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<p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>1</p><p>Atelier de Artes Visuais - Gravura</p><p>Aula 01</p><p>Prof.ª: Paula Rigo Tramujas</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>2</p><p>Conversa inicial</p><p>Neste primeiro encontro, veremos a conceituação de gravura como</p><p>processo de reprodução e sua importância histórica dentro do contexto artístico</p><p>e industrial. Materiais utilizados, bem como a nomenclatura empregada, são de</p><p>suma importância dentro desse universo para um melhor entendimento da</p><p>linguagem gráfica empregada.</p><p>Antes de prosseguir, assista ao vídeo da professora Paula em que ela</p><p>fala mais sobre o que vamos estudar nesta aula.</p><p>Contextualizando</p><p>Podemos situar a gravura como dando início à comunicação gráfica. No</p><p>tempo dos homens das cavernas, o homem utilizava sua própria mão como</p><p>“matriz” com pigmentos encontrados na natureza para marcar as paredes.</p><p>Faziam também desenhos de animais e de cenas de seu cotidiano.</p><p>Legenda: Mãos impressas na caverna.</p><p>Fonte: http://www.portaldarte.com.br/04-pintura-</p><p>rupestre/altamira-el-castillo.jpg</p><p>http://www.portaldarte.com.br/04-pintura-rupestre/altamira-el-castillo.jpg</p><p>http://www.portaldarte.com.br/04-pintura-rupestre/altamira-el-castillo.jpg</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>3</p><p>Com o advento da escrita, surgiu a necessidade de registro de</p><p>informações que perdurassem. Uma das soluções encontradas foi a de escavar</p><p>as letras na pedra – trabalho lento e difícil. Afora que carregar e armazenar</p><p>estes materiais não deveria ser tarefa simples.</p><p>Com a invenção do papel, o registro dessas informações por meio de</p><p>tinta e pincel ficou mais fácil, além de reduzir drasticamente o volume de</p><p>armazenamento e portabilidade.</p><p>Surge, a partir do final da Idade Média, a necessidade de reprodução de</p><p>materiais gráficos de maneira mais rápida, uma vez que as “cópias” das bíblias</p><p>eram feitas pelo clero que, dentro dos monastérios, utilizavam a mão de obra</p><p>dos monges para reescrevê-las com letras góticas rebuscadas. Nessa época, o</p><p>conhecimento chegava apenas às pessoas que sabiam ler, o que representava</p><p>uma minúscula parcela da população.</p><p>Legenda: Monge copista.</p><p>Fonte: http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao8-dlld-</p><p>copista.jpg</p><p>Com a expansão dos horizontes do conhecimento, tornou-se essencial</p><p>buscar um processo de reprodução seriada que fosse mais rápido e prático.</p><p>Você consegue imaginar uma forma de resolver essa situação em uma</p><p>época em que as tecnologias atuais nem sequer davam sinais de existência?</p><p>http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao8-dlld-copista.jpg</p><p>http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao8-dlld-copista.jpg</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>4</p><p>Saiba Mais: Para saber mais sobre as pinturas nas cavernas acesse o site a</p><p>seguir:</p><p>http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=974&sid=9</p><p>Saiba Mais: Para saber mais sobre as bíblias manuscritas feitas pelos monges</p><p>copistas, acesse este outro site:</p><p>http://academico.arautos.org/2011/08/monges-copistas-a-civilizacao-ocidental-</p><p>passou-por-suas-maos/</p><p>Vamos aprender mais sobre esse assunto assistindo ao vídeo da</p><p>professora Paula no material virtual. Acesse-o e acompanhe!</p><p>Pesquise</p><p>Tema 01: A Gravura – Definição e Função</p><p>Para entender a importância da gravura dentro dos processos de</p><p>reprodução seriada, primeiramente precisamos defini-la.</p><p>Trata-se da técnica e o resultado da geração de múltiplos originais, a</p><p>partir de uma imagem única – a matriz. Possui função documental (livros),</p><p>comercial (rótulos) e estética (arte). No caso da função estética, o artista tira</p><p>uma ou mais impressões e cada reprodução em si é uma obra de arte.</p><p>Legenda: Função documental.</p><p>Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-4kNXPdMo3-</p><p>Y/UTDxhngtntI/AAAAAAAABjU/ImLnLQ9P15c/s1600/asno_leao.jpg</p><p>http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=974&sid=9</p><p>http://academico.arautos.org/2011/08/monges-copistas-a-civilizacao-ocidental-passou-por-suas-maos/</p><p>http://academico.arautos.org/2011/08/monges-copistas-a-civilizacao-ocidental-passou-por-suas-maos/</p><p>http://2.bp.blogspot.com/-4kNXPdMo3-Y/UTDxhngtntI/AAAAAAAABjU/ImLnLQ9P15c/s1600/asno_leao.jpg</p><p>http://2.bp.blogspot.com/-4kNXPdMo3-Y/UTDxhngtntI/AAAAAAAABjU/ImLnLQ9P15c/s1600/asno_leao.jpg</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>5</p><p>Legenda: Função comercial.</p><p>Fonte: http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-</p><p>s/06/d2/20/3b/casa-da-xilogravura.jpg</p><p>Legenda: Função estética.</p><p>Fonte: https://yuukamkb.files.wordpress.com/2012/03/xilogravura-</p><p>01.jpg</p><p>A gravura constitui-se de um processo artesanal de impressão. Essa</p><p>impressão poderá ser executada pelo próprio artista ou por outra pessoa. Ao</p><p>final das impressões, as cópias são numeradas, datadas e assinadas. O valor</p><p>da obra de arte impressa, resultante da matriz, dependerá da data, da</p><p>numeração e da assinatura do artista, uma vez que existem casos de matrizes</p><p>impressas depois do falecimento do artista que criou a matriz.</p><p>http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/06/d2/20/3b/casa-da-xilogravura.jpg</p><p>http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/06/d2/20/3b/casa-da-xilogravura.jpg</p><p>https://yuukamkb.files.wordpress.com/2012/03/xilogravura-01.jpg</p><p>https://yuukamkb.files.wordpress.com/2012/03/xilogravura-01.jpg</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>6</p><p>Assista ao vídeo da professora Paula no seu material on-line em que ela</p><p>comenta mais sobre a definição e função da gravura.</p><p>Tema 02: Breve Histórico da Gravura</p><p>Existem diversas versões sobre o início da identificação da gravura</p><p>dentro do universo da arte. Mas alguns estudiosos citam que os homens da</p><p>pré-história iniciaram este processo de impressão com suas próprias mãos</p><p>entintadas de pigmentos naturais nas paredes das cavernas, como já citado no</p><p>tópico de contextualização desta aula.</p><p>Mais tarde, por volta de 6.000 a.C., na Mesopotâmia, foram encontradas</p><p>formas de gravuras semelhantes as atuais, como forma de registro escrito das</p><p>tradições culturais daquela época. Também se encontram registros em</p><p>documentos com funções administrativas, narrativas de cenas do dia a dia e</p><p>até mesmo com a função de afugentar “maus espíritos” por meio dos desenhos</p><p>impressos.</p><p>Na China, a maioria das pesquisas indica que se utilizavam letras</p><p>entalhadas em madeira, entintadas e pressionadas sobre uma superfície – que</p><p>poderia ser tecido, papiro, pergaminho ou papel –, essas foram consideradas</p><p>como gravura utilizando matriz de madeira ou pelo nome técnico de</p><p>xilogravura. Logo, essa foi a primeira técnica mais antiga que se tem</p><p>conhecimento, documentada por meio de um manuscrito Budista datado de</p><p>868 conhecido como Sutra de Diamante.</p><p>Legenda: Sutra de Diamante.</p><p>Fonte: http://www.ibps.pt/wp-</p><p>content/uploads/2015/06/maxres</p><p>default-1.jpg</p><p>http://www.ibps.pt/wp-content/uploads/2015/06/maxresdefault-1.jpg</p><p>http://www.ibps.pt/wp-content/uploads/2015/06/maxresdefault-1.jpg</p><p>http://www.ibps.pt/wp-content/uploads/2015/06/maxresdefault-1.jpg</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>7</p><p>Na Europa, a chegada da técnica de fabricação de papel à Espanha,</p><p>trazida pelos árabes (mouros) para a região de Valência, a xilogravura</p><p>(gravação utilizando matriz em madeira) foi amplamente utilizada para</p><p>impressão de materiais diversos como baralhos, livros e materiais religiosos.</p><p>No caso da impressão xilográfica, a matriz naquela época continha tanto as</p><p>ilustrações quanto o texto. Caso ocorresse algum erro, a matriz deveria ser</p><p>completamente refeita.</p><p>Em 1455, com a invenção da primeira prensa por Gutemberg, os textos</p><p>seriam impressos utilizando “tipos móveis” em metal e as ilustrações em</p><p>técnicas de gravura (xilogravura, gravura em metal ou litogravura).</p><p>Saiba mais: acesse o site a seguir e veja</p><p>o vídeo que aborda o histórico sobre</p><p>a gravura.</p><p>https://youtu.be/mCmY_Oj3x64</p><p>Curiosidade: os tipos móveis, são letras fundidas em metal em uma máquina</p><p>chamada linotipo. Depois, um artista gráfico as coloca em formato de texto –</p><p>uma letra após a outra, com acentuação, espaços, maiúsculas e minúsculas,</p><p>até formar a página a ser impressa. Prende-se, então, essa matriz metálica</p><p>entintada na prensa tipográfica e pressiona-a sobre o papel tantas vezes</p><p>quantas forem o número de cópias necessárias. Veja como acontece o</p><p>processo de impressão tipográfica no vídeo a seguir:</p><p>https://youtu.be/ecewX9yul5c</p><p>https://youtu.be/mCmY_Oj3x64</p><p>https://youtu.be/ecewX9yul5c</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>8</p><p>Legenda: Tipos móveis.</p><p>Fonte: http://www.umehara.com.br/wp-</p><p>content/uploads/2015/02/nautilus-tipos.jpg</p><p>Legenda: Prensa tipográfica.</p><p>Fonte: http://tipografos.net/tecnologias/prensa-de-madeira.jpg</p><p>http://www.umehara.com.br/wp-content/uploads/2015/02/nautilus-tipos.jpg</p><p>http://www.umehara.com.br/wp-content/uploads/2015/02/nautilus-tipos.jpg</p><p>http://tipografos.net/tecnologias/prensa-de-madeira.jpg</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>9</p><p>A professora Paula vai falar mais sobre a história da gravura.</p><p>Acompanhe o vídeo no seu material virtual.</p><p>Tema 03: Nomenclatura – Termos Técnicos</p><p>A identificação das impressões realizadas a partir de uma matriz é</p><p>denominada Edição. As cópias geradas serão assim denominadas,</p><p>independente do material em que a matriz for confeccionada, com exceção das</p><p>Provas do Artista (PA). Veja quais são os elementos e onde devem constar na</p><p>Edição:</p><p> Numeração aparece no canto inferior esquerdo da gravura - 1/100 ou 32/50.</p><p> Grandes edições: 300 cópias, média: 100 cópias.</p><p> Provas PE - Prova de Estado (testes de impressão para se chegar ao</p><p>resultado almejado pelo artista).</p><p> PI - Prova do Impressor (pessoa que imprime pelo artista).</p><p> BPI - Boa Para Impressão (prova de estado final para iniciar a edição).</p><p> PCOR - Prova de Cor (provas para testar cores e cobertura da matriz).</p><p> PA - Prova do Artista (10% da edição que o artista separa para seu acervo).</p><p>Você pode aprender mais sobre os termos técnicos e nomenclaturas</p><p>assistindo ao vídeo da professora Paula. Confira!</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>10</p><p>Tema 04: Materiais</p><p>Os itens que compõem o processo da gravura podem ser divididos</p><p>basicamente em três:</p><p> Matriz: suporte que possibilita gravação para impressão das cópias.</p><p>Classificação quanto ao tipo de matriz:</p><p> Em alto relevo - xilogravura e linoleogravura</p><p> Em plano - litografia</p><p> Em baixo relevo - gravura em metal</p><p> Ferramentas</p><p> Goivas e formões</p><p> Tintas, pincéis e rolos</p><p> Ponta-seca, buril, berceaux, texturizador</p><p> Lápis dermatográfico</p><p> Papéis</p><p> Fino (baixa gramatura) - frotação/fricção com colher, baren ou</p><p>espátula. Ex.: papel de arroz para gravura.</p><p> Encorpado (alta gramatura) - impressão mecânica por meio de</p><p>prensa. Ex.: Canson e Fabriano.</p><p>Técnica Monotipia</p><p>Xilogravura e</p><p>linoleogravura</p><p>Gravura em</p><p>metal</p><p>Litografia</p><p>Matriz</p><p>Vidro ou</p><p>acrílico</p><p>Madeiras Metais Pedra calcária</p><p>Ferramentas</p><p>de gravação</p><p>Tintas,</p><p>pincéis,</p><p>rolos</p><p>Materiais</p><p>cortantes -</p><p>goivas e</p><p>formões</p><p>(sulcos)</p><p>Materiais</p><p>cortantes -</p><p>ponta-seca,</p><p>buril,</p><p>berceaux</p><p>(sulcos)</p><p>Materiais</p><p>gordurosos -</p><p>lápis</p><p>dermatográfico</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>11</p><p>Veja o que mais a professora Paula tem anos ensinar sobre os</p><p>materiais. Assista ao vídeo.</p><p>Tema 05: Gravura como Expressão Artística</p><p>A prensa de gravura de Gutemberg basicamente teria a função de</p><p>ilustrar livros. Mas um artista chamado Albrecht Dürer (1471-1528), em</p><p>Nuremberg, por volta do ano 1498, elevou o conceito da gravura a outro</p><p>patamar quando começou a assinar suas ilustrações (em xilogravura</p><p>inicialmente) para livros. Ele passou para a gravura em metal e seus traços</p><p>bem característicos e repletos de detalhes são reconhecidos até hoje. A partir</p><p>desse artista que a gravura ganhou status de obra de arte.</p><p>Como os artistas poderiam imprimir várias cópias, houve uma espécie</p><p>de difusão desse tipo de obra de arte, apesar do medo da banalização.</p><p>Legenda: Albrecht Dürer - A traição de Cristo</p><p>(xilogravura) 1509.</p><p>Fonte: http://www.artbible.info/art/large/608.html</p><p>http://www.artbible.info/art/large/608.html</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>12</p><p>Com o modernismo, a partir do impressionismo, essa linguagem gráfica</p><p>foi adotada pelos artistas da época como Picasso, Miró, Dalí, Max Ernst,</p><p>Chagal, Matisse dentre outros. Nos próximos movimentos artísticos, foram</p><p>incorporados outros elementos, trazendo também algumas experimentações</p><p>com matrizes e tipos diferentes de suportes.</p><p>Dentro do meio de expressão da Pop Art, a gravura foi uma linguagem</p><p>bastante utilizada, incorporando a técnica ao conceito do movimento.</p><p>Veja mais um vídeo em que a professora Paula comenta a gravura como</p><p>expressão artística. Acompanhe no material virtual.</p><p>Tema 06: A Importância da Gravura na Democratização da Arte</p><p>A gravura permitiu a ilustração de livros impressos em série. Também</p><p>permitiu que pessoas distantes dos grandes centros onde a arte se desenvolvia</p><p>pudessem ver as obras distantes de suas matrizes. Em um primeiro momento,</p><p>como arte marginalizada, servia apenas de complemento ao texto de uma</p><p>publicação impressa ou mesmo uma reprodução de uma pintura ou escultura.</p><p>A partir de sua evolução, incorporou elementos de outras linguagens,</p><p>assim como as outras linguagens artísticas também puderam incorporar</p><p>Legenda: Albrecht Dürer - O cavaleiro, a morte e o diabo</p><p>(gravura em metal) 1513.</p><p>Fonte: http://paraisonaotemnome.blogspot.com.br/2014/07/o-</p><p>cavaleiro-morte-e-o-diabo.html</p><p>http://paraisonaotemnome.blogspot.com.br/2014/07/o-cavaleiro-morte-e-o-diabo.html</p><p>http://paraisonaotemnome.blogspot.com.br/2014/07/o-cavaleiro-morte-e-o-diabo.html</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>13</p><p>elementos da gravura em seus processos criativos.</p><p>Serviu também como forma de atividade lucrativa para alguns artistas,</p><p>como para o espanhol Goya, que por meio das gravuras abordava nuances da</p><p>sociedade de que pouco se falava e não eram feitas sob encomenda, pois o</p><p>artista investia no processo para lucrar posteriormente.</p><p>Mesmo no Brasil, onde as gravuras também chegaram, saíram dos</p><p>desenhos e aquarelas de Debret para mostrar ao mundo como o exotismo do</p><p>país poderia encantar pela variedade.</p><p>A gravura como instrumento de comunicação revolucionou a forma como</p><p>o mundo vê a arte e seus questionamentos acerca da produção seriada.</p><p>Saiba Mais: acesse o site a seguir e conheça também a Street Art com</p><p>gravura, pintura e escultura.</p><p>http://skurktur.com/gallery/cmyk</p><p>Saiba Mais: neste outro site você pode conhecer também a exposição do</p><p>Escher, que aconteceu no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, Paraná -</p><p>gravura interativa on-line.</p><p>http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/exposicoes/realizadas/2013/escher</p><p>Quer saber mais sobre a importância da gravura na democratização da</p><p>arte? Então, assista ao vídeo da professora Paula no material on-line.</p><p>Trocando ideias</p><p>Procure movimentos artísticos marginalizados na atualidade e trace um</p><p>paralelo com a gravura antes de ser considerada arte. Vamos compor um texto</p><p>com o que todos escreveram.</p><p>Na prática</p><p>A gravura pode ser encontrada em diversas áreas:</p><p> Nas artes visuais;</p><p> Na indústria gráfica;</p><p> Na indústria alimentícia;</p><p>http://skurktur.com/gallery/cmyk</p><p>http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/exposicoes/realizadas/2013/escher</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>14</p><p> Na indústria têxtil.</p><p>Entre outras finalidades, foi com a Revolução Industrial que surgiu a</p><p>necessidade de reprodução seriada,</p><p>pois a população migrava do campo para</p><p>os grandes centros populacionais – as capitais – e era necessária a produção</p><p>de bens de consumo para todos.</p><p>Mas o mais interessante desses processos de reprodução é que tanto os</p><p>processos mais antigos quanto os mais avançados tecnologicamente</p><p>coexistem na atualidade.</p><p>O universo da arte permite que os processos mais antigos, os chamados</p><p>processos artesanais, ainda sejam vistos e aplicados em conjunto com outras</p><p>formas de arte e até mesmo com os processos industriais de impressão.</p><p>Atividade de pesquisa</p><p>Buscar uma situação real onde haja a aplicação de um processo</p><p>artesanal de impressão – a gravura propriamente dita – e uma outra forma de</p><p>expressão (pode ser outro meio de expressão artístico ou a aplicação da</p><p>gravura dentro de um processo industrial). Elaborar uma atividade para</p><p>demonstrar e identificar os elementos de gravura e da outra forma de</p><p>expressão. Você deve pesquisar em livros, revistas, jornais, Internet.</p><p>O resultado deste trabalho deve englobar os seguintes itens:</p><p>Pequeno texto de até uma folha frente (Arial tamanho 12,</p><p>espaçamento 1,5) relatando a situação (se está na Internet, nas ruas,</p><p>em galeria de arte etc.).</p><p>No mínimo uma imagem que ilustre a obra ou situação.</p><p>Texto descrevendo a atividade relacionada aos itens 1 e 2 desta</p><p>pesquisa, justificando o porquê desta situação ou obra se encaixar</p><p>como gravura e outro meio de expressão.</p><p>Veja o vídeo da professora Paula em que ela fala mais sobre a parte</p><p>prática desta aula.</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>15</p><p>Síntese</p><p>A gravura como meio de expressão e reprodução seriada surgiu para</p><p>facilitar os processos de difusão da comunicação escrita e das artes visuais. A</p><p>partir de uma matriz é possível reproduzi-la de modo seriado. A variedade de</p><p>materiais e processos envolvidos mostram versatilidade quando se pensa em</p><p>utilizar esta linguagem.</p><p>A gravura como arte só foi reconhecida no século XV quando os artistas</p><p>adicionaram sua assinatura às obras impressas. Para identificar uma gravura,</p><p>elementos como numeração de impressão e edição, bem como a assinatura</p><p>propriamente dita conferem valor às obras dentro do mercado das artes.</p><p>No modernismo, a partir do impressionismo, vários artistas utilizaram</p><p>esta linguagem visual como meio de expressão. A Pop Art foi relacionada</p><p>diretamente à gravura, pois criticava o mercado de arte vigente, reproduzindo</p><p>em série as obras para que estas chegassem à grande maioria da população.</p><p>Essa seriação, característica principal da gravura, tanto como meio de</p><p>expressão artística como de técnica de impressão de materiais gráficos,</p><p>transformou a sociedade, as artes visuais e as comunicações, facilitando a</p><p>difusão da informação.</p><p>Veja o último vídeo desta aula em que a professora Paula comenta os</p><p>principais pontos estudados aqui.</p><p>CCDD – Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico</p><p>16</p><p>Referências</p><p>ALVAREZ, Fernando Gómez. Gravura: Uma Introdução. Vitória: Ufes, 2011.</p><p>130 p. Disponível em: <https://issuu.com/mariana_melim/docs/gravura/1>.</p><p>Acesso em: 08 mar. 2016.</p><p>GALERIA. Gravura Brasileira. Disponível em:</p><p><http://www.cantogravura.com.br/galeria.asp?lang=pt>. Acesso em: 06 mar.</p><p>2016.</p><p>MAYER, R. Manual do Artista. SP: Martins Fontes, 1999.</p>

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