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Questionário Desdobramentos da Teoria Psicanalítica

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Bia Campos

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<p>1. Desdobramentos e expansão da psicanálise (matrizes clínicas)</p><p>As contribuições de Klein criaram controvérsias no campo da Psicanálise que se encerraram com a criação de uma nova organização da Sociedade Britânica de Psicanálise em três grupos: os freudianos, os kleinianos e os Independentes (middle group).</p><p>2. Panorama geral da vida e obra de Melanie Klein</p><p>Melanie Klein nasceu em Viena, perdeu o pai e irmãos muito jovem, era a filha indesejada. Se casa com um homem de caráter sombrio, teve depressão e perdeu a mãe e os filhos. Nesse sentido, temas de perda e melancolia fizeram parte de sua vida desde muito cedo e marcaram seu pensamento teórico. Suas obras abordavam a psicanálise em crianças, tema não explorado por psicanalistas até então.</p><p>1. Melanie Klein tinha uma visão contrária dos psicanalistas de sua época. Explique sobre esta visão.</p><p>Melanie Klein acreditava que o superego surgia antes do que acreditava Freud. Além disso, acreditava que a criança se comunicava através do brincar, demonstrando suas angústias e ansiedades, pois no ato de brincar é trazido para fora o que ocorre no inconsciente infantil. Ela começou a analisar crianças, o que até então não era muito aprofundado e nem realizado.</p><p>2. técnica de análise e o objetivo:</p><p>A técnica utilizada era o brincar e por meio do brincar MK consegue interpretar as angústias, ansiedades e fantasias da criança.</p><p>Melanie Klein analisa ansiedades e defesas infantis por meio da fantasia e o brincar que traz a representação da vida psíquica por símbolos – os objetos –. O brincar é uma linguagem simbólica, a criança experimenta muito alívio, pois possibilita-a transferir fantasias, ansiedades e culpa a outros objetos, os brinquedos.</p><p>3. Agressividade da criança:</p><p>A agressividade infantil acontece por meio da brincadeira, sendo uma forma ativa de expressão, pois pode ser que a criança projete alguém naquele brinquedo. Essa agressividade pode suscitar uma culpa persecutória na qual a faz querer reparar aquele brinquedo destruído, mostrando uma elaboração da raiva importante para o desenvolvimento infantil. A criança expressa e reproduz o que está no mundo interno dela, pois no brincar a resistência tende a ser menor.</p><p>4. Reparação:</p><p>Forma de lidar com o sentimento de culpa para ter aquele objeto inteiro novamente e para não ser destruído pelo persecutor. Devido ao medo de perder o objeto por inteiro (perder o objeto bom ao tentar destruir o mau) ela tenta reparar a destruição causada no objeto para que também não seja destruída, devido a culpa persecutória sentida. A reparação só ocorre na fase depressiva devido ao entendimento do objeto inteiro, como um todo.</p><p>São atividades construtivas na qual a criança tem a necessidade excessiva de agradar e ser prestativa a fim de restaurar as pessoas amadas danificadas por ela, expressando o amor. A reparação ainda ajuda a diminuir a inveja, contrabalanceando os impulsos destrutivos pela mobilização do sentimento de amor. Porém, se a mãe não aceita as reparações, a criança acaba introjetando muitos perseguidores tendo um mundo interno ruim e acaba por buscar no externo as coisas boas, como validações, além de aumentar a inveja.</p><p>5. Durante atendimento psicológico de uma criança de 7 anos muito agressiva, a psicóloga com o intuito de ajudar sua paciente vivenciar a reparação orienta-a sobre a necessidade de consertar o carrinho que havia quebrado. Comentar se a postura da psicóloga está correta e justificar a resposta com embasamento teórico.</p><p>A postura da psicóloga está incorreta pois não se deve incentivar nem a reparação e nem a destruição. Deve-se analisar a postura infantil de não ter feito a reparação e deixar com que ela encontre o momento para fazê-lo se ela quiser. Segundo MK é necessário deixar a criança vivenciar suas emoções e fantasias na medida em que aparecem.</p><p>6. Como MK orientava lidar com crianças inibidas?</p><p>A criança inibida é aquela que não quer brincar na frente do analista. MK orienta que é preciso compreender e interpretar as causas da inibição. Além disso, mostrava também a importância da análise da transferência, pois é por meio das interpretações transferenciais que as fantasias e ansiedades podem ser levadas de volta ao lugar em que se originam diminuindo efetivamente as ansiedades da criança.</p><p>7. Diferença entre teoria de Superego de Freud e de Melanie Klein:</p><p>Para Freud o superego é uma instância psíquica que só se forma a partir do Complexo de Édipo que ocorre na fase fálica, para MK o superego inicia sua formação logo no início da vida, a partir das primeiras frustrações da criança.</p><p>8. Diferença entre a análise de criança e a de adulto:</p><p>Em ambos os casos, a essência é interpretar as resistências, explorando o inconsciente e trazendo para o consciente a fim de fortalecer o ego do paciente, porém nas crianças é pelo técnica de brincar e nos adultos é pela associação livre.</p><p>1. Posição esquizoparanóide e posição depressiva:</p><p>1º: Posição esquizoparanóide - diz respeito à visão cindida do bebê no início da vida, ele tem emoções dualistas devido ao predomínio da fantasia do seio bom e seio mau. Fragmentação do ego e divisão do objeto externo (cisão). A criança sente a ansiedade persecutória pois sente que os objetos maus externos vão invadi-la e aniquilá-la. Nesta posição existe a predominância sádica no qual o desejo é de devorar e incorporar o outro.</p><p>2º: Posição depressiva - a criança começa a ver o objeto não mais dividido, mas inteiro. Nesse momento ele vê a realidade concreta para além de suas fantasias. Agora existe nele o sentimento de culpa (culpa persecutória) e experimenta sentimentos ambivalentes, misturando amor e ódio. Além disso, adquire a capacidade de amar e respeitar os objetos como separados dele. Nesta posição o sadismo diminui pois tem como contraponto o desejo de preservar o objeto.</p><p>2. Pulsão de vida e pulsão de morte:</p><p>Pulsão de vida: no início da vida está relacionado ao seio bom fantasiado como entidade mágica que cuida e o da aconchego, ou seja, o seio bom é sinônimo de coisas boas.</p><p>Pulsão de morte: relacionado ao seio mau, ao qual é projetado o ódio do bebê que se sente perseguido e odiado, procurando atacar e defender-se devido ao seu ego ainda frágil. O bebê projeta o ódio ao objeto fantasiado.</p><p>3. Como surge o sentimento de culpa da criança?</p><p>A culpa surge como consequência da formação do superego pois, o ego fraco, atacado pelas tendências edicipas e incapaz de defender-se do severo superego arcaico, recalca tanto a culpa quanto a ansiedade que estão gerando sofrimento no inconsciente.</p><p>4. Quando se inicia o Complexo de Édipo para MK?</p><p>O Complexo de Édipo tem início na posição depressiva, mas as tendências edipianas iniciam logo no começo da vida como consequência da frustração do nascimento (?) e do desmame, sendo reforçadas pela frustração do desfralde e pela diferença anatômica entre os sexos.</p><p>5. Fase da feminilidade:</p><p>A fase da feminilidade diz respeito ao momento no Complexo de Édipo do menino, calçado no nível sádico-anal e é caracterizado pelo momento em que o menino tem um desejo frustrado de possuir o órgão especial que o torne capaz de ter um filho. Além disso, essa fase é marcada pelas tendências de roubar e/ou destruir a mãe, com o objetivo de se apropriar da capacidade de ter filhos e pela vontade de destruir possíveis irmãos.</p><p>6. Qual é a origem da tendência agressiva?</p><p>Tem origem na frustração do menino por não poder ser como a mãe, devido a essa frustração sentida, tenta sentir-se superior dando um valor significativo ao pênis e criando uma rivalidade com o sexo oposto para, assim, coneguir ocultar sua desvantagem e ao medo de ser castrado. A agressividade gera atitudes antissociais, sádicas ou de “saber tudo” na tentativa de ocultar a ansiedade e ignorância sentida.</p><p>7. Como se forma o superego?</p><p>O superego se forma a partir do 1º objeto introjetado: o seio da mãe e posteriormente introjetando diversas figuras baseadas tanto na mãe quanto no pai, além disso está relacionado às fases pré-genitais do sadismo.</p><p>1. Importância do brincar:</p><p>A ansiedade é controlada</p><p>pelo brincar, ressignificando seus medos e integrando-se. Por exemplo no jogo do fort-da, a criança revivencia seu trauma de abandono materno e consegue trabalhá-lo a fim de superar tal realidade penosa. No brincar a criança consegue controlar seus medos pulsionais e seus perigos internos (persecutórios) projetando-os para o mundo externo e conseguindo controlar sua ansiedade.</p><p>Basicamente: No brincar a criança projeta para o mundo externo algo interno, visualiza o que proporciona seus impulsos destrutivos diminuindo sua ansiedade e formando seu ego a partir da ansiedade e o contato com a realidade.</p><p>2. Ansiedade arcaica é importante? Explique</p><p>A ansiedade arcaica é essencial no desenvolvimento infantil para a formação do ego.</p><p>3. Processo que ocorre para que as instâncias psíquicas se tornem estáveis:</p><p>A estabilidade das instâncias ocorre durante o período de latência, quando o Ego se une ao Superego com o objetivo em comum de submeter o ID às exigências de objetos reais e ao mundo externo.</p><p>4. Ego arcaico:</p><p>O Ego Arcaico é o ego frágil da criança nos primeiros meses de vida, é um ego não integrado que tende à integração mas se alterna com a tendência à desintegração. O posterior ego fortalecido carrega as funções desse ego arcaico, como a maneira de lidar com a ansiedade. Isso demonstra a importância dos nossos primeiros meses de vida para o resto dela.</p><p>5. Como surge a Ansiedade primária?</p><p>A ansiedade arcaica ocorre por meio da introjeção dos objetos externos como perseguidores internos destrutivos. Está relacionada ao trauma do nascimento, pulsão de morte, sentimentos de perseguição e frustrações de necessidades corporais (desmame e desfralde) que são introjetadas e entendidas como perseguidor criando mecanismos de defesa.</p><p>6. Identificação Projetiva:</p><p>Projeta no objeto externo o que não aceita em si mesmo, a outra pessoa aceitando aquilo. depois introjeta o material de maneira modificada. (exp: falo que pessoa X é egoísta pois não aceito que eu seja, ela introjeta e aceita isso, eu acredito que não sou egoísta)</p><p>7. A fase persecutória é chamada de posição esquizoparanóide e a criança só conseguirá alcançar a posição depressiva se conseguir elaborar a primeira. Comente sobre os mecanismos de defesa que o bebê vivencia na posição esquizoparanóide:</p><p>Mecanismos de defesa na posição esquizoparanóide: Cisão, projeção, negação e idealização</p><p>1. Fantasias:</p><p>Fantasias representam o conteúdo particular das necessidades ou sentimentos que dominam a mente no momento. É uma atividade mental que ocorre em níveis inconscientes profundos e que acompanha todo impulso vivenciado pelo bebê. Auxiliam na formação da vida emocional, na relação com o mundo interno/externo para saber lidar.</p><p>2. O que é ansiedade paranóide e o que é ansiedade depressiva</p><p>Ansiedade paranóide: Vem da relação com o objeto parcial, divisão do objeto externo e medo do seio mau. Se relaciona com os perigos sentidos como ameaçadores ao ego.</p><p>Ansiedade depressiva: Após o entendimento do objeto como completo surge a ansiedade depressiva por saber que seu ódio agora também é direcionado ao objeto bom surgindo o perigo de danificar ou destruir os objetos amados (eis que tenta reparar)</p><p>3. Mecanismos de defesa, para que serve:</p><p>Servem para conseguir se integrar emocionalmente e integrar os objetos também, além de proteger o ego fazendo parte do desenvolvimento normal da criança. As defesas são essenciais para a formação da vida emocional dos sujeitos a longo prazo. Porém o excesso de utilização dos mecanismos de defesa geram transtornos.</p><p>4. O que acarreta a utilização excessiva de mecanismos de defesa?</p><p>O excesso de utilização de mecanismos de defesa podem acarretar em transtornos como a perseguição.</p><p>5. Cisão, Projeção e Introjeção:</p><p>Cisão: projeção do impulso destrutivo (agressão oral) ao 1º objeto (mãe). Cisão do seio entre o bom e mau a fim de entender a dualidade das coisas. – Seio gratificador: obj. bom interno - ponto focal do ego, consegue lidar a partir dele com o seio mau. Seio frustrador: obj. mau fragmentado que ataca e quer destruir</p><p>Projeção: Projeto algo intolerável que está dentro de mim no outro, desviando da pulsão de morte jogando esse intolerável para fora. Ajuda o ego a superar a ansiedade e livrando-o do perigo. (de dentro para fora)</p><p>Introjeção: incorporação de objetos (bons e maus) para defender o ego contra a ansiedade. (de fora para dentro)</p><p>6. Base da Inveja:</p><p>Inata e existente em todas as relações de vida. A inveja vem no bebê por não querer depender da mãe. Ela tem tudo o que ele quer e se sente roubado e negligenciado, gerando voracidade ao bebê quando em excesso. Por meio do impulso invejoso quer tirar este algo que depende ou estragá-lo. A mãe pode fazer com que a criança sinta mais gratidão do que inveja por meio do carinho e amor.</p><p>7. Voracidade:</p><p>Voracidade é proveniente da inveja forte e mal manejada, são excessos de ataques a fim de esvaziar o objeto e roubar o que o foi negligenciado. É uma ânsia impetuosa e insaciável, que excede aquilo que o sujeito necessita e o que o objeto é capaz e disposto a dar. Está relacionado a introjeção destrutiva.</p>

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