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<p>UNIFG – CENTRO UNIVERSITÁRIO DOS GUARARAPES</p><p>BACHARELADO EM BIOMEDICINA</p><p>Carina Santiago Cavalcante De Melo</p><p>Laura Calixto De Souza</p><p>Maria Clara Luz Marinho</p><p>Rayanne Melissa Lucena</p><p>RESENHA CRÍTICA COMPARANDO O USO DO TABACO E DA MACONHA</p><p>01/04/2024</p><p>Jaboatão dos Guararapes – PE</p><p>Carina Santiago Cavalcante De Melo</p><p>Laura Calixto De Souza</p><p>Maria Clara Luz Marinho</p><p>Rayanne Melissa Lucena</p><p>RESENHA CRÍTICA COMPARANDO O USO DO TABACO E DA MACONHA</p><p>01/04/2024</p><p>Jaboatão dos Guararapes – PE</p><p>As transformações sociais e psicológicas dos jovens aumentam a vulnerabilidade ao consumo de produtos lícitos e ilícitos, como o tabaco e a maconha, respectivamente. Analisando artigos científicos (1,2), foi constatado que o tabaco, Nicotina tabacaun, tem como princípio ativo a Nicotina, capaz de gerar dependência química aos usuários, que são principalmente jovens universitários. Da mesma forma, a Maconha, Cannabis sativa, afeta a mente e o corpo pelo tetrahidrocannabiol (THC), princípio ativo psicoativo. Os usuários de maconha tendem a ter menos ânimo para realizar tarefas, diminuição da capacidade motora, ansiedade e problemas de memória e atenção. Nos adolescentes, o comprometimento cognitivo está associado a dificuldades de aprendizagem, o que pode levar à repetência escolar. Mas seu uso é feito pela sensação de relaxamento, euforia e o aumento do prazer sexual. (3,4)</p><p>A influência social, pressão e ansiedade geradas pela universidade também influenciam no desenvolvimento do tabagismo, classificado de acordo com a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), como um transtorno mental e de comportamento, decorrente da dependência à nicotina. No Brasil, ocorrem mais de 150.000 mortes por ano por influência do tabagismo, seja em doenças cardiovasculares, pulmonares, câncer ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). (5,6)</p><p>A presente resenha crítica busca evidenciar as diferenças entre o consumo desses dois tipos de droga.</p><p>o THC, principal componente ativo da maconha é o responsável pelos seus efeitos alucinógenos, pois ele modifica a atividade cerebral do usuário. O tetra-hidrocarbinol permanece no sangue do indivíduo por aproximadamente 8 dias após o consumo do mesmo. Apesar dos seus riscos a saúde se usado em grande quantidade, o THC também é usado em casos médicos específicos, como em pacientes de câncer que visa diminuir as ânsias de vômitos e náuseas, como também em casos de glaucoma, reduzindo a pressão do globo ocular a fim de evitar uma possível cegueira.</p><p>Outra substância presente na maconha é o CBD (cannabidiol), que é geralmente utilizado no tratamento de alguns casos de epilepsia, possui benefícios terapêuticos no tratamento da ansiedade, doença de parkinson, Alzheimer e dor crônica.</p><p>De acordo com a Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas, a maconha é a droga ilícita mais consumida no mundo. Não há casos de morte por overdose dessa droga, embora seu consumo excessivo possa trazer algumas complicações psíquicas. O fumo crônico da maconha provoca alterações das células do trato respiratório e aumenta a incidência de câncer de pulmão, e pode ser considerada uma porta de entrada para outras drogas entorpecentes.</p><p>O princípio ativo do tabaco é a nicotina, e esta, em preparações como o cigarro, contém de 9 a 17mg/unidade. Além da nicotina, o cigarro também apresenta concentração relevantes de monóxido de carbono (CO), um gás asfixiante tóxico, que dependendo do tempo de exposição e quantidade, pode levar a morte; Alcatrão, uma mistura complexa de 4000 substâncias, onde pelo menos 60 são cancerígenas.</p><p>Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020 a carga do tabagismo aponta que o mesmo foi responsável por pelo menos 161.853 óbitos (443 mortes ao dia) além de quase 500 mil novos casos de doenças cardíacas.</p><p>A partir dos resultados encontrados nesta pesquisa, concluímos que o uso do tabaco é extremamente prejudicial à saúde, sendo um dos principais causadores de câncer de pulmão, devido à presença de componentes tóxicos e cancerígenos em sua composição. Mesmo sendo uma droga lícita, foi comprovado que vicia, ocasionando a morte para milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial Da Saúde (OMS). Vale ressaltar, ainda, que o tabagismo é mais comum entre jovens, visto que, muitas vezes são influenciados a entrar nessa vida. Os sintomas incluem redução do paladar e do olfato, aumento da frequência cardíaca e pressão arterial, risco de doenças cardíacas, derrame e aneurismas. Além disso, analisamos a maconha, que pode ter efeitos negativos no bem-estar dos usuários, uma vez que, o seu principal composto psicoativo, THC, afeta a função cognitiva, a memória de curto prazo e a coordenação motora, prejudicando o desempenho em atividades diárias e aumentando o risco de acidentes. Dentre os seus sintomas estão euforia, ansiedade, olhos vermelhos e relaxamento. Portanto, a fumaça dessa droga ilícita contém substâncias tóxicas que podem acarretar danos aos pulmões e ao sistema respiratório, semelhantes aos encontrados no tabagismo.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>1. ALVES, T. de A.; LIRA, A. C. da S.; PACHÚ, C. O. (2021) Aspectos biopsicossociais relacionados ao consumo de tabaco entre universitários: Uma revisão integrativa. RSD > https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/16250.</p><p>2. Oliveira J. A., et al. (2021) USO DE Cannabis sativa L. (MACONHA) NA ADOLESCÊNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Revista Uniandrade > https://revistahom.uniandrade.br/index.php/revistauniandrade/article/view/1583.</p><p>3. Carnieri, K. M. (2018). Descriminação da Cannabis Sativa para fins</p><p>terapêuticos. Curitiba: Uniandrade, 2018.</p><p>4. Rigoni,M.S.,& Oliveira, M.S, Andretta,I. (2016). Consequências Neuropsicológicas do uso da maconha em adolescentes e adultos jovens. Ciência & cognição. 8, 118-126.</p><p>5. Pinto, M., Bardach, A., Palacios, A., Biz, A. N, Alcaraz, A., Rodríguez, B., Augustovski, F., et al. (2017). Carga de doença atribuível ao uso do tabaco no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de impostos. Documento técnico IECS N° 21. Buenos Aires: Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria.</p><p>6. Drope, J., & Schluger, N. W. (Eds.). (2018). O atlas do tabaco. Georgia: Sociedade americana de câncer.</p><p>7. Silva, A. S., Gomes A., Palhano M. B., Arantes A. C. Y. (2018). A maconha nas perspectivas contemporâneas: Benefícios e Malefícios. Revista Científica Da faculdade de educação e meio ambiente - Faema. >https://revista.unifaema.edu.br/index.php/Revista-FAEMA/article/view/670/655</p><p>8. Pinto, M. T., Riviere, A. P., Bardach, A. (2015). Estimativa da carga do tabagismo no Brasil: mortalidade, morbidade e custos. SciELO Brasil 2015. > https://www.scielo.br/j/csp/a/gv5WnNdKJqrKpSpfShjfxsQ/?lang=pt</p><p>9. Instituto Nacional do Câncer, Inca (2022). >https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabaco/dados-e-numeros-do-tabagismo/mortalidade-no-brasil</p><p>10. Centro regional de estudos, prevenção e recuperação de dependentes químicos (2013). Universidade Federal Do Rio Grande (Furg). Componentes Químicos. > https://cenpre.furg.br/drogas?id=53</p>