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II - EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO(1)

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Questões resolvidas

01 – (FGV - 2024 - OAB - Exame da Ordem Unificado XL - Primeira Fase) Mariana e Lucas estão casados há mais de 10 anos em regime da comunhão parcial de bens. Recentemente, Mariana descobriu que Lucas vem mantendo uma relação extraconjugal com uma vizinha. A descoberta abalou profundamente o casamento, e Mariana pediu o divórcio. Considerando a quebra do dever de fidelidade, Mariana alega que Lucas perdeu o direito sobre todos os bens do casal, ou seja, ela entende que, apesar do regime de comunhão parcial de bens, o patrimônio construído ao longo do casamento não deverá ser partilhado. Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.

a) O adultério traduz-se em violação do dever de recíproca fidelidade no casamento. Assim, em razão da traição de Lucas, Mariana tem direito à indenização correspondente a parte dos bens do casal.
b) A discussão de culpa e culpados para o divórcio não é mais necessária e, por isso, a divisão de bens deve seguir as regras do regime escolhido no casamento.
c) O adultério é uma das mais graves infrações dos deveres conjugais e tem, como consequência, a perda do direito à meação.
d) O adultério não interfere na partilha de bens do casal, mas tão somente no convívio do pai adúltero com os filhos menores de idade.

02 – (FGV - 2020 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXXI - Primeira Fase) Aldo e Mariane são casados sob o regime da comunhão parcial de bens, desde setembro de 2013. Em momento anterior ao casamento, Rubens, pai de Mariane, realizou a doação de um imóvel à filha. Desde então, a nova proprietária acumula os valores que lhe foram pagos pelos locatários do imóvel. No ano corrente, alguns desentendimentos fizeram com que Mariane pretendesse se divorciar de Aldo. Para tal finalidade, procurou um advogado, informando que a soma dos aluguéis que lhe foram pagos desde a doação do imóvel totalizava R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), sendo que R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) foram auferidos antes do casamento e o restante, após. Mariane relatou, ainda, que atualmente o imóvel se encontra vazio, sem locatários. Sobre essa situação e diante de eventual divórcio, assinale a afirmativa correta.

a) Quanto aos aluguéis, Aldo tem direito à meação sob o total dos valores.
b) Tendo em vista que o imóvel locado por Mariane é seu bem particular, os aluguéis por ela auferidos não se comunicam com Aldo.
c) Aldo tem direito à meação dos valores recebidos por Mariane, durante o casamento, a título de aluguel.
d) Aldo faz jus à meação tanto sobre a propriedade do imóvel doado a Mariane por Rubens, quanto sobre os valores recebidos a título de aluguel desse imóvel na constância do casamento.

03 – (FGV - 2019 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXX - Primeira Fase) Arnaldo, publicitário, é casado com Silvana, advogada, sob o regime de comunhão parcial de bens. Silvana sempre considerou diversificar sua atividade profissional e pensa em se tornar sócia de uma sociedade empresária do ramo de tecnologia. Para realizar esse investimento, pretende vender um apartamento adquirido antes de seu casamento com Arnaldo; este, mais conservador na área negocial, não concorda com a venda do bem para empreender. Sobre a situação descrita, assinale a afirmativa correta.

a) Silvana não precisa de autorização de Arnaldo para alienar o apartamento, pois destina-se ao incremento da renda familiar.
b) A autorização de Arnaldo para alienação por Silvana é necessária, por conta do regime da comunhão parcial de bens.
c) Silvana não precisa de autorização de Arnaldo para alienar o apartamento, pois se trata de bem particular.
d) A autorização de Arnaldo para alienação por Silvana é necessária e decorre do casamento, independentemente do regime de bens.

04 – (FGV - 2019 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVIII - Primeira Fase) Mônica, casada pelo regime da comunhão total de bens, descobre que seu marido, Geraldo, alienou um imóvel pertencente ao patrimônio comum do casal, sem a devida vênia conjugal. A descoberta agrava a crise conjugal entre ambos e acaba conduzindo ao divórcio do casal. Tempos depois, Mônica ajuíza ação em face de seu ex-marido, objetivando a invalidação da alienação do imóvel. Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa correta.

a) O juiz pode conhecer de ofício do vício decorrente do fato de Mônica não ter anuído com a alienação do bem.
b) O fato de Mônica não ter anuído com a alienação do bem representa um vício que convalesce com o decurso do tempo.
c) O vício decorrente da ausência de vênia conjugal não pode ser sanado pela posterior confirmação do ato por Mônica.
d) Para que a pretensão de Mônica seja acolhida, ela deveria ter observado o prazo prescricional de dois anos, a contar da data do divórcio.

07 – (FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XX - Primeira Fase) Juliana é sócia de uma sociedade empresária que produz bens que exigem alto investimento, por meio de financiamento significativo. Casada com Mário pelo regime da comunhão universal de bens, desde 1998, e sem filhos, decide o casal alterar o regime de casamento para o de separação de bens, sem prejudicar direitos de terceiros, e com a intenção de evitar a colocação do patrimônio já adquirido em risco. Sobre a situação narrada, assinale a afirmativa correta.

a) A alteração do regime de bens mediante escritura pública, realizada pelos cônjuges e averbada no Registro Civil, é possível.
b) A alteração do regime de bens, tendo em vista que o casamento foi realizado antes da vigência do Código Civil de 2002, não é possível.
c) A alteração do regime de bens mediante autorização judicial, com pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros, é possível.
d) Não é possível a alteração para o regime da separação de bens, tão somente para o regime de bens legal, qual seja, o da comunhão parcial de bens.

Lúcia procurou um advogado para saber se tinha direito à partilha do prêmio que Sérgio recebeu na loteria, bem como aos valores oriundos dos aluguéis dos imóveis adquiridos por ele antes do casamento e, mensalmente, depositados na conta corrente de Sérgio. Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.

a) Ela não tem direito à partilha do prêmio e aos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de seus imóveis, uma vez que se constituem como bens particulares de Sérgio.
b) Ela tem direito à partilha dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de seus imóveis, mas não tem direito à partilha do prêmio obtido na loteria.
c) Ela tem direito à partilha do prêmio, mas não poderá pleitear a partilha dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de seus imóveis.
d) Ela tem direito à partilha do prêmio e dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis dos imóveis de Sérgio, uma vez que ambos constituem-se bens comuns do casal.

Tendo em vista o regime de bens do casamento, assinale a afirmativa correta.

a) Os imóveis situados no Recreio dos Bandeirantes e em Santa Teresa são bens comuns e, por isso, deverão ser partilhados em virtude da separação do casal.
b) Apenas o imóvel situado no Recreio dos Bandeirantes deve ser partilhado, sendo o imóvel situado em Santa Teresa bem particular de Roberto.
c) Apenas o imóvel situado em Santa Teresa deve ser partilhado, sendo o imóvel situado no Recreio dos Bandeirantes excluído da comunhão, por ter sido adquirido com o produto de bem advindo de fato eventual.
d) Nenhum dos dois imóveis deverá ser partilhado, tendo em vista que ambos são bens particulares de Roberto.

Diante da situação apresentada, assinale a afirmativa correta.

a) A garantia acessória poderá ser prestada exclusivamente por Alberto.
b) A outorga de Amélia se fará indispensável, independente do regime de bens.
c) A fiança, se prestada por Alberto sem o consentimento de Amélia, será anulável.
d) A anulação do aval somente poderá ser pleiteada por Amélia durante o período em que estiver casada.

A respeito do casamento realizado, é correto afirmar que é

a) nulo, tendo em vista o parentesco existente entre Rejane e Jarbas.
b) é anulável, tendo em vista que, por ser órfã de mãe, Rejane deveria obter autorização judicial a fim de suprir o consentimento materno.
c) válido.
d) anulável, tendo em vista o parentesco existente entre Rejane e Jarbas.

Na situação hipotética apresentada, na fase da partilha dos bens, o juiz deve

a) determinar a ratificação do pacto antenupcial.
b) aplicar as regras que tratam do regime da comunhão universal de bens.
c) declarar nulo o pacto particular e aplicar as regras do regime da comunhão parcial de bens.
d) decidir pela divisão, em partes iguais, do patrimônio comum, independentemente da forma e da data de aquisição.

Em relação ao regime de bens no casamento, é correto afirmar que

a) é permitida sua alteração, mediante autorização judicial.
b) não é permitida sua alteração.
c) é permitida sua alteração, independentemente de autorização judicial.
d) é permitida sua alteração, por escritura pública dos cônjuges, averbada no assento matrimonial, no Registro Civil.

O regime de bens no casamento é um instituto jurídico que disciplina as relações patrimoniais entre os cônjuges durante o matrimônio e após a sua dissolução. No Brasil, o regime de comunhão parcial de bens é o regime legal padrão, aplicável quando não há pacto antenupcial. Nesse regime, os bens adquiridos antes do casamento permanecem individualmente de cada cônjuge, enquanto os adquiridos na constância do casamento são comuns, salvo disposições em contrário.

Certo
Errado

O cônjuge, quando o casal adotar o regime de separação absoluta, só estará legitimado a alienar, hipotecar ou gravar de ônus reais os bens imóveis depois de obter a autorização do outro ou o suprimento judicial de seu consentimento.

Certo
Errado

Considerando a situação hipotética narrada, analise as afirmativas a seguir. I. Se Clara aceitasse se casar civilmente com seu primo Gabriel, o casamento seria nulo. II. Se Angélica se divorciar de Fausto e Otávio falecer, Laura poderá se casar civilmente com Fausto. III. Se Fausto se divorciar de Angélica, ela poderá se casar civilmente com Plínio. Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I e III, apenas.

Diante da revogação do mandato sem ciência de Renato e de Natália a tempo, o casamento é

a) anulável, mas Júlio responderá por perdas e danos perante Natália.
b) inexistente, e Júlio não é responsável pelos prejuízos decorrentes da falta de comunicação da revogação.
c) nulo, e não seria passível de convalidação, ainda que Júlio e Natália tivessem coabitado após a celebração.
d) nulo, porque a eficácia do mandato para a celebração de casamento civil não pode ultrapassar 60 (sessenta) dias.
e) válido, mas Júlio poderia ter revogado a procuração por instrumento público ou particular, dada a urgência do caso.

Em Recurso Extraordinário julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apreciou-se a constitucionalidade do Art. 1.641 do Código Civil, que prevê a obrigatoriedade do regime de separação de bens no casamento de pessoa maior de 70 (setenta) anos. Ao decidir a questão, o STF interpretou, conforme a CRFB/88, o dispositivo e fixou a seguinte tese de julgamento: Nos casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoa maior de 70 anos, o regime de separação de bens previsto no Art. 1641, inciso II, do Código Civil, pode ser afastado por expressa manifestação da vontade das partes, mediante escritura pública. Em relação ao tema, analise as assertivas a seguir. I. O princípio da igualdade restringe a utilização do fator idade para desequiparar pessoas, salvo se demonstrado que se trata de fundamento razoável para realização de um fim legítimo. II. O princípio da dignidade humana inclui, em seu conteúdo, o valor intrínseco de toda pessoa e a autonomia para realizar suas próprias escolhas existenciais. III. O regime de separação de bens do Art. 1.641, inciso II, do Código Civil, aplica-se tanto ao casamento quanto à união estável, mas somente o casamento forma entidade familiar. Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

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Questões resolvidas

01 – (FGV - 2024 - OAB - Exame da Ordem Unificado XL - Primeira Fase) Mariana e Lucas estão casados há mais de 10 anos em regime da comunhão parcial de bens. Recentemente, Mariana descobriu que Lucas vem mantendo uma relação extraconjugal com uma vizinha. A descoberta abalou profundamente o casamento, e Mariana pediu o divórcio. Considerando a quebra do dever de fidelidade, Mariana alega que Lucas perdeu o direito sobre todos os bens do casal, ou seja, ela entende que, apesar do regime de comunhão parcial de bens, o patrimônio construído ao longo do casamento não deverá ser partilhado. Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.

a) O adultério traduz-se em violação do dever de recíproca fidelidade no casamento. Assim, em razão da traição de Lucas, Mariana tem direito à indenização correspondente a parte dos bens do casal.
b) A discussão de culpa e culpados para o divórcio não é mais necessária e, por isso, a divisão de bens deve seguir as regras do regime escolhido no casamento.
c) O adultério é uma das mais graves infrações dos deveres conjugais e tem, como consequência, a perda do direito à meação.
d) O adultério não interfere na partilha de bens do casal, mas tão somente no convívio do pai adúltero com os filhos menores de idade.

02 – (FGV - 2020 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXXI - Primeira Fase) Aldo e Mariane são casados sob o regime da comunhão parcial de bens, desde setembro de 2013. Em momento anterior ao casamento, Rubens, pai de Mariane, realizou a doação de um imóvel à filha. Desde então, a nova proprietária acumula os valores que lhe foram pagos pelos locatários do imóvel. No ano corrente, alguns desentendimentos fizeram com que Mariane pretendesse se divorciar de Aldo. Para tal finalidade, procurou um advogado, informando que a soma dos aluguéis que lhe foram pagos desde a doação do imóvel totalizava R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), sendo que R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) foram auferidos antes do casamento e o restante, após. Mariane relatou, ainda, que atualmente o imóvel se encontra vazio, sem locatários. Sobre essa situação e diante de eventual divórcio, assinale a afirmativa correta.

a) Quanto aos aluguéis, Aldo tem direito à meação sob o total dos valores.
b) Tendo em vista que o imóvel locado por Mariane é seu bem particular, os aluguéis por ela auferidos não se comunicam com Aldo.
c) Aldo tem direito à meação dos valores recebidos por Mariane, durante o casamento, a título de aluguel.
d) Aldo faz jus à meação tanto sobre a propriedade do imóvel doado a Mariane por Rubens, quanto sobre os valores recebidos a título de aluguel desse imóvel na constância do casamento.

03 – (FGV - 2019 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXX - Primeira Fase) Arnaldo, publicitário, é casado com Silvana, advogada, sob o regime de comunhão parcial de bens. Silvana sempre considerou diversificar sua atividade profissional e pensa em se tornar sócia de uma sociedade empresária do ramo de tecnologia. Para realizar esse investimento, pretende vender um apartamento adquirido antes de seu casamento com Arnaldo; este, mais conservador na área negocial, não concorda com a venda do bem para empreender. Sobre a situação descrita, assinale a afirmativa correta.

a) Silvana não precisa de autorização de Arnaldo para alienar o apartamento, pois destina-se ao incremento da renda familiar.
b) A autorização de Arnaldo para alienação por Silvana é necessária, por conta do regime da comunhão parcial de bens.
c) Silvana não precisa de autorização de Arnaldo para alienar o apartamento, pois se trata de bem particular.
d) A autorização de Arnaldo para alienação por Silvana é necessária e decorre do casamento, independentemente do regime de bens.

04 – (FGV - 2019 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVIII - Primeira Fase) Mônica, casada pelo regime da comunhão total de bens, descobre que seu marido, Geraldo, alienou um imóvel pertencente ao patrimônio comum do casal, sem a devida vênia conjugal. A descoberta agrava a crise conjugal entre ambos e acaba conduzindo ao divórcio do casal. Tempos depois, Mônica ajuíza ação em face de seu ex-marido, objetivando a invalidação da alienação do imóvel. Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa correta.

a) O juiz pode conhecer de ofício do vício decorrente do fato de Mônica não ter anuído com a alienação do bem.
b) O fato de Mônica não ter anuído com a alienação do bem representa um vício que convalesce com o decurso do tempo.
c) O vício decorrente da ausência de vênia conjugal não pode ser sanado pela posterior confirmação do ato por Mônica.
d) Para que a pretensão de Mônica seja acolhida, ela deveria ter observado o prazo prescricional de dois anos, a contar da data do divórcio.

07 – (FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XX - Primeira Fase) Juliana é sócia de uma sociedade empresária que produz bens que exigem alto investimento, por meio de financiamento significativo. Casada com Mário pelo regime da comunhão universal de bens, desde 1998, e sem filhos, decide o casal alterar o regime de casamento para o de separação de bens, sem prejudicar direitos de terceiros, e com a intenção de evitar a colocação do patrimônio já adquirido em risco. Sobre a situação narrada, assinale a afirmativa correta.

a) A alteração do regime de bens mediante escritura pública, realizada pelos cônjuges e averbada no Registro Civil, é possível.
b) A alteração do regime de bens, tendo em vista que o casamento foi realizado antes da vigência do Código Civil de 2002, não é possível.
c) A alteração do regime de bens mediante autorização judicial, com pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros, é possível.
d) Não é possível a alteração para o regime da separação de bens, tão somente para o regime de bens legal, qual seja, o da comunhão parcial de bens.

Lúcia procurou um advogado para saber se tinha direito à partilha do prêmio que Sérgio recebeu na loteria, bem como aos valores oriundos dos aluguéis dos imóveis adquiridos por ele antes do casamento e, mensalmente, depositados na conta corrente de Sérgio. Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.

a) Ela não tem direito à partilha do prêmio e aos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de seus imóveis, uma vez que se constituem como bens particulares de Sérgio.
b) Ela tem direito à partilha dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de seus imóveis, mas não tem direito à partilha do prêmio obtido na loteria.
c) Ela tem direito à partilha do prêmio, mas não poderá pleitear a partilha dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de seus imóveis.
d) Ela tem direito à partilha do prêmio e dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis dos imóveis de Sérgio, uma vez que ambos constituem-se bens comuns do casal.

Tendo em vista o regime de bens do casamento, assinale a afirmativa correta.

a) Os imóveis situados no Recreio dos Bandeirantes e em Santa Teresa são bens comuns e, por isso, deverão ser partilhados em virtude da separação do casal.
b) Apenas o imóvel situado no Recreio dos Bandeirantes deve ser partilhado, sendo o imóvel situado em Santa Teresa bem particular de Roberto.
c) Apenas o imóvel situado em Santa Teresa deve ser partilhado, sendo o imóvel situado no Recreio dos Bandeirantes excluído da comunhão, por ter sido adquirido com o produto de bem advindo de fato eventual.
d) Nenhum dos dois imóveis deverá ser partilhado, tendo em vista que ambos são bens particulares de Roberto.

Diante da situação apresentada, assinale a afirmativa correta.

a) A garantia acessória poderá ser prestada exclusivamente por Alberto.
b) A outorga de Amélia se fará indispensável, independente do regime de bens.
c) A fiança, se prestada por Alberto sem o consentimento de Amélia, será anulável.
d) A anulação do aval somente poderá ser pleiteada por Amélia durante o período em que estiver casada.

A respeito do casamento realizado, é correto afirmar que é

a) nulo, tendo em vista o parentesco existente entre Rejane e Jarbas.
b) é anulável, tendo em vista que, por ser órfã de mãe, Rejane deveria obter autorização judicial a fim de suprir o consentimento materno.
c) válido.
d) anulável, tendo em vista o parentesco existente entre Rejane e Jarbas.

Na situação hipotética apresentada, na fase da partilha dos bens, o juiz deve

a) determinar a ratificação do pacto antenupcial.
b) aplicar as regras que tratam do regime da comunhão universal de bens.
c) declarar nulo o pacto particular e aplicar as regras do regime da comunhão parcial de bens.
d) decidir pela divisão, em partes iguais, do patrimônio comum, independentemente da forma e da data de aquisição.

Em relação ao regime de bens no casamento, é correto afirmar que

a) é permitida sua alteração, mediante autorização judicial.
b) não é permitida sua alteração.
c) é permitida sua alteração, independentemente de autorização judicial.
d) é permitida sua alteração, por escritura pública dos cônjuges, averbada no assento matrimonial, no Registro Civil.

O regime de bens no casamento é um instituto jurídico que disciplina as relações patrimoniais entre os cônjuges durante o matrimônio e após a sua dissolução. No Brasil, o regime de comunhão parcial de bens é o regime legal padrão, aplicável quando não há pacto antenupcial. Nesse regime, os bens adquiridos antes do casamento permanecem individualmente de cada cônjuge, enquanto os adquiridos na constância do casamento são comuns, salvo disposições em contrário.

Certo
Errado

O cônjuge, quando o casal adotar o regime de separação absoluta, só estará legitimado a alienar, hipotecar ou gravar de ônus reais os bens imóveis depois de obter a autorização do outro ou o suprimento judicial de seu consentimento.

Certo
Errado

Considerando a situação hipotética narrada, analise as afirmativas a seguir. I. Se Clara aceitasse se casar civilmente com seu primo Gabriel, o casamento seria nulo. II. Se Angélica se divorciar de Fausto e Otávio falecer, Laura poderá se casar civilmente com Fausto. III. Se Fausto se divorciar de Angélica, ela poderá se casar civilmente com Plínio. Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I e III, apenas.

Diante da revogação do mandato sem ciência de Renato e de Natália a tempo, o casamento é

a) anulável, mas Júlio responderá por perdas e danos perante Natália.
b) inexistente, e Júlio não é responsável pelos prejuízos decorrentes da falta de comunicação da revogação.
c) nulo, e não seria passível de convalidação, ainda que Júlio e Natália tivessem coabitado após a celebração.
d) nulo, porque a eficácia do mandato para a celebração de casamento civil não pode ultrapassar 60 (sessenta) dias.
e) válido, mas Júlio poderia ter revogado a procuração por instrumento público ou particular, dada a urgência do caso.

Em Recurso Extraordinário julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apreciou-se a constitucionalidade do Art. 1.641 do Código Civil, que prevê a obrigatoriedade do regime de separação de bens no casamento de pessoa maior de 70 (setenta) anos. Ao decidir a questão, o STF interpretou, conforme a CRFB/88, o dispositivo e fixou a seguinte tese de julgamento: Nos casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoa maior de 70 anos, o regime de separação de bens previsto no Art. 1641, inciso II, do Código Civil, pode ser afastado por expressa manifestação da vontade das partes, mediante escritura pública. Em relação ao tema, analise as assertivas a seguir. I. O princípio da igualdade restringe a utilização do fator idade para desequiparar pessoas, salvo se demonstrado que se trata de fundamento razoável para realização de um fim legítimo. II. O princípio da dignidade humana inclui, em seu conteúdo, o valor intrínseco de toda pessoa e a autonomia para realizar suas próprias escolhas existenciais. III. O regime de separação de bens do Art. 1.641, inciso II, do Código Civil, aplica-se tanto ao casamento quanto à união estável, mas somente o casamento forma entidade familiar. Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

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<p>DIREITO DAS FAMÍLIAS</p><p>01 – (FGV - 2024 - OAB - Exame da Ordem Unificado XL - Primeira Fase) Mariana e Lucas estão casados há mais de 10 anos em</p><p>regime da comunhão parcial de bens. Recentemente, Mariana descobriu que Lucas vem mantendo uma relação extraconjugal</p><p>com uma vizinha. A descoberta abalou profundamente o casamento, e Mariana pediu o divórcio. Considerando a quebra do</p><p>dever de fidelidade, Mariana alega que Lucas perdeu o direito sobre todos os bens do casal, ou seja, ela entende que, apesar</p><p>do regime de comunhão parcial de bens, o patrimônio construído ao longo do casamento não deverá ser partilhado. Sobre a</p><p>hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) O adultério traduz-se em violação do dever de recíproca fidelidade no casamento. Assim, em razão da traição de Lucas,</p><p>Mariana tem direito à indenização correspondente a parte dos bens do casal.</p><p>- b) A discussão de culpa e culpados para o divórcio não é mais necessária e, por isso, a divisão de bens deve seguir as regras</p><p>do regime escolhido no casamento.</p><p>c) O adultério é uma das mais graves infrações dos deveres conjugais e tem, como consequência, a perda do direito à meação.</p><p>d) O adultério não interfere na partilha de bens do casal, mas tão somente no convívio do pai adúltero com os filhos menores</p><p>de idade.</p><p>02 – (FGV - 2020 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXXI - Primeira Fase) Aldo e Mariane são casados sob o regime da</p><p>comunhão parcial de bens, desde setembro de 2013. Em momento anterior ao casamento, Rubens, pai de Mariane, realizou</p><p>a doação de um imóvel à filha. Desde então, a nova proprietária acumula os valores que lhe foram pagos pelos locatários do</p><p>imóvel. No ano corrente, alguns desentendimentos fizeram com que Mariane pretendesse se divorciar de Aldo. Para tal</p><p>finalidade, procurou um advogado, informando que a soma dos aluguéis que lhe foram pagos desde a doação do imóvel</p><p>totalizava R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), sendo que R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) foram auferidos antes do</p><p>casamento e o restante, após. Mariane relatou, ainda, que atualmente o imóvel se encontra vazio, sem locatários. Sobre essa</p><p>situação e diante de eventual divórcio, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Quanto aos aluguéis, Aldo tem direito à meação sob o total dos valores.</p><p>b) Tendo em vista que o imóvel locado por Mariane é seu bem particular, os aluguéis por ela auferidos não se comunicam com</p><p>Aldo.</p><p>- c) Aldo tem direito à meação dos valores recebidos por Mariane, durante o casamento, a título de aluguel.</p><p>d) Aldo faz jus à meação tanto sobre a propriedade do imóvel doado a Mariane por Rubens, quanto sobre os valores recebidos</p><p>a título de aluguel desse imóvel na constância do casamento.</p><p>03 – (FGV - 2019 - OAB - Exame de Ordem Unificado XXX - Primeira Fase) Arnaldo, publicitário, é casado com Silvana, advogada,</p><p>sob o regime de comunhão parcial de bens. Silvana sempre considerou diversificar sua atividade profissional e pensa em se</p><p>tornar sócia de uma sociedade empresária do ramo de tecnologia. Para realizar esse investimento, pretende vender um</p><p>apartamento adquirido antes de seu casamento com Arnaldo; este, mais conservador na área negocial, não concorda com a</p><p>venda do bem para empreender. Sobre a situação descrita, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Silvana não precisa de autorização de Arnaldo para alienar o apartamento, pois destina-se ao incremento da renda familiar.</p><p>- b) A autorização de Arnaldo para alienação por Silvana é necessária, por conta do regime da comunhão parcial de bens.</p><p>c) Silvana não precisa de autorização de Arnaldo para alienar o apartamento, pois se trata de bem particular.</p><p>d) A autorização de Arnaldo para alienação por Silvana é necessária e decorre do casamento, independentemente do regime</p><p>de bens.</p><p>04 – (FGV - 2019 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXVIII - Primeira Fase) Mônica, casada pelo regime da comunhão total de</p><p>bens, descobre que seu marido, Geraldo, alienou um imóvel pertencente ao patrimônio comum do casal, sem a devida vênia</p><p>conjugal. A descoberta agrava a crise conjugal entre ambos e acaba conduzindo ao divórcio do casal. Tempos depois, Mônica</p><p>ajuíza ação em face de seu ex-marido, objetivando a invalidação da alienação do imóvel. Sobre o caso narrado, assinale a</p><p>afirmativa correta.</p><p>a) O juiz pode conhecer de ofício do vício decorrente do fato de Mônica não ter anuído com a alienação do bem.</p><p>-b) O fato de Mônica não ter anuído com a alienação do bem representa um vício que convalesce com o decurso do tempo.</p><p>c) O vício decorrente da ausência de vênia conjugal não pode ser sanado pela posterior confirmação do ato por Mônica.</p><p>d) Para que a pretensão de Mônica seja acolhida, ela deveria ter observado o prazo prescricional de dois anos, a contar da data</p><p>do divórcio.</p><p>05 – (FGV - 2017 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXIII - Primeira Fase) Arlindo e Berta firmam pacto antenupcial,</p><p>preenchendo todos os requisitos legais, no qual estabelecem o regime de separação absoluta de bens. No entanto, por motivo</p><p>de saúde de um dos nubentes, a celebração civil do casamento não ocorreu na data estabelecida. Diante disso, Arlindo e Berta</p><p>decidem não se casar e passam a conviver maritalmente. Após cinco anos de união estável, Arlindo pretende dissolver a</p><p>relação familiar e aplicar o pacto antenupcial, com o objetivo de não dividir os bens adquiridos na constância dessa união.</p><p>Nessas circunstâncias, o pacto antenupcial é</p><p>-a) válido e ineficaz.</p><p>b) válido e eficaz.</p><p>c) inválido e ineficaz.</p><p>d) inválido e eficaz.</p><p>06 – (FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XXI - Primeira Fase) João e Maria casaram-se, no regime de comunhão</p><p>parcial de bens, em 2004. Contudo, em 2008, João conheceu Vânia e eles passaram a ter um relacionamento amoroso.</p><p>Separando-se de fato de Maria, João saiu da casa em que morava com Maria e foi viver com Vânia, apesar de continuar casado</p><p>com Maria. Em 2016, João, muito feliz em seu novo relacionamento, resolve dar de presente um carro 0 km da marca X para</p><p>Vânia. Considerando a narrativa apresentada, sobre o contrato de doação celebrado entre João, doador, e Vânia, donatária,</p><p>assinale a afirmativa correta.</p><p>a) É nulo, pois é hipótese de doação de cônjuge adúltero ao seu cúmplice.</p><p>b) Poderá ser anulado, desde que Maria pleiteie a anulação até dois anos depois da assinatura do contrato.</p><p>c) É plenamente válido, porém João deverá pagar perdas e danos à Maria.</p><p>-d) É plenamente válido, pois João e Maria já estavam separados de fato no momento da doação.</p><p>07 – (FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XX - Primeira Fase) Juliana é sócia de uma sociedade empresária que</p><p>produz bens que exigem alto investimento, por meio de financiamento significativo. Casada com Mário pelo regime da</p><p>comunhão universal de bens, desde 1998, e sem filhos, decide o casal alterar o regime de casamento para o de separação de</p><p>bens, sem prejudicar direitos de terceiros, e com a intenção de evitar a colocação do patrimônio já adquirido em risco. Sobre</p><p>a situação narrada, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) A alteração do regime de bens mediante escritura pública, realizada pelos cônjuges e averbada no Registro Civil, é possível.</p><p>b) A alteração do regime de bens, tendo em vista que o casamento foi realizado antes da vigência do Código Civil de 2002, não</p><p>é possível.</p><p>-c) A alteração do regime de bens mediante autorização judicial, com pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a</p><p>procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros, é possível.</p><p>d) Não é possível a alteração para o regime da separação de bens, tão somente para o regime de bens legal, qual seja, o da</p><p>comunhão parcial de bens.</p><p>08 – (FGV - 2016 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XX - Primeira Fase) Em maio de 2005, Sérgio e Lúcia casaram-se pelo</p><p>regime da comunhão parcial de bens. Antes de se casar, ele já era proprietário de dois imóveis. Em 2006, Sérgio alugou seus</p><p>dois imóveis e os aluguéis auferidos, mês a mês, foram depositados em conta corrente aberta</p><p>atingido setenta anos; era possível alterar</p><p>o regime de bens, a qualquer tempo, prescindindo de autorização judicial, mas ressalvados direitos de terceiros.</p><p>78 – (FCC - 2018 - SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual - Auditoria e Fiscalização) Flávio e Fernanda se casaram pelo</p><p>regime da comunhão parcial de bens. Antes do casamento, Flávio não tinha qualquer bem, enquanto Fernanda tinha um</p><p>apartamento. Durante a constância do casamento, Fernanda vendeu o apartamento e, com o fruto da venda, adquiriu uma</p><p>casa, constando a sub-rogação do bem na escritura pública. Além disso, Flávio adquiriu em seu nome e sem a participação</p><p>econômica de sua esposa, um prédio comercial. Ainda durante o casamento, Flávio recebeu uma chácara de herança de seu</p><p>genitor. Por fim, Fernanda recebeu a doação de uma motocicleta. Com o fim do casamento, integram a meação do casal</p><p>apenas</p><p>a) a casa, o prédio comercial e a chácara.</p><p>b) a casa e a chácara.</p><p>c) a casa e o prédio comercial.</p><p>d) a casa.</p><p>e) o prédio comercial.</p><p>79 – (VUNESP - 2018 - PC-SP - Delegado de Polícia) Maria propôs ação de divórcio em face de João e ambos, já divorciados,</p><p>estão aguardando a homologação da partilha dos bens do casal. Nesse período, Maria conhece José e decidem se casar.</p><p>Sobre o caso hipotético, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Os colaterais de terceiro grau de José, consanguíneos ou afins, podem arguir o fato de que Maria é divorciada e a partilha de</p><p>bens dela e de João ainda não foi homologada.</p><p>b) Maria e José podem celebrar o casamento, desde que com o regime de separação obrigatória de bens.</p><p>c) Se o oficial de registro tiver conhecimento de que a partilha de bens de Maria e João ainda não foi homologada, ele é obrigado</p><p>a declarar o impedimento.</p><p>d) Ainda que Maria prove a inexistência de prejuízo de João, o juiz não poderá autorizar o casamento de Maria e José até que a</p><p>partilha de bens seja homologada.</p><p>e) Qualquer pessoa relativamente incapaz pode declarar o impedimento do casamento de Maria até o momento da</p><p>celebração.</p><p>80 – (FGV - 2018 - TJ-SC - Analista Jurídico) Marta e Rodrigo, ambos com 40 anos, pretendem contrair matrimônio. Com esse</p><p>objetivo, dirigem-se ao cartório de notas e solicitam a elaboração de pacto antenupcial, por meio do qual desejam estipular</p><p>que apenas os bens adquiridos após cinco anos de casamento sejam comunicados. Quanto aos bens adquiridos antes do</p><p>referido termo, deverão observar o regime da separação total. Na hipótese, essas disposições:</p><p>a) são nulas, pois se trata de fraude ao regime legal</p><p>b) são válidas, visto ser livre convencionar o regime de bens</p><p>c) devem ser interpretadas unicamente como regime de separação de bens</p><p>d) podem ser objeto de conversão e adaptadas ao regime da comunhão parcial</p><p>e) são válidas, desde que nenhum bem seja adquirido nos primeiros cinco anos</p><p>por ele, um mês depois da</p><p>celebração dos contratos de locação. Em 2010, Sérgio recebeu o prêmio máximo da loteria, em dinheiro, que foi</p><p>imediatamente aplicado em uma conta poupança aberta por ele naquele momento. Em 2013, Lúcia e Sérgio se separaram.</p><p>Lúcia procurou um advogado para saber se tinha direito à partilha do prêmio que Sérgio recebeu na loteria, bem como aos</p><p>valores oriundos dos aluguéis dos imóveis adquiridos por ele antes do casamento e, mensalmente, depositados na conta</p><p>corrente de Sérgio. Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Ela não tem direito à partilha do prêmio e aos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de</p><p>seus imóveis, uma vez que se constituem como bens particulares de Sérgio.</p><p>b) Ela tem direito à partilha dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis de seus imóveis, mas</p><p>não tem direito à partilha do prêmio obtido na loteria.</p><p>c) Ela tem direito à partilha do prêmio, mas não poderá pleitear a partilha dos valores depositados na conta corrente de Sérgio,</p><p>oriundos dos aluguéis de seus imóveis.</p><p>-d) Ela tem direito à partilha do prêmio e dos valores depositados na conta corrente de Sérgio, oriundos dos aluguéis dos</p><p>imóveis de Sérgio, uma vez que ambos constituem-se bens comuns do casal.</p><p>09 – (FGV - 2015 - OAB - Exame de Ordem Unificado - XVIII - Primeira Fase) Roberto e Ana casaram-se, em 2005, pelo regime</p><p>da comunhão parcial de bens. Em 2008, Roberto ganhou na loteria e, com os recursos auferidos, adquiriu um imóvel no</p><p>Recreio dos Bandeirantes. Em 2014, Roberto foi agraciado com uma casa em Santa Teresa, fruto da herança de sua tia. Em</p><p>2015, Roberto e Ana se separaram. Tendo em vista o regime de bens do casamento, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Os imóveis situados no Recreio dos Bandeirantes e em Santa Teresa são bens comuns e, por isso, deverão ser partilhados</p><p>em virtude da separação do casal.</p><p>-b) Apenas o imóvel situado no Recreio dos Bandeirantes deve ser partilhado, sendo o imóvel situado em Santa Teresa bem</p><p>particular de Roberto.</p><p>c) Apenas o imóvel situado em Santa Teresa deve ser partilhado, sendo o imóvel situado no Recreio dos Bandeirantes excluído</p><p>da comunhão, por ter sido adquirido com o produto de bem advindo de fato eventual.</p><p>d) Nenhum dos dois imóveis deverá ser partilhado, tendo em vista que ambos são bens particulares de Roberto.</p><p>10 – (FGV - 2013 - OAB - Exame de Ordem Unificado - X - Primeira Fase) Amélia e Alberto são casados pelo regime de comunhão</p><p>parcial de bens. Alfredo, amigo de Alberto, pede que ele seja seu fiador na compra de um imóvel. Diante da situação</p><p>apresentada, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) A garantia acessória poderá ser prestada exclusivamente por Alberto.</p><p>b) A outorga de Amélia se fará indispensável, independente do regime de bens.</p><p>-c) A fiança, se prestada por Alberto sem o consentimento de Amélia, será anulável.</p><p>d) A anulação do aval somente poderá ser pleiteada por Amélia durante o período em que estiver casada.</p><p>11 – (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado - VI - Primeira Fase) Rejane, solteira, com 16 anos de idade, órfã de mãe e</p><p>devidamente autorizada por seu pai, casa-se com Jarbas, filho de sua tia materna, sendo ele solteiro e capaz, com 23 anos de</p><p>idade. A respeito do casamento realizado, é correto afirmar que é</p><p>a) nulo, tendo em vista o parentesco existente entre Rejane e Jarbas.</p><p>b) é anulável, tendo em vista que, por ser órfã de mãe, Rejane deveria obter autorização judicial a fim de suprir o consentimento</p><p>materno.</p><p>-c) válido.</p><p>d) anulável, tendo em vista o parentesco existente entre Rejane e Jarbas.</p><p>12 – (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado - III - Primeira Fase) João foi registrado ao nascer com o gênero masculino.</p><p>Em 2008, aos 18 anos, fez cirurgia para correção de anomalia genética e teve seu registro retificado para o gênero feminino,</p><p>conforme sentença judicial. No registro não constou textualmente a indicação de retificação, apenas foi lavrado um novo</p><p>termo, passando a adotar o nome de Joana. Em julho de 2010, casou-se com Antônio, homem religioso e de família tradicional</p><p>interiorana, que conheceu em janeiro de 2010, por quem teve uma paixão fulminante e correspondida. Joana omitiu sua</p><p>história registral por medo de não ser aceita e perdê-lo. Em dezembro de 2010, na noite de Natal, a tia de Joana revela a Antônio</p><p>a verdade sobre o registro de Joana/João. Antônio, não suportando ter sido enganado, deseja a anulação do casamento.</p><p>Conforme a análise da hipótese formulada, é correto afirmar que o casamento de Antônio e Joana</p><p>a) só pode ser anulado até 90 dias da sua celebração.</p><p>b) poderá ser anulado pela identidade errônea de Joana/João perante Antônio e a insuportabilidade da vida em comum.</p><p>-c) é inexistente, pois não houve a aceitação adequada, visto que Antônio foi levado ao erro de pessoa, o que tornou</p><p>insuportável a vida em comum do casal.</p><p>d) é nulo; portanto, não há prazo para a sua arguição.</p><p>13 – (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado - III - Primeira Fase) Mathias, solteiro e capaz, com 65 anos de idade, e</p><p>Tânia, solteira e capaz, com 60 anos de idade, conheceram-se há um ano e, agora, pretendem se casar. A respeito da situação</p><p>narrada, é correto afirmar que Mathias e Tânia</p><p>a) deverão, necessariamente, celebrar pacto antenupcial optando expressamente pelo regime da separação de bens.</p><p>b) poderão casar-se pelo regime da comunhão parcial de bens, desde que obtenham autorização judicial, mediante a prévia</p><p>demonstração da inexistência de prejuízo para terceiros.</p><p>-c) poderão optar livremente dentre os regimes de bens previstos em lei, devendo celebrar pacto antenupcial somente se</p><p>escolherem regime diverso da comunhão parcial de bens.</p><p>d) somente poderão se casar pelo regime da separação obrigatória de bens, por força de lei e independentemente da</p><p>celebração de pacto antenupcial.</p><p>14 – (OAB Prova: CESPE - 2010 - OAB - Exame de Ordem - 3 - Primeira Fase) João e Maria, às vésperas do casamento, firmaram</p><p>documento particular, e não por escritura pública, por meio do qual optaram pelo regime da separação de bens. Eles viveram</p><p>aparentemente bem durante dez anos, mas, no início de 2006, Maria requereu separação litigiosa fundamentada em provas</p><p>irrefutáveis, que foi julgada procedente. Na situação hipotética apresentada, na fase da partilha dos bens, o juiz deve</p><p>a) determinar a ratificação do pacto antenupcial.</p><p>b) aplicar as regras que tratam do regime da comunhão universal de bens.</p><p>c) declarar nulo o pacto particular e aplicar as regras do regime da comunhão parcial de bens.</p><p>d) decidir pela divisão, em partes iguais, do patrimônio comum, independentemente da forma e da data de aquisição.</p><p>15 – (2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase) Em relação ao regime de bens no casamento, é correto afirmar que</p><p>-a) é permitida sua alteração, mediante autorização judicial.</p><p>b) não é permitida sua alteração.</p><p>c) é permitida sua alteração, independentemente de autorização judicial.</p><p>d) é permitida sua alteração, por escritura pública dos cônjuges, averbada no assento matrimonial, no Registro Civil.</p><p>16 – (VUNESP - 2024 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção) Se de registro de nascimento de maior de</p><p>16 e menor de 18 anos não emancipado constarem dois genitores (um natural e outro socioafetivo) e uma genitora natural,</p><p>caso o genitor socioafetivo discorde do casamento do menor, é correto afirmar que</p><p>a) basta a autorização de qualquer um dos genitores para casamento.</p><p>b) a autorização dos genitores naturais é suficiente para o casamento.</p><p>c) os genitores naturais devem promover a emancipação do menor para que possa se casar.</p><p>-d) a sua autorização terá de ser suprida judicialmente.</p><p>17 – (VUNESP - 2024 - TJ-SP - Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) Quanto aos impedimentos para o</p><p>casamento, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Os impedimentos para o casamento são inafastáveis, sem exceção.</p><p>-b) O impedimento ao casamento avuncular pode ser afastado, desde que cumpridas as formalidades previstas no artigo 2o</p><p>do Decreto-lei no 3.200/41.</p><p>c) Os impedimentos só podem ser apresentados dentro do prazo de afixação e publicação dos editais de proclamas.</p><p>d) Os impedimentos só podem ser apresentados por parentes em linha reta e na colateral até o terceiro grau de um dos</p><p>nubentes</p><p>18 – (IGEDUC - 2024 - Câmara de Araripina - PE - Analista Jurídico) O regime de bens no casamento é um instituto jurídico que</p><p>disciplina as relações patrimoniais entre os cônjuges durante o matrimônio e após a sua dissolução. No Brasil, o regime de</p><p>comunhão parcial de bens é o regime legal padrão, aplicável quando não há pacto antenupcial. Nesse regime, os bens</p><p>adquiridos antes do casamento permanecem individualmente de cada cônjuge, enquanto os adquiridos na constância do</p><p>casamento são comuns, salvo disposições em contrário.</p><p>- Certo</p><p>Errado</p><p>19 – (Quadrix - 2024 - CRO-AM – Advogado) O cônjuge, quando o casal adotar o regime de separação absoluta, só estará</p><p>legitimado a alienar, hipotecar ou gravar de ônus reais os bens imóveis depois de obter a autorização do outro ou o suprimento</p><p>judicial de seu consentimento.</p><p>Certo</p><p>Errado</p><p>20 – (FGV - 2024 - ENAM - 1º Exame Nacional de Magistratura) Angélica, irmã de Clara, é casada civilmente com Fausto, irmão</p><p>de Plínio. Laura e Otávio, pais de Angélica e Clara, nunca gostaram de Fausto e preferiam que ela tivesse se casado com Plínio.</p><p>A tensão familiar aumentou quando Gabriel, primo de Clara, pediu-a em casamento, mas ela não aceitou, alegando que, por</p><p>serem primos, esse amor era proibido.</p><p>Considerando a situação hipotética narrada, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. Se Clara aceitasse se casar civilmente com seu primo Gabriel, o casamento seria nulo.</p><p>II. Se Angélica se divorciar de Fausto e Otávio falecer, Laura poderá se casar civilmente com Fausto.</p><p>III. Se Fausto se divorciar de Angélica, ela poderá se casar civilmente com Plínio.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II, apenas.</p><p>c) III, apenas.</p><p>d) I e II, apenas.</p><p>e) I e III, apenas.</p><p>21 – (FGV - 2024 - ENAM - 1º Exame Nacional de Magistratura) Júlio, jogador de futebol brasileiro, foi contratado por um time</p><p>estrangeiro. Mesmo domiciliado agora no exterior, manteve seu relacionamento com Natália, que evoluiu para um pedido de</p><p>casamento. Foram tomadas as providências administrativas para a celebração do casamento, inclusive, 70 (setenta) dias</p><p>antes da cerimônia civil, Júlio outorgou procuração por instrumento público com poderes especiais para Renato, seu melhor</p><p>amigo, para representá-lo no casamento civil, caso não pudesse estar no Brasil na ocasião. Na véspera, contudo, Júlio pensou</p><p>melhor sobre sua vida e desistiu de se casar com Natália, revogando o mandato por instrumento público. Entretanto, a</p><p>revogação não chegou ao conhecimento de Natália nem de Renato que compareceram à cerimônia, e o casamento foi</p><p>celebrado. Depois que o juiz de paz declarou Natália e Júlio casados, o pai de Júlio interrompeu a todos, alertando, em voz</p><p>alta, que acabara de receber uma mensagem do filho, afirmando que ele desistira do casamento. Tal fato causou um grande</p><p>rebuliço no local da cerimônia. A noiva, desesperada, desmaiou e bateu a cabeça na mesa utilizada para a celebração, sendo</p><p>necessária sua hospitalização por uma semana. Depois disso, Natália nunca mais quis ver ou saber de Júlio. Nesse caso,</p><p>diante da revogação do mandato sem ciência de Renato e de Natália a tempo, o casamento é</p><p>a) anulável, mas Júlio responderá por perdas e danos perante Natália.</p><p>b) inexistente, e Júlio não é responsável pelos prejuízos decorrentes da falta de comunicação da revogação.</p><p>c) nulo, e não seria passível de convalidação, ainda que Júlio e Natália tivessem coabitado após a celebração.</p><p>d) nulo, porque a eficácia do mandato para a celebração de casamento civil não pode ultrapassar 60 (sessenta) dias.</p><p>e) válido, mas Júlio poderia ter revogado a procuração por instrumento público ou particular, dada a urgência do caso.</p><p>22 – (VUNESP - 2024 - MPE-RO - Promotor de Justiça Substituto) Acerca do processo de habilitação para o casamento, assinale</p><p>a alternativa correta.</p><p>a) O oficial do registro dará aos nubentes ou a seus representantes nota da oposição, indicando os fundamentos e as provas,</p><p>devendo ser preservado o sigilo do nome de quem a ofereceu.</p><p>b) A eficácia da habilitação será de sessenta dias, a contar da data em que foi extraído o certificado.</p><p>c) A habilitação será feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil, com a audiência do Ministério Público.</p><p>d) O requerimento de habilitação para o casamento é ato personalíssimo e deverá ser firmado por ambos os nubentes, de</p><p>próprio punho ou mediante processo mecânico.</p><p>e) É dever do membro do Ministério Público esclarecer os nubentes a respeito dos fatos que podem ocasionar a invalidade do</p><p>casamento, bem como sobre os diversos regimes de bens.</p><p>23 – (FGV - 2024 - ENAM - 1º Exame Nacional de Magistratura) Cecília, 30 anos, e Edgar, 35 anos, celebraram pacto antenupcial</p><p>para adotar o regime da participação final nos aquestos. No entanto, antes mesmo da chegada do mês da celebração do</p><p>casamento, houve uma briga entre o casal, que decidiu romper por diferenças irreconciliáveis. Nesse caso, o pacto</p><p>antenupcial deve ser considerado</p><p>a) nulo.</p><p>b) ineficaz.</p><p>c) anulável.</p><p>d) revogado.</p><p>e) Inexistente.</p><p>24 – (FGV - 2024 - ENAM - 1º Exame Nacional de Magistratura) Em Recurso Extraordinário julgado pelo Supremo Tribunal</p><p>Federal (STF), apreciou-se a constitucionalidade do Art. 1.641 do Código Civil, que prevê a obrigatoriedade do regime de</p><p>separação de bens no casamento de pessoa maior de 70 (setenta) anos. Ao decidir a questão, o STF interpretou, conforme a</p><p>CRFB/88, o dispositivo e fixou a seguinte tese de julgamento:</p><p>Nos casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoa maior de 70 anos, o regime de separação de bens previsto no Art. 1641,</p><p>inciso II, do Código Civil, pode ser afastado por expressa manifestação da vontade das partes, mediante escritura pública.</p><p>Em relação ao tema, analise as assertivas a seguir.</p><p>I. O princípio da igualdade restringe a utilização do fator idade para desequiparar pessoas, salvo se demonstrado que se trata</p><p>de fundamento razoável para realização de um fim legítimo.</p><p>II. O princípio da dignidade humana inclui, em seu conteúdo, o valor intrínseco de toda pessoa e a autonomia para realizar</p><p>suas próprias escolhas existenciais.</p><p>III. O regime de separação de bens do Art. 1.641, inciso II, do Código Civil, aplica-se tanto ao casamento quanto à união estável,</p><p>mas somente o casamento forma entidade familiar.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>25 – (FGV - 2024 - TJ-SC - Juiz Substituto) Abel, menor de idade, casou-se com Marieta. Seu pai já era falecido ao tempo da</p><p>celebração, mas sua mãe ainda era viva. Não obstante ela ter comparecido tanto à celebração quanto à cerimônia, não houve</p><p>sua autorização formal para a realização desta. Com base no Código Civil e no enunciado formulado, é correto afirmar que o</p><p>casamento é:</p><p>a) nulo de pleno direito, pois sem outorga formal da mãe;</p><p>b) anulável, e a mãe possui 180 dias para questioná-lo judicialmente, contados da data que cessar a incapacidade de Abel;</p><p>c) válido, já que a mãe compareceu, demonstrando, assim, conhecer e autorizar o casamento;</p><p>d) válido, já que Abel alcança a capacidade plena com ele, dispensando outorga materna;</p><p>e) nulo de pleno direito, já que necessitava de autorização judicial para sua realização.</p><p>26 – (FGV - 2024 - TJ-SC - Juiz Substituto) Ano passado, Lauro e Sara casaram-se civilmente. Por ocasião da habilitação para o</p><p>casamento, Sara tinha 16 anos. Sua mãe autorizou o casamento, mas seu pai, não. Foi necessário suprimento judicial de</p><p>consentimento para o casamento. Sara, atualmente com 17 anos, deseja pôr fim ao casamento, embora não</p><p>seja essa a</p><p>vontade de Lauro. Nesse caso:</p><p>a) a eficácia da habilitação para o casamento de Lauro e Sara foi de três meses, a contar da data em que foi extraído o</p><p>certificado;</p><p>b) o regime de bens que rege o casamento civil entre os cônjuges é o da separação convencional de bens, em virtude da idade</p><p>de Sara quando da habilitação;</p><p>c) se o divórcio for decretado enquanto Sara ainda tiver 17 anos, ela retorna à condição de relativamente incapaz, cessando a</p><p>emancipação;</p><p>d) se for provado que o casamento de Sara foi celebrado mediante o defeito da coação moral, o casamento deve ser declarado</p><p>nulo;</p><p>e) ocorrendo o divórcio, Lauro poderá se casar novamente, inclusive com a irmã de Sara, pois o parentesco por afinidade é</p><p>extinto na linha colateral com o divórcio.</p><p>27 – (INQC - 2024 - CPTrans de Petrópolis - RJ – Advogado) Marcoshia casou-se com Abarrana pelo regime legal de bens.</p><p>Posteriormente um dos cônjuges postulou a mudança desse regime para outro mais proveitoso. Não havendo convenção</p><p>sobre os bens, o regime a vigorar será o da:</p><p>a) separação total</p><p>b) comunhão mista</p><p>c) comunhão parcial</p><p>d) participação anterior</p><p>28 – (Instituto Consulplan - 2023 - TJ-MA - Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) Em 01/12/1975, Sílvio,</p><p>então com 21 anos de idade, casou-se com Alice, então com 22 anos de idade, pelo regime legal então vigente (comunhão</p><p>universal). Em 2001, venderam, pelo valor de R$ 300.000,00, um apartamento que Sílvio recebera de doação de sua avó</p><p>paterna, no ano de 1971. No ano seguinte (2002), adquiriram um novo apartamento pelo valor de R$ 1.000.000,00 nas</p><p>seguintes condições: R$ 300.000,00 (pagos como sinal – utilizando-se dos recursos provenientes da alienação do imóvel que</p><p>ocorreu em 2001), R$ 400.000,00 (com recursos provenientes das economias do casal) e financiaram o saldo devedor (R$</p><p>300.000,00) junto a uma instituição bancária. Apenas Alice, com recursos provenientes de sua atividade profissional, efetuou</p><p>o pagamento das parcelas do financiamento. Resolveram se divorciar em 2023 e vender o imóvel por R$ 1.000.000,00. Não</p><p>possuem outros bens nem dívidas. Os cônjuges, Sílvio e Alice, terão direito na partilha – após a venda do imóvel,</p><p>respectivamente, o valor de:</p><p>a) R$ 500.000,00 e R$ 500.000,00.</p><p>b) R$ 650.000,00 e R$ 350.000,00.</p><p>c) R$ 300.000,00 e R$ 700.000,00.</p><p>d) R$ 200.000,00 e R$ 800.000,00.</p><p>29 – (Instituto Consulplan - 2023 - TJ-MA - Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) Luciano e Cristina, ambos</p><p>maiores, pretendem, em agosto de 2023, se casar pelo regime de participação final nos aquestos. Para a celebração do pacto</p><p>antenupcial, já que ambos são empresários, pensaram em estabelecer uma cláusula na qual poderiam, livremente, dispor de</p><p>quaisquer bens adquiridos na constância do casamento, independente da anuência expressa do outro. Quanto ao citado</p><p>pacto antenupcial a ser celebrado por Luciano e Cristina, é correto afirmar que:</p><p>a) seus termos têm efeitos erga omnes a partir da lavratura da respectiva escritura pública.</p><p>b) apenas os bens imóveis, desde que particulares, poderão ser objeto da livre disposição na forma pactuada.</p><p>c) somente terá eficácia se realizado por escritura pública lavrada até noventa dias antes da celebração do casamento.</p><p>d) apenas os bens imóveis, desde que adquiridos na constância do casamento, poderão ser objeto da livre disposição na</p><p>forma pactuada.</p><p>30 – (VUNESP - 2023 - Prefeitura de São Paulo - SP - Auditor Fiscal Tributário - Gestão Tributária) O Código Civil trata o tema</p><p>“regime de bens entre os cônjuges” como assunto de direito patrimonial em Direito de Família. Diante do exposto, é correto</p><p>afirmar que, no regime da comunhão parcial de bens, excluem-se da comunhão</p><p>a) os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior.</p><p>b) as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes.</p><p>c) as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge.</p><p>d) os bens adquiridos por doação, herança ou legado, em favor de ambos os cônjuges.</p><p>e) os bens adquiridos, em nome de um dos cônjuges, na constância do casamento, por título oneroso.</p><p>31 – (FCC - 2023 - DPE-ES - Defensor Público) É exigível a autorização do cônjuge, na constância do regime da comunhão</p><p>parcial de bens, para a prática de</p><p>a) alienação de bens imóveis que não integrem a comunhão.</p><p>b) doação remuneratória dos bens comuns.</p><p>c) alienação de bens móveis de elevado valor.</p><p>d) administração dos próprios bens.</p><p>e) obtenção de empréstimo para a aquisição das coisas necessárias à economia doméstica.</p><p>32 – (FGV - 2023 - TJ-PR - Juiz Substituto) Francisco, 20 anos, e Paula, 17 anos, casaram-se civilmente. A mãe de Paula</p><p>consentiu que ela se casasse. Seu pai, contudo, não concordou. Diante disso, foi necessário o suprimento judicial do seu</p><p>consentimento, que foi obtido mediante ação movida pela filha com a assistência da mãe. O casamento foi celebrado e, na</p><p>sua constância, Francisco comprou um apartamento e Paula herdou um carro. Nesse caso:</p><p>a) Paula pode, sem autorização de Francisco, pleitear, como autora ou ré, acerca do apartamento.</p><p>b) o apartamento é de Francisco e o carro é de Paula, não havendo bens partilháveis entre os cônjuges em razão do regime</p><p>aplicável.</p><p>c) Francisco poderá gravar com ônus reais o apartamento, mesmo sem a autorização prévia de Paula.</p><p>d) o apartamento pode ser dividido entre os cônjuges, em eventual divórcio, se for provado esforço comum de Paula para a</p><p>sua aquisição.</p><p>e) o regime de bens aplicável ao caso começa a vigorar desde a expedição do certificado de habilitação para o casamento.</p><p>33 – (FGV - 2023 - TJ-SE - Atividade Notarial e de Registro – Remoção) No processo de habilitação para casamento de Denis e</p><p>Maria, o primo de um dos nubentes arguiu que, embora Denis fosse divorciado, a partilha dos bens do seu casamento anterior</p><p>ainda não havia sido decidida. Esse fato:</p><p>a) só pode ser oposto até o momento da celebração, por se tratar de impedimento.</p><p>b) não pode ser arguido por parente colateral de quarto grau, por se tratar de causa suspensiva.</p><p>c) pode ser oposto por qualquer interessado, por se tratar de impedimento.</p><p>d) configura impedimento e, constatado e provado, tornaria inexistente o casamento se ainda assim celebrado.</p><p>e) configura causa suspensiva e, constatado e provado, tornaria anulável o casamento se ainda assim celebrado.</p><p>34 – (VUNESP - 2023 - TJ-AL - Titular de Serviços de Notas e de Registros – Provimento) “A”, casado e sem desconstituir o</p><p>matrimônio anterior, casa-se com “B”, esta última, de boa-fé, desconhecia o fato de “A” ser casado ao tempo da celebração</p><p>do casamento com aquele. Desse modo, o casamento</p><p>a) tem validade.</p><p>b) tem validade somente em relação a “B”.</p><p>c) padece de invalidade.</p><p>d) somente será válido se houver filhos comuns de “A” e “B”.</p><p>35 – (FGV - 2023 - TJ-ES - Juiz Substituto) Maria, com 21 anos de idade, e João, com 65 anos, casaram-se em 2017, sem pacto</p><p>antenupcial quanto a regime de bens. Foram morar em uma casa do pai de João, para que não precisassem pagar aluguel.</p><p>João, a partir dessa data, inicia uma poupança, guardando praticamente todo o seu salário, já que Maria pagava as pequenas</p><p>contas da casa, água, luz e gás, e eles realizavam as refeições na casa do pai de João, que já tinha 85 anos, sendo que sua</p><p>cuidadora preparava almoço e jantar todos os dias. Em 2019, João, utilizando-se de sua poupança, compra um apartamento,</p><p>no qual o casal passa a residir e decorar com esmero. Entretanto, nem tudo são flores. João, que sempre foi ciumento, passa</p><p>a ficar ainda mais, já que, com o desgaste da relação e a empolgação da casa nova, Maria passa a lhe dar menos atenção,</p><p>saindo quase todas as tardes para visitar lojas de móveis e de decoração. João começa a proibi-la de sair, o que gera mais</p><p>briga e desgaste, culminando em uma forte agressão perpetrada por João contra Maria, levando-a ao hospital em estado grave,</p><p>onde permanece na unidade de terapia intensiva por cinco dias.</p><p>Ao sair, Maria procura um advogado, que requer e consegue,</p><p>a seu favor, uma medida protetiva de urgência, afastando João do lar e o impedindo de se aproximar a mais de metro e meio</p><p>dela. João, por sua vez, requer que Maria lhe pague aluguel, já que está impedido de usar o imóvel que comprou, não achando</p><p>justo ela morar lá sozinha. Com base no Código Civil, bem como na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é correto</p><p>afirmar que João:</p><p>a) terá êxito. O apartamento lhe pertence, já que se casou com 65 anos, fazendo com que, automaticamente, o regime de bens</p><p>seja o da separação legal. Além disso, pode provar que o aporte financeiro para compra do imóvel teve origem em seus</p><p>próprios recursos;</p><p>b) terá êxito. O apartamento lhe pertence. Independentemente do regime de bens, tem como provar que o aporte financeiro</p><p>para compra do imóvel teve origem em seus próprios recursos;</p><p>c) não terá êxito. O apartamento pertence ao casal, já que o regime de bens é o da comunhão parcial. Portanto, Maria usa do</p><p>bem em nome próprio, o que impede o arbitramento de aluguel, sob pena de configurar o instituto da confusão;</p><p>d) não terá êxito. O apartamento pertence ao casal, já que o regime de bens é o da comunhão parcial. O uso exclusivo do bem,</p><p>por conta de violência doméstica, afasta a possibilidade de arbitramento do aluguel em favor daquele impedido de usar;</p><p>e) terá êxito. O apartamento pertence ao casal, já que o regime de bens é o da comunhão parcial. Maria, no caso, ao usar</p><p>exclusivamente o bem, deve pagar metade do aluguel a João, independentemente da razão pela qual ele não o utiliza.</p><p>36 – (FCC - 2023 - DPE-SP - Defensor Público do Estado de São Paulo) Dandara e Gilberto casaram-se em 10/12/2012, pelo</p><p>regime da comunhão parcial de bens. Na constância do casamento, tiveram dois filhos. Em 10/12/2017, Gilberto sofre um</p><p>acidente, permanecendo inconsciente, desde então. Dandara propõe ação de curatela em face de Gilberto, sendo nomeada</p><p>curadora definitiva. A sentença da ação de curatela que reconheceu a incapacidade de Gilberto desde a data do acidente,</p><p>transitou em julgado em 10/12/2019. No curso da ação de curatela, Dandara descobre que Gilberto tem uma filha advinda de</p><p>outro relacionamento, nascida antes do casamento dela com Gilberto. A fim de preservar os interesses dos filhos comuns,</p><p>considerando que, após o acidente, Gilberto não mais vinha contribuindo para a construção do patrimônio comum, Dandara</p><p>propõe, em 10/12/2020, ação de modificação do regime de bens, para adoção do regime da separação total de bens. O pedido</p><p>é deferido e a decisão que o defere, fundamentada em jurisprudência prevalecente no Superior Tribunal de Justiça, transita</p><p>em julgado em 10/12/2021. A data considerada na decisão para início da eficácia da alteração do regime de bens é:</p><p>a) 10/12/2019.</p><p>b) 10/12/2021.</p><p>c) 10/12/2020.</p><p>d) 10/12/2012.</p><p>e) 10/12/2017.</p><p>37 – (IDECAN - 2022 - TJ-PI - Analista Judicial) Existem situações legalmente determinadas que implicam a obrigatoriedade da</p><p>adoção do regime de separação de bens. Nesse sentido, é correto afirmar que não deve(m) casar, por dar(em) ensejo a causa</p><p>impeditiva da alteração de regime legal,</p><p>a) o viúvo ou viúva que tiver filho do cônjuge falecido enquanto não der início à abertura do inventário dos bens do casal.</p><p>b) o adotante com quem foi cônjuge do adotado.</p><p>c) o cônjuge sobrevivente com o condenado por tentativa de homicídio contra o seu consorte.</p><p>d) a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até 10 meses depois do começo da dissolução da</p><p>sociedade conjugal.</p><p>e) o tutor, o curador e seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos com a pessoa tutelada ou curatelada,</p><p>até 6 meses após cessada a tutela ou curatela.</p><p>38 – (FCC - 2022 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário) De acordo com o Código Civil, é lícito aos nubentes, antes</p><p>de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver. Segundo esse mesmo diploma, é necessária</p><p>a celebração de pacto antenupcial para a adoção</p><p>a) dos regimes da comunhão universal de bens e da separação de bens, quando não obrigatória, sendo dispensável para a</p><p>adoção dos regimes da comunhão parcial de bens e da participação final nos aquestos.</p><p>b) de quaisquer dos regimes de bens previstos no Código Civil.</p><p>c) dos regimes da comunhão parcial ou universal de bens, bem como do regime da participação final nos aquestos, sendo</p><p>dispensável para a adoção do regime da separação de bens, mesmo quando não for obrigatória.</p><p>d) dos regimes da comunhão parcial de bens, da participação final nos aquestos e da separação de bens, quando não</p><p>obrigatória, sendo dispensável para a adoção do regime da comunhão universal de bens.</p><p>e) dos regimes da comunhão universal de bens, da participação final nos aquestos e da separação de bens, quando não</p><p>obrigatória, sendo dispensável para a adoção do regime da comunhão parcial de bens.</p><p>39 – (FGV - 2022 - Senado Federal - Consultor Legislativo) Após um desgastante divórcio, o ex-casal Rita e Joaquim optam por</p><p>não partilhar os bens da comunhão, de forma a evitar novos dissabores. Passados 5 (cinco) anos do divórcio, Rita contrai</p><p>matrimônio com João, sem que tenha sido eleito regime de bens e apresentada oposição por terceiros. Acerca do novo</p><p>casamento, é correto afirmar que</p><p>a) é nulo, ante a ausência de partilha da comunhão anterior.</p><p>b) é anulável, ante a ausência de partilha da comunhão anterior.</p><p>c) é válido e o regime de bens será o da comunhão parcial.</p><p>d) é anulável, ante a ausência de concordância do cônjuge anterior.</p><p>e) é válido e o regime de bens será o da separação obrigatória.</p><p>40 – (FCC - 2022 - TRT - 5ª Região (BA) - Analista Judiciário) Aqueles que pretendem se casar precisam atender vários requisitos</p><p>legalmente estabelecidos; por outro lado, também é a lei que define quais hipóteses em que pessoas não podem casar.</p><p>Apresenta hipóteses de impedimento legal:</p><p>a) O divorciado, enquanto não decidida a questão da partilha dos bens do casal.</p><p>b) O adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante.</p><p>c) O cônjuge com o acusado pela prática de crime contra seu consorte.</p><p>d) Os incapazes de consentir ou de manifestar, de modo inequívoco, o consentimento.</p><p>e) O viúvo ou a viúva, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros.</p><p>41 – (FCC - 2022 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário) O pacto antenupcial</p><p>a) pode ser feito por escritura pública ou instrumento particular, desde que subscrito por duas testemunhas, sendo</p><p>indispensável para a opção por qualquer dos regimes regulados pelo Código Civil.</p><p>b) deve ser feito necessariamente por escritura pública, sendo indispensável para a opção por qualquer dos regimes regulados</p><p>pelo Código Civil.</p><p>c) pode ser feito por escritura pública ou instrumento particular, desde que subscrito por duas testemunhas, sendo</p><p>indispensável para a opção pelo regime da separação de bens, salvo se este for obrigatório aos nubentes.</p><p>d) deve ser feito necessariamente por escritura pública, sendo indispensável para a opção pelo regime da comunhão parcial</p><p>de bens.</p><p>e) deve ser feito necessariamente por escritura pública, sendo indispensável para a opção pelo regime de participação final</p><p>nos aquestos, que permite aos nubentes convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares.</p><p>42 – (Instituto Consulplan - 2022 - PGE-SC - Assistente Jurídico) Ana e Marcos estão noivos e vão se casar adotando o regime</p><p>de comunhão parcial de bens. Sendo assim, eles decidiram adquirir um apartamento, que será a primeira moradia do casal.</p><p>O bem é adquirido em nome de Marcos, mas dois anos após o casamento, por livre e espontânea vontade, ele decide doar o</p><p>apartamento a Ana. Decorridos mais três anos de casamento, Ana e Marcos decidem se divorciar. Nos termos do Código Civil,</p><p>e considerando o caso hipotético, podemos afirmar que, com o divórcio, Marcos:</p><p>a) Terá direito a um terço</p><p>do apartamento.</p><p>b) Terá direito à meação quanto ao apartamento, pois o bem foi doado na constância do casamento.</p><p>c) Não terá direito à meação quanto ao apartamento, pois o bem foi doado a Ana na constância do casamento.</p><p>d) Terá direito à meação quanto ao apartamento, pois ele e Ana são casados em regime de comunhão parcial de bens.</p><p>e) Terá direito à meação quanto ao apartamento, pois o bem foi adquirido por ele anteriormente à data do casamento.</p><p>43 – (FGV - 2022 - PGE-SC - Procurador do Estado) Actínio e Copernícia casam-se em 2018. Meses depois, Actínio começa a</p><p>desenvolver um relacionamento amoroso com sua sogra, mãe de Copernícia, chamada Samária. Em 2020, não aguentando</p><p>mais esta situação, Actínio divorcia-se de Copernícia e passa a viver publicamente com Samária, com quem vem a ter dois</p><p>filhos. Em 2022, Actínio, em seu leito de morte, declara que é seu desejo casar-se com Samária. As partes, às pressas,</p><p>chamam a enfermeira plantonista que celebra o casamento, na presença de Samária e seus dois filhos. O termo é assinado</p><p>pelos quatro presentes e pela celebrante. Uma hora depois, Actínio falece. Nesse caso, é possível reconhecer que havia, entre</p><p>Actínio e Samária:</p><p>a) casamento nuncupativo.</p><p>b) união estável.</p><p>c) concubinato.</p><p>d) namoro qualificado.</p><p>e) casamento anulável.</p><p>44 – (IESES - 2022 - TJ-TO - Titular de Serviços de Notas e de Registros) O cônjuge necessitará do consentimento do outro para</p><p>propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de:</p><p>a) Participação final nos aquestos.</p><p>b) Comunhão parcial de bens.</p><p>c) Comunhão universal de bens.</p><p>d) Separação absoluta de bens.</p><p>45 – (FGV - 2022 - TCE-TO - Auditor de Controle Externo – Direito) Astolfo e Maria casaram-se sob o regime da comunhão parcial</p><p>de bens. Na constância do casamento, Astolfo ganhou um barco em um sorteio no clube e recebeu um sítio de presente de</p><p>seu pai; Maria recebeu um apartamento por herança de sua mãe e comprou uma casa. Na hipótese de divórcio, serão</p><p>considerados bens comuns somente:</p><p>a) a casa.</p><p>b) o apartamento.</p><p>c) o barco e o sítio.</p><p>d) o barco e a casa.</p><p>e) o sítio, o apartamento e a casa.</p><p>46 – (FGV - 2022 - Senado Federal – Advogado) Em 03 de maio de 1998, quando namorava Antônia, Carlos tomou R$ 3.000,00</p><p>(três mil reais) emprestados de sua namorada para realização de uma viagem de lazer com amigos. O valor deveria ser pago</p><p>em 03 de maio de 2000. No ano seguinte ao empréstimo, Antônia e Carlos contraem matrimônio no dia 03 de maio e decidem</p><p>optar pelo regime da comunhão universal de bens. Em 2018, o casal resolve dissolver a sociedade conjugal e a extinção do</p><p>casamento pelo divórcio ocorre em 03 de maio daquele ano. Seis meses após o divórcio, Antônia decide cobrar seu crédito</p><p>oriundo do referido empréstimo. Acerca do crédito de Antônia, é correto afirmar que</p><p>a) a pretensão de Antônia encontra-se extinta em razão da ocorrência da prescrição.</p><p>b) Antônia pode cobrar o valor, pois o prazo prescricional ficou interrompido e não houve extinção da dívida por confusão.</p><p>c) é indevido o pagamento por Antônia, ante o uso do valor para aprestos do matrimônio.</p><p>d) Carlos deve realizar o pagamento, pois a dívida é excluída da comunhão e o prazo prescricional ficou suspenso.</p><p>e) a cobrança é indevida, pois a comunhão universal extinguiu a obrigação por força da confusão patrimonial.</p><p>47 – (FGV - 2022 - TJ-PE - Juiz Substituto) Maria Clara, recém-empossada como juíza de direito, recebeu para análise uma ação</p><p>de divórcio com pedido de partilha de bens de Roque e Elisa, que viveram mais de cinquenta anos juntos, sob o regime da</p><p>comunhão universal de bens. Na constância do casamento, Roque comprou duas casas; Elisa herdou, com cláusula de</p><p>incomunicabilidade, uma fazenda de macieiras, que desde que passou à sua administração, vem tendo alta produção de</p><p>maçãs, todas colhidas durante o casamento; e Roque recebeu a doação de três cavalos. Maria Clara deverá considerar</p><p>comuns somente os seguintes bens:</p><p>a) as casas e os cavalos.</p><p>b) as casas, as maçãs e os cavalos.</p><p>c) as casas, a fazenda e as maçãs.</p><p>d) a fazenda e as maçãs.</p><p>e) as maçãs e os cavalos.</p><p>48 – (FCC - 2022 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário) De acordo com o Código Civil, em pacto antenupcial que adotar</p><p>o regime de participação final nos aquestos,</p><p>a) poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares.</p><p>b) poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, tanto comuns quanto particulares.</p><p>c) poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que comuns.</p><p>d) é vedada convenção que preveja a livre disposição dos bens imóveis particulares.</p><p>e) é reputada sem efeito convenção que preveja a livre disposição dos bens imóveis, tanto comuns quanto particulares.</p><p>49 – (CESPE / CEBRASPE - 2022 - MPC-SC - Procurador de Contas do Ministério Público) A ação de nulidade de casamento em</p><p>razão de ele ter sido celebrado entre pessoas casadas pode ser promovida mediante ação direta do Ministério Público.</p><p>Certo</p><p>Errado</p><p>50 – (FGV - 2022 - TJ-SC - Juiz Substituto) Jussara e Evandro casaram-se civilmente sob o regime da comunhão parcial de bens.</p><p>Na constância da união, o casal recebeu de herança da mãe de Evandro uma casa de praia no Rio de Janeiro, Jussara comprou</p><p>um automóvel, Evandro ganhou um prêmio no sorteio do clube e Jussara recebeu em doação de suas amigas um jet ski. Caso</p><p>ocorra o divórcio, será objeto de partilha somente:</p><p>a) a casa de praia, o automóvel e o prêmio do sorteio.</p><p>b) a casa de praia, o automóvel e o jet ski.</p><p>c) a casa de praia e o jet ski.</p><p>d) o automóvel e o prêmio do sorteio.</p><p>e) o automóvel.</p><p>51 – (FGV - 2022 - TJ-SC - Juiz Substituto) Brenda e Tício se apaixonaram e rapidamente decidiram se casar. Poucos dias após</p><p>o casamento, ele passou a demonstrar uma personalidade completamente diferente, tendo atitudes violentas diariamente.</p><p>Com dez dias de casamento, Brenda, que está grávida de Tício, decidiu procurar informações sobre o passado do marido.</p><p>Descobriu que há muitos anos ele fora condenado por tentativa de homicídio, com sentença transitada em julgado. Para a sua</p><p>proteção e a de seu filho, mesmo sabendo que Tício não aceitará, ela deseja reverter o estado civil de casada, pois a vida em</p><p>comum com ele tornou-se insuportável a partir da ciência de tal condenação. Nesse caso, Brenda deve procurar um advogado</p><p>e requerer, quanto ao casamento, a:</p><p>a) separação judicial</p><p>b) anulação</p><p>c) declaração de nulidade</p><p>d) separação administrativa</p><p>e) declaração de inexistência.</p><p>52 – (VUNESP - 2022 - TJ-SP - Assistente Social Judiciário) No que se refere ao casamento e à dissolução da sociedade conjugal,</p><p>da análise da legislação no passado, Gois e Oliveira (2019) identificam que, no início do século XX, a permanência do</p><p>casamento era defendida independentemente do interesse dos cônjuges, sendo o desquite e, posteriormente, a separação,</p><p>assumidos pela Justiça somente se houvesse motivos reconhecidos pela lei para o término da sociedade conjugal. Esse</p><p>aspecto está em desacordo com a perspectiva de</p><p>a) liberdade individual.</p><p>b) mudanças tradicionais.</p><p>c) conflitos e confrontos.</p><p>d) caráter religioso.</p><p>e) mútuo consentimento.</p><p>53 – (VUNESP - 2022 - PC-SP - Delegado de Polícia) José e Maria casaram sob o regime da comunhão universal de bens, no ano</p><p>de 1990. Agora decidiram alterar o regime de bens do casamento. Acerca do caso narrado, assinale a alternativa correta.</p><p>a) É possível a modificação do regime desejada pelo casal mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os</p><p>cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.</p><p>b) A modificação poderá ser realizada, desde que realizada nova habilitação, bem como celebrado novo casamento,</p><p>retificando o casamento anterior, ocasionando a modificação do regime com efeitos ex tunc.</p><p>c) O Código Civil de 1916 não previa a alteração do regime matrimonial; logo, a despeito da previsão</p><p>existente no vigente</p><p>Código Civil, não poderá ocorrer a alteração desejada pelo casal.</p><p>d) É possível a modificação do regime mediante requerimento apresentando ao cartório de registro civil onde celebrado o</p><p>casamento, desde que o casal apresente de forma pormenorizada a relação do acervo patrimonial, bem como publique edital</p><p>para conhecimento de eventuais interessados.</p><p>e) Desde que realizada escritura pública no tabelião de notas, denominada pacto pós-nupcial, é possível a alteração do regime</p><p>de bens, devendo o cartório de registro civil onde o casamento foi celebrado averbar a alteração solicitada pelo casal.</p><p>54 – (CESPE / CEBRASPE - 2022 - TJ-MA - Juiz Substituto de Entrância Inicial) É nulo o casamento contraído</p><p>a) entre indivíduos menores de idade.</p><p>b) em razão de vício de vontade.</p><p>c) por infringência de impedimento.</p><p>d) por incapacidade de manifestação inequívoca de consentimento.</p><p>e) por incompetência da autoridade celebrante.</p><p>55 – (FCC - 2022 - DPE-CE - Defensor(a) Público(a) de Entrância Inicial) Jorge, casado pelo regime da comunhão parcial de</p><p>bens com Luciana, assinou contrato de fiança em um contrato de locação comercial, sem contar com a anuência de sua</p><p>esposa. O patrimônio do casal é constituído basicamente por um único imóvel adquirido onerosamente durante o casamento,</p><p>utilizado para fins de moradia. De acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, nessa situação, a fiança será</p><p>considerada</p><p>a) parcialmente anulável, cabendo exclusivamente a Luciana alegar a anulabilidade, de modo que a fiança terá eficácia quanto</p><p>à meação de Jorge.</p><p>b) nula, cabendo a qualquer um dos interessados alegar a invalidade de toda a fiança prestada.</p><p>c) válida, mas apenas poderá atingir os bens de Jorge, pois a fiança sem a anuência de Luciana será ineficaz em relação aos</p><p>bens da meação da esposa.</p><p>d) anulável, cabendo exclusivamente a Luciana alegar a invalidade de toda a fiança prestada.</p><p>e) anulável, cabendo exclusivamente a Luciana alegar a anulabilidade, mas a meação de Jorge também está protegida por se</p><p>tratar de bem de família, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.</p><p>56 – (FGV - 2022 - TJ-DFT - Oficial de Justiça Avaliador Federal) Romualdo e Luara se casaram no ano de 2018. Antes do</p><p>casamento, Romualdo já era proprietário de uma fazenda no interior de Minas Gerais e Luara já havia adquirido um automóvel</p><p>Corsa. Na constância da união, Luara comprou um apartamento em Belo Horizonte e reformou todo o telhado da sede da</p><p>fazenda de Romualdo. Romualdo, por sua vez, herdou uma casa em Monte Verde. Ainda na constância do casamento, a</p><p>fazenda de Romualdo gerou uma safra recorde de café tipo exportação, ainda não colhida. Diante disso, caso o casal decida</p><p>se divorciar, é correto afirmar que se o regime for o da:</p><p>a) separação legal de bens, somente o automóvel Corsa seria considerado bem comum.</p><p>b) participação final nos aquestos e Romualdo decidir vender a fazenda, não necessitará da vênia conjugal, em razão de</p><p>expressa dispensa legal.</p><p>c) comunhão universal de bens, a casa herdada por Romualdo em Monte Verde não será considerada bem comum para efeito</p><p>de partilha.</p><p>d) separação convencional de bens, somente o valor da reforma do telhado da sede da fazenda será devolvido a Luara, bem</p><p>como metade do valor da casa de Monte Verde.</p><p>e) comunhão parcial de bens, as safras de café colhidas na constância do casamento são consideradas bens comuns para</p><p>efeito de partilha.</p><p>57 – (FGV - 2022 - TJ-MS - Analista Judiciário - Área Fim) Horácio e Estela, casados sob o regime da comunhão parcial de bens,</p><p>adquiriram onerosamente, na constância do casamento, um automóvel e uma casa. Antes do casamento, Estela era</p><p>proprietária de um apartamento. De acordo com as regras do citado regime, é correto afirmar que:</p><p>a) a anuência de ambos os cônjuges não é necessária para os atos, a título gratuito, que impliquem cessão do uso ou gozo dos</p><p>bens comuns.</p><p>b) não entram na comunhão eventuais frutos do apartamento percebidos na constância do casamento.</p><p>c) em caso de malversação dos bens, o juiz pode entregar a administração a apenas um dos cônjuges.</p><p>d) se a casa estiver registrada somente em nome de Horácio, este bem não será considerado comum para fim de partilha.</p><p>e) as dívidas que Estela contrair na administração do seu apartamento e em benefício deste obriga os bens comuns.</p><p>58 – (FGV - 2022 - MPE-BA - Estagiário de Direito) Celso e Maria se casaram pelo regime da comunhão parcial de bens. Na</p><p>constância do casamento, Celso herdou um apartamento e comprou um sítio, enquanto Maria recebeu de doação uma</p><p>fazenda e ganhou um prêmio de loteria. Com base nessas informações, em caso de divórcio, devem ser partilhados:</p><p>a) o sítio e a fazenda.</p><p>b) o apartamento e o prêmio de loteria.</p><p>c) o apartamento e a fazenda.</p><p>d) o sítio e o apartamento.</p><p>e) o sítio e o prêmio de loteria.</p><p>59 – (FGV - 2022 - DPE-MS - Defensor Público Substituto) Sara e Roberto se casaram sob o regime de comunhão parcial de</p><p>bens. Antes do casamento, Roberto adquiriu uma casa simples na cidade onde nasceu e Sara não tinha bens. Na constância</p><p>do casamento conseguiram, com muita dificuldade, comprar um sítio. Sara herdou de sua mãe um automóvel antigo. Com o</p><p>nascimento dos gêmeos, Sara e Roberto pensam em alternativas para ajudar no sustento dos filhos e o estresse já consome</p><p>o casal. A partir disso, é correto afirmar que:</p><p>a) na hipótese de Sara e Roberto se divorciarem, o sítio e a casa simples deverão ser partilhados.</p><p>b) Roberto necessitará da vênia conjugal de Sara se decidir alienar a casa que adquiriu antes do casamento.</p><p>c) se Sara comprar mantimentos para o lar conjugal, ambos os cônjuges respondem por essa dívida, mas não solidariamente.</p><p>d) por ter sido adquirido na constância do casamento, o automóvel é considerado herança em favor de ambos os cônjuges.</p><p>60 – (FGV - 2022 - MPE-GO - Promotor de Justiça Substituto) Amália se casou com Bruno, em 2016, sob o regime de comunhão</p><p>parcial de bens. Antes do casamento civil, Bruno já possuía uma casa. Na constância do casamento, Amália recebeu a doação</p><p>de um carro e celebrou contrato de previdência complementar aberta na modalidade VGBL, enquanto Bruno herdou uma</p><p>fazenda e teve valores depositados a título de FGTS. Diante disso, é correto afirmar que:</p><p>a) se Bruno desejar vender a casa, não precisará da vênia conjugal de Amália, por ser bem particular.</p><p>b) os valores do FGTS depositados em favor de Bruno não são objeto de partilha.</p><p>c) a fazenda herdada por Bruno é considerada objeto de partilha.</p><p>d) se Amália desejar vender o carro, precisará da vênia conjugal de Bruno, por ser bem comum.</p><p>e) o valor aplicado por Amália no contrato de previdência aberta na modalidade VGBL é objeto de partilha.</p><p>61 – (FCC - 2021 - MANAUSPREV - Técnico Previdenciário Especialidade) Pedro e Vânia, ambos com trinta anos e capazes,</p><p>contraíram matrimônio no ano de 2020, sem firmar pacto antenupcial. Nesse caso, e considerando que nenhum deles se</p><p>encontrava em situação que exigisse a imposição de regime de bens obrigatório, vigorará, quanto aos bens entre os cônjuges,</p><p>o regime da</p><p>a) comunhão universal.</p><p>b) comunhão parcial.</p><p>c) separação obrigatória de bens.</p><p>d) separação convencional de bens.</p><p>e) participação final nos aquestos.</p><p>62 – (FGV - 2021 - TCE-RO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça) A equipe de dez bombeiros capitaneada pelo sargento Silva</p><p>viveu situação peculiar ao se deparar com um casal de desconhecidos preso nas ferragens de um prédio que desabara. Ana e</p><p>Kevin, noivos de longa data, foram encontrados entre os escombros ainda vivos e lúcidos. Eles constataram que o estado de</p><p>Kevin não lhe permitiria ser retirado a tempo de escapar com vida. Informado disso, Kevin pede a Ana que se case com ele ali</p><p>mesmo. Ela imediatamente aceita, e ambos se recebem como esposo e esposa, emocionando a todos. Minutos depois, Kevin</p><p>vem a falecer. Os bombeiros conseguem retirar Ana dos escombros e, seis dias depois, quando ela deixa</p><p>o hospital, os</p><p>bombeiros a acompanham para testemunhar o ocorrido perante a autoridade judicial, para efeitos de registro do seu</p><p>casamento. Nesse caso, houve casamento:</p><p>a) avuncular.</p><p>b) nuncupativo.</p><p>c) em caso de moléstia grave.</p><p>d) putativo.</p><p>e) inexistente.</p><p>63 – (FGV - 2021 - Prefeitura de Paulínia - SP - Auditor Fiscal Tributário) José Machado e Ana Maria conheceram-se na faculdade</p><p>em 2004, como alunos do curso de Administração, e casaram-se em 2006. Na época, nenhum dos dois era titular de um</p><p>patrimônio expressivo e pretendiam empreender juntos, constituindo uma sociedade empresária. Por esse motivo,</p><p>entenderam mais adequado celebrar o casamento sob o regime da comunhão parcial de bens, compartilhando os sucessos</p><p>e fracassos da nova atividade. Contudo, os planos alteraram-se. Em 2009, José Machado iniciou o curso de Direito e em 2021</p><p>recebeu a notícia da aprovação no concurso para Auditor-Fiscal. Já Ana Maria tornou-se uma empresária de sucesso e</p><p>prepara-se para iniciar um negócio de altíssimo risco na área de inovação. Diante das vidas profissionais muito distintas, com</p><p>diferentes expectativas de ganhos financeiros, o José pretende modificar o regime de bens do casamento para a separação</p><p>convencional. Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) A alteração de regime de bens durante o casamento é permitida, bastando-se fazer um novo pacto antenupcial, sendo</p><p>desnecessária a autorização judicial.</p><p>b) A alteração de regime de bens é permitida, desde que haja autorização judicial postulada pelo casal, sendo despicienda a</p><p>motivação, desde que não cause prejuízo a terceiros</p><p>c) O regime de bens do casamento poderá ser alterado, desde que haja autorização judicial postulada por qualquer um dos</p><p>cônjuges, sendo necessário motivar o pedido e demonstrar que a mudança não causa prejuízo a terceiros.</p><p>d) A alteração de regimes é permitida, desde que haja autorização judicial a ser concedida diante de um pedido motivado, o</p><p>qual deve ser feito por ambos os cônjuges, bem como o resguardo de direitos de terceiros.</p><p>e) A alteração de regime não é permitida, visto que a função do patrimônio comum é a garantia de credores e a mudança</p><p>configura fraude contra credores.</p><p>64 – (FGV - 2021 - Câmara de Aracaju - SE - Procurador Judicial) José era casado civilmente com Gilmara, mas decidiram se</p><p>divorciar. Durante o casamento, Gilmara se aproximou muito dos familiares de José: seus pais, Roberto e Vera, e seu irmão,</p><p>Cláudio. Agora divorciada, entre esses parentes de José, Gilmara está impedida de se casar com:</p><p>a) Roberto, Vera e Cláudio</p><p>b) Roberto e Cláudio</p><p>c) apenas Roberto</p><p>d) Roberto e Vera</p><p>e) apenas Vera.</p><p>65 – (FGV - 2021 - TJ-SC - Titular de Serviços de Notas e de Registros) João e Maria, casados sob o regime de comunhão parcial</p><p>de bens e sem filhos, decidem se divorciar. Porém, o casal firmou pacto pré-nupcial em cartório, estabelecendo que, em caso</p><p>de separação, não poderiam requerer imediatamente o divórcio, devendo aguardar o prazo de seis meses e, não havendo</p><p>reconciliação, estariam obrigados a se submeter à mediação extrajudicial antes de requerer medidas judiciais ou</p><p>extrajudiciais para concretizar o divórcio. Nessa hipótese, é correto afirmar que:</p><p>a) caso Maria concorde em respeitar o prazo pactuado, mas se recuse a participar da sessão de mediação com João, a vontade</p><p>de Maria deve ser respeitada, pois a autonomia da vontade das partes deve ser aferida no momento da realização do ato, sob</p><p>pena de subverter os princípios norteadores da mediação.</p><p>b) o acordo firmado entre as partes viola o princípio constitucional de acesso à justiça, o que macula todos os seus termos,</p><p>incluindo o prazo e a necessidade de as partes se submeterem à mediação extrajudicial, pois não se admitem condicionantes</p><p>para acesso ao Poder Judiciário.</p><p>c) João e Maria estão vinculados aos termos do pacto pré-nupcial, sendo obrigados a cumprir o prazo de seis meses e a</p><p>comparecer a, ao menos, uma sessão de mediação extrajudicial como condição para procurarem o Poder Judiciário ou um</p><p>cartório para formalizar o divórcio.</p><p>d) o acordo não pode ser considerado válido quanto à previsão de mediação extrajudicial, diante da ausência de previsão</p><p>contratual completa em relação aos prazos, local, critérios de escolha do mediador e penalidade em caso de não</p><p>comparecimento da parte à primeira reunião de mediação.</p><p>e) caso João opte por não observar os termos do acordo pré-nupcial e ingresse com divórcio judicial, o juiz da causa, ao tomar</p><p>ciência da existência desse instrumento, deverá julgar desde logo extinto o feito, sem julgamento de mérito, por falta de</p><p>interesse de agir do autor.</p><p>66 – (FGV - 2021 - TJ-SC - Titular de Serviços de Notas e de Registros) Sandro, 22 anos, e Isabela, 23 anos, desejam se casar</p><p>civilmente. No pacto antenupcial, querem optar pelo regime da participação final nos aquestos e que conste cláusula segundo</p><p>a qual os bens particulares imóveis de cada cônjuge podem ser objeto de livre disposição. Essa cláusula será considerada:</p><p>a) válida, porque, no regime de participação final nos aquestos, é possível convencionar, no pacto antenupcial, a livre</p><p>disposição dos bens imóveis particulares.</p><p>b) anulável, porque, no regime de participação final nos aquestos, os atos de disposição dos bens particulares imóveis</p><p>dependem de vênia conjugal.</p><p>c) nula, porque os bens imóveis particulares sempre dependem da vênia conjugal para a sua disposição.</p><p>d) nula, porque a cláusula só é permitida no regime de separação absoluta de bens.</p><p>e) inexistente, por contrariar disposição de lei cogente.</p><p>67 – (FGV - 2021 - TJ-SC - Titular de Serviços de Notas e de Registros) Joana e Cássio são casados civilmente há dez anos.</p><p>Recentemente, o Ministério Público tomou ciência de que eles são irmãos biológicos e que decidiram se casar mesmo tendo</p><p>conhecimento desse fato. Nesse caso, o casamento será considerado:</p><p>a) anulável, em razão do parentesco natural, em linha reta, entre Joana e Cássio.</p><p>b) nulo, em razão do parentesco natural, em linha colateral, entre Joana e Cássio.</p><p>c) ineficaz, em razão do parentesco por afinidade, na linha colateral, entre Joana e Cássio.</p><p>d) inexistente, em razão do parentesco civil, entre Joana e Cássio.</p><p>e) válido, em razão de o parentesco natural, na linha colateral, não ser impedimento ao casamento.</p><p>68 – (FGV - 2021 - TJ-SC - Titular de Serviços de Notas e de Registros) Getúlio, 65 anos, dois filhos, se divorciou, mas optou por</p><p>deixar a partilha de bens do casal para depois, o que nunca aconteceu. Agora ele deseja se casar com Beth, 67 anos, viúva,</p><p>três filhos, cujo inventário de bens do falecido marido ainda não se ultimou. Getúlio e Beth celebraram pacto antenupcial,</p><p>optando pelo regime da comunhão universal de bens. Nesse caso, Getúlio e Beth:</p><p>a) poderiam optar por qualquer regime de bens.</p><p>b) devem se submeter ao regime supletivo da comunhão parcial de bens.</p><p>c) devem se submeter ao regime de separação obrigatória de bens em virtude da idade de ambos.</p><p>d) devem se submeter ao regime de separação obrigatória de bens em virtude da existência de causa suspensiva.</p><p>e) não podem se casar, porque estão impedidos para o casamento pelo fato de as partilhas ainda não terem terminado.</p><p>Consequentemente, o pacto antenupcial é ineficaz.</p><p>69 – (FGV - 2021 - TJ-SC - Titular de Serviços de Notas e de Registros) Hamilton, 35 anos, e Vivian, 26 anos, celebraram pacto</p><p>antenupcial por instrumento particular, adotando o regime de separação de bens. Após casados civilmente, Hamilton passou</p><p>a trabalhar fora e Vivian cuidava do lar. Depois de sete anos, eles se divorciaram e passaram a disputar os seguintes bens</p><p>adquiridos na constância do casamento: o automóvel que Hamilton comprara e o apartamento que ele herdara de sua mãe.</p><p>Nesse caso:</p><p>a) os dois bens cabem a Hamilton, em razão do pacto antenupcial de separação de bens ser válido</p><p>b) os dois bens cabem a Hamilton, em razão de Vivian não ter trabalhado para sua aquisição.</p><p>c) cada um tem direito à</p><p>metade do automóvel e à metade do apartamento, pois o pacto antenupcial é nulo.</p><p>d) Vivian somente terá direito à metade do automóvel, enquanto o apartamento cabe a Hamilton, pois o pacto antenupcial é</p><p>nulo.</p><p>e) Vivian somente terá direito à metade do automóvel, enquanto o apartamento cabe a Hamilton, em razão do pacto</p><p>antenupcial de separação de bens ser válido.</p><p>70 – (FGV - 2021 - TJ-SC - Titular de Serviços de Notas e de Registros) Na pequena Ilha do Campeche, há uma comunidade</p><p>bastante fechada, em que a maior parte dos residentes são parentes entre si e não costumam se relacionar com estranhos, o</p><p>que dificulta a validade dos casamentos existentes. Os patriarcas do grupo são Altamira e Berílio, pais de Diadema e Carlito.</p><p>Diadema é casada com Eduardo. Carlito foi casado com Gisela, e adotaram Hugo, mas o relacionamento não deu certo e se</p><p>divorciaram. Carlito casou-se ainda com Isabel, com quem teve a filha Joana, mas acabaram se divorciando. Nesse grupo,</p><p>podem se casar:</p><p>a) Berílio e Gisela</p><p>b) Isabel e Hugo</p><p>c) Hugo e Joana</p><p>d) Eduardo e Altamira</p><p>e) Gisela e Isabel</p><p>71 – (AEVSF/FACAPE - 2021 - Prefeitura de Petrolina - PE – Advogado) Antônio e Daniela, ambos com 16 anos de idade, casaram</p><p>por conta da gravidez de Daniela. Informaram aos pais de ambos, no entanto o pai de Daniele se recusou a autorizar o</p><p>matrimônio, em que pese ter havido a aquiescência da sua mãe e dos pais de Antônio. Após o ajuizamento da competente</p><p>ação, o casamento foi autorizado por meio de sentença. Sobre essa situação, indique a alternativa CORRETA:</p><p>a) Não corriam prazos prescricionais em desfavor de Antônio e Daniela, por conta da idade de ambos, mas, com o casamento,</p><p>cessará a causa impeditiva.</p><p>b) Com o suprimento judicial, Antônio e Daniela poderão casar-se, porém vigorará a condição suspensiva consistente no</p><p>nascimento com vida do filho do casal.</p><p>c) A sentença, nesse caso, é nula, ante a impossibilidade de suprimento judicial sem a concordância dos pais.</p><p>d) Judicialmente autorizado o casamento entre os menores, será obrigatório o regime legal da separação de bens.</p><p>e) Com o suprimento judicial, Antônio e Daniela poderão casar-se, no entanto tal fato não cessará a incapacidade civil de</p><p>ambos.</p><p>72 – (FCC - 2021 - DPE-BA - Defensor Público) Carlos e Silvana são adolescentes e querem se casar. Segundo a normativa legal</p><p>vigente,</p><p>a) em harmonia com a normativa internacional, o casamento entre Carlos e Silvana, por serem adolescentes, não é admitido,</p><p>ainda que não haja proibição expressa quanto à união estável.</p><p>b) tendo Carlos 14 anos e Silvana 16 anos, o casamento é admitido desde que Silvana esteja grávida de Carlos e o juiz autorize</p><p>que se casem.</p><p>c) se os pais de Silvana e/ou de Carlos discordarem, o casamento é possível com regime de separação de bens obrigatório e</p><p>desde que ambos tenham pelos menos 16 anos completos.</p><p>d) tendo Carlos 16 anos e Silvana 15 anos, o casamento é possível se comprovados, por parte de ambos, maturidade e</p><p>discernimento em perícia psicológica no curso de ação judicial própria.</p><p>e) se Carlos e Silvana já mantiverem união estável, com filho em comum, poderão ter a união convertida em casamento antes</p><p>de atingirem a idade núbil independentemente de alvará judicial.</p><p>73 – (AOCP - 2021 - MPE-RS - Analista do Ministério Público) Celso e Marta, ambos maiores e capazes, se casaram pelo regime</p><p>da comunhão parcial de bens no ano de 2010. Marta, à época do casamento, não possuía patrimônio em seu nome. Em 2012,</p><p>Celso recebera como herança, em razão do falecimento de seus pais, um veículo automotor terrestre, que vendeu no ano</p><p>seguinte e adquiriu uma motocicleta com o produto da venda. Posteriormente à compra da motocicleta, no mesmo ano, Celso</p><p>recebeu o valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais) advindos de sorteio lotérico e que manteve depositado em conta corrente.</p><p>De acordo com as informações apresentadas, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Em caso de divórcio, ao realizar a partilha, Marta terá direito a incluir na divisão a motocicleta.</p><p>b) Em caso de divórcio, não haverá partilha de bens, visto que Celso terá direito à motocicleta, por se tratar de sub-rogação de</p><p>bem advindo de herança, bem como em razão de os valores de origem do sorteio lotérico terem sido adquiridos à título</p><p>oneroso, em razão da despesa anterior.</p><p>c) Em caso de divórcio, haverá impedimento legal para a realização deste por escritura pública em razão do regime de bens</p><p>escolhido.</p><p>d) Em caso de divórcio, sendo consensual a partilha, será obrigatória a realização deste por meio de escritura pública.</p><p>e) Em caso de divórcio, ao realizar a partilha, caberá à Marta perceber metade do prêmio de loteria a título de meação.</p><p>74 – (SELECON - 2019 - Prefeitura de Cuiabá - MT - Bacharel em Direito) W., com dezessete anos de idade, tem deficiência</p><p>intelectual comprovada por laudo médico e deseja contrair matrimônio com T. Nos termos do Código Civil, a pessoa com</p><p>deficiência intelectual em idade núbil poderá contrair matrimônio, expressando sua vontade diretamente ou por meio de seu:</p><p>a) mentor</p><p>b) responsável</p><p>c) irmão</p><p>d) tio</p><p>75 – (VUNESP - 2019 - TJ-AL - Notário e Registrador – Remoção) Havendo a suspensão da celebração do casamento em</p><p>decorrência de um dos contraentes manifestar-se arrependido, o qual, uma hora depois, retratou sua declaração e requereu</p><p>a continuação da celebração, é correto afirmar:</p><p>a) a autoridade celebrante deverá certificar-se da livre vontade do contraente e prosseguir com a cerimônia.</p><p>b) não será possível a continuidade da celebração no mesmo dia, devendo a autoridade celebrante designar nova data.</p><p>c) haverá o encerramento do ato, sem a celebração do casamento, competindo a realização de nova habilitação de</p><p>casamento, ainda que a habilitação tenha eficácia.</p><p>d) somente será possível a celebração do casamento na mesma data, no caso de duas testemunhas atestarem a vontade</p><p>inequívoca do contraente quanto à Intenção de se casar.</p><p>76 – (FGV - 2019 - MPE-RJ - Analista do Ministério Público – Processual) Eudora e Janice, primas, namoram há três anos e</p><p>decidiram levar o relacionamento para um nível mais sério. Por isso, no dia dos namorados, noivaram e iniciaram o</p><p>procedimento de habilitação para o casamento civil. No ano de 2019, o casamento civil foi celebrado. De acordo com o atual</p><p>sistema jurídico brasileiro, o casamento é:</p><p>a) nulo</p><p>b) inexistente</p><p>c) válido</p><p>d) anulável</p><p>e) ineficaz.</p><p>77 – (FCC - 2019 - MPE-MT - Promotor de Justiça Substituto) Ana Lúcia e Heitor, ela com sessenta e cinco, ele com sessenta e</p><p>sete anos, casam-se pelo regime de comunhão universal, tendo antes estipulado pacto antenupcial por escritura pública para</p><p>adoção desse regime; dois anos depois arrependem-se e requerem judicialmente alteração do regime para o de comunhão</p><p>parcial de bens. Em relação a ambas as situações,</p><p>a) era possível a estipulação do pacto antenupcial, pois ambos não haviam atingido setenta anos de idade; é possível também</p><p>a alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a</p><p>procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.</p><p>b) embora possível o pacto antenupcial, a alteração do regime de bens escolhido só é possível após três anos de casamento,</p><p>mediante autorização judicial, explicitação de motivos e ressalvados direitos de terceiros.</p><p>c) era possível a alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido de ambos os cônjuges, sem</p><p>especificação de razões, por se tratar de questões privadas do casal; era possível o pacto antenupcial, mas por serem maiores</p><p>de 65 anos somente para o regime de separação de bens.</p><p>d) não era possível o pacto antenupcial porque Ana Lúcia já tinha 65 anos de idade, o que tornava obrigatório o regime de</p><p>separação de bens; a alteração do regime de bens era no caso necessária, para o citado regime de separação de bens,</p><p>prescindindo de autorização judicial.</p><p>e) era possível o pacto antenupcial, escolhendo qualquer regime, pois não haviam</p>

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