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<p>DEFINIÇÕES DE CULTURA</p><p>• Cultura (Séc. XVI): Termo utilizado com complemento - cultura das artes,</p><p>Cultura das letras, cultura das ciências;</p><p>* Designação de "'formação, educação do espirito.</p><p>• Cultura: Estado de espírito cultivado pela instrução; culto;</p><p>CULTURA E CIVILIZAÇÃO</p><p>* Cultura (Séc. XIX): Termo passa a ser usado como sinónimo ou em contraste com o termo</p><p>Civilização.</p><p>• Civilização: Designara um processo progressivo de desenvolvimento humano.</p><p>CONCEPÇÃO CLÁSSICA DE CULTURA:</p><p>Cultura é o processo de desenvolvimento e enobrecimento das faculdades humanas em um processo facilitado pela assimilação d e trabalhados acadêmicos e artísticos é ligado ao caráter progressista da era moderna. (THOMPSON, …)</p><p>CONCEPÇÃO UNIVERSALISTA DE</p><p>CULTURA</p><p>Cultura ou civilização tomada em seu sentido etnológico é aquele todo complexo que inclui conhecimento, arte, moral, lei e costumes e todas as demais capacidades e hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade . A condição da cultura entre as diversas sociedades da espécie humana na medida em que é passível de ser investidas nos princípios gerais , é um tema apropriado para o estudo do pensamento e da ação humanos ( tylor, apud THOMPSON(bid,p 171)</p><p>DEFINIÇÕES DE CULTURA</p><p>• Cultura: Definição descritiva e não normativa que rompe com as definições restritivas e individualistas</p><p>* A cultura é a expressão da totalidade da vida social do homem, caracterizando-se porsua dimensão coletiva.</p><p>Malinowski (Antropologia): Os fenômenos culturais poderão ser analisados em termos da</p><p>Satisfação das necessidades humanas.</p><p>• necessidades psicologicas: (alimentar-se,</p><p>reproduzir se, proteger-se etc.)</p><p>determinam imposições fundamentais.</p><p>• A cultura constitui a resposta funcional a esses imperativo naturais, e esta resposta ocorre por</p><p>Meio da criação de instituições que designam as</p><p>soluções coletivas(organizadas) as necessidades individuais</p><p>.</p><p>Para White (2009), a discurso articulado é um recurso</p><p>Extremamente poderoso naquilo que diz respeito à criação ordenação e regulação de sistemas de parentescos, sistemas políticos e econômicos. Esse discurso articulado é fruto da simbolização.</p><p>A linguagem, neste contexto, possibilita acumular e transmitir o conhecimento , que, por meio da</p><p>Simbolização e do discurso articulado cria organizações</p><p>sociais, instituições económicas aperfeiçoa constantemente o uso de ferramentas e forma</p><p>Tradições de conhecimento e de crenças'.</p><p>A pesrpectiva de Malinowski, no entanto, perde a dimensão das estruturas de poder no interior</p><p>Da cultura</p><p>• cultura é fundamental para formação do ser humano, a questão que se coloca é:</p><p>"A cultura explora os recursos do mundo exterior para formecer materiais e tornar a vida mais segura, contínua e duradoura, A exploração dos recursos pela cultura se da ideológica sociologica e tecnologicamente .</p><p>Conceito de Cultura: percurso teórico :</p><p>Civilização: ruptura com a concepção etnocêntrica e evolucionista</p><p>· Concepção universalista→ Conjunto de produções humanas > práticas; simbólicas;materiais; etc</p><p>· Concepção Particularista → Cada cultura representa um todo único e particular ;</p><p>. Motivos (motivação para produção de cultura → Satisfação de necessidades</p><p>· Cultura e Relações de poder → A exploração e transformação da natureza para produção de cultura se dá de modo ideológico.</p><p>· A cultura cOMO ESTRUTURA e os processos de FORMAÇÃO HUMANA</p><p>CLÍNICA E CULTURA</p><p>• Os fenômenos culturais são significativos tanto para os atores pois são, rotineiramente interpretados por</p><p>Eles em sua vida cotidiana , quanto para os analistas,</p><p>que buscam por meio da interpretação compreender a características significativas da vida social.</p><p>• A estruturação dos contextos sociais, no entanto, pode ser carterizada pelo estabelecimento de relações assimétricas e por acessos diferenciados aos recursos de produção, transmissão e recepção de formas simbólicas.</p><p>· A constituição das formas simbolicas na cultura levam em consideração os aspectos:</p><p>· Intencional: revelam a intenção de alcançar certo objetivo.</p><p>· Convencional : representam a aplicação de regras, códigos e convenções</p><p>* Estrutural: se estabelecem como estrutura articulada entre práticas sociais diversas.</p><p>• Referencial: se referem a algo, dizem algo sobre alguma coisa possuem significado social.</p><p>' contextual: estão inseridas em um contexto social e</p><p>Histórico.</p><p>O Conceito Cultura</p><p>Como se sabe a cultura humana - me refiro a tudo aquilo em que a vida humana se elevou acima de suas condições animais se distingue da vida dos bichos; e eu me recuso a separar cultura (kultur e civilização (zivilisation) - mostra dois lados ao observador. Ela abrange, por um lada todo o saber e toda a capacidade adquiridos pelo homem com o fim de dominar as forcas da natureza e obter seus bens para a satisfação das necessidades humanas e, por outro, todas as instituições necessárias para regular as relações dos homens entre si e, em especia, a divisão dos bens</p><p>O Mal-Estar na Cultura</p><p>· Cultura: Satisfação das necessidades humanas;</p><p>· Domínio da natureza;</p><p>· Dominio das pusoes instinto,</p><p>* felicidade como objetivo de vida.</p><p>'A IDEIA DE EU'</p><p>• EU: representa algo aparentemente autônomo,</p><p>unitário.</p><p>•A autonomia e independência do eu é algo ilusório, pois suas fronteiras internas são</p><p>indivisíveis.</p><p>· As fronteiras externas do Eu' tendem a ser mais coras exceto em algumas situações:</p><p>· Transtornos psíquicos – condições psicopatologicas</p><p>· Enamoramentos paixão.</p><p>E desse modo então, que o Eu se desliga do mundo externo. Ou, mais corretamente: no início o Eu abarca tudo, depois separa de si o mundo externo.</p><p>Nosso atual sentimento do Eu é, portanto, apenas vestígio atrofiado de</p><p>um sentimento muto mais abrangente -sim todo abrangente que correspondia</p><p>a uma mais intima ligação do Eu com o mundo em torno( FREUD,1930/2013)."</p><p>· A manutenção do passado na vida psíquica pode evidenciar a existência do chamado sentimento oceânico na experiência de um Eu adulto,</p><p>· Sobre a cooptação do sentimento oceânico na experiência religiosa, Freud acrescenta também o sentimento de desamparo infantil como elemento importante para pensarmos a vinculação religiosa.</p><p>· 'Qual é o sentido da vida?</p><p>· 'A questão da finalidade da vida humana já foi posta inúmeras vezes. jamais encontrou resposta satisfatória, e talvez não a tenha sequer.</p><p>· Muitos dos que a puseram acrescentaram: se</p><p>· A vida não tiver finalidade perderá qualquer valor mas essa ameaça nada altera.(FREUD,1930)</p><p>busca pela felicidade possui duas metas:</p><p>META NEGATIVA : evitar a dor e o desprazer</p><p>META POSITIVA : as vivências do prazer</p><p>O PRINCÍPIO DE PRAZER: Estabelece a finalidade da existência humana,</p><p>Aquilo que chamamos FELICIDADE, no sentido estrito, vem da satisfação de necessidades represadas.</p><p>· Por sua natureza, e possível apenas como FENOMENOS EPISÓDICOS.</p><p>· A manutenção de uma situação desejada pelo princípio do</p><p>prazer resulta em um morno bem-estar.</p><p>• A infelicidade por sua vez, é bem menos difícil de se experimentar</p><p>* Freud define três fontes para o sofrimento humano:</p><p>· O próprio corpo: fadado ao declínio e a dissolução. Não pode dispensar a dor e o medo como sinais de advertência;</p><p>· O mundo externo, pode se abater sobre o sujeito com forças mais poderosas e extremas;</p><p>· As relações humanas possivelmente a maior fonte de</p><p>Sofrimento subjetivo.</p><p>Sendo a infelicidade mais fácil de se experimentar muitas vezes invertemos a meta do princípio de prazer.</p><p>· O Princípio de Realidade também impõe</p><p>Transformações ao funcionamento psíquico.</p><p>• Evitamos sofrimentos e deixamos de lado a busca pela felicidade.</p><p>Como evitamos o sofrimento considerando as suas três fontes primordiais?</p><p>Isolamento/distanciamento social, embriaguez / intoxicação e a criação artística.</p><p>Como experimentamos felicidade?</p><p>Estou falando, claro, daquela orientação da vida que tem o amor como centro, que espera toda satisfação do amar e ser amado. Essa atitude psíquica é familiar a todos nós; uma das formas de manifestação do amor, o amor sexual. nos proporcionou a mais forte experiência</p><p>de uma sensação de prazer avassaladora, dando-nos assim o modelo para nossa busca da felicidade" FREUD.</p><p>CONCLUSÕES PRELIMINARES:</p><p>1 programa da felicidade proposto pelo princípio do prazer é irrealizavel.</p><p>2. Não somos capazes de abandonar esforços para sua-</p><p>realização,</p><p>3. Nesse esforço , seguimos na meta positiva ou negativa</p><p>do princípio de prazer</p><p>4 Nenhum dos dois caminhos nos satisfaz completamente</p><p>Da constatação de que a terceira fonte de sofrimento - as relações sociais - é a mais pungente na história dos seres humanos, conclui-se que:-</p><p>· A própria cultura cilização é fonte de sofrimento.</p><p>• Esta afimação guarda em si uma contradição, na medida em que a cultura se ergue na tentativa de superar as necessidades que provocam o sofrimento humano,</p><p>``Não havendo estradas de ferro para vencer as distâncias,</p><p>o filho jamais deixaria a cidade Natal não seria necessário</p><p>o telefone para ouvir sua voz. Sem os navios</p><p>Transatlânticos , o amigo não empreenderia uma viagem longa e eu não precisaria do telégrafo para acalmar minha inquietação por ele. Enfim, de que vale uma vida mais longa se ela for penosa, pobre em alegrias e tão plena de dores que só poderemos saudar a morte como uma</p><p>Redenção ?``</p><p>Do motores lhe colocam e disposição imensas energias, que tal como seus músculos ele pode empregar em qualquer direção ; os navios e aviões não deixam que a água e o ar lhe impeçam a movimentação. Com o óculos e corrige a falha da lente dos seus olhos, e a escrita é, na</p><p>Sua origem a linguagem do ausente, e a casa, um sucedâneo do útero materno, a primeira e ainda, provavelmente, a mas ansiada moradia, na qual ele estava seguro e sentia-se bem. FREUD</p><p>Mal estar na cultua</p><p>→ Modernidade → tempo histórico em discussão</p><p>→ experiência indivisa → ponto de partida dos processos de subjetivação</p><p>→ Sentimento oceânico → pertencimento mistura/ ausência de divisão eu mundo</p><p>→ EU DE PRAZER → delimitação funcional do início da vida psíquica (META POSITIVA</p><p>→ Princípio de prazer</p><p>→ modo de regulação do psiquismo META NEGATIVA</p><p>→ Fontes de sofrimento : a finitude do corpo, insignificância perante a natureza</p><p>Relações sociais</p><p>CULTURA</p><p>→ Formos de evitar o sofrimento</p><p>> isolamento social o, uso de substância e</p><p>criação artística</p><p>Se a criação é, portanto, fonte de sofrimento, Freud segue para a análise da cultura e do processo</p><p>Civilizatório :</p><p>· Primeiros atos culturais - processo de dominação da natureza,</p><p>· Dominio do fogo;</p><p>· Uso de instrumentos;</p><p>· Construção de moradias;</p><p>·</p><p>O MAL-ESTAR DA PÓS MODERNIDADE</p><p>• Liberdade: fio que conduz Bauman a escrever acerca daquilo que poderiamos considerar como</p><p>Inquietações incomodos da vida contemporânea;</p><p>* A obra faz referência explicita aos escritos de Freud</p><p>· O Mal-Estar na Cultura;</p><p>· Na obra de Freud, o embate entre ganhar alguma coisa e, habitualmente perder algo em troca,</p><p>¿ Liberdade X Segurança.</p><p>*Assim como Cultura / Civilização - a Modernidade representa:</p><p>· Beleza: essa coisa inútil que esperamos ser valorizada pela civilização;</p><p>· Limpeza: a sujeira de qualquer espécie parece-nos incompatível com a civilização;</p><p>· ordem: Espécie de compulsão a repetição;</p><p>Regulamentação da vida cotidiana;</p><p>Nada predispõe "naturalmente" os seres humanos a procurar ou preservar a beleza, conservar-se limpo e observar a rotina chamada ordem.</p><p>' A civilização se constrói sobre uma renúncia ao</p><p>instinto.</p><p>• Especialmente assim Freud nos diz - a civilização (leia-se: a modernidade) impõe grandes sacrifícios sexualidade e agressividade do ser humano.</p><p>· O mal-estar é a marca registrada da modernidade e resulta do "excesso de ordem" e sua inseparável companheira - a escassez de liberdade.</p><p>· "Dentro da estrutura de uma civilização concentrada na segurança, mais liberdade significa menos mal-estar. Dentro da estrutura de uma civilização que escolheu limitar a liberdade em nome da segurança, mais ordem significa mais mal-estar (BAUMAN, 1997, p.9)</p><p>· Você ganha alguma coisa e. em troca, perde alguma outra coisa a antiga norma mantém-se hoje tão verdadeira quanto o era então. Só que os ganhos as perdas mudaram de lugar:</p><p>· os homens e as mulheres pós-modernos trocaram um quinhão de suas possibilidades de segurança. por um quinhão de liberdade.</p><p>· Os mal-estares da modernidade provinham de uma espécie de segurança que tolerava uma liberdade pequena demais na busca da felicidade individual.</p><p>· • Os mal-estares da pós-modernidade provêm de uma especie de liberdade de procura do prazer que tolera uma segurança individual pequena demais.</p><p>1/- O SONHO DA PUREZA</p><p>· ORDEM como fundamento da modernidade;</p><p>· ORDEM: Meio regular e estável para os nossos atos; um mundo em que as probabilidades dos acontecimentos não estejam distribuídas ao acaso, mas arumados numa hierarquia estrita - de modo que alguns sejam altamente provareis,</p><p>· ORDEM X DECISÃO</p><p>· SUJEIRA: Algo fora do lugar; Contrário de pureza;</p><p>· A sujeira corporificada: os Outros que não deveriam estar no ambiente a produção do estranho e do Outro como Estranho;</p><p>· O Estranho: Alguém que desafia a ordem; questiona seus ritos; historiciza o naturalizado,</p><p>· O caráter dinâmico da pos-modernidade;</p><p>· A criação de novas ordens - novos estranhos - e a categorização das experiências subjetivas patológicas;</p><p>· O estranho é tão resistente à fixação como o próprio</p><p>espaço social.</p><p>• pureza da pós-modernidade é a capacidade de adaptação a novas ordens,</p><p>No mundo pós-moderno de estilos e padrões de vida livremente concorrentes há ainda um severo teste de pureza que se requer seja transposto por todo aquele que solicite seral admitido: tem de mostrar-se capaz de ser seduzido pela infinita possibilidade e constante renovação promovida pelo mercado consumidor, de se regozijar com a sorte de vestir e despir identidades, de passar a vida na caça interminável de cada vez mais intensas sensações e cada vez mais inebriante experiência. Nem todos podem passar nessa prova. Aqueles que não podem são a sujeira da pureza pós-moderna(BAUMAN, 1997).</p><p>2- A CRIAÇÃO E ANULAÇÃO DE ESTRANHOS</p><p>· Todas as sociedades produzem estranhos. Mas cada espécie de sociedade produz sua própria espécie de estranhos e os produz de sua própria maneira, inimitável.</p><p>· O estranho na modernidade buscavam romper com a ordem: o revolucionário.</p><p>· Duas estratégias modernas em relação aos</p><p>estranhos:</p><p>Antropofágica: Estratégia da assimilação; tornar a diferença semelhante; abafar diferenças culturais;</p><p>1. Antropoêmica: Estratégia da exclusão; confinar o estranho em guetos;</p><p>2. O caráter dinâmico eliquido da pos-modemidade compe com a ORDEM da moderidade;</p><p>3. Não há terreno estável, não há futuro certo - e portanto, não ha decisões adequadas fundamentadas em critérios préestabelecidos.</p><p>4. O sentimento dominante é o de incerteza (de si e do mundo).</p><p>incerteza da pós-modernidade:</p><p>1. A nova desordem do mundo: fronteiras políticas; blocos econômicos e de poder.</p><p>2. A desregulação universal: o capital neoliberal; as</p><p>privatizações;</p><p>0 desmantelamento do</p><p>Estado</p><p>(mantenedor da Ordem Moderna)</p><p>3. O desmantelamento de redes de segurança: os grupos tradicionais, a comunidade; a família</p><p>A incerteza radical do mundo material e social: al (fragilidade da liberdade (de consumo);</p><p>Em vez de construir sua identidade gradual e</p><p>Pacientemente , como se constrói uma casa -mediante a adição de tetos, soalhos, aposentos, ou de corredores, uma série de novos começos que se experimentam com formas instantaneamente agrupadas mas facilmente demolidas, pintadas umas sobre as outras uma identidade de palimpsesto, Essa a identidade que se ajusta ao mundo em que a arte de esquecer é um bem não menos, se não mais importante do que a arte de memorizar, em que esquecer</p><p>mais do que o e a condição de continua adaptação (BAUMAN,1997)</p>

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