permitir a</p><p>evacuação desde baixo.</p><p>O trabalho em solitário deve ser evitado: o trabalhador pode executar sozinho um trabalho em</p><p>altura, mas pelo menos uma pessoa formada em evacuação deve estar presente e equipada no</p><p>local de trabalho.</p><p>Quanto a RETENÇÃO: Um sistema de retenção permite delimitar um espaço de trabalho que</p><p>impeça ao trabalhador entrar em uma zona de risco de queda. Este tipo de dispositivo não</p><p>está destinado a deter uma queda em altura.</p><p>64</p><p>Quanto a RESTRIÇÃO: Um sistema de posicionamento limita ao usuário e lhe permite se</p><p>posicionar com precisão em apoio ou em suspensão. Este sistema de restrição deve ser</p><p>completado por um sistema contra queda.</p><p>Utilização correta do TRAVA QUEDAS: Um sistema contra queda é um dispositivo de</p><p>travamento, independente do modo de progressão ou de restrição, conectado a uma linha de</p><p>via e ao ponto de engate “A” (trava queda) do cinturão.</p><p>Este sistema não impede a queda livre. Sua função consiste em deter a queda, limitando a</p><p>força do impacto suportada pelo usuário. Sempre deve ser utilizado prevendo a queda livre</p><p>com uma margem de segurança entre os pés do trabalhador e o chão.</p><p>65</p><p>Limitação de força de impacto: absorção de energia. Um sistema anti queda deve garantir que</p><p>a força de choque suportada pelo usuário não exceda os 6 kN.</p><p>Um sistema anti queda inclui geralmente um absorvedor de energia. Os absorvedores estão</p><p>desenhados para limitar a força de choque, para uma altura de queda máxima predefinida, e</p><p>nas condições especificadas em sua ficha técnica.</p><p>Um talabarte de corda dinâmica possui pouca capacidade de absorção de energia. Sua</p><p>utilização requer extremar as precauções: reduzir a altura da queda potencial e respeitar uma</p><p>posição de trabalho por baixo do ponto de ancoragem (Fator</p><p>e respeitar as normas e regulamentos de cada país. No Brasil, temos uma</p><p>norma que trata da certificação de profissionais, a ABNT NBR 15.475. Essa norma apresenta os</p><p>requisitos de certificação de pessoas que atuam no acesso por corda e detalha todo o</p><p>processo, desde os requisitos de aptidão física até o detalhamento dos exames de qualificação</p><p>teóricos e práticos.</p><p>Temos também a norma ABNT NBR 15.595 que descreve o procedimento para aplicação do</p><p>método, referindo-se ao acesso por corda. Ela estabelece as regras e traz orientações aos</p><p>profissionais e empresas que utilizam esta prática a fim de garantir que a atividade aconteça</p><p>com eficiência e segurança.</p><p>68</p><p>/Os princípios para um sistema de acesso por corda seguro incluem:</p><p>- Planejamento e gestão;</p><p>- Seleção, capacitação e certificação de pessoal, composição da equipe e supervisão;</p><p>- Seleção, uso e manutenção de equipamentos apropriados;</p><p>- Métodos de trabalho adequados;</p><p>- Provisão para situações de emergência</p><p>As disposições deste anexo não se aplicam nas seguintes situações:</p><p>- Atividades recreacionais, esportivas e de turismo de aventura;</p><p>- Arboricultura (compreende a seleção, cultivo, poda e corte de árvores ou arbustos, assim</p><p>como o estudo de seu crescimento);</p><p>- Serviços de atendimento de emergência destinados a salvamento e resgate de</p><p>pessoas que não pertençam à própria equipe de acesso por corda.</p><p>As atividades com acesso por cordas devem ser executadas, de acordo com procedimentos em</p><p>conformidade com as normas técnicas nacionais vigentes.</p><p>- A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas foi reconhecida por meio da Resolução</p><p>CONMETRO n.º 7, de 24 de agosto de 1992, como o único foro nacional de normalização e</p><p>representante nos foros regionais e internacionais de normalização.</p><p>- Na execução das atividades com acesso por corda devem ser utilizados procedimentos</p><p>técnicos, conforme estabelecido na norma ABNT NBR 15595 Acesso por Corda - Procedimento</p><p>para Aplicação do Método.</p><p>As atividades de acesso por corda devem ser realizadas por trabalhadores certificados em</p><p>conformidade com normas técnicas nacionais vigentes de certificação de pessoas.</p><p>- Profissional de acesso por corda é o profissional capacitado e certificado em acesso por corda</p><p>capaz de executar as tarefas requeridas.</p><p>- Os profissionais de acesso por corda devem ser certificados em conformidade com a ABNT</p><p>NBR 15475 - Acesso por Corda - Qualificação e Certificação de Pessoas, seguindo os três níveis</p><p>de qualificação profissional.</p><p>Profissional de Acesso por Corda Nível 1 - N1 - é aquele com qualificação básica, que possui</p><p>habilidades para trabalhar com segurança dentro de uma variedade de sistemas empregados</p><p>em acesso por corda, sob a supervisão de um nível 2 ou nível 3. Deve estar capacitado para</p><p>exercer trabalhos limitados sob supervisão. Não requer experiência anterior e deve ter ao</p><p>menos o 5º ano do ensino fundamental. As suas atribuições são:</p><p>69</p><p>- Realizar trabalhos sob supervisão;</p><p>- Ser responsável pela inspeção de todo o seu equipamento pessoal;</p><p>- Ser capaz de executar auto resgate e participar de resgates sob supervisão;</p><p>-- Conhecer sistemas de redução mecânica;</p><p>- No trabalho sobre a água, deve ser exigida a supervisão in loco do profissional de nível 3;</p><p>Já o profissional de Acesso por Corda Nível 2 - N2 - possui qualificação intermediária. Além das</p><p>habilidades do nível 1 deve possuir habilidades necessárias para planejar os trabalhos. Deve</p><p>estar capacitado para realizar montagens de sistema de acesso, executar resgates sob</p><p>supervisão e possuir treinamentos de primeiros socorros. Deve ter ao menos 12 meses de</p><p>qualificação profissional N1, 1000 horas de experiência e ainda ensino médio completo. Se</p><p>tiver apenas o ensino fundamental será exigido ao menos 24 meses de experiência. As suas</p><p>atribuições são:</p><p>- Supervisionar trabalhos verticais simples de acesso por corda somente em ambientes</p><p>urbanos, no caso de trabalho sobre a terra; para trabalho sobre a água, deve ser exigida</p><p>supervisão in loco por um profissional de nível 3;</p><p>- Dependendo da análise de risco, em serviços complexos de ambientes urbanos ou industriais,</p><p>pode atuar sob supervisão remota de um profissional de nível 3.</p><p>Profissionais de Acesso por Corda Nível 3 - N3 - um profissional certificado como nível 3 deve</p><p>ser capaz de assumir total responsabilidade por projetos de acesso por corda. Deve ter as</p><p>habilidades e conhecimentos requeridos nos níveis 1 e 2. Deve ter ao menos 36 meses como</p><p>N2, 3000 horas de experiência e, ainda, ter ao menos o ensino médio completo. As suas</p><p>atribuições são:</p><p>- Supervisionar as Equipes;</p><p>- Capacidade de assumir responsabilidade por projetos de acesso por corda;</p><p>- Planejar as ações de acesso por corda;</p><p>- Possuir experiência em técnicas de trabalho por acesso por corda e conhecimentos sobre</p><p>análise de risco e legislação;</p><p>- Possuir conhecimento avançado em primeiros socorros;</p><p>- Possuir conhecimento avançado de técnicas de resgate.</p><p>A validade da certificação é de 03 anos, passado esse prazo deve ser feita a recertificação,</p><p>submetendo-se a novos exames. Para mais informações sobre a qualificação e certificação de</p><p>pessoas, consultar a ABNT NBR-15475.</p><p>70</p><p>-- Estes profissionais certificados para o Acesso por Corda não precisam se submeter ao</p><p>treinamento prático de capacitação para trabalho em altura contemplada na NR-35, no sub</p><p>item 35.3.1, com carga horária mínima de 8 horas, pois estes profissionais têm um</p><p>treinamento com carga horária maior e currículo mais abrangente.</p><p>Para executar as atividades de acesso por cordas</p><p>Durante a execução da atividade o trabalhador deve estar conectado a pelo menos duas</p><p>cordas em pontos de ancoragem independentes.</p><p>Os pontos de ancoragem da corda de trabalho e da corda de segurança devem ser</p><p>independentes para que se estabeleça a redundância de segurança.</p><p>Entretanto as duas ancoragens podem ser ligadas uma à outra para segurança adicional,</p><p>conforme ilustrações.</p><p>A execução da atividade com o trabalhador conectado a apenas uma corda pode ser permitida</p><p>se atendidos cumulativamente aos seguintes requisitos:</p><p>• For evidenciado na análise de risco que o uso de uma segunda corda gera um risco superior.</p><p>• Sejam implementadas medidas suplementares, previstas na análise de risco, que garantam</p><p>um desempenho de segurança no mínimo equivalente ao uso de duas cordas.</p><p>As cordas utilizadas devem atender aos requisitos das normas técnicas nacionais.</p><p>71</p><p>A seleção de cordas apropriadas para uma tarefa deve considerar os seguintes critérios:</p><p>- Resistência da corda, desgaste, abrasão, reação a produtos químicos, radiação UV, sujeira e</p><p>contaminantes.</p><p>- Desempenho da corda em condições de umidade, temperatura, condições climáticas e</p><p>sujidades.</p><p>- Resistência à torção e rigidez.</p><p>- Facilidade para a realização de nós.</p><p>- Compatibilidade da corda com todos os dispositivos que precisam interagir com ela, em</p><p>especial seu diâmetro.</p><p>Os equipamentos auxiliares utilizados devem ser certificados de acordo com normas técnicas</p><p>nacionais ou, na ausência dessas, de acordo com normas técnicas internacionais.</p><p>Exemplos de equipamentos auxiliares:</p><p>72</p><p>Equipamentos Utilizados para Trabalhos em Altura de Acesso Por Corda</p><p>Os equipamentos auxiliares não são classificados como EPI, que são abrangidos pela NR 6 e</p><p>requerem o certificado de aprovação (CA).</p><p>Já a Norma NBR 15475 define: “3.1- Acesso por corda é a técnica de progressão utilizando</p><p>cordas, em conjunto com outros equipamentos mecânicos, para ascender, descender ou se</p><p>deslocar horizontalmente no local de trabalho, assim como para posicionamento no ponto de</p><p>trabalho”.</p><p>O acesso pode ser realizado desde cima (mais seguro e fácil de executar, é a técnica que tem</p><p>preferência) ou desde baixo (um operário assegura a progressão, por exemplo, lançando uma</p><p>corda de progressão ao redor de um ponto fixo</p><p>para realizar depois uma ascensão por corda</p><p>ou escalando pela estrutura). Quando o primeiro operário instala todas as cordas de</p><p>progressão e de segurança, os demais trabalhadores podem progredir com o máximo de</p><p>segurança.</p><p>Veja agora os equipamentos utilizados para trabalhos em altura de acesso por cordas:</p><p>1. Capacete de segurança sem aba com fita jugular de 3 pontos e sistema de ajuste total: para</p><p>uso em trabalhos em altura, resgate, arboricultura e escalada. Tipo III Classe A – NBR</p><p>8221:2003 e atende a Norma NBR 8221 baseada nas EN 307: 1995, ISO 3873:1997 e ANSI</p><p>Z89.1:1997 conforme testes realizados em laboratório homologado pelo INMETRO.</p><p>73</p><p>2. Cinto tipo PQD, para acesso por corda e resgate. Cinto tipo paraquedista muito confortável</p><p>em todas as situações de trabalho em altura: acesso por corda, restrição de queda,</p><p>posicionamento e suspensão. Possui sistema de fixação de ascensor peitoral.</p><p>74</p><p>3. Descensor autoblocante: Dispositivo com sistema anti pânico para uso em operações de</p><p>descida por corda de 10mm até 12 mm de diâmetro. Atende as Normas: EN341:2011 - CLASSE</p><p>A, EN358:1999, EN12.841:2006 - TIPO C</p><p>75</p><p>4. Talabarte de posicionamento em fita dupla com proteção e dispositivo GIRO® para</p><p>regulagem de distância. Utilizado para abraçar uma estrutura na posição de trabalho.</p><p>5. Talabartes em “Y” com ABS (absorvedor de impacto) para restrição e retenção de queda</p><p>para trabalhadores com peso de 60 kg até 100 kg.</p><p>76</p><p>6. Trava queda com ABS (absorvedor de impacto), exclusivo para acoplamento em cordas</p><p>sintéticas de capa e alma durante movimentação vertical, plano inclinado (telhados),</p><p>estruturas metálicas, fachadas e espaço confinado.</p><p>7. Cordas semi-estáticas Tipo III Classe A. Recomendada para uso como linha de vida, acesso</p><p>por corda, cadeira suspensa, espaço confinado, linha de vida e resgate.</p><p>77</p><p>8. Fitas Anel. Utilizadas para montagem de sistemas de ancoragens provisórias ou</p><p>transportáveis; triangulações; equalizações; amarrações em situações de resgate. Fita tubular</p><p>em formato anelar confeccionada em poliéster de alta tenacidade que proporciona melhor</p><p>maleabilidade e uma resistência de 2 a 3 vezes maior que os demais tecidos. Costuras em Zig-</p><p>Zag que proporcionam uma grande resistência localizada, em cores contrastantes às da fita</p><p>para melhor visualização durante a inspeção.</p><p>9. Ascensor de punho. Idealizados para progressão por corda. Sua rápida instalação facilita a</p><p>passagem de fracionamentos.</p><p>78</p><p>10. Ascensor/Bloqueador peitoral, compacto e leve. Dispositivo bloqueador de mordedor</p><p>dentado, com orifícios superior e inferior para conexão de ancoragem no cinto do trabalhador.</p><p>Usado em ascensões e sistemas de redução autoblocantes.</p><p>79</p><p>11. Pedal ou Estribo de fita ajustável. Dispositivo para apoio do pé, usado em conjunto com o</p><p>Ascensor de punho para facilitar as ascensões por corda. É tecnicamente conhecido também</p><p>como estribo de 1 degrau.</p><p>12. Mosquetão oval em aço 25KN. Acessório utilizado em conjunto com os cinturões</p><p>paraquedistas e os trava quedas, em atividades de trabalhos em altura por acesso em corda.</p><p>13. Luva técnica. Também conhecido por luva de escalada, é um EPI específico para trabalhos</p><p>em altura, resgate e atividades em espaço confinado proporcionam máxima proteção sem</p><p>comprometer a precisão no manuseio de equipamentos.</p><p>80</p><p>14. Banqueta suspensa. É um acessório para atividades verticais que proporciona conforto</p><p>durante longos períodos de trabalhos em suspensão.</p><p>81</p><p>Estruturas E Os Equipamentos Necessários Para Se Realizar Um Trabalho</p><p>Em Altura</p><p>Os EPIs mínimos necessários para efetuar um trabalho em altura são: trava-quedas retrátil;</p><p>cinto de segurança (tipo paraquedista); capacete com jugular; talabartes ajustáveis; talabartes</p><p>simples; talabarte Y; botinas de segurança; óculos de segurança; luvas de segurança;</p><p>mosquetão de aço e cadeira suspensa.</p><p>O trava-quedas é acoplado ao cinto de segurança, em seu ponto dorsal de ancoragem, bem</p><p>como ao ponto de ancoragem devidamente qualificado. O dispositivo destina-se aos trabalhos</p><p>efetuados com movimentação vertical (andaimes suspensos, carregamento de caminhões,</p><p>entre outros exemplos).</p><p>Já a cadeira suspensa é usada para deslocamentos verticais. Os talabartes, por sua vez, são</p><p>úteis para proteger contra quedas em andaimes, torres, estruturas metálicas, escadas e outros</p><p>locais, permitindo a redução de impactos contra o corpo do profissional através de um</p><p>absorvedor de impacto integrado ao talabarte (são sempre usados em conjunto com o cinto de</p><p>segurança).</p><p>O cinto de segurança tipo paraquedista é um EPI muito importante para o trabalho em altura,</p><p>sendo o único autorizado para serviços do tipo. Ele distribui, por diferentes pontos, o peso do</p><p>corpo em queda livre (o peito e as duas coxas, por exemplo), reduzindo os riscos de lesões na</p><p>coluna.</p><p>Antes de iniciar uma atividade em altura, é preciso analisar maneiras diferentes de prender o</p><p>cinto de segurança.</p><p>Não devem ser empregadas fibras sintéticas ou naturais para fixar o cinto de segurança ao</p><p>ponto de ancoragem. Em deslocamentos verticais, ele deve estar ligado a um dispositivo trava-</p><p>quedas que é projetado para reter uma eventual queda com a menor sobrecarga repassada ao</p><p>usuário através do cinto de segurança tipo paraquedista.</p><p>É bastante necessário o estudo do anexo II da NR35, a qual trata justamente dos sistemas de</p><p>ancoragem, tornando-se um material de alta relevância para a prevenção de quedas. É lá que</p><p>se faz demarcado um conjunto de componentes que integram um sistema de proteção</p><p>individual contra quedas – SPIQ. O SPIQ é constituído dos seguintes elementos:</p><p>a) sistema de ancoragem;</p><p>b) elemento de ligação;</p><p>c) equipamento de proteção individual.</p><p>Em relação ao ponto de ancoragem especificamente, por exemplo, o anexo II dispõe em seu</p><p>item 2.1 que:</p><p>O sistema de ancoragem pode apresentar seu ponto de ancoragem:</p><p>82</p><p>- diretamente na estrutura;</p><p>- na ancoragem estrutural;</p><p>- no dispositivo de ancoragem.</p><p>Quanto aos EPCs, destacam-se:</p><p>- andaime suspenso;</p><p>- plataforma provisória;</p><p>- tela protetora/bandeja de proteção;</p><p>- grade metálica dobrável;</p><p>- guarda-corpo de rede;</p><p>- rede de proteção;</p><p>- pranchas antiderrapantes;</p><p>- corrimão;</p><p>- elevadores de pessoal.</p><p>Vale ainda dizer que o anexo supracitado dispõe, em seu item 2.2, que:</p><p>2.2 A ancoragem estrutural e os elementos de fixação devem:</p><p>a) ser projetados e construídos sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado;</p><p>b) atender às normas técnicas nacionais ou, na sua inexistência, às normas internacionais</p><p>aplicáveis.</p><p>Quais são as principais causas de acidentes por quedas?</p><p>Os mecanismos criados pela NR 35 definiram os requisitos e as medidas de proteção dos</p><p>trabalhadores que ganham a vida em altura. A atividade exige 3 fatores básicos ao profissional.</p><p>São eles: condicionamento físico, condicionamento psicológico e conhecimento técnico.</p><p>O fato é que quanto maior a altura, consequentemente maior será o risco de acidentes. Nesse</p><p>cenário, as principais causas de incidentes por quedas são:</p><p>Ausência de planejamento: O princípio básico da atividade consiste na análise prévia do local</p><p>de trabalho, bem como das atividades que ali serão exercidas. Quando não são observados</p><p>esses pontos, coloca-se em iminente risco a segurança do profissional e de toda a estrutura.</p><p>Carência de treinamento adequado: Ainda hoje, no país, existem trabalhadores que exercem</p><p>ilegalmente a profissão, sem a capacitação obrigatória exigida pela NR 35.</p><p>83</p><p>De acordo com a NR 35.3.2, “considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura</p><p>aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária</p><p>mínima de oito horas”.</p><p>Uma vez qualificado por alguma empresa reconhecida pelo MTE, o profissional pode aprimorar</p><p>ainda</p><p>mais suas habilidades ao realizar os treinamentos de reciclagem.</p><p>Falta ou uso inadequado de equipamentos de segurança: Seja para proteção individual ou</p><p>coletiva, o uso de equipamentos é uma exigência da legislação para qualquer atividade em</p><p>altura. A falta ou o uso inadequado de tais utensílios representam grave risco à saúde do</p><p>trabalhador. Vale ressaltar que os materiais devem estar certificados e se apresentar em bom</p><p>estado.</p><p>Excesso de trabalho: A carga excessiva de trabalho ainda é uma realidade no país — e o serviço</p><p>em altura exige grande condicionamento físico por parte do trabalhador. Para estar apto a</p><p>exercer suas atividades, o empregado precisa ter seu tempo de descanso respeitado.</p><p>Excesso de confiança: Da mesma forma que o medo pode ser um limitador para a atividade, é</p><p>possível que o excesso de confiança signifique perigo ao próprio profissional e aos colegas de</p><p>trabalho. O relaxamento natural após uma falsa sensação de controle na execução desse tipo</p><p>de serviço pode fazer com que ocorram acidentes.</p><p>Falta de feedbacks ou pouca orientação: É comum que os colaboradores sejam repreendidos</p><p>por tarefas mal executadas em operações ou funções de rotina. Mas é importante reconhecer</p><p>quando o funcionário cumpre as rotinas da forma correta. Ser reconhecido ao acertar não só é</p><p>bom para a motivação do time, mas reforça os comportamentos que são desejados dentro da</p><p>organização.</p><p>Quando não há feedbacks sobre o cumprimento de tarefas — sobretudo as mais recentes — e</p><p>uma orientação adequada para o emprego correto dos equipamentos de segurança (ou as</p><p>melhores formas de fazer determinados serviços), pode-se aumentar as chances de ocorrerem</p><p>acidentes, sem contar com o número maior de retrabalhos e a perda de tempo.</p><p>Saber o que o líder da empresa pretende ajuda a entender melhor os pontos nos quais cada</p><p>colaborador está acertando ou errando. Esse conhecimento também permite extrair o melhor</p><p>das pessoas que trabalham na empresa.</p><p>As quedas estão entre os acidentes de trabalho mais comuns. Se a organização tiver uma boa</p><p>preparação para evitá-las, mostrará zelo pela integridade de sua equipe e terá uma maior</p><p>produtividade de sua força de trabalho.</p><p>Guia de Nós</p><p>Aprenda a fazer os nós corretos para cada finalidade de aplicação. A seguir descrevemos e</p><p>ilustramos cada nó e sua aplicação prática.</p><p>Tipos de nós:</p><p>- Emendas de cabos;</p><p>84</p><p>- Nós com alça;</p><p>- Nós de ancoragem;</p><p>- Nós auto-blocantes;</p><p>- Nós de tração;</p><p>- Nós de salvamento;</p><p>- Nós decorativos;</p><p>- Amarras;</p><p>- Nós diversos.</p><p>Estas definições são flexíveis, ou seja, os nós aqui mostrados podem variar na sua classificação</p><p>(seu tipo), pois são usados de várias maneiras com diferentes finalidades. Para ser bom, um nó</p><p>deve apresentar algumas características:</p><p>- Aquele que é feito com facilidade e rapidez;</p><p>- Deve ser fácil desatá-lo e com rapidez;</p><p>- Deve apertar à proporção que o esforço sobre ele aumenta;</p><p>- Deve-se usar sempre o nó mais simples, que satisfaça as condições exigidas pelo serviço, sem</p><p>pôr em risco a vida de quem o utiliza.</p><p>Vejam agora as ilustrações de como se fazer cada nó:</p><p>Nó de pescador ou Nó de inglês: Usado para emendar cabos de diâmetros iguais ou</p><p>diferentes.</p><p>85</p><p>Nó de pescador duplo: Usado para emendar cabos de diâmetros iguais ou diferentes, sendo</p><p>este mais seguro que o de pescador, por ter uma volta a mais.</p><p>Nó de correr em oito: Usado para emendar cabos de diâmetros iguais ou diferentes. Sendo</p><p>este mais fácil de desatar do que o nó de pescador.</p><p>Nó de barril: Usado para emendar cabos de diâmetros iguais, principalmente feitos de nylon.</p><p>86</p><p>Nó direito: Pouco utilizado para unir cabos de mesmo diâmetro, tendo cuidado na sua</p><p>utilização, o mesmo deve estar com um arremate de cada lado para que não se desfaça.</p><p>Nó direito alceado: Também utilizado para unir cabos de mesmo diâmetro, sendo usado em</p><p>trabalhos onde a segurança não seja fator determinante, quando deseja soltá-lo com</p><p>facilidade, apenas com um puxão.</p><p>Nó torto: Mesma função do nó direito, com a diferença de não ser muito seguro pois pode</p><p>correr.</p><p>87</p><p>Nó de escota singelo: Usado para unir cabos de diâmetros iguais ou diferentes; pode ser feito</p><p>em volta de uma argola, gancho, braçadeira etc.</p><p>Nó de escota alceado: Usado para unir cabos de diâmetros iguais ou diferentes; para prender</p><p>uma bandeira; em trabalhos onde a segurança não seja fator determinante.</p><p>88</p><p>Nó de escota duplo: Usado para unir cabos de diâmetros iguais ou diferentes, sendo este mais</p><p>seguro que o escota singelo.</p><p>Nó albright: Usado para unir cabos de diâmetros iguais ou diferentes, principalmente feitos de</p><p>nylon. Empregado principalmente na pesca.</p><p>89</p><p>Calabrote ou Nó de aboco ou Nó do artilheiro: Usado para unir cabos de mesmo diâmetro e</p><p>cabos de aço.</p><p>Nó de cirurgião: Usado para emendar cabos de mesmo diâmetro, secos ou molhados com</p><p>segurança. Bastante empregado no canyoning.</p><p>Nó d’água ou Nó de fita ou Nó duplo: Nó extremamente seguro, usado para emendar cabos</p><p>de mesmo diâmetro. Estes podendo até estar molhados; e para fitas tubular é o nó mais</p><p>90</p><p>empregado por não “maltratar” a mesma.</p><p>Nó de aventureiro: Usado para emendar cabos de mesmo diâmetro. Feito com uma</p><p>extremidade da corda para segurança individual do montanhista. É o nó d’água, com uma volta</p><p>a mais.</p><p>91</p><p>Nó de caçador: Usado para emendar cabos de diâmetros iguais ou diferentes com bastante</p><p>segurança. Sendo fácil de desatar.</p><p>92</p><p>Nó de Zeppelin: Semelhante ao nó de caçador, é usado para emendar cabos de diâmetros</p><p>iguais ou diferentes com bastante segurança. Sendo fácil de desatar.</p><p>Nó em oito duplo ou Volta de fiador duplo ou Nó de azelha em oito: Nó mais usado na</p><p>segurança individual do montanhista, feito na cadeirinha; usado para fazer uma ancoragem em</p><p>seguranças móveis ou fixas; e para emendar cabos de mesmo diâmetro. Pode ser feito pelo</p><p>93</p><p>seio ou pela extremidade da corda.</p><p>Nó em nove: Usado em ancoragens fixas ou móveis. Este nó é mais utilizado para tensões</p><p>maiores, por reduzir menos a capacidade da corda em relação ao volta de fiador duplo (nó em</p><p>oito); na segurança individual do montanhista; e para emendar cabos de mesmo diâmetro.</p><p>Lais de guia ou Nó de bolina: Forma uma alça de qualquer tamanho, usado para içar objetos;</p><p>não é aconselhável como segurança individual do montanhista, nem como ancoragem, por</p><p>apresentar os riscos às trações laterais feitas no balso do nó, possibilitando desfazer o aperto e</p><p>94</p><p>desmanchar o nó.; também para equalizar um outro nó.</p><p>Lais de guia com segurança: Forma uma alça de qualquer tamanho, usado para içar objetos</p><p>sendo este mais seguro que o lais de guia; serve para segurança individual do montanhista,</p><p>sendo usado como auto; usado no salvamento de vítimas, a volta é lassada no peito e sob os</p><p>braços da pessoa a ser içada; usado onde a segurança seja fator determinante; serve também</p><p>para equalizar um outro nó.</p><p>Lais de guia de correr: Forma uma alça que serve para laçar animais, objetos diversos etc.</p><p>Lais de guia alceado: Forma uma alça de qualquer tamanho. Utilizado para rebocar carros, içar</p><p>objetos pesados. Muito eficaz, por ser possível desfazê-lo facilmente mesmo após grandes</p><p>95</p><p>trações.</p><p>Nó de azelha: Usado como complemento para amarrações; para formar uma alça; isolar uma</p><p>falha no cabo e ancoragem. Uma vez acochado fica difícil desatar. Pode ser feito pelo meio ou</p><p>pelo extremo do cabo.</p><p>96</p><p>Olho de pescador ou Laçada do pescador: Forma uma alça de qualquer tamanho, evitando</p><p>que ela corra, com uso variado.</p><p>Alça com grupo simples: Forma uma alça de qualquer tamanho, evitando que ela corra, com</p><p>uso variado. Sendo pouco utilizado.</p><p>Arco de pescador: Forma uma alça de qualquer tamanho, evitando que ela corra, sendo mais</p><p>utilizado que a alça com grupo simples.</p><p>Nó</p><p>de arnês: Usado na ligação (encordoamento) dos montanhistas e espeleólogos, o primeiro</p><p>e o último da cordada usam um dos nós com alça, tendo este que ser seguro; usado em</p><p>97</p><p>trabalhos que necessitem de uma alça segura; usado para receber tração.</p><p>Nó de alpinista ou Nó de borboleta ou Borboleta alpina: Usado na ligação (encordoamento)</p><p>dos montanhistas e espeleólogos, o primeiro e o último da cordada usam um dos nós com</p><p>alça, tendo este que ser seguro. Usado em trabalhos que necessitem de uma alça segura.</p><p>Usado para receber tração em amarrações de cargas ou esticar uma corda.</p><p>98</p><p>Nó quadrado: Serve como alça, sendo pouco usado. Serve para ornamentação. Serve para</p><p>emendar cabos de mesmo diâmetro, sendo este pouco usado.</p><p>Nó amor perfeito: Forma uma alça de qualquer tamanho, evitando que ela corra. Seu uso é</p><p>variado.</p><p>99</p><p>Nó de barraca ou Nó kanoê: Forma uma alça ajustável. Muito utilizado para amarrar uma</p><p>barraca nas estacas de fixação, sem deixar o nó correr.</p><p>Nó de correr: Forma uma alça com uso variado que aperta-se quando puxada. Com a utilização</p><p>de madeiras, pode-se fazer uma escada.</p><p>100</p><p>Nó de correr duplo: Forma uma alça com uso variado, sendo este mais seguro que o nó de</p><p>correr, porém não pode ser utilizado para fazer uma escada.</p><p>Lais de guia duplo: Usado para fazer uma ancoragem dupla, em seguranças móveis ou fixas,</p><p>em dois grampos por exemplo. Serve também para salvamento de vítimas.</p><p>Volta do salteador ou Nó de fuga: Usado em situações em que a corda depois de feita a</p><p>transposição, possa ser resgatado. Muito seguro, mas requer atenção em sua utilização.</p><p>101</p><p>Volta do fiel e cote: Usado para içar objetos; e para fazer ancoragens. Sendo bastante seguro.</p><p>Volta do fiel duplo: Usado para içar objetos, tendo cuidado na sua utilização; em amarrações</p><p>diversas, construções de abrigos, pontes etc.</p><p>Nó U.I.A.A. com nó de mula: Mais utilizado no cascading, para resgatar um companheiro em</p><p>dificuldades. Também chamado de rapel debreável. Com utilização do nó U.I.A.A. e um</p><p>mosquetão, usado em situações em que a corda depois de feita a transposição, possa ser</p><p>resgatada. Muito seguro, mas requer atenção em sua utilização.</p><p>102</p><p>Nó de fateixa ou Nó de argola: Usado na marinha, para prender um cabo a um mastro, argola,</p><p>âncora etc., sem apertá-lo.</p><p>Boca-de-lobo com segurança: Usado para amarrações provisórias, diferentemente do</p><p>anterior, pode receber tração em apenas um chicote, sendo assim mais seguro. Também para</p><p>fixar um mosquetão à base de um grampo.</p><p>Nó auto-block ou Nó de Bachman: Nó auto-blocante utilizado na segurança estática; usado da</p><p>mesma maneira que o nó Marchand. O mosquetão tem a função de permitir agarrar e afrouxar</p><p>103</p><p>rapidamente a laçada levando-a mais à frente.</p><p>Nó de aperto alpino ou Nó de coração: Utilizado para descer pessoas ou cargas pesadas, sem</p><p>fazer força.</p><p>104</p><p>Nó de caminhoneiro: Nó de tração utilizado para esticar cabos. Amarrar cargas, sendo</p><p>bastante fácil de desatar.</p><p>Lais de guia triplo: Usado para fazer uma ancoragem dupla ou tripla, em seguranças móveis ou</p><p>fixas; no salvamento de vítimas. Coloca-se uma perna em cada alça em quanto a outra fica no</p><p>peito sob os braços; e quando pretende-se obter 3 alças seguras para fins diversos.</p><p>Nó U.I.A.A. ou Nó de Munter ou Meia-volta de fiel: Função de dar segurança a guiadas e "top</p><p>rop", podem substituir perfeitamente oitos e ATCs, com a vantagem de ser mais difícil da</p><p>corda escorregar num momento de distração. Podendo ainda servir para fazer rapel em caso</p><p>da perda do descensor, tem a desvantagem de gerar mais atrito na corda provocando um</p><p>105</p><p>desgaste maior.</p><p>não previstos nas instruções de segurança dos</p><p>procedimentos;</p><p>- Discutir a divisão de tarefas e responsabilidades;</p><p>- Encontrar problemas potenciais que podem resultar em mudanças no serviço e, até mesmo,</p><p>no procedimento de trabalho;</p><p>- Identificar problemas reais que possam ter sido ignorados durante a seleção de equipamentos</p><p>de segurança e de trabalho;</p><p>- Difusão de conhecimentos e experiências, criando novas motivações;</p><p>e) adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de</p><p>proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas;</p><p>f) garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de</p><p>controle;</p><p>Sempre que novos riscos ou novas soluções forem identificadas, ou quando novas técnicas para</p><p>realizar o trabalho em altura forem adotadas, o trabalhador deverá receber informações e</p><p>treinamentos para eliminar ou neutralizar estes novos riscos. Medidas de controle é uma</p><p>titulação de item que representa o coletivo das ações estratégicas de prevenção destinadas a</p><p>eliminar ou reduzir, mantendo sob controle, as incertezas e eventos indesejáveis com</p><p>capacidade potencial para causar lesões ou danos à saúde dos trabalhadores e, dessa forma,</p><p>transpor as dificuldades possíveis na obtenção de um resultado esperado, dentro de condições</p><p>satisfatórias.</p><p>g) garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de</p><p>proteção definidas nesta Norma;</p><p>h) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de</p><p>risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;</p><p>O empregado deverá paralisar a atividade de trabalho se considerar que ela envolve grave e</p><p>iminente risco para a segurança e saúde dos trabalhadores ou de outras pessoas. Esta</p><p>7</p><p>obrigação está associada ao Direito de Recusa do trabalhador para estes casos, conforme</p><p>estabelece o item 2.2 alínea ¨c¨.</p><p>i) estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura;</p><p>Muitos estabelecimentos mantêm trabalhadores envolvidos com trabalhos em altura que não</p><p>tiveram capacitação formal, e muitas vezes, desconhecem ou subestimam os riscos inerente a</p><p>estas atividades. Esta alínea o processo de autorização, devendo constar os documentos de</p><p>capacitação (realizado na empresa), dos treinamentos de segurança (determinados nesta</p><p>Norma) e da autorização formal dada pela empresa ao trabalhador.</p><p>j) assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será</p><p>definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;</p><p>k) assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta Norma.</p><p>São documentos previstos nesta norma:</p><p>- Análise de Riscos (AR);</p><p>- Permissão de Trabalho (PT), se existentes;</p><p>- Certificados de Treinamento;</p><p>- Procedimento Operacional (PO);</p><p>- Plano de Emergência da Empresa;</p><p>- ASO;</p><p>- Registro das inspeções de EPI/Acessórios/Ancoragens.</p><p>Estes registros das inspeções devem ser os de ¨aquisição¨ e os de ¨recusa¨. Estes documentos</p><p>devem estar disponíveis para a fiscalização, por pelo menos 25 anos.</p><p>Responsabilidades dos Trabalhadores</p><p>35.2.2 Cabe aos trabalhadores:</p><p>a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os</p><p>procedimentos expedidos pelo empregador;</p><p>É um compromisso legalmente obrigatório para os trabalhadores que tem que cumprir as</p><p>normas e regulamentos estabelecidas e demais medidas internas de segurança e saúde.</p><p>b) colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Norma;</p><p>c) (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>d) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas</p><p>ações ou omissões no trabalho.</p><p>8</p><p>Os autorizados a trabalhar em altura devem ter atenção em suas ações ou omissões que</p><p>impliquem em negligência, imprudência ou imperícia, zelando tanto pela sua segurança e</p><p>saúde como pela de outras pessoas que possam ser afetadas, podendo ter de responder civil e</p><p>criminalmente.</p><p>Capacitação e Treinamento</p><p>35.3.1 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>9</p><p>35.3.2 Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi</p><p>submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito</p><p>horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir:</p><p>As necessidades de treinamento e o nível de treinamento devem estar claramente definidos. O</p><p>treinamento deve incluir questões gerais de saúde e segurança específicas do trabalho, o uso</p><p>de equipamentos de proteção individual, de ferramentas e outros equipamentos do trabalho e</p><p>o manuseio de materiais. O trabalhador recentemente treinado deve a princípio ficar sob</p><p>supervisão direta, por exemplo, do supervisor, ou de um trabalhador mais experiente, a critério</p><p>do supervisor.</p><p>a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;</p><p>Além das normas internas da empresa e as especificas e peculiares às suas atividades devem</p><p>ser explicadas ainda as Normas Regulamentadoras 01 e 06, além daquelas relacionadas ao</p><p>tipo de serviço realizado.</p><p>b) análise de Risco e condições impeditivas;</p><p>O que é o risco? Entendemos como a capacidade de uma grandeza com potencial para causar</p><p>lesões ou danos à saúde e a segurança das pessoas. A adoção de medidas de controle deve ser</p><p>precedida da aplicação de técnicas de análise de risco. Análise de risco é um método</p><p>sistemático de exame e avaliação de todas as etapas e elementos de um determinado</p><p>trabalho, para desenvolver e racionalizar toda a sequência de operações que o trabalhador</p><p>executa podemos citar:</p><p>- identificar os riscos potenciais de acidentes físicos e materiais;</p><p>- identificar e corrigir problemas operacionais e implementar a maneira correta para execução</p><p>de cada etapa do trabalho com segurança.</p><p>É, portanto, uma ferramenta de exame crítico da atividade ou situação, com grande utilidade</p><p>para a identificação e antecipação dos eventos indesejáveis e acidentes possíveis de</p><p>ocorrência, possibilitando a adoção de medidas preventivas de segurança e de saúde do</p><p>trabalhador, do usuário e de terceiros, do meio ambiente e até mesmo evitar danos aos</p><p>equipamentos e interrupção dos processos produtivos. A análise de risco não pode prescindir</p><p>de metodologia científica de avaliação e procedimentos conhecidos, divulgados e praticados na</p><p>organização e, principalmente, aceitos pelo poder público, órgãos e entidades técnicas.</p><p>As principais metodologias técnicas utilizadas no desenvolvimento de ‘análise de risco” são:</p><p>- Análise Preliminar de Risco (APR);</p><p>- Análise de Modos de Falha e Efeitos – FMEA (AMFE);</p><p>- Hazard and Operability Studies (HAZOP);</p><p>- Análise Risco de Tarefa (ART),</p><p>- Análise Preliminar de Perigo (APP), dentre outras.</p><p>c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle;</p><p>d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;</p><p>10</p><p>e) equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção,</p><p>conservação e limitação de uso;</p><p>f) acidentes típicos em trabalhos em altura;</p><p>São os acidentes mais comuns de forma geral e os acidentes específicos relacionados ao ramo</p><p>de atividade da empresa e ao tipo de atividade que o trabalhador exerce.</p><p>g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de</p><p>primeiros socorros.</p><p>Não se deseja que em apenas 8 horas um trabalhador conheça as técnicas de resgate e de</p><p>primeiros socorros, mas apenas noções específicas, de acordo com as suas atividades. Como 8</p><p>horas é a carga horária mínima, esta poderá, em função da necessidade e peculiaridade da</p><p>tarefa, ser ampliada com carga horária maior, de forma a satisfazer essas necessidades.</p><p>Se as técnicas de resgate devam ser conhecidas pelos trabalhadores, pois tem um serviço de</p><p>emergência</p><p>próprio ou realizado pelos próprios trabalhadores, estes deverão ter, além das</p><p>aulas teóricas, aulas práticas com simulações como se fossem casos reais. Este tema é</p><p>abordado no item 35.6 - Emergência e Salvamento, desta norma. Se o empregador possuir</p><p>serviço próprio de emergência os trabalhadores autorizados para o trabalho em altura deverão</p><p>ser competentes em técnicas de resgate apropriadas e procedimentos de emergência, e estas</p><p>devem formar parte de seu treinamento inicial e contínuo. Além disso, técnicas de resgate</p><p>devem ser praticadas em intervalos regulares e antes do começo de qualquer trabalho em uma</p><p>situação que é pouco conhecida para qualquer um da equipe do trabalho.</p><p>35.3.3 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.3.1 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.3.2 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.4 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.5 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.5.1 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.6 O treinamento deve ser ministrado por instrutores com comprovada proficiência no</p><p>assunto, sob a responsabilidade de profissional qualificado em segurança no trabalho.</p><p>Este item da norma ratifica o conceito adotado pela NR 1, ou seja, são entendidos como</p><p>trabalhadores qualificados aqueles que receberam instrução específica em cursos reconhecidos</p><p>e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura, com currículo aprovado e que</p><p>comprovaram aproveitamento mediante exames e avaliação pré-estabelecida e por essa razão</p><p>receberam um diploma, um certificado. Nesta categoria se encaixam, além dos profissionais de</p><p>nível superior e nível médio, com profissões regulamentadas (Engenheiro e ou Técnico de</p><p>Segurança do Trabalho), as pessoas que adquiriram conhecimento que lhes permitiu ter uma</p><p>ocupação profissional.</p><p>11</p><p>35.3.7 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.7.1 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>35.3.8 (Revogada pela Portaria SEPRT n.º 915, de 30 de julho de 2019)</p><p>Normas e Regulamentos Aplicáveis ao Trabalho em Altura</p><p>35.4.1 Todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e executado por trabalhador</p><p>capacitado e autorizado.</p><p>Determina a obrigatoriedade dos tomadores de serviços de trabalho em altura garantir a</p><p>segurança e a saúde de todos os trabalhadores e usuários envolvidos.</p><p>35.4.1.1 Considera-se trabalhador autorizado para trabalho em altura aquele capacitado,</p><p>cujo estado de saúde foi avaliado, tendo sido considerado apto para executar essa atividade</p><p>e que possua anuência formada empresa.</p><p>A autorização é um processo administrativo através do qual a empresa declara formalmente</p><p>sua anuência, autorizando a pessoa a trabalhar em altura. A autorização está acompanhada</p><p>da responsabilidade em autorizar, portanto, é de fundamental importância que as empresas</p><p>adotem critérios bem claros para assumir tais responsabilidades.</p><p>35.4.1.2 Cabe ao empregador avaliar o estado de saúde dos trabalhadores que exercem</p><p>atividades em altura, garantindo que:</p><p>a) os exames e a sistemática de avaliação sejam partes integrantes do Programa de Controle</p><p>Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, devendo estar nele consignados;</p><p>b) a avaliação seja efetuada periodicamente, considerando os riscos envolvidos em cada</p><p>situação;</p><p>Sob o ponto de viste médico os exames médicos deverão compreender, além dos principais</p><p>fatores que causam as quedas de planos elevados como condições físicas, psíquicas e clínicas</p><p>do trabalhador, os demais fatores da tarefa como, por exemplo, exigência de esforço físico,</p><p>acuidade visual, restrição de movimentos etc.</p><p>12</p><p>c) seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e</p><p>queda de altura, considerando também os fatores psicossociais.</p><p>Podemos relacionar algumas patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura:</p><p>- Epilepsia</p><p>- Vertigem e tontura</p><p>- Distúrbios do equilíbrio e deficiência da estabilidade postural</p><p>- Alterações cardiovasculares</p><p>- Acrofobia</p><p>- Alterações otoneurológicas</p><p>- Diabetes Mellitus</p><p>Além da existência da acrofobia (medo de altura) devem ser avaliados outros fatores que</p><p>interferem na saúde do trabalhador como alimentação inadequada, distúrbios do sono,</p><p>consumo de bebidas alcoólicas, problemas familiares, stress, uso de medicamentos e drogas</p><p>psicoativas, dentre outros.</p><p>Fatores psicossociais: desde 1984, a OIT - Organização Internacional do Trabalho e a OMS -</p><p>Organização Mundial de Saúde, evidenciam a importância dos fatores psicossociais no</p><p>trabalho (ILO/OMS, 31984, 1987). A urgência de maior produtividade, associada à redução</p><p>contínua do contingente de trabalhadores, à pressão do tempo e ao aumento da complexidade</p><p>das tarefas, além de expectativas irrealizáveis e as relações de trabalho tensas e precárias,</p><p>podem gerar tensão, fadiga e esgotamento profissional, constituindo-se em fatores</p><p>psicossociais responsáveis por situações de estresse relacionado com o trabalho. Os fatores</p><p>psicossociais relacionados ao trabalho podem ser definidos como aquelas características do</p><p>trabalho que funcionam como “estressores”, ou seja, implicam em grandes exigências no</p><p>trabalho, combinadas com recursos insuficientes para o enfrentamento das mesmas.</p><p>35.4.1.2.1 A aptidão para trabalho em altura deve ser consignada no atestado de saúde</p><p>ocupacional do trabalhador.</p><p>Além de constar apto para a função a aptidão para o trabalho em altura também deverá estar</p><p>registrada no Atestado de Saúde Ocupacional.</p><p>35.4.1.3 A empresa deve manter cadastro atualizado que permita conhecer a abrangência da</p><p>autorização de cada trabalhador para trabalho em altura.</p><p>Este cadastro que poderá ser em formato de documento impresso, crachá, cartaz, ou registro</p><p>eletrônico que evidencie para quais atividades o trabalhador tem autorização para trabalhar</p><p>em função de sua capacitação e estado de saúde.</p><p>35.4.2 No planejamento do trabalho devem ser adotadas, de acordo com a seguinte</p><p>hierarquia:</p><p>a) medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de</p><p>execução;</p><p>Esta é a melhor alternativa, pois ela simplesmente elimina o risco de queda. Já existem</p><p>medidas alternativas consagradas para se evitar o trabalho em altura em algumas tarefas.</p><p>Podemos citar, por exemplo, a demolição de edifícios pelo método da implosão (utilizando</p><p>explosivos), que evita o acesso de trabalhadores com ferramentas e equipamentos ao alto das</p><p>13</p><p>estruturas por períodos prolongados. Existem ainda a solução com utilização de postes de luz</p><p>onde a luminária desce, através de dispositivos mecânicos até a base do poste, e a troca de</p><p>lâmpadas é realizada a 1 metro do nível do chão. Na análise de risco de uma tarefa esta opção</p><p>deve sempre ser avaliada e priorizada, quando possível.</p><p>b) medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de</p><p>execução do trabalho de outra forma;</p><p>É conceito universal que as medidas de proteção coletiva devem ser planejadas e desenvolvidas</p><p>com a análise de risco realizada e aplicadas mediante procedimentos, entendido como forma</p><p>padronizada do proceder (fazer) ou implantar a medida de proteção programada. O</p><p>procedimento deve ser documentado, divulgado, conhecido, entendido e cumprido por todos os</p><p>trabalhadores e demais pessoas envolvidas. Deve-se ainda observar que a palavra</p><p>“prioritariamente”, empregada no texto, determina aquilo que tem a preferência de execução</p><p>e impõe a condição de seletividade e que a possibilidade da aplicação de medidas de proteção</p><p>coletiva deve, obrigatoriamente, se antecipar a todas as demais medidas de proteção possíveis</p><p>de adoção na situação considerada.</p><p>c) medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder</p><p>ser eliminado.</p><p>Trabalhos</p><p>em altura com ventos podem provocar hipotermia no caso de locais frios causam</p><p>sensação térmica muitos graus abaixo do que o termômetro marca. Em caso de chuva ou</p><p>garoa associada a vento retira calor do corpo, portanto para alguns casos é necessário haver</p><p>recomendação de uso de vestimentas adequadas ou restringir o trabalho em caso de ventos</p><p>fortes. O calor intenso sem a proteção e a hidratação adequada pode causar desidratação e</p><p>consequente malsúbito (desmaio, fraqueza, etc. )</p><p>35.4.3 Todo trabalho em altura deve ser realizado sob supervisão, cuja forma será definida</p><p>pela análise de risco de acordo com as peculiaridades da atividade.</p><p>No setor elétrico, o responsável pelo cumprimento não é a chefia, mas sim o supervisor da</p><p>tarefa a quem caberá esta responsabilidade.</p><p>35.4.4 A execução do serviço deve considerar as influências externas que possam alterar as</p><p>condições do local de trabalho já previstas na análise de risco.</p><p>35.4.5 Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco.</p><p>35.4.5.1 A Análise de Risco deve, além dos riscos inerentes ao trabalho em altura,</p><p>considerar:</p><p>a) o local em que os serviços serão executados e seu entorno;</p><p>b) o isolamento e a sinalização no entorno da área de trabalho;</p><p>c) o estabelecimento dos sistemas e pontos de ancoragem;</p><p>d) as condições meteorológicas adversas;</p><p>Podem ser: ventos fortes, chuva, vendavais, tempo muito seco que exija hidratação adicional,</p><p>umidade alta, sol e calor excessivos, etc. que poderão que poderão comprometer a segurança</p><p>e saúde dos trabalhadores;</p><p>14</p><p>e) a seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção</p><p>coletiva e individual, atendendo às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes</p><p>e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda;</p><p>f) o risco de queda de materiais e ferramentas;</p><p>A queda de materiais e ferramentas deverá ser impedida com a utilização de procedimentos e</p><p>técnicas como amarração das ferramentas e matérias, utilização de redes, ou quaisquer outros</p><p>que evitem este risco. ...</p><p>g) os trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos;</p><p>Existem atividades simultâneas com riscos tais como: trabalhos de solda em altura que podem</p><p>ser sobrepostas de forma a ...</p><p>h) o atendimento aos requisitos de segurança e saúde contidos nas demais normas</p><p>regulamentadoras;</p><p>Quando houver outros riscos como, por exemplo, o risco de contato elétrico, áreas classificadas</p><p>e espaços confinados, as Normas Regulamentadoras n º 10 , 20 e 33 deverão ser cumpridas</p><p>respectivamente.</p><p>i) os riscos adicionais;</p><p>Além dos riscos de queda em altura intrínsecos aos serviços objeto da Norma, existem outros</p><p>riscos, específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente,</p><p>podem expor a integridade física e a saúde dos trabalhadores no desenvolvimento de</p><p>atividades em altura. Existe, portanto, a determinação de obrigatoriedade da adoção de</p><p>medidas preventivas de controle para tais riscos “adicionais”, com especial atenção aos</p><p>gerados pelo trabalho em campos elétricos e magnéticos, confinamento, explosividade,</p><p>umidade, poeiras, fauna e flora, ruído e outros agravantes existentes nos processos ou</p><p>ambientes onde são desenvolvidos os serviços em altura, tornando obrigatória a implantação</p><p>de medidas complementares dirigida aos riscos adicionais verificados.</p><p>Dentre os riscos adicionais podemos elencar:</p><p>Riscos Mecânicos: são os perigos inerentes as condições estruturais do local como falta de</p><p>espaço, iluminação deficiente, presença de equipamentos que podem produzir lesão e dano.</p><p>Riscos Elétricos: são todos os perigos relacionados com as instalações energizadas existentes</p><p>no local ou com a introdução de máquinas e equipamentos elétricos, que podem causar choque</p><p>elétrico.</p><p>Riscos de Corte e Solda: os trabalhos a quente, solda e/ou corte, acrescentam à atividade os</p><p>perigos específicos como radiações, emissão de partículas incandescentes etc.</p><p>Riscos líquidos, gases, vapores, fumos metálicos e fumaça: a presença destes agentes químicos</p><p>contaminantes gera condições inseguras e facilitadoras para ocorrências de acidentes e</p><p>doenças ocupacionais, nestes casos, os trabalhos não devem ocorrer.</p><p>Risco de Soterramento: quando o trabalho ocorre em diferença de nível maior que 2 metros</p><p>com o nível do solo ou em terrenos instáveis, existe a possibilidade de soterramento por</p><p>pressão externa (ex. construção de poços, fosso de máquinas, fundação, reservatórios, porão</p><p>de máquinas etc.)</p><p>15</p><p>Risco por temperaturas extremas: o trabalho sobre fornos e estufas pode apresentar</p><p>temperaturas extremas que comprometer a segurança e a saúde dos trabalhadores;</p><p>Outros Riscos: pessoal não autorizado próximo ao local de trabalho; queda de materiais;</p><p>energia armazenada.</p><p>j) as condições impeditivas;</p><p>Condições impeditivas são aquelas situações que por serem extremamente perigosas para a</p><p>realização do trabalho como as que ultrapassam os padrões ou limites de cautela como ventos</p><p>e chuvas fortes ou que ultrapassem ...</p><p>k) as situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a</p><p>reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador;</p><p>A queda não é o único perigo no trabalho em altura. Ficar pendurado pelo cinturão de</p><p>segurança é também perigoso.</p><p>Ficar pendurado pelo cinto de segurança gera a ¨suspensão inerte¨, quando a parte inferior do</p><p>cinto de segurança, que se prende às pernas, impede a circulação do sangue e este se acumula</p><p>nelas. Se estas não se movem, o sangue fica lá e o coração não consegue bombear o sangue</p><p>para a cabeça provocando a ¨intolerância ortostática que se caracteriza por atordoamento,</p><p>tremor, fadiga, dor de cabeça, fraqueza e desmaios.</p><p>Suspensão prolongada causada por sistemas de detecção de quedas pode causar a intolerância</p><p>ortostática que, por sua vez, pode resultar em perda de consciência seguida por morte em</p><p>menos de 30 minutos. Para reduzir os riscos relacionados à suspensão inerte, provocada por</p><p>cintos de segurança, o empregador deve implantar planos de emergência para impedir a</p><p>suspensão prolongada identificando os sinais e sintomas da intolerância ortostática e</p><p>realizando o resgate e tratamento o mais rápido possível. Quanto mais tempo a vítima ficar</p><p>suspensa, sem se mover, maiores serão os riscos para sua saúde.</p><p>Vale lembrar que após o resgate as vítimas não devem ser deitadas na posição horizontal em</p><p>nenhum momento, seja durante o resgate ou quando chegarem ao solo. A manobra correta é</p><p>deixar a vítima na posição sentada, por pelo menos 20 minutos, mesmo se estiver inconsciente.</p><p>Deixar de seguir estes procedimentos pós resgate pode causar danos à vítima e, às vezes, levar</p><p>até a morte.</p><p>l)a necessidade de sistema de comunicação;</p><p>m) a forma de supervisão.</p><p>35.4.6 Para atividades rotineiras de trabalho em altura a análise de risco pode estar</p><p>contemplada no respectivo procedimento operacional.</p><p>Atividades rotineiras: Conjunto de ações que fazem parte do cotidiano de uma atribuição,</p><p>função ou cargo do trabalhador no processo do trabalho.</p><p>Atividades não rotineiras: Conjunto de ações que não fazem parte do cotidiano de uma</p><p>atribuição, função ou cargo do trabalhador no processo do trabalho.</p><p>35.4.6.1 Os procedimentos operacionais para as atividades rotineiras de trabalho em altura</p><p>devem conter, no mínimo:</p><p>a) as diretrizes e requisitos da tarefa;</p><p>16</p><p>b) as orientações administrativas;</p><p>c) o detalhamento da tarefa;</p><p>d) as medidas de controle dos riscos características à rotina;</p><p>e) as condições impeditivas;</p><p>f) os sistemas de proteção coletiva e individual necessários;</p><p>g) as competências e responsabilidades.</p><p>35.4.7 As atividades de trabalho em altura não rotineiras devem ser previamente</p><p>autorizadas mediante Permissão de Trabalho.</p><p>Atividades não rotineiras são as atividades não habituais que estão fora do planejamento de</p><p>execução e não contempladas</p><p>nas Análises de Risco e nos procedimentos. Existem tarefas que</p><p>tem frequência mínima, ou seja, realizadas de tempos em tempos, mas é uma atividade</p><p>conhecida e planejada que faz parte do processo de trabalho da empresa. As atividades não</p><p>contempladas nestes requisitos deverão ter autorização prévia através de uma Permissão de</p><p>Trabalho, que é um documento que, após avaliação prévia, conterá os requisitos de segurança</p><p>que devem ser obedecidos naquela situação.</p><p>35.4.7.1 Para as atividades não rotineiras as medidas de controle devem ser evidenciadas na</p><p>Análise de Risco e na Permissão de Trabalho.</p><p>Permissão de trabalho deverá ser o documento para formalizar à autorização para a execução</p><p>da atividade, ou seja, o local de trabalho, recursos e pessoal se encontram em conformidade</p><p>com a AR portanto é permitida a sua realização.</p><p>35.4.8 A Permissão de Trabalho deve ser emitida, aprovada pelo responsável pela</p><p>autorização da permissão, disponibilizada no local de execução da atividade e, ao final,</p><p>encerrada e arquivada de forma a permitir sua rastreabilidade.</p><p>35.4.8.1 A Permissão de Trabalho deve conter:</p><p>a) os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos;</p><p>b) as disposições e medidas estabelecidas na Análise de Risco;</p><p>c) a relação de todos os envolvidos e suas autorizações.</p><p>35.4.8.2 A Permissão de Trabalho deve ter validade limitada à duração da atividade, restrita</p><p>ao turno de trabalho, podendo ser revalidada pelo responsável pela aprovação nas situações</p><p>em que não ocorram mudanças nas condições estabelecidas ou na equipe de trabalho.</p><p>17</p><p>EPI Para Trabalho em Altura: Seleção, Inspeção, Conservação e Limitação</p><p>de Uso</p><p>35.5.1 Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI, acessórios e sistemas de ancoragem</p><p>devem ser especificados e selecionados considerando-se a sua eficiência, o conforto, a carga</p><p>aplicada aos mesmos e o respectivo fator de segurança, em caso de eventual queda.</p><p>O fator de segurança estabelecido mínimo de 2,5:1, tendo como base de cálculo 6 kN, como</p><p>força de impacto máximo permitida a ser transmitida ao trabalhador.</p><p>A norma de absorvedor de energia e as de todos os modelos de trava-queda testam os</p><p>produtos dentro da pior situação possível e limitam a força de impacto gerada em 6 kN (600</p><p>Kgf). Existe uma discussão dentro do CB-32 para que seja revista e colocada em consulta</p><p>pública a permissão de talabartes de segurança sem absorvedor de energia com até 0,9m para</p><p>proteção de queda. Outro fator que deve ser levado em conta na seleção do EPI é o propósito</p><p>do uso. Por exemplo nem todo trava-quedas pode ser utilizado como equipamento de</p><p>posicionamento.</p><p>35.5.1.1 Na seleção dos EPI devem ser considerados, além dos riscos a que o trabalhador</p><p>está exposto, os riscos adicionais.</p><p>Em algumas circunstâncias os EPI devem, além de garantir a eficácia na retenção da queda do</p><p>trabalhador, garantir que estes sejam adequados aos riscos adicionais que possam existir no</p><p>local de trabalho.</p><p>35.5.2 Na aquisição e periodicamente devem ser efetuadas inspeções dos EPI, acessórios e</p><p>sistemas de ancoragem, destinados à proteção de queda de altura, recusando-se os que</p><p>apresentem defeitos ou deformações.</p><p>Antes do equipamento novo ou usado ser utilizado pela primeira vez por um usuário específico,</p><p>esse usuário deve assegurar que seja apropriado para a aplicação pretendida, que funciona</p><p>corretamente, e que está em boas condições.</p><p>Antes de usar um cinturão de segurança pela primeira vez é recomendável que o usuário seja</p><p>ajudado na execução de um teste em um lugar seguro para assegurar que o cinturão é de</p><p>18</p><p>tamanho correto, tem ajuste suficiente e um nível de conforto aceitável para o uso pretendido,</p><p>inclusive suspensão.</p><p>35.5.2.1 Antes do início dos trabalhos deve ser efetuada inspeção rotineira de todos os EPI,</p><p>acessórios e sistemas de ancoragem.</p><p>Estas inspeções devem fazer parte da rotina de toda a atividade realizada em altura. Minuciosa</p><p>verificação das condições de segurança e integridade de todos os dispositivos de segurança</p><p>para o trabalho em altura deverão ser realizados pelo próprio trabalhador e quando possível</p><p>também pelo supervisor</p><p>35.5.2.2 Deve ser registrado o resultado das inspeções:</p><p>a) na aquisição;</p><p>b) periódicas e rotineiras quando os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem forem</p><p>recusados.</p><p>Estes registros deverão existir obrigatoriamente nestas duas circunstâncias e estes registros</p><p>deverão ser arquivados para rastreá-los.</p><p>35.5.2.3 Os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem que apresentarem defeitos,</p><p>degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda devem ser inutilizados e</p><p>descartados, exceto quando sua restauração for prevista em normas técnicas nacionais ou,</p><p>na sua ausência, normas internacionais.</p><p>Quando apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda nos</p><p>pontos de ancoragem, cinturões de segurança, talabartes, absorvedores de energia, cabos,</p><p>conectores e trava-quedas devem ser descartados e inutilizados para evitar reuso.</p><p>Alguns tipos de trava quedas retráteis, quando sofrerem impacto de queda, podem ser</p><p>revisados conforme especificação do fabricante e norma da ABNT.</p><p>Alguns EPI e cabos de fibra sintética, e materiais têxteis de diferentes naturezas, podem sofrer</p><p>degradação por foto decomposição (exposição à radiação solar) e por produtos químicos</p><p>(ácidos, produtos alcalinos, hidrocarbonetos, amônia, cimento etc.) que podem estar presentes</p><p>no ambiente, mesmo que em pequenas concentrações. Em ambientes industriais com estes</p><p>produtos químicos é fundamental que ocorra inspeção nas fibras têxteis dos equipamentos.</p><p>Alguns tipos de degradação são imperceptíveis a olho nu. Se for reconhecida a presença deste</p><p>agentes agressivos no ambiente de trabalho os EPI e sistemas de ancoragem deverão ser</p><p>substituídos a intervalos menores do que estabelece o prazo de validade especificado.</p><p>35.5.3 O cinto de segurança deve ser do tipo paraquedista e dotado de dispositivo para</p><p>conexão em sistema de ancoragem.</p><p>19</p><p>O sistema de restrição de movimentação restringe o usuário de atingir locais onde uma queda</p><p>possa vir a ocorrer. Sempre que possível este sistema que previne a queda é preferível sobre</p><p>sistemas que buscam minimizar os efeitos de uma queda.</p><p>35.5.3.1 O sistema de ancoragem deve ser estabelecido pela Análise de Risco.</p><p>O sistema de ancoragem são componentes definitivos ou temporários, dimensionados para</p><p>suportar impactos de queda, aos quais o trabalhador possa conectar seu Equipamento de</p><p>Proteção Individual. O ponto de ancoragem é um local para fixação de um dispositivo contra</p><p>queda. Pode ser um simples olhal de rosca, gancho de metal, talha de viga, ou outro elemento</p><p>estrutural com capacidade nominal robusta.</p><p>35.5.3.2 O trabalhador deve permanecer conectado ao sistema de ancoragem durante todo</p><p>o período de exposição ao risco de queda.</p><p>20</p><p>O sistema de proteção contra quedas deve permitir que o trabalhador se conecte antes de</p><p>ingressar na zona de risco de queda e se desconecte somente após sair, permanecendo</p><p>conectado durante toda sua movimentação no interior da mesma e em todos os pontos em que</p><p>a tarefa demandar. No caso do uso do cinto de segurança com duplo talabarte, pelo menos um</p><p>dos mosquetões deverá estar sempre conectado ao sistema de ancoragem.</p><p>35.5.3.3 O talabarte e o dispositivo trava-quedas devem estar fixados acima do nível da</p><p>cintura do trabalhador, ajustados de modo a restringir a altura de queda e assegurar que, em</p><p>caso de ocorrência, minimize as chances de o trabalhador colidir com estrutura inferior.</p><p>21</p><p>Sempre que possível, os pontos de ancoragem devem estar acima do usuário de forma a</p><p>minimizar o comprimento e o impacto de qualquer queda.</p><p>Zona Livre de queda (ZQL): É a distância mínima medida desde o dispositivo de ancoragem até</p><p>o nível do chão, ou próximo nível inferior real, ou obstáculo significativo</p><p>mais próximo. O</p><p>comprimento indicado será a somatória das distâncias.</p><p>35.5.3.4 É obrigatório o uso de absorvedor de energia nas seguintes situações:</p><p>a) fator de queda for maior que 1;</p><p>b) comprimento do talabarte for maior que 0,9m.</p><p>O absorvedor de energia é o componente ou elemento de um sistema antiqueda desenhado</p><p>para dissipar a energia cinética desenvolvida durante uma queda de uma determinada altura</p><p>(força de pico). A obrigatoriedade do uso do absorvedor de energia nestes casos é reduzir o</p><p>impacto no trabalhador caso ocorra a queda quando a fator de queda for superior a 1</p><p>35.5.4 Quanto ao ponto de ancoragem, devem ser tomadas as seguintes providências:</p><p>22</p><p>a) ser selecionado por profissional legalmente habilitado;</p><p>b) ter resistência para suportar a carga máxima aplicável;</p><p>c) ser inspecionado quanto à integridade antes da sua utilização.</p><p>O profissional habilitado deve preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos</p><p>regionais de fiscalização do exercício profissional, CREA/CONFEA. É o conselho profissional</p><p>quem estabelece as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos,</p><p>cargas horárias e matérias ministradas. São os conselhos profissionais que habilitam os</p><p>profissionais com superior, neste caso engenheiros. A regularidade do registro junto ao</p><p>conselho competente é que resulta na habilitação.</p><p>O engenheiro responsável deve garantir que os pontos de ancoragem devem ser</p><p>cuidadosamente selecionados, de forma a suportar os esforços decorrentes das cargas</p><p>aplicadas. Além da habilitação, este profissional deve ter competência para estas atividades.</p><p>Estes pontos de ancoragem deverão ser mantidos em condições de uso pelo empregador. Se</p><p>existirem meios alternativos de proteção contra queda de altura e estas já estiverem definidas,</p><p>testadas e aprovadas por profissional habilitado, a decisão em campo será somente sobre qual</p><p>alternativa utilizar e, neste caso, o profissional capacitado poderá tomá-la.</p><p>Condutas em Situações de Emergência - Técnicas de Resgate e Primeiros</p><p>Socorros</p><p>35.6.1 O empregador deve disponibilizar equipe para respostas em caso de emergências</p><p>para trabalho em altura.</p><p>23</p><p>Estas equipes deverão estar preparadas e aptas a realizar as condutas mais adequadas para os</p><p>possíveis cenários de situações de emergência em suas atividades. As respostas serão</p><p>proporcionais ao nível de treinamento e aptidão necessárias em função da existência ou não de</p><p>equipe própria, externa ou composta pelos próprios trabalhadores. Se a equipe de emergência</p><p>e salvamento for própria ou formada pelos próprios trabalhadores as respostas serão realizar o</p><p>resgate e os primeiros socorros de imediato com as técnicas aprendidas. Se a equipe for</p><p>externa, a resposta será chamar a equipe de emergência com a maior brevidade e dar todo o</p><p>suporte e retaguarda à(s) vítima(s) e a equipe de resgate.</p><p>35.6.1.1 A equipe pode ser própria, externa ou composta pelos próprios trabalhadores que</p><p>executam o trabalho em altura, em função das características das atividades.</p><p>Equipe externa pode ser pública ou privada. A pública é formada pelo corpo de bombeiros da</p><p>polícia militar ou por voluntários, defesa civil, resgate, SAMU, paramédicos etc., em cidades,</p><p>regiões ou logradouros que as possuam. A equipe privada é formada por profissionais</p><p>capacitados em emergência e salvamento como bombeiros civis, médicos, enfermeiros e</p><p>resgatistas treinados em fábricas, estabelecimentos, ou frentes de serviço que tem função</p><p>específica dar suporte para seus próprios funcionários e de contratadas. Em algumas situações</p><p>a equipe para respostas em caso de emergências para trabalho em altura deverá ser própria,</p><p>ou seja, formada pelos próprios trabalhadores que exercem trabalhos em altura. Isto deverá</p><p>ocorrer quando as equipes externas, públicas ou privadas forem inexistentes ou quando a</p><p>distância exija deslocamentos que inviabilizem o trabalho em tempo ideal.</p><p>35.6.2 O empregador deve assegurar que a equipe possua os recursos necessários para as</p><p>respostas a emergências.</p><p>Como exemplo de equipe própria podemos citar trabalhos realizados na montagem de torres</p><p>de telecomunicações em locais distantes ou de difícil acesso onde os trabalhadores deverão</p><p>estar capacitados a realizar salvamentos de emergência, resgate e inclusive o auto resgate,</p><p>quando possível ou viável. Portanto deve-se assegurar que o plano de emergência, após análise</p><p>24</p><p>de risco, contemple os treinamentos específicos necessários para cada realidade, utilização de</p><p>sistemas de comunicação adequados, equipamentos adequados para resgate e primeiros</p><p>socorros.</p><p>35.6.3 As ações de respostas às emergências que envolvam o trabalho em altura devem</p><p>constar do plano de emergência da empresa.</p><p>Trata-se de um documento contendo os procedimentos para contingências de ordem geral, que</p><p>os trabalhadores autorizados deverão conhecer e estar aptos adotá-los nas circunstâncias em</p><p>que se fizerem necessários. Essas medidas são em função dos riscos e das condições do</p><p>trabalho em áreas externas e internas sujeitas a diversas variáveis cujo controle não está</p><p>totalmente nas mãos dos trabalhadores, como as interferências de veículos em vias públicas,</p><p>intempéries, ações de pessoas negligentes, bem como os reflexos dessas ocorrências nas áreas</p><p>internas, que determinam a necessidade de serem pré estabelecidos procedimentos</p><p>emergenciais.</p><p>35.6.4 As pessoas responsáveis pela execução das medidas de salvamento devem estar</p><p>capacitadas a executar o resgate, prestar primeiros socorros e possuir aptidão física e mental</p><p>compatível com a atividade a desempenhar.</p><p>Se a empresa, de acordo com o seu plano de emergência, tiver ou necessitar equipe própria</p><p>para executar o resgate e prestar primeiros socorros os membros desta equipe devem possuir</p><p>treinamento adequado. A indefinição do fator de segurança e sua responsabilidade devem ficar</p><p>a cargo do fabricante dos equipamentos o que poderá ser consignado no próprio CA do EPI, ou,</p><p>no caso de equipamentos acessórios, em documento próprio do mesmo.</p><p>Glossário da Norma</p><p>Absorvedor de energia: dispositivo destinado a reduzir o impacto transmitido ao corpo do</p><p>trabalhador e sistema de segurança durante a contenção da queda.</p><p>Análise de Risco - AR: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas</p><p>de controle.</p><p>Atividades rotineiras: atividades habituais, independente da frequência, que fazem parte do</p><p>processo de trabalho da empresa.</p><p>25</p><p>Cinto de segurança tipo paraquedista: Equipamento de Proteção Individual utilizado para</p><p>trabalhos em altura onde haja risco de queda, constituído de sustentação na parte inferior do</p><p>peitoral, acima dos ombros e envolto nas coxas.</p><p>Condições impeditivas: situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que</p><p>possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador.</p><p>Equipamentos auxiliares: equipamentos utilizados nos trabalhos de acesso por corda que</p><p>completam o cinturão tipo paraquedista, talabarte, trava quedas e corda, tais como:</p><p>conectores, bloqueadores, anéis de cintas têxteis, polias, descensores, ascensores, dentre</p><p>outros. (Inserido pela Portaria MTE n.º 593, de 28 de abril de 2014)</p><p>26</p><p>Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o</p><p>comprimento do equipamento que irá detê-lo.</p><p>27</p><p>Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção das medidas</p><p>de proteção, para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de forma</p><p>antecipada.</p><p>Operação Assistida: atividade realizada sob supervisão permanente de profissional com</p><p>conhecimentos para avaliar os riscos nas atividades e implantar medidas para controlar,</p><p>minimizar ou neutralizar tais riscos. (Inserido pela Portaria MTE n.º 593, de 28 de abril de</p><p>2014)</p><p>Permissão de Trabalho - PT: documento escrito contendo</p><p>conjunto de medidas de controle</p><p>visando o desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.</p><p>Ponto de ancoragem: ponto destinado a suportar carga de pessoas para a conexão de</p><p>dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabartes.</p><p>28</p><p>Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no</p><p>competente conselho de classe.</p><p>Riscos adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos existentes no trabalho</p><p>em altura, específicos de cada ambiente ou atividade que, direta ou indiretamente, possam</p><p>afetar a segurança e a saúde no trabalho.</p><p>Sistemas de ancoragem: componentes definitivos ou temporários, dimensionados para</p><p>suportar impactos de queda, aos quais o trabalhador possa conectar seu Equipamento de</p><p>Proteção Individual, diretamente ou através de outro dispositivo, de modo a que permaneça</p><p>conectado em caso de perda de equilíbrio, desfalecimento ou queda</p><p>29</p><p>Suspensão inerte: situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de</p><p>segurança, até o momento do socorro.</p><p>Talabarte: dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para</p><p>sustentar, posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador.</p><p>Trabalhador qualificado: trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua</p><p>atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.</p><p>Trava-queda: dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações</p><p>com movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para</p><p>proteção contra quedas.</p><p>30</p><p>Anexo I - Acesso por Cordas</p><p>ACESSO POR CORDAS</p><p>(Inserido pela Portaria MTE n.º 593, de 28 de abril de 2014)</p><p>1. Campo de Aplicação</p><p>1.1 Para fins desta Norma Regulamentadora considera-se acesso por corda a técnica de</p><p>progressão utilizando cordas, com outros equipamentos para ascender, descender ou se</p><p>deslocar horizontalmente, assim como para posicionamento no local de trabalho,</p><p>normalmente incorporando dois sistemas de segurança fixados de forma independente, um</p><p>como forma de acesso e o outro como corda de segurança utilizado com cinturão de</p><p>segurança tipo paraquedista.</p><p>1.2 Em situações de trabalho em planos inclinados, a aplicação deste anexo deve ser</p><p>estabelecida por Análise de Risco.</p><p>1.3 As disposições deste anexo não se aplicam nas seguintes situações:</p><p>a) atividades recreacionais, esportivas e de turismo de aventura;</p><p>b) arboricultura;</p><p>c) serviços de atendimento de emergência destinados a salvamento e resgate de pessoas que</p><p>não pertençam à própria equipe de acesso por corda.</p><p>31</p><p>2. Execução das atividades</p><p>2.1 As atividades com acesso por cordas devem ser executadas:</p><p>a) de acordo com procedimentos em conformidade com as normas técnicas nacionais</p><p>vigentes;</p><p>b) por trabalhadores certificados em conformidade com normas técnicas nacionais vigentes de</p><p>certificação de pessoas; (Vide prazo para implementação no Art. 3ª da Portaria MTE n.º</p><p>593/2014 e prorrogação no Art. 1º da Portaria MTE n.º 1.471/2014)</p><p>c) por equipe constituída de pelo menos dois trabalhadores, sendo um deles o supervisor.</p><p>2.1.1 O processo de certificação desses trabalhadores contempla os treinamentos inicial e</p><p>periódico previstos nos subitens 35.3.1 e 35.3.3 da NR-35.</p><p>2.2 Durante a execução da atividade o trabalhador deve estar conectado a pelo menos duas</p><p>cordas em pontos de ancoragem independentes.</p><p>2.2.1 A execução da atividade com o trabalhador conectado a apenas uma corda pode ser</p><p>permitida se atendidos cumulativamente aos seguintes requisitos:</p><p>a) for evidenciado na análise de risco que o uso de uma segunda corda gera um risco superior;</p><p>b) sejam implementadas medidas suplementares, previstas na análise de risco, que garantam</p><p>um desempenho de segurança no mínimo equivalente ao uso de duas cordas.</p><p>3. Equipamentos e cordas</p><p>3.1 As cordas utilizadas devem atender aos requisitos das normas técnicas nacionais.</p><p>3.2 Os equipamentos auxiliares utilizados devem ser certificados de acordo com normas</p><p>técnicas nacionais ou, na ausência dessas, de acordo com normas técnicas internacionais.</p><p>(Vide prazo para implementação no Art. 3ª da Portaria MTE n.º 593/2014)</p><p>3.2.1 Na inexistência de normas técnicas internacionais, a certificação por normas estrangeiras</p><p>pode ser aceita desde que atendidos aos requisitos previstos na norma europeia (EN).</p><p>32</p><p>3.3 Os equipamentos e cordas devem ser inspecionados nas seguintes situações:</p><p>a) antes da sua utilização;</p><p>b) periodicamente, com periodicidade mínima de seis meses.</p><p>3.3.1 Em função do tipo de utilização ou exposição a agentes agressivos, o intervalo entre as</p><p>inspeções deve ser reduzido.</p><p>3.4 As inspeções devem atender às recomendações do fabricante e aos critérios estabelecidos</p><p>na Análise de Risco ou no Procedimento Operacional.</p><p>3.4.1 Todo equipamento ou corda que apresente defeito, desgaste, degradação ou</p><p>deformação deve ser recusado, inutilizado e descartado.</p><p>3.4.2 A Análise de Risco deve considerar as interferências externas que possam comprometer</p><p>a integridade dos equipamentos e cordas.</p><p>3.4.2.1 Quando houver exposições a agentes químicos que possam comprometer a integridade</p><p>das cordas ou equipamentos, devem ser adotadas medidas adicionais em conformidade com</p><p>as recomendações do fabricante considerando as tabelas de incompatibilidade dos produtos</p><p>identificados com as cordas e equipamentos.</p><p>3.4.2.2 Nas atividades nas proximidades de sistemas energizados ou com possibilidade de</p><p>energização, devem ser adotadas medidas adicionais.</p><p>3.5 As inspeções devem ser registradas:</p><p>a) na aquisição;</p><p>b) periodicamente;</p><p>c) quando os equipamentos ou cordas forem recusados.</p><p>3.6 Os equipamentos utilizados para acesso por corda devem ser armazenados e mantidos</p><p>conforme recomendação do fabricante ou fornecedor.</p><p>33</p><p>4. Resgate</p><p>4.1 A equipe de trabalho deve ser capacitada para auto resgate e resgate da própria equipe.</p><p>4.2 Para cada frente de trabalho deve haver um plano de resgate dos trabalhadores.</p><p>5. Condições impeditivas</p><p>5.1 Além das condições impeditivas identificadas na Análise de Risco, como estabelece o item</p><p>35.4.5.1, alínea ¨j¨ da NR-35, o trabalho de acesso por corda deve ser interrompido</p><p>imediatamente em caso de ventos superiores a quarenta quilômetros por hora.</p><p>34</p><p>5.2 Pode ser autorizada a execução de trabalho em altura utilizando acesso por cordas em</p><p>condições com ventos superiores a quarenta quilômetros por hora e inferiores a quarenta e</p><p>seis quilômetros por hora, desde que atendidos os seguintes requisitos:</p><p>a) justificar a impossibilidade do adiamento dos serviços mediante documento assinado pelo</p><p>responsável pela execução dos serviços;</p><p>b) elaborar Análise de Risco complementar com avaliação dos riscos, suas causas,</p><p>consequências e medidas de controle, efetuada por equipe multidisciplinar coordenada por</p><p>profissional qualificado em segurança do trabalho ou, na inexistência deste, pelo responsável</p><p>pelo cumprimento desta norma, anexada à justificativa, com as medidas de proteção</p><p>adicionais aplicáveis, assinada por todos os participantes;</p><p>c) implantar medidas adicionais de segurança que possibilitem a realização das atividades;</p><p>d) ser realizada mediante operação assistida pelo supervisor das atividades.</p><p>Sistemas, Equipamentos e Procedimentos de Proteção Coletiva</p><p>A segurança do trabalho é um importante fator para o sucesso de uma empresa. Sem ela, a</p><p>saúde e a qualidade de vida de seus colaboradores são colocadas em risco, fazendo com que</p><p>seu processo produtivo seja prejudicado de inúmeras maneiras, sejam humanas, sejam</p><p>judiciais, sejam financeiras.</p><p>Assim, a atuação de um técnico em segurança do trabalho torna-se essencial no desempenho</p><p>de sua gestão, visando a redução de acidentes. Esse profissional deve tomar atitudes objetivas</p><p>e corretas,</p><p>sempre baseando-se nas normas regulamentadoras existentes.</p><p>Apesar de ter uma rotina corrida e muito atarefada, você deve entender sobre a legislação do</p><p>trabalho vigente no Brasil e indicar bons equipamentos para serem comprados, adequando-os</p><p>aos riscos existentes nas suas atividades realizadas em altura.</p><p>Com os avanços tecnológicos, muitos equipamentos e estratégias foram criadas para</p><p>aprimorar o desenvolvimento das tarefas empresariais, especialmente no ramo industrial.</p><p>Apesar disso, segundo a Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho, o Brasil é o quarto</p><p>país no mundo em acidentes do trabalho.</p><p>Nessas horas, a linha de ancoragem ou linha de vida, como é muito conhecida, se faz um</p><p>equipamento de segurança essencial no dia a dia do trabalho em altura.</p><p>Mas o que é na verdade essa linha de ancoragem ou linha de vida?</p><p>A linha de ancoragem ou linha de vida, pode ser composta por um cabo, corda, fita sintética e</p><p>até trilho ou viga metálica, sendo instalada em, pelo menos, dois pontos de ancoragem</p><p>distintos. É utilizada para a conexão ao cinto de segurança através de um trava-queda ou</p><p>talabarte, em um ou mais trabalhadores, permitindo a realização de trabalhos em altura com</p><p>proteção adequada contra uma eventual queda.</p><p>35</p><p>A Norma Regulamentadora 35, em seu Anexo II, bem como a NBR 16.325/2014 – Proteção</p><p>Contra Quedas em altura – Dispositivos de ancoragem, estipulam que ela deve ser instalada</p><p>em pontos de ancoragem previamente dimensionados e determinados por profissional</p><p>legalmente qualificado. Com isso, seus usuários têm a liberdade e a confiança para se</p><p>movimentar em toda a sua extensão devidamente protegidos contra uma eventual queda.</p><p>Essa ferramenta é mais um equipamento de proteção coletiva a ser utilizado por um técnico</p><p>de segurança do trabalho para garantir a segurança dos trabalhadores nas atividades em</p><p>altura, sob a sua supervisão.</p><p>Para qual tipo de trabalho ela é indicada?</p><p>As linhas de vidas são indicadas para todas as atividades realizadas em alturas superiores a</p><p>dois metros, como por exemplo em andaimes, escadas ou plataformas. Elas também podem</p><p>ser utilizadas em:</p><p>36</p><p>- escavações, pipe racks</p><p>- atividades mineradoras,</p><p>- carga e descarga de caminhões,</p><p>- na construção naval.</p><p>- pontes rolantes</p><p>- construção civil</p><p>37</p><p>- manutenção de máquinas e equipamentos,</p><p>38</p><p>Além disso, são necessárias quando não existem outros elementos de proteção coletiva</p><p>capazes de eliminar os riscos provenientes de uma queda.</p><p>Quais os tipos de linha que existem?</p><p>As linhas de ancoragem ou linhas de vida podem ser horizontais ou verticais, fixas ou móveis.</p><p>O tipo de linha a ser utilizado dependerá da necessidade levantada pelos profissionais de</p><p>segurança do trabalho para cada atividade em altura a ser realizada.</p><p>Após descobrir e entender o que é esse importante conceito e quando o seu uso é indicado,</p><p>chegou o momento de conhecer quais são seus principais tipos. Veja-os abaixo:</p><p>Linha de vida móvel horizontal ou vertical</p><p>São linhas de vida que podem ser montadas e desmontadas ou simplesmente movimentadas</p><p>de seus pontos de utilização pré-determinados, portanto, apesar de serem ancoragens seguras</p><p>são equipamentos de fácil remoção ou movimentação.</p><p>Como analogia podemos citar como é importante o uso da linha de vida móvel para o</p><p>desenvolvimento de uma obra, citando como exemplo a linha de vida temporária composta</p><p>por fita com trava ajustável, que é amplamente utilizada pelos trabalhadores da construção</p><p>civil, por exemplo.</p><p>Desde a execução de um elemento de fundação até a concretagem da última laje de uma</p><p>edificação, a segurança deve guiar o trabalho de seus funcionários.</p><p>Assim, à medida que as etapas de uma obra avançam, o posicionamento da linha de vida</p><p>temporária deve ser alterado. Então, ela pode ser montada e desmontada de acordo com as</p><p>necessidades de sua gestão de segurança no trabalho e os riscos que a fase da obra apresenta.</p><p>Na hora de escolher seu equipamento, opte por aquele que dê flexibilidade e liberdade à sua</p><p>equipe e que seja de fácil identificação.</p><p>Como as linhas de vida podem ser customizadas de acordo com a proteção contra queda</p><p>necessária, existem vários tipos comercializados no mercado nacional. A seguir, alguns dos</p><p>principais tipos de linha de vida móvel e fixa, horizontal ou vertical que são oferecidos</p><p>atualmente:</p><p>- Linha de vida horizontal temporária: sistema portátil horizontal, normalmente composto por</p><p>uma fita ou cabo com sistema de travamento, leve e de fácil transporte por um trabalhador,</p><p>pois possui uma bolsa que faz parte do próprio dispositivo. Além disso, ela possibilita o uso</p><p>simultâneo de até dois colaboradores e é ideal para as atividades da construção civil e naval</p><p>bem como na montagem e desmontagem de estruturas metálicas provisórias.</p><p>39</p><p>- LVM : a linha de vida móvel horizontal normalmente é composta por perfis tubulares em aço</p><p>nas bases, cantoneiras e peças metálicas fixadas com parafusos de aço e possui até sete</p><p>metros de altura que podem ser movimentadas através de rodízios. Este tipo de ancoragem</p><p>móvel foi projetado principalmente para uso em carga e descarga de caminhões e vagões de</p><p>trens, mas pode também ser utilizada como ponto de ancoragem para realização de</p><p>manutenção em máquinas e tubulações.</p><p>40</p><p>- Linha de vida vertical com corda: este tipo de linha vertical móvel utiliza um bastão</p><p>telescópico com gancho de ancoragem em sua extremidade que pode ser conectado a um</p><p>ponto de ancoragem devidamente indicado acima do trabalhador, tendo uma corda conectada</p><p>ao gancho e este fixado em uma estrutura segura que funciona como uma linha de vida</p><p>juntamente com dispositivo trava queda para este tipo de corda devidamente conectado ao</p><p>cinto de segurança paraquedista do trabalhador que realizará a atividade em altura. Este</p><p>conjunto formado pelo gancho com a corda e o trava-queda pode ser facilmente removido do</p><p>ponto de ancoragem na estrutura existente para outro ponto de ancoragem pré-determinado,</p><p>com o auxílio do bastão telescópico.</p><p>41</p><p>Linha de vida fixa horizontal ou vertical</p><p>A linha de vida fixa é ideal para a realização de uma atividade que não sofrerá alterações em</p><p>seu posicionamento. Dessa maneira, não se perde tempo com sua montagem, agilizando ainda</p><p>mais o processo produtivo.</p><p>Linha de vida horizontal fixa: sistema horizontal, normalmente composto por um cabo de aço</p><p>ou trilho metálico com pontos de ancoragem intermediários e em também em suas</p><p>extremidades. Possibilita o uso simultâneo por um ou mais colaboradores e é ideal para as</p><p>atividades em altura com frequência que justificaria a instalação de um sistema de proteção</p><p>contra quedas fixo muito utilizado em telhados, galpões de armazenamento, silos, entre</p><p>outros.</p><p>42</p><p>Linha de vida vertical fixa: sistema vertical, normalmente composto por um cabo de aço ou</p><p>trilho metálico com pontos de ancoragem intermediários e em também em suas</p><p>extremidades. Possibilita o uso simultâneo por um ou mais colaboradores e é ideal para as</p><p>atividades em altura com frequência que justificaria a instalação de um sistema de proteção</p><p>contra quedas fixo muito utilizado em escadas tipo marinheiro, escadas metálicas fixas, entre</p><p>outros.</p><p>43</p><p>Como você percebeu, antes de tomar qualquer decisão, analise muito bem todos os</p><p>procedimentos a serem realizados e leve em consideração o melhor custo-benefício antes de</p><p>decidir por qual linha de vida irá optar.</p><p>44</p><p>Quais são os elementos que uma linha contém?</p><p>Como dissemos, a linha de ancoragem deve ser composta por no mínimo dois elementos de</p><p>ancoragem e o seu tipo pode variar de acordo com o suporte a ser utilizado. Ainda, ela deve</p><p>ser feita de material têxtil resistente ou em cabo de aço, sendo posicionada horizontalmente</p><p>ou verticalmente.</p><p>45</p><p>Não se esqueça de que para situações de</p><p>uso permanente e exposto ao tempo, o aço</p><p>inoxidável é mais resistente e apresenta melhores resultados.</p><p>Atualmente, existem outros elementos que melhoram a performance da linha de vida e um</p><p>deles é o absorvedor de impacto ou de energia. Como o próprio nome já diz, ele tem a função</p><p>de reduzir os esforços solicitantes no equipamento quando alguma queda acontece,</p><p>protegendo os apoios ( pontos de ancoragem ) e também os trabalhadores de eventuais</p><p>sobrecargas provenientes de uma queda. Pode ser utilizado em grandes indústrias, telhados</p><p>em geral, pontes, silos, tanques e plataformas.</p><p>46</p><p>Todos esses elementos devem ser dimensionados e determinados por um profissional</p><p>capacitado e legalmente habilitado.</p><p>Por que a revisão da linha é tão importante?</p><p>Assim como qualquer outro equipamento de seu negócio, a linha de ancoragem também</p><p>necessita de manutenções. Isso acontece, pois, quando em uso, com o passar do tempo, ela</p><p>pode perder suas características técnicas originais de fábrica. Ademais, com o passar do</p><p>tempo, equipamentos parados podem ficar desatualizados, imprecisos e obsoletos.</p><p>Então, a Norma Brasileira Regulamentadora NBR 16.325/2014, em seu anexo A, determina que</p><p>as revisões ou inspeções técnicas , em conformidade com as instruções dos fabricantes, devem</p><p>ocorrer anualmente, independentemente do tipo de material, das especificações de vida útil</p><p>estipuladas pelos fabricantes e dos processos desempenhados pelo sistema de proteção</p><p>contra quedas.</p><p>Para evitar qualquer tipo de problema, fique muito atento a esses procedimentos e não hesite</p><p>em realizá-los ao se deparar com marcas de usos inadequados em suas linhas de vida: isso é</p><p>importante para a segurança de seus funcionários e a utilização de um equipamento que tenha</p><p>uma boa performance.</p><p>Ao respeitar as exigências normativas e prezar pela segurança em seu ambiente de trabalho,</p><p>uma empresa pode obter resultados surpreendentes, aumentando a produtividade e o</p><p>engajamento de todos.</p><p>Dessa forma, a linha de ancoragem deve ser utilizada nos trabalhos em altura, garantindo a</p><p>saúde e segurança de seus colaboradores. Logo, não deixe de usá-la sempre que os riscos</p><p>forem identificados em sua gestão.</p><p>Mantendo-se sempre organizado, atualizado e treinando bem seus colegas, um profissional de</p><p>segurança do trabalho está preparado para colocar sua gestão no caminho do sucesso e evitar</p><p>multas.</p><p>E então, você sabe onde encontrar uma linha de ancoragem adequada às necessidades do</p><p>mercado e de sua gestão? Entre em contato com a nossa empresa e encontre as soluções que</p><p>você procura!</p><p>Acidentes Típicos em Trabalhos em Altura</p><p>1) Trabalho em altura é toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível</p><p>inferior, onde haja risco de queda.</p><p>2) Tenha um planejamento detalhado e documentado sobre as atividades consideradas</p><p>Trabalhos em Altura em sua empresa. Este garantirá a segurança dos trabalhadores envolvidos</p><p>na atividade. O Planejamento Documentado visa proporcionar um ambiente de trabalho</p><p>seguro e a gestão com o uso de procedimentos, técnicas e equipamentos de proteção contra</p><p>queda.</p><p>47</p><p>3) Todo planejamento deve preceder a Análise de Risco das atividades planejadas.</p><p>4) Para cada atividade, utilize as metodologias de trabalhos em altura adequadas, como:</p><p>a) Prevenção da Queda</p><p>- Avisos e Placas de Alerta indicando as zonas de risco</p><p>- Barreiras físicas como grades impedido o acesso as zonas de risco</p><p>- Trabalho com Restrição</p><p>b) Proteção Contra Quedas</p><p>- Trabalho com Quedas Controladas e Trabalho Posicionado</p><p>- Trabalho com Quedas Controladas</p><p>- Trabalho Suspenso – Acesso por Corda</p><p>- Resgates e Auto resgate considerando as consequências e traumas ocasionados pela</p><p>suspensão.</p><p>- Acesso vertical em Espaços Confinados</p><p>5) Considere sempre a Zona Livre de Queda e o efeito pêndulo, caso a queda ocorra em seu</p><p>planejamento</p><p>6) Tenha um plano de emergência</p><p>7) Equipamentos que devem ser considerados:</p><p>- Cintos de Segurança e Cintos para Trabalhos Suspensos</p><p>- Talabartes, Ganchos e Conectores</p><p>- Trava Quedas Retrátil</p><p>- Cordas com Trava Quedas para Cordas</p><p>- Cabos com Trava Quedas para Cabos</p><p>- Ganchos e Fitas de Ancoragens</p><p>- Ancoragens diversas e Adaptadores</p><p>- Linha de Vida Horizontal Temporárias</p><p>- Linha de Vida Horizontal Fixas ou Móveis</p><p>- Sistemas de Resgate e Auto Resgate</p><p>48</p><p>- Descensores, Ascensores, cordas de trabalho e acessórios para trabalhos suspensos</p><p>- Tripé e Monopé</p><p>- Guinchos retráteis e Blocos de Polias</p><p>8) O Trabalhador deverá conhecer os corretos procedimentos para montagem, manutenção,</p><p>inspeção e desmontagem dos sistemas de proteção contra quedas;</p><p>9) O Trabalhador deverá saber utilizar corretamente os equipamentos e saber como</p><p>armazená-los mantendo-os aptos para o uso.</p><p>10) Cinto de Segurança com Talabarte Duplo (Y) não atende 100% das atividades com</p><p>exposição ao risco de queda. Caso não tenha equipamentos adequados, não improvise.</p><p>11) Inclua no seu planejamento diversos e diferentes equipamentos de proteção contra</p><p>quedas para que possa ter :</p><p>- Equipamentos adequados para cada atividade planejada e sua aplicação.</p><p>- Opções de escolha</p><p>- Tenha sempre equipamentos de back up. Lembre-se: ” Quem tem um, não tem nenhum! “</p><p>12) Trabalho em Altura é uma atividade de extremo risco, desta maneira o trabalhador deverá</p><p>ser capacitado, ter aptidão para a atividade, possuir saúde física e principalmente possuir</p><p>equilíbrio emocional.</p><p>13) Trabalhador seguro é trabalhador conectado ao um ponto de ancoragem</p><p>Quais são as modalidades de trabalho em altura?</p><p>Dados recentes do MTE apontam que a queda em altura representa 40% do percentual de</p><p>acidentes com trabalhadores no país. Nos últimos anos, os ramos de construção civil, elétrico e</p><p>de telecomunicações estão entre os que mais têm contribuído para a estatística de acidentes</p><p>com pessoas. Porém, os riscos de queda em altura também existem em diferentes tipos de</p><p>tarefas, tais como:</p><p>- trabalho em poços e escavações;</p><p>- plataformas e andaimes;</p><p>- transporte de cargas por veículos rodoviários, ferroviários e marítimos;</p><p>- montagem e desmontagem de estruturas ou plantas industriais;</p><p>- manutenção de fornos e caldeiras;</p><p>- armazenamento de materiais, dentre outros.</p><p>49</p><p>Vale ressaltar que também ocorrem acidentes em empresas nas quais a atividade final não é o</p><p>trabalho em altura. No entanto, em caso de quedas, a situação pode exigir técnicas e</p><p>equipamentos para o resgate e o salvamento de vítimas.</p><p>Com relação às equipes treinadas, cabem a elas os atos de reconhecer os riscos, comunicar</p><p>irregularidades e parar, a qualquer momento, as atividades.</p><p>Conheça algumas profissões que possuem atividades de trabalho em altura.</p><p>Alpinista industrial: Trabalhador que, a serviço de uma empresa, realiza funções como limpeza</p><p>ou restauração de vidros, fachadas, telhados e caixas d’água.</p><p>Em 2009, foram regulamentadas as regras que a Associação Brasileira de Normas Técnicas</p><p>(ABNT) criou para este tipo de trabalho, cujo acesso é por cordas. Os principais riscos da</p><p>atividade são altura, vento forte, emissão de gases e perigo de explosão.</p><p>Eletricista de linhas de alta tensão: Além de estarem em contato constante com cabos de alta</p><p>tensão, os eletricistas trabalham nas estruturas das redes elétricas expostos a grandes alturas.</p><p>Técnicos relatam que o nível de segurança da profissão é alto. No trabalho diário, os</p><p>eletricistas podem ter contato tanto com cargas de um poste comum de rua quanto com linhas</p><p>de transmissão com altíssimas cargas e alto nível de complexidade.</p><p>Limpador de vidro: Este profissional precisa encarar o medo de altura e atuar em andaimes ou</p><p>suspenso por cordas e guindastes para executar o seu trabalho.</p><p>Inspetor de cabos elétricos de alta voltagem: Essa categoria de trabalhador é altamente</p><p>preparada para exercer a função, pois os acidentes poderiam ser fatais.</p><p>Pintor de altura ou pintor de cadeirinha suspensa: É</p>

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