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<p>Como citar este material:</p><p>CRUZ, Adelina Maria Alves Novaes e; GARRIDO, Ayra Guedes; ALVES, Carolina</p><p>Gonçalves; OLIVEIRA, Daniele Chaves Amado de; SILVA, Gabriel Cardoso Borges; LIMA,</p><p>Ninna de Araújo Carneiro; CASTRO, Renan Marinho de; BLANK, Thais Continentino.</p><p>Memória e Patrimônio: conceitos e reflexões. Rio de Janeiro: FGV, 2024.</p><p>Todos os direitos reservados. Textos, vídeos, sons, imagens, gráficos e demais componentes</p><p>deste material são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual, de</p><p>forma que é proibida a reprodução no todo ou em parte, sem a devida autorização.</p><p>SUMÁRIO</p><p>MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: CONCEITOS E REFLEXÕES ....................................................................... 5</p><p>CONCEITO DE MEMÓRIA ................................................................................................................... 5</p><p>MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: UM OLHAR HISTÓRICO ...................................................................... 9</p><p>MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: UM OLHAR CONTEMPORÂNEO ...................................................... 17</p><p>BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................................... 19</p><p>PROFESSORES-AUTORES ..................................................................................................................... 24</p><p>ADELINA MARIA ALVES NOVAES E CRUZ ....................................................................................... 24</p><p>AYRA GUEDES GARRIDO.................................................................................................................. 24</p><p>CAROLINA GONÇALVES ALVES ....................................................................................................... 25</p><p>DANIELE CHAVES AMADO DE OLIVEIRA ........................................................................................ 25</p><p>GABRIEL CARDOSO BORGES SILVA ................................................................................................ 26</p><p>NINNA DE ARAÚJO CARNEIRO LIMA .............................................................................................. 26</p><p>RENAN MARINHO DE CASTRO ....................................................................................................... 26</p><p>THAIS CONTINENTINO BLANK ....................................................................................................... 27</p><p>Este curso apresentará o conceito de memória e a sua relação com o patrimônio cultural, bem</p><p>como a história dos processos de patrimonialização cultural no Brasil e os pontos fundamentais da</p><p>legislação. O objetivo é permitir que estudantes saibam trabalhar a articulação entre memória e</p><p>patrimônio cultural, com enfoque específico no contexto brasileiro.</p><p>O curso se divide em três unidades: 1) Conceito de memória; 2) Memória e patrimônio: um</p><p>olhar histórico; 3) Memória e patrimônio: um olhar contemporâneo. Nelas serão aprofundados e</p><p>problematizados o conceito de memória, a relação entre memória e patrimônio a partir de uma</p><p>perspectiva histórica, bem como o debate por meio de um olhar contemporâneo.</p><p>Conceito de memória</p><p>A memória pode ser definida como a capacidade do cérebro humano para adquirir, armazenar</p><p>e recuperar informações e experiências passadas. É o processo que permite que as pessoas se lembrem</p><p>de eventos, sensações, conhecimentos, habilidades e emoções que experimentaram anteriormente, e</p><p>usem essas informações para orientar as suas ações e os seus comportamentos no presente e no futuro.</p><p>Existem diferentes tipos de memória, como a memória de curto prazo, que permite que as</p><p>pessoas retenham informações por alguns segundos ou minutos antes de esquecê-las; a memória de</p><p>longo prazo, que é responsável por codificar, armazenar e recuperar informações que são necessárias</p><p>por períodos mais longos; e a memória episódica, que é usada para registrar eventos específicos e</p><p>experiências pessoais.</p><p>MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: CONCEITOS</p><p>E REFLEXÕES</p><p>6</p><p>O processo de memorização envolve o registro de informações no cérebro, a consolidação</p><p>dessas informações em uma forma que possa ser armazenada e a recuperação das informações</p><p>quando necessário. A memória também pode ser influenciada por fatores externos e internos, como</p><p>a atenção, a emoção, a expectativa e a associação de informações.</p><p>O funcionamento da memória humana é objeto de estudo de diferentes campos do</p><p>conhecimento. Entre as pessoas pioneiras do estudo da memória humana, Hermann Ebbinghaus,</p><p>psicólogo alemão do final do século XIX, é considerado o fundador da psicologia experimental da</p><p>aprendizagem e utilizou técnicas experimentais para estudar a memória humana. Nos seus</p><p>experimentos, o pesquisador memorizava várias sílabas sem sentido e depois as recuperava para avaliar</p><p>a sua memória. Ele notou que a memória é muito mais forte após a primeira vez que uma informação</p><p>é memorizada, mas essa força diminui rapidamente, a menos que a informação seja repetida.</p><p>Ebbinghaus propôs o conceito de curva de esquecimento, que descreve como a informação é</p><p>perdida ao longo do tempo. Ele também introduziu o conceito de memória de longo prazo e</p><p>distinguiu entre a memória episódica (de eventos específicos) e a memória semântica (de conceitos e</p><p>fatos). As contribuições dele para a psicologia da aprendizagem e da memória tiveram grande</p><p>influência no desenvolvimento da psicologia cognitiva e ainda são referência nos estudos da memória.</p><p>Outro pensador que trabalhou com o conceito de memória de maneira aprofundada,</p><p>expandindo as possibilidades de compressão desse conceito, foi Henri Bergson. O filósofo produziu</p><p>a sua teoria na França entre o final do século XIX e início do século XX. É conhecido pelas suas</p><p>ideias sobre o tempo, a consciência e a criatividade. A sua filosofia argumenta que a percepção do</p><p>tempo é diferente da forma como o tempo é medido, e que a consciência é uma força criativa que</p><p>se relaciona com o mundo por meio da intuição e da experiência direta. Ele foi uma figura</p><p>importante nos círculos intelectuais franceses da sua época e influenciou vários pensadores</p><p>posteriores, incluindo Jean-Paul Sartre e Gilles Deleuze.</p><p>Bergson ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1927 pelo seu trabalho filosófico.</p><p>Defendeu a ideia de que a memória não pode ser reduzida a um simples armazenamento de</p><p>informações e propôs pensá-la como uma rede de experiências vividas que se sobrepõem e se</p><p>interligam para compor a identidade das pessoas. Usou o conceito de “memória pura” para se referir</p><p>à memória que é completamente separada do corpo e do mundo físico. Além disso, argumentou</p><p>que essa memória pura nos dá acesso a um tempo não linear e não estruturado, em que passado,</p><p>presente e futuro se misturam, e é essa memória pura que permite formar uma compreensão mais</p><p>profunda e significativa do mundo.</p><p>Também enfatizou a importância da intuição na memória, argumentando que, ao se</p><p>concentrarem em uma experiência passada, as pessoas são capazes de sentir a sua vitalidade original</p><p>e evocá-la na sua totalidade. Para esse filósofo, a memória nunca é uma reprodução perfeita do</p><p>passado, mas, sim, uma recriação contínua das experiências passadas no presente. Nesse sentido,</p><p>mais do que um processo mecânico de armazenamento de informações, a memória humana é uma</p><p>maneira de conectar e recriar continuamente as experiências passadas.</p><p>7</p><p>Ao entrelaçar a concepção de memória identidade, Bergson abre um novo campo de</p><p>exploração. As suas ideias influenciaram pensadores de diferentes áreas do conhecimento, abrindo</p><p>caminho para o aprofundamento de conceitos como “memória coletiva” e “memória cultural”.</p><p>Nessa perspectiva, a memória não é apenas um fenômeno individual, mas um fenômeno social, por</p><p>meio do qual se dá a preservação e a transmissão de tradições, valores, crenças e práticas de uma</p><p>cultura ao longo do tempo, de geração em geração.</p><p>A memória como fenômeno social</p><p>pode manifestar-se na literatura, na arte, na música, na</p><p>dança, na culinária, na religião e em outros aspectos culturais que são considerados significativos para</p><p>um determinado grupo ou uma comunidade. Além disso, é fundamental para as identidades dos</p><p>povos, pois ajuda a definir quem são e qual é a sua história, assim como criar caminhos para o futuro.</p><p>No âmbito da disciplina de História, o conceito de memória ganhou maior evidência a partir</p><p>da década de 1980 com a ascensão dos estudos sobre a história cultural e a história oral. Esses</p><p>estudos propuseram uma nova forma de abordar o passado, valorizando as memórias individuais e</p><p>coletivas como fontes históricas legítimas e importantes para a reconstrução do passado. Nesse</p><p>sentido, a memória é assumida não apenas como um fenômeno subjetivo e individual, mas também</p><p>como uma construção social e política, capaz de influenciar a forma como as sociedades se veem e</p><p>se representam ao longo do tempo.</p><p>Uma das maiores referências desse campo é o historiador Jacques Le Goff, representante da</p><p>corrente conhecida como História Nova ou Escola dos Annales, que buscava uma abordagem</p><p>interdisciplinar para o estudo do passado. Ele escreveu sobre temas como a Idade Média, a relação</p><p>entre história e memória, a formação da identidade europeia e o papel da cultura na construção</p><p>social. Entre as suas obras mais conhecidas estão “A Idade Média explicada aos meus filhos”, “A</p><p>civilização do Ocidente medieval” e “História e memória”.</p><p>Em “História e memória” (2003), Le Goff propõe uma reflexão sobre as relações entre a história</p><p>e a memória. Para o autor, estes são conceitos distintos, mas relacionados. A história é a disciplina</p><p>científica que se ocupa da investigação, da interpretação e da escrita dos fatos passados, baseando-se</p><p>nas fontes documentais e nas metodologias da crítica histórica. Por outro lado, a memória é um</p><p>fenômeno subjetivo e coletivo, que se refere à construção social e cultural dos significados que as</p><p>pessoas atribuem ao passado, a partir de experiências, narrativas, tradições e símbolos. Nesse sentido,</p><p>é um processo dinâmico e seletivo, que está sempre em revisão e atualização.</p><p>Dessa forma, segundo Le Goff, a história e a memória são complementares, mas não se</p><p>confundem. Enquanto a história busca descrever os fatos objetivamente, a memória trabalha com a</p><p>lembrança e o esquecimento, construindo interpretações emotivas e ideológicas sobre o passado. A</p><p>história analisa e contextualiza os acontecimentos, enquanto a memória os enquadra em uma narrativa</p><p>significativa para o grupo social. A memória está sempre em movimento, é viva, dinâmica, um campo</p><p>de disputa. Em resumo, “História e memória” é uma obra fundamental que busca discutir a</p><p>importância da memória para a história e para a construção da identidade cultural de uma sociedade.</p><p>8</p><p>Memória e história não são a mesma coisa. A memória se baseia na</p><p>experiência vivida, é subjetiva e volúvel, pode ser manipulada e esquecida.</p><p>A história é objetiva, baseada em fontes documentais e críticas, busca a</p><p>verdade dos fatos e se preocupa com a análise e interpretação dos</p><p>acontecimentos (LE GOFF, 2003, p. 25).</p><p>Outro pensador importante para compreender as complexas relações entre memória, cultura</p><p>e história é o teórico alemão Andreas Huyssen. Entre as suas obras publicadas no Brasil, podem ser</p><p>citadas: “Culturas do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória”;</p><p>“Seduzidos pela memória” e “Políticas da memória no nosso tempo”.</p><p>Nos seus livros, Huyssen articula e aprofunda a ideia de “cultura da memória”, que ele define</p><p>como um conjunto de práticas, discursos e representações que surgem em uma sociedade com o</p><p>objetivo de lidar com o passado traumático. Segundo ele, vive-se em uma época em que a memória</p><p>se torna uma obsessão cultural, manifestando-se em museus, monumentos, comemorações e até</p><p>mesmo na literatura e na arte contemporâneas.</p><p>O autor sugere que a “cultura da memória” é uma resposta às crises políticas, sociais e</p><p>culturais do mundo depois da II Guerra Mundial, reflexo do medo de esquecer as atrocidades do</p><p>passado cometidas pelo Nazismo e pelos regimes fascistas, bem como da necessidade de manter a</p><p>história viva para evitar a repetição dos erros.</p><p>Em “Seduzidos pela memória”, Huyssen argumenta que, enquanto a memória tem um</p><p>importante papel na construção da identidade individual e coletiva, o esquecimento também é</p><p>essencial para a formação da consciência e da capacidade de lidar com o passado. O autor examina</p><p>como a memória é constantemente utilizada como uma forma de legitimação política e cultural,</p><p>enquanto o esquecimento é muitas vezes reprimido e negado. Para ele, esquecimento é inevitável e</p><p>é, de fato, necessário para que as pessoas possam seguir em frente.</p><p>O autor analisa vários exemplos históricos e culturais para ilustrar a sua teoria, incluindo o</p><p>papel da memória na criação da nação alemã, o Holocausto e o 11 de Setembro. Ele também</p><p>examina como a literatura, o cinema e a arte podem ajudar a lidar com a tensão entre memória e</p><p>esquecimento. Além disso, argumenta que a memória e o esquecimento são partes essenciais do</p><p>processo de reconciliação com o passado e que se deve encontrar maneiras de equilibrar essas duas</p><p>forças para construir uma compreensão mais profunda e significativa da história e da identidade.</p><p>Para onde quer que se olhe, a obsessão contemporânea pela memória nos</p><p>debates públicos se choca com um intenso pânico público frente ao</p><p>esquecimento, poder-se-ia perfeitamente perguntar qual dos dois vem em</p><p>primeiro lugar. É o medo do esquecimento que dispara o desejo de lembrar</p><p>ou é, talvez, o contrário? É possível que o excesso de memória nessa cultura</p><p>saturada de mídia crie uma tal sobrecarga que o próprio sistema de</p><p>memória fique em perigo constante de implosão, disparando, portanto, o</p><p>medo do esquecimento? (HUYSSEN, 2000, p. 19).</p><p>9</p><p>Assim como Huyssen, outros autores e autoras contemporâneos vão propor uma</p><p>compreensão política da memória como arena de disputas de narrativas divergentes. Beatriz Sarlo,</p><p>Enzo Traverso e Dominique Plutot são exemplos e trabalham a articulação entre memória, cultura</p><p>e patrimônio a partir de uma perspectiva política e interdisciplinar.</p><p>Memória e patrimônio: um olhar histórico</p><p>A memória de uma sociedade se manifesta em produções artísticas e culturais. Esses objetos</p><p>constituem os patrimônios históricos e culturais de uma sociedade. Podem ser monumentos, sítios</p><p>arqueológicos, edifícios históricos, obras de arte, objetos de artefato, danças tradicionais, músicas,</p><p>mitos, lendas, costumes, festividades e outras manifestações culturais que representam a identidade</p><p>cultural de uma comunidade ou nação.</p><p>Como define Ecléa Bosi:</p><p>Patrimônio histórico. A expressão que designa um bem destinado ao</p><p>usufruto de uma comunidade que se ampliou a dimensões planetárias,</p><p>constituído pela acumulação contínua de uma diversidade de objetos que</p><p>se congregam por seu passado comum: obras e obras-primas das belas artes</p><p>e das artes aplicadas, trabalhos e produtos de todos os saberes dos seres</p><p>humanos (BOSI, 1987, p. 199-200).</p><p>No Brasil, as origens da noção de preservação do patrimônio cultural remontam aos anos</p><p>1920, quando um grupo de intelectuais iniciou uma série de denúncias contra o descaso e a</p><p>deterioração de cidades históricas, que chamavam de “tesouros nacionais”.</p><p>Eles perceberam que a imobilidade das elites nacionais e do Estado diante</p><p>dessa questão poderia acabar por comprometer o próprio país diante das</p><p>nações tidas como civilizadas, assunto esse que se tornou foco de</p><p>preocupação no Governo, no Congresso Nacional, nas instituições</p><p>culturais e na imprensa (THOMAS, 2010, p. 1-2).</p><p>Com a Revolução de 1930 e a chegada de Getúlio Vargas à presidência da República, há um</p><p>processo de agenciamento do Estado brasileiro. Com o objetivo de centralizar o País e dinamizar a</p><p>sua administração, com fins de acelerar a industrialização</p><p>brasileira, Vargas cria uma série de</p><p>ministérios e secretarias da administração federal.</p><p>10</p><p>Em 1937, é criado, pela sua iniciativa, por meio do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro</p><p>de 1937, um conjunto de normas que organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico</p><p>nacional. Entretanto, apesar da criação desse decreto-lei em 1937, que organiza as normas do</p><p>patrimônio no País, a organização desse patrimônio já começa a se institucionalizar no ano anterior,</p><p>em 1936, com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan).</p><p>O Sphan foi a primeira denominação do órgão federal de proteção ao patrimônio cultural do</p><p>Brasil. Começa a funcionar ainda em 1936, a partir de uma determinação do presidente Getúlio</p><p>Vargas ao ministro da Educação e Saúde Pública, Gustavo Capanema, mas oficialmente o órgão só</p><p>foi criado em 13 de janeiro de 1937, por meio da Lei nº 378. Foi integrado ao Ministério da</p><p>Educação e Saúde, como instituições de educação extraescolar dos serviços relativos à educação. Os</p><p>objetivos da sua criação eram:</p><p>Fica criado o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com a</p><p>finalidade de promover, em todo o País e de modo permanente, o</p><p>tombamento, a conservação, o enriquecimento e o conhecimento do</p><p>patrimônio histórico e artístico nacional (BRASIL, 1937, art. 46 apud</p><p>REZENDE et al., 2015).</p><p>A criação do Sphan foi um processo que teve a participação de artistas do movimento modernista,</p><p>mencionados acima, e da sua preocupação com a valorização e a preservação do patrimônio cultural</p><p>brasileiro. Em um documento do arquivo pessoal de Gustavo Capanema, do acervo histórico do Centro</p><p>de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas (FGV</p><p>CPDOC), vemos a troca de correspondência entre o ministro Capanema e o diretor do Departamento</p><p>de Cultura e Recreação do município de São Paulo e escritor modernista Mário de Andrade, sobre a</p><p>organização de um departamento de proteção ao patrimônio brasileiro.</p><p>11</p><p>Figura 1 – Documento proposto por Mário de Andrade</p><p>Fonte: FGV CPDOC. Arquivo Gustavo Capanema. Série Ministério da Educação e Saúde –</p><p>Educação e Cultura (GC g 1936.03.24/2).</p><p>Segundo o documento, de 24 de março de 1935, o Sphan teria como função, “determinar,</p><p>organizar, conservar, defender, enriquecer e propagar o patrimônio artístico nacional” (FGV</p><p>CPDOC). Dessa maneira, teria como um dos seus objetivos determinar também o que seria</p><p>considerado como patrimônio histórico, lembrando que a discussão em torno da preservação se</p><p>dava em torno de um processo de industrialização do Estado brasileiro, no qual havia a preocupação</p><p>da deterioração e da demolição de bens culturais para a construção de novas edificações presentes</p><p>na modernização do País.</p><p>12</p><p>De forma bem semelhante ao texto do documento proposto por Mário de Andrade é o texto</p><p>da lei que cria o Sphan:</p><p>Art. 46. Fica creado o Serviço do Patrimonio Historico e Artístico</p><p>Nacional, com a finalidade de promover, em todo o Paiz e de modo</p><p>permanente, o tombamento, a conservação, o enriquecimento e o</p><p>conhecimento do patrimonio historico e artístico nacional (BRASIL,</p><p>1937, art. 46 – publicação original).</p><p>Em 1946, o Sphan passa a se denominar Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico</p><p>Nacional (Dphan), por meio do Decreto-lei nº 8.534, de 2 de janeiro de 1946: “Art. 2º A Diretoria</p><p>terá por finalidade inventariar, classificar, tombar e conservar monumentos, obras, documentos e</p><p>objetos de valor histórico e artístico existentes no país [...]” (BRASIL, 1946, art. 2).</p><p>Em 1970, o Dphan passa por outra mudança de denominação e se torna o que hoje</p><p>chamamos de Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa mudança</p><p>acompanha o processo de reorganização do Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio</p><p>do Decreto-Lei nº 66.967, de 27 de 1970. Apesar disso, só em 1976, com a Portaria nº 230, é</p><p>criado um novo regimento que modificava a organização do Iphan, ampliando a sua atuação por</p><p>todas as regiões do País.</p><p>Segundo a referida portaria, as novas funções do Iphan seriam:</p><p>A catalogação sistemática e a proteção dos arquivos estaduais, municipais,</p><p>eclesiásticos e particulares, cujos acervos interessem à história nacional e à</p><p>história da arte no Brasil. A coordenação e a orientação das atividades dos</p><p>museus federais que lhe forem subordinados [...] e o estímulo e a</p><p>orientação no País da organização de museus de arte, história, etnografia e</p><p>arqueologia. A realização de exposições temporárias de obras de valor</p><p>histórico e artístico, assim como de publicações e quaisquer outros</p><p>empreendimentos que visem difundir, desenvolver e apurar o</p><p>conhecimento do patrimônio histórico, artístico, arqueológico e</p><p>paisagístico do País (MEC, 1976, art. 1 apud REZENDE, et al., 2015).</p><p>Em 1988, a partir da promulgação da nova Constituição, o Iphan se torna responsável pelo</p><p>patrimônio cultural brasileiro, entendendo como patrimônio cultural:</p><p>As formas de expressão, modos de criar, fazer e viver. Também são assim</p><p>reconhecidas as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras,</p><p>objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às</p><p>13</p><p>manifestações artístico-culturais; e, ainda, os conjuntos urbanos e sítios de</p><p>valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico,</p><p>ecológico e científico (IPHAN, 2020).</p><p>A Constituição Federal de 1988 (CF/88) também reconhece a existência de bens culturais</p><p>materiais e imateriais, bem como estabelece as suas formas de tombamento e preservação. Os bens</p><p>culturais imateriais são compreendidos como as práticas do patrimônio que se manifestam em</p><p>ofícios, linguagens, celebrações ou locais de práticas culturais coletivas, como mercados, feiras, etc.</p><p>(BRASIL, 2014).</p><p>Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e</p><p>imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de</p><p>referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos</p><p>formadores da sociedade brasileira (CF/88, art. 216).</p><p>Dessa maneira, pode-se compreender os bens imateriais como as expressões culturais</p><p>folclóricas que não possuem uma materialidade, mas estão expressas nos costumes populares e são</p><p>passadas de geração a geração, pela cultura oral. A cultura imaterial é recriada ao longo dos anos</p><p>pelas suas comunidades e reflete questões identitárias e locais. Um desses exemplos de cultura</p><p>imaterial, que foi reconhecido pelo Iphan em 2019, é o bumba meu boi do estado do Maranhão,</p><p>considerado como patrimônio cultural imaterial da humanidade. O Complexo do Bumba Meu Boi</p><p>compreende uma diversidade de grupos e estilos musicais, além de estabelecer uma forte relação</p><p>entre religião, festa e arte com influências africanas, indígenas e portuguesas.</p><p>A noção de arquivo como patrimônio no Brasil surge ainda no final do período monárquico,</p><p>com a criação do Arquivo Nacional, em 1838. Denominado, na época, como Arquivo Público do</p><p>Império, foi criado com a função de guardar e armazenar os documentos públicos do Império.</p><p>Mesmo no início da década de 1920 e com o avanço da década de 1930, com a criação do</p><p>Sphan, as noções de patrimônio acabaram voltadas para monumentos, esculturas e edificações, sem</p><p>dar conta do patrimônio arquivístico (GONÇALVES apud PARRELA, 2015, p. 109).</p><p>Somente na década de 1970 é que foram definidas políticas governamentais sobre a proteção</p><p>aos arquivos e a sua compreensão como patrimônio. Nesse período, foram criados o Programa</p><p>Nacional de Preservação Histórica (Pró-Documento), por meio do Sphan; e o Sistema Nacional de</p><p>Arquivos (Sinar), sob a coordenação do Arquivo Nacional, que, de modo ainda desarticulado, tinha</p><p>como objetivo a proteção ao patrimônio arquivístico nacional (PARRELA, 2015, p. 109).</p><p>Até os dias de hoje, ainda não é comum que estudiosos e órgãos governamentais de proteção</p><p>ao patrimônio no Brasil enxerguem os documentos arquivísticos</p><p>como patrimônio. Segundo</p><p>Gonçalves, os arquivos ainda ocupam um “não lugar” nas políticas de patrimônio do País</p><p>(GONÇALVES apud PARRELA, 2015, p. 108).</p><p>14</p><p>Como consequência, há o comprometimento da difusão e do entendimento, pela população</p><p>em geral, dos arquivos históricos como um patrimônio de todos. Dessa maneira, faz-se necessário</p><p>um número maior de iniciativas de difusão e educação em arquivos que possam aproximar o</p><p>conhecimento e o diálogo produzidos nos arquivos com a sociedade.</p><p>Os arquivos pessoais são conjuntos documentais que possuem uma potencialidade no processo</p><p>de diálogo com o patrimônio. Esses arquivos possuem características singulares, por serem compostos</p><p>de documentos produzidos e acumulados por pessoas físicas no decorrer das suas trajetórias públicas</p><p>e privadas. Dessa forma, os documentos de arquivos pessoais podem abordar tanto questões</p><p>profissionais e políticas, quanto questões de foro íntimo, como interesses, religião e relatos familiares.</p><p>Apesar disso, como arquivos pessoais podem ser considerados patrimônio?</p><p>Heymann (2005, p. 1) aponta uma questão ainda pouco abordada nos estudos em geral: a</p><p>forma como a produção das fontes históricas é produzida até que estas sejam consideradas um</p><p>patrimônio. Para isso, a compreensão do processo de transformação de um registro como um legado</p><p>histórico é relevante para se compreender como se dá a constituição da memória e do patrimônio.</p><p>Esse processo envolveria um “investimento social” por meio do qual é atribuída uma</p><p>importância a esse conjunto documental. No caso dos arquivos pessoais, uma memória individual</p><p>é tomada como emblemática para a história nacional e, nesse caminho de patrimonialização, acaba</p><p>abstraindo-se a conjuntura da sua produção (HEYMANN, 2005, p. 2).</p><p>Para esse investimento social, Heymann (2005, p. 2-3) destaca a importância da ação de</p><p>sujeitos para que aquela memória individual seja eleita entre tantas outras como referência para a</p><p>história, acionando elementos para que essa memória seja rememorada, e não esquecida. Algumas</p><p>dessas estratégias de investimento para a construção de legados apontados pela autora são a criação de</p><p>projetos institucionais, comemorações, homenagens e recursos que possam reforçar a justificativa de</p><p>preservação dessa memória. Desse modo, esse processo de formação de legados estará envolto em</p><p>disputas em torno de qual memória será preservada e como ela será rememorada, tendo a disputa de</p><p>grupos na forma de representar essa memória em torno de um mesmo personagem.</p><p>Os arquivos pessoais possuem outro desafio referente a como os seus titulares, pessoas que</p><p>acumularam esse conjunto documental, vão escolher contar a sua história. Bordieu (apud</p><p>HEYMANN, 2005, p. 5) aponta que a “escrita de si” engloba uma seleção de acontecimentos da</p><p>vida de uma pessoa e como essa pessoa vai escolher contá-los.</p><p>Nos arquivos pessoais, essa questão também é recorrente, na medida em que um arquivo</p><p>pessoal pode não refletir os acontecimentos do titular do arquivo, revelando uma seleção de quais</p><p>documentos foram escolhidos para serem publicizados (HEYMANN, 1997). Dessa forma, a</p><p>“memória é instrumento político” (HEYMANN, 2005, p. 9) e vai agir na construção de</p><p>identidades, nas reflexões e nos debates que serão pensados por meio do que será preservado, bem</p><p>como nas suas ressignificações ao longo dos tempos.</p><p>15</p><p>O FGV CPDOC possui mais de 230 arquivos pessoais de homens e mulheres cujas trajetórias</p><p>estão inseridas na história contemporânea do Brasil. Entre esses, destacam-se dois arquivos pessoais</p><p>que foram nominados como patrimônio documental pelo Registro Nacional do Programa Memória</p><p>do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).</p><p>Em 2007, o arquivo pessoal de Getúlio Vargas e, em 2012, o arquivo pessoal de Herbert de Souza,</p><p>o Betinho.</p><p>O arquivo do ex-presidente Getúlio Vargas foi o primeiro a ser doado ao FGV CPDOC, no</p><p>primeiro momento da sua criação em 1973, e estimulou a doação de outros arquivos pessoais de</p><p>ex-ministros, correligionários e políticos contemporâneos de Vargas. Pode-se destacar, nesse</p><p>primeiro momento, a doação do arquivo de Oswaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores, e</p><p>o de Gustavo Capanema, ministro da Educação e Cultura.</p><p>O arquivo de Getúlio Vargas abrange o período de 1896 a 1954, composto de milhares de</p><p>documentos textuais, audiovisuais e iconográficos, como diários pessoais do ex-presidente escritos</p><p>durante os anos de 1929 a 1942, discursos gravados, jingles de campanhas políticas, fotografias de</p><p>caráter pessoal e público, documentos comprobatórios, entre outros, do personagem político que</p><p>governou o Brasil pelo maior período da história republicana.</p><p>Figura 2 – Getúlio Vargas</p><p>Fonte: Acervo FGV CPDOC. Arquivo Getúlio Vargas (GV foto 309_2)</p><p>16</p><p>O Arquivo Herbert de Souza foi doado ao FGV CPDOC em 2004 e abrange o período de</p><p>1952 a 2003 com mais de 15 mil itens, incluindo documentos textuais, destacando-se as cartas do</p><p>exílio político, entre os anos 1971 e 1979; e documentos iconográficos, como as charges do irmão</p><p>Henrique de Souza Filho, o Henfil.</p><p>Sociólogo e criador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Betinho</p><p>teve forte protagonismo na luta contra a ditadura militar, no combate à fome no Brasil, na</p><p>conscientização da epidemia da Aids nas décadas de 1980 e 1990 e na luta contra as desigualdades</p><p>do País. Pela relevância do seu conjunto documental, tornou-se o segundo arquivo do acervo a</p><p>alcançar o Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da Unesco.</p><p>Figura 3 – Charge de Betinho no contexto do combate à fome</p><p>Fonte: FGV CPDOC. Arquivo Herbert de Souza (HS foto 004_3)</p><p>A seleção desses arquivos reconhece esses documentos arquivados como parte da memória do</p><p>patrimônio mundial, o que não significa um processo de tombamento, mas exige dos detentores</p><p>desses conjuntos documentais o compromisso com a sua preservação. Por outro lado, facilita a</p><p>captação de recursos para preservação e difusão desses arquivos.</p><p>17</p><p>Memória e patrimônio: um olhar contemporâneo</p><p>A percepção e os olhares sobre o patrimônio vão mudando no decorrer do tempo, como se</p><p>pode ver ao longo da trajetória da proteção do patrimônio no Brasil. No início dos anos 1920, a</p><p>questão do patrimônio envolvia a busca por uma identidade brasileira e pela sua valorização, tendo</p><p>como uma das suas ameaças o processo de industrialização e modernização do Estado brasileiro,</p><p>mas também como uma das suas consequências: a criação de um órgão federal responsável pela sua</p><p>determinação, gestão e proteção.</p><p>Segundo Scifoni (2019, p. 18), a partir de entrevistas de Rodrigo de Melo Franco, o primeiro</p><p>diretor do Sphan, era preciso estimular uma crença de apego aos bens culturais, que conduziria</p><p>necessariamente à sua preservação.</p><p>Para Melo Franco, devido ao processo de deterioração desses monumentos históricos e ao</p><p>processo de industrialização, era necessário “esclarecer, ensinar e explicar” sobre o patrimônio</p><p>(SCIFONI, 2019, p. 19).</p><p>A autora também aponta as circunstâncias daquele período: a nova legislação – o processo de</p><p>tombamento dos monumentos – e a criação da ideia de um bem cultural. O que era antes visto</p><p>como uma propriedade privada, com um patrimônio financeiro, passa a ser visto como um bem</p><p>coletivo, de “herança coletiva” (SCIFONI, 2019, p. 19).</p><p>Aponta ainda que, para Melo Franco, era necessário que a população entendesse que a</p><p>proteção desses bens era “sinônimo de civilidade e de governos esclarecidos”. Apesar disso, essa visão</p><p>não era compreendida pela população brasileira nos primeiros anos de atuação do Sphan, que ainda</p><p>não entendia a importância histórica e cultural do Brasil em face de outros povos no mundo, pois</p><p>a ideia de nação brasileira ainda estava em construção (SCIFONI, 2019, p. 20).</p><p>Atualmente, percebe-se o patrimônio em um momento diferente, no qual grupos e</p><p>movimentos sociais reclamam</p><p>pela patrimonialização de monumentos, sítios arqueológicos e</p><p>conjuntos documentais. Constata-se que, na verdade, não há falta de conhecimento da população</p><p>sobre a importância histórica e cultural, mas, sim, uma ausência de políticas de preservação e de</p><p>interesse por parte das autoridades competentes (SCIFONI, 2019, p. 24). Um exemplo a ser citado</p><p>é a extinção do Ministério da Cultura, em dois momentos: em 2016, integrado ao Ministério da</p><p>Educação; em 2019, incorporado ao Ministério da Cidadania. Em 2023, volta a ser criado.</p><p>Dessa maneira, hoje, discute-se o que é considerado ou não patrimônio, o que é preservado</p><p>ou não, e quais são os interesses políticos e econômicos envoltos nos conflitos sobre o patrimônio.</p><p>Nesse sentido, não se pode pensar em uma relação horizontal de construção do patrimônio com</p><p>grupos que estão ausentes da sua representação (SCIFONI, 2019, p. 25).</p><p>Bosi (apud SCIFONI, 2019) também chama a atenção para a importância das significações do</p><p>patrimônio por meio das construções das memórias, com a lembrança de bons e maus momentos</p><p>vividos naquele local ou com aquele objeto que possui um valor subjetivo do patrimônio.</p><p>18</p><p>Entendendo como o patrimônio pode ser apropriado de diversas maneiras, os arquivos</p><p>pessoais são um bom exemplo dessas significações a partir das pessoas que os acumulam, das pessoas</p><p>que doam esses arquivos, de quem os organiza e de quem consulta esses documentos. Cria-se, assim,</p><p>uma multiplicidade de apropriações de diversos olhares e potencialidades de reflexões acerca desses</p><p>conjuntos documentais.</p><p>Nesse sentido, o olhar contemporâneo sobre o patrimônio não tem o papel de negar a</p><p>existência de bens culturais existentes, mas problematizar esse patrimônio e as suas ausências, tendo,</p><p>como uma das ferramentas dessas reflexões sobre o patrimônio, a educação patrimonial de que se</p><p>falará mais adiante.</p><p>19</p><p>BIBLIOGRAFIA</p><p>AMADO, Daniele Chaves. Oficina de uso de fontes primárias em sala de aula: a experiência da</p><p>Escola de Ciências Sociais (CPDOC). In: MONTEIRO, Fernanda; AMADO, Daniele (Orgs.).</p><p>Café com arquivo: o documento em debate. Rio de Janeiro, 2018. p. 94-113. v. 1, n. 1.</p><p>______; CASTRO, Renan Marinho de; SPOHR, Martina. Arquivos pessoais, disponibilização e</p><p>acesso na web: o caso do CPDOC. Analisando em Ciência da Informação, João Pessoa, v. 4, n.</p><p>especial, p. 642-652, out. 2016.</p><p>ARELLANO, Miguel Angel. Preservação de documentos digitais. Ciência da Informação, v. 33,</p><p>n. 2, p. 15-27, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-19652004000200002.</p><p>Acesso em: 30 maio 2023. 0</p><p>BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. Rio de Janeiro:</p><p>FGV, 2007.</p><p>BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. São Paulo: Edusp, 1987.</p><p>BRAGA, Suely. Accessus: sistema de documentação histórica do CPDOC. [S.l.: s.n.], 2002.</p><p>BRASIL. Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937. Dá nova organização ao Ministério da Educação e</p><p>Saúde Pública. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1930-1949/l0378.htm.</p><p>Acesso em: 24 jul. 2023.</p><p>______. Decreto-Lei nº 8.534, de 2 de janeiro de 1946. Passa a Diretoria do Patrimônio Histórico</p><p>e Artístico Nacional o Serviço do mesmo nome, criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937,</p><p>e dá outras providências. Disponível em:</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8534-2-janeiro-1946-</p><p>458447-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 24 jul. 2023.</p><p>______. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em:</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 21 jul. 2023.</p><p>______. Conselho Nacional de Arquivos (CNA). Resolução nº 31, de 28 de abril de 2010. Dispõe</p><p>sobre a adoção das Recomendações para Digitalização de Documentos Arquivísticos Permanentes.</p><p>Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, v. 147, n. 82,</p><p>seção I, p. 1, 3 maio 2010.</p><p>https://doi.org/10.1590/S0100-19652004000200002</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1930-1949/l0378.htm</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8534-2-janeiro-1946-458447-publicacaooriginal-1-pe.html</p><p>https://www2.camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-8534-2-janeiro-1946-458447-publicacaooriginal-1-pe.html</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</p><p>20</p><p>______. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Educação patrimonial:</p><p>histórico, conceitos e processos. Brasília: Iphan, 2014. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/</p><p>uploads/ckfinder/arquivos/Educacao_Patrimonial.pdf. Acesso em: 23 jul. 2023.</p><p>______. Câmara Técnica de Documentos Audiovisuais, Iconográficos, Sonoros e Musicais</p><p>(CTDAISM). Conselho Nacional de Arquivos. Glossário, v. 3. Brasília, out. 2018. Disponível em:</p><p>https://www.gov.br/conarq/pt-br/composicao/copy_of_camaras-tecnicas-setoriais-</p><p>inativas/Glossario_ctdaism_v3_2018.pdf. Acesso em: 21 jul. 2023.</p><p>______. Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Acervos digitais nos museus: manual para</p><p>realização de projetos. Instituto Brasileiro de Museus; Universidade Federal de Goiás. Brasília, DF:</p><p>Ibram, 2020.</p><p>______. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Apresentação, 23 nov.</p><p>2020. Disponível em: https://www.gov.br/iphan/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/</p><p>apresentacao. Acesso em: 22 maio 2023.</p><p>______. Biblioteca Nacional (BN). Políticas de digitalização: desenvolvimento das coleções</p><p>digitais da Biblioteca Nacional Digital (BNDigital). 2023. Disponível em:</p><p>https://bndigital.bn.gov.br/sobre-a-bndigital/politicas-de-digitalizacao. Acesso em: 21 jul. 2023.</p><p>BUARQUE, Marco Dreer. Estratégias de preservação de longo prazo em acervos sonoros e</p><p>audiovisuais. In: ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA ORAL, 9., 2008. São Leopoldo, RS.</p><p>Anais... Rio de Janeiro: Associação Brasileira de História Oral; São Leopoldo, RS: Unisinos, 2008.</p><p>CAMARGO, Célia et al. Centros de documentação e pesquisa histórica: uma trajetória de três</p><p>décadas. In: CPDOC 30 anos. Rio de Janeiro: FGV, 2003. p. 21-44.</p><p>CASTRO, Renan. Arquivos pessoais, disponibilização e acesso na web: o caso do CPDOC. Revista</p><p>do Arquivo: uma publicação on-line do Arquivo Público do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 2,</p><p>p. 8, 2017.</p><p>CERCHIARO, Marina M.; ALVES, Carolina. Mulheres, histórias e arquivos. História e Cultura,</p><p>Franca (SP), v. 1, n. 1, p. 13-21, jul. 2022. Disponível em:</p><p>https://doi.org/10.18223/hiscult.v11i1.3689. Acesso em: 18 jul. 2023.</p><p>DIAS, Maria Matilde Kronka; BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Gestão da informação em</p><p>ciência e tecnologia sob a ótica do cliente. Bauru, SP: Edusc, 2003. 186p.</p><p>http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Educacao_Patrimonial.pdf</p><p>http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Educacao_Patrimonial.pdf</p><p>https://www.gov.br/iphan/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/apresentacao</p><p>https://www.gov.br/iphan/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/apresentacao</p><p>https://doi.org/10.18223/hiscult.v11i1.3689</p><p>21</p><p>DOLLAR, C. M. O impacto das tecnologias de informação sobre princípios e práticas de arquivos:</p><p>algumas considerações. Acervo, Rio de Janeiro, v. 7, n. 12, p. 3-38, jan. 1994.</p><p>DUARTE, Emeide Nóbrega; SILVA, Alzira Karla Araújo da; COSTA, Suzana Queiroga da. Gestão da</p><p>informação e do conhecimento: práticas de empresa “excelente em gestão empresarial” extensivas a</p><p>unidades de informação. Informação & Sociedade: estudos, v. 17, n. 1, 2007. Disponível em:</p><p>https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/503 . Acesso em: 26 maio 2023.</p><p>EDMONSON, Ray. Arquivística audiovisual: filosofias e princípios. 2017. Disponível em:</p><p>http://www.mowcapunesco.org/wp-content/uploads/Philos-3-Portuguese.pdf. Acesso em: 23 jul.</p><p>2023.</p><p>FGV CPDOC. Saio da vida para entrar na história: Getúlio Vargas e a propaganda política (1930-</p><p>1954). 2018. Disponível em: https://expo-virtual-cpdoc.fgv.br/saio-da-vida-para-entrar-na-</p><p>historia-getulio-vargas-e-propaganda-politica. Acesso em: 18 jul. 2023.</p><p>HEYMANN, Luciana. Indivíduo, memória e resíduo histórico: uma reflexão sobre arquivos</p><p>pessoais e o caso Filinto Müller. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, 1997. v. 10, n. 19, p. 41-66.</p><p>______. De “arquivo pessoal” a “patrimônio nacional”: reflexões acerca da produção de “legados”.</p><p>Rio de Janeiro: FGV CPDOC, 2005. In: SEMINÁRIO PRONEX DIREITOS E CIDADANIA,</p><p>1., 2005. Anais... Rio de Janeiro: FGV CPDOC, 2-4 ago. 2005.</p><p>HUYSSEN, Andreas. Seduzidos pela memória: arquitetura, monumentos, mídia. Rio de Janeiro:</p><p>Aeroplano, 2000.</p><p>INTERNATIONAL ASSOCIATION OF SOUND AND AUDIOVISUAL ARCHIVES (Iasa).</p><p>Technical guidelines. 2023. Disponível em: https://www.iasa-web.org/technical-guidelines. Acesso</p><p>em: 23 jul. 2023.</p><p>LE GOFF, Jacques. História e memória. 2. ed. Campinas: Unicamp, 2003.</p><p>LIMA, Samira Bandeira de Miranda. Educação patrimonial é mais educação! In: SORRENTINO,</p><p>Átila Bezerra (Org.). Educação patrimonial: reflexões e práticas. Caderno temático 2. 1. ed. João</p><p>Pessoa: Superintendência do Iphan na Paraíba, 2012, v. 2, p. 1-104.</p><p>LISSOVSKY, Mauricio. Viagem ao país das imagens: a instabilidade das fotografias e suas</p><p>propriedades combinatórias. In: FURTADO, Beatriz (Org.). Imagem contemporânea: cinema,</p><p>TV, documentário, fotografia, videoarte, games... São Paulo: Hedra, 2009. p. 121-143. v. 1.</p><p>https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/503</p><p>http://www.mowcapunesco.org/wp-content/uploads/Philos-3-Portuguese.pdf</p><p>https://expo-virtual-cpdoc.fgv.br/saio-da-vida-para-entrar-na-historia-getulio-vargas-e-propaganda-politica</p><p>https://expo-virtual-cpdoc.fgv.br/saio-da-vida-para-entrar-na-historia-getulio-vargas-e-propaganda-politica</p><p>https://www.iasa-web.org/technical-guidelines</p><p>22</p><p>MARCONDES, C. H. Interoperabilidade entre acervos digitais de arquivos, bibliotecas e museus:</p><p>potencialidades das tecnologias de dados abertos interligados. Perspectivas em Ciência da</p><p>Informação, v. 21, n. 2, p. 61-83, 2016. Disponível em:</p><p>http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/38363. Acesso em: 31 maio 2023.</p><p>MARTINS, D. L.; LEMOS, D. L. S.; ANDRADE, M. C. Tainacan e omeka: proposta de análise</p><p>comparativa de softwares para gestão de coleções digitais a partir do esforço tecnológico para uso e</p><p>implantação. Informação & Informação, v. 26, n. 2, p. 569-595, 2021. Disponível em:</p><p>10.5433/1981-8920.2021v26n2p569. Acesso em: 1 jun. 2023.</p><p>MOREIRA, Regina da Luz. Brasilianistas, historiografia e centros de documentação. Revista</p><p>Estudos Históricos, [S.l.], v. 3, n. 5, p. 66-74, jun. 1990. Disponível em:</p><p>https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2294. Acesso em: 1 jun. 2023.</p><p>NÚCLEO DE INFORMAÇÃO E COORDENAÇÃO DO PONTO BR (NIC.br). TIC Cultura</p><p>2020: pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nos equipamentos culturais</p><p>brasileiros. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 2021. Disponível em:</p><p>https://cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20210616181537/tic_cultura_2020_livro_eletronico.pdf.</p><p>Acesso em: 23 jul. 2023.</p><p>PARRELA, Ivana. Educação patrimonial nos arquivos brasileiros: algumas experiências e</p><p>perspectivas de uso da metodologia. Ci. Inf., Brasília, DF, v. 41 n. 1, p. 124-133 jan./abr., 2013.</p><p>PELLIZZETTI, Bruno. Documentos digitais e nato-digitais: uma breve abordagem acerca das</p><p>novas legislações. Jusbrasil, [S.l.], 18 ago. 2020. Disponível em:</p><p>https://pelli.jusbrasil.com.br/artigos/913193435/documentos-digitais-e-nato-digitais-uma-breve-</p><p>abordagem-acerca-das-novas-legislações. Acesso em: 23 jul. 2023.</p><p>PEREIRA, Diogo Batista; SILVA, Eliezer Pires da. Diretrizes para o uso das redes sociais pelas</p><p>instituições arquivísticas brasileiras. Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v. 33, n. 3, p.</p><p>116-135. set./dez. 2020. Disponível em:</p><p>https://revista.arquivonacional.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/1544/1542. Acesso</p><p>em: 5 jun. 2023.</p><p>REZENDE, Maria Beatriz et al. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).</p><p>In: ______. (Orgs.). Dicionário Iphan de Patrimônio Cultural. Rio de Janeiro, Brasília:</p><p>Iphan/DAF/Copedoc, 2015.</p><p>http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/38363</p><p>https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2294</p><p>https://cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20210616181537/tic_cultura_2020_livro_eletronico.pdf</p><p>https://pelli.jusbrasil.com.br/artigos/913193435/documentos-digitais-e-nato-digitais-uma-breve-abordagem-acerca-das-novas-legisla%C3%A7%C3%B5es</p><p>https://pelli.jusbrasil.com.br/artigos/913193435/documentos-digitais-e-nato-digitais-uma-breve-abordagem-acerca-das-novas-legisla%C3%A7%C3%B5es</p><p>https://revista.arquivonacional.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/1544/1542</p><p>23</p><p>SAYÃO, Luís Fernando. Um modelo cognitivo de usuário baseado na percepção do valor da</p><p>informação. 1994. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – CNPq/IBICT-UFRJ/ECO, Rio</p><p>de Janeiro, 1994.</p><p>SCIFONI, Simoni. Conhecer para preservar: uma ideia fora do tempo. Revista CPC, São Paulo,</p><p>n. 27 especial, p. 14-31, jan./jul. 2019.</p><p>TOLENTINO, Átila Bezerra. O que não é educação patrimonial: cinco falácias sobre seu conceito</p><p>e sua prática. In: TOLENTINO, Átila Bezerra; BRAGA, Emanuel Oliveira (Orgs.). Educação</p><p>patrimonial: políticas, relações de poder e ações afirmativas. Caderno Temático de Educação</p><p>Patrimonial, n. 5. João Pessoa: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, p. 39-48, 2016.</p><p>24</p><p>PROFESSORES-AUTORES</p><p>ADELINA MARIA ALVES NOVAES E CRUZ</p><p>Adelina Novaes e Cruz é pesquisadora e coordenadora executiva</p><p>da Pós-graduação em Cinema Documentário, em conjunto com</p><p>Eduardo Escorel, da Escola de Ciência Sociais/ Centro de</p><p>Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil</p><p>da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC). Integra a área de</p><p>Documentação e coordena o Núcleo de Audiovisual e</p><p>Documentário do FGV CPDOC. Participa da organização de</p><p>arquivos privados pessoais, de projetos de pesquisa e de divulgação do acervo, da elaboração de</p><p>livros, da montagem de exposições e vídeos de caráter histórico. Consultora da Financiadora de</p><p>Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do</p><p>Rio de Janeiro (Faperj), além de membro do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) e do</p><p>Conselho Estadual de Arquivos (CONEARQ).</p><p>AYRA GUEDES GARRIDO</p><p>Ayra Garrido é pesquisadora bolsista e doutoranda em História,</p><p>Política e Bens Culturais do FGV CPDOC. É mestre em História</p><p>Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHIS-</p><p>UFRJ). Membra do Laboratório de Estudos sobre os Militares na</p><p>Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LEMP-UFRJ)</p><p>e do Laboratório de Estudos sobre Estado, Poder e Sociedade</p><p>(LAEPS FGV CPDOC). Atua nas áreas de História, Ditadura</p><p>Militar, Justiça Militar e Educação Patrimonial em Acervos.</p><p>25</p><p>CAROLINA GONÇALVES ALVES</p><p>Carolina Alves é analista de Documentação e Informação do</p><p>FGV CPDOC e atualmente coordena a Documentação. É</p><p>integrante do Comitê Executivo da Rede Arquivos de Mulheres</p><p>(RAM), fruto de uma parceria entre o CPDOC e o Instituto de</p><p>Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP).</p><p>Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia</p><p>da Cultura, atuando principalmente com os temas: raça, gênero,</p><p>poder e representação. Trabalha na organização e na gestão de documentos históricos e reflete sobre</p><p>a sub-representação de mulheres nas instituições arquivísticas. Doutora pelo Programa de Pós-</p><p>Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPCIS-UERJ),</p><p>mestre em Ciências Sociais pelo mesmo programa e graduada em Ciências Sociais pela Universidade</p><p>do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).</p><p>DANIELE CHAVES AMADO DE OLIVEIRA</p><p>Daniele Amado é analista de Documentação e Informação do</p><p>FGV CPDOC e professora permanente do Programa de Pós-</p><p>graduação em História, Política e Bens Culturais da mesma</p><p>instituição</p><p>(PPHPBC FGV CPDOC). Coordena o projeto de</p><p>pesquisa aplicada “Difusão e Educação Patrimonial do acervo</p><p>histórico do CPDOC” e a iniciativa “Escola no Acervo”.</p><p>Coordena ainda o projeto de extensão “Café com arquivo: o</p><p>documento em debate”, em parceria com o Departamento de Arquivologia da Universidade Federal</p><p>do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Membro do Conselho Estadual de Arquivos</p><p>(CONEARQ). Doutora pelo Programa de Pós-graduação em História da UNIRIO. Foi</p><p>coordenadora do Programa de Arquivos Pessoais e coordenadora de Documentação.</p><p>26</p><p>GABRIEL CARDOSO BORGES SILVA</p><p>Gabriel Cardoso é técnico de audiovisual no Núcleo de</p><p>Audiovisual e Documentário e no Programa de História Oral</p><p>do FGV CPDOC. É mestre em Comunicação pelo Programa</p><p>de Pós-graduação em Comunicação da Pontifícia Universidade</p><p>Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e graduado em Cinema</p><p>pela mesma instituição.</p><p>NINNA DE ARAÚJO CARNEIRO LIMA</p><p>Ninna Carneiro é analista de Documentação e Informação do FGV</p><p>CPDOC, atuando no Programa de História Oral e no Núcleo de</p><p>Audiovisual e Documentário. É graduada em Ciências Sociais pela</p><p>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Bens</p><p>Culturais e Projetos Sociais pelo Programa de História, Política e</p><p>Bens Culturais da FGV (PPHPBC FGV CPDOC).</p><p>RENAN MARINHO DE CASTRO</p><p>Renan Castro é analista de Documentação e Informação do FGV</p><p>CPDOC e professor permanente do PPHPBC FGV CPDOC. É</p><p>conselheiro do CONEARQ e coordenou o Programa de Arquivos</p><p>Pessoais da instituição ao qual é vinculado. Doutor em Ciência da</p><p>Informação pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da</p><p>Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e</p><p>Tecnologia (IBICT), em convênio com a Universidade Federal do</p><p>Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo PPHPBC FGV CPDOC.</p><p>Graduado em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense (UFF).</p><p>27</p><p>THAIS CONTINENTINO BLANK</p><p>Thais Blank é professora adjunta do FGV CPDOC e do</p><p>PPHPBC FGV CPDOC. Foi coordenadora da Documentação</p><p>da FGV CPDOC e é co-coordenadora do Núcleo de Audiovisual</p><p>e Documentário da FGV CPDOC. Líder do grupo de pesquisa</p><p>do CNPq Laboratório de Estudos da Cultura Visual (LECV FGV</p><p>CPDOC), bolsista jovem cientista do Nosso Estado e bolsista de</p><p>Produtividade CNPq. É coeditora da Revista Estudos Históricos</p><p>do FGV CPDOC. Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ e em Histoire Culturelle et</p><p>Sociale de L'Art pela Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Mestre em Comunicação e</p><p>Cultura pela. Graduada em Comunicação Social com Habilitação em Cinema pela PUC-Rio.</p><p>https://www.instagram.com/fgv.educacaoexecutiva/</p><p>https://www.linkedin.com/school/fgv-educacaoexecutiva/</p><p>SUMÁRIO</p><p>MEMÓRIA E PATRIMÔNIO: CONCEITOS E REFLEXÕES</p><p>Conceito de memória</p><p>Memória e patrimônio: um olhar histórico</p><p>Memória e patrimônio: um olhar contemporâneo</p><p>BIBLIOGRAFIA</p><p>PROFESSORES-AUTORES</p><p>ADELINA MARIA ALVES NOVAES E CRUZ</p><p>AYRA GUEDES GARRIDO</p><p>CAROLINA GONÇALVES ALVES</p><p>DANIELE CHAVES AMADO DE OLIVEIRA</p><p>GABRIEL CARDOSO BORGES SILVA</p><p>NINNA DE ARAÚJO CARNEIRO LIMA</p><p>RENAN MARINHO DE CASTRO</p><p>THAIS CONTINENTINO BLANK</p>