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<p>PSICOLOGIA E</p><p>EDUCAÇÃO</p><p>Aula 1</p><p>INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA</p><p>Introdução à psicologia</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula, mergulharemos nas raízes da Psicologia,</p><p>explorando a fascinante jornada desde sua origem até os dias atuais.</p><p>Vamos desvendar o rico histórico e oferecer um panorama abrangente da</p><p>evolução dessa ciência. Compreender esses fundamentos é crucial para</p><p>enriquecer sua prática profissional, proporcionando insights valiosos e</p><p>embasamento sólido. Convido você a se conectar com esse</p><p>conhecimento essencial. Não perca essa oportunidade de aprimorar sua</p><p>base na psicologia!</p><p>Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.</p><p>Bons estudos!</p><p>Alto Contraste A- A+ Imprimir</p><p>https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202401/ALEXANDRIA/PSICOLOGIA_DA_EDUCACAO_E_DA_APRENDIZAGEM/PPT/U1a1_psi_edu_apr.pdf</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante! Nesta unidade de ensino, apresentaremos um breve</p><p>histórico da Psicologia como ciência, enfocando tanto os processos</p><p>históricos quanto os sistemas teóricos que fundamentaram a ciência</p><p>psicológica. Destacaremos a origem e evolução da Psicologia da</p><p>Educação, bem como as abordagens da Psicologia no estudo dos</p><p>fenômenos educativos.</p><p>Em seguida, exploraremos a Psicologia da Educação como uma disciplina</p><p>central na teoria educativa, examinando seu objeto de estudo e como ela</p><p>se configura como uma disciplina que conecta a psicologia e a educação.</p><p>Além disso, analisaremos as práticas educativas como um contexto de</p><p>desenvolvimento e a educação escolar. A competência a ser desenvolvida</p><p>neste contexto é conhecer e analisar princípios centrais no que se refere</p><p>ao que é a Psicologia, especificando psicologia da educação e psicologia</p><p>escolar.</p><p>Considerando o contexto apresentado, as reflexões desta aula nos</p><p>possibilitarão explorar as raízes filosóficas e fisiológicas da Psicologia, as</p><p>primeiras correntes psicológicas e o objeto de estudo da Psicologia.</p><p>Ao final desta leitura, o seu desafio será refletir sobre a importância do</p><p>estudo das correntes do estruturalismo e funcionalismo.</p><p>Bons estudos!</p><p>Considerando o contexto apresentado, as reflexões iniciais nos</p><p>possibilitam explorar as seguintes problematizações: 1. Quais são as</p><p>raízes filosóficas e fisiológicas da Psicologia? 2. O que significa</p><p>estruturalismo e funcionalismo? 3. Qual é o objeto de estudo da</p><p>Psicologia?</p><p>Vamos Começar!</p><p>Psicologia "[...] vem do grego psyché, que significa alma, e de logos, que</p><p>significa razão. Portanto, etimologicamente, psicologia significa 'estudo da</p><p>alma'" (Bock; Furtado; Teixeira, 1999, p. 32-33).</p><p>O campo psicológico constitui uma ciência com o objetivo de explicar</p><p>como o ser humano pode conhecer e interpretar a si mesmo, assim como</p><p>interpretar e conhecer o mundo em que vive, incluindo a interação entre</p><p>indivíduos, a relação com a natureza, objetos e os sistemas sociais,</p><p>econômicos e políticos aos quais estão inseridos. Seu objeto de estudo</p><p>está centralizado nos seres vivos que estabelecem trocas simbólicas com</p><p>o meio ambiente.</p><p>A história da Psicologia abrange cerca de dois milênios, com raízes</p><p>filosóficas e fisiológicas. As raízes remontam aos grandes filósofos da</p><p>Grécia antiga, como Sócrates, Platão e Aristóteles, que levantaram</p><p>questões fundamentais sobre a vida mental, como a natureza da</p><p>consciência, se as pessoas são inerentemente racionais ou irracionais e a</p><p>existência do livre-arbítrio (Hoeksema et al., 2012, p. 5).</p><p>Na filosofia, diversas concepções sobre o conhecimento buscam</p><p>explicações apoiando-se em outras ciências, como a Psicologia. Schultz e</p><p>Schultz (2014) afirmam que o interesse pela psicologia remonta aos</p><p>primeiros pensadores, resultando em obras filosóficas motivadas pelo</p><p>fascínio pelo nosso próprio comportamento e especulações sobre a</p><p>natureza e conduta humanas (Schultz; Schultz, 2014, p. 15). A filosofia</p><p>busca o conhecimento racional das coisas e dos seres humanos, com</p><p>raízes nos filósofos gregos, especialmente Platão (400 a.C.), continuando</p><p>o debate sobre esse conceito com René Descartes (século XVII), John</p><p>Locke (século XVII), David Hume (século XVIII) e Immanuel Kant (século</p><p>XVIII).</p><p>A Psicologia também tem suas raízes nos conhecimentos fisiológicos,</p><p>Hipócrates, o "pai da medicina", contemporâneo de Sócrates, contribuiu</p><p>significativamente para o desenvolvimento da Psicologia ao estudar as</p><p>funções do organismo vivo, especialmente as relações entre o cérebro e</p><p>os órgãos. Suas observações fundamentais lançaram as bases para a</p><p>perspectiva biológica na Psicologia (Hoeksema et al., 2012, p. 5).</p><p>Observe a figura a seguir:</p><p>Figura 1 | Raízes da psicologia moderna. Fonte: Freitas, Pinto e Ferronato (2016).</p><p>Platão e Descartes concebiam a inteligência racional como inata, sendo</p><p>para Descartes a "assinatura do Criador na criatura". Essa visão</p><p>fundamentou o racionalismo de Descartes, que preconizava que a</p><p>verdade só poderia ser conhecida através do uso da razão. Em</p><p>contrapartida, Locke e Hume argumentavam que nascemos com a mente</p><p>como uma "tábula rasa", defendendo que a experiência molda nossas</p><p>mentes, imprimindo nelas um conjunto de conhecimentos (Chauí, 1995, p.</p><p>71).</p><p>Descartes (1596-1650) adotava uma perspectiva inatista, o conhecimento</p><p>já nasce com o sujeito e irá amadurecer com o tempo. Ele propunha uma</p><p>abordagem dualista, distinguindo a mente (mundo mental) do corpo</p><p>(mundo material ou físico). Essa visão implicava que essas entidades têm</p><p>naturezas distintas, embora interajam entre si (Schultz; Schultz, 2014).</p><p>No cenário britânico, John Locke (1632-1704), alinhado ao empirismo,</p><p>defendia que a mente se desenvolve progressivamente pela acumulação</p><p>de experiências sensoriais. Ele acreditava que, ao nascermos, a mente é</p><p>uma página em branco enriquecida por experiências sensoriais,</p><p>fundamentando assim a ideia de que todo conhecimento tem origem em</p><p>experiências empíricas (empirismo) (Schultz; Schultz, 2014, p. 44).</p><p>David Hume (1711-1776), também defensor do empirismo, concebia a</p><p>mente como um fluxo de ideias e introduziu as leis de associação,</p><p>destacando a semelhança ou similaridade e a contiguidade no tempo e</p><p>espaço. Ele afirmava que quanto mais semelhantes e próximas no tempo</p><p>e espaço, mais prontamente duas ideias se associam (Schultz; Schultz,</p><p>2014, p. 49). Resumidamente, Hume enfatizava a associação de ideias</p><p>como a base fundamental para o entendimento humano.</p><p>Posteriormente, os pressupostos filosóficos de Kant (1724-1804)</p><p>revolucionaram essas concepções. A abordagem epistemológica de Kant</p><p>foi um divisor de águas. Ele compreende o conhecimento como algo</p><p>derivado da razão, não sendo inato nem adquirido por meio da</p><p>experiência. A razão, preexistente à experiência, é uma estrutura vazia,</p><p>igual e universal para todos. As experiências fornecem os conteúdos, e a</p><p>razão confere a esses conteúdos sua forma.</p><p>Esse debate ainda persiste nos dias atuais. Hoeksema et al. (2012)</p><p>classifica esse debate como natureza/criação, ou seja, se as capacidades</p><p>humanas são inatas ou adquiridas. A visão da natureza sustenta que o ser</p><p>humano possui um estoque inato de conhecimento e compreensão da</p><p>realidade. Por outro lado, a visão de criação argumenta que o</p><p>conhecimento é adquirido por meio de experiências e interações com o</p><p>meio.</p><p>Siga em Frente...</p><p>No século XIX, a ciência torna-se crucial para explicar diversos fatores,</p><p>como os sociais, físicos, naturais e comportamentais. Isso se deve à</p><p>insuficiência das explicações exclusivamente religiosas e abstratas. A</p><p>transformação econômica e social, impulsionada pela consolidação do</p><p>capitalismo, também implica o avanço da ciência.</p><p>Nesse contexto, a Psicologia emerge como uma disciplina científica,</p><p>desvinculando-se progressivamente dos conhecimentos filosóficos. A</p><p>psicologia moderna, originária na Alemanha no final do século XIX, teve</p><p>um marco importante com a fundação do "Laboratório de Psicologia</p><p>Experimental", em Leipzig, por Wilhelm Wundt, em 1879. Ele é</p><p>considerado o fundador da psicologia experimental, focando em</p><p>processos mentais conscientes por meio de observação sistemática e</p><p>introspecção.</p><p>Wundt estabeleceu objetivos para a psicologia</p><p>experimental, incluindo a</p><p>análise dos processos conscientes, a determinação de seus elementos</p><p>básicos, o estudo de sua síntese e organização e a descoberta das leis de</p><p>conexão que governavam sua orientação.</p><p>Wundt e outros estudiosos, como Weber, Fechner, Edward B. Titchener e</p><p>William James, estabeleceram novos padrões para a psicologia. Eles</p><p>buscaram definir o objeto de pesquisa, delimitar o campo de estudo em</p><p>relação a outras áreas, formular métodos de estudo e desenvolver teorias</p><p>consistentes (Bock; Furtado; Teixeira, 2008, p. 41).</p><p>Apesar de ter surgido na Alemanha, os estudos da psicologia científica</p><p>crescem nos Estados Unidos, onde surgiram as primeiras abordagens,</p><p>existentes até os dias atuais. São elas: o Estruturalismo (Edward</p><p>Titchener), o Funcionalismo (William James) e o Associacionismo (Edward</p><p>Thorndike). Vamos conhecê-las:</p><p>Estruturalismo: formulado por Titchener (psicólogo treinado por</p><p>Wundt), possui como ramo de pesquisa a análise das estruturas</p><p>mentais. O problema da Psicologia era a análise dos fenômenos</p><p>mentais que Titchener dividiu em três classes: sensações, imagens e</p><p>sentimentos (Carpigiani, 2010, p. 64).</p><p>Funcionalismo: em 1890, Willian James definiu a Psicologia como</p><p>“a ciência da vida mental, abrangendo tanto seus fenômenos como</p><p>as suas condições”. O Funcionalismo teve como propósito</p><p>compreender o comportamento e suas inter-relações, como também</p><p>compreender a consciência (Carpigiani, 2010, p. 64).</p><p>Associacionismo: traz como principal representante Edward</p><p>Thorndike. Essa corrente psicológica traz como concepção a</p><p>aprendizagem que acontece por meio de um processo de associação</p><p>de ideias, em que o indivíduo deve partir das mais simples de um</p><p>determinado tema, indo até as mais complexas.</p><p>Você percebeu que a Psicologia, enquanto ciência, vem evoluindo?</p><p>Perceba que definir o objeto de pesquisa dessa ciência não é tão simples,</p><p>pois a Psicologia estuda o ser humano e há muitas concepções sobre o</p><p>assunto.</p><p>Na nossa disciplina, vamos adotar um olhar de pesquisador, conhecendo</p><p>as diferentes concepções e compreendendo</p><p>O homem em todas as suas expressões, as visíveis (nosso</p><p>comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos, cognições e</p><p>motivações), as singularidades (porque somos o que somos) e as</p><p>generalidades (porque somos todos assim) – é o homem-corpo,</p><p>homem-pensamento, homem-afeto, homem-ação e tudo isso está</p><p>sintetizado no termo subjetividade. (Bock; Furtado; Teixeira, 2008,</p><p>p. 23)</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>As primeiras correntes psicológicas que se desenvolveram foram o</p><p>estruturalismo e o funcionalismo. Tanto uma quanto a outra fizeram</p><p>grandes contribuições para o campo da Psicologia. Atualmente,</p><p>psicólogos estudam a estrutura e a função do consciente de forma</p><p>conjunta.</p><p>Vamos lembrar que o estruturalismo possui como ramo de pesquisa a</p><p>análise das estruturas mentais. O problema da Psicologia era a análise</p><p>dos fenômenos mentais que Titchener dividiu em três classes: sensações,</p><p>imagens e sentimentos. O funcionalismo teve como propósito</p><p>compreender o comportamento e suas inter-relações, como também</p><p>compreender a consciência.</p><p>Agora reflita: qual é a importância do estudo das correntes do</p><p>estruturalismo e funcionalismo?</p><p>Assista à aula de Psicologia do Desenvolvimento – estados emocionais e</p><p>o funcionamento psíquico. A prof.ª responsável é Valéria Arantes.</p><p>Resolução</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=VZUeqkM9gjo</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=VZUeqkM9gjo</p><p>As primeiras correntes filosóficas trouxeram grandes contribuições para o</p><p>estudo da Psicologia enquanto ciência. Com o avanço dos estudos no</p><p>decorrer da história, percebe-se que o homem deve ser estudado</p><p>pertencente a um grupo que envolve questões biológicas, culturais,</p><p>sociais e históricas.</p><p>A aula da professora Valéria deixa claro como o sujeito é complexo e</p><p>como suas emoções, seus sentimentos, sua afetividade e sua resolução</p><p>de conflitos estão interligados com as demais dimensões do indivíduo.</p><p>Você pode expressar sua reflexão em forma de charge, desenho,</p><p>esquemas, texto, utilizando recursos tecnológicos, enfim, resgatando o</p><p>conceito de rede de aprendizagens para criar diversas formas de</p><p>aprendizagem e compartilhar o conhecimento adquirido.</p><p>Faça você mesmo! Lembre-se de um caso real, com você, família, amigos</p><p>ou conhecidos que se encaixa no conceito de indivíduo interligado por</p><p>várias dimensões.</p><p>Saiba Mais</p><p>Amplie e aprofunde os conteúdos estudados nesta aula realizando a</p><p>leitura do artigo Psicologia como ciência: comportamento, introspecção e</p><p>consciência, de Almada (2008). Esse artigo destaca as bases da</p><p>Psicologia enquanto ciência a partir da psicologia experimental.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>BOCK, A. M. B.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. T. Psicologias: uma</p><p>introdução ao estudo de psicologias. São Paulo: Saraiva, 1999.</p><p>BOCK, A. M. B.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. de L. T. Psicologias: uma</p><p>introdução ao estudo da psicologia. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.</p><p>CARPIGIANI, B. Psicologia das raízes aos movimentos</p><p>contemporâneos. São Paulo: Cengage Learning, 2010.</p><p>CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 5. ed. São Paulo: Ática, 1995.</p><p>http://www.psicanaliseefilosofia.com.br/adverbum/vol3_1/psicologia_como_ciencia.pdf</p><p>http://www.psicanaliseefilosofia.com.br/adverbum/vol3_1/psicologia_como_ciencia.pdf</p><p>FREITAS, M. de F. R. L. de; PINTO, R. de O.; FERRONATO, R. F.</p><p>Psicologia da educação e da aprendizagem. Londrina: Editora e</p><p>Distribuidora Educacional S.A., 2016.</p><p>HOEKSEMA, J. D. et al. Geographic divergence in a species-rich</p><p>symbiosis: interactions between Monterey pines and ectomycorrhizal</p><p>fungi. v. 93, issue 10, p. 2274-2285, oct. 2012.</p><p>SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ, S. E. História da psicologia moderna. São</p><p>Paulo: Cengage Learning, 2014.</p><p>Aula 2</p><p>UMA BREVE RETROSPECTIVA</p><p>SOBRE A PSICANÁLISE</p><p>Uma breve retrospectiva sobre a</p><p>psicanálise</p><p>Olá, estudante! Em nossa videoaula, abordaremos temas fundamentais:</p><p>Freud, psicanálise e o intrigante conceito do inconsciente. Esses assuntos</p><p>são cruciais para sua prática profissional, proporcionando insights</p><p>profundos sobre o comportamento humano. Não deixe de participar dessa</p><p>oportunidade enriquecedora para aprimorar sua compreensão. Convido</p><p>você a se juntar a nós nesta jornada educativa.</p><p>Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.</p><p>Bons estudos!</p><p>https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202401/ALEXANDRIA/PSICOLOGIA_DA_EDUCACAO_E_DA_APRENDIZAGEM/PPT/U1a2_psi_edu_apr.pdf</p><p>Ponto de Partida</p><p>Nesta aula, embarcaremos em uma jornada fascinante pelos fundamentos</p><p>da psicanálise, desbravando os caminhos trilhados por Sigmund Freud e</p><p>suas contribuições notáveis para a compreensão do aparelho psíquico</p><p>humano. Aprofundaremos nosso entendimento sobre a descoberta</p><p>revolucionária do inconsciente, um território sutil e complexo que permeia</p><p>nossos pensamentos e ações de maneiras muitas vezes inexploradas.</p><p>Exploraremos a teoria elaborada por Freud sobre o estudo do aparelho</p><p>psíquico, desvendando as intricadas camadas da mente que moldam</p><p>nossa experiência e influenciam nosso comportamento. Ao longo desse</p><p>percurso, destacaremos como as ideias freudianas abriram novas</p><p>perspectivas para a compreensão dos processos mentais e da dinâmica</p><p>psicológica.</p><p>Além disso, adentraremos na intrigante descoberta da sexualidade infantil,</p><p>um marco que desafiou as convenções de sua época e lançou luz sobre</p><p>aspectos fundamentais do desenvolvimento humano. Examinaremos</p><p>como Freud desvendou as complexidades das primeiras fases do</p><p>desenvolvimento psicossexual, revelando a influência crucial dessas</p><p>experiências na formação da psique individual.</p><p>Ao mergulharmos nessas reflexões, buscamos compreender não apenas</p><p>as contribuições de Freud à psicanálise, mas também os alicerces sobre</p><p>os quais se erguem as modernas teorias psicológicas. Esta aula se</p><p>propõe a ser uma ponte entre o passado e o presente, convido você,</p><p>estudante a explorar as raízes da psicanálise e seus impactos duradouros</p><p>na compreensão da mente humana.</p><p>A fim de contextualizarmos os estudos desta aula, trabalharemos com</p><p>uma situação comum na infância: a vontade</p><p>de uma criança pegar um</p><p>brinquedo que pertence a um colega enquanto estão brincando</p><p>juntos. Como podemos analisar essa situação à luz da psicanálise?</p><p>Acompanhe esta leitura para saber!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Teoria do aparelho psíquico</p><p>Você já deve ter ouvido a frase “Freud explica”, mas o que será que Freud</p><p>explica? Vamos conhecer? Sigmund Freud (1856-1939) foi um médico</p><p>vienense que mudou, radicalmente, o modo de pensar a vida psíquica.</p><p>Freud elegeu as fantasias, os sonhos, os esquecimentos, a interioridade</p><p>do homem como temas da investigação científica. A investigação</p><p>sistemática desses temas levou Freud à criação da psicanálise.</p><p>Segundo Bock (2018, p. 37), “o termo psicanálise é usado para se referir a</p><p>uma teoria, a um método de investigação e a uma prática profissional”.</p><p>Seus pressupostos partem da descoberta do inconsciente. Em 1900, no</p><p>livro A interpretação dos sonhos, Freud apresentou a primeira concepção</p><p>sobre a estrutura e o funcionamento psíquicos. Essa teoria refere-se à</p><p>existência de três sistemas ou instâncias psíquicas: inconsciente, pré-</p><p>consciente e consciente.</p><p>Quadro 1 | Estrutura e o funcionamento psíquicos. Fonte: elaborada pela</p><p>autora.</p><p>Entre 1920 e 1923, Freud remodela a teoria do aparelho psíquico e</p><p>introduz os conceitos de id, ego e superego para referir-se aos sistemas</p><p>da personalidade. Essas instâncias representam as forças psíquicas que</p><p>moldam o comportamento humano e influenciam a personalidade.</p><p>Id (Isso):</p><p>O Id é a parte mais primitiva e instintiva da mente.</p><p>Opera de acordo com o princípio do prazer, buscando</p><p>gratificação imediata de desejos e necessidades básicas, sem</p><p>considerar as consequências sociais ou morais.</p><p>Age de forma impulsiva e irracional, representando os instintos</p><p>mais fundamentais, como fome, sede e impulsos sexuais.</p><p>Ego (Eu):</p><p>O Ego é responsável pela mediação entre as demandas do Id e</p><p>as restrições da realidade externa.</p><p>Opera de acordo com o princípio da realidade, buscando</p><p>satisfazer os desejos do Id de maneira socialmente aceitável e</p><p>realista.</p><p>Desenvolve estratégias, toma decisões e equilibra as demandas</p><p>conflitantes do Id e do Superego.</p><p>Superego (Supereu):</p><p>Inconsciente Pré-consciente Consciente</p><p>Conjunto de conhecimentos</p><p>não presentes no campo</p><p>atual da consciência. É</p><p>constituído por conteúdos</p><p>reprimidos, que não têm</p><p>acesso aos sistemas pré-</p><p>consciente/consciente, pela</p><p>ação de censuras internas.</p><p>Esses conteúdos podem ter</p><p>sido conscientes, em algum</p><p>momento, e terem sido</p><p>reprimidos.</p><p>Refere-se ao sistema em</p><p>que permanecem os</p><p>conteúdos acessíveis à</p><p>consciência. É aquilo que</p><p>não está na consciência</p><p>naquele momento, mas no</p><p>momento seguinte pode</p><p>estar.</p><p>É o sistema do aparelho</p><p>psíquico que recebe ao</p><p>mesmo tempo as</p><p>informações do mundo</p><p>exterior e do mundo interior.</p><p>O Superego representa as normas morais e sociais</p><p>internalizadas, funcionando como a voz da consciência.</p><p>Desenvolve-se a partir das influências parentais e sociais,</p><p>incorporando padrões éticos e valores transmitidos</p><p>culturalmente.</p><p>Age como um juiz interno, recompensando comportamentos</p><p>moralmente aceitáveis e punindo comportamentos considerados</p><p>inadequados.</p><p>Essas três instâncias interagem dinamicamente na mente, influenciando o</p><p>comportamento e a personalidade de uma pessoa. O equilíbrio entre o Id,</p><p>o Ego e o Superego é essencial para a saúde psicológica, e os conflitos</p><p>entre essas partes podem resultar em ansiedade, comportamentos</p><p>compulsivos ou mecanismos de defesa psicológica. A compreensão</p><p>dessas estruturas proporciona uma base valiosa para a análise</p><p>psicanalítica e a compreensão das motivações subjacentes ao</p><p>comportamento humano.</p><p>Siga em Frente...</p><p>A descoberta da sexualidade infantil</p><p>Freud em suas investigações na prática clínica sobre as causas e o</p><p>funcionamento das neuroses, descobriu que a maioria dos pensamentos e</p><p>desejos reprimidos se referia a conflitos de ordem sexual, localizados nos</p><p>primeiros anos de vida dos indivíduos, isto é, na vida infantil estavam as</p><p>experiências de caráter traumático. Segundo Bock (2018), confirmava-se</p><p>que as ocorrências desse período da vida deixam marcas profundas na</p><p>estruturação da pessoa.</p><p>As descobertas colocam a sexualidade no centro da vida psíquica, nesse</p><p>sentido, “o indivíduo, nos primeiros anos de vida, encontra o prazer no</p><p>próprio corpo” (Bock, 2018, p. 41), e há um desenvolvimento progressivo</p><p>que levou Freud a postular as fases do desenvolvimento sexual em:</p><p>Fase Oral (0-1 ano):</p><p>Durante o primeiro ano de vida, a boca é a principal zona</p><p>erógena.</p><p>A principal fonte de prazer é a amamentação ou a alimentação,</p><p>e o bebê aprende a obter satisfação através da boca.</p><p>Fase Anal (1-3 anos):</p><p>A ênfase muda para a região anal, e o controle dos esfíncteres</p><p>torna-se uma fonte de conflito e prazer.</p><p>A criança começa a explorar o controle sobre suas funções</p><p>corporais, desenvolvendo um senso de autonomia.</p><p>Fase Fálica (3-6 anos):</p><p>O foco da zona erógena muda para os genitais.</p><p>Nesta fase, ocorre o Complexo de Édipo, onde as crianças</p><p>desenvolvem atração pelo progenitor do sexo oposto e</p><p>rivalidade com o progenitor do mesmo sexo.</p><p>Período de Latência (6 anos até a puberdade):</p><p>A energia sexual é reprimida e direcionada para atividades</p><p>sociais e educacionais.</p><p>Não há um foco significativo na sexualidade durante esse</p><p>período.</p><p>Fase Genital (puberdade em diante):</p><p>Início da maturidade sexual.</p><p>A energia sexual é redirecionada para relacionamentos</p><p>românticos e atividades sexuais maduras.</p><p>O Complexo de Édipo refere-se a um estágio do desenvolvimento</p><p>psicossexual que ocorre por volta dos 3 aos 6 anos de idade. Durante</p><p>essa fase, segundo Freud, as crianças experimentam sentimentos</p><p>ambíguos e conflitantes em relação aos pais, mais especificamente</p><p>desenvolvendo atração inconsciente pelo progenitor do sexo oposto</p><p>(Complexo de Édipo positivo) e rivalidade com o progenitor do mesmo</p><p>sexo.</p><p>Para Freud, esse conflito é considerado crucial no desenvolvimento da</p><p>personalidade, influenciando a formação de normas morais, identidade de</p><p>gênero e relacionamentos futuros. O processo de resolução do Complexo</p><p>de Édipo envolve a internalização das regras sociais e a aceitação da</p><p>autoridade dos pais, formando a base para o desenvolvimento do</p><p>Superego, a instância psíquica responsável pela moralidade e</p><p>consciência. O Complexo de Édipo é central na teoria freudiana, embora</p><p>tenha sido criticado e reinterpretado ao longo do tempo.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Como apresentado anteriormente, para contextualizar alguns elementos</p><p>da psicanálise que você aprendeu nesta aula, vamos considerar uma</p><p>situação comum na infância: a vontade de uma criança de pegar um</p><p>brinquedo que pertence a um colega enquanto estão brincando juntos.</p><p>Id:</p><p>Imagine uma criança que se chama Ana, cujo Id está predominando nesse</p><p>momento. Ela está totalmente focada no desejo imediato de ter o</p><p>brinquedo que o colega está usando. O Id de Ana está impulsionando-a a</p><p>satisfazer seu desejo sem se preocupar com as consequências ou com os</p><p>sentimentos do colega.</p><p>Superego:</p><p>Por outro lado, o Superego de Ana entra em cena. Internalizando as</p><p>normas sociais e morais que aprendeu, o Superego adverte Ana sobre o</p><p>comportamento inadequado de pegar o brinquedo sem permissão. Ele</p><p>destaca que isso não é justo e que ela deve respeitar os sentimentos do</p><p>colega.</p><p>Ego:</p><p>O Ego de Ana tenta mediar esse conflito. Ele reconhece o desejo do Id de</p><p>ter o brinquedo, mas também está ciente das regras sociais internalizadas</p><p>pelo Superego. O Ego procura uma solução equilibrada, como pedir</p><p>educadamente ao colega para compartilhar o brinquedo ou esperar sua</p><p>vez.</p><p>Nessa situação, há um conflito entre as forças internas de Ana. O Id busca</p><p>a gratificação imediata, o Superego impõe as normas morais aprendidas e</p><p>o Ego tenta equilibrar essas forças para encontrar uma solução aceitável</p><p>socialmente.</p><p>Esse exemplo ilustra como, desde cedo, as crianças começam a enfrentar</p><p>conflitos psicológicos internos, moldando o desenvolvimento de suas</p><p>personalidades e habilidades sociais.</p><p>Saiba Mais</p><p>Neste artigo apresentam-se as ideias de Sigmund Freud, Melanie Klein e</p><p>Jacques</p><p>Lacan a respeito da constituição subjetiva, destacando-se como</p><p>eles contribuíram para que a criança fosse considerada um sujeito, e não</p><p>apenas um objeto de intervenção:</p><p>COUTO, D. P. do. Freud, Klein, Lacan e a constituição do sujeito.</p><p>Psicologia em Pesquisa, UFJF, v. 11, n. 1, 1-10, Janeiro - Junho de</p><p>2017.</p><p>Também sugerimos que você assista ao filme:</p><p>Freud, além da alma. (Estados Unidos, Direção de John Huston, 1962.</p><p>140 min).</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>BOCK, A. M. B. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia.</p><p>São Paulo: Saraiva Educação, 2018.</p><p>COUTO, D. P. do. Freud, Klein, Lacan e a constituição do sujeito.</p><p>Psicologia em Pesquisa, UFJF, v. 11, n. 1, 1-10, Janeiro - Junho de</p><p>2017. Disponível em:</p><p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/psicologiaempesquisa/article/view/2338</p><p>8. Acesso em: 23 jan. 2024.</p><p>PILETTI, N. Psicologia da aprendizagem: da teoria do condicionamento</p><p>ao construtivismo. São Paulo: Contexto, 2013.</p><p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/psicologiaempesquisa/article/view/23388</p><p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/psicologiaempesquisa/article/view/23388</p><p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/psicologiaempesquisa/article/view/23388</p><p>Aula 3</p><p>PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO</p><p>E PSICOLOGIA ESCOLAR</p><p>Psicologia da educação e psicologia</p><p>escolar</p><p>Olá, estudante! Em nossa próxima videoaula, vamos explorar os</p><p>intricados temas da Psicologia da Educação e Psicologia Escolar,</p><p>destacando os pontos de convergência entre ambas. Compreender essas</p><p>áreas é crucial para aprimorar sua prática profissional, oferecendo</p><p>ferramentas valiosas na compreensão do desenvolvimento educacional.</p><p>Não perca essa oportunidade de enriquecer sua bagagem acadêmica e</p><p>profissional. Junte-se a nós nessa jornada educativa!</p><p>Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.</p><p>Bons estudos!</p><p>Ponto de Partida</p><p>https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202401/ALEXANDRIA/PSICOLOGIA_DA_EDUCACAO_E_DA_APRENDIZAGEM/PPT/U1a3_psi_edu_apr.pdf</p><p>Estudante, a escola desempenha um papel fundamental na educação</p><p>formal e, ao longo da história, enfrentou diversos desafios que demandam</p><p>uma abordagem cuidadosa, reflexiva e crítica por parte dos profissionais</p><p>da educação. É essencial estabelecer um diálogo e uma articulação</p><p>contínuos, especialmente com diversas áreas do conhecimento, incluindo</p><p>a Psicologia.</p><p>Conforme destacado por Nogaro e Eidt (2015, p. 156), "a educação em si</p><p>não existe: ela se materializa no contexto e nas relações vividas na</p><p>sociedade e é concretizada por sujeitos humanos". Isso ressalta a</p><p>importância de compreender que a educação não é uma entidade isolada,</p><p>mas sim algo que se manifesta nas interações e dinâmicas sociais.</p><p>Portanto, é crucial que os profissionais da educação estejam atentos às</p><p>nuances do contexto em que estão inseridos, promovendo um ensino que</p><p>esteja alinhado com as necessidades e realidades dos sujeitos</p><p>envolvidos. O diálogo constante e a colaboração com diversas disciplinas,</p><p>como a Psicologia, enriquecem essa abordagem, proporcionando uma</p><p>compreensão mais holística e eficaz do processo educacional.</p><p>Há diferenças notáveis ao abordar a Psicologia Escolar e a Psicologia</p><p>Educacional? Qual é o histórico que aproxima a ciência da Psicologia e a</p><p>ciência da Educação? Como podemos ponderar sobre as contribuições da</p><p>Psicologia no cenário educacional contemporâneo?</p><p>Imagine que essas questões sejam alvo da discussão de dois grupos de</p><p>alunos universitários, cujo professor designou um grupo para ficar imerso</p><p>na Psicologia da Educação e outro, na Psicologia Escolar. Como esses</p><p>alunos podem desenvolver seus estudos sobre esses temas?</p><p>Que tal explorarmos tudo isso juntos?</p><p>Vamos Começar!</p><p>Na história da educação brasileira, desde a colônia, o ensino visava</p><p>formar um padrão de homem moldável e civilizado. Infelizmente, nos dias</p><p>atuais, muitas vezes nos deparamos com o currículo, a organização dos</p><p>espaços e dos tempos no cotidiano escolar sendo considerados sob uma</p><p>perspectiva de controle, em vez de aprendizagens.</p><p>O encontro da Psicologia com a educação formal ocorre dentro dessa</p><p>ideologia de controle, enraizada em uma tradição positivista. Em outras</p><p>palavras, os conhecimentos da Psicologia chegam à instituição escolar</p><p>por meio de diagnósticos, instrumentos e laudos excludentes e de</p><p>controle, psicologizando e patologizando as queixas escolares (Oliveira-</p><p>Menegotto; Fontoura, 2015).</p><p>Como apontam Barbosa e Souza (2012), a Psicologia Educacional no</p><p>Brasil impregnou-se dos princípios do movimento higienista, no início até</p><p>meados do século XX, tendo como propósito diferenciar os sujeitos</p><p>mentalmente saudáveis daqueles que não o eram, legitimando o</p><p>psicólogo, por possuir condições de manejar instrumentos científicos</p><p>restritos ao seu campo, a diferenciar os sujeitos aptos dos não aptos. Tal</p><p>perspectiva da Psicologia era eminentemente clínica e de caráter</p><p>individual, e servia aos propósitos de ajustamento e de classificação, não</p><p>levando em consideração a crítica e a compreensão social (Silva, Pedro,</p><p>Silva, Rezende, & Barbosa, 2013; Wanderer, & Pedroza, 2010). O social,</p><p>por sua vez, era somente levado em consideração, na medida em que a</p><p>preocupação girava em torno de normalizar e adaptar o sujeito para o</p><p>convívio em sociedade (Angelucci, Kalmus, Paparelli, & Patto, 2004;</p><p>Barbosa, 2012; Tuleski, & cols., 2005). (Oliveira-Menegotto; Fontoura,</p><p>2015, p. 379)</p><p>O campo da Psicologia Educacional se consolidou através de um olhar</p><p>sobre a criança que não aprende. "As primeiras aproximações entre a</p><p>Psicologia e a escola pautaram-se numa visão associacionista e</p><p>mecanicista, a partir de ideias deterministas e dicotômicas acerca da</p><p>aprendizagem e do desenvolvimento humano" (Oliveira-Menegotto;</p><p>Fontoura, 2015, p. 380).</p><p>Conforme Oliveira-Menegotto e Fontoura (2015, p. 380), a história da</p><p>Psicologia Educacional e Escolar brasileira é dividida em períodos</p><p>históricos, que são:</p><p>1. Colonização, saberes psicológicos e Educação (1500-1906).</p><p>2. A Psicologia em outros campos de conhecimento (1906-1930).</p><p>3. Desenvolvimentismo – a Escola Nova e os psicologistas na</p><p>Educação (1930-1962).</p><p>4. A Psicologia Educacional e a Psicologia "do" Escolar (1962-1981).</p><p>5. O período da crítica (1981-1990).</p><p>6. A Psicologia Educacional e Escolar e a reconstrução (1990-2000).</p><p>7. A virada do século: novos rumos? (2000 – até os dias atuais).</p><p>Como em todas as ciências, existem movimentos de resistência, e foi a</p><p>partir dessas ideias contrárias que a Psicologia e a escola, aos poucos,</p><p>superaram a lógica determinista, dicotômica e segregacionista do</p><p>processo de aprendizagem e desenvolvimento humano.</p><p>Uma nova percepção sobre o aluno emergiu na década de 1970, graças a</p><p>profissionais da Educação e da Psicologia, que passaram a considerar</p><p>fatores de natureza histórica, social, cultural, política e econômica nos</p><p>processos de aprendizagem e desenvolvimento humano. A Psicologia,</p><p>como ciência, começou a contribuir com a educação a partir de outro</p><p>paradigma, enxergando o aluno em sua totalidade, e o erro não é mais</p><p>interpretado pelo viés patológico, mas sim como um processo inerente ao</p><p>aprendizado (Valle, 2003).</p><p>Portanto, as contribuições do campo da Psicologia da Educação no</p><p>contexto educacional iniciaram um processo de inclusão, considerando a</p><p>totalidade do indivíduo e reconhecendo o contexto educacional de forma</p><p>social, cultural, econômica e política. Embora não possamos afirmar que</p><p>as linhas e pensamentos higienistas, excludentes e segregativos foram</p><p>totalmente extintos na Psicologia e Educação, podemos afirmar que a</p><p>produção científica nas duas áreas tem evoluído cada vez mais no sentido</p><p>de considerar a pluralidade, a totalidade e a interdisciplinaridade,</p><p>contemplando todos os protagonistas do contexto escolar.</p><p>Siga em Frente...</p><p>A busca e o grande desafio do campo da Psicologia Educacional e</p><p>Escolar não devem ser o motivo pelo qual o aluno não aprende, mas sim</p><p>entender como ocorre o processo que leva a esse resultado.</p><p>Desde o início deste texto, referimo-nos à Psicologia Educacional e</p><p>Escolar, mas qual é a diferença? As diferenciações entre Psicologia</p><p>Educacional e Psicologia Escolar surgem devido ao objeto de interesse,</p><p>às finalidades e aos métodos de investigação e/ou intervenção (Barbosa;</p><p>Souza, 2012).</p><p>É necessário considerar a diversidade de concepções, abordagens e</p><p>sistemas teóricos que constituem as várias produções de conhecimento.</p><p>Dessa forma, a definição adotada nesta disciplina tem como</p><p>embasamento teórico a definição de Antunes (2007). A Psicologia</p><p>Educacional é uma subárea de conhecimento da Psicologia, com vocação</p><p>para a produção de saberes relativos ao fenômeno psicológico</p><p>constituinte do processo educativo. A Psicologia Escolar define-se pelo</p><p>âmbito profissional e refere-se a um campo de ação determinado, ou seja,</p><p>a escola e as relações que aí se estabelecem; fundamenta sua atuação</p><p>nos conhecimentos produzidos pela Psicologia da Educação, por outras</p><p>subáreas da psicologia e por outras áreas de conhecimento (Barbosa;</p><p>Souza, 2012).</p><p>Essa definição não deve ser vista apenas como a Psicologia Educacional</p><p>atuando no nível teórico e a Psicologia Escolar em nível prático. São</p><p>recortes e olhares diferenciados, dependentes, que se complementam e</p><p>derivam da mesma área, com o objetivo de contribuir para a educação.</p><p>Para sintetizar as contribuições mais importantes dessas subáreas da</p><p>Psicologia para a educação, é fundamental definir o ponto de vista que</p><p>estamos adotando. Nesse sentido, vamos abordar a questão a partir da</p><p>perspectiva de uma educação dialógica, crítica, reflexiva e da</p><p>democratização do saber.</p><p>Nessa perspectiva, a Psicologia Educacional e Escolar contribui para o</p><p>contexto educacional por meio de pesquisas, participação, observação e</p><p>intervenção, sendo crucial o enfoque colaborativo e interdisciplinar. De</p><p>acordo com Antunes (2007) e Oliveira-Menegotto; Fontoura (2015), suas</p><p>contribuições incluem:</p><p>Facilitação do acesso e criação de condições para a permanência de</p><p>todos os educandos na escola.</p><p>Transformação da escola com foco em condições efetivas de</p><p>escolarização.</p><p>Tradução do princípio de educação inclusiva, incorporando não</p><p>apenas a educação de alunos com deficiência, mas também todos</p><p>aqueles que, por diversos motivos, são excluídos da escola e de</p><p>seus benefícios.</p><p>Consideração da educação como constituída por múltiplos</p><p>determinantes, incluindo fatores de ordem psicológica.</p><p>Compreensão do processo de ensino e aprendizagem e sua</p><p>articulação com o desenvolvimento, fundamentada na concreticidade</p><p>humana (determinações sócio-históricas), compreendida a partir das</p><p>categorias totalidade, contradição, mediação e superação.</p><p>Compreensão dos fatores presentes no processo educativo através</p><p>de mediações teóricas "fortes", garantindo uma relação indissolúvel</p><p>entre teoria e prática pedagógica cotidiana.</p><p>Compreensão do educando a partir da perspectiva de classe e em</p><p>suas condições concretas de vida, uma condição necessária para</p><p>construir uma prática pedagógica verdadeiramente inclusiva e</p><p>transformadora.</p><p>No reconhecimento do educador/professor como sujeito do processo</p><p>educativo, o que se traduz na necessidade de mudanças profundas</p><p>nas políticas de formação inicial e continuada desse protagonista</p><p>fundamental da educação.</p><p>No domínio do referencial teórico da psicologia necessário à</p><p>educação, mediatizado por conhecimentos próprios do campo</p><p>educativo e de áreas de conhecimento correlatas.</p><p>Na criação de espaços de fala e escuta dos fenômenos escolares,</p><p>envolvendo os atores que fazem parte desse cenário.</p><p>Na relevância da intersubjetividade, do vivido, da experiência.</p><p>Na escuta do não dito, com o objetivo de compreender a instituição</p><p>em sua complexidade, pois a complexidade não é intrínseca ao</p><p>fenômeno, mas ao olhar que é colocado sobre ele.</p><p>Em criar um espaço para escutar as demandas da escola,</p><p>desenvolvendo formas de reflexão dentro e sobre a escola,</p><p>considerando todos os envolvidos.</p><p>Sem deixar de considerar o contexto político, econômico, social,</p><p>cultural e histórico em que os indivíduos estão inseridos.</p><p>Atualmente, o grande desafio da educação e da Psicologia é compreender</p><p>o indivíduo, seu desenvolvimento e suas aprendizagens em um contexto</p><p>de transformações rápidas, com grandes avanços tecnológicos e valores</p><p>diferenciados. O educador minimamente atento percebe o vazio na cultura</p><p>contemporânea hipermoderna e as perturbadas manifestações juvenis de</p><p>indisciplina e rebeldia, o individualismo exacerbado (narcisismo), a crise</p><p>de identidade, a banalização do corpo e dos valores, a indolência, as</p><p>desagregações e as violências de toda ordem. "A velocidade das</p><p>mudanças na Psicologia e Educação e os novos meios de comunicação,</p><p>turbinados pelas novas tecnologias, contribuem para a intensificação e</p><p>agravamento desses problemas" (Casali, 2015, p. 30 apud Nogaro; Eidt,</p><p>2015, p. 158).</p><p>Em uma sociedade denominada por Zygmunt Bauman de sociedade</p><p>líquida, caracterizada pelo sociólogo como uma sociedade onde os</p><p>paradigmas são voláteis, os modelos não duráveis e a liquidez substituem</p><p>aquilo que é sólido, qual é o compromisso da escola?</p><p>A escola deve ter como compromisso promover o esclarecimento, a</p><p>reflexão crítica e consciente, além de proporcionar novas perspectivas. É</p><p>necessário que a escola construa espaços e dê voz aos indivíduos para</p><p>discutir e dialogar sobre a vida que desejam viver, abordando questões e</p><p>polêmicas contemporâneas de todas as naturezas – econômicas,</p><p>políticas, sociais, culturais e históricas – sem rótulos e preconceitos.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Como apresentado no início da aula, imagine a seguinte situação, um</p><p>professor universitário propôs à sua turma dividir-se em dois grupos.</p><p>Ambos devem aprofundar seus estudos sobre a Psicologia da Educação e</p><p>Educação Escolar. Entretanto, a parte específica consiste em um grupo</p><p>imerso na Psicologia da Educação e o outro imerso na Psicologia Escolar.</p><p>Eles devem utilizar a rede de aprendizagens, colaborar, interagir e</p><p>compartilhar as aprendizagens.</p><p>Existem diferenças quando se fala em Psicologia Escolar e Psicologia</p><p>Educacional/da Educação? Qual é o histórico das proximidades entre a</p><p>ciência da Psicologia e a ciência da Educação? Como podemos</p><p>considerar as contribuições da Psicologia para o contexto educacional na</p><p>atualidade?</p><p>É importante iniciar a construção sistematizada dessa aprendizagem</p><p>entendendo a escola como espaço legítimo da educação formal ao longo</p><p>da história.</p><p>Em seguida, deve-se contextualizar historicamente o encontro da</p><p>Psicologia com a Educação formal. Como os conhecimentos da Psicologia</p><p>chegam até a Instituição Escolar? Quais são os períodos históricos da</p><p>História da Psicologia Educacional e Escolar brasileira?</p><p>Torna-se fundamental também compreender as diferenciações entre</p><p>Psicologia Educacional e Psicologia Escolar, considerando o objeto de</p><p>interesse, as finalidades e os métodos de investigação e/ou intervenção.</p><p>Atualmente, qual é o grande desafio da Educação e da Psicologia em</p><p>relação ao desenvolvimento e aprendizagem dos indivíduos?</p><p>É interessante que os dois grupos de alunos encerrem com chave de ouro</p><p>a socialização, a colaboração e o compartilhamento das aprendizagens de</p><p>ensino entre todos.</p><p>Portanto, que tal pensar em formas de compartilhamento dos</p><p>conhecimentos não apenas com os colegas da disciplina, mas também</p><p>com outros grupos que possam ter interesse?</p><p>Saiba Mais</p><p>Leia o artigo a seguir para o aprofundamento do seu conhecimento na</p><p>educação escolar.</p><p>MARQUES, A. F. A educação escolar e o resgate da identidade cultural</p><p>das classes populares. Ciênc. educ. (Bauru), v. 6, n. 1, p. 66-73, 2000.</p><p>O artigo discute o grande desafio do Estado e da sociedade brasileira em</p><p>garantir uma educação escolar que corresponda às necessidades</p><p>concretas, principalmente dos segmentos sociais que frequentam o ensino</p><p>público. Afirma que a satisfação dessa demanda passa, sobretudo, por um</p><p>processo educativo que lhes proporcione o resgate de sua identidade</p><p>cultural.</p><p>Buscando superar as perspectivas tradicionais, compreendemos que o</p><p>papel do psicólogo escolar, evidenciado na literatura, está longe de</p><p>https://www.scielo.br/j/ciedu/a/Q3X96vd7h5j9CDsJ99BZVrC/</p><p>https://www.scielo.br/j/ciedu/a/Q3X96vd7h5j9CDsJ99BZVrC/</p><p>apresentar-se como um técnico de "queixas de aprendizagem", muito</p><p>menos como uma variável neutra que intervém no contexto educacional.</p><p>Ao contrário, é a partir da autopercepção do seu caráter político que</p><p>poderá atuar como um real facilitador das questões que perpassam o</p><p>cotidiano educacional.</p><p>Para aprender mais sobre a atuação do psicólogo escolar, leia este artigo:</p><p>MIRANDA, L. L. et al. Perspectivas de atuação do psicólogo escolar na</p><p>rede pública de ensino: um estudo exploratório em uma escola de</p><p>Fortaleza. Psicol. educ., São Paulo, n. 25, p. 113-129, dez. 2007.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>ANTUNES, M. A. M. Psicologia escolar e educacional: história,</p><p>compromissos e perspectivas. Cadernos de Psicopedagogia, c. 6., v. 11,</p><p>0-0. Recuperado: 2 jun. 2007. Disponível em:</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-</p><p>85572008000200020&script=sci_arttext. Acesso em: 27 maio 2016.</p><p>BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2001.</p><p>BARBOSA, D. R.; SOUZA, M. P. R. de. Psicologia educacional ou</p><p>escolar? Eis a questão. Psicol. Esc. Educ., Maringá, v. 16, n. 1, p. 163-</p><p>173, jun. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?</p><p>script=sci_arttext&pid=S1413-85572012000100018&lng=en&nrm=iso.</p><p>Acesso em: 27 maio 2016.</p><p>MARQUES, A. F. A educação escolar e o resgate da identidade cultural</p><p>das classes populares. Ciênc. educ. (Bauru), v. 6, n. 1, p. 66-73, 2000.</p><p>Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?</p><p>script=sci_arttext&pid=S151673132000000100007&lng=pt&nrm=iso.</p><p>Acesso em: 28 dez. 2023.</p><p>MIRANDA, L. L. et al. Perspectivas de atuação do psicólogo escolar na</p><p>redepública de ensino: um estudo exploratório em uma escola de</p><p>Fortaleza. Psicologia da Educação, São Paulo, n. 25, p. 113-129, dez.</p><p>2007. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?</p><p>http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-69752007000200007&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-69752007000200007&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-69752007000200007&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-85572008000200020&script=sci_arttext</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-85572008000200020&script=sci_arttext</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572012000100018&lng=en&nrm=iso</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572012000100018&lng=en&nrm=iso</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151673132000000100007&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151673132000000100007&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-69752007000200007&lng=pt&nrm=iso</p><p>script=sci_arttext&pid=S1414-69752007000200007&lng=pt&nrm=iso.</p><p>Acesso em: 25 jun. 2016.</p><p>NOGARO, A.; EIDT, P. Ética e prática educativa na sociedade líquida.</p><p>Rev. Educ. PUC-Camp., Campinas, v. 20, n. 2, p. 155-165, maio/ago.</p><p>2015.</p><p>OLIVEIRA-MENEGOTTO, L. M. de; FONTOURA, G. P. da. Escola e</p><p>psicologia: uma história de encontros e desencontros. Psicol. Esc. Educ.,</p><p>Maringá, v. 19, n. 2, p. 377-386, ago. 2015. Disponível em:</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-</p><p>85572015000200377&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 27 maio 2016.</p><p>RODRIGO, L. M. Platão e o debate educativo na Grécia Clássica.</p><p>Campinas, SP: Autores Associados, 2014.</p><p>VALLE, E. Ética, pós-modernidade e educação humanizadora. In:</p><p>DALLA COSTA, A. A.; ZARO, J.; SILVA, J. C. (org.). Educação</p><p>humanizadora e os desafios na sociedade pós-moderna. Santa Maria:</p><p>Biblios, 2015. p. 72-99.</p><p>VALLE, L. E. L. R. Psicologia escolar: um duplo desafio. Psicologia:</p><p>Ciência e Profissão, v. 23, n. 1, p. 22-29, 2003.</p><p>Aula 4</p><p>PRÁTICAS EDUCATIVAS</p><p>COMO CONTEXTOS DE</p><p>DESENVOLVIMENTO</p><p>http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-69752007000200007&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572015000200377&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572015000200377&lng=pt&nrm=iso</p><p>Práticas educativas como contextos</p><p>de desenvolvimento</p><p>Olá, estudante! Na nossa próxima videoaula, vamos explorar os universos</p><p>da educação não formal, formal e informal. Entender esses temas é</p><p>fundamental para aprimorar sua prática profissional, proporcionando uma</p><p>compreensão abrangente do processo educativo. Desvende como esses</p><p>elementos se entrelaçam e influenciam sua atuação como profissional da</p><p>educação. Não perca a oportunidade de enriquecer sua abordagem</p><p>pedagógica! Convido você a participar dessa instigante jornada</p><p>educativa.</p><p>Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.</p><p>Bons estudos!</p><p>Ponto de Partida</p><p>Até agora, nos dedicamos a entender a Psicologia da Educação e da</p><p>Aprendizagem como uma disciplina nuclear da teoria educacional para</p><p>que você pudesse delimitar com clareza o seu objeto de estudo e,</p><p>consequentemente, como ela se constitui como uma disciplina-ponte entre</p><p>a Psicologia e a Educação. Agora, nosso objetivo de aprendizagem é</p><p>entender, do ponto de vista da psicologia da educação, como as práticas</p><p>educativas familiares, sociais e escolares impactam o desenvolvimento da</p><p>https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202401/ALEXANDRIA/PSICOLOGIA_DA_EDUCACAO_E_DA_APRENDIZAGEM/PPT/U1a4_psi_edu_apr.pdf</p><p>criança. Para chegarmos a esse objetivo, vamos conhecer uma situação-</p><p>problema?</p><p>A disciplina Seminário, que compõe a estrutura do curso de Licenciatura,</p><p>propõe aos alunos o desafio de compreender a contribuição e influência</p><p>da família, da escola e das relações sociais na formação do cidadão.</p><p>Para dialogarmos sobre essa situação-problema, podemos partir dos</p><p>seguintes questionamentos: qual é a natureza social e a função</p><p>socializadora da educação? Quais são as práticas educativas e os</p><p>âmbitos da educação? Quais são as práticas educativas na família</p><p>(sistema e funções)? Qual é a importância das relações sociais no</p><p>desenvolvimento do indivíduo? Imagine-se como aluno da disciplina</p><p>mencionada e realize a leitura pensando nessas questões, vamos</p><p>começar?</p><p>Vamos Começar!</p><p>Segundo Savater (2005, p. 33), o aprendizado vai além da mera interação</p><p>direta com as coisas. Parte do conhecimento provém dessa experiência,</p><p>no entanto, o que define o ser humano não é apenas o ato de aprender,</p><p>mas, mais significativamente, a capacidade de aprender com outros seres</p><p>humanos, de ser ensinado por eles. O autor argumenta que nosso</p><p>verdadeiro educador não é o mundo material, os eventos naturais ou a</p><p>chamada "cultura" com seus rituais e suas técnicas, mas sim a conexão</p><p>intersubjetiva com outras consciências (Savater, 2005, p. 34).</p><p>O desenvolvimento pessoal, então, surge da interação entre a bagagem</p><p>biológica e cultural, mediada pelos sujeitos do contexto social. A bagagem</p><p>biológica, representada pelo código genético, é notavelmente flexível e</p><p>exerce pouco controle sobre o comportamento futuro do indivíduo</p><p>(Salvador et al., 1999, p. 142). Por outro lado, a bagagem cultural refere-</p><p>se às experiências proporcionadas pelo grupo social.</p><p>Portanto, a compreensão do desenvolvimento humano deve abranger um</p><p>sistema global e integrado, considerando as inter-relações entre o</p><p>biológico, o social, o fisiológico e o cultural. Ao estudar essas interações, a</p><p>educação ganha condições mais sólidas para compreender o processo</p><p>educacional dos indivíduos.</p><p>O conceito de "desenvolvimento" está intrinsecamente ligado aos</p><p>aspectos culturais e sociais, tornando crucial a consideração dos vínculos</p><p>entre aprendizagem, cultura e desenvolvimento. A educação, conforme</p><p>Salvador et al. (1999, p. 143), é a "chave que explica essas relações".</p><p>Reflita:</p><p>[...] o fato de ensinar a nossos semelhantes e de aprender com</p><p>nossos semelhantes é mais importante para o estabelecimento de</p><p>nossa humanidade do que qualquer um dos conhecimentos</p><p>concretos que assim perpetuam ou se transmitem. (Savater, 2005,</p><p>p. 35)</p><p>É evidente a função socializadora da educação, que nos permite</p><p>conservar, compartilhar e aprofundar na nossa cultura, fazendo-nos</p><p>partícipes do conjunto de</p><p>valores, de normas, de estratégias e</p><p>conhecimentos próprios do grupo social que nos acolhe; é evidente</p><p>também a sua natureza social (Salvador et al., 1999, p. 143).</p><p>Nesse sentido,</p><p>[...] A realidade dos nossos semelhantes implica que todos nós</p><p>protagonizamos a mesma história: eles contam para nós, contam-</p><p>nos coisas e, com sua escuta, tornam significativa a história que</p><p>nós também vamos contando. Ninguém é sujeito na solidão e no</p><p>isolamento, sempre se é sujeito entre outros sujeitos: o sentido da</p><p>vida humana não é um monólogo, mas provém do intercâmbio de</p><p>sentidos, da polifonia oral. Antes de mais nada a educação é a</p><p>revelação dos outros, da condição humana como um concerto de</p><p>cumplicidade inevitáveis. (Savater, 2005, p. 38)</p><p>O primeiro ambiente educativo no processo de formação humana é o</p><p>contexto familiar. Além disso, o ambiente escolar é meticulosamente</p><p>planejado para influenciar intencionalmente o desenvolvimento do</p><p>indivíduo. Na esfera familiar, a educação se desenrola por meio de</p><p>situações cotidianas e habituais. Já no ambiente escolar, a formação</p><p>humana acontece por meio de situações educativas formais e</p><p>intencionais, mediadas por um currículo escolar.</p><p>O que queremos destacar aqui é que a educação, em sentido amplo, não</p><p>se limita ao processo de escolarização. Ela vai além à medida que</p><p>alcança suas finalidades de socialização e individualização progressiva.</p><p>No campo educacional, reconhecemos a educação como um fenômeno</p><p>social complexo, ocorrendo em três universos distintos. A educação se</p><p>desdobra em três instâncias, com distinções e delimitações mantidas por</p><p>linhas tênues que as distinguem e entrelaçam: são as instâncias informal,</p><p>formal e não formal.</p><p>A educação formal é um processo sistemático de escolarização,</p><p>inserido em um sistema educativo e um currículo escolar específico</p><p>para esse fim. O processo educativo é intensamente organizado,</p><p>planejado e sistemático, visando atingir objetivos específicos.</p><p>A educação informal, segundo Trilla (1993, p. 22), consiste em</p><p>"processos educativos produzidos de maneira indiferenciada e</p><p>subordinada a outros objetivos e processos sociais, nos quais a</p><p>função educativa não é dominante, não possuindo uma</p><p>especificidade. São processos em que a educação se produz de</p><p>maneira difusa".</p><p>A educação não formal é aquela em que os processos educativos</p><p>ocorrem de maneira indiferenciada e subordinada a objetivos sociais.</p><p>Conforme afirma Trilla (1993, p. 23), "[...] são processos em que a</p><p>educação se produz de uma maneira difusa".</p><p>Siga em Frente...</p><p>Modelo ecológico (bioecológico)</p><p>O modelo ecológico do desenvolvimento humano proposto por</p><p>Bronfenbrenner (1979) nos indica os contextos (ambientes) nos quais a</p><p>criança se desenvolve: microssistema, mesossistema e exossistema.</p><p>Microssistema: refere-se ao conjunto de atividades, papéis e</p><p>relações interpessoais experimentados pelo sujeito em seu contexto</p><p>ou espaço, incluindo relações familiares e institucionais.</p><p>Mesossistema: representa as interações entre dois ou mais</p><p>contextos nos quais o sujeito participa ativamente.</p><p>Exossistema: engloba contextos nos quais o sujeito não está</p><p>diretamente envolvido.</p><p>Macrossistema: envolve o conjunto de valores culturais de um</p><p>grupo social.</p><p>Bronfenbrenner (1979) nos oferece insights valiosos sobre os contextos</p><p>de desenvolvimento, enfatizando que tanto a família quanto a escola</p><p>precisam proporcionar à criança a incorporação gradual de padrões de</p><p>atividade complexos e envolvê-la em atividades em que participa com o</p><p>auxílio de outros, mas de maneira independente.</p><p>Dessa maneira, podemos entender que o processo educativo assume</p><p>diversas formas e se desenrola em variados contextos. As práticas</p><p>educativas nesses ambientes desempenham um papel crucial no</p><p>desenvolvimento pessoal do sujeito, pois a aprendizagem ocorre à medida</p><p>que ele se apropria de forma pessoal da realidade e reestrutura seu</p><p>conhecimento, reconhecendo que esse processo é não apenas cognitivo,</p><p>mas também social.</p><p>No ambiente escolar, os alunos adquirem aprendizagens por meio da</p><p>educação formal, que é intencional e estruturada para desenvolver</p><p>competências relacionadas ao conhecimento e à aplicação, bem como</p><p>aos aspectos de ser e conviver. A educação não formal acontece fora</p><p>desse ambiente, envolvendo meios culturais e de comunicação, enquanto</p><p>a aprendizagem não formal está muitas vezes associada a um ambiente</p><p>mais agradável, caracterizado por liberdade, desejo e entretenimento. A</p><p>educação informal, por sua vez, ocorre espontaneamente no dia a dia, por</p><p>meio de relações, vivências e experiências.</p><p>Ao considerarmos o tripé da educação formal, não formal e informal, a</p><p>Psicologia, não apenas no campo educacional, contribui</p><p>significativamente para a compreensão das relações intra e interpessoais,</p><p>subjetividades, desejos, necessidades individuais, relações familiares,</p><p>escolares, grupais e sociais, além da construção de identidade.</p><p>A Psicologia como ciência proporciona uma compreensão mais profunda</p><p>do processo de aprendizagem em diferentes contextos sociais,</p><p>considerando aspectos fisiológicos, cognitivos e psicossociais dos</p><p>indivíduos.</p><p>Exemplificando, podemos observar como a linguagem dirigida às crianças</p><p>e o aprendizado de habilidades específicas para se adaptarem a</p><p>diferentes situações têm impacto na formação, especialmente quando a</p><p>família considera a criança como um interlocutor ativo, envolvendo-a em</p><p>tarefas compartilhadas, fazendo toda a diferença nesse processo.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>O desafio dos alunos da disciplina de Seminário é compreender a</p><p>contribuição e influência da família, da escola e das relações sociais na</p><p>formação do cidadão, levando em consideração os seguintes</p><p>questionamentos: qual é a natureza social e a função socializadora da</p><p>educação? Quais são as práticas educativas e âmbitos da educação?</p><p>Quais são as práticas educativas na família (sistema e funções)? Qual é a</p><p>importância das relações sociais no desenvolvimento do indivíduo?</p><p>Respondendo as questões iniciais, a educação, em sentido amplo, não se</p><p>reduz ao processo de escolarização; ela vai além, à medida que suas</p><p>finalidades (socialização e individualização progressiva) são alcançadas.</p><p>No campo educacional, reconhecemos que a educação é um fenômeno</p><p>social complexo que ocorre em três universos tripartidos: educação</p><p>formal, educação não formal e educação informal. Quais são os contextos</p><p>desses universos educacionais?</p><p>Por fim, qual é a reflexão sobre o desenvolvimento e a aprendizagem dos</p><p>indivíduos, levando em consideração a família, a escola e as relações</p><p>sociais? Os grupos devem socializar suas aprendizagens de forma</p><p>interativa! Quem sabe utilizar no momento da socialização algumas</p><p>dinâmicas, brincadeiras, jogos, entre outros. É importante pensar nas</p><p>formas mais significativas para a socialização das aprendizagens</p><p>adquiridas.</p><p>Como primeira mediadora entre o homem e a cultura, a família constitui a</p><p>unidade dinâmica das relações de cunho afetivo, social e cognitivo que</p><p>estão imersas nas condições materiais, históricas e culturais de um dado</p><p>grupo social. Ela é a matriz da aprendizagem humana, com significados e</p><p>práticas culturais próprias que geram modelos de relação interpessoal e</p><p>de construção individual e coletiva. Os acontecimentos e as experiências</p><p>familiares propiciam a formação de repertórios comportamentais, de</p><p>ações e resoluções de problemas com significados universais (cuidados</p><p>com a infância) e particulares (percepção da escola para uma</p><p>determinada família).</p><p>Essas vivências integram a experiência coletiva e individual que organiza,</p><p>interfere e a torna uma unidade dinâmica, estruturando as formas de</p><p>subjetivação e interação social. E é por meio das interações familiares que</p><p>se concretizam as transformações nas sociedades que, por sua vez,</p><p>influenciarão as relações familiares futuras, caracterizando-se por um</p><p>processo de influências bidirecionais, entre os membros familiares e os</p><p>diferentes ambientes que compõem os sistemas sociais, dentre eles a</p><p>escola, constituem fator preponderante para o desenvolvimento da pessoa</p><p>(Dessen; Polonia, 2007, p. 22).</p><p>Possíveis respostas:</p><p>A educação possui uma natureza intrinsecamente social, pois é através</p><p>dela que os indivíduos adquirem conhecimentos, valores, normas e</p><p>habilidades necessárias para participar efetivamente da sociedade. Além</p><p>de transmitir conhecimento acadêmico, a educação desempenha um</p><p>papel crucial na socialização dos indivíduos. Isso significa que ela ajuda</p><p>os indivíduos a aprenderem como se comportar dentro de normas</p><p>culturais e sociais, como interagir com os outros, como desenvolver</p><p>habilidades de comunicação e como se engajar em processos</p><p>colaborativos.</p><p>As práticas educativas referem-se aos métodos e estratégias utilizados</p><p>para facilitar o aprendizado e o desenvolvimento dos indivíduos. Elas</p><p>ocorrem em diversos âmbitos:</p><p>1. Educação Formal: É o tipo de educação que ocorre em instituições</p><p>educacionais estruturadas, como escolas, universidades e centros de</p><p>formação profissional.</p><p>2. Educação Informal: Refere-se ao aprendizado que ocorre fora do</p><p>ambiente escolar, muitas vezes de maneira não estruturada, através de</p><p>experiências cotidianas, interações sociais e mídias.</p><p>3. Educação Não Formal: Está organizada e sistemática, mas ocorre fora</p><p>do sistema educacional convencional. Exemplos incluem cursos de</p><p>treinamento profissional, workshops e programas de educação</p><p>comunitária.</p><p>A família desempenha um papel fundamental na educação inicial e</p><p>contínua dos indivíduos. Suas práticas educativas são informais e</p><p>ocorrem através de: Modelagem de Comportamento, transmissão de</p><p>valores e normas, suporte emocional e social. As relações sociais</p><p>desempenham um papel vital no desenvolvimento emocional, cognitivo e</p><p>comportamental dos indivíduos.</p><p>Saiba Mais</p><p>Sugerimos a leitura do livro Educação não formal – contextos, percursos e</p><p>sujeitos, organizado por Margareth Brandini Park e Renata Sieiro</p><p>Fernandes, pedagogas e pesquisadoras do Grupo de Estudos em</p><p>Memória, Educação e Cultura (GEMEC), vinculado à Faculdade de</p><p>Educação (FE) e ao Centro de Memória da Unicamp (CMU). A obra,</p><p>produzida pela editora Setembro, reúne 22 artigos de 46 autores, todos</p><p>intimamente ligados ao tema, seja por meio de trabalhos práticos, seja por</p><p>intermédio de reflexões.</p><p>Os textos que compõem o livro trazem como proposta o exercício de um</p><p>novo olhar sobre as práticas educacionais do terceiro setor, uma</p><p>educação integral e integrada, que contemple espaços e experiências</p><p>diversificadas e autônomas.</p><p>PARK, M. B.; FERNANDES, R. S. (orgs.). Educação não formal –</p><p>contextos, percursos e sujeitos. Campinas: Centro de Memória da</p><p>Unicamp; Holambra: Editora Setembro, 2005.</p><p>Também indicamos o artigo a seguir, que trata das contribuições da escola</p><p>e da família para o desenvolvimento das pessoas:</p><p>DESSEN, M. A. & POLONIA, A. da C. Família e a escola como contextos</p><p>de desenvolvimento humano. Paideia, 2007, v. 17, n. 36, p. 21-32.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>BRONFENBRENNER, U. The ecology of human development:</p><p>experiments by nature and design. Cambridge, MA: Harvard University</p><p>Press, 1979.</p><p>BRONFENBRENNER, U. A ecologia do desenvolvimento humano:</p><p>experimentos naturais e planejados. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.</p><p>BRONFENBRENNER, U. Ecological system theory. Annals of Child</p><p>Development, v. 6, p. 187-249, 1989.</p><p>DESSEN, M. A. & POLONIA, A. da C. Família e a escola como contextos</p><p>de desenvolvimento humano. Paideia, 2007, v. 17, n. 36, p. 21-32.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/paideia/a/dQZLxXCsTNbWg8JNGRcV9pN/?</p><p>format=pdf&lang=pt. Acesso em: 8 jun. 2016.</p><p>SALVADOR, C. C. et al. Psicologia do ensino. Porto Alegre: Artmed,</p><p>2000.</p><p>SALVADOR, C. C. et al. Psicologia da educação. Porto Alegre: Artmed,</p><p>1999.</p><p>SAVATER, F. O valor de educar. São Paulo: Planeta do Brasil, 2005.</p><p>Encerramento da Unidade</p><p>PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO</p><p>https://www.scielo.br/j/paideia/a/dQZLxXCsTNbWg8JNGRcV9pN/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/paideia/a/dQZLxXCsTNbWg8JNGRcV9pN/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/paideia/a/dQZLxXCsTNbWg8JNGRcV9pN/?format=pdf&lang=pt</p><p>https://www.scielo.br/j/paideia/a/dQZLxXCsTNbWg8JNGRcV9pN/?format=pdf&lang=pt</p><p>Videoaula de Encerramento</p><p>Olá, estudante! Nesta videoaula, exploraremos a fascinante interseção</p><p>entre a psicologia e a educação. Descubra como compreender os</p><p>processos mentais dos alunos pode aprimorar sua abordagem</p><p>pedagógica. Os insights abordados são cruciais para criar ambientes de</p><p>aprendizado mais eficazes e promover o desenvolvimento integral dos</p><p>estudantes. Esse conhecimento não apenas enriquecerá sua prática</p><p>profissional, mas também transformará a maneira como você percebe e</p><p>guia o aprendizado. Está pronto para essa jornada de descobertas?</p><p>Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.</p><p>Bons estudos!</p><p>Ponto de Chegada</p><p>Para desenvolver a competência desta Unidade, que é conhecer e</p><p>identificar princípios centrais no que se refere à Psicologia,</p><p>especificamente Psicologia da Educação e Psicologia Escolar, você deve,</p><p>primeiramente, familiarizar-se com os conceitos que delimitam a</p><p>psicologia enquanto ciência. Para tanto, realizamos uma viagem pela</p><p>história da psicologia, buscando situar diferentes perspectivas sobre a</p><p>aprendizagem e o desenvolvimento.</p><p>Vimos que o campo psicológico constitui uma ciência com o objetivo de</p><p>explicar como o ser humano pode conhecer e interpretar a si mesmo,</p><p>https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202401/ALEXANDRIA/PSICOLOGIA_DA_EDUCACAO_E_DA_APRENDIZAGEM/PPT/U1_enc_psi_edu_apr.pdf</p><p>assim como interpretar e conhecer o mundo em que vive, incluindo a</p><p>interação entre indivíduos, a relação com a natureza, objetos e os</p><p>sistemas sociais, econômicos e políticos aos quais estão inseridos. Seu</p><p>objeto de estudo está centralizado nos seres vivos que estabelecem</p><p>trocas simbólicas com o meio ambiente.</p><p>Dentre os conteúdos abordados, exploramos um pouco da história da</p><p>psicanálise e seus conceitos que, ainda hoje, são amplamente discutidos</p><p>e possuem grande relevância quando pensamos na história da psicologia.</p><p>Entretanto, visando alcançar a competência proposta, você percebeu que</p><p>existem diferenças notáveis ao abordar a Psicologia Escolar e a</p><p>Psicologia Educacional.</p><p>Na trajetória da Psicologia Educacional, inicialmente voltada para a</p><p>criança com dificuldades de aprendizado, as abordagens eram</p><p>associacionistas e mecanicistas, com visões deterministas e dicotômicas</p><p>(Oliveira-Menegotto; Fontoura, 2015, p. 380). Na década de 1970,</p><p>profissionais de Educação e Psicologia trouxeram uma visão mais ampla,</p><p>considerando fatores históricos, sociais e culturais no processo de</p><p>aprendizagem. A Psicologia, como ciência, passou a enxergar o aluno</p><p>integralmente, percebendo o erro não como patológico, mas como parte</p><p>do aprendizado (Valle, 2003).</p><p>É Hora de Praticar!</p><p>Reflita</p><p>Nesse contexto, você considera que a escola, em seu compromisso,</p><p>deve fomentar esclarecimento, reflexão crítica e oferecer novas</p><p>perspectivas para a psicologia da educação? Como a Psicologia da</p><p>Educação, enquanto área de conhecimento, pode subsidiar o trabalho</p><p>dos professores?</p><p>O desafio da diversidade na escola</p><p>Ana, uma professora do ensino fundamental, enfrenta o desafio de lidar</p><p>com uma turma diversificada, composta por alunos de diferentes origens</p><p>culturais, sociais e níveis de habilidade. A escola, alinhada com o</p><p>compromisso de fomentar esclarecimento, reflexão crítica e oferecer</p><p>novas perspectivas para a psicologia da educação, busca integrar práticas</p><p>que considerem a complexidade dessa diversidade.</p><p>Ana decide explorar os princípios da Psicologia Educacional para melhor</p><p>compreender as necessidades individuais de seus alunos. Ela utiliza</p><p>abordagens que vão além das visões tradicionais, reconhecendo fatores</p><p>históricos, sociais e culturais que influenciam o processo de</p><p>aprendizagem.</p><p>Ao aplicar esses conceitos, Ana cria estratégias personalizadas para</p><p>atender às diversas necessidades da turma. Ela utiliza métodos que</p><p>consideram a troca simbólica dos alunos com o meio ambiente,</p><p>promovendo uma aprendizagem mais significativa.</p><p>Além disso, Ana organiza debates abertos sobre questões</p><p>contemporâneas,</p><p>incentivando a reflexão crítica entre os alunos. Ela</p><p>busca criar um ambiente inclusivo, em que as diferenças não são apenas</p><p>toleradas, mas valorizadas. A psicologia da educação, nesse cenário,</p><p>subsidia o trabalho de Ana, permitindo uma abordagem mais holística e</p><p>eficaz para a diversidade em sala de aula.</p><p>Assim, o compromisso da escola em proporcionar esclarecimento e novas</p><p>perspectivas se reflete na prática de Ana, demonstrando como a</p><p>integração da psicologia da educação pode enriquecer o ambiente escolar</p><p>e promover o desenvolvimento integral dos alunos.</p><p>Reflita</p><p>Diante desse contexto, quais medidas você acha que a escola implementa</p><p>para que Ana possa trabalhar como descrito?</p><p>Dê o play!</p><p>Clique aqui para acessar os slides do Dê o play!</p><p>Resolução do estudo de caso</p><p>Diante dos desafios apresentados por Ana, a escola reconhece a</p><p>importância de abraçar a diversidade e promover um ambiente inclusivo.</p><p>Em resposta ao compromisso de fomentar esclarecimento, reflexão crítica</p><p>e novas perspectivas para a psicologia da educação, algumas medidas</p><p>são implementadas:</p><p>Formação continuada: a escola investe em programas de formação</p><p>continuada para os professores, focados na compreensão da</p><p>diversidade e nas práticas pedagógicas inclusivas. Essa formação</p><p>busca fortalecer a capacidade dos educadores em aplicar conceitos</p><p>da Psicologia Educacional de maneira prática.</p><p>Recursos pedagógicos diversificados: a escola disponibiliza</p><p>recursos pedagógicos variados, adaptados para atender às</p><p>diferentes necessidades dos alunos. Isso inclui materiais que</p><p>consideram a diversidade cultural, social e de habilidades,</p><p>promovendo uma aprendizagem mais significativa.</p><p>Espaços de diálogo e reflexão: são criados espaços regulares de</p><p>diálogo entre alunos, professores e pais para discutir questões</p><p>relacionadas à diversidade. Esses espaços visam estimular a</p><p>reflexão crítica e promover o respeito às diferenças, alinhados com</p><p>os princípios da Psicologia Educacional.</p><p>Suporte psicológico: a escola implementa serviços de suporte</p><p>psicológico, oferecendo acompanhamento a alunos que possam</p><p>enfrentar desafios emocionais devido à diversidade. Isso envolve a</p><p>colaboração estreita com profissionais da Psicologia Educacional</p><p>para garantir um suporte integral.</p><p>Ao adotar essas medidas, a escola busca não apenas enfrentar os</p><p>desafios presentes, mas também criar um ambiente educacional mais</p><p>enriquecedor, inclusivo e alinhado com os avanços da psicologia da</p><p>educação. A resolução destaca a importância de uma abordagem</p><p>integrada, que reconhece e valoriza a diversidade como um ativo</p><p>https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/202401/ALEXANDRIA/PSICOLOGIA_DA_EDUCACAO_E_DA_APRENDIZAGEM/PPT/u1play_psi_edu_apr.pdf</p><p>essencial para o processo educacional.</p><p>Dê o play!</p><p>Assimile</p><p>Exploramos a teoria elaborada por Freud sobre o estudo do aparelho</p><p>psíquico, desvendando as intricadas camadas da mente que moldam</p><p>nossa experiência e influenciam nosso comportamento. Ao longo desse</p><p>percurso, vimos como as ideias freudianas abriram novas perspectivas</p><p>para a compreensão dos processos mentais e da dinâmica psicológica. Ao</p><p>mergulharmos nessas reflexões, compreendemos não apenas as</p><p>contribuições de Freud à psicanálise, mas também os alicerces sobre os</p><p>quais se erguem as modernas teorias psicológicas.</p><p>Freud apresentou a primeira concepção sobre a estrutura e o</p><p>funcionamento psíquicos. Essa teoria refere-se à existência de três</p><p>sistemas ou instâncias psíquicas: inconsciente, pré-consciente e</p><p>consciente.</p><p>Fonte: elaborada pela autora.</p><p>Referências</p><p>BOCK, A. M. B. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia.</p><p>São Paulo: Saraiva Educação, 2018.</p><p>OLIVEIRA-MENEGOTTO, L. M. de; FONTOURA, G. P. da. Escola e</p><p>psicologia: uma história de encontros e desencontros. Psicol. Esc. Educ.,</p><p>Maringá, v. 19, n. 2, p. 377-386, ago. 2015. Disponível em:</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-</p><p>85572015000200377&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 27 maio 2016.</p><p>VALLE, E. Ética, pós-modernidade e educação humanizadora. In: DALLA</p><p>COSTA, A. A.; ZARO, J.; SILVA, J. C. (org.). Educação humanizadora e</p><p>os desafios na sociedade pós-moderna. Santa Maria: Biblios, 2015, p.</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572015000200377&lng=pt&nrm=iso</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-85572015000200377&lng=pt&nrm=iso</p><p>72-99.</p>