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<p>Arteterapia</p><p>Desafio</p><p>Figura 1 - Arteterapia</p><p>GOV</p><p>A arteterapia é entendida como uma técnica que une arte e psicologia capaz de trazer à consciência conteúdos reprimidos no inconsciente, a fim de serem trabalhados. No entanto, mais do que uma técnica, a arteterapia é um processo expressivo, um caminho que, por meio da arte, poderá transformar o homem ao ampliar suas potencialidades criativas.  (FERREIRA, p.16, 2011)</p><p>Não há restrição de idade para a arteterapia, é funcional para crianças, adolescentes e adultos. Usando a criatividade a pessoa consegue desenvolver seu estado mental, físico, emocional, inclusive, a autoestima.</p><p>Resposta esperada:</p><p>A arteterapia é fundamental, devendo ser implementada na vida de uma pessoa desde a infância, não significando ser somente para crianças, pelo contrário, também auxilia adolescentes, adultos e idosos, na criatividade, no autoconhecimento e se expressar.</p><p>Sendo diversos os benefícios na vida de uma pessoa, reduzindo o estresse, melhorando o humor, ajudando na resolução de conflitos, diminui a agressividade, melhora a qualidade de vida, facilita a comunicação, reduz a ansiedade e a timidez.</p><p>Por meio da arteterapia a pessoa consegue expressar seus sentimentos, melhorando suas relações afetivas.</p><p>Assim, é fundamental reconhecer a importância da arte em nosso cotidiano, como maneira de expressão, como observação da natureza e do ser humano em si e até mesmo como agente transformador, capaz de incutir a crítica e promover a inclusão social. A arte aguça a sensibilidade, desperta a percepção, estimula a imaginação e a inovação, e propicia a reflexão sobre ela mesma e o mundo. (PORTO, p. 55, 2014)</p><p>ópico 3</p><p>Infográfico</p><p>Figura 2 - Infográfico</p><p>Arteterapia: O que é?</p><p>Em um importante estudo realizado recentemente por Aline Casanova dos Reis, intitulado “Arteterapia: a Arte como Instrumento no Trabalho do Psicólogo”, a referida autora informa que “a arteterapia é um método baseado no uso de várias formas de expressão artística com uma finalidade terapêutica.”</p><p>Com base neste raciocínio, a autora informa que o presente artigo aborda a arteterapia tendo como objetivo “refletir sobre a arte como instrumento de trabalho no campo específico da Psicologia.”</p><p>Enquanto metodologia, a autora constrói seu estudo “apoiando-se na revisão de literatura sobre a temática, o artigo parte de um olhar histórico, examinando o contexto em que a arteterapia surge e seu desenvolvimento no Brasil.”</p><p>Figura 3 - Os benefícios da Arteterapia</p><p>Fonte: https://www.infoescola.com/medicina-alternativa/arteterapia/</p><p>A seguir, em seu estudo, salienta a autora que “são analisados os pressupostos fundamentais que norteiam o psicólogo nessa prática.” Assim como, “os aspectos conceituais e metodológicos próprios a cada uma das abordagens principais em arteterapia: psicanalítica, junguiana e gestáltica.”</p><p>Com base nestes métodos, informa a autora que “a reflexão desenvolvida mostra que, apesar das diferentes molduras teóricas, a arteterapia é perpassada por uma concepção estética do humano.” Visto como, “um ser criativo, capaz de se transformar em artista da própria vida.”</p><p>Figura 4 - Arteterapia: O que é?</p><p>Fonte: https://www.eusemfronteiras.com.br/arteterapia-o-que-e/</p><p>Conclui-se, então, com base na linha de raciocínio da autora deste estudo, “que a arte pode ser uma ferramenta valiosa para a atuação do psicólogo nos mais diferentes contextos”. Vinculada ao seu compromisso ético, “de contribuir para que o sujeito se (re)constitua como autor da própria história.”</p><p>Para a autora deste estudo, “Arteterapia é uma área de atuação profissional que utiliza recursos artísticos com finalidade terapêutica.” Em outra concepção apresentada no estudo desta autora, como na definição da Associação Brasileira de Arteterapia, pode se afirmar que “é um modo de trabalhar utilizando a linguagem artística como base da comunicação cliente profissional. Sua essência é a criação estética e a elaboração artística em prol da saúde”.</p><p>Figura 5 - As cessões de arteterapia</p><p>Fonte: https://www.webconsultas.com/belleza-y-bienestar/terapias-alternativas/como-son-las-sesiones-de-arteterapia</p><p>Conforme delimita a Associação, como assinalado no estudo de Aline Casanova Reis, a arteterapia é uma especialização destinada a profissionais com graduação na área da saúde, como “Psicologia, Enfermagem e Fisioterapia, embora se reconheça sua utilização por pessoas formadas nas áreas das artes e da educação, desde que sem o enfoque clínico.”</p><p>A autora deste estudo afirma também que “a arteterapia usa a atividade artística como instrumento de intervenção profissional para a promoção da saúde e a qualidade de vida.” Abrangendo hoje, segundo ela, as mais diversas linguagens: “plástica, sonora, literária, dramática e corporal, a partir de técnicas expressivas como desenho, pintura, modelagem, música, poesia, dramatização e dança.”</p><p>Ela também afirma que, tendo em vista a formação do profissional e o público com o qual trabalha, a arteterapia encontra diferentes aplicações: “na avaliação, prevenção, tratamento e reabilitação voltados para a saúde, como instrumento pedagógico na educação e como meio para o desenvolvimento (inter) pessoal através da criatividade em contextos grupais.”</p><p>Desse modo, reforça a autora, “o campo de atuação da arteterapia tem se ampliado, abrangendo além do contexto clínico também o educacional, o comunitário e o organizacional.”</p><p>No entanto, afirma a autora que “o desenvolvimento da arteterapia como área específica de trabalho deu-se na Psicologia, ligado primordialmente à questão da saúde mental, como veremos adiante.”</p><p>Ela reitera que o objetivo do presente estudo apresentado por ela é justamente refletir sobre a arte como uma ferramenta de trabalho do psicólogo, “contextualizando historicamente a arteterapia, discutindo os pressupostos fundamentais que sustentam esta prática e apresentando suas principais abordagens teóricas.”</p><p>Para ela, este trabalho vem contribuir no sentido de “mostrar um panorama geral acerca da arteterapia, que permitirá a estudantes e a psicólogos conhecer uma especialização de que ainda pouco se fala nos cursos de graduação universitários.”</p><p>Figura 6 - A importância da arteterapia</p><p>Fonte: https://arteterapiaec.com/acerca-de/</p><p>Para ela, este estudo também acrescenta muito para que este tipo de levantamento esteja avançando ao refletir sobre a própria contribuição da arte na “atuação do psicólogo, seja na clínica, seja em outros contextos, como um meio para trabalharmos com a (inter)subjetividade em uma concepção estética do humano.”</p><p>Para a autora deste estudo, hoje, “a arteterapia não está mais restrita aos consultórios, revelando-se um valioso instrumento para intervenções também nas áreas da Psicologia social, escolar, organizacional, da saúde e hospitalar.”</p><p>Segundo ela, o que se quer mostrar aqui é que a arte é um poderoso canal de expressão da subjetividade humana, que permite ao psicólogo e a seu cliente, seja ele um indivíduo, seja um grupo, “acessar conteúdos emocionais e retrabalha-los através da própria atividade artística.”</p><p>Para a autora, este estudo oferece um importante leque de análise que pode oferecer a exploração de uma grande diversidade de temas, desde “traumas e conflitos emocionais, aspectos das relações interpessoais em um grupo, expectativas profissionais, gênero e sexualidade, identidade pessoal e coletiva, entre outros.”</p><p>Recurso de slides:</p><p>Voltar para a navegação do recurso slide</p><p>Para saber mais! Para saber mais sobre como se tornar um arteterapeuta, acesse a plataforma que iremos oferecer copiando o endereço e digitando em seu navegador de celular ou notebook em seu momento de estudo. Acesse o seguinte endereço: https://sr-rs.facebook.com/ubaat/posts/2478023635658285</p><p>Ela salienta que todos estes aspectos trabalhados no parágrafo anterior “podem ser abordados pelo psicólogo através da arte.” Para a autora deste estudo, “ela é uma ferramenta que amplia as possibilidades de expressão, indo além da abordagem tradicional, que é baseada na linguagem verbal.”</p><p>Aline Casanova dos Reis informa também que</p><p>a mediação da arte na comunicação apresenta algumas vantagens, entre as quais “a expressão mais direta do universo emocional, pois não passa pelo crivo da racionalização que acompanha o discurso verbal.”</p><p>Além disso, conforme afirma a autora, com a atividade artística, facilitamos o contato do sujeito com suas questões por um viés criativo, e não apenas “dando forma a determinado conteúdo subjetivo, mas também podendo reconfigurá-lo em novos sentidos.”</p><p>Ela também informa que o modo como esse processo acontece encontra diferentes explicações em função da perspectiva teórica considerada, como será analisado adiante, mas a ideia central é essa: “a atividade criadora como um instrumento e a arte como um caminho de transformação subjetiva.”</p><p>De acordo com ela, como método de trabalho do psicólogo, a arteterapia poderá ser adaptada a diferentes objetivos, bem como “sustentada sobre diferentes abordagens teóricas, cabendo ao psicólogo a escolha da linha com que mais se identifique.”</p><p>Neste estudo desenvolvido por esta autora, serão enfocadas as abordagens consideradas principais e que foram “as primeiras a marcar presença no desenvolvimento da arteterapia: psicanálise, junguiana, Gestalt.”</p><p>Embora cada uma delas tenha seu modo próprio de trabalhar com o fazer criativo, todas reconhecem que a arte promove “o autoconhecimento e potencializa a criatividade, habilidades essenciais ao desenvolvimento, tanto de um indivíduo como de um grupo com quem o psicólogo esteja trabalhando.”</p><p>Agora que conhecemos um pouco do que é a arteterapia, a autora deste estudo nos apresentará um histórico de quando ela surgiu, para que possamos atender as especificidades do tema desta apostila elencados em nossa apresentação.</p><p>Segundo a autora deste estudo, “entre os anos 20-30, as teorias de Freud e Jung trouxeram as bases para o desenvolvimento inicial da arteterapia como campo específico de atuação, segundo descrevem Carvalho e Andrade (1995).”</p><p>Ela afirma também que os autores relembram que Freud (1856-1939), ao analisar algumas obras de arte (por exemplo, o Moisés, de Michelangelo), observou que elas expressavam “manifestações inconscientes do artista, considerando-as uma forma de comunicação simbólica, com função catártica.”</p><p>Para ela, “a ideia freudiana de que o inconsciente se expressa por imagens, tais como as originadas no sonho, levou à compreensão das imagens criadas na arte como uma via de acesso privilegiada ao inconsciente.” Pois elas “escapariam mais facilmente da censura do que as palavras. Apesar desse grande achado, o próprio Freud não chegou a utilizar a arte como parte do processo psicoterapêutico.”</p><p>Figura 7 - O Moisés de Michelângelo</p><p>Fonte: https://pt.aleteia.org/2021/08/25/por-que-a-estatua-de-moises-de-michelangelo-tem-chifres/</p><p>Para saber mais!</p><p>Para ter acesso a uma descrição completa do significado da obra de Michelângelo acesse o endereço que iremos sugerir copiando em seu navegador de celular ou do notebook em seu momento de estudo. Disponível em: https://pt.aleteia.org/2021/08/25/por-que-a-estatua-de-moises-de-michelangelo-tem-chifres/</p><p>De acordo com a autora “Jung (1875-1961), ilustre discípulo de Freud, com quem posteriormente rompeu ao desenvolver sua própria teoria, “a Psicologia analítica, foi quem propriamente começou a usar a linguagem artística associada à psicoterapia.”</p><p>Ela avalia que “diferentemente de Freud, que considerava a arte uma forma de sublimação das pulsões, Jung considerava a criatividade artística uma função psíquica natural e estruturante.” Mas que, “cuja capacidade de cura estava em dar forma, em transformar conteúdos inconscientes em imagens simbólicas.”</p><p>De acordo com a autora deste estudo, “ele sugeria aos seus pacientes que desenhassem ou pintassem livremente seus sonhos, sentimentos, situações conflitivas, etc.” Ao fazer isso, a autora informa que ele ia “analisando as imagens criadas por eles como uma simbolização do inconsciente individual e coletivo.”</p><p>Figura 8 - Arteterapia Junguiana</p><p>Fonte: https://m.facebook.com/Psicologia-e-Arteterapia-Junguiana-488682351268888/</p><p>Para a autora, “Jung utilizava o desenho livre para facilitar a interação verbal com o paciente e porque acreditava “na possibilidade de o homem organizar seu caos interior utilizando-se da arte”.</p><p>A autora chama a atenção também para o fato de que “partindo dessas duas vertentes teóricas, o uso da arte como instrumento terapêutico foi progressivamente ganhando espaço.”</p><p>Outra cientista citada no estudo de Aline Casagrande Reis é a educadora norte-americana Margareth Naumburg (1890-1983). Ela, segundo a autora, “pode ser considerada a fundadora da arteterapia, pois foi a primeira a sistematizá-la, em 1941.”</p><p>De acordo com ela, “seu trabalho é denominado Arteterapia de Orientação Dinâmica, e foi desenvolvido com base na teoria psicanalítica.” Com base neste raciocínio ela afirma que, “as técnicas de arteterapia visam a facilitar a projeção de conflitos inconscientes em representações pictóricas, sendo esse material submetido à interpretação seguindo o modelo teórico proposto por Freud.”</p><p>Figura 9 - Psicologia e Arteterapia: Freud x Jung</p><p>Fonte: http://psicologiarteterapia.blogspot.com/2015/02/freud-x-jung-ii.html</p><p>Como se verifica, a autora apresenta em seu estudo dois grandes ícones do estudo sobre a arteterapia o qual possuem formas de percepção diferentes mas que se convergem no mesmo objetivo que é promover a melhoria de percepção do ser humano com a realidade que o cerca.</p><p>Fonte: Desenvolvido pelo autor</p><p>A Arteterapia no Brasil</p><p>Conforme visto até aqui, a autora deste estudo informa que no Brasil, “a história da arteterapia nasce na primeira metade do século passado entrelaçada com a psiquiatria e influenciada tanto pela vertente psicanalítica quanto pela junguiana.”</p><p>Ela afirma que estas encontram-se representadas respectivamente nas figuras de” Osório Cesar (1895-1979) e Nise da Silveira (1905-1999), psiquiatras precursores no trabalho com arte junto a pacientes em instituições de saúde mental.”</p><p>Ambos, segundo ela, contribuíram para o desenvolvimento de uma outra abordagem frente à loucura, “contrapondo aos métodos agressivos de contenção vigentes na época (eletrochoque, isolamento) à possibilidade de expressão da loucura e de sua eventual cura através da arte.”</p><p>Conforme relata Silveira na obra de Aline Casagrande dos Reis, nesse caminho alternativo, construiu-se um tratamento mais humano, com inegáveis efeitos terapêuticos na reabilitação dos pacientes, que promovia “a recuperação do indivíduo para a comunidade em nível até mesmo superior àquele em que se encontrava antes da experiência psicótica."</p><p>Figura 10 - Arteterapia no Tratamento de Doenças Mentais</p><p>Fonte: http://vanessamartinspsi.blogspot.com/2016/04/arteterapia-e-o-coracao-da-loucura.html</p><p>De acordo com os levantamentos de Aline Casagrande dos Reis, em 1923, “Osório Cesar já era estudante interno no Hospital Psiquiátrico de Juqueri, localizado em Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo.” E, a partir de 1925, aí trabalhou como médico ao longo de 40 anos.”</p><p>Ela prossegue em seus levantamentos afirmando que “já em 1925, cria a Escola Livre de Artes Plásticas do Juqueri, e, em 1948, é o organizador da 1ª Exposição de Arte do Hospital do Juqueri, no Museu de Arte de São Paulo.”</p><p>Sobre seu trabalho de arte com psicóticos, o Dr. Osório publica, em 1929, sua obra principal, “A Expressão Artística nos Alienados, na qual apresenta seu método de classificação e de análise de obras de arte de pacientes psiquiátricos.”</p><p>Figura 11 - Arte Clínica e Loucura</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/3rLqcpCGc3TRpM4Dj8CGnfw/?lang=pt</p><p>Andriolo, outro autor que se ocupa do tema e citado na obra de Aline Casagrande dos Reis, “considera a importância do pensamento de Osório Cesar, localizando-o no início da formação do campo da Psicologia da arte no Brasil.” Onde sua obra “representaria um exemplo consistente de leitura freudiana de arte.” Embora hoje, segundo a autora, “passível de crítica pelo reducionismo da obra artística a uma psicologia individual e patologizante, em detrimento</p><p>dos seus aspectos históricos e sociais.”</p><p>Para saber mais!</p><p>Encontramos os títulos “Arte-Terapia” em vários sites e blogs. Esse título, ora está escrito com hífen como está neste blog, ora emendado como em tantos outros. Isto traz dúvidas sobre a forma correta de escrevê-lo.</p><p>Para dizer a verdade, ambos estão corretos. Mas, a presença do hífen em um e não no outro apenas define o tipo de orientação ou linha psicológica que os terapeutas seguem.</p><p>Para esclarecer esta confusão, é preciso dizer que existem duas linhas diametralmente oposta sobre a mesma função: a linha 'interpretativa' e a linha 'não interpretativa'.</p><p>A ARTETERAPIA segue a 'linha interpretativa', ou seja, tudo o que é produzido é analisado e interpretado pelo terapeuta. Esta linha segue os preceitos da Psicanálise criada por Sigmund Freud e como fazia o Dr. Osório César.</p><p>Á a ARTE-TERAPIA segue a linha não interpretativa. O material produzido serve para que o terapeuta entenda o conteúdo criativo sem que haja a interpretação. Todas as explicações, implicações e relações entre os elementos que aparecem nas produções artísticas são esclarecidas pelo seu próprio autor ou criador. Esta linha segue a corrente da Psicologia Analítica criada por Carl Gustav Jung e divulgada no Brasil pela Dra Nise da Silveira.</p><p>Todas as informações acima estão disponíveis em: http://freitasarte.blogspot.com/2012/09/arte-terapia-ou-arteterapia.html.</p><p>A autora deste estudo informa também que no que tange à história da arteterapia, “Carvalho e Andrade destacam o papel de Osório Cesar pela contribuição que trouxe no plano teórico.”</p><p>Segundo ela, “ao articular os conceitos freudianos à análise da arte, considerando-o “o precursor no Brasil da análise da expressão psicopatológica de doentes mentais”.</p><p>Na perspectiva psicanalítica clássica, “Osório Cesar analisa a simbologia sexual presente nas produções artísticas de seus pacientes.” Ele faz isso, segundo ela, “compreendendo a obra de arte como uma representação dos desejos pessoais do autor, disfarçados nos elementos simbólicos presentes nas imagens.”</p><p>Figura 12 - A psicologia da arte no olhar de Ozório Cesar</p><p>Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pcp/v23n4/v23n4a11.pdf</p><p>A autora deste estudo afirma que “devemos levar em conta ainda a relevância do trabalho de Osório Cesar para a valorização da arteterapia.” Pois ele, “realizou mais de 50 exposições divulgando a expressão artística de doentes mentais, procurando.” Em termos da prática, de acordo com Carvalho e Andrade, o seu método era baseado na “espontaneidade e na crença de que “o fazer arte já propiciava a ‘cura por si’, por ser um veículo de acesso ao conhecimento do mundo interior”.</p><p>Figura 13 - História da Psiquiatria de Ozório Cesar</p><p>Fonte: https://www.scielo.br/j/rlpf/a/TqkKV3pCGWYBbkVGvgySM4b/?format=pdf&lang=pt</p><p>Por outro lado, conforme a autora, “a psiquiatra Nise da Silveira trabalhava no Centro Psiquiátrico D. Pedro II, em Engenho de Dentro, Rio de Janeiro.”</p><p>Em 1946, “assumiu a Seção de Terapêutica Ocupacional, onde os pacientes realizam variadas atividades expressivas (sobretudo pintura e modelagem).” De acordo com a autora deste estudo, dando-lhe uma nova orientação, pois, para ela, “a terapia com arte não deveria ter a finalidade de distrair, mas de contribuir efetivamente para a cura dos pacientes.”</p><p>Em 1952, ela criou, na mesma instituição, “o Museu de Imagens do Inconsciente, composto pelo acervo crescente das obras produzidas pelos internos, que conta com mais de 300.000 documentos plásticos, entre telas, papéis e esculturas.”</p><p>Figura 14 - Museu de imagens do inconsciente</p><p>Fonte: https://lugaresdememoria.com.br/2020/01/museu-de-imagens-do-inconsciente-os-frutos-de-uma-psiquiatria-humanizada.html</p><p>Para saber mais!</p><p>Á primeira vista, é uma galeria de arte como outra qualquer - com pinturas, desenhos e esculturas distribuídos em expositores e devidamente iluminados. Mas o Museu de Imagens do Inconsciente vai muito além de abrigar obras de arte. É um centro de estudos da Esquizofrenia, que mantém um ateliê permanente de arte terapêutica e guarda a história de anos de luta por uma psiquiatria humanizada. A protagonista dessa história é Nise da Silveira - uma médica alagoana que se recusou a aderir aos tratamentos em uso no Brasil na década de 1940, como eletrochoque, lobotomia ou choque insulínico</p><p>Convencida de que pessoas tidas como perigosas e agressivas poderiam voltar ao convívio social se fossem tratadas com mais humanidade, Nise criou, no então Centro Psiquiátrico Pedro II - hoje Instituto Municipal Nise da Silveira - um setor* de Terapia Ocupacional composto por ateliês terapêuticos de pintura, modelagem, teatro, música e encadernação. Nesses ateliês, os pacientes podiam expressar-se livremente sem interferência dos monitores e acreditava-se que, com isso, eles tinham maiores chances de recuperação.</p><p>O que norteava o trabalho da doutora Nise era a compreensão de que, nos casos graves de esquizofrenia, a expressão verbal tornava-se praticamente impossível. Era preciso, então, estimular uma comunicação não-verbal por meio de vivências que os fizesse externalizar seus mundos interiores. O trabalho terapêutico se completava com o estabelecimento de conexões entre as imagens simbólicas que cada indivíduo produzia e as situações emocionais em que se encontravam.</p><p>O aspecto ocupacional das atividades nos ateliês também era visto como benéfico pela psiquiatra, que considerava os manicômios uma forma de prisão. Na condição de ex-presa política, ela acreditava conhecer as necessidades daqueles que são privados de sua liberdade e uma dessas necessidades seria a de ter uma ocupação.</p><p>Todas as informações acima estão disponíveis em: https://lugaresdememoria.com.br/2020/01/museu-de-imagens-do-inconsciente-os-frutos-de-uma-psiquiatria-humanizada.html.</p><p>Desse modo, prossegue a autora, a referida pesquisadora “constituiu um rico campo de pesquisa, em que a prática realizada na Seção de Terapêutica Ocupacional era respaldada pelo estudo do valor terapêutico da atividade criadora.”</p><p>A partir, segundo ela, “da investigação das imagens arquivadas no Museu de Imagens do Inconsciente.” Segundo a autora, essa trajetória é narrada por ela no livro “O Mundo Das Imagens,” no qual “explica seu método e traz diversos exemplos de análise de obras de arte no processo psicoterapêutico de pacientes, em uma leitura junguiana.”</p><p>Figura 15 - Livro: O mundo das imagens</p><p>Fonte: https://instantedeleitura.wordpress.com/2020/02/03/o-mundo-das-imagens-nise-da-silveira/</p><p>Com base nos levantamentos de Aline Casagrande dos Reis, “embora seja considerada uma pioneira na história da arteterapia no Brasil, Nise da Silveira não aceitava essa denominação ao seu trabalho, preferindo designá-lo terapêutica ocupacional.”</p><p>A autora informa que “ela considerava que a palavra arte trazia uma conotação de valor, de qualidade estética, que não tinha em vista ao utilizar a atividade expressiva com seus pacientes.”</p><p>Apesar disso, “críticos de arte como Mário Pedrosa e outros que passaram a frequentar o Museu de Imagens do Inconsciente reconheceram ali “verdadeiras obras de arte”, como analisa Frayze-Pereira.”</p><p>Outros aspectos a embasar a crítica de Nise da Silveira à arteterapia é que esta “se caracteriza pela intervenção do terapeuta, enquanto, na prática adotada em Engenho de Dentro, as atividades realizadas pelos pacientes eram absolutamente livres.”</p><p>Figura 16 - Nise da Silveira</p><p>Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2018/02/15/nise-da-silveira-a-mulher-que-revolucionou-o-tratamento-da-loucura-por-meio-da-arte</p><p>Ela afirma que suas criações davam-se espontaneamente a partir do “material disponibilizado nos ateliers, sendo apenas acompanhadas por uma monitora, mas não dirigidas por ela.”</p><p>A autora deste estudo afirma que nisso, “encontramos uma distinção não somente metodológica mas também teórica.” Pois, Nise da Silveira, junguiana, refere-se especificamente à “arteterapia desenvolvida por Margaret Naumburg, psicanalítica, na qual o paciente é “dinamicamente orientado”.”</p><p>Seguindo desta forma, como salienta a autora</p><p>deste estudo, “a partir da relação transferencial, a descobrir a significação de suas criações, um processo de interpretação que não ocorria na abordagem proposta por Nise da Silveira.”</p><p>Figura 17 - Nise da Silveira</p><p>Fonte: https://acervo.avozdaserra.com.br/noticias/nise-da-silveira-ela-foi-pioneira-na-pesquisa-das-relacoes-emocionais-entre-pacientes-e</p><p>Como vem sendo apresentado pela autora deste estudo Aline Casagrande dos Reis, para ela, “a função terapêutica da arte era permitir a expressão de vivências não verbalizáveis por aqueles que se encontravam imersos no inconsciente.” Ou seja, “em um mundo fora do alcance da elaboração racional.” Cabendo ao terapeuta, “a tarefa de “estabelecer conexões entre imagens que emergem do inconsciente e a situação emocional vivida pelo indivíduo”.</p><p>Nessa tarefa, “apoiava-se sobretudo na psicologia analítica de Jung, de onde derivou uma das mais importantes abordagens em arteterapia.”</p><p>Na Prática</p><p>Figura 18 - Arteterapia e a Síndrome de Down</p><p>Aicó Clínica</p><p>A arte faz pane da vida da criança. Ela se comunica de várias maneiras, é espontânea e criativa por natureza. A criança, em contato com a arte, sensibiliza-se com a organização e harmonia das cores, formas, sons e movimentos, criando, recriando e vivenciando sua vida cotidiana. (FERREIRA, p.18, 2011)</p><p>O deputado de Goiás Wilde Cambão (PSD) quer criar o Programa Estadual de Incentivo à Utilização da Arteterapia e Musicoterapia para pessoas com Síndrome de Down nº 4525/21. Segundo o deputado “Para quem tem Down, a arteterapia aplicada por profissionais habilitados é fundamental nesse processo de aprendizagem e desenvolvimento”.</p><p>O projeto  foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, na Comissão de Assistência Social e agora segue para dois turnos de votação em Plenário.</p><p>Para o deputado “Assim, para quem tem Down, a arteterapia aplicada por profissionais habilitados é fundamental nesse processo de aprendizagem e desenvolvimento, pois se aplicam técnicas que ajudam a intensificar e auxiliar na tomada de consciência do sensorial e a sensibilidade estética, podendo proporcionar melhora na qualidade de vida”.</p><p>Além de ajudar pessoas com síndrome de down, o projeto também irá proporcionar para a família e amigos a oportunidade de vivenciar o constante desenvolvimento desta pessoa.</p><p>Leia mais em: Projeto de Cambão que cria programa de arteterapia para pessoas com síndrome de Down deve ser votado em março</p><p>Atividades de Fixação</p><p>Preencha os campos abaixo:</p><p>___________ é uma área de atuação ____________ que utiliza recursos __________ com finalidade ___________artísticosArteterapiaterapêuticaprofissionalVERIFICAR  Arteterapia</p><p>Arteterapia é uma área de atuação profissional que utiliza recursos artísticos com finalidade terapêutica</p><p>Jogo da Forca</p><p>COMEÇAR</p><p>A arteterapia está restrita aos consultórios, não sendo um instrumento para intervenções também nas áreas da Psicologia social, escolar, organizacional, da saúde e hospitalar. Falso</p><p>Conclusão</p><p>A apresentação deste estudo foi de grande relevância para se perceber não somente a criação de um método pedagógico que envolve o gosto pela arte, mas principalmente uma ferramenta de cura do espírito humano.</p><p>As doenças relacionadas à mente humana têm crescido de forma vertiginosa nestes últimos séculos e quanto mais ferramentas estivermos nos dispondo para combater este mal, teremos melhores chances de sobreviver.</p><p>O grande mal que assola este século é a depressão. Para combater este mal, tivemos a oportunidade de neste estudo conhecer não somente uma ferramenta muito útil neste universo, como também uma importante atividade que coloca a criatividade do ser humano em desenvolvimento.</p><p>Promover cura ao mesmo tempo que oferece o desenvolvimento de talentos no ser humano, a arteterapia se mostrou uma das ferramentas mais importantes deste século.</p><p>Materiais Complementares</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Andrade, L. Q. (2000). Terapias expressivas. São Paulo: Vetor</p><p>Andriolo, A. (2003). A “psicologia da arte” no olhar de Osório Cesar: leituras e escritos. Psicol.: Ciên. e Prof., 23(4), 74-81. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932003000400011.</p><p>Carvalho, M. M. M. J. (1995). O que é arteterapia. In M. M. M. J. Carvalho (Org.), A arte cura? Recursos artísticos em psicoterapia (pp. 23-26). Campinas, SP: Editorial Psy II</p><p>Cesar, O. (1944, novembro). Como se Deve Compreender uma Obra de Arte. O Estado de S. Paulo, p. 4.</p><p>FERREIRA, Aurora. Arte, escola e inclusão: atividades artística para tabalhar com diferentes grupos. Petrópolis: Vozes, 2011.</p><p>Jung, C. G. (1977). Chegando ao inconsciente. In C. G. Jung & M. L. von Franz (Orgs.). O homem e seus símbolos (M. L. Pinho, trad., pp. 18-103). Rio de Janeiro: Nova Fronteira.</p><p>Nise da Silveira. Disponível em: encurtador.com.br/xMQW5. Acesso em: 04/03/2022.</p><p>Naumburg, M. (1966). Dinamically oriented art therapy: Its principles and practice. Nova Iorque: Grune-Stratton.</p><p>PORTO, Humberta. Arte e educação. São Paulo: Editora Pearson, 2014.</p><p>REIS, Aline Casanova dos. Arteterapia: a Arte como Instrumento no Trabalho do Psicólogo. Psicologia: Ciência e Profissão.</p><p>Silveira, N. (2001). O mundo das imagens. São Paulo: Ática.</p><p>Materiais Complementares</p><p>Os benefícios da Arteterapia</p><p>Arteterapia: O que é?</p><p>As cessões de arteterapia</p><p>A importância da arteterapia</p><p>O que é necessário para ser um arte terapeuta?</p><p>O Moisés de Michelangelo</p><p>Arteterapia Junguiana</p><p>Psicologia e Arteterapia: Freud x Jung</p><p>Arteterapia no tratamento de doenças mentais</p><p>Arte Clínica e Loucura</p><p>Arte – Terapia ou Arteterapia?</p><p>A psicologia da arte no olhar de Ozório Cesar</p><p>História da Psiquiatria de Ozório Cesar</p><p>Museu de imagens do inconsciente</p><p>Livro: O mundo das imagens</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.jpeg</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.png</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.jpeg</p><p>image1.jpeg</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.jpeg</p>

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