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<p>LIBERAÇÃO MIOFASCIAL</p><p>DOCENTE: RAIMUNDO NETO</p><p>Introdução</p><p>A fáscia é uma estrutura do corpo humano</p><p>composta de tecido conjuntivo, que envolve os</p><p>músculos, nervos, vasos sanguíneos e conecta</p><p>as estruturas. Estes tecidos são resistentes e</p><p>elásticos podendo sofrer adaptações e</p><p>restrições, como: doenças; lesões; inatividade</p><p>física; inflamação; aderência.</p><p>Fáscia: camada de tec. conjuntivo. envolve músculos, nervos, vasos sanguíneos e conecta as estruturas.</p><p>- são elásticos e resistentes</p><p>- podem sofrer adaptações e restrições, como: doenças,</p><p>lesões, inatividade física, inflamação e aderência.</p><p>Este tecido tem como principal função realizar a transmissão de força tensional,</p><p>sendo que o sistema de forças é originado de sua função de revestir e conectar</p><p>estruturas.</p><p>Dada a sua característica de alta inervação e células responsáveis por oferecer</p><p>noção de pressão e estiramento, este tecido frequentemente está relacionado a</p><p>queixas álgicas e, além disso, colabora na percepção postural.</p><p>Funções: transmissão de força tensional, reveste e conecta estruturas.</p><p>- Frequentemente ligado a queixas álgicas,</p><p>pois é rico em inervação e células</p><p>responsáveis pela noção de pressão e estiramento.</p><p>- presente na percepção postural.</p><p>A transmissão de forças da fáscia é importante nas funções proprioceptivas e</p><p>nociceptivas.</p><p>O conjunto das fáscias geram um componente de biotensegridade, processo em</p><p>que ocorre a transmissão de forças de modo a estabilizar estruturas, dissipando a</p><p>carga de forma homogênea pelo corpo.</p><p>É por conta dessa propriedade, que a fáscia auxilia na estabilização tecidual, à</p><p>medida que envolve as estruturas, assumindo um papel estabilização dinâmica</p><p>do sistema musculoesquelético</p><p>A fáscia juntamente com os tecidos musculares e conectivos,</p><p>constitui a maioria dos tecidos acometidos por lesões durante a</p><p>prática de atividades esportivas, e estas lesões estão relacionadas</p><p>aos microtraumas contínuos ou de um grande traumatismo</p><p>tecidual, que resultam em um processo inflamatório,</p><p>desorganizando esta malha e formando aderências e fibroses.</p><p>SUBDIVISÃO</p><p>Ela é subdividida em superficial e profunda, revestindo as fibras, fascículos e todo</p><p>ventre muscular: endomísio; perimísio; epimísio. Estas estruturas são</p><p>responsáveis pela conexão dos ossos e músculos do corpo, tornando-se</p><p>importante na transmissão de força (tração / compressão) muscular.</p><p>TERAPIA MANUAL - ESPECIFICA</p><p>A terapia manual agindo diretamente sobre o tecido conjuntivo, dá-se o nome de</p><p>liberação miofascial, podendo utilizar diversas técnicas para esta função.</p><p>Esticando, alterando o comprimento histológico, aliviando sintomas do</p><p>encurtamento miofascial, contribuí-se para o ganho de ADM, alívio das dores e</p><p>recomposição da normalidade e qualidade deste tecido.</p><p>- Liberação miofascial é a terapia manual que age diretamente sobre o tecido conjuntivo.</p><p>- ela estica, altera o comprimento histológico, alivia sintomas do encurtamento miofascial, ajuda no ganho de ADM e alivia dores.</p><p>Fatores que agravam o estresse:</p><p>- diferença de comprimento de MMII</p><p>- compressão de músculos</p><p>- sobrecarga em atividades.</p><p>- A liberação miofascial produz um</p><p>aumento da perfusão sanguínea local e</p><p>da excitabilidade corticoespinal, levando</p><p>a uma melhora no deslizamento fascial,</p><p>CONCEITOS E SUB CONCEITOS</p><p>Como é frequentemente usada em condições ortopédicas, a LM é caracterizada</p><p>como um “alongamento” gradativo do tecido mole realizado pelo fisioterapeuta,</p><p>guiado inteiramente pelo feedback do paciente para determinar a direção, a força</p><p>e a duração das manobras do tecido alvo.</p><p>“ No entanto, McKenney et al. ressaltam que a liberação miofascial também</p><p>engloba pressão mínima aplicada ao tecido e associada à liberação de pontos</p><p>gatilhos”</p><p>Zugel et al. evidenciaram estudos em que a liberação miofascial produziu um</p><p>aumento da perfusão sanguínea local e da excitabilidade corticoespinal, levando</p><p>a uma melhora no deslizamento fascial, porém ressaltam que os mecanismos</p><p>fisiológicos desta técnica ainda devem ser estudados, definindo o seu real efeito,</p><p>já que estes podem surgir tanto da manipulação da fáscia como de tecidos</p><p>adjacentes</p><p>AUTO-LIBERAÇÃO.</p><p>A auto liberação miofascial caracteriza-se pelo indivíduo realizar uma pressão</p><p>sobre a fáscia, utilizando seu peso corporal ou algum dispositivo. Isso leva a um</p><p>aumento do fluxo sanguíneo na região estimulada, melhorando a capacidade de</p><p>deslizamentos destes tecidos e conseqüentemente a melhora da ADM.</p><p>Existem diversos recursos a serem utilizados para realizar a técnica de liberação</p><p>miofascial, como por exemplo: crochetagem, raspadores, rolos, mãos, cotovelos,</p><p>etc. O importante é a fundamentação de todo este princípio, promovendo</p><p>aumento do fluxo sangüíneo para os músculos ativados, facilitando o trabalho</p><p>neuromuscular, melhorando a oxigenação tecidual, auxiliando na melhora da</p><p>flexibilidade e mobilidade</p><p>Pontos Gatilhos</p><p>Dividiremos os segmentos corpóreos para parte prática</p>