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<p>Unidade 4 - Seleção e sistemas de acasalamento</p><p>Seleção natural e artificial</p><p>As populações em equilíbrio de Hardy-Weinberg apresentam a frequência dos alelos e as frequências genotípicas constantes ao longo do tempo. Para alterar a estabilidade do equilíbrio de Hardy-Weinberg, a seleção, a mutação e a migração são capazes de modificar as frequências alélicas, aumentando o número de genes de interesse ao melhoramento genético (ELER, 2017a).</p><p>Quando se fala em seleção, subentende-se que nesse processo os animais superiores, que foram detectados como sendo os melhores, são selecionados (escolhidos) para acasalarem entre si e gerarem a próxima geração de animais melhorados. Existem dois tipos de seleção: a seleção natural e a seleção artificial (ELER, 2017a).</p><p>A seleção natural ocorre quando diferentes fatores influenciam a proporção de indivíduos que se reproduzirão. Alguns desses fatores são: diferenças nas taxas de mortalidade dos indivíduos da população; diferenças na duração do período de atividade sexual; e diferenças nas taxas de fertilidade. Na seleção natural, os indivíduos mais adaptados sobrevivem e, com isso, há a eliminação dos genes defeituosos que surgem por mutação (ELER, 2017a). A seleção natural atua efetivamente enquanto a população possuir dois ou mais genótipos que se reproduzem em taxas diferentes (PEREIRA, 2008).</p><p>A seleção artificial é a seleção praticada pelo ser humano, aumentando as combinações gênicas ou a frequência de genes desejáveis na população, por meio do acasalamento dos com performance superior, ou do acasalamento de indivíduos com outros indivíduos que sejam de outras raças ou linhas com capacidade para produzir descendentes com desempenho superior (ELER, 2017a).</p><p>CURIOSIDADE Com a seleção artificial, não se cria novos genes, mas se aumenta a frequência de genes desejáveis que são selecionados na população, diminuindo a frequência dos genes indesejáveis (ELER, 2017a). Além disso, com a seleção artificial, espera-se um melhoramento genético, e, assim, não é considerada um sistema de acasalamento. Com a seleção, indivíduos portadores de determinados genes ou combinações gênicas favoráveis deixam mais filhos do que outros indivíduos, e as mudanças genéticas que foram obtidas pela seleção permanecem nas próximas gerações (PEREIRA, 2008).</p><p>A seleção artificial é praticada quando o melhorista escolhe os pais da geração seguinte (PEREIRA, 2008). A seleção artificial pode se basear em dois critérios para escolher os animais: seleção fenotípica e a seleção genética (ELER, 2017a).</p><p>A seleção fenotípica escolhe os indivíduos com base nos seus valores fenotípicos. Ela pode ser morfológica ou fisiológica: a seleção fenotípica morfológica se relaciona a características exteriores do animal, como conformação, pelagem, padrões raciais etc. Entretanto, quando se compara o progresso genético no sentido produtivo, para este tipo de seleção, à maior influência do meio ambiente e à ação gênica não aditiva (dominância e epistasia), vemos que o progresso genético é limitado, devido à baixa correlação entre caracteres produtivos e morfológicos (ELER, 2017a).</p><p>A seleção fenotípica fisiológica, por sua vez, se relaciona aos valores das produções dos indivíduos (manifestações fisiológicas), como as produções de carne, de leite e de ovos. Na seleção fenotípica fisiológica há a possibilidade de haver erros devido à ação gênica não aditiva (dominância e epistasia) e aos desvios causados pelo ambiente (ELER, 2017a).</p><p>Na seleção genética, selecionam-se os indivíduos em relação aos seus valores genéticos aditivos. Não se individualizam os genes, e, por isso, a predição dos valores genéticos é realizada por processos indiretos, que são conhecidos como avaliação genética (ELER, 2017a).</p><p>A seleção se torna mais eficiente ao se obter uma frequência dos genes mais próxima de 0,5, sendo pouco eficiente quando a frequência gênica é próxima de 0,0 ou de 1,0. Assim, muitas gerações são necessárias para fazer com que um gene raro seja abundante na população (PEREIRA, 2008).</p><p>DIFERENCIAL DE SELEÇÃO</p><p>A maioria das características medidas em uma população segue a distribuição normal. Assim, a seleção de indivíduos com melhores fenótipos (superiores) para uma característica de interesse pode ser representada conforme vemos nos Gráficos 1 e 2 (LOPES, 2005).</p><p>No Gráfico 2, A representa a proporção dos indivíduos eliminados; Z representa a altura da ordenada no ponto de truncamento; b representa a proporção dos indivíduos selecionados para reprodução; t representa um valor do ponto de truncamento em desvios-padrões; e σP representa o desvio-padrão fenotípico da característica na população.</p><p>O diferencial de seleção é a diferença média dos animais selecionados e a média da população. O diferencial de seleção é calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Em que:</p><p>O diferencial de seleção pode ser comparado entre características diferentes ou em populações diferentes (quando está padronizado). Ele é calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Em que:</p><p>Em que:</p><p>· i representa a intensidade de seleção;</p><p>· Z representa a altura da ordenada no ponto de truncamento;</p><p>· b representa a proporção dos indivíduos selecionados para a reprodução.</p><p>A intensidade de seleção é uma indicação do número de desvios-padrões que a média de indivíduos selecionados excede na média da população antes de se fazer a seleção (LOPES, 2005). Para calcular o diferencial de seleção padronizado, usa-se a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Em que:</p><p>O desvio-padrão fenotípico (σP) é uma propriedade da população, sendo uma medida da variabilidade da característica. A intensidade de seleção pode ser encontrada por meio da distribuição normal padronizada. O valor t é o ponto de truncamento em desvio-padrão, o que significa que os indivíduos selecionados para reprodução estão t desvios-padrões acima da média (LOPES, 2005). O ponto de truncamento em relação às unidades originais pode ser calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Em que:</p><p>Na Tabela 1, pode-se observar os valores de t, A, b, Z e i quando se tem a distribuição normal padronizada:</p><p>GANHO OU PROGRESSO GENÉTICO E SUA OTIMIZAÇÃO</p><p>Com o ganho genético, pode-se medir a resposta à seleção. O ganho genético é calculado pela fórmula conhecida como equação fundamental do melhoramento genético por meio da seleção (LOPES, 2005):</p><p>Em que:</p><p>Quando se considera a prática da seleção, o cálculo do progresso genético por unidade de tempo é de maior interesse do que o progresso por geração, sendo que o intervalo de geração é necessário para se calcular a resposta à seleção. O intervalo de geração é o intervalo de tempo entre os estágios coincidentes do ciclo de vida em sucessivas gerações, e pode ser considerado como a média da idade dos pais ao nascerem os seus descendentes (que se tornarão pais na próxima geração) (LOPES, 2005). Assim, pode-se calcular o ganho genético esperado por unidade de tempo por meio da fórmula (LOPES, 2005):</p><p>FUNDAMENTOS DA AVALIAÇÃO GENÉTICA</p><p>O melhoramento genético animal possui como objetivo alterar geneticamente populações de animais pelo aumento da frequência de genes (ou alelos) e de genótipos desejáveis, o que é favorável ao mérito fenotípico médio de características destas populações (PEREIRA, 2008).</p><p>O melhorista pode alterar geneticamente as populações por meio de duas formas: a seleção e os métodos de acasalamento. Quando se decide qual fêmea se acasalará com qual macho, isso envolve os métodos de acasalamento. A seleção decide quais indivíduos serão os pais que passarão genes para a próxima geração. A seleção, neste caso a seleção artificial, possui como objetivo genético aumentar a frequência de alelos desejáveis para características de interesse ao programa de melhoramento. A dificuldade em identificar os animais superiores está no fato de que não há visibilidade do mérito genético dos indivíduos, e, por isso, ele deve ser estimado. Este processo de se avaliar os animais geneticamente se chama avaliação genética (PEREIRA, 2008).</p><p>Pode-se estimar o mérito genético de um indivíduo por meio do seu valor</p><p>genotípico (que é o mérito médio de muitos animais que possuem um genótipo particular) ou pelo valor genético aditivo do indivíduo (PEREIRA, 2008).</p><p>ESTIMATIVAS DE VALORES GÊNICOS (DEP, PTA, ACC E REL)</p><p>Por meio do valor genético aditivo, é possível, ao criador, organizar seu rebanho geneticamente, conforme o mercado consumidor, usando os recursos disponíveis na sua propriedade. A avaliação do valor genético aditivo dos indivíduos para as características de importância econômica é mais acurada por meio do cálculo da diferença esperada na progênie (DEP), do predicted transmitting ability (PTA), dentre outros (PEREIRA, 2008).</p><p>A DEP é utilizada em bovinos de corte, mas corresponde geneticamente ao PTA, que é utilizado para bovinos de leite. A DEP é uma medida da habilidade de transmissão genética de um animal que é avaliado como reprodutor. Já a acurácia (ACC) é um indicativo da confiabilidade da DEP que foi estimada. A DEP é utilizada universalmente ao comparar o mérito genético dos animais em relação a várias características de interesse econômico (PEREIRA, 2008).</p><p>A DEP prediz o valor genético aditivo de um animal como pai. Este valor genético aditivo é transmitido de pai para filho por meio dos gametas (espermatozoides nos machos e óvulos nas fêmeas). Assim, a DEP indica o mérito genético dos gametas produzidos por um indivíduo (touro ou vaca, por exemplo) (PEREIRA, 2008).</p><p>A DEP indica o valor genético aditivo de um animal usado como pai levando em consideração o número e o tipo de informações disponíveis, que podem variar de um indivíduo para outro; assim, a certeza associada a cada DEP estimada também varia. Por exemplo, para animais com muitas informações (progênie numerosa), a certeza da DEP é elevada; já quando se tem animais com poucas informações, a certeza da DEP tende a ser baixa. Esta certeza é denominada acurácia (ACC) (utilizada para bovinos de corte e outras espécies) ou reliability (REL) (usada para bovinos de leite). O valor da acurácia ou reliability varia de 0 a 1. Para valores mais próximos de 1, maior é a certeza na predição da DEP ou do PTA (PEREIRA, 2008).</p><p>A acurácia de cada DEP representa a qualidade e a quantidade da informação disponível ao se estimar a DEP, porém a acurácia não é utilizada como método de seleção; é a DEP que deve ser utilizada na seleção do animal (PEREIRA, 2008).</p><p>O PTA é usado para medir o mérito genético dos reprodutores em prova no teste de progênie. O PTA mede a superioridade ou inferioridade genética que se espera em cada lactação das filhas de um dado reprodutor. Como o reprodutor transmite metade de seus genes para cada filho ou filha, o seu valor genético é duas vezes o PTA (PEREIRA, 2008).</p><p>Para cada PTA associa-se um valor de repetibilidade, que também pode ser denominado acurácia, confiabilidade ou reliability (REL). Se um touro possuir uma alta acurácia, suas progênies possuirão maiores chances de melhor desempenho futuro. A acurácia é, portanto, uma medida de precisão do valor genético do indivíduo (PEREIRA, 2008).</p><p>Auxílios à seleção</p><p>No melhoramento animal, o termo "seleção" indica que os indivíduos com diferentes genótipos se reproduzirão com taxas diferentes na população. A seleção, para ser efetiva, depende da ocorrência de variabilidade genética, da frequência alélica na característica e da intensidade de seleção aplicada na característica. Estes aspectos influenciam o progresso genético a ser obtido por meio da seleção artificial, que possui como efeito genético o aumento da frequência gênica desejável ao melhoramento das espécies animais (PEREIRA, 2008).</p><p>A seleção individual ou massal é mais eficiente ao se considerarem características com alta herdabilidade, uma vez que, neste caso, os fenótipos indicam seguramente o valor genético dos indivíduos. Quando se consideram características de baixa herdabilidade, é necessário realizar medidas complementares que aumentam a eficiência da seleção. O uso de medidas auxiliares à seleção é justificado por três razões (PEREIRA, 2008):</p><p>· Obter maior segurança com o uso de médias de observações repetidas, como a produção de leite, produção de ovos em diferentes posturas ou número de leitões por leitegada;</p><p>· Com a seleção precoce, há intervalos de gerações mais curtos e com ganhos genéticos maiores. Assim, produções parciais podem ser um auxílio importante nos programas de melhoramento, uma vez que possuem uma correlação alta com as produções totais;</p><p>· As medidas auxiliares são usadas quando a seleção massal não pode ser praticada, como ocorre para características limitadas pelo sexo (produção de ovos ou de leite e número de leitões por leitegada) e para características que não podem ser medidas diretamente no animal (características de carcaça).</p><p>Os métodos de seleção podem ser classificados em dois tipos (ELER, 2017a):</p><p>· Seleção com o uso de apenas uma fonte de informação;</p><p>· Seleção com o uso de múltiplas fontes de informação.</p><p>Na seleção utilizando apenas uma fonte de informação, três fontes de informação podem ser consideradas (ELER, 2017a):</p><p>· Seleção fenotípica: O valor fenotípico é o desempenho do próprio indivíduo a ser avaliado;</p><p>· Seleção pelo pedigree: Média de desempenho de parentes que podem ser ancestrais (pai, mãe, avós etc.) ou colaterais (irmãos, primos etc.);</p><p>· Seleção pela progênie: Desempenho dos descendentes.</p><p>EXPLICANDO O termo "desempenho" indica o mesmo que o valor fenotípico do animal, sendo representado como desvio da média do grupo contemporâneo. O grupo contemporâneo é um conjunto de animais que se mantiveram juntos durante uma fase da vida e, por isso, possuíram as mesmas chances de expressar o seu fenótipo (ELER, 2017a).</p><p>SELEÇÃO PELO VALOR FENOTÍPICO INDIVIDUAL</p><p>A seleção fenotípica individual se baseia somente na seleção do indivíduo com base no desempenho (valor fenotípico para a característica) (ELER, 2017a). Esta seleção é mais eficiente em características de herdabilidade média a alta (LOPES, 2005).</p><p>Quando as características possuem alta herdabilidade, elas possuem um valor fenotípico que indica seguramente o valor genético dos indivíduos. É importante mencionar que, de forma independente da herdabilidade, características limitadas pelo sexo (produção de leite e produção de ovos) e características que não podem ser medidas diretamente no animal vivo (qualidade de carcaça ou de carne) não podem ser selecionadas pelo desempenho fenotípico do indivíduo (ELER, 2017a).</p><p>Na seleção pelo valor fenotípico individual, a resposta à seleção é medida por meio do ganho genético, que é calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Conhecendo o valor fenotípico de uma característica no indivíduo, a média da característica na sua população e a herdabilidade, é possível calcular o valor genético do animal usando a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Para exemplificar o uso desta fórmula, podemos considerar uma vaca que produz 4000 kg/ano, sendo que a média de produção do grupo é de 3000 kg/vaca/ano e a herdabilidade para produção de leite é igual a 0,30. Assim, calcula-se o valor genético predito desta vaca por (LOPES, 2005):</p><p>SELEÇÃO PELA GENEALOGIA OU PEDIGREE</p><p>A seleção pela genealogia ou pedigree baseia-se nos registros de produção dos ascendentes (pai, mãe, avós etc.) ou de parentes colaterais (irmãos, primos etc.) (ELER, 2017a). Ela é mais importante na avaliação de animais cuja característica não se manifesta em seu sexo ou de animais jovens (LOPES, 2005). Ela pode ser importante também para características limitadas pelo sexo, como produção de leite ou de ovos, e para características em que a obtenção dos registros de produção depende do abate dos animais, como avaliação de carcaça e qualidade de carne (ELER, 2017a).</p><p>Quando se considera as características de baixa herdabilidade, o pedigree pode ser de maior importância, principalmente se os méritos genéticos dos pais e dos avós são mais conhecidos do que os méritos genéticos do próprio indivíduo (LOPES, 2005).</p><p>Na avaliação do animal, o melhorista ou criador deve considerar todas as informações disponíveis sobre os ascendentes. Por exemplo, quando</p><p>se considera o pai de determinado touro leiteiro, devem ser informados o número de filhas em produção e a média de produção delas. Em relação à mãe, os mesmos dados devem ser informados, incluindo sua produção própria (LOPES, 2005). Assim, na seleção baseada em uma única observação do ascendente, o ganho genético é calculado usando a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Sendo o ascendente (LOPES, 2005):</p><p>Quando a seleção é baseada na média de n observações no ascendente, o ganho genético é calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>O valor genético predito do indivíduo a ser selecionado pela seleção pelo pedigree, baseada em uma única observação no ascendente, é calculado com a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Para calcular o valor genotípico predito na seleção baseada na média de n observações no ascendente, usa-se a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>A seleção pela informação de irmãos seleciona o animal por meio da análise da informação de seus irmãos. Nesta seleção, pode-se usar as informações de irmãs e irmãos paternos e maternos (de meios-irmãos ou de irmãos completos). Esta seleção é usada ao se ter necessidade de abater o animal para medir a característica relacionada à carcaça ou ao se ter a expressão da característica de interesse em apenas um dos sexos (LOPES, 2005).</p><p>Na seleção pela informação de irmãos há duas situações: o indivíduo a ser selecionado pode estar incluso na média dos irmãos testados ou não fazer parte da média dos irmãos testados (LOPES, 2005). Assim, o ganho genético quando o indivíduo selecionado é incluído na média é calculado usando a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>De outra forma, quando o indivíduo não é incluído na média, o ganho genético é calculado usando a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Quando o indivíduo selecionado é incluído na média, o valor genético predito é calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Quando o indivíduo selecionado não é incluído na média, o valor genético predito é calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>SELEÇÃO PELA PROGÊNIE</p><p>A seleção pela progênie seleciona o animal por meio da análise da informação de seus descendentes. Nesta seleção, comparam-se os filhos ou filhas de um reprodutor com os de outros reprodutores (LOPES, 2005).</p><p>O valor fenotípico de muitos filhos para avaliação do pai (reprodutor) é mais preciso, uma vez que, quando a média de muitos filhos é utilizada, as influências de meio são menores (LOPES, 2005).</p><p>Como os filhos recebem metade dos genes do pai, o desempenho dos filhos estima apenas metade do valor genético do pai. A outra metade dos genes herdados pela progênie vem da mãe, e, por isso, as mães pertencem a um grupo não selecionado, de mérito médio dentro da raça (LOPES, 2005).</p><p>O teste de progênie ocorre quando há as mesmas condições de manejo e criação e o número de filhos de um reprodutor é analisado comparativamente com um número adequado de filhos de outros reprodutores. Assim, o teste de progênie é aplicável quando (LOPES, 2005):</p><p>· A característica é de baixa herdabilidade;</p><p>· Consegue-se avaliar um número grande de filhos do reprodutor;</p><p>· O animal selecionado pela informação da progênie vai ser muito usado;</p><p>· A característica de interesse não se manifesta no próprio animal.</p><p>Existem algumas limitações e dificuldades ao se realizar o teste de progênie, como (LOPES, 2005):</p><p>· Necessidade da adoção da inseminação artificial;</p><p>· Deve-se criar e manter muitos filhos dos reprodutores em teste, além de manter os próprios reprodutores até saírem os resultados dos testes;</p><p>· O teste é concluído após um longo tempo de espera, e o ganho genético a ser obtido após a seleção do animal é lento.</p><p>O ganho genético a ser obtido pelo animal selecionado pelo teste de progênie pode ser calculado pela seguinte fórmula (LOPES, 2005):</p><p>O valor genético predito é obtido pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>SELEÇÃO PELA MÉDIA DE VIDA OU PELO USO DE OBSERVAÇÕES REPETIDAS</p><p>O uso de médias de produção do mesmo indivíduo em diferentes fases de sua vida produtiva aumenta a identificação precisa dos melhores genótipos da população (PEREIRA, 2008).</p><p>A avaliação e a seleção de fêmeas dentro de um rebanho se relacionam com a maior ou menor capacidade de julgar os desempenhos dos animais naquele rebanho. As diferenças ambientais temporárias acontecem entre os anos e podem originar variações no desempenho dos indivíduos, causando dificuldades em se identificarem os melhores genótipos. Produções altas em um rebanho ocorrem em genótipos superiores e ambientes favoráveis. Quando se separam os efeitos ambientais temporários dos efeitos ambientais permanentes, a seleção de fêmeas dentro de um rebanho é realizada de forma mais segura (PEREIRA, 2008).</p><p>O uso da média de n observações repetidas é um método bem eficiente no controle de confusões e erros que podem ser resultado dos efeitos ambientais temporários. Com a média de n produções, pode-se obter a capacidade provável de produção do animal (CPP), que leva em consideração os efeitos permanentes de meio e o valor genético do animal (PEREIRA, 2008).</p><p>A capacidade provável de produção (CPP) é calculada pela fórmula (PEREIRA, 2008):</p><p>Quando se aumenta o número de observações (n) de um mesmo indivíduo, aumenta-se também a acurácia da média do indivíduo, que é um indicador do seu valor genético (PEREIRA, 2008).</p><p>Como exemplo da aplicabilidade da fórmula de CPP (capacidade provável de produção), considere uma vaca com duas lactações (3200 e 3000 kg de leite) que pertence a um rebanho de média igual a 2800 kg. A repetibilidade da lactação é 0,4. Vamos demonstrar o cálculo da capacidade provável de produção (PEREIRA, 2008):</p><p>Dessa forma, CPP = 2,971 kg, que é o valor que se espera em produção para a lactação seguinte.</p><p>Sistemas de acasalamento</p><p>Os sistemas de acasalamento são utilizados para acasalar animais selecionados para se tornarem os pais da próxima geração. Existem os seguintes sistemas de acasalamento (ELER, 2017b):</p><p>· Sistemas relacionados com o desempenho dos animais (fenotípico ou genético);</p><p>· Sistemas relacionados com o pedigree dos animais.</p><p>Nos sistemas relacionados com o desempenho dos animais existem os seguintes sistemas (ELER, 2017b):</p><p>· Acasalamentos aleatórios;</p><p>· Acasalamentos entre semelhantes;</p><p>· Acasalamentos entre dessemelhantes.</p><p>Nos acasalamentos aleatórios, um indivíduo qualquer em uma população possui as mesmas oportunidades de se acasalar originando descendentes, sendo que os acasalamentos ocorrem ao acaso. Os acasalamentos aleatórios são usados em testes de progênie. Nos programas de melhoramento, realiza-se um sorteio de um número igual de fêmeas por macho, sendo que as fêmeas são acasaladas por inseminação artificial ou por monta natural (ELER, 2017b).</p><p>Nos acasalamentos entre semelhantes, os acasalamentos são realizados entre animais semelhantes genética ou fenotipicamente, isto é, os melhores machos se acasalam com as melhores fêmeas, e os piores machos se acasalam com as piores fêmeas. Este tipo de acasalamento acontece muito em rebanhos bovinos, aumentando as chances de obtenção de indivíduos com alto mérito genético, isto é, animais superiores (ELER, 2017b).</p><p>O acasalamento entre animais dessemelhantes é realizado entre animais diferentes genética ou fenotipicamente. Neste acasalamento, os melhores machos são acasalados com as piores fêmeas, e os piores machos são acasalados com as melhores fêmeas. Este acasalamento é usado em sistemas de produção comerciais, visto que produz indivíduos mais uniformes, ou é usado em acasalamentos corretivos, em que se usam bons reprodutores para determinadas características com fêmeas de baixo mérito genético (ELER, 2017b).</p><p>Os sistemas de acasalamento relacionados com o pedigree do animal estão relacionados com o parentesco dos animais e podem ser (ELER, 2017b):</p><p>· Acasalamentos endogâmicos;</p><p>· Acasalamentos exogâmicos ou cruzamentos.</p><p>Os acasalamentos endogâmicos são acasalamentos que ocorrem entre indivíduos aparentados, ou seja, que são geneticamente relacionados. A endogamia aumenta a proporção de genótipos homozigotos e diminui a proporção de genótipos heterozigotos (frequência genotípica), mas não altera a frequência</p><p>alélica. Pode ocorrer uma redução na média da população por causa da endogamia, o que é conhecido como depressão por endogamia (ELER, 2017b).</p><p>Os acasalamentos exogâmicos são acasalamentos entre indivíduos sem parentesco, em que o mais importante são os cruzamentos. Os cruzamentos são muito usados na indústria pecuária, porque possuem a vantagem da heterose e utilizam as diferenças genéticas entre raças ou entre linhas endogâmicas (ELER, 2017b).</p><p>As linhas endogâmicas são originadas por meio de acasalamentos endogâmicos (aparentados) por várias gerações. Cada linha endogâmica possui genótipos com pouca variabilidade genética e, por isso, seus gametas são bem similares. Por outro lado, existe variação entre linhas endogâmicas, uma vez que diferentes alelos foram fixados dentro de cada linha. Assim, o cruzamento entre linhas endogâmicas resulta no aumento da heterose e da heterozigosidade (ELER, 2017b).</p><p>As raças são fontes de variabilidade genética e podem ser associadas para aumentar a produtividade para características quantitativas. Na maior parte das vezes, o progresso genético após uma geração de cruzamentos só é alcançado após várias gerações de seleção. No cruzamento entre raças, a heterose e a complementaridade são considerados. A heterose é a superioridade da média da progênie F1 resultante do acasalamento entre a geração de pais. Já a complementaridade ocorre quando se combinam as vantagens que uma raça apresenta sobre a outra em características distintas. Como exemplo, podemos citar a qualidade de carcaça do angus com a rusticidade do nelore (ELER, 2017b).</p><p>PARENTESCO</p><p>Em melhoramento animal, o parentesco dá uma ideia de semelhança entre genótipos. Dois indivíduos podem ser considerados parentes porque possuem pelo menos um ascendente em comum. Por exemplo, dois irmãos completos possuem os mesmos pais; dois meios-irmãos possuem um pai ou mãe em comum; dois primos em primeiro grau possuem no mínimo um de seus avós em comum (PEREIRA, 2008).</p><p>Dois animais que pertencem à mesma raça apresentam muitos genes em comum. No melhoramento animal, avalia-se o parentesco entre dois indivíduos, porque um indivíduo pode descender do outro (parentesco direto) ou porque os indivíduos possuem um ascendente comum na sua genealogia (parentesco colateral). A medida desta semelhança genética é realizada pelo coeficiente de parentesco, que é uma indicação da probabilidade de dois indivíduos possuírem genes idênticos (cópias de um mesmo gene), que devem estar presentes em um ascendente comum (PEREIRA, 2008).</p><p>O grau de parentesco é estimado por meio do uso de setas ou caminhos que unem dois indivíduos ao ascendente comum. Cada seta ou caminho indica 1/2 (50%), já que cada pai transmite metade dos seus genes para cada filho. Para calcular o grau de parentesco, é preciso contar o número de gerações que existem entre os dois indivíduos e seus ascendentes comuns. O grau de parentesco é calculado pela fórmula (PEREIRA, 2008):</p><p>Como exemplo, vamos calcular o parentesco entre os primos X e Y com os seguintes pedigrees, representado no Diagrama 1.</p><p>Assim, pode-se verificar que os ancestrais comuns entre os primos X e Y são G e H. É possível, também, fazer uso do diagrama em seta, como demonstrado no Diagrama 2.</p><p>Dessa forma, as passagens entre X e Y, por meio dos ancestrais comuns G e H, são (PEREIRA, 2008):</p><p>A soma desses dois valores corresponde ao parentesco entre os primos X e Y, ou seja, o parentesco é 0,125 ou 12,5% (PEREIRA, 2008).</p><p>ENDOGAMIA OU CONSANGUINIDADE</p><p>A endogamia ou consanguinidade é o acasalamento de indivíduos com algum grau de parentesco. Pode-se dizer que existe consanguinidade em uma população quando é muito mais possível o acasalamento de um indivíduo com seus parentes do que ocorreria se fosse ao acaso (LOPES, 2005).</p><p>Com a consanguinidade, aumenta-se a quantidade de homozigotos e diminui-se a dos heterozigotos. Assim, aumentam-se as chances para os genes recessivos se expressarem, uma vez que eles estavam encobertos nos heterozigotos (LOPES, 2005).</p><p>A consanguinidade promove diferenciação genética entre linhas endogâmicas, uniformidade genética dentro das linhas e diminuição do valor fenotípico médio das características relacionadas com a capacidade reprodutiva ou eficiência fisiológica. Este último fenômeno é conhecido como depressão endogâmica, que reduz a fertilidade, a sobrevivência e o vigor dos animais (LOPES, 2005).</p><p>A consequência mais importante do compartilhamento de um ancestral comum por dois indivíduos é que eles podem carregar cópias de um dos genes presentes no ancestral e ao se acasalarem transmitem essas cópias à sua progênie (LOPES, 2005).</p><p>O coeficiente de consanguinidade determina a quantidade esperada da diminuição na heterozigose em relação ao ascendente comum dos pais. Além disso, o coeficiente de consanguinidade pode ser definido como a probabilidade de que dois alelos em qualquer loco, em um indivíduo, sejam idênticos por origem (LOPES, 2005).</p><p>O coeficiente de consanguinidade é calculado pelo acompanhamento do pedigree do indivíduo até o ancestral comum dos pais, incluindo as probabilidades de cada segregação. Assim, o coeficiente de consanguinidade de Wright é calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>O tamanho efetivo ou número efetivo da população identifica o número de indivíduos que originou o incremento da consanguinidade ou a taxa de consanguinidade para as condições, considerando que os indivíduos se acasalem como na população ideal. Assim, após a conversão do número observado (N) para o número efetivo (Ne), este número efetivo pode ser utilizado no cálculo da taxa de consanguinidade (ΔF), usando a fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Em que:</p><p>· ΔF é a taxa de consanguinidade;</p><p>· Ne é o tamanho efetivo.</p><p>Em uma população ideal, o número de reprodutores é o número efetivo ou tamanho efetivo (Ne), sendo metade da Ne constituída de machos e a outra metade constituída de fêmeas. Assume-se que os acasalamentos sejam ao acaso e que ocorra igual viabilidade dos gametas formados (LOPES, 2005).</p><p>Por motivos econômicos, utiliza-se um menor número de machos em relação ao de fêmeas nas populações de animais domésticos. Neste caso, o número efetivo em relação ao número de machos e fêmeas pode ser calculado pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Em que:</p><p>· Ne representa o tamanho efetivo ou número efetivo;</p><p>· Nm representa o número de machos usados na reprodução;</p><p>· Nf representa o número de fêmeas usadas na reprodução.</p><p>A taxa de consanguinidade (ΔF) é calculada pela fórmula (LOPES, 2005):</p><p>Como exemplo, considere populações com 400 animais que serão usados para a reprodução, com diferentes proporções de machos e fêmeas. Os números efetivos e as taxas de consanguinidade podem ser observados na Tabela 2. Nela, observa-se que a taxa de consanguinidade é mínima, quando o número de machos que são usados na reprodução é igual ao número de fêmeas (LOPES, 2005):</p><p>HETEROSE OU VIGOR HÍBRIDO</p><p>A heterose ou vigor híbrido é o aumento do vigor nos descendentes como resultado do cruzamento (acasalamento) de indivíduos de diferentes raças ou linhagens (LOPES, 2005).</p><p>Geralmente, a resposta à heterose é maior para as características de baixa herdabilidade. Dessa forma, o vigor híbrido é alto nas características reprodutivas, como fertilidade, tamanho da ninhada e sobrevivência, que são de baixa herdabilidade. Já para características de eficiência alimentar, crescimento pós-desmame e composição de carcaça, o vigor híbrido é baixo, porque essas características possuem de média a alta herdabilidade. Existem três tipos de heterose (LOPES, 2005):</p><p>Heterose individual: É o aumento do vigor em um único indivíduo, não estando relacionada aos efeitos ligados ao sexo (maternos e paternos);</p><p>Heterose materna: É relacionada ao uso de fêmeas cruzadas em vez de puras;</p><p>Heterose paterna: É relacionada ao uso de machos cruzados em vez de puros.</p><p>A heterose ou vigor híbrido pode ser calculado com base na fórmula (LOPES, 2005):</p><p>EXOGAMIA: CRUZAMENTOS</p><p>O cruzamento é o acasalamento de indivíduos pertencentes a diferentes raças. Com os cruzamentos de</p><p>animais de diferentes raças ou linhagens, é possível (LOPES, 2005):</p><p>· Aproveitar a heterose;</p><p>· Usar a complementaridade ou melhoramento em produção, relacionado à associação de características desejáveis de duas ou mais raças ou linhagens.</p><p>Podem ser encontrados cinco tipos de cruzamentos (LOPES, 2005):</p><p>· Cruzamento simples;</p><p>· Cruzamento contínuo ou absorvente;</p><p>· Cruzamento rotativo ou alternado;</p><p>· Cruzamento triplo ou tricross;</p><p>· Cruzamento duplo entre quatro raças.</p><p>No cruzamento simples, fêmeas puras de uma raça (B) são acasaladas com machos puros de outra raça (A), como representado na Figura 1. Este sistema permite aproveitar a complementaridade de duas raças (LOPES, 2005).</p><p>O cruzamento rotativo ou alternado pode ser realizado entre duas ou três raças. No cruzamento alternado entre duas ou três raças, a raça pura do reprodutor é alternada a cada geração.</p><p>No cruzamento triplo ou tricross, fêmeas cruzadas 1/2 AB são acasaladas com machos puros de uma terceira raça (C), conforme demonstrado na Figura 5. Essa é uma opção em que o criador obtém alto grau de heterose e também alto nível de produção, que são provenientes das raças usadas nos cruzamentos (LOPES, 2005).</p><p>No cruzamento duplo entre quatro raças, fêmeas cruzadas 1/2 CD são acasaladas com machos cruzados 1/2 AB, como demonstrado na Figura 6. Neste cruzamento, o criador pode aproveitar a heterose individual do híbrido duplo, a heterose materna das fêmeas cruzadas e a heterose paterna dos machos cruzados (LOPES, 2005).</p><p>SINTETIZANDO</p><p>Na seleção, os melhores animais são escolhidos para serem acasalados entre si. Há dois tipos de seleção: a seleção natural e a seleção artificial. A diferença média dos animais selecionados e a média da população é conhecida como diferencial de seleção, já a resposta à seleção é medida pelo ganho genético.</p><p>O melhoramento genético animal possui o objetivo de alterar geneticamente populações de animais pelo aumento da frequência de genes (ou alelos) e de genótipos desejáveis, o que é favorável ao mérito fenotípico médio de características destas populações. As populações são alteradas geneticamente pelo melhorista por meio da seleção e dos métodos de acasalamento.</p><p>O mérito genético de um indivíduo pode ser medido pelo valor genético aditivo do indivíduo ou pelo seu valor genotípico. O cálculo da diferença esperada na progênie (DEP), do predicted transmitting ability (PTA), entre outros, torna possível uma avaliação mais acurada do valor genético aditivo dos animais em relação a muitas características de interesse.</p><p>A certeza com que cada DEP e PTA é estimada varia. Esta certeza recebe o nome de acurácia (ACC), que tem sido utilizada para bovinos de corte e outras espécies, ou reliability (REL), que tem sido utilizada para bovinos de leite. A seleção individual ou massal é eficiente com características de herdabilidade alta. Para características de baixa herdabilidade, medidas complementares ajudam a aumentar a eficiência da seleção.</p><p>Os métodos de seleção podem ser: seleção utilizando apenas uma fonte de informação e seleção utilizando múltiplas fontes de informação. Na seleção utilizando apenas uma fonte de informação, três fontes de informação podem ser consideradas: seleção fenotípica, seleção pelo pedigree e seleção pela progênie.</p><p>Os sistemas de acasalamento são formas de acasalar os animais que foram selecionados e serão os pais da próxima geração de filhos. Existem os seguintes sistemas de acasalamento: sistemas relacionados com o desempenho dos animais (genético ou fenotípico) e sistemas relacionados com o pedigree dos animais.</p><p>Nos sistemas relacionados com o desempenho dos animais, há os seguintes sistemas: acasalamentos aleatórios, acasalamentos entre semelhantes e acasalamentos entre dessemelhantes. Os sistemas de acasalamento relacionados com o pedigree do animal podem ser: acasalamentos endogâmicos e acasalamentos exogâmicos, ou cruzamentos.</p><p>Em melhoramento animal, o parentesco dá uma ideia de semelhança entre genótipos. Dois indivíduos são parentes porque possuem pelo menos um ascendente em comum e, por isso, possuem um coeficiente de parentesco.</p><p>A endogamia ou consanguinidade é o acasalamento de indivíduos com algum grau de parentesco. A heterose ou vigor híbrido é a superioridade dos descendentes como consequência do cruzamento (acasalamento) de indivíduos de diferentes raças ou linhagens.</p><p>O cruzamento é o acasalamento de indivíduos de diferentes raças. Existem cinco tipos de cruzamentos: cruzamento simples, cruzamento contínuo ou absorvente, cruzamento rotativo ou alternado, cruzamento triplo ou tricross e cruzamento duplo entre quatro raças.</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.png</p><p>image40.png</p><p>image41.png</p><p>image42.png</p><p>image43.png</p><p>image44.png</p><p>image45.png</p><p>image46.png</p><p>image47.png</p><p>image48.png</p><p>image49.png</p><p>image50.png</p><p>image51.png</p><p>image52.png</p><p>image53.png</p><p>image54.png</p><p>image1.png</p><p>image55.png</p><p>image56.png</p><p>image57.png</p><p>image58.png</p><p>image59.png</p><p>image60.png</p><p>image61.png</p><p>image62.png</p><p>image63.png</p><p>image64.png</p><p>image2.png</p><p>image65.png</p><p>image66.png</p><p>image67.png</p><p>image68.png</p><p>image69.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p>