Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIA</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>Sumário ............................................................................................... 1</p><p>NOSSA HISTÓRIA .............................................................................. 2</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................. 4</p><p>A SEGURANÇA DO PACIENTE COMO UMA QUESTÃO</p><p>ESTRATÉGICA NO MUNDO CONCEITO DA PRÁTICA BASEADA NA</p><p>EVIDÊNCIA (PBE) ...................................................................................... 6</p><p>IMPLICAÇÕES DO PBE NA ENFERMAGEM ................................ 10</p><p>ESTRATÉGIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA PRÁTICA</p><p>BASEADA EM EVIDÊNCIAS .................................................................... 18</p><p>CONCLUSÃO ................................................................................ 25</p><p>REFERÊNCIAS .............................................................................. 27</p><p>2</p><p>NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de</p><p>empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de</p><p>Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criada a nossa instituição, como</p><p>entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior.</p><p>A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas</p><p>de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a</p><p>participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua</p><p>formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos</p><p>culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e</p><p>comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de</p><p>comunicação.</p><p>A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de</p><p>forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir</p><p>uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma</p><p>das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela</p><p>inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.</p><p>3</p><p>VÍDEOS DE APOIO</p><p>Visando promover mais um pouco de conhecimento sobre o assunto</p><p>de PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIA, foram selecionados alguns</p><p>vídeos que deverão ser assistidos antes de inciar a leitura do conteúdo</p><p>da apostila.</p><p>➢ Vídeo 1: Protocolos Assistenciais de Enfermagem e a</p><p>Prática Baseada em Evidência</p><p>Disponível em:< https://www.youtube.com/watch?v=v62mzXbZfI4 ></p><p>Sinopse: o Canal COREN- SP, por meio do projeto COREN sem fronteiras,</p><p>com a Prof.Cibele Andrucioli e a Enfermeira Talita Rewa, traz um vídeo com</p><p>os seguintes objetivos:</p><p>Colaborar para a construção e uso de protocolos assistenciais de</p><p>Enfermagem baseados em Evidência na atenção em saúde; rememorar</p><p>princípios de busca e seleção da literatura; estimular na equipe de</p><p>Enfermagem de contínuo questionamento sobre as melhores práticas</p><p>assistenciais.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=v62mzXbZfI4</p><p>4</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A prática baseada em evidências é um procedimento que visa a</p><p>melhoria da qualidade da assistência à saúde. Esta prática engloba a</p><p>definição de um problema, a busca e avaliação crítica das evidências</p><p>disponíveis, implementação das evidências na prática e avaliação dos</p><p>resultados obtidos. Incorporando ainda, a competência clínica do profissional</p><p>de saúde e as preferências do cliente para a tomada de decisão em relação à</p><p>assistência prestada.</p><p>A implantação da prática baseada em evidências tende a gerar uma</p><p>melhora na qualidade da assistência prestada ao paciente e intensificação do</p><p>julgamento clínico; os profissionais de saúde devem saber como obter,</p><p>interpretar e integrar as evidências provindas de pesquisas com os dados do</p><p>paciente e as observações clínicas.</p><p>As intervenções de saúde tendem a se tornar mais efetivas, e seus</p><p>resultados geram a melhoria da assistência ao paciente ao ser utilizada essa</p><p>abordagem como eixo norteador. Os profissionais de saúde devem aprender</p><p>a adquirir e interpretar dados para fundamentar sua prática na melhor</p><p>evidência disponível.</p><p>Na área da enfermagem, a implementação da prática baseada em</p><p>evidências será capaz de contribuir para a mudança da prática baseada em</p><p>tradição, rituais e tarefas para uma prática reflexiva baseada em</p><p>conhecimento científico, que garantirá a melhoria da qualidade da assistência</p><p>prestada ao paciente e seus familiares.</p><p>A expressão baseado em evidências acarreta o uso e aplicação de</p><p>pesquisas como base para a tomada de decisões em relação a assistência de</p><p>saúde. Dessa forma, pode-se afirmar que a utilização de resultados de</p><p>5</p><p>pesquisas resulta em um dos pilares da prática baseada em evidências. O uso</p><p>de pesquisas na prática assistencial tem sido enfocado pelos estudiosos da</p><p>enfermagem, desde o início da década de 70, no entanto, diversas barreiras</p><p>dificultam esse processo, como por exemplo: a falta de preparo do profissional</p><p>de enfermagem, a não percepção da pesquisa como parte integrante do seu</p><p>cotidiano, a falta de tempo e suporte organizacional.</p><p>Para a implementação da prática baseada em evidências na</p><p>enfermagem, é crucial a utilização de resultados de pesquisas na prática</p><p>assistencial, entretanto, esse é um processo difícil e desafiador, pois envolve</p><p>a disseminação e a aplicação do novo conhecimento científico à prática, assim</p><p>como a avaliação deste conhecimento pela equipe de saúde, paciente e</p><p>familiares.</p><p>A educação permanente é a chave para promover mudanças nas</p><p>atitudes do profissional de enfermagem frente à pesquisa. Sendo necessário</p><p>destacar a importância da pesquisa, desde o início na graduação por meio da</p><p>inclusão de disciplinas curriculares, que procurem desenvolver nos</p><p>estudantes a percepção da importância do processo de pesquisa, e da</p><p>utilização de resultados encontrados para a melhoria da assistência prestada</p><p>ao paciente.</p><p>6</p><p>A SEGURANÇA DO PACIENTE COMO UMA QUESTÃO ESTRATÉGICA</p><p>NO MUNDO CONCEITO DA PRÁTICA BASEADA NA EVIDÊNCIA (PBE)</p><p>A Prática Baseada em Evidências surgiu como reflexo da necessidade</p><p>de aumentar a eficiência e qualidade dos serviços de saúde, bem como</p><p>diminuir os custos operacionais. No ano de 1991, o Departamento de Saúde,</p><p>numa tentativa de retificar o déficit de conhecimento baseado em pesquisas,</p><p>lançou um programa nacional cujo objetivos principais foram: assegurar que</p><p>o cuidado prestado pelo Sistema Nacional de Saúde fosse baseado em</p><p>pesquisas relevantes para melhorar a saúde da nação, e que a utilização de</p><p>pesquisas e o seu desenvolvimento deveria tornar-se parte integral dos</p><p>serviços de saúde e que os administradores, equipe médica, de enfermagem</p><p>e equipe multidisciplinar deveriam tomar decisões diárias baseadas nos</p><p>resultados de investigações.</p><p>A PBE pode ser definida como abordagem para o cuidado clínico e para</p><p>o ensino, fundamentada no conhecimento e qualidade da evidência, tendo</p><p>como finalidade a promoção da qualidade dos serviços de saúde e a</p><p>diminuição dos custos operacionais. Diversos autores enfatizam que a PBE é</p><p>importante para fundamentar a prática profissional, bem como descrevem que</p><p>a sua implementação é fundamental para alcançar a eficácia, a confiabilidade</p><p>e a segurança nas práticas em saúde.</p><p>David L. Sackett,, apud SACKETT (2003) destaca que a melhor A</p><p>melhor evidência é oriunda da pesquisa clínica relevante, focada no paciente</p><p>para aprimoramento das medidas de diagnóstico, indicadores de prognóstico</p><p>e tratamento, reabilitação e prevenção. Os achados das investigações clínicas</p><p>substituem as condutas previamente aceitas por informações mais seguras,</p><p>acuradas e eficazes. Assim, esse paradigma se tornou uma vertente na</p><p>produção e validação de conhecimento, por meio do reconhecimento dos</p><p>profissionais acerca da necessidade diária de apreciações</p><p>válidas para o</p><p>diagnóstico, prognóstico, intervenções e prevenção. E que a habilidade clínica</p><p>7</p><p>é a capacidade de utilizar conhecimentos clínicos e as experiências prévias</p><p>na identificação do estado de saúde e diagnóstico, bem como os riscos</p><p>individuais e os possíveis benefícios das intervenções propostas. A</p><p>preferência do paciente sugere que seus valores, expectativas e</p><p>preocupações sejam considerados no cuidado e cabe ao profissional integrá-</p><p>los às decisões clínicas, quando lhe forem úteis.</p><p>Abaixo, na Figura 1, estão apresentadas como funciona a PBA:</p><p>Figura 1: Práticas baseadas em evidências</p><p>A investigação sistemática sobre a assistência de enfermagem no</p><p>Brasil, tem evidenciado que em muitas áreas, apesar dos avanços obtidos na</p><p>melhoria da formação profissional, os rituais, tradições e o conhecimento</p><p>comum ainda prevalecem como embasamento para a prática. Apesar do</p><p>aumento no número de cursos de pós-graduação nos últimos anos, do</p><p>número de enfermeiros pesquisadores e de artigos publicados, em muitas</p><p>áreas, a assistência clínica parece não ter sido beneficiada pelos</p><p>conhecimentos produzidos.</p><p>8</p><p>O processo de implementação dos resultados da pesquisa engloba a</p><p>produção de conhecimento, sua disseminação e utilização de forma a mudar</p><p>a situação clínica. Na literatura internacional de enfermagem, diferentes</p><p>modelos têm sido apresentados desde a década de 70, para facilitar a</p><p>utilização dos resultados de pesquisa na prática.</p><p>O projeto CURN (Conduct and Utilization of Research in Nursing), é um</p><p>dos primeiros modelos elaborado por um grupo de enfermeiras da Associação</p><p>de Enfermeiras de Michigan, onde foi destacado, que a utilização da pesquisa</p><p>na prática é um processo organizacional, ao qual se faz necessário um</p><p>ambiente institucional que incentive e dê suporte aos esforços dos</p><p>profissionais para a observação de mudanças e para compreender melhor</p><p>como se dá esse processo, a Figura 2, apresenta os elementos constituintes</p><p>da PBA.</p><p>9</p><p>Figura 2: Elementos constituintes da Práticas Baseada em Evidências</p><p>O modelo proposto por STETLER alega que o processo de utilização</p><p>dos resultados de pesquisa na prática deve ser observado tanto como um</p><p>processo organizacional, como individual sendo necessário desenvolver no</p><p>profissional de enfermagem o conhecimento, as habilidades e os valores</p><p>considerados cruciais para que tenham pensamento crítico e reflexivo para</p><p>orientarem a sua prática.</p><p>Cristina Maria Galvão, leciona que a qualidade das evidências é</p><p>classificada em sete níveis. No nível 1, as evidências são provenientes de</p><p>10</p><p>revisão sistemática ou metanálise de todos relevantes ensaios clínicos</p><p>randomizados controlados ou oriundas de diretrizes clínicas baseadas em</p><p>revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados controlados; nível 2,</p><p>evidências derivadas de pelo menos um ensaio clínico randomizado</p><p>controlado bem delineado; nível 3, evidências obtidas de ensaios clínicos bem</p><p>delineados sem randomização; nível 4, evidências provenientes de estudos</p><p>de coorte e de caso-controle bem delineados; nível 5, evidências originárias</p><p>de revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos; nível 6,</p><p>evidências derivadas de um único estudo descritivo ou qualitativo; nível 7,</p><p>evidências oriundas de opinião de autoridades e/ou relatório de comitês de</p><p>especialistas.</p><p>Na área de enfermagem, o pilar de sustentação é a utilização de</p><p>resultados de pesquisas na prática profissional. Desse modo, esse movimento</p><p>surge como um elo que interliga os resultados da pesquisa e sua aplicação</p><p>prática, uma vez que guia a tomada de decisão no consenso das informações</p><p>mais relevantes para o melhor cuidar, no entanto ainda não é difundida na</p><p>prática do enfermeiro. Dessa forma, se torna necessário a reflexão sobre a</p><p>Prática Baseada em Evidências na prática profissional de enfermagem.</p><p>IMPLICAÇÕES DO PBE NA ENFERMAGEM</p><p>Na área da Enfermagem, a PBE engloba a determinação de um</p><p>problema, a investigação e avaliação crítica das evidências disponíveis, a</p><p>implementação destas na prática e apreciação dos resultados, por meio da</p><p>integração de três elementos: a melhor evidência, as habilidades clínicas e a</p><p>preferência do paciente.</p><p>De modo a utilizar das pesquisas na assistência de enfermagem, o</p><p>profissional deve primeiramente desenvolver a habilidade de leitura de artigos.</p><p>11</p><p>A forma mais fácil de dar início a isto é por meio de diretrizes publicadas, as</p><p>quais trazem itens que o enfermeiro deve analisar para realizar uma avaliação</p><p>crítica dos estudos, assim como a visita a bibliotecas virtuais para buscar</p><p>artigos que abordam um problema vivenciado pelo enfermeiro na sua prática</p><p>assistencial.</p><p>Posteriormente a leitura dos artigos, o enfermeiro deve partilhar as</p><p>informações com colegas de profissão e promover reuniões para discuti-las.</p><p>Assim como a inserção em projetos de pesquisa são outras estratégias que</p><p>este profissional pode utilizar para tornar-se capacitado na leitura de</p><p>pesquisas e utilizar os achados na sua prática.</p><p>Em meados da década de 80, a tema da avaliação da qualidade do</p><p>cuidado prestado e a contenção dos gastos em saúde nos Estados Unidos</p><p>impulsionaram as instituições, apoiadas pelo governo, a estudarem os</p><p>resultados da assistência e o desenvolvimento de indicadores de qualidade e</p><p>programas de melhoria de qualidade. O modelo da Universidade de IOWA foi</p><p>elaborado neste cenário, visando implantar os resultados da pesquisa na</p><p>prática e melhorar a qualidade da assistência de saúde em aspectos</p><p>identificados como problemáticos nas situações clínicas.</p><p>Na atualidade, observa-se que nos eventos científicos e nas</p><p>publicações internacionais na área de enfermagem, o conceito de PBE tem</p><p>recebido atenção de pesquisadores, educadores e enfermeiros assistenciais.</p><p>STETLER et al. (1998), definem a prática baseada em evidências como</p><p>uma abordagem para a enfermagem que utiliza os resultados de pesquisa, o</p><p>consenso entre especialistas, e a experiência clínica confirmada como bases</p><p>para a prática clínica.</p><p>12</p><p>Figura 3: Apresentação das atividades pedagógicas de prática</p><p>baseada em evidências desenvolvidas por estudantes de Enfermagem e</p><p>Medicina</p><p>O desenvolvimento de pesquisas na enfermagem é de extrema</p><p>importância, de modo que possibilita o aperfeiçoamento da assistência de</p><p>enfermagem prestada ao paciente, pautada em conhecimento científico,</p><p>gerando o enriquecimento do profissional em sua prática, bem como permite</p><p>a busca de soluções para os problemas vivenciados em seu cotidiano</p><p>O avanço da tecnologia com o desenvolvimento da World Wide Web</p><p>permitiu a constituição de Centros de Disseminação de Evidências em</p><p>diversos países nas últimas décadas, visando a difusão do conhecimento com</p><p>diminuição das diferenças observadas na assistência. O projeto Cochrane</p><p>Library envolve pesquisadores do mundo todo inclusive brasileiros e</p><p>disponibiliza através da Internet, revisões da literatura para fundamentação da</p><p>prática clínica.</p><p>13</p><p>Na atualidade existe uma enorme variedade de fontes de informações</p><p>de evidências para a prática clínica de enfermagem, seja por meio de revistas</p><p>especializadas online com acesso por assinatura ou sites gratuitos disponíveis</p><p>na internet. Alguns sites são extremamente úteis, pois além das revisões</p><p>integrativas da literatura em temas específicos, fornecem exemplos de</p><p>protocolos com base em evidências, e podem facilitar o trabalho do enfermeiro</p><p>desenvolvendo pesquisas, ensino ou que busca formas de modificar a sua</p><p>prática, necessitando, porém, a sua adequação à realidade antes da</p><p>implementação e avaliação.</p><p>A implementação da PBE na prática profissional de enfermagem segue</p><p>alguns passos, os quais são descritos a seguir:</p><p>• Formulação de uma questão clínica que possa ser respondida:</p><p>a questão clínica surge por meio da identificação</p><p>da</p><p>necessidade de um cuidado a um paciente. Esta deve ser</p><p>elaborada através estratégia PICO: Paciente ou problema;</p><p>Intervenção ou indicador; Comparação de intervenções ou</p><p>controle; Outcomes ou desfecho. Além disso, deve ser</p><p>específica, com a delimitação de todos os elementos que a</p><p>compõem.</p><p>• Busca de evidências: evidência pode ser conceituada como uma</p><p>informação relevante que confirme ou refute uma crença. Sua</p><p>busca deve ser feita em fontes primárias e secundárias de</p><p>pesquisa. Fontes primárias são bancos de dados online, como</p><p>MEDLINE. Deve-se buscar revisões sistemáticas já realizadas</p><p>sobre o tema e estudos compatíveis metodologicamente com a</p><p>evidência que se deseja encontrar. A seleção dos artigos que</p><p>embasarão a recomendação clínica deve seguir critérios de</p><p>inclusão e de exclusão, os quais devem ser definidos</p><p>anteriormente ao início da busca dos mesmos,</p><p>14</p><p>• Avaliação crítica da validade e da relevância da evidência</p><p>encontrada: é de extrema importância, de modo que caso a</p><p>evidência não seja relevante ou o avaliador utilize suas</p><p>experiências e opiniões na formulação da recomendação clínica,</p><p>esta poderá ser incompleta ou enganosa e causar danos ao</p><p>paciente. Para avaliar-se um estudo ou diretriz publicado quanto</p><p>a relevância deve-se ser analisados alguns pontos, tais como -</p><p>se a questão clara e se usuários bem definidos; O ensaio clínico</p><p>controlado randomizado é a abordagem quantitativa que fornece</p><p>a melhor evidência possível para avaliar a eficácia de</p><p>intervenções de saúde.</p><p>• Tomada de decisões com base na evidência encontrada: a</p><p>implementação da evidência clínica encontrada na prática</p><p>profissional não consiste em uma tarefa fácil. Para que isso</p><p>ocorra é necessário por exemplo, o conhecimento e</p><p>competência do enfermeiro para interpretar os resultados das</p><p>pesquisas, e que a cultura gerencial e organizacional da</p><p>instituição que favoreça a utilização de pesquisas.</p><p>15</p><p>Figura 4: Estratégia PICO: Paciente ou problema; Intervenção ou</p><p>indicador</p><p>Na Enfermagem, a PBE engloba a definição de um problema, a</p><p>averiguação e avaliação crítica das evidências disponíveis, a implementação</p><p>destas na prática e apreciação dos resultados, por meio da integração de três</p><p>elementos: a melhor evidência, as habilidades clínicas e a preferência do</p><p>paciente. A melhor evidência é advinda da pesquisa clínica relevante, com</p><p>16</p><p>foco no paciente para aprimoramento das medidas de diagnóstico,</p><p>indicadores de prognóstico e tratamento, reabilitação e prevenção.</p><p>Os achados das investigações clínicas substituem as condutas</p><p>previamente aceitas por informações mais seguras, acuradas e eficazes.</p><p>Dessa forma, essa referência se tornou um panorama na produção e</p><p>validação de conhecimento, por meio do reconhecimento dos profissionais</p><p>sobre a necessidade diária de apreciações válidas para o diagnóstico,</p><p>prognóstico, intervenções e prevenção. A habilidade clínica é o potencial de</p><p>utilizar conhecimentos clínicos e as experiências prévias para identificar o</p><p>estado de saúde e diagnóstico, assim como os riscos individuais e os</p><p>possíveis benefícios das intervenções propostas.</p><p>A opção do paciente indica que seus valores, expectativas e</p><p>preocupações sejam considerados no cuidado e cabe ao profissional integrá-</p><p>los às decisões clínicas, quando forem necessárias. Além dessa tríade, as</p><p>decisões são baseadas também em conhecimento tácito, experiências,</p><p>valores e habilidades do profissional, adquiridos durante a observação e</p><p>prática.</p><p>O enfermeiro se depara com alguns processos complexos, estes que</p><p>exigem uma abordagem diferenciada e, por vezes, geram dúvidas na tomada</p><p>de decisão. Na atualidade, percebe-se que gradativamente a prática</p><p>profissional aponta para a necessidade de validação dos conhecimentos</p><p>gerados pelas pesquisas sistemáticas, aliados a competência clínica do</p><p>avaliador e os princípios da epidemiologia clínica.</p><p>Na prática da pesquisa, são encontradas certas dificuldades pelos</p><p>profissionais de enfermagem, tais como: as evidências reconhecidas estarem</p><p>disponíveis, em sua grande parcela, em outros idiomas, assim como a</p><p>necessidade de o enfermeiro pesquisar, ser capaz de obter, interpretar e</p><p>17</p><p>integrar as evidências para orientar a tomada de decisão e,</p><p>consequentemente, planejar o cuidado.</p><p>Figura 5: Prática baseada em Evidência na Enfermagem</p><p>Nota-se que mesmo diante de avanços, ainda se faz necessário a</p><p>realização da ampliação do desenvolvimento da pesquisa no âmbito da</p><p>Enfermagem. Assim, a PBE representa o elo entre a pesquisa e a prática</p><p>profissional, como ferramenta para a capacitação e inserção do profissional</p><p>no cotidiano de trabalho, de forma que permite a aquisição e validação de</p><p>conhecimentos. Para isto, é necessário o retorno dos resultados dos estudos</p><p>à prática assistencial, e que os temas de pesquisa sejam resultantes da</p><p>necessidade desta, de forma objetiva e aplicada ao seu cotidiano.</p><p>A Prática Baseada em Evidências requer a capacitação do enfermeiro</p><p>em buscar estratégias para o desenvolvimento e a utilização de pesquisas na</p><p>18</p><p>prática, a fim de transpor a bipartição entre teoria e prática, pesquisar e cuidar.</p><p>Dessa forma, surge a necessidade de ampliar a concepção da pesquisa na</p><p>prática profissional, para que esta possa ser compreendida como uma</p><p>ferramenta do processo de trabalho do profissional de enfermagem, de fato</p><p>como uma dimensão da prática. Neste sentido, o enfermeiro deve ser</p><p>capacitado para realizá-la, bem como compreendê-la como produção e</p><p>validação do conhecimento, com uma visão crítica e responsável.</p><p>ESTRATÉGIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA PRÁTICA BASEADA EM</p><p>EVIDÊNCIAS</p><p>Um grupo de enfermeiros de instituições de saúde e de ensino dos</p><p>Estados Unidos da América (EUA), denominado Alliance (Capital Area</p><p>Alliance for Nursing Research and Research Utilization) desde o ano de 1996,</p><p>tem identificado ações que tendem a promover e proporcionar a melhoria da</p><p>saúde de indivíduos e da comunidade por meio da prática baseada em</p><p>evidências.</p><p>A Alliance realiza diferentes estratégias que visam a implementação da</p><p>prática baseada em evidências, a saber: programas educativos; conferência</p><p>anual; eventos onde os pesquisadores locais são convidados para a</p><p>apresentação e discussão das pesquisas realizadas; e o desenvolvimento de</p><p>um site na internet, onde existe uma lista para contato com cada membro</p><p>desta organização, e a chamada para a participação na conferência anual.</p><p>19</p><p>Figura 6: Enfermagem baseada em Evidências</p><p>Dentre as estratégias supracitadas, destacamos o programa educativo</p><p>para enfermeiros e estudantes de enfermagem, no qual os participantes</p><p>desenvolvem habilidades para a utilização de pesquisas (incorporação das</p><p>evidências na prática) e para a condução de pesquisas (desenvolvimento de</p><p>estudos que geram novas evidências). O programa educativo é composto de</p><p>quatro reuniões, cada uma com duração aproximada de uma hora e ocorrem</p><p>mensalmente.</p><p>Para cada programa de educação, uma equipe de enfermeiros que</p><p>atua numa determinada área do hospital (por exemplo, UTI Neonatal) é</p><p>requisitada a dedicar-se à definição do tópico a ser abordado no programa,</p><p>bem como realizar uma vasta revisão da literatura e analisar a aplicação dos</p><p>resultados na prática ou conduzir o desenvolvimento de um estudo. O trabalho</p><p>desta equipe é apresentado, como exemplo, na última reunião do programa</p><p>educativo.</p><p>MALJANIAN et al. (2002), destaca que a A primeira reunião do</p><p>programa educativo focaliza a revisão da literatura do tópico selecionado pela</p><p>equipe de enfermeiros para os participantes do programa. Um bibliotecário da</p><p>área de ciências da saúde é convidado para proporcionar informações de</p><p>20</p><p>como realizar uma ampla busca dos estudos em bases de dados e outras</p><p>fontes de informação. Desta busca, dois artigos são</p><p>selecionados para serem</p><p>avaliados nas próximas duas reuniões. A segunda e a terceira reuniões são</p><p>destinadas ao aprendizado da avaliação crítica de pesquisas. Os participantes</p><p>do programa realizam a leitura e avaliação prévia dos artigos, tendo um</p><p>instrumento como referência para a avaliação de questões relativas a</p><p>definição do problema a ser investigado na pesquisa, o delineamento da</p><p>pesquisa, a análise estatística empregada e se os resultados da pesquisa</p><p>podem ser aplicados na prática, ou seja, determinam a qualidade das</p><p>evidências presentes nos artigos avaliados.</p><p>A última reunião inicia-se com a apresentação dos principais conceitos</p><p>da prática baseada em evidências e depois o trabalho da equipe de</p><p>enfermeiros previamente convidada é apresentado como exemplo de</p><p>utilização desta abordagem na enfermagem. No final de cada reunião do</p><p>programa educativo é realizada a avaliação de forma escrita pelos</p><p>participantes, os quais apontam os aspectos positivos, negativos e sugestões</p><p>para a melhoria do programa.</p><p>Um grupo de profissionais norte-americanos de enfermagem,</p><p>constituído por especialistas e mestres em educação, utiliza um método</p><p>denominado grupo de discussão de pesquisas para elaborar o potencial de</p><p>enfermeiros que atuam na área médico cirúrgica de um hospital geral, na</p><p>utilização de pesquisas. Um pesquisador é convidado para auxiliar o grupo</p><p>nas suas necessidades relacionadas à compreensão de tópicos de pesquisa,</p><p>discutindo suas pesquisas com os enfermeiros e ajudando o grupo a promover</p><p>a integração da pesquisa na prática.</p><p>Em cada grupo formado para a discussão de determinadas pesquisas,</p><p>um enfermeiro é preparado para exercer o papel de líder sendo suas</p><p>responsabilidades: relacionar os artigos para a discussão, recrutar e convidar</p><p>os participantes do grupo, facilitar a discussão, fazer contato com o</p><p>21</p><p>pesquisador e coordenar as reuniões. Já os participantes possuem como</p><p>responsabilidades: realização da leitura prévia dos artigos, comparecimento</p><p>em reuniões, participação das discussões e fornecimento de feedback dos</p><p>artigos discutidos. Cabe ao pesquisador convidado, discutir suas pesquisas</p><p>selecionadas com o líder, assim como responder as questões sobre as</p><p>mesmas e receber retorno sobre os estudos dos participantes do grupo.</p><p>As reuniões dos grupos duram cerca de 90 minutos, sendo necessários</p><p>aos participantes de cada grupo de discussão cerca de três ou quatro</p><p>encontros. Os artigos selecionados devem retratar temas de seu interesse e</p><p>o líder é o responsável em contatar o pesquisador ou autor dos artigos</p><p>escolhidos, o qual deve concordar com a discussão dos artigos pelos</p><p>participantes do grupo.</p><p>Após a discussão dos artigos entre o líder e os participantes do grupo,</p><p>o pesquisador é convidado a responder os questionamentos sobre a</p><p>pesquisa, assim como a viabilidade da incorporação dos resultados na prática.</p><p>Em síntese, esta tática proporciona a incorporação de resultados de</p><p>pesquisas na prática, através de discussão os enfermeiros compreendem</p><p>sobre pesquisa e os pesquisadores recebem retorno das pesquisas</p><p>desenvolvidas. Corresponde a uma estratégia inovadora, pois proporciona a</p><p>interação entre enfermeiros e pesquisadores na responsabilidade frente à</p><p>utilização de pesquisas para impulsionar a melhoria da assistência prestada</p><p>ao paciente.</p><p>Os grupos de discussão de pesquisas permitem, em forma de diálogo,</p><p>um compartilhamento de responsabilidades entre pesquisadores e</p><p>enfermeiros para unir a pesquisa à prática assistencial. As discussões ofertam</p><p>um recurso valioso para os pesquisadores e engajam os enfermeiros na</p><p>utilização de pesquisas. Assim, esta estratégia proporciona diminuir o lapso</p><p>existente entre a pesquisa e a prática na enfermagem.</p><p>22</p><p>A utilização de pesquisas na enfermagem deve envolver a organização</p><p>em que enfermeiro está introduzido, que deverá garantir condições de</p><p>recursos humanos, físicos e financeiros compatíveis com a incorporação da</p><p>inovação. Gerar um clima organizacional que valorize a pesquisa e forneça</p><p>suporte para o desenvolvimento das atividades necessárias é essencial para</p><p>a utilização de pesquisas na enfermagem.</p><p>Uma estratégia importante que a organização poderia assegurar para</p><p>a utilização de pesquisas é fornecer o acesso a diferentes fontes de</p><p>informação, como por exemplo o acesso digital a publicações de pesquisas</p><p>ou a assinatura de periódicos que evidenciam o relato da pesquisa de uma</p><p>forma que facilite o seu uso na prática.</p><p>Outra estratégia diz respeito a contratação de profissionais e</p><p>pesquisadores pela organização, para auxiliar os profissionais de</p><p>enfermagem, por meio de programas de educação continuada, na leitura,</p><p>crítica e síntese de pesquisas, assim como na orientação sobre a viabilidade</p><p>de aplicação dos achados na prática assistencial, além de envolvê-los no</p><p>desenvolvimento de pesquisas que correspondam a problemas clínicos</p><p>vivenciados pelos enfermeiros no cotidiano da assistência de saúde.</p><p>Galvão (2006) afirma que um estudo descreve projeto de colaboração</p><p>e parceria entre serviços de saúde e escolas de enfermagem (EUA), para</p><p>desenvolver o potencial das organizações no uso de pesquisas. Por meio de</p><p>programas educativos específicos, orientados para grupos de enfermeiros</p><p>que atuam nos diferentes níveis hierárquicos da organização, estes</p><p>profissionais identificam as prioridades de seus serviços e determinam o</p><p>processo e recursos necessários para a utilização de pesquisas, ou seja,</p><p>buscam inovações adequadas e viáveis para modificar a prática, a partir de</p><p>resultados de pesquisas.</p><p>23</p><p>WUEST (1995) argumenta que durante a execução do projeto, vários</p><p>serviços de enfermagem implementaram estratégias que intensificam a</p><p>utilização de pesquisas, tais como: criação ou reformulação de comitês de</p><p>pesquisa; elaboração de boletins informativos; fixação de posters que</p><p>descrevem artigos de pesquisa em diferentes locais da instituição, bem como</p><p>programação sistemática de eventos.</p><p>O desenvolvimento e utilização de pesquisas na enfermagem é</p><p>extremamente árduo para o profissional de enfermagem em qualquer área de</p><p>atuação, exceto que a organização forneça os recursos essenciais, incluindo</p><p>tempo, subsídios, auxílio de especialistas, acesso à literatura e suporte da</p><p>equipe de saúde. A grande parte das barreiras relativas a infraestrutura</p><p>necessária está associada com a disponibilidade de recursos financeiros e</p><p>atitudes negativas, isto é, a organização, órgãos de fomento e governo</p><p>disponibilizam escasso recurso financeiro para projetos específicos da</p><p>enfermagem.</p><p>O uso de pesquisas é crucial para a implementação da prática baseada</p><p>em evidências. Assim destaca-se a importância do reconhecimento que a</p><p>utilização de pesquisas é um processo individual e organizacional. Desse</p><p>modo, compete ao profissional de enfermagem a aquisição de conhecimento,</p><p>habilidades e valores essenciais à utilização de pesquisas, e à organização</p><p>fornecer suporte e mecanismos facilitadores para a utilização de pesquisas no</p><p>ambiente de trabalho.</p><p>A utilização de pesquisas não pode ser uma tarefa de responsabilidade</p><p>apenas dos enfermeiros. O interesse e engajamento dos profissionais</p><p>responsáveis pelo gerenciamento da organização consiste em aspecto</p><p>crucial. Cabe à organização criar um ambiente voltado para o aprendizado,</p><p>por meio da educação os profissionais de enfermagem tendem a tornar-se</p><p>consumidores ativos de pesquisas.</p><p>24</p><p>Os avanços da tecnologia refletem instruções ao processo do cuidado</p><p>e à prática profissional do enfermeiro, exigindo novas atitudes, condutas e</p><p>formas de pensar e ser. Desta forma, se torna indispensável compreender o</p><p>impacto que estes apresentam no cuidado, no sentido de validar</p><p>conhecimentos e produzir evidências que auxiliem sua aplicação. Surge a</p><p>necessidade de pesquisas que demonstrem a efetividade das intervenções</p><p>atuais, tornando-as mais confiáveis. No tempo atual, devido as inúmeras</p><p>inovações na área da saúde, a tomada de decisão dos profissionais de</p><p>enfermagem, necessita estar pautada em princípios científicos, com a</p><p>finalidade de selecionar a intervenção mais adequada para a situação</p><p>específica de cuidado, uma vez que existem diferenças entre esperar que</p><p>estes avanços tenham resultados positivos e verdadeiramente saber se eles</p><p>funcionam.</p><p>25</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Para a implementação da prática baseada em evidências tornar-se</p><p>realidade na enfermagem, são necessárias mudanças nas esferas</p><p>educacional, organizacional e individual. As instituições de ensino devem</p><p>introduzir disciplinas na grade curricular que possibilitem ao aluno a</p><p>compreensão do processo de pesquisar e o aprendizado de habilidades para</p><p>a realização de leitura e avaliação crítica dos artigos disponíveis na</p><p>enfermagem.</p><p>Ressalta-se, ainda, que em todas as disciplinas da grade, o aluno deve</p><p>ser estimulado a tornar-se um consumidor de pesquisa e participar de</p><p>encontros para a discussão da viabilidade de aplicação dos estudos na prática</p><p>de enfermagem. Em relação a pós-graduação, nota-se que existe uma falta</p><p>de direcionamento do desenvolvimento de pesquisas para os problemas</p><p>cruciais de saúde e de enfermagem, recomendando que as instituições de</p><p>ensino necessitam realizar esforços para uma reflexão sobre sua produção</p><p>científica.</p><p>Acredita-se ainda, na necessidade de docentes/orientadores</p><p>juntamente com os alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado),</p><p>desenvolverem pesquisas que contemplem os problemas clínicos vivenciados</p><p>na prática, como por exemplo, a elaboração de revisões sistemáticas ou de</p><p>diretrizes clínicas, ou seja, a construção de recursos cuja finalidade é a síntese</p><p>das pesquisas disponíveis para direcionar a prática fundamentada em</p><p>conhecimento científico.</p><p>Nota-se que compete ao enfermeiro, buscar estratégias que</p><p>possibilitem sua capacitação no desenvolvimento e utilização de pesquisas na</p><p>prática. Entretanto, o suporte organizacional é crucial na promoção de</p><p>recursos para que este profissional fundamente suas ações em conhecimento</p><p>científico. Acrescido a esse cenário, está a contribuição das instituições de</p><p>26</p><p>ensino, direcionadas para o preparo do enfermeiro frente a pesquisa, na</p><p>graduação e pós-graduação, para desenvolver estratégias que possibilitam a</p><p>implementação da prática baseada em evidências, focalizando a utilização de</p><p>resultados de pesquisas na prática assistencial. Tais estratégias empregam o</p><p>conhecimento já produzido na enfermagem em qualquer área de atuação do</p><p>enfermeiro.</p><p>27</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>GALVÃO, Cristina Maria; SAWADA, Namie Okino. Prática baseada em</p><p>evidências: estratégias para sua implementação na enfermagem. Revista</p><p>Brasileira de Enfermagem, v. 56, n. 1, p. 57-60, 2003.</p><p>ROSSWURM, Mary Ann; LARRABEE, June H. A model for change to</p><p>evidence‐based practice. Image: The Journal of Nursing Scholarship, v. 31,</p><p>n. 4, p. 317-322, 1999.</p><p>SIMPSON, Beverley. Evidence-based nursing practice: the state of the art.</p><p>The Canadian Nurse, v. 92, n. 10, p. 22-25, 1996.</p><p>LOBIONDO-WOOD, Geri; HABER, Judith. Pesquisa em enfermagem:</p><p>métodos, avaliação crítica e utilização. In: Pesquisa em enfermagem:</p><p>metodos, avaliacao critica e utilizacao. 1998. p. xx, 330-xx, 330.</p><p>FUNK, Sandra G.; TORNQUIST, Elizabeth M.; CHAMPAGNE, Mary T.</p><p>Barriers and facilitators of research utilization. Nursing Clinics of North</p><p>America, v. 30, n. 3, p. 395-407, 1995.</p><p>LE MAY, Andree; MULHALL, Anne; ALEXANDER, Caroline. Bridging the</p><p>research–practice gap: exploring the research cultures of practitioners and</p><p>managers. Journal of advanced nursing, v. 28, n. 2, p. 428-437, 1998.</p><p>UPTON, Deborah J. How can we achieve evidence‐based practice if we have</p><p>a theory–practice gap in nursing today?. Journal of advanced Nursing, v.</p><p>29, n. 3, p. 549-555, 1999.</p><p>MCSHERRY, Robert. What do registered nurses and midwives fell and know</p><p>about research?. Journal of Advanced Nursing, v. 25, n. 5, p. 985-998, 1997.</p><p>JOSÉ CLOSS, S.; CHEATER, Francine M. Utilization of nursing research:</p><p>culture, interest and support. Journal of Advanced Nursing, v. 19, n. 4, p.</p><p>762-773, 1994.</p><p>BEYEA, Suzanne C.; NICOLL, Leslie H. Research utilization begins with</p><p>learning to read research papers. AORN journal, v. 65, n. 2, p. 402-404, 1997.</p><p>CARAMANICA, Laura et al. Evidence-based Nursing Practice, Part 1:: A</p><p>Hospital and University Collaborative. JONA: The Journal of Nursing</p><p>Administration, v. 32, n. 1, p. 27-30, 2002.</p><p>28</p><p>MALJANIAN, Rose et al. Evidence-based nursing practice, Part 2: Building</p><p>skills through research roundtables. JONA: The Journal of Nursing</p><p>Administration, v. 32, n. 2, p. 85-90, 2002.</p><p>PATEL, Christy T. Chua et al. Research discussion groups: guidelines for</p><p>action. Medsurg Nursing, v. 10, n. 1, p. 31, 2001.</p><p>MOCH, Susan Diemert et al. Linking research and practice through discussion.</p><p>Image: the Journal of Nursing Scholarship, v. 29, n. 2, p. 189-191, 1997.</p><p>KETEFIAN, Shaké. Issues in the application of research to practice. Revista</p><p>Latino-Americana de Enfermagem, v. 9, p. 7-12, 2001.</p><p>ANNE LACEY, E. Research utilization in nursing practice—a pilot study.</p><p>Journal of advanced nursing, v. 19, n. 5, p. 987-995, 1994..</p><p>Funk SG, Champagne MT, Tornquist EM, Wiese RA.FUNK, Sandra G. et al.</p><p>Administrators' views on barriers to research utilization. Applied Nursing</p><p>Research, v. 8, n. 1, p. 44-49, 1995.</p><p>RUTLEDGE, Dana N.; DONALDSON, Nancy E. Building organizational</p><p>capacity to engage in research utilization. The Journal of Nursing</p><p>Administration, v. 25, n. 10, p. 12-16, 1995.</p><p>WUEST, Judith. Breaking the barriers to nursing research. The Canadian</p><p>Nurse, v. 91, n. 4, p. 29-33, 1995.</p><p>CRANE, Joyce. The future of research utilization. The nursing clinics of</p><p>North America, v. 30, n. 3, p. 565-577, 1995.</p><p>KAJERMO, Kerstin Nilsson et al. Nurses' experiences of research utilization</p><p>within the framework of an educational programme. Journal of Clinical</p><p>Nursing, v. 10, n. 5, p. 671-681, 2001.</p><p>GUTIÉRREZ, María Gaby Rivero de et al. Os múltiplos problemas</p><p>pesquisados e a pesquisar na enfermagem. Revista Brasileira de</p><p>Enfermagem, v. 55, p. 535-541, 2002.</p><p>SAUNDERS, Hannele; VEHVILÄINEN‐JULKUNEN, Katri. Nurses’ evidence‐</p><p>based practice beliefs and the role of evidence‐based practice mentors at</p><p>university hospitals in Finland. Worldviews on Evidence‐Based Nursing, v.</p><p>14, n. 1, p. 35-45, 2017.</p><p>SACKETT, David L. et al. Evidence based medicine: what it is and what it isn't.</p><p>Bmj, v. 312, n. 7023, p. 71-72, 1996.</p><p>29</p><p>BARRÍA, P.; MAURICIO, R. Implementing Evidence-Based Practice: A</p><p>challenge for the nursing practice. Investigación y Educación en</p><p>Enfermería, v. 32, n. 2, p. 191-193, 2014.</p><p>SCHMIDT, Maria Inês; DUNCAN, B. B.; ROUQUAYROL, M. Z. Epidemiologia</p><p>clínica e medicina baseada em evidências. Rouquayrol MZ. Epidemiologia</p><p>e saúde. Rio de Janeiro: Medsi, p. 193-227, 2003.</p><p>SANTOS, Cristina Mamédio da Costa; PIMENTA, Cibele Andrucioli de Mattos;</p><p>NOBRE, Moacyr Roberto Cuce. A estratégia PICO para a construção da</p><p>pergunta de pesquisa e busca de evidências. Revista Latino-Americana de</p><p>Enfermagem, v. 15, p. 508-511, 2007.</p><p>GALVÃO, Cristina Maria; SAWADA, Namie Okino; TREVIZAN, Maria</p><p>Auxiliadora. Revisão sistemática: recurso que proporciona a incorporação das</p><p>evidências na prática da enfermagem. Revista Latino-americana de</p><p>enfermagem, v. 12, n. 3, p. 549-556, 2004.</p><p>GALVÃO, Cristina Maria; SAWADA, Namie Okino; ROSSI, Lídia Aparecida. A</p><p>prática baseada em evidências: considerações teóricas para sua</p><p>implementação na enfermagem perioperatória. Revista Latino-Americana</p><p>de Enfermagem, v. 10, p. 690-695, 2002.</p><p>SACKETT, David L. et al. Medicina baseada em evidências: prática e ensino.</p><p>In: Medicina baseada em evidências:</p><p>prática e ensino. 2003. p. 270-270.</p><p>DOMENICO, E. B. L. Enfermagem baseada em evidências: a reconstrução</p><p>da prática clínica. Ide CAC, Domenico EBL. Ensinando e aprendendo um</p><p>novo estilo de cuidar. São Paulo: Atheneu, p. 165-71, 2001.</p><p>HENEGHAN, Carl; BADENOCH, Douglas. Ferramentas para medicina</p><p>baseada em evidências. Artmed Editora, 2013.</p><p>FRENCH, Peter. What is the evidence on evidence‐based nursing? An</p><p>epistemological concern. Journal of Advanced Nursing, v. 37, n. 3, p. 250-</p><p>257, 2002.</p><p>ROMAN, Arlete Regina; FRIEDLANDER, Maria Romana. Revisão integrativa</p><p>de pesquisa aplicada à enfermagem. Cogitare Enfermagem, v. 3, n. 2, 1998.</p><p>PEREIRA, Ângela Lima; BACHION, Maria Márcia. Atualidades em revisão</p><p>sistemática de literatura, critérios de força e grau de recomendação de</p><p>evidência. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 27, n. 4, p. 491, 2006.</p><p>DAHER, Donizete Vago; ESPÍRITO SANTO, Fátima Helena do; ESCUDEIRO,</p><p>Cristina Lavoyer. Cuidar e pesquisar: práticas complementares ou</p><p>30</p><p>excludentes?. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 10, p. 145-</p><p>150, 2002.</p><p>SACKETT, David L. et al. Medicina baseada em evidências: prática e ensino.</p><p>In: Medicina baseada em evidências: prática e ensino. 2003. p. 270-270.</p>

Mais conteúdos dessa disciplina