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<p>Prof. Thiago Guedes Teles</p><p> Detalhar receptores articulares.</p><p> Detalhar as fibras nervosas responsáveis pela</p><p>inervação muscular.</p><p> Detalhar as terminações nervosas características de</p><p>cada tipo de fibra muscular.</p><p> Exemplificar a ativação dos receptores musculares e</p><p>relacioná-los com a clínica.</p><p> Os receptores são pequenos órgãos</p><p>especializados em internalizar informações</p><p>obtidas do meio externo ou mesmo de</p><p>enviar informações ao SNC sobre as relações</p><p>do corpo com ele mesmo ou com o meio</p><p>externo.</p><p> Mecanorreceptivos:</p><p>estimulados pelo</p><p>deslocamento mecânico de</p><p>algum tecido do organismo;</p><p> Termorreceptivos:</p><p>detectam o calor e o frio;</p><p> Algoreceptivos: é ativado</p><p>por qualquer fator que lese</p><p>os tecidos.</p><p> Encontrados nas cápsulas e</p><p>ligamentos articulares. São</p><p>estimulados a partir da</p><p>deformação.</p><p> Classificação de Freeman e Wyke</p><p>(leva em consideração os</p><p>aspectos morfológicos e o</p><p>tamanho das terminações</p><p>nervosas).</p><p> A) Tipo I(Ruffini)</p><p> B) Tipo II(Paccini)</p><p> C) Tipo III(Golgi)</p><p> D) Tipo IV(TNL)</p><p> ADAPTAÇÃO LENTA: Os receptores de adaptação</p><p>lenta são os que, enquanto o estímulo estiver</p><p>presente, continuam a transmitir impulsos para o</p><p>cérebro. Por isso eles mantêm o cérebro</p><p>constantemente informado sobre a situação corporal e</p><p>sua relação com o meio ambiente. Esse mecanismo</p><p>permite que se obtenha uma idéia do tempo de</p><p>duração do estímulo.</p><p> ADAPTAÇÃO RÁPIDA: Os receptores que se adaptam</p><p>de forma rápida reagem fortemente enquanto uma</p><p>mudança está, na verdade, começando a se</p><p>desenvolver. Eles só são estimulados quando ocorrem</p><p>alterações na potência do estímulo. Assim, no caso do</p><p>corpúsculo de Paccini, uma pressão súbita aplicada</p><p>sobre a pele excita esse receptor por alguns</p><p>milissegundos e em seguida, essa excitação acaba,</p><p>mesmo que a pressão continue. No entanto, esse</p><p>receptor é capaz de transmitir novamente o sinal</p><p>quando a pressão é liberada.</p><p> Encontrados no interior da cápsula</p><p>articular.</p><p> Globulares ou ovóides encapsulados,</p><p>denominados terminações de Ruffini</p><p> Informações acerca das mudanças na</p><p>posição articular.</p><p> É um mecanorreceptor estático e</p><p>dinâmico, dependendo da posição,</p><p>pressão intra-articular, e dos</p><p>movimentos articulares (ativos e</p><p>passivos).</p><p> Sua adaptação é lenta, sendo ativado</p><p>em todas as posições articulares,</p><p>mesmo com a articulação em repouso.</p><p> Podem ser ativados também por tato e</p><p>pressão.</p><p> Encontrados na cápsula</p><p>articular.</p><p> Alongados e de formato</p><p>cônico, denominados</p><p>corpúsculos de Pacini.</p><p> Fornecem informações sobre a</p><p>velocidade do movimento.</p><p> É um mecanorreceptor</p><p>dinâmico.</p><p> Sua adaptação é rápida e</p><p>inativa em repouso.</p><p> É estimulado por estímulos</p><p>mecânicos rápidos e</p><p>repetitivos.</p><p> Encontrados nos ligamentos.</p><p> Terminações de Golgi são</p><p>grandes e fusiformes,</p><p> Registram a verdadeira</p><p>posição articular.</p><p> É um mecanorreceptor</p><p>dinâmico.</p><p> Sua adaptação é lenta.</p><p> É estimulado com movimentos</p><p>extensos ativos ou passivos.</p><p> Encontrados nas cápsulas</p><p>articulares.</p><p> Filamentos nervosos amielínicos,</p><p>e podem ser divididos em duas</p><p>categorias: as terminações</p><p>nervosas livres, responsáveis</p><p>pela transmissão da dor, e as</p><p>terminações eferentes</p><p>amielínicas, responsáveis pela</p><p>inervação vasomotora .</p><p> Fornecem informações dolorosas</p><p>a nível dos tecidos articulares.</p><p> Sua adaptação é lenta.</p><p> É ativado pelas deformações</p><p>mecânicas.</p><p> 3 tipos principais de terminações nervosas nas cápsulas</p><p>articulares e nos ligamentos próximos das articulações.</p><p> As mais abundantes são as terminações de Ruffini (tipo I),</p><p>que são fortemente estimuladas quando a articulação está</p><p>posicionada.</p><p> Outro tipo de terminação que parece com os receptores do</p><p>estiramento dos tendões musculares (Órgão tendinoso de</p><p>Golgi - tipo III) é observado particularmente nos ligamentos</p><p>próximos das articulações.</p><p> Corpúsculos de Paccini (tipo II), que se adaptam</p><p>extremamente rápido, e ajudam a detectar a velocidade de</p><p>rotação na articulação.</p><p> O controle apropriado da função muscular requer não</p><p>apenas a excitação do músculo pelos neurônios motores</p><p>anteriores, mas também um contínuo feedback de</p><p>informações de cada músculo ao sistema nervoso, dando o</p><p>estado de cada músculo a cada instante.</p><p> Para fornecer essas informações, os músculos e seus tendões</p><p>são abundantemente supridos, por dois tipos especiais de</p><p>receptores sensoriais:</p><p> (1) fusos musculares, que se distribuem por todo o ventre do</p><p>músculo e que enviam informações para o sistema nervoso ou</p><p>sobre o comprimento do músculo, ou sobre a rapidez de</p><p>alteração de seu comprimento, e</p><p> (2) órgãos tendinosos de Golgi, que transmitem informações</p><p>sobre a tensão ou a rapidez de alterações da tensão.</p><p> Estruturas localizadas de</p><p>forma paralela às fibras</p><p>esqueléticas extrafusais .</p><p>Fusos musculares</p><p>Detectam a variação do comprimento</p><p>muscular durante o estiramento e a</p><p>contração muscular e a velocidade da</p><p>alteração.</p><p> Estruturas localizadas nas</p><p>junções miotendinosas .</p><p>Órgãos Tendinosos de Golgi</p><p>Detectam a variação da tensão</p><p>muscular</p><p>FNM</p><p> Detectam a alteração</p><p>no comprimento e na</p><p>velocidade da variação</p><p>desse comprimento.</p><p>OTG</p><p> Detectam a tensão</p><p>aplicada ao tendão durante</p><p>uma contração ou</p><p>estiramento suave</p><p>muscular.</p><p> Região central (anuloespiral) da fibra intrafusal é</p><p>desprovida de filamentos de actina/miosina.</p><p> Região central (anuloespiral) é envolvida por uma fibra</p><p>IA (grande).</p><p> Região periférica é inervada pelos motoneurônios</p><p>gama.</p><p> FIBRAS INTRAFUSAIS: fibras músculo-</p><p>esqueléticas localizadas dentro do fuso</p><p>neuromuscular. Relacionam-se diretamente com</p><p>atividades reflexas do fuso</p><p> FIBRAS EXTRAFUSAIS: fibras músculo-</p><p>esqueléticas localizadas fora do fuso</p><p>neuromuscular. Relacionam-se diretamente com</p><p>atividades voluntárias do músculo.</p><p> Alterações de tensão e posição das estruturas na qual estão</p><p>localizados</p><p> Identificação da dor</p><p> Ângulo articular,</p><p> Velocidade de movimento articular,</p><p> Tração articular,</p><p> Contração muscular,</p><p> Força da contração muscular.</p><p> VIAS AFERENTES: fibras que trazem informações do músculo</p><p>para medula espinhal.</p><p> VIAS EFERENTES: fibras que levam informações da medula</p><p>espinhal para o músculo.</p><p> PLACA MOTORA: região de entrada das fibras eferentes no</p><p>músculo.</p><p> UNIDADE MOTORA: complexo formado por um</p><p>MOTONEURONÔNIO ALFA + fibras musculares por ele</p><p>inervadas.</p><p> Fibras Ia: condutora dos impulsos provenientes da</p><p>terminação anuloespiral do fuso neuromuscular.</p><p> Fibras Ib: condutora dos impulsos provenientes da junção</p><p>miotendinosa do orgão tendionoso do Golgi.</p><p> Fibras A: condução do tato, pressão, mecanorreceptores.</p><p> Fibras C: condução da dor.</p><p> Células nervosas que saem do corno anterior da medula</p><p>espinhal e seguem até os músculos.</p><p> Motoneurônio Alfa: dão origem a fibra nervosa TIPO</p><p>A(Alfa) que inervará as fibras esqueléticas extrafusais.</p><p>Essas estruturas são as que promovem a contração</p><p>isométrica, concêntrica ou excêntrica do músculo</p><p>esquelético.</p><p> Motoneurônio Gama: fibras que inervarão a região</p><p>periférica das fibras intrafusais. Essas estruturas</p><p>promovem a contração reflexa das fibras intrafusais.</p><p> Sistema coluna dorsal-lemnisco medial</p><p> Sistema Ântero-lateral.</p><p> Se unem novamente a nível do tálamo.</p><p>As fibras ESPINOCEREBELARES (Espino-Cerebelar Anterior /</p><p>Espino-Cerebelar Posterior) levam os impulsos dos FNM e ONT.</p><p> Os centros relacionados com a postura estão distribuídos por</p><p>todo o encéfalo. Podemos citar o Rubroespinhal e o vestíbulo</p><p>espinhal localizados na formação reticular.</p><p> Quando a Região central da fibra intrafusal é estirada</p><p>desencadeia-se um estímulo que é conduzido pela fibra IA até a</p><p>medula espinhal.</p><p> Através de um arco reflexo simples o impulso retorna as fibras</p><p>extrafusais por um motoneurônio alfa fásico provocando a</p><p>contração das fibras extrafusais.</p><p> Essa contração tende a reduzir o tensionamento sobre a região</p><p>central do fuso e o músculo se relaxa em seguida.</p><p> As vias citadas estão sob controle dos centros encefálicos que</p><p>permitem que esses centros participem na regulação do tônus</p><p>muscular.</p><p> A tensão excessiva no músculo ativa o OTG que transmite</p><p>o impulso por fibras Ib, segue por um trato</p><p>espinocerebelar gerando uma retroalimentação negativa</p><p>sobre as fibras extrafusais relaxando o músculo e</p><p>consequentemente desativando o receptor.</p><p> Neurofisiologia da técnica Manter e Relaxar</p><p>(Cinesioterapia)</p><p> A hiperatividade do Sistema Gama pode aumentar a</p><p>tensão das fibras intrafusais causando estímulo das</p><p>terminações anuloespirais que conduz o impulsos por</p><p>fibras IA para a medula e respondendo com contração das</p><p>fibras extrafusais.</p><p> Músculos posturais como o trapézio e os paravertebrais</p><p>constantemente tem seu limar de excitação baixo</p><p>causando “doresmusculares”.</p><p> A repetição de certas atividades cria atalhos nas conexões</p><p>neurais levando a uma alta excitação fusal.</p><p> Devido à posição antálgica, adquirida como um</p><p>mecanismo pessoal de proteção, há formação de engrama</p><p>sensorial patológico. Deve-se prevenir este engrama</p><p>patológico. Essa articulação deve ser trabalhada o mais</p><p>rápido possível para a formação de um novo engrama</p><p>sadio. Isto pode ser feito através de exercícios</p><p>proprioceptivos que através dos desequilíbrios estimulam</p><p>os receptores a enviarem informações ao cérebro para que</p><p>este envie respostas motoras na tentativa de equilibrar o</p><p>corpo. Este ciclo equilíbrio/desequilíbrio atuará na</p><p>formação da "memória do movimento".</p><p>* engrama: memórias</p><p> Reduzir atividade gama estática</p><p> Estimular a atividade gama dinâmica</p><p> Inibir reflexamente a contração muscular</p><p> A reeducação da dinâmica poderá contribuir para a</p><p>eliminação dos “atalhos pré-ativados”</p><p> GUYTON, Arthur C. - Tratado de Fisiologia Médica. 7ª Edição, Rio</p><p>de Janeiro, Editora Guanabara Koogan.</p><p> MACHADO, Angelo - Neuroanatomia Funcional. 2ª Edição, Rio de</p><p>Janeiro, Editora Atheneu, 1993.</p><p> MARTIN, John H. - Neuroanatomia - texto e atlas. 2ª Edição, Porto</p><p>Alegre, Editora Artes Médicas, 1996.</p><p> http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/</p><p>proprioceptores.htm</p><p> http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisi</p><p>oterapia/traumato/articulacao_joelho.htm</p><p> http://www.rbo.org.br/materia.asp?mt=1688&idIdioma=1</p><p> EFEITO DA FADIGA MUSCULAR LOCAL NA PROPRIOCEPÇÃO</p><p>DO JOELHO(ARTIGO)</p><p>http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/articulacao_joelho.htm</p><p>http://www.rbo.org.br/materia.asp?mt=1688&idIdioma=1</p>