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<p>Fisiologia da digestão dos ruminantes</p><p>Profª Tatiana chrysostomo santos</p><p>2</p><p>A ruminação</p><p>AS BACTÉRIAS FERMENTADORAS ESTÃO ALOJADAS NO RÚMEN, RETÍCULO E OMASO.</p><p>O ABOMASO É O ESTÔMAGO VERDADEIRO</p><p>ESTRATÉGIAS DOS HERBÍVOROS</p><p>OS FERMENTADORES CRANIAIS OU ruminantes têm UM GRANDE ESTÔMAGO multicompartImentado. Esses HERBÍVOROS abrigam, em seu estômago, um ecossistema muito complexo que suporta a fermentação. Ex.: bovinos, caprinos e ovinos.</p><p>Os fermentadores caudais, também conhecidos como digestores cecais, APRESENTAM UM ESTÔMAGO semelhantes aos cães e aos humanos, mas seu intestino grosso, onde ocorre a fermentação, é complexo e excepcionalmente grande. Exemplos de digestores cecais incluem cavalos (equinos) e coelhos (lagomorfos).</p><p>Ambos empregam relações simbióticas:</p><p>Os ruminantes fornecem abrigo e alimento para os micro-organismos</p><p>Os micro-organismos digerem a celulose para fornecer nutrientes na forma de proteína microbiana e ácidos graxos voláteis.</p><p>Implicações da localização</p><p>O posicionamento da cuba de fermentação em relação ao intestino delgado tem implicações importantes para a fisiologia e nutrição dos animais. Essas semelhanças e diferenças podem ser resumidas da seguinte forma:</p><p>Em ruminantes, os micro-organismos fluem para o estômago e intestino delgado, onde suas proteínas são digeridas e absorvidas como aminoácidos e pequenos peptídeos. Como o tanque de fermentação (CECO) de um cavalo fica atrás do intestino delgado, toda a proteína microbiana é perdida.</p><p>FUNÇÃO RUMINANTES DIGESTORES CECAIS</p><p>Habilidade para digerir eficientemente e extrair energia da celulose SIM SIM</p><p>Habilidade de utilizar fontes dietéticas de hexose diretamente NÃO SIM</p><p>Habilidade de utilizar a proteína de micro-organismos fermentativos SIM NÃO</p><p>RAÇÃO PELETIZADA</p><p>SILAGEM (CAULES DE MILHO TRITURADOS)</p><p>FENO (GRAMÍNEAS E OUTROS VEGETAIS SECOS)</p><p>Não há incisivos na parte superior; em vez disso, o gado tem UM PULVINO OU ALMOFADA dentária.</p><p>OS BOVINOS tÊm 6 pré-molares e 6 molares nas mandíbulas superior e inferior, para um total de 24 molares.</p><p>Existe uma grande lacuna (diástema) entre os incisivos e molares. Esta configuração permite que o gado colha e mastigue uma grande quantidade de ração fibrosa.</p><p>Os dentes são principalmente para moer. Língua para juntar grama e depois arrancá-la entre os incisivos e a almofada dentária. O gado não consegue morder a grama muito bem e são ineficientes em pastar de perto. A parte interna das bochechas e do palato são ásperas, o que ajuda a segurar o alimento enquanto o gado mastiga com movimentos laterais.</p><p>A CAVIDADE ORAL DOS RUMINANTES</p><p>BOVINO</p><p>ONDE ESTÁ O DENTE CANINO EM BOVINOS?</p><p>Fermentação ruminal</p><p>A fermentação é realizada por uma coleção rica e densa de MICRO-ORGANISMOS. Cada mililitro de conteúdo ruminal contém cerca de 10 a 50 bilhões de bactérias, 1 milhão de protozoários e um número variável de leveduras e fungos.</p><p>O ambiente do rúmen e do intestino grosso é anaeróbico.</p><p>Quase todos esses MOS são anaeróbios ou anaeróbios facultativos.</p><p>Os MOS interagem e apóiam uns aos outros em uma complexa teia alimentar, com os resíduos de algumas espécies servindo como nutrientes para outras espécies. O fluido ruminal normalmente tem um pH entre 6 e 7, mas pode cair se grandes quantidades de carboidratos solúveis forem consumidos.</p><p>Substratos para fermentação</p><p>Todos os carboidratos e proteínas da dieta podem servir como substratos para a fermentação microbiana.</p><p>A vantagem de ser um herbívoro é ter a capacidade de extrair com eficiência energia da celulose e de outros componentes das paredes das células vegetais, com auxílio dos mos.</p><p>A própria celulose é um polímero linear de moléculas de glicose ligadas umas às outras por ligações beta [1-4] glicosídicas.</p><p>Nenhuma enzima capaz de hidrolisar as ligações beta [1-4] glicosídicas evoluiu nos vertebrados.</p><p>Bactérias e protozoários no rúmen ou intestino grosso produzem todas as enzimas necessárias para digerir a celulose e a hemicelulose.</p><p>POLIOSES= HEMICELULOSES, SÃO ENCONTRADAS EM MADEIRAS.</p><p>PRODUTOS DA FERMENTAÇÃO</p><p>A fermentação ocorre em condições anaeróbicas.</p><p>Os açúcares são metabolizados predominantemente em ácidos graxos voláteis (AGV).</p><p>Os principais AGV são os ácidos acético, propiônico e butírico.</p><p>A proporção desses AGVs variam com outros produtos importantes, tais como: ácido lático, dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4).</p><p>C</p><p>C</p><p>C</p><p>Ácido propiônico</p><p>DENTRO DO RÚMEN</p><p>Os PRODUTOS DA DIGESTÃO LOCALIZAR-SE-ÃO em 3 zonas com base em sua DENSIDADE.</p><p>O gás sobe para preencher as regiões superiores, grãos e SUBTRATOS saturadoS com fluido ("feno de ontem") afundam e o volumoso recém-chegado flutua em uma camada intermediária.</p><p>A taxa de fluxo do material sólido através do rúmen é bastante lenta e depende de seu tamanho e densidade.</p><p>Movimentos do rúmen</p><p>As contrações ruminais constantemente enviam os sólidos mais leves de volta ao rúmen. Um ciclo de contrações ocorre de 1 a 3 vezes por minuto. A frequência mais alta é observada durante a alimentação e a mais baixa quando o animal está em repouso.</p><p>O material menor e mais denso tende a ser empurrado para o retículo e saco craniano do rúmen, de onde é ejetado com líquido carregado de micróbios através do orifício retículo-omasal para o omaso.</p><p>Um padrão ordenado de motilidade ruminal é iniciado no início da vida e, exceto por períodos temporários de interrupção, persiste por toda a vida do animal.</p><p>Os movimentos servem para misturar a ingesta, ajudar na eructação do gás e impulsionar fluidos e alimentos fermentados para o omaso. Se a motilidade for suprimida por um período de tempo significativo, pode ocorrer impactação ruminal.</p><p>A ruminação ocorre predominantemente quando o animal está descansando e não se alimentando.</p><p>O gráfico mostra como os novilhos passam o dia em uma pastagem de alfafa em relação ao tempo gasto pastando e ruminando.</p><p>A fermentação no rúmen gera enormes quantidades de gás; 30-50 litros por hora em bovinos adultos e cerca de 5 litros por hora em ovelhas ou cabras.</p><p>Erutação ou arroto é como os ruminantes se livram continuamente dos gases da fermentação.</p><p>Como mencionado acima, uma eructação está associada a quase todas as contrações ruminais secundárias</p><p>os ruminantes são responsáveis por cerca de 20% das emissões globais de metano, o que equivale a aproximadamente 3-5% da produção total de gases de efeito estufa.</p><p>UTILIZAÇÃO DOS NUTRIENTES NO RÚMEN</p><p>Os ácidos graxos voláteis (AGV) são produzidos em grandes quantidades por meio da fermentação.</p><p>Os AGV fornecem > 70% do suprimento de energia dos ruminantes.</p><p>Praticamente todos os AGV formados no rúmen são absorvidos pelo epitélio ruminal e carregados pelas veias ruminais até a veia porta e, portanto, PROCESSADOS pelo fígado.</p><p>O rúmen é revestido com epitélio escamoso estratificado, geralmente não caracterizado por uma absorção eficiente.</p><p>No entanto, esse epitélio escamoso realiza absorção eficiente de AGV, bem como de ácido lático, eletrólitos e água.</p><p>UTILIZAÇÃO DOS NUTRIENTES dO RÚMEN</p><p>Os três principais AGV absorvidos do rúmen têm destinos metabólicos um tanto distintos:</p><p>O ácido acético é utilizado minimamente no fígado e é oxidado em quase todo o corpo para gerar ATP. Outro uso importante do acetato é como a principal fonte de acetil CoA para a síntese de lipídios.</p><p>O ácido propriônico é quase completamente removido do sangue portal pelo fígado. No fígado, o propionato serve como um substrato principal para a gliconeogênese, que é absolutamente crítica para os ruminantes porque quase nenhuma glicose chega ao intestino delgado para absorção.</p><p>O ácido butírico, a maior parte do qual sai do rúmen como ácido cetônico beta-hidroxibutírico, é oxidado em muitos tecidos para a produção de energia.</p><p>Mucosa do tgi</p><p>O interior do rúmen, retículo e omaso é coberto exclusivamente por epitélio escamoso estratificado semelhante ao esôfago.</p><p>Cada um desses órgãos tem uma estrutura de mucosa muito distinta.</p><p>O epitélio estratificado escamoso geralmente não é considerado um tipo de epitélio absortivo.</p><p>As papilas ruminais são muito vascularizadas e os ácidos graxos voláteis produzidos pela fermentação são prontamente absorvidos pelo epitélio.</p><p>A superfície interna do RÚMEN forma numerosas papilas, variando em forma e tamanho, de curtas e pontiagudas a longas e foliadas.</p><p>retículo</p><p>O epitélio reticular é APRESENTA-SE em dobras que formam células poligonais que lhe conferem uma aparência reticular em forma de favos de mel.</p><p>NumerosAs pequenos papilas pREENCHEM o piso interno dessas células.</p><p>omaso</p><p>O interior do omaso é formado por largas dobras longitudinais ou folhas que lembram as páginas de um livro (um termo leigo para o omaso é "livro").</p><p>As dobras omasais, que são preenchidas com ingesta finamente moída, foram estimadas para representar cerca de um terço da área de superfície total dos pré-estômagos.</p><p>Localização do baço…</p><p>image2.png</p><p>image4.gif</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.emf</p><p>image29.emf</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image1.png</p>