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<p>Capítulo 1 - Noções básicas de cartografia</p><p>A cartografia é uma ferramenta para a construção dos</p><p>estudos e análises geográfica. Ela consiste na elaboração do</p><p>espaço geográfico. As principais cartografias são os:</p><p> Mapas – são representações geométricas planas e</p><p>simplificadas da superfície terrestres. Os mapas</p><p>podem representar desde o globo terrestre, por</p><p>exemplo: Mapa Mundi, até dimensões menores, como</p><p>um município ou um bairro.</p><p>Mapa Mundi.</p><p>Mapa Municipal:</p><p> Cartas – são representações com um nível de</p><p>detalhamento e precisão maior e tendem a</p><p>representar espaços de menos dimensões, como</p><p>municípios ou bairros:</p><p> Plantas – são cartas que representam áreas pequenas,</p><p>com ausência de qualquer referencia a curvatura da</p><p>Terra, possuem escala constante:</p><p> Croquis – são mapas de alinhamento aproximados,</p><p>sem controle, ou seja, esboço de levantamento</p><p>expedito entre determinados pontos:</p><p>As cartas e os mapas podem ser reproduzidos através de</p><p>fotografias aéreas, imagens de satélite e trabalho em campo,</p><p>com a utilização de GPS (Sistema Global de Posicionamento).</p><p>Orientação – localizar-se, estabelecer caminhos e orientar-</p><p>se para seguir a direção certa: isso sempre acompanhou a</p><p>historia do homem na terra. O que mudou, ao longo do</p><p>tempo, foram os recursos tecnológicos, as características do</p><p>espaço geográfico e os referenciais para a localização e para</p><p>orientação.</p><p>Pontos cardeais – conhecidos como pontos de referência,</p><p>são de extrema importância para a localização e a</p><p>orientação geográfica. Os quatro pontos cardeais são:</p><p>1. Norte (N) – marca a direção do Polo Norte da Terra.</p><p>Existem dois sinônimos; setentrional e boreal.</p><p>2. Sul (S) – marca a direção do Polo Sul da Terra. Existem</p><p>dois sinônimos; meridional e austral.</p><p>3. Leste (E/L) – o referencial aproximado é o “nascer do</p><p>Sol”. Como a Terra gira de oeste para leste, visualiza-</p><p>se o nascente a leste. O sinônimo é oriente;</p><p>4. Oeste (W/O) – o referencial aproximado é o “pôr do</p><p>Sol”. O sinônimo é ocidente.</p><p>Através do sol é possível identificar os quatros pontos</p><p>cardeais. Para isso, estique o braço direito na direção em</p><p>que o sol nasce (nascente), esse será o ponto Leste (E/L). Em</p><p>seguida estique o braço esquerdo na direção em que o sol se</p><p>põe (poente), esse será o ponto Oeste (W/O). O Norte (N)</p><p>está a sua Frente e o Sul (S), atrás de você.</p><p>No entanto, é importante ressaltar que, durante o ano, o sol</p><p>nasce em pontos distintos. Sendo assim, não podemos</p><p>afirmar que o sol nasce sempre no ponto cardeal Leste.</p><p>Portanto, essa metodologia indica os pontos cardeais em</p><p>relação ao lugar em que estamos.</p><p>Pontos Colaterais – encontra-se entre os pontos cardeais:</p><p> Nordeste (NE), entre o norte e o leste;</p><p> Sudeste (SE), entre o sul e o leste;</p><p> Sudoeste (SW/SO), entre o sul e o oeste;</p><p> Noroeste (NW/NO), entre o norte e o oeste.</p><p>Pontos Subcolaterais – são os pontos que ficam entre os</p><p>pontos cardeais e os pontos colaterais, apresentam um grau</p><p>de precisão melhor, são eles;</p><p>1. Norte-Nordeste (NNE);</p><p>2. Leste-Nordeste (LNE ou ENE);</p><p>3. Leste-Sudeste (LSE ou ESE);</p><p>4. Sul-Sudeste (SSE);</p><p>5. Sul-Sudoeste (SSO ou WSW);</p><p>6. Oeste-Sudoeste (OSO ou WSW);</p><p>7. Oeste-Noroeste (ONO ou WNW);</p><p>8. Norte-Noroeste (NNO ou NNW).</p><p>Outros meios de orientações:</p><p> Sol – nasce do Leste e se põe no Oeste;</p><p> Estrela Polar – visível apenas no hemisfério Norte;</p><p> Cruzeiro do Sul – constelação em forma de cruz</p><p>localizada no hemisfério Sul;</p><p> Lua;</p><p> Musgos – existente no hemisfério Sul;</p><p> Girassol – no Sul, voltam sua flor para o Norte;</p><p> Bússola – indica o Norte geográfico da terra;</p><p> GPS – (sistema de posicionamento global)</p><p>constituído por uma rede de 24 satélites.</p><p>Localização: Coordenadas Geográficas – são linhas</p><p>imaginarias que cortam o planeta nos sentidos horizontal e</p><p>vertical, servindo para a localização de qualquer ponto na</p><p>superfície terrestre. A distância das coordenadas geográficas</p><p>são medidas em graus, minutos e segundos. (Importante: 1°</p><p>é igual a 60’’ minutos). Chamamos essas linhas de:</p><p>Rosa-dos-ventos</p><p>Obs. Linha do Equador é a Latitude e o Meridiano de Greenwich é</p><p>a Longitude.</p><p>1. Paralelos (Latitude) – são linhas imaginarias na posição</p><p>horizontal que cruzam o sentido leste - Oeste, os</p><p>principais são:</p><p> Linha do Equador (0°) – principal paralelo mede</p><p>aproximadamente, 40.000 km. Divide a Terra em</p><p>dois hemisférios: Norte (Boreal ou Setentrional) e</p><p>Sul (Austral ou Meridional). É a base para</p><p>determinar a Latitude que variam de 0° a 90°. A</p><p>linha atravessa os estados de: Amapá, Amazônia,</p><p>Pará e Roraima. Macapá é a única capital cortada</p><p>pela linha do Equador.</p><p> Trópico de Câncer (23°27’’) – É uma linha</p><p>imaginaria localizado no hemisfério Norte, sobre a</p><p>Latitude de 23°27’’. Além de marca a inclinação dos</p><p>raios, situa-se entre os dois trópicos e são</p><p>chamadas de regiões intertropicais.</p><p> Trópico de Capricórnio (-23°27’’) – É uma linha</p><p>imaginaria localizado no hemisfério Sul, sobre a</p><p>Latitude de 23°27’’. Além de marca a inclinação dos</p><p>raios, situa-se entre os dois trópicos e são</p><p>chamadas de regiões intertropicais. No Brasil, a</p><p>linha atravessa os estados de: Mato grosso do sul,</p><p>Paraná e São Paulo.</p><p> Círculo Polar Ártico (66°33’’) – é uma linha</p><p>imaginaria ao norte do planeta, da qual há pelo</p><p>menos um dia de noite absoluta no inverno e pelo</p><p>menos um dia de luz absoluta no verão boreal por</p><p>ano.</p><p> Círculo Polar Antártico (-66°33’’) – é a linha</p><p>imaginaria ao Sul. Durante o inverno austral a noite</p><p>de 24h. Um dia ao ano o sol não aparece.</p><p>2. Meridianos (Longitude) – são linhas imaginárias na</p><p>posição vertical que cruzam a Terra no sentido Norte-</p><p>Sul. As principais são:</p><p> Greenwich – principal meridiano do planeta. É uma</p><p>linha imaginária na posição vertical que demarca a</p><p>divisão das longitudes dos hemisférios Ocidental</p><p>(Oeste) e Oriental (Leste) do globo terrestre. Além</p><p>de marcar o inicio das longitudes (0°), serve de</p><p>referência para a demarcação dos fusos horários. A</p><p>cada 15° de longitude a Oeste, diminui 1 hora e a</p><p>cada 15° de longitude a Leste, acrescenta-se 1 hora.</p><p>Latitude – são as linhas imaginárias no sentido horizontal,</p><p>conhecida como Paralelas. A linha do Equador é a principal</p><p>corresponde a latitude 0°, dividindo o planeta em hemisfério</p><p>Norte de 0° a 90° e Sul de 0° a 90°. Além de servir de</p><p>localização geográfica, é uma variável importante para</p><p>estudar os tipos de clima, pois a incidência de raios solares é</p><p>maior nos lugares mais próximos a linha do Equador.</p><p>Longitude – são as linhas imaginárias no sentido vertical,</p><p>conhecida como Meridianos. O meridiano de Greenwich é o</p><p>principal servindo como ponto de partida 0°. A distância das</p><p>longitudes varia de 0° a 180° no sentido Oeste (Ocidente) e</p><p>0° a 180° no sentido Leste (Oriente). Foi a partir das</p><p>longitudes que se criaram os fusos horários.</p><p>Altitude – Sempre medida a partir do nível do mar, diferente</p><p>da altura que é medida de um ponto qualquer. Quanto</p><p>maior a altitude, menor será a temperatura devido a pressão</p><p>atmosférica ser menor. Os picos mais altos do Brasil:</p><p>1. Pico da Neblina – localizado na serra do Imeri,</p><p>cidade de São Gabriel, Amazonas. Possui 2.993m de</p><p>altitude.</p><p>2. Pico 31 de Março – localizado na serra do Imeri, na</p><p>mesma cadeia de montanhas onde está o pico da</p><p>neblina. Possui 2.973m de altitude.</p><p>3. Pico da Bandeira – Localizada no parque nacional do</p><p>Caparaó, Minas Gerais. Possui 2.891m de altitude.</p><p>Representação – Podemos classificar as representações</p><p>cartográficas em dois tipos: por traço e imagem.</p><p>1. Por traço (Vetorial) – temos as seguintes espécies:</p><p>globo, mapa, carta e planta.</p><p> Globo – representação cartográfica sobre uma</p><p>superfície esférica, em escala pequena, de aspectos</p><p>naturais e artificiais de uma figura planetária.</p><p> Mapa – é uma representação plana da superfície</p><p>terrestre, geralmente em escala pequena, com</p><p>finalidades temáticas e</p><p>culturais;</p><p> Carta – é uma representação plana em escala média</p><p>ou grande dos aspectos naturais e artificiais de uma</p><p>área com a finalidade de avaliação detalhada a</p><p>depender da escala;</p><p> Planta – é uma representação de uma área muito</p><p>restrita, utilizando uma escala grande. Normalmente</p><p>utilizado para representar extensões de áreas</p><p>urbanas com maior precisão.</p><p>2. Por imagem (Raster) – a representação por imagem,</p><p>temos as seguintes espécies: mosaico, fotocarta,</p><p>ortofotocarta, ortofotomapa, fotoíndice e carta</p><p>imagem.</p><p>http://www.bing.com/images/search?q=imagem+do+globo+terrestre&view=detailv2&&id=5B5F4620E02D449F3FBAF17C0D7D177DE588B521&selectedIndex=5&ccid=TwE9jySz&simid=608027461446471674&thid=OIP.M4f013d8f24b357394adb143eacb3595aH0</p><p>http://www.bing.com/images/search?q=imagem+do+mapa+do+brasil&view=detailv2&&id=1153D7D6B092A7B7BE6F61982F945BEC89A34AE0&selectedIndex=0&ccid=Rs7vUuEY&simid=607993952107888782&thid=OIP.M46ceef52e118cf6b2a2a38e645998e46H0</p><p>http://www.bing.com/images/search?q=imagem+de+carta+geografica&view=detailv2&&id=08FAC020DA1E5749732F704A649A165D8331B080&selectedIndex=10&ccid=/Mbp8yNL&simid=608044722917803496&thid=OIP.Mfcc6e9f3234bc299fd2917138a7c51eao0</p><p> Mosaico – é um conjunto de fotos de uma área</p><p>específicas recortadas e montadas técnicas e</p><p>artisticamente, de modo que a impressão se torne</p><p>uma única fotografia, subdividem-se em 3 tipos;</p><p>1. Controlados – obtido a partir de fotografias</p><p>aéreas que a imagem resultante corresponda</p><p>exatamente à imagem da tomada da foto. Na</p><p>sequencia, é um mosaico de alta precisão.</p><p>2. Não controlado – elaborado por meio do ajuste</p><p>de detalhes de fotografias adjacentes (próxima).</p><p>Esse mosaico é de montagem rápida e não tem</p><p>precisão.</p><p>3. Semicontrolado – montadas mediante a</p><p>combinação de características do mosaico</p><p>controlado e do não controlado.</p><p> Fotocarta – é um mosaico controlado, sobre o qual é</p><p>realizado um tratamento cartográfico;</p><p> Ortofotocarta – é uma fotografia resultante da</p><p>transformação de uma foto original. A projeção é</p><p>complementada por símbolos, linhas e</p><p>georreferenciada – com ou sem legenda.</p><p> Ortofotomapa – é o conjunto de varias</p><p>ortofotocartas adjacentes (próxima) de uma</p><p>determinada região;</p><p> Fotoíndice – geralmente em escala reduzida, é uma</p><p>montagem por superposição de fotografias. É a</p><p>primeira imagem cartográfica da região. O fotoíndice</p><p>é insumo necessário para controle de qualidade de</p><p>aerolevantamentos utilizados na produção de cartas</p><p>que utilizam o método fotogramétrico.</p><p> Carta imagem – imagem referenciada a partir de</p><p>pontos identificáveis e com coordenadas</p><p>conhecidas, superposta pelo reticulado da projeção.</p><p>Pode contem simbologia e toponímia (nome de</p><p>lugar).</p><p> Leitura – ao fazer a leitura de um mapa, primeiro</p><p>precisamos verificar o seu título para vermos de que</p><p>assunto se trata. Observamos os elementos</p><p>representados, o formato dos mapas e seus</p><p>contornos. Depois, olhamos para o mapa e</p><p>identificamos as cores usadas e onde elas estão. Os</p><p>mapas mostram suas informações por meio de</p><p>símbolos e cores. Mas, para conhecer o que cada</p><p>símbolo e cor significam, temos que ler e entender as</p><p>informações contidas nas legendas do mapa. Assim é</p><p>necessário verificar se o mapa possui título, escala,</p><p>legenda e convenções.</p><p> Titulo ou tema – que nos informam quais são os</p><p>fenômenos representados, se o mapa é físico, politico,</p><p>humano ou econômico.</p><p> Legenda – nas legendas estão discriminados os</p><p>símbolos utilizados nos mapas e seus significados. A</p><p>legenda, portanto, é um dos elementos fundamentais</p><p>para a compreensão das mensagens que um mapa</p><p>pretende transmitir.</p><p> Escala – uma escala mostra o tamanho que existe</p><p>entre o mundo real e sua representação no papel. Um</p><p>mapa pode ser milhares ou até milhões de vezes</p><p>menores que o lugar representado. Por exemplo:</p><p>1:2.000, indica que o desenho do mapa é duas mil</p><p>vezes menor que a realidade. Importante ressaltar</p><p>que a escala pode ser representada de duas formas:</p><p>numéricas e gráficas.</p><p> Escala numérica – aponta a relação entre as</p><p>dimensões do espaço real e do espaço representado,</p><p>por meio de uma proporção numérica. Exemplo: em</p><p>uma escala 1:100.000, 1 centímetro medido no</p><p>mapa equivalente a uma distancia de 100.000</p><p>centímetros ou 1 quilometro.</p><p> Escala gráfica – é a representação gráfica de</p><p>distancia do terreno sobre uma linha reta graduada.</p><p>Na escala gráfica, não é necessário fazer a conversão</p><p>de centímetros para quilômetros ou metros. A figura</p><p>a seguir representa bem as escalas numéricas e</p><p>gráficas, veja:</p><p> Convenção – constituem um sistema de símbolos</p><p>que visam facilitar a representação cartográfica. Tais</p><p>símbolos são escolhidos de maneira a conter um</p><p>certo grau de compreensão e intuição de seu</p><p>significado, viabilizando a leitura da informação</p><p>contida no mapa por qualquer pessoa. Exemplos:</p><p>Capítulo 2 - Natureza e meio Ambiente no</p><p>Brasil</p><p>Grandes domínios climáticos – O Brasil possui uma grande</p><p>variedade de climas, devido ao seu território extenso – 8,5</p><p>milhões de km² -, à diversidade de formas de relevo, à</p><p>altitude e dinâmica das correntes e massas de ar. Cerca de</p><p>90% do território esta localizado entre os trópicos de</p><p>câncer e capricórnio, motivo pelo qual usamos o termo de</p><p>“país tropical”. Os tipos de climas no país são definidos</p><p>com base em critérios variados a partir da quantidade de</p><p>chuva e da temperatura média no decorrer do ano. Confira</p><p>a seguir as principais características dos seis principais</p><p>tipos climáticos do Brasil:</p><p>1. Clima Equatorial – fica nas proximidades da linha do</p><p>Equador, abarcando o Amazonas, norte de Mato grosso</p><p>e oeste do Maranhão. Chove durante o ano todo, e em</p><p>grande quantidade. É bastante úmido e a temperatura</p><p>varia pouco no decorrer do ano, com média de 26°.</p><p>2. Clima Tropical – tipo de clima caracterizado pelas</p><p>temperaturas altas. Apresenta uma clara distinção</p><p>entre a temporada seca (inverno) e a chuvosa (verão).</p><p>Em média 18°. O índice pluviométrico é mais elevado</p><p>nas áreas litorâneas.</p><p>3. Clima semiárido – é o clima das zonas mais secas do</p><p>interior no nordeste. Caracteriza-se pela baixa umidade,</p><p>pouca chuva e temperaturas elevadas. A chuva se</p><p>concentra entre os meses de novembro e abril, mas o</p><p>total anual de precipitação não chega a 550 milímetros.</p><p>4. Cima tropical de Altitude - é o clima das áreas com</p><p>altitude acima de 800 metros em Minas Gerais, Espirito</p><p>Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Os verões são</p><p>quentes e chuvosos e os invernos frios e secos.</p><p>5. Clima tropical Atlântico – esse clima cobre quase todo</p><p>o litoral do país: começa no Rio Grande do Norte e vai</p><p>até o Paraná. A quantidade de chuva varia conforme a</p><p>latitude da localidade. A variação da temperatura é</p><p>maior na porção mais ao sul do litoral.</p><p>6. Clima subtropical – é o clima das regiões ao sul do</p><p>tropico de capricórnio: sul de são Paulo, Paraná, Santa</p><p>Catarina e rio grande do sul. a quantidade de chuva não</p><p>varia muito durante o ano, mas as temperaturas</p><p>mudam bastante: o inverno é frio e o verão quente.</p><p>Características climáticas de cada região do Brasil:</p><p>Região Norte – a maior região do território brasileiro.</p><p>Apresenta clima equatorial. Caracteriza-se pelo clima quente</p><p>e úmido, temperatura média entre 24° e 26°. O relevo</p><p>dominante é a planície. Algumas áreas, como a dos Igapós e</p><p>a Várzeas, ficam inundadas a maior parte do ano. Ao norte</p><p>tem a planalto das guianas, onde se localiza o ponto mais</p><p>alto do Brasil – pico da neblina. Sendo a maior floresta do</p><p>mundo, uma região de mata fechada e árvores altas,</p><p>também existem mangues e cerrado. A hidrografia gira em</p><p>torno do maior rio do mundo, o amazonas, junto com seus</p><p>afluentes. Ilha do bananal – maior ilha fluvial do mundo.</p><p>Região Nordeste – a terceira maior região. É caracterizada</p><p>pela seca, provoca por diversos fatores, dentre eles, a</p><p>localização geográfica. A região</p><p>esta localizada na zona</p><p>intertropical da terra, portanto, por causa da quantidade de</p><p>luz que incide na superfície do local, a temperatura é muito</p><p>elevada durante o ano e as chuvas não são bem distribuídas</p><p>no decorrer do ano. São identificado 3 tipos de climas ao</p><p>longo da região: semiárido (pouca chuva e baixa umidade),</p><p>tropical (bastante chuva) e o equatorial (bastante úmido). O</p><p>relevo é remontado pelo planalto da Borborema, uma das</p><p>principais causas pela secura do sertão e algumas elevações</p><p>como as chapadas (chapada de diamantina) e os planaltos.</p><p>A vegetação é bastante diversificada espalhada de Mata</p><p>atlântica, cerrado e a caatinga. O principal rio da região</p><p>nordeste é o São Francisco, que nasce em minas gerais.</p><p>Região Centro Oeste – A segunda maior região do brasil. O</p><p>clima desta região caracteriza-se pela pluviosidade mal</p><p>distribuída, chove mais no verão e no inverno seca. O clima</p><p>tropical domina a maior parte do território com exceção ao</p><p>norte que tem o clima equatorial. O relevo divide-se em</p><p>planalto central (elevação rochosa como a chapada de</p><p>Parecis e Veadeiros), meridional (terra roxa) e planície do</p><p>pantanal (boa parte inundada).</p><p>Região Sudeste – a quarta maior região e a mais populosa. O</p><p>clima é caracterizado pelo clima tropical no litoral das</p><p>baixadas capixabas e fluminense onde a temperatura</p><p>costuma ser elevada e durante o ano ocorrem variações</p><p>secas e chuvosas. Os climas subtropicais e semiáridos</p><p>também são vistos na região do estado de são Paulo e minas</p><p>gerais. O relevo é bem variado na formação de baixadas</p><p>além das serras, como a Mantiqueira e canastra. A</p><p>vegetação é formada por florestas tropicais, cerrado e</p><p>caatinga. Os rios encachoeirados contribuem para o grande</p><p>numero de usinas hidrelétricas. O rio mais importante nasce</p><p>em minas gerais, na serra da canastra.</p><p>Região Sul – a menor região do País e com os melhores</p><p>indicadores sociais do Brasil. Localiza-se na região</p><p>temperada por isso tem um clima conhecido como</p><p>subtropical, com temperaturas abaixa dos demais países. As</p><p>chuvas são bem distribuídas durante o ano. O relevo sulista</p><p>constitui-se de duas diferentes divisões do planalto</p><p>brasileiro. Um é o planalto cristalino ou planalto atlântico</p><p>formado por morros e o outro planalto meridional formado</p><p>por serra. A vegetação é bastante variada, encontramos a</p><p>mata das araucárias, os campos do pampa, mangues e</p><p>restingas. As duas principais bacias hidrográficas são a bacia</p><p>do Paraná e a bacia do Uruguai.</p><p>Bioma – extensa formação vegetal, submetida a uma</p><p>determinada condição climática que apresenta</p><p>características de fauna, flora e solos.</p><p>O Brasil possui enorme extensão territorial e apresenta</p><p>climas e solos muito variados.</p><p>Floresta amazônica – é a maior floresta tropical do mundo,</p><p>além de apresentar a maior biodiversidade. Ocupa 43% do</p><p>território nacional. Clima equatorial úmido, área de baixa</p><p>latitude onde predomina o clima quente e úmido.</p><p>Cerrado – considerado o segundo maior bioma do Brasil,</p><p>ocupa 23,92% do território. Clima tropical sazonal de</p><p>inverno seco. O cerrado esta presente em diferentes estados</p><p>brasileiros, sendo predominante na região centro-oeste. O</p><p>tipo de vegetação está as arvores com caule tortuoso e o</p><p>solo com poucos nutrientes. A fauna é representada pelo</p><p>tamanduá-bandeira, lobo-guara, tatu-bola, veado, etc.</p><p>Mata Atlântica – é um complexo ambiental que engloba</p><p>cadeias de montanhas, vales, planaltos e planícies de toda a</p><p>faixa continental atlântica leste. Seu principal tipo de</p><p>vegetação é a floresta ombrófila densa, composta por</p><p>arvores alta e relacionada a um clima quente e úmido. Clima</p><p>tropical litorâneo úmido</p><p>Caatinga – cujo nome é de origem indígena e significa “mata</p><p>clara e aberta”, é exclusivamente brasileira e ocupa cerca de</p><p>11% do país. É o principal bioma da região Nordeste. Clima</p><p>tropical semiárido. A caatinga apresenta uma grande riqueza</p><p>de ambientes e espécies que não são encontradas em</p><p>nenhum outro bioma. A seca, a luminosidade e o calor</p><p>característicos de áreas tropicais resultam numa vegetação</p><p>de savana estépica, espinhosa e decidual. As plantas são</p><p>adaptadas ao clima seco e a pouca quantidade de agua.</p><p>Algumas armazenam agua e outras possuem raízes</p><p>profundas para captar agua. A fauna é bem diversificada,</p><p>composta por repteis, redores, insetos, aracnídeos, arara-</p><p>azul, veado-catingueiro, entre outros. Esse bioma esta</p><p>sujeito a dois períodos secos anuais: um de longo período de</p><p>estiagem e outro de seca curta seguido de chuva torrencial.</p><p>Pampa – também denominado pampa, campanhas gaúcha,</p><p>campos sulinos ou campos do sul é o único bioma brasileiro</p><p>presente somente em uma federação, no rio grande do sul.</p><p>o clima é subtropical com quatro estações do ano bem</p><p>definidas e sua vegetação é marcada pela presença de</p><p>gramíneas, plantas rasteiras, arbustos e arvores de pequeno</p><p>porte. A vegetação pode ser dividida em:</p><p> Estepe;</p><p> Savana estépica;</p><p> Floresta estacional semidecídua;</p><p> Floresta estacional decidual</p><p> Formações pioneiras;</p><p> Floresta estacional.</p><p>O bioma pampa é formado por quatro conjuntos que</p><p>caracterizam seu relevo:</p><p> Planalto da campanha;</p><p> Depressão central;</p><p> Planalto sul-rio-grandense;</p><p> Planície costeira.</p><p>A fauna é rica em: variedade de aves, mamíferos, repte e</p><p>anfíbios, dentre eles: onça-pintada, macaco-prego, macuco,</p><p>jacutinga, ema...</p><p>A flora do pampa apresenta aproximadamente 3000</p><p>espécies de plantas, algumas dela: cedro, Cabreúva,</p><p>araucárias. O termo pampa é de origem indígena e significa</p><p>“região plana”.</p><p>Pantanal – é a maior planície inundável do mundo. O</p><p>pantanal é caracterizado pela alternância entre períodos de</p><p>muita chuva, que acontecem de outubro a março, e</p><p>períodos de seca nos meses de abril a setembro. Possui</p><p>região plana, levemente ondulada, com alguns raros morros</p><p>isolados e com muitas depressões rasas. As altitudes não</p><p>ultrapassam 200m e a declividade é quase nula. O solo é</p><p>arenoso e argiloso. A fauna do pantanal é bastante</p><p>diversificada como espécies de: peixes, anfíbios, répteis,</p><p>aves e mamíferos. A arara-azul e o tuiuiú são aves símbolos</p><p>do pantanal. A flora possui uma variedade de arvores,</p><p>plantas, ervas, e outros tipos de vegetações. Nas planícies,</p><p>uma vegetação de gramíneas. A principal atividade</p><p>econômica do pantanal é a pecuária.</p><p>Capítulo 3 – As atividades econômicas e a</p><p>organização do espaço.</p><p>A atividade econômica gera riqueza mediante a extração,</p><p>transformação e distribuição de recursos naturais, bens e</p><p>serviços, tendo como finalidade a satisfação de necessidades</p><p>humanas.</p><p>A geografia econômica tem como objetivo de estudo as</p><p>transformações espaciais desencadeadas pelas relações</p><p>econômicas, a localização e a organização dessas atividades.</p><p>Espaço agrário: modernização e conflitos</p><p> Século XVI – A agricultura brasileira se iniciou na região</p><p>nordeste, com a criação das chamadas “Capitanias</p><p>Hereditárias” e o inicio do cultivo da cana-de-açúcar,</p><p>baseada na monocultura, com mão de obra escrava.</p><p> Sáculo XVIII – Mineração. O extrativismo do ouro minas</p><p>gerais.</p><p> Século XIX – Café. O principal produto, cultivado no</p><p>sudeste do Brasil, faria fortunas e influências com a</p><p>política do país, começa a declinar por volta de 1902</p><p>quando a crise atinge seu ponto culminante o Brasil</p><p>produzia mais do que o consumo, fazendo o preço cair.</p><p>Lei da oferta e procura. Desta forma, houve uma</p><p>necessidade de diversificação da economia, entre</p><p>outras atividades além das estreantes indústrias,</p><p>começava a valorizar outros tipos de culturas.</p><p>Agricultura moderna – surgiu após a primeira fase da</p><p>Revolução Industrial, situada entre o final do século XVIII e o</p><p>inicio do século XIX, com base na utilização da energia a</p><p>vapor e elétrica. Devido à mecanização nas atividades</p><p>agrícolas com o uso de tratores, colheitadeiras, semeadeiras</p><p>e implementos agrícolas, com intuito em aumentar</p><p>a</p><p>produtividade da produção agrícola.</p><p>No Brasil, iniciou-se na década de 50, com o processo</p><p>conhecido como “modernização do campo” que veio</p><p>aumentar consideravelmente na região Sul e Sudeste na</p><p>década de 60.</p><p>Nesse contexto ocorreu o processo tecnológico provido de</p><p>plantas geneticamente modificada em laboratórios. Isso se</p><p>daria através do desenvolvimento de sementes adequadas</p><p>para tipos específicos de solos e climas, adaptação do solo</p><p>para o plantio e desenvolvimento de maquinas.</p><p>Hoje, o Brasil se apresenta como um dos maiores produtores</p><p>agrícola do mundo. Tal modernização alavancou a economia</p><p>e em contrapartida, elevou os índices dos impactos</p><p>ambientais provocados pela produção agrícola. Além de</p><p>gerar impactos ambientais através do uso de agrotóxicos, o</p><p>uso indevido dos recursos hídricos, geram desemprego no</p><p>campo e consequentemente êxodo rural.</p><p>A geografia dos estados e as condições climáticas e</p><p>históricas contribuíram para que cada uma das 5 regiões se</p><p>destaquem no cenário econômico.</p><p>Centro-oeste</p><p>Maior produtor de grãos do Brasil:</p><p> Soja;</p><p> Milho;</p><p> Arroz;</p><p> Algodão</p><p>Mato grosso ocupa a liderança e a soja o topo dos principais</p><p>produtos agrícolas. Principais importadores: China e os</p><p>Estados Unidos.</p><p>A região apresenta o maior rebanho bovino do país</p><p>concentrado no Mato Grosso do Sul e o norte do Mato</p><p>Grosso. Países europeus, China e Estados Unidos são os</p><p>maiores importadores da carne bovina.</p><p>O setor industrial recebe grande influência da agricultura</p><p>com destaque as indústrias de alimentos, fertilizantes e</p><p>frigorifica.</p><p>Sudeste</p><p>Destaca-se pela produção de cana de açúcar e de carne</p><p>bovina, tendo outras culturas como:</p><p> Algodão;</p><p> Amendoim;</p><p> Café;</p><p> Milho;</p><p> Mandioca;</p><p> Feijão;</p><p> Soja;</p><p> Laranja.</p><p>Minas Gerais se destaca com indústrias de leite e frigorífico.</p><p>Entre outros ramos, estão:</p><p> Aviões;</p><p> Petróleo;</p><p> Automóveis;</p><p> Carne bovina;</p><p> Carne suína;</p><p> Carne de frango;</p><p> Café;</p><p> Soja;</p><p>Esses produtos são exportados para países da América</p><p>Latina, da Ásia, da Europa e da América central.</p><p>Região Sul</p><p>A produção de soja é o produto de maior expressão dentro</p><p>do setor agrícola. Outros produtos nesta região são:</p><p> Arroz;</p><p> Trigo;</p><p> Avicultura;</p><p> Produção bovina;</p><p>No setor industrial também tem representatividade no setor</p><p>de:</p><p> Carnes de frango;</p><p> Carnes suínas;</p><p> Indústria madeireira;</p><p> Produção de celulose;</p><p> Produção de bebidas (vinho).</p><p>O Rio Grande do Sul é o maior produtor de vinho do Brasil.</p><p>Região Norte</p><p>Com produções muito especificas, por exemplo:</p><p> Amazonas a indústria de eletroeletrônicos e de</p><p>veículos de duas rodas tem grande significância.</p><p>Parte dessa produção é exportada, mas a grande</p><p>parte é fornecida para o mercado nacional;</p><p> Rondônia a produção de milho, soja e gado;</p><p> Roraima são produzidos: bananas, laranjas e peixe;</p><p> Acre destaca-se com a indústria moveleira.</p><p>Região Nordeste</p><p>Maior representatividade na produção de cana de açúcar</p><p>tanto para exportação como para consumo nacional com</p><p>produtos industrializado a base da cana, como açúcar e o</p><p>álcool. A região também exporta soja em menor quantidade</p><p>que as demais regiões.</p><p>No setor industrial, há indústria de automobilística, têxteis e</p><p>de calçados. O turismo é de forte potencial.</p><p>Conflitos fundiários</p><p>A estrutura fundiária do Brasil é marcada pela grande</p><p>concentração de terras. Essa desigualdade tem origem no</p><p>período colonial. Contudo, falta de regulamentação e</p><p>fiscalização na distribuição de terras no país que</p><p>efetivamente contribuiu para a concentração fundiária.</p><p>Capitanias hereditárias – sistema que dividia grandes faixas</p><p>de terras e entregues a administração de particulares,</p><p>principalmente aos nobres com relação à coroa portuguesa.</p><p>Em 1850 foi promulgada a Lei de Terra, com incentivo de</p><p>organizar a propriedade privada no Brasil. Ate então, não</p><p>havia nenhum documento que regulamentasse a posse de</p><p>terras e com as modificações sociais e econômicas pelas</p><p>quais passava o país, o governo se viu pressionado a</p><p>organizar esta questão. Ficou estabelecido, a partir desta</p><p>data, que só poderiam adquirir terras por compra e venda</p><p>ou por doação do Estado. Aqueles que já possuíam algum</p><p>lote receberam o titulo de propriedade. A única exigência</p><p>era residir nesta localidade. Essa lei limitou a posse de terras</p><p>a quem tivesse recursos. Imigrantes, negros libertos e</p><p>pessoas sem recursos ficaram sem direito as terras livres.</p><p>Essa lei acaba por gerar graves conflitos entre proprietários</p><p>e não proprietários de terras.</p><p>Foi na década de 1960, que surgiu com maior discussão</p><p>sobre a necessidade de reforma agraria no Brasil,</p><p>principalmente nas regiões Norte e Nordeste que sofriam</p><p>mais com a concentração fundiária.</p><p>Em 1964, foi aprovado o Estatuto das Terras, ligada ao clima</p><p>de insatisfação no meio rural entre governo, elite e</p><p>camponeses.</p><p>Entre 1980 e 1990, surgiram varias organizações em defesa</p><p>da reforma agraria como o movimento dos trabalhadores</p><p>sem terra, ligas camponesas e a pastoral da terra.</p><p>Em 1993, forma definido novos conceitos referentes às</p><p>dimensões e classificações dos imóveis rurais.</p><p>Modulo fiscal – é uma unidade de medida agraria usada no</p><p>Brasil. É expressa em hectares e é variável, sendo fixada para</p><p>cada município, levando-se em conta:</p><p> Tipo de exploração predominante no município;</p><p> A renda obtida com a exploração predominante;</p><p> Outras explorações existentes no município que</p><p>sejam expressivas em função da renda ou da área</p><p>utilizada;</p><p> Conceito de propriedade familiar.</p><p>Atualmente, o Modulo fiscal serve de parâmetro para a</p><p>classificação fundiária do imóvel rural quanto a sua</p><p>dimensão, sendo:</p><p> Minifúndio – imóvel rural inferior a 1 modulo rural;</p><p> Pequena propriedade – imóvel rural de área</p><p>compreendida entre 1 a 4 módulos fiscais;</p><p> Media propriedade – imóvel rural de área</p><p>compreendida entre 4 a 15 módulos fiscais;</p><p> Grande propriedade – imóvel rural de área superior</p><p>a 15 módulos fiscais.</p><p>Características da estrutura fundiária brasileira</p><p> Maior concentração de terras está no Nordeste e a</p><p>menor no Sul – Consequência – terras ociosas</p><p>improdutivas;</p><p> Menor desigualdade do Sul está ligada a colonização</p><p>europeia – consequência – Minifúndios;</p><p> Centro Oeste dominam as grandes propriedades –</p><p>consequência – Êxodo rural;</p><p> Nordeste pequenas propriedades disputam espaços</p><p>– consequência – aumento do numero de</p><p>desemprego;</p><p> Sudeste mistura: pequenas, medias e grandes</p><p>propriedades – consequência – aumento dos</p><p>conflitos sociais no campo.</p><p>Relação de trabalho no campo</p><p> Trabalho familiar;</p><p> Arrendamento;</p><p> Parceira.</p><p>Tensão no campo</p><p>A comissão pastoral da terra lançou um relatório sobre</p><p>conflitos no campo, a partir de dados coletados em 2010.</p><p>Dos 638 conflitos, mais da metade refere-se a posseiros –</p><p>antigos donos de pequenas propriedades – e a povos e</p><p>comunidades tradicionais – indígenas, quilombais,</p><p>extrativista etc – ligada a grandes projetos, como barragens,</p><p>ferrovias, rodovias e mineração.</p><p>A sociedade agrícola de plantadores e pecuarista de</p><p>Pernambuco, Liga camponesa de galileia, movimento dos</p><p>trabalhadores sem terra (MST), por função social,</p><p>argumentam estarem tomando terras improdutivas e o</p><p>outro lado, considera essa atitude um ato criminoso que</p><p>fere o direito de propriedade.</p><p>Espaço Urbano: atividades econômicas, emprego e pobreza.</p><p>O processo de urbanização iniciou-se a partir do final do</p><p>século XIX, começo do século XX, com o inicio gradativo da</p><p>industrialização graças a entradas de capital estrangeiro no</p><p>país. As empresas transnacionais preferiam se instalarem</p><p>nas cidades em que a concentração populacional fosse</p><p>maior e de melhores infraestruturas, dando origem as</p><p>grandes metrópoles. A cidade transformou-se num padrão</p><p>de modernidade, pois não existia um plano de governo no</p><p>setor rural e as grandes fazendas foram se adaptando com</p><p>maquinários</p><p>fazendo corte na mão de obra, e</p><p>consequentemente as pessoas do campo sem empregos</p><p>começaram a migrar para as grandes cidades, gerando o</p><p>êxodo rural.</p><p>A industrialização gerou empregos para os profissionais</p><p>qualificados, expandiu a classe média e o nível de consumo</p><p>urbano.</p><p>A migração campo cidade gerou desemprego e aumento das</p><p>atividades do setor terciário informal. O modelo de</p><p>desenvolvimento econômico e social adotados no Brasil a</p><p>partir dos anos 50 levou a um processo de metropolização.</p><p>O processo de urbanização do Brasil trouxe uma serie de</p><p>problemas, da qual, por um lado, aumenta a riqueza e por</p><p>outro, o aumento da pobreza devido o excesso de gente.</p><p>Outro problema nas grandes cidades a falta de</p><p>infraestrutura urbana: água encanada, pavimentação de</p><p>ruas, iluminação, transporte, rede de esgoto etc. essa</p><p>insuficiência dos recursos aplicados na expansão da</p><p>infraestrutura decorre também da existência de terrenos</p><p>ociosos onde são ocupadas por pessoas de baixa renda que</p><p>se instalam na precariedade.</p><p>Outros problemas nas grandes cidades são:</p><p> A violência;</p><p> Acidentes de transito;</p><p> Assaltos;</p><p> Estupros;</p><p> Assassinato;</p><p> Trafico de drogas.</p><p>Atividades econômicas do Brasil</p><p>O Brasil desenvolve em seu território atividades dos setores:</p><p> Setor Primário – dividido em atividades de</p><p>agricultura, pecuária, extrativismo vegetal, pesca e</p><p>mineração.</p><p> Setor Secundário – com grande importância na</p><p>formação da riqueza nacional com destaque na</p><p>produção de bens de capital. Dividem-se em</p><p>indústria de bens intermediários, bens de consumo</p><p>semidurável e não durável.</p><p> Setor terciário – corresponde a venda de produtos e</p><p>serviços comerciais.</p><p>A rede urbana</p><p>É o conjunto articulado de cidades e grandes centros</p><p>urbanos, que se integram em escalas mundial, regional e</p><p>local por meio de fluxo de serviços, mercadorias, capitais,</p><p>informações e recurso humanos. Essa rede estrutura-se por</p><p>meio de uma hierarquia, em que as cidades menores</p><p>dependem das maiores e economicamente mais</p><p>desenvolvidas.</p><p>Regiões metropolitanas</p><p>Conforme o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</p><p>(IBGE), a região metropolitana é uma região estabelecida</p><p>por legislação estadual e constituída por agrupamentos de</p><p>municípios limítrofes – que fazem fronteiras -, com o</p><p>objetivo de integrar a organização, o planejamento e a</p><p>execução de funções publicas de interesse comum.</p><p>Portanto, cada unidade federativa do Brasil tem autonomia</p><p>para criar suas regiões metropolitanas.</p><p>Capítulo 4 - Formação Territorial e Divisão</p><p>Político Administrativa</p><p>A divisao politica e administrativa do Brasil nem sempre foi a</p><p>mesma. Do século XVI ao século XX, o país teve diversos</p><p>arcabouços (estrutura) politiaco-administrativos, a saber as</p><p>donatarias, as capitanias hereditarias, as províncias e</p><p>finalmente os estados, os distritos e os municípios.</p><p>A seguir é apresentada a atual divisão politico-administrativo</p><p>do país, dividido em 26 estados e 1 distrito federal e 5.570</p><p>municípios, acompanhada do mapa politico do Brasil.</p><p>Distrito federal – é a unidade onde tem sede o governo</p><p>federal, com seus poderes: judiciário, legislativo e executivo.</p><p>Estados – constituem em 26 unidades de maior hierarquia</p><p>dentro da organização politica-administrativo do país. A</p><p>unidade que abriga a sede do governo denomina-se capital.</p><p>Municípios – os municípios constituem as unidades de</p><p>menor hierarquia dentro da organização politico-</p><p>administrativo do brasil. A localidade onde se sedia a</p><p>prefeitura municipal tem a categoria de cidade.</p><p>Distrito – são unidades administrativas dos municípios. A</p><p>localidade onde está sediada a autoridade distrital tem a</p><p>categoria de vila.</p><p>Divisão regional – O IBGE elabora divisões regionais do</p><p>território brasileiro, com a finalidade básica de viabilizar a</p><p>agregação e a divulgação de dados estatísticos.</p><p>Em consequência das transformações havidas no espaço</p><p>brasileiro, no decorrer das décadas de 50 e 60, uma nova</p><p>divisão em macrorregiões foi elaborada em 1970, definido as</p><p>regiões:</p><p> Norte;</p><p> Nordeste;</p><p> Sudeste;</p><p> Sul;</p><p> Centro-oeste.</p><p>Algumas mudanças no território brasileiro:</p><p> 1942 – criação do território de Fernando de</p><p>Noronha;</p><p> 1943 – Criações de Guaporé, Rio Branco, Amapá</p><p>(norte), Ponta-Porã (Centro-oeste) e de Iguaçu (Sul);</p><p> 1960 – criação do Distrito Federal e mudança da</p><p>capital do Rio de Janeiro para Brasília;</p><p> 1977 – criação do estado do Mato Grosso do Sul;</p><p> 1981 – criação do estado de Rondônia;</p><p> 1988 – criação do estado de Tocantins. É extinto o</p><p>território de Fernando de Noronha que em 1989</p><p>passa a ser distrito do estado de Pernambuco.</p><p>Roraima, Amapá e Rondônia tornaram-se estados</p><p>autônomos.</p><p>O Brasil ganhou mais 5 municípios novos no dia 1º de janeiro</p><p>de 2013. São eles:</p><p> Pescaria brava – SC</p><p> Balneário rincão – SC</p><p> Mojuí dos campos – PA</p><p> Pinto Bandeira – RN</p><p> Paraiso das Aguas - MS</p><p>Com a nova aquisição o Brasil passou a ter 5.570 municípios</p><p>espalhados pelos 27 estados, sendo um, o distrito federal.</p><p>Organização Federativa</p><p>Nação – é um grupo social, cujos membros desenvolvem,</p><p>sobre a base de fatores étnicos, culturais e territoriais, a</p><p>consciência de solidariedade num destino comum. Ou seja ,</p><p>pode significar um conjunto de pessoas que fala a mesma</p><p>língua, possui o mesmo passado histórico e guarda tradições</p><p>comuns. Em sentido mais abrangente, nação é uma</p><p>sociedade politicamente organizada que controla,</p><p>soberanamente, um território.</p><p>Território – é a passagem física de um estado como rios,</p><p>lagos, florestas, espaço aéreo e a distancia da costa. Quanto</p><p>às fronteiras, essas são delimitadas por acidentes</p><p>geográficos ou marcadas por linhas geométricas, assinaladas</p><p>por marcos divisório.</p><p>A organização federativa do Brasil está contida na</p><p>constituição, promulgada em 1988. No seu titulo I, a</p><p>constituição apresenta a estrutura do estado brasileiro e os</p><p>princípios em que ele se fundamenta como estado</p><p>democrático de direito.</p><p>“A republica federativa do Brasil, formada pela união</p><p>indissolúvel dos estados e municípios e do distrito, constitui-</p><p>se em estado democrático de direito e tem como</p><p>fundamentos”:</p><p>I. A soberania;</p><p>II. A cidadania;</p><p>III. A dignidade da pessoa humana;</p><p>IV. Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;</p><p>V. O pluralismo politico.</p><p>De acordo com a constituição: todo poder emana do povo,</p><p>que o exerce por meio de representantes eleitos ou</p><p>diretamente, nos termos desta constituição.</p><p>A organização politico-administrativa da republica federativa</p><p>do Brasil compreende:</p><p> União;</p><p> Estado;</p><p> Distrito federal;</p><p> Município.</p><p>O Brasil é um estado federado, com efeito cada uma das</p><p>unidades politico-administrativas em que ele se divide e</p><p>goza de autonomia definidos na própria constituição.</p><p>A organização politico-administrativo do Brasil adota a</p><p>tripartição do poder em três áreas:</p><p> Legislativo;</p><p> Executivo;</p><p> Judiciário.</p><p>E é feita em três níveis, com bases territoriais:</p><p> Federal;</p><p> Estadual;</p><p> Municipal.</p><p>Dinâmica da população brasileira – estuda as variações na</p><p>quantidade da população, observando os elementos do</p><p>crescimento e da estrutura da população. São três tipos de</p><p>indicadores:</p><p>1. Mortalidade – é calculada a partir da relação entre o</p><p>numero de óbitos em um determinado ano por mim</p><p>habitante.</p><p>2. Natalidade – é calculada com base no numero de</p><p>nascimento em um dado ano, e depois se multiplica</p><p>o resultado por mil.</p><p>3. Fecundidade – relaciona o numero de crianças com</p><p>menos de cinco anos ao numero de mulher em</p><p>idade reprodutiva.</p><p>Fluxos migratórios</p><p>Volume de migração dentro do país desacelera desde 1999,</p><p>aponta IBGE.</p><p>O volume da migração inter-regional no Brasil está perdendo</p><p>intensidade e os migrantes estão retornando às regiões de</p><p>origem. Esse movimento envolveu dois milhões de pessoas</p><p>entre 2004 e 2009, após o registro de 2,8 milhões de pessoas</p><p>no quinquênio 1995 – 2000.</p><p>A região</p><p>sudeste, ate o final do século XX, recebeu a maior</p><p>quantidade de fluxos migratórios do pais, principalmente o</p><p>estado de são Paulo, pelo fato de fornece maiores</p><p>oportunidades de emprego.</p><p>No entanto, nas ultimas décadas, as regiões centro-oeste e</p><p>Norte tem sido bastante atrativa para os migrantes devido a</p><p>estagnação econômica que atingiu a indústria nas grandes</p><p>cidades do sudeste.</p><p>As politicas públicas, “novas fronteiras agrícolas”, para a</p><p>ocupação do oeste, Norte e centro-oeste, brasileiro foram</p><p>determinantes para esse redirecionamento dos fluxos</p><p>migratórios no brasil.</p><p>Em 2009, os estados do nordeste que apresentaram</p><p>migração de retorno mais expressiva, foram:</p><p> Pernambuco;</p><p> Sergipe;</p><p> Rio grande do Norte;</p><p> Paraiba.</p><p>Maiores taxas de retorno – os estados em que a migração</p><p>de retorno foi mais expressiva em 2009 foram:</p><p> Rio Grande do Sul 23,98%</p><p> Paraná 23,44%</p><p> Minas Gerais 21,62%</p><p> Sergipe 21,52%</p><p> Pernambuco 23,61%</p><p> Paraiba 20,95%</p><p> Rio Grande do Norte 21,14%</p><p>Áreas de crescimento populacional</p><p>O território brasileiro tem:</p><p> Área 8.515.692,27Km²</p><p> Estados 27 (c/ Brasília)</p><p> Municipios 5.570</p><p> Domicilios 67.400.000,00</p><p> População 190.755.799</p><p>Censo demografido de 2010.</p><p>A média de moradores por domicilio em 2000 era de 3,8</p><p>pessoas, valor que diminuiu para 3,3 moradores em 2010.</p><p>Menos pessoas moram nas áreas rurais, o censo</p><p>demografico 2010 mostrou a continuidade do processo de</p><p>diminuição do volume da população rural.</p><p>Os municipios com maiores taxas de crescimento entre 2013</p><p>– 2014.</p><p>Áreas de perda populacional – os municípios com menores</p><p>taxas de crescimento entre 2013 – 2014.</p><p>Mais mulheres que homens – segundo o censo 2010. Há</p><p>uma relação de 96 homens para 100 mulheres com um</p><p>excedente de 3.941.819 mulheres. Entretanto, a região</p><p>norte é a única que apresenta o numero de homens superior</p><p>ao de mulheres.</p><p>A população está envelhecendo – com o aumento da</p><p>expectativa de vida e a queda na taxa de fecundidade, em</p><p>menos de 40 anos 30% da população será formada por</p><p>idosos. A projeção ascende um sinal amarelo para o</p><p>governo, que precisa implementar logo reformas politicas</p><p>nas áreas da saúde e previdência para que não ocorra o risco</p><p>de chegar a velhice sem condições de manter a qualidade de</p><p>vida.</p>

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