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<p>CLÍNICA</p><p>INTEGRADA I</p><p>Manual do Professor | 2023.2</p><p>EQUIPE DE ELABORAÇÃO</p><p>Coordenação da Elaboração e Planejamento | Versões</p><p>2017.2 / 2018.1</p><p>Prof. Daniel Riani Gotardelo</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Coordenação da Elaboração e Planejamento | Versão 2019.2</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Equipe de Elaboração e Planejamento | Versão 2019.2</p><p>Profª. Adriana Alves Propércio – ITPAC/Araguaína</p><p>Profª. Ângela Cristina Rodrigues de Souza Gonçalves – ITPAC</p><p>Araguaína</p><p>Profª. Beatriz Castro Reis – FADEP</p><p>Profª. Cintia Maria de Melo Mendes – UNINOVAFAPI</p><p>Profª. Christiana Almeida Salvador Lima – FADEP</p><p>Profª. Cláudia Regina Gobatto – FADEP</p><p>Prof. Denyberg de Oliveira Santiago – UNINOVAFAPI</p><p>Prof. Henrique Lanza – FASA-ITA</p><p>Prof. Jandrei Rogério Markus – ITPAC/Porto Nacional</p><p>Profª. Jaqueline Soares – UNIVAÇO</p><p>Profª. Joana Rita da Silva Correia Gomes – IESVAP</p><p>Prof. Jorge Gelvane Tostes – FMIT</p><p>Prof. José Maria Sinimbu Filho – ITPAC/Porto Nacional</p><p>Prof. Luciano Evangelista dos Santos Filho – FASAVIC</p><p>Profª. Luísa Patrícia Fogarolli de Carvalho – FADEP</p><p>Profª. Luiza Ivete Vieira Batista – UNINOVAFAPI</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Profª. Maria Luísa Franco de Salles – UNIVAÇO</p><p>Profª. Maria Vilela Pinto Nakasu – FMIT</p><p>Prof. Mauro Mendes Pinheiro Machado – IESVAP</p><p>Profª. Meire Núbia Santos de Santana – FASA-ITA</p><p>Profª. Mércia Margotto – FASA-ITA</p><p>Profª. Michela Macedo Lima – FASAVIC</p><p>Profª. Nubia Cristina de Freitas Maia – ITPAC/Palmas</p><p>Prof. Paulo Marcondes Carvalho Junior – Afya</p><p>Prof. Rafael Cerqueira Campos Luna – FASAVIC</p><p>Prof. Rafael Rebelo Lages da Silveira – UNINOVAFAPI</p><p>Prof. Remy Faria Alves – ITPAC/Araguaína</p><p>Profª. Roseane de Souza Candido Irulegui – FMIT</p><p>Profª. Tatiana Teixeira de Miranda – UNIPTAN</p><p>Profª. Valéria Camargo de Lacerda Carvalho – Afya</p><p>Prof. Vilson Geraldo de Campos – UNIPTAN</p><p>Prof. Yuri Dias Macedo Campelo – IESVAP</p><p>1ª Revisão – Novembro/2019 | Versão 2020.1</p><p>Profª. Cintia Maria de Melo Mendes – UNINOVAFAPI</p><p>Profª. Luiza Ivete Vieira Batista – UNINOVAFAPI</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>2ª Revisão – Junho/2020 | Versão 2020.2</p><p>Profª. Cintia Maria de Melo Mendes – UNINOVAFAPI</p><p>Prof. Hélio Soares – ITPAC-PALMAS</p><p>Profª. Luiza Ivete Vieira Batista – UNINOVAFAPI</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Profª. Marcia Peres – ITPAC – PALMAS</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Prof. Paulo Roberto Santana – UNINOVAFAPI</p><p>Profª. Samara Valença – UNINOVAFAPI</p><p>3ª Revisão – Dezembro/2020 | Versão 2021.1</p><p>Profª. Cintia Maria de Melo Mendes – UNINOVAFAPI</p><p>Profª. Layanne Hellen da Cruz Brandão – UNITPAC</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Prof. Paulo Roberto Santana – UNINOVAFAPI</p><p>Prof. Vilson Geraldo de Campos – UNIDEP</p><p>4ª Revisão – Setembro/2021 | Versão 2022.1</p><p>Prof. Antônio Prates Caldeira – UNIFIPMOC</p><p>Prof. Egmar de Castro Nogueira – FIP-GBI</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Prof. Paulo Roberto Santana – UNINOVAFAPI</p><p>5ª Revisão – Abril/2022 | Versão 2022.2</p><p>Profª. Aline de Souza Araújo Fernandes Pinheiro – FCM-PB</p><p>Prof. Antônio Prates Caldeira – UNIFIPMOC</p><p>Prof. Leonardo Cabral Cavalcante – FCM-PB</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Prof. Marcos Vianna Lacerda de Almeida – UNIGRANRIO</p><p>Barra</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Prof. Paulo Roberto Santana – UNINOVAFAPI</p><p>6ª Revisão – Agosto/2022 | Versão 2023.1</p><p>Profª. Aline de Souza Araújo Fernandes Pinheiro – FCM-PB</p><p>Prof. Antônio Prates Caldeira – UNIFIPMOC</p><p>Prof. Leonardo Cabral Cavalcante – FCM-PB</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Prof. Marcos Vianna Lacerda de Almeida – UNIGRANRIO</p><p>Barra</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Prof. Paulo Roberto Santana – UNINOVAFAPI</p><p>Prof. Pedro Herbert Cassimiro Onofre – Afya Educacional</p><p>7ª Revisão – Março/2023 | Versão 2023.2</p><p>Profª. Ana Mackartney de Souza Marinho – ITPAC Palmas</p><p>Prof. Antônio Prates Caldeira – UNIFIPMOC</p><p>Profª. Gabrielle Agostinho Rolim Marques – IESVAP</p><p>Prof. Laio Santana Passos – UNINOVAFAPI</p><p>Prof. Leonardo Cabral Cavalcante – FCM-PB</p><p>Profª. Marcia Hiromi Sakai – Afya Educacional</p><p>Prof. Marcos Vianna Lacerda de Almeida – UNIGRANRIO</p><p>Barra</p><p>Profª. Maria José Sparça Salles – Afya Educacional</p><p>Prof. Paulo Roberto Novaes de Castro – UNIREDENTOR</p><p>Profª. Rita de Cássia Hoffmann Leão – FITS Jaboatão</p><p>Prof. Rodolfo Lima Araújo - UNITPAC</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. Apresentação .: 04</p><p>2. Conhecimentos, habilidades e atitudes .: 04</p><p>3. Ementa .: 04</p><p>4. Objetivos do módulo .: 05</p><p>5. Estratégias de ensino-aprendizagem .: 05</p><p>5.1. Palestras .: 05</p><p>5.2. Método de aprendizado por raciocínio clínico (MARC) .: 07</p><p>5.3. Práticas integradas .: 08</p><p>5.4. Tecnologias de informação e comunicação (TIC) .: 08</p><p>6. Narrativas por semana .: 08</p><p>6.1. Semana 1 – Saúde do Adulto e do Idoso: Cervejinha pode? .: 08</p><p>6.2. Semana 2 – Saúde da Criança e do Adolescente: Pai é quem cria! .: 12</p><p>6.3. Semana 3 – Saúde da Mulher: Cadê minha menstruação? .: 15</p><p>6.4. Semana 4 – Saúde da Criança e do Adolescente: Lixa no corpo</p><p>todo.</p><p>.: 18</p><p>6.5. Semana 5 – Saúde da Mulher: Nova paixão. .: 20</p><p>6.6. Semana 6 – Saúde da Criança e do Adolescente: Não dê ouvidos</p><p>a quem não merece.</p><p>.: 22</p><p>6.7. Semana 7 – Saúde do Adulto e do Idoso: Qual o preço do meu</p><p>erro?</p><p>.: 24</p><p>6.8. Semana 8 – Saúde da Criança e do Adolescente: Chiando de</p><p>novo!</p><p>.: 28</p><p>6.9. Semana 9 – Saúde da Mulher: A rosa tem espinhos. .: 30</p><p>6.10</p><p>.</p><p>Semana 10 – Saúde do Adulto e do Idoso: E agora, sem</p><p>melhora?</p><p>.: 32</p><p>6.11</p><p>.</p><p>Semana 11 – Saúde do Adulto e do Idoso: Foi sem querer! .: 35</p><p>6.12</p><p>.</p><p>Semana 12 – Saúde do Adulto e do Idoso: Quieta, mas grave! .: 38</p><p>6.13</p><p>.</p><p>Semana 13 – Saúde da Mulher: Tinha uma pedra no meio do</p><p>caminho?</p><p>.: 42</p><p>6.14</p><p>.</p><p>Semana 14 – Saúde da Criança e do Adolescente: Nem tão solto,</p><p>nem tão preso.</p><p>.: 45</p><p>6.15</p><p>.</p><p>Semana 15 – Saúde do Adulto e do Idoso: Que calor é esse ? .: 47</p><p>6.16</p><p>.</p><p>Semana 16 – Saúde do Adulto e do Idoso: Olha eu aqui de novo. .: 51</p><p>6.17</p><p>.</p><p>Semana 17 – Saúde do Adulto e do Idoso: Meu coração tem um</p><p>som diferente.</p><p>.: 55</p><p>7. Sistema de avaliação .: 60</p><p>7.1. Composição da nota .: 61</p><p>7.2. Sistema de promoção .: 61</p><p>8. Referências bibliográficas .: 62</p><p>8.1. Bibliografia básica .: 62</p><p>8.2. Bibliografia complementar .: 62</p><p>9. Anexos .: 63</p><p>9.1. Anexo I – Método de aprendizado por raciocínio clínico (MARC) .: 63</p><p>3</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>9.2. Anexo II – Instrumento de avaliação do MARC .: 66</p><p>9.3. Anexo III – Instrumento de avaliação observada no ambiente de</p><p>prática (AOAP)</p><p>.: 68</p><p>9.4. Anexo IV – Modelo de mapa conceitual .: 69</p><p>9.5. Anexo V – Modelo de plano terapêutico singular (PTS) .: 70</p><p>1. APRESENTAÇÃO</p><p>As competências voltadas à prestação da atenção à saúde nos níveis de atenção</p><p>com diversas complexidades, com ações de promoção, prevenção, recuperação e</p><p>reabilitação de saúde, a indivíduos e populações, são fundamentais para o exercício</p><p>profissional do médico. Todas as atividades devem ser respaldadas na ética, na</p><p>integralidade da atenção, na responsabilidade social e no compromisso com a</p><p>cidadania.</p><p>No processo de formação médica, a aquisição de conhecimentos e o</p><p>desenvolvimento de habilidades e atitudes se iniciam a partir da análise de</p><p>situações-problemas, que trazem para debates em grupos, os principais temas e</p><p>doenças/agravos mais frequentes no contexto da atenção à saúde.</p><p>A compreensão do processo saúde-doença no âmbito de discussões de</p><p>narrativas e casos clínicos é baseada no ensino centrado no aluno como elemento</p><p>ativo (principal) no processo de ensino-aprendizagem. Este deve ser o objetivo</p><p>primordial</p><p>Estatura Valor Estatura Valor Estatura Valor Estatura Valor</p><p>1,09 m 145</p><p>(l/min)</p><p>1,24 m 233</p><p>(l/min)</p><p>1,42 m 328</p><p>(l/min)</p><p>1,57 m 407</p><p>(l/min)</p><p>1,12 m 169</p><p>(l/min)</p><p>1,27 m 249</p><p>(l/min)</p><p>1,45 m 344</p><p>(l/min)</p><p>1,60 m 423</p><p>(l/min)</p><p>1,14 m 180</p><p>(l/min)</p><p>1,30 m 265</p><p>(l/min)</p><p>1,47 m 355</p><p>(l/min)</p><p>1,63 m 439</p><p>(l/min)</p><p>1,17 m 196</p><p>(l/min)</p><p>1,35 m 291</p><p>(l/min)</p><p>1,50 m 370</p><p>(l/min)</p><p>1,65 m 450</p><p>(l/min)</p><p>1,19 m 207</p><p>(l/min)</p><p>1,37 m 302</p><p>(l/min)</p><p>1,52 m 381</p><p>(l/min)</p><p>1,68 m 466</p><p>(l/min)</p><p>1,22 m 222</p><p>(l/min)</p><p>1,40 m 318</p><p>(l/min)</p><p>1,55 m 397</p><p>(l/min)</p><p>1,70 m 476</p><p>(l/min)</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Discutir a abordagem da crise asmática na infância.</p><p>● Palestra 2: Discutir aspectos clínicos e epidemiológicos da bronquiolite.</p><p>TIC:</p><p>● Dispositivos inalatórios.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>31</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Global initiative for asthma – GINA 2022, disponível em:</p><p>https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2022/07/GINA-Main-Report-2022-FINAL-22-07-01-W</p><p>MS.pdf. Acesso em 08 de abril de 2023.</p><p>6.9. SEMANA 9: A rosa tem espinhos.</p><p>Saúde da Mulher</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Reconhecer as principais afecções do colo uterino (ênfase no HPV);</p><p>● Analisar os principais aspectos clínicos e epidemiológicos do câncer de colo de</p><p>útero;</p><p>● Identificar as principais afecções da vagina e da vulva.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Conhecer as principais afecções do colo uterino, vulva e vagina.</p><p>Cenário: UBS</p><p>Narrador: Suzana</p><p>Sujeito: Dona Helena (mãe de Suzana), 45 anos, viúva.</p><p>Condição socioeconômica: Classe C</p><p>ETAPA 1</p><p>Minha mãe, hoje com 35 anos, teve sua 1ª relação sexual aos 14 anos. Ela teve 3</p><p>partos normais, sendo o primeiro parto aos 18 anos e, o último, aos 23 anos. Utiliza</p><p>anticoncepção hormonal oral há 8 anos e conta que nunca utilizou preservativo</p><p>masculino. Ela fuma desde os 25 anos. Fez seu último exame preventivo há 4 anos.</p><p>Conversei muito com ela sobre a importância de fazer exames periódicos</p><p>anuais, como forma de prevenção do câncer mais severo do colo do útero.</p><p>Minha mãe então procurou o serviço básico de saúde para realizar seus exames</p><p>preventivos. A enfermeira que a atendeu realizou o exame citológico e relatou que o</p><p>colo uterino não apresentava anormalidades ao exame especular.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● A narrativa foi pensada para que o aluno seja capaz de abordar as principais</p><p>afecções do colo do útero;</p><p>● Identificar fatores que possam aumentar a chance de detecção tardia do</p><p>câncer de colo uterino;</p><p>● Entender que mesmo que o aspecto do colo uterino seja normal ao exame</p><p>especular, a citologia cérvico-vaginal pode apresentar anormalidades</p><p>suspeitas;</p><p>● Correlacionar a idade precoce da primeira relação sexual, uso de</p><p>anticoncepcionais orais, tabagismo e multiparidade como fatores de risco</p><p>para o câncer de colo uterino;</p><p>● Saber como e com quem deve fazer os exames preventivos anuais.</p><p>ETAPA 2</p><p>32</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2022/07/GINA-Main-Report-2022-FINAL-22-07-01-WMS.pdf</p><p>https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2022/07/GINA-Main-Report-2022-FINAL-22-07-01-WMS.pdf</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Minha mãe foi à consulta de retorno com laudo citológico, recebido cerca de 45</p><p>dias após a coleta, que evidenciou: esfregaço satisfatório com presença de células</p><p>escamosas e cilíndricas, microbiologia com cocos e bacilos, alterações celulares e</p><p>inclusões citoplasmáticas compatíveis com lesão intraepitelial de baixo grau (NIC</p><p>I/HPV).</p><p>Diante deste laudo citológico, a enfermeira encaminhou minha mãe para serviço</p><p>de atenção secundária da Ginecologia, para ser atendida pela Dra. Aline e realizar</p><p>exame mais específicos e tratamento adequado.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Identificar as alterações comuns e patológicas do exame de Papanicolau;</p><p>● Entender a importância do HPV na gênese do câncer de colo de útero;</p><p>● Saber como deve ser interpretado o resultado da citologia cervical e como</p><p>fazer o acompanhamento após o resultado.</p><p>● Saber quando está indicada a colposcopia e para que serve;</p><p>● Identificar os achados colposcópicos que indicam a presença da lesão</p><p>precursora da neoplasia ou da presença de lesões associadas ao HPV.</p><p>ETAPA 3</p><p>Após realização do exame no setor de patologia cervical, minha mãe recebeu o</p><p>seguinte laudo colposcópico: colo com orifício externo em fenda, conteúdo mucoso.</p><p>Achado anormal representado por área de epitélio acetobranco denso associado a</p><p>pontilhado grosseiro e mosaico de campos médios, contornando o orifício cervical</p><p>externo, tomando cerca de 1/3 da ectocérvice e penetrando no canal em até 1 cm da</p><p>endocérvice no lábio anterior.</p><p>Diante da discordância citológica e colposcópica, em que a citologia evidencia</p><p>a lesão de baixo grau e colposcopia com achado maior sugestivo de lesão de alto</p><p>grau, Dra. Aline realizou biópsia dirigida do colo uterino. O exame histológico da</p><p>biópsia dirigida descreveu: neoplasia intraepitelial de alto grau (NIC III) ou câncer in</p><p>situ. Minha mãe, então, quis saber mais detalhes da efetividade da vacina contra o</p><p>HPV.</p><p>Ela foi, então, encaminhada para realizar a exérese da zona de transformação</p><p>através da conização cervical, a qual foi realizada por eletrocirurgia ou cirurgia de alta</p><p>frequência (CAF), utilizando-se a exérese da ectocérvice. O material excisado foi</p><p>enviado para avaliação anatomopatológica.</p><p>O exame histológico da peça excisada apresentou: neoplasia intraepitelial de</p><p>alto grau (NIC III), com margens ectocervical e endocervical livres.</p><p>Ela encontra-se em seguimento pós-conização, apresentando 3 exames</p><p>consecutivos com intervalo semestral normais (exames citológicos e colposcópico).</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Identificar os achados básicos do exame colposcópico que indicam</p><p>investigação posterior;</p><p>● Conhecer as indicações da biópsia do colo uterino;</p><p>● Elaborar plano de cuidado, incluindo o seguimento apropriado para os</p><p>achados do laudo histopatológico;</p><p>● Saber como deve ser usada a vacinação para HPV.</p><p>33</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Discutir o rastreamento do câncer de colo uterino.</p><p>● Palestra 2: Discutir a abordagem do câncer de colo uterino.</p><p>TIC:</p><p>● Protocolo de vacinação para HPV.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● LASMAR, Ricardo B. Tratado de Ginecologia. Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788527732406.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732406/. Acesso em:</p><p>03 mai. 2023.</p><p>6.10. SEMANA 10: E agora, sem melhora?</p><p>Saúde do Adulto e do Idoso</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Conhecer os principais diagnósticos diferenciais das hepatoesplenomegalias;</p><p>● Realizar diagnóstico diferencial das adenomegalias no adulto;</p><p>● Discutir a importância dos exames complementares no diagnóstico das afecções</p><p>que causam adenomegalias, com ênfase na leishmaniose visceral;</p><p>● Discutir os fatores de risco para adenomegalias no adulto, com ênfase na</p><p>leishmaniose visceral;</p><p>● Propor o tratamento específico para Leishmaniose visceral;</p><p>● Conhecer as comorbidades relacionadas a Leishmaniose visceral;</p><p>● Abordar as políticas de saúde no Programa de Controle da Leishmaniose</p><p>Visceral (PCLV) no âmbito da Vigilância Epidemiológica.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Conhecer os principais diagnósticos diferenciais das hepatoesplenomegalias.</p><p>Cenário: Hospital Universitário</p><p>Narrador: Diálogo entre preceptor e residente</p><p>Sujeito: Francisca, 62 anos, viúva, do lar</p><p>Condição socioeconômica: Classe C</p><p>ETAPA 1</p><p>Era uma tarde de quinta-feira onde costumavam-se fazer discussões de casos da</p><p>enfermaria de clínica médica de um Hospital Universitário, quando o residente Dr.</p><p>Valdir apresenta o seguinte caso:</p><p>Dona Francisca,</p><p>62 anos, procedente e natural de Salvador- BA, viúva, com 2</p><p>filhos e netos, deu entrada no hospital com história de febre iniciada há 30 dias, que</p><p>cedia com uso de analgésico, mas logo que passava o efeito, a febre retornava.</p><p>Apresentava disfagia e dor retroesternal, não conseguindo se alimentar e perdeu</p><p>aproximadamente 4kg.</p><p>Antecedente patológicos de diabetes mellitus descompensada, pois fazia uso</p><p>irregular da medicação e não fazia dieta. Sua filha afirmava que dona Francisca comia</p><p>de tudo que passava pela frente. Nega HAS. Nega uso de álcool e drogas.</p><p>Ao exame: bom estado geral, febril ao tato, consciente e orientada, anictérica,</p><p>hipocorada ++/4+. PA: 110x 80. TAX: 38°C.</p><p>34</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>ACV: ritmo cardíaco regular (RCR) em dois tempos (2T), bulhas cardíacas</p><p>normofonéticas (BCNF), presença de sopro sistólico ++/6+++ em foco mitral. FC: 102</p><p>bpm.</p><p>AR: MV+, sem ruídos adventícios em AHTX. FR: 20 irpm</p><p>Abd: semigloboso, ausência de circulação colateral, macicez móvel negativa,</p><p>hepatimetria de 20 cm; baço Boyd 3.</p><p>Ext: edema de membros inferiores, com sinal de cacifo (2+/4+).</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● A narrativa tem como objetivos avaliar os principais diagnósticos diferenciais</p><p>das esplenomegalias e diferenciar as síndromes edematosas no adulto;</p><p>● Trata-se de um caso de paciente com hepatoesplenomegalia febril que</p><p>apresenta sinais e sintomas que podem indicar etiologias diferentes para a</p><p>síndrome clínica, como febre de início há um mês;</p><p>● Discutir diabetes mellitus descompensada e imunossupressão;</p><p>● Causas de emagrecimento por disfagia e dor retroesternal.</p><p>ETAPA 2</p><p>Durante a discussão do caso clínico, Dr. Ricardo, preceptor da residência, pediu</p><p>para que fossem solicitados exames laboratoriais, endoscopia digestiva alta e USG de</p><p>abdômen total. No mesmo dia, dona Francisca fez os exames com os seguintes</p><p>resultados:</p><p>HEMOGRAMA</p><p>Série Vermelha Resultado Referência</p><p>Eritrócitos 2,40</p><p>milhões/mm3</p><p>4,20 – 5,90 milhões/mm3</p><p>Hemoglobina 9,8 g/dL 12,5 – 17,5 g/dL</p><p>Hematócrito 28,2 % 38,0 – 52,0 %</p><p>Volume corpuscular médio</p><p>(VCM)</p><p>82,7 fL 80,0 – 100,0 fL</p><p>Hemoglobina corpuscular</p><p>média (HCM)</p><p>28,4 pg 28,0 – 32,0 pg</p><p>Concentração de HCM (CHCM) 32,0 g/dL 32,0 – 36,0 g/dL</p><p>RDW 15,7 % 11,6 – 16,0 %</p><p>Série Branca Resultado Referência</p><p>Leucócitos totais 100% 2.500/mm3 4.000 – 10.000/mm3</p><p>Mielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Metamielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Bastonetes 0% 0/mm3 0 – 500/mm3</p><p>Segmentados 26% 650/mm3 1.500 – 7.400/mm3</p><p>Linfócitos 45% 1.125/mm3 1.200 – 3.500/mm3</p><p>Monócitos 10% 250/mm3 210 – 920/mm3</p><p>Eosinófilos 15% 375/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Basófilos 4% 100/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Plaquetas 45.000/mm3 150.000 – 450.000/mm3</p><p>EXAMES LABORATORIAIS</p><p>Exame Resultado Referência</p><p>Bilirrubina Total 1,0 mg/dL 0,2 – 1,1 mg/dL</p><p>Bilirrubina direta 0,8 mg/ dL</p><p>de</p><p>incubação e a avaliação sorológica;</p><p>● Discutir os determinantes sociais do processo saúde-doença das hepatites e</p><p>relacionar com acidentes ocupacionais;</p><p>● Discutir a notificação de acidente ocupacional com materiais biológicos;</p><p>● Discutir o uso de equipamento de proteção individual – EPI;</p><p>● Discutir profilaxias, inclusive a PEP e o protocolo de acidente com materiais</p><p>biológicos.</p><p>ETAPA 2</p><p>Após 45 dias, Fernando volta ao ambulatório do CTA, apresentando febre,</p><p>náuseas e vômitos. Foram realizados teste rápidos com os seguintes resultados:</p><p>EXAMES LABORATORIAIS</p><p>Exame Resultado Referência</p><p>VDRL Não reagente Não reagente</p><p>HbsAg Negativo Negativo</p><p>Anti-HCV Positivo Negativo</p><p>HIV Negativo Negativo</p><p>Ao exame físico, foi observado que o paciente apresentava regular estado geral,</p><p>estava consciente, orientado, corado, ictérico (2+/4+), afebril, normotenso.</p><p>À ausculta pulmonar, não encontrei alterações ou ruídos adventícios e a ausculta</p><p>cardíaca estava com bulhas normofonéticas em 2 tempos e sem sopros.</p><p>Abdome apresentava dor à palpação do hipocôndrio direito e epigástrio. Era</p><p>possível ainda notar uma hepatomegalia com fígado a 7-8 cm do rebordo costal</p><p>direito.</p><p>Solicitamos novos exames laboratoriais, foram dadas orientações dietéticas,</p><p>medicamentos sintomáticos, evitar uso de álcool e drogas hepatóxicas, além de</p><p>agendamento de consulta de retorno logo que os resultados dos exames estivessem</p><p>disponíveis.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Discutir o diagnóstico da Hepatite C aguda;</p><p>● Discutir patogenia da Hepatite C e relacionar com a cronicidade;</p><p>● Discutir Hepatite fulminante;</p><p>● Discutir tratamento da Hepatite C aguda;</p><p>● Debater as outras apresentações clínicas das Hepatites.</p><p>ETAPA 3</p><p>Após 7 dias, Fernando retorna ao ambulatório com os seguintes resultados:</p><p>HEMOGRAMA</p><p>38</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Série Vermelha Resultado Referência</p><p>Eritrócitos 4,13</p><p>milhões/mm3</p><p>3,90 – 5,00 milhões/mm3</p><p>Hemoglobina 15,5 g/dL 13,0 – 15,9 g/dL</p><p>Hematócrito 38,0 % 39,0 – 45,0 %</p><p>Volume corpuscular médio</p><p>(VCM)</p><p>82,7 fL 80,0 – 100,0 fL</p><p>Hemoglobina corpuscular</p><p>média (HCM)</p><p>25,4 pg 28,0 – 32,0 pg</p><p>Concentração de HCM (CHCM) 32,0 g/dL 32,0 – 36,0 g/dL</p><p>RDW 15,7 % 11,6 – 16,0 %</p><p>Série Branca Resultado Referência</p><p>Leucócitos totais 100% 7.800/mm3 3.900 – 11.000/mm3</p><p>Mielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Metamielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Bastonetes 0% 0/mm3 0 – 500/mm3</p><p>Segmentados 21% 1.600/mm3 1.500 – 7.400/mm3</p><p>Linfócitos 77% 6.000/mm3 1.000 – 3.500/mm3</p><p>Monócitos 2% 200/mm3 210 – 920/mm3</p><p>Eosinófilos 0% 0/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Basófilos 0% 0/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Plaquetas 135.000/mm3 150.000 – 450.000/mm3</p><p>EXAMES LABORATORIAIS</p><p>Exame Resultado Referência</p><p>Bilirrubina Total 3,4 mg/dL 0,2 – 1,1 mg/dL</p><p>Bilirrubina direta 2,0 mg/ dL</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Fonte: https://edisciplinas.usp.br/mod/page/view.php?id=159213</p><p>Descrição dos achados para o professor: Exame normal.</p><p>EXAMES LABORATORIAIS</p><p>Exame Resultado Referência</p><p>Troponina 55 ng/L</p><p>da participação da paciente nas tomadas de decisão</p><p>para o diagnóstico, bem como, o papel da espiritualidade e da postura</p><p>positiva neste processo;</p><p>45</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Identificar os achados ultrassonográficos que permitem elaborar as principais</p><p>hipóteses diagnósticas;</p><p>● Discutir as principais características histológicas dos nódulos mamários.</p><p>ETAPA 3:</p><p>Elizabeth retornou ao consultório da Dra. Márcia para apresentar os resultados</p><p>de seus exames. Estava aliviada porque realizou uma pesquisa no Google e descobriu</p><p>que o diagnóstico mais provável era de um cisto simples, doença mamária benigna.</p><p>Sua dúvida agora era saber se terá que realizar cirurgia ou outro tratamento. Também</p><p>deseja saber como será o seu acompanhamento, já que ficou preocupada com os</p><p>relatos de caroços de mama entre seus conhecidos.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Discutir tratamentos possíveis a partir de resultados de biópsias evidenciando</p><p>patologia benigna ou maligna;</p><p>● Conhecer como deve ser o rastreamento padrão para câncer de mama;</p><p>● Discutir acerca das repercussões que podem advir de pesquisas na internet</p><p>(“Dr. Google”), pela população leiga.</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Discutir as afecções benignas da mama.</p><p>● Palestra 2: Abordar o rastreamento, aspectos clínicos e epidemiológicos do</p><p>câncer de mama.</p><p>TIC:</p><p>● PAAF/ Core-biopsy.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● LASMAR, Ricardo B. Tratado de Ginecologia. Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788527732406.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732406/. Acesso em:</p><p>03 mai. 2023.</p><p>6.14. SEMANA 14: Nem tão solto, nem tão preso.</p><p>Saúde da Criança e do Adolescente</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Descrever as principais características da diarreia e constipação na infância e</p><p>terapias de reidratação;</p><p>● Reconhecer os sinais e classificar a desidratação na criança</p><p>● Conhecer os critérios diagnósticos para distúrbios gastrointestinais (ROMA III e</p><p>ROMA IV);</p><p>● Discutir sobre as orientações para uso e relevância da TRO;</p><p>● Realizar diagnóstico diferencial e tratamento nas parasitoses na infância.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>46</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Descrever as principais características da diarreia e constipação na infância e</p><p>adolescência.</p><p>Cenário: UBS/UPA</p><p>Narrador: Médico da UBS</p><p>Sujeito: Sophia, 1 ano</p><p>Condição socioeconômica: Classe C</p><p>ETAPA 1</p><p>Hoje atendi Sophia, uma menina de 1 ano de idade e que chegou na UBS com</p><p>quadro de diarreia há 4 dias. A mãe relata que ela sempre demorou vários dias para</p><p>evacuar e que as fezes eram sempre ressecadas, porém, nos últimos dias as fezes são</p><p>líquidas, volumosas e sem sangramento, e que vem acontecendo cerca de 5 a 6</p><p>episódios por dia. Ela disse ainda que a menina está bastante irritada, não aceita a</p><p>dieta e apresentou 1 episódio de vômito há poucas horas. Perguntei se ela estava</p><p>urinando bem, mas a mãe não soube informar.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Conhecer as principais características da diarreia e constipação;</p><p>● Discutir sobre principais causas de diarreia e constipação na infância.</p><p>ETAPA 2</p><p>Ao examinar a pequena Sophia, percebo que ela está com os olhos encovados,</p><p>a boca seca, praticamente sem saliva e não apresenta lágrimas mesmo permanecendo</p><p>chorosa durante o exame físico. Extremidades com tempo de enchimento capilar de 4</p><p>segundos e sem edemas.</p><p>No final da avaliação física, eu informei à mãe que Sophia apresentava sinal da</p><p>prega lentificada e turgor pastoso da pele e que por isso iria iniciar administração de</p><p>soro reidratante oral (SRO) ainda na UBS.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Nas habilidades de comunicação, evitar o uso de termos técnicos ao</p><p>transmitir informações a leigos;</p><p>● Chamar a atenção para os sinais de desidratação e possíveis causas;</p><p>● Enfatizar que a constituição do SRO precisa de sódio e glicose, devido a</p><p>absorção por transporte transepitelial. A proteína de transporte tem receptor</p><p>conjunto para sódio e glicose, levando água.</p><p>MANEJO DO PACIENTE COM DIARREIA</p><p>47</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>ETAPA 3</p><p>Após início da terapia, Sophia foi apresentando cada vez mais dificuldade em</p><p>ingerir o SRO e evoluindo com quadro de letargia. Nesse momento, optei por</p><p>encaminhá-la à UPA para realização de exames e instituição de tratamento apropriado.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Discutir o processo de investigação das diarreias;</p><p>● Classificação do estado de hidratação e definição do plano de hidratação;</p><p>● Discutir sobre o transporte de pacientes graves;</p><p>● Discutir o plano C para tratamento de desidratação grave em unidade</p><p>hospitalar.</p><p>48</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Doenças inflamatórias intestinais.</p><p>● Palestra 2: Discutir a síndrome do intestino irritável.</p><p>TIC:</p><p>● Desidratação.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento: 01 de março de 2017. Disponível em:</p><p>https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf</p><p>● Manejo do paciente com Diarreia. Disponível em:</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dda/publicacoes/manejo-do-pacient</p><p>e-com-diarreia-cartaz/view. Acesso em 1 de maio de 2023.</p><p>● CAMPOS Jr, D; LOPES, F A. Tratado de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª Ed.</p><p>Editora Manole, 2021.</p><p>6.15. SEMANA 15: Que calor é esse?</p><p>Saúde do Adulto e do Idoso</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Discutir o diagnóstico e manejo clínico dos distúrbios da tireoide;</p><p>● Abordar o diagnóstico e conduta em anomalias palpáveis da tireoide;</p><p>● Compreender a etiologia, fisiopatologia e manifestações clínicas do paciente</p><p>com tireotoxicose;</p><p>● Abordar o tratamento do paciente com tireotoxicose;</p><p>● Abordar a propedêutica para doenças da tireoide;</p><p>● Diferenciar tireotoxicose de crise tireotóxica;</p><p>● Discutir as condições mais prevalentes que cursam com tireotoxicose;</p><p>● Definir hipotireoidismo subclínico.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Discutir sobre a etiologia, fisiopatologia, apresentação clínica e manejo do</p><p>paciente com tireotoxicose;</p><p>49</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dda/publicacoes/manejo-do-paciente-com-diarreia-cartaz/view</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dda/publicacoes/manejo-do-paciente-com-diarreia-cartaz/view</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Compreender e diferenciar conceitos importantes relacionados ao tema</p><p>(tireotoxicose versus hipertireoidismo versus tireoidite versus crise tireotóxica);</p><p>● Propor um plano de cuidados para o paciente com tireotoxicose.</p><p>Cenário: Sala de gravação do podcast - #tádeclinicagem</p><p>Narrador: Eduardo, estudante de medicina do 6º ano</p><p>Sujeito: Mônica, estudante de medicina do 6º ano</p><p>Condição socioeconômica: Classe B</p><p>ETAPA 1</p><p>Eduardo: Boa noite, pessoal! Começamos mais um podcast “Tá de Clinicagem”</p><p>do grupo AFYA. Hoje, teremos um tema mais do que especial, não é mesmo Mônica?</p><p>Mônica: Boa noite, Eduardo! Hoje o tema está quente! Está tão quente que vou</p><p>lançar logo três cenários:</p><p>Cenário 1: T.D.Q., 39 anos, sexo feminino, procurou três médicos no último mês</p><p>referindo dor no pescoço, falta de sono e nervosismo. Perdeu 5kg, sem mudança na</p><p>alimentação. Disse que tem que ficar no ar-condicionado 24 horas por dia. Ela só</p><p>lembra de ter apresentado sintomas de gripe há um</p><p>mês.</p><p>Cenário 2: D.B.G., 45 anos, feminino, percebeu aumento de volume cervical no</p><p>último mês, porém, indolor. Nota que treme as mãos quando pega um copo e</p><p>percebe que seus olhos estão ficando mais esbugalhados.</p><p>Cenário 3: B.M.T., 75 anos, masculino, há um mês vem apresentando muita</p><p>tristeza. Não consegue nem se levantar da cama. Hoje internou no hospital por</p><p>palpitações e disseram que estava com fibrilação atrial.</p><p>Eduardo: O que será que essas pessoas têm em comum?</p><p>Mônica: Vou deixar agora que nossos ouvintes comentem sobre as principais</p><p>hipóteses diagnósticas e manejo clínico no feed. É com vocês, pessoal!</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● A narrativa foi pensada para que se aborde no final o diagnóstico de</p><p>tireotoxicose;</p><p>● Diferenciar os seguintes conceitos: tireotoxicose, hipertiroidismo, tireoidite e</p><p>crise tireotóxica;</p><p>● Diferenciar quadro clínico das condições mais prevalentes que cursam com</p><p>tireotoxicose;</p><p>● Atentar para alguns sinais de alerta presentes na narrativa:</p><p>○ Cenário 1: Presença de dor cervical, favorece diagnóstico de Tiroidite</p><p>de De Quervain;</p><p>○ Cenário 2: Aumento de volume cervical indolor e exoftalmia favorecem</p><p>diagnóstico de Doença de Graves;</p><p>○ Cenário 3: Apatia e fibrilação fazem parte da apresentação clínica do</p><p>hipertiroidismo apático do idoso.</p><p>● Relembrar a fisiopatologia das condições mais prevalentes que cursam com</p><p>tireotoxicose e as repercussões desta condição no ser humano.</p><p>50</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>ETAPA 2</p><p>Eduardo: Mônica, nosso podcast continua muito quente! Nós recebemos mais</p><p>de mil comentários!</p><p>Mônica: Eduardo, que tal mantermos o suspense ainda? Vamos fazer um desafio</p><p>com eles? Vou pedir que eles relacionem os seguintes conjuntos de exame</p><p>laboratoriais com os cenários que mostramos a eles:</p><p>Grupo de exames 1: TSH 1000</p><p>Anti-Tg: 23</p><p>Grupo de exames 5: TSH 0,2 mU/L; T4 livre: 0,4 μg/dL. Anti-TPO: 30; Anti-Tg:</p><p>15</p><p>Grupo de exames 6: TSH</p><p>bem, precisei mais uma vez ir</p><p>com ele para o Hospital da Polícia Militar. Dessa vez ele não está conseguindo dar</p><p>cinco passos sem pedir ajuda. Nos últimos meses tem ficado muito cansado, sem falar</p><p>54</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>https://www.endocrino.org.br/media/uploads/abem2013/abem_57-3.pdf</p><p>https://drcarlosrey.blogspot.com/2017/01/cintilografia-de-tireoide.html</p><p>https://radiopaedia.org/</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>na tosse que tem ficado cada vez pior e mais frequente, não tem respondido à</p><p>nebulização e com muita dificuldade até mesmo para tomar banho.</p><p>Vocês nem podem imaginar o quanto meu velho é teimoso, não toma o seu</p><p>remédio da hipertensão, insiste em fazer esforços sozinho e, hoje pela manhã,</p><p>desmaiou novamente no quarto quando foi tentar mudar o sofá de lugar.</p><p>Pensei que ele iria melhorar desse cansaço depois que parou de fumar, afinal,</p><p>foram mais de 40 anos fumando mais de duas carteiras de cigarro, mas o quadro só</p><p>vem piorando. Deus ajude que ele tome consciência de que não pode fazer essas</p><p>coisas e tome seu remédio. Quero levá-lo de novo para casa.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● A narrativa foi pensada para discutir as principais causas de dispneia no</p><p>adulto, dando enfoque para a diferenciação das etiologias cardíacas e</p><p>pulmonares;</p><p>● É importante que o aluno consiga caracterizar a classificação funcional NYHA;</p><p>● A síncope aponta para inabilidade do ventrículo direito em aumentar de</p><p>maneira satisfatória o débito cardíaco, conforme necessário para atividade</p><p>física;</p><p>● Discutir as consequências do tabagismo crônico e exposição ocupacional;</p><p>● Caracterizar a abordagem do paciente dispneico.</p><p>ETAPA 2</p><p>Ao examinar papai, o médico observou que suas pernas estavam muito</p><p>inchadas, as veias do pescoço distendidas e o seu fígado estava crescido. Fiquei mais</p><p>assustado quando ele me disse que tinha uma “zuada” diferente ao escutar o coração</p><p>dele e que isso poderia ser um comprometimento do lado direito do coração dele, e</p><p>seu pulmão estava sibilando e saturando 89%.</p><p>Então, Perguntei ao doutor o que era esse negócio de saturando 89% e ele me</p><p>disse que era a oxigenação do sangue que não estava boa. Fiquei mais preocupado</p><p>ainda e novamente perguntei ao doutor o que será que levou a estas alterações e ele</p><p>me disse que precisaria fazer alguns exames para esclarecer essas alterações, todos</p><p>descritos abaixo:</p><p>55</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Fonte:https://static.wixstatic.com/media/3b7f8b_654dcf21f68744e3899639498f75fa87~mv2.jpg/v1/fill/</p><p>w_551,h_759,al_c,q_90/3b7f8b_654dcf21f68744e3899639498f75fa87~mv2.webp</p><p>Fonte: Goldman-Cecil Medicina, volume 2, 25 ed., 2018.</p><p>56</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia. Acesso em</p><p>https://www.jornaldepneumologia.com.br/details/147/pt-BR/radiograma-de-torax-e-tomografia-comput</p><p>adorizada-na-avaliacao-do-enfisema-pulmonar</p><p>Descrição dos achados para o professor: Pulmões hiperinsuflados, retificação dos diafragmas, aumento</p><p>do espaço retroesternal, coração verticalizado.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● O quadro ilustra um paciente com cor pulmonale, tendo como base Doença</p><p>Pulmonar Obstrutiva Crônica. É importante que o tutor aponte as principais</p><p>complicações da DPOC;</p><p>● As alterações do exame físico sugerem hipertensão pulmonar, com sinais de</p><p>comprometimento funcional do ventrículo direito. A ausculta cardíaca alterada</p><p>se caracterizaria por hiperfonese da segunda bulha (que reflete elevadas</p><p>pressões pulmonares) que por sua vez aumenta a força de fechamento da</p><p>válvula pulmonar) e a possibilidade de galope de terceira bulha e sinais de</p><p>insuficiência tricúspide e pulmonar;</p><p>● A radiografia de tórax destaca a doença de base demonstrando a</p><p>hiperinsuflação pulmonar, retificação da cúpula diafragmática e aumento do</p><p>diâmetro anteroposterior. Pode ser evidenciado dilatação de artérias</p><p>pulmonares proximais com amputação ou conização da vasculatura pulmonar;</p><p>● O eletrocardiograma demonstra ritmo sinusal, desvio do eixo para direita e</p><p>hipertrofia ventricular direita com padrão de sobrecarga de pressão;</p><p>● Atentar para os riscos da correção da hipoxemia no paciente com</p><p>pneumopatia crônica.</p><p>ETAPA 3</p><p>Papai ficou em observação por umas 12 horas, melhorou e já estamos em casa.</p><p>Papai eventualmente faz uso do oxigênio e agora precisamos deixar um cilindro no</p><p>quarto. Ele está muito instável, ora mais cansado, ora com alguma melhora, mesmo</p><p>depois que foi introduzido o diurético pela manhã.</p><p>Fico preocupado o tempo todo, pensando na possibilidade de outras</p><p>exacerbações. Estamos discutindo na família a questão dos cuidados paliativos que o</p><p>médico recomendou pra gente.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Discutir o tratamento de manutenção da doença pulmonar obstrutiva crônica;</p><p>● Compreender as etiologias da hipertensão pulmonar;</p><p>● Discutir a inclusão dos cuidados paliativos na abordagem ao paciente idoso</p><p>com doença grave (diretivas orientadas de vontade, medidas de conforto,</p><p>etc);</p><p>● Citar o estadiamento de GOLD, classificação de mMRC e CAT.</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Discutir doenças pulmonares obstrutivas e restritivas.</p><p>● Palestra 2: Abordar a fisiopatologia e tratamento da insuficiência cardíaca.</p><p>TIC:</p><p>● Pneumoconioses.</p><p>57</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>https://www.jornaldepneumologia.com.br/details/147/pt-BR/radiograma-de-torax-e-tomografia-computadorizada-na-avaliacao-do-enfisema-pulmonar</p><p>https://www.jornaldepneumologia.com.br/details/147/pt-BR/radiograma-de-torax-e-tomografia-computadorizada-na-avaliacao-do-enfisema-pulmonar</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● https://www.dynamed.com/approach-to/dyspnea-approach-to-the-patient</p><p>6.17. SEMANA 17: Meu coração tem um som diferente.</p><p>Saúde do Adulto e do Idoso</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Rever a anatomia e fisiologia das válvulas cardíacas;</p><p>● Rever a propedêutica para as valvopatias, desde anamnese, exame físico e</p><p>exames complementares;</p><p>● Discutir o diagnóstico das valvopatias: regurgitação e estenose mitral,</p><p>regurgitação e estenose aórtica;</p><p>● Compreender as condições clínicas para solicitação de ecocardiograma;</p><p>● Planejar o manejo clínico e tratamento das valvopatias;</p><p>● Discutir a associação das valvopatias com Endocardite Infecciosa (EI);</p><p>● Relacionar os possíveis agentes etiológicos da EI;</p><p>● Descrever como é feito o diagnóstico da EI, enfatizando os critérios de Duke;</p><p>● Descrever o plano terapêutico empírico para EI.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Discutir o diagnóstico das valvopatias, regurgitação e estenose mitral,</p><p>regurgitação e estenose aórtica;</p><p>● Compreender as condições clínicas para solicitação de ecocardiograma;</p><p>● Rever a ausculta cardíaca associada as valvopatias;</p><p>● Discutir o diagnóstico e manejo clínico das valvopatias.</p><p>Cenário: Discussão de casos clínicos na UTI</p><p>Narrador: Astrogildo, Interno</p><p>Sujeito: Fúlvio, 18 anos, solteiro</p><p>Condição socioeconômica: Classe B</p><p>ETAPA 1</p><p>Edson apresentou aos colegas de rodízio do internato médico e ao professor, o</p><p>caso da semana. Pensou muito como a discussão poderia ser produtiva e decidiu</p><p>apresentar o caso de Fúlvio, 18 anos, internado no leito 1 da UTI do Hospital Geral de</p><p>Taubaté/SP. Então, vamos aos dois casos:</p><p>1º caso: Um homem de 78 anos de idade consulta-se com seu médico de</p><p>família queixando-se de dispneia ao esforço físico com piora progressiva nos últimos</p><p>dois meses. Ele começa por reconhecer que necessita recuperar o fôlego quando</p><p>cuida de seu jardim e que, atualmente, não consegue subir as escadas de sua casa</p><p>sem</p><p>ter de parar. Seu exame físico revelou um sopro sistólico alto na borda esternal</p><p>superior direita, irradiando aos vasos da carótida. De acordo com sua esposa, em</p><p>consulta há alguns anos, o médico havia escutado um “som diferente” que necessitava</p><p>de investigação, porém o marido não procurou assistência médica.</p><p>2º caso: Homem de 45 anos, natural de Brumadinho – MG, procura assistência</p><p>médica referindo febre e artralgia. Relata ter iniciado há 6 meses com quadro de</p><p>artralgia difusa, associada à fadiga, hiporexia, astenia, e perda de peso. Além disso,</p><p>58</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>queixou dispneia aos esforços com caráter progressivo, atualmente em classe funcional</p><p>III da NYHA, com palpitações. Informou também estar apresentando febre vespertina,</p><p>com picos febris isolados no último mês. Ao exame: Paciente emagrecido, hipocorado,</p><p>levemente taquipneico, com sopro holossitólico IV/VI na região apical, precedido por</p><p>um estalido mesossistólico. O sopro irradiava para borda esternal e região</p><p>infraescapular. Manobra de Rivero Carvalho foi negativa.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● O 1º caso é estenose de valva aórtica e o 2º é prolapso de válvula mitral com</p><p>endocardite bacteriana;</p><p>● Ressaltar, em ambos, a importância da história da doença e o exame físico do</p><p>paciente, pois o exame físico é a mais importante ferramenta de rastreamento</p><p>de valvopatia cardíaca;</p><p>● Rever a anatomia e fisiologia das válvulas cardíacas.</p><p>ETAPA 2</p><p>Renato apresentou o algoritmo para diagnostico anatômico e etiológico, e</p><p>conduta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2020) para subsidiar as discussões dos</p><p>dois casos e fez a seguinte pergunta: Qual seria o desfecho para os pacientes dos dois</p><p>casos aplicando esse algoritmo, baseado nas evidências científicas?</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Realizar a discussão dos dois casos usando o algoritmo;</p><p>● Aqui orientar sobre qual a melhor conduta diagnóstica e baseada em</p><p>evidências científicas.</p><p>ETAPA 3</p><p>Caso 1</p><p>59</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Resultado descritivo:</p><p>Ao: 28mm AE: 35mm DDFVE: 56mm DSFVE: 40mm;</p><p>Sinais de hipertrofia ventricular esquerda moderada a importante;</p><p>Válvula aórtica com espessamento difuso de seus folhetos, com restrição à</p><p>abertura;</p><p>Grad. Médio 41mmHg; Área Valvar 1.1;</p><p>● Ecocardiografia transtorácica (incluindo Doppler): gradiente de pressão aórtica</p><p>elevado; medição da área da valva e função de ejeção ventricular esquerda</p><p>● Eletrocardiograma (ECG): pode demonstrar hipertrofia ventricular esquerda e</p><p>ausência de ondas Q, bloqueio atrioventricular, hemibloqueio ou bloqueio do</p><p>ramo</p><p>60</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Caso 2:</p><p>Paciente foi internado para investigação e o ecocardiograma transtorácico à</p><p>admissão hospitalar revelou os achados a seguir.</p><p>Imagem 1: Ecocardiograma transtorácico no corte apical</p><p>61</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Imagem 2: Ecocardiograma transtorácico corte paraesternal, eixo curto</p><p>Imagem 3: Printscreen de vídeo/ecocardiograma transtorácico com doppler colorido</p><p>● Hemoculturas: foram positivas para Streptococcus gordonnii, preenchendo os</p><p>critérios de Duke com endocardite bacteriana.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Discutir sobre estenose aórtica (EA), muitas vezes diagnosticado na fase</p><p>subclínica, enquanto está sendo investigado um sopro detectado durante o</p><p>exame físico, até mesmo em pacientes assintomáticos;</p><p>● Fazer anamnese minuciosa para determinar se o paciente alterou seus hábitos</p><p>em resposta ao lento agravamento da estenose;</p><p>● Atentar para queixas de tolerância reduzida ao exercício, dispneia ao esforço</p><p>físico, dor torácica por esforço (angina), síncope ou pré-síncope e sintomas de</p><p>insuficiência cardíaca;</p><p>● Um exame cardíaco completo, incluindo palpação precordial, ausculta com</p><p>atenção a sopros e som de fechamento aórtico, bem como avaliação de</p><p>pulsação arterial e venosa, é essencial para ocasionar uma suspeita clínica de</p><p>EA.</p><p>● Discutir diagnóstico e achados imagenológicos de prolapso de valva mitral</p><p>(PVM).</p><p>Palestras:</p><p>62</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Palestra 1: Discutir o diagnóstico das valvopatias: regurgitação e estenose</p><p>mitral, regurgitação e estenose aórtica.</p><p>● Palestra 2: Discutir o diagnóstico e manejo da endocardite infecciosa.</p><p>TIC:</p><p>● Ecocardiograma.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● Diretrizes de Valvopatias da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2020.</p><p>● GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. [Digite o Local da Editora]:</p><p>Grupo GEN, 2022. E-book. ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 03 mai.</p><p>2023.</p><p>7. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO</p><p>ESTUDANTE</p><p>A avaliação do estudante de Medicina envolve as dimensões do saber, saber</p><p>fazer, saber ser e saber conviver durante a graduação, a fim de bem exercer a profissão</p><p>médica.</p><p>Avaliar essas dimensões na formação dos futuros médicos significa verificar não</p><p>apenas se assimilaram os conhecimentos, mas sim, quanto e como os mobilizam para</p><p>resolver situações-problema, reais ou simuladas, e se desenvolveram as habilidades e</p><p>atitudes necessárias, relacionadas com o exercício profissional.</p><p>Coerente com a metodologia de ensino empregada no curso de Medicina, a</p><p>avaliação do desempenho acadêmico é periódica e sistemática, processual e</p><p>composta de procedimentos e instrumentos diversificados, incidindo todos os</p><p>aspectos relevantes: conhecimentos, habilidades e atitudes trabalhados e a construção</p><p>das competências profissionais.</p><p>Neste contexto, o processo de avaliação verificará o progresso do estudante,</p><p>apontando as debilidades e as potencialidades dos estudantes nas áreas avaliadas,</p><p>com a finalidade diagnóstica, formativa e somativa, oportunizando ao estudante</p><p>elementos para buscar a sua formação em um processo de ação-reflexão-ação.</p><p>A avaliação da (e para a) aprendizagem pressupõe aplicação de métodos e</p><p>técnicas avaliativas para acompanhar o desenvolvimento cognitivo, habilidades e</p><p>atitudes, além da finalidade somativa. (Miller, 1976).</p><p>Figura 1: Pirâmide de Miller e tipos de avaliação</p><p>63</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>De acordo com Collares (2019), para avaliar as habilidades comportamentais</p><p>complexas devemos inverter a pirâmide de Miller (figura 2), pois a maioria dos testes</p><p>utilizados não avaliam as competências Profissionais preconizadas para o século XXI.</p><p>Figura 2: Pirâmide de Miller invertida para avaliação de habilidades complexas</p><p>Desta forma, o sistema de avaliação do estudante deverá ter:</p><p>● Validade;</p><p>● Fidedignidade;</p><p>● Viabilidade;</p><p>● Equivalência;</p><p>● Impacto educacional;</p><p>● Aceitabilidade.</p><p>A avaliação será processual e multimétodos, superando a dicotomia entre a</p><p>avaliação formativa e somativa, para promover a aprendizagem significativa.</p><p>Aplicar-se-á a proposição de Philippe Perrenoud, que considera “como formativa toda</p><p>prática de avaliação contínua que pretenda contribuir para melhorar as aprendizagens</p><p>em curso”, desta forma, o feedback será feito ao estudante sobre os erros e acertos de</p><p>seu desempenho em todos os tipos de avaliação aplicados, permitindo ao aluno a</p><p>reflexão sobre as suas necessidades</p><p>para melhorar a sua aprendizagem.</p><p>7.1. COMPOSIÇÃO DA NOTA</p><p>CI I, II e III TIPO DE AVALIAÇÃO PONTOS OBSERVAÇÕES</p><p>64</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>CONHECIMENT</p><p>OS,</p><p>HABILIDADES E</p><p>ATITUDES</p><p>Teste de progresso</p><p>institucional 10</p><p>N1 específica 15</p><p>Integradora 25</p><p>Não programada 5</p><p>Duas vezes: 2,5 pontos, cada.</p><p>Sugestão: avaliação, mapa</p><p>conceitual.</p><p>TIC 5 Duas parciais: 2,5 pontos, cada.</p><p>OSCE 20 Uma vez, no final. Conhecimentos</p><p>aplicados em habilidades e atitudes.</p><p>Avaliação observada no</p><p>ambiente de prática (AOAP) 10 Instrumento de avaliação no</p><p>CANVAS.</p><p>MARC 10</p><p>Duas parciais: 5 pontos, cada.</p><p>Instrumento de avaliação no</p><p>CANVAS.</p><p>TOTAL 100 Média: 70 pontos</p><p>*OSCE/OSPE integrado: HAM, Clínica Cirúrgica e Clínica Integrada</p><p>7.2. SISTEMA DE PROMOÇÃO</p><p>● É aprovado no módulo o estudante com média final igual ou superior a 70</p><p>(setenta) pontos e frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento);</p><p>● É reprovado no módulo o estudante com média final inferior a 70 (setenta)</p><p>pontos e/ou frequência inferior a 75% (setenta e cinco por cento);</p><p>● Para os eixos de Clínicas Integradas não são previstos os regimes de exame</p><p>especial e/ou dependência.</p><p>8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>8.1. BIBLIOGRAFIA BÁSICA</p><p>● BEREK, J. S. (Ed.). Berek & Novak: tratado de ginecologia. 15. ed. Rio de Janeiro: Guanabara</p><p>Koogan, 2014.</p><p>● CABRAL, A. C. V. (Ed.). Fundamentos e prática em obstetrícia. São Paulo: Atheneu, 2009.</p><p>● CAMPOS Jr, D; LOPES, F A. Tratado de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª Ed.</p><p>Editora Manole, 2021.</p><p>● FAUCI, A. S. et al. Medicina Interna de Harrison. 18. ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 2013. 2</p><p>vols.</p><p>● GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. Grupo GEN, 2022. E-book.</p><p>ISBN 9788595159297. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595159297/. Acesso em: 03 mai. 2023.</p><p>● JUNIOR, Carlos Fernando de M. Radiologia Básica. Thieme Brazil, 2016. E-book. ISBN</p><p>9788567661469. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788567661469/. Acesso em: 02 mai.</p><p>2023.LASMAR, Ricardo B. Tratado de Ginecologia. Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN</p><p>9788527732406. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527732406/. Acesso em: 03 mai. 2023.</p><p>65</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● RAMOS, Luiz R.; CENDOROGLO, Maysa S. Guia de Geriatria e Gerontologia. Ed. Manole, 2011.</p><p>E-book. ISBN 9788520451908. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451908/. Acesso em: 03 mai. 2023.</p><p>8.2. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR</p><p>● BARACAT, Edmund Chada (Ed.) et al. Ginecologia baseada em casos clínicos. São Paulo:</p><p>Manole, 2013. 1 recurso online. ISBN 9788520437971. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 19 set. 2017.</p><p>● BITENCOURT, Almir. Atlas de Diagnóstico por Imagem de Mama. Grupo GEN, página 36, 2018.</p><p>E-book. ISBN 9788595152076. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595152076/. Acesso em: 26 abr. 2023.</p><p>● DECHERNEY, Alan H. et al. Current: ginecologia e obstetrícia: diagnóstico e tratamento. 11. ed.</p><p>Porto Alegre: ArtMed, 2015. 1 recurso online. ISBN 9788580553246. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 19 set. 2017.</p><p>● Global initiative for asthma – GINA 2022, disponível em:</p><p>https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2022/07/GINA-Main-Report-2022-FINAL-22-07-01-W</p><p>MS.pdf. Acesso em 08 de abril de 2023.</p><p>● JUNIOR, Carlos Fernando de M. Radiologia Básica. Thieme Brazil, página 118, 2016. E-book.</p><p>ISBN 9788567661469. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788567661469/. Acesso em: 25 abr. 2023.</p><p>● KAMAYA, Aya. Diagnostico por Ultrassom: Abdome e Pelve. Grupo GEN, , página 824, 2018.</p><p>E-book. ISBN 9788595154254. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595154254/. Acesso em: 25 abr. 2023.</p><p>● LAGO, Patrícia Miranda do et al. Pediatria baseada em evidências. São Paulo: Manole, 2016. 1</p><p>recurso online. ISBN 9788520447017. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 19 set. 2017.</p><p>● LOPES, Antônio Carlos. Tratado de clínica médica. 3. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015. 1 recurso</p><p>online. ISBN 978-85-277-2832-4. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 19 set.</p><p>2017.</p><p>● RODRIGUES, Luciana Silva. Diagnostico em pediatria. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.</p><p>1 recurso online. ISBN 978-85-277-1999-5. Disponível em:</p><p>. Acesso em: 19 set. 2017.</p><p>● SATO, Emilia Inoue. AT/DT - Atualização Terapêutica de Felício Cintra do Prado, Jairo de</p><p>Almeida Ramos, José Ribeiro do Valle, 26th edição. Artes Médicas, 2018. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536702698/. Acesso em agosto de</p><p>2018.</p><p>● SBIM – Sociedade Brasileira de Imunizações. https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao.</p><p>Acesso em 03 de maio de 2023.</p><p>● SILVA, Luiz C C.; HETZEL, Jorge L.; FELICETTI, José C.; et al. Pneumologia. Grupo A, 2012.</p><p>E-book. ISBN9788536326757. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536326757/. Acesso em: 03 mai. 2023.</p><p>● TOY, Eugene C.; PATLAN JR, John T. Casos clínicos em medicina interna. 4.ed. Porto Alegre:</p><p>ArtMed, 2013. ISBN 9788580552799. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788580552799. Acesso em: 19 set. 2017.</p><p>66</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2022/07/GINA-Main-Report-2022-FINAL-22-07-01-WMS.pdf</p><p>https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2022/07/GINA-Main-Report-2022-FINAL-22-07-01-WMS.pdf</p><p>https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>9. ANEXOS</p><p>9.1. ANEXO I – MÉTODO DE APRENDIZADO POR RACIOCÍNIO CLÍNICO</p><p>(MARC)</p><p>MARC | MÉTODO DOS 16 PASSOS</p><p>DIA 1</p><p>1ª</p><p>Etapa</p><p>Passo 1 Leitura da primeira parte do problema, elucidação de termos</p><p>desconhecidos e levantamento das palavras chaves.</p><p>Passo 2 Levantamento das questões do problema.</p><p>Passo 3</p><p>Com os dados apresentados até o momento, verificar o que fazer: é</p><p>possível se apropriar do problema do paciente? Elaborar mapas</p><p>conceituais. Resgate do conhecimento prévio.</p><p>2ª</p><p>Etapa</p><p>Passo 4 Leitura da segunda parte do problema e correlacionar com o mapa</p><p>conceitual.</p><p>Passo 5 Realizar 1ª síntese do problema (1ª síntese-provisória). SO (SOAP).</p><p>Passo 6 Elaborar a lista de problemas e busca de evidências concretas. A</p><p>(SOAP).</p><p>Passo 7 Quais são as ações do plano a serem desenvolvidas para a condução</p><p>do problema do paciente? P (SOAP).</p><p>Passo 8 Estabelecer os objetivos de estudo.</p><p>Passo 9 Socialização dos objetivos de estudo entre os grupos.</p><p>Passo 10 Estudo individual.</p><p>Dia 2</p><p>2ª</p><p>Etapa Passo 11 Compartilhar conhecimentos adquiridos no estudo individual com o</p><p>grupo (mapas conceituais etc.).</p><p>3ª</p><p>Etapa</p><p>Passo 12 Leitura da terceira parte do problema e identificação do desfecho.</p><p>Passo 13 Discussão e correlação dos problemas listados no passo 6 e ações do</p><p>passo 7 com o desfecho apresentado no passo 11.</p><p>Passo 14 Manejo do paciente através do plano terapêutico singular (PTS).</p><p>Passo 15</p><p>Reflexão sobre a resolução do problema – integração e correlação das</p><p>discussões com a teoria e levantamento das necessidades de</p><p>aprendizagem.</p><p>Passo 16 Avaliação.</p><p>ATRIBUIÇÕES DO TUTOR</p><p>1. Ter conhecimento do Currículo e das metodologias aplicadas no curso;</p><p>2. Compreender e analisar as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN);</p><p>3. Ter conhecimento dos objetivos do ano que atua;</p><p>4. Conhecer a estrutura de apoio aos estudantes nos módulos</p><p>e no curso;</p><p>5. Conhecer os princípios e métodos de avaliação;</p><p>6. Ser um bom mediador da aprendizagem, individual e coletiva;</p><p>67</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>7. Promover um pensamento crítico;</p><p>8. Saber problematizar;</p><p>9. Conhecer o conteúdo do módulo (problemas, casos, práticas, recursos, avaliação,</p><p>entre outros);</p><p>10. Encaminhar a metodologia, os passos dos grupos e o desenvolvimento pelos</p><p>estudantes;</p><p>11. Promover a discussão entre os estudantes, buscando a convergência de ideias,</p><p>sempre que possível;</p><p>12. Orientar a indicação dos coordenadores e secretários estudantes;</p><p>13. Direcionar as atividades do coordenador e do secretário;</p><p>14. Acompanhar os estudantes na definição das necessidades educacionais;</p><p>15. Promover um trabalho cooperativo e colaborativo entre os estudantes;</p><p>16. Favorecer um bom relacionamento dos estudantes entre si e com o tutor;</p><p>17. Apoiar a construção de um ambiente harmonioso para promover o aprendizado;</p><p>18. Dar feedback e saber receber as críticas;</p><p>19. Identificar os objetivos de aprendizagem que os estudantes não conseguiram</p><p>desenvolver;</p><p>20. Ministrar uma aula sobre o tema ou os temas dos problemas, conforme a</p><p>programação dos módulos;</p><p>21. Realizar as avaliações previstas no módulo;</p><p>22. Desenvolver o estudo da medicina baseado em evidências científicas.</p><p>ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR (ESTUDANTE)</p><p>1. Orientar os colegas na discussão do problema, seguindo os passos;</p><p>2. Propiciar a participação de todos e manter o foco nas discussões do problema;</p><p>3. Promover a participação de todos, evitando a monopolização ou a polarização das</p><p>discussões entre poucos membros do grupo;</p><p>4. Dar suporte às atividades do secretário;</p><p>5. Instigar a apresentação de hipóteses e o aprofundamento das discussões pelos</p><p>colegas, alicerçando-se nos conhecimentos prévios;</p><p>6. Incentivar as posições individuais, no sentido de discutir em grupo;</p><p>7. Resumir as discussões, quando pertinente;</p><p>8. Elaborar os objetivos de estudo de forma clara, objetiva e compreensiva para</p><p>todos;</p><p>9. Solicitar auxílio do professor, quando necessário;</p><p>10. Controlar o tempo para que o grupo discuta dentro do prazo estipulado para o</p><p>grupo.</p><p>ATRIBUIÇÕES DO SECRETÁRIO/RELATOR (ESTUDANTE)</p><p>1. Anotar todas as discussões e os eventos ocorridos no grupo;</p><p>2. Ser fiel às discussões ocorridas;</p><p>3. Respeitar as opiniões do grupo e evitar suas próprias opiniões ou com as quais</p><p>concorde;</p><p>4. Registrar os objetivos de aprendizagem apontados pelo grupo;</p><p>5. Anotar as discussões posteriores.</p><p>Obs: Nesse dia, a participação como membro do grupo será pontual.</p><p>68</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>SOAP | SUBJETIVO, OBJETIVO, AVALIAÇÃO E PLANO</p><p>(p)</p><p>Apresentação do(s) problema(s)</p><p>Este item pode estar separado ou incorporado ao S.</p><p>S</p><p>Informações subjetivas proporcionadas pela pessoa ou pelos demais presentes à consulta</p><p>Identificação; queixa atual; motivo da consulta; sintoma(s); diagnósticos relatados; história</p><p>familiar e social; história passada; contexto; expectativas; medos; angústias.</p><p>(r)</p><p>Em casos complexos, pode-se fazer um resumo dos aspectos principais do S, em um</p><p>parágrafo curto</p><p>Síntese do caso.</p><p>O</p><p>Informações objetivas observadas pelo profissional</p><p>Observações do profissional; aparência; afeto; achados físicos; dados do exame clínico;</p><p>exames complementares.</p><p>A</p><p>Avaliação ou lista de problemas (roll)</p><p>Inclui desde fatos, dados relevantes e sintomas até diagnóstico(s); sempre relacionar a situação</p><p>atual, o tempo de evolução e outros dados relevantes do problema; situação atual de</p><p>problema crônico; impressão do médico sobre o caso.</p><p>P</p><p>Plano(s) de manejo elaborado junto com a pessoa</p><p>Orientações; medicações; procedimentos; exames complementares; consultoria; educação e</p><p>promoção da saúde; estudo.</p><p>Fonte: Adaptado de Gusso, G. e Lopos, J.M.C. (org.). Tratado de medicina de família e comunidade:</p><p>princípios, formação e prática. – Dados eletrônicos. Porto Alegre: Artmed, 2012.</p><p>69</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>9.2. ANEXO II – INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DO MARC</p><p>ABERTURA DA NARRATIVA (MARC)</p><p>Critérios Avaliações Pts</p><p>Abertura do problema do MARC</p><p>Itens a serem analisados: Apresenta postura</p><p>ética com os colegas; Colabora com a</p><p>discussão do grupo, ajudando na</p><p>formulação de perguntas; Ajuda na</p><p>elaboração do raciocínio clínico.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando 3 ou</p><p>mais itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 item foi</p><p>alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Assiduidade do MARC</p><p>Itens a serem analisados: Pontualidade nas</p><p>atividades do MARC; Permanência em sala</p><p>de aula durante as atividades do MARC.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando os 2</p><p>itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 item foi</p><p>alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Avaliação do MAPA – MARC</p><p>Itens a serem analisados: Contempla todos</p><p>os objetivos de estudo; As palavras de</p><p>ligação estabelecem conexão com os temas</p><p>e o SOAP; Mantém desenvolvimento</p><p>hierárquico do raciocínio e relação entre as</p><p>ideias; Faz uso correto da norma culta da</p><p>língua portuguesa.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>3 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 ou 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Entrega do MAPA</p><p>Item a ser analisado: Prazo de entrega da</p><p>atividade.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando a</p><p>entrega for</p><p>dentro do</p><p>prazo</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando a</p><p>entrega for em</p><p>atraso</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando não</p><p>houve entrega</p><p>Postura e Colaboração – abertura MARC</p><p>Itens a serem analisados: Apresenta postura</p><p>ética com os colegas; Colabora com a</p><p>discussão do grupo, trazendo informações</p><p>relevantes do estudo; Participa na</p><p>construção do MAPA e SOAP.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>2 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 foi alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Total de Pontos</p><p>70</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>FECHAMENTO DA NARRATIVA (MARC)</p><p>Critérios Avaliações Pts</p><p>Fechamento do problema do MARC</p><p>Itens a serem analisados: Aborda todos os</p><p>objetivos propostos do problema,</p><p>demonstrando conhecimento do assunto e</p><p>trazendo estudo prévio com abordagem de</p><p>todos os aspectos do problema; Estabelece</p><p>uma linha de raciocínio lógico; Fez uso de</p><p>referências confiáveis, usando base de</p><p>dados e/ou fontes confiáveis em medicina</p><p>baseada em evidência (ex.: DynaMed)</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>Quando</p><p>apenas 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 item foi</p><p>alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Assiduidade do MARC</p><p>Itens a</p><p>dos módulos. A discussão deve ser incentivada pelo docente com vistas à</p><p>solução de situações-problema, particularmente por meio da utilização sistemática de</p><p>metodologias ativas, e estímulo à autoaprendizagem e à busca da solução de</p><p>questões levantadas individualmente ou nas discussões em grupo.</p><p>Os módulos de Clínica Integrada (CI) são ministrados do 6o ao 8o períodos do</p><p>curso e os conhecimentos, habilidades e atitudes são desenvolvidos em níveis</p><p>crescentes de complexidade ao longo dos períodos. Cada módulo está integrado</p><p>longitudinalmente e verticalmente entre eles e aos módulos de Habilidades e Atitudes</p><p>Médicas (HAM), de Integração Ensino-Serviço-Comunidade (IESC), e de Clínica</p><p>Cirúrgica (CC).</p><p>2. CONHECIMENTOS, HABILIDADES E</p><p>ATITUDES</p><p>● Compreender, de maneira contextualizada e voltada para a prática profissional,</p><p>o processo saúde-doença e seus determinantes;</p><p>● Aplicar os conhecimentos baseados em evidências científicas da natureza</p><p>ecobiopsicossocial subjacentes à prática médica;</p><p>● Ter raciocínio crítico-reflexivo na interpretação dos dados, na identificação da</p><p>natureza dos problemas prevalentes e no enfrentamento destes;</p><p>● Estabelecer a conduta diagnóstica e terapêutica dos agravos prevalentes no ser</p><p>humano, em todas as fases do ciclo de vida, norteados pela Medicina baseada</p><p>em evidências;</p><p>● Interpretar e proceder a análise crítica de artigos científicos em língua inglesa;</p><p>● Aprender a aprender e ter responsabilidade e compromisso com a sua</p><p>educação permanente;</p><p>● Desenvolver habilidades para a atuação em equipe multiprofissional de saúde;</p><p>4</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Aplicar, para a tomada de decisão, os princípios morais, éticos e bioéticos com</p><p>responsabilidades legais inerentes à profissão e ao estudante de Medicina.</p><p>3. EMENTA</p><p>Estudo teórico e prático, baseado nos princípios dos direitos humanos, das</p><p>pessoas com deficiência e risco social, sobre as doenças mais prevalentes em clínica</p><p>médica geral na saúde do adulto e do idoso, enfatizando a anamnese/história clínica, o</p><p>exame físico, o diagnóstico, as indicações de exames complementares e a conduta</p><p>terapêutica, destacando a atenção primária e seus aspectos preventivos. Promoção da</p><p>saúde do recém-nascido, lactente, criança e adolescente, recomendando a imunização</p><p>e nutrição adequadas, diagnosticando, tratando e orientando a prevenção das</p><p>patologias pediátricas mais frequentes. Promoção da saúde da mulher,</p><p>compreendendo o funcionamento normal do aparelho reprodutor feminino, os</p><p>aspectos preventivos, diagnósticos e terapêuticos das patologias ginecológicas.</p><p>4. OBJETIVOS DO MÓDULO</p><p>● Explicar os determinantes que interferem no processo saúde-doença no</p><p>indivíduo e na coletividade, relacionados à saúde da criança e do adolescente,</p><p>saúde da mulher, saúde do adulto e do idoso;</p><p>● Integrar e organizar os dados da história e exame clínico para elaborar</p><p>hipóteses diagnósticas fundamentadas no processo saúde-doença, no âmbito</p><p>da atenção à saúde da criança e do adolescente, saúde da mulher, saúde do</p><p>adulto e do idoso;</p><p>● Interpretar recursos complementares para confirmar ou afastar as hipóteses</p><p>elaboradas, de maneira ética, bioética e baseada em evidências, na relação</p><p>custo/efetividade, no acesso e no financiamento dos recursos, saúde da criança</p><p>e do adolescente, saúde da mulher, saúde do adulto e do idoso;</p><p>● Elaborar e executar um plano de cuidados terapêuticos considerando as</p><p>preferências do paciente, os princípios éticos, bioéticos, as evidências da</p><p>literatura, o contexto de vida do paciente e da população, no âmbito da</p><p>atenção à saúde da criança e do adolescente, saúde da mulher, saúde do adulto</p><p>e do idoso;</p><p>● Desenvolver a capacidade de buscar e analisar informações nas principais bases</p><p>de dados, aplicando a medicina baseada em evidências;</p><p>● Desenvolver a capacidade de atuar em pequenos grupos pautados em</p><p>princípios éticos e humanísticos;</p><p>● Conhecer os princípios de segurança do paciente e cuidados paliativos que</p><p>subsidiam a prática médica;</p><p>● Aplicar os princípios éticos e de biossegurança nos cenários de prática.</p><p>5. ESTRATÉGIAS DE</p><p>ENSINO-APRENDIZAGEM</p><p>O curso utiliza estratégias ancoradas em métodos ativos de</p><p>ensino-aprendizagem, preferencialmente em pequenos grupos, nos quais a motivação,</p><p>a problematização, a interdisciplinaridade e a vivência prática no sistema de saúde</p><p>permitem uma individualização da experiência educacional do aluno.</p><p>5</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Essas estratégias aplicadas no curso promovem o aprender a aprender, no qual</p><p>se desenvolve a autonomia do aprendizado e o raciocínio crítico-reflexivo, e parte-se</p><p>do conhecimento prévio sobre o tema em busca da solução dos problemas e situações</p><p>de saúde que serão enfrentadas no dia a dia da futura profissão. Além disso, as</p><p>estratégias utilizadas incentivam o desenvolvimento das habilidades de metacognição.</p><p>O outro pressuposto das metodologias ativas é o aprender fazendo, por meio</p><p>da integração teoria-prática, desde o início do curso, em todos os módulos.</p><p>Nos módulos de Clínica Integrada serão aplicadas as seguintes estratégias de</p><p>ensino-aprendizagem:</p><p>● Palestras;</p><p>● Método de aprendizado por raciocínio clínico (MARC);</p><p>● Práticas integradas;</p><p>● Tecnologias de informação e comunicação (TIC).</p><p>5.1. PALESTRAS</p><p>Serão desenvolvidas no formato de aulas dialogadas, mesas-redondas,</p><p>conferências e são exposições teóricas uni ou multiprofissionais. Os objetivos são</p><p>introduzir o estudante em uma nova área do conhecimento da qual não detenha</p><p>conhecimentos prévios ou resumir e ordenar uma área de conhecimento que os</p><p>estudantes tenham estudado, mas cuja complexidade possa ser esclarecida pela</p><p>participação de um ou mais especialistas.</p><p>PROGRAMAÇÃO DE PALESTRAS</p><p>SEMANA 1</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Discutir aspectos clínicos e epidemiológicos da síndrome metabólica.</p><p>2. Analisar as principais complicações e lesões de órgão alvo na síndrome</p><p>metabólica.</p><p>SEMANA 2</p><p>SAÚDE DA</p><p>CRIANÇA E DO</p><p>ADOLESCENTE</p><p>1. Caracterizar a desnutrição infantil e correlacionar com as carências nutricionais.</p><p>2. Fatores de riscos associados à obesidade infantil e medidas de prevenção e</p><p>intervenção terapêutica.</p><p>SEMANA 3</p><p>SAÚDE DA</p><p>MULHER</p><p>1. Discutir os distúrbios menstruais (amenorreia primária e secundária, dismenorreia</p><p>e endometriose).</p><p>2. Orientar sobre a caracterização e abordagem da síndrome dos ovários</p><p>policísticos.</p><p>SEMANA 4</p><p>SAÚDE DA</p><p>CRIANÇA E DO</p><p>ADOLESCENTE</p><p>1. Discutir o diagnóstico diferencial de doenças exantemáticas.</p><p>2. Caracterizar as dermatoses mais comuns da infância.</p><p>SEMANA 5</p><p>SAÚDE DA</p><p>MULHER</p><p>1. Métodos contraceptivos.</p><p>2. Discutir a abordagem da infertilidade.</p><p>SEMANA 6</p><p>SAÚDE DA</p><p>CRIANÇA E DO</p><p>ADOLESCENTE</p><p>1. Complicações das IVAS/ITRS.</p><p>2. Abordagem da criança com febre.</p><p>SEMANA 7</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Discutir a epidemiologia e abordagem terapêutica da PAC no adulto.</p><p>2. Discutir a epidemiologia e abordagem terapêutica da PAC na infância.</p><p>SEMANA 8</p><p>SAÚDE DA</p><p>CRIANÇA E DO</p><p>ADOLESCENTE</p><p>1. Discutir a abordagem da crise asmática na infância.</p><p>2. Discutir aspectos clínicos e epidemiológicos da bronquiolite.</p><p>SEMANA 9</p><p>SAÚDE DA</p><p>MULHER</p><p>1. Discutir o rastreamento do câncer de colo uterino.</p><p>2. Discutir a abordagem do câncer de colo uterino.</p><p>6</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>SEMANA</p><p>10</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Discutir aspectos clínicos e epidemiológicos da leishmaniose visceral e</p><p>tegumentar.</p><p>2. Discutir os diagnósticos diferenciais da adenomegalia no adulto.</p><p>SEMANA</p><p>11</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Diferenciar as hepatites virais com ênfase no diagnóstico sorológico.</p><p>2. Discutir os aspectos</p><p>serem analisados: Pontualidade nas</p><p>atividades do MARC; Permanência em sala</p><p>de aula durante as atividades do MARC.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando os 2</p><p>itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 item foi</p><p>alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Plano Terapêutico Singular (PTS)</p><p>Itens a serem analisados: O diagnóstico e</p><p>análise do PTS estão condizentes com o</p><p>caso clínico; As definições de ações e metas</p><p>estão claras no PTS; O PTS contempla as</p><p>divisões de responsabilidades; O PTS</p><p>contempla estratégias de reavaliação; O</p><p>PTS está de acordo com a linha de</p><p>raciocínio do MAPA prévio.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>3 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 ou 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Postura e Colaboração – fechamento MARC</p><p>Itens a serem analisados: Apresenta postura</p><p>ética com os colegas; Colabora com a</p><p>discussão do grupo, trazendo informações</p><p>relevantes do estudo; Participa na</p><p>construção do PTS.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>2 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 foi alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Entrega do Plano Terapêutico Singular (PTS)</p><p>Item a ser analisado: Prazo de entrega da</p><p>atividade.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando a</p><p>entrega for</p><p>dentro do</p><p>prazo</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando a</p><p>entrega for em</p><p>atraso</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando não</p><p>houve entrega</p><p>Total de Pontos</p><p>71</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>9.3. ANEXO III – INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO OBSERVADA NO AMBIENTE</p><p>DE PRÁTICA (AOAP)</p><p>COMPETÊNCIAS – CLÍNICAS INTEGRADAS</p><p>Critérios Avaliações Pts</p><p>Assistência ao paciente</p><p>Itens a serem analisados: Atendimento</p><p>humanizado; Comunicação efetiva;</p><p>Preservação no foco no paciente; Exame</p><p>clínico baseado em evidências.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>3 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 ou 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Conhecimento médico</p><p>Itens a serem analisados: Usa o</p><p>conhecimento prévio como apoio para o</p><p>raciocínio clínico; Justifica com fontes</p><p>confiáveis; Trabalha de forma colaborativa</p><p>na construção do raciocínio clínico.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>Quando</p><p>apenas 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 item foi</p><p>alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Habilidades interpessoais</p><p>Itens a serem analisados: Relação</p><p>interpessoal pautada no diálogo e empatia;</p><p>Utiliza a comunicação verbal, não verbal e</p><p>escrita compreensível para a integração</p><p>entre pessoas; Atua de maneira proativa na</p><p>resolução de conflitos; Efetua os registros</p><p>médicos consolidando a comunicação oral e</p><p>escrita de forma adequada.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>3 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 ou 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Profissionalismo</p><p>Item a ser analisado: Valores profissionais</p><p>morais; Pratica no ensino, na pesquisa, na</p><p>atenção à saúde e na relação com o outro;</p><p>Comportamentos profissionais.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>Quando</p><p>apenas 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 item foi</p><p>alcançado</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Prática baseada em sistemas</p><p>Itens a serem analisados: Organização e</p><p>dinâmica da rede de atenção; Diagnóstico</p><p>de saúde da população; Análise de risco e</p><p>vulnerabilidades; Trabalho em equipe de</p><p>saúde.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>3 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 ou 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Aprendizagem baseada na prática e em</p><p>melhorias</p><p>Itens a serem analisados: Autoavaliação e</p><p>avaliação compartilhada do conhecimento;</p><p>Manejo da informação; Atualização do</p><p>conhecimento; Tomada de decisão baseada</p><p>em evidências.</p><p>Limite: 5,0 pontos</p><p>5,0 pts</p><p>Atende</p><p>plenamente às</p><p>expectativas</p><p>quando todos</p><p>os itens foram</p><p>alcançados</p><p>3,5 pts</p><p>Atende</p><p>razoavelmente</p><p>às expectativas</p><p>quando apenas</p><p>3 itens foram</p><p>alcançados</p><p>2,0 pts</p><p>Atende de</p><p>forma</p><p>insatisfatória às</p><p>expectativas</p><p>quando apenas</p><p>1 ou 2 itens</p><p>foram</p><p>alcançados</p><p>0,0 pts</p><p>Não atende às</p><p>expectativas</p><p>quando</p><p>nenhum item</p><p>foi alcançado</p><p>Total de Pontos</p><p>72</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>9.4. ANEXO IV – MODELO DE MAPA CONCEITUAL</p><p>● É um suporte visual que facilita o ensino e aprendizagem;</p><p>● Relaciona conceitos através de termos de ligação;</p><p>● O termo de ligação deve conter verbo flexionado;</p><p>● Estrutura: conceito inicial – termo de ligação – conceito final.</p><p>Exemplo:</p><p>GRAVIDEZ</p><p>ECTÓPICA</p><p>é definida como</p><p>GRAVIDEZ FORA DA</p><p>CAVIDADE UTERINA</p><p>geralmente apresenta</p><p>SANGRAMENTO VAGINAL DOR PÉLVICA</p><p>AMENORREIA</p><p>73</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>9.5. ANEXO V – MODELO DE PLANO TERAPÊUTICO SINGULAR (PTS)</p><p>O plano terapêutico singular (PTS) abaixo é apenas um exemplo e não deve ser</p><p>encarado como um modelo a ser estritamente seguido. O principal ponto de destaque</p><p>e ́ que o PTS não deve apenas se focar na prescrição medicamentosa, mas também</p><p>deve explicitar as ações não medicamentosas e planejar como devera ́ ser o</p><p>seguimento do(a) paciente em ana ́lise.</p><p>CI II – MARC 2 da Semana 10:</p><p>Conversa entre vizinhas.</p><p>Trata-se de uma paciente do sexo feminino com quadro de transtorno depressivo</p><p>maior e tentativa de suicídio.</p><p>PTS:</p><p>● Ac ̧ões a serem realizadas imediatamente (24 a 48h)</p><p>1) Manter a paciente segura:</p><p>a) Afastar meios letais;</p><p>b) Fornecer apoio emocional e vigilância;</p><p>c) Incentivar atividades programadas;</p><p>d) Prescrição de psicofármaco para diminuir a ansiedade e a</p><p>impulsividade e para garantir a noite de sono. Uma boa opc ̧ão é</p><p>utilizar um antipsico ́tico atípico em baixas doses:</p><p>● Quetiapina 50 mg a ̀ noite e titular dose, conforme tolerabilidade e</p><p>resposta;</p><p>e) Identificar pessoas significativas para a paciente e obter seu apoio.</p><p>2) Realizar esclarecimento e apoio aos familiares:</p><p>a) Realizar escuta ativa e acolhedora das du ́vidas e angu ́stias dos</p><p>familiares e realizar psicoeducação.</p><p>● Ac ̧ões a serem realizadas no seguimento (a partir da primeira semana):</p><p>1) Monitorar e obter colaboração:</p><p>a) Incrementar e facilitar</p><p>contatos;</p><p>b) Realizar consultas frequentes e telefonemas perio ́dicos;</p><p>c) Elaborar um plano de seguranc ̧a:</p><p>● Identificar gatilhos;</p><p>● Diminuir estressores;</p><p>● Aumentar o apoio social;</p><p>● Viabilizar contatos emergenciais.</p><p>d) Repetir avaliações de risco periodicamente.</p><p>2) Manter a paciente estável:</p><p>74</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>a) Diagnosticar transtornos mentais:</p><p>● Paciente com quadro de Transtorno Depressivo Maior e risco de</p><p>suici ́dio. Como se trata de paciente com risco de suicídio, existe</p><p>indicação de acompanhamento com especialista (Psiquiatra);</p><p>● Realizar encaminhamento para um dos serviços de assistência</p><p>psiquiátrica da rede (ambulato ́rio de especialides ou CAPS);</p><p>● Manter o acompanhamento integral da paciente na atenc ̧ão básica</p><p>(observando modelo de refere ̂ncia e contrarrefere ̂ncia);</p><p>● Se a possibilidade de a paciente ser atendida por Psiquiatra</p><p>rapidamente for baixa (por dificuldade na rede de sau ́de), iniciar o</p><p>tratamento medicamentoso, ate ́ que a paciente possa ser avaliada</p><p>pelo especialista.</p><p>b) Tratamento medicamentoso:</p><p>● Prescrever um antidepressivo de primeira linha, como por</p><p>exemplo, um inibidor seletivo da recaptura de serotonina;</p><p>● Sertralina – iniciar com 50 mg/dia e progredir dose gradualmente,</p><p>conforme necessidade e tolerabilidade – máx. 200 mg/dia).</p><p>c) Tratamento não-medicamentoso:</p><p>● Encaminhar a paciente para psicoterapia. A abordagem cognitivo</p><p>comportamental e ́ a que possui mais evidências científicas que</p><p>comprovam a efica ́cia;</p><p>● Orientar práticas de atividade física;</p><p>● Lidar com estressores crônicos da paciente;</p><p>● Abordar comportamentos disfuncionais;</p><p>● Cuidar da adesa ̃o ao tratamento.</p><p>75</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>clínicos e terapêuticos da insuficiência hepática.</p><p>SEMANA</p><p>12</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Discutir a abordagem ambulatorial da dor torácica.</p><p>2. Discutir o protocolo da abordagem da dor torácica na unidade de urgência.</p><p>SEMANA</p><p>13</p><p>SAÚDE DA</p><p>MULHER</p><p>1. Discutir as afecções benignas da mama.</p><p>2. Abordar o rastreamento, aspectos clínicos e epidemiológicos do câncer de</p><p>mama.</p><p>SEMANA</p><p>14</p><p>SAÚDE DA</p><p>CRIANÇA E DO</p><p>ADOLESCENTE</p><p>1. Doenças inflamatórias intestinais.</p><p>2. Discutir a síndrome do intestino irritável.</p><p>SEMANA</p><p>15</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Abordar as características clínicas do hipotireoidismo e hipertireoidismo.</p><p>2. Abordagem aos nódulos tireoidianos (anomalias palpáveis da tireoide).</p><p>SEMANA</p><p>16</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Discutir doenças pulmonares obstrutivas e restritivas.</p><p>2. Abordar a fisiopatologia e tratamento da insuficiência cardíaca.</p><p>SEMANA</p><p>17</p><p>SAÚDE DO</p><p>ADULTO E DO</p><p>IDOSO</p><p>1. Discutir o diagnóstico das valvopatias: regurgitação e estenose mitral,</p><p>regurgitação e estenose aórtica.</p><p>2. Discutir o diagnóstico e manejo da Endocardite Infecciosa.</p><p>5.2. MÉTODO DE APRENDIZADO POR RACIOCÍNIO CLÍNICO (MARC)</p><p>É um método de aprendizado centrado no estudante e desenvolvido em</p><p>pequenos grupos, que tem uma narrativa como elemento disparador do aprendizado</p><p>e integrador do conhecimento.</p><p>O pequeno grupo será composto por 8 - 10 estudantes e o professor será o</p><p>mediador do processo de ensino-aprendizagem. A dinâmica do grupo será de acordo</p><p>com o método dos 16 passos, descritos no quadro 1.</p><p>O MARC tem duração de 3 horas-aula e é constituído por 3 etapas que se</p><p>distribuem em 2 dias. No primeiro dia, ocorrem as etapas 1 (passos 1 a 3) e 2 (passos 4</p><p>a 9). O passo 10 é o de estudos individuais e pode ser realizado em diversos cenários</p><p>de aprendizagem, tais como biblioteca, laboratórios, comunidade, palestras, entre</p><p>outros. No segundo dia, ocorrem as etapas 2 (passo 11) e 3 (passos 12 a 15). O passo</p><p>16 representa a etapa de avaliação e feedback e deve ocorrer sempre ao final de cada</p><p>um dos dias de atividades do MARC.</p><p>Quadro 1 – MARC | MÉTODO DOS 16 PASSOS</p><p>DIA 1 1ª</p><p>Etapa</p><p>Passo 1 Leitura da primeira parte do problema, elucidação de termos</p><p>desconhecidos e levantamento das palavras chaves.</p><p>7</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Passo 2 Levantamento das questões do problema.</p><p>Passo 3</p><p>Com os dados apresentados até o momento, verificar o que fazer: é</p><p>possível se apropriar do problema do paciente? Elaborar mapas</p><p>conceituais. Resgate do conhecimento prévio.</p><p>2ª</p><p>Etapa</p><p>Passo 4 Leitura da segunda parte do problema e correlacionar com o mapa</p><p>conceitual.</p><p>Passo 5 Realizar 1ª síntese do problema (1ª síntese-provisória). SO (SOAP).</p><p>Passo 6 Elaborar a lista de problemas e busca de evidências concretas. A</p><p>(SOAP).</p><p>Passo 7 Quais são as ações do plano a serem desenvolvidas para a condução</p><p>do problema do paciente? P (SOAP).</p><p>Passo 8 Estabelecer os objetivos de estudo.</p><p>Passo 9 Socialização dos objetivos de estudo entre os grupos.</p><p>Passo 10 Estudo individual.</p><p>Dia 2</p><p>2ª</p><p>Etapa Passo 11 Compartilhar conhecimentos adquiridos no estudo individual com o</p><p>grupo (mapas conceituais etc.).</p><p>3ª</p><p>Etapa</p><p>Passo 12 Leitura da terceira parte do problema e identificação do desfecho.</p><p>Passo 13 Discussão e correlação dos problemas listados no passo 6 e ações do</p><p>passo 7 com o desfecho apresentado no passo 11.</p><p>Passo 14 Manejo do paciente através do plano terapêutico singular (PTS).</p><p>Passo 15</p><p>Reflexão sobre a resolução do problema – integração e correlação das</p><p>discussões com a teoria e levantamento das necessidades de</p><p>aprendizagem.</p><p>Passo 16 Avaliação.</p><p>5.3. PRÁTICAS INTEGRADAS</p><p>São desenvolvidas em diversos cenários (simulação em saúde, laboratórios,</p><p>ambulatórios, hospitais, unidades básicas de saúde e outros equipamentos de serviços</p><p>sociais), com aplicação de diversas estratégias de ensino-aprendizagem.</p><p>As competências gerais a serem desenvolvidas nas atividades práticas são:</p><p>● Assistência ao paciente;</p><p>● Conhecimento médico;</p><p>● Habilidades interpessoais;</p><p>● Profissionalismo;</p><p>● Prática baseada em sistemas;</p><p>● Aprendizagem baseada na prática e em melhorias.</p><p>5.4. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)</p><p>8</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Considerada um dos pilares nos processos de ensino e aprendizagem, mobiliza</p><p>compreensões, saberes e habilidades específicas de diversos campos do</p><p>conhecimento. Norteada em teorias de aprendizagem significativa, trabalha os</p><p>conhecimentos de maneira relacionada aos aspectos pedagógicos e de conteúdo.</p><p>Abrange uma seleção do recurso tecnológico que melhor desenvolve os objetos</p><p>de aprendizagem, levando em conta a metodologia a ser utilizada, a faixa etária dos</p><p>estudantes e o contexto educacional no qual está inserido, e são disponibilizados</p><p>vários recursos educacionais para complementação da aprendizagem.</p><p>6. NARRATIVAS POR SEMANA</p><p>6.1. SEMANA 1: Cervejinha pode?</p><p>Saúde do Adulto e do Idoso</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Traçar as principais doenças crônicas de risco cardiovascular (DM, HAS,</p><p>Dislipidemias), empregando a estratificação desses riscos;</p><p>● Formular um plano terapêutico de um paciente com síndrome metabólica;</p><p>● Interpretar o diagnóstico clínico e laboratorial da síndrome metabólica;</p><p>● Investigar as principais lesões de órgão alvo;</p><p>● Formular estratégias para mudança do estilo de vida com enfoque nas doenças</p><p>crônicas não transmissíveis;</p><p>● Debater a atenção a saúde do trabalhador.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Discutir o diagnóstico clínico e laboratorial da síndrome metabólica;</p><p>● Conhecer a estratificação do risco cardiovascular;</p><p>● Aprender a abordar a terapêutica farmacológica e não farmacológica da</p><p>Síndrome Metabólica.</p><p>Cenário: Ambulatório de saúde do trabalhador</p><p>Narrador: Médico do SESMT (Serviço de Saúde Médica do Trabalhador)</p><p>Sujeito: Jorge, 48 anos, auxiliar de serviços gerais do Hospital Regional</p><p>Condição socioeconômica: Classe D</p><p>ETAPA 1:</p><p>Estava finalizando mais um dia de ambulatório e vi o Jorge, um senhor de 48</p><p>anos, mas que aparenta bem mais idade. Reconheci que já havia visto ele em outras</p><p>avaliações, mas observei que ele não havia comparecido nos exames periódicos e</p><p>apresentava um significativo ganho de peso. Jorge não parecia se preocupar e, de</p><p>forma meio displicente, tentava tratar com humor cada questionamento que lhe fazia:</p><p>– “Doutor, pode falar qualquer coisa, mas não tira minhas cervejinhas com torresmo do</p><p>fim de semana”. Perguntei se fazia algum exercício e ele respondeu que</p><p>“levantamento de copo e arremesso de bituca” eram os seus esportes.</p><p>A aparente tranquilidade foi embora quando pedi para ele se sentar na maca.</p><p>Nervoso, meio trêmulo, a voz já ficou embargada e parecia que não tinha muito</p><p>costume em realizar a avaliação. Ao exame, apresentava bom estado geral, obesidade</p><p>9</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>Mobile User</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>centrípeta, edema de membros inferiores +/++++ e pulsos diminuídos. PA: 160x100</p><p>mmHg em pé e sentado. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações e algo</p><p>taquicárdico. Abdome globoso, depressível e indolor, sem visceromegalias, com</p><p>circunferência abdominal de 120cm. Medindo 1,71m de altura e pesando 110 kg.</p><p>Tendo em vista o exame físico, solicitei alguns exames, dei algumas orientações e</p><p>marquei a consulta de retorno.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● A narrativa foi construída de forma que o aluno possa discutir os temas</p><p>relacionados à saúde do trabalhador, saúde do homem e as principais</p><p>políticas de rastreamento de doenças;</p><p>● Discutir as principais doenças crônicas e fatores de risco cardiovascular do</p><p>adulto;</p><p>● Reforçar a importância da atividade física e alimentação como fator protetor</p><p>de doenças crônicas (estágios motivacionais);</p><p>● Discutir a propedêutica inicial do paciente hipertenso, distinguindo a</p><p>hipertensão do jaleco branco, identificação de lesões de órgão alvo e</p><p>medidas farmacológicas e não farmacológicas;</p><p>● Discutir o impacto da obesidade, a avaliação semiológica do paciente obeso</p><p>e implicação nos fatores de risco cardiovascular;</p><p>● Estimular a discussão da estratificação de Framingham;</p><p>● Discutir estratégias para mudança do estilo de vida (combate ao sedentarismo</p><p>e cessação do estilismo e tabagismo).</p><p>ETAPA 2:</p><p>Após 15 dias, Jorge retorna bem menos brincalhão do que antes. Preocupado</p><p>com os resultados, não parecia o mesmo da última consulta. “Fiquei tão assustado que</p><p>quase não vinha, Doutor”. Tivemos uma boa conversa e, ao tranquilizá-lo, verifiquei</p><p>novamente a PA: 170 x 100mmHg. Os exames demonstravam:</p><p>HEMOGRAMA</p><p>Série Vermelha Resultado Referência</p><p>Eritrócitos 4,30</p><p>milhões/mm3</p><p>4,20 – 5,90 milhões/mm3</p><p>Hemoglobina 16,0 g/dL 12,0 – 18,0 g/dL</p><p>Hematócrito 34,2 % 38,0 – 52,0 %</p><p>Volume corpuscular médio</p><p>(VCM)</p><p>82,7 fL 80,0 – 100,0 fL</p><p>Hemoglobina corpuscular</p><p>média (HCM)</p><p>25,4 pg 28,0 – 32,0 pg</p><p>Concentração de HCM (CHCM) 29,0 g/dL 32,0 – 36,0 g/dL</p><p>RDW 15,7 % 11,6 – 16,0 %</p><p>Série Branca Resultado Referência</p><p>Leucócitos totais 100% 7.730/mm3 3.900 – 11.100/mm3</p><p>Mielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Metamielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Bastonetes 0% 0/mm3 0 – 500/mm3</p><p>Segmentados 22% 1.680/mm3 1.500 – 7.400/mm3</p><p>10</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Linfócitos 73% 5.700/mm3 1.000 – 3.500/mm3</p><p>Monócitos 3% 210/mm3 210 – 920/mm3</p><p>Eosinófilos 1% 70/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Basófilos 1% 70/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Plaquetas 102.000/mm3 150.000 – 400.000/mm3</p><p>EXAMES LABORATORIAIS</p><p>Exame Resultado Referência</p><p>Bilirrubina Total 1,2 mg/dL 0,2 – 1,1 mg/dL</p><p>Bilirrubina direta 0,2 mg/ dL</p><p>minha esposa, que tinha 41 anos.</p><p>Desde o nascimento, Aline só mamava no peito. Após o falecimento, iniciei uso</p><p>de leite de vaca e, nos últimos dias, introduzi sucos de frutas e papinhas, por conta</p><p>própria. Não tem sido fácil criar uma filha sozinho.</p><p>Hoje foi a primeira vez que Aline veio ao médico sem a mãe e preciso saber se</p><p>estou fazendo tudo certo com as vacinas, com a alimentação e se está se</p><p>desenvolvendo bem. Ela sempre foi muito esperta e ativa. Desde os dois meses de</p><p>idade que ela sorri sempre que estamos brincando e, há 1 mês, já consegue ficar</p><p>sentada com apoio. O que tem me deixado preocupado é que ela ainda não fala</p><p>nada.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Por ser uma consulta de puericultura, o médico deverá fazer uma anamnese</p><p>detalhada para entender a história do lactente (criança menor de 2 anos) –</p><p>diferenciar de recém-nascido (até 28 dias de vida);</p><p>● Apesar de se tratar de uma gestante de idade avançada, a gestação foi</p><p>tranquila e não houve intercorrências durante a gestação e/ou periparto, visto</p><p>que a criança nasceu bem;</p><p>● Discutir gravidez no extremo superior da vida reprodutiva (41 anos), possíveis</p><p>riscos perinatais e impactos sobre o crescimento e desenvolvimento infantil;</p><p>● Destacar os marcos de desenvolvimento e orientar a revisão do calendário</p><p>básico vacinal (PNI);</p><p>● O pai, por sua falta de conhecimento prévio e pela impossibilidade da</p><p>amamentação (morte materna), iniciou inadequadamente alimentação com</p><p>leite de vaca e outras fontes complementares;</p><p>● Erro alimentar: os alunos devem discutir o uso apropriado do leite materno</p><p>oferecido enquanto possível (até os 2 meses), valorizando a prática de</p><p>amamentação, além de discutir orientação pós-desmame e alimentação</p><p>complementar;</p><p>● Discutir a melhor opção para a substituição ao leite materno (fórmula</p><p>apropriada para a idade);</p><p>● Destacar as vacinas obrigatórias do PNI (Programa Nacional de Imunização).</p><p>ETAPA 2:</p><p>Dr. Leonardo, Pediatra, logo quando soube que eu dava leite de vaca para a</p><p>minha filha e viu que as vacinas estavam atrasadas me deu uma bronca que me</p><p>assustou. Ele disse que eu estava fazendo tudo errado e eu me senti um péssimo pai.</p><p>Ele não levou em conta as dificuldades que eu enfrentava.</p><p>Ele examinou minha filha e disse que ela estava pesando 10 Kg, medindo 67cm</p><p>e com o tamanho da cabeça de 43,5cm. Anotou na caderneta de saúde dela esses</p><p>valores, preencheu umas tabelas e me fez algumas perguntas sobre o que ela já tinha</p><p>aprendido a fazer e o que ainda não conseguia fazer. Então ele liberou a gente,</p><p>prescreveu vitaminas, orientou a dieta e pediu para reavaliar a Aline após 1 mês.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Avaliação do crescimento (aumento na estatura, peso e medidas da criança):</p><p>discutir quais medidas devem ser aferidas, a forma de tomar tais medidas e o</p><p>14</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>modo de registrá-las nas curvas de crescimento, destacando o risco de</p><p>obesidade visto que o peso se encontra entre o 2º e 3º DP (desvio-padrão);</p><p>● Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor normal (aquisição de novas</p><p>habilidades pela criança): discutir quais as áreas do desenvolvimento devem</p><p>ser avaliadas, e conhecer a caderneta de saúde da criança, que contém um</p><p>instrumento de avaliação do desenvolvimento;</p><p>● Discutir a necessidade de administração de vitamina A (100.000UI em dose</p><p>único entre 6 a 11 meses de vida; 200.000UI a cada 6 meses até 5 anos de</p><p>idade), Vitamina D (suplementar com 400UI/dia em menores de 1 ano e</p><p>600UI/dia em maiores de 1 ano) e Ferro (a partir do 3º mês em paciente</p><p>nascido a termo, com peso adequado para idade gestacional, com fator de</p><p>risco por ingestão de leite de vaca e dieta pobre em ferro);</p><p>● Discutir quais vacinas a criança já deveria ter tomado. Talvez o grupo já</p><p>aborde a existência de um calendário da rede particular ou o calendário</p><p>recomendado pela sociedade brasileira de pediatria;</p><p>● Discutir falha na comunicação com o pai: o estudante deverá perceber que a</p><p>forma de falar usada pelo médico atrapalhou a relação</p><p>médico-família-paciente.</p><p>ETAPA 3:</p><p>Voltei ao consultório um mês depois, como previsto. O Dr. Leonardo perguntou</p><p>se eu consegui alimentar minha filha como ele tinha orientado e eu disse que sim. Ele</p><p>voltou a medir a Aline e perguntar sobre as coisas que ele sabia e não sabia fazer. Ao</p><p>fim da consulta ele anotou de novo essas coisas na caderneta da minha filha e fez</p><p>novas orientações sobre a alimentação.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Apresentar aos alunos as cadernetas de saúde da criança (menino e menina) –</p><p>gráficos de perímetro cefálico (PC), estatura e peso, situação vacinal, marcos</p><p>do desenvolvimento;</p><p>● Treinar como preencher a caderneta de saúde e como analisar;</p><p>● Levantar a proposta de introdução alimentar e prescrição adequada de</p><p>vitaminas e minerais na elaboração do plano terapêutico.</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Caracterizar a desnutrição infantil e correlacionar com as carências</p><p>nutricionais.</p><p>● Palestra 2: Destacar os fatores de riscos associados à obesidade infantil e</p><p>orientar medidas de prevenção e intervenção terapêutica.</p><p>TIC:</p><p>● Curvas de crescimento (P/DP).</p><p>● Marcos do DNPM.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● CAMPOS Jr, D; LOPES, F A. Tratado de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª Ed.</p><p>Editora Manole, 2021.</p><p>15</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>6.3. SEMANA 3: Cadê minha menstruação?</p><p>Saúde da Mulher</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Reconhecer os distúrbios menstruais e seu manejo;</p><p>● Descrever os aspectos mais relevantes da fisiologia do ciclo menstrual;</p><p>● Distinguir as principais causas de amenorreias primárias e secundárias;</p><p>● Descrever propedêutica da amenorreia e síndrome dos ovários micro</p><p>policísticos;</p><p>● Interpretar os resultados dos principais exames complementares mais</p><p>importantes para o diagnóstico diferencial das amenorreias.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Abordar as principais causas de amenorreias primárias e secundárias;</p><p>● Abordar a propedêutica da amenorreia e síndrome dos ovários policísticos;</p><p>● Entender a fisiologia do ciclo menstrual.</p><p>Cenário: Clínica da família</p><p>Narrador: Mulher, 26 anos, bancária, solteira</p><p>Sujeito: A narradora</p><p>Condição socioeconômica: Classe C</p><p>ETAPA 1:</p><p>Hoje vou procurar a Clínica da Família próxima da minha casa, pois estou</p><p>preocupada com minhas menstruações. Tenho 26 anos, nunca fiquei grávida, e tenho</p><p>tido atrasos da menstruação há mais ou menos 6 meses, sendo que no momento</p><p>estou há 3 meses sem menstruar.</p><p>Não uso anticoncepcionais agora, mas depois de algumas relações usei pílula</p><p>do dia seguinte para não ficar muito preocupada. Desde a primeira vez que fiquei</p><p>menstruada nunca tive ciclos regulares.</p><p>Quero também uma orientação médica sobre a queda de cabelo, mais nítida na</p><p>testa, e sobre o aparecimento de espinhas no rosto, que ficaram mais intensas há 3</p><p>meses. Acho que a causa é o estresse do meu trabalho. E me preocupa também o</p><p>aparecimento de pelos grossos onde nunca tive, em torno dos mamilos, no rosto e</p><p>embaixo do umbigo. Preciso também de orientações sobre como emagrecer, pois,</p><p>estou muito acima de meu peso ideal.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● A narrativa foi pensada para que no final o aluno seja capaz de abordar as</p><p>principais causas de amenorreia;</p><p>● Identificar quais os critérios na história para classificação da amenorreia;</p><p>● Identificar os tipos e dosagens de anticoncepcionais e sua relação com o</p><p>hiperandrogenismo;</p><p>● Reconhecer os sinais clínicos relacionados ao hiperandrogenismo;</p><p>● Estabelecer a relação das acnes com o quadro apresentado;</p><p>● Identificar a relação entre a obesidade e os quadros de amenorreia</p><p>secundária.</p><p>16</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>Mobile User</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>ETAPA 2:</p><p>Na consulta, Dra. Ana, médica de família, perguntou por que demorei a</p><p>procurar ajuda. Ela realizou um exame físico minucioso e comentou sobre o aumento</p><p>de pelos. Ela me perguntou se já tentei fazer atividade física para emagrecer e eu</p><p>respondi que nos meses anteriores procurei uma academia em que o professor me</p><p>orientou a usar um suplemento alimentar para aumentar a musculatura, pois já tinha</p><p>dito que não queria usar “bomba”. Dra. Ana identificou no exame clínico crescimento</p><p>excessivo de pelos terminais em áreas não comuns das mulheres e a presença de acne,</p><p>conforme as fotos a seguir:</p><p>Perguntei à Dra. Ana sobre a necessidade de fazer alguns exames. Ela então</p><p>solicitou exame de sangue e ultrassonografia. Ao se despedir ela me pediu para</p><p>retornar assim que os exames estivessem prontos.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Reconhecer a importância de uma história e exame físico completo para</p><p>estabelecer outros achados importantes para o diagnóstico causal da</p><p>amenorreia secundária;</p><p>● Identificar as possíveis relações de suplementos alimentares para ganho de</p><p>massa muscular e o hiperandrogenismo;</p><p>● Conhecer a escala Ferriman-Gallwey, utilizada para diagnóstico do hirsutismo,</p><p>considerado presente quando o escore e ́ ≥ 8. Segue a escala:</p><p>17</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>ETAPA 3:</p><p>Duas semanas após, retornei com os resultados dos hormônios e do ultrassom.</p><p>Dra. Ana pediu então que eu fosse a um ginecologista pois a minha testosterona</p><p>estava alta e se mostrou preocupada com a ultrassonografia.</p><p>● USG Pélvica (transvaginal):</p><p>Fonte: KAMAYA, Aya. Diagnostico por Ultrassom: Abdome e Pelve. Grupo GEN, , página 824, 2018.</p><p>E-book. ISBN 9788595154254. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595154254/. Acesso em: 25 abr. 2023.</p><p>Descrição dos achados para o professor: Ovário direito de volume normal, apresentando múltiplos</p><p>folículos periféricos medindo entre 2 a 9 mm.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>18</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Atenção tem que ser dada nesta fase para os exames fundamentais para o</p><p>diagnóstico de amenorreia causada pela SOP;</p><p>● FSH e LH: em pacientes com SOP, costuma haver aumento de LH em relação</p><p>ao FSH (3:1), embora não esteja sempre presente;</p><p>● Androgênios: testosterona, testosterona livre, SHBG e SDHEA,</p><p>androstenediona, frequentemente aumentados em SOP, auxiliando no</p><p>diagnóstico;</p><p>● Além disso, alguns exames laboratoriais são necessários para descartar outras</p><p>causas de hirsutismo e irregularidade menstrual;</p><p>● Hidroxiprogesterona (17 OHP) – para descartar a hiperplasia congênita da</p><p>glândula suprarrenal que pode causar um quadro clínico semelhante à SOP;</p><p>● T3, T4, T4 livre e TSH – são hormônios ligados à tireoide e sua alteração pode</p><p>causar irregularidade menstrual, se confundindo com SOP;</p><p>● Prolactina – hormônio que está aumentado normalmente em mulheres que</p><p>estão amamentando, mas, fora desta condição, causa alterações menstruais;</p><p>● Cortisol – hormônio que, quando aumentado, pode também causar quadro</p><p>de hirsutismo;</p><p>● Testosterona sérica total e livre, dosagem de deidroepiandrosterona sérica</p><p>(DHEA-S), 17-hidroxiprogesterona sérica, prolactina sérica, hormônio</p><p>estimulante da tireoide sérico;</p><p>● Lembrar que pode haver alterações no Teste oral de tolerância à glicose e</p><p>colesterol nos pacientes que têm SOP;</p><p>● Lembrar dos critérios diagnósticos ultrassonográficos: ≥12 folículos em cada</p><p>ovário medindo de 2 a 9 mm de diâmetro e/ou volume ovariano aumentado</p><p>(>10 mL) em um ou em ambos os ovários, espessura do revestimento</p><p>endometrial > 5 a 7 mm indica um espessamento endometrial;</p><p>● Para as pacientes com SOP, os anticoncepcionais orais combinados continuam</p><p>a ser a forma mais comum de tratamento, atuando nas manifestações</p><p>androgênicas e na irregularidade menstrual;</p><p>● O uso de progestage ̂nios isolados de maneira cíclica também poderá́ ser</p><p>utilizado no tratamento da irregularidade menstrual, porém na ̃o é eficaz para</p><p>a melhora do hirsutismo;</p><p>● Podem ser usados fa ́rmacos com potencial antiandroge ̂nico como</p><p>espironolactona, acetato de ciproterona, além de medidas cosméticas para a</p><p>melhora do hirsutismo e da acne;</p><p>● Dentre os agentes insulinossensibilizadores, a metformina é o mais utilizado,</p><p>particularmente entre adolescentes com diminuic ̧ão da tolera ̂ncia à glicose ou</p><p>obesidade.</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Discutir os distúrbios menstruais incluindo amenorreia primária e</p><p>secundária, dismenorreia, bem como a endometriose.</p><p>● Palestra 2: Orientar sobre a caracterização e abordagem da síndrome dos</p><p>ovários policísticos.</p><p>TIC:</p><p>● Dismenorreia.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>19</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Escala de Ferriman-Gallwey. Disponível em:</p><p>https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5301/hirsutismo.htm#:~:text=O%20escore</p><p>%20de%20Ferriman%2DGallwey,15%2C%20%C3%A9%20classificado%20como%20leve.</p><p>Acesso em 01 de abril de 2023.</p><p>6.4. SEMANA 4: Lixa no corpo todo.</p><p>Saúde da Criança e do Adolescente</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Diferenciar e caracterizar as doenças exantemáticas;</p><p>● Revisar os agravos e os fluxos de notificação compulsória;</p><p>● Discutir o uso racional de antibióticos.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Descrever as principais doenças exantemáticas;</p><p>● Fazer diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas;</p><p>● Identificar as complicações relacionadas às doenças exantemáticas;</p><p>● Descrever o manejo dos contactantes;</p><p>● Relembrar o calendário/cartão vacinal;</p><p>● Reconhecer as doenças e agravos de notificação compulsória;</p><p>● Discutir uso racional de antibioticoterapia.</p><p>Cenário: UPA e USF</p><p>Narradora: Mãe</p><p>Sujeito: Ígor, 2 anos, masculino; e Iago, 4 anos, masculino</p><p>Condição socioeconômica: Classe C</p><p>ETAPA 1:</p><p>Já é a terceira vez que trago meu filho Ígor para consulta aqui na UPA. Ele tem 2</p><p>anos e começou com febre e enjoadinho há cinco dias. Da primeira vez que trouxe ele</p><p>aqui, a médica examinou muito bem, falou que, apesar da febre, não tinha achado</p><p>nenhuma alteração, falou que era só uma virose e mandou para casa só com receita de</p><p>dipirona. Ontem voltei aqui porque ele continuava com febre. Teve até 39 graus!</p><p>Dessa segunda vez, ele estava chorando muito no exame. Acho que até atrapalhou o</p><p>médico que estava de plantão. Foi uma consulta mais rápida e o médico disse que</p><p>meu filho estava com infecção de garganta e deu receita de amoxicilina. Comecei a</p><p>dar o remédio ontem à noite.</p><p>Hoje ele não deu febre, mas apareceu com essa lixa no corpo todo. Estou com</p><p>medo de ser alergia do remédio ou de ser sarampo, porque ouvi dizer que tem uns</p><p>casos lá no norte do país.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● O caso sugere um quadro de exantema súbito, quadro viral, mas exige</p><p>diagnóstico diferencial com outros exantemas, especialmente com</p><p>mononucleose (cuja manifestação cutânea é muito comum após início de</p><p>ampicilina/amoxicilina).</p><p>● Discutir notificação para algumas doenças exantemáticas e vacinação;</p><p>● Discutir o uso de antibioticoterapia em doenças virais;</p><p>20</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5301/hirsutismo.htm#:~:text=O%20escore%20de%20Ferriman%2DGallwey,15%2C%20%C3%A9%20classificado%20como%20leve</p><p>https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5301/hirsutismo.htm#:~:text=O%20escore%20de%20Ferriman%2DGallwey,15%2C%20%C3%A9%20classificado%20como%20leve</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Discutir diagnóstico diferencial</p><p>das doenças exantemáticas na infância,</p><p>incluindo farmacodermias;</p><p>● Reconhecer os sinais clínicos do sarampo, seus sinais de gravidade e possíveis</p><p>complicações;</p><p>● Discutir o calendário vacinal básico, a importância de o médico estar atento a</p><p>isto bem como seu papel em instruir a mãe sobre sua importância;</p><p>● Relembrar as doenças de notificação compulsória e a importância da</p><p>notificação destas doenças.</p><p>ETAPA 2</p><p>Hoje foi a mesma pediatra que examinou o Ígor no primeiro dia. Ela lembrou</p><p>dele e depois de ouvir o que eu contei, examinou meu filho e perguntou se eu estava</p><p>com o cartão de vacina. Infelizmente, eu tinha deixado em casa. A doutora examinou e</p><p>disse que não era alergia do remédio. Eu fiquei vendo a explicação dela para o</p><p>estagiário, dizendo que era importante saber como começa essa lixa, que tem umas</p><p>que começam de cima para baixo e que tem outras que coçam. Eu continuava</p><p>preocupada com o sarampo e perguntei se precisava fazer algum exame. No caso de</p><p>Igor, ela explicou para mim e para o estagiário que não precisava fazer exames, que a</p><p>lixa ia desaparecer nos próximos dias que não teria complicações. Pediu para parar</p><p>com os antibióticos e marcou um retorno no posto de saúde.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Discutir o caráter evolutivo dos exantemas e o diagnóstico diferencial;</p><p>● Avaliação vacinal: discutir quais vacinas a criança já deveria ter tomado;</p><p>● Discutir necessidade de avaliação laboratorial para este caso e possíveis</p><p>alterações esperadas;</p><p>● Analisar o comportamento dos pediatras durante o atendimento e discutir</p><p>iatrogenia.</p><p>ETAPA 3</p><p>Três dias depois eu voltei ao médico. Desta vez, na unidade de saúde da família</p><p>(USF). Trouxe Ígor, que agora já não tem mais nada e trouxe também meu filho mais</p><p>velho, Iago, de 4 anos, que começou com febre baixa ontem e hoje eu notei que ele</p><p>estava coçando o corpo e com uma lixa diferente, que tinha umas bolhinhas. Tomara</p><p>que não seja nada demais.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Discutir condutas para diferentes doenças exantemáticas;</p><p>● Discutir a necessidade de notificação para doenças exantemáticas;</p><p>● Discutir o plano de cuidados para o novo paciente.</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Discutir o diagnóstico diferencial de doenças exantemáticas.</p><p>● Palestra 2: Caracterizar as dermatoses mais comuns da infância.</p><p>TIC:</p><p>● Cartão vacinal (análise do estado vacinal).</p><p>21</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● CAMPOS Jr, D; LOPES, F A. Tratado de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 4ª Ed.</p><p>Editora Manole, 2017.</p><p>● SBIM – Sociedade Brasileira de Imunizações. https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao.</p><p>Acesso em 03 de maio de 2023.</p><p>6.5. SEMANA 5: Nova paixão.</p><p>Saúde da Mulher</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Discutir os métodos contraceptivos e suas indicações e contraindicações,</p><p>segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS);</p><p>● Rever a semiologia ginecológica;</p><p>● Discutir as principais etapas do Planejamento Familiar.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Saber indicar os métodos contraceptivos, conhecendo suas contraindicações;</p><p>● Orientar o planejamento familiar, esclarecendo as particularidades de cada</p><p>método.</p><p>Cenário: Consultório de ginecologia</p><p>Narrador: Mulher, 36 anos, casada, tabagista</p><p>Sujeito: A narradora e o marido, Marcelo</p><p>Condição socioeconômica: Classe A</p><p>ETAPA 1</p><p>Estou vivendo uma nova fase da minha vida. Tenho 36 anos e conheci a paixão</p><p>da minha vida, Marcelo, que tem 26 anos. Nunca engravidei e as poucas vezes que</p><p>usei anticoncepcional, foi sem orientação médica. Decidi procurar minha ginecologista</p><p>para iniciar algum método contraceptivo. Eu tenho medo de usar pílula comum, pois</p><p>dizem que engorda.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Entender os métodos contraceptivos e princípios do aconselhamento familiar;</p><p>● Abordar os princípios do planejamento familiar.</p><p>ETAPA 2</p><p>Na consulta médica, Dra. Clara me perguntou sobre queixas, passado familiar e</p><p>doenças prévias. Relatei que estava assintomática, que minha mãe era diabética e que</p><p>meu pai morreu de infarto. Referi também que era fumante desde os 24 anos e</p><p>apresentava crises frequentes de dor de cabeça intensa, que pulsa de um lado só e</p><p>dura em torno de 6h, sendo antecedida por sintomas visuais de lampejos e escotomas,</p><p>acompanhados de dormências nas mãos e braços.</p><p>Ao exame clínico nada de anormal foi notado pela doutora, exceto o fato de eu</p><p>estar bem acima do peso ideal. Perguntei então para ela, qual seria o método mais</p><p>adequado para mim.</p><p>22</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Estar atento para os fatores de risco pressentes na história familiar;</p><p>● Identificar situações clínicas que possam ter influência na escolha do método</p><p>contraceptivo;</p><p>● Abordar a necessidade de aconselhamento masculino;</p><p>● Considerar os riscos pela associação de anticoncepcionais hormonais com o</p><p>tabagismo;</p><p>● Entender a indicação dos métodos contraceptivos elegíveis para o casal: a</p><p>eficácia, os riscos bem como vantagens desvantagens e benefícios;</p><p>● Levar todos os métodos contraceptivos na aula para reconhecimento.</p><p>ETAPA 3</p><p>Quando cheguei em casa, contei para Marcelo sobre as orientações recebidas</p><p>pela médica, afinal precisava decidir entre as opções de métodos contraceptivos com</p><p>meu marido. Ou ela implantava o DIU ou usava a pílula apenas com progestágeno,</p><p>juntamente com o uso de preservativos.</p><p>Além disso, a médica pediu que eu parasse de fumar. Marcelo ficou</p><p>preocupado com o uso do DIU e perguntou por que não poderia continuar com a</p><p>pílula combinada que já usei no passado. Eu disse que a médica explicou que para</p><p>aumentar a proteção precisava que ele usasse o preservativo e que pelo fato de ter</p><p>crises de enxaqueca com aura, a médica só me deu essas opções.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Entender a importância da dupla proteção para o casal;</p><p>● Considerar a relação das comorbidades com os critérios de elegibilidade para</p><p>uso de contraceptivos, contraindicações absolutas e relativas (uso de</p><p>contraceptivos contendo estrogênio estão contraindicados para pacientes</p><p>com enxaqueca com aura);</p><p>● Discutir a relação custo-benefício dos métodos contraceptivos.</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Métodos contraceptivos.</p><p>● Palestra 2: Discutir a abordagem da infertilidade.</p><p>TIC:</p><p>● Planejamento Familiar (aspectos legais).</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● BEREK, Jonathan S. Tratado de Ginecologia. Grupo GEN, 2014. E-book. ISBN</p><p>978-85-277-2398-5. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2398-5/. Acesso em: 03 mai.</p><p>2023.</p><p>6.6. SEMANA 6: Não dê ouvido a quem não merece.</p><p>Saúde da Criança e do Adolescente</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Reconhecer os diferentes sintomas de infecções de vias aéreas superiores (IVAS)</p><p>/ infecções do trato respiratório superior (ITRS) nas diferentes faixas etárias;</p><p>23</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Discutir a abordagem da febre na criança;</p><p>● Diferenciar IVAS / ITRS de origem viral e bacteriana;</p><p>● Discutir a relação médico-paciente;</p><p>● Avaliar a indicação de propedêutica complementar (exames laboratoriais e</p><p>radiológicos) na abordagem das IVAS / ITRS.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Identificar e elaborar planos de cuidados para as principais das IVAS / ITRS na</p><p>criança.</p><p>Cenário: UBS/UPA</p><p>Narrador: mãe da criança</p><p>Sujeito: Maurinho, 2 anos e 6 meses</p><p>Condição socioeconômica: Classe C</p><p>ETAPA 1</p><p>Levei Maurinho, meu filho, ao médico do postinho de saúde porque desde</p><p>anteontem que ele tá com febre, tosse e nariz escorrendo, mas o que mais me</p><p>preocupa é que ele não está querendo comer nada. Eu disse</p><p>ao doutor que tenho em</p><p>casa um frasco de Amoxicilina e queria saber se posso dar a ele pra isso não virar</p><p>Pneumonia. Mas o doutor examinou Maurinho da cabeça aos pés, olhou a garganta e</p><p>até o ouvido dele com um aparelho, disse que estava tudo bem e mandou eu voltar</p><p>depois de amanhã para examinar ele de novo e disse que eu deveria usar somente um</p><p>remedinho para a febre quando ele esquentasse outra vez.</p><p>Fiquei pensando: será que eu não deveria dar a Amoxicilina por conta própria?</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Abordar manifestações clínicas das principais infecções de vias aéreas</p><p>superiores (IVAS) na criança;</p><p>● Enfatizar a importância do exame físico completo, incluindo orofaringe e a</p><p>otoscopia;</p><p>● Estimular o aluno a discutir as medidas tomadas pelo médico no primeiro</p><p>atendimento. Teria algo para ser feito diferente?</p><p>● Discutir o uso racional de antibioticoterapia.</p><p>ETAPA 2</p><p>No outro dia, Maurinho piorou muito e eu fui na UPA. Eu estava desesperada.</p><p>Ele não parava de chorar um minuto e a febre não baixava. Dava para sentir até o</p><p>coração dele batendo muito rápido.</p><p>A doutora quando examinou meu filho, mexeu no pescoço dele, levantou a</p><p>perna, olhou a garganta de novo e quando colocou um aparelho no ouvidinho dele</p><p>disse que tinha alguma coisa errada no tímpano. Ela disse que o coração de Maurinho</p><p>estava muito acelerado, mas não me explicou se isso era muito perigoso. Fiquei mais</p><p>aperreada ainda. A doutora estava tão apressada que nem me disse o que Maurinho</p><p>tinha. Ela só mandou continuar com o remedinho de febre que já tinha passado antes.</p><p>Pensei: ela não vai pedir nem um raio-x do pulmão?</p><p>24</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Abordar possível complicação de IVAS, no caso, provavelmente, uma</p><p>coinfecção bacteriana;</p><p>● Questionar os motivos da falta de melhora do paciente: piora do quadro?</p><p>Complicação? Não adesão ao tratamento? Erro no diagnóstico/conduta</p><p>terapêutica do primeiro atendimento? História natural da doença?</p><p>● Relacionar os achados positivos e negativos do exame físico com as possíveis</p><p>hipóteses diagnósticas: quais hipóteses são sugeridas e quais podem ser</p><p>descartadas com esses dados?</p><p>● Atentar para a relação entre os sinais vitais: taquicardia é esperada durante a</p><p>febre;</p><p>● Abordar a falha na comunicação da médica com a família e o prejuízo na</p><p>relação médico-família-paciente;</p><p>● Discutir a necessidade (ou não) de exames radiológicos.</p><p>ETAPA 3</p><p>Quando saí da UPA, fiquei desconfiada com a médica e achei melhor procurar</p><p>novamente o postinho. Quando cheguei lá, o doutor examinou Maurinho de novo de</p><p>tudo quanto é jeito, disse que não precisava fazer nenhum raio-x e confirmou que o</p><p>problema dele é no ouvido, disse que tinha alguma coisa muito vermelha e abaulada.</p><p>Explicou que isso poderia acontecer com qualquer criança e prescreveu o tratamento</p><p>adequado durante dez dias.</p><p>Depois de dois dias de tratamento, Maurinho já estava bem melhor e não teve</p><p>mais febre. Ainda bem que temos o doutor no postinho todos os dias.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>● Avaliar a postura da médica plantonista da UPA que, apesar de identificar uma</p><p>possível complicação (otite), houve falha na conduta (não prescrição de</p><p>antibioticoterapia para otite com mais de 48h de evolução);</p><p>● Abordar a importância do exame físico completo para êxito no diagnóstico:</p><p>otite média aguda (OMA);</p><p>● Incentivar a sempre explicar o porquê de pedir (ou não pedir) determinado</p><p>exame (ex.: não havia necessidade de raio-x);</p><p>● Reconhecer os principais diagnósticos diferenciais e complicações das IVAS na</p><p>infância;</p><p>● Conhecer os principais agentes etiológicos relacionados às IVAS na infância;</p><p>● Propor plano terapêutico para o tratamento da OMA na infância (medidas</p><p>gerais e antibioticoterapia específica);</p><p>● Reforçar a importância do acompanhamento longitudinal na relação</p><p>médico-família-paciente.</p><p>Palestras:</p><p>● Palestra 1: Complicações das IVAS/ITRS.</p><p>● Palestra 2: Abordagem da criança com febre.</p><p>25</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>TIC:</p><p>● Endemias, epidemias e pandemias.</p><p>Referências bibliográficas / Material de apoio ao tutor:</p><p>● CAMPOS Jr, D; LOPES, F A. Tratado de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª Ed.</p><p>Editora Manole, 2021.</p><p>6.7. SEMANA 7: Qual o preço do meu erro?</p><p>Saúde do Adulto e do Idoso</p><p>Objetivos da semana:</p><p>● Categorizar os principais diagnósticos diferenciais da tosse, com ênfase na</p><p>pneumonia;</p><p>● Demonstrar um plano terapêutico da pneumonia considerando o uso racional</p><p>de antimicrobianos;</p><p>● Analisar as principais imagens radiológicas dos diagnósticos diferenciais do</p><p>aparelho respiratório;</p><p>● Discutir a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de</p><p>Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP);</p><p>● Distinguir a classificação, tratamento, o seguimento e prevenção da sífilis;</p><p>● Analisar o atendimento a pessoa vítima de violência.</p><p>Objetivos da narrativa:</p><p>● Estudar o diagnóstico diferencial da tosse no adulto;</p><p>● Abordagem ao paciente privado de liberdade;</p><p>● Acolhimento a população vulnerável.</p><p>Cenário: Unidade prisional / Hospital municipal</p><p>Narrador: Márcio, 38 anos, solteiro, homossexual, técnico de informática</p><p>Sujeito: O narrador</p><p>Condição socioeconômica: Classe C</p><p>ETAPA 1</p><p>Eu me chamo Márcio, tenho 38 anos, trabalhava em uma empresa de</p><p>tecnologia da informação. Certa vez, em um momento de muito aperto financeiro,</p><p>cometi alguns crimes na internet, até que fui preso.</p><p>Foram dias difíceis, sofri várias provocações pela minha orientação sexual. Por</p><p>vezes abusado, até prefiro nem falar sobre isso. Após 6 meses de cárcere, apresentei</p><p>uma tosse seca e febre ao início e fim de dia, que não melhorava apesar de uso de</p><p>vários antibióticos e isso já me custara uns 30 dias de sossego. Fui então encaminhado</p><p>a um hospital da cidade e lá fui muito bem recebido e atendido pelo Dr. Flávio, que</p><p>me examinou cuidadosamente.</p><p>Dr. Flávio disse que meu exame apresentava alteração no pulmão, com um</p><p>ruído na base de meu pulmão direito. Daí fui logo associando ao meu cansaço e</p><p>chiado no peito.</p><p>SINAIS DE ALERTA AO TUTOR:</p><p>26</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>● Direcionar a discussão para o aspecto clínico, especialmente a tosse, sem</p><p>negligenciar o contexto social e a situação de vulnerabilidade.</p><p>● Abordar o diagnóstico diferencial da tosse no adulto, considerando os fatores</p><p>de vulnerabilidade;</p><p>● Abordagem do paciente de população vulnerável (população carceraria,</p><p>exposição às infecções sexualmente transmissíveis (IST), tuberculose, abuso</p><p>sexual);</p><p>● Discutir políticas sociais de população privada de liberdade;</p><p>● Abordagem do sintomático respiratório;</p><p>● Saber diferenciar mecanismos envolvidos na tosse crônica;</p><p>● Plano de cuidados;</p><p>● Discutir estratégias de ressocialização.</p><p>ETAPA 2</p><p>Ainda no hospital, fiz vários exames com alterações importantes. Nesse</p><p>momento, fiquei me questionando: “será que vou ficar internado”?</p><p>● Culturas: em andamento.</p><p>● Raio X do tórax:</p><p>Fonte:</p><p>https://drpixel.fcm.unicamp.br/conteudo/ultrassonografia-na-complementacao-do-raio-x-de-torax-com-s</p><p>uspeita-de-derrame-pleural. Acesso em: 25 abr. 2023.</p><p>Descrição dos achados para o professor: Opacidade na base do pulmão direito, associada a obliteração</p><p>do seio costofrênico correspondente. Há também obliteração do seio costofrênico esquerdo.</p><p>27</p><p>GRUPO AFYA EDUCACIONAL | CIRCULAÇÃO RESTRITA. Proibido reproduzir e veicular este material.</p><p>CLÍNICA INTEGRADA I | MANUAL DO</p><p>PROFESSOR</p><p>Versão 2023.2 | Validado no 11º GP Afya em março de 2023</p><p>HEMOGRAMA</p><p>Série Vermelha Resultado Referência</p><p>Eritrócitos 4,30</p><p>milhões/mm3</p><p>4,20 – 5,90 milhões/mm3</p><p>Hemoglobina 16,0 g/dL 12,0</p><p>– 18,0 g/dL</p><p>Hematócrito 34,2 % 38,0 – 52,0 %</p><p>Volume corpuscular médio</p><p>(VCM)</p><p>82,7 fL 80,0 – 100,0 fL</p><p>Hemoglobina corpuscular</p><p>média (HCM)</p><p>25,4 pg 28,0 – 32,0 pg</p><p>Concentração de HCM (CHCM) 29,0 g/dL 32,0 – 36,0 g/dL</p><p>RDW 15,7 % 11,6 – 16,0 %</p><p>Série Branca Resultado Referência</p><p>Leucócitos totais 100% 16.800/mm3 3.900 – 11.100/mm3</p><p>Mielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Metamielócitos 0% 0/mm3 0/mm3</p><p>Bastonetes 0% 0/mm3 0 – 500/mm3</p><p>Segmentados 83% 14.000/mm3 1.500 – 7.400/mm3</p><p>Linfócitos 15% 2.590/mm3 1.000 – 3.500/mm3</p><p>Monócitos 2% 320/mm3 210 – 920/mm3</p><p>Eosinófilos 0% 0/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Basófilos 0% 0/mm3 20 – 670/mm3</p><p>Plaquetas 280.000/mm3 150.000 – 400.000/mm3</p><p>EXAMES LABORATORIAIS</p><p>Exame Resultado Referência</p><p>Bilirrubina Total 1,0 mg/dL 0,2 – 1,1 mg/dL</p><p>Bilirrubina direta 0,2 mg/ dL</p>