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<p>GRUPO EDUCACIONAL IBRA</p><p>LIMITES E POSSIBILIDADES DA PRÁTICA</p><p>INTERDISCIPLINAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS</p><p>BIOLÓGICAS</p><p>NOEMI BACHEGA MELLO</p><p>CARATINGA-MG</p><p>2023</p><p>NOEMI BACHEGA MELLO</p><p>LIMITES E POSSIBILIDADES DA PRÁTICA</p><p>INTERDISCIPLINAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS</p><p>BIOLÓGICAS</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Grupo</p><p>Educacional IBRA como requisito para a aprovação na</p><p>disciplina de TCC</p><p>Trabalho orientado de forma digital pelo corpo docente</p><p>do Grupo Educacional IBRA</p><p>Declaro que o trabalho apresentado é de minha autoria, não contendo plágios ou citações não</p><p>referenciadas. Informo que, caso o trabalho seja reprovado duas vezes por conter plágio pagarei</p><p>uma taxa no valor de R$ 250,00 para terceira correção. Caso o trabalho seja reprovado não</p><p>poderei pedir dispensa, conforme Cláusula 2.6 do Contrato de Prestação de Serviços (referente</p><p>aos cursos de pós-graduação lato sensu, com exceção à Engenharia de Segurança do Trabalho.</p><p>Em cursos de Complementação Pedagógica e Segunda Licenciatura a apresentação do Trabalho</p><p>de Conclusão de Curso é obrigatória).</p><p>CARATINGA-MG</p><p>2023</p><p>RESUMO</p><p>O presente artigo teve como objetivo geral conhecer os limites e possibilidades da prática interdisciplinar no ensino</p><p>de Biologia. Delimitaram-se como objetivos específicos: apresentar o conceito de interdisciplinaridade; destacar</p><p>as competências da interdisciplinaridade segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais; caracterizar a</p><p>importância da formação continuada de professores para o desenvolvimento de práticas de ensino</p><p>interdisciplinares. Para que o profissional do ensino cause mudanças sociais através do seu trabalho ele necessita</p><p>de estudos sucessivos, de pesquisa, de embasamento e de renovação conhecendo as práticas pedagógicas</p><p>disponíveis. Esse é o foco principal desta pesquisa. O presente trabalho foi desenvolvido mediante a realização de</p><p>pesquisa bibliográfica cujas fontes consultadas se encontram no referencial bibliográfico, o qual foi desenvolvido</p><p>com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros, artigos científicos, periódicos e demais</p><p>tipos de mídia. Esta pesquisa permitiu identificar que a interdisciplinaridade promove um avanço na educação,</p><p>podendo ser praticada em grandes grupos, em dupla ou até mesmo sozinho, integrando diferentes matérias e</p><p>levando os alunos a compreender plenamente os conteúdos curriculares; embora o interessante é o trabalho docente</p><p>conjunto.</p><p>Palavras Chave: Biologia. Ensino. Prática Interdisciplinar.</p><p>ABSTRACT</p><p>This article aims to know the limits and possibilities of interdisciplinary practice in Biology teaching. They were</p><p>delimited as specific objectives: to present the concept of interdisciplinarity; highlight the competences of</p><p>interdisciplinarity according to the National Curriculum Parameters; characterize the importance of continuing</p><p>education for teachers for the development of interdisciplinary teaching practices. For the teaching professional to</p><p>cause social change through his work he needs successive studies, research, foundation and renewal knowing the</p><p>available pedagogical practices. This is the main focus of this research. The present work was developed by</p><p>conducting bibliographic research whose sources consulted are in the bibliographic reference, which was</p><p>developed based on material already prepared, consisting mainly of books, scientific articles, periodicals and other</p><p>types of media. This research identified that interdisciplinarity promotes a breakthrough in education, and can be</p><p>practiced in large groups, in pairs or even alone, integrating different subjects and leading students to fully</p><p>understand the curriculum content; although interesting is the joint teaching work.</p><p>Key words: Biology. Teaching. Interdisciplinary Practice.</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Com o advento da Ciência moderna o conhecimento passou por um grande processo de</p><p>divisão em função da multiplicação crescente das ciências. Foram surgindo um grande número</p><p>de disciplinas, se isolando e levando cada uma a especialização, a qual promoveu a</p><p>fragmentação do saber. Esta fragmentação do conhecimento apresenta uma grande dificuldade</p><p>de se trabalhar de forma interdisciplinar impossibilitando a integração e o diálogo entre as</p><p>disciplinas. Para que o profissional do ensino de Biologia cause mudanças sociais através do</p><p>seu trabalho ele necessita de estudos sucessivos, de pesquisa, de embasamento e de renovação</p><p>conhecendo as práticas pedagógicas disponíveis.</p><p>Diante do pressuposto, o presente artigo justifica na medida em que se percebe que este</p><p>é um tema de grande importância para consolidação dos saberes adquiridos ou colocados em</p><p>reflexão durante o curso. Ademais, os conhecimentos adquiridos neste trabalho vão contribuir</p><p>para que os docentes tenham em sua prática pedagógica atitudes que os levarão à realização de</p><p>um ensino de ciências biológicas, que seja realmente motivantes para os alunos e para os</p><p>próprios educadores.</p><p>Nessa senda, eis que há a necessidade do levantamento do problema desta pesquisa que</p><p>surgiu da necessidade de entender os limites e possibilidades das práticas interdisciplinares e</p><p>partiu do seguinte questionamento: Qual importância do uso da interdisciplinaridade no ensino</p><p>de ciências biológicas? Quais os desafios e possibilidades para utilização dessa prática de</p><p>ensino?</p><p>Portanto, com base no questionamento exposto, a realização desse trabalho de pesquisa</p><p>teve como objetivo conhecer os limites e possibilidades da prática interdisciplinar no ensino de</p><p>ciências biológicas. Delimitaram-se como objetivos específicos: apresentar o conceito de</p><p>interdisciplinaridade; destacar as competências da interdisciplinaridade segundo os Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais; caracterizar a importância da formação continuada de professores para</p><p>o desenvolvimento de práticas de ensino interdisciplinares.</p><p>O presente trabalho foi desenvolvido mediante a realização de pesquisa bibliográfica</p><p>cujas fontes consultadas se encontram no referencial bibliográfico, o qual foi desenvolvido com</p><p>base em material já elaborado, constituído principalmente de livros, artigos científicos e demais</p><p>periódicos. Desse modo, teve como escopo a análise crítica e comparativa de algumas obras</p><p>que tratam do tema, como, por exemplo, Abdalla (2012), Fazenda (2012), dentre outros que</p><p>tratam sobre a temática proposta.</p><p>2 DESENVOLVIMENTO</p><p>2.1 INTERDISCIPLINARIEDADE UM CAMINHO POSSÍVEL PARA O</p><p>ENRIQUECIMENTO DO ATO DE ENSINAR NA ESCOLA</p><p>No Brasil já foram e ainda são utilizadas diversas práticas de ensino, porém, o que se</p><p>observa é que ainda não se chegou a um consenso sobre qual melhor prática de ensino. Prática</p><p>é a execução repetida de um trabalho com a finalidade de adquirir habilidade (FERREIRA,</p><p>2011, p.1377). Para Freire "[...] a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo</p><p>para transformá-lo, estarmos trabalhando interdisciplinarmente” (2007, p. 33).</p><p>Na década de 1980 vários autores se dedicaram no esclarecimento de equívocos</p><p>surgidos das dicotomias enunciadas na década de 70. Neste ano Fazenda inicia suas pesquisas</p><p>sobre interdisciplinaridade no ambiente escolar, analisando a prática dos professores, que</p><p>deveria priorizar o conhecimento, a pesquisa e a busca constante de novas técnicas que</p><p>promovessem um avanço no processo ensino-aprendizagem (2012). Era necessário encontrar</p><p>meios de levar os professores a sair da acomodação quebrando sua aversão à adoção de novas</p><p>práticas pedagógicas (FAZENDA, 2012).</p><p>Ferreira destaca a importância do pensamento e prática do docente levando em</p><p>consideração o lado humano para desenvolver essa prática interdisciplinar, pois se não houver</p><p>realmente a intenção desse trabalho o resultado será comprometido mesmo dialogando,</p><p>integrando e inter-relacionando disciplinas</p><p>(2014). Para Freire a interdisciplinaridade também</p><p>busca evidenciar situações vividas pelo aluno no cotidiano da comunidade, extrapolando a</p><p>esfera escolar (2007).</p><p>De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN, o conceito de</p><p>interdisciplinaridade defendido na nova proposta curricular, embora criticada por alguns</p><p>teóricos orienta a organização pedagógica da escola em torno de três princípios, a saber: a</p><p>contextualização, a interdisciplinaridade e as competências e habilidades (2014).</p><p>Essa proposta não descaracteriza nenhuma das disciplinas e nem diminui a autonomia</p><p>dos professores, porém amplia o trabalho interdisciplinar e promove a aproximação e a</p><p>articulação das atividades docentes numa ação coordenada e orientada para objetivos bem</p><p>definidos. Como na tentativa de promover a interdisciplinaridade os projetos acabaram por</p><p>desenvolver outras formas de relações entre disciplinas. Fazenda afirma que a polêmica se</p><p>estabeleceu entre pesquisadores de diversas linhas não havendo uma teoria única e absoluta.</p><p>Apresentando diferentes definições entre cada relação disciplinar, de forma que muitas vezes a</p><p>multidisciplinaridade, a interdisciplinaridade, pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade</p><p>recebem conceitos equivocados (2012).</p><p>Estas concepções que derivavam da palavra disciplina que segundo Guerra (2011), é</p><p>simples recortes do conhecimento, organizados de maneira a permitir a transmissão de</p><p>conhecimentos. Para Alves disciplina se refere à ordem conveniente, a um funcionamento</p><p>regular significando submissão ou subordinação a um regulamento superior. É também</p><p>sinonímia de “matéria” tratada didaticamente, com objetivo de adquirir conhecimentos</p><p>proporcionando o desenvolvimento de habilidades intelectuais (2011).</p><p>Em relação à multi e a pluridisciplinaridade, Japiassú considera como idênticas</p><p>explicando que: “Multi ou Pluridisciplinaridade é a justaposição de duas ou maisdisciplinas,</p><p>com objetivos múltiplos, sem relação entre elas, com certa cooperação, mas semcoordenação</p><p>superada num nível superior” (2009, p.106).</p><p>Entretanto, para esses substantivos alguns autores preferem apresentar definições</p><p>separadas como exemplo: Alves analisa a prática multidisciplinar como um modelo</p><p>fragmentado ocorrendo justaposição de disciplinas diversas, sem relação aparente entre si</p><p>sendo, portanto a prática tradicional (2011). Já a prática pluridisciplinar ocorre quando se</p><p>justapõem disciplinas parecidas nos domínios do conhecimento, formando-se áreas de estudo</p><p>com conteúdos afins ou coordenação de área, com menor fragmentação (ALVES, 2011).</p><p>Já a interdisciplinaridade busca a interação entre duas ou mais disciplinas, que pode ir</p><p>desde a simples comunicação de idéias até a integração recíproca dos conceitos fundamentais</p><p>e da teoria do conhecimento, da metodologia e dos dados da pesquisa. Estas interações podem</p><p>promover transferências de leis de uma disciplina para outra proporcionando em alguns casos</p><p>a formação de um novo corpo disciplinar (FAZENDA, 2012).</p><p>A transdisciplinaridade, por sua vez, seria o nível máximo de relações entre disciplinas,</p><p>propiciando uma integração global dentro de um sistema ou conjunto de saberes. Este sistema</p><p>favorece a unidade interpretativa constituindo numa ciência que explique a realidade. A</p><p>transdisciplinaridade é, assim, o grau de aprofundamento ideal de todo o processo, sendo o nível</p><p>mais alto das relações iniciadas nos níveis multi, pluri e interdisciplinares (ABDALLA, 2012).</p><p>Sendo por isso mais um “sonho” do que uma realidade. Portanto estas classificações</p><p>originam das disciplinas, e suas diferenças provêm do nível e do tipo de relações que se</p><p>estabelecem e conforme o critério, que correspondam a uma só disciplina, no caso da</p><p>multidisciplinaridade ou a duas ou mais, no caso da interdisciplinaridade. Nos documentos</p><p>oficiais do Ministério da Educação e Cultura encontram-se várias referências à</p><p>interdisciplinaridade e à organização do currículo, entre elas, pode-se citar: “[...] buscamos dar</p><p>significado ao conhecimento escolar, mediante a contextualização; a interdisciplinaridade; e</p><p>incentivar o raciocínio e a capacidade de aprender” (BRASIL, 2014, p. 13).</p><p>2.2 UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR DO ENSINO DE CIENCIAS</p><p>BIOLÓGICAS NO ENSINO FUNDAMENTAL</p><p>Essa concentração de disciplinas em áreas do conhecimento distintas representa um</p><p>primeiro passo para a aproximação das disciplinas com a intenção de contribuir para a prática</p><p>interdisciplinar nas escolas. Porém, o mesmo autor observa que apesar de evidente o</p><p>compromisso com a promoção da interdisciplinaridade no meio escolar, os PCN’s não</p><p>apresentam de forma explícita uma base conceitual onde os professores possam orientar suas</p><p>práticas pedagógicas (BRASIL, 2014).</p><p>A perspectiva interdisciplinar seria capaz de atuar como eixo estruturador do processo</p><p>de ensino aprendizagem, uma vez que o aluno detém maior autonomia, maior visão de conceitos</p><p>e procedimentos mais globais, que não se prendem a enquadramentos predefinidos e</p><p>independem de rotulações engessadas. Esta prática agrega para o aluno uma maior capacidade</p><p>de análise e resolução de problemas, propiciando um melhor desenvolvimento em seu potencial</p><p>criativo (POMBO, 2014).</p><p>Favarão e Araújo vão ainda mais além afirmando que seria possível corrigirem-se as</p><p>distorções do sistema de ensino brasileiro, originadas pela fragmentação do conhecimento</p><p>(2011). A fragmentação é produto do sistema no qual o currículo é construído, as disciplinas</p><p>escolares resultam de recortes e seleções escolhidas arbitrariamente, historicamente</p><p>constituídas, com objetivos de atender a interesses políticos e sociais, expressões de interesses</p><p>e relações de poder que ressaltam, ocultam ou negam saberes; saberes esse que poderia estar</p><p>sendo entre dialogados (GARCIA e MOREIRA, 2013).</p><p>É preciso estabelecer uma relação de interação entre as disciplinas, que seria a marca</p><p>fundamental das relações interdisciplinares. Nesse sentido, vislumbra-se um novo objeto de</p><p>estudo e uma nova forma de interrogá-lo, ou seja, a interdisciplinaridade é especificada no</p><p>campo teórico da produção do conhecimento científico e não exclusivamente de suas práticas</p><p>(FERREIRA, 2014).</p><p>A interdisciplinaridade contemplada nos PCN's assume como fundamento de integração</p><p>a prática docente comum voltada para o desenvolvimento da contextualização, de competências</p><p>e habilidades comuns aos alunos. Promovendo assim, a mobilização da comunidade escolar em</p><p>torno de objetivos educacionais mais amplos, que estão acima de quaisquer conteúdos</p><p>disciplinares (BRASIL, 2014).</p><p>Considerar que a interdisciplinaridade na escola vem complementar as disciplinas,</p><p>criando no conceito de conhecimento uma visão de totalidade, onde os alunos possam perceber</p><p>que o mundo onde estão inseridos é composto de vários fatores, que a soma de todos forma</p><p>uma complexidade. As dificuldades para a utilização da interdisciplinaridade no ensino médio</p><p>são principalmente: a falta de tempo para se reunir com os colegas, pesquisar e se dedicar a</p><p>leituras; a falta de conhecimento em relação aos conteúdos de outras disciplinas; as dificuldades</p><p>de relacionamento com a administração escolar e ausência de coordenação pedagógica entre as</p><p>ações docentes, além do desinteresse e indisciplina dos alunos (LUCK, 2017).</p><p>A relação entre as disciplinas é essencial para o sucesso de qualquer projeto</p><p>interdisciplinar. Ainda ocorre muita dificuldade pelos docentes no entendimento da prática</p><p>interdisciplinar, pois muitos acham que apenas comentar sobre um mesmo assunto que</p><p>contempla mais de uma disciplina na sala de aula já está praticando essa metodologia, porém,</p><p>o professor utilizando esta metodologia na realidade está praticando a multidisciplinaridade</p><p>(GARCIA e MOREIRA, 2013).</p><p>Muitas vezes o professor encontrará dificuldades para lecionar conteúdos de outras áreas</p><p>do conhecimento que não fazem parte da sua formação, porém</p><p>ele verá que aprender e ensinar</p><p>com outros docentes são uma das várias vantagens da prática interdisciplinar, pois acaba</p><p>propiciando o desenvolvimento da pesquisa, da curiosidade e da vontade de ir em busca de</p><p>detalhes que o faça entender que o conhecimento não deve ser fragmentado (LUCK, 2017).</p><p>O professor, observando o ambiente fora da escola e analisando o cotidiano de forma</p><p>crítica verá que pode contribuir em muito com melhorias para a comunidade. Uma maneira</p><p>bastante segura para fazer uso da interdisciplinaridade é procurar inseri-la através de uma</p><p>situação real, vivenciada no dia a dia. Problemas como transporte, a forma em que se encontram</p><p>as condições sanitárias do bairro, o uso da água pela população, por exemplo, são temas que</p><p>podem ser explorados dentro de várias disciplinas. Pode-se observar que buscando a realização</p><p>da docência dessa forma na maioria das vezes não será acumulo de serviço para cumprimento</p><p>do conteúdo programado (LIMA, 2018).</p><p>A adoção da interdisciplinaridade proporcionará que os conteúdos que seriam aplicados</p><p>da forma convencional, seguindo o livro didático, serão aplicados de uma maneira em que</p><p>estimulará em muito a participação do aluno facilitando e dando sentido ao estudo. Para a</p><p>implementação dessa metodologia que é uma forma dinâmica de trabalhar os conteúdos, é</p><p>imprescindível que os professores que irão participar façam primeiramente um planejamento e</p><p>sistematização criteriosa do projeto. Programar qual o tempo será necessário para as reuniões,</p><p>onde serão definidos os conteúdos previstos para cada disciplina, obviamente o integrando e</p><p>levando uma a facilitar o entendimento de outras e vice-versa (FÁVERO e ARAÚJO, 2011).</p><p>Como exemplo, caso o professor de Ciências for explorar conteúdo sobre o consumo de</p><p>energia elétrica numa residência ou comunidade, tornará necessária a realização de várias</p><p>atividades. Nestas atividades, contará com o apoio do professor de matemática, pois os alunos</p><p>necessitam ter conhecimento sobre vários cálculos e entrará também o professor de física</p><p>explicando sobre kw, ampére e outros termos relacionados com eletricidade, além do professor</p><p>de português, disciplina esta que dialoga praticamente com todas outras (GARCIA e</p><p>MOREIRA, 2013).</p><p>Utilizando a interdisciplinaridade certamente estará facilitando a compreensão pelos</p><p>alunos que observarão os detalhes e perceberão sua natureza e aplicabilidade no dia a dia e no</p><p>futuro. Para a realização de projetos interdisciplinares é necessário que se desenvolvam através</p><p>de temas bem delimitados. De nada adianta o professor explicar sobre o aquecimento global ou</p><p>efeito estufa não focando os problemas com poluição que ocorre na própria comunidade</p><p>(SANTOMÉ, 2015).</p><p>Mostrar como o esgoto que é jogado diretamente no ribeirão que passa pela comunidade</p><p>sem receber tratamento algum ou o uso dos veículos automotivos liberando toneladas de fumaça</p><p>rica em gases que estarão contribuindo com a destruição da camada de ozônio. Estudando esses</p><p>conteúdos o professor poderá levar os alunos a rever aspectos históricos, efetuar oficinas sobre</p><p>analise da água para conhecer qual seu nível de poluição, verificar como a prefeitura vem</p><p>utilizando os recursos que deveriam estar sendo destinados ao saneamento e quais são os</p><p>projetos previstos para essa área que afeta diretamente a saúde da população (ZABALA, 2016).</p><p>A metodologia Interdisciplinar pode ser compreendida como sendo um ato de troca, de</p><p>reciprocidade entre as disciplinas ou ciências e também uma questão de atitude, isto é, uma</p><p>externalização de uma visão de mundo que, no caso, é holística. A interdisciplinaridade refere-</p><p>se a uma compreensão da realidade em função de totalidades integradas cujas propriedades não</p><p>podem ser reduzidas a unidades menores (ABDALLA, 2012).</p><p>Apenas sobre esses temas quantas disciplinas poderão estar sendo integradas? Quantas</p><p>disciplinas poderão estar dialogando entre si e facilitando o aprendizado dos discentes? Portanto</p><p>o professor deve aproveitar essas oportunidades que estão bem próximas, mesmo que preveja</p><p>alguma dificuldade para explorar esses assuntos. Como é óbvio, o professor dificilmente</p><p>dominará vários assuntos em função da própria formação que é produzida pelas escolas do país,</p><p>porém com um projeto interdisciplinar ele estará aprendendo e ensinando outros professores,</p><p>além de ter a necessidade de ir em busca de novos conhecimentos incentivando com isso,</p><p>inclusive os alunos (ZABALLA, 2016).</p><p>2.3 A FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DE BIOLOGIA</p><p>Para estar em dia com os avanços da educação, o professor deve manter-se em</p><p>permanente processo de formação. A formação continuada do professor deve ser concebida</p><p>como reflexão, pesquisa, ação, descoberta, organização, fundamentação, revisão e construção</p><p>teórica e não como mera aprendizagem de novas técnicas, atualização com novas receitas</p><p>pedagógicas ou aprendizagem das últimas inovações tecnológicas (LIMA, 2018).</p><p>A formação – nem a de modo geral nem a docente – não se finda em um período</p><p>determinado, como a conclusão de um curso de graduação, por exemplo. Porém, sabemos que</p><p>formar-se professor é algo bastante complexo e não podemos de forma alguma desconsiderar a</p><p>importância da Instituição de Ensino Superior (IES) nesse contexto. Ao mesmo tempo, sabe-se</p><p>que, em grande parte, o local onde a práxis do futuro professor ocorrerá é a escola de Educação</p><p>Básica e parece-me que uma formação inicial que não articule os saberes produzidos nos bancos</p><p>da academia com os da escola acabará por mostrar-se deficiente (PERRENOUD, 2020).</p><p>Pensar a escola de Educação Básica como co-formadora dos futuros professores torna-</p><p>se essencial para objetivar uma transformação construtiva na educação de nosso país, afinal é a</p><p>partir dela que a tão esperada mudança no cenário educacional efetivamente ocorrerá. A</p><p>formação continuada do professor não deve ficar apenas na realização de diversos cursos que</p><p>na maioria das vezes estará apenas contribuindo com o isolamento do saber, mas o professor</p><p>precisa ler diariamente sobre diversos assuntos procurando sempre se atualizar. Desta forma o</p><p>docente certamente estará se capacitando, tornando mais crítico e aprendendo a aproveitar</p><p>temas que surgem em sala e que tendem a ser produtivos se abordados de forma ampla (PINTO,</p><p>2020).</p><p>Sendo assim, a escola deve ser um espaço para, através de suas dimensões social,</p><p>filosófica e política, através de suas práticas, contribua para formar cidadãos de fato. Sabemos</p><p>das múltiplas dificuldades que incidem nas atividades do gestor, supervisor e do coordenador,</p><p>como, por exemplo, os baixos salários, as precárias condições de trabalho, as deficiências da</p><p>formação profissional e consequentemente, das capacitações em serviço alheias à realidade</p><p>(PERRENOUD, 2020).</p><p>3 CONCLUSÃO</p><p>Analisando as informações obtidas na pesquisa e conhecendo os limites e possibilidades</p><p>da prática interdisciplinar no ensino de Biologia, verifica-se que a metodologia interdisciplinar</p><p>pode ser aplicada com sucesso no ensino de diversas disciplinas e não apenas no ensino de</p><p>Biologia. Porém a abordagem interdisciplinar é favorecida quando os conteúdos das disciplinas</p><p>se relacionam para uma ampla compreensão de um tema estudado. A relação entre as matérias</p><p>é a base de tudo.</p><p>Com isto esta prática de ensino prepara melhor os indivíduos para a formação</p><p>profissional que hoje cada vez mais exige a contribuição de várias disciplinas. Encontram-se</p><p>exemplos de diversas escolas onde professores buscaram essa prática de ensino e obtiveram</p><p>excelentes resultados no processo ensino-aprendizagem.</p><p>Esta pesquisa permitiu identificar que a interdisciplinaridade promove um avanço na</p><p>educação, podendo ser praticada em grandes grupos, em dupla ou até mesmo sozinho,</p><p>integrando diferentes matérias e levando os alunos a compreender plenamente os conteúdos</p><p>curriculares; embora o interessante é o trabalho docente</p><p>conjunto.</p><p>Os PCN’s propõem a organização curricular das disciplinas sob três grandes eixos que</p><p>balizam as diferentes áreas do conhecimento humano sendo: A organização em três áreas</p><p>distintas como Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências da Natureza, Matemática e</p><p>suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias; tendo como base a reunião daqueles</p><p>conhecimentos que compartilham objetos de estudo e, portanto, mais facilmente se comunicam,</p><p>criando condições para que a prática escolar se desenvolva numa perspectiva de</p><p>interdisciplinaridade, porém não deixa muito claro como seria a prática interdisciplinar</p><p>proporcionando muitas dúvidas.</p><p>Porém, apesar das dificuldades, algumas escolas vêm vencendo os desafios e</p><p>construindo práticas interdisciplinares, talvez de todos os pontos mais relevantes para a prática</p><p>interdisciplinar, a mais importante seria a formação do professor, não para a simples prática,</p><p>mas para a práxis refletida, centrada na base da realidade dos alunos, capaz de promover uma</p><p>aprendizagem significativa para cada indivíduo e para a sociedade de forma que venha a</p><p>promover transformações.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ABDALLA, R. P. A Prática Interdisciplinar de um estudo do meio que utiliza as novas</p><p>tecnologias como espaço construção coletiva de produções. São Paulo: 2012.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais.</p><p>Temas transversais. Brasília: MEC, SEF, 2014.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da educação Nacional. LDB</p><p>9394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília: MEC, SEF, 1998.</p><p>FAVARÃO, N. R. L.; ARAÚJO. C. S. A. Importância da Interdisciplinaridade no</p><p>Ensino Superior. EDUCERE. Umuarama, v.4, n.2, p.103-115, 2011.</p><p>FAZENDA, I.C. A. Interdisciplinaridade. R. Interd. v.4, n.1, 2012.</p><p>FERREIRA, S. Introduzindo a noção de interdisciplinaridade. São Paulo, Cortez, 2014.</p><p>FERREIRA, H. A. B. de. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro. Ed:</p><p>Fronteira. 2011.</p><p>FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 11. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.</p><p>GARCIA, Regina Leite; MOREIRA, Antônio Flavio B. Começando uma conversa.</p><p>Sobre currículo. São Paulo: Ed. Cortez, 2013.</p><p>GUERRA, A. et al. A interdisciplinaridade no ensino das ciências a partir de uma</p><p>perspectiva histórico-filosófica. Cad. Cat. Ens. Fís, v. 15, n. 1: p. 32-46, abr. 2011.</p><p>JAPIASSU, Hilton. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Ed, Jorge Zahar, 2009.</p><p>LIMA, Francisco José de. Por que ensino como ensino? Contextos e narrativas da trajetória de</p><p>um professor formador de professores. HOLOS, v. 2, p. 259-275, 2018.</p><p>LÜCK, Heloísa. Pedagogia Interdisciplinar: Fundamentos teóricos-metodológicos. 2. ed.</p><p>Petrópolis/ RJ: Vozes Editora, 2017.</p><p>PERRENOUD, P. 10 novas Competências para ensinar. Porto Alegre. Artmed, 2020.</p><p>PINTO, U.A. Pedagogia escolar. São Paulo. Cortez, 2020.</p><p>POMBO, O. Interdisciplinaridade: Ambições e limites. Lisboa: Relógio d’Água, 2014.</p><p>SANTOMÉ, Jurjo Torres. A Organização relevante dos conteúdos nos currículos. Porto</p><p>alegre: Editora Artes Médicas, 2015.</p><p>ZABALA, A. Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo: uma proposta para o</p><p>currículo escolar. Porto Alegre: Artmed, 2016.</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>2 DESENVOLVIMENTO</p>

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