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<p>ene o! Por Dentro da Fachada</p><p>DIPRO - Diretoria de Produto</p><p>Arq. Antonio Caramelo</p><p>Indice</p><p>APRESENTAÇÃO . 6</p><p>CONCEITOS 7</p><p>VISÁO MERCADOLÓGICA 3</p><p>PONTOS IMPORTANTES DA FACHADA 9</p><p>O PARTIDO ARQUITETÔNICO 11</p><p>PRINCIPAIS VARIÁVEIS QUE INFLUENCIAM NA DEFINIÇÃO</p><p>DA FACHADA 13</p><p>ANÁLISE DAS VARIÁVEIS 14</p><p>Custo 14</p><p>Faixa de Mercado . . . 16</p><p>Influência da Forma (índice de Compacidade) 18</p><p>Relação Custo da Fachada/Custo Total da Obra 18</p><p>Custo Unitário da Fachada 18</p><p>Análise "Custo x Especificação" 20</p><p>Síntese da Variável "Custo" 21</p><p>Estética 22</p><p>Síntese da Variável "Estética" 23</p><p>Prazo de Execução . 2 4</p><p>Durabilidade 24</p><p>Síntese da Variável Durabilidade 25</p><p>VOLUMETRIA - CONSIDERAÇÕES . . . . 28</p><p>indicações para as Partes da Fachada 26</p><p>indicações para Tratamento do Ático (Cobertura) 27</p><p>indicações para Evitar a Confusão de Formas 28</p><p>indicações para Harmonia das Articulações 29</p><p>Indicações para Proporção entre Cheios e Vazios 30</p><p>indicações para o Equilíbrio Cromático 31</p><p>ELEMENTOS DA FACHADA 32</p><p>Conjunto Esquadrias e Vidros 32</p><p>Guarda-Corpo 33</p><p>Revestimento 33</p><p>Pintura 34</p><p>Tipo Fulget 35</p><p>Cerâmica 36</p><p>Pastilhas 37</p><p>Mármore e Granito 37</p><p>Comparação entre as Características Básicas dos Revestimentos 38</p><p>Teto da Varanda 40</p><p>Floreira 40</p><p>Caixas de Ar Condicionado 41</p><p>Síntese Conjunto Esquadrias e Vidros 42</p><p>Síntese Guarda-Corpo 43</p><p>Síntese Teto Varanda 43</p><p>Síntese Floreira . . . 44</p><p>Síntese Caixas de Ar Condicionado .. 44</p><p>ILUMINAÇÃO 45</p><p>INSTRUMENTO DE ANÁLISES 49</p><p>Planilha de Análise de Custo e Estética 49</p><p>COMPOSIÇÕES SIMPLIFICADAS DE CUSTOS 51</p><p>EXEMPLIFICAÇÃO DE UM EMPREENDIMENTO 52</p><p>CHECK LIST - FACHADAS 55</p><p>METODOLOGIA PROJECTUAL 57</p><p>O MÉTODO E O PROJETO ARQUITETÔNICO 59</p><p>BIBLIOGRAFIA 61</p><p>CURRICULUM/COLABORADORES 52</p><p>Apresentação</p><p>Quando da decisão de eiaborar este trabalho, não imaginávamos nos</p><p>defrontar com uma gama tão grande de incógnitas e variáveis inerentes</p><p>ao assunto tratado.</p><p>Procuramos não nos influenciar por aspectos subjetivos de</p><p>preferências ou pela impressão causada por uma fachada, o que</p><p>geraria polêmicas e discussões estéreis, incapazes de esclarecer o</p><p>assunto.</p><p>O tema Fachada possui grande potencialidade, razão pela qual não</p><p>pretendemos, neste trabalho, esgotá-la. O nosso real objetivo é</p><p>fornecer informações que traduzam a política da empresa aos</p><p>profissionais envolvidos nesta temática. Esperamos que os conceitos</p><p>e estudos aqui expostos contribuam para o processo criativo de bem</p><p>se projetar uma fachada.</p><p>O caderno Por Dentro da Fachada faz parte do Programa Repensar,</p><p>que contempla, além deste assunto, também, Garagem, PUC,</p><p>Pavimento Tipo.</p><p>outubro 90</p><p>Conceitos</p><p>O que é Programa Repensar?</p><p>Consiste num cicio de intenções e procedimentos, saindo-se do problema para</p><p>a solução de forma embasada, e, como o próprio nome sugere, tem como</p><p>objetivo fazer com que os profissionais da área imobiliária reexaminem suas</p><p>posições e substituam as decisões de caráter romântico, intuitivo, subjetivo e,</p><p>por que não dizer, pouco profissional por uma nova ótica com uma visão</p><p>empresarial consubstanciada num enfoque técnico, onde a geometria e os</p><p>cálculos analíticos fundamentem a criatividade enformaaora (que dá forma) de</p><p>modo a viabilizar o que se pretende produzir com segurança, prazo, custo</p><p>adequado, durabilidade e boa qualidade estética.</p><p>O que é Fachada?</p><p>Fachadas são todas as faces de um edifício, hierarquizadas conforme sua</p><p>locação no lote e em relação ao entorno. •</p><p>A Fachada é o invólucro do nosso produto, é a embalagem, é o primeiro</p><p>impacto que o cliente recebe quando se vê à frente de um prédio pronto.</p><p>Antes de se decidir a entrar, ele formula um conceito do interior do prédio, da</p><p>unidade e da própria empresa responsável pelo empreendimento baseado na</p><p>impressão que a fachada lhe causou.</p><p>Entretanto, por se tratar de um elemento desafiador para quem projeta, devido</p><p>às inúmeras possibilidades de se jogar com formas, volumes e cores, o</p><p>projetista corre o risco de passar ao cliente uma mensagem negativa, caso</p><p>negligente ou não consiga avaliar a verdadeira importância desse assunto.</p><p>Visão Mercadológica</p><p>Uma Fachada se compõe de volumes com as mais variadas formas e com</p><p>superfícies revestidas em materiais diversos em cor, textura, dimensões e</p><p>durabilidade, assim possibilitando o atendimento de toda sorte de solicitações,</p><p>compatibilizando produto e cliente, a partir de uma adequada e confiável</p><p>pesquisa de mercado que, em função da carência do produto, custo, faixa de</p><p>mercado e estratégia de marketing, após atendido o "Briefing", tem, ao contrário</p><p>do que se imagina, um cliente idemificado, uma vez que um produto imobiliário</p><p>não deve ser impessoal.</p><p>Pontos Importantes da Fachada</p><p>• Volumetria (disposição dos volumes)</p><p>- Do conjunto</p><p>- Das partes</p><p>® Especificação dos elementos externos</p><p>Também relacionados como elementos básicos: "Volumetria e Especificações",</p><p>são os pontos mais importantes a serem estudados numa fachada e estão</p><p>intimamente ligados à proposta do arquiteto, que não deve fazer "Fachada pela</p><p>Fachada", numa visão de base racionalista, mas, sobretudo, possibilitar o</p><p>processo natural, onde o espaço desejado funcionalmente, atendidas as</p><p>exigências de conforto, salubridade, estabilidade, etc., gere o volume que</p><p>deverá ser administrado quanto ao tratamento, compatibilizando-o com o meio</p><p>ambiente onde esteja inserido, além de atender às "variáveis" mais significativas.</p><p>Composição Volumétrica do Conjunto</p><p>Nesse segmento, o profissional</p><p>deve buscar a visão do todo. Deve</p><p>integrar o volume projetado com o</p><p>cenário urbano, contemplando a</p><p>posição do lote em relação ao</p><p>entorno. A posição do edifício no</p><p>lote e a convivência harmônica</p><p>entre os volumes gerados pelas</p><p>massas projetadas para o edifício</p><p>devem guardar compatibilidade</p><p>com os aspectos climáticos:</p><p>insolação, incidência de chuvas,</p><p>ventos, legislação municipal, etc.</p><p>Composição Volumétrica das Partes do Conjunto</p><p>Aqui, a ênfase é a busca da</p><p>valorização das partes. São, então,</p><p>abordadas separadamente as</p><p>varandas, com seus</p><p>guarda-corpos e tetos, jardineiras,</p><p>esquadr ias, caixas de ar</p><p>condicionado, etc.</p><p>O objetivo neste caso é o destaque</p><p>da unidade (apartamentos, salas,</p><p>etc.) dentro da fachada do edifício.</p><p>As reflexões sobre os elementos</p><p>básicos invocam o mais decisivo</p><p>dos itens para a elaboração do</p><p>projeto e, por conseguinte, das</p><p>fachadas, que é: "A Adoção do</p><p>Partido Arquitetônico".</p><p>O Partido Arquitetônico</p><p>É o início da gestação de todo o processo conceptivo, caracteriza-se peia</p><p>tomada de decisão, que deve ocorrer no momento em que todas as opções e</p><p>fatores pertinentes forem processados.</p><p>A maturação desse processo deve coincidir com o instante ou momento da</p><p>"adoção do partido".</p><p>Principais Fatores que Contribuem</p><p>para a Adoção do Partido Arquitetônico</p><p>1. Visão do Todo</p><p>Para se estar apto a formular proposta de ocupação, uso, volume e</p><p>orientação de um empreendimento se faz necessário uma ampla noção do</p><p>sítio, do entorno com tipologia funcional e volumétrica, do sistema viário</p><p>envolvente, bem como das visuais que devem ser privilegiadas ou não.</p><p>2. implantação e Acessos</p><p>A informação topográfica da área, acompanhada do laudo de sondagem e</p><p>do desnível que possa existir entre os limites laterais com relação ao</p><p>logradouro, nos possibilitarão definir as cotas de implantação, assim como</p><p>os pontos mais favoráveis de acesso.*</p><p>3. Zoneamento</p><p>Para se zonear a gleba ou lote se faz necessário conhecer a forma em planta</p><p>(projeção horizontal) da base do fuste (corpo formado pelos pavimentos tipo</p><p>do prédio) e, a partir deste dado, compor com os demais equipamentos</p><p>(praças, piscinas, churrasqueira, parque infantil, etc.) solicitados pelo</p><p>Briefing o que chamamos de PUC - Pavimentos de Uso Comum,,gerador da</p><p>fachada do embasamento da edificação.</p><p>4. Compatibilidade</p><p>O meio ambiente tem sido o grande vilão da durabilidade das construções,</p><p>responsável direto por muitas patologias.</p><p>A variação brusca de temperatura,</p><p>o alto índice pluviométrico, os ventos, a umidade relativa alta, as chuvas</p><p>ácidas, a fuligem, o salitre, quando não observados ou não levados em conta</p><p>ao se especificar, produzem invariavelmente incompatibilidades que</p><p>resultam em envelhecimento precoce do edifício.</p><p>5. Legislação</p><p>As restrições de ordenamento do uso e ocupação do solo, bem como os</p><p>códigos de obra, são normas que regulam os parâmetros urbanísticos e</p><p>construtivos, buscando disciplinar o uso da terra e assegurar condições</p><p>adequadas de habitação, circulação, trabalho e recreação, podendo no</p><p>entanto frustrar a viabilidade de muitos empreendimentos quando não</p><p>determinante do partido arquitetônico a ser adotado, por suas limitações.</p><p>6. Briefing e Marketing</p><p>Marketing e Briefing estão intimamente ligados, pois sendo o Briefing a</p><p>síntese do programa, é quem traça o perfil do cliente final dando subsídios</p><p>para que o Marketing do empreendimento seja preciso na estratégia e tática</p><p>que irão personalizar o partido.</p><p>O "Partido Arquitetônico" se manifesta graficamente no estudo preliminar</p><p>após análise dos componentes do problema (projeto arquitetônico),</p><p>constituindo-se na sedimentação de todos os conhecimentos e no exercício</p><p>pleno da criatividade.</p><p>Variáveis Nível de Preocupação</p><p>Predominante</p><p>Custo Empresa</p><p>Estética Cliente</p><p>Prazo de Execução Empresa</p><p>Durabilidade Cliente</p><p>Principais Variáveis que</p><p>Influenciam na Definição da Fachada</p><p>As principais variáveis a serem observadas ao se projetar e especificar uma</p><p>fachada são quatro, e estão relacionadas no quadro abaixo quanto ao nível de</p><p>preocupação predominante: Cliente ou Empresa.</p><p>O estudo aprofundado das informações descritas, considerando o custo e o</p><p>seu relacionamento com as demais variáveis, poderão habilitar nossos</p><p>• profissionais responsáveis pelas fachadas a responderem:</p><p>Estética: Que benefícios para a viabilização e imagem da empresa</p><p>resultam da adequada e agradável distribuição de cores e</p><p>volumes na composição das fachadas?</p><p>Prazo: Quanto tempo será gasto para ser executada a fachada?</p><p>Durabilidade: Qual deve ser a vida útil dos revestimentos?</p><p>De tudo isto conclui-se que projetar e especificar fachadas corretamente é</p><p>tarefa bastante complexa e nem sempre devidamente valorizada.</p><p>Das quatro variáveis, três - custo, prazo de execução e durabilidade - são</p><p>razoavelmente fáceis de serem transformadas em números. A quarta, estética,</p><p>é de caráter subjetivo e não redutível a valores numéricos. Por isso presta-se a</p><p>discussões quase sempre infrutíferas, nas quais sempre existe espaço para</p><p>prevalecer a relatividade dos conceitos.</p><p>Análise das Variáveis</p><p>Abordaremos aqui, de uma maneira objetiva, as</p><p>fachada.</p><p>Custo</p><p>Custo é sempre uma variável</p><p>importante, qualquer que seja o</p><p>elemento anal isado em um</p><p>empreendimento. O caso das</p><p>fachadas não é exceção.</p><p>O diagrama abaixo procura indicar as inter-relações observadas entre as partes</p><p>que são afetadas pela variável custo.</p><p>O custo de uma fachada é afetado de maneira definitiva pelos primeiros traços</p><p>que estabelece a forma do edifício, ainda no estudo preliminar. Nesse momento</p><p>fica definido o perímetro do prédio, que vai assim influenciar os quantitativos</p><p>de materiais utilizados no revestimento. Esses materiais, por conseguinte,</p><p>sofrem variações de tipo e preço à medida que fixamos o padrão do</p><p>empreendimento.</p><p>Exemplo:</p><p>Vamos tomar as seguintes formas com seus dados:</p><p>As duas opções, apesar de terem a mesma área do pavimento tipo e o mesmo</p><p>número de pavimentos tipo, possuem perímetros e, por conseguinte,</p><p>quantitativos de materiais de revestimentos diferentes.</p><p>200x 10x2.88 = 5.760</p><p>120 x 10 x 2.88 = 3.456</p><p>Superfície a mais de revestimento » „ „ „ , 2 2.304 m</p><p>Para facilitar a compreensão, estudaremos detalhadamente a faixa de mercado</p><p>(FM), a influência da forma e a composição de custo unitário da fachada, bem</p><p>como a sua porcentagem em relação ao custo total da obra.</p><p>Faixa de Mercado</p><p>É um critério utilizado para balizar tipo e padrão do empreendimento,</p><p>compatibiiizando-o com a faixa de poder aquisitivo a que se destina:</p><p>Preço de Venda</p><p>É o valor pago pelo cliente pela unidade comprada.</p><p>Área da Unidade</p><p>É a área que o cliente efetivamente compra. Inclui, além da área interna da</p><p>unidade, as vagas de garagem e eventuais escaninhos e/ou depósitos.</p><p>Programa</p><p>É a composição formada com espaços (cômodos) de funções específicas e</p><p>características essenciais do empreendimento, diferenciando-o, de forma</p><p>marcante, de outro, na linguagem de mercado.</p><p>A clientela é, então, dividida por faixas, e a Encol optou por definir o mercado</p><p>de seus empreendimentos residenciais em 5 (cinco) faixas: AA, A, B, C e D. O</p><p>comportamento das principais variáveis em relação às faixas de mercado pode</p><p>ser assim definido:</p><p>- Quanto mais elevada a faixa de mercado, maior o preço de vendas,</p><p>maior a área do apartamento e maior o nível de sofisticação.</p><p>As faixas de mercado (FM) AA, A, C e D podem ter os seus limites</p><p>facilmente identificados, ao passo que a faixa "B" é muito mais extensa,</p><p>em razão da diversidade na variação do programa, acabamentos,</p><p>equipamentos, preços de venda, etc.</p><p>É impor tante ter-se em mente que a Encol concentra o volumejTTaior</p><p>dos seus empreendimentos nessa faixa. Assim, optou-se por subdividir</p><p>trés subfaixasT"</p><p>B - : características semelhantes às da FM "C".</p><p>B : características bem definidas em programa e especificações da</p><p>FM "B".</p><p>B + : características semelhantes às da FM "A".</p><p>- Para a empresa, a correta definição da faixa de mercado tem reflexos</p><p>bastantes concretos, medida que visa, a partir da FM, estabelecer</p><p>prioridades para uso de determinados materiais em detrimento de</p><p>outros.</p><p>E importante ressaltar que os materiais de acabamento de fachada</p><p>devem guardar coerência e consonância com a faixa de mercado para</p><p>a qual o produto está sendo dirigido.</p><p>A faixa de mercado, como pudemos observar, é bastante dependente</p><p>da especificação, mas, também a forma pode ter grande influência,</p><p>uma vez que forma é custo.</p><p>Influência da Forma (índice de Compacidade)</p><p>Na grande maioria das vezes, quando se quer reduzir o custo de uma fachada,</p><p>o procedimento adotado é piorar a qualidade do material utilizado e da</p><p>mão-de-obra de assentamento. Quase nunca se altera a forma e, por</p><p>conseguinte, a área a revestir. Quando se adota esta linha de ação, isto é feito</p><p>de maneira equivocada. São aplicados conceitos aparentemente coerentes,</p><p>mas, na realidade, incorretos.</p><p>A influência da redução dos custos dos revestimentos na diminuição do custo</p><p>total da fachada é fácil de intuir e de calcular. Difícil é imaginar a influência da</p><p>forma do edifício no custo da fachada.</p><p>Para medir essa influência, foi conceituado o que denominamos índice de</p><p>Compacidade (IC), que relaciona o perímetro de um círculo de área igual à do</p><p>projeto e o perímetro das paredes exteriores deste projeto, expresso em</p><p>percentual. A seguir, passamos à fórmula matemática que, depois de algumas</p><p>simplificações, fica:</p><p>Esta fórmula permite trabalhar com a Área do Pavimento tipo (Ap) e o Perímetro</p><p>da Fachada (Pp).</p><p>Relação Custo da Fachada/Custo Total da Obra</p><p>Esta relação, expressa em percentual, indica o "peso" do item fachada no custo</p><p>total da construção^Asj^e^ênciasdeste perce_ntual̂ por faixa de m e rcadoserão</p><p>jrielhofLestabelecidãs_à medida que os estudos estatísticos se completarem-</p><p>Esperamos delimitar intervalos que contemplem os vários aspectos das</p><p>fachadas, inclusive os regionais.</p><p>Custo Unitário da Fachada</p><p>Expresso em unidade monetária por unidade de área, resulta da média</p><p>ponderada de todos os revestimentos da fachada (ou seja, somatória dos</p><p>preços unitários de cada revestimento multiplicada pela respectiva área</p><p>revestida, dividida pela área total da fachada).</p><p>Exemplo: Edifício ART III (São Paulo)</p><p>Especificação Quant.</p><p>Unitário</p><p>Preço</p><p>Unitário</p><p>Custo</p><p>Parcial</p><p>ESQUADRIAS</p><p>Janela</p><p>Alumínio Anodizado com Veneziana</p><p>Alumínio Anodizado</p><p>sem Veneziana</p><p>Alumínio Anodizado Maxi-moar</p><p>Porta de Alumínio Anodizado</p><p>229 m2</p><p>260 m2</p><p>81 m2</p><p>454 m2</p><p>18.00</p><p>14.00</p><p>16.00</p><p>15.00</p><p>4.122</p><p>3.640</p><p>1.296</p><p>6.810</p><p>VIDROS</p><p>Comum 6 mm</p><p>Comum 4 mm</p><p>454 m2</p><p>570 m2</p><p>4.84</p><p>2.46</p><p>2.197</p><p>1.402</p><p>GUARDA-CORPO</p><p>Mod. MTA (alum. anod. c/vidro 6mm) 585 m2 12.08 7.066</p><p>REVESTIMENTO</p><p>Cerâmica Gail ref. 1400 de 11,5 x 24</p><p>Cerâmica Gerbi ref. 37 de 20 x 20</p><p>Pintura Gel-O-Plast</p><p>1.370 m2</p><p>790 m2</p><p>3.512 m2</p><p>3.26</p><p>0.86</p><p>2.56</p><p>4.466</p><p>679</p><p>8.990</p><p>TETO DA VARANDA</p><p>Porro tipo Ouroplac de 12 x 1 cm 660 m2 2.00 1.320</p><p>FLOREIRA</p><p>Na varanda da sala 320 m2 3.04 973</p><p>AR CONDICIONADO</p><p>Nos quartos 88 pc 7.00 616</p><p>LUMINÁRIAS</p><p>PSL- 1000 (Projeta) 66 pc 4.20 277</p><p>CUSTO TOTAL 43.354 OTE</p><p>Efetuando os cálculos necessários, encontraremos CUF igual a 6,68 OTE/m2</p><p>Valor este que, multiplicado pela área da fachada, resulta no custo da fachada.</p><p>Análise "Custo X Especificação"</p><p>Depende</p><p>FM = faixa de mercado</p><p>Briefing = programa</p><p>Compatibilidade = meio ambiente</p><p>Marketing = cliente identificado</p><p>Padrão Qualidade</p><p>Resistência</p><p>Desenho</p><p>Cor</p><p>"Impacto Desejado"</p><p>com Padrão Encol</p><p>Síntese da Variável "Custo"</p><p>$ Fachada</p><p>Depende</p><p>Estética</p><p>Esta variável sempre foi vista e analisada a partir do "conceito de beleza", esteve</p><p>apoiada em base subjetiva, onde a estética de uma fachada se resumia a</p><p>combinações de cores e formas de resultado agradável.</p><p>Sabemos que essa visão assim concebida está totalmente defasada. A nova</p><p>visão aponta para o conceito não mais de beleza, mas da "coerência formal e</p><p>cromática". É a geometria informatizada no estudo da articulação dos volumes,</p><p>semelhantes ou diversos, com rotações e ou translações, quase tirando o</p><p>ineditismo da "criação imprevisível". E o espírito criador apoiado na máquina,</p><p>dotada de seus conhecimentos, tentando superá-lo. É a fotografia dotada de</p><p>movimento e conhecimento com previsão matemática da luz, do peso e da</p><p>temperatura da cor, desafiando o olho humano, a quem restou o sentimento e</p><p>a razão que decidirá entre o certo e o errado, o compatível e o incompatível, o</p><p>duradouro e o descartável, podendo ser auxiliado ainda por um indicador de</p><p>consumo estatístico que colonializa e acultura, e se intitula "Propaganda".</p><p>Atentos a essa realidade e estribados em definições claras do assunto,</p><p>buscamos o modo que possibilitasse maior acerto, ou melhor, minimizasse a</p><p>probabilidade de erros no 'produto junto ao mercado imobiliário. Em outras</p><p>palavras, pôr em prática uma regra Encol:</p><p>"Em dez lançamentos, acertar no mínimo nove, tentando^ acertar os_dez".</p><p>Assim, para melhor entendimento dessa variável, elegemos dois conceitos, um</p><p>clássico e outro atual.</p><p>Conceito Clássico: Estética na arquitetura "é o estudo das condições sob as</p><p>quais os materiais se submetem ao espírito enformador" (prof. crítico História da</p><p>Arte e Arquitetura Herbert Read).</p><p>Conceito Atuai: Estética na arquitetura "é a coerência formal embasada em</p><p>conhecimentos geométricos, matemáticos e cromáticos, onde o espírito criador</p><p>analisa, enforma e dá cor personalisando".</p><p>~-Aexperiênciatem demonstrado que cores_fortesJverme!ho,_azul marinho, etc.)</p><p>^gLomodes áreas tepdgm a desagradar a umelgvado numero de clientes, com</p><p>__sérias consequências para o empreendimento e a imagem da ejriprgsa.</p><p>Devemos especificar cores mais tênues e formas não muito agressivas, de modo</p><p>a caracterizar nosso produto de uma maneira suave, embora bem definida.</p><p>A estética será abordada nos próximos capítulos de maneira específica, em</p><p>Volumetria - Considerações Gerais e em Elementos da Fachada.</p><p>Síntese da Variável "Estética"</p><p>Antes</p><p>Variável Subjetiva</p><p>Com "Nova Visão"</p><p>Para melhor entendimento, decompomos a questão em dois vetores distintos</p><p>que possibilitam bases de razoável quantificação, são eles:</p><p>12 Conceito de "Coerência Formai"</p><p>22 Conceito de "Domínio dos Materiais"</p><p>Prazo de Execução</p><p>Esta variável é função do tipo de revestimento escolhido e do processo de</p><p>aplicação. A partir destas características, podemos definir os seguintes pontos</p><p>importantes, que podem contribuir para</p><p>o aumento ou redução do prazo de</p><p>execução:</p><p>- Oferta de mão-de-obra;</p><p>- Paginação dos revestimentos;</p><p>- Número de revestimentos</p><p>__ diferentes na mesma área de</p><p>domínio por balancirm</p><p>- Necessidade de recortes em</p><p>cerâmica;</p><p>- Tipos de equipamentos</p><p>usados;</p><p>- Modo de assentamento</p><p>escolhido;</p><p>- Produtividade da mão-de-obra</p><p>por tipo de revestimento.</p><p>Se o arquiteto, ao projetar e especificar, desconsidera as dificuldades de</p><p>execução do sen/iço, poderemos ser surpreendidos por prazos dilatados em</p><p>relação aos previstos.</p><p>O que em consequência contribuirá para o aumento compulsório do custo da</p><p>obra.</p><p>Durabilidade</p><p>A fachada está permanentemente exposta às variações de clima e aos agentes</p><p>agressores presentes no ar: poluição, maresia, pó, etc.</p><p>Deste modo, o desgaste e a deterioração das fachadas é um fato real e</p><p>importante, que deve ser considerado quando da especificação. Prever</p><p>materiais duráveis e resistentes ao clima local, compatibilizados com a faixa de</p><p>mercado do empreendimento, deve</p><p>ser a preocupação prioritária de</p><p>quem projeta e especifica. Não</p><p>podemos correr o risco de assistir à</p><p>degradação de nossas fachadas</p><p>poucos anos após a construção,</p><p>sob pena de, parale lamente,</p><p>construirmos uma imagem negativa</p><p>e difícil de ser revertida.</p><p>Síntese da Variável Durabilidade</p><p>Depende</p><p>Especificações/Compatibilidade</p><p>Varia em Função:</p><p>dos materiais</p><p>da tecnologia (produção/aplicação)</p><p>do respeito às normas fabricante</p><p>da compatibilidade do material com: meio</p><p>ambiente</p><p>local de aplicação</p><p>agentes agressores</p><p>faixa de mercado</p><p>Volumetria - Considerações Gerais</p><p>Algumas indicações ajudarão no melhor entendimento de como deve ser</p><p>tratada a volumetria (ou composição volumétrica) no projeto de uma fachada.</p><p>Para melhor visualização, ilustraremos essas indicações com fotos:</p><p>Ind icações para as Partes da Fachada:</p><p>O fuste (corpo do prédio, onde se</p><p>localizam os pavimentos-tipo), o</p><p>embasamento (parte inferior do</p><p>prédio) e o coroamento (parte</p><p>superior do prédio) devem receber</p><p>tratamentos diferenciados, de modo</p><p>a destacá-los do todo, porém,</p><p>mantendo entre si uma relação</p><p>harmoniosa.</p><p>Indicações para o i ratamento do Ático (cobertura):</p><p>Procurar dar tratamento estético aos locais de serviço da cobertura (caixa</p><p>d'água, casas de máquinas, escadas de serviço, antenas, exaustão) a fim de</p><p>harmonizar o coroamento com o fuste e embasamento.</p><p>Ind icações para Evitar a Confusão de Formas</p><p>Evitar a mistura de formas e o número excessivo de elementos de fachada que</p><p>desarmonizam o todo, transformando o projeto em verdadeiro "Laboratório</p><p>Experimental".</p><p>Indicações para a Harmonia das Articulações</p><p>Ao projetar, buscar a harmonia das faces contínuas, através da coerência dos</p><p>revestimentos e dos detalhes que destaquem esta articulação.</p><p>Incompatível</p><p>Ind icações para Proporção entre Cheios e Vazios</p><p>A proporção de cheios e vazios deve transmitir o equilíbrio estético</p><p>(descontinuidade dos panos da fachada) com o conforto ambiental (correta</p><p>definição e distribuição das áreas de ventilação e iluminação).</p><p>Compatível</p><p>Incompatível</p><p>Indicações para o Equilíbrio Cromático</p><p>Equilibrar cores, texturas, transparências e volumes.</p><p>Buscar a expressão arquitetônica mais durável (evitar modismos). Não usar</p><p>cores excessivamente fortes, evitando correr riscos de desagradar um grande</p><p>número de clientes.</p><p>Elementos da Fachada</p><p>São todas as partes visíveis de uma fachada- Formam seis grupos diferenciados</p><p>(conjunto esquadrias e vidros, guarda-corpo, revestimento, teto da varanda,</p><p>^floreira, caixas de ar condicionado) quanto aos seus usos e finalidades. Suà</p><p>correta especificação é fundamental, pois valoriza o produto final.</p><p>Estudaremos cada grupo de elementos externos procurando fornecer as</p><p>informações mais relevantes para sua análise.</p><p>Conjunto Esquadrias e Vidros</p><p>Para este conjunto, existe uma relação íntima entre</p><p>estética e custo que merece</p><p>ser explorada. Esquadrias de alumínio apresentam custos muito mais elevados</p><p>que vidros, o que deve nos levar a ousar mais na especificação da cor do vidro</p><p>do que na cor da anodização das esquadrias.</p><p>No custo total do conjunto, as esquadrias^eintram com emjomo de 90% deste</p><p>custo, enquajTto_os_yidros com os outros_10%.</p><p>Considerando a utilização de esquadrias de alumínio com venezianas, o</p><p>percentual referente ao custo do vidro se reduzirá ainda mais.</p><p>tA conclusão é que devemos, prioritariamente, propor melhorja_do_conjunto</p><p>_esquadria_de alumínio/vidro, através da mudançajje cor do vidro, para um</p><p>_ aumento de custo relativamente pequeno,jtem-se um ganho estét[cojastante</p><p>significativo.</p><p>J_embramos que esquadrias de alumínio representam 12% do custo de</p><p>materiais de uma obra (o que equivale a cerca_de8% do custo de construção [ y</p><p>-Jgtal)._Além disso. o_custojriédio de esquadrias de alumínio em fachadas</p><p>__guar_da_relação em torno dg 4:1 com o custo da parede externa acabada.</p><p>Os índices adequados de iluminação e ventilação devem ser atingidos. A</p><p>extrapolação destes índices pode levar o custo relativo do item esquadrias a</p><p>ultrapassar os percentuais esperados do custo de construção, ainda que</p><p>mantidos seus custos unitários em valores aceitáveis.</p><p>Guarda-Corpo</p><p>Normalmente considerado parte de esquadrias, para o caso das fachadas</p><p>merece ser destacado e estudado à parte, pois seu custo é parte significativa</p><p>do custo total da fachada, no caso do uso de alumínio.</p><p>A orientação é que se procure especificar as opções contidas no "Caderno de</p><p>, atendida a faixa de mercado do</p><p>empreendimento.</p><p>Revestimento</p><p>Nosso objetivo é estudar as alternativas mais comuns de revestimento, visando</p><p>reduzir a margem de equívocos na especificação de fachadas. Esse item não</p><p>tem sido devidamente valorizado na empresa, se levarmos em consideração</p><p>sua importância para o empreendimento, não só sob o ponto de vista estético,</p><p>mas também sob o ponto de vista de custos, durabilidade e prazo de execução.</p><p>A seguir, alinhamos características dos revestimentos relacionadas com as</p><p>quatro variáveis básicas (custo, durabilidade, estética e prazo de execução).</p><p>Característica dos Revestimentos Variávei</p><p>1 Se aplicados de acordo com as recomendações do fabricante, são os</p><p>responsáveis diretos pela vida útil esperada Durabilidade</p><p>2 Podem ocupar até 80% da área da fachada Estética</p><p>3 Representam de 30 a 40% da custo total da fachada Custo</p><p>4 São executados do lado externo, requerendo andaimes</p><p>ou balancins</p><p>Prazo</p><p>V 5 Execução sujeita às condições climáticas , Prazo</p><p>6 Determinam o "caminho" crítico da execucão da fachada Prazo</p><p>O quadro acima constitui-se num alerta para o projetista, que deve</p><p>preocupar-se em jogar com as quatro variáveis, buscando otimizar a fachada</p><p>I 1</p><p>através do aproveitamento das características de durabilidade, estética e prazo</p><p>de execução dos revestimentos, em confronto com o custo gerado pela</p><p>solução.</p><p>Esperamos que a importância do conhecimento das características básicas de</p><p>cada revestimento tenha ficado bastante clara. É necessário que dominemos</p><p>as quatro variáveis básicas para cada um dos grupos de revestimentos</p><p>abordados a seguir, de modo que a especificação de uma fachada resulte</p><p>adequada sob todos os aspectos.</p><p>Grupo de Revestimentos</p><p>- Pintura</p><p>- Tipo Fulget</p><p>- Cerâmica</p><p>- Pastilhas</p><p>- Mármores e Granitos</p><p>Pintura</p><p>É o material mais usado em revestimento externo, principalmente em função</p><p>do custo, que é o mais baixo dentre todos. Apresenta grande variedade de</p><p>cores e seu aspecto estético é bom, desde que as tintas sejam de primeira</p><p>linha e aplicadas corretamente. Sua durabilidade está ligada à resistência à</p><p>intempérie (chuva, sol, maresia) e depende da quantidade de resinas e</p><p>pigmentos utilizada na formulação da tinta, geralmente a durabilidade da pintura</p><p>é a mais baixa denire os demais revestimentos. Sua aplicação é simpies, com</p><p>o uso de rolos, pincéis ou desempenadeiras (para tintas de alta densidade).</p><p>Como consequência, o prazo de aplicação não é longo.</p><p>Por Dentro da Fachada</p><p>A aplicação correta e o uso de massa corrida onde indicado evita a diminuição</p><p>prematura de sua vida útil. Alguns cuidados devem ser tomados quando da</p><p>aplicação:</p><p>- Evitar especificar tintas onde o teor de umidade seja ajto_ou_haja forte</p><p>' presençsufe maresia, ou insolação excessiva;</p><p>- Analisar a areia que entra na composição do reboco. A tinta não</p><p>esconde eventuais problemas que surjam no reboco;</p><p>- Maior rigor no nível de exigência da qualidade do desempenho do</p><p>reboco. A tinta realça os defeitos aí existentes, criando sombreamento.</p><p>- Detectar e eliminar possíveis pontos de ferrugem.</p><p>Constituído de mistura de cimento com agregados minerais, este material tem</p><p>tido seu uso restrito, devido ao desconhecimento de suas vantagens. Seu custo</p><p>é o segundo, em ordem crescente, perdendo apenas para a pintura. Na análise</p><p>custo/benefício, seria o primeiro, já que reúne as melhores avaliações nas</p><p>quatro variáveis.</p><p>A regional Rio Grande do Sul vem especificando este revestimento e os</p><p>resultados têm sido bons. A partir da divulgação do correto modo de aplicá-lo,</p><p>ponto fraco detectado anteriormente, o fuíget tende a uma aceitação mais</p><p>disseminada.</p><p>Sua durabilidade é um ponto forte, pois a mistura de agregados minerais e</p><p>cimento proporciona uma forte resistência ao clima e agentes agressores.</p><p>Além disto, é impermeável e indicado para regiões de alto teor de umidade.</p><p>O prazo de aplicação, em função ao rendimento quantidade/homem/dia, o</p><p>qualifica como revestimento de simples aplicação. São necessários</p><p>desempenadeira de aço, colher de pedreiro e mangueira com esguicho/bomba</p><p>de sucção.</p><p>Produtividade: Texturizada: 25 m2/homem x dia</p><p>Acrílica: 23 m /homem x dia</p><p>Tipo Fuiget</p><p>Devem ser tomados os seguintes cuidados para que o resultado seja</p><p>satisfatório:</p><p>- Evitar panos com grandes dimensões_sem junta de PVC;</p><p>- jGuidadojnaJimpeza final, para__gue o ácido utilizado não manche outros</p><p>materiais da fachada (só entrar com es^uadrjas_de_alumír^ e</p><p>folhas após lavada a fachada). ; f</p><p>- Não permitir intervalos de trabalho sem quejiaja a conclusão das ^</p><p>' j j j j l i c a ç i ^</p><p>Produtividade: 40 m /homem x dia j y</p><p>Cerâmica</p><p>Material largamente utilizado em fachadas, possibilita várias opções de</p><p>dimensões, formas e cores. Quando especificado e aplicado corretamente,</p><p>produz bonito resultado estético. Seu custo, comparado com os demais tipos</p><p>de revestimento, é variável em função do tipo de cerâmica e da situação do</p><p>mercado. É importante acompanhar as oscilações desse mercado e especificar</p><p>com base em expectativas de comportamento previstas para a ocasião da</p><p>compra do material.</p><p>A durabilidade é função da qualidade dos materiais que compõem a cerâmica,</p><p>bem como da queima. O grau de porosidade deve ser levado em conta, pois</p><p>fachadas devem ter revestimentos os mais impermeáveis possíveis. Falhas na</p><p>impermeabilidade geralmente resultam em problemas estéticos e de vida útil,</p><p>provocados por surgimento de fungos. O prazo é função de algumas</p><p>condicionantes: paginação, variação de tipos e/ou tamanhos diferentes no</p><p>mesmo pano; qualidade (bitola e esquadro das peças).</p><p>Alguns cuidados devem ser tomados visando uma boa especificação.</p><p>- JEspecificar cerâmicas com alto grau de impermeabiijdade;</p><p>- Especificar cerâmicas de tonalidade pouco variável dentro da mesma</p><p>cor.</p><p>- Permitir juntas para a trabalhabilidade dos materiais e correção dos</p><p>desvios de tamanhos.</p><p>- Rejuntamento: Procurar especificar tonalidades dos rejuntamentos que</p><p>valorizem o conjunto.</p><p>^ 2 Produtividade: 20 m /homem x dia</p><p>Pastilhas</p><p>Material com ótimo resultado estético, apresentado com várias cores e</p><p>dimensões, variando de 3/4" x 3/4" até 2 1/2" x 2 1/2". Apresentadas em placas</p><p>de papei, com acabamento esmaltado ou fosco. Seu custo é variável num</p><p>intervalo largo. Com essa característica, pode atender a diferentes faixas de</p><p>mercado.</p><p>Sua</p><p>durabilidade é muito boa, em função da dureza e da impermeabilidade</p><p>do material. Esta característica é decorrente também do seu correto</p><p>assentamento e rejuntamento das placas.</p><p>O prazs_dg_aplicação é o ponto fraco desse tipo de revestimento, em razão do</p><p>_j2Úmero_dej^iagens do balancim no mesmo espaço, o que e_nçarecgj3 custo</p><p>__de_apiicação_ej;equer tempo de execução.</p><p>Recomendam-se alguns cuidados:</p><p>- Rejuntamento cuidadoso, evitando buracos (vazios) ou pouca pasta</p><p>que possam sair quando da limpeza com ácido;</p><p>- Evitar cores escuras, que podem possibilitar_oaparecimento de</p><p>diferenças de tonalidades e prejuízo do conjunto.</p><p>\ ~ 1</p><p>\ / Produtividade: 15 m /homem x dia</p><p>Mármore e Granito</p><p>Considerados os revestimentos mais nobres e tradicionais dentre todos.</p><p>Estética - Possibilita ótimo resultado estético em função das variações de tipos,</p><p>texturas e cores.</p><p>Por Dentro da Fachada</p><p>Custo - Seu alto custo associa-o a empreendimentos nobres, detendo, junto</p><p>ao cliente, grande prestígio e valor.</p><p>Durabilidade - Apresenta ótima resistência mecânica e à abrasão (desgaste),</p><p>resultando em grande durabilidade. Entretanto, alguns não são recomendados</p><p>para fachadas, caso do mármore Bege-Bahia ou Travertino, devido a sua alta</p><p>porosidade, que possibilita a formação de brocas em espaço de tempo</p><p>relativamente curto.</p><p>Prazo - O material deve ser grampeado com pinos na face em contato com a</p><p>argamassa, emrazão de seu peso (45 a 60 kg/m2). Isto eleva o prazo de</p><p>aplicação.</p><p>Recomenda-se o seguinte cuidado:</p><p>- Evitar especificar materiais em funções incompatíveis às suas</p><p>constituições (dureza, permeabilidade, resistência a ataques de</p><p>agentes agressores).</p><p>- Definir a paginação da superfície a ser revestida para que haja a</p><p>determinação de tamanhos e formas.</p><p>Produtividade : 8 m2/homem x dia</p><p>Comparação entre as</p><p>Características Básicas dos Revestimentos</p><p>O quadro na página a seguir mostra os diversos materiais de fachada e suas</p><p>características básicas, possibilitando compará-los sob os mesmos</p><p>parâmetros.</p><p>Não se tem dados quanto à durabilidade dos revestimentos das fachadas</p><p>quando submetidos às diversas condições climáticas brasileiras. Pode-se</p><p>adotar índices comparativos.</p><p>Os índices levam em conta maior ou menor necessidade de manutenção, além</p><p>da vida útil esperada, em termos de desempenho "técnico" (não descolar, sofrer</p><p>ataque, etc.) e estético (não sujar, descorar, etc.). Uma diferença entre índice</p><p>20 e 17, por exemplo, está representando uma maior necessidade de</p><p>manutenção (ex: limpeza de pastilhas) e não uma vida útil de três anos a menos,</p><p>mesmo porque estes índices não têm esta precisão.</p><p>Quadro Resumo das Características Básicas dos Revestimentos</p><p>Revest. de</p><p>Fachada</p><p>Durabilidade</p><p>Estético</p><p>Prazo de</p><p>Execução</p><p>(Produtividade)</p><p>m2/homem dia</p><p>Predom.</p><p>por Faixa de</p><p>Mercado</p><p>Revest. de</p><p>Fachada</p><p>Ambiente Estético</p><p>Prazo de</p><p>Execução</p><p>(Produtividade)</p><p>m2/homem dia</p><p>Predom.</p><p>por Faixa de</p><p>Mercado</p><p>Revest. de</p><p>Fachada</p><p>Normai</p><p>(N)</p><p>Poluição Ind.</p><p>Acentuada</p><p>(P)</p><p>Muito úmido ou</p><p>Oria marítima</p><p>(U)</p><p>Estético</p><p>Prazo de</p><p>Execução</p><p>(Produtividade)</p><p>m2/homem dia</p><p>Predom.</p><p>por Faixa de</p><p>Mercado</p><p>Pintura</p><p>texturizada</p><p>5 5 3 Várias opções</p><p>de cores</p><p>25 c</p><p>Pintura acrílica 5 5 3 Várias opções</p><p>de cores</p><p>23 B / C</p><p>Fulget 15 10 12 Poucas opções</p><p>de cores</p><p>40 AA/A/B</p><p>Cerâmica 20 20 20 Várias opções</p><p>de tamanho,</p><p>textura e cor</p><p>20 AA/A/B</p><p>Pastilha fosca 17 15 15 Várias opções</p><p>de tamanho,</p><p>textura e cor</p><p>15 AA/A/B</p><p>Pastilha vidrada 20 17 17 Várias opções</p><p>de tamanho,</p><p>textura e cor</p><p>15 AA /A</p><p>Mármore</p><p>branco</p><p>25 20 25 Uma opção</p><p>de cor</p><p>8 AA/A</p><p>Granito 30 30 30 Poucas opções</p><p>de cor</p><p>8 AA</p><p>Justificativas dos índices:</p><p>a) Um granito bem assentado apresenta durabilidade de muitas décadas ou</p><p>até séculos; adotou-se o índice comparativo 30 representando que ele dura</p><p>pelo menos 30 anos.</p><p>b) Um mármore é um pouco mais poroso e tende a ficar sujo mais rapidamente</p><p>que um granito, exigindo limpeza ou perdendo em desempenho estético</p><p>mais rapidamente. Comparativamente foi adotado índice 25; em ambiente</p><p>poluído (ex: São Paulo e outros centros), a chuva ácida pode dissolver a</p><p>superfície do mármore deixando-o mais poroso e sujo, podendo exigir,</p><p>limpeza com 20 anos ou menos.</p><p>c) Uma cerâmica apresenta boa durabilidade, sendo pouco sensível ao</p><p>ambiente; adotou-se índice 20 (durabilidade de pelo menos 20 anos).</p><p>d) Pastilha vidrada: num ambiente normal apresenta a mesma durabilidade</p><p>que uma cerâmica (índice 20) e em ambientes poluídos ou úmidos tende a</p><p>concentrar fuligem ou mofo no rejuntamento, apresentando desvantagem</p><p>representada pela queda de 3 pontos no índice (17).</p><p>e) Pastilha fosca: maior tendência a sujar que a vidrada, representada por uma</p><p>queda no índice (17 e 15).</p><p>f) Fuiget: pela rugosidade, tem uma tendência ao sujamento maior que uma</p><p>pastilha (índice 15). Em ambientes úmidos sujará mais rapidamente (12) e</p><p>com poluição (chuva ácida) pode sofrer dissolução de parte do cimento</p><p>entre os pedriscos (10).</p><p>g) Pintura acrílica: as referências são de uma durabilidade de 5 anos no</p><p>máximo em ambientes normais; em climas úmidos (ex: Belém, Porto Alegre)</p><p>e junto à orla marítima esta durabilidade cai sensivelmente, para 3 cu até_2_</p><p>lãnõsT"</p><p>Observa-se finalmente que todos estes índices partem do pressuposto de</p><p>materiais de boa qualidade e corretamente aplicados.</p><p>Teto da Varanda</p><p>^ Parte integrante da varanda, apresenta-se em evidência na fachada e pode,</p><p>nas mais simples (comjgoucos detalhes), criar o destaque do conjunto. Seu</p><p>_ custo, em relação ao custo total da fachada, é baixo, o que nos incentiva à</p><p>busca de sua valorização.</p><p>São três as principais alternativas:</p><p>- Forro de madeira (tipo Ouroplac) - normalmente com iluminação</p><p>embutida;</p><p>- Rebaixamento em gesso, com iluminação embutida;</p><p>- Sem forro, com iluminação externa.</p><p>A escolha deve levar em consideração o partido arquitetônico da fachada,</p><p>compatibilizado com a faixa de mercado do empreendimento.</p><p>Floreira</p><p>Elemento de larga utilização nas fachadas, seu custo é variável em função da</p><p>forma, do tipo de engaste, das dimensões e das instalações propostas. Seu</p><p>custo em relação aocustoJotal_daJachada é representativo. Por esta_razão,</p><p>seu uso excessivo em faixas_de^mercado B e Cjdeve ser questionado.</p><p>Outro aspecto a ser levantado é o da manutenção das floreiras: o descaso e</p><p>mesmo o abandono implicam em um resultado diverso do previsto inicialmente</p><p>- a fachada, em vez de embelezada, passa uma impressão de desleixo e</p><p>degradação.</p><p>Recomendação: Permitir um acesso direto e fácil para sua manutenção.</p><p>Caixas de Ar Condicionado</p><p>Boa parte de nossas regionais prevê o espaço para a utilização do ar</p><p>condicionado para melhorar as condições do conforto ambiental._A caixa de ar</p><p>condicionado é umejemento de difícil composição na fachada e deve merecer</p><p>tratamento especial dos projetistas, não só sob o aspecto estético, mas</p><p>também sob o aspecto de funcionamento: as trocas de ar (entrada de ar quente</p><p>_-_sajda de ar frio), devem acontecer sob pena ce queima cos aparelhos,</p><p>gerando desgaste da empresa.</p><p>O custo destas caixas depende do tipo de material a ser utilizado. Três são as</p><p>alternativas mais comuns:</p><p>1. Fibra de vidro - leve, mas de custo alto;</p><p>2. Ardósia - esteticamente deficiente (não esconde o aparelho), seu custo é</p><p>menor que o da primeira opção;</p><p>3. Concreto - mais usada, de custo mais baixo que as demais, porém</p><p>apresenta como inconveniente, também, não esconder o</p><p>aparelho.</p><p>Recomendação: Prever o esgotamento da bandeja, evitando o gotejamento</p><p>Síntese Conjunto Esquadrias e Vidros</p><p>Influência</p><p>Substancial em 2 variáveis</p><p>Estética Custo</p><p>Por quê?</p><p>V</p><p>V</p><p>1. Alumínio - 90% Custo/Esquadrias</p><p>12% Custo Mat. O.</p><p>8% Custo Total Obra sobre Anod. Nat.</p><p>20% Quando em Cor</p><p>\ J 2. Vidro _ 1 0% Custo/Esquadrias</p><p>Com relação estética</p><p>Custo Preferível mudar</p><p>A cor do vidro - grande</p><p>Efeito sem ônus</p><p>® Esquadrias c/ contramarco + 8 Kg. aíum/m2</p><p>\ j ® Esquadrias Alum. guarda relação 4:1 com custo de parede</p><p>externa acabada.</p><p>Síntese Guarda - Corpo</p><p>1. Quanto à Estética :</p><p>Funciona como contraponto cromático no conjunto das fachadas.</p><p>2. Quanto ao Custo:</p><p>É significativo no CTF (Custo Totai da Fachada) quando em Alumínio.</p><p>3- Quanto ao Produto:</p><p>Orienta-se preferencialmente a escolha das opções contidas no caderno</p><p>dos produtos fabricados pela "Divin".</p><p>Síntese Teto da Varanda</p><p>1. Quanto à Estética:</p><p>Não é um item de grande contribuição, mas carece de atenção para não</p><p>comprometer a harmonia da fachada.</p><p>2. Quanto ao Custo:</p><p>É um item de baixo custo em relação ao custo total da fachada.</p><p>3. Quanto ao Produto:</p><p>As principais alternativas são:</p><p>- Forro madeira (tipo ouropiac)</p><p>- Forro vazado (tipo trofer)</p><p>- Forro gesso (rodateto madeira)</p><p>- Laje com massa pintura (plafon)</p><p>- Concreto com verniz (plafonier)</p><p>Síntese Floreira</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>Síntese Caixas de Ar Condicionado</p><p>1. Quanto à Estética:</p><p>- Prever o espaço com caixa inibindo ações arbitrárias</p><p>- É um elemento de difícil composição.</p><p>- A estética não deve, em seu benefício,</p><p>sacrificar o bom funcionamento (entrada/saída de ar).</p><p>2. Quanto ao Custo:</p><p>Depende do tipo de material:</p><p>- Fibra de vidro (leve/custo alto)</p><p>- Ardósia (esteticamente deficiente)</p><p>- Concreto (mais usada - custo baixo)</p><p>Recomendações:</p><p>Prever o esgotamento da</p><p>Bandeja evitando o gotejamento.</p><p>Quanto à Estética:</p><p>- Tem-se a questionar a volumetria das partes em relação ao todo.</p><p>- Depende de manutenção permanente e correto plantio para obtenção</p><p>do bom resultado estético. / /</p><p>- Depende de total e seguro acesso. jj></p><p>Quanto ao Custo:</p><p>Em relação ao custo total da fachada é representativo.</p><p>Forma, engaste, dimensões, instalações.</p><p>Quanto ao Produto:</p><p>Faixas de mercado (FM) "B" e "C"</p><p>devem ser questionadas.</p><p>Iluminação</p><p>Ao se projetar uma edificação se faz necessário ter em mente que as fachadas</p><p>serão vistas não somente durante o dia, mas à noite, e com efeitos e destaques</p><p>na valorização de algumas partes que só a iluminação artificial pode fazer em</p><p>função da disponibilidade dos vários tipos de focos, superfícies refletores,</p><p>fachos, intensidades, filtros,1 lâmpadas, etc. No entanto se faz necessário,</p><p>também, conhecer o mínimo de "Luminotécnica" para se ter uma idéia da</p><p>viabilidade do que se deseja e do que é possível fazer a partir do que se dispõe.</p><p>É Importante</p><p>Antes de tomar uma decisão, responder às questões a seguir relacionadas:</p><p>1. O que se escolhe primeiro, a lâmpada ou a luminária?</p><p>Para se obter um bom resultado de iluminação é preciso escolher o</p><p>"sistema" correto, formado por tipo de lâmpada (fluorescente,</p><p>incandescente, halógena ou vapores metálicos) e luminária compatível.</p><p>2. Iluminar é aumentar o número de lúmens?</p><p>Ao se aumentar o número de lúmens obtêm-se apenas uma quantidade</p><p>maior de luz gerada por uma fonte luminosa, às vezes até de resultado</p><p>inconveniente.jp importante é o "efeito" que se deseja obter,</p><p>dramaticidade" como se diz numa linguagem própria, e só então atendida</p><p>e que veremos o número de luxs necessários para a "iluminância" desejada.</p><p>3. Como reproduzir as cores de modo mais fiei?</p><p>Os fabricantes de lâmpadas, baseados em pesquisas, criaram uma</p><p>infinidade delas, cada uma com vantagens e desvantagens, cabendo ao</p><p>projetista ver a mais adequada para o que deseja.</p><p>De posse de um quadro de "espectros de radiação", pode-se observar</p><p>^Jgci[mente que a "HQl/D multivapores metáiios" é a lâmpada cujo espectro,,</p><p>_jriais^_assemelha ao da radiação solar e portanto mais fielmente reproduz</p><p>as cores, principalmente as cores que se encontram abaixo de 500</p><p>(azul/vioieta) e acima de 600 (laranja/vermelho) namômetros.</p><p>]</p><p>4. O que é ofuscamento?</p><p>O olhoi humano é muito sensível a bruscas variações de luminosidadeje</p><p>também facilmente ofuscável por luzes diretamente projetadas sobre ele.</p><p>Por isso, os melhores estudos são aqueles que produzem resultado</p><p>harmonioso entre claros e escuros, evitando ao máximo qualquer projeção</p><p>direta, pois isso produz incapacidade momentânea de se entender todo o</p><p>"quadro" focalizado pelos olhos (segundo Light Designer Ricardo Sobreira).</p><p>5. O que é Light Design?</p><p>É o desenho técnico da iluminação, da luminária, da luz, é a busca da curva</p><p>fotométrica ideal para cada tipo de iluminação.</p><p>6. Por que manutenção é importante na hora de projetar a iluminação?</p><p>Do correto efeito desejado para iluminação depende, como já vimos, uma</p><p>série de fatores, mas um é elementar e quase sempre esquecido: A lâmpada</p><p>tem vida útil curtíssima, as mais duráveis (vapores metálicos) variam de</p><p>15.000 a 19.000 horas, o que é muito pouco, portanto é extrgmamente</p><p>necessária a previsão em locais que possibilitem trocas. A boa</p><p>acessibilidade é fundamental.</p><p>Espectros</p><p>de Radiação</p><p>Radiação Solar Lâmpada Incandescente</p><p>HWL Luz Mista HQL Vapor de Mercúrio NAV Vapor de Sódio</p><p>HQLJD Multivapores Metálicos HQI.JN Multivapores Metálicos Fluorescente Luz do Dia Especial</p><p>LUMILUX" 11 LUMILUX'" 21</p><p>Faixa visível de cores 380 a 780 nm</p><p>Escala vertical 200 mW</p><p>1000 Im X 10 nm</p><p>Lâmpada Halógena</p><p>• 7 0 Q n m r</p><p>LUMILUX INTERNA" 41</p><p>Vocabulário</p><p>Namômetro: comprimento de onda. Toda radiação eletromagnética oscila em</p><p>forma de ondas. A luz não é diferente.</p><p>Huminância: é a densidade de luz sobre uma superfície que é definida através</p><p>da unidade de lux.</p><p>r\</p><p>Lux: é o iluminamento de uma superfície com 1 m de área na qual haja,</p><p>uniformemente distribuído, fiuxo luminoso de 1 lúmen.</p><p>Lúmem: fluxo luminoso ou quantidade de luz gerada por uma fonte luminosa.</p><p>K: Kelvin, unidade térmica como graus centígrados, por exemplo.</p><p>No texto se refere ã avaliação da brancura da luz.</p><p>Método de Lúmens: Método pelo qual se determina a quantidade de</p><p>luminárias para atingir uma determinada iiuminância,</p><p>usando como referência o fluxo luminoso da lâmpada</p><p>utilizada.</p><p>Lembretes Importantes</p><p>1. Pesquise sempre os catálogos de fabricantes de lâmpadas.</p><p>2. Escolha sempre uma boa luminária (estrutura! e tecnicamente perfeita).</p><p>3. Não existem lâmpadas perfeitas. Existem, sim, lâmpadas adequadas para</p><p>um determinado trabalho.</p><p>4. A quantidade de luminárias pode ser conseguida através da tabela de cálculo</p><p>do método de lúmens.</p><p>5. Em caso de dúvida, procure o fabricante de luminárias de sua confiança: ele</p><p>o ajudará.</p><p>Instrumento de Análises</p><p>Apresentadas as variáveis e os revestimentos, conciuímos que o entendimento</p><p>teórico das variáveis é de compreensão relativamente fácil. Porém, surgem</p><p>dificuldades quando se tenta operacionalizar a análise da fachada através de</p><p>um enfoque prático das variáveis.</p><p>Pensando envrotinizar este processo e garantir qualidade nas informações,</p><p>foram propostos os procedimentos de análise, através das planilhas.</p><p>A seguir, passamos a apresentá-las e a explicar seu preenchimento.</p><p>Planilha de Análise de Custo e Estética</p><p>Esta planilha mostrada a seguir é uma proposta para auxiliar a análise das</p><p>opções dos elementos externos.</p><p>São abordados os tipos de elementos (esquadrias, vidros, guarda-corpos,</p><p>revestimentos, forros de varandas, floreiras, caixas de ar condicionado e</p><p>luminárias), suas quantidades e seus custos. Além disso, destaca as cores de</p><p>cada um, bem como sua área, procurando fornecer elementos para a avaliação</p><p>da composição cromática da fachada.</p><p>Através de alterações em especificação, cor e quantidade, pode-se ensaiar</p><p>com rapidez novas opções, do modo a se alcançar referências apropriadas e</p><p>conhecidas.</p><p>Pretende-se que esta planilha seja uma ferramenta de concepção. Logo, não</p><p>deve haver excessiva preocupação com a precisão dos números. Seu objetivo</p><p>niaioMTão_éJazer orçamento, mas sim ensaiar opções, visando otimizar a</p><p>fachada quanto a custo e estética (cores).</p><p>;:»>«;«: •'..:?.• H í í í ü í í i m f . i í i í . » S í i i í í í : : > . > : r . 7 " ? . v . S í S S S i J i •••>: . > Í S S Ç •••••. •• 7 : 7 . 7 \ 7 . , ' . . . . . . . % i i 7 7 7 7 7 . 7 : • S 7 7 " 7 •:• \ 7 . .: . / . . :</p><p>• • • • . . • • ; . • : : • • • • • . / . ' . ; . : 7 : 7 Í « : / : / r ; . . . : . . x - w : : ; - - » : . « : : : : - ;</p><p>49</p><p>Por Dentro da Fachada</p><p>Por Dentro da Fachada</p><p>Composições Simplificadas de Custos</p><p>Custo referênpj^paravps Acabamentos</p><p>da Fachada /Maio/89</p><p>Acabamento Coeficientes Material Referência</p><p>Item Discriminação Un P Descrição UM.</p><p>1 Pintura 100% acrílica</p><p>com massa m2 0,318 ( o ^ 1 2 Tinta 100% acrílica lata</p><p>2 Pintura com Permalit m2 0,223 1,500 Tinta Permalit kg</p><p>3 Pastilha m2 0,612 1,020 Pastilha m2</p><p>4 Cerâmica m2 0,351 1,050 Cerâmica m2</p><p>5 Fulget m2 1,078 14,00 Graniiha kg</p><p>6 Mármore ou Granito m2 0,501 1,020 Mármore ou</p><p>Granito m2</p><p>Equação para o Cáicuio do Custo por m \ \ j > i</p><p>C Custo unitário do material de acabamento aplicado</p><p>P e K Coeficientes relativos ao tipo de acabamento</p><p>Cmat Custo unitário do material de acabamento</p><p>Exemplificação em um Empreendimento</p><p>Para exemplificar a planilha de análise de custo e estética, adotaremos os dados</p><p>do Edifício Art-1 de Goiânia e exercitaremos o seu preenchimento com três</p><p>alternativas para especificação dos elementos externos.</p><p>Dados necessários para o preenchimento da Planilha:</p><p>Endereço: Rua R-17 esq. c/Rua T-48 A, Quadra R-36, Lote 1/2/3, Setor Oeste.</p><p>Faixa de Mercado: B</p><p>Custo Totai de Construção (Estimai.): 178.724,00 OTE</p><p>Área de Fachada: 4.520,00 m2</p><p>Área do Pavimento Tipo: 332,00 m2</p><p>Perímetro do Pavimento Tipo: 117,40 m2</p><p>Efetuando o cálculo do índice de compacidade, encontraremos o valor de</p><p>55,00% para esta forma. Com estas informações e mais as definições de</p><p>especificações para cada elemento externo, proporemos as opções que</p><p>atendam.melhor ao produto esperado.</p><p>/ 1</p><p>encoi Planilha de Fachada: Custo e Estética</p><p>EmpfaarvSvrwrxo.</p><p>ART 1 <t* ofx^o) ftm» R-17 «*q. c/Rua T-t« A. CXw»dra ROC. Lo<« 1/2/3. Sa«ot Oos!«</p><p>f Cuêê*> JcKmà Ö« Con»oxjçÃo</p><p>4 178.72«.CO OTE X Ar»* Pa Fscnada</p><p><.520.00 m 2</p><p>As** öo P«vl° Tipo</p><p>032.00 m 2 JC</p><p>Panmoco do Pavt° Tipo</p><p>17.40 m</p><p>( faixada Mar. ^</p><p>ç \</p><p>E l e m e n t . E s p e c i f i c a ç ã o C o r Q . T . U n . P . U . C u s t o C . U . F . % E s p e c i f i c a ç ã o</p><p>P a r c i a l P a r c i a l</p><p>Esquadrias</p><p>Jaoaías « portas oa corraf a m alumínio anodizado natural alumínio 324 ,C0 m 2 11.45 3.709.80 0.82 22.50</p><p>Esquadrias</p><p>Jarvaias maxf-moax am alumínio anodizado natural alumínio 108.00 m* 14.50 1.566.00 0.35 S3.90</p><p>Esquadrias Esquadrias</p><p>Vidros v idro c o m u m incolor 4 m m 324.00 m 2 1.70 550.80 0.12 4.70 Vidros</p><p>Vidro min iboraAu 108.00 m 3 0.&S 71.28 0.02 0.60</p><p>G. Corpo Moda4o *MGA* c/acaoamanto anodizado natural a v idro tu má alumínio / Ium4 293.00 m 7.S0 2.314.70 0.51 20.20 G. Corpo</p><p>!</p><p>Revast.</p><p>Cerâmica 20x20 - O c n s a Cinza 239.00 m 1 1.25 293.75 0,07 2.80</p><p>Revast.</p><p>Pintura sexturizada Sr an co 3.849.00 : m ' 0.37 1.424.13 0.032 12.70</p><p>Revast.</p><p>;</p><p>Revast. Revast.</p><p>Tato Var. Forro t i co Ouroplac tamanno 12 x t cm Ipê 342.00 m 2 2.03 6S4.00 0.15 5.00</p><p>Floreira Na varanda da saia Cinza 85 .CO m - 3.40 2S9.00 0.06 2.40</p><p>Ar Condic. Pré m o l d a d o a m « m a n t o Branca 60 Un 7,00 420.00 0.03 3.60</p><p>Luminária Fooo da embut i r . moda lo DL- 7110 AL (Dalmeslux) Preta 50 Un O.SO 54.00 0.01 0.40</p><p>^Outros _ J</p><p>Irtcíice da ccxnp-aodarta Custo Total da Fachada + Custo Total da Construção Custo Totai C.U.F. Total I % Total</p><p>55,00% 6.37% 11.332.46 2.52 j 100,00</p><p>encol Planilha de Fachada: Custo e Estética</p><p>]í Emtx •*ooirrxKi(o</p><p>ART ! (2* OPÇÀ3)</p><p>Custo Total Oa Coo«ruc«o</p><p>173 72< 00 OTE</p><p>Ara* da F «cíifclo</p><p>< 520.00 m 2</p><p>ft- R-17 «Ki. c / f ^a T-t5 K Quadra ROS. Lota 1/2/3. Setor O</p><p>Atm do Psvl* Tipo</p><p>332.00 m 2</p><p>Panmatro <Jo Pavf* Tipo</p><p>117.40 m</p><p>DC Facada Uor.</p><p>J</p><p>r A</p><p>Element. Especificação Cor Q.T. Un. P.U. Custo</p><p>Parcial</p><p>C.U.F.</p><p>Parcial</p><p>%</p><p>j ane ias a portas da correr am alumínio anodizado preto Prato 324 .00 m 2 ! 13.75 4.455.00 0.99 35.11</p><p>Esquadrias</p><p>jane las max i -moar am alumínio anodizado preto Preto 108.00 m 2 17.40 1.879.20 0.42 14.89 Esquadrias</p><p>Viaros Vidro c o m u m l u m i 4 m m Preto 324.00 m 2 2.54 822.96 0.18 6.38</p><p>Vidro min iboreâu 108.00 m2 0.66 71.28 0.02 0.71</p><p>G Coroo Moos io "MCA* c/aluminio anodizado oetro a vidro fumé Prato 293.00 m 8.52 2.496.36 0.55 19.50</p><p>i</p><p>Pintura acrílica soore massa corr ida Branco 4 ÜS5.00 ! 0.33 1.534.32 0.35 12.41</p><p>Revast</p><p>1</p><p>Revast</p><p>Tato Var F o " o TIDO Ourooiac tamanno 12x1 c m ioé 342.CO M 2 2.00 684.00 0.15 5.32</p><p>Roreira Na varanda da saia Branco S5.C0 m 2 3.40 289.00 0.06 2.13</p><p>Aí C o n d e Pre m o i o a o o am c imanto Branco 60 Un 7.00 420.00 0.09 3.19</p><p>Luminár ia Foco de emOutir mode lo OL* 7110 AL iOaimeslux) Preto S I Un 1.49 54.00 0.01 0.36</p><p>^Outros J</p><p>•ndfC« oa comp»cidao<j</p><p>55.00%</p><p>Custo Total da Facnads * Curto TotaJ da ConstruçÀo</p><p>7.14%</p><p>Custo Total</p><p>12.76«, Î 2</p><p>C.U.F. Totai</p><p>2.82</p><p>encol Planilha de Fachada: Custo e Estética</p><p>End*raço:</p><p>Rua R-17 <s L c/Rua T-ta A. Qu»drs ROA. Lo»a 1/2/3. Sa*or Q«« t</p><p>í Fasca d« Mar. l 8 J</p><p>C u m Totes! da Conmruçào</p><p>178.724.00 OTE XAra« cia fccrteda</p><p>4.520.00 m 2 JC Ar«a do Pavt* Tipo</p><p>332.00 m 2</p><p>Paricn«tro do P«vt° Tipo</p><p>117.40 m</p><p>r</p><p>E)« fTVt íT Í . Especificação Cor Q.T. Un. P.U. Custo</p><p>Parcial</p><p>C.U.F.</p><p>Parcial</p><p>%</p><p>Esquadria»</p><p>Janaías a porta» de correr em a lumín io anod izado preto Preto 324 .00 m' 13.20 4.276.80 0.95 24.17</p><p>Esquadria»</p><p>.canetas max i -moar e m aiumink» anod i zado preto Preto 108.00 m3 16.70 1.803.60 0.40 10.18</p><p>Esquadria» Esquadria»</p><p>vkJroa Vioro c o m u m fum4 4 m m Prato 324,00 m2 2.54 822.96 0.18 4.58 vkJroa</p><p>Vidro min iboreáu 108.00 m ! 0.66 71.28 0.02 0.51</p><p>G. Corpo Modelo "MCA" c /ã iumin io anod izado pet ro a v idro tumè PT8tO 293.00 m 8.52 2.496.36 0.55 • 13.99 G. Corpo</p><p>fiava st.</p><p>Pasti lha 1 1/2* x 1 1/2* Cinza 1.670.00 m ! 2.13 3.557.10 0.79 20.10</p><p>fiava st.</p><p>Fulget Branco 2.418.00 1.35 3.264.30 0.72 18.32</p><p>fiava st. fiava st. fiava st.</p><p>Tato V&r. I Forro t ioo Ouroptac t a m a n h o 1 2 x 1 c m l o í 342.00 2.00 664.00 0.15 3.82</p><p>Fkxeir« | Na varanda da saia Cinza 85.00 m 2 3.40 289.00 0.06 t .53</p><p>Aí Cond ic . i P t* m o l d a d o « m a m e n t o 8ranco 60 Un 7.00 420.00 0.09 2.29</p><p>Luminár ia j Foco de e m t x r t r , m o d e l o Q t - 7111 AJ_ (Dalmeslux) Alumínio 60 Un 1,49 89.40 0.02 0.51</p><p>^Outros Í J</p><p>f Indioe d e compac idade Custo Total da Fachada + Custo Total da Construçáo Custo Total C.U.F. Total % Total ^</p><p>55,00% 9.94% 17.774,00 3.33 100.03 J</p><p>Com as planilhas preenchidas, podemos analisar o desempenho da fachada</p><p>em função do custo x benefício de cada opção.</p><p>Nas colunas especificação, cor, quantidades, custo parcial, CUF e %, assim</p><p>como nos somatórios das últimas três colunas, encontram-se as informações</p><p>que devem ser comparadas, para podermos tomar a decisão de qual a melhor</p><p>opção.</p><p>Esta definição leva ainda em consideração a faixa de mercado e o índice de</p><p>compacidade do empreendimento, podendo em função destes permitir uma</p><p>maior ou menor flexibilidade nesta escolha.</p><p>CHECK-LIST FACHADAS 1/2</p><p>E M P R E E N D I M E N T O</p><p>Nome:</p><p>Endereço: Regional: P.M.</p><p>DIRETRIZES DE PROJETO</p><p>v</p><p>\</p><p>"y Evitar projetar floreiras.</p><p>\</p><p>) j Evitar projetar varandas circulares.</p><p>Evitar cores fortes.</p><p>Evitar grandes vãos livres no coroamento.</p><p>Não projetar pérgolas em concreto armado..</p><p>\ j Não projetar nenhuma peça em concreto aparente.</p><p>CHECK-LIST OK NÃO OK</p><p>Posicionamento do edifício no terreno</p><p>- em relação a insolação I I I I</p><p>- em relação aos vizinhos • I I I I</p><p>- em relação a hierarquia I I I I</p><p>- em relação as intemperies (unidade, sol, maresia, ventos) I i I I</p><p>- tirando partido dos visuais interessantes do entorno (praça, bosque, mar, etc) I I I I</p><p>Tratamento do Volume e Forma</p><p>- harmonia entre a base, o fuste e o ático I I I I</p><p>- continuidade da leitura estética nas diversas faces da fachada I l l |</p><p>- equilíbrio cromático I I I I</p><p>Compatibilidade dos materiais quanto a faixa de mercado</p><p>- quanto as esquadrias, no que se refere a: custo, cor, tipologia, funcionamento I I [ I</p><p>- quanto aos</p><p>guarda-corpos, com relação a: custo, cor, tipoiogia, estética e segurança j | I I</p><p>Quanto as varandas, com relação a: custo, forma, dimensão, estética e quantidade | | | j</p><p>Quanto aos revestimentos, com relação a: custo, cor, durabilidade, paginação, | | I I</p><p>manutenção</p><p>Quanto as caixas de ar condicionado, com relação a: custo, estética, quantidade, i I I I</p><p>posicionamento, funcionamento.</p><p>Adequação da cor dos vidros, com relação a anodização das esquadrias I I I I</p><p>Adequação da utilização de floreiras, em relação a F.M., no que se refere: custo, I | I I</p><p>forma, dimensão, manutenção e quantidade</p><p>Teto de varanda, com relação a: custo, cor, estética | [ I I</p><p>Luminária, com relação a: custo e estética I I I I</p><p>CHECK-LIST FACHADAS (cont) 2/2</p><p>E M P R E E N D I M E N T O</p><p>Nome:</p><p>Endereço: Regional: F.M.:</p><p>CHECK-LIST OK NAO OK</p><p>Facilidade de execução</p><p>- quanto a forma</p><p>- quanto a especificação e paginação dos revestimentos</p><p>Observação:</p><p>Compatibilizar com o Check-List de impermeabilização</p><p>Metodologia Frojectuai</p><p>1. O que é metodologia projectual?</p><p>É um conjunto de operações dispostas em ordem lógica, com o objetivo</p><p>de conseguir o melhor resultado, com o menor esforço, no menor tempo</p><p>possível.</p><p>2. Qual o método mais usual?</p><p>Por termos sido formados dentro do conceito artístico romântico, vamos</p><p>do problema à solução numa procura vã, em repetidas operações com puro</p><p>empirismo, onde tempo e custo são imprevisíveis.</p><p>3. No que consiste o método em questão?</p><p>Consiste em, tendo um problema, não sair correndo imediatamente atrás</p><p>de uma idéia que o resolva, mas antes saber que tipo de solução se deseja,</p><p>a que custo, para quando, para quem, em que material, etc.</p><p>4. Sendo o problema arquitetônico, como resolvê-lo?</p><p>O problema não se resolve por si só, no entanto já contém todos os</p><p>elementos para sua solução (forma terreno, topografia, visuais, etc.) é</p><p>preciso conhecê-los, utilizá-los, até chegar à solução.</p><p>Método Cerceia a Criatividade?</p><p>SUBJETIVIDADE</p><p>INTUIÇÃO</p><p>ACHOLOGIA</p><p>PROBLEMA</p><p>MÉTODO</p><p>SISTEMA-TENTAT1VAS</p><p>PROCESSO ROMÂNTICO</p><p>"Criatividade não significa improvisação sem métodgJ__é preciso se</p><p>jcompreender que certas coisas são feitas antes e outras depois. Embora</p><p>saibamos que algumas pessoas perante o fato de terem que observar regras</p><p>se sintam bloqueadas na sua criatividade".</p><p>Bruno Munari</p><p>O Método e o Projeto Arquitetônico</p><p>Problema</p><p>Definição bo</p><p>Problema</p><p>Componentes do</p><p>Problema</p><p>Recolha de</p><p>Dados</p><p>Análise dos Dados</p><p>Criatividade</p><p>Materiais de</p><p>lExecuçaõ~~~</p><p>Experimentação</p><p>Modelo</p><p>P É o projeto que se deseja resolver.</p><p>D P Define-se respondendo às questões: Para que? Para</p><p>quem? Onde? Que condição? Horizontal? Vertical?</p><p>Que dimensões? Etc.</p><p>C P São os elementos básicos disponíveis: área do</p><p>terreno, limites, topografia, localização, legislação,</p><p>orientação, clima, etc.</p><p>R D É a busca do maior número de informações</p><p>compatível: no entorno saber, como foram resolvidos</p><p>problemas semelhantes? Qual literatura existe? Que</p><p>resultados foram obtidos com soluções utilizadas? Etc.</p><p>AD E o estudo de todo o material recolhido, que, após</p><p>ser analisado, deverá indicar o caminho mais acertado</p><p>a seguir.</p><p>Easedimentação de todo o conhecimento adquirido</p><p>"sõbre o problema. Criatividade é iguiTaJuntaj^^ da</p><p>maneira mais certa.</p><p>M T Que materiais usar para obter custo, qualidade e</p><p>durabilidade compatíveis com faixa de mercado e</p><p>meio ambiente sem prejuízo de estética.</p><p>E É a prova a ser analisada. Corresponde ao estudo</p><p>preliminar.</p><p>M É a prova tridimensional. Em arquitetura corresponde</p><p>à maquete.</p><p>r</p><p>Verificação V É o atendimento satisfatório aos gabaritos das</p><p>planilhas e conferência através do check-list para</p><p>aprovação final.</p><p>Desenho</p><p>Construtivo</p><p>D C É o desenho do projeto executivo.</p><p>Solução Corresponde ao projeto executivo com todos os</p><p>detalhes acompanhado dos projetos complementares.</p><p>Bibliografia:</p><p>Por Dentro da Fachada.</p><p>Dipro - Encol S/A Brasília 1989.</p><p>O Custo das Decisões Arquitetônicas.</p><p>Mascaro, Juan Luis.</p><p>São Paulo 1985.</p><p>As Origens da Forma na Arte.</p><p>Herbert Read.</p><p>Londres 1965.</p><p>Design e Comunicação Visual.</p><p>Bruno Munari.</p><p>Portugal 1968.</p><p>A Cosa Nasce Cosa.</p><p>Bruno Munari.</p><p>Itália 1981.</p><p>Lay-out: O desenho da Página Impressa.</p><p>Huriburt, Alien</p><p>New York 1977.</p><p>A U - Arquitetura e Urbanismo n- 27.</p><p>Fachada: A Degradação na Mira do Projeto.</p><p>Curriculum</p><p>Antonio Caramelo</p><p>1947 - Salvador - BA</p><p>« Graduado (1973) pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da</p><p>Bahia (FAUFBA), com atuação em vários Estados da federação.</p><p>® Participou de mais de 500 projetos de arquitetura e urbanismo, tendo</p><p>tabaihos publicados em quase todas as revistas pertencentes à area.</p><p>• Premiado em 5 concursos.</p><p>« Membro fundador da ADEA e seu 12 vice-presidente.</p><p>• Possui vários cursos de especialização na área.</p><p>« Atualmente é arquiteto chefe ao escritório Caramelo Arquitetos</p><p>Associados Ltda.</p><p>Colaboradores</p><p>Arq. Luzia Montenegro</p><p>Contribuíram, também:</p><p>Arq. Benedito Abbud</p><p>Arq. Fadva Ghobar da Costa</p><p>Arq. Henrique Cambiaghi</p><p>Arq. Tadeu Baptista</p><p>Arq. George Virgilio Rodrigues</p><p>Eng. Luiz Fernando do Valle</p>