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<p>SUMÁRIO</p><p>SÉCULO XVI ............................................................................................................................................... 5</p><p>GUERRA DE IGUAPE (1534-1536) ....................................................................................................... 5</p><p>CERCO DE PIRATININGA (9 e 10 de julho de 1562) ........................................................................... 5</p><p>CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS (1554-1567) ................................................................................ 5</p><p>CONFLITOS DA FRANÇA ANTÁRTICA (1555-1567) ........................................................................ 5</p><p>GUERRA DOS AIMORÉS (entre 1555 e 1673) ..................................................................................... 6</p><p>EXPEDIÇÃO PERNAMBUCANA DE LANCASTER (1595) ................................................................... 6</p><p>SÉCULO XVII .............................................................................................................................................. 6</p><p>BANDEIRAS (s. XVI-XVIII) .................................................................................................................... 6</p><p>GUERRAS DOS PALMARES (entre 1612 e 1695) ................................................................................. 7</p><p>FRANÇA EQUINOCIAL (1612-1615) ...................................................................................................... 7</p><p>REVOLTA DE CUMÃ (1617) .................................................................................................................... 7</p><p>LEVANTE DOS TUPINAMBÁS (janeiro de 1619) .................................................................................. 7</p><p>INVASÃO HOLANDESA NA BAHIA (1624-1625)................................................................................. 7</p><p>INVASÃO HOLANDESA EM PERNAMBUCO (1630-1654) ..................................................................8</p><p>ACLAMAÇÃO DE AMADOR BUENO (1641) ..........................................................................................8</p><p>REVOLTA DA CACHAÇA (1660) ..........................................................................................................8</p><p>CONJURAÇÃO DE NOSSO PAI (1666) ................................................................................................ 9</p><p>REVOLTA DE BECKMAN (1684) .......................................................................................................... 9</p><p>CONFEDERAÇÃO DOS CARIRIS (entre 1682 e 1713) ......................................................................... 9</p><p>SÉCULO XVIII ............................................................................................................................................ 10</p><p>GUERRILHA DOS MURAS (encerrada no século XVIII)..................................................................... 10</p><p>GUERRA DOS EMBOABAS (1708-1709) ............................................................................................ 10</p><p>REVOLTA DO SAL (1710) ..................................................................................................................... 10</p><p>GUERRA DOS MASCATES OU FRONDA DOS MAZOMBOS (1710-1711) ........................................... 11</p><p>MOTINS DO MANETA (1711) .................................................................................................................. 11</p><p>REVOLTA DE FILIPE DOS SANTOS OU REVOLTA DE VILA RICA (1720) ......................................... 11</p><p>GUERRA DOS MANAUS (1723-1728) ................................................................................................. 12</p><p>GUERRA GUARANÍTICA (1753-1756) ................................................................................................ 12</p><p>INCONFIDÊNCIA DO CURVELO (1776) .............................................................................................. 12</p><p>INCONFIDÊNCIA MINEIRA OU CONJURAÇÃO MINEIRA (1789) ....................................................... 13</p><p>CONJURAÇÃO CARIOCA OU CONJURAÇÃO FLUMINENSE (1794) ............................................... 14</p><p>CONJURAÇÃO BAIANA (1798) ........................................................................................................... 14</p><p>SÉCULO XIX .............................................................................................................................................. 15</p><p>CONSPIRAÇÃO DOS SUASSUNAS (1801) .......................................................................................... 15</p><p>REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVES (1815-1822).................................................. 15</p><p>REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817) .............................................................................................. 15</p><p>INDEPENDÊNCIA DA BAHIA (1822-1823) .......................................................................................... 15</p><p>BRASIL IMPÉRIO (1822-1889) ............................................................................................................. 16</p><p>CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1823-1824) ................................................................................ 16</p><p>GUERRA DA CISPLATINA (1825-1828) .............................................................................................. 16</p><p>NOITE DAS GARRAFADAS (1831) ....................................................................................................... 17</p><p>SETEMBRIZADA (1831) ........................................................................................................................ 17</p><p>NOVEMBRADA (1831) .......................................................................................................................... 17</p><p>ABRILADA (1832) ................................................................................................................................. 17</p><p>CABANADA (1832-1835) .................................................................................................................... 18</p><p>SEDIÇÃO DE OURO PRETO (1833) ..................................................................................................... 18</p><p>REVOLTA DE CARRANCAS (1833) ..................................................................................................... 18</p><p>RUSGA (1834) ....................................................................................................................................... 18</p><p>CABANAGEM (1835-1840) ................................................................................................................. 18</p><p>LEVANTE DOS MALÊS (1835) ............................................................................................................. 19</p><p>REVOLUÇÃO FARROUPILHA (1835-1845) ....................................................................................... 19</p><p>SABINADA (1837-1838) ...................................................................................................................... 20</p><p>BALAIADA (1838-1840) ..................................................................................................................... 20</p><p>REVOLTAS LIBERAIS DE 1842 (1842) ............................................................................................... 20</p><p>REVOLUÇÃO PRAIEIRA (1848-1850) ................................................................................................ 21</p><p>INTERVENÇÃO CONTRA ORIBE E AGUIRRE (período entre 1851 e 1864) ..................................... 21</p><p>INTERVENÇÃO CONTRA ROSAS (1852) ............................................................................................ 21</p><p>REVOLTA DO RONCO DA ABELHA (1851-1852) .............................................................................. 21</p><p>REVOLTA DE IBICABA (1857) ............................................................................................................ 22</p><p>GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870) ...............................................................................................</p><p>outras ideias democráticas.</p><p>As principais revoltas organizadas pelos tenentistas foram a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, a</p><p>Revolução Paulista de 1924 e a Coluna Prestes. Entre seus mais destacados membros estavam: Luís Carlos</p><p>Prestes, Juracy Magalhães, Cordeiro de Farias, Siqueira Campos, Eduardo Gomes e Juarez Távora.</p><p>e iniciou-se a Era Vargas (1930-1945). Após a derrota nas eleições presidenciais e a</p><p>morte do seu vice João Pessoa, o candidato às eleições Getúlio Vargas inicia um</p><p>movimento de rebelião contra o governo. O presidente Washington Luís foi deposto no</p><p>dia 03 de novembro e Vargas assumiu, em caráter provisório, o governo do país.</p><p>ERA VARGAS16 (1930-1945)17</p><p>REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 (1932)</p><p>Local: São Paulo.</p><p>Motivações: O Partido Democrático de São Paulo e o Partido Republicano Paulista</p><p>(formando a Frente Única Paulista, a FUP) iniciaram um movimento contrário ao</p><p>governo provisório de Getúlio Vargas, exigindo o fim deste governo, eleições gerais e a</p><p>convocação para uma Assembleia Nacional Constituinte (para a criação de uma nova</p><p>Constituição para o país).</p><p>Resultado: Após três meses de lutas contra o governo, os revoltosos se renderam.</p><p>Obs.: M.M.D.C era a sigla dos nomes de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo,</p><p>manifestantes paulistas mortos por tropas federais. Tal sigla, após a morte dos</p><p>manifestantes, representava a organização dos revoltosos.</p><p>INTENTONA COMUNISTA (1935)</p><p>Local: Natal, Recife e Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: Intentona Comunista foram levantes realizados nas cidades de Natal,</p><p>Recife e Rio de Janeiro por comunistas interessados em derrubar o governo de Getúlio</p><p>Vargas. Estes comunistas haviam sido parte da Aliança Nacional Libertadora (ANL),</p><p>grupo de esquerda liderado por Luís Carlos Prestes que em 1935 foi fechado pelo</p><p>governo com base na Lei de Segurança Nacional.</p><p>Resultado: A falta de organização e de recursos levou ao sufocamento dos revoltosos</p><p>com vários de seus líderes presos. Também é importante lembrarmos que a Intentona</p><p>Comunista foi utilizada por Getúlio Vargas como forma de justificar o aumento de seu</p><p>poder. Em 1937 o governo varguista inventou o chamado Plano Cohen, que seria uma</p><p>nova tentativa dos comunistas de tentarem derrubar Vargas. Tal Plano foi utilizado</p><p>como justificativa para que Vargas implantasse sua ditadura do Estado Novo.</p><p>16 Durante a Era Vargas, também devemos citar que o Brasil participou dos anos finais da Segunda Guerra</p><p>Mundial com a Força Expedicionária Brasileira, lutando em combates na Itália.</p><p>17 A Era Vargas é dividida em três períodos: Governo Provisório (1930-1934), Governo Constitucional (1934-</p><p>1937) e Estado Novo (1937-1945).</p><p>CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO (1937)</p><p>Local: Ceará.</p><p>Motivações: Movimento messiânico que criou a comunidade de Caldeirão de Santa Cruz</p><p>do Deserto no Ceará.</p><p>Resultado: A comunidade foi massacrada por forças governamentais.</p><p>INTENTONA INTEGRALISTA / PUTSCH INTEGRALISTA (1938)</p><p>Local: Rio de Janeiro.</p><p>Motivações e resultados: A Ação Integralista Brasileira (AIB) foi um grupo fascista</p><p>brasileiro fundado por Plínio Salgado em 1932. Suas ideias eram baseadas no fascismo</p><p>europeu e defendiam um governo totalitário. No golpe que Getúlio Vargas realizou em</p><p>1937 para a implantação do Estado Novo, Vargas contou com o apoio dos integralistas,</p><p>que logo depois foram afastados de qualquer participação política. Ainda em</p><p>dezembro de 1937 todos os partidos políticos foram fechados por imposição do</p><p>governo, incluindo a AIB. Desta forma, em março de 1938 os integralistas tentaram um</p><p>golpe contra o governo, que foi rapidamente reprimido. Novamente em maio de 1938,</p><p>com outros grupos de oposição à Vargas, tentaram novamente derrubar o governo,</p><p>desta vez atacando a residência presidencial, o Palácio da Guanabara. Esta nova</p><p>tentativa também foi reprimida pelo governo e Plínio Salgado foi exilado em Portugal.</p><p>REPÚBLICA POPULISTA (1946-1964)</p><p>REVOLTA DO QUEBRA MILHO / GUERRA DE PORECATU (1947-1951)</p><p>Local: Paraná.</p><p>Motivações: o interventor Manoel Ribas (1932-1945) havia criado um projeto para</p><p>distribuição de terras, o que levou a chegada de paulistas e mineiros (posseiros). O</p><p>posterior governador do estado, Moysés Lupion, passa a distribuir terras na região de</p><p>Porecatu para fazendeiros paulistas, gerando o conflito com os antigos posseiros, que</p><p>contavam com apoio das Ligas Camponesas (do PCB-Partido Comunista Brasileiro).</p><p>Resultado: Fim com intervenção policial a favor dos fazendeiros.</p><p>MOVIMENTO DE 11 DE NOVEMBRO (1955)</p><p>Local: Rio de Janeiro.</p><p>Motivações e resultados: Getúlio Vargas cometeu suicídio em 1954 e o cargo de</p><p>presidente foi assumido pelo seu vice João Café Filho. Em 1955, Café Filho afastou-se</p><p>do cargo, justificando por problemas de saúde, e o cargo de presidente foi ocupado por</p><p>Carlos Luz, presidente do Congresso Nacional. Ainda em 1955 foram realizadas eleições</p><p>presidenciais e Juscelino Kubitschek e João Goulart foram eleitos como presidente e</p><p>vice-presidente, respectivamente. Todavia, Carlos Luz e alguns setores eram</p><p>contrários a posse de JK e Jango (João Goulart). Desta forma, o general Henrique</p><p>Teixeira Lott, para garantir a posse de JK e Jango cerca o Rio de Janeiro com soldados,</p><p>depõe Carlos Luz e impede que Café Filho volte ao cargo de presidente. Neste curto</p><p>período de 11 de novembro de 1955 até a posse de JK e Jango em 31 de janeiro de 1956,</p><p>Nereu Ramos, o presidente do Senado, assumiu como presidente da República.</p><p>Obs.: Também chamado de Golpe Preventivo do General Lott.</p><p>REVOLTA DE JACAREACANGA (1956)</p><p>Local: Jacareacanga, no Pará.</p><p>Motivações: Em fevereiro de 1956, militares insatisfeitos com a posse de JK e Jango,</p><p>partiram do Rio de Janeiro e se instalam na base militar de Jacareacanga no Pará, desta</p><p>forma iniciando uma rebelião.</p><p>Resultado: Controle dos revoltosos por tropas legalistas e prisão de seu líder, o major</p><p>Haroldo Veloso e outros revoltosos fugiram para a Bolívia, voltando apenas quando</p><p>receberam anistia do governo</p><p>REVOLTA DOS POSSEIROS / REVOLTA DOS COLONOS (1957)</p><p>Local: Paraná (na região de Francisco Beltrão, nas glebas Missões e Chopim).</p><p>Motivações: No período foi criada a CANGO (Colônia Agrícola Nacional General</p><p>Osório), um projeto governamental de colonização e incentivo de imigração de</p><p>gaúchos e catarinenses para a região. Vale ressaltar que a região já era ocupada por</p><p>caboclos e indígenas. Os novos colonos receberiam posse das terras (posseiros), mas</p><p>não o documento. Neste contexto chegam na região empresas privadas vendendo lotes</p><p>(CITLA - Clevelândia Industrial e Territorial LTDA., COMERCIAL - Companhia</p><p>Comercial e Agrícola Paraná LTDA. e APUCARANA - Companhia Imobiliária Apucarana</p><p>LTDA.). A chega de tais companhias levou a reações pacíficas e depois violentas por</p><p>parte dos posseiros que atacaram as companhias. A revolta avançou para municípios</p><p>próximos.</p><p>Resultado: Vitória dos posseiros: regularização das terras a partir de 1962 pela GETSOP</p><p>(Grupo Executivo para Terras do Sudoeste do Paraná).</p><p>REVOLTA DAS BARCAS (1959)</p><p>Local: Niterói.</p><p>Motivações: Revolta popular ocorrida no dia 22 de maio de 1959 contra os problemas</p><p>das barcas que faziam o transporte entre a cidade do Rio de Janeiro e Niterói. Tais</p><p>barcas estavam sob controle de empresas privadas.</p><p>Resultados: Barcas foram depredadas e locais foram incendiados. Depois o governo</p><p>conseguiu controlar a situação e o as barcas passaram para controle do governo.</p><p>REVOLTA DE ARAGARÇAS (1959)</p><p>Local: Aragarças, em Goiás.</p><p>Motivações: Conspiração de militares e civis objetivando retirar do poder JK e Jango.</p><p>Os rebeldes, com alguns aviões pretendiam partir de Aragarças, em Goiás, e atacar</p><p>bases e palácios governamentais.</p><p>Resultado: A revolta durou 36 horas com a fuga de seus líderes.</p><p>GUERRA DO PENTE (1959)</p><p>Local: Curitiba.</p><p>Motivações:</p><p>Neste período, o governo incentivava a população a pedir notas fiscais,</p><p>que seriam trocadas por cupons que davam o direito de participar de sorteios de</p><p>prêmios. No dia 08 de dezembro de 1959 o subtenente da Polícia Militar Antônio Haroldo</p><p>Tavares compra um pente em uma loja de Curitiba e pede a nota fiscal. O comerciante</p><p>não emite a nota fiscal e pede ajuda e funcionários para retirarem o subtenente da loja.</p><p>A confusão gerada chama a atenção de pessoas que estavam ali e se inicia uma grande</p><p>"briga", com depredação da loja (o Bazar Centenário), outros estabelecimentos foram</p><p>saqueados e queimados, além de prédios públicos.</p><p>Resultados: A mobilização foi controlada.</p><p>GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964</p><p>Motivações e resultado: Golpe militar, contando com apoio de setores da população</p><p>civil (grande empresariado, imprensa, Igreja Católica), que derruba o governo de João</p><p>Goulart e inicia a Ditadura Militar no Brasil. Devemos lembrar que o golpe contou com</p><p>apoio dos EUA (a Operação Brother Sam), interessados em manter os governos da</p><p>América Latina sob sua influência política.</p><p>DITADURA MILITAR (1964-1985)</p><p>Durante a Ditadura Militar houveram diversas ações nas cidades e nas áreas rurais</p><p>contra o governo ditatorial. Estas ações foram reprimidas pelo governo.</p><p>Entre esses movimentos, podemos destacar a Guerrilha do Araguaia.</p><p>Também devemos apontar que durante o governo militar, houveram outras</p><p>manifestações e passeatas contra o governo, como por exemplo a Passeata dos Cem</p><p>Mil em 1968, greves operárias e o movimento das Diretas Já em 1984.</p><p>GUERRILHA DO ARAGUAIA (1967-1974)</p><p>Local: Região amazônica.</p><p>Motivações: Movimento de guerrilheiros organizado pelo PCdoB na região amazônica,</p><p>próximo ao Rio Araguaia, nas décadas de 1960 e 1970. Seu objetivo era mobilizar os</p><p>camponeses, da mesma forma que foi realizado na Revolução Cubana e na Revolução</p><p>Chinesa.</p><p>Resultados: A Guerrilha do Araguaia, assim como outros grupos urbanos e nas áreas</p><p>rurais, foram massacrados.</p><p>NOVA REPÚBLICA (1985-presente)</p><p>Durante a Nova República não houveram grandes conflitos ou revoltas.</p><p>Mas, podemos citar algumas operações das Forças Armadas, como a Operação Traíra</p><p>em conjunto com tropas da Colômbia contra guerrilheiros das Forças Armadas</p><p>Revolucionárias da Colômbia (a FARC), na fronteira entre o Brasil e a Colômbia, às</p><p>margens do Rio Traíra no Amazonas.</p><p>Também podemos citar grandes protestos populares, como os "Caras-pintadas" pelo</p><p>impeachment do presidente Fernando Color de Mello em 1992, as manifestações de</p><p>2013 em várias cidades brasileiras e as manifestações a favor do impeachment da</p><p>presidente Dilma Rousseff em 2016.</p><p>22</p><p>REVOLTA DOS MUCKERS (1868-1874) ............................................................................................ 23</p><p>REVOLTA DO QUEBRA-QUILOS (1874-1875) ................................................................................. 23</p><p>REVOLTA DO VINTÉM (1879-1880) .................................................................................................. 23</p><p>BRASIL REPÚBLICA (1889-1930) ...................................................................................................... 24</p><p>REPÚBLICA VELHA (1889-1930) ...................................................................................................... 24</p><p>REVOLUÇÃO FEDERALISTA (1893-1894) ....................................................................................... 24</p><p>1ª REVOLTA DA ARMADA (1891) ........................................................................................................ 25</p><p>2ª REVOLTA DA ARMADA (1893-1894) ........................................................................................... 25</p><p>GUERRA DE CANUDOS (1896-1897) ................................................................................................ 26</p><p>REVOLUÇÃO ACREANA (1898-1903) .............................................................................................. 26</p><p>SÉCULO XX .............................................................................................................................................. 27</p><p>REVOLTA DA VACINA (1904) ............................................................................................................ 27</p><p>REVOLTA DA CHIBATA (1910) ........................................................................................................... 27</p><p>CONTESTADO (1912-1916) ................................................................................................................ 28</p><p>CANGAÇO (1870-1940) ..................................................................................................................... 28</p><p>REVOLTA DE JUAZEIRO (1914) .......................................................................................................... 29</p><p>GREVE GERAL DE 1917 ........................................................................................................................ 29</p><p>REVOLTA DOS 18 DO FORTE DE COPACABANA (05 de julho de 1922) ....................................... 29</p><p>REVOLUÇÃO LIBERTADORA DE 1923 (1923) .................................................................................. 30</p><p>REVOLUÇÃO PAULISTA DE 1924 (1924) ......................................................................................... 30</p><p>COLUNA PRESTES (1924-1927) ....................................................................................................... 30</p><p>MOVIMENTO DE 1930 (1930) ............................................................................................................. 30</p><p>ERA VARGAS (1930-1945) ................................................................................................................. 31</p><p>REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 (1932) ................................................................... 31</p><p>INTENTONA COMUNISTA (1935) ....................................................................................................... 31</p><p>CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO (1937) ....................................................................... 32</p><p>INTENTONA INTEGRALISTA / PUTSCH INTEGRALISTA (1938) ..................................................... 32</p><p>REPÚBLICA POPULISTA (1946-1964) ............................................................................................. 32</p><p>REVOLTA DO QUEBRA MILHO / GUERRA DE PORECATU (1947-1951)........................................ 32</p><p>MOVIMENTO DE 11 DE NOVEMBRO (1955) ....................................................................................... 32</p><p>REVOLTA DE JACAREACANGA (1956) ............................................................................................ 33</p><p>REVOLTA DOS POSSEIROS / REVOLTA DOS COLONOS (1957) .................................................. 33</p><p>REVOLTA DAS BARCAS (1959) ......................................................................................................... 33</p><p>REVOLTA DE ARAGARÇAS (1959) ................................................................................................... 34</p><p>GUERRA DO PENTE (1959) ................................................................................................................ 34</p><p>GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964 ........................................................................................................ 34</p><p>DITADURA MILITAR (1964-1985)...................................................................................................... 34</p><p>GUERRILHA DO ARAGUAIA (1967-1974) ......................................................................................... 35</p><p>NOVA REPÚBLICA (1985-presente) ................................................................................................. 35</p><p>BRASIL COLÔNIA (1500-1815)</p><p>SÉCULO XVI</p><p>GUERRA DE IGUAPE (1534-1536)</p><p>Local: Capitania de São Vicente (São Paulo1).</p><p>Motivações: A região de Iguape era limite entre os territórios espanhóis e portugueses.</p><p>Martim Afonso de Sousa (capitão donatário da Capitania de São Vicente) ordenou a</p><p>desocupação dos espanhóis presentes naquelas terras. Tal ato levou aos espanhóis,</p><p>liderados por Ruy Garcia Moschera e pelo degredado Cosme Fernandes Pessoa (o</p><p>"Bacharel de Cananeia") se unirem a indígenas. Desta forma, tendo início os conflitos</p><p>com os portugueses.</p><p>Resultado: Os espanhóis chegaram a devastar a vila de São Vicente. Novas incursões</p><p>das forças portuguesas acabaram por forçar a retirada dos espanhóis da região.</p><p>Obs.: Primeiro confronto entre europeus na América do Sul.</p><p>CERCO DE PIRATININGA (9 e 10 de julho de 1562)</p><p>Local: Vila de São Paulo dos Campos de Piratininga (Estado de São Paulo).</p><p>Motivações: Ataque de índios carijós, guaianás e guarulhos à Vila de São Paulo dos</p><p>Campos de Piratininga. Tal aliança indígena se posicionava contra os jesuítas na região</p><p>e seu aliado indígena Tibiriçá.</p><p>Resultado: Derrota da aliança indígena e continuidade da existência da vila.</p><p>CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS (1554-1567)2</p><p>Local: Litoral dos atuais estados de São Paulo e Rio de Janeiro (de Bertioga a Cabo</p><p>Frio).</p><p>Motivações: Uma união de tribos Tupinambás (a Confederação dos Tamoios) se</p><p>organizaram e lutaram contra a presença portuguesa. Posteriormente, houve a união</p><p>dos tamoios com os franceses que procuravam ocupar o litoral da região.</p><p>Resultado: Derrota e expulsão dos franceses e dos tamoios pelos portugueses.</p><p>CONFLITOS DA FRANÇA ANTÁRTICA (1555-1567)</p><p>Local: Baía de Guanabara (Estado do Rio de Janeiro).</p><p>1 Territórios atuais.</p><p>2 Os conflitos destacados em amarelo foram de maior relevância histórica.</p><p>Motivações: A França não reconhecia a divisão das terras americanas entre Espanha e</p><p>Portugal. Desta forma, pirataria na costa brasileira, apoiada pelo governo francês,</p><p>ocorria com frequência. Até que, entre 1555 e 1567 os franceses fundaram uma colônia</p><p>ocupando a baía de Guanabara. A criação da colônia também era vista como uma</p><p>oportunidade de liberdade para calvinistas perseguidos na França por causa das</p><p>perseguições religiosas. Nicolas Durand de Villegaignon liderou a ocupação. Durante a</p><p>ocupação, os franceses contaram com apoio dos índios tamoios.</p><p>Resultado: Expulsão dos franceses organizada pelo terceiro Governador-Geral do</p><p>Brasil Mem de Sá e seu sobrinho Estácio de Sá.</p><p>GUERRA DOS AIMORÉS (entre 1555 e 1673)</p><p>Local: Atuais estados da Bahia e Espírito Santo.</p><p>Motivações: Série de conflitos entre populações indígenas e portugueses</p><p>(especialmente bandeirantes interessados em escravizar indígenas).</p><p>“Resultado”: Vitória dos índios aimorés na Batalha de Cricaré</p><p>DOS MURAS (encerrada no século XVIII)</p><p>Local: Região Amazônica (entre os rios Madeira e Negro).</p><p>Motivações: Série de confrontos entre indígenas e portugueses. Os problemas eram em</p><p>relação a presença e atuação dos colonizadores na região.</p><p>Resultado: Massacre dos povos indígenas envolvidos.</p><p>GUERRA DOS EMBOABAS (1708-1709)</p><p>Local: Minas Gerais.</p><p>Motivações: Os bandeirantes paulistas acreditavam possuir o direito de explorar as</p><p>minas de metais preciosos de Minas Gerais (se consideravam os "descobridores" das</p><p>minas). Mas, a região estava recebendo grande quantidade de pessoas interessadas</p><p>nos metais preciosos. Os conflitos acabaram por ocorrer entre paulistas e portugueses</p><p>(chamados pejorativamente de "emboabas" pelos paulistas, o nome pode fazer</p><p>referência ao fato de portugueses andarem com sapatos, pois o termo possivelmente</p><p>significa "aves com pernas cobertas de penas").</p><p>Resultado: Os paulistas foram derrotados e ocuparam outras regiões do Brasil em</p><p>busca de novas minas (atuais Mato Grosso e Goiás). A guerra levou a maior controle</p><p>administrativo e econômico do governo português sobre a região.</p><p>REVOLTA DO SAL (1710)</p><p>Local: Santos, no atual estado de São Paulo.</p><p>Motivações: O monopólio e os altos preços do sal vendido a partir do Porto de Santos</p><p>geraram problemas na região. O fazendeiro Bartolomeu Fernandes de Faria, armando</p><p>escravizados e indígenas invadiu Santos arrombando os depósitos de sal e destruiu uma</p><p>ponte que ligava o porto de Santos a ilha de São Vicente.</p><p>Resultado: Bartolomeu Fernandes de Faria acabou por ser preso, mas morreu antes de</p><p>seu julgamento.</p><p>Obs.: Também chamada de Motim do Sal em Santos.</p><p>GUERRA DOS MASCATES OU FRONDA DOS MAZOMBOS (1710-1711)</p><p>Local: Capitania de Pernambuco.</p><p>Motivações: A Guerra dos Mascates ocorreu por conflitos de interesses entre os</p><p>senhores de engenho de Olinda e os comerciantes portugueses de Recife, chamados</p><p>pejorativamente de mascates. Os senhores de engenho de Olinda iniciaram o conflito</p><p>por estarem insatisfeitos com a autonomia de Recife, que foi elevada à vila (até então,</p><p>Recife estava submetida à Olinda). O pelourinho (símbolo de autonomia política) de</p><p>Recife chegou a ser destruído nos conflitos.</p><p>Resultado: O governo português controlou a situação e manteve a autonomia de Recife.</p><p>MOTINS DO MANETA (1711)</p><p>Local: Salvador, na Bahia.</p><p>Motivações e resultados: Ocorreram dois motins, o primeiro no dia 19 de outubro e o</p><p>segundo no dia 02 de dezembro. O primeiro foi liderado pelo comerciante João de</p><p>Figueiredo da Costa (chamado de “Maneta”) contra os impostos portugueses. O</p><p>segundo (também chamado de Motim Patriota) foi liderado por Domingos da Costa</p><p>Guimarães, Luís Chafet e Domingos Gomes que temendo a invasão francesa ao Rio de</p><p>Janeiro organizaram fortes pressões ao governo para a organização de tropas. Os</p><p>líderes do segundo motim foram punidos pelas suas ações.</p><p>REVOLTA DE FILIPE DOS SANTOS OU REVOLTA DE VILA RICA (1720)</p><p>Local: Vila Rica (atual Ouro Preto), em Minas Gerais.</p><p>Motivações: Revolta “liderada” por Filipe dos Santos3 contra os impostos portugueses</p><p>sobre o ouro (como o imposto do quinto, onde 20% de todo ouro encontrado em</p><p>território brasileiro deveria ser repassado para o governo português) e demais</p><p>produtos, além da insatisfação com a proibição da circulação do ouro em pó e a</p><p>criação das Casas de Fundição.</p><p>Resultado: Os revoltosos apresentaram suas reivindicações ao governador, Conde de</p><p>Assumar, que, apesar de ter prometido atendê-los, ganhou tempo até tropas</p><p>chegarem, acabando por prender os revoltosos e condenando à morte Filipe dos</p><p>Santos.</p><p>3 Pesquisas históricas questionam a suposta liderança de Filipe dos Santos em todo o processo histórico.</p><p>GUERRA DOS MANAUS (1723-1728)</p><p>Local: Amazonas.</p><p>Motivações: Conflito entre indígenas da tribo dos Manaus e portugueses.</p><p>Resultado: Derrota dos indígenas.</p><p>GUERRA GUARANÍTICA (1753-1756)</p><p>Local: Região Sul e terras do atual Uruguai.</p><p>Motivações: A divisão das terras da América do Sul entre Portugal e Espanha, passou</p><p>por diversas mudanças desde a "descoberta" do continente pelos europeus. Em 1750,</p><p>por meio do Tratado de Madri, foi realizada uma nova divisão das terras. Desta forma,</p><p>a região dos Sete Povos das Missões (no atual Rio Grande do Sul), que estava sob</p><p>controle espanhol, deveria ser entregue à Portugal. Em contrapartida, a Nova Colônia</p><p>do Santíssimo Sacramento (no atual Uruguai), que “era” até então território português4,</p><p>passaria para as mãos espanholas. Um dos problemas do acordo era a grande</p><p>quantidade de reduções de jesuítas espanhóis e de indígenas na região dos Sete Povos</p><p>das Missões que, com o acordo, deveriam ser removidos para a região de Santíssimo</p><p>Sacramento. Os jesuítas e indígenas não aceitaram a mudança, assim, tendo início a</p><p>guerra. Os jesuítas espanhóis armaram os indígenas para que resistissem aos</p><p>portugueses.</p><p>Resultado: Morte de milhares de indígenas, destruição dos Sete Povos das Missões e</p><p>enfraquecimento do poder dos padres jesuítas no Brasil.</p><p>INCONFIDÊNCIA DO CURVELO (1776)</p><p>Local: Minas Gerais.</p><p>Motivações: O governo português, sob ordens do Marquês de Pombal5 ordenou, em</p><p>1759, a expulsão dos padres jesuítas de todas as colônias portuguesas. Em 1776 alguns</p><p>religiosos católicos e membros da elite local foram acusados de inconfidência por</p><p>demonstrarem insatisfação com o governo português.</p><p>Resultado: Os acusados foram presos.</p><p>MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS / SEPARATISTAS: no século XVIII ocorreram no</p><p>Brasil projetos e lutas contra o pacto colonial (relação de exploração e domínio entre a</p><p>4 A região da Colônia do Sacramento era, a partir do Tratado de Tordesilhas, território espanhol. Todavia,</p><p>Portugal invadiu a região diversas vezes. Fato encerrado com o Tratado de Madri.</p><p>5 Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, foi diplomata e administrou Portugal durante o</p><p>reinado de D. José I (1750-1777), sendo uma figura importante da política do período.</p><p>metrópole Portugal e a colônia do Brasil). Antes as lutas eram contra impostos, mas não</p><p>por liberdade política de Portugal. Os movimentos emancipatórios mais importantes</p><p>foram a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana6. Também é importante</p><p>ressaltarmos que estas ideias de liberdade contra Portugal foram influenciadas pelo</p><p>pensamento iluminista europeu e pela Independência dos EUA (que em 1776 se declarou</p><p>independente da Inglaterra).</p><p>INCONFIDÊNCIA MINEIRA OU CONJURAÇÃO MINEIRA (1789)</p><p>Local: Minas Gerais.</p><p>Motivações: O governo português cometia diversos abusos e excessos na região de</p><p>Minas Gerais. Isso ocorria pela produção de ouro presente na região. Até então, o</p><p>principal valor cobrado sobre o ouro era o quinto. Todavia, com a decadência da</p><p>produção de ouro no final do século XVIII, os mineradores não estavam conseguindo</p><p>pagar tais taxas. Em 1788, Visconde de Barbacena, o novo governador da Capitania,</p><p>por ordens da coroa, aplica a derrama: a cobrança dos quintos atrasados. Diante de tal</p><p>cenário, membros da elite colonial (mineradores, padres, funcionários públicos,</p><p>militares de alta patente, fazendeiros e advogados) começam a planejar uma revolta</p><p>contra Portugal. Seus objetivos eram a separação de Minas Gerais em relação a</p><p>Portugal, a proclamação de uma república (ideia inspirada pela independência dos</p><p>EUA) tendo São João del Rei como capital, a criação de uma universidade em Vila Rica</p><p>e a criação de símbolos nacionais. No final de 1788 deveria ocorrer a derrama, data</p><p>escolhida pelos revoltosos para agir. No entanto, o governo suspendeu a derrama,</p><p>interrompendo os planos dos revoltosos. Os inconfidentes acabaram então sendo</p><p>denunciados por três dos seus participantes (o coronel Joaquim Silvério dos Reis, o</p><p>tenente-coronel Basílio de Brito Malheiro do Lago e o mestre de campo Inácio Correio</p><p>Pamplona) antes de qualquer ação do grupo. Estes</p><p>homens traíram o grupo em troca</p><p>de perdão de dívidas e prêmios de lealdade à Coroa. Desta forma, foram iniciadas as</p><p>prisões dos revoltosos e a abertura das devassas (inquéritos para apurar os atos</p><p>considerados criminosos).</p><p>Resultado: Alguns dos presos foram condenados à morte e outros ao degredo. Por fim,</p><p>apenas Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes7, acabou sendo morto (enforcado e</p><p>depois esquartejado).</p><p>6 DIFERENÇAS ENTRE A INCONFIDÊNCIA MINEIRA E A CONJURAÇÃO BAIANA: em Minas Gerais os líderes</p><p>do movimento eram homens da elite, enquanto na Bahia o movimento era propagado por pessoas mais</p><p>pobres. Também devemos ressaltar que apenas a Conjuração Baiana pretendia colocar fim à escravidão.</p><p>7 Joaquim José da Silva Xavier era dentista prático (por isso “Tiradentes”), tropeiro e alferes (antigo posto</p><p>militar, equivalente hoje a segundo-tenente).</p><p>Obs.: Após a Proclamação da República, em 1889, a figura de Tiradentes passou a ser</p><p>elevada como de herói nacional. Tal imagem foi uma construção política objetivando a</p><p>criação de um símbolo para a república. Todavia, é importante ressaltarmos que</p><p>Tiradentes NÃO foi um líder do movimento.</p><p>CONJURAÇÃO CARIOCA OU CONJURAÇÃO FLUMINENSE (1794)</p><p>Local: Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: Não sendo um conflito de fato, o movimento se caracterizou apenas por</p><p>debates intelectuais de cunho iluminista, tendo seu centro de ideias a Sociedade</p><p>Literária do Rio de Janeiro.</p><p>Resultados: Mesmo sem revolta ou conflito, o grupo foi preso acusado de conspiração,</p><p>sendo soltos posteriormente.</p><p>CONJURAÇÃO BAIANA (1798)</p><p>Local: Salvador, na Bahia.</p><p>Motivações: A economia nordestina, dependente da produção de cana-de-açúcar,</p><p>encontrava-se em crise desde o final do século XVII. Tal quadro foi se agravando ao</p><p>longo do século XVIII, gerando na região desemprego, fome e insatisfação popular.</p><p>Neste cenário, entre mulatos, escravizados, homens brancos pobres e negros libertos,</p><p>surgiram ideias de um levante popular incentivadas por alguns intelectuais (médicos,</p><p>integrantes do grupo maçom e de inspiração iluminista Cavaleiros da Luz, entre outros)</p><p>que estavam propagando ideias de liberdade e igualdade. Os líderes do movimento</p><p>eram homens mais pobres, incluindo diversos alfaiates. Seus objetivos eram a</p><p>independência da região e o início de uma República, diminuição de impostos, fim da</p><p>escravidão e igualdade de cor. Em 12 de agosto de 1798, os muros de Salvador estavam</p><p>com panfletos chamando o povo à revolta.</p><p>Resultado: A ação do governo foi rápida, impedindo qualquer revolta de se concretizar.</p><p>Em alguns dias diversas pessoas foram presas, a maioria pobres e negros. Os líderes</p><p>negros do movimento foram mortos ou deportados.</p><p>Obs.: Também chamada de Inconfidência Baiana, Revolta dos Alfaiates ou de Revolta</p><p>dos Búzios.</p><p>SÉCULO XIX</p><p>CONSPIRAÇÃO DOS SUASSUNAS (1801)</p><p>Local: Olinda, em Pernambuco.</p><p>Motivações: A Conspiração dos Suassunas foi na verdade uma denúncia realizada</p><p>contra os irmãos Suassuna (que eram senhores de engenho), Francisco de Paula</p><p>Cavalcante de Albuquerque e Luís Francisco de Paula, acusados de disseminar ideias</p><p>baseadas no Iluminismo8.</p><p>Resultado: Os irmãos foram presos e, posteriormente, soltos por falta de provas.</p><p>REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRASIL E ALGARVES (1815-1822)</p><p>REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817)</p><p>Local: Pernambuco.</p><p>Motivações: Desde 1808 a Corte Portuguesa estava na cidade do Rio de Janeiro, de</p><p>forma que a sua presença e modo de vida geravam diversos custos ao povo brasileiro,</p><p>sendo necessário o constante aumento de impostos. Diante de tal cenário, em</p><p>Pernambuco, rebeldes insatisfeitos com o governo português expulsam o governador</p><p>de Pernambuco e proclamam uma República. O governo provisório foi formado por:</p><p>Domingos José Martins (comerciante), João Ribeiro (padre), Domingos Teotônio Jorge</p><p>(capitão), José Luís de Mendonça (advogado) e Manoel Correia de Araújo (senhor de</p><p>engenho). Os rebeldes ainda tiveram apoiadores na Paraíba, Ceará, Alagoas e Rio</p><p>Grande do Norte. O novo governo durou apenas 74 dias, mas neste meio tempo criaram</p><p>uma nova bandeira, aboliram diversos impostos, permitiram liberdade de imprensa,</p><p>aumentaram salários de soldados e permitiram a tolerância religiosa.</p><p>Resultado: O governo português enviou tropas que atacaram os revoltosos por terra e</p><p>mar. Alguns de seus líderes foram executados.</p><p>INDEPENDÊNCIA DA BAHIA (1822-1823)</p><p>Local: Bahia.</p><p>Motivações: Ocorrida entre 19 de fevereiro de 1822 e 02 de julho de 1823, foi um</p><p>movimento marcado pelo conflito entre habitantes do estado e portugueses. No dia 19</p><p>de fevereiro de 1822 militares baianos iniciam a revolta contra o governo português na</p><p>8 Conjunto de ideias filosóficas surgidas na Europa nos séculos XVII e XVIII que, de forma geral, pregavam</p><p>a liberdade política, fim do absolutismo, liberdade religiosa, liberdade econômica, fim dos privilégios da</p><p>nobreza e do clero na sociedade e uso da razão como guia da humanidade. Tais ideias influenciaram a</p><p>Independência dos EUA, a Revolução Francesa e a Inconfidência Mineira.</p><p>região (motivados pela imposição do general português Ignácio Luiz Madeira de Melo</p><p>como governador). Com a declaração de independência do Brasil, em 7 de setembro</p><p>de 1822, o novo imperador do Brasil, D. Pedro I, enviou tropas em apoio aos baianos.</p><p>Resultado: Em 02 de julho de 1823, os portugueses foram finalmente derrotados.</p><p>Obs.: A guerra faz parte dos conflitos9 que caracterizaram o processo de</p><p>independência do Brasil.</p><p>BRASIL IMPÉRIO (1822-1889)10</p><p>CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1823-1824)</p><p>Local: Nordeste (Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte).</p><p>Motivações: Contrários ao autoritarismo do imperador D. Pedro I (que havia dissolvido</p><p>Assembleia Constituinte 1823) e os problemas econômicos da região, os revoltosos</p><p>eram incentivos por algumas ideias liberais.</p><p>Resultado: A falta de apoio das massas populares e o enfraquecimento político dos</p><p>rebeldes levaram a sua derrota pelas tropas imperiais. Seus líderes foram presos e</p><p>mortos, entre eles o frei Joaquim do Amor Divino Caneca (o frei Caneca).</p><p>Obs.: Diversos participantes e lideranças da Confederação do Equador já havia lutado</p><p>na Revolução Pernambucana de 1817.</p><p>GUERRA DA CISPLATINA (1825-1828)</p><p>Local: Província Cisplatina (atual Uruguai).</p><p>Motivações: A província havia sido anexada ao Brasil ao longo da década de 1810.</p><p>Desde o período haviam ideias e projetos dos habitantes da região em se separarem do</p><p>Brasil, estes homens eram liderados por Juan Antonio Lavalleja. Em 1825 estes</p><p>revolucionários se uniram na República das Províncias do Rio da Prata (atual</p><p>Argentina), indo contra os interesses de D. Pedro I, desta forma iniciando a guerra.</p><p>Resultado: Após anos de conflitos e por meio de intervenção inglesa (na Convenção</p><p>Preliminar de Paz, com representantes do Brasil e das Províncias Unidas do Prata), a</p><p>9 GUERRAS DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (1822-1823): após a independência do Brasil em setembro de</p><p>1822 houveram conflitos na Bahia, Maranhão, Grão-Pará, Piauí e Cisplatina (atual Uruguai, já foi território</p><p>brasileiro). Nestas regiões, os portugueses lutaram contra a independência do Brasil, buscando se manter</p><p>favoráveis aos interesses de Portugal (a exceção foi a Cisplatina, que já buscava autonomia em relação ao</p><p>Brasil). Para sufocar os revoltosos, o imperador do Brasil, D. Pedro I, usou o Exército, tropas estrangeiras</p><p>contratadas (entre estas, as lideradas pelos ingleses John Taylor, John Greenfell e James Norton, pelo francês</p><p>Pierre Labatut e pelo escocês Lorde Cochrane) e convocou a população para lutar.</p><p>10 Historicamente, o Brasil Império é dividido em três períodos: o Primeiro Reinado (governo de D. Pedro I, de</p><p>1822 até 1831), Período Regencial (de 1831 até 1840) e Segundo Reinado (governo de D. Pedro II, de 1840 até</p><p>1889).</p><p>Província Cisplatina conseguiu sua independência</p><p>em 1828, passando a se chamar de</p><p>República Oriental do Uruguai.</p><p>Obs.: A derrota de D. Pedro I na guerra gerou profundo descontentamento popular,</p><p>prejudicando a imagem do imperador e contribuindo para sua abdicação em 1831.</p><p>NOITE DAS GARRAFADAS (1831)</p><p>Local: Cidade do Rio de Janeiro</p><p>Motivações: Confronto entre um grupo de portugueses que apoiavam D. Pedro I e um</p><p>grupo de brasileiros liberais contrários ao imperador. O confronto ocorreu no dia 13 de</p><p>março de 1831 quando os portugueses fizeram uma festa para o imperador e foram</p><p>atacados por brasileiros. Seu nome é em referência as garrafas jogadas entre os</p><p>grupos.</p><p>Resultado: A Noite das Garrafas foi uma "briga de rua" que nos indica o clima de tensão</p><p>política na capital do Império. Naquele mesmo ano, D. Pedro I renunciaria e passaria o</p><p>trono para seu filho de quatro anos, D. Pedro II.</p><p>SETEMBRIZADA (1831)</p><p>Local: Recife (Pernambuco).</p><p>Motivações: Ocorrida no período de abdicação de Pedro I, a Setembrizada</p><p>representava o sentimento anti-lusitano e a satisfação com a saída do imperador do</p><p>poder. A revolta popular foi protagonizada por soldados (não seus oficiais) insatisfeitos</p><p>com a continuidade da presença portuguesa na região. A revolta não contava com</p><p>lideranças e objetivos políticos definidos.</p><p>Resultado: Derrota dos revoltosos.</p><p>Obs.: Também conhecida como Setembrada.</p><p>NOVEMBRADA (1831)</p><p>Local: Recife (Pernambuco).</p><p>Motivações: Revolta de militares e populares contra vantagens portuguesas.</p><p>Resultado: Derrota dos revoltosos.</p><p>ABRILADA (1832)</p><p>Local: Pernambuco.</p><p>Motivações: Revolta de caráter conservador do qual tropas participaram, exigiam a</p><p>volta do imperador (restauradores).</p><p>Resultado: Controle dos revoltosos.</p><p>CABANADA (1832-1835)</p><p>Local: Pernambuco e Alagoas.</p><p>Motivações: Revolta popular (seus membros viviam em cabanas na região) pelo retorno</p><p>de D. Pedro I ao poder. Houve incentivo de membros da elite.</p><p>Resultado: Derrota e desistência dos revoltosos.</p><p>Obs.: Não confundir com Cabanagem.</p><p>SEDIÇÃO DE OURO PRETO (1833)</p><p>Local: Ouro Preto (Minas Gerais).</p><p>Motivações: Grupo de restauradores (caramurus), tomaram o poder na província após</p><p>ausência do então governador (presidente da província).</p><p>Resultado: Derrota dos revoltosos.</p><p>Obs.: Também conhecida como Revolta do Ano da Fumaça.</p><p>REVOLTA DE CARRANCAS (1833)</p><p>Local: Fazendas Campo Alegre e Bella Cruz, em Minas Gerais.</p><p>Motivações: Rebelião escrava ocorrida em 13 de maio de 1833. Os escravizados que se</p><p>rebelaram, atacaram e mataram alguns dos brancos donos de escravizados das</p><p>fazendas.</p><p>Resultado: Prisão e morte dos escravizados que se rebelaram.</p><p>RUSGA (1834)</p><p>Local: Cuiabá, no Mato Grosso.</p><p>Motivações: Conflito surgido da rivalidade entre portugueses (elite comerciante e</p><p>latifundiária, chamados pejorativamente de “bicudos”) e brasileiros (elite de Cuiabá –</p><p>alguns eram membros do grupo “Sociedade dos Zelosos da Independência” –</p><p>insatisfeitos com o poder e influência de portugueses mesmo após a Independência). O</p><p>estopim para o conflito foram rumores de que os portugueses estavam planejando</p><p>assassinar brasileiros na região.</p><p>Resultado: Prisão dos revoltosos.</p><p>Obs.: Também conhecida como “Rusgas Cuiabanas”.</p><p>CABANAGEM (1835-1840)</p><p>Local: Província Grão-Pará.</p><p>Motivações: Conflitos iniciados pela população miserável da região (chamados de</p><p>cabanos, por morarem em "cabanas", casas pobres) contra o governo. Devemos</p><p>ressaltar que foi um movimento popular e que conseguiu manter o poder por um certo</p><p>período.</p><p>Resultado: Repressão governamental, milhares de mortos e derrota dos cabanos.</p><p>LEVANTE DOS MALÊS (1835)</p><p>Local: Bahia.</p><p>Motivações: Revolta de escravizados e negros libertos. A revolta foi liderada pelos</p><p>malês (africanos muçulmanos) contra a escravidão. Os revoltosos ocuparam ruas de</p><p>Salvador na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835.</p><p>Resultado: Repressão violenta dos revoltosos (prisão, açoitamento, condenação à</p><p>morte e deportação).</p><p>REVOLUÇÃO FARROUPILHA (1835-1845)</p><p>Local: Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><p>Motivações: O Rio Grande do Sul possuía uma economia pautada pelos estancieiros,</p><p>criadores de gado e charqueadores. Todavia, os impostos imperiais sobre seus</p><p>produtos eram muito altos, os impostos sobre a charque cresciam cada vez mais</p><p>(levando a dificuldades de concorrência com charque estrangeira) e o governo imperial</p><p>nomeava presidentes para a província sem consultas à população. Desta forma, os</p><p>grupos econômicos citados iniciaram uma revolta separatistas e republicana. Em 1835</p><p>o presidente da província foi deposto, a República Rio-Grandense (ou República do</p><p>Piratini) foi proclamada e Bento Gonçalves foi escolhido como presidente. O governo</p><p>imperial enviou tropas para região. As forças rebeldes tiveram apoio do revolucionário</p><p>italiano Giuseppe Garibaldi (no Brasil se tornou companheiro de uma revolucionária,</p><p>Anita Garibaldi), estendendo a revolução até Santa Catarina em 1839 (onde foi</p><p>proclamada a República Juliana). A partir de 1840 houve uma divisão dos</p><p>revolucionários em dois grupos, os majoritários (de caráter progressista) e os</p><p>minoritários (de caráter conservador, que se posicionavam pela continuidade do Rio</p><p>Grande do Sul na situação de província do Império Brasileiro). Em 28 de fevereiro de</p><p>1845, com o Acordo de Ponche Verde, o conflito foi encerrado.</p><p>Resultado: O Acordo de Ponche Verde estabeleceu anistia aos revoltosos,</p><p>incorporação dos farrapos (os revoltosos que lutaram) no exército brasileiro, a</p><p>província poderia escolher seu presidente, a charque gaúcha seria protegida da</p><p>concorrência estrangeira, os escravizados envolvidos foram libertos e terras que foram</p><p>confiscadas durante a guerra foram devolvidas.</p><p>Obs.: Também chamada de Guerra dos Farrapos.</p><p>SABINADA (1837-1838)</p><p>Local: Bahia.</p><p>Motivações: Iniciada e liderada pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira,</p><p>a revolta nasceu da insatisfação contra o poder central do Império. A proposta inicial</p><p>de Francisco Sabino era a criação de uma república transitória, que deixaria de existir</p><p>quando D. Pedro II assumisse o trono como imperador. Apesar de proclamada a</p><p>República Bahiense, a revolta não contou com apoio dos grandes proprietários de</p><p>terras (apesar da participação popular).</p><p>Resultado: A revolta foi reprimida e Francisco Sabino degradado para Goiás.</p><p>Obs.: Os revoltosos ajudaram na fuga de Bento Gonçalves (revolucionário da Guerra</p><p>dos Farrapos que foi preso e enviado à prisão na Bahia).</p><p>BALAIADA (1838-1840)</p><p>Local: Maranhão.</p><p>Motivações: A pobreza na região, os preços abusivos de alimentos, a crise na economia</p><p>causada pela concorrência estadunidense de algodão e o recrutamento militar</p><p>forçado, levaram a um contexto de revolta social. Entre a população revoltada</p><p>estavam pessoas pobres (como o vendedor de balaios Francisco dos Anjos Ferreira, de</p><p>apelido "Balaio"), alguns soldados, vaqueiros (como Raimundo Gomes) e quilombolas</p><p>(liderados por Cosme Bento das Chagas, o Negro Cosme, e que se utilizaram da revolta</p><p>já iniciada para atacar fazendas e libertar escravizados). Parte dos revoltosos chegou</p><p>a ter apoio de proprietários de terras de tendência liberal (os chamados "bem-te-vis").</p><p>O movimento não possuía objetivos organizados e definidos, apesar de que parte dos</p><p>revoltosos conseguiram, em 1839, tomar a cidade de Caxias.</p><p>Resultado: O movimento foi reprimido pelas forças do governo lideradas por Luís Alves</p><p>de Lima e Silva (posteriormente nomeado Barão e Duque de Caxias).</p><p>REVOLTAS LIBERAIS DE 1842 (1842)</p><p>Local: São Paulo e Minas Gerais.</p><p>Motivações: Com o Golpe de Maioridade de 1840, D. Pedro II assumiu o trono. Neste</p><p>período, houve uma grande disputa política entre dois partidos, o Partido Liberal e o</p><p>Partido Conservador. Em 1840, ao formar o seu primeiro ministério, D. Pedro II estava</p><p>com liberais no governo (afinal, o</p><p>Partido Liberal foi o responsável pelo Golpe da</p><p>Maioridade). Ainda em 1840 ocorreram eleições, sendo que estas ficaram conhecidas</p><p>como "eleições do cacete", por causa das fraudes e violência que ocorreram nas</p><p>eleições para deputados (os liberais buscaram garantir sua vitória usando destas</p><p>violências). Dois anos depois, D. Pedro II anulou as eleições e nomeou conservadores</p><p>para o governo. Desta forma, os liberais iniciaram revoltas.</p><p>Resultado: Derrota dos Revoltosos.</p><p>REVOLUÇÃO PRAIEIRA (1848-1850)</p><p>Local: Pernambuco.</p><p>Motivações: Revolta de caráter liberal contra as elites conversadoras. O nome se deve</p><p>ao nome da rua onde estava localizado o jornal "Diário Novo", meio de comunicação dos</p><p>revoltosos. Os liberais escreveram o "Manifesto ao Mundo", documento onde</p><p>apresentavam suas ideias.</p><p>Resultado: Os revoltosos foram controlados pelo governo.</p><p>Obs.: Também chamada de Insurreição Praieira.</p><p>INTERVENÇÃO CONTRA ORIBE E AGUIRRE (período entre 1851 e 1864)</p><p>Local: Questões envolvendo o Uruguai.</p><p>Motivações e resultados: No início da década de 1850 o Brasil envolveu-se em questões</p><p>políticas na Região Platina. No Uruguai, dois grupos políticos disputavam o poder: o</p><p>Colorado (liderado por Frutuoso Rivera) e o Blanco (liderado por Manuel Oribe). Em</p><p>1851, o Brasil, interveio no Uruguai buscando derrubar Oribe e passar o poder para</p><p>Rivera (que era aliado brasileiro). Em 1864 os Blancos conseguem retomar o poder (sob</p><p>liderança de Atanásio Aguirre) e atacam fazendas gaúchas na fronteira. O governo</p><p>brasileiro enviou tropas para a região, invadindo regiões do Uruguai. Ao final, foi</p><p>assinado a Convenção de Paz (no dia 20 de janeiro de 1865), onde Uruguai aceita</p><p>exigências brasileiras e Brasil devolve terras que havia invadido durante os conflitos.</p><p>Obs.: O contexto faz parte da chamada "Guerra do Prata", ou "Questões Platinas" ou</p><p>"Campanhas Platinas".</p><p>INTERVENÇÃO CONTRA ROSAS (1852)</p><p>Local: Questões envolvendo a Argentina.</p><p>Motivações e resultados: A Argentina era governada pelo ditador Juan Manuel Rosas e</p><p>o seu governo contrariava os interesses econômicos brasileiros na região. Desta forma,</p><p>Brasil interveio no país participando da deposição de Rosas e da ascensão ao poder de</p><p>Justo José de Urquiza.</p><p>Obs.: O conflito faz parte do contexto envolvendo a Região Platina.</p><p>REVOLTA DO RONCO DA ABELHA (1851-1852)</p><p>Local: Províncias do Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe).</p><p>Motivações: Revoltas populares motivadas por insatisfação da população em relação</p><p>a um censo demográfico que seria feito. A população acreditava que tal censo tinha</p><p>por objetivos escravizar a população pobre.</p><p>Resultado: O governo controlou a situação e suspendeu o censo.</p><p>Obs.: Também chamada de Revolta dos Marimbondos. O nome da revolta se deve ao</p><p>som semelhante ao de abelhas, ou marimbondos, que os revoltosos faziam.</p><p>REVOLTA DE IBICABA (1857)</p><p>Local: São Paulo.</p><p>Motivações e resultado: Revolta de trabalhadores estrangeiros na Fazenda Ibicaba por</p><p>causa da grande exploração que sofriam.</p><p>GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870)</p><p>Local: Guerra envolvendo Brasil, Argentina e Uruguai contra Paraguai.</p><p>Motivações: O ditador do Paraguai, Solano Lopéz, tinha como objetivo criar um</p><p>"Paraguai Mayor", um projeto de expansão das terras paraguaias até o litoral,</p><p>avançando em territórios brasileiros, argentinos e uruguaios. Neste período, o Paraguai</p><p>estava passando por um processo de desenvolvimento econômico, de modo que</p><p>conseguir territórios litorâneos era de grande importância para um comércio exterior.</p><p>O estopim do conflito foi Solano López apreender um navio brasileiro (que estava</p><p>navegando pelo rio Paraguai) e atacar o sul do Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Tais</p><p>ações iniciais de López vieram como represália pelo fato do Brasil ter deposto Aguirre</p><p>no Uruguai (Aguirre era um aliado de López). Na guerra, Brasil, Argentina e Uruguai</p><p>formaram uma aliança militar, conhecida como Tríplice Aliança, e contaram com apoio</p><p>econômico da Inglaterra. No exército brasileiro haviam escravizados combatendo sob</p><p>a promessa de D. Pedro II de libertar estes homens com suas esposas e filhos após o</p><p>conflito. Entre as batalhas mais importantes da Guerra do Paraguai podemos citar a</p><p>Batalha Naval do Riachuelo (em junho de 1865), a Batalha de Estero Bellaco (em maio</p><p>de 1866), a Batalha de Tuiuti (em maio de 1866), a Batalha de Avaí (em dezembro de</p><p>1868), a Batalha de Lomas Valentinas (em dezembro de 1868), a Batalha de Itororó (em</p><p>dezembro de 1868) e a Batalha de Cerro Corá ou Aquidabanigui (em março de 1870).</p><p>Resultado: A Tríplice Aliança venceu a guerra, com o Paraguai saindo devastado do</p><p>conflito (a maior parte da população masculina adulta morreu, assim como um grande</p><p>número de mulheres, a economia do país ficou destruída e parte de seu território foi</p><p>perdido para Brasil e Argentina). Todavia, apesar da vitória e da consolidação do Brasil</p><p>no continente, a economia brasileira sofreu grandes problemas, com uma grande dívida</p><p>externa com a Inglaterra. Também como consequência da guerra para o Brasil,</p><p>devemos citar o grande fortalecimento do Exército brasileiro, fator que seria decisivo</p><p>para a posterior Proclamação da República.</p><p>REVOLTA DOS MUCKERS (1868-1874)</p><p>Local: Rio Grande do Sul.</p><p>Motivações: Revolta de caráter religioso liderada por João Jorge Maurer e Jacobina</p><p>Mentz Maurer a partir de uma colônia alemã no Rio Grande do Sul.</p><p>Resultado: Derrota dos revoltosos pelo governo.</p><p>Obs.: Muckers era o nome dado para as pessoas deste grupo religioso pelos colonos</p><p>alemães.</p><p>REVOLTA DO QUEBRA-QUILOS (1874-1875)</p><p>Local: Nordeste.</p><p>Motivações: Em 1872 foram realizadas mudanças no sistema métrico brasileiro, que</p><p>agora seguiria um modelo francês. Antes as medidas utilizadas no Brasil eram expressas</p><p>em palmos, léguas, libras, braças, jardas. A população não confiava no novo padrão de</p><p>medidas, acreditando que poderiam ser enganadas, ao mesmo tempo que os</p><p>instrumentos utilizados na demarcação das novas medidas (caixotes, por exemplo),</p><p>deveriam ser alugados nas Câmaras Municipais, o que levou aos comerciantes a</p><p>acrescentar estes valores dos aluguéis dos instrumentos, nos preços finais de seus</p><p>produtos. Em 1874, na Paraíba, um grupo de pessoas lideradas por João Vieira (também</p><p>conhecido como João Carga d’Água), revoltados com a situação quebraram os</p><p>caixotes de feirantes da feira de Fagundes (próximo a Campina Grande), incendiaram</p><p>um cartório e invadiram a prisão libertando seus presos. As manifestações se</p><p>espalharam para Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas.</p><p>Resultado: O governo reprimiu os revoltosos em 1875 e o novo sistema de medição foi</p><p>mantido.</p><p>REVOLTA DO VINTÉM (1879-1880)</p><p>Local: Cidade do Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: Manifestação popular em decorrência do aumento do preço (aumento de</p><p>um vintém) das passagens de bondes. Seu principal líder foi o jornalista Lopes Trovão.</p><p>Resultado: Houveram conflitos com policiais. Após o ocorrido, o governo retirou o</p><p>aumento.</p><p>Obs.: Também houve uma "Revolta do Vintém" na cidade de Curitiba em março de 1883</p><p>contra a cobrança de impostos sobre rendas dos comerciantes. Em Curitiba também</p><p>houveram conflitos, mas como resultado, o presidente (governador) da província</p><p>perdeu apoio popular e posteriormente entregaria o cargo.</p><p>BRASIL REPÚBLICA (1889-1930)</p><p>REPÚBLICA VELHA11 (1889-1930)12</p><p>REVOLUÇÃO FEDERALISTA (1893-1894)</p><p>Local: Rio Grande do Sul (com conflitos em Santa Catarina e Paraná).</p><p>Motivações: Conflito entre grupos políticos rivais13 no Rio Grande do Sul. Os problemas</p><p>políticos no Rio Grande do Sul cresceram com a imposição de Júlio de Castilhos como</p><p>governador do estado. O conflito envolveu os membros do Partido Republicano Rio-</p><p>Grandense (também chamados de chimangos ou de pica-paus) que eram defensores</p><p>de Júlio de Castilhos e do governo federal (portanto, eram</p><p>republicanos) contra os</p><p>membros do Partido Federalista do Rio Grande do Sul (eram chamados de maragatos)</p><p>que queriam tirar Castilhos e buscavam um sistema de governo descentralizado para a</p><p>República (portanto, eram parlamentaristas). Os Federalistas se revoltaram e pegaram</p><p>em armas contra Castilho. Floriano Peixoto (presidente do Brasil) se colocou contra os</p><p>federalistas. Houve também o avanço dos federalistas em Santa Catarina e Paraná</p><p>(tomaram Curitiba no início de 1894) e o Cerco da Lapa, importante episódio militar da</p><p>história paranaense.</p><p>Resultado: Os federalistas foram derrotados pelas tropas do governo. Neste período, o</p><p>presidente do Brasil, Floriano Peixoto, enfrentou conflitos armados e saiu vitorioso, o</p><p>que lhe rendeu a denominação de "Marechal de Ferro".</p><p>Obs.: Em 1894 houve uma tentativa de cooperação entre os revoltosos da Revolução</p><p>Federalista e os da Segunda Revolta da Armada (que estava ocorrendo no Rio de</p><p>Janeiro). Resultando em conflito e vitória de Floriano Peixoto em Desterro (atual</p><p>Florianópolis), Santa Catarina.</p><p>11 A República Velha também é conhecida como “Primeira República”, “República do Café” e “República do</p><p>Café com Leite”.</p><p>12 A República Velha é dividida em dois períodos: a República da Espada (1889-1894) e a República</p><p>Oligárquica (1894-1930).</p><p>13 Grupos políticos:</p><p>• Partido Republicano Rio-grandense (PRP) (Chimangos/Pica-paus): defensores de Júlio de</p><p>Castilhos e do governo federal (Floriano) (portanto, eram republicanos) → elite emergente</p><p>(negócios no litoral e cidades).</p><p>• Partido Liberal / depois Partido Federalista do Rio Grande do Sul (Maragatos/Federalistas):</p><p>liderados por Gaspar Silveira Martins → elite tradicional (criadores de gado) → queriam</p><p>parlamentarismo e eram contrários à Floriano Peixoto.</p><p>1ª REVOLTA DA ARMADA (1891)</p><p>Local: Cidade do Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: Ocorrida durante o governo do primeiro presidente do Brasil (o marechal</p><p>Deodoro da Fonseca), a 1ª Revolta da Armada foi uma manifestação da Marinha, na</p><p>cidade do Rio de Janeiro, contra o governo após o presidente (que enfrentava uma crise</p><p>econômica e política) fechar o Congresso. Os membros da Marinha, liderados pelo</p><p>almirante Custódio José de Melo, ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro.</p><p>Resultado: Deodoro da Fonseca, buscando evitar uma guerra civil, renuncia ao cargo</p><p>de presidente.</p><p>2ª REVOLTA DA ARMADA (1893-1894)</p><p>Local: Cidade do Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: A Constituição de 1891 estabeleceu um mandato presidencial de quatro</p><p>anos. Caso o presidente não pudesse concluir seu mandato e tendo passado mais da</p><p>metade do mandato, o vice-presidente assumiria o cargo. Caso faltassem mais de dois</p><p>anos para a conclusão do mandato do presidente, o vice deveria convocar eleições.</p><p>Após a renúncia de Deodoro da Fonseca, o vice (o marechal Floriano Peixoto) assumiu</p><p>o cargo de presidente. Todavia, segundo a Constituição, Floriano deveria ter</p><p>convocado eleições. Floriano Peixoto justificava a sua presidência defendendo que tais</p><p>regras seriam válidas apenas para o próximo presidente, que seria eleito por voto</p><p>direito (Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto haviam sido escolhidos pelo Congresso,</p><p>e não pelo voto direto do povo, seguindo o que foi estabelecido na Constituição de 1891</p><p>para este momento inicial da república brasileira). Desta forma, em 1892 um grupo de</p><p>13 generais se posicionou contrários ao governo de Floriano e exigindo eleições.</p><p>Floriano Peixoto afastou e até mandou prender alguns destes generais. Em 1893 o</p><p>almirante Custódio de Melo (que tinha interesses em se candidatar a presidente)</p><p>liderando parte da Marinha, ameaça bombardear a cidade do Rio de Janeiro caso</p><p>Floriano não renunciasse (foi a mesma tática utilizada na 1ª Revolta da Armada).</p><p>Floriano Peixoto decide mobilizar o Exército para o combate direto com os revoltosos.</p><p>Parte dos revoltosos foram para o Sul do Brasil, onde em Santa Catarina se</p><p>encontraram com revoltosos da Revolução Federalista.</p><p>Resultado: Floriano Peixoto derrotou os revoltosos.</p><p>GUERRA DE CANUDOS (1896-1897)</p><p>Local: Bahia.</p><p>Motivações: No sertão do Nordeste (região afetada por grande pobreza, exclusão</p><p>social e violência), na década de 1890, um homem conhecido como Antônio</p><p>Conselheiro14 iniciou suas pregações de caráter religioso e político, atraindo um grande</p><p>número de pessoas pobres (especialmente agricultores). Em 1893, sob a liderança do</p><p>beato Antônio Conselheiro, ocorreu a fundação da comunidade de Belo Monte (antiga</p><p>fazenda Canudos na Bahia). Ali a população sertaneja pobre que seguia Conselheiro</p><p>passou a viver do trabalho agrícola coletivo. Com o tempo, ocorreu um grande</p><p>crescimento do arraial de Belo Monte, o que acarretou em problemas com fazendeiros</p><p>(que estavam perdendo de mão de obra barata) e a Igreja Católica (que estava</p><p>perdendo fiéis). Desta forma, tais grupos conseguiram que o governo realizasse uma</p><p>ação armada contra Canudos, sob a justificativa de que as pregações de Conselheiro</p><p>eram monarquistas e, portanto, constituíam uma ameaça à República. Entre 1896 e</p><p>1897 ocorreu a guerra, sendo que foram realizadas quatro expedições das tropas do</p><p>governo contra Belo Monte e apenas a quarta e última obteve vitória.</p><p>Resultado: Belo Monte foi destruída na quarta e última expedição militar.</p><p>REVOLUÇÃO ACREANA (1898-1903)</p><p>Local: Acre.</p><p>Motivações: A região do Acre pertencia a Bolívia que no período estava recebendo</p><p>grande quantidade de nordestinos em busca de trabalho na extração da borracha</p><p>(para trabalharem como seringueiros), o que gerou problemas com a população local.</p><p>Todavia, pelo Tratado de Ayacucho, o Brasil reconhecia que tal território era boliviano.</p><p>Neste cenário, o advogado cearense José Carvalho liderou uma ação armada que</p><p>expulsou as autoridades bolivianas. O governo boliviano busca resolver os problemas</p><p>planejando conceder poderes a uma empresa estrangeira, a Bolivian Syndicate, que</p><p>seria responsável pela produção da borracha na região e o seu controle social-político.</p><p>Neste contexto de problemas políticos, o espanhol Luís Galvez Rodriguez de Arias (um</p><p>diplomata que foi enviado pelo governador do Amazonas, Ramalho Júnior) declara a</p><p>independência da região, criando a República Independente do Acre. O governo foi</p><p>derrubado por ação militar brasileira. Em julho de 1901 o governo boliviano firma o</p><p>14 MESSIANISMO: o "beato" (título utilizado no sentido de liderança religiosa) Antônio Conselheiro e sua</p><p>comunidade de Belo Monte, fazem parte de um fenômeno social existente no Brasil do período e que é</p><p>chamado de Messianismo. Caracterizado por ser um discurso religioso (na medida que prometem a salvação</p><p>das almas das pessoas) e político (na medida em que prometem mudanças sociais na vida terrena) o</p><p>Messianismo é fruto de um contexto social brasileiro de profunda exclusão política, grande miséria e intensa</p><p>religiosidade popular. Além de Belo Monte, ocorreram outros movimentos sociais inspirados pelo</p><p>Messianismo, como o do Contestado.</p><p>contrato com a Bolivian Syndicate, gerando insatisfação no governo brasileiro.</p><p>Enquanto isso, o gaúcho José Plácido Castro, liderando os seringueiros, organizava uma</p><p>nova revolta armada e declaram, novamente, a independência do Acre. Tentando,</p><p>diplomaticamente, resolver tal situação, o Barão do Rio Branco organiza a negociação</p><p>de uma indenização à empresa Bolivian Syndicate para que desistisse dos projetos na</p><p>região, o governo brasileiro compraria a região e se comprometia a construir uma</p><p>estrada de ferro (a ferrovia Madeira-Mamoré) escoando a produção boliviana.</p><p>Resultado: Foi assinado o Tratado de Petrópolis, em que o Acre passou a ser território</p><p>brasileiro.</p><p>SÉCULO XX</p><p>REVOLTA DA VACINA (1904)</p><p>Local: Cidade do Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: No início do século XX o saneamento e a modernização da cidade do Rio</p><p>de Janeiro (capital do Brasil no período) se tornaram prioridades</p><p>do governo. Devido</p><p>aos problemas de saneamento básico da cidade, doenças como sarampo, tuberculose</p><p>e varíola eram frequentes. Neste período os grandes cortiços no centro da cidade foram</p><p>destruídos e seus habitantes pobres foram para as periferias da cidade. Neste</p><p>contexto, o combate às doenças e epidemias coube ao médico Oswaldo Cruz que</p><p>buscou combater as doenças com medidas de higiene pública e com um projeto de</p><p>vacinação obrigatória. Tal projeto foi aprovado com vacinação obrigatória contra</p><p>varíola. Não conhecendo a importância da vacinação e revoltados contra a violência</p><p>do governo na obrigatoriedade da vacinação, parte da população se revolta</p><p>enfrentando a polícia.</p><p>Resultado: Após os conflitos ocasionados pela reação popular, o governo suspendeu a</p><p>obrigatoriedade da vacina.</p><p>REVOLTA DA CHIBATA (1910)</p><p>Local: Cidade do Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: Marinheiros, liderados por João Cândido Felisberto, o Almirante Negro, se</p><p>revoltam contra os castigos físicos que sofriam e a favor de melhores salários e folgas</p><p>semanais. Os castigos físicos representavam uma grande humilhação para os</p><p>marinheiros de baixa patente, pois, em sua maioria, eram negros e tal castigo tinha sido</p><p>amplamente utilizado durante a escravidão no Brasil. Os revoltosos ameaçam</p><p>bombardear a cidade do Rio de Janeiro. O governo aceita colocar fim aos castigos e</p><p>promete a anistia dos revoltosos.</p><p>Resultado: O governo não cumpriu suas promessas e após o controle dos marinheiros</p><p>prende os envolvidos.</p><p>Obs.: Pouco tempo depois ocorreu uma revolta de fuzileiros navais na Ilha das Cobras</p><p>(a Revolta do Batalhão Naval). O governo controlou a revolta atacando os revoltosos.</p><p>CONTESTADO (1912-1916)</p><p>Local: Paraná e Santa Catarina.</p><p>Motivações: Com características semelhantes à Guerra de Canudos, o Contestado</p><p>ocorreu na divisa entre Paraná e Santa Catarina (em uma área disputada, contestada,</p><p>pelos dois estados) onde foi formada uma comunidade pobre liderada por José Maria.</p><p>Antes da criação da comunidade por José Maria, a região era um local de conflitos por</p><p>terras envolvendo posseiros pobres e grandes fazendeiros interessados na expansão</p><p>de suas terras. Sendo que, a situação social piorou quando uma empresa estrangeira,</p><p>Brazil Railway Company, foi contratada para a criação de uma ferrovia que passaria</p><p>pela região. Nas áreas próximas a construção da ferrovia, houve a expulsão dos</p><p>posseiros que moravam ali, além disso, trabalhadores contratados para a construção</p><p>da ferrovia, após o término da construção, ficaram desempregados e na região. Diante</p><p>de um cenário com tantas pessoas pobres e sem terras, o "monge" José Maria, usando-</p><p>se de um discurso político e religioso, formou a comunidade de Quadro Santo /</p><p>Monarquia Celeste. O governo local e as elites se movimentaram militarmente pelo fim</p><p>do movimento.</p><p>Resultado: Derrota e destruição da comunidade pelas tropas do governo.</p><p>CANGAÇO (1870-1940)</p><p>Local: Nordeste.</p><p>Motivações: O cangaço eram grupos armados do Nordeste que entre 1870 e 1940</p><p>atacavam e saqueavam fazendas, cidades e povoados. Entre os líderes mais</p><p>conhecidos dos bandos de cangaceiros, podemos destacar Virgulino Ferreira da Silva,</p><p>o “Lampião", morto em 1938.</p><p>Resultado: Após décadas de conflitos, os bandos de cangaceiros foram sendo</p><p>derrotados até o final da década de 1930, início da década de 1940.</p><p>Obs.: Considera-se o cangaço como uma forma de banditismo social, um fenômeno</p><p>social caracterizado por grupos de pessoas pobres, vindas de contextos de violência</p><p>governamental e policial que agiam de forma violenta e contra as leis.</p><p>REVOLTA DE JUAZEIRO (1914)</p><p>Local: Ceará.</p><p>Motivações: O presidente Hermes da Fonseca (presidente de 1910 a 1914) desenvolveu</p><p>uma ação no seu governo chamada de "Política das Salvações". Tal ação consistia na</p><p>intervenção do governo federal nos estados brasileiros, buscando derrubar antigas</p><p>oligarquias locais contrárias ao seu governo. No Ceará, Hermes de Fonseca, agindo</p><p>pela sua política salvacionista, buscou intervir no estado objetivando neutralizar o</p><p>poder do senador Pinheiro Machado (político com grande influência nos coronéis da</p><p>região). Desta forma, o tenente-coronel Franco Rabelo assumiu o governo do Ceará,</p><p>levando a derrubada da família Acioly, uma poderosa oligarquia da região. Todavia, o</p><p>padre Cícero Romão Batista era aliado da família Acioly e começa a realizar discursos</p><p>de que a região passaria por secas e outros problemas. Padre Cícero era um influente</p><p>religioso com fama de milagreiro. Desta forma, Padre Cícero começou a organizar uma</p><p>deposição armada contra Franco Rabelo. Houveram conflitos entre os seguidores de</p><p>Padre Cícero e os batalhões enviados por Franco Rabelo.</p><p>Resultado: O governo federal, após combates violentos em que as forças de Rabelo</p><p>estavam em desvantagem, decide tirar Franco Rabelo e devolver o governo para a</p><p>família Acioly</p><p>Obs.: Também chamada de Sedição de Juazeiro.</p><p>GREVE GERAL DE 1917</p><p>Local: Inicialmente na cidade de São Paulo.</p><p>Motivações: Durante este período inicial da República Brasileira, com o crescimento</p><p>das cidades e das indústrias, também ocorreu o desenvolvimento do movimento</p><p>operário (inspirados por ideias sindicalistas, anarquistas e socialistas). Greves e</p><p>manifestações foram realizadas, várias delas com conflitos com as forças policiais. Em</p><p>julho de 1917 ocorreu uma grande greve iniciada em São Paulo e que logo teve</p><p>repercussões em outras partes do Brasil.</p><p>Resultado: Apesar dos conflitos entre os operários e as forças policiais, ao longo do</p><p>tempo o movimento operário conseguiu algumas conquistas trabalhistas.</p><p>REVOLTA DOS 18 DO FORTE DE COPACABANA (05 de julho de 1922)</p><p>Local: Cidade do Rio de Janeiro.</p><p>Motivações: Contrários as práticas políticas e governamentais que estavam</p><p>ocorrendo, os tenentes15 se revoltaram em quartéis do Rio de Janeiro, entre eles no</p><p>Forte de Copacabana onde 18 homens marcharam pelas ruas.</p><p>Resultado: Houveram trocas de tiros e apenas dois dos rebeldes sobreviveram.</p><p>REVOLUÇÃO LIBERTADORA DE 1923 (1923)</p><p>Local: Rio Grande do Sul.</p><p>Motivações: Revolta liderada pelo fundador da Aliança Libertadora, Assis Brasil, contra</p><p>Borges de Medeiros, membro do Partido Republicano Gaúcho e governador do estado</p><p>do Rio Grande do Sul. A constituição do estado permitia reeleições ilimitadas e foi</p><p>justamente contra este poder que Assis Brasil se revoltou.</p><p>Resultado: Após conflitos, Borges de Medeiro continuou no governo do estado, mas sem</p><p>o direito de reeleição e a constituição do estado foi alterada.</p><p>REVOLUÇÃO PAULISTA DE 1924 (1924)</p><p>Local: São Paulo.</p><p>Motivações: Levante tenentista contrário a situação política, econômica e social</p><p>existente. Os revoltosos ocuparam a cidade de São Paulo por 22 dias.</p><p>Resultado: Os revoltosos fugiram para o Sul do país e lá se uniram a revoltosos do Rio</p><p>Grande do Sul.</p><p>COLUNA PRESTES (1924-1927)</p><p>Motivações: Formada no Paraná, a Coluna Prestes foi comandada por Luís Carlos</p><p>Prestes e era formada por tenentistas que fugiram de São Paulo e por gaúchos. O grupo</p><p>percorreu o interior do Brasil por 25 mil quilômetros (e passando por nove estados)</p><p>levando seus ideais e combatendo tropas do governo.</p><p>Resultado: A Coluna Prestes se retirou, em fevereiro de 1927, para a Bolívia, se</p><p>dissolvendo ali.</p><p>MOVIMENTO DE 1930 (1930)</p><p>Motivações e resultados: O movimento de 1930 (alguns historiadores consideram uma</p><p>revolução) foi o momento histórico da República em que se encerrou a República Velha</p><p>15 TENENTISMO: O movimento tenentista surgiu entre oficiais do Exército, especialmente tenentes, buscando</p><p>mudanças políticas, econômicas e sociais no Brasil. Os tenentistas contestavam as eleições brasileiras</p><p>(baseadas em fraudes eleitorais), a corrupção política e o poder nas mãos das grandes oligarquias. Suas</p><p>ideias também eram baseadas em mudanças educacionais, voto secreto, entre</p>Neste período, o governo incentivava a população a pedir notas fiscais, 
que seriam trocadas por cupons que davam o direito de participar de sorteios de 
prêmios. No dia 08 de dezembro de 1959 o subtenente da Polícia Militar Antônio Haroldo 
Tavares compra um pente em uma loja de Curitiba e pede a nota fiscal. O comerciante 
não emite a nota fiscal e pede ajuda e funcionários para retirarem o subtenente da loja. 
A confusão gerada chama a atenção de pessoas que estavam ali e se inicia uma grande 
"briga", com depredação da loja (o Bazar Centenário), outros estabelecimentos foram 
saqueados e queimados, além de prédios públicos. 
Resultados: A mobilização foi controlada. 
 
GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964 
Motivações e resultado: Golpe militar, contando com apoio de setores da população 
civil (grande empresariado, imprensa, Igreja Católica), que derruba o governo de João 
Goulart e inicia a Ditadura Militar no Brasil. Devemos lembrar que o golpe contou com 
apoio dos EUA (a Operação Brother Sam), interessados em manter os governos da 
América Latina sob sua influência política. 
 
DITADURA MILITAR (1964-1985) 
 
Durante a Ditadura Militar houveram diversas ações nas cidades e nas áreas rurais 
contra o governo ditatorial. Estas ações foram reprimidas pelo governo. 
 
 
Entre esses movimentos, podemos destacar a Guerrilha do Araguaia. 
Também devemos apontar que durante o governo militar, houveram outras 
manifestações e passeatas contra o governo, como por exemplo a Passeata dos Cem 
Mil em 1968, greves operárias e o movimento das Diretas Já em 1984. 
 
GUERRILHA DO ARAGUAIA (1967-1974) 
Local: Região amazônica. 
Motivações: Movimento de guerrilheiros organizado pelo PCdoB na região amazônica, 
próximo ao Rio Araguaia, nas décadas de 1960 e 1970. Seu objetivo era mobilizar os 
camponeses, da mesma forma que foi realizado na Revolução Cubana e na Revolução 
Chinesa. 
Resultados: A Guerrilha do Araguaia, assim como outros grupos urbanos e nas áreas 
rurais, foram massacrados. 
 
NOVA REPÚBLICA (1985-presente) 
 
Durante a Nova República não houveram grandes conflitos ou revoltas. 
Mas, podemos citar algumas operações das Forças Armadas, como a Operação Traíra 
em conjunto com tropas da Colômbia contra guerrilheiros das Forças Armadas 
Revolucionárias da Colômbia (a FARC), na fronteira entre o Brasil e a Colômbia, às 
margens do Rio Traíra no Amazonas. 
Também podemos citar grandes protestos populares, como os "Caras-pintadas" pelo 
impeachment do presidente Fernando Color de Mello em 1992, as manifestações de 
2013 em várias cidades brasileiras e as manifestações a favor do impeachment da 
presidente Dilma Rousseff em 2016.

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