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Questões resolvidas

(UFPR 2010) Leia o trecho abaixo.

Os economistas são entendidos em mercado financeiro.
Os economistas descreveram os efeitos dos juros.
Os juros são altos.
Todos os efeitos são arrasadores.
Assinale a alternativa em que as informações acima foram reunidas adequadamente e sem ambiguidade.
Os economistas são entendidos em mercado financeiro.
Os economistas descreveram os efeitos dos juros.
Os juros são altos.
Todos os efeitos são arrasadores.
A) Os economistas, que são entendidos em mercado financeiro, descreveram os efeitos, arrasadores, dos juros, que são altos.
B) Em relação aos juros altos, os economistas, entendidos em mercado financeiros, descreveram os efeitos que são arrasadores.
C) Os economistas entendidos em mercado financeiro descreveram os efeitos que são arrasadores dos altos juros.
D) Entendidos em mercado financeiro, os economistas descreveram os efeitos dos altos juros que são arrasadores.
E) Os economistas que são entendidos em mercado financeiro descreveram os efeitos dos juros altos, que são arrasadores.

(FCC 2007) O emprego do elemento sublinhado compromete a coerência da frase:
Os jovens perderam a capacidade de sonhar alto, por conseguinte alguns ainda resistem ao pragmatismo moderno.
A menos que se mudem alguns paradigmas culturais, as gerações seguintes serão tão conformistas quanto a atual.
Cada época tem os adolescentes que merece, pois estes são influenciados pelos valores socialmente dominantes.
Há quem fique desanimado com os jovens de hoje, porquanto parece faltar-lhes a capacidade de sonhar mais alto.
Nos tempos modernos, sonhar faz muita falta ao adolescente, bem como alimentar a confiança em sua própria capacidade criativa.
A) Os jovens perderam a capacidade de sonhar alto, por conseguinte alguns ainda resistem ao pragmatismo moderno.
B) A menos que se mudem alguns paradigmas culturais, as gerações seguintes serão tão conformistas quanto a atual.
C) Cada época tem os adolescentes que merece, pois estes são influenciados pelos valores socialmente dominantes.
D) Há quem fique desanimado com os jovens de hoje, porquanto parece faltar-lhes a capacidade de sonhar mais alto.
E) Nos tempos modernos, sonhar faz muita falta ao adolescente, bem como alimentar a confiança em sua própria capacidade criativa.

(UDESC 2008) Identifique a ordem em que os períodos devem aparecer, para que constituam um texto coeso e coerente.
Elas não são mais feitas em locais precários, e sim em grandes estúdios onde há cuidado com a higiene.
As técnicas se refinaram: há mais cores disponíveis, os pigmentos são de melhor qualidade e ferramentas como o laser tornaram bem mais simples apagar uma tatuagem que já não se quer mais.
Vão longe, enfim, os tempos em que o conceito de tatuagem se resumia à velha âncora de marinheiro.
Nos últimos dez ou quinze anos, fazer uma tatuagem deixou de ser símbolo de rebeldia de um estilo de vida marginal.
A) I, III, II, IV
B) II, I, III, IV
C) IV, I, II, III
D) III, I, IV, II
E) IV, II, III, I

(ENEM 2010) Leia o texto abaixo.

Os filhos de Anna eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas.
LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo mas:
Contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.
Assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.
Quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.
Ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.
Expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.
A) Contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.
B) Assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.
C) Quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.
D) Ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.
E) Expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.

(TRT – ANALISTA JUDICIÁRIO)

(TEXTO REFERÊNCIA)
1
Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode. Ainda ontem me divertiu este trechinho de crônica do escritor mineiro Humberto Werneck, de seu livro Esse inferno vai acabar:
5

“− Meu cabelo está pendoando – anuncia a prima, apalpando as melenas.
Tenho anos, décadas de Solange, mas confesso que ela, com o seu solangês, às vezes me pega desprevenido.
10
− Seu cabelo está o quê?
− Pendoando – insiste ela, e, com a paciência de quem explica algo elementar a um total ignorante, traduz:
− Bifurcando nas extremidades.
É assim a Solange, criatura para a qual ninguém
15
morre, mas falece, e, quando sobrevém esse infausto acontecimento, tem seu corpo acondicionado num ataúde, num esquife, num féretro, para ser inumado em alguma necrópole, ou, mais recentemente, incinerado em crema- tório. Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente
20
quebradiço: pendoa.”

Isso me fez lembrar uma visita que recebemos em casa, eu ainda menino. Amigas da família, mãe e filha adolescente vieram tomar um lanche conosco. D. Glorinha, a mãe, achava
25
meu pai um homem intelectualizado e caprichava no vocabulário. A certa altura pediu ela a mim, que estava sentado numa extremidade da mesa:

− Querido, pode alcançar-me uma côdea desse pão?
− Por falta de preparo linguístico não sabia como atender
30
a seu pedido. Socorreu-me a filha adolescente:
− Ela quer uma casquinha do pão. Ela fala sempre assim na casa dos outros.
− A mãe ficou vermelha, isto é, ruborizou, enrubesceu, rubificou,
Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode.
A prima anuncia que seu cabelo está "pendoando".
Solange é descrita como uma pessoa que não morre, mas falece.
D. Glorinha pede uma "côdea" de pão.
A filha adolescente socorre o narrador ao explicar o pedido de sua mãe.
A) Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode.
B) A prima anuncia que seu cabelo está "pendoando".
C) Solange é descrita como uma pessoa que não morre, mas falece.
D) D. Glorinha pede uma "côdea" de pão.
E) A filha adolescente socorre o narrador ao explicar o pedido de sua mãe.

A expressão, isto é, nos dois empregos realçados na frase acima,

A) inicia a tradução adequada de um enunciado anterior cuja significação se mostrara bastante enigmática.
B) introduz a conclusão de que o significado das falas corriqueiras se esclarece mediante uma elaborada sinonímia.
C) introduz uma enumeração de palavras que seriam evitadas pela prima Solange, levando-se em conta o que diz dela o cronista Werneck.
D) inicia uma argumentação em favor da simplificação da linguagem, de modo a evitar o uso de palavreado rebarbativo.
E) funciona como os dois pontos na frase Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente quebradiço: pendoa.

(CEITEC- FUNRIO) "Todos querem que nós ____________________" Apenas uma das alternativas completa coerente e adequadamente a frase acima. Assinale-a

A) estejamos prontos em breve para o trabalho.
B) recuperássemos a vaga de motorista da firma.
C) desista da ação contra aquele salafrário.
D) tentamos aquele emprego novamente.
E) desfilando pelas passarelas internacionais.

(UDESC 2008) Identifique a ordem em que os períodos devem aparecer, para que constituam um texto coeso e coerente.

A) I, III, II, IV
B) II, I, III, IV
C) IV, I, II, III
D) III, I, IV, II
E) IV, II, III, I

(TRT – ANALISTA JUDICIÁRIO) (TEXTO REFERÊNCIA) Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode. Ainda ontem me divertiu este trechinho de crônica do escritor mineiro Humberto Werneck, de seu livro Esse inferno vai acabar: "− Meu cabelo está pendoando – anuncia a prima, apalpando as melenas. Tenho anos, décadas de Solange, mas confesso que ela, com o seu solangês, às vezes me pega desprevenido. − Seu cabelo está o quê? − Pendoando – insiste ela, e, com a paciência de quem explica algo elementar a um total ignorante, traduz: − Bifurcando nas extremidades. É assim a Solange, criatura para a qual ninguém morre, mas falece, e, quando sobrevém esse infausto acontecimento, tem seu corpo acondicionado num ataúde, num esquife, num féretro, para ser inumado em alguma necrópole, ou, mais recentemente, incinerado em crematório. Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente quebradiço: pendoa. Isso me fez lembrar uma visita que recebemos em casa, eu ainda menino. Amigas da família, mãe e filha adolescente vieram tomar um lanche conosco. D. Glorinha, a mãe, achava meu pai um homem intelectualizado e caprichava no vocabulário. A certa altura pediu ela a mim, que estava sentado numa extremidade da mesa: − Querido, pode alcançar-me uma côdea desse pão? − Por falta de preparo linguístico não sabia como atender a seu pedido. Socorreu-me a filha adolescente: − Ela quer uma casquinha do pão. Ela fala sempre assim na casa dos outros. − A mãe ficou vermelha, isto é, ruborizou, enrubesceu, rubificou,

A) continuar a transcrição do texto.
B) continuar a transcrição do texto.
C) continuar a transcrição do texto.
D) continuar a transcrição do texto.
E) continuar a transcrição do texto.

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Questões resolvidas

(UFPR 2010) Leia o trecho abaixo.

Os economistas são entendidos em mercado financeiro.
Os economistas descreveram os efeitos dos juros.
Os juros são altos.
Todos os efeitos são arrasadores.
Assinale a alternativa em que as informações acima foram reunidas adequadamente e sem ambiguidade.
Os economistas são entendidos em mercado financeiro.
Os economistas descreveram os efeitos dos juros.
Os juros são altos.
Todos os efeitos são arrasadores.
A) Os economistas, que são entendidos em mercado financeiro, descreveram os efeitos, arrasadores, dos juros, que são altos.
B) Em relação aos juros altos, os economistas, entendidos em mercado financeiros, descreveram os efeitos que são arrasadores.
C) Os economistas entendidos em mercado financeiro descreveram os efeitos que são arrasadores dos altos juros.
D) Entendidos em mercado financeiro, os economistas descreveram os efeitos dos altos juros que são arrasadores.
E) Os economistas que são entendidos em mercado financeiro descreveram os efeitos dos juros altos, que são arrasadores.

(FCC 2007) O emprego do elemento sublinhado compromete a coerência da frase:
Os jovens perderam a capacidade de sonhar alto, por conseguinte alguns ainda resistem ao pragmatismo moderno.
A menos que se mudem alguns paradigmas culturais, as gerações seguintes serão tão conformistas quanto a atual.
Cada época tem os adolescentes que merece, pois estes são influenciados pelos valores socialmente dominantes.
Há quem fique desanimado com os jovens de hoje, porquanto parece faltar-lhes a capacidade de sonhar mais alto.
Nos tempos modernos, sonhar faz muita falta ao adolescente, bem como alimentar a confiança em sua própria capacidade criativa.
A) Os jovens perderam a capacidade de sonhar alto, por conseguinte alguns ainda resistem ao pragmatismo moderno.
B) A menos que se mudem alguns paradigmas culturais, as gerações seguintes serão tão conformistas quanto a atual.
C) Cada época tem os adolescentes que merece, pois estes são influenciados pelos valores socialmente dominantes.
D) Há quem fique desanimado com os jovens de hoje, porquanto parece faltar-lhes a capacidade de sonhar mais alto.
E) Nos tempos modernos, sonhar faz muita falta ao adolescente, bem como alimentar a confiança em sua própria capacidade criativa.

(UDESC 2008) Identifique a ordem em que os períodos devem aparecer, para que constituam um texto coeso e coerente.
Elas não são mais feitas em locais precários, e sim em grandes estúdios onde há cuidado com a higiene.
As técnicas se refinaram: há mais cores disponíveis, os pigmentos são de melhor qualidade e ferramentas como o laser tornaram bem mais simples apagar uma tatuagem que já não se quer mais.
Vão longe, enfim, os tempos em que o conceito de tatuagem se resumia à velha âncora de marinheiro.
Nos últimos dez ou quinze anos, fazer uma tatuagem deixou de ser símbolo de rebeldia de um estilo de vida marginal.
A) I, III, II, IV
B) II, I, III, IV
C) IV, I, II, III
D) III, I, IV, II
E) IV, II, III, I

(ENEM 2010) Leia o texto abaixo.

Os filhos de Anna eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas.
LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo mas:
Contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.
Assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.
Quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.
Ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.
Expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.
A) Contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.
B) Assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.
C) Quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.
D) Ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.
E) Expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.

(TRT – ANALISTA JUDICIÁRIO)

(TEXTO REFERÊNCIA)
1
Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode. Ainda ontem me divertiu este trechinho de crônica do escritor mineiro Humberto Werneck, de seu livro Esse inferno vai acabar:
5

“− Meu cabelo está pendoando – anuncia a prima, apalpando as melenas.
Tenho anos, décadas de Solange, mas confesso que ela, com o seu solangês, às vezes me pega desprevenido.
10
− Seu cabelo está o quê?
− Pendoando – insiste ela, e, com a paciência de quem explica algo elementar a um total ignorante, traduz:
− Bifurcando nas extremidades.
É assim a Solange, criatura para a qual ninguém
15
morre, mas falece, e, quando sobrevém esse infausto acontecimento, tem seu corpo acondicionado num ataúde, num esquife, num féretro, para ser inumado em alguma necrópole, ou, mais recentemente, incinerado em crema- tório. Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente
20
quebradiço: pendoa.”

Isso me fez lembrar uma visita que recebemos em casa, eu ainda menino. Amigas da família, mãe e filha adolescente vieram tomar um lanche conosco. D. Glorinha, a mãe, achava
25
meu pai um homem intelectualizado e caprichava no vocabulário. A certa altura pediu ela a mim, que estava sentado numa extremidade da mesa:

− Querido, pode alcançar-me uma côdea desse pão?
− Por falta de preparo linguístico não sabia como atender
30
a seu pedido. Socorreu-me a filha adolescente:
− Ela quer uma casquinha do pão. Ela fala sempre assim na casa dos outros.
− A mãe ficou vermelha, isto é, ruborizou, enrubesceu, rubificou,
Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode.
A prima anuncia que seu cabelo está "pendoando".
Solange é descrita como uma pessoa que não morre, mas falece.
D. Glorinha pede uma "côdea" de pão.
A filha adolescente socorre o narrador ao explicar o pedido de sua mãe.
A) Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode.
B) A prima anuncia que seu cabelo está "pendoando".
C) Solange é descrita como uma pessoa que não morre, mas falece.
D) D. Glorinha pede uma "côdea" de pão.
E) A filha adolescente socorre o narrador ao explicar o pedido de sua mãe.

A expressão, isto é, nos dois empregos realçados na frase acima,

A) inicia a tradução adequada de um enunciado anterior cuja significação se mostrara bastante enigmática.
B) introduz a conclusão de que o significado das falas corriqueiras se esclarece mediante uma elaborada sinonímia.
C) introduz uma enumeração de palavras que seriam evitadas pela prima Solange, levando-se em conta o que diz dela o cronista Werneck.
D) inicia uma argumentação em favor da simplificação da linguagem, de modo a evitar o uso de palavreado rebarbativo.
E) funciona como os dois pontos na frase Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente quebradiço: pendoa.

(CEITEC- FUNRIO) "Todos querem que nós ____________________" Apenas uma das alternativas completa coerente e adequadamente a frase acima. Assinale-a

A) estejamos prontos em breve para o trabalho.
B) recuperássemos a vaga de motorista da firma.
C) desista da ação contra aquele salafrário.
D) tentamos aquele emprego novamente.
E) desfilando pelas passarelas internacionais.

(UDESC 2008) Identifique a ordem em que os períodos devem aparecer, para que constituam um texto coeso e coerente.

A) I, III, II, IV
B) II, I, III, IV
C) IV, I, II, III
D) III, I, IV, II
E) IV, II, III, I

(TRT – ANALISTA JUDICIÁRIO) (TEXTO REFERÊNCIA) Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha que pode. Ainda ontem me divertiu este trechinho de crônica do escritor mineiro Humberto Werneck, de seu livro Esse inferno vai acabar: "− Meu cabelo está pendoando – anuncia a prima, apalpando as melenas. Tenho anos, décadas de Solange, mas confesso que ela, com o seu solangês, às vezes me pega desprevenido. − Seu cabelo está o quê? − Pendoando – insiste ela, e, com a paciência de quem explica algo elementar a um total ignorante, traduz: − Bifurcando nas extremidades. É assim a Solange, criatura para a qual ninguém morre, mas falece, e, quando sobrevém esse infausto acontecimento, tem seu corpo acondicionado num ataúde, num esquife, num féretro, para ser inumado em alguma necrópole, ou, mais recentemente, incinerado em crematório. Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente quebradiço: pendoa. Isso me fez lembrar uma visita que recebemos em casa, eu ainda menino. Amigas da família, mãe e filha adolescente vieram tomar um lanche conosco. D. Glorinha, a mãe, achava meu pai um homem intelectualizado e caprichava no vocabulário. A certa altura pediu ela a mim, que estava sentado numa extremidade da mesa: − Querido, pode alcançar-me uma côdea desse pão? − Por falta de preparo linguístico não sabia como atender a seu pedido. Socorreu-me a filha adolescente: − Ela quer uma casquinha do pão. Ela fala sempre assim na casa dos outros. − A mãe ficou vermelha, isto é, ruborizou, enrubesceu, rubificou,

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<p>15/09/2024 20:44:39 1/5</p><p>REVISÃO DE SIMULADO</p><p>Nome:</p><p>NAYELLY APARECIDA FERREIRA</p><p>Disciplina:</p><p>Português Instrumental</p><p>Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você.</p><p>Questão</p><p>001 (UFPR 2010) Leia o trecho abaixo.</p><p>Os economistas são entendidos em mercado financeiro.</p><p>Os economistas descreveram os efeitos dos juros.</p><p>Os juros são altos.</p><p>Todos os efeitos são arrasadores.</p><p>Assinale a alternativa em que as informações acima foram reunidas adequadamente e sem</p><p>ambiguidade.</p><p>A) Os economistas, que são entendidos em mercado financeiro, descreveram os efeitos, arrasadores,</p><p>dos juros, que são altos.</p><p>B) Em relação aos juros altos, os economistas, entendidos em mercado financeiros, descreveram os</p><p>efeitos que são arrasadores.</p><p>X C) Os economistas entendidos em mercado financeiro descreveram os efeitos que são arrasadores</p><p>dos altos juros.</p><p>D) Entendidos em mercado financeiro, os economistas descreveram os efeitos dos altos juros que são</p><p>arrasadores.</p><p>E) Os economistas que são entendidos em mercado financeiro descreveram os efeitos dos juros altos,</p><p>que são arrasadores.</p><p>Questão</p><p>002 (FCC 2007) O emprego do elemento sublinhado compromete a coerência da frase:</p><p>A) Os jovens perderam a capacidade de sonhar alto, por conseguinte alguns ainda resistem ao</p><p>pragmatismo moderno.</p><p>X B) A menos que se mudem alguns paradigmas culturais, as gerações seguintes serão tão</p><p>conformistas quanto a atual.</p><p>C) Cada época tem os adolescentes que merece, pois estes são influenciados pelos valores</p><p>socialmente dominantes.</p><p>D) Há quem fique desanimado com os jovens de hoje, porquanto parece faltar-lhes a capacidade de</p><p>sonhar mais alto.</p><p>E) Nos tempos modernos, sonhar faz muita falta ao adolescente, bem como alimentar a confiança em</p><p>sua própria capacidade criativa.</p><p>Questão</p><p>003 (CEITEC- FUNRIO)</p><p>“Todos querem que nós ____________________”</p><p>Apenas uma das alternativas completa coerente e adequadamente a frase acima. Assinale-a</p><p>X A) estejamos prontos em breve para o trabalho.</p><p>B) recuperássemos a vaga de motorista da firma.</p><p>C) desista da ação contra aquele salafrário.</p><p>D) tentamos aquele emprego novamente.</p><p>E) desfilando pelas passarelas internacionais.</p><p>15/09/2024 20:44:39 2/5</p><p>Questão</p><p>004 (UDESC 2008) Identifique a ordem em que os períodos devem aparecer, para que constituam um</p><p>texto coeso e coerente.</p><p>I. Elas não são mais feitas em locais precários, e sim em grandes estúdios onde há cuidado com a</p><p>higiene.</p><p>II. As técnicas se refinaram: há mais cores disponíveis, os pigmentos são de melhor qualidade e</p><p>ferramentas como o laser tornaram bem mais simples apagar uma tatuagem que já não se quer</p><p>mais. III. Vão longe, enfim, os tempos em que o conceito de tatuagem se resumia à velha âncora</p><p>de marinheiro.</p><p>III. Vão longe, enfim, os tempos em que o conceito de tatuagem se resumia à velha âncora de</p><p>marinheiro.</p><p>IV. Nos últimos dez ou quinze anos, fazer uma tatuagem deixou de ser símbolo de rebeldia de um</p><p>estilo de vida marginal.</p><p>Assinale a alternativa que contém a sequência correta, em que os períodos devem aparecer.</p><p>A) I, III, II, IV</p><p>B) II, I, III, IV</p><p>X C) IV, I, II, III</p><p>D) III, I, IV, II</p><p>E) IV, II, III, I</p><p>Questão</p><p>005 (ENEM 2010) Leia o texto abaixo.</p><p>Os filhos de Anna eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho,</p><p>exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o</p><p>fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos</p><p>pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse</p><p>podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as</p><p>sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas.</p><p>LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.</p><p>A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando</p><p>aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o</p><p>conectivo mas:</p><p>A) Contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.</p><p>B) Assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.</p><p>C) Quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.</p><p>D) Ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.</p><p>X E) Expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.</p><p>Questão</p><p>006 (ENEM 2014) Leia o texto abaixo.</p><p>Há qualquer coisa de especial nisso de botar a cara na janela em crônica de jornal â�� eu não fazia</p><p>isso há muitos anos, enquanto me escondia em poesia e ficção. Crônica algumas vezes também é</p><p>feita, intencionalmente, para provocar. Além do mais, em certos dias mesmo o escritor mais</p><p>escolado não está lá grande coisa. Tem os que mostram sua cara escrevendo para reclamar:</p><p>moderna demais, antiquada demais.</p><p>Alguns discorrem sobre o assunto, e é gostoso compartilhar ideias. Há os textos que parecem</p><p>passar despercebidos, outros rendem um montão de recados: “Você escreveu exatamente o que</p><p>eu sinto”, “Isso é exatamente o que falo com meus pacientes”, “É isso que digo para meus pais”,</p><p>“Comentei com minha namorada”. Os estímulos são valiosos pra quem nesses tempos andava</p><p>meio assim: é como me botarem no colo â�� também eu preciso. Na verdade, nunca fui tão posta</p><p>no colo por leitores como na janela do jornal. De modo que está sendo ótima, essa brincadeira</p><p>séria, com alguns textos que iam acabar neste livro, outros espalhados por aí. Porque eu levo a</p><p>sério ser sério… mesmo quando parece que estou brincando: essa é uma das maravilhas de</p><p>escrever. Como escrevi há muitos anos e continua sendo a minha verdade: palavras são meu jeito</p><p>mais secreto de calar.</p><p>LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de janeiro: Record, 2004.</p><p>Os textos fazem uso constante de recurso que permitem a articulação entre suas partes. Quanto à</p><p>construção do fragmento, o elemento</p><p>A) “assim” é uma paráfrase de “é como me botarem no colo”.</p><p>15/09/2024 20:44:39 3/5</p><p>B) “alguns” antecipa a informação “É isso que digo para meus pais”.</p><p>X C) “isso” remete a “escondia em poesia e ficção”.</p><p>D) “nisso” introduz o fragmento “botar a cara na janela em crônica de jornal”.</p><p>E) “essa” recupera a informação anterior “janela do jornal”.</p><p>15/09/2024 20:44:39 4/5</p><p>Questão</p><p>007 (TRT – ANALISTA JUDICIÁRIO)</p><p>(TEXTO REFERÊNCIA)</p><p>1</p><p>Cada um fala como quer, ou como pode, ou como acha</p><p>que pode. Ainda ontem me divertiu este trechinho de crônica do</p><p>escritor mineiro Humberto Werneck, de seu livro Esse inferno</p><p>vai acabar:</p><p>5</p><p>“− Meu cabelo está pendoando – anuncia a prima,</p><p>apalpando as melenas.</p><p>Tenho anos, décadas de Solange, mas confesso que</p><p>ela, com o seu solangês, às vezes me pega desprevenido.</p><p>10</p><p>− Seu cabelo está o quê?</p><p>− Pendoando – insiste ela, e, com a paciência de</p><p>quem explica algo elementar a um total ignorante, traduz:</p><p>− Bifurcando nas extremidades.</p><p>É assim a Solange, criatura para a qual ninguém</p><p>15</p><p>morre, mas falece, e, quando sobrevém esse infausto</p><p>acontecimento, tem seu corpo acondicionado num ataúde,</p><p>num esquife, num féretro, para ser inumado em alguma</p><p>necrópole, ou, mais recentemente, incinerado em crema-</p><p>tório. Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente</p><p>20</p><p>quebradiço: pendoa.”</p><p>Isso me fez lembrar uma visita que recebemos em casa,</p><p>eu ainda menino. Amigas da família, mãe e filha adolescente</p><p>vieram tomar um lanche conosco. D. Glorinha, a mãe, achava</p><p>25</p><p>meu pai um homem intelectualizado e caprichava no</p><p>vocabulário. A certa altura pediu ela a mim, que estava sentado</p><p>numa extremidade da mesa:</p><p>− Querido, pode alcançar-me uma côdea desse pão?</p><p>− Por falta de preparo linguístico não sabia como atender</p><p>30</p><p>a seu pedido. Socorreu-me a filha adolescente:</p><p>− Ela quer uma casquinha do pão. Ela fala sempre assim</p><p>na casa dos outros.</p><p>− A mãe ficou vermelha, isto é, ruborizou, enrubesceu,</p><p>rubificou, e olhou a filha com reprovação, isto é, dardejou-a com</p><p>35</p><p>olhos censórios.</p><p>Veja-se, para concluir, mais um trechinho do Werneck:</p><p>“Você pode achar que estou sendo implicante,</p><p>metido a policiar a linguagem alheia. Brasileiro é assim</p><p>40</p><p>mesmo, adora embonitar a conversa para impressionar os</p><p>outros.</p><p>Sei disso. Eu próprio já andei escrevendo sobre o</p><p>que chamei de ruibarbosismo: o uso de palavreado rebar-</p><p>bativo como forma de, numa discussão, reduzir ao silêncio</p><p>o interlocutor ignaro. Uma espécie de gás paralisante</p><p>45</p><p>verbal.”</p><p>(Cândido Barbosa Filho, inédito</p><p>“A mãe ficou vermelha, isto é, ruborizou, enrubesceu, rubificou, e olhou a filha com reprovação,</p><p>isto é, dardejou-a com olhos censórios”.</p><p>A expressão, isto é, nos dois empregos realçados na frase acima,</p><p>15/09/2024 20:44:39 5/5</p><p>A) inicia a tradução adequada de um enunciado anterior cuja significação se mostrara bastante</p><p>enigmática.</p><p>B) introduz a conclusão de que o significado das falas corriqueiras se esclarece mediante uma</p><p>elaborada sinonímia.</p><p>X C) introduz uma enumeração de palavras que seriam evitadas pela prima Solange, levando-se em</p><p>conta o que diz dela o cronista Werneck.</p><p>D) inicia uma argumentação em favor da simplificação da linguagem, de modo a evitar o uso de</p><p>palavreado rebarbativo.</p><p>E) funciona como os dois pontos na frase Cabelo de gente assim não se torna vulgarmente</p><p>quebradiço: pendoa.</p><p>Questão</p><p>008 (UFPR 2010) Entrou em vigor a lei que converte em presunção de paternidade a recusa dos</p><p>homens em fazer teste de DNA. Assinale a alternativa cujo texto pode ser concluído</p><p>coerentemente com essa afirmação.</p><p>A) Sara Mendes deu início a um processo na justiça, para que Tiago Costa assuma a paternidade de</p><p>seu filho Cássio. Tiago não fez o exame de DNA, mas assume como muito provável ser ele o pai do</p><p>menino. Cássio alega que o exame não é conclusivo, pois entrou em vigor a lei que converte em</p><p>presunção de paternidade a recusa dos homens em fazer teste de DNA.</p><p>B) Mário e Felipe são primos. Mário é extremamente vaidoso, pretensioso. Felipe é um rapaz calmo e</p><p>muito simples. Os dois namoraram Teresa na mesma época. Teresa teve uma filha e entrou na</p><p>justiça para exigir dos dois primos um exame de DNA. O juiz disse que não era necessário, pois</p><p>entrou em vigor a lei que converte em presunção de paternidade a recusa dos homens em fazer</p><p>teste de DNA.</p><p>C) Carlos de Almeida responde processo na justiça por não querer reconhecer como seu o filho de</p><p>Diana Santos, sua ex-namorada. Carlos se recusou a fazer o exame de DNA, o que permite ao juiz</p><p>lavrar a sentença que o indica como pai da criança, porque entrou em vigor a lei que converte em</p><p>presunção de paternidade a recusa dos homens em fazer teste de DNA.</p><p>X D) Adriano é um rapaz muito presunçoso e não admite que lhe cobrem nada. A namorada lhe pediu</p><p>um exame de DNA, para esclarecer a paternidade de Amanda, sua filha. Adriano disse que não</p><p>faria o exame. A namorada disse que toda essa presunção serviria para o juiz atestar a</p><p>paternidade, pois entrou em vigor a lei que converte em presunção de paternidade a recusa dos</p><p>homens em fazer teste de DNA.</p><p>E) Alessandro presume que Caio seja seu filho. Sugeriu a Telma um exame de DNA. Telma disse não</p><p>ser necessário, pois entrou em vigor a lei que converte em presunção de paternidade a recusa dos</p><p>homens em fazer teste de DNA.</p>

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