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<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIDOMBOSCO</p><p>CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING – MODALIDADE EAD</p><p>O TRABALHO RURAL INFANTIL E ADOLESCENTE</p><p>NA REGIÃO CENTRO-SUL DO PARANÁ</p><p>Relatório de pesquisa apresentado</p><p>na disciplina Projeto Integrado de</p><p>Extensão (PIEX) pelos alunos:</p><p>Débora Silva Moraes RA 209208</p><p>Rogério Oliveira Santin RA 232120</p><p>GUARAPUAVA - PR, 2023</p><p>2</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O presente relatório de pesquisa tem por objetivo identificar e descrever, com</p><p>base em dados secundários atuais, um problema ou necessidade social, cultural,</p><p>econômico ou tecnológico correspondente aos Objetivos do Desenvolvimento</p><p>Sustentável (ODS)1 formulados pela Organização das Nações Unidas, ou ONU (PACTO</p><p>GLOBAL – REDE BRASIL, 2023). Entre os 17 ODS estabelecidos pela ONU, a Escola de Gestão</p><p>do Centro Universitário UniDomBosco concentra suas atividades de extensão curricular</p><p>nos objetivos:</p><p>▪ Trabalho ou emprego decente e crescimento econômico</p><p>▪ Indústria, inovação e infraestrutura</p><p>▪ Redução das desigualdades</p><p>▪ Cidades e comunidades sustentáveis</p><p>▪ Consumo e produção responsáveis</p><p>Conforme orientam as diretrizes da disciplina Projeto Integrado de Extensão I</p><p>(PIEX I), o problema ou necessidade investigado deve estar diretamente relacionado à</p><p>realidade atual da cidade ou região onde o aluno autor da pesquisa reside. No caso dos</p><p>trabalhos em equipe, com mais de um autor, os integrantes devem optar pela cidade de</p><p>um dos integrantes do grupo. Portanto, como um dos autores deste trabalho mora em</p><p>Guarapuava, a pesquisa aqui apresentada tem como foco este município e suas</p><p>localidades vizinhas, da região centro-sul do estado do Paraná. O foco da investigação</p><p>será o trabalho de crianças e adolescentes na agricultura e pecuária.</p><p>Conforme também determinado nas diretrizes da disciplina PIEX I, no trabalho</p><p>não são apresentadas informações de fontes primárias, mas apenas de fontes</p><p>secundárias – como as publicadas por instituições de grande relevância e credibilidade,</p><p>1 Estabelecidos pela Cúpula das Nações Unidas em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável</p><p>(ODS) constituem um plano de ação global que contempla uma série de desafios críticos a serem</p><p>superados até o ano de 2030. Os ODS são orientados para a erradicação da pobreza extrema, a promoção</p><p>da educação de qualidade, a busca por sociedades pacíficas e inclusivas, e a proteção do planeta através</p><p>de práticas sustentáveis. Cada um dos 17 objetivos abrange metas específicas e indicadores mensuráveis,</p><p>buscando uma abordagem integrada para o desenvolvimento sustentável em nível global. Esses objetivos</p><p>refletem um compromisso compartilhado para criar um mundo mais equitativo, justo e ambientalmente</p><p>consciente (PACTO GLOBAL – REDE BRASIL, 2023).</p><p>3</p><p>como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Paranaense de</p><p>Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES) e a Secretaria de Estado e</p><p>Desenvolvimento Social do Paraná (SEDS). Outras fontes secundárias consultadas foram</p><p>a Declaração dos Direitos da Criança e as Convenções nº 138 e 182 da ONU, bem como</p><p>a legislação brasileira concernente ao tema, como a Constituição Federal de 1988, a Lei</p><p>Federal nº 8.069 de 1990 (ou Estatuto da Criança e do Adolescente) e o Decreto Federal</p><p>nº 6.481 de 2008, que trata da proibição das piores formas de trabalho infantil.</p><p>Guarapuava e a região centro-sul do Paraná</p><p>Inicialmente é interessante compreender o perfil socioeconômico do estado do</p><p>Paraná e da sua mesorregião centro-sul, da qual faz parte Guarapuava, que possui forte</p><p>vocação para as atividades agrícola e pecuária.</p><p>Com uma população estimada de 11.597.484, o Paraná é um dos três estados</p><p>situados na região sul do Brasil. A maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense</p><p>é composto de comércio e serviços (51,89%), seguido de 26,08% da indústria e 8,47% da</p><p>agropecuária (IPARDES, 2022). O Paraná se destaca entre as Unidades da Federação</p><p>como o segundo maior produtor nacional de grãos, e como o estado brasileiro com a</p><p>maior área territorial classificada com potencialidade agrícola "muito boa" (IBGE, 2023;</p><p>IPARDES, 2023).</p><p>O estado do Paraná é dividido em 10 mesorregiões. Constituída por 29</p><p>municípios, a mesorregião centro-sul abrange uma área de mais de 2.638.104 hectares,</p><p>correspondendo a 13% do território estadual. Com uma população de aproximadamente</p><p>180 mil habitantes, Guarapuava se destaca entre os municípios da mesorregião centro-</p><p>sul como o mais populoso, que possui maior cobertura florestal e a maior área de solos</p><p>aptos para a agricultura, a pecuária e o reflorestamento (IPARDES, 2014; PREFEITURA DE</p><p>GUARAPUAVA, 2022; IBGE, 2022). Expoente no segmento agrícola, madeireiro e de</p><p>produção de grãos, especialmente o milho, hoje Guarapuava figura como uma das 100</p><p>maiores economias agropecuárias do Brasil (IBGE, 2022).</p><p>4</p><p>Trabalho infantil e adolescente no meio rural</p><p>Conforme será aprofundado e detalhado no desenvolvimento deste trabalho,</p><p>notícias e informações de levantamentos publicados nos últimos anos revelam que o</p><p>combate ao trabalho infantil e adolescente é um desafio urgente a ser enfrentado pela</p><p>sociedade brasileira. Esse tipo de atividade acentua o estado de vulnerabilidade social</p><p>de crianças e adolescentes, expondo-os a diversas situações de prejudiciais ao seu</p><p>desenvolvimento físico, intelectual, social, psicológico e moral. Conforme alerta o</p><p>Ministério da Saúde do Brasil (2020), “o trabalho infantil sequestra a infância,</p><p>contrariando o princípio da proteção integral, por isso deve ser combatido e erradicado”.</p><p>Somente entre os meses de janeiro e abril de 2023, o Ministério do Trabalho e</p><p>Emprego (MTE) resgatou no Brasil 702 crianças e adolescentes do trabalho infantil.</p><p>Desse total, 100 eram crianças com até 13 anos de idade, 189 tinham 14 e 15 anos e 413</p><p>eram adolescentes de 16 e 17 anos. Do total de crianças e adolescentes resgatados, 562</p><p>(ou 80%) eram meninos (AGÊNCIA BRASIL, 2023).</p><p>De acordo com dados revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de</p><p>Domicílios Contínua - PNAD C (IBGE, 2022), ilustrados no gráfico a seguir, o trabalho na</p><p>agricultura é o tipo de atividade laboral à qual as crianças de 5 a 13 anos de idade mais</p><p>são submetidas (47,6% das crianças dessa idade).</p><p>Gráfico 1: Tipo de atividade laboral realizada por crianças e adolescentes</p><p>Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE, 2022).</p><p>5</p><p>O combate ao trabalho infantil e adolescente no meio rural é especialmente</p><p>importante para estados como o Paraná, onde a agricultura desempenha um papel</p><p>fundamental na economia. Segundo o Observatório da Prevenção e Erradicação do</p><p>Trabalho Infantil no Brasil2, em 2022 o Paraná bateu recorde de notificações de acidente</p><p>de trabalho infantil. Foi o maior número de casos da série histórica, que teve início em</p><p>2007 (WOLF e KRÜGER, 2023).</p><p>O enfrentamento e erradicação do trabalho rural infantil e adolescente</p><p>corresponde à meta 8.7 dos ODS, que é voltada à promoção do crescimento econômico</p><p>inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho digno para todos. A meta</p><p>8.7 orienta que os governos, empresários e sociedade em geral devem “tomar medidas</p><p>imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna</p><p>e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho</p><p>infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças-soldado”. A meta justifica e</p><p>enfatiza a necessidade da erradicação do trabalho infantil, em todas as suas formas, até</p><p>o ano de 2025.</p><p>2 Desenvolvido pela iniciativa SmartLab de Trabalho Decente – uma cooperação entre o Ministério Público</p><p>do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) –, o Observatório da Prevenção e</p><p>Erradicação do Trabalho Infantil integra informações de pesquisas e levantamentos censitários</p><p>de</p><p>repositórios públicos e oficiais integrantes do Sistema Estatístico Nacional, como do Instituto Brasileiro de</p><p>Geografia e Estatística (IBGE) e das áreas da Educação, Saúde, Trabalho e Previdência Social, Justiça, e</p><p>Assistência e Desenvolvimento Social.</p><p>6</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>A submissão ao trabalho pode causar danos irreversíveis ao desenvolvimento</p><p>integral da criança e do adolescente, comprometendo tanto sua saúde física quanto seu</p><p>bem-estar psicológico e social. A privação de uma vida regular nas fases da infância e</p><p>adolescência, com tempo adequado para as atividades escolares e familiares,</p><p>brincadeiras e convívio com outras crianças da mesma idade, pode afetar</p><p>profundamente o desenvolvimento do indivíduo, limitando suas oportunidades futuras.</p><p>“A vedação do trabalho infantil enquanto direito humano e fundamental, assim</p><p>como tantos outros direitos destinados às crianças e adolescentes, é resultado de um</p><p>processo histórico marcado por lutas sociais”, lembram Franco et. al (2022). Esse</p><p>processo teve como marco maior a adoção internacional das decisões formuladas na</p><p>Convenção dos Direitos da Criança realizada em 1989 pela ONU, que foi ratificada por</p><p>196 países (FRANCO et. al, 2022).</p><p>No âmbito internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo</p><p>das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), por meio da Convenção sobre os</p><p>Direitos da Criança, instrumento de direitos humanos mais aceito na história</p><p>universal, com a ratificação por 196 países, buscam garantir à criança e ao</p><p>adolescente proteção especial para que sejam resguardadas de qualquer</p><p>exploração econômica ou de submissão a trabalhos que lhe possam ser</p><p>prejudiciais à saúde ou desenvolvimento, seja ele físico, mental, espiritual,</p><p>moral ou social, conforme o artigo 32 da aludida convenção (FRANCO et. al,</p><p>2022).</p><p>Regulamentação nacional e internacional</p><p>Além da Convenção dos Direitos da Criança de 1989, o Ministério do Trabalho</p><p>e Emprego do Brasil (2023) cita outros importantes documentos elaborados pela ONU e</p><p>pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) que se tornaram referências</p><p>internacionais para regulamentação do trabalho infantil:</p><p>▪ Declaração dos Direitos da Criança da ONU (1959): Ponto de partida para a</p><p>doutrina da proteção integral, preconiza que a criança, em decorrência de</p><p>7</p><p>sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais,</p><p>inclusive proteção legal apropriada.</p><p>▪ Convenção nº 138 da OIT: Trata da idade mínima para admissão a emprego</p><p>ou a trabalho.</p><p>▪ Convenção nº 182 da OIT: Trata da proibição das piores formas de trabalho</p><p>infantil e ação imediata para sua eliminação</p><p>De acordo com as Convenções nº 138 e nº 182 da OIT, “é considerado trabalho</p><p>infantil o trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima de</p><p>admissão ao emprego/trabalho estabelecida no país” (ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL</p><p>DO TRABALHO, 2023). No Brasil, o artigo 7º da Constituição Federal proíbe a submissão</p><p>dos menores de 16 anos de idade a qualquer tipo de trabalho – com exceção para a</p><p>atividade laboral na condição de aprendiz3, que só pode ser exercida a partir de 14 anos.</p><p>Os menores de 18 anos são proibidos de exercer qualquer tipo de trabalho noturno,</p><p>perigoso ou insalubre (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988).</p><p>No Brasil, além da Convenção dos Direitos da Criança registrada no Decreto nº</p><p>99.710 de 1990, uma das maiores referências para nortear as políticas públicas e</p><p>atividades empresariais que envolvem crianças e adolescentes é a Lei nº 8.069, de 1990,</p><p>que regulamenta o artigo 227 da Constituição Federal. Conhecida como Estatuto da</p><p>Criança e do Adolescente, essa lei estabelece no seu artigo 69 que o adolescente tem</p><p>direito à profissionalização e à proteção no trabalho, observado o respeito à condição</p><p>peculiar de pessoa em desenvolvimento (LEI Nº 8.069, 1990). Sobre a condição de</p><p>aprendiz, que pode ser exercida a partir dos 14 anos de idade, o seu artigo 67 define que</p><p>Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno</p><p>de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não-</p><p>governamental, é vedado trabalho: I - noturno, realizado entre as vinte e duas</p><p>horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte; II - perigoso, insalubre ou</p><p>penoso; III - realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu</p><p>desenvolvimento físico, psíquico, moral e social; IV - realizado em horários e</p><p>locais que não permitam a frequência à escola (LEI Nº 8.069, 1990).</p><p>3 Segundo o artigo 428º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Contrato de aprendizagem é o</p><p>contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se</p><p>compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em</p><p>programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu</p><p>desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas</p><p>necessárias a essa formação (DECRETO-LEI Nº 5.452, de 1943).</p><p>8</p><p>Apesar das frequentes ações de conscientização e fiscalização dos órgãos</p><p>competentes governamentais federais, estaduais e municipais, de acordo com a</p><p>Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), o trabalho infantil</p><p>aumentou no Brasil entre os anos 2019 e 2022. Em 2022, o país tinha 1,9 milhão de</p><p>crianças e adolescentes com 5 a 17 anos de idade em situação de trabalho infantil, ou</p><p>seja, 4,9% desse grupo etário. Dessas crianças e adolescentes, 23,9% tinham de 5 a 13</p><p>anos de idade, 23,6% tinham 14 e 15 anos de idade e 52,5% tinham 16 e 17 anos de</p><p>idade (AGÊNCIA IBGE, 2023).</p><p>Gráfico 2: Crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil – por grupos de idade</p><p>Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD C (AGÊNCIA IBGE, 2020).</p><p>As piores formas de trabalho infantil</p><p>Conforme foi mencionado acima, no Brasil a Constituição Federal proíbe os</p><p>indivíduos menores de 18 anos – mesmo os contratados na condição de menor aprendiz</p><p>– de exercer qualquer tipo de trabalho noturno, perigoso ou insalubre (CONSTITUIÇÃO</p><p>9</p><p>DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988). A Convenção nº 182 da OIT define como</p><p>piores formas de trabalho infantil:</p><p>▪ Todas as formas de escravidão ou práticas análogas à escravidão, a exemplo</p><p>da venda e tráfico de crianças, sujeição por dívida, servidão, trabalho</p><p>forçado ou compulsório, inclusive recrutamento forçado ou obrigatório de</p><p>crianças para serem utilizadas em conflitos armados.</p><p>▪ Utilização, demanda e oferta de criança para fins de prostituição, produção</p><p>de pornografia ou atuações pornográficas.</p><p>▪ Utilização, recrutamento e oferta de criança para atividades ilícitas,</p><p>particularmente para a produção e tráfico de entorpecentes conforme</p><p>definidos nos tratados internacionais pertinentes.</p><p>▪ Trabalhos que, por sua natureza ou pelas circunstâncias em que são</p><p>executados, são suscetíveis de prejudicar a saúde, a segurança e a moral da</p><p>criança (MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, 2023).</p><p>O Ministério do Trabalho e Emprego (2023) também alerta sobre os efeitos</p><p>negativos e proíbe “a execução pelo adolescente, mesmo que atingida a idade mínima,</p><p>de trabalho perigoso, prejudicial à saúde, prejudicial ao desenvolvimento físico, psíquico,</p><p>moral e social ou que interfira na escolarização.” Na definição desse tipo de atividade, o</p><p>Brasil segue a Recomendação nº190 da OIT, que a descreve como (a) trabalhos que</p><p>expõem a criança a abuso físico, psicológico ou sexual; (b) trabalho subterrâneo, debaixo</p><p>d’água, em alturas perigosas ou em espaços confinados; (c) trabalho com máquinas,</p><p>equipamentos e instrumentos perigosos ou que envolvam manejo ou transporte manual</p><p>de cargas pesadas; (d) trabalho em ambiente insalubre que possa, por exemplo, expor a</p><p>criança a substâncias, agentes ou processamentos perigosos, ou a temperaturas ou a</p><p>níveis</p><p>de barulho ou vibrações prejudiciais a sua saúde; (e) trabalho em condições</p><p>particularmente difíceis, como trabalho por longas horas ou noturno, ou trabalho em</p><p>que a criança é injustificadamente confinada ao estabelecimento do empregador</p><p>(MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, 2023). Muitas dessas situações são próprias</p><p>do trabalho no campo, da agricultura e pecuária, que exige a interação com animais,</p><p>plantas, lavouras e florestas utilizando máquinas, instrumentos e substâncias de alto</p><p>risco à integridade física.</p><p>10</p><p>Piores Formas de Trabalho Infantil</p><p>No Brasil, o Decreto Federal nº 6.481 de 20084 sintetiza em seu anexo mais de</p><p>90 atividades laborais e seus riscos quando executadas por crianças e adolescentes, na</p><p>Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (ou Lista TIP), no intuito de servir como base</p><p>para a eliminação e prevenção dessas práticas na sociedade. 14 anos depois da</p><p>publicação desse importante decreto, em 2022 foi levantado que 756 mil crianças e</p><p>adolescentes estavam exercendo as piores formas de trabalho infantil descritos na Lista</p><p>TIP, que envolvem risco de acidentes ou são prejudiciais à saúde (AGÊNCIA IBGE, 2023).</p><p>O gráfico a seguir categoriza as crianças e adolescentes submetidas ao trabalho e ao</p><p>trabalho perigoso (TIP), e por grupos de idade.</p><p>Gráfico 3: Crianças e adolescentes em trabalho infantil perigoso (TIP) – por grupos de idade</p><p>Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD C (AGÊNCIA IBGE, 2022).</p><p>4 O Decreto Federal nº 6.481 de 12/06/2008 se fundamenta e ratifica o documento 182 formulado em</p><p>1999 durante a 87ª Conferência Internacional do Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT),</p><p>que trata da proibição das piores formas de trabalho infantil e das ações para sua eliminação. Esta</p><p>convenção foi adotada em 1999 durante a 87ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT.</p><p>11</p><p>Diversas atividades de trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura e extração</p><p>vegetal figuram na lista das piores formas de trabalho infantil e, assim, são</p><p>expressamente proibidos para quem tiver menos de 18 anos de idade. Franco et. al</p><p>(2022) explicam o meio ambiente do trabalho rural como</p><p>aquele em que o rurícola é o seu “núcleo essencial e caracterizador” e em que</p><p>“ocorrem interações materiais e imateriais relacionadas às tarefas</p><p>tipicamente agrárias - como a agricultura, a pecuária, o extrativismo etc.” -,</p><p>ou seja, em que há o uso da terra “em propriedades rurais ou em outros locais</p><p>destinados a este fim (FRANCO et. al, 2022).</p><p>Como as condições do trabalho rural fazem parte da lista TIP, é proibido</p><p>submeter crianças e adolescentes a esse tipo de atividade laboral, “salvo exceção legal</p><p>que permite esse labor a maiores de 16 anos mediante laudo específico e autorização</p><p>por órgão competente” (FRANCO et. al, 2022). Apesar disso, a PNAD Contínua de 2019</p><p>e 2022 constatou que 22,8% das crianças e adolescentes que se encontravam na</p><p>condição de trabalho infantil trabalhavam na agricultura (AGÊNCIA IBGE, 2023).</p><p>O Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola5 do IBGE de 2019 constatou que</p><p>580,1 mil crianças e adolescentes com menos de 14 anos estavam trabalhando em</p><p>estabelecimentos agropecuários do Brasil. A pecuária predominava entre as atividades</p><p>laborais exercidas por esses menores de 14 anos, seguida pelo trabalho em lavouras.</p><p>Além trabalho na pecuária e nas lavouras, o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola</p><p>categoriza o trabalho no contexto rural em horticultura, floricultura, pesca, aquicultura,</p><p>produção de florestas plantadas, produção em florestas nativas, sementes e mudas</p><p>(OBSERVATÓRIO DA PREVENÇÃO E DA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL, 2020).</p><p>5 Para o Censo Agropecuário, Floresta e Aquícola do IBGE, estabelecimento agropecuário é toda unidade</p><p>de produção/exploração dedicada, total ou parcialmente, a atividades agropecuárias, florestais e</p><p>aquícolas, independentemente de seu tamanho, de sua forma jurídica (se pertence a um produtor, a vários</p><p>produtores, a uma empresa, a um conjunto de empresas etc.), ou de sua localização (área urbana ou rural),</p><p>tendo como objetivo a produção, seja para venda (comercialização da produção) ou para subsistência</p><p>(sustento do produtor ou de sua família) (OBSERVATÓRIO DA PREVENÇÃO E DA ERRADICAÇÃO DO</p><p>TRABALHO INFANTIL, 2020).</p><p>12</p><p>Consequências do trabalho infantil e adolescente no meio rural</p><p>Infelizmente, atualmente milhares de crianças e adolescentes enfrentam a dura</p><p>realidade do trabalho rural, marcado por atividades inerentemente árduas, insalubres e</p><p>perigosas, em condições que representam uma significativa ameaça à sua saúde,</p><p>integridade física e desenvolvimento psicológico e social. Exemplos concretos dessas</p><p>condições adversas incluem o levantamento e transporte de produtos pesados, a</p><p>exposição prolongada ao sol e à chuva, o contato com agrotóxicos e o risco de ataques</p><p>por animais peçonhentos. Essa exposição a ambientes laborais prejudiciais não apenas</p><p>coloca em risco a saúde imediata desses jovens, mas também pode ter impactos de</p><p>longo prazo em seu desenvolvimento físico e mental.</p><p>Figura 1: Criança trabalhando em armazém de beneficiamento de mandioca.</p><p>O uso de faca classifica atividade como uma das piores formas de trabalho infantil.</p><p>Fonte: Ministério Público do Trabalho do Paraná (WOLF e KRÜGER, 2023).</p><p>Como foi apontado anteriormente, o Decreto Federal nº 6.481 de 2008</p><p>relaciona mais de 90 atividades laborais proibidas a crianças e adolescentes na sua Lista</p><p>das Piores Formas de Trabalho Infantil (ou Lista TIP). Parte da lista, com descrição do</p><p>trabalho e seus respectivos riscos ocupacionais e repercussões à saúde, foram adaptados</p><p>no quadro apresentado no apêndice 1 do presente trabalho.</p><p>13</p><p>No que diz respeito ao trabalho no ambiente rural, a Lista TIP descreve os riscos</p><p>ocupacionais aos quais as crianças e adolescente se submetem ao trabalhar na operação</p><p>de veículos, máquinas e instrumentos agrícolas e em atividades de extração e corte de</p><p>madeira e de plantio, cultivo e colheita de cereais, legumes, verduras e frutas etc. –</p><p>muitas vezes em ambientes sujos ou empoeirados, de atmosferas tóxicas ou sem</p><p>condições adequadas de higienização:</p><p>▪ Acidentes com máquinas, instrumentos pérfuro-cortantes e ferramentas</p><p>perigosas.</p><p>▪ Acidentes com animais peçonhentos.</p><p>▪ Acidentes com queda de árvores.</p><p>▪ Esforço físico excessivo no levantamento e transporte manual de peso.</p><p>▪ Posturas viciosas.</p><p>▪ Contato com substâncias tóxicas das plantas.</p><p>▪ Exposição à radiação solar, calor, umidade, chuva e frio.</p><p>▪ Exposição a poeiras orgânicas e seus contaminantes, como fungos e</p><p>agrotóxicos</p><p>▪ Exposição a substâncias químicas (como pesticidas e fertilizantes), poeiras</p><p>orgânicas, ácidos e substâncias tóxicas.</p><p>▪ Contato permanente com vírus, bactérias, parasitas, bacilos e fungos.</p><p>A Lista TIP do Decreto nº 6.481 também relaciona as repercussões à saúde das</p><p>crianças e adolescentes que trabalham na agricultura, pecuária, silvicultura e exploração</p><p>florestal:</p><p>▪ Fadiga física, afecções músculo-esqueléticas (bursites, tendinites, dorsalgias,</p><p>sinovites, tenossinovites), ferimentos, amputações, mutilações,</p><p>esmagamentos, contusões, fraturas, traumatismos, queimaduras</p><p>▪ Pneumoconioses, intoxicações exógenas agudas e crônicas, envenenamento,</p><p>cânceres, bissinoses, hantaviroses, urticárias; envenenamentos.</p><p>▪ Desidratação, resfriado, queimaduras na pele, envelhecimento precoce,</p><p>câncer de pele.</p><p>▪ Dificuldade respiratória, asfixia, intoxicações agudas e crônicas, doenças</p><p>respiratórias, rinite, asma, bronquite, enfisema, pneumonia, tuberculose,</p><p>irritação das vias aéreas superiores.</p><p>14</p><p>▪ Leptospirose, tétano, psitacose, dengue; hepatites virais, dermatofitoses,</p><p>candidíases, leishmanioses, blastomicoses.</p><p>▪ Arritmias cardíacas, vômitos, dermatites, leucemias, episódios depressivos.</p><p>O trabalho agrícola infantil</p><p>e adolescente no Paraná e sua região centro-sul</p><p>A organização da sociedade civil Cidade Escola Aprendiz (2021) publicou em seu</p><p>website um mapeamento da situação do trabalho infantil no Paraná, com base nas</p><p>informações da PNAD Contínua do período de 2016 a 2019. O mapeamento revela que,</p><p>da população do Paraná com idade entre 5 e 17 anos, 112.441 estão ocupados, ou</p><p>trabalhando. Destes 112.441 crianças e adolescentes que trabalham, 32.509 (ou 28,9%)</p><p>residem na zona rural. Grande parte deles (8.399) atua na criação de bovinos (CIDADE</p><p>ESCOLA APRENDIZ, 2021). Um estudo da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família</p><p>do Paraná (2023) concluiu que um dos motivos para essa situação é o fato de o estado</p><p>ainda ser predominantemente agrícola.</p><p>A situação da região centro-sul do estado é bastante preocupante. Dados</p><p>estatísticos levantados pela Consulta, Seleção e Extração de Informações do CadÚnico</p><p>(Cecad) demonstraram que, em 2018, 222 crianças e adolescentes foram vítimas do</p><p>trabalho infantil no interior da cidade de Guarapuava. A maior incidência foi registrada</p><p>nos distritos de Palmeirinha e Guará, identificando crianças e adolescentes da faixa</p><p>etária entre oito e 14 anos que trabalhavam na colheita da batata, em fornos de carvão</p><p>e na lavoura (ESTECHE, 2018). Mais recentemente, em 2022, um levantamento do</p><p>Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil constatou que o</p><p>município de Pinhão concentrava o maior número de menores de 14 anos trabalhando</p><p>na agropecuária (WOLF e KRÜGER, 2023).</p><p>Mais recentemente, em junho de 2023, a Superintendência Regional do</p><p>Trabalho no Paraná (SRTE/PR) resgatou trabalhadores em situação análoga à escravidão</p><p>em uma plantação de batatas de General Carneiro, município do sul do Paraná. Os</p><p>indivíduos resgatados estavam sendo submetidos a jornadas de trabalho exaustivas, e</p><p>trabalhando descalços nas baixas temperaturas do inverno paranaense. “Segundo a</p><p>Superintendência Regional do Trabalho no Paraná (SRTE/PR), foram três trabalhadores</p><p>15</p><p>em condições degradantes, dois adolescentes em situação de trabalho infantil e nove</p><p>trabalhadores sem o devido registro em carteira” (PORTAL G1 - GLOBO, 2023).</p><p>Segundo Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil, o</p><p>Paraná bateu recorde de notificações de acidentes de trabalho infantil em 2022 (WOLF</p><p>e KRÜGER, 2023). Um relatório elaborado pelo Centro Estadual de Saúde do Trabalhador</p><p>(CEST) em parceria com a Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde (DAV) e a Secretaria</p><p>de Estado da Saúde (SESA), identificou 138 tipos de atividades laborais exercidas pelas</p><p>crianças e adolescentes que foram vítimas de acidentes de trabalho entre 2006 e 2019</p><p>no estado. As ocupações correspondentes ao trabalho no campo são relacionadas na</p><p>tabela a seguir:</p><p>Ocupação Número de acidentes</p><p>Trabalhador agropecuário em geral 58</p><p>Trabalhador volante da agricultura 30</p><p>Trabalhador da cultura de erva-mate 8</p><p>Abatedor 8</p><p>Produtor agrícola polivalente 7</p><p>Operador de motosserra 6</p><p>Trabalhador de extração florestal, em geral 6</p><p>Tratorista agrícola 6</p><p>Trabalhador de tratamento do leite e fabricação de laticinios e afins 6</p><p>Avicultor 4</p><p>Operador de serras no desdobramento de madeira 4</p><p>Produtor agropecuário, em geral 3</p><p>Tratador de animais 3</p><p>Ajudante de carvoaria 3</p><p>Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar 2</p><p>Trabalhador da avicultura de corte 2</p><p>Trabalhador da avicultura de postura 2</p><p>Quadro 1: Relação de atividades do trabalho no campo, com base nos acidentes de trabalho</p><p>infantil e adolescente notificados no Paraná entre 2006 e 2019.</p><p>Fonte: Adaptado de Ministério Público do Trabalho do Paraná (2020).</p><p>Além dos ferimentos e danos físicos causados pelo ataque de animais e no</p><p>manuseio de instrumentos e máquinas empregados na produção agropecuária, o</p><p>mesmo relatório aponta outro sério risco a que estão expostos as crianças e</p><p>adolescentes que trabalham no ambiente rural paranaense: as intoxicações exógenas,</p><p>causadas pelos agrotóxicos. Entre 2006 e 2019 foram registrados 498 casos de</p><p>intoxicações exógenas, sendo 38% deles resultante do trabalho com agrotóxicos</p><p>(MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DO PARANÁ, 2020).</p><p>16</p><p>Em relação à agropecuária, Margaret Matos, procuradora do Trabalho e</p><p>membro da coordenação do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do</p><p>Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (FEPETI) paranaense,</p><p>destaca a fumicultura. O plantio e colheita do tabaco expõe crianças e</p><p>adolescentes a agrotóxicos e acidentes de trabalho. “Há cenas absurdas no</p><p>campo. Jovens aspergindo agrotóxicos sem saber do perigo – limpando o</p><p>aspersor com a boca até”, lamenta a procuradora. Nas cidades o foco é o</p><p>comércio ambulante, que tem se agravado nos últimos tempos (CIDADE</p><p>ESCOLA APRENDIZ, 2021).</p><p>A situação se torna ainda mais alarmante ao considerar que esses números</p><p>podem estar subestimados. Afinal, as crianças e adolescentes que são submetidos ao</p><p>trabalho no meio rural estão mais distantes dos órgãos trabalhistas de supervisão e</p><p>fiscalização, o que pode resultar em uma subnotificação dos dados. Fundamentado em</p><p>um estudo do Banco Mundial, o website Brasil Agro (2022) alerta que o número de</p><p>brasileiros de 7 a 14 anos que exercem algum tipo de trabalho infantil pode ser cerca de</p><p>sete vezes maior do que apontam as estatísticas oficiais. Uma das razões é a diferença</p><p>entre as repostas dadas pelos pais e pelas crianças nas pesquisas sobre o trabalho</p><p>infantil. Uma pesquisa entre os coletores de cacau na Costa do Marfim confirmou essa</p><p>tendência. “O estudo aponta que, ao se perguntar para as crianças se elas exercem</p><p>algum tipo de trabalho remunerado, a resposta tende a ser bem maior do que quando a</p><p>mesma pergunta é feita aos adultos responsáveis” (BRASIL AGRO, 2022).</p><p>17</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Além corresponder ao cumprimento de determinações constitucionais e legais,</p><p>de proteção dos direitos fundamentais do ser humano, o combate ao trabalho infantil é</p><p>uma questão ética e de sensibilidade humana. O exercício profissional por menores de</p><p>idade – excetuando o caso específico das atividades reguladas pelo programa menor</p><p>aprendiz – compromete o crescimento saudável dos jovens, privando-os do convívio</p><p>familiar e comunitário comum para a sua idade, e prejudicando seu potencial futuro.</p><p>Além de tomar o tempo da socialização e a participação em atividades escolares,</p><p>familiares, lúdicas e recreativas, que são comprovadamente essenciais para o</p><p>desenvolvimento emocional e das habilidades interpessoais, como fator agravante, o</p><p>trabalho precoce pode expor as crianças e adolescentes a situações perigosas, que</p><p>impõem sérios riscos à sua saúde física e mental a curto, médio e longo prazo, com</p><p>efeitos muitas vezes irreversíveis. Infelizmente, conforme foi apontado e conformado</p><p>pelas informações apresentadas e interpretadas na presente pesquisa, os casos de</p><p>trabalho infantil têm se intensificado no território brasileiro nos últimos anos, e precisam</p><p>ser fortemente combatidos.</p><p>Merece uma atenção especial o trabalho infantil no meio rural, na agricultura,</p><p>pecuária, silvicultura e extração vegetal. As atividades laborais nesses contextos constam</p><p>na lista das piores formas de trabalho infantil descritas no Decreto Federal nº 6.481 de</p><p>2008 e, portanto, são expressamente proibidas para os menores de 18 anos de idade.</p><p>Informações de relatórios de pesquisas e notícias recentes, como as mencionadas neste</p><p>trabalho, revelam a delicada situação vivida no campo pelas crianças e adolescentes do</p><p>Paraná, particularmente nas cidades da região centro-sul do estado. Os registros de</p><p>casos de trabalho rural infantil em Guarapuava e municípios vizinhos, como General</p><p>Carneiro, Palmeirinha e Guará, alertam para a necessidade urgente da efetivação de</p><p>ações de prevenção e combate a esse tipo de atividade.</p><p>Enfrentar e erradicar o trabalho infantil e adolescente</p><p>no meio rural é crucial</p><p>devido aos inúmeros riscos e impactos adversos que sua prática carreta para o</p><p>18</p><p>desenvolvimento e bem-estar dos jovens. O trabalho na agricultura e pecuária os expõe</p><p>a condições insalubres e perigosas, com alto risco de acidentes com máquinas,</p><p>instrumentos pérfuro-cortantes, substâncias tóxicas e animais peçonhentos. O</p><p>trabalhado do campo geralmente enfrenta condições climáticas extremas, como</p><p>radiação solar, calor, umidade, chuva e frio, em atividades que requerem grande esforço</p><p>físico. Assim, torna-se uma prioridade para as instituições governamentais, para a</p><p>iniciativa privada e para a sociedade intensificar os esforços para erradicar a prática do</p><p>trabalho infantil no meio rural, promovendo ambientes seguros e saudáveis para o</p><p>desenvolvimento pleno do ser humano.</p><p>19</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AGÊNCIA BRASIL. Trabalho infantil cai em 2019, mas 1,8 milhão de crianças estavam</p><p>nessa situação. Publicado em 12/06/2023 por Daniella Almeida. Disponível em</p><p>https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-06/de-janeiro-abril-</p><p>brasil-resgata-702-crian%C3%A7as-do-trabalho-infantil Acessado em 01/10/2023.</p><p>AGÊNCIA IBGE. De 2019 para 2022, trabalho infantil aumentou no país. Editoria:</p><p>Estatísticas Sociais. Publicado por Carmen Nery e Umberlândia Cabral em 20/12/2023.</p><p>Disponível em https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-</p><p>noticias/noticias/38700-de-2019-para-2022-trabalho-infantil-aumentou-no-</p><p>pais#:~:text=Em%202022%2C%20o%20Brasil%20tinha,2019%2C%20mas%20cresceu%</p><p>20em%202022. Acessado em 24/08/2023.</p><p>AGÊNCIA IBGE. Trabalho infantil cai em 2019, mas 1,8 milhão de crianças estavam nessa</p><p>situação. Editoria: Estatísticas Sociais. Publicado por Adriana Saraiva em 17/12/2020.</p><p>Disponível em https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-</p><p>noticias/noticias/29738-trabalho-infantil-cai-em-2019-mas-1-8-milhao-de-criancas-</p><p>estavam-nessa-situacao Acessado em 15/09/2023.</p><p>ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MEDICINA DO TRABALHO. Aplicativo é novo aliado no</p><p>combate ao trabalho infantil. Publicado em 21/06/2022. Disponível em</p><p>https://www.anamt.org.br/portal/2016/06/27/aplicativo-e-novo-aliado-no-combate-</p><p>ao-trabalho-infantil/ Acessado em 12/10/2023.</p><p>BRASIL AGRO. Trabalho infantil no Brasil pode ser 7 vezes maior do que apontam</p><p>pesquisas. Publicado em 13/04/2022. Disponível em</p><p>https://www.brasilagro.com.br/conteudo/trabalho-infantil-no-brasil-pode-ser-7-vezes-</p><p>maior-do-que-apontam-pesquisas.html Acessado em 09/10/2023.</p><p>CIDADE ESCOLA APRENDIZ. Trabalho infantil no Paraná. Estudo “O trabalho infantil no</p><p>Brasil: análise dos microdados da PNAD-C 2019”. Publicado em 2021. Disponível em</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/mapa-do-trabalho-infantil/trabalho-infantil-</p><p>parana/ Acessado em 07/11/2023.</p><p>CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Governo lança</p><p>cartilha sobre enfrentamento ao trabalho infantil. Publicado em 29/07/2020.</p><p>Disponível em https://www.cedca.pr.gov.br/Noticia/Governo-lanca-cartilha-sobre-</p><p>enfrentamento-ao-trabalho-infantil Acessado em 16/10/2023.</p><p>CRIANÇA LIVRE DE TRABALHO INFANTIL. Podcast reflete sobre as piores formas de</p><p>trabalho infantil. Publicado em 28/10/2022. Disponível em</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/noticias/reportagens/podcast-reflete-sobre-as-</p><p>piores-formas-de-trabalho-infantil/ Acessado em 16/10/2023.</p><p>https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-06/de-janeiro-abril-brasil-resgata-702-crian%C3%A7as-do-trabalho-infantil</p><p>https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-06/de-janeiro-abril-brasil-resgata-702-crian%C3%A7as-do-trabalho-infantil</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38700-de-2019-para-2022-trabalho-infantil-aumentou-no-pais#:~:text=Em%202022%2C%20o%20Brasil%20tinha,2019%2C%20mas%20cresceu%20em%202022</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38700-de-2019-para-2022-trabalho-infantil-aumentou-no-pais#:~:text=Em%202022%2C%20o%20Brasil%20tinha,2019%2C%20mas%20cresceu%20em%202022</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38700-de-2019-para-2022-trabalho-infantil-aumentou-no-pais#:~:text=Em%202022%2C%20o%20Brasil%20tinha,2019%2C%20mas%20cresceu%20em%202022</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38700-de-2019-para-2022-trabalho-infantil-aumentou-no-pais#:~:text=Em%202022%2C%20o%20Brasil%20tinha,2019%2C%20mas%20cresceu%20em%202022</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/29738-trabalho-infantil-cai-em-2019-mas-1-8-milhao-de-criancas-estavam-nessa-situacao</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/29738-trabalho-infantil-cai-em-2019-mas-1-8-milhao-de-criancas-estavam-nessa-situacao</p><p>https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/29738-trabalho-infantil-cai-em-2019-mas-1-8-milhao-de-criancas-estavam-nessa-situacao</p><p>https://www.anamt.org.br/portal/2016/06/27/aplicativo-e-novo-aliado-no-combate-ao-trabalho-infantil/</p><p>https://www.anamt.org.br/portal/2016/06/27/aplicativo-e-novo-aliado-no-combate-ao-trabalho-infantil/</p><p>https://www.brasilagro.com.br/conteudo/trabalho-infantil-no-brasil-pode-ser-7-vezes-maior-do-que-apontam-pesquisas.html</p><p>https://www.brasilagro.com.br/conteudo/trabalho-infantil-no-brasil-pode-ser-7-vezes-maior-do-que-apontam-pesquisas.html</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/mapa-do-trabalho-infantil/trabalho-infantil-parana/</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/mapa-do-trabalho-infantil/trabalho-infantil-parana/</p><p>https://www.cedca.pr.gov.br/Noticia/Governo-lanca-cartilha-sobre-enfrentamento-ao-trabalho-infantil</p><p>https://www.cedca.pr.gov.br/Noticia/Governo-lanca-cartilha-sobre-enfrentamento-ao-trabalho-infantil</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/noticias/reportagens/podcast-reflete-sobre-as-piores-formas-de-trabalho-infantil/</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/noticias/reportagens/podcast-reflete-sobre-as-piores-formas-de-trabalho-infantil/</p><p>20</p><p>CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. promulgada em 05/10/1988.</p><p>Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</p><p>Acessado em 30/09/2023.</p><p>DECRETO Nº 6.481, DE 12 DE JUNHO DE 2008. Trata da proibição das piores formas de</p><p>trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação. Disponível em</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6481.htm</p><p>Acessado em 27/09/2023.</p><p>DECRETO No 99.710, DE 21 DE NOVEMBRO DE 1990. Promulga a Convenção sobre os</p><p>Direitos da Criança. Disponível em</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d99710.htm Acessado em</p><p>21/09/2023.</p><p>DECRETO-LEI Nº 5.452, DE 1º DE MAIO DE 1943. Aprova a Consolidação das Leis do</p><p>Trabalho. Disponível em</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art428 Acessado em</p><p>02/10/2023.</p><p>ESTECHE, Cristina. Mão de obra infantil: mais de 200 crianças e adolescentes são</p><p>vítimas da exploração, em Guarapuava. Publicado em Rede Sul de Notícias em</p><p>13/06/2018. Disponível em https://redesuldenoticias.com.br/noticias/cerca-de-222-</p><p>criancas-e-adolescentes-sao-vitimas-da-exploracao-da-mao-de-obra-infantil-em-</p><p>guarapuava/ Acessado em 13/10/2023.</p><p>FRANCO, Dulcely Silva; SILVA, Samara Tavares Agapto das Neves de Almeida; PADILHA,</p><p>Norma Sueli. Trabalho infantil no meio ambiente do trabalho rural, riscos e danos à</p><p>saúde de crianças e adolescentes e possíveis medidas ao seu enfrentamento. XI</p><p>Encontro Internacional do Conpedi Chile – Santiago. Jul-dez de 2022, v. 8, n. 1, p. 297-318.</p><p>Disponível em https://indexlaw.org/index.php/conpedireview/article/view/9056</p><p>Acessado em 16/10/2023.</p><p>G1 – GLOBO. Trabalhadores em situação análoga à escravidão são resgatados em</p><p>plantação de batata em General Carneiro. Publicado em 15/06/2023. Disponível em</p><p>https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2023/06/15/trabalhadores-em-</p><p>situacao-analoga-a-escravidao-sao-resgatados-em-plantacao-de-batata-em-general-</p><p>carneiro.ghtml Acessado em 11/09/2023.</p><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Levantamento Sistemático</p><p>da Produção Agrícola. Publicado em 08/02/2023. Disponível em</p><p>https://ftp.ibge.gov.br/Producao_Agricola/Levantamento_Sistematico_da_Producao_A</p><p>gricola_%5Bmensal%5D/Fasciculo_Indicadores_IBGE/2023/estProdAgri_202301.pdf</p><p>Acessado em 03/11/2023.</p><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Pesquisa Nacional por</p><p>Amostra de Domicílios Contínua. Publicado em 2022. Disponível em</p><p>https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6481.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d99710.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm#art428</p><p>https://redesuldenoticias.com.br/noticias/cerca-de-222-criancas-e-adolescentes-sao-vitimas-da-exploracao-da-mao-de-obra-infantil-em-guarapuava/</p><p>https://redesuldenoticias.com.br/noticias/cerca-de-222-criancas-e-adolescentes-sao-vitimas-da-exploracao-da-mao-de-obra-infantil-em-guarapuava/</p><p>https://redesuldenoticias.com.br/noticias/cerca-de-222-criancas-e-adolescentes-sao-vitimas-da-exploracao-da-mao-de-obra-infantil-em-guarapuava/</p><p>https://indexlaw.org/index.php/conpedireview/article/view/9056</p><p>https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2023/06/15/trabalhadores-em-situacao-analoga-a-escravidao-sao-resgatados-em-plantacao-de-batata-em-general-carneiro.ghtml</p><p>https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2023/06/15/trabalhadores-em-situacao-analoga-a-escravidao-sao-resgatados-em-plantacao-de-batata-em-general-carneiro.ghtml</p><p>https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2023/06/15/trabalhadores-em-situacao-analoga-a-escravidao-sao-resgatados-em-plantacao-de-batata-em-general-carneiro.ghtml</p><p>https://ftp.ibge.gov.br/Producao_Agricola/Levantamento_Sistematico_da_Producao_Agricola_%5Bmensal%5D/Fasciculo_Indicadores_IBGE/2023/estProdAgri_202301.pdf</p><p>https://ftp.ibge.gov.br/Producao_Agricola/Levantamento_Sistematico_da_Producao_Agricola_%5Bmensal%5D/Fasciculo_Indicadores_IBGE/2023/estProdAgri_202301.pdf</p><p>https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html</p><p>21</p><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Potencial Agrícola Natural</p><p>das Terras do Brasil. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em</p><p>https://www.aen.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2022-</p><p>12/0512mapa.pdf Acessado em 22/10/2023.</p><p>INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – IPARDES.</p><p>Leituras Regionais: Mesorregião Geográfica Centro-Sul Paranaense. Curitiba, IPARDES-</p><p>BRDE, 2014. Disponível em</p><p>http://www.ipardes.gov.br/biblioteca/docs/leituras_reg_meso_centro_sul.pdf</p><p>Acessado em 25/08/2023.</p><p>INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – IPARDES.</p><p>Paraná em números – Produto Interno Bruto estadual. Disponível em</p><p>https://www.ipardes.pr.gov.br/Pagina/Parana-em-Numeros Acessado em 08/08/2023.</p><p>INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – IPARDES.</p><p>Perfil do estado do Paraná. Disponível em</p><p>http://www.ipardes.gov.br/perfil_municipal/MontaPerfil.php?codlocal=1000&btOk=ok</p><p>Acessado em 08/08/2023.</p><p>LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do</p><p>Adolescente e dá outras providências. Disponível em</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm Acessado em 02/10/2023.</p><p>LEI Nº 10.097, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. Dispõe sobre direitos, deveres e requisitos</p><p>do emprego de menores na condição de aprendizes. Disponível em</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10097.htm Acessado em 11/10/2023.</p><p>Acessado em 06/10/2023.</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE – BRASIL. Consequências do trabalho infantil - Os acidentes</p><p>registrados nos Sistemas de Informação em Saúde. Brasília, DF: 2020. Disponível em</p><p>https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/junho/ministerio-lanca-</p><p>cartilha-sobre-as-consequencias-do-trabalho-infantil/Trabalhoinfantil_MS.pdf</p><p>Acessado em 08/11/2023.</p><p>MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Manual de perguntas e respostas sobre</p><p>trabalho infantil e proteção ao adolescente trabalhador. Brasília, 2023. Disponível em</p><p>https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-</p><p>conteudo/2023/junho/Manualdecombateaotrabalhoinfantiledeproteoaoadolescentetr</p><p>abalhador.pdf Acessado em 11/10/2023.</p><p>MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DO PARANÁ – MPT PR. Mapa do trabalho infantil</p><p>no paraná a partir da análise dos acidentes de trabalho com crianças e adolescentes.</p><p>Publicado em 2020. Disponível em</p><p>https://www.prt9.mpt.mp.br/images/arquivos/materias/2020/MAPA_DO_TRABALHO_</p><p>INFANTIL_VERS%C3%83O_FINAL_14_04_20_2.pdf Acessado em 03/11/2023.</p><p>https://www.aen.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2022-12/0512mapa.pdf</p><p>https://www.aen.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2022-12/0512mapa.pdf</p><p>http://www.ipardes.gov.br/biblioteca/docs/leituras_reg_meso_centro_sul.pdf</p><p>https://www.ipardes.pr.gov.br/Pagina/Parana-em-Numeros</p><p>http://www.ipardes.gov.br/perfil_municipal/MontaPerfil.php?codlocal=1000&btOk=ok</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10097.htm%20Acessado%20em%2011/10/2023</p><p>https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/junho/ministerio-lanca-cartilha-sobre-as-consequencias-do-trabalho-infantil/Trabalhoinfantil_MS.pdf</p><p>https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/junho/ministerio-lanca-cartilha-sobre-as-consequencias-do-trabalho-infantil/Trabalhoinfantil_MS.pdf</p><p>https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2023/junho/Manualdecombateaotrabalhoinfantiledeproteoaoadolescentetrabalhador.pdf</p><p>https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2023/junho/Manualdecombateaotrabalhoinfantiledeproteoaoadolescentetrabalhador.pdf</p><p>https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2023/junho/Manualdecombateaotrabalhoinfantiledeproteoaoadolescentetrabalhador.pdf</p><p>https://www.prt9.mpt.mp.br/images/arquivos/materias/2020/MAPA_DO_TRABALHO_INFANTIL_VERS%C3%83O_FINAL_14_04_20_2.pdf</p><p>https://www.prt9.mpt.mp.br/images/arquivos/materias/2020/MAPA_DO_TRABALHO_INFANTIL_VERS%C3%83O_FINAL_14_04_20_2.pdf</p><p>22</p><p>OBSERVATÓRIO DA PREVENÇÃO E DA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL. Trabalho</p><p>Infantil no Censo Agropecuário 2019. Disponível em</p><p>https://smartlabbr.org/trabalho%infantil/localidade/0dimensao=censoAgro Acessado</p><p>em 16/09/2023.</p><p>ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO – OIT. Trabalho Infantil. Disponível em</p><p>https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-infantil/WCMS_565163/lang--</p><p>pt/index.htm Acessado em 13/10/2023.</p><p>PACTO GLOBAL – REDE BRASIL. Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p><p>Acessado em agosto de 2023. Disponível em https://www.pactoglobal.org.br/ods</p><p>Acessado em 26/10/2023.</p><p>PREFEITURA DE GUARAPUAVA. Sobre Guarapuava. Publicado em 2022. Disponível em</p><p>https://guarapuava.pr.gov.br/conheca-guarapuava/sobre-guarapuava/ Acessado em</p><p>26/10/2023.</p><p>SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E FAMÍLIA. Campanha para Erradicação do</p><p>Trabalho Infantil no Campo. Acessado em 17/08/2023. Disponível em</p><p>https://www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br/Pagina/Campanha-para-Erradicacao-do-</p><p>Trabalho-Infantil-no-Campo Acessado em 08/09/2023.</p><p>SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO. Game “Futuro em Jogo”</p><p>aborda combate ao trabalho infantil. Publicado em 11/08/2016. Disponível em</p><p>https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/15231-game-</p><p>futuro-em-jogo-aborda-combate-ao-trabalho-infantil Acessado em 08/09/2023.</p><p>TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 12ª REGIÃO – SANTA CATARINA. Trabalho</p><p>Infantil – Material para baixar. Disponível em</p><p>https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/Trabalho%20Infantil/material.js</p><p>p Acessado em 02/10/2023.</p><p>UNICEF BRASIL. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</p><p>– ainda é possível mudar</p><p>2030. Acessado em agosto de 2023. Disponível em</p><p>https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel Acessado em</p><p>26/10/2023.</p><p>WOLF, Carolina; KRÜGER, Helena. Paraná bate recorde de notificações de acidente de</p><p>trabalho infantil em 2022. Publicado em 15/06/2023. Disponível em</p><p>https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2023/06/15/parana-bate-recorde-de-</p><p>notificacoes-de-acidente-de-trabalho-infantil-em-2022.ghtml Acessado em</p><p>15/09/2023.</p><p>https://smartlabbr.org/trabalho%25infantil/localidade/0dimensao=censoAgro</p><p>https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-infantil/WCMS_565163/lang--pt/index.htm</p><p>https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-infantil/WCMS_565163/lang--pt/index.htm</p><p>https://www.pactoglobal.org.br/ods</p><p>https://guarapuava.pr.gov.br/conheca-guarapuava/sobre-guarapuava/</p><p>https://www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br/Pagina/Campanha-para-Erradicacao-do-Trabalho-Infantil-no-Campo</p><p>https://www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br/Pagina/Campanha-para-Erradicacao-do-Trabalho-Infantil-no-Campo</p><p>https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/15231-game-futuro-em-jogo-aborda-combate-ao-trabalho-infantil</p><p>https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/15231-game-futuro-em-jogo-aborda-combate-ao-trabalho-infantil</p><p>https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/Trabalho%20Infantil/material.jsp</p><p>https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/Trabalho%20Infantil/material.jsp</p><p>https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel</p><p>https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2023/06/15/parana-bate-recorde-de-notificacoes-de-acidente-de-trabalho-infantil-em-2022.ghtml</p><p>https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2023/06/15/parana-bate-recorde-de-notificacoes-de-acidente-de-trabalho-infantil-em-2022.ghtml</p><p>23</p><p>OBJETIVO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</p><p>As informações apresentadas no presente relatório de pesquisa se referem ao 8º</p><p>Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, denominado “trabalho</p><p>descente e crescimento econômico”, que visa à promoção do crescimento econômico</p><p>inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho digno para todos. Esse</p><p>objetivo chama a atenção para a necessidade da promoção de sociedades justas e</p><p>igualitárias, em uma abordagem integrada e simultânea das questões sociais e</p><p>econômicas para alcançar um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.</p><p>A meta 8.7 do 8º ODS orienta que os governos, empresários e sociedade em</p><p>geral devem “tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado,</p><p>acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e</p><p>eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de</p><p>crianças-soldado”. A meta destaca a urgência de se combater e acabar com o trabalho</p><p>infantil, em todas as suas formas, até o ano de 2025. Ou seja, é possível concluir que o</p><p>enfrentamento e erradicação do trabalho rural infantil e adolescente são componentes</p><p>importantes para atingir a meta 8.7 dos ODS da ONU.</p><p>24</p><p>SOLUÇÃO</p><p>Conforme orientam as diretrizes de Projeto Integrado de Extensão I (PIEX I), o</p><p>relatório de pesquisa submetido para avaliação e aprovação na disciplina tem por</p><p>objetivo identificar um problema ou necessidade diretamente relacionado ao contexto</p><p>social, cultural, tecnológico ou econômico da cidade ou região onde o aluno autor da</p><p>pesquisa reside. As informações do relatório de pesquisa elaborado na disciplina PIEX I</p><p>deve fundamentar o desenvolvimento do conteúdo e das estratégias de divulgação da</p><p>mídia (impressa ou digital) a ser produzida na disciplina PIEX II, com a finalidade de</p><p>atender a necessidade ou solucionar/atuar o problema em questão.</p><p>No que diz respeito ao presente trabalho, a mídia a ser produzida na disciplina</p><p>PIEX II pode encontrar inspiração em conteúdos, formatos e estratégias comunicacionais</p><p>de ações como:</p><p>Cartilha sobre enfrentamento ao trabalho infantil: Iniciativa do Departamento de</p><p>Políticas Públicas para Criança e Adolescente da Justiça, Família e Trabalho do Estado do</p><p>Paraná, uma cartilha distribuída exclusivamente em formato digital (pdf) tem como</p><p>objetivo alertar e conscientizar os profissionais e trabalhadores de diferentes áreas sobre</p><p>as questões legais e éticas do trabalho infantil (CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA</p><p>CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, 2020).</p><p>Disponível em</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/trabalho-infantil/piores-formas/</p><p>Aplicativo gratuito para dispositivos Android: Desenvolvido pelo Fórum Estadual de</p><p>Prevenção e Erradicação ao Trabalho Infantil (FEPETI) do Mato Grosso, o aplicativo</p><p>possibilita que denúncias, anônimas ou não, sobre situações de trabalho infantil sejam</p><p>feitas por qualquer pessoa, de qualquer lugar do estado (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE</p><p>MEDICINA DO TRABALHO, 2022).</p><p>Disponível em</p><p>https://www.anamt.org.br/portal/2016/06/27/aplicativo-e-novo-aliado-no-combate-</p><p>ao-trabalho-infantil/</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/trabalho-infantil/piores-formas/</p><p>https://www.anamt.org.br/portal/2016/06/27/aplicativo-e-novo-aliado-no-combate-ao-trabalho-infantil/</p><p>https://www.anamt.org.br/portal/2016/06/27/aplicativo-e-novo-aliado-no-combate-ao-trabalho-infantil/</p><p>25</p><p>Material lúdico e educativo para famílias: Jogos, histórias em quadrinhos e atividades</p><p>educativas em formato digital, para uso das famílias, são disponibilizados para dowload</p><p>gratuito no website do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, de Santa Catarina</p><p>(TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 12ª REGIÃO, 2020).</p><p>Disponível em</p><p>https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/Trabalho%20Infantil/material.js</p><p>p</p><p>Página em rede social: Além de um website, o movimento Criança Livre de Trabalho</p><p>Infantil mantém uma página no Instagram para divulgar campanhas, notícias, eventos,</p><p>canais de denúncia e informações sobre as consequências do trabalho infantil (CRIANÇA</p><p>LIVRE DE TRABALHO INFANTIL, 2023).</p><p>Disponível em https://www.instagram.com/livredetrabalhoinfantil/</p><p>Podcast: Projeto realizado pelo movimento Criança Livre de Trabalho Infantil, com apoio</p><p>do Ministério Público do Trabalho, para alertar e refletir sobre as piores formas de</p><p>trabalho infantil. Os episódios do podcast foram divulgados no Instagram, na página do</p><p>projeto (CRIANÇA LIVRE DE TRABALHO INFANTIL, 2022).</p><p>Disponível em</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/noticias/reportagens/podcast-reflete-sobre-as-</p><p>piores-formas-de-trabalho-infantil/</p><p>Game “Futuro em Jogo”: Disponibilizado gratuitamente para crianças com mais de 9</p><p>anos de idade, o jogo intitulado “Futuro em Jogo” é um “runner” (gênero em que o</p><p>personagem se desloca continuamente) onde é preciso superar obstáculos para poder</p><p>avançar por um total de quatro fases que retratam situações da infância e a</p><p>adolescência. Projeto viabilizado em uma parceria do Tribunal Regional do Trabalho de</p><p>Mato Grosso com o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Ministério Público do Trabalho</p><p>(MPT) (SINDICATO DOS ENGENHEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO, 2016).</p><p>Disponível em</p><p>https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/15231-game-</p><p>futuro-em-jogo-aborda-combate-ao-trabalho-infantil</p><p>https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/Trabalho%20Infantil/material.jsp</p><p>https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/Trabalho%20Infantil/material.jsp</p><p>https://www.instagram.com/livredetrabalhoinfantil/</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/noticias/reportagens/podcast-reflete-sobre-as-piores-formas-de-trabalho-infantil/</p><p>https://livredetrabalhoinfantil.org.br/noticias/reportagens/podcast-reflete-sobre-as-piores-formas-de-trabalho-infantil/</p><p>https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/15231-game-futuro-em-jogo-aborda-combate-ao-trabalho-infantil</p><p>https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/15231-game-futuro-em-jogo-aborda-combate-ao-trabalho-infantil</p><p>26</p><p>APÊNDICE</p><p>1:</p><p>TRABALHOS PREJUDICIAIS À SAÚDE E À SEGURANÇA DA CRIANÇA</p><p>Quadro adaptado de Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), publicada</p><p>no anexo 1 do Decreto Federal nº 6.481 de 12/06/2008.</p><p>As informações do quadro se limitam à agricultura, pecuária, silvicultura e exploração</p><p>florestal. O anexo 1 do Decreto nº 6.481 também trata das atividades: pesca; indústria</p><p>extrativa; indústria de transformação; produção e distribuição de eletricidade, gás e</p><p>água; construção; comércio (reparação de veículos automotores objetos pessoais e</p><p>domésticos); transporte e armazenagem; saúde e serviços sociais; serviços coletivos,</p><p>sociais, pessoais e outros; serviços domésticos; trabalhos prejudiciais à moralidade.</p><p>ATIVIDADE: AGRICULTURA, PECUÁRIA, SILVICULTURA E EXPLORAÇÃO FLORESTAL</p><p>Descrição dos trabalhos Riscos ocupacionais Repercussões à saúde</p><p>Na direção e operação de</p><p>tratores, máquinas agrícolas e</p><p>esmeris, quando motorizados e</p><p>em movimento</p><p>Acidentes com máquinas,</p><p>instrumentos ou ferramentas</p><p>perigosas</p><p>Afecções músculo-</p><p>esqueléticas (bursites,</p><p>tendinites, dorsalgias,</p><p>sinovites, tenossinovites),</p><p>mutilações, esmagamentos,</p><p>fraturas</p><p>No processo produtivo do fumo,</p><p>algodão, sisal, cana-de-açúcar e</p><p>abacaxi</p><p>Esforço físico e posturas</p><p>viciosas; exposição a poeiras</p><p>orgânicas e seus contaminantes,</p><p>como fungos e agrotóxicos;</p><p>contato com substâncias tóxicas</p><p>da própria planta; acidentes</p><p>com animais peçonhentos;</p><p>exposição, sem proteção</p><p>adequada, à radiação solar,</p><p>calor, umidade, chuva e frio;</p><p>acidentes com instrumentos</p><p>pérfuro-cortantes</p><p>Afecções músculo-</p><p>esqueléticas (bursites,</p><p>tendinites, dorsalgias,</p><p>sinovites, tenossinovites);</p><p>pneumoconioses; intoxicações</p><p>exógenas; cânceres;</p><p>bissinoses; hantaviroses;</p><p>urticárias; envenenamentos;</p><p>intermações; queimaduras na</p><p>pele; envelhecimento</p><p>precoce; câncer de pele;</p><p>desidratação; doenças</p><p>respiratórias; ceratoses</p><p>actínicas; ferimentos e</p><p>mutilações; apagamento de</p><p>digitais</p><p>Na colheita de cítricos, pimenta</p><p>malagueta e semelhantes</p><p>Esforço físico, levantamento e</p><p>transporte manual de peso;</p><p>posturas viciosas; exposição,</p><p>sem proteção adequada, à</p><p>radiação solar, calor, umidade,</p><p>chuva e frio; contato com ácido</p><p>Afecções músculo-</p><p>esqueléticas (bursites,</p><p>tendinites, dorsalgias,</p><p>sinovites, tenossinovites);</p><p>intermações; queimaduras na</p><p>pele; envelhecimento</p><p>precoce; câncer de pele;</p><p>27</p><p>da casca; acidentes com</p><p>instrumentos pérfuro-cortantes</p><p>desidratação; doenças</p><p>respiratórias; ceratoses</p><p>actínicas; apagamento de</p><p>digitais; ferimentos;</p><p>mutilações</p><p>No beneficiamento do fumo,</p><p>sisal, castanha de caju e cana-de-</p><p>açúcar</p><p>Esforço físico, levantamento e</p><p>transporte de peso; exposição a</p><p>poeiras orgânicas, ácidos e</p><p>substâncias tóxicas</p><p>Fadiga física; afecções</p><p>músculo-esqueléticas,</p><p>(bursites, tendinites,</p><p>dorsalgias, sinovites,</p><p>tenossinovites); intoxicações</p><p>agudas e crônicas; rinite;</p><p>bronquite; vômitos;</p><p>dermatites ocupacionais;</p><p>apagamento das digitais</p><p>Na pulverização, manuseio e</p><p>aplicação de agrotóxicos,</p><p>adjuvantes, e produtos afins,</p><p>incluindo limpeza de</p><p>equipamentos, descontaminação,</p><p>disposição e retorno de</p><p>recipientes vazios</p><p>Exposição a substâncias</p><p>químicas, tais como, pesticidas</p><p>e fertilizantes, absorvidos por</p><p>via oral, cutânea e respiratória</p><p>Intoxicações agudas e</p><p>crônicas; poli-neuropatias;</p><p>dermatites de contato;</p><p>dermatites alérgicas;</p><p>osteomalácias do adulto</p><p>induzidas por drogas;</p><p>cânceres; arritmias cardíacas;</p><p>leucemias e episódios</p><p>depressivos</p><p>Em locais de armazenamento ou</p><p>de beneficiamento em que haja</p><p>livre desprendimento de poeiras</p><p>de cereais e de vegetais</p><p>Exposição a poeiras e seus</p><p>contaminantes</p><p>Bissinoses; asma; bronquite;</p><p>rinite alérgica; enfizema;</p><p>pneumonia e irritação das vias</p><p>aéreas superiores</p><p>Em estábulos, cavalariças, currais,</p><p>estrebarias ou pocilgas, sem</p><p>condições adequadas de</p><p>higienização</p><p>Acidentes com animais e</p><p>contato permanente com vírus,</p><p>bactérias, parasitas, bacilos e</p><p>fungos</p><p>Afecções músculo-</p><p>esqueléticas(bursites,</p><p>tendinites, dorsalgias,</p><p>sinovites, tenossinovites);</p><p>contusões; tuberculose;</p><p>carbúnculo; brucelose;</p><p>leptospirose; tétano;</p><p>psitacose; dengue; hepatites</p><p>virais; dermatofitoses;</p><p>candidíases; leishmanioses</p><p>cutâneas e cutâneo-mucosas</p><p>e blastomicoses</p><p>No interior ou junto a silos de</p><p>estocagem de forragem ou grãos</p><p>com atmosferas tóxicas,</p><p>explosivas ou com deficiência de</p><p>oxigênio</p><p>Exposição a poeiras e seus</p><p>contaminantes; queda de nível;</p><p>explosões; baixa pressão parcial</p><p>de oxigênio</p><p>Asfixia; dificuldade</p><p>respiratória; asma</p><p>ocupacional; pneumonia;</p><p>bronquite; rinite;</p><p>traumatismos; contusões e</p><p>queimaduras</p><p>Com sinalizador na aplicação</p><p>aérea de produtos ou defensivos</p><p>agrícolas</p><p>Exposição a substâncias</p><p>químicas, tais como pesticidas e</p><p>fertilizantes, absorvidos por via</p><p>oral, cutânea e respiratória</p><p>Intoxicações exógenas agudas</p><p>e crônicas; polineuropatias;</p><p>dermatites; rinite; bronquite;</p><p>leucemias; arritmia cardíaca;</p><p>cânceres; leucemias;</p><p>neurastenia e episódios</p><p>depressivos.</p><p>Na extração e corte de madeira Acidentes com queda de</p><p>árvores, serra de corte,</p><p>máquinas e ofidismo</p><p>Afecções músculo-</p><p>esqueléticas (bursites,</p><p>tendinites, dorsalgias,</p><p>sinovites, tenossinovites);</p><p>28</p><p>esmagamentos; amputações;</p><p>lacerações; mutilações;</p><p>contusões; fraturas;</p><p>envenenamento e</p><p>blastomicose</p><p>Em manguezais e lamaçais Exposição à umidade; cortes;</p><p>perfurações; ofidismo, e contato</p><p>com excrementos</p><p>Rinite; resfriados; bronquite;</p><p>envenenamentos;</p><p>intoxicações exógenas;</p><p>dermatites; leptospirose;</p><p>hepatites virais;</p><p>dermatofitoses e candidíases</p>

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