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<p>OBRAS DE TERRA EOBRAS DE TERRA E</p><p>CONTENÇÕESCONTENÇÕES</p><p>ESTRUTURAS DEESTRUTURAS DE</p><p>CONTENÇÃO E MUROS DECONTENÇÃO E MUROS DE</p><p>GRAVIDADEGRAVIDADE</p><p>Au to r ( a ) : M e . A d r i a n o R o g é r i o K a n tov i s c k i</p><p>R ev i s o r : T h ay s Lu i z</p><p>Tempo de leitura do conteúdo estimado em 1 hora e 15minutos.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 1/41</p><p>Introdução</p><p>Olá, seja bem-vindo(a) a este estudo!</p><p>Caro(a) estudante, dentro das mais variadas áreas de engenharia, temos os</p><p>chamados elementos ou estruturas de contenção. Como o próprio nome já</p><p>diz, essas estruturas possuem a função de conter o movimento de maciços</p><p>de solo ou de rocha, evitando que ele sofra deslizamentos ou rompimentos.</p><p>Nesse caso, essas estruturas devem ser dimensionadas de forma a suportar</p><p>o empuxo provocado por terra e pressões que podem ser provocadas pela</p><p>água.</p><p>Existem situações que o próprio solo pode ser utilizado como elemento</p><p>estrutural de contenção e, em outras, diferentes elementos estruturais podem</p><p>ser especi�cados para promover a devida contenção necessária e garantir a</p><p>estabilidade das massas de solo.</p><p>A partir desse contexto inicial, nesta unidade, faremos uma introdução a</p><p>respeito dos principais tipos de contenção que podem ser utilizados. Então,</p><p>estudaremos algumas das características fundamentais desses elementos e,</p><p>também, os fatores mais importantes associados ao processo de escolha do</p><p>tipo de contenção, tais como o tipo de solo que será contido e o espaço</p><p>disponível para a construção da estrutura de contenção, a avaliação da</p><p>presença de lençol freático, a sobrecarga na estrutura e no solo, a</p><p>capacidade do solo de fundação em termos de cargas e o material disponível</p><p>para a execução da estrutura de contenção. Perceba que serão</p><p>conhecimentos de grande valia dentro da sua vida pro�ssional.</p><p>Vamos nos aprofundar nesta jornada de conhecimento?!</p><p>Bons estudos!</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 2/41</p><p>Caro(a) estudante, as estruturas de contenção são, normalmente, estruturas</p><p>lineares e verticais construídas como uma parede como um elemento rígido,</p><p>para suportar encostas íngremes de massas de solo e rochas em maciços</p><p>fraturados, ou na estiva de materiais heterogêneos, entre outras soluções</p><p>estruturais. Na prática, dentro da engenharia civil, a construção de estruturas</p><p>de contenção é muito in�uenciada pelas leis da natureza, que atuam de</p><p>forma bastante perceptível quando são feitas modi�cações geológicas no</p><p>terreno e ele se mostra instável.</p><p>Esses movimentos e deformações são ocorrentes em função, entre outros</p><p>fatores, da retirada da capa de vegetação original local já que as raízes das</p><p>vegetações em geral geram uma maior consistência nas encostas e ajudam</p><p>a absorver parte da água que aumenta a pressão interna dentro do solo</p><p>(COELHO, 1986). Você sabia que a água pode ser considerada como o</p><p>principal fator de alteração da estabilidade do solo? Iremos entender isso</p><p>melhor!</p><p>Estruturas de</p><p>contenção</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 3/41</p><p>O objetivo principal da etapa de contenção em uma obra de qualquer</p><p>natureza é cessar as alterações e movimentos ocasionados pelas ações e</p><p>pelas interferências que desestabilizaram o solo. O correto direcionamento</p><p>destas estruturas normalmente requer a determinação da pressão lateral da</p><p>massa de terra, que é uma função de fatores como tipo e magnitude de</p><p>movimentos dinâmicos e pressões estáticas que a parede deve suportar, dos</p><p>parâmetros de resistência ao cisalhamento nos materiais de enchimento, a</p><p>partir do peso unitário do material contido e condições de drenagem no</p><p>aterro.</p><p>Assim, o princípio de funcionamento de todas as estruturas de contenção é o</p><p>mesmo, ou seja, de forma ativa ou passiva, promover resistência ao efetivo</p><p>deslocamento e ruptura da massa de terra considerada, deslocamento esse</p><p>causado pelas possíveis interferências no terreno. Na Figura 2.1, a seguir,</p><p>temos um exemplo de uma estrutura de contenção de uma encosta que</p><p>objetiva promover a estabilidade da massa de solo neste local da rodovia,</p><p>observe:</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 4/41</p><p>Figura 2.1 – Estrutura de contenção de uma encosta</p><p>Fonte: R. Williams / 123RF.</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos uma fotogra�a da estrutura de contenção</p><p>utilizada para conter o movimento de uma encosta localizada próxima de uma</p><p>estrada e de um túnel.</p><p>Alguns métodos de contenção utilizam-se somente das forças gravitacionais</p><p>associadas com o elemento de contenção, já outros utilizam-se da massa do</p><p>próprio solo para ajudar na estabilização. Independentemente do método</p><p>utilizado, devem ser utilizados métodos de drenagem adequados, efetiva</p><p>proteção super�cial e impermeabilização da estrutura.</p><p>De�inições e princípios �ísicos</p><p>Veja, estudante, que as estruturas de contenção são estruturas geotécnicas</p><p>que se destinam à realização de escavações verticais que devem suportar a</p><p>resistência do terreno que sustenta, as possíveis resistências externas</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 5/41</p><p>(sobrecargas) e o seu próprio peso, pelo que essa estrutura deve ser</p><p>concebida para suportar essas estruturas.</p><p>Para o projeto de estruturas de contenção, perceba que é necessário</p><p>conhecer as teorias da pressão da terra. Conforme vimos na unidade anterior,</p><p>as teorias mais aceitas são as de Coulomb e Rankine . A pressão lateral que</p><p>atua sobre uma parede em condições de declive estável é uma função dos</p><p>materiais, das sobrecargas que a estrutura suporta, do nível do lençol</p><p>freático, das condições de fundação e do modo e magnitude do movimento</p><p>relativo da parede.</p><p>Dessa maneira, as tensões que atuam em um elemento do solo dentro de</p><p>uma massa podem ser representadas gra�camente pelo sistema de Mohr, no</p><p>qual o estado de tensão é indicado por um círculo, e as combinações críticas</p><p>do diagrama de Mohr representam o envelope de falha. Em geral, o envelope</p><p>de falha é curvilíneo, mas, para minimizar os esforços de cálculo, assume-se</p><p>que se aproxima de uma linha reta. Existem três tipos de pressão de acordo</p><p>com as características de deformação assumidas na interação solo-</p><p>estrutura.</p><p>A pressão em repouso é uma condição especial de equilíbrio,</p><p>é o estado de repouso em que o chão não suporta nenhuma</p><p>deformação lateral. Pressupõe-se que a pressão em repouso</p><p>ocorre quando o solo não se moveu atrás da parede e foi</p><p>impedido de expandir ou contrair. A pressão ativa é a pressão</p><p>lateral exercida pelo solo atrás da estrutura quando a parede</p><p>se move para fora o su�ciente para atingir um valor mínimo.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 6/41</p><p>De acordo com as condições de carga e deformação, pode ocorrer o caso de</p><p>pressão ativa, passiva ou de repouso. Dependendo da magnitude da</p><p>deformação ocorrida no estado de tensão �nal, a pressão de repouso pode</p><p>ser um valor intermediário entre a pressão passiva e a pressão ativa. Sabia</p><p>disso, estudante?</p><p>Deve-se sempre ter em mente que, para os muros em geral, as condições</p><p>iniciais do solo na terra, geralmente, mudam durante o processo de</p><p>instalação ou construção da estrutura, e uma pressão ativa pode ser</p><p>convertida em uma pressão de repouso e vice-versa. Para lhe auxiliar, na</p><p>Figura 2.2, a seguir, temos um esquema adaptado do modelo de superfície de</p><p>ruptura ou de falha proposto por Terzaghi (1941) que mostra, de forma</p><p>teórica, a contenção em movimento, a zona ideal de Rankine, a cunha de</p><p>falha ou de ruptura, a linha de esforços, a espiral logarítmica e a superfície de</p><p>falha.</p><p>A pressão passiva é a pressão lateral exercida na parede</p><p>quando esta se move su�cientemente em</p><p>direção ao solo até</p><p>que a pressão atinja um valor máximo.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 7/41</p><p>Figura 2.2 – Esquema de adaptação do modelo de superfície de ruptura ou de</p><p>falha proposto por Terzaghi</p><p>Fonte: Adaptada de Terzaghi (1941).</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos uma ilustração de um esquema de adaptação do</p><p>modelo de superfície de ruptura ou de falha proposto por Terzaghi que mostra, de</p><p>forma teórica, a contenção em movimento, a zona ideal de Rankine, a cunha de</p><p>falha ou de ruptura, a linha de esforços, a espiral logarítmica e a superfície de</p><p>falha.</p><p>Assim sendo, compreender os esforços atuantes e suas direções de ação</p><p>ajuda o pro�ssional de engenharia a bem de�nir a estratégia técnica de</p><p>contenção e garante melhores resultados técnicos.</p><p>Tipos e características</p><p>Estudante, saiba que existem, basicamente, dois tipos de estruturas de</p><p>contenção, sendo:</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 8/41</p><p>estruturas rígidas : são aquelas que, por suas dimensões, materiais e</p><p>constituição morfológica, cumprem sua função sem mudar de forma,</p><p>vivenciando as ações já elencadas. Isso implica que os seus</p><p>movimentos serão, praticamente, de rotação e deslocamento do</p><p>conjunto, sem que apareçam dobras ou deformação de encurtamento</p><p>apreciáveis. Muitas das estruturas tradicionalmente chamadas de</p><p>muros pertencem a esse grupo;</p><p>estruturas �exíveis : são aquelas em que, pelas suas dimensões e</p><p>morfologia, cumprem a sua função experimentando deformações de</p><p>�exão apreciáveis. Pilhas de concreto armado e paredes contínuas</p><p>pertencem a esse grupo.</p><p>Também deve ser adicionado a essas de�nições que, em estruturas rígidas,</p><p>as possíveis mudanças na forma (embora não apreciáveis) não in�uenciam a</p><p>magnitude ou distribuição da pressão sobre o solo. No entanto, em</p><p>estruturas �exíveis, as mudanças na forma podem in�uenciar, claramente, a</p><p>distribuição e a magnitude desses esforços.</p><p>Segundo Floriano (2016), existem muitas características adicionais, além da</p><p>água, que podem in�uenciar no processo de escolha do tipo de contenção a</p><p>ser utilizado, tais como: o tipo de solo que precisa ser contido, o espaço</p><p>físico disponível para a execução da contenção, as condições de acesso ao</p><p>local de obra, o material disponível na região para a execução da contenção e</p><p>os custos que devem ser estudados. Dentre elas, uma das mais importantes</p><p>é a investigação geotécnica do solo objetivando evitar patologias futuras</p><p>devido ao erro de escolha do método de contenção.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 9/41</p><p>Entre as principais formas de contenção utilizadas nos mais variados tipos</p><p>de obras da atualidade, podemos citar:</p><p>muros de arrimo (por gravidade, por �exão, em fogueira etc.);</p><p>terra armada;</p><p>solo grampeado;</p><p>estrutura de gabiões;</p><p>cortina cravada (estaca-prancha) ou atirantada;</p><p>aterro reforçado;</p><p>retaludamento.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Estudante, as estruturas de contenção podem</p><p>ser utilizadas em obras temporárias ou</p><p>permanentes, sendo muito comuns nas obras de</p><p>infraestrutura em geral. Assim, podem ser</p><p>usadas na estabilização de encostas, na</p><p>construção de túneis, viadutos e pontes. Você</p><p>acredita que muitos dos materiais empregados</p><p>nas estruturas temporárias podem ser</p><p>reutilizados posteriormente?</p><p>Fonte: Marchetti (2008).</p><p>A S S I S T I R</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 10/41</p><p>A partir dos exemplos apresentados, você consegue identi�car outros tipos</p><p>de contenção? Pense sobre isso.</p><p>Estudante, concluímos uma parte do nosso estudo, portanto, iremos colocar</p><p>em prática o que aprendemos. Vamos lá?!</p><p>Conhecimento</p><p>Teste seus Conhecimentos</p><p>(Atividade não pontuada)</p><p>As estruturas de contenção são elementos técnicos de engenharia</p><p>construídos em obras que possuem níveis abaixo da superfície do solo ou</p><p>utilizados para estabilizar massas de solo em geral. Essas estruturas de</p><p>contenção são as principais responsáveis por reter o solo e manter sua</p><p>estabilidade. Dentro desse contexto, assinale a alternativa correta com</p><p>respeito aos muros de contenção em geral.</p><p>a) Quanto se constrói uma estrutura de contenção para conter</p><p>líquidos, o aspecto principal que deve ser levado em consideração é</p><p>a impermeabilização.</p><p>b) Quanto se constrói uma estrutura de contenção para conter terra</p><p>e seus possíveis movimentos, o aspecto principal que deve ser</p><p>levado em consideração é somente a impermeabilização.</p><p>c) Quanto se constrói uma estrutura de contenção para conter</p><p>líquidos, o aspecto principal que deve ser levado em consideração é</p><p>a drenagem.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 11/41</p><p>d) Quanto se constrói uma estrutura de contenção para conter terra</p><p>e seus possíveis movimentos, o aspecto principal que deve ser</p><p>levado em consideração é somente a drenagem.</p><p>e) Quanto se constrói uma estrutura de contenção para conter</p><p>líquidos, os aspectos principais que devem ser levados em</p><p>consideração são a impermeabilização e a drenagem.</p><p>Caro(a) estudante, os muros de gravidade são estruturas de contenção</p><p>convencionais que são suportadas apenas pela ação de seu peso. A Figura</p><p>2.3 mostra o esquema de um muro de gravidade, na qual são mostrados</p><p>alguns elementos físicos, tais como força peso, força normal e força de</p><p>empuxo, observe, estudante:</p><p>Muros de</p><p>gravidade</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 12/41</p><p>Figura 2.3 - Esquema de um muro de gravidade</p><p>Fonte: Adaptada de Gerscovich (2016).</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos a ilustração de um esquema de um muro de</p><p>gravidade, na qual são mostradas a força de empuxo da terra, a força peso</p><p>associada com a massa do muro e a força normal de reação à força peso.</p><p>Os muros de gravidade são, principalmente, elementos passivos, que</p><p>suportam cargas laterais devido à tendência de movimentação do solo. A</p><p>altura que pode ser utilizada nos muros de gravidade é muito limitada,</p><p>principalmente quando se baseia em solos argilosos. No entanto, apesar de</p><p>suas limitações, a gravidade e as paredes em balanço são utilizadas</p><p>amplamente para a prevenção e a remediação de ameaças de deslizamento</p><p>(FLORIANO, 2016).</p><p>Nos escorregamentos, as forças que atuam nas paredes são relativamente</p><p>grandes , pois o solo, no escorregamento, possui apenas sua resistência</p><p>residual e não é fácil estabilizar um escorregamento com estruturas de</p><p>contenção convencionais.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 13/41</p><p>Concepção e características</p><p>Os muros gravitacionais são, frequentemente, e�cientes na estabilização de</p><p>pequenos deslizamentos, mas é difícil e inviável às vezes estabilizar grandes</p><p>movimentos, especialmente deslizamentos rotacionais. De maneira geral,</p><p>devemos diferenciar dois tipos gerais de muros de gravidade, os muros</p><p>rígidos e os muros �exíveis:</p><p>muros rígidos : geralmente, são estruturas de contenção de concreto</p><p>que não permitem deformações signi�cativas sem que ocorra o seu</p><p>rompimento. Eles repousam em solos competentes para transmitir</p><p>forças desde sua fundação até o corpo da parede e, assim, gerar</p><p>forças de contenção. Usar muros rígidos é uma das maneiras mais</p><p>fáceis de lidar com cortes e preenchimentos de massas de solo. As</p><p>paredes rígidas atuam como uma massa relativamente concentrada</p><p>que serve como um recipiente para a massa instável. O uso de muros</p><p>de contenção rígidos para estabilizar escorregamentos é uma prática</p><p>comum em todo o mundo. No entanto, seu sucesso tem sido limitado</p><p>pela di�culdade em analisar cada caso particular e pelas diferenças</p><p>que existem entre as forças reais que atuam</p><p>nas paredes do muro em</p><p>um caso de escorregamento e os procedimentos de análise baseados</p><p>em critérios de pressão ativa, usando as teorias de pressão de terra de</p><p>Rankine ou de Coulomb.</p><p>Nessa categoria de muros, encontram-se os muros de concreto armado, os</p><p>de concreto simples, os de concreto ciclópico, os de concreto ciclópico com</p><p>colunas de reforço e os de pedras coladas (CAPUTO, 1988). A Figura 2.4, a</p><p>seguir, mostra esquemas de muros de gravidade do tipo rígido, veja:</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 14/41</p><p>Figura 2.4 - Esquemas de muros de gravidade do tipo rígido</p><p>Fonte: Adaptada de Gerscovich (2016).</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos a ilustração de vários esquemas que mostram</p><p>alguns dos principais tipos de muros de gravidade do tipo rígido. Todos os muros</p><p>apresentam dreno. Temos o muro de concreto armado que pode possuir um</p><p>dente na sua base, de concreto simples, de concreto ciclópico que pode possuir</p><p>bordas embutidas no concreto compostas de 60% de concreto e 40% de pedra,</p><p>de pedra colada e de concreto ciclópico com coluna de reforço que apresenta</p><p>vigas e coluna de reforço executado com concreto ciclópico.</p><p>Estudante, a seguir são mostradas algumas vantagens e desvantagens dos</p><p>mais diversos tipos de muros rígidos citados.</p><p>Concreto armado</p><p>Os muros de concreto armado podem ser utilizados em grandes alturas</p><p>(superiores a oito metros), dependendo de seu desenho estrutural e</p><p>estabilidade. Métodos convencionais de construção são usados, nos quais a</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 15/41</p><p>maioria dos mestres de obras possui experiência. Eles exigem uma boa base</p><p>de fundação, não são muito econômicos quando muito altos e requerem</p><p>formas especiais. Seu baixo peso os torna ine�cazes em muitos casos de</p><p>estabilização de deslizamentos de grandes massas de solo.</p><p>Concreto simples</p><p>Relativamente simples de construir e manter, os muros de concreto simples</p><p>podem ser construídos em curvas e em diferentes formas para �ns</p><p>arquitetônicos e podem ser utilizados adornos externos para melhorar sua</p><p>aparência. Eles exigem uma boa base de fundação e não permitem</p><p>deformações signi�cativas. São necessárias grandes quantidades de</p><p>concreto e um tempo de cura signi�cativo para que possam trabalhar com</p><p>e�cácia. Geralmente, eles não são muito econômicos para alturas superiores</p><p>a três metros.</p><p>Concreto ciclópico</p><p>É semelhante ao concreto simples. Esses muros usam pequenos blocos de</p><p>rocha como material embutido no concreto, diminuindo os volumes de</p><p>concreto. Geralmente, eles são mais baratos do que o concreto simples ou</p><p>armado. Eles exigem uma boa base de fundação. O concreto ciclópico</p><p>(pequenos blocos de rocha e concreto) não pode resistir a grandes tensões</p><p>de �exão. A disponibilidade de blocos de rocha na região de execução facilita</p><p>a execução e diminui os custos.</p><p>Concreto ciclópico com colunas de reforço</p><p>Os muros de concreto ciclópico com colunas de reforço combinam as</p><p>vantagens econômicas do concreto ciclópico com a capacidade de �exão do</p><p>concreto armado. Eles exigem uma boa base de fundação. Há muito pouca</p><p>pesquisa sobre seu comportamento e não há uma metodologia de design</p><p>consolidada em termos de engenharia.</p><p>Pedra colada</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 16/41</p><p>Os muros de pedra colada são muito baratos quando os blocos de rocha</p><p>estão disponíveis na região de execução. Eles são mais bonitos visualmente</p><p>que outros tipos de muros. Eles exigem uma boa base de fundação, a sua</p><p>resistência à �exão é muito baixa e são bastante vulneráveis ao movimento.</p><p>No caso de deslizamentos de terra translacionais rasos, o muro rígido pode</p><p>representar um bom sistema de estabilização, desde que seja cimentado</p><p>abaixo das superfícies de falha possíveis ou reais. Ele é projetado para ser</p><p>capaz de suportar cargas desequilibradas devido ao deslizamento,</p><p>adicionado por um fator de segurança que é recomendado não inferior a 2,0.</p><p>Algumas vezes, podem acontecer escorregamentos rotacionais, em que a</p><p>força atuante no pé tem um componente vertical signi�cativo para cima,</p><p>levantando o muro. Existem vários casos conhecidos de falha no uso de</p><p>muros rígidos para controlar escorregadores rotacionais.</p><p>Os muros �exíveis são estruturas massivas e �exíveis. Eles se adaptam aos</p><p>movimentos. A sua e�cácia depende do seu peso e da capacidade de</p><p>suportar deformações signi�cativas sem romper a sua estrutura. Assim,</p><p>muros �exíveis são estruturas deformadas facilmente pelas pressões da</p><p>terra ou que se adaptam aos movimentos do solo e, geralmente, são</p><p>projetadas para resistir às pressões ativas em termos de estabilidade</p><p>intrínseca e atuar como massas de gravidade, sendo bastante utilizados para</p><p>a estabilização de deslizamentos de terra.</p><p>Nessa categoria, incluem-se muros executados em gabiões, muros de terra</p><p>feitos com pneus usados, muros de elementos pré-fabricados, muro de</p><p>bolsacreto, muros de pedras com telas, entre outros. Para �car mais claro a</p><p>você, estudante, observe a Figura 2.5 a seguir, que mostra esquemas de</p><p>muros de gravidade do tipo �exível.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 17/41</p><p>Figura 2.5 - Esquemas de muros de gravidade do tipo �exível</p><p>Fonte: Adaptada de Gerscovich (2016).</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos a ilustração de vários esquemas que mostram</p><p>alguns dos principais tipos de muros de gravidade do tipo �exível. Temos o muro</p><p>de gabiões no qual são utilizadas telas metálicas e geotextil, o pré-fabricado que</p><p>é recheado com solo e geotextil, o muro de pneus no qual são utilizados cordas</p><p>de polipropileno, pneus recheados de terra e geotextil, o muro bolsacreto no qual</p><p>são utilizados �ltros e travas para o bolsacreto e o muro de pedra composto por</p><p>pedras e geotextil.</p><p>Cada um desses tipos de muros possui características especiais de</p><p>construção, aplicabilidade, projetos e comportamento em contenção.</p><p>A seguir, são mostradas algumas vantagens e desvantagens dos mais</p><p>diversos tipos de muros �exíveis citados.</p><p>Gabiões</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 18/41</p><p>Os muros de gabiões proporcionam fácil alívio das pressões da água.</p><p>Suportam movimentos sem perda de e�ciência técnica e são construídos de</p><p>forma simples e econômica. As telas de aço galvanizado se corroem</p><p>facilmente em ambientes ácidos. Em solos de granito residual, devem ser</p><p>utilizados pedaços ou blocos de rocha. Nas amarras das telas, geralmente,</p><p>não se realizam controles de qualidade.</p><p>Pré-fabricado</p><p>Relativamente simples de construir e manter, esses muros utilizam solo na</p><p>maior parte do seu volume. São usados elementos técnicos pré-fabricados,</p><p>os quais permitem um melhor controle de qualidade. No seu preenchimento,</p><p>é necessária a utilização de materiais granulares e autodrenantes. Pode ser</p><p>custoso em situações em que se constrói somente um muro devido ao valor</p><p>de produção dos elementos pré-fabricados em concreto reforçado.</p><p>Geralmente, não funcionam em alturas superiores a sete metros.</p><p>Pneus</p><p>Estes muros são fáceis de construir e ajudam na reciclagem de pneus velhos.</p><p>Não existem procedimentos con�áveis de projetos e sua vida útil não é</p><p>conhecida de forma clara.</p><p>Bolsacreto</p><p>São muros fáceis de se construir, mesmo em contato com corpos de água.</p><p>São, relativamente, de alto custo.</p><p>Muro de pedra</p><p>Os muros de pedra são fáceis de construir e econômicos quando existe</p><p>pedra disponível próxima. Requerem a utilização de blocos ou pedaços de</p><p>pedra de tamanho relativamente grande.</p><p>Dimensionamento</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 19/41</p><p>Estudante, perceba que a circunstância de haver um baixo escorregamento</p><p>ou fator</p><p>de segurança equivale ao fato de que foram geradas deformações</p><p>na encosta que produzem um aumento muito grande das forças na estrutura</p><p>a ser projetada.</p><p>No caso de um deslizamento de terra, a parede exerce uma força para conter</p><p>a massa instável e transmite essa força para uma fundação ou zona de</p><p>ancoragem fora da massa suscetível de se mover (CAPUTO, 1988).</p><p>Desse modo, deformações ou movimentos excessivos da estrutura de</p><p>contenção ou do solo ao seu redor devem ser evitados para garantir sua</p><p>estabilidade. É comum que muros de contenção ou estruturas quebrem em</p><p>caso de deslizamentos, embora tenham sido projetados de acordo com um</p><p>procedimento aceito universalmente.</p><p>No planejamento, no projeto e no dimensionamento de estruturas de</p><p>contenção para estabilização de escorregamentos, veja, no infográ�co, a</p><p>seguir, os critérios que devem ser levados em consideração:</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 20/41</p><p>Fonte: Andrii Tokarchuk / 123RF.</p><p>#PraCegoVer : o infográ�co apresenta seis tópicos em linha horizontal. O</p><p>primeiro traz o seguinte texto: “Deve ser sempre fundado em solos estáveis”. O</p><p>segundo tópico traz o texto: “É conveniente, na maioria dos casos, a colocação</p><p>de tacões ou chavetas sob a parede”. O terceiro tópico traz o texto: “Em todos os</p><p>casos, deve existir um sistema de drenagem e subdrenagem muito completo”. O</p><p>quarto tópico traz o texto: “A altura máxima prudente para estruturas de</p><p>gravidade é de 8 metros e, em alguns tipos de parede, de até 4 metros”. O quinto</p><p>tópico traz o texto: “A construção de estruturas de gravidade para estabilizar</p><p>deslizamentos de terra em grande escala não é su�ciente. Em geral, as paredes</p><p>de gravidade são e�cazes apenas para estabilizar deslizamentos de terra de</p><p>pequeno porte”. O sexto e último tópico tem como texto: “O projeto deve ser feito</p><p>usando análise de estabilidade de taludes e, também, veri�cando a estabilidade</p><p>intrínseca da parede”.</p><p>Além dos critérios citados a você, é importante destacar que os muros de</p><p>contenção, em geral, são estruturas permanentes de concreto armado,</p><p>ciclópico, gabiões, elementos de concreto pré-moldado, alvenaria, estacas-</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 21/41</p><p>prancha, telas ancoradas ou terra armada, que suportam a massa do solo.</p><p>Então, o objetivo de um muro é sempre resistir às forças exercidas pela terra</p><p>contida e transmitir essas forças com segurança para a fundação ou para um</p><p>local fora da massa em movimento analisada.</p><p>Diante da possível ocorrência de um deslizamento de terra ou da</p><p>estabilização de um movimento ativo, a teoria da pressão de terra de Rankine</p><p>e Coulomb não representa a realidade das forças atuantes na parede e,</p><p>geralmente, o valor das forças atuantes é muito superior às forças calculadas</p><p>por teorias tradicionais. Para auxiliar melhor a sua leitura, observe a Figura</p><p>2.6 a seguir:</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 22/41</p><p>Figura 2.6 - Esquemas de estabilidade e instabilidade de taludes</p><p>Fonte: Adaptada de Gerscovich (2016).</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos a ilustração de dois esquemas apresentando as</p><p>condições técnicas associadas para termos um talude instável, em que é</p><p>mostrada a superfície de falha obtida da análise geotécnica do talude, e um</p><p>talude estável, em que é mostrada a superfície de falha assumida pelos modelos</p><p>de Rankine e Coulomb de acordo com o tipo de material.</p><p>Quando houver várias alternativas de estruturas de contenção , deve-se fazer</p><p>uma comparação econômica, tanto com base nos custos iniciais de</p><p>construção quanto nos custos subsequentes de manutenção.</p><p>Os seguintes fatores devem ser levados em consideração ao selecionar o</p><p>tipo de muro de arrimo:</p><p>localização do muro de arrimo proposto, sua posição relativa em</p><p>relação a outras estruturas e quantidade de espaço disponível;</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 23/41</p><p>altura da estrutura proposta e topogra�a resultante;</p><p>condições do solo e águas subterrâneas;</p><p>a quantidade aceitável de movimento do solo durante a construção, a</p><p>vida útil da estrutura e o efeito desse movimento em paredes,</p><p>estruturas ou serviços vizinhos;</p><p>disponibilidade de materiais;</p><p>tempo disponível para construção;</p><p>aparência;</p><p>vida útil e manutenção.</p><p>Em termos de dimensionamento e projeto de estruturas de contenção , em</p><p>geral, um modelo de cálculo consiste em um método de análise baseado em</p><p>uma teoria e, também, em um modelo que modi�ca os resultados da análise</p><p>para garantir que os cálculos sejam verdadeiros.</p><p>Assim, um projeto adequado para um muro de arrimo deve considerar os</p><p>seguintes aspectos:</p><p>os componentes estruturais do muro devem ser capazes de resistir às</p><p>forças de cisalhamento e movimentos internos gerados pelas</p><p>pressões do solo e de outras cargas;</p><p>o muro deve ser seguro contra um possível tombamento;</p><p>o muro deve ser seguro contra o deslocamento lateral;</p><p>as pressões não devem exceder a capacidade de carga do piso da</p><p>fundação;</p><p>assentamentos e distorções devem ser limitados a valores toleráveis;</p><p>a erosão do solo abaixo e na frente da parede do muro deve ser</p><p>prevenida, seja pela presença de corpos de água ou pelo escoamento</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 24/41</p><p>das chuvas;</p><p>a possibilidade de presença de pressão de água atrás da parede do</p><p>muro deve ser eliminada ou diminuída ao máximo;</p><p>a parede deve ser estável a deslizamentos de terra de todos os tipos.</p><p>Para realizar o projeto de dimensionamento, uma vez conhecidas as</p><p>topogra�a do local e a altura necessária da parede, são necessários:</p><p>escolher o tipo de muro a ser usado;</p><p>desenhar para dimensionar a topogra�a no per�l da seção de parede</p><p>típica;</p><p>na topogra�a, desenhar um diagrama provisório do muro possível;</p><p>uma vez conhecidas as propriedades de resistência do solo e</p><p>escolhida a teoria de pressão a ser utilizada, calcular as forças ativa e</p><p>passiva e seu ponto de aplicação e direção de 1/2 a 2/3, de acordo</p><p>com o ângulo de atrito do solo e a topogra�a na parede;</p><p>para paredes posteriores inclinadas, recomenda-se, em todos os</p><p>casos, calcular as pressões com a teoria de Coulomb;</p><p>calcular os fatores de segurança contra capotamento e contra</p><p>deslizamento da fundação. Se os fatores de segurança não atenderem</p><p>aos requisitos, as dimensões assumidas devem ser variadas e as</p><p>etapas anteriores repetidas. Se forem satisfatórios, o projeto deve</p><p>continuar;</p><p>calcular as pressões no chão e o fator de segurança versus</p><p>capacidade de carga. Se necessário, a largura da base do muro deve</p><p>ser alargada;</p><p>calcular os recalques gerados e se é preciso estender a base do muro;</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 25/41</p><p>projetar sistemas de proteção contra erosão na base do muro e</p><p>sistemas de drenagem que inibam a presença da água (e de pressão)</p><p>atrás da parede do muro;</p><p>�nalmente, devem ser calculados os valores das forças e os</p><p>movimentos internos para proceder ao reforço ou alargamento das</p><p>seções da parede do muro, de acordo com os procedimentos</p><p>normalizados da engenharia estrutural.</p><p>Além da sequência acima, adicionalmente, devem ser seguidas as seguintes</p><p>recomendações gerais para projetos de muros de contenção:</p><p>tanto quanto possível, a carga na base deve ser concentrada no terço</p><p>médio para evitar tensões de tração;</p><p>para evitar capotamento em muros permanentes, deve ser utilizado</p><p>um fator de segurança de 2,0 ou superior;</p><p>para deslizamentos, deve ser utilizado um fator de segurança de 1,5</p><p>ou maior;</p><p>a análise estrutural é semelhante à de uma viga com cargas</p><p>distribuídas;</p><p>o tipo de solo a ser usado no aterro atrás da</p><p>parede do muro deve ser</p><p>conhecido antes do projeto.</p><p>Veja, estudante, a seguir, para complementar a sua jornada, as etapas de</p><p>projeto e dimensionamento de muros de contenção.</p><p>Prezado(a) estudante, agora, iremos realizar uma atividade para que</p><p>possamos compreender o conteúdo estudado até aqui ainda mais. Boa sorte!</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 26/41</p><p>Conhecimento</p><p>Teste seus Conhecimentos</p><p>(Atividade não pontuada)</p><p>Com exceção das paredes e dos muros projetados para suportar a pressão</p><p>da água, como exemplo de paredes do porão em edifícios que usam este</p><p>tipo de estratégia normalmente, é uma boa prática de engenharia construir</p><p>drenos atrás de todos os tipos de muros de arrimo. Dentro desse contexto,</p><p>assinale a alternativa correta com respeito à construção e utilização dos</p><p>drenos:</p><p>a) Somente muros de arrimo por gravidade do tipo rígido necessitam</p><p>de sistemas de drenagem.</p><p>b) O material de drenagem deve ser �no e pouco granulado para</p><p>facilitar a passagem da água.</p><p>c) O sistema de drenagem deve ser projetado de forma que capte a</p><p>água antes que esta afete o muro.</p><p>d) Somente muros de arrimo por gravidade que utilizam concreto</p><p>necessitam de sistemas de drenagem.</p><p>e) Somente muros de arrimo �exíveis apresentam a efetiva</p><p>necessidade de utilização de sistemas de drenagem.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 27/41</p><p>Prezado(a) estudante, as cortinas, também chamadas de estaca-prancha ,</p><p>são, em geral, painéis recuperáveis fabricados normalmente em material</p><p>metálico, que, geralmente, são ancorados/ escorados (em um ou mais níveis)</p><p>ou não e que são justapostos verticalmente com o objetivo de formar uma</p><p>cortina cravada para além da cota de escavação. Segundo Coelho (1986),</p><p>para conferir uma maior rigidez à �exão das cortinas, comumente, os painéis</p><p>não são planos (só o são quando as solicitações são, fundamentalmente, de</p><p>tração no seu plano, e não de �exão), mas têm sim uma forma composta. A</p><p>Figura 2.7 mostra esquemas de vista frontal, corte horizontal e vertical de</p><p>uma cortina executada em estaca-prancha. Vamos veri�cá-la?</p><p>Cortinas/ estacas-</p><p>prancha</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 28/41</p><p>Figura 2.7 – Esquemas de vista frontal, corte horizontal e vertical de uma</p><p>cortina executada em estaca-prancha</p><p>Fonte: Adaptada de Paulo (2001).</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos uma ilustração dos esquemas de vista frontal,</p><p>corte horizontal e vertical de uma cortina executada em estaca-prancha.</p><p>Essas cortinas de estaca-prancha, geralmente, são muito utilizadas em solos</p><p>que apresentam níveis freáticos altos. É importante destacar que as</p><p>utilizações das cortinas de estaca-prancha não garantem estanqueidade</p><p>total, mesmo com a selagem das juntas macho-fêmea. Quando essas</p><p>estacas são utilizadas em local aquático (leito de rio ou mar), adotam o nome</p><p>de ensecadeiras.</p><p>Concepção e características</p><p>As cortinas de estacas-prancha são utilizadas tanto na contenção de terras</p><p>como no revestimento de taludes, em obras hidráulicas, por exemplo, na</p><p>fundação de uma estrutura no leito de um rio, num braço de mar ou no</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 29/41</p><p>alinhamento da orla marítima. Também, não estão restritas a situações</p><p>provisórias, podendo funcionar como soluções de contenção de�nitiva em</p><p>concreto armado. A Figura 2.8 mostra a aplicação prática de estacas-</p><p>prancha, vamos veri�cá-la?</p><p>Figura 2.8 - Imagem de estacas-prancha</p><p>Fonte: S. Prakittrakoon / 123RF.</p><p>#PraCegoVer : na �gura, temos uma imagem de uma cortina de estacas-prancha</p><p>executada com o objetivo de reter a cortina de água e conter massas de solo e</p><p>seus possíveis movimentos.</p><p>Para direcionar o processo de cravação das estacas-prancha e a execução da</p><p>cortina, é necessário possuir, em obra, dispositivos de guiamento a um ou</p><p>mais níveis, sendo que esses guias materializam a implantação da cortina de</p><p>estacas e servem como orientação durante a cravação. Os processos mais</p><p>utilizados para a cravação desses elementos são a percussão (grandes</p><p>blocos e rochas duras), a vibração (solos granulares e certos solos</p><p>coerentes) e a injeção por lançamento (solos incoerentes �nos).</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 30/41</p><p>Então, a seleção da técnica de cravação mais apropriada deve levar em conta</p><p>aspectos técnicos tais como: o tipo de solo, os tipos de estacas que serão</p><p>utilizadas, a natureza e a importância da obra ou edi�cação, as condições</p><p>adjacentes à obra, as condições de acesso à obra, os prazos de execução e a</p><p>disponibilidade dos equipamentos no local de realização da obra.</p><p>Existem algumas possibilidade de problemas ocorrentes durante o processos</p><p>executivo das estacas-prancha, entre eles podemos citar: problemas e</p><p>defeitos de verticalidade da estaca, existência de obstáculos durante a</p><p>cravação, nega prematura, deformação das estacas-prancha que impactam</p><p>seu uso, rasgos ou enrolamentos das estacas-prancha e, �nalmente,</p><p>rompimento do material que compõe a estaca-prancha.</p><p>Dimensionamento</p><p>REFLITA</p><p>Os processos de cravamento das estacas</p><p>podem gerar efeitos indesejáveis nas</p><p>adjacências da obra, sendo que a escolha do</p><p>sistema correto de cravação é fundamental para</p><p>se atingir a instalação da cortina com sucesso.</p><p>Você já imaginou o que devemos considerar nas</p><p>situações em que existam edifícios ou qualquer</p><p>outro tipo de estrutura no raio de in�uência das</p><p>vibrações induzidas pelo cravamento das</p><p>cortinas?</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 31/41</p><p>Veja, estudante, que as cortinas de estacas-prancha são utilizadas tanto na</p><p>contenção de terras (Figura 2.8, à direita) como no revestimento de taludes,</p><p>em obras hidráulicas (por exemplo, na fundação de uma estrutura no leito de</p><p>um rio ou num braço de mar, Figura 2.8, à esquerda) ou no alinhamento da</p><p>orla marítima. Também, não estão restritas a situações provisórias, podendo</p><p>funcionar como cofragem perdida (e não quanti�cada na determinação da</p><p>resistência) de soluções de contenção de�nitiva em concreto armado.</p><p>A solução de estacas-prancha não tem aplicação universal em contenções</p><p>provisórias porque existem outras que, dependendo da situação, podem ser</p><p>mais econômicas para determinadas condições do terreno a se conter (solo</p><p>com alguma coerência e sem ocorrência de quantidades signi�cativas de</p><p>água, de preferência acima do nível freático). A presença de água é um fator</p><p>complexo nas obras de engenharia civil. Sua presença provoca várias</p><p>complicações técnicas e riscos de insucesso, e a falta de e�ciência aumenta,</p><p>mesmo com a utilização de estacas-prancha.</p><p>As estacas-prancha oferecem ao terreno superfícies</p><p>contínuas sendo cravadas antes da execução da escavação</p><p>de um dos lados, não deixando passar o terreno,</p><p>independentemente da coerência deste. Além disso,</p><p>promovem uma certa facilidade para se direcionar a execução</p><p>das obras abaixo do nível freático e mesmo dentro de água, já</p><p>que as juntas apresentam relativa estanqueidade e limitam a</p><p>passagem de água pela contenção.</p><p>Você considera as estacas-prancha uma boa estratégia</p><p>técnica em termos de solução estanque?</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 32/41</p><p>Os projetos de contenções especiais objetivam responder, em termos de</p><p>engenharia, a eventos geotécnicos ou problemas decorrentes em</p><p>movimentos de massas oriundos das mais variadas causas.</p><p>Para estudarmos, de forma mais clara, as contenções especiais, pensaremos</p><p>na sua aplicação mais comum que é proporcionar, de forma segura, a</p><p>estabilidade dos taludes. Nesse sentido,</p><p>devemos de�nir os tipos de</p><p>movimentos de massa de solo que podem existir no talude, sendo que o</p><p>processo de desmoronamento é apenas um dos modos de movimentos que</p><p>podem ocorrer.</p><p>Esses movimentos são nomeados em função das velocidades em que</p><p>ocorrem. Os principais deles são os desmoronamentos, os escorregamentos</p><p>e os rastejos ou �uimentos, estando ordenados aqui do mais rápido para o</p><p>mais lento (CAPUTO, 1988).</p><p>Assim, a análise da estabilidade dos taludes depende da velocidade de</p><p>movimento, portanto, da natureza do deslocamento, e, principalmente, da</p><p>Contenções</p><p>especiais</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 33/41</p><p>superfície de ruptura. No entanto, essa superfície só é conhecida após a</p><p>consumação da ruptura.</p><p>Como devemos, então, proceder para promover estabilidade para esses</p><p>taludes e massas de terra em geral?</p><p>Nesses casos, dentro da engenharia, utilizamos estratégias que são</p><p>chamadas de contenções especiais.</p><p>Além disso, os elementos de contenção especiais não são somente</p><p>utilizados nesses casos, pois existem, cada vez mais, restrições e menos</p><p>disponibilidade de terrenos nas cidades. Então, a vontade de construir em</p><p>locais onde a área disponível é pequena, em terrenos instáveis/</p><p>compressíveis e/ou que apresentam graves limitações ambientais, tem</p><p>levado a várias soluções de engenharia que, muitas vezes, também estão</p><p>associadas à utilização de estruturas de contenção especiais.</p><p>Nessas situações, dentro da engenharia, devemos nos aprofundar nas</p><p>seguintes normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)</p><p>objetivando termos mais elementos técnicos de projeto e aplicações.</p><p>Entre as soluções de utilização de estruturas de contenção especiais,</p><p>podemos destacar:</p><p>utilização de muros de terra e de aterro reforçado;</p><p>solo grampeado;</p><p>cortina atirantada.</p><p>atividade</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 34/41</p><p>Atividade</p><p>Uma estrutura de contenção possui, como missão básica de engenharia,</p><p>apoiar as ações do solo e do exterior adequadamente, motivada pelo fato</p><p>de que o solo não tem entidade própria para facilitar a mudança de nível o</p><p>mais abruptamente possível. Esse tipo de estrutura é projetada para</p><p>suportar os esforços provocados pelo solo e as cargas exteriores, mantendo</p><p>a integridade dos materiais que o constituem.</p><p>Especi�camente tratando de muros de gravidade, a estabilidade é</p><p>alcançada por meio da utilização do seu próprio peso, exigindo, assim,</p><p>grandes dimensões dependendo do empuxo de terra associado. A</p><p>dimensão da base dessas paredes oscila cerca de 0,4 a 0,7 da altura da</p><p>parede. Para economia, a base deve ser a mais estreita possível, mas deve</p><p>ser larga o su�ciente para fornecer estabilidade ao tombamento e ao</p><p>deslizamento e para criar pressões de contato não maiores do que aquelas</p><p>relacionadas ao máximo admissível.</p><p>Considerando o processo de projeto de uma estrutura de contenção do tipo</p><p>muro de gravidade, formule um mapa mental que destaca as principais</p><p>etapas associadas com esse tipo de projeto e dimensionamento.</p><p>F E E D B A C K</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 35/41</p><p>Material</p><p>Complementar</p><p>L I V R O</p><p>Muros de arrimo</p><p>Editora : Blucher</p><p>Autor : Osvaldemar Marchetti</p><p>ISBN : 8521204280</p><p>Comentário : neste livro, o engenheiro civil Osvaldemar</p><p>Marchetti apresenta os conceitos básicos mais</p><p>importantes associados com empuxo de terra,</p><p>estabilidade a deslizamento e tombamento. Ele direciona</p><p>exemplos detalhados a respeito do cálculos das</p><p>armaduras necessárias para os elementos de contenção.</p><p>Também, faz uma introdução muito interessante sobre</p><p>algumas bases de conhecimento necessárias para o</p><p>projeto e o dimensionamento de muros de arrimo. Vale a</p><p>pena a leitura pelos exemplos práticos e pela facilidade em</p><p>ler.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 36/41</p><p>W E B</p><p>Por que é necessário fazer contenção</p><p>em obras?</p><p>Ano : 2019</p><p>Comentário : neste vídeo, temos uma explicação</p><p>simpli�cada e bem ilustrativa das aplicações das</p><p>contenções quando executamos um corte em um terreno,</p><p>com destaque para de�nições técnicas importantes e</p><p>elementos desse tipo de estrutura.</p><p>ACESSAR</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 37/41</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=z61MzqgUl5g</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 38/41</p><p>Conclusão</p><p>Estudante, neste material, observamos os princípios básicos associados com as</p><p>estruturas de contenção e, principalmente, nos aprofundamos, de forma</p><p>signi�cativa, no conhecimento a respeito dos muros de gravidade. Inicialmente,</p><p>estudamos as estruturas de contenção, com algumas de�nições e princípios</p><p>físicos fundamentais. Posteriormente, analisamos os muros de gravidade,</p><p>conhecemos os principais tipos associados e as tipologias construtivas.</p><p>Convergindo para o �m da unidade, estudamos, de forma interessante, as</p><p>chamadas estruturas de contenção especiais, com um destaque a respeito do</p><p>exame das cortinas/ estacas-prancha e suas principais características técnicas e</p><p>aplicabilidades.</p><p>Desejamos a você bons estudos!</p><p>Até a próxima!</p><p>Referências</p><p>A 2.1: TIPOS de cortina de estaca-</p><p>prancha e características construtivas. [</p><p>S. l.: s. n. ], 2020. 1 vídeo (17 min 49 s).</p><p>Publicado pelo canal Obras de Terra.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 39/41</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=skIQTvAphHw</p><p>v=skIQTvAphHw . Acesso em: 20 maio</p><p>2021.</p><p>ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9288 : emprego</p><p>de aterros reforçados. Rio de Janeiro: ABNT, 1986.</p><p>ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11682 :</p><p>estabilidade de encostas. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.</p><p>ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8044 : projetos</p><p>geotécnicos. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.</p><p>CAPUTO, H. P. Mecânica dos solos e suas aplicações . 6. ed. São Paulo: Editora</p><p>LTC, 1988.</p><p>COELHO, S. Tecnologia de fundações . Lisboa: Edições E.P.G.E., 1986.</p><p>FLORIANO, C. (org.). Mecânica dos solos . Porto Alegre: SAGAH, 2016. (Biblioteca</p><p>).</p><p>FLORIANO, C. (org.). Mecânica dos solos . Porto Alegre: SAGAH, 2016. (Biblioteca</p><p>).</p><p>MARCHETTI, O. Muros de arrimo . São Paulo: Editora Blucher, 2008.</p><p>PAULO, P. V. Cortinas estaca-prancha . 2001. Dissertação (Mestrado em</p><p>Construção) – Instituto Superior Técnico, Lisboa, 2001.</p><p>POR QUE é necessário fazer contenção em obras? [ S. l.: s. n. ], 2019. 1 vídeo (5</p><p>min 59 s). Publicado pelo canal Fundações sem Complicações. Disponível em:</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 40/41</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=skIQTvAphHw</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=z61MzqgUl5g . Acesso em: 20 maio 2021.</p><p>TERZAGHI, K. General wedge theory of earth pressure . ASCE. Trans., v. 106, n.</p><p>2099, p. 68-80, 1941.</p><p>TERZAGHI, K.; PECK, R. B. Soil mechanics in engineering practice . 2. ed. New</p><p>York: Wiley International Edition, 1967. 729 p.</p><p>22/09/2024, 10:19 E-book</p><p>https://codely-fmu-content.s3.amazonaws.com/Moodle/EAD/Conteudo/ENG_OTECON_21/unidade_2/ebook/index.html 41/41</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=z61MzqgUl5g</p>