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<p>Desmaios (síncope)</p><p>Apresentação</p><p>O desmaio, também chamado cientificamente de síncope, é uma perda transitória da consciência</p><p>decorrente de diminuição do fluxo sanguíneo cerebral, caracterizado pelo início rápido, pela curta</p><p>duração e pela recuperação espontânea completa. Ele está associada à incapacidade de manter o</p><p>tônus postural, fazendo com que o paciente acometido sofra queda. Os sinais e sintomas da</p><p>síncope incluem fraqueza muscular generalizada, incapacidade de se manter em pé, palidez,</p><p>pulsação fraca, transpiração e perda da consciência.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá aprender a identificar a ocorrência de desmaio além de</p><p>saber como se portar diante dessa situação.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Identificar as situações de desmaio. •</p><p>Diferenciar os desmaios de outras situações relacionadas à perda de consciência. •</p><p>Descrever o atendimento a pacientes vítimas de desmaio.•</p><p>Infográfico</p><p>O esclarecimento da causa da síncope é importante para avaliar o risco do indivíduo, permitir um</p><p>tratamento direcionado e adequado, bem como para evitar recorrências que são comuns em até um</p><p>terço dos pacientes em um período de três anos. Como se não bastasse, a literatura demonstra que</p><p>há altas taxas de “síncope não explicada”, as quais, portanto, devem estimular as estratégias de</p><p>investigação e diagnóstico.</p><p>Veja as principais causas da síncope e sua classificação:</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>Conteúdo do livro</p><p>Para aprofundar seu conhecimento, faça a leitura do capítulo Desmaios (síncope), que faz parte da</p><p>obra Primeiros Socorros. O capítulo é a base teórica desta Unidade de Aprendizagem.</p><p>Boa leitura.</p><p>PRIMEIROS</p><p>SOCORROS</p><p>Márcio Haubert</p><p>Desmaios (síncope)</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>� Identificar as situações de desmaio.</p><p>� Diferenciar os desmaios de outras situações relacionadas à perda de</p><p>consciência.</p><p>� Descrever o atendimento aos pacientes vítimas de desmaio.</p><p>Introdução</p><p>O desmaio, também chamado cientificamente de síncope, é uma perda</p><p>transitória da consciência decorrente da diminuição do fluxo sanguíneo</p><p>cerebral, caracterizada pelo início rápido, de curta duração e com recu-</p><p>peração espontânea completa. Ele está associado à incapacidade de</p><p>manter o tônus postural, o que faz o paciente acometido sofrer queda</p><p>da própria altura. Os seus sinais e sintomas incluem fraqueza muscular</p><p>generalizada, incapacidade de se manter em pé, palidez, pulsação fraca,</p><p>transpiração e perda da consciência.</p><p>Neste capítulo, você estudará as situações de desmaio e saberá como</p><p>se portar nesses casos.</p><p>Desmaios ou síncopes</p><p>Segundo a Sociedade Europeia de Cardiologia, a síncope é definida pela</p><p>perda de consciência momentânea, devido a uma hipoperfusão cerebral glo-</p><p>bal transitória de rápido surgimento e curta duração, com uma recuperação</p><p>espontânea total. Em alguns casos, os pacientes apresentam sintomas, que</p><p>serão apresentados em breve.</p><p>Sua prevalência na população em geral é elevada e acomete principalmente</p><p>as mulheres entre 10 e 30 anos. Ela apresenta causas diversas, sendo as mais</p><p>comuns relacionadas à síncope reflexa, ou neuromediana, à hipotensão or-</p><p>tostática e às síncopes de origem cardíaca.</p><p>Durante uma situação de desmaio, a vítima perde totalmente a consciência,</p><p>de forma temporária, súbita e repentina, por isso, ela cai. Desse modo, seus</p><p>braços e suas pernas ficam leves, mas, aos poucos, ela vai recuperando a</p><p>consciência. Seus sintomas são:</p><p>� fraqueza;</p><p>� mal-estar;</p><p>� palidez;</p><p>� sudorese;</p><p>� vertigens;</p><p>� pulso fraco;</p><p>� queda da pressão arterial;</p><p>� náuseas;</p><p>� transpiração;</p><p>� extremidades frias;</p><p>� alterações visuais.</p><p>Principais causas das síncopes</p><p>A maioria das síncopes acontece em decorrência de causas benignas, mas</p><p>todos os episódios devem ser investigados, pois podem ser manifestações de</p><p>graves patologias.</p><p>Há muitas causas que desencadeiam desmaios, e a maioria envolve excesso</p><p>de emoções, calor intenso ou nervosismo, além de ataques vasovagais e causas</p><p>cardíacas. Porém, algumas doenças também podem se manifestar por meio de</p><p>desmaios frequentes. Veja a origem das suas principais causas clinicamente</p><p>relevantes a seguir:</p><p>� hipoglicemia;</p><p>� hipotensão;</p><p>� anemia, desidratação ou diarreia intensa;</p><p>� cansaço excessivo;</p><p>� nervosismo intenso;</p><p>� emoções súbitas;</p><p>� sustos;</p><p>� acidentes, principalmente os que envolvem perda sanguínea;</p><p>� dor intensa;</p><p>� permanência prolongada em pé;</p><p>Desmaios (síncope)2</p><p>� mudança súbita de posição (de deitado para de pé);</p><p>� ambientes fechados e quentes;</p><p>� disritmias cardíacas, principalmente a bradicardia.</p><p>Síncope vasovagal</p><p>Estimulações anormais do nervo vago podem levar a desacelerações do coração</p><p>e, consequentemente, à queda de pressão arterial, com isso, diminui-se tem-</p><p>porariamente o aporte sanguíneo ao cérebro, causando um desmaio. Este tipo</p><p>de síncope ocorre comumente em pessoas jovens e sem doenças associadas,</p><p>bem como é antecipada por suores frios, palidez e escurecimento da visão.</p><p>A indução da síncope vasovagal pode ocorrer por meio de quadros de uma</p><p>forte dor, pois o acidentado permaneceu muito tempo em pé, e por medo ou</p><p>estados de ansiedade intensa. Ela explica os desmaios dos que têm pânico de</p><p>agulha e precisam coletar sangue ou receber medicações, jovens em shows</p><p>de música ou guardas que ficam muito tempo em pé sem se movimentar.</p><p>Na maioria dos casos, o estímulo vagal não leva ao desmaio e causa apenas</p><p>mal-estar, tonturas, enjoos e vômitos que passam em alguns minutos após o</p><p>paciente se sentar ou deitar.</p><p>Existem, ainda, pessoas com hipersensibilidade no seio carotídeo, no</p><p>qual passam as fibras do nervo vago, e o simples fato de massagear a região</p><p>lateral do pescoço desencadeia o estímulo excessivo desse nervo, levando-as</p><p>à síncope. Por isso, elas podem desmaiar com um simples virar mais rápido</p><p>do pescoço ou durante alguns esforços físicos.</p><p>Já os pacientes que têm arritmias cardíacas com frequência podem receber</p><p>dos médicos uma massagem vigorosa do seio carotídeo, chamada de manobra</p><p>vagal, a qual visa controlar as alterações dos batimentos cardíacos por meio</p><p>dessa intensa massagem na região lateral do pescoço, pela estimulação vagal.</p><p>Hipotensão postural</p><p>O ato de se levantar ou de mudar bruscamente a posição deitada ou sentada</p><p>para a de pé pode causar um fenômeno fisiológico chamado de hipotensão</p><p>postural. Várias pessoas já experimentaram essa sensação, a qual causa ton-</p><p>turas e visão turva, mas que, na maioria dos casos, chega no máximo a uma</p><p>pré-síncope. A queda mais abrupta da pressão arterial, que desencadeia uma</p><p>3Desmaios (síncope)</p><p>síncope, geralmente ocorre em pessoas desidratadas, pacientes diabéticos,</p><p>hipertensos ou que consomem álcool de maneira excessiva.</p><p>Arritmias cardíacas</p><p>Os desmaios comumente podem ser causados por arritmias cardíacas, pois</p><p>um coração arrítmico bombeia sangue com ineficiência, causando uma má</p><p>oxigenação cerebral e, consequentemente, a síncope. Se elas ainda estiverem</p><p>presentes no momento do atendimento médico, o diagnóstico é de fácil es-</p><p>tabelecimento. Porém, a maioria das arritmias é intermitente e dura apenas</p><p>alguns minutos, por isso, seu diagnóstico fica mais difícil de ser realizado.</p><p>Nesse tipo de síncope, o paciente geralmente perde a consciência sem ter</p><p>sintomas prévios, surgindo no máximo um quadro de palpitações que precede</p><p>o desmaio. Por exemplo, as arritmias como a bradicardia (batimentos abaixo</p><p>do normal) e a taquicardia (batimentos acima do normal) provocam desmaios.</p><p>Essas síncopes de origem cardíaca têm um potencial perigo, pois podem ser</p><p>causadas por arritmias malignas, as quais colocam em risco a vida do paciente,</p><p>e evoluir para uma parada cardíaca.</p><p>Outras doenças cardíacas</p><p>Outras doenças cardíacas também podem estar relacionadas aos quadros de</p><p>síncope. Se o coração não tem um bom funcionamento,</p><p>o resultado gerado</p><p>acarreta deficiência no bombeamento, devido ao fornecimento de sangue para</p><p>o organismo, causando, assim, uma hipoxigenação cerebral que desencadeia</p><p>um desmaio. As doenças valvares (das valvas cardíacas), principalmente da</p><p>válvula aórtica, são responsáveis por esses acontecimentos, assim como a</p><p>cardiomiopatia hipertrófica e a embolia pulmonar, que causam desmaios.</p><p>Teste de inclinação ortostática (tilt table test)</p><p>O tilt-test, conhecido como teste da inclinação, é um exame desenvolvido para identificar</p><p>uma razão clínica para os casos de desmaio em pacientes de qualquer idade, mas</p><p>principalmente entre adolescentes e jovens sem cardiopatia aparente.</p><p>Desmaios (síncope)4</p><p>Para que serve?</p><p>Ele avalia o comportamento da pressão arterial e da frequência cardíaca do paciente</p><p>diante de mudanças na postura, pois seu corpo é submetido a diversas inclinações</p><p>durante o exame. Utiliza-se bastante para fazer a diferenciação entre os diferentes</p><p>tipos de desmaios.</p><p>Como é feito?</p><p>Ele pode ter até seis etapas, dependendo do caso. Para iniciá-lo, o paciente é colocado</p><p>sobre uma mesa especial (basculante), que se movimenta apoiada em pinos laterais e</p><p>permite avaliá-lo em diversas inclinações, captando suas reações a cada movimento.</p><p>Durante o exame, algumas medicações poderão ser administradas pelo soro instalado</p><p>em uma veia periférica. A pressão arterial é verificada a cada dois minutos por meio</p><p>de um equipamento automático; e o coração, monitorado continuamente por um</p><p>eletrocardiograma em todas as etapas realizadas.</p><p>Preparo e contraindicações</p><p>Para a sua realização, não é necessária a internação. O paciente deve estar em jejum</p><p>por 4 horas antes do procedimento e trazer exames como Holter, teste ergométrico ou</p><p>ecocardiograma, caso já tenha feito algum. O teste é realizado por médicos especializados;</p><p>e o paciente, liberado logo após seu término, aguardando-se apenas sua completa recu-</p><p>peração, pois não se trata de um exame invasivo que necessite de repouso em seguida.</p><p>Ao final, um relatório completo é fornecido ao paciente, com todos os detalhes do</p><p>exame e os gráficos com o comportamento da pressão arterial, frequência cardíaca,</p><p>posição da pessoa, sinais e sintomas clínicos. Baseado nele, o médico que solicitou</p><p>o teste orientará o tratamento, que varia de apenas orientações clínicas ao uso de</p><p>medicamentos até cirurgias específicas.</p><p>Veja na Figura 1 como é realizado o teste de inclinação ortostática.</p><p>Figura 1. Teste de inclinação ortostática.</p><p>Fonte: AmazonCor (2018, documento on-line).</p><p>5Desmaios (síncope)</p><p>Situações que podem ser confundidas</p><p>com síncopes</p><p>O desmaio pode originar de simples alterações sistêmicas como já visto, porém,</p><p>você deve estar atento, pois outras doenças mais graves também apresentam-</p><p>-no como sintoma. Uma das suas causas, por exemplo, é a epilepsia, que</p><p>se manifesta apenas com perda da consciência associada ou não aos abalos</p><p>motores. Outra causa menos comum está relacionada a um problema sério de</p><p>sono, muitas vezes não diagnosticado, que é a narcolepsia, na qual os ataques</p><p>de sono também podem simular desmaios.</p><p>Você precisa saber como diferenciar as síncopes de eventos graves, como</p><p>acidente vascular cerebral (AVC), paradas cardíacas ou mortes súbitas. No</p><p>AVC, também conhecido como derrame cerebral, a pessoa pode apresentar</p><p>uma queda por perda de força dos membros inferiores, mas, em geral, ela</p><p>não desmaia, nem perde a consciência. Nos casos em que ocorre a perda da</p><p>consciência, a recuperação não é rápida e quase nunca completa. Se o paciente</p><p>desmaia e, posteriormente, acorda apresentando sequelas, como paralisia dos</p><p>membros, boca torta, desorientação ou incapacidade de falar, trata-se de um</p><p>AVC, e não uma síncope.</p><p>Já na parada cardíaca, ou morte súbita, o paciente perde a consciência, cai</p><p>e permanece no chão sem respirar e sem batimentos cardíacos perceptíveis.</p><p>Caso não sejam imediatamente iniciadas as manobras de ressuscitação, o</p><p>paciente evolui para o óbito, portanto, uma parada cardiorrespiratória não é</p><p>um desmaio.</p><p>Outro fator para se atentar é a diferenciação entre as síncopes verdadeiras</p><p>e as histéricas ou simulações, que recebem vários nomes na prática médica,</p><p>como distúrbio neurovegetativo, transtorno conversivo ou disfunção autonô-</p><p>mica somatoforme. Esses desmaios não são síncopes reais, e o paciente muitas</p><p>vezes realiza essas simulações de modo inconsciente, por isso, precisa-se ter</p><p>cuidado com julgamentos prévios, pois existem casos em que ele realmente</p><p>acredita que desmaiou.</p><p>A principal característica da síncope é o fato do paciente desmaiar e acordar</p><p>logo em seguida de forma espontânea. Entretanto, se durante a queda ele bater</p><p>a cabeça com força no chão ou em alguma quina ou objeto duro, pode não</p><p>acordar imediatamente devido ao traumatismo craniano, apresentando uma</p><p>síncope seguida de concussão cerebral.</p><p>Desmaiar pode ser um sinal de problemas do coração ou de doenças ce-</p><p>rebrais, como arritmia, estenose aórtica ou tumores cerebrais, mas outras</p><p>patologias também estão associadas às síncopes, por exemplo:</p><p>Desmaios (síncope)6</p><p>� embolia pulmonar;</p><p>� tensão emocional;</p><p>� emoções fortes;</p><p>� ansiedade;</p><p>� doenças vasculares cerebrais;</p><p>� doenças cardíacas;</p><p>� hipertensão pulmonar;</p><p>� hipotensão postural;</p><p>� infecções;</p><p>� crises convulsivas (epilepsia).</p><p>Pontos-chave:</p><p>� a síncope resulta da disfunção global do sistema nervoso central, geralmente por</p><p>fluxo sanguíneo cerebral insuficiente;</p><p>� a maioria das síncopes resulta de causas benignas;</p><p>� algumas causas menos comuns envolvem arritmias cardíacas ou obstrução da via</p><p>de saída do coração e são graves e potencialmente fatais;</p><p>� a síncope vasovagal geralmente tem deflagrador aparente, sinais alarmantes e</p><p>alguns minutos ou mais de sintomas após a recuperação;</p><p>� a síncope por arritmias cardíacas tipicamente ocorre de maneira abrupta e tem</p><p>recuperação rápida;</p><p>� as convulsões têm tempo de recuperação prolongado, por exemplo, horas;</p><p>� se a etiologia não for esclarecida como benigna, deve-se proibir a direção e a</p><p>utilização de máquinas até que ela seja determinada e tratada — a próxima ma-</p><p>nifestação de causa cardíaca não reconhecida pode ser fatal.</p><p>Procedimento diante de um desmaio</p><p>Os primeiros socorros envolvem cuidados com a vítima para que ela fique</p><p>confortável e o sangue volte a circular normalmente. Antes de qualquer ação,</p><p>verifique se a pessoa está respirando, caso não esteja, nem apresente batimentos</p><p>cardíacos, chame imediatamente por ajuda e inicie as manobras de ressuscita-</p><p>ção cardiopulmonar. Confira no Quadro 1 algumas dicas de como proceder.</p><p>7Desmaios (síncope)</p><p>Remova a vítima, se possível, para um ambiente arejado.</p><p>Mantenha sempre as vias aéreas da vítima livres.</p><p>Libere, desaperte e afrouxe as roupas da vítima, deixando-a confortável.</p><p>Afaste os curiosos.</p><p>Coloque a vítima deitada no chão com as costas para baixo, elevando suas</p><p>pernas, para que elas fiquem mais altas em comparação ao restante do corpo,</p><p>conforme mostra a Figura 2.</p><p>Lateralize a cabeça da vítima para evitar o sufocamento se houver vômitos.</p><p>Chame por socorro médico se o desmaio durar mais de dois minutos.</p><p>Verifique se houve alguma lesão causada pela queda.</p><p>Não ofereça nenhum tipo de bebida ou alimento, nem nada para cheirar.</p><p>Não dê tapas, nem jogue água sobre a vítima.</p><p>Mantenha a vítima deitada por mais cinco minutos assim que ela recuperar a</p><p>consciência e não tenha pressa em coloca-la de pé.</p><p>Sente a vítima devagar, aos poucos, ajudando-a a ficar de pé, sempre amparando-a.</p><p>Quadro 1. Como proceder diante de um desmaio</p><p>Figura 2. Posicionamento do paciente desmaiado.</p><p>Fonte: Especialista 24 (2013, documento on-line).</p><p>Desmaios (síncope)8</p><p>No Quadro 2, você pode ver a diferenciação clínica entre síncope e</p><p>convulsão.</p><p>Fonte: Adaptado de Macatrão-Costa e Hachul (2009, document on-line).</p><p>Síncope Convulsão</p><p>Situação clínica Em ortostase, ambiente</p><p>quente, estresse</p><p>emocional, após</p><p>micção, defecação,</p><p>tosse e deglutição</p><p>(neuromediada)</p><p>Qualquer</p><p>situação</p><p>(arritmia)</p><p>Qualquer situação</p><p>Sintomas</p><p>premonitórios</p><p>Pródromos de</p><p>palpitação, turvação</p><p>visual, náuseas, calor</p><p>ou frio, sudorese, etc.</p><p>Aura (déjà vu, olfatória,</p><p>gustatória ou visual)</p><p>Durante o evento Palidez, sudorese</p><p>Cianose pode</p><p>ocorrer (arritmia)</p><p>Duração curta, de</p><p>até 5 minutos</p><p>Incontinência</p><p>esfinctérica e breves</p><p>movimentos clônicos</p><p>são raros, mas</p><p>podem ocorrer</p><p>Cianose</p><p>Salivação</p><p>Duração prolongada,</p><p>com mais de 5 minutos</p><p>Mordida da língua</p><p>Desvio horizontal</p><p>dos olhos</p><p>Incontinência é</p><p>mais frequente</p><p>Movimento</p><p>tônico-clônico</p><p>Sintomas residuais Fadiga prolongada</p><p>(neuromediada)</p><p>Sem sintomas</p><p>residuais (arritmia)</p><p>Orientação</p><p>Sintomas residuais</p><p>frequentes (dor</p><p>muscular, fadiga,</p><p>cefaleia)</p><p>Recuperação lenta</p><p>Desorientação</p><p>Quadro 2. Diferenciação clínica entre síncope e convulsão</p><p>9Desmaios (síncope)</p><p>Aprenda a como agir em caso de desmaio com as dicas simples do Corpo de Bombeiros</p><p>Militar do Estado de Goiás, disponíveis no link a seguir.</p><p>https://goo.gl/aXQRRg</p><p>Veja no link a seguir como esclarecer a condição e, sobretudo, diferenciar as causas</p><p>cardíacas e neurológicas das formas mais benignas.</p><p>https://goo.gl/jtCQjT</p><p>AMAZONCOR. Tilt table test (exame da mesa inclinada). [2018]. Disponível em: <http://</p><p>www.amazoncor.com.br/?n=29>. Acesso em: 13 jun. 2018.</p><p>ESPECIALISTA 24. Desmaio (síncope): tratamento, causas e sintomas. 2013. Disponível</p><p>em: <http://www.especialista24.com/desmaio-sincope/>. Acesso em: 06 jun. 2018.</p><p>MACATRÃO-COSTA, M. F.; HACHUL, D. Síncope. 2009. Disponível em: <http://www.</p><p>medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1441/sincope.htm>. Acesso em: 06 jun. 2018.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Núcleo de Biossegurança.</p><p>Manual de primeiros socorros. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2003.</p><p>DIANTE de episódios de síncope. Fleury Medicina e Saúde, n. 5, 2014. Disponível em:</p><p><http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/revista-medica/materias/</p><p>Pages/diante-de-episodios-de-sincope.aspx>. Acesso em: 06 jun. 2018.</p><p>GIESEL, V. T.; TRENTIN, D. T. (Org.). Fundamentos da saúde para cursos técnicos. Porto</p><p>Alegre: Artmed, 2017 (Série Tekne).</p><p>MOIA, A. et al. Guidelines for the diagnosis and management of syncope. European</p><p>Society of Cardiology, London, v. 30, n. 21, p. 2631-2671, Nov. 2009.</p><p>Desmaios (síncope)10</p><p>SHAH, K.; MASON, C. Procedimentos de emergência essenciais. Porto Alegre: Artmed,</p><p>2009.</p><p>SILVA, D. B. (Org.). Manual de primeiros socorros. Alfenas: UNIFENAS, 2007.</p><p>STONE, C. K.; HUMPHRIES, R. L. CURRENT: medicina de emergência: diagnóstico e</p><p>tratamento. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.</p><p>11Desmaios (síncope)</p><p>Dica do professor</p><p>Quem já desmaiou ou presenciou um desmaio, sabe o medo que dá. Vulnerabilidade, perigo de se</p><p>machucar seriamente, de não saber como agir ou até mesmo de que algo pior aconteça são</p><p>sensações comuns de quem passa por esse problema.</p><p>Assista ao vídeo da Dica do Professor e veja quais são os principais aspectos que envolvem as</p><p>situações de desmaio.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Na prática</p><p>Pessoas que sofrem de desmaios de causa indeterminada, sem evidências ou histórico de doenças</p><p>cardíacas, geralmente são acometidas pela síndrome vasovagal (SVV).</p><p>Veja aqui um caso clínico que fala sobre a SVV.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Síncope</p><p>Neste vídeo, saiba mais sobre a Avaliação Inicial da Síncope realizada pela medicina.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Síndromes Neuralmente Mediadas</p><p>Confira neste artigo informações sobre a síncope vasovagal ou disautonomia.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Síncope: epidemiologia e causas</p><p>Leia um estudo sobre a Epidemiologia e as causas da síncope.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p>